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Ementa e Acórdão 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Denunciação caluniosa (art. 339, c/c o art. 29, CP). Advogado. Exercício do mandato. Coautoria. Admissibilidade. Precedente. Ação penal. Trancamento. Descabimento. Denúncia lastreada em provas idôneas. Desnecessidade de conclusão do inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. Impossibilidade de se revolverem fatos e provas em sede de habeas corpus para aferição de justa causa. Denúncia. Inépcia. Não ocorrência. Descrição mínima dos fatos e de suas circunstâncias. Inexistência de ilegalidade flagrante. Recurso não provido. 1. O trancamento da ação penal em habeas corpus é medida excepcional, a ser aplicada somente quando constatada, de plano e manifestamente: i) a inépcia da denúncia; ii) a atipicidade da conduta; iii) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou iv) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. Na espécie, a denúncia encontra lastro razoável nas provas dos autos e descreve suficientemente o fato criminoso e suas circunstâncias, que, em tese, se subsumem no crime descrito no art. 339, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, de modo a possibilitar ao recorrente o amplo exercício do direito de defesa. 3. Diversamente do que sustenta o recorrente, não há necessidade de exaurimento das diligências no inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. 4. Independentemente da conclusão do inquérito com o relatório da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908250. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão RHC 129043 / PR autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. 5. Não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. 6. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. 7. O advogado, mesmo no exercício do mandato, em tese, pode ser coautor do crime de denunciação caluniosa. Precedente. 8. O habeas corpus não é a via adequada para dirimir controvérsia a respeito da existência ou não de dolo. Precedente. 9. Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, “a fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq nº 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15). 10. Recurso ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908250. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. 5. Não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. 6. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. 7. O advogado, mesmo no exercício do mandato, em tese, pode ser coautor do crime de denunciação caluniosa. Precedente. 8. O habeas corpus não é a via adequada para dirimir controvérsia a respeito da existência ou não de dolo. Precedente. 9. Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, “a fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq nº 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15). 10. Recurso ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que “[o] recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 339, combinado com o artigo 29, ambos do Código Penal. (e-STJ fl. 33/34) O juízo singular rejeitou a denúncia sob a fundamentação de ausência de justa causa para a instauração da ação penal. (e- STJ fl. 119 à 123). O Ministério Público do Estado do Paraná interpôs recurso em sentido estrito, que foi provido para receber a denúncia. (e-STJ fl. 227 à 234). O recorrente interpôs Recurso Especial e Extraordinário em face do v. acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, os quais se encontram aguardando juntada. (consulta anexa). (…) O recorrente impetrou habeas corpus a fim de que fosse determinado o trancamento da ação penal que lhe é proposta pelo Ministério Público Estadual sob a fundamentação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que “[o] recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 339, combinado com o artigo 29, ambos do Código Penal. (e-STJ fl. 33/34) O juízo singular rejeitou a denúncia sob a fundamentação de ausência de justa causa para a instauração da ação penal. (e- STJ fl. 119 à 123). O Ministério Público do Estado do Paraná interpôs recurso em sentido estrito, que foi provido para receber a denúncia. (e-STJ fl. 227 à 234). O recorrente interpôs Recurso Especial e Extraordinário em face do v. acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, os quais se encontram aguardando juntada. (consulta anexa). (…) O recorrente impetrou habeas corpus a fim de que fosse determinado o trancamento da ação penal que lhe é proposta pelo Ministério Público Estadual sob a fundamentação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório RHC 129043 / PR flagrante falta de justa causa. O c. Superior Tribunal de Justiça negou a ordem por entender que a via eleita pelo recorrente se revelou inadequada, haja vista, a necessidade de profundo estudo das provas para se aferir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, em decisão assim ementada (…)” Ao ver do recorrente, “(...) restou demonstrado de forma direta e inequívoca a ausência de justa causa para o oferecimento da denúncia, não havendo base alguma para a acusação. Por uma análise superficial dos elementos contidos nos autos, infere-se cristalinamente que a denúncia oferecida em face do recorrente não demonstrou o mínimo de suporte fático, eis que, se deu amparada pela instauração de um inquérito policial que facilmente verifica-se que não foi concluído, razão pela qual, independe absolutamente de uma análise minuciosa do conjunto fático- probatório. A fundamentação da decisão de primeiro grau que rejeitou a denúncia reconheceu a ausência de justa causa para a persecução penal, tendo em vista que o inquérito policial que serviu como suporte para a denúncia do recorrente não foi devidamente concluído. Vejamos trechos da r. decisão singular (e-STJ fls. 119 à 123): “Sem a conclusão do inquérito, sem oitiva das testemunhas arroladas por Neldi (fl.13), o Delegado apresentou relatório e a digna representante do Ministério Público ofereceu denúncia contra Neldi José de Arruda e seu Advogado, Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, por crime de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal). Ocorre que, sem a conclusão do inquérito, não se pode aferir se aquele que requereu a instauração e, principalmente, seu procurador teriam praticado denunciação caluniosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR flagrante falta de justa causa. O c. Superior Tribunal de Justiça negou a ordem por entender que a via eleita pelo recorrente se revelou inadequada, haja vista, a necessidade de profundo estudo das provas para se aferir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, em decisão assim ementada (…)” Ao ver do recorrente, “(...) restou demonstrado de forma direta e inequívoca a ausência de justa causa para o oferecimento da denúncia, não havendo base alguma para a acusação. Por uma análise superficial dos elementos contidos nos autos, infere-se cristalinamente que a denúncia oferecida em face do recorrente não demonstrou o mínimo de suporte fático, eis que, se deu amparada pela instauração de um inquérito policial que facilmente verifica-se que não foi concluído, razão pela qual, independe absolutamente de uma análise minuciosa do conjunto fático- probatório. A fundamentação da decisão de primeiro grau que rejeitou a denúncia reconheceu a ausência de justa causa para a persecução penal, tendo em vista que o inquérito policial que serviu como suporte para a denúncia do recorrente não foi devidamente concluído. Vejamos trechos da r. decisão singular (e-STJ fls. 119 à 123): “Sem a conclusão do inquérito, sem oitiva das testemunhas arroladas por Neldi (fl.13), o Delegado apresentou relatório e a digna representante do Ministério Público ofereceu denúncia contra Neldi José de Arruda e seu Advogado, Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, por crime de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal). Ocorre que, sem a conclusão do inquérito, não se pode aferir se aquele que requereu a instauração e, principalmente, seu procurador teriam praticado denunciação caluniosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório RHC 129043 / PR (destaque original) A denúncia não tem respaldo no inquérito e, sem suporte fático, há abuso de poder. Seria indispensável a conclusão do inquérito policial para saber se Valdinei Wichinieski e Rosane Hellmann praticaram realmente crime de extorsão, ao exigir o pagamento de títulos, e somente com o arquivamento do inquérito (e dependendo do fundamento do arquivamento) é que se poderia falar, em tese, em crime de denunciação caluniosa. Em síntese, não houve conclusão do inquérito e não há suporte fático para a denúncia.” (destaque original) E de fato o inquérito policial não foi concluído, haja vista, que nenhuma testemunha arrolada pelo noticiante foi ouvida e, principalmente porque nem sequer as diligências entendidas como necessárias requeridas pelo representante do Ministério Público (e-STJ fl. 89) foram cumpridas pela autoridade policial antes de emitir o relatório de ( e-STJ fl. 112). Diante disso, resta flagrante a falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal em vista da não conclusão do inquérito policial, fato que é facilmente constatado nos autos e independe de dilação probatória. Pela simples inspeção dos autos, verifica-se à e-STJ fl. 89, que o digno representante do Ministério Público retornou os autos do inquérito à autoridade policial para que esta procedesse determinadas diligências entendidas como necessárias, vejamos: a) ouvir os proprietários da Auto Recuperadora G3 sobre os fatos contidos na inicial, indagando de quem é a assinatura no recibo de R$ 2.000,00 na fl. 13 e quais os termos do acordo firmado que determinou o pedido de arquivamento de fl. 21; ainda, a que se referia o cheque de R$ 532,00, uma vez que o recibo de R$ 2.000,00, salvo engano, dá conta da quitação dos serviços de lataria; b) ouvir as pessoas listadas na fl. 11; 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR (destaque original) A denúncia não tem respaldo no inquérito e, sem suporte fático, há abuso de poder. Seria indispensável a conclusão do inquérito policial para saber se Valdinei Wichinieski e Rosane Hellmann praticaram realmente crime de extorsão, ao exigir o pagamento de títulos, e somente com o arquivamento do inquérito (e dependendo do fundamento do arquivamento) é que se poderia falar, em tese, em crime de denunciação caluniosa. Em síntese, não houve conclusão do inquérito e não há suporte fático para a denúncia.” (destaque original) E de fato o inquérito policial não foi concluído, haja vista, que nenhuma testemunha arrolada pelo noticiante foi ouvida e, principalmente porque nem sequer as diligências entendidas como necessárias requeridas pelo representante do Ministério Público (e-STJ fl. 89) foram cumpridas pela autoridade policial antes de emitir o relatório de ( e-STJ fl. 112). Diante disso, resta flagrante a falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal em vista da não conclusão do inquérito policial, fato que é facilmente constatado nos autos e independe de dilação probatória. Pela simples inspeção dos autos, verifica-se à e-STJ fl. 89, que o digno representante do Ministério Público retornou os autos do inquérito à autoridade policial para que esta procedesse determinadas diligências entendidas como necessárias, vejamos: a) ouvir os proprietários da Auto Recuperadora G3 sobre os fatos contidos na inicial, indagando de quem é a assinatura no recibo de R$ 2.000,00 na fl. 13 e quais os termos do acordo firmado que determinou o pedido de arquivamento de fl. 21; ainda, a que se referia o cheque de R$ 532,00, uma vez que o recibo de R$ 2.000,00, salvo engano, dá conta da quitação dos serviços de lataria; b) ouvir as pessoas listadas na fl. 11; 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório RHC 129043 / PR c) ouvir novamente Neldi para que melhor esclareça os fatos, alertando-o de que o registro de fato que determine a abertura de inquérito policial – como no caso, da extorsão – de que sabe serem os acusados inocentes, configura crime de denunciação caluniosa. Todavia, constata-se que a autoridade policial relatou o inquérito policial (e-STJ fl.112) sem emitir qualquer conclusão e sem sequer cumprir a cota ministerial, que inegavelmente se mostrou de grande relevância para a apuração da verdade dos fatos, especialmente àquela referente à oitiva das testemunhas presenciais arroladas pelo noticiante (alínea b), que certamente serviria para apurar a veracidade dos fatos narrados no pedido de abertura de inquérito e permitiria se extrair uma conclusão com o mínimo de suporte probatório”. Ao ver do recorrente, a denúncia ofertada pelo digno representante do Ministério Público se deu sem absolutamente existir o mínimo de suporte probatório. Ocorreu, na verdade, uma mera suposição do cometimento de crime pelo órgão acusador, em absoluto abuso de poder, sem qualquer prova, vez que, o mesmo achou por bem concluir que, pelo fato de ter havido o pedido de arquivamento do inquérito policial instaurado, estaria demonstrado que as acusações ali expostas seriam falsas Como bem decidido pelo juízo singular, a denúncia foi precipitadamente oferecida e sem qualquer suporte fático, pois o inquérito policial não foi concluído e, somente após a sua conclusão, com a oitiva de testemunhas arroladas, é que eventualmente poderia se concluir pela existência do crime de denunciação caluniosa. Se o noticiante do inquérito apontou 3 (três) testemunhas que teriam presenciado os fatos narrados, a oitiva das mesmas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR c) ouvir novamente Neldi para que melhor esclareça os fatos, alertando-o de que o registro de fato que determine a abertura de inquérito policial – como no caso, da extorsão – de que sabe serem os acusados inocentes, configura crime de denunciação caluniosa. Todavia, constata-se que a autoridade policial relatou o inquérito policial (e-STJ fl.112) sem emitir qualquer conclusão e sem sequer cumprir a cota ministerial, que inegavelmente se mostrou de grande relevância para a apuração da verdade dos fatos, especialmente àquela referente à oitiva das testemunhas presenciais arroladas pelo noticiante (alínea b), que certamente serviria para apurar a veracidade dos fatos narrados no pedido de abertura de inquérito e permitiria se extrair uma conclusão com o mínimo de suporte probatório”. Ao ver do recorrente, a denúncia ofertada pelo digno representante do Ministério Público se deu sem absolutamente existir o mínimo de suporte probatório. Ocorreu, na verdade, uma mera suposição do cometimento de crime pelo órgão acusador, em absoluto abuso de poder, sem qualquer prova, vez que, o mesmo achou por bem concluir que, pelo fato de ter havido o pedido de arquivamento do inquérito policial instaurado, estaria demonstrado que as acusações ali expostas seriam falsas Como bem decidido pelo juízo singular, a denúncia foi precipitadamente oferecida e sem qualquer suporte fático, pois o inquérito policial não foi concluído e, somente após a sua conclusão, com a oitiva de testemunhas arroladas, é que eventualmente poderia se concluir pela existência do crime de denunciação caluniosa. Se o noticiante do inquérito apontou 3 (três) testemunhas que teriam presenciado os fatos narrados, a oitiva das mesmas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório RHC 129043 / PR poderiam ser elucidado toda a investigação, bem como poderiam ter sido ouvidas as pessoas que acompanharam Rosane e Valdinei até a casa de Neldi para efetuarem a cobrança. Poderia também ter sido determinada a oitiva do recorrente. Gize-se que a certeza e comprovação dos indícios de materialidade de conduta imputada ao recorrente somente poderia ter sido obtida após a oitiva de todas as testemunhas, e não somente com a oitiva das partes envolvidas, fazendo-se valer mais a palavra de uma em frente da outra, pois foi isso que ocorreu nos autos”. Defende o recorrente que “[o] digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPPO digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPP. O órgão ministerial afirmou em sua acusação que existe um lastro real e concreto indicando que Neldi, agindo em comunhão de idéias e propósitos com seu advogado Rui, protocolizaram notícia crime na 13ª Subdivisão Policial, narrando a prática de crime extorsão e ameaça atribuídos a Valdinei e Rosane, que sabiam não ter ocorrido. Pergunta-se: AONDE ESTÁ ESSE LASTRO REAL E CONCRETO DE PROVA? SE O MINISTÉRIO PÚBLICO ENTENDEU HAVER INDÍCIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DENUCIAÇÃO CALUNIOSA POR QUE NÃO EXIGIU QUE SE PROCEDESSE A OITIVA DAS TESTEMUNHAS ARROLADAS NO INQUÉRITO E QUE TERIAM PRESENCIADO OS FATOS (ART. 16, CPP)? POR QUE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR poderiam ser elucidado toda a investigação, bem como poderiam ter sido ouvidas as pessoas que acompanharam Rosane e Valdinei até a casa de Neldi para efetuarem a cobrança. Poderia também ter sido determinada a oitiva do recorrente. Gize-se que a certeza e comprovação dos indícios de materialidade de conduta imputada ao recorrente somente poderia ter sido obtida após a oitiva de todas as testemunhas, e não somente com a oitiva das partes envolvidas, fazendo-se valer mais a palavra de uma em frente da outra, pois foi isso que ocorreu nos autos”. Defende o recorrente que “[o] digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPPO digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPP. O órgão ministerial afirmou em sua acusação que existe um lastro real e concreto indicando que Neldi, agindo em comunhão de idéias e propósitos com seu advogado Rui, protocolizaram notícia crime na 13ª Subdivisão Policial, narrando a prática de crime extorsão e ameaça atribuídos a Valdinei e Rosane, que sabiam não ter ocorrido. Pergunta-se: AONDE ESTÁ ESSE LASTRO REAL E CONCRETO DE PROVA? SE O MINISTÉRIO PÚBLICO ENTENDEU HAVER INDÍCIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DENUCIAÇÃO CALUNIOSA POR QUE NÃO EXIGIU QUE SE PROCEDESSE A OITIVA DAS TESTEMUNHAS ARROLADAS NO INQUÉRITO E QUE TERIAM PRESENCIADO OS FATOS (ART. 16, CPP)? POR QUE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório RHC 129043 / PR NÃO PEDIU PARA SEREM OUVIDAS AS PESSOAS QUE FORAM ATÉ A CASA DE NELDI EFETUAR A COBRANÇA DA DÍVIDA? (…) Ademais, a falta de justa causa se mostra ainda mais latente em relação a este recorrente, advogado que apenas estava exercendo sua atividade profissional e sendo uma ponte do seu cliente ao Poder Público e que não possui condições alguma de fazer juízo de valor das alegações de seus clientes quando os mesmos lhe contratam e especialmente quando narram o fato, apresentam documentos e apontam testemunhas presenciais, fazendo com que o profissional acredite e lute pela almejada Justiça!” Insiste o recorrente no reconhecimento da falta de justa causa para a ação penal, “haja vista, que o Ministério Público não demonstrou o mínimo lastro probatório que evidenciasse a configuração do elemento subjetivo do tipo penal em questão, vale dizer, o dolo direto de instaurar investigação policial mediante a imputação de crime a sujeito cuja inocência seja inequivocamente conhecida pelo agente. Pelo contrário, pelos elementos contidos nos autos restou demonstrado que a conduta do advogado, ora recorrente, foi adotada com toda a cautela e diligências que são exigidas, haja vista, que o pedido de instauração de inquérito policial se deu após o cliente narrar os fatos e indicar por inúmeros documentos e pelo arrolamento de testemunhas a possível veracidade do ocorrido, vejamos: 1) O cliente procurou o recorrente em seu escritório juntamente com sua esposa e narrou todos os fatos descritos na petição de abertura de inquérito. 2) Informou que estaria sendo cobrado por uma dívida já quitada referente a serviços de lataria e pintura em seu carro Ford Ka e apresentou um recibo de R$ 2.000,00 (dois mil reais) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR NÃO PEDIU PARA SEREM OUVIDAS AS PESSOAS QUE FORAM ATÉ A CASA DE NELDI EFETUAR A COBRANÇA DA DÍVIDA? (…) Ademais, a falta de justa causa se mostra ainda mais latente em relação a este recorrente, advogado que apenas estava exercendo sua atividade profissional e sendo uma ponte do seu cliente ao Poder Público e que não possui condições alguma de fazer juízo de valor das alegações de seus clientes quando os mesmos lhe contratam e especialmente quando narram o fato, apresentam documentos e apontam testemunhas presenciais, fazendo com que o profissional acredite e lute pela almejada Justiça!” Insiste o recorrente no reconhecimento da falta de justa causa para a ação penal, “haja vista, que o Ministério Público não demonstrou o mínimo lastro probatório que evidenciasse a configuração do elemento subjetivo do tipo penal em questão, vale dizer, o dolo direto de instaurar investigação policial mediante a imputação de crime a sujeito cuja inocência seja inequivocamente conhecida pelo agente. Pelo contrário, pelos elementos contidos nos autos restou demonstrado que a conduta do advogado, ora recorrente, foi adotada com toda a cautela e diligências que são exigidas, haja vista, que o pedido de instauração de inquérito policial se deu após o cliente narrar os fatos e indicar por inúmeros documentos e pelo arrolamento de testemunhas a possível veracidade do ocorrido, vejamos: 1) O cliente procurou o recorrente em seu escritório juntamente com sua esposa e narrou todos os fatos descritos na petição de abertura de inquérito. 2) Informou que estaria sendo cobrado por uma dívida já quitada referente a serviços de lataria e pintura em seu carro Ford Ka e apresentou um recibo de R$ 2.000,00 (dois mil reais) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Relatório RHC 129043 / PR que era correspondente a “pintura de seu carro Ford K.A Placa – AHW4375” e foi firmado em 12 de julho de 2007, com o carimbo da empresa AUTO RECUPERADORA G3, de propriedade de Valdinei, um dos apontados como autos da extorsão no pedido de abertura de inquérito. (recibo anexo - e- STJ fl. 47). 3) Informou que os cheques que supostamente havia deixado com os acusados no inquérito, nos valores de R$ 532,00 (quinhentos e trinta e dois reais) e R$ 50,00 (cinqüenta reais) foram sustados devido um furto que sofreu, inclusive entregou ao recorrente um Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia que relatava o furto da sua carteira quando estava no ônibus coletivo, asseverando que na carteira estavam os seguintes pertences: RG, CPF, Talão de Cheques do banco do Real, Agência 0249, Conta 4720023-8, sendo o número dos cheques do 010041 até 010060, mais a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais) em dinheiro. (B.O anexo - e-STJ fls. 48/49). 4) O cliente entregou ao advogado, ora recorrente, a sua solicitação feita ao banco de sustação do cheque de número 010041 pelo motivo de furto. (solicitação anexa - e-STJ fl. 50) 5) O cliente entregou ao advogado o comprovante de entrega do seu novo cartão de CPF, já que o seu teria sido furtado no interior do ônibus coletivo. (e- STJ fl. 51). 6) O cliente entregou ao recorrente seu extrato de movimentação de conta corrente, a fim de demonstrar a devolução dos cheques que haviam sido apresentados em sua conta e que se encontravam sustados por motivo do furto ocorrido no interior do ônibus coletivo. (extrato anexo - e-STJ fl. 52). 7) O cliente entregou ao advogado um documento emitido pelo Hospital Santa da comarca de Ponta Grossa, PR, que comprovava que sua mãe, Sra. Isolina Dulcelina de Arruda, era portadora de marcapasso cardíaco e que ficou muito nervosa com os fatos ocorridos e que foram narrados no pedido de abertura de inquérito policial. (documento anexo – e-STJ fl. 53). 8) O cliente citou ao advogado recorrente o nome dos 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR que era correspondente a “pintura de seu carro Ford K.A Placa – AHW4375” e foi firmado em 12 de julho de 2007, com o carimbo da empresa AUTO RECUPERADORA G3, de propriedade de Valdinei, um dos apontados como autos da extorsão no pedido de abertura de inquérito. (recibo anexo - e- STJ fl. 47). 3) Informou que os cheques que supostamente havia deixado com os acusados no inquérito, nos valores de R$ 532,00 (quinhentos e trinta e dois reais) e R$ 50,00 (cinqüenta reais) foram sustados devido um furto que sofreu, inclusive entregou ao recorrente um Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia que relatava o furto da sua carteira quando estava no ônibus coletivo, asseverando que na carteira estavam os seguintes pertences: RG, CPF, Talão de Cheques do banco do Real, Agência 0249, Conta 4720023-8, sendo o número dos cheques do 010041 até 010060, mais a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais) em dinheiro. (B.O anexo - e-STJ fls. 48/49). 4) O cliente entregou ao advogado, ora recorrente, a sua solicitação feita ao banco de sustação do cheque de número 010041 pelo motivo de furto. (solicitação anexa - e-STJ fl. 50) 5) O cliente entregou ao advogado o comprovante de entrega do seu novo cartão de CPF, já que o seu teria sido furtado no interior do ônibus coletivo. (e- STJ fl. 51). 6) O cliente entregou ao recorrente seu extrato de movimentação de conta corrente, a fim de demonstrar a devolução dos cheques que haviam sido apresentados em sua conta e que se encontravam sustados por motivo do furto ocorrido no interior do ônibus coletivo. (extrato anexo - e-STJ fl. 52). 7) O cliente entregou ao advogado um documento emitido pelo Hospital Santa da comarca de Ponta Grossa, PR, que comprovava que sua mãe, Sra. Isolina Dulcelina de Arruda, era portadora de marcapasso cardíaco e que ficou muito nervosa com os fatos ocorridos e que foram narrados no pedido de abertura de inquérito policial. (documento anexo – e-STJ fl. 53). 8) O cliente citou ao advogado recorrente o nome dos 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Relatório RHC 129043 / PR envolvidos e das pessoas que estavam lhe ligando para cobrar uma dívida, inclusive repassou os números dos telefones celular, os quais foram informados à autoridade policial para que investigasse. (e-STJ fl.40). 9) Indicou o carro e a placa em que estavam as pessoas que foram lhe cobrar em sua residência. (e-STJ fl.40). 10) Afirmou e passou dados de 3 (três) testemunhas que disse terem presenciado tudo aquilo narrado no pedido de abertura de inquérito. (e-STJ fl. 45) 11) Por fim, após concluído o pedido de instauração de inquérito policial, o advogado entregou cópia ao cliente antes de protocolizar e requereu que o mesmo assinasse todas as páginas como forma de anuir a tudo aquilo que estava narrrado. (…) Assim, o advogado, ora recorrente, munido dos documentos apresentados pelo seu cliente, das informações detalhadas das pessoas envolvidas, tais como números de telefone, placa de carros, nomes completos e com a indicação de 3 testemunhas presenciais do ocorrido, fez seu juízo acerca da aparente existência de crime a ser investigado pela autoridade policial. O pedido de instauração de inquérito é atribuição do advogado, já investigar minuciosamente se existiu realmente o crime narrado pelo cliente é atribuição da autoridade policial. (…) Ademais, há de se reconhecer que o recorrente atuou sob o escudo de excludente de ilicitude, no “exercício legal de direito”, qual seja, o direito do advogado de peticionar aos órgãos públicos, nos termos do artigo 5º, XXXIV e 133, da CF e prerrogativas constantes no Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil. Responsabilizar o profissional que assim age, apenas seguindo a orientação de seu cliente, implica em coação ao exercício regular da advocacia, violando o caráter constitucional a que foi elevada a profissão, considerada indispensável à 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR envolvidos e das pessoas que estavam lhe ligando para cobrar uma dívida, inclusive repassou os números dos telefones celular, os quais foram informados à autoridade policial para que investigasse. (e-STJ fl.40). 9) Indicou o carro e a placa em que estavam as pessoas que foram lhe cobrar em sua residência. (e-STJ fl.40). 10) Afirmou e passou dados de 3 (três) testemunhas que disse terem presenciado tudo aquilo narrado no pedido de abertura de inquérito. (e-STJ fl. 45) 11) Por fim, após concluído o pedido de instauração de inquérito policial, o advogado entregou cópia ao cliente antes de protocolizar e requereu que o mesmo assinasse todas as páginas como forma de anuir a tudo aquilo que estava narrrado. (…) Assim, o advogado, ora recorrente, munido dos documentos apresentados pelo seu cliente, das informações detalhadas das pessoas envolvidas, tais como números de telefone, placa de carros, nomes completos e com a indicação de 3 testemunhas presenciais do ocorrido, fez seu juízo acerca da aparente existência de crime a ser investigado pela autoridade policial. O pedido de instauração de inquérito é atribuição do advogado, já investigar minuciosamente se existiu realmente o crime narrado pelo cliente é atribuição da autoridade policial. (…) Ademais, há de se reconhecer que o recorrente atuou sob o escudo de excludente de ilicitude, no “exercício legal de direito”, qual seja, o direito do advogado de peticionar aos órgãos públicos, nos termos do artigo 5º, XXXIV e 133, da CF e prerrogativas constantes no Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil. Responsabilizar o profissional que assim age, apenas seguindo a orientação de seu cliente, implica em coação ao exercício regular da advocacia, violando o caráter constitucional a que foi elevada a profissão, considerada indispensável à 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Relatório RHC 129043 / PR administração da justiça”. Ante o exposto, requer o recorrente “seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional para determinar-se o trancamento da ação penal instaurada em face do recorrente, diante da flagrante ausência de justa causa”. Após contrarrazões, o recurso foi recebido e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, em parecer do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR administração da justiça”. Ante o exposto, requer o recorrente “seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional para determinar-se o trancamento da ação penal instaurada em face do recorrente, diante da flagrante ausência de justa causa”. Após contrarrazões, o recurso foi recebido e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, em parecer do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedente. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2º, do Código de Processo Penal. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. FALTA DE JUSTA CAUSA. AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO PARA A DEFLAGRAÇÃO DO PROCESSO. INEXISTÊNCIA DE DOLO DO ACUSADO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO PROBATÓRIO. VIA INADEQUADA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Toda denúncia é uma proposta de demonstração da ocorrência de fatos típicos e antijurídicos atribuídos a determinado acusado, sujeita, evidentemente, à comprovação e contrariedade, a qual somente deve ser repelida na via do habeas corpus diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedente. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2º, do Código de Processo Penal. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. FALTA DE JUSTA CAUSA. AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO PARA A DEFLAGRAÇÃO DO PROCESSO. INEXISTÊNCIA DE DOLO DO ACUSADO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO PROBATÓRIO. VIA INADEQUADA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Toda denúncia é uma proposta de demonstração da ocorrência de fatos típicos e antijurídicos atribuídos a determinado acusado, sujeita, evidentemente, à comprovação e contrariedade, a qual somente deve ser repelida na via do habeas corpus diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. 2. No caso dos autos, não há que se falar em trancamento da ação penal, pois não se vislumbra estarem presentes quaisquer das hipóteses que autorizam a interrupção prematura da persecução criminal por esta via, já que seria necessário o profundo estudo das provas, as quais deverão ser oportunamente valoradas pelo juízo competente. 3. Habeas corpus não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. De acordo com Afrânio Silva Jardim, a justa causa constitui “(...) um lastro mínimo de prova que deve fornecer arrimo à acusação, tendo em vista que a simples instauração do processo penal já atinge o chamado status dignitatis do imputado. Tal arrimo de prova nos é fornecido pelo inquérito policial ou pelas peças de informação, que devem acompanhar a acusação penal (arts. 12, 39, § 5º, e 46, § 1º, do Cód. Proc. Penal” (Direito Processual Penal. 9. ed., rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2000. p. 93). Prossegue o eminente processualista: “Desta forma, torna-se necessário ao regular exercício da ação penal a demonstração, prima facie, de que a acusação não é temerária ou leviana, por isso que lastreada em um mínimo de prova. Este suporte probatório mínimo se relaciona com os indícios da autoria, existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade. Somente diante de todo este conjunto probatório é que, a nosso ver, se coloca o princípio da obrigatoriedade da ação penal” (op. cit., p. 97). Assim, não basta que a denúncia, formalmente, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. 2. No caso dos autos, não há que se falar em trancamento da ação penal, pois não se vislumbra estarem presentes quaisquer das hipóteses que autorizam a interrupção prematura da persecução criminal por esta via, já que seria necessário o profundo estudo das provas, as quais deverão ser oportunamente valoradas pelo juízo competente. 3. Habeas corpus não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. De acordo com Afrânio Silva Jardim, a justa causa constitui “(...) um lastro mínimo de prova que deve fornecer arrimo à acusação, tendo em vista que a simples instauração do processo penal já atinge o chamado status dignitatis do imputado. Tal arrimo de prova nos é fornecido pelo inquérito policial ou pelas peças de informação, que devem acompanhar a acusação penal (arts. 12, 39, § 5º, e 46, § 1º, do Cód. Proc. Penal” (Direito Processual Penal. 9. ed., rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2000. p. 93). Prossegue o eminente processualista: “Desta forma, torna-se necessário ao regular exercício da ação penal a demonstração, prima facie, de que a acusação não é temerária ou leviana, por isso que lastreada em um mínimo de prova. Este suporte probatório mínimo se relaciona com os indícios da autoria, existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade. Somente diante de todo este conjunto probatório é que, a nosso ver, se coloca o princípio da obrigatoriedade da ação penal” (op. cit., p. 97). Assim, não basta que a denúncia, formalmente, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR “(...) impute ao réu uma conduta típica, ilícita e culpável. Isto satisfaz o aspecto formal da peça acusatória, mas para o regular exercício da ação pública se exige que os fatos ali narrados tenham alguma ressonância na prova do inquérito ou constante das peças de informação. Em outras palavras, a acusação não pode resultar de um ato de fé ou de adivinhação do autor da ação penal (…)” (Afrânio Silva Jardim, op. cit., p. 98). Maria Thereza Rocha de Assis Moura, em clássica obra a respeito da justa causa, aduz que, “(...) para que alguém seja acusado em juízo, faz-se imprescindível que a ocorrência do fato típico esteja evidenciada; que haja, no mínimo, probabilidade (e não mera possibilidade) de que o sujeito incriminado seja seu autor e um mínimo de culpabilidade” (Justa causa para a ação penal – doutrina e jurisprudência. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001. p. 222). Segundo a ilustre autora, “[p]rova induvidosa da ocorrência de um fato delituoso, na hipótese, e prova ou indícios de autoria, apurados em inquérito policial ou nas peças de informação que acompanham a acusação: é neste binômio que, para esta postura, consiste o fundamento tido como indispensável para a acusação, sem o qual inexiste justa causa para a instauração do processo criminal” (op. cit., p. 241). (…) “Em síntese, a justa causa para o recebimento da acusação não sobressai apenas de seus elementos formais, mas, mormente, de sua fidelidade à prova que demonstre a legitimidade da imputação. Segue-se que a necessidade de existência de justa causa funciona como mecanismo para impedir, em hipótese, a ocorrência de imputação infundada, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR “(...) impute ao réu uma conduta típica, ilícita e culpável. Isto satisfaz o aspecto formal da peça acusatória, mas para o regular exercício da ação pública se exige que os fatos ali narrados tenham alguma ressonância na prova do inquérito ou constante das peças de informação. Em outras palavras, a acusação não pode resultar de um ato de fé ou de adivinhação do autor da ação penal (…)” (Afrânio Silva Jardim, op. cit., p. 98). Maria Thereza Rocha de Assis Moura, em clássica obra a respeito da justa causa, aduz que, “(...) para que alguém seja acusado em juízo, faz-se imprescindível que a ocorrência do fato típico esteja evidenciada; que haja, no mínimo, probabilidade (e não mera possibilidade) de que o sujeito incriminado seja seu autor e um mínimo de culpabilidade” (Justa causa para a ação penal – doutrina e jurisprudência. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001. p. 222). Segundo a ilustre autora, “[p]rova induvidosa da ocorrência de um fato delituoso, na hipótese, e prova ou indícios de autoria, apurados em inquérito policial ou nas peças de informação que acompanham a acusação: é neste binômio que, para esta postura, consiste o fundamento tido como indispensável para a acusação, sem o qual inexiste justa causa para a instauração do processo criminal” (op. cit., p. 241). (…) “Em síntese, a justa causa para o recebimento da acusação não sobressai apenas de seus elementos formais, mas, mormente, de sua fidelidade à prova que demonstre a legitimidade da imputação. Segue-se que a necessidade de existência de justa causa funciona como mecanismo para impedir, em hipótese, a ocorrência de imputação infundada, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR temerária, leviana, caluniosa e profundamente imoral” (op. cit., p. 247). Na lição de Gustavo Badaró: “Em razão do caráter infamante do processo penal em si, em que o simples fato de estar sendo processado já significa uma grave ‘pena’ imposta ao indivíduo, não é possível admitir denúncias absolutamente temerárias, desconectadas dos elementos concretos de investigação que tenham sido colhidos na fase pré-processual. Aliás, uma das finalidades do inquérito policial é, justamente, fornecer ao acusador os elementos probatórios necessários para embasar a denúncia” (Processo Penal. Rio de Janeiro: Campus: Elsevier, 2012. p. 105). Assim, como ressalta Fernando da Costa Tourinho Filho, "[p]ara que seja possível o exercício do direito de ação penal, é indispensável que haja, nos autos do inquérito, ou nas peças de informação, ou na representação, elementos sérios, idôneos, a mostrar que houve uma infração penal, e indícios, mais ou menos razoáveis, de que o seu autor foi a pessoa apontada no procedimento informativo ou nos elementos de convicção" (Processo Penal. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1989. v. 1, p. 445). Na linha desses posicionamentos doutrinários, o Supremo Tribunal Federal, no HC 73.371/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 4/10/96, assentou que “[o] Ministério Público, para validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente quando o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR temerária, leviana, caluniosa e profundamente imoral” (op. cit., p. 247). Na lição de Gustavo Badaró: “Em razão do caráter infamante do processo penal em si, em que o simples fato de estar sendo processado já significa uma grave ‘pena’ imposta ao indivíduo, não é possível admitir denúncias absolutamente temerárias, desconectadas dos elementos concretos de investigação que tenham sido colhidos na fase pré-processual. Aliás, uma das finalidades do inquérito policial é, justamente, fornecer ao acusador os elementos probatórios necessários para embasar a denúncia” (Processo Penal. Rio de Janeiro: Campus: Elsevier, 2012. p. 105). Assim, como ressalta Fernando da Costa Tourinho Filho, "[p]ara que seja possível o exercício do direito de ação penal, é indispensável que haja, nos autos do inquérito, ou nas peças de informação, ou na representação, elementos sérios, idôneos, a mostrar que houve uma infração penal, e indícios, mais ou menos razoáveis, de que o seu autor foi a pessoa apontada no procedimento informativo ou nos elementos de convicção" (Processo Penal. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1989. v. 1, p. 445). Na linha desses posicionamentos doutrinários, o Supremo Tribunal Federal, no HC 73.371/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 4/10/96, assentou que “[o] Ministério Público, para validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente quando o 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR comportamento atribuído ao réu ‘nem mesmo em tese constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal, resulta de pura criação mental da acusação’ (RF 150/393, Rel. Min. OROZIMBO NONATO)”. Exige-se, assim, “a demonstração – fundada em elementos probatórios mínimos e lícitos – da realidade material do evento delituoso e da existência de indícios de sua possível autoria” (Inq 3.507/MG, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/14). Assentadas essas premissas, verifico que, na espécie, a denúncia oferecida contra o recorrente - rejeitada em primeiro grau de jurisdição - foi assim recebida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, na parte que interessa: “A magistrada singular rejeitou a denúncia, ao fundamento de que faltaria justa causa para a propositura da ação penal, pois a seu ver o inquérito policial não teria ainda sido concluído pois as testemunhas arroladas pelos denunciados (ora recorridos) não tinham ainda sido inquiridas pela autoridade policial. Consequentemente, concluiu que não havia ainda como aferir se os denunciados – especialmente o advogado – tinham praticado denunciação caluniosa. Todavia, ao contrário do que concluiu a D. magistrada, não se vislumbra a pretensa falta de justa causa para a propositura da ação penal. Isto porque é certo que no dia 28 de agosto de 2007, através de portaria, foi instaurado inquérito policial para apurar a suposta prática dos crimes de extorsão e de ameaça, que teriam sido perpetrados por Valdinei Wichineski e Rosane Hellmann. O inquérito foi instaurado com base em notícia-crime oferecida pelo ora recorrido Neldi José Arruda, em petição subscrita por seu advogado (e co-recorrido) Rui Lazarotto de Oliveira Junior. Na aludida petição, os noticiantes narraram o negócio adjacente (qual seja, a contratação por parte de Neldi dos serviços da Auto Recuperadora G3, de propriedade de Valdinei, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR comportamento atribuído ao réu ‘nem mesmo em tese constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal, resulta de pura criação mental da acusação’ (RF 150/393, Rel. Min. OROZIMBO NONATO)”. Exige-se, assim, “a demonstração – fundada em elementos probatórios mínimos e lícitos – da realidade material do evento delituoso e da existência de indícios de sua possível autoria” (Inq 3.507/MG, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/14). Assentadas essas premissas, verifico que, na espécie, a denúncia oferecida contra o recorrente - rejeitada em primeiro grau de jurisdição - foi assim recebida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, na parte que interessa: “A magistrada singular rejeitou a denúncia, ao fundamento de que faltaria justa causa para a propositura da ação penal, pois a seu ver o inquérito policial não teria ainda sido concluído pois as testemunhas arroladas pelos denunciados (ora recorridos) não tinham ainda sido inquiridas pela autoridade policial. Consequentemente, concluiu que não havia ainda como aferir se os denunciados – especialmente o advogado – tinham praticado denunciação caluniosa. Todavia, ao contrário do que concluiu a D. magistrada, não se vislumbra a pretensa falta de justa causa para a propositura da ação penal. Isto porque é certo que no dia 28 de agosto de 2007, através de portaria, foi instaurado inquérito policial para apurar a suposta prática dos crimes de extorsão e de ameaça, que teriam sido perpetrados por Valdinei Wichineski e Rosane Hellmann. O inquérito foi instaurado com base em notícia-crime oferecida pelo ora recorrido Neldi José Arruda, em petição subscrita por seu advogado (e co-recorrido) Rui Lazarotto de Oliveira Junior. Na aludida petição, os noticiantes narraram o negócio adjacente (qual seja, a contratação por parte de Neldi dos serviços da Auto Recuperadora G3, de propriedade de Valdinei, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR para reparar a lataria e promover a pintura de seu veículo) e o preço ajustado entre as partes (R$ 2.000,00). Em garantia, ainda segundo os noticiantes, Neldi teria deixado com Valdinei dois cheques – um no valor de R$ 532,00 e outro de R$ 50,00 – que seriam devolvidos por ocasião da quitação. Nesta ocasião, foi- lhe informado que os cheques teriam sido extraviados, ao que Neldi respondeu que já tinham sido sustados, em razão do furto do respectivo talonário. As partes teriam acordado, então, o pagamento em dinheiro da dívida e a desconsideração dos cheques. Todavia, segundo a notícia-crime, a partir deste dia Neldi teria passado a receber ligações em que eram cobrados os valores dos cheques, além de proferidas diversas ameaças. Finalmente, um grupo de cinco pessoas, dentre elas Valdinei e Rosana, teria se dirigido à sua residência para cobrar os cheques, utilizando-se de violência e ameaça com arma de fogo. Foi entregue a eles, então, a quantia de R$ 100,00, mediante recibo de quitação. Cerca de duas semanas mais tarde, em 11.09.2007, Neldi pediu o arquivamento do inquérito policial em razão de composição entre as partes (f. 21). Rosane Hellman, noiva de Valdinei, prestou declarações ao Ministério Público em 26.08.2010 (f. 52), oportunidade em que afirmou que os cheques dados por Neldi não foram compensados por falta de fundos e confirmou ter ido à casa dele para acertar a dívida. Relatou que Neldi ficou irritado com a cobrança – proferiu xingamentos, disse que estava sendo ameaçado, que chamaria a polícia e que não pagaria o débito. A esposa dele, então, efetuou o pagamento de R$ 100,00 para amortizar a dívida. O advogado Rui procurou-a após os fatos, ocasião em que quitou a dívida, razão porque formulou o pedido de arquivamento (f. 23). Valdinei Wichineski e Marilene Aparecida de Arruda (esposa de Neldi) também foram ouvidos na delegacia (fs. 61/62). O primeiro declarou que efetuou reparos no automóvel de Neldi e que pelos serviços prestados recebeu deste três cheques 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR para reparar a lataria e promover a pintura de seu veículo) e o preço ajustado entre as partes (R$ 2.000,00). Em garantia, ainda segundo os noticiantes, Neldi teria deixado com Valdinei dois cheques – um no valor de R$ 532,00 e outro de R$ 50,00 – que seriam devolvidos por ocasião da quitação. Nesta ocasião, foi- lhe informado que os cheques teriam sido extraviados, ao que Neldi respondeu que já tinham sido sustados, em razão do furto do respectivo talonário. As partes teriam acordado, então, o pagamento em dinheiro da dívida e a desconsideração dos cheques. Todavia, segundo a notícia-crime, a partir deste dia Neldi teria passado a receber ligações em que eram cobrados os valores dos cheques, além de proferidas diversas ameaças. Finalmente, um grupo de cinco pessoas, dentre elas Valdinei e Rosana, teria se dirigido à sua residência para cobrar os cheques, utilizando-se de violência e ameaça com arma de fogo. Foi entregue a eles, então, a quantia de R$ 100,00, mediante recibo de quitação. Cerca de duas semanas mais tarde, em 11.09.2007, Neldi pediu o arquivamento do inquérito policial em razão de composição entre as partes (f. 21). Rosane Hellman, noiva de Valdinei, prestou declarações ao Ministério Público em 26.08.2010 (f. 52), oportunidade em que afirmou que os cheques dados por Neldi não foram compensados por falta de fundos e confirmou ter ido à casa dele para acertar a dívida. Relatou que Neldi ficou irritado com a cobrança – proferiu xingamentos, disse que estava sendo ameaçado, que chamaria a polícia e que não pagaria o débito. A esposa dele, então, efetuou o pagamento de R$ 100,00 para amortizar a dívida. O advogado Rui procurou-a após os fatos, ocasião em que quitou a dívida, razão porque formulou o pedido de arquivamento (f. 23). Valdinei Wichineski e Marilene Aparecida de Arruda (esposa de Neldi) também foram ouvidos na delegacia (fs. 61/62). O primeiro declarou que efetuou reparos no automóvel de Neldi e que pelos serviços prestados recebeu deste três cheques 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR – um no valor de R$ 500,00, devidamente compensado – e mais dois, nos valores de R$ 50,00 e R$ 532,00, que teriam “retornado”. Ao manter contato telefônico com Neldi, este lhe disse para ir à sua casa receber o restante da dívida. Lá chegando, Neldi ficou nervoso porque Valdinei estava acompanhado. A esposa dele, ao ver a confusão, pediu a Valdinei ‘que não ligasse’ e efetuou o pagamento de R$100,00 – do qual foi assinado recibo. Em relação ao recibo no valor de R$ 2.000,00, à f. 13, disse não saber do que se trata, pois o valor do conserto foi de R$ 1.082,00. Negou ter ameaçado ou constrangido Neldi e negou possuir arma de fogo. Marilene, esposa de Neldi, confirmou que “não houve qualquer tentativa de extorsão ou ameaça por parte de Valdinei ou de sua companheira Rosana para receber os valores devidos”. Afirmou ainda que Neldi sofre de esquizofrenia e não possuía condições de prestar quaisquer esclarecimentos sobre os fatos “tendo em vista sua condição de saúde atual ser irreversível” (f. 62). O prazo para conclusão do inquérito foi sucessivamente prorrogado para que fossem realizadas as diligências pertinentes (fs. 24/26/30/32/34/36/38verso/40/42/44/47/50/ 56verso/58verso). Concluído o inquérito e apresentado o relatório final (fs. 75) os autos foram remetidos ao Ministério Público que ofereceu a denúncia. A conjunção de tais fatos (apresentação de queixa-crime noticiando a prática dos crimes de ameaça e de extorsão, que teriam sido perpetrados por Valdinei e Rosana; a instauração de inquérito policial para apurar tais condutas; o pedido de arquivamento apresentado menos de um mês após a instauração do inquérito à f.. 23; a negativa da ocorrência dos crimes por parte de Marilene, esposa do recorrido Neldi) indica a prática, em tese, da conduta prevista no art. 339 do CP. Ao contrário do afirmado pela Juíza a quo, o inquérito policial foi devidamente concluído, havendo suporte fático robusto para fundamentar o oferecimento da denúncia. Ademais, não há que se falar em inépcia da denúncia, que 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR – um no valor de R$ 500,00, devidamente compensado – e mais dois, nos valores de R$ 50,00 e R$ 532,00, que teriam “retornado”. Ao manter contato telefônico com Neldi, este lhe disse para ir à sua casa receber o restante da dívida. Lá chegando, Neldi ficou nervoso porque Valdinei estava acompanhado. A esposa dele, ao ver a confusão, pediu a Valdinei ‘que não ligasse’ e efetuou o pagamento de R$100,00 – do qual foi assinado recibo. Em relação ao recibo no valor de R$ 2.000,00, à f. 13, disse não saber do que se trata, pois o valor do conserto foi de R$ 1.082,00. Negou ter ameaçado ou constrangido Neldi e negou possuir arma de fogo. Marilene, esposa de Neldi, confirmou que “não houve qualquer tentativa de extorsão ou ameaça por parte de Valdinei ou de sua companheira Rosana para receber os valores devidos”. Afirmou ainda que Neldi sofre de esquizofrenia e não possuía condições de prestar quaisquer esclarecimentos sobre os fatos “tendo em vista sua condição de saúde atual ser irreversível” (f. 62). O prazo para conclusão do inquérito foi sucessivamente prorrogado para que fossem realizadas as diligências pertinentes (fs. 24/26/30/32/34/36/38verso/40/42/44/47/50/ 56verso/58verso). Concluído o inquérito e apresentado o relatório final (fs. 75) os autos foram remetidos ao Ministério Público que ofereceu a denúncia. A conjunção de tais fatos (apresentação de queixa-crime noticiando a prática dos crimes de ameaça e de extorsão, que teriam sido perpetrados por Valdinei e Rosana; a instauração de inquérito policial para apurar tais condutas; o pedido de arquivamento apresentado menos de um mês após a instauração do inquérito à f.. 23; a negativa da ocorrência dos crimes por parte de Marilene, esposa do recorrido Neldi) indica a prática, em tese, da conduta prevista no art. 339 do CP. Ao contrário do afirmado pela Juíza a quo, o inquérito policial foi devidamente concluído, havendo suporte fático robusto para fundamentar o oferecimento da denúncia. Ademais, não há que se falar em inépcia da denúncia, que 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR atendeu a todos os requisitos do art. 41 do CPP, além de narrar de forma escorreita as condutas imputadas aos codenunciados, permitindo-lhes se defender de forma ampla, de imputações concretas e bem delimitadas. Em suma, vislumbra-se justa causa para a propositura da ação penal contra os recorridos.” Como se observa, o tribunal local indicou a base empírica idônea para o recebimento da denúncia. Diversamente do que sustenta o recorrente, não há necessidade de exaurimento das diligências no inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. Dito de outro modo, independentemente da conclusão do inquérito, com o relatório da autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. Tanto isso é verdade que o próprio inquérito policial é dispensável, haja vista que o Ministério Público, nos termos do art. 46, § 1º, do Código de Processo Penal, pode oferecer denúncia com base nas peças de informação de que dispuser. Por sua vez, de acordo com o julgado ora impugnado, “(...) o paciente e o corréu Neldi José de Arruda, unidos pelas mesmas ideias e vontades, um aderindo a conduta delitiva do outro, de forma consciente de deliberada, o segundo dando poderes ao primeiro por meio de procuração, protocolaram documento na 13ª Subdivisão Policial, no qual teriam narrado que Valdinei Wichimeski e Rosane Hellmann teriam praticado os crimes de ameaça e extorsão majorada, mesmo sabendo não ter acontecido qualquer delito, dando causa à instauração de inquérito policial (e-STJ fl. 33). Valdinei e Rosane teriam comparecido à casa do corréu Neldi para acertar uma dívida referente à pintura de um carro, tendo este último ficado extremamente zangado, ocasião em que teria proferido xingamentos contra os referidos indivíduos, afirmando que chamaria a polícia (e-STJ fl. 33). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR atendeu a todos os requisitos do art. 41 do CPP, além de narrar de forma escorreita as condutas imputadas aos codenunciados, permitindo-lhes se defender de forma ampla, de imputações concretas e bem delimitadas. Em suma, vislumbra-se justa causa para a propositura da ação penal contra os recorridos.” Como se observa, o tribunal local indicou a base empírica idônea para o recebimento da denúncia. Diversamente do que sustenta o recorrente, não há necessidade de exaurimento das diligências no inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. Dito de outro modo, independentemente da conclusão do inquérito, com o relatório da autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. Tanto isso é verdade que o próprio inquérito policial é dispensável, haja vista que o Ministério Público, nos termos do art. 46, § 1º, do Código de Processo Penal, pode oferecer denúncia com base nas peças de informação de que dispuser. Por sua vez, de acordo com o julgado ora impugnado, “(...) o paciente e o corréu Neldi José de Arruda, unidos pelas mesmas ideias e vontades, um aderindo a conduta delitiva do outro, de forma consciente de deliberada, o segundo dando poderes ao primeiro por meio de procuração, protocolaram documento na 13ª Subdivisão Policial, no qual teriam narrado que Valdinei Wichimeski e Rosane Hellmann teriam praticado os crimes de ameaça e extorsão majorada, mesmo sabendo não ter acontecido qualquer delito, dando causa à instauração de inquérito policial (e-STJ fl. 33). Valdinei e Rosane teriam comparecido à casa do corréu Neldi para acertar uma dívida referente à pintura de um carro, tendo este último ficado extremamente zangado, ocasião em que teria proferido xingamentos contra os referidos indivíduos, afirmando que chamaria a polícia (e-STJ fl. 33). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR O paciente e o corréu, cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, teriam peticionado o referido documento, requerendo a instauração de inquérito policial, a fim de impedir que Valdinei e Rosane buscassem seus créditos, tendo, posteriormente, requerido o arquivamento do procedimento investigatório, o que demonstraria que sabiam que não teria ocorrido a prática de qualquer delito (e-STJ fls. 33/34)”. Assentou o julgado recorrido que a denúncia “(...) somente deve ser repelida diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. E como o remédio constitucional não é o instrumento adequado à discussão aprofundada a respeito de provas e fatos, não há como se valorar os elementos probatórios até então colacionados para perquirir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, bem como para se aferir se o paciente teria agido com dolo, ou se teria apenas exercido regularmente a sua profissão de advogado”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. Ademais, segundo a pacífica jurisprudência desta Corte Suprema, o trancamento da ação penal em habeas corpus é medida excepcional, a ser aplicada somente quando constatada, de plano e manifestamente: i) a inépcia da denúncia; ii) a atipicidade da conduta; iii) a ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR O paciente e o corréu, cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, teriam peticionado o referido documento, requerendo a instauração de inquérito policial, a fim de impedir que Valdinei e Rosane buscassem seus créditos, tendo, posteriormente, requerido o arquivamento do procedimento investigatório, o que demonstraria que sabiam que não teria ocorrido a prática de qualquer delito (e-STJ fls. 33/34)”. Assentou o julgado recorrido que a denúncia “(...) somente deve ser repelida diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. E como o remédio constitucional não é o instrumento adequado à discussão aprofundada a respeito de provas e fatos, não há como se valorar os elementos probatórios até então colacionados para perquirir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, bem como para se aferir se o paciente teria agido com dolo, ou se teria apenas exercido regularmente a sua profissão de advogado”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. Ademais, segundo a pacífica jurisprudência desta Corte Suprema, o trancamento da ação penal em habeas corpus é medida excepcional, a ser aplicada somente quando constatada, de plano e manifestamente: i) a inépcia da denúncia; ii) a atipicidade da conduta; iii) a ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou iv) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. Nesse sentido: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ART. 90 DA LEI 8.666/1993. FORMAÇÃO DE QUADILHA. ART. 288 DO CÓDIGO PENAL. INÉPCIA DA INICIAL. FALTA DE INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS DELITIVAS. NÃO OCORRÊNCIA. FRAUDE À LICITAÇÃO. CRIME FORMAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. A inicial acusatória narrou de forma individualizada e objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, aos tipos descritos na peça acusatória. 3. O Plenário desta Corte já decidiu que o delito previsto no art. 90 da Lei 8.666/1993 é formal, cuja consumação dá-se mediante o mero ajuste, combinação ou adoção de qualquer outro expediente com o fim de fraudar ou frustar o caráter competitivo da licitação, com o intuito de obter vantagem, para si ou para outrem, decorrente da adjudicação do seu objeto, de modo que a consumação do delito independe da homologação do procedimento licitatório. 4. Não há como avançar nas alegações postas na impetração acerca da ausência de indícios de autoria, questão que demandaria o revolvimento de fatos e provas, o que é inviável em sede de habeas corpus. Como se sabe, cabe às instâncias ordinárias proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferirem a definição jurídica adequada para os fatos que restaram devidamente comprovados. Não convém, portanto, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou iv) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. Nesse sentido: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ART. 90 DA LEI 8.666/1993. FORMAÇÃO DE QUADILHA. ART. 288 DO CÓDIGO PENAL. INÉPCIA DA INICIAL. FALTA DE INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS DELITIVAS. NÃO OCORRÊNCIA. FRAUDE À LICITAÇÃO. CRIME FORMAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. A inicial acusatória narrou de forma individualizada e objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, aos tipos descritos na peça acusatória. 3. O Plenário desta Corte já decidiu que o delito previsto no art. 90 da Lei 8.666/1993 é formal, cuja consumação dá-se mediante o mero ajuste, combinação ou adoção de qualquer outro expediente com o fim de fraudar ou frustar o caráter competitivo da licitação, com o intuito de obter vantagem, para si ou para outrem, decorrente da adjudicação do seu objeto, de modo que a consumação do delito independe da homologação do procedimento licitatório. 4. Não há como avançar nas alegações postas na impetração acerca da ausência de indícios de autoria, questão que demandaria o revolvimento de fatos e provas, o que é inviável em sede de habeas corpus. Como se sabe, cabe às instâncias ordinárias proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferirem a definição jurídica adequada para os fatos que restaram devidamente comprovados. Não convém, portanto, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias, sob pena de distorção do modelo constitucional de competências. 5. Ordem denegada” (HC nº 116.680/DF, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/2/14). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DOS EFEITOS DE WRIT CONCEDIDO PELO STJ. ART. 580 DO CPP. INAPLICABILIDADE. FATOS CONEXOS. JULGAMENTOS IGUAIS. DESCABIMENTO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. CRIME MEIO. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO NESTA INSTÂNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. (...) 6. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada quando indiscutível a ausência de justa causa ou quando há flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré-constituída, o que não se verifica na hipótese dos autos. Precedentes. 7. Habeas corpus denegado” (HC nº 103.314/PR, Segunda Turma, da relatoria da Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO E LESÃO CORPORAL. ALEGAÇÃO DE FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DECISÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA: IMPOSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 2. Decisão do Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentada e em harmonia com o entendimento do Supremo Tribunal sobre a matéria. 3. Na 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias, sob pena de distorção do modelo constitucional de competências. 5. Ordem denegada” (HC nº 116.680/DF, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/2/14). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DOS EFEITOS DE WRIT CONCEDIDO PELO STJ. ART. 580 DO CPP. INAPLICABILIDADE. FATOS CONEXOS. JULGAMENTOS IGUAIS. DESCABIMENTO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. CRIME MEIO. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO NESTA INSTÂNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. (...) 6. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada quando indiscutível a ausência de justa causa ou quando há flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré-constituída, o que não se verifica na hipótese dos autos. Precedentes. 7. Habeas corpus denegado” (HC nº 103.314/PR, Segunda Turma, da relatoria da Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO E LESÃO CORPORAL. ALEGAÇÃO DE FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DECISÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA: IMPOSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 2. Decisão do Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentada e em harmonia com o entendimento do Supremo Tribunal sobre a matéria. 3. Na 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR tímida via do habeas corpus, não se permite a verificação da veracidade dos fatos descritos na denúncia por análise do conjunto fático-probatório, em evidente substituição ao processo de conhecimento. Precedentes. Deve a ação penal ter seu curso normal. 4. Recurso ordinário ao qual se nega provimento” (HC nº 102.816/MG, Primeira Turma, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/5/2010). Em suma, a denúncia – que, segundo a instância ordinária, encontra lastro razoável nas provas dos autos - descreve suficientemente o fato criminoso e suas circunstâncias, que, em tese, se subsumem no crime descrito no art. 339, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, de modo a possibilitar ao recorrente o mais amplo exercício do direito de defesa. Quanto às alegações de ausência de dolo e de que o recorrente teria agido no exercício regular da advocacia, observo que “[a] ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Não se revela viável, desse modo, em sede de “habeas corpus”, o exame da alegação de ausência de dolo na conduta imputada ao agente. Precedentes” (HC nº 118.912/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 13/2/14) Quanto à possibilidade de o advogado, em tese, ser coautor do crime de denunciação caluniosa, assim já se pronunciou o Supremo Tribunal Federal: “Denunciação caluniosa. Co-autoria. Advogado que, em nome de cliente, subscreveu requerimento de instauração de inquérito policial que veio a ser arquivado, porque provada a 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR tímida via do habeas corpus, não se permite a verificação da veracidade dos fatos descritos na denúncia por análise do conjunto fático-probatório, em evidente substituição ao processo de conhecimento. Precedentes. Deve a ação penal ter seu curso normal. 4. Recurso ordinário ao qual se nega provimento” (HC nº 102.816/MG, Primeira Turma, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/5/2010). Em suma, a denúncia – que, segundo a instância ordinária, encontra lastro razoável nas provas dos autos - descreve suficientemente o fato criminoso e suas circunstâncias, que, em tese, se subsumem no crime descrito no art. 339, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, de modo a possibilitar ao recorrente o mais amplo exercício do direito de defesa. Quanto às alegações de ausência de dolo e de que o recorrente teria agido no exercício regular da advocacia, observo que “[a] ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Não se revela viável, desse modo, em sede de “habeas corpus”, o exame da alegação de ausência de dolo na conduta imputada ao agente. Precedentes” (HC nº 118.912/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 13/2/14) Quanto à possibilidade de o advogado, em tese, ser coautor do crime de denunciação caluniosa, assim já se pronunciou o Supremo Tribunal Federal: “Denunciação caluniosa. Co-autoria. Advogado que, em nome de cliente, subscreveu requerimento de instauração de inquérito policial que veio a ser arquivado, porque provada a 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR falsidade da imputação. Denúncia fundada em elementos colhidos no inquérito, indicando que o paciente, ao subscrever o requerimento, sabia ser falsa a imputação feita à vítima. Justa causa para a ação penal. RHC improvido” (RHC nº 60.197/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cordeiro Guerra, DJ de 10/9/82). Como destacado no voto condutor desse julgado, “[é] inegável, portanto, que o advogado, mesmo no exercício do mandato, pode concorrer para o crime de outrem, como na espécie, de denunciação caluniosa. O que urge apurar, em cada caso, é se o advogado agiu ou não consciente da falsidade da imputação feita pelo seu cliente. (…) Antes de completada a instrução da causa, não é possível o julgamento do mérito da acusação, ou seja, sobre o concurso consciente do advogado no crime imputado” (grifei). Por fim, relembre-se que “[a] fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq nº 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15) Nesse contexto, não vislumbro ilegalidade flagrante a ser reparada nesta sede. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR falsidade da imputação. Denúncia fundada em elementos colhidos no inquérito, indicando que o paciente, ao subscrever o requerimento, sabia ser falsa a imputação feita à vítima. Justa causa para a ação penal. RHC improvido” (RHC nº 60.197/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cordeiro Guerra, DJ de 10/9/82). Como destacado no voto condutor desse julgado, “[é] inegável, portanto, que o advogado, mesmo no exercício do mandato, pode concorrer para o crime de outrem, como na espécie, de denunciação caluniosa. O que urge apurar, em cada caso, é se o advogado agiu ou não consciente da falsidade da imputação feita pelo seu cliente. (…) Antes de completada a instrução da causa, não é possível o julgamento do mérito da acusação, ou seja, sobre o concurso consciente do advogado no crime imputado” (grifei). Por fim, relembre-se que “[a] fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq nº 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15) Nesse contexto, não vislumbro ilegalidade flagrante a ser reparada nesta sede. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 04/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR (00040748/PR) E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899180 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR (00040748/PR) E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899180 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11924626
2016-10-04T00:00:00
2016-10-26T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Denunciação caluniosa (art. 339, c/c o art. 29, CP). Advogado. Exercício do mandato. Coautoria. Admissibilidade. Precedente. Ação penal. Trancamento. Descabimento. Denúncia lastreada em provas idôneas. Desnecessidade de conclusão do inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. Impossibilidade de se revolverem fatos e provas em sede de habeas corpus para aferição de justa causa. Denúncia. Inépcia. Não ocorrência. Descrição mínima dos fatos e de suas circunstâncias. Inexistência de ilegalidade flagrante. Recurso não provido. 1. O trancamento da ação penal em habeas corpus é medida excepcional, a ser aplicada somente quando constatada, de plano e manifestamente: i) a inépcia da denúncia; ii) a atipicidade da conduta; iii) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou iv) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. Na espécie, a denúncia encontra lastro razoável nas provas dos autos e descreve suficientemente o fato criminoso e suas circunstâncias, que, em tese, se subsumem no crime descrito no art. 339, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, de modo a possibilitar ao recorrente o amplo exercício do direito de defesa. 3. Diversamente do que sustenta o recorrente, não há necessidade de exaurimento das diligências no inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. 4. Independentemente da conclusão do inquérito com o relatório da autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. 5. Não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. 6. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. 7. O advogado, mesmo no exercício do mandato, em tese, pode ser coautor do crime de denunciação caluniosa. Precedente. 8. O habeas corpus não é a via adequada para dirimir controvérsia a respeito da existência ou não de dolo. Precedente. 9. Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, “a fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq nº 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15). 10. Recurso ao qual se nega provimento.
sjur358731
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO PENAL, JUSTA CAUSA) HC 73271 (1ªT), Inq 3507 (TP). (HC, TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL) RHC 102816 (1ªT), HC 103314 (2ªT), HC 116680 (2ªT). (HC, APRECIAÇÃO, DOLO) HC 118912 AgR (2ªT). (ADVOGADO, COAUTORIA, CRIME, DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA) RHC 60197 (2ªT). (DENÚNCIA, JUÍZO DE DELIBAÇÃO) Inq 4022 (2ªT). Número de páginas: 25. Análise: 07/11/2016, JRS.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
129043
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00029 ART-00339\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041 ART-00046 PAR-00001\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 129043
[ "" ]
RECTE.(S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Denunciação caluniosa (art. 339, c/c o art. 29, Código Penal Brasileiro). Advogado. Exercício do mandato. Coautoria. Admissibilidade. Precedente. Ação penal. Trancamento. Descabimento. Denúncia lastreada em provas idôneas. Desnecessidade de conclusão do inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. Impossibilidade de se revolverem fatos e provas em sede de habeas corpus para aferição de justa causa. Denúncia. Inépcia. Não ocorrência. Descrição mínima dos fatos e de suas circunstâncias. Inexistência de ilegalidade flagrante. Recurso não provido. 1. O trancamento da ação penal em habeas corpus é medida excepcional, a ser aplicada somente quando constatada, de plano e manifestamente: i) a inépcia da denúncia; ii) a atipicidade da conduta; iii) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou iv) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. Na espécie, a denúncia encontra lastro razoável nas provas dos autos e descreve suficientemente o fato criminoso e suas circunstâncias, que, em tese, se subsumem no crime descrito no art. 339, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, de modo a possibilitar ao recorrente o amplo exercício do direito de defesa. 3. Diversamente do que sustenta o recorrente, não há necessidade de exaurimento das diligências no inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. 4. Independentemente da conclusão do inquérito com o relatório da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908250. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão RHC 129043 / PR autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. 5. Não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. 6. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. 7. O advogado, mesmo no exercício do mandato, em tese, pode ser coautor do crime de denunciação caluniosa. Precedente. 8. O habeas corpus não é a via adequada para dirimir controvérsia a respeito da existência ou não de dolo. Precedente. 9. Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, “a fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq n 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15). 10. Recurso ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908250. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. 5. Não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. 6. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. 7. O advogado, mesmo no exercício do mandato, em tese, pode ser coautor do crime de denunciação caluniosa. Precedente. 8. O habeas corpus não é a via adequada para dirimir controvérsia a respeito da existência ou não de dolo. Precedente. 9. Como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, “a fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq n 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15). 10. Recurso ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que “[o] recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 339, combinado com o artigo 29, ambos do Código Penal. (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 33/34) O juízo singular rejeitou a denúncia sob a fundamentação de ausência de justa causa para a instauração da ação penal. (e- Superior Tribunal de Justiça fl. 119 à 123). O Ministério Público do Estado do Paraná interpôs recurso em sentido estrito, que foi provido para receber a denúncia. (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 227 à 234). O recorrente interpôs Recurso Especial e Extraordinário em face do v. acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, os quais se encontram aguardando juntada. (consulta anexa). (…) O recorrente impetrou habeas corpus a fim de que fosse determinado o trancamento da ação penal que lhe é proposta pelo Ministério Público Estadual sob a fundamentação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) :RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Narra a inicial que “[o] recorrente foi denunciado pela suposta prática do delito previsto no artigo 339, combinado com o artigo 29, ambos do Código Penal. (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 33/34) O juízo singular rejeitou a denúncia sob a fundamentação de ausência de justa causa para a instauração da ação penal. (e- Superior Tribunal de Justiça fl. 119 à 123). O Ministério Público do Estado do Paraná interpôs recurso em sentido estrito, que foi provido para receber a denúncia. (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 227 à 234). O recorrente interpôs Recurso Especial e Extraordinário em face do v. acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, os quais se encontram aguardando juntada. (consulta anexa). (…) O recorrente impetrou habeas corpus a fim de que fosse determinado o trancamento da ação penal que lhe é proposta pelo Ministério Público Estadual sob a fundamentação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório RHC 129043 / PR flagrante falta de justa causa. O c. Superior Tribunal de Justiça negou a ordem por entender que a via eleita pelo recorrente se revelou inadequada, haja vista, a necessidade de profundo estudo das provas para se aferir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, em decisão assim ementada (…)” Ao ver do recorrente, “(...) restou demonstrado de forma direta e inequívoca a ausência de justa causa para o oferecimento da denúncia, não havendo base alguma para a acusação. Por uma análise superficial dos elementos contidos nos autos, infere-se cristalinamente que a denúncia oferecida em face do recorrente não demonstrou o mínimo de suporte fático, eis que, se deu amparada pela instauração de um inquérito policial que facilmente verifica-se que não foi concluído, razão pela qual, independe absolutamente de uma análise minuciosa do conjunto fático- probatório. A fundamentação da decisão de primeiro grau que rejeitou a denúncia reconheceu a ausência de justa causa para a persecução penal, tendo em vista que o inquérito policial que serviu como suporte para a denúncia do recorrente não foi devidamente concluído. Vejamos trechos da r. decisão singular (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 119 à 123): “Sem a conclusão do inquérito, sem oitiva das testemunhas arroladas por Neldi (fl.13), o Delegado apresentou relatório e a digna representante do Ministério Público ofereceu denúncia contra Neldi José de Arruda e seu Advogado, Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, por crime de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal). Ocorre que, sem a conclusão do inquérito, não se pode aferir se aquele que requereu a instauração e, principalmente, seu procurador teriam praticado denunciação caluniosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR flagrante falta de justa causa. O c. Superior Tribunal de Justiça negou a ordem por entender que a via eleita pelo recorrente se revelou inadequada, haja vista, a necessidade de profundo estudo das provas para se aferir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, em decisão assim ementada (…)” Ao ver do recorrente, “(...) restou demonstrado de forma direta e inequívoca a ausência de justa causa para o oferecimento da denúncia, não havendo base alguma para a acusação. Por uma análise superficial dos elementos contidos nos autos, infere-se cristalinamente que a denúncia oferecida em face do recorrente não demonstrou o mínimo de suporte fático, eis que, se deu amparada pela instauração de um inquérito policial que facilmente verifica-se que não foi concluído, razão pela qual, independe absolutamente de uma análise minuciosa do conjunto fático- probatório. A fundamentação da decisão de primeiro grau que rejeitou a denúncia reconheceu a ausência de justa causa para a persecução penal, tendo em vista que o inquérito policial que serviu como suporte para a denúncia do recorrente não foi devidamente concluído. Vejamos trechos da r. decisão singular (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 119 à 123): “Sem a conclusão do inquérito, sem oitiva das testemunhas arroladas por Neldi (fl.13), o Delegado apresentou relatório e a digna representante do Ministério Público ofereceu denúncia contra Neldi José de Arruda e seu Advogado, Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, por crime de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal). Ocorre que, sem a conclusão do inquérito, não se pode aferir se aquele que requereu a instauração e, principalmente, seu procurador teriam praticado denunciação caluniosa. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório RHC 129043 / PR (destaque original) A denúncia não tem respaldo no inquérito e, sem suporte fático, há abuso de poder. Seria indispensável a conclusão do inquérito policial para saber se Valdinei Wichinieski e Rosane Hellmann praticaram realmente crime de extorsão, ao exigir o pagamento de títulos, e somente com o arquivamento do inquérito (e dependendo do fundamento do arquivamento) é que se poderia falar, em tese, em crime de denunciação caluniosa. Em síntese, não houve conclusão do inquérito e não há suporte fático para a denúncia.” (destaque original) E de fato o inquérito policial não foi concluído, haja vista, que nenhuma testemunha arrolada pelo noticiante foi ouvida e, principalmente porque nem sequer as diligências entendidas como necessárias requeridas pelo representante do Ministério Público (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 89) foram cumpridas pela autoridade policial antes de emitir o relatório de ( e-Superior Tribunal de Justiça fl. 112). Diante disso, resta flagrante a falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal em vista da não conclusão do inquérito policial, fato que é facilmente constatado nos autos e independe de dilação probatória. Pela simples inspeção dos autos, verifica-se à e-Superior Tribunal de Justiça fl. 89, que o digno representante do Ministério Público retornou os autos do inquérito à autoridade policial para que esta procedesse determinadas diligências entendidas como necessárias, vejamos: a) ouvir os proprietários da Auto Recuperadora G3 sobre os fatos contidos na inicial, indagando de quem é a assinatura no recibo de R$ 2.000,00 na fl. 13 e quais os termos do acordo firmado que determinou o pedido de arquivamento de fl. 21; ainda, a que se referia o cheque de R$ 532,00, uma vez que o recibo de R$ 2.000,00, salvo engano, dá conta da quitação dos serviços de lataria; b) ouvir as pessoas listadas na fl. 11; 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR (destaque original) A denúncia não tem respaldo no inquérito e, sem suporte fático, há abuso de poder. Seria indispensável a conclusão do inquérito policial para saber se Valdinei Wichinieski e Rosane Hellmann praticaram realmente crime de extorsão, ao exigir o pagamento de títulos, e somente com o arquivamento do inquérito (e dependendo do fundamento do arquivamento) é que se poderia falar, em tese, em crime de denunciação caluniosa. Em síntese, não houve conclusão do inquérito e não há suporte fático para a denúncia.” (destaque original) E de fato o inquérito policial não foi concluído, haja vista, que nenhuma testemunha arrolada pelo noticiante foi ouvida e, principalmente porque nem sequer as diligências entendidas como necessárias requeridas pelo representante do Ministério Público (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 89) foram cumpridas pela autoridade policial antes de emitir o relatório de ( e-Superior Tribunal de Justiça fl. 112). Diante disso, resta flagrante a falta de justa causa para o prosseguimento da ação penal em vista da não conclusão do inquérito policial, fato que é facilmente constatado nos autos e independe de dilação probatória. Pela simples inspeção dos autos, verifica-se à e-Superior Tribunal de Justiça fl. 89, que o digno representante do Ministério Público retornou os autos do inquérito à autoridade policial para que esta procedesse determinadas diligências entendidas como necessárias, vejamos: a) ouvir os proprietários da Auto Recuperadora G3 sobre os fatos contidos na inicial, indagando de quem é a assinatura no recibo de R$ 2.000,00 na fl. 13 e quais os termos do acordo firmado que determinou o pedido de arquivamento de fl. 21; ainda, a que se referia o cheque de R$ 532,00, uma vez que o recibo de R$ 2.000,00, salvo engano, dá conta da quitação dos serviços de lataria; b) ouvir as pessoas listadas na fl. 11; 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório RHC 129043 / PR c) ouvir novamente Neldi para que melhor esclareça os fatos, alertando-o de que o registro de fato que determine a abertura de inquérito policial – como no caso, da extorsão – de que sabe serem os acusados inocentes, configura crime de denunciação caluniosa. Todavia, constata-se que a autoridade policial relatou o inquérito policial (e-Superior Tribunal de Justiça fl.112) sem emitir qualquer conclusão e sem sequer cumprir a cota ministerial, que inegavelmente se mostrou de grande relevância para a apuração da verdade dos fatos, especialmente àquela referente à oitiva das testemunhas presenciais arroladas pelo noticiante (alínea b), que certamente serviria para apurar a veracidade dos fatos narrados no pedido de abertura de inquérito e permitiria se extrair uma conclusão com o mínimo de suporte probatório”. Ao ver do recorrente, a denúncia ofertada pelo digno representante do Ministério Público se deu sem absolutamente existir o mínimo de suporte probatório. Ocorreu, na verdade, uma mera suposição do cometimento de crime pelo órgão acusador, em absoluto abuso de poder, sem qualquer prova, vez que, o mesmo achou por bem concluir que, pelo fato de ter havido o pedido de arquivamento do inquérito policial instaurado, estaria demonstrado que as acusações ali expostas seriam falsas Como bem decidido pelo juízo singular, a denúncia foi precipitadamente oferecida e sem qualquer suporte fático, pois o inquérito policial não foi concluído e, somente após a sua conclusão, com a oitiva de testemunhas arroladas, é que eventualmente poderia se concluir pela existência do crime de denunciação caluniosa. Se o noticiante do inquérito apontou 3 (três) testemunhas que teriam presenciado os fatos narrados, a oitiva das mesmas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR c) ouvir novamente Neldi para que melhor esclareça os fatos, alertando-o de que o registro de fato que determine a abertura de inquérito policial – como no caso, da extorsão – de que sabe serem os acusados inocentes, configura crime de denunciação caluniosa. Todavia, constata-se que a autoridade policial relatou o inquérito policial (e-Superior Tribunal de Justiça fl.112) sem emitir qualquer conclusão e sem sequer cumprir a cota ministerial, que inegavelmente se mostrou de grande relevância para a apuração da verdade dos fatos, especialmente àquela referente à oitiva das testemunhas presenciais arroladas pelo noticiante (alínea b), que certamente serviria para apurar a veracidade dos fatos narrados no pedido de abertura de inquérito e permitiria se extrair uma conclusão com o mínimo de suporte probatório”. Ao ver do recorrente, a denúncia ofertada pelo digno representante do Ministério Público se deu sem absolutamente existir o mínimo de suporte probatório. Ocorreu, na verdade, uma mera suposição do cometimento de crime pelo órgão acusador, em absoluto abuso de poder, sem qualquer prova, vez que, o mesmo achou por bem concluir que, pelo fato de ter havido o pedido de arquivamento do inquérito policial instaurado, estaria demonstrado que as acusações ali expostas seriam falsas Como bem decidido pelo juízo singular, a denúncia foi precipitadamente oferecida e sem qualquer suporte fático, pois o inquérito policial não foi concluído e, somente após a sua conclusão, com a oitiva de testemunhas arroladas, é que eventualmente poderia se concluir pela existência do crime de denunciação caluniosa. Se o noticiante do inquérito apontou 3 (três) testemunhas que teriam presenciado os fatos narrados, a oitiva das mesmas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório RHC 129043 / PR poderiam ser elucidado toda a investigação, bem como poderiam ter sido ouvidas as pessoas que acompanharam Rosane e Valdinei até a casa de Neldi para efetuarem a cobrança. Poderia também ter sido determinada a oitiva do recorrente. Gize-se que a certeza e comprovação dos indícios de materialidade de conduta imputada ao recorrente somente poderia ter sido obtida após a oitiva de todas as testemunhas, e não somente com a oitiva das partes envolvidas, fazendo-se valer mais a palavra de uma em frente da outra, pois foi isso que ocorreu nos autos”. Defende o recorrente que “[o] digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPPO digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPP. O órgão ministerial afirmou em sua acusação que existe um lastro real e concreto indicando que Neldi, agindo em comunhão de idéias e propósitos com seu advogado Rui, protocolizaram notícia crime na 13... Subdivisão Policial, narrando a prática de crime extorsão e ameaça atribuídos a Valdinei e Rosane, que sabiam não ter ocorrido. Pergunta-se: AONDE ESTÁ ESSE LASTRO REAL E CONCRETO DE PROVA? SE O MINISTÉRIO PÚBLICO ENTENDEU HAVER INDÍCIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DENUCIAÇÃO CALUNIOSA POR QUE NÃO EXIGIU QUE SE PROCEDESSE A OITIVA DAS TESTEMUNHAS ARROLADAS NO INQUÉRITO E QUE TERIAM PRESENCIADO OS FATOS (ART. 16, CPP)? POR QUE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR poderiam ser elucidado toda a investigação, bem como poderiam ter sido ouvidas as pessoas que acompanharam Rosane e Valdinei até a casa de Neldi para efetuarem a cobrança. Poderia também ter sido determinada a oitiva do recorrente. Gize-se que a certeza e comprovação dos indícios de materialidade de conduta imputada ao recorrente somente poderia ter sido obtida após a oitiva de todas as testemunhas, e não somente com a oitiva das partes envolvidas, fazendo-se valer mais a palavra de uma em frente da outra, pois foi isso que ocorreu nos autos”. Defende o recorrente que “[o] digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPPO digno representante do Ministério Público tinha a prerrogativa e o dever legal de aprofundar as investigações e exigir a conclusão efetiva do inquérito antes de tomar conclusões precipitadas e abusivas, à luz daquilo que disciplina o artigo 16, do CPP. O órgão ministerial afirmou em sua acusação que existe um lastro real e concreto indicando que Neldi, agindo em comunhão de idéias e propósitos com seu advogado Rui, protocolizaram notícia crime na 13... Subdivisão Policial, narrando a prática de crime extorsão e ameaça atribuídos a Valdinei e Rosane, que sabiam não ter ocorrido. Pergunta-se: AONDE ESTÁ ESSE LASTRO REAL E CONCRETO DE PROVA? SE O MINISTÉRIO PÚBLICO ENTENDEU HAVER INDÍCIOS DO COMETIMENTO DO CRIME DE DENUCIAÇÃO CALUNIOSA POR QUE NÃO EXIGIU QUE SE PROCEDESSE A OITIVA DAS TESTEMUNHAS ARROLADAS NO INQUÉRITO E QUE TERIAM PRESENCIADO OS FATOS (ART. 16, CPP)? POR QUE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório RHC 129043 / PR NÃO PEDIU PARA SEREM OUVIDAS AS PESSOAS QUE FORAM ATÉ A CASA DE NELDI EFETUAR A COBRANÇA DA DÍVIDA? (…) Ademais, a falta de justa causa se mostra ainda mais latente em relação a este recorrente, advogado que apenas estava exercendo sua atividade profissional e sendo uma ponte do seu cliente ao Poder Público e que não possui condições alguma de fazer juízo de valor das alegações de seus clientes quando os mesmos lhe contratam e especialmente quando narram o fato, apresentam documentos e apontam testemunhas presenciais, fazendo com que o profissional acredite e lute pela almejada Justiça!” Insiste o recorrente no reconhecimento da falta de justa causa para a ação penal, “haja vista, que o Ministério Público não demonstrou o mínimo lastro probatório que evidenciasse a configuração do elemento subjetivo do tipo penal em questão, vale dizer, o dolo direto de instaurar investigação policial mediante a imputação de crime a sujeito cuja inocência seja inequivocamente conhecida pelo agente. Pelo contrário, pelos elementos contidos nos autos restou demonstrado que a conduta do advogado, ora recorrente, foi adotada com toda a cautela e diligências que são exigidas, haja vista, que o pedido de instauração de inquérito policial se deu após o cliente narrar os fatos e indicar por inúmeros documentos e pelo arrolamento de testemunhas a possível veracidade do ocorrido, vejamos: 1) O cliente procurou o recorrente em seu escritório juntamente com sua esposa e narrou todos os fatos descritos na petição de abertura de inquérito. 2) Informou que estaria sendo cobrado por uma dívida já quitada referente a serviços de lataria e pintura em seu carro Ford Ka e apresentou um recibo de R$ 2.000,00 (dois mil reais) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR NÃO PEDIU PARA SEREM OUVIDAS AS PESSOAS QUE FORAM ATÉ A CASA DE NELDI EFETUAR A COBRANÇA DA DÍVIDA? (…) Ademais, a falta de justa causa se mostra ainda mais latente em relação a este recorrente, advogado que apenas estava exercendo sua atividade profissional e sendo uma ponte do seu cliente ao Poder Público e que não possui condições alguma de fazer juízo de valor das alegações de seus clientes quando os mesmos lhe contratam e especialmente quando narram o fato, apresentam documentos e apontam testemunhas presenciais, fazendo com que o profissional acredite e lute pela almejada Justiça!” Insiste o recorrente no reconhecimento da falta de justa causa para a ação penal, “haja vista, que o Ministério Público não demonstrou o mínimo lastro probatório que evidenciasse a configuração do elemento subjetivo do tipo penal em questão, vale dizer, o dolo direto de instaurar investigação policial mediante a imputação de crime a sujeito cuja inocência seja inequivocamente conhecida pelo agente. Pelo contrário, pelos elementos contidos nos autos restou demonstrado que a conduta do advogado, ora recorrente, foi adotada com toda a cautela e diligências que são exigidas, haja vista, que o pedido de instauração de inquérito policial se deu após o cliente narrar os fatos e indicar por inúmeros documentos e pelo arrolamento de testemunhas a possível veracidade do ocorrido, vejamos: 1) O cliente procurou o recorrente em seu escritório juntamente com sua esposa e narrou todos os fatos descritos na petição de abertura de inquérito. 2) Informou que estaria sendo cobrado por uma dívida já quitada referente a serviços de lataria e pintura em seu carro Ford Ka e apresentou um recibo de R$ 2.000,00 (dois mil reais) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Relatório RHC 129043 / PR que era correspondente a “pintura de seu carro Ford K.A Placa – AHW4375” e foi firmado em 12 de julho de 2007, com o carimbo da empresa AUTO RECUPERADORA G3, de propriedade de Valdinei, um dos apontados como autos da extorsão no pedido de abertura de inquérito. (recibo anexo - e- Superior Tribunal de Justiça fl. 47). 3) Informou que os cheques que supostamente havia deixado com os acusados no inquérito, nos valores de R$ 532,00 (quinhentos e trinta e dois reais) e R$ 50,00 (cinqüenta reais) foram sustados devido um furto que sofreu, inclusive entregou ao recorrente um Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia que relatava o furto da sua carteira quando estava no ônibus coletivo, asseverando que na carteira estavam os seguintes pertences: RG, CPF, Talão de Cheques do banco do Real, Agência 0249, Conta 4720023-8, sendo o número dos cheques do 010041 até 010060, mais a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais) em dinheiro. (B.O anexo - e-Superior Tribunal de Justiça fls. 48/49). 4) O cliente entregou ao advogado, ora recorrente, a sua solicitação feita ao banco de sustação do cheque de número 010041 pelo motivo de furto. (solicitação anexa - e-Superior Tribunal de Justiça fl. 50) 5) O cliente entregou ao advogado o comprovante de entrega do seu novo cartão de CPF, já que o seu teria sido furtado no interior do ônibus coletivo. (e- Superior Tribunal de Justiça fl. 51). 6) O cliente entregou ao recorrente seu extrato de movimentação de conta corrente, a fim de demonstrar a devolução dos cheques que haviam sido apresentados em sua conta e que se encontravam sustados por motivo do furto ocorrido no interior do ônibus coletivo. (extrato anexo - e-Superior Tribunal de Justiça fl. 52). 7) O cliente entregou ao advogado um documento emitido pelo Hospital Santa da comarca de Ponta Grossa, PR, que comprovava que sua mãe, Sra. Isolina Dulcelina de Arruda, era portadora de marcapasso cardíaco e que ficou muito nervosa com os fatos ocorridos e que foram narrados no pedido de abertura de inquérito policial. (documento anexo – e-Superior Tribunal de Justiça fl. 53). 8) O cliente citou ao advogado recorrente o nome dos 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR que era correspondente a “pintura de seu carro Ford K.A Placa – AHW4375” e foi firmado em 12 de julho de 2007, com o carimbo da empresa AUTO RECUPERADORA G3, de propriedade de Valdinei, um dos apontados como autos da extorsão no pedido de abertura de inquérito. (recibo anexo - e- Superior Tribunal de Justiça fl. 47). 3) Informou que os cheques que supostamente havia deixado com os acusados no inquérito, nos valores de R$ 532,00 (quinhentos e trinta e dois reais) e R$ 50,00 (cinqüenta reais) foram sustados devido um furto que sofreu, inclusive entregou ao recorrente um Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia que relatava o furto da sua carteira quando estava no ônibus coletivo, asseverando que na carteira estavam os seguintes pertences: RG, CPF, Talão de Cheques do banco do Real, Agência 0249, Conta 4720023-8, sendo o número dos cheques do 010041 até 010060, mais a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais) em dinheiro. (B.O anexo - e-Superior Tribunal de Justiça fls. 48/49). 4) O cliente entregou ao advogado, ora recorrente, a sua solicitação feita ao banco de sustação do cheque de número 010041 pelo motivo de furto. (solicitação anexa - e-Superior Tribunal de Justiça fl. 50) 5) O cliente entregou ao advogado o comprovante de entrega do seu novo cartão de CPF, já que o seu teria sido furtado no interior do ônibus coletivo. (e- Superior Tribunal de Justiça fl. 51). 6) O cliente entregou ao recorrente seu extrato de movimentação de conta corrente, a fim de demonstrar a devolução dos cheques que haviam sido apresentados em sua conta e que se encontravam sustados por motivo do furto ocorrido no interior do ônibus coletivo. (extrato anexo - e-Superior Tribunal de Justiça fl. 52). 7) O cliente entregou ao advogado um documento emitido pelo Hospital Santa da comarca de Ponta Grossa, PR, que comprovava que sua mãe, Sra. Isolina Dulcelina de Arruda, era portadora de marcapasso cardíaco e que ficou muito nervosa com os fatos ocorridos e que foram narrados no pedido de abertura de inquérito policial. (documento anexo – e-Superior Tribunal de Justiça fl. 53). 8) O cliente citou ao advogado recorrente o nome dos 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Relatório RHC 129043 / PR envolvidos e das pessoas que estavam lhe ligando para cobrar uma dívida, inclusive repassou os números dos telefones celular, os quais foram informados à autoridade policial para que investigasse. (e-Superior Tribunal de Justiça fl.40). 9) Indicou o carro e a placa em que estavam as pessoas que foram lhe cobrar em sua residência. (e-Superior Tribunal de Justiça fl.40). 10) Afirmou e passou dados de 3 (três) testemunhas que disse terem presenciado tudo aquilo narrado no pedido de abertura de inquérito. (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 45) 11) Por fim, após concluído o pedido de instauração de inquérito policial, o advogado entregou cópia ao cliente antes de protocolizar e requereu que o mesmo assinasse todas as páginas como forma de anuir a tudo aquilo que estava narrrado. (…) Assim, o advogado, ora recorrente, munido dos documentos apresentados pelo seu cliente, das informações detalhadas das pessoas envolvidas, tais como números de telefone, placa de carros, nomes completos e com a indicação de 3 testemunhas presenciais do ocorrido, fez seu juízo acerca da aparente existência de crime a ser investigado pela autoridade policial. O pedido de instauração de inquérito é atribuição do advogado, já investigar minuciosamente se existiu realmente o crime narrado pelo cliente é atribuição da autoridade policial. (…) Ademais, há de se reconhecer que o recorrente atuou sob o escudo de excludente de ilicitude, no “exercício legal de direito”, qual seja, o direito do advogado de peticionar aos órgãos públicos, nos termos do artigo 5..., XXXIV e 133, da Constituição Federal de 1988 e prerrogativas constantes no Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil. Responsabilizar o profissional que assim age, apenas seguindo a orientação de seu cliente, implica em coação ao exercício regular da advocacia, violando o caráter constitucional a que foi elevada a profissão, considerada indispensável à 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR envolvidos e das pessoas que estavam lhe ligando para cobrar uma dívida, inclusive repassou os números dos telefones celular, os quais foram informados à autoridade policial para que investigasse. (e-Superior Tribunal de Justiça fl.40). 9) Indicou o carro e a placa em que estavam as pessoas que foram lhe cobrar em sua residência. (e-Superior Tribunal de Justiça fl.40). 10) Afirmou e passou dados de 3 (três) testemunhas que disse terem presenciado tudo aquilo narrado no pedido de abertura de inquérito. (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 45) 11) Por fim, após concluído o pedido de instauração de inquérito policial, o advogado entregou cópia ao cliente antes de protocolizar e requereu que o mesmo assinasse todas as páginas como forma de anuir a tudo aquilo que estava narrrado. (…) Assim, o advogado, ora recorrente, munido dos documentos apresentados pelo seu cliente, das informações detalhadas das pessoas envolvidas, tais como números de telefone, placa de carros, nomes completos e com a indicação de 3 testemunhas presenciais do ocorrido, fez seu juízo acerca da aparente existência de crime a ser investigado pela autoridade policial. O pedido de instauração de inquérito é atribuição do advogado, já investigar minuciosamente se existiu realmente o crime narrado pelo cliente é atribuição da autoridade policial. (…) Ademais, há de se reconhecer que o recorrente atuou sob o escudo de excludente de ilicitude, no “exercício legal de direito”, qual seja, o direito do advogado de peticionar aos órgãos públicos, nos termos do artigo 5..., XXXIV e 133, da Constituição Federal de 1988 e prerrogativas constantes no Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil. Responsabilizar o profissional que assim age, apenas seguindo a orientação de seu cliente, implica em coação ao exercício regular da advocacia, violando o caráter constitucional a que foi elevada a profissão, considerada indispensável à 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Relatório RHC 129043 / PR administração da justiça”. Ante o exposto, requer o recorrente “seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional para determinar-se o trancamento da ação penal instaurada em face do recorrente, diante da flagrante ausência de justa causa”. Após contrarrazões, o recurso foi recebido e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, em parecer do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR administração da justiça”. Ante o exposto, requer o recorrente “seja conhecido e provido o presente Recurso Ordinário Constitucional para determinar-se o trancamento da ação penal instaurada em face do recorrente, diante da flagrante ausência de justa causa”. Após contrarrazões, o recurso foi recebido e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, em parecer do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedente. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2..., do Código de Processo Penal. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. FALTA DE JUSTA CAUSA. AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO PARA A DEFLAGRAÇÃO DO PROCESSO. INEXISTÊNCIA DE DOLO DO ACUSADO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO PROBATÓRIO. VIA INADEQUADA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Toda denúncia é uma proposta de demonstração da ocorrência de fatos típicos e antijurídicos atribuídos a determinado acusado, sujeita, evidentemente, à comprovação e contrariedade, a qual somente deve ser repelida na via do habeas corpus diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como exposto, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Rui Lazarotto de Oliveira Júnior, apontando como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 290.081/PR, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedente. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2..., do Código de Processo Penal. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. FALTA DE JUSTA CAUSA. AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO PARA A DEFLAGRAÇÃO DO PROCESSO. INEXISTÊNCIA DE DOLO DO ACUSADO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO PROBATÓRIO. VIA INADEQUADA. COAÇÃO ILEGAL INEXISTENTE. 1. Toda denúncia é uma proposta de demonstração da ocorrência de fatos típicos e antijurídicos atribuídos a determinado acusado, sujeita, evidentemente, à comprovação e contrariedade, a qual somente deve ser repelida na via do habeas corpus diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. 2. No caso dos autos, não há que se falar em trancamento da ação penal, pois não se vislumbra estarem presentes quaisquer das hipóteses que autorizam a interrupção prematura da persecução criminal por esta via, já que seria necessário o profundo estudo das provas, as quais deverão ser oportunamente valoradas pelo juízo competente. 3. Habeas corpus não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. De acordo com Afrânio Silva Jardim, a justa causa constitui “(...) um lastro mínimo de prova que deve fornecer arrimo à acusação, tendo em vista que a simples instauração do processo penal já atinge o chamado status dignitatis do imputado. Tal arrimo de prova nos é fornecido pelo inquérito policial ou pelas peças de informação, que devem acompanhar a acusação penal (arts. 12, 39, § 5..., e 46, § 1..., do Cód. Proc. Penal” (Direito Processual Penal. 9. ed., rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2000. p. 93). Prossegue o eminente processualista: “Desta forma, torna-se necessário ao regular exercício da ação penal a demonstração, prima facie, de que a acusação não é temerária ou leviana, por isso que lastreada em um mínimo de prova. Este suporte probatório mínimo se relaciona com os indícios da autoria, existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade. Somente diante de todo este conjunto probatório é que, a nosso ver, se coloca o princípio da obrigatoriedade da ação penal” (op. cit., p. 97). Assim, não basta que a denúncia, formalmente, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. 2. No caso dos autos, não há que se falar em trancamento da ação penal, pois não se vislumbra estarem presentes quaisquer das hipóteses que autorizam a interrupção prematura da persecução criminal por esta via, já que seria necessário o profundo estudo das provas, as quais deverão ser oportunamente valoradas pelo juízo competente. 3. Habeas corpus não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge o recorrente. De acordo com Afrânio Silva Jardim, a justa causa constitui “(...) um lastro mínimo de prova que deve fornecer arrimo à acusação, tendo em vista que a simples instauração do processo penal já atinge o chamado status dignitatis do imputado. Tal arrimo de prova nos é fornecido pelo inquérito policial ou pelas peças de informação, que devem acompanhar a acusação penal (arts. 12, 39, § 5..., e 46, § 1..., do Cód. Proc. Penal” (Direito Processual Penal. 9. ed., rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2000. p. 93). Prossegue o eminente processualista: “Desta forma, torna-se necessário ao regular exercício da ação penal a demonstração, prima facie, de que a acusação não é temerária ou leviana, por isso que lastreada em um mínimo de prova. Este suporte probatório mínimo se relaciona com os indícios da autoria, existência material de uma conduta típica e alguma prova de sua antijuridicidade e culpabilidade. Somente diante de todo este conjunto probatório é que, a nosso ver, se coloca o princípio da obrigatoriedade da ação penal” (op. cit., p. 97). Assim, não basta que a denúncia, formalmente, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR “(...) impute ao réu uma conduta típica, ilícita e culpável. Isto satisfaz o aspecto formal da peça acusatória, mas para o regular exercício da ação pública se exige que os fatos ali narrados tenham alguma ressonância na prova do inquérito ou constante das peças de informação. Em outras palavras, a acusação não pode resultar de um ato de fé ou de adivinhação do autor da ação penal (…)” (Afrânio Silva Jardim, op. cit., p. 98). Maria Thereza Rocha de Assis Moura, em clássica obra a respeito da justa causa, aduz que, “(...) para que alguém seja acusado em juízo, faz-se imprescindível que a ocorrência do fato típico esteja evidenciada; que haja, no mínimo, probabilidade (e não mera possibilidade) de que o sujeito incriminado seja seu autor e um mínimo de culpabilidade” (Justa causa para a ação penal – doutrina e jurisprudência. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001. p. 222). Segundo a ilustre autora, “[p]rova induvidosa da ocorrência de um fato delituoso, na hipótese, e prova ou indícios de autoria, apurados em inquérito policial ou nas peças de informação que acompanham a acusação: é neste binômio que, para esta postura, consiste o fundamento tido como indispensável para a acusação, sem o qual inexiste justa causa para a instauração do processo criminal” (op. cit., p. 241). (…) “Em síntese, a justa causa para o recebimento da acusação não sobressai apenas de seus elementos formais, mas, mormente, de sua fidelidade à prova que demonstre a legitimidade da imputação. Segue-se que a necessidade de existência de justa causa funciona como mecanismo para impedir, em hipótese, a ocorrência de imputação infundada, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR “(...) impute ao réu uma conduta típica, ilícita e culpável. Isto satisfaz o aspecto formal da peça acusatória, mas para o regular exercício da ação pública se exige que os fatos ali narrados tenham alguma ressonância na prova do inquérito ou constante das peças de informação. Em outras palavras, a acusação não pode resultar de um ato de fé ou de adivinhação do autor da ação penal (…)” (Afrânio Silva Jardim, op. cit., p. 98). Maria Thereza Rocha de Assis Moura, em clássica obra a respeito da justa causa, aduz que, “(...) para que alguém seja acusado em juízo, faz-se imprescindível que a ocorrência do fato típico esteja evidenciada; que haja, no mínimo, probabilidade (e não mera possibilidade) de que o sujeito incriminado seja seu autor e um mínimo de culpabilidade” (Justa causa para a ação penal – doutrina e jurisprudência. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001. p. 222). Segundo a ilustre autora, “[p]rova induvidosa da ocorrência de um fato delituoso, na hipótese, e prova ou indícios de autoria, apurados em inquérito policial ou nas peças de informação que acompanham a acusação: é neste binômio que, para esta postura, consiste o fundamento tido como indispensável para a acusação, sem o qual inexiste justa causa para a instauração do processo criminal” (op. cit., p. 241). (…) “Em síntese, a justa causa para o recebimento da acusação não sobressai apenas de seus elementos formais, mas, mormente, de sua fidelidade à prova que demonstre a legitimidade da imputação. Segue-se que a necessidade de existência de justa causa funciona como mecanismo para impedir, em hipótese, a ocorrência de imputação infundada, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR temerária, leviana, caluniosa e profundamente imoral” (op. cit., p. 247). Na lição de Gustavo Badaró: “Em razão do caráter infamante do processo penal em si, em que o simples fato de estar sendo processado já significa uma grave ‘pena’ imposta ao indivíduo, não é possível admitir denúncias absolutamente temerárias, desconectadas dos elementos concretos de investigação que tenham sido colhidos na fase pré-processual. Aliás, uma das finalidades do inquérito policial é, justamente, fornecer ao acusador os elementos probatórios necessários para embasar a denúncia” (Processo Penal. Rio de Janeiro: Campus: Elsevier, 2012. p. 105). Assim, como ressalta Fernando da Costa Tourinho Filho, "[p]ara que seja possível o exercício do direito de ação penal, é indispensável que haja, nos autos do inquérito, ou nas peças de informação, ou na representação, elementos sérios, idôneos, a mostrar que houve uma infração penal, e indícios, mais ou menos razoáveis, de que o seu autor foi a pessoa apontada no procedimento informativo ou nos elementos de convicção" (Processo Penal. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1989. v. 1, p. 445). Na linha desses posicionamentos doutrinários, o Supremo Tribunal Federal, no HC 73.371/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 4/10/96, assentou que “[o] Ministério Público, para validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente quando o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR temerária, leviana, caluniosa e profundamente imoral” (op. cit., p. 247). Na lição de Gustavo Badaró: “Em razão do caráter infamante do processo penal em si, em que o simples fato de estar sendo processado já significa uma grave ‘pena’ imposta ao indivíduo, não é possível admitir denúncias absolutamente temerárias, desconectadas dos elementos concretos de investigação que tenham sido colhidos na fase pré-processual. Aliás, uma das finalidades do inquérito policial é, justamente, fornecer ao acusador os elementos probatórios necessários para embasar a denúncia” (Processo Penal. Rio de Janeiro: Campus: Elsevier, 2012. p. 105). Assim, como ressalta Fernando da Costa Tourinho Filho, "[p]ara que seja possível o exercício do direito de ação penal, é indispensável que haja, nos autos do inquérito, ou nas peças de informação, ou na representação, elementos sérios, idôneos, a mostrar que houve uma infração penal, e indícios, mais ou menos razoáveis, de que o seu autor foi a pessoa apontada no procedimento informativo ou nos elementos de convicção" (Processo Penal. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1989. v. 1, p. 445). Na linha desses posicionamentos doutrinários, o Supremo Tribunal Federal, no HC 73.371/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 4/10/96, assentou que “[o] Ministério Público, para validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente quando o 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR comportamento atribuído ao réu ‘nem mesmo em tese constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal, resulta de pura criação mental da acusação’ (RF 150/393, Rel. Min. OROZIMBO NONATO)”. Exige-se, assim, “a demonstração – fundada em elementos probatórios mínimos e lícitos – da realidade material do evento delituoso e da existência de indícios de sua possível autoria” (Inq 3.507/MG, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/14). Assentadas essas premissas, verifico que, na espécie, a denúncia oferecida contra o recorrente - rejeitada em primeiro grau de jurisdição - foi assim recebida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, na parte que interessa: “A magistrada singular rejeitou a denúncia, ao fundamento de que faltaria justa causa para a propositura da ação penal, pois a seu ver o inquérito policial não teria ainda sido concluído pois as testemunhas arroladas pelos denunciados (ora recorridos) não tinham ainda sido inquiridas pela autoridade policial. Consequentemente, concluiu que não havia ainda como aferir se os denunciados – especialmente o advogado – tinham praticado denunciação caluniosa. Todavia, ao contrário do que concluiu a D. magistrada, não se vislumbra a pretensa falta de justa causa para a propositura da ação penal. Isto porque é certo que no dia 28 de agosto de 2007, através de portaria, foi instaurado inquérito policial para apurar a suposta prática dos crimes de extorsão e de ameaça, que teriam sido perpetrados por Valdinei Wichineski e Rosane Hellmann. O inquérito foi instaurado com base em notícia-crime oferecida pelo ora recorrido Neldi José Arruda, em petição subscrita por seu advogado (e co-recorrido) Rui Lazarotto de Oliveira Junior. Na aludida petição, os noticiantes narraram o negócio adjacente (qual seja, a contratação por parte de Neldi dos serviços da Auto Recuperadora G3, de propriedade de Valdinei, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR comportamento atribuído ao réu ‘nem mesmo em tese constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal, resulta de pura criação mental da acusação’ (RF 150/393, Rel. Min. OROZIMBO NONATO)”. Exige-se, assim, “a demonstração – fundada em elementos probatórios mínimos e lícitos – da realidade material do evento delituoso e da existência de indícios de sua possível autoria” (Inq 3.507/MG, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/14). Assentadas essas premissas, verifico que, na espécie, a denúncia oferecida contra o recorrente - rejeitada em primeiro grau de jurisdição - foi assim recebida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, na parte que interessa: “A magistrada singular rejeitou a denúncia, ao fundamento de que faltaria justa causa para a propositura da ação penal, pois a seu ver o inquérito policial não teria ainda sido concluído pois as testemunhas arroladas pelos denunciados (ora recorridos) não tinham ainda sido inquiridas pela autoridade policial. Consequentemente, concluiu que não havia ainda como aferir se os denunciados – especialmente o advogado – tinham praticado denunciação caluniosa. Todavia, ao contrário do que concluiu a D. magistrada, não se vislumbra a pretensa falta de justa causa para a propositura da ação penal. Isto porque é certo que no dia 28 de agosto de 2007, através de portaria, foi instaurado inquérito policial para apurar a suposta prática dos crimes de extorsão e de ameaça, que teriam sido perpetrados por Valdinei Wichineski e Rosane Hellmann. O inquérito foi instaurado com base em notícia-crime oferecida pelo ora recorrido Neldi José Arruda, em petição subscrita por seu advogado (e co-recorrido) Rui Lazarotto de Oliveira Junior. Na aludida petição, os noticiantes narraram o negócio adjacente (qual seja, a contratação por parte de Neldi dos serviços da Auto Recuperadora G3, de propriedade de Valdinei, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR para reparar a lataria e promover a pintura de seu veículo) e o preço ajustado entre as partes (R$ 2.000,00). Em garantia, ainda segundo os noticiantes, Neldi teria deixado com Valdinei dois cheques – um no valor de R$ 532,00 e outro de R$ 50,00 – que seriam devolvidos por ocasião da quitação. Nesta ocasião, foi- lhe informado que os cheques teriam sido extraviados, ao que Neldi respondeu que já tinham sido sustados, em razão do furto do respectivo talonário. As partes teriam acordado, então, o pagamento em dinheiro da dívida e a desconsideração dos cheques. Todavia, segundo a notícia-crime, a partir deste dia Neldi teria passado a receber ligações em que eram cobrados os valores dos cheques, além de proferidas diversas ameaças. Finalmente, um grupo de cinco pessoas, dentre elas Valdinei e Rosana, teria se dirigido à sua residência para cobrar os cheques, utilizando-se de violência e ameaça com arma de fogo. Foi entregue a eles, então, a quantia de R$ 100,00, mediante recibo de quitação. Cerca de duas semanas mais tarde, em 11.09.2007, Neldi pediu o arquivamento do inquérito policial em razão de composição entre as partes (f. 21). Rosane Hellman, noiva de Valdinei, prestou declarações ao Ministério Público em 26.08.2010 (f. 52), oportunidade em que afirmou que os cheques dados por Neldi não foram compensados por falta de fundos e confirmou ter ido à casa dele para acertar a dívida. Relatou que Neldi ficou irritado com a cobrança – proferiu xingamentos, disse que estava sendo ameaçado, que chamaria a polícia e que não pagaria o débito. A esposa dele, então, efetuou o pagamento de R$ 100,00 para amortizar a dívida. O advogado Rui procurou-a após os fatos, ocasião em que quitou a dívida, razão porque formulou o pedido de arquivamento (f. 23). Valdinei Wichineski e Marilene Aparecida de Arruda (esposa de Neldi) também foram ouvidos na delegacia (fs. 61/62). O primeiro declarou que efetuou reparos no automóvel de Neldi e que pelos serviços prestados recebeu deste três cheques 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR para reparar a lataria e promover a pintura de seu veículo) e o preço ajustado entre as partes (R$ 2.000,00). Em garantia, ainda segundo os noticiantes, Neldi teria deixado com Valdinei dois cheques – um no valor de R$ 532,00 e outro de R$ 50,00 – que seriam devolvidos por ocasião da quitação. Nesta ocasião, foi- lhe informado que os cheques teriam sido extraviados, ao que Neldi respondeu que já tinham sido sustados, em razão do furto do respectivo talonário. As partes teriam acordado, então, o pagamento em dinheiro da dívida e a desconsideração dos cheques. Todavia, segundo a notícia-crime, a partir deste dia Neldi teria passado a receber ligações em que eram cobrados os valores dos cheques, além de proferidas diversas ameaças. Finalmente, um grupo de cinco pessoas, dentre elas Valdinei e Rosana, teria se dirigido à sua residência para cobrar os cheques, utilizando-se de violência e ameaça com arma de fogo. Foi entregue a eles, então, a quantia de R$ 100,00, mediante recibo de quitação. Cerca de duas semanas mais tarde, em 11.09.2007, Neldi pediu o arquivamento do inquérito policial em razão de composição entre as partes (f. 21). Rosane Hellman, noiva de Valdinei, prestou declarações ao Ministério Público em 26.08.2010 (f. 52), oportunidade em que afirmou que os cheques dados por Neldi não foram compensados por falta de fundos e confirmou ter ido à casa dele para acertar a dívida. Relatou que Neldi ficou irritado com a cobrança – proferiu xingamentos, disse que estava sendo ameaçado, que chamaria a polícia e que não pagaria o débito. A esposa dele, então, efetuou o pagamento de R$ 100,00 para amortizar a dívida. O advogado Rui procurou-a após os fatos, ocasião em que quitou a dívida, razão porque formulou o pedido de arquivamento (f. 23). Valdinei Wichineski e Marilene Aparecida de Arruda (esposa de Neldi) também foram ouvidos na delegacia (fs. 61/62). O primeiro declarou que efetuou reparos no automóvel de Neldi e que pelos serviços prestados recebeu deste três cheques 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR – um no valor de R$ 500,00, devidamente compensado – e mais dois, nos valores de R$ 50,00 e R$ 532,00, que teriam “retornado”. Ao manter contato telefônico com Neldi, este lhe disse para ir à sua casa receber o restante da dívida. Lá chegando, Neldi ficou nervoso porque Valdinei estava acompanhado. A esposa dele, ao ver a confusão, pediu a Valdinei ‘que não ligasse’ e efetuou o pagamento de R$100,00 – do qual foi assinado recibo. Em relação ao recibo no valor de R$ 2.000,00, à f. 13, disse não saber do que se trata, pois o valor do conserto foi de R$ 1.082,00. Negou ter ameaçado ou constrangido Neldi e negou possuir arma de fogo. Marilene, esposa de Neldi, confirmou que “não houve qualquer tentativa de extorsão ou ameaça por parte de Valdinei ou de sua companheira Rosana para receber os valores devidos”. Afirmou ainda que Neldi sofre de esquizofrenia e não possuía condições de prestar quaisquer esclarecimentos sobre os fatos “tendo em vista sua condição de saúde atual ser irreversível” (f. 62). O prazo para conclusão do inquérito foi sucessivamente prorrogado para que fossem realizadas as diligências pertinentes (fs. 24/26/30/32/34/36/38verso/40/42/44/47/50/ 56verso/58verso). Concluído o inquérito e apresentado o relatório final (fs. 75) os autos foram remetidos ao Ministério Público que ofereceu a denúncia. A conjunção de tais fatos (apresentação de queixa-crime noticiando a prática dos crimes de ameaça e de extorsão, que teriam sido perpetrados por Valdinei e Rosana; a instauração de inquérito policial para apurar tais condutas; o pedido de arquivamento apresentado menos de um mês após a instauração do inquérito à f.. 23; a negativa da ocorrência dos crimes por parte de Marilene, esposa do recorrido Neldi) indica a prática, em tese, da conduta prevista no art. 339 do Código Penal Brasileiro. Ao contrário do afirmado pela Juíza a quo, o inquérito policial foi devidamente concluído, havendo suporte fático robusto para fundamentar o oferecimento da denúncia. Ademais, não há que se falar em inépcia da denúncia, que 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR – um no valor de R$ 500,00, devidamente compensado – e mais dois, nos valores de R$ 50,00 e R$ 532,00, que teriam “retornado”. Ao manter contato telefônico com Neldi, este lhe disse para ir à sua casa receber o restante da dívida. Lá chegando, Neldi ficou nervoso porque Valdinei estava acompanhado. A esposa dele, ao ver a confusão, pediu a Valdinei ‘que não ligasse’ e efetuou o pagamento de R$100,00 – do qual foi assinado recibo. Em relação ao recibo no valor de R$ 2.000,00, à f. 13, disse não saber do que se trata, pois o valor do conserto foi de R$ 1.082,00. Negou ter ameaçado ou constrangido Neldi e negou possuir arma de fogo. Marilene, esposa de Neldi, confirmou que “não houve qualquer tentativa de extorsão ou ameaça por parte de Valdinei ou de sua companheira Rosana para receber os valores devidos”. Afirmou ainda que Neldi sofre de esquizofrenia e não possuía condições de prestar quaisquer esclarecimentos sobre os fatos “tendo em vista sua condição de saúde atual ser irreversível” (f. 62). O prazo para conclusão do inquérito foi sucessivamente prorrogado para que fossem realizadas as diligências pertinentes (fs. 24/26/30/32/34/36/38verso/40/42/44/47/50/ 56verso/58verso). Concluído o inquérito e apresentado o relatório final (fs. 75) os autos foram remetidos ao Ministério Público que ofereceu a denúncia. A conjunção de tais fatos (apresentação de queixa-crime noticiando a prática dos crimes de ameaça e de extorsão, que teriam sido perpetrados por Valdinei e Rosana; a instauração de inquérito policial para apurar tais condutas; o pedido de arquivamento apresentado menos de um mês após a instauração do inquérito à f.. 23; a negativa da ocorrência dos crimes por parte de Marilene, esposa do recorrido Neldi) indica a prática, em tese, da conduta prevista no art. 339 do Código Penal Brasileiro. Ao contrário do afirmado pela Juíza a quo, o inquérito policial foi devidamente concluído, havendo suporte fático robusto para fundamentar o oferecimento da denúncia. Ademais, não há que se falar em inépcia da denúncia, que 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR atendeu a todos os requisitos do art. 41 do CPP, além de narrar de forma escorreita as condutas imputadas aos codenunciados, permitindo-lhes se defender de forma ampla, de imputações concretas e bem delimitadas. Em suma, vislumbra-se justa causa para a propositura da ação penal contra os recorridos.” Como se observa, o tribunal local indicou a base empírica idônea para o recebimento da denúncia. Diversamente do que sustenta o recorrente, não há necessidade de exaurimento das diligências no inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. Dito de outro modo, independentemente da conclusão do inquérito, com o relatório da autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. Tanto isso é verdade que o próprio inquérito policial é dispensável, haja vista que o Ministério Público, nos termos do art. 46, § 1..., do Código de Processo Penal, pode oferecer denúncia com base nas peças de informação de que dispuser. Por sua vez, de acordo com o julgado ora impugnado, “(...) o paciente e o corréu Neldi José de Arruda, unidos pelas mesmas ideias e vontades, um aderindo a conduta delitiva do outro, de forma consciente de deliberada, o segundo dando poderes ao primeiro por meio de procuração, protocolaram documento na 13... Subdivisão Policial, no qual teriam narrado que Valdinei Wichimeski e Rosane Hellmann teriam praticado os crimes de ameaça e extorsão majorada, mesmo sabendo não ter acontecido qualquer delito, dando causa à instauração de inquérito policial (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 33). Valdinei e Rosane teriam comparecido à casa do corréu Neldi para acertar uma dívida referente à pintura de um carro, tendo este último ficado extremamente zangado, ocasião em que teria proferido xingamentos contra os referidos indivíduos, afirmando que chamaria a polícia (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 33). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR atendeu a todos os requisitos do art. 41 do CPP, além de narrar de forma escorreita as condutas imputadas aos codenunciados, permitindo-lhes se defender de forma ampla, de imputações concretas e bem delimitadas. Em suma, vislumbra-se justa causa para a propositura da ação penal contra os recorridos.” Como se observa, o tribunal local indicou a base empírica idônea para o recebimento da denúncia. Diversamente do que sustenta o recorrente, não há necessidade de exaurimento das diligências no inquérito policial para a formação da opinio delicti do Ministério Público. Dito de outro modo, independentemente da conclusão do inquérito, com o relatório da autoridade policial, poderá o Ministério Público, em face das diligências já realizadas, oferecer denúncia. Tanto isso é verdade que o próprio inquérito policial é dispensável, haja vista que o Ministério Público, nos termos do art. 46, § 1..., do Código de Processo Penal, pode oferecer denúncia com base nas peças de informação de que dispuser. Por sua vez, de acordo com o julgado ora impugnado, “(...) o paciente e o corréu Neldi José de Arruda, unidos pelas mesmas ideias e vontades, um aderindo a conduta delitiva do outro, de forma consciente de deliberada, o segundo dando poderes ao primeiro por meio de procuração, protocolaram documento na 13... Subdivisão Policial, no qual teriam narrado que Valdinei Wichimeski e Rosane Hellmann teriam praticado os crimes de ameaça e extorsão majorada, mesmo sabendo não ter acontecido qualquer delito, dando causa à instauração de inquérito policial (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 33). Valdinei e Rosane teriam comparecido à casa do corréu Neldi para acertar uma dívida referente à pintura de um carro, tendo este último ficado extremamente zangado, ocasião em que teria proferido xingamentos contra os referidos indivíduos, afirmando que chamaria a polícia (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 33). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR O paciente e o corréu, cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, teriam peticionado o referido documento, requerendo a instauração de inquérito policial, a fim de impedir que Valdinei e Rosane buscassem seus créditos, tendo, posteriormente, requerido o arquivamento do procedimento investigatório, o que demonstraria que sabiam que não teria ocorrido a prática de qualquer delito (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 33/34)”. Assentou o julgado recorrido que a denúncia “(...) somente deve ser repelida diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. E como o remédio constitucional não é o instrumento adequado à discussão aprofundada a respeito de provas e fatos, não há como se valorar os elementos probatórios até então colacionados para perquirir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, bem como para se aferir se o paciente teria agido com dolo, ou se teria apenas exercido regularmente a sua profissão de advogado”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. Ademais, segundo a pacífica jurisprudência desta Corte Suprema, o trancamento da ação penal em habeas corpus é medida excepcional, a ser aplicada somente quando constatada, de plano e manifestamente: i) a inépcia da denúncia; ii) a atipicidade da conduta; iii) a ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR O paciente e o corréu, cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, teriam peticionado o referido documento, requerendo a instauração de inquérito policial, a fim de impedir que Valdinei e Rosane buscassem seus créditos, tendo, posteriormente, requerido o arquivamento do procedimento investigatório, o que demonstraria que sabiam que não teria ocorrido a prática de qualquer delito (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 33/34)”. Assentou o julgado recorrido que a denúncia “(...) somente deve ser repelida diante da absoluta ausência de prova da ocorrência de crime ou de indícios de sua participação no evento criminoso noticiado, ou, ainda, quando se estiver diante de flagrante causa de exclusão da ilicitude ou da tipicidade, ou se encontrar extinta a punibilidade. E como o remédio constitucional não é o instrumento adequado à discussão aprofundada a respeito de provas e fatos, não há como se valorar os elementos probatórios até então colacionados para perquirir se haveria ou não suporte mínimo para o oferecimento da denúncia, bem como para se aferir se o paciente teria agido com dolo, ou se teria apenas exercido regularmente a sua profissão de advogado”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, não há como, na via estreita do habeas corpus, proceder-se ao revolvimento do conjunto fático-probatório para se aferir a presença ou não da justa causa. Cuida-se de questão fática a ser deslindada em regular instrução processual, perante o juízo natural, sob o crivo do contraditório. Ademais, segundo a pacífica jurisprudência desta Corte Suprema, o trancamento da ação penal em habeas corpus é medida excepcional, a ser aplicada somente quando constatada, de plano e manifestamente: i) a inépcia da denúncia; ii) a atipicidade da conduta; iii) a ausência de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou iv) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. Nesse sentido: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ART. 90 DA LEI 8.666/1993. FORMAÇÃO DE QUADILHA. ART. 288 DO CÓDIGO PENAL. INÉPCIA DA INICIAL. FALTA DE INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS DELITIVAS. NÃO OCORRÊNCIA. FRAUDE À LICITAÇÃO. CRIME FORMAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. A inicial acusatória narrou de forma individualizada e objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, aos tipos descritos na peça acusatória. 3. O Plenário desta Corte já decidiu que o delito previsto no art. 90 da Lei 8.666/1993 é formal, cuja consumação dá-se mediante o mero ajuste, combinação ou adoção de qualquer outro expediente com o fim de fraudar ou frustar o caráter competitivo da licitação, com o intuito de obter vantagem, para si ou para outrem, decorrente da adjudicação do seu objeto, de modo que a consumação do delito independe da homologação do procedimento licitatório. 4. Não há como avançar nas alegações postas na impetração acerca da ausência de indícios de autoria, questão que demandaria o revolvimento de fatos e provas, o que é inviável em sede de habeas corpus. Como se sabe, cabe às instâncias ordinárias proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferirem a definição jurídica adequada para os fatos que restaram devidamente comprovados. Não convém, portanto, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou iv) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. Nesse sentido: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. ART. 90 DA LEI 8.666/1993. FORMAÇÃO DE QUADILHA. ART. 288 DO CÓDIGO PENAL. INÉPCIA DA INICIAL. FALTA DE INDICAÇÃO INDIVIDUALIZADA DAS CONDUTAS DELITIVAS. NÃO OCORRÊNCIA. FRAUDE À LICITAÇÃO. CRIME FORMAL. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a extinção da ação penal, de forma prematura, pela via do habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, nas quais seja patente (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de alguma causa extintiva da punibilidade. 2. A inicial acusatória narrou de forma individualizada e objetiva as condutas atribuídas ao paciente, adequando-as, em tese, aos tipos descritos na peça acusatória. 3. O Plenário desta Corte já decidiu que o delito previsto no art. 90 da Lei 8.666/1993 é formal, cuja consumação dá-se mediante o mero ajuste, combinação ou adoção de qualquer outro expediente com o fim de fraudar ou frustar o caráter competitivo da licitação, com o intuito de obter vantagem, para si ou para outrem, decorrente da adjudicação do seu objeto, de modo que a consumação do delito independe da homologação do procedimento licitatório. 4. Não há como avançar nas alegações postas na impetração acerca da ausência de indícios de autoria, questão que demandaria o revolvimento de fatos e provas, o que é inviável em sede de habeas corpus. Como se sabe, cabe às instâncias ordinárias proceder ao exame dos elementos probatórios colhidos sob o crivo do contraditório e conferirem a definição jurídica adequada para os fatos que restaram devidamente comprovados. Não convém, portanto, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias, sob pena de distorção do modelo constitucional de competências. 5. Ordem denegada” (HC n 116.680/DF, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/2/14). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DOS EFEITOS DE WRIT CONCEDIDO PELO Superior Tribunal de Justiça. ART. 580 DO CPP. INAPLICABILIDADE. FATOS CONEXOS. JULGAMENTOS IGUAIS. DESCABIMENTO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. CRIME MEIO. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO NESTA INSTÂNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. (...) 6. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada quando indiscutível a ausência de justa causa ou quando há flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré-constituída, o que não se verifica na hipótese dos autos. Precedentes. 7. Habeas corpus denegado” (HC n 103.314/PR, Segunda Turma, da relatoria da Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO E LESÃO CORPORAL. ALEGAÇÃO DE FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DECISÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA: IMPOSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 2. Decisão do Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentada e em harmonia com o entendimento do Supremo Tribunal sobre a matéria. 3. Na 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR antecipar-se ao pronunciamento das instâncias ordinárias, sob pena de distorção do modelo constitucional de competências. 5. Ordem denegada” (HC n 116.680/DF, Segunda Turma, da relatoria do Ministro Teori Zavascki, DJe de 13/2/14). “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DOS EFEITOS DE WRIT CONCEDIDO PELO Superior Tribunal de Justiça. ART. 580 DO CPP. INAPLICABILIDADE. FATOS CONEXOS. JULGAMENTOS IGUAIS. DESCABIMENTO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. CRIME MEIO. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO NESTA INSTÂNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. (...) 6. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada quando indiscutível a ausência de justa causa ou quando há flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré-constituída, o que não se verifica na hipótese dos autos. Precedentes. 7. Habeas corpus denegado” (HC n 103.314/PR, Segunda Turma, da relatoria da Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ROUBO E LESÃO CORPORAL. ALEGAÇÃO DE FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DECISÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA: IMPOSSIBILIDADE. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 2. Decisão do Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentada e em harmonia com o entendimento do Supremo Tribunal sobre a matéria. 3. Na 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR tímida via do habeas corpus, não se permite a verificação da veracidade dos fatos descritos na denúncia por análise do conjunto fático-probatório, em evidente substituição ao processo de conhecimento. Precedentes. Deve a ação penal ter seu curso normal. 4. Recurso ordinário ao qual se nega provimento” (HC n 102.816/MG, Primeira Turma, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/5/2010). Em suma, a denúncia – que, segundo a instância ordinária, encontra lastro razoável nas provas dos autos - descreve suficientemente o fato criminoso e suas circunstâncias, que, em tese, se subsumem no crime descrito no art. 339, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, de modo a possibilitar ao recorrente o mais amplo exercício do direito de defesa. Quanto às alegações de ausência de dolo e de que o recorrente teria agido no exercício regular da advocacia, observo que “[a] ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Não se revela viável, desse modo, em sede de “habeas corpus”, o exame da alegação de ausência de dolo na conduta imputada ao agente. Precedentes” (HC n 118.912/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 13/2/14) Quanto à possibilidade de o advogado, em tese, ser coautor do crime de denunciação caluniosa, assim já se pronunciou o Supremo Tribunal Federal: “Denunciação caluniosa. Co-autoria. Advogado que, em nome de cliente, subscreveu requerimento de instauração de inquérito policial que veio a ser arquivado, porque provada a 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR tímida via do habeas corpus, não se permite a verificação da veracidade dos fatos descritos na denúncia por análise do conjunto fático-probatório, em evidente substituição ao processo de conhecimento. Precedentes. Deve a ação penal ter seu curso normal. 4. Recurso ordinário ao qual se nega provimento” (HC n 102.816/MG, Primeira Turma, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/5/2010). Em suma, a denúncia – que, segundo a instância ordinária, encontra lastro razoável nas provas dos autos - descreve suficientemente o fato criminoso e suas circunstâncias, que, em tese, se subsumem no crime descrito no art. 339, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, de modo a possibilitar ao recorrente o mais amplo exercício do direito de defesa. Quanto às alegações de ausência de dolo e de que o recorrente teria agido no exercício regular da advocacia, observo que “[a] ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Não se revela viável, desse modo, em sede de “habeas corpus”, o exame da alegação de ausência de dolo na conduta imputada ao agente. Precedentes” (HC n 118.912/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 13/2/14) Quanto à possibilidade de o advogado, em tese, ser coautor do crime de denunciação caluniosa, assim já se pronunciou o Supremo Tribunal Federal: “Denunciação caluniosa. Co-autoria. Advogado que, em nome de cliente, subscreveu requerimento de instauração de inquérito policial que veio a ser arquivado, porque provada a 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 129043 / PR falsidade da imputação. Denúncia fundada em elementos colhidos no inquérito, indicando que o paciente, ao subscrever o requerimento, sabia ser falsa a imputação feita à vítima. Justa causa para a ação penal. RHC improvido” (RHC n 60.197/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cordeiro Guerra, DJ de 10/9/82). Como destacado no voto condutor desse julgado, “[é] inegável, portanto, que o advogado, mesmo no exercício do mandato, pode concorrer para o crime de outrem, como na espécie, de denunciação caluniosa. O que urge apurar, em cada caso, é se o advogado agiu ou não consciente da falsidade da imputação feita pelo seu cliente. (…) Antes de completada a instrução da causa, não é possível o julgamento do mérito da acusação, ou seja, sobre o concurso consciente do advogado no crime imputado” (grifei). Por fim, relembre-se que “[a] fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq n 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15) Nesse contexto, não vislumbro ilegalidade flagrante a ser reparada nesta sede. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Supremo Tribunal Federal RHC 129043 / PR falsidade da imputação. Denúncia fundada em elementos colhidos no inquérito, indicando que o paciente, ao subscrever o requerimento, sabia ser falsa a imputação feita à vítima. Justa causa para a ação penal. RHC improvido” (RHC n 60.197/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cordeiro Guerra, DJ de 10/9/82). Como destacado no voto condutor desse julgado, “[é] inegável, portanto, que o advogado, mesmo no exercício do mandato, pode concorrer para o crime de outrem, como na espécie, de denunciação caluniosa. O que urge apurar, em cada caso, é se o advogado agiu ou não consciente da falsidade da imputação feita pelo seu cliente. (…) Antes de completada a instrução da causa, não é possível o julgamento do mérito da acusação, ou seja, sobre o concurso consciente do advogado no crime imputado” (grifei). Por fim, relembre-se que “[a] fase processual do recebimento da denúncia é juízo de delibação, jamais de cognição exauriente. Não se pode, portanto, confundir os requisitos para o recebimento da denúncia, delineados no art. 41 do Código de Processo Penal, com o juízo de procedência da imputação criminal” (Inq n 4.022/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 22/9/15) Nesse contexto, não vislumbro ilegalidade flagrante a ser reparada nesta sede. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908248. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 04/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR (00040748/PR) E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899180 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.043 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR ADV.(A/S) : RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR (00040748/PR) E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899180 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
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JUNIOR", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR", "DIAS TOFFOLI", "Rui Lazarotto de Oliveira Júnior", "Jorge Mussi", "DIAS TOFFOLI", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR", "DIAS TOFFOLI", "Rui Lazarotto de Oliveira Júnior", "Jorge Mussi", "Neldi", "Neldi José de Arruda", "Rui Lazarotto de Oliveira Júnior", "Neldi", "Neldi José de Arruda", "Rui Lazarotto de Oliveira Júnior", "Valdinei Wichinieski", "Rosane Hellmann", "Valdinei Wichinieski", "Rosane Hellmann", "Neldi", "Neldi", "Rosane", "Valdinei", "Neldi", "Neldi", "Rui", "Valdinei", "Rosane", "Rosane", "Valdinei", "Neldi", "Neldi", "Rui", "Valdinei", "Rosane", "NELDI", "Valdinei", "Isolina Dulcelina de Arruda", "Valdinei", "Isolina Dulcelina de Arruda", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "DIAS TOFFOLI", "Rui Lazarotto de Oliveira Júnior", "Jorge Mussi", "DIAS TOFFOLI", "Rui Lazarotto de Oliveira Júnior", "Jorge Mussi", "DIAS TOFFOLI", "Afrânio Silva Jardim", "Afrânio Silva Jardim", "DIAS TOFFOLI", "Afrânio Silva Jardim", "Maria Thereza Rocha de Assis Moura", "Afrânio Silva Jardim", "Maria Thereza Rocha de Assis Moura", "DIAS TOFFOLI", "Gustavo Badaró", "Fernando da Costa Tourinho Filho", "Celso de Mello", "Gustavo Badaró", "Fernando da Costa Tourinho Filho", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "OROZIMBO NONATO", "Gilmar Mendes", "Valdinei Wichineski", "Rosane Hellmann", "Neldi José Arruda", "Rui Lazarotto de Oliveira Junior", "Neldi", "Valdinei", "OROZIMBO NONATO", "Gilmar Mendes", "Valdinei Wichineski", "Rosane Hellmann", "Neldi José Arruda", "Rui Lazarotto de Oliveira Junior", "Neldi", "Valdinei", "DIAS TOFFOLI", "Neldi", "Valdinei", "Neldi", "Neldi", "Valdinei", "Rosana", "Neldi", "Rosane Hellman", "Valdinei", "Neldi", "Neldi", "Rui", "Valdinei Wichineski", "Marilene Aparecida de Arruda", "Neldi", "Neldi", "Neldi", "Valdinei", "Neldi", "Neldi", "Valdinei", "Rosana", "Neldi", "Rosane Hellman", "Valdinei", "Neldi", "Neldi", "Rui", "Valdinei Wichineski", "Marilene Aparecida de Arruda", "Neldi", "Neldi", "DIAS TOFFOLI", "Neldi", "Neldi", "Valdinei", "Valdinei", "Neldi", "Marilene", "Neldi", "Valdinei", "Rosana", "Neldi", "Valdinei", "Rosana", "Marilene", "Neldi", "Neldi", "Neldi", "Valdinei", "Valdinei", "Neldi", "Marilene", "Neldi", "Valdinei", "Rosana", "Neldi", "Valdinei", "Rosana", "Marilene", "Neldi", "DIAS TOFFOLI", "Neldi José de Arruda", "Valdinei Wichimeski", "Rosane Hellmann", "Valdinei", "Rosane", "Neldi", "Neldi José de Arruda", "Valdinei Wichimeski", "Rosane Hellmann", "Valdinei", "Rosane", "Neldi", "DIAS TOFFOLI", "Valdinei", "Rosane", "Valdinei", "Rosane", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Ellen Gracie", "Teori Zavascki", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Cordeiro Guerra", "Teori Zavascki", "Cordeiro Guerra", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Ela Wiecko", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JUNIOR", "RUI LAZAROTTO DE OLIVEIRA JÚNIOR", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Ela Wiecko", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "9", "/", "15", "4 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "9", "/", "15", "4", "de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de julho de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de julho de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "1989", "4", "/", "10", "/", "96", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "1989", "4", "/", "10", "/", "96", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "6", "/", "14", "28 de agosto de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "6", "/", "14", "28 de agosto de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "09", ".", "2007", "26", ".", "08", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "09", ".", "2007", "26", ".", "08", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "2", "/", "14", "17", "/", "12", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "17", "/", "12", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "2010", "13", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "2010", "13", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "82", "22", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "82", "22", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "4", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ALEGADA OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 728905 AGR / SP da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3°, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3°, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GRACIA APARECIDA AIMOLA contra decisão de minha relatoria, publicada em 24/5/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GRACIA APARECIDA AIMOLA contra decisão de minha relatoria, publicada em 24/5/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 728905 AGR / SP presente recurso, alegando, em síntese: "De mais a mais, já foi dito que a Lei Federal sob enfoque está em completa sintonia com o art. 6º da vigente Carta Política. Nesse passo, ao contrário do que alguns preconizam à míngua do amparo verossímil, o dispositivo em destaque encerra densa carga normativa, inclusive sendo concebido como norma constitucional autoaplicável pelas correntes doutrinária e jurisprudencial majoritárias. Tal disposição constitucional consubstancia matriz normativa, a orientar não apenas o Poder Legislativo quando da edição de normas infraconstitucionais, mas também a orientar o próprio Poder Judiciário no exercício da aplicação do direito ao caso concreto." (doc. 1, fl. 16). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 50). Após, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 26/10/2016, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em Plenário eletrônico tampouco existe previsão legal para sustentação oral nesta hipótese. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP presente recurso, alegando, em síntese: "De mais a mais, já foi dito que a Lei Federal sob enfoque está em completa sintonia com o art. 6º da vigente Carta Política. Nesse passo, ao contrário do que alguns preconizam à míngua do amparo verossímil, o dispositivo em destaque encerra densa carga normativa, inclusive sendo concebido como norma constitucional autoaplicável pelas correntes doutrinária e jurisprudencial majoritárias. Tal disposição constitucional consubstancia matriz normativa, a orientar não apenas o Poder Legislativo quando da edição de normas infraconstitucionais, mas também a orientar o próprio Poder Judiciário no exercício da aplicação do direito ao caso concreto." (doc. 1, fl. 16). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 50). Após, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 26/10/2016, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em Plenário eletrônico tampouco existe previsão legal para sustentação oral nesta hipótese. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem consignou que, à época da penhora e arrematação, o imóvel constrito não se enquadrava como bem de família, já que pertencente a empresa e utilizado para fins comerciais. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mais, a egrégia Corte Regional manteve a constrição sobre o imóvel pertencente à ora agravante porque não demonstrado, para fins de aplicação do instituto da impenhorabilidade prevista na Lei nº 8.009/90, que o referido bem, à época da penhora e arrematação, se enquadrava como bem de família. Nesse contexto, tem-se que a matéria foi decidida com base nos fatos e provas do processo, bem como na legislação infraconstitucional que rege a impenhorabilidade do bem de família. Assim, o processamento do recurso de revista, além de encontrar óbice na Súmula nº 126, também esbarra no obstáculo do artigo 896, § 2º, da CLT e da Súmula nº 266, já que a alegada afronta ao artigo 6º da Constituição Federal, o qual assegura o direito de moradia, caso existisse, se daria apenas de modo reflexo, o que não atende o pressuposto de admissibilidade do apelo na fase de execução." (doc. 15, fl. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem consignou que, à época da penhora e arrematação, o imóvel constrito não se enquadrava como bem de família, já que pertencente a empresa e utilizado para fins comerciais. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mais, a egrégia Corte Regional manteve a constrição sobre o imóvel pertencente à ora agravante porque não demonstrado, para fins de aplicação do instituto da impenhorabilidade prevista na Lei nº 8.009/90, que o referido bem, à época da penhora e arrematação, se enquadrava como bem de família. Nesse contexto, tem-se que a matéria foi decidida com base nos fatos e provas do processo, bem como na legislação infraconstitucional que rege a impenhorabilidade do bem de família. Assim, o processamento do recurso de revista, além de encontrar óbice na Súmula nº 126, também esbarra no obstáculo do artigo 896, § 2º, da CLT e da Súmula nº 266, já que a alegada afronta ao artigo 6º da Constituição Federal, o qual assegura o direito de moradia, caso existisse, se daria apenas de modo reflexo, o que não atende o pressuposto de admissibilidade do apelo na fase de execução." (doc. 15, fl. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à penhorabilidade do bem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.009/1990), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. DIREITO À MORADIA. BEM DE FAMÍLIA. IMÓVEL OFERECIDO COMO GARANTIA HIPOTECÁRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável o processamento do recurso extraordinário quando para seu deslinde seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental, interposto em 18/05/2016, a que se nega provimento.” (ARE 968.371-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 19/9/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade. Bem de família. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 4. Ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.173-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/5/2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Indeferimento de diligência probatória. Repercussão geral. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à penhorabilidade do bem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.009/1990), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. DIREITO À MORADIA. BEM DE FAMÍLIA. IMÓVEL OFERECIDO COMO GARANTIA HIPOTECÁRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável o processamento do recurso extraordinário quando para seu deslinde seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental, interposto em 18/05/2016, a que se nega provimento.” (ARE 968.371-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 19/9/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade. Bem de família. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 4. Ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.173-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/5/2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Indeferimento de diligência probatória. Repercussão geral. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP Inexistência. Penhora. Bem de família. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise do conjunto fático- probatório dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 898.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 11/11/2015). Demais disso, conforme já asseverado, a suposta violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e aos limites da coisa julgada, quando debatida sob a ótica infraconstitucional, não desafia a instância extraordinária, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“ Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP Inexistência. Penhora. Bem de família. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise do conjunto fático- probatório dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 898.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 11/11/2015). Demais disso, conforme já asseverado, a suposta violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e aos limites da coisa julgada, quando debatida sob a ótica infraconstitucional, não desafia a instância extraordinária, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“ Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 883.217-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Danos morais. Ilegitimidade passiva. 4. Alegação de violação ao contraditório, à ampla defesa. ARE-RG 748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à razoabilidade. Ausência de repercussão geral. ARE-RG 743.771 (Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da Súmula/STF. Matéria infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/11/2015). Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 883.217-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Danos morais. Ilegitimidade passiva. 4. Alegação de violação ao contraditório, à ampla defesa. ARE-RG 748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à razoabilidade. Ausência de repercussão geral. ARE-RG 743.771 (Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da Súmula/STF. Matéria infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/11/2015). Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Destaco, por oportuno, que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Destaco, por oportuno, que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do CPC/2015. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8º e 11, do CPC/2015, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do CPC/2015. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998893. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) AGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO (106278/SP) AGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3º, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079714 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) AGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO (106278/SP) AGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3º, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079714 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086797
2016-11-11T00:00:00
2016-11-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3º, do CPC/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ALEGADA OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur360890
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 898660 AgR (2ªT), ARE 938173 AgR (2ªT), ARE 968371 AgR (1ªT). (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 883217 AgR (1ªT), ARE 895562 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 10/01/2017, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
728905
[ "LEG-FED LEI-008009 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00008 PAR-00011 ART-01021 \n PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 728905 AgR
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AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ALEGADA OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 728905 AGR / SP da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GRACIA APARECIDA AIMOLA contra decisão de minha relatoria, publicada em 24/5/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por GRACIA APARECIDA AIMOLA contra decisão de minha relatoria, publicada em 24/5/2016, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM IMÓVEL UTILIZADO PARA FINS COMERCIAIS. LEI 8.009/1990. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 728905 AGR / SP presente recurso, alegando, em síntese: "De mais a mais, já foi dito que a Lei Federal sob enfoque está em completa sintonia com o art. 6... da vigente Carta Política. Nesse passo, ao contrário do que alguns preconizam à míngua do amparo verossímil, o dispositivo em destaque encerra densa carga normativa, inclusive sendo concebido como norma constitucional autoaplicável pelas correntes doutrinária e jurisprudencial majoritárias. Tal disposição constitucional consubstancia matriz normativa, a orientar não apenas o Poder Legislativo quando da edição de normas infraconstitucionais, mas também a orientar o próprio Poder Judiciário no exercício da aplicação do direito ao caso concreto." (doc. 1, fl. 16). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 50). Após, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 26/10/2016, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em Plenário eletrônico tampouco existe previsão legal para sustentação oral nesta hipótese. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP presente recurso, alegando, em síntese: "De mais a mais, já foi dito que a Lei Federal sob enfoque está em completa sintonia com o art. 6... da vigente Carta Política. Nesse passo, ao contrário do que alguns preconizam à míngua do amparo verossímil, o dispositivo em destaque encerra densa carga normativa, inclusive sendo concebido como norma constitucional autoaplicável pelas correntes doutrinária e jurisprudencial majoritárias. Tal disposição constitucional consubstancia matriz normativa, a orientar não apenas o Poder Legislativo quando da edição de normas infraconstitucionais, mas também a orientar o próprio Poder Judiciário no exercício da aplicação do direito ao caso concreto." (doc. 1, fl. 16). A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (doc. 50). Após, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 26/10/2016, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em Plenário eletrônico tampouco existe previsão legal para sustentação oral nesta hipótese. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem consignou que, à época da penhora e arrematação, o imóvel constrito não se enquadrava como bem de família, já que pertencente a empresa e utilizado para fins comerciais. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mais, a egrégia Corte Regional manteve a constrição sobre o imóvel pertencente à ora agravante porque não demonstrado, para fins de aplicação do instituto da impenhorabilidade prevista na Lei n 8.009/90, que o referido bem, à época da penhora e arrematação, se enquadrava como bem de família. Nesse contexto, tem-se que a matéria foi decidida com base nos fatos e provas do processo, bem como na legislação infraconstitucional que rege a impenhorabilidade do bem de família. Assim, o processamento do recurso de revista, além de encontrar óbice na Súmula n 126, também esbarra no obstáculo do artigo 896, § 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho e da Súmula n 266, já que a alegada afronta ao artigo 6... da Constituição Federal, o qual assegura o direito de moradia, caso existisse, se daria apenas de modo reflexo, o que não atende o pressuposto de admissibilidade do apelo na fase de execução." (doc. 15, fl. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem consignou que, à época da penhora e arrematação, o imóvel constrito não se enquadrava como bem de família, já que pertencente a empresa e utilizado para fins comerciais. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "No mais, a egrégia Corte Regional manteve a constrição sobre o imóvel pertencente à ora agravante porque não demonstrado, para fins de aplicação do instituto da impenhorabilidade prevista na Lei n 8.009/90, que o referido bem, à época da penhora e arrematação, se enquadrava como bem de família. Nesse contexto, tem-se que a matéria foi decidida com base nos fatos e provas do processo, bem como na legislação infraconstitucional que rege a impenhorabilidade do bem de família. Assim, o processamento do recurso de revista, além de encontrar óbice na Súmula n 126, também esbarra no obstáculo do artigo 896, § 2..., da Consolidação das Leis do Trabalho e da Súmula n 266, já que a alegada afronta ao artigo 6... da Constituição Federal, o qual assegura o direito de moradia, caso existisse, se daria apenas de modo reflexo, o que não atende o pressuposto de admissibilidade do apelo na fase de execução." (doc. 15, fl. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à penhorabilidade do bem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.009/1990), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. DIREITO À MORADIA. BEM DE FAMÍLIA. IMÓVEL OFERECIDO COMO GARANTIA HIPOTECÁRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável o processamento do recurso extraordinário quando para seu deslinde seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental, interposto em 18/05/2016, a que se nega provimento.” (ARE 968.371-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 19/9/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade. Bem de família. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 4. Ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.173-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/5/2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Indeferimento de diligência probatória. Repercussão geral. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto à penhorabilidade do bem, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.009/1990), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL. DIREITO À MORADIA. BEM DE FAMÍLIA. IMÓVEL OFERECIDO COMO GARANTIA HIPOTECÁRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Inviável o processamento do recurso extraordinário quando para seu deslinde seja necessária a análise de legislação infraconstitucional aplicável. 2. Para divergir da conclusão adotada pelo tribunal a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas. Óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental, interposto em 18/05/2016, a que se nega provimento.” (ARE 968.371-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 19/9/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade. Bem de família. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 4. Ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Ofensa reflexa. ARE-RG 748.371. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.173-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/5/2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Indeferimento de diligência probatória. Repercussão geral. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP Inexistência. Penhora. Bem de família. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise do conjunto fático- probatório dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 898.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 11/11/2015). Demais disso, conforme já asseverado, a suposta violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e aos limites da coisa julgada, quando debatida sob a ótica infraconstitucional, não desafia a instância extraordinária, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“ Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP Inexistência. Penhora. Bem de família. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. O Plenário da Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise do conjunto fático- probatório dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 898.660-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 11/11/2015). Demais disso, conforme já asseverado, a suposta violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e aos limites da coisa julgada, quando debatida sob a ótica infraconstitucional, não desafia a instância extraordinária, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.“ Nesse sentido, transcrevo os seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 883.217-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Danos morais. Ilegitimidade passiva. 4. Alegação de violação ao contraditório, à ampla defesa. ARE-RG 748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à razoabilidade. Ausência de repercussão geral. ARE-RG 743.771 (Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da Súmula/Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/11/2015). Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 883.217-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 11/9/2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Danos morais. Ilegitimidade passiva. 4. Alegação de violação ao contraditório, à ampla defesa. ARE-RG 748.371, (Tema 660). 5. Alegação de violação à proporcionalidade e à razoabilidade. Ausência de repercussão geral. ARE-RG 743.771 (Tema 655) e ARE-RG 739.382 (Tema 657). 6. Reexame de fatos e provas. Incidência do Enunciado 279 da Súmula/Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 895.562-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 18/11/2015). Outrossim, não prospera o argumento de que ficou caracterizada a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista que o Tribunal de origem apreciou a questão posta nos autos, embora de forma contrária aos interesses dos agravantes. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013, o qual possui a seguinte ementa: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Destaco, por oportuno, que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Destaco, por oportuno, que o Plenário deste Tribunal, instado a se manifestar sobre o tema, reconheceu a repercussão geral da matéria para reafirmar a jurisprudência da Corte, no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que se funde na tese suscitada pela parte. O julgado restou assim ementado: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” (AI 791.292-QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010). Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 728905 AGR / SP Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Supremo Tribunal Federal ARE 728905 AGR / SP Por fim, observo que o recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de nova sucumbência. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno, mercê do intuito protelatório da parte, aplico à parte agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015) e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do valor fixado pela origem, obedecidos os limites do artigo 85, §§ 8... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998893. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ AGDO.(A/S) :CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) :ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO AGDO.(A/S) :SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ ALBERTO DA CRUZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998893. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) AGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO (106278/SP) AGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079714 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.905 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GRACIA APARECIDA AIMOLA ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) AGDO.(A/S) : CARLOS ROBERTO FERNANDES ADV.(A/S) : ABEL FRANCISCO CANICAIS FILHO (106278/SP) AGDO.(A/S) : SEVIPA SEGURANCA E VIGILANCIA PATRIMONIAL S/C LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ ALBERTO DA CRUZ (152607/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : APARECIDO DONIZETE DE FEIRIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, condenou a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, ficando suspensa a exigibilidade de majoração de honorários (artigo 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079714 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 728905 AGR / SP", "ARE 728905 AGR / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 728905 AGR / SP", "ARE 728905 AGR / SP", "Súmula n 266", "ARE 728905 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 968 . 371 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE", "-", "RG", "ARE 938 . 173 - AgR", "ARE 728905 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 968 . 371 - AgR", "ARE 938 . 173 - AgR", "ARE 728905 AGR / SP", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 898 . 660 - AgR", "ARE 748 . 371", "ARE 728905 AGR / SP", "ARE n 639 . 228 / RJ", "Súmulas ns 279", "ARE 898 . 660 - AgR", "ARE 748 . 371", "ARE", "ARE 748 . 371", "ARE 883 . 217 -", "ARE", "-", "RG", "ARE", "-", "RG", "ARE", "-", "RG", "Enunciado 279 da Súmula / Supremo Tribunal Federal", "ARE 895 . 562 - AgR", "ARE 740 . 877 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 883 . 217 - AgR", "ARE", "-", "RG", "ARE", "-", "RG 743 .", "ARE", "-", "RG 739", "Enunciado 279 da Súmula / Supremo Tribunal Federal", "ARE 895 . 562 - AgR", "ARE 740 . 877 - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 728905 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 728905 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 728905 AGR / SP", "RECURSO", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 8 . 009 / 1990", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 009 / 1990", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 009 / 1990", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da vigente Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da vigente Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 009 / 90", "artigo 896 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 6 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 009 / 90", "artigo 896 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 6 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 009 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 009 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , §", "incisos XXXV e LX do art . 5 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , §", "incisos XXXV e LX do art . 5 .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § § 8 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 2.5.2016. PATRIMÔNIO CULTURAL. RESTAURAÇÃO IMPOSTA COMO CONDIÇÃO PARA LICENCIAMENTO REFERENTE A INSTALAÇÃO DE HIDRELÉTRICA. LEIS 9.985/2002 E 6.938/1981. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DEVER DE REPARAÇÃO E DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O EMPREENDIMENTO REALIZADO E O DANO OCORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à existência do dever de reparação do dano, bem como em relação à existência de nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento realizado, seria necessário o reexame de fatos e provas (Súmula 279 do STF), bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Ofensa reflexa ou indireta à Constituição. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios no presente feito. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 908895 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 4 a 10 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039930. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 4 a 10 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC3, p. 319): ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – RESTAURAÇÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL – CONDIÇÃO ESTABELECIDA EM LICENCIAMENTO PARA INSTALAÇÃO DE HIDRELÉTRICA – COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – ART. 36 DA LEI 9.985/2002 – ART. 14, § 1º, DA LEI 6.938/81 – PROVIMENTO DO RECURSO. Impõe-se o cumprimento de obrigação de fazer consubstanciada em restauração de patrimônio cultural, quando estabelecida como condicionante para concessão de licença pelo IBAMA para instalação de hidrelétrica, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC3, p. 319): ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – RESTAURAÇÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL – CONDIÇÃO ESTABELECIDA EM LICENCIAMENTO PARA INSTALAÇÃO DE HIDRELÉTRICA – COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – ART. 36 DA LEI 9.985/2002 – ART. 14, § 1º, DA LEI 6.938/81 – PROVIMENTO DO RECURSO. Impõe-se o cumprimento de obrigação de fazer consubstanciada em restauração de patrimônio cultural, quando estabelecida como condicionante para concessão de licença pelo IBAMA para instalação de hidrelétrica, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 908895 AGR / MG como forma de compensação ambiental, em observância ao art. 14, § 1º, da Lei nº 6.938/81 e art. 36 da Lei 9.985/2002.’ No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 225, § 1º, IV e §§ 2º e 3º da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que não há o dever de reparar o dano apontado pelo Ministério Público, visto que ausente o nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente. Ademais, sustenta-se que essa edificação já se encontrava em ruínas antes da emissão da Licença Prévia 217/2005, que atestou a viabilidade ambiental do empreendimento. O TJMG inadmitiu o recurso com base em sua intempestividade. É o relatório. Decido. A presente controvérsia, referente à restauração de patrimônio cultural, nos termos das Leis 6.938/1981 e 9.985/200, em virtude dos impactos ambientais causados pelos empreendimentos da recorrente, tem natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Além disso, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF.” Nas razões recursais, a parte agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição, no caso em exame, é direta. Isso porque a imposição ao agravante de obrigações não previstas em lei é proibido pela Constituição Federal. A parte agravada, apesar de intimada, não se manifestou (eDOC 13). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG como forma de compensação ambiental, em observância ao art. 14, § 1º, da Lei nº 6.938/81 e art. 36 da Lei 9.985/2002.’ No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 225, § 1º, IV e §§ 2º e 3º da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que não há o dever de reparar o dano apontado pelo Ministério Público, visto que ausente o nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente. Ademais, sustenta-se que essa edificação já se encontrava em ruínas antes da emissão da Licença Prévia 217/2005, que atestou a viabilidade ambiental do empreendimento. O TJMG inadmitiu o recurso com base em sua intempestividade. É o relatório. Decido. A presente controvérsia, referente à restauração de patrimônio cultural, nos termos das Leis 6.938/1981 e 9.985/200, em virtude dos impactos ambientais causados pelos empreendimentos da recorrente, tem natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Além disso, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF.” Nas razões recursais, a parte agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição, no caso em exame, é direta. Isso porque a imposição ao agravante de obrigações não previstas em lei é proibido pela Constituição Federal. A parte agravada, apesar de intimada, não se manifestou (eDOC 13). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 908895 AGR / MG É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu que o dever de restauração da Estação Ferroviária do Chiador, decorrente dos impactos ambientais causados por empreendimentos realizados pela recorrente, deriva da compensação ambiental prevista no art. 14, § 1º, da Lei 6.938/1981, que estabelece que “o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade”. A Corte de origem assentou que (eDOC3, p. 321): “A licença de instalação nº 456/2007 concedida pelo IBAMA autorizou a instalação da hidrelétrica, desde que observadas algumas condições, dentre elas a implementação dos Programas de Salvamento do Patrimônio Arqueológico Pré- Histórico e de Salvamento do Patrimônio Arqueológico e Cultura, sendo que este último contempla ‘as restaurações das Estações Ferroviárias previstas no EIA/RIMA e implementação das praças com tratamento paisagístico’ (fl.713). Percebe-se que a restauração da Estação Ferroviária do Chiador consiste em condicionante para a instalação da hidrelétrica, apesar de sua deterioração não decorrer dos impactos deste empreendimento, conforme consta do Laudo Técnico do Estado de Conservação, elaborado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia da UFJF, que concluiu que o ‘principal fator de degradação da estação foi o total abandono, ficando esta, sujeita a todo o tipo de intempéries e vandalismo, sem nenhuma manutenção’ (fls. 402). Todavia, referido dever de restauração decorre da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu que o dever de restauração da Estação Ferroviária do Chiador, decorrente dos impactos ambientais causados por empreendimentos realizados pela recorrente, deriva da compensação ambiental prevista no art. 14, § 1º, da Lei 6.938/1981, que estabelece que “o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade”. A Corte de origem assentou que (eDOC3, p. 321): “A licença de instalação nº 456/2007 concedida pelo IBAMA autorizou a instalação da hidrelétrica, desde que observadas algumas condições, dentre elas a implementação dos Programas de Salvamento do Patrimônio Arqueológico Pré- Histórico e de Salvamento do Patrimônio Arqueológico e Cultura, sendo que este último contempla ‘as restaurações das Estações Ferroviárias previstas no EIA/RIMA e implementação das praças com tratamento paisagístico’ (fl.713). Percebe-se que a restauração da Estação Ferroviária do Chiador consiste em condicionante para a instalação da hidrelétrica, apesar de sua deterioração não decorrer dos impactos deste empreendimento, conforme consta do Laudo Técnico do Estado de Conservação, elaborado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia da UFJF, que concluiu que o ‘principal fator de degradação da estação foi o total abandono, ficando esta, sujeita a todo o tipo de intempéries e vandalismo, sem nenhuma manutenção’ (fls. 402). Todavia, referido dever de restauração decorre da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 908895 AGR / MG compensação ambiental, prevista no art. 14, § 1º, da Lei nº 6.938/81 que determina que ‘o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente a terceiros, afetados por sua atividade’. Conforme consignado na decisão agravada, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à existência do dever de reparação do dano pela recorrente, bem como em relação à existência de nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente, seria necessário o reexame de fatos e provas (Súmula 279 do STF), bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 6.938/1981 e 9.985/200). Constata-se, pois, que eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios no presente feito. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG compensação ambiental, prevista no art. 14, § 1º, da Lei nº 6.938/81 que determina que ‘o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente a terceiros, afetados por sua atividade’. Conforme consignado na decisão agravada, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à existência do dever de reparação do dano pela recorrente, bem como em relação à existência de nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente, seria necessário o reexame de fatos e provas (Súmula 279 do STF), bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 6.938/1981 e 9.985/200). Constata-se, pois, que eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios no presente feito. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Acompanho, com ressalvas, o Relator, tendo em vista que os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022397. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Acompanho, com ressalvas, o Relator, tendo em vista que os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) : PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS (163667/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079717 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) : PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS (163667/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079717 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12096515
2016-11-11T00:00:00
2016-11-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 2.5.2016. PATRIMÔNIO CULTURAL. RESTAURAÇÃO IMPOSTA COMO CONDIÇÃO PARA LICENCIAMENTO REFERENTE A INSTALAÇÃO DE HIDRELÉTRICA. LEIS 9.985/2002 E 6.938/1981. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DEVER DE REPARAÇÃO E DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O EMPREENDIMENTO REALIZADO E O DANO OCORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à existência do dever de reparação do dano, bem como em relação à existência de nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento realizado, seria necessário o reexame de fatos e provas (Súmula 279 do STF), bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Ofensa reflexa ou indireta à Constituição. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios no presente feito.
sjur360953
Número de páginas: 9. Análise: 14/12/2016, BMP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
908895
[ "LEG-FED LEI-006938 ANO-1981\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009985 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 908895 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) : PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 2.5.2016. PATRIMÔNIO CULTURAL. RESTAURAÇÃO IMPOSTA COMO CONDIÇÃO PARA LICENCIAMENTO REFERENTE A INSTALAÇÃO DE HIDRELÉTRICA. LEIS 9.985/2002 E 6.938/1981. VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DEVER DE REPARAÇÃO E DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O EMPREENDIMENTO REALIZADO E O DANO OCORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à existência do dever de reparação do dano, bem como em relação à existência de nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento realizado, seria necessário o reexame de fatos e provas (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal), bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Ofensa reflexa ou indireta à Constituição. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios no presente feito. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 908895 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 4 a 10 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039930. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 4 a 10 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC3, p. 319): ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – RESTAURAÇÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL – CONDIÇÃO ESTABELECIDA EM LICENCIAMENTO PARA INSTALAÇÃO DE HIDRELÉTRICA – COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – ART. 36 DA LEI 9.985/2002 – ART. 14, § 1..., DA LEI 6.938/81 – PROVIMENTO DO RECURSO. Impõe-se o cumprimento de obrigação de fazer consubstanciada em restauração de patrimônio cultural, quando estabelecida como condicionante para concessão de licença pelo IBAMA para instalação de hidrelétrica, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC3, p. 319): ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – RESTAURAÇÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL – CONDIÇÃO ESTABELECIDA EM LICENCIAMENTO PARA INSTALAÇÃO DE HIDRELÉTRICA – COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – ART. 36 DA LEI 9.985/2002 – ART. 14, § 1..., DA LEI 6.938/81 – PROVIMENTO DO RECURSO. Impõe-se o cumprimento de obrigação de fazer consubstanciada em restauração de patrimônio cultural, quando estabelecida como condicionante para concessão de licença pelo IBAMA para instalação de hidrelétrica, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 908895 AGR / MG como forma de compensação ambiental, em observância ao art. 14, § 1..., da Lei n 6.938/81 e art. 36 da Lei 9.985/2002.’ No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 225, § 1..., IV e §§ 2... e 3... da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que não há o dever de reparar o dano apontado pelo Ministério Público, visto que ausente o nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente. Ademais, sustenta-se que essa edificação já se encontrava em ruínas antes da emissão da Licença Prévia 217/2005, que atestou a viabilidade ambiental do empreendimento. O TJMG inadmitiu o recurso com base em sua intempestividade. É o relatório. Decido. A presente controvérsia, referente à restauração de patrimônio cultural, nos termos das Leis 6.938/1981 e 9.985/200, em virtude dos impactos ambientais causados pelos empreendimentos da recorrente, tem natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Além disso, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF.” Nas razões recursais, a parte agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição, no caso em exame, é direta. Isso porque a imposição ao agravante de obrigações não previstas em lei é proibido pela Constituição Federal. A parte agravada, apesar de intimada, não se manifestou (eDOC 13). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG como forma de compensação ambiental, em observância ao art. 14, § 1..., da Lei n 6.938/81 e art. 36 da Lei 9.985/2002.’ No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 225, § 1..., IV e §§ 2... e 3... da Constituição Federal. Sustenta-se, em síntese, que não há o dever de reparar o dano apontado pelo Ministério Público, visto que ausente o nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente. Ademais, sustenta-se que essa edificação já se encontrava em ruínas antes da emissão da Licença Prévia 217/2005, que atestou a viabilidade ambiental do empreendimento. O TJMG inadmitiu o recurso com base em sua intempestividade. É o relatório. Decido. A presente controvérsia, referente à restauração de patrimônio cultural, nos termos das Leis 6.938/1981 e 9.985/200, em virtude dos impactos ambientais causados pelos empreendimentos da recorrente, tem natureza infraconstitucional. Desse modo, eventual ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Além disso, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF.” Nas razões recursais, a parte agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição, no caso em exame, é direta. Isso porque a imposição ao agravante de obrigações não previstas em lei é proibido pela Constituição Federal. A parte agravada, apesar de intimada, não se manifestou (eDOC 13). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 908895 AGR / MG É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu que o dever de restauração da Estação Ferroviária do Chiador, decorrente dos impactos ambientais causados por empreendimentos realizados pela recorrente, deriva da compensação ambiental prevista no art. 14, § 1..., da Lei 6.938/1981, que estabelece que “o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade”. A Corte de origem assentou que (eDOC3, p. 321): “A licença de instalação n 456/2007 concedida pelo IBAMA autorizou a instalação da hidrelétrica, desde que observadas algumas condições, dentre elas a implementação dos Programas de Salvamento do Patrimônio Arqueológico Pré- Histórico e de Salvamento do Patrimônio Arqueológico e Cultura, sendo que este último contempla ‘as restaurações das Estações Ferroviárias previstas no EIA/RIMA e implementação das praças com tratamento paisagístico’ (fl.713). Percebe-se que a restauração da Estação Ferroviária do Chiador consiste em condicionante para a instalação da hidrelétrica, apesar de sua deterioração não decorrer dos impactos deste empreendimento, conforme consta do Laudo Técnico do Estado de Conservação, elaborado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia da UFJF, que concluiu que o ‘principal fator de degradação da estação foi o total abandono, ficando esta, sujeita a todo o tipo de intempéries e vandalismo, sem nenhuma manutenção’ (fls. 402). Todavia, referido dever de restauração decorre da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): A parte agravante não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão agravada. Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu que o dever de restauração da Estação Ferroviária do Chiador, decorrente dos impactos ambientais causados por empreendimentos realizados pela recorrente, deriva da compensação ambiental prevista no art. 14, § 1..., da Lei 6.938/1981, que estabelece que “o poluidor é obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade”. A Corte de origem assentou que (eDOC3, p. 321): “A licença de instalação n 456/2007 concedida pelo IBAMA autorizou a instalação da hidrelétrica, desde que observadas algumas condições, dentre elas a implementação dos Programas de Salvamento do Patrimônio Arqueológico Pré- Histórico e de Salvamento do Patrimônio Arqueológico e Cultura, sendo que este último contempla ‘as restaurações das Estações Ferroviárias previstas no EIA/RIMA e implementação das praças com tratamento paisagístico’ (fl.713). Percebe-se que a restauração da Estação Ferroviária do Chiador consiste em condicionante para a instalação da hidrelétrica, apesar de sua deterioração não decorrer dos impactos deste empreendimento, conforme consta do Laudo Técnico do Estado de Conservação, elaborado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia da UFJF, que concluiu que o ‘principal fator de degradação da estação foi o total abandono, ficando esta, sujeita a todo o tipo de intempéries e vandalismo, sem nenhuma manutenção’ (fls. 402). Todavia, referido dever de restauração decorre da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 908895 AGR / MG compensação ambiental, prevista no art. 14, § 1..., da Lei n 6.938/81 que determina que ‘o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente a terceiros, afetados por sua atividade’. Conforme consignado na decisão agravada, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à existência do dever de reparação do dano pela recorrente, bem como em relação à existência de nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente, seria necessário o reexame de fatos e provas (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal), bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 6.938/1981 e 9.985/200). Constata-se, pois, que eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios no presente feito. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Supremo Tribunal Federal ARE 908895 AGR / MG compensação ambiental, prevista no art. 14, § 1..., da Lei n 6.938/81 que determina que ‘o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente a terceiros, afetados por sua atividade’. Conforme consignado na decisão agravada, para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à existência do dever de reparação do dano pela recorrente, bem como em relação à existência de nexo causal que vincule a má conservação da Estação Ferroviária de Chiador ao empreendimento da recorrente, seria necessário o reexame de fatos e provas (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal), bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 6.938/1981 e 9.985/200). Constata-se, pois, que eventual ofensa à Constituição seria indireta ou reflexa, o que enseja o descabimento do recurso extraordinário. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios no presente feito. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Acompanho, com ressalvas, o Relator, tendo em vista que os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022397. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) :PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários advocatícios recursais não dependem da fixação na origem. Importa saber se a situação jurídica os contempla. A referência no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015 à majoração não é excludente quando, em ato omissivo, se tenha deixado de estipulá-los no Juízo. Acompanho, com ressalvas, o Relator, tendo em vista que os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) : PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS (163667/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079717 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.895 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS S/A ADV.(A/S) : PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS (163667/RJ) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, e entendeu ser inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, visto que não houve fixação prévia de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079717 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 908895 AGR / MG", "ARE 908895 AGR / MG", "ARE 908895 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 908895 AGR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 908895 AGR / MG", "ARE 908895 AGR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 908895", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "LEIS 9 . 985 / 2002", "6", ".", "938", "/", "1981", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 36 DA LEI 9 . 985 / 2002", "ART . 14 , § 1 . . . , DA LEI 6 . 938 / 81", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 36 DA LEI 9 . 985 / 2002", "ART . 14 , § 1 . . . , DA LEI 6 . 938 / 81", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , § 1 . . . , da Lei n 6 . 938 / 81", "art . 36 da Lei 9 . 985 / 2002", "art . 225 , § 1 . . . , IV e § § 2 . . . e 3 . . . da Constituição Federal", "Leis 6 . 938 / 1981", "9", ".", "985", "/", "200", "Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF .", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , § 1 . . . , da Lei n 6 . 938 / 81", "art . 36 da Lei 9 . 985 / 2002", "art . 102 ,", "art . 225 , § 1 . . . , IV e § § 2 . . . e 3 . . . da Constituição Federal", "Leis 6 . 938 / 1981", "9", ".", "985", "/", "200", "Constituição Federal", "art . 21 , §", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , § 1 . . . , da Lei 6 . 938 / 1981", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , § 1 . . . , da Lei 6 . 938 / 1981", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , § 1 . . . , da Lei n 6 . 938 / 81", "Leis 6 . 938 / 1981", "9", ".", "985", "/", "200", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , § 1 . . . , da Lei n 6 . 938 / 81", "Leis 6 . 938 / 1981", "9", ".", "985", "/", "200", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 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Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "FURNAS", "-", "CENTRAIS ELÉTRICAS S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FURNAS", "-", "CENTRAIS ELÉTRICAS S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FURNAS", "-", "CENTRAIS ELÉTRICAS S / A", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PALOMA MIRTES COSTA CASTRO LARANJEIRAS MALHEIROS", 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Ementa e Acórdão 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) :GAMIL FÖPPEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RECUSA OU RETARDAMENTO NO FORNECIMENTO DOS DADOS TÉCNICOS REQUISITADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. EXTINÇÃO PREMATURA DA AÇÃO PENAL. QUESTÕES DE MÉRITO QUE DEVEM SER DECIDIDAS PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. 2. A denúncia descreve de forma individualizada e objetiva a conduta atribuída ao agravante, correlacionando-a ao tipo penal em questão (art. 10 da Lei 7.347/1985). Narra a inicial acusatória como se dera a recusa – ou pelo menos o retardamento – por parte do agravante no fornecimento dos dados requisitados pelo Ministério Público Federal para instaurar ação civil pública e explicita a necessidade e a finalidade das informações técnicas solicitadas. A ação nela descrita possui relevo para a esfera penal. 3. Avançar nas alegações postas na impetração, sobre a utilidade ou não dos documentos requisitados para fins de instruir a ação civil pública pelo Órgão Ministerial, e acerca da correta destinação dos dados solicitados – se concernentes a direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos –, revela-se inviável nesta ação constitucional, por pressuporem o indevido revolvimento de fatos e provas da causa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094742. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RHC 125336 AGR / BA 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 11 a 17.11.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 18 de novembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094742. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 11 a 17.11.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 18 de novembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) :GAMIL FÖPPEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário, tendo em vista (a) a ausência das hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal; (b) o preenchimento dos requisitos do art. 41 do CPP pela inicial acusatória; e (c) a inexistência de flagrante incompatibilidade do art. 10 da Lei 7.347/1985 com os princípios da ofensividade e subsidiariedade. Neste recurso, o agravante alega, em síntese, que (a) o agravante foi absolvido pelo juízo de primeiro grau de jurisdição, mas persiste o interesse no processo, tendo em vista o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público; (b) o fato é atípico, pois o pretenso retardo na entrega de documentos não se relacionou com as hipóteses elencadas no art. 1º da Lei 7.347/1985; (c) há incongruência entre a conduta imputada ao agravante e o contido no art. 10 da Lei 7.347/1985, o qual “não se referiu a qualquer tipo de informação, mas àquelas que demandassem, para sua apreensão, um saber específico, uma técnica apurada, um método científico”; (d) “não há como sustentar que os documentos pedidos pelo MPF e MPT eram necessário à propositura de ação civil pública, se a propositura da demanda se revelou desnecessária”; (e) carece a conduta de tipicidade material, dada a ausência de ameaça ou perigo de lesão, já que as informações foram entregues, mesmo que extemporaneamente, e as providências tomadas pelo agravante com vistas à proteção aos princípios da administração pública, com assinatura do termo de ajustamento de conduta, inibiu a postulação da ação civil pública; (f) a figura típica imputada ao agravante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) :GAMIL FÖPPEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário, tendo em vista (a) a ausência das hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal; (b) o preenchimento dos requisitos do art. 41 do CPP pela inicial acusatória; e (c) a inexistência de flagrante incompatibilidade do art. 10 da Lei 7.347/1985 com os princípios da ofensividade e subsidiariedade. Neste recurso, o agravante alega, em síntese, que (a) o agravante foi absolvido pelo juízo de primeiro grau de jurisdição, mas persiste o interesse no processo, tendo em vista o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público; (b) o fato é atípico, pois o pretenso retardo na entrega de documentos não se relacionou com as hipóteses elencadas no art. 1º da Lei 7.347/1985; (c) há incongruência entre a conduta imputada ao agravante e o contido no art. 10 da Lei 7.347/1985, o qual “não se referiu a qualquer tipo de informação, mas àquelas que demandassem, para sua apreensão, um saber específico, uma técnica apurada, um método científico”; (d) “não há como sustentar que os documentos pedidos pelo MPF e MPT eram necessário à propositura de ação civil pública, se a propositura da demanda se revelou desnecessária”; (e) carece a conduta de tipicidade material, dada a ausência de ameaça ou perigo de lesão, já que as informações foram entregues, mesmo que extemporaneamente, e as providências tomadas pelo agravante com vistas à proteção aos princípios da administração pública, com assinatura do termo de ajustamento de conduta, inibiu a postulação da ação civil pública; (f) a figura típica imputada ao agravante Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RHC 125336 AGR / BA (art. 10 da Lei 7.347/1985) encontra-se eivada de inconstitucionalidade; (g) a denúncia deixou de descrever as circunstâncias da conduta, sendo inepta. Requer, ao final, a retração da decisão agravada ou que “seja submetido o presente agravo à apreciação da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 317 do RISTF”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA (art. 10 da Lei 7.347/1985) encontra-se eivada de inconstitucionalidade; (g) a denúncia deixou de descrever as circunstâncias da conduta, sendo inepta. Requer, ao final, a retração da decisão agravada ou que “seja submetido o presente agravo à apreciação da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 317 do RISTF”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC 209.276/BA, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente, então Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, foi denunciado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região pela suposta prática do crime de recusa, retardamento ou omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público (art. 10 da Lei 7.347/1985); (b) buscando a extinção da ação penal, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que descreve satisfatoriamente os fatos tidos por delituosos, narrando, de maneira suficiente, a atuação do paciente ou a falta dela e as implicações disso decorrentes. 2. Em tal contexto, estão satisfeitos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, possibilitando o exercício do direito de defesa. 3. Saber se os dados requisitados pelo Ministério Público eram técnicos e indispensáveis à propositura da ação civil pública é matéria a ser dirimida na instrução Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC 209.276/BA, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente, então Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, foi denunciado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região pela suposta prática do crime de recusa, retardamento ou omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público (art. 10 da Lei 7.347/1985); (b) buscando a extinção da ação penal, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que descreve satisfatoriamente os fatos tidos por delituosos, narrando, de maneira suficiente, a atuação do paciente ou a falta dela e as implicações disso decorrentes. 2. Em tal contexto, estão satisfeitos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, possibilitando o exercício do direito de defesa. 3. Saber se os dados requisitados pelo Ministério Público eram técnicos e indispensáveis à propositura da ação civil pública é matéria a ser dirimida na instrução Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA criminal, notadamente porque os documentos que guarnecem os autos deste habeas corpus não são suficientes para essa aferição. 4. Inconstitucionalidade de lei, no caso concreto do próprio tipo penal (art. 10 da Lei nº 7.347/1985), não é assunto a ser suscitado incidentalmente no habeas corpus, via célere, de índole mandamental. Precedentes. 5. Impetração denegada’. Neste recurso, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) ‘não se pode cogitar existente qualquer lesividade da conduta (…), sendo certo que se pode concluir, com fulcro nos documentos colacionados, que o pretenso retardo na entrega de documentos requeridos pelo Ministério Público não se relacionou com documentos necessários à propositura de ação civil pública’; (b) ‘a expressão ‘ações civis’ contida no art. 10 da Lei 7.347/85 cinge-se às hipóteses previstas no art. 1º do diploma, dentre as quais não constam os interesses acerca da regular contratação de servidores públicos’; (c) ‘é possível perceber que a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal (equivocadamente recebida pelo TRF-1) descreve situação que (mesmo considerada verdadeira apenas para argumentar) não se amolda ao tipo penal, pois não se tem no caso relato de denegação de ‘dados’ e muito menos de ‘dados técnicos’’; (d) ‘o tipo penal do art. 10, Lei 7.347/85 malfere os princípios da ofensividade e da subsidiariedade, haja vista que se trata de expressão ilegítima da tutela penal, na medida em que não protege de lesão bem jurídico algum, assim definidos os direitos mais caros à sociedade’; (e) a denúncia é inepta, na medida em que ‘não demonstrou ou chegou a abordar a necessidade dos documentos requeridos para a propositura de eventual ação civil pública, ou seja, não se sabe o porquê, nem de que forma, as informações seriam imprescindíveis’. Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que seja extinta a ação penal (a) por atipicidade da conduta; (b) pela inconstitucionalidade do art. 10 da Lei 7.347/1985; ou (c) em razão da inépcia da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA criminal, notadamente porque os documentos que guarnecem os autos deste habeas corpus não são suficientes para essa aferição. 4. Inconstitucionalidade de lei, no caso concreto do próprio tipo penal (art. 10 da Lei nº 7.347/1985), não é assunto a ser suscitado incidentalmente no habeas corpus, via célere, de índole mandamental. Precedentes. 5. Impetração denegada’. Neste recurso, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) ‘não se pode cogitar existente qualquer lesividade da conduta (…), sendo certo que se pode concluir, com fulcro nos documentos colacionados, que o pretenso retardo na entrega de documentos requeridos pelo Ministério Público não se relacionou com documentos necessários à propositura de ação civil pública’; (b) ‘a expressão ‘ações civis’ contida no art. 10 da Lei 7.347/85 cinge-se às hipóteses previstas no art. 1º do diploma, dentre as quais não constam os interesses acerca da regular contratação de servidores públicos’; (c) ‘é possível perceber que a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal (equivocadamente recebida pelo TRF-1) descreve situação que (mesmo considerada verdadeira apenas para argumentar) não se amolda ao tipo penal, pois não se tem no caso relato de denegação de ‘dados’ e muito menos de ‘dados técnicos’’; (d) ‘o tipo penal do art. 10, Lei 7.347/85 malfere os princípios da ofensividade e da subsidiariedade, haja vista que se trata de expressão ilegítima da tutela penal, na medida em que não protege de lesão bem jurídico algum, assim definidos os direitos mais caros à sociedade’; (e) a denúncia é inepta, na medida em que ‘não demonstrou ou chegou a abordar a necessidade dos documentos requeridos para a propositura de eventual ação civil pública, ou seja, não se sabe o porquê, nem de que forma, as informações seriam imprescindíveis’. Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que seja extinta a ação penal (a) por atipicidade da conduta; (b) pela inconstitucionalidade do art. 10 da Lei 7.347/1985; ou (c) em razão da inépcia da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso. 2. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8/10/2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23/5/2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/8/2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27/6/2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10/12/2012. 3. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal. Extrai-se da denúncia que o recorrente, embora notificado, inclusive com dilação de prazo, deixou de apresentar os documentos solicitados pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal, informações que subsidiariam a possível propositura de ação civil pública. A peça acusatória assim delimita a atuação do paciente, no que interessa: ‘O denunciado, atual Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, propositadamente, recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal documentos por ambos requisitados, destinados a embasar a propositura de ação civil pública. O Ministério Público do Trabalho - PRT/5ª Região e o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso. 2. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8/10/2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23/5/2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/8/2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27/6/2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10/12/2012. 3. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal. Extrai-se da denúncia que o recorrente, embora notificado, inclusive com dilação de prazo, deixou de apresentar os documentos solicitados pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal, informações que subsidiariam a possível propositura de ação civil pública. A peça acusatória assim delimita a atuação do paciente, no que interessa: ‘O denunciado, atual Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, propositadamente, recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal documentos por ambos requisitados, destinados a embasar a propositura de ação civil pública. O Ministério Público do Trabalho - PRT/5ª Região e o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA Ministério Público do Estado da Bahia, em ação conjunta, após detectarem irregularidades na contratação de pessoal de vários municípios, dentre eles o de Bom Jesus da Lapa/BA, formularam a Notificação Recomendatória de fls. 25/44, com o objetivo que os Municípios adequassem seus quadros de pessoal às regras constitucionais. Apesar dos esforços dispendidos, observa-se, no caso específico, que o Município de Bom Jesus da Lapa não se manifestou acerca da Recomendação (fls. 54). Em face disso, o Procedimento de Acompanhamento de Notificação Recomendatória, em andamento perante o Ministério Público do Trabalho - PRT/5ª Região, foi convertido em Inquérito Civil Público (fls. 56/63), sob o número 365/2007 (fls. 64/65), com o fim de apurar elementos que possibilitassem a colheita de provas relativas ao cometimento de práticas violadoras dos princípios constitucionais da Administração Pública, em prejuízo dos direitos sociais assegurados à classe trabalhadora. No curso dessas investigações trabalhistas, a Procuradoria do Trabalho da 5ª Região, pela Procuradora Regional do Trabalho Edelamare Melo, encaminhou ofício, dentre outros, ao Procurador-Chefe da Procuradoria da República na Bahia (fls. 68), informando-o acerca da instauração do Inquérito Civil n° 365/2007, para que, em suas respetivas atribuições, adotassem as providências que julgassem cabíveis. Iniciou-se, com isso, também perante o Ministério Público Federal - Procuradoria da República na Bahia procedimento para apuração de ilícitos cíveis (improbidade) e penais. Dando andamento ao feito trabalhista, o Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, Sr. Roberto Oliveira Maia da Silva, foi intimado pela Procuradoria Regional do Trabalho da 5ª Região para que apresentasse informações (defesa) sobre as providências adotadas pelo Município para o atendimento da recomendação de fls. 25/44, bem 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA Ministério Público do Estado da Bahia, em ação conjunta, após detectarem irregularidades na contratação de pessoal de vários municípios, dentre eles o de Bom Jesus da Lapa/BA, formularam a Notificação Recomendatória de fls. 25/44, com o objetivo que os Municípios adequassem seus quadros de pessoal às regras constitucionais. Apesar dos esforços dispendidos, observa-se, no caso específico, que o Município de Bom Jesus da Lapa não se manifestou acerca da Recomendação (fls. 54). Em face disso, o Procedimento de Acompanhamento de Notificação Recomendatória, em andamento perante o Ministério Público do Trabalho - PRT/5ª Região, foi convertido em Inquérito Civil Público (fls. 56/63), sob o número 365/2007 (fls. 64/65), com o fim de apurar elementos que possibilitassem a colheita de provas relativas ao cometimento de práticas violadoras dos princípios constitucionais da Administração Pública, em prejuízo dos direitos sociais assegurados à classe trabalhadora. No curso dessas investigações trabalhistas, a Procuradoria do Trabalho da 5ª Região, pela Procuradora Regional do Trabalho Edelamare Melo, encaminhou ofício, dentre outros, ao Procurador-Chefe da Procuradoria da República na Bahia (fls. 68), informando-o acerca da instauração do Inquérito Civil n° 365/2007, para que, em suas respetivas atribuições, adotassem as providências que julgassem cabíveis. Iniciou-se, com isso, também perante o Ministério Público Federal - Procuradoria da República na Bahia procedimento para apuração de ilícitos cíveis (improbidade) e penais. Dando andamento ao feito trabalhista, o Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, Sr. Roberto Oliveira Maia da Silva, foi intimado pela Procuradoria Regional do Trabalho da 5ª Região para que apresentasse informações (defesa) sobre as providências adotadas pelo Município para o atendimento da recomendação de fls. 25/44, bem 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA como para que apresentasse documentos relativos ao quadro de pessoal do Município (relação de trabalho temporário e permanente do município, legislação municipal, relação nominal do pessoal admitido para provimento do cargo em comissão e funções de confiança, quantitativo de pessoa admitido pelo Município após a Constituição de 1988, relação de pessoal admitido para atendimento dos programas do governo federal e estadual, comprovantes de pagamentos de salários, contratos com cooperativas de mão-de-obras, entre outros). O Gestor Municipal, na ocasião, assim se manifestou (fls. 82/83): ‘Prefacialmente cumpre-me informar que foram acatadas todas as recomendações contidas na Notificação Recomendatória encaminhada a este Município, e estão sendo tomadas as providências necessárias para ultimação do quanto contido no referido expediente. Foram encaminhados à Câmara de Vereadores de Bom Jesus da Lapa (BA) Projetos de Lei com o objetivo de adaptar as leis já existentes (Plano de cargos e Salários, Regime Jurídico Único, Estatuto do Magistério, Estrutura Administrativa, etc.), para possibilitar a efetivação do concurso público para provimento dos cargos efetivos vagos, que tramitaram e foram sancionados. Entretanto, diante da quantidade de documentos e procedimentos requisitados por V. Exa., vimos solicitar a dilação do prazo estabelecido, por mais 30 (trinta) dias, com o fito de podermos atender integralmente a determinação contida na intimação, haja vista que foram solicitados documentos de um lapso de tempo significativo e que ainda não foi possível integralizá-los. Nesse contexto, afirmamos que nossa gestão prima pela transparência e estrita obediência aos princípios que norteiam a administração pública, revestidos nossos atos de completa legalidade, e notadamente no que concerne à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA como para que apresentasse documentos relativos ao quadro de pessoal do Município (relação de trabalho temporário e permanente do município, legislação municipal, relação nominal do pessoal admitido para provimento do cargo em comissão e funções de confiança, quantitativo de pessoa admitido pelo Município após a Constituição de 1988, relação de pessoal admitido para atendimento dos programas do governo federal e estadual, comprovantes de pagamentos de salários, contratos com cooperativas de mão-de-obras, entre outros). O Gestor Municipal, na ocasião, assim se manifestou (fls. 82/83): ‘Prefacialmente cumpre-me informar que foram acatadas todas as recomendações contidas na Notificação Recomendatória encaminhada a este Município, e estão sendo tomadas as providências necessárias para ultimação do quanto contido no referido expediente. Foram encaminhados à Câmara de Vereadores de Bom Jesus da Lapa (BA) Projetos de Lei com o objetivo de adaptar as leis já existentes (Plano de cargos e Salários, Regime Jurídico Único, Estatuto do Magistério, Estrutura Administrativa, etc.), para possibilitar a efetivação do concurso público para provimento dos cargos efetivos vagos, que tramitaram e foram sancionados. Entretanto, diante da quantidade de documentos e procedimentos requisitados por V. Exa., vimos solicitar a dilação do prazo estabelecido, por mais 30 (trinta) dias, com o fito de podermos atender integralmente a determinação contida na intimação, haja vista que foram solicitados documentos de um lapso de tempo significativo e que ainda não foi possível integralizá-los. Nesse contexto, afirmamos que nossa gestão prima pela transparência e estrita obediência aos princípios que norteiam a administração pública, revestidos nossos atos de completa legalidade, e notadamente no que concerne à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA situação dos servidores municipais. (…)’. O novo prazo de 30 dias solicitado pelo Gestor Municipal foi deferido, em 12/09/2007, conforme se vê no documento de fls. 87. Concomitantemente, em face do procedimento investigatório em curso junto ao Ministério Público Federal, a Procuradoria da República na Bahia TAMBÉM encaminhou ofício ao Prefeito Municipal de Bom Jesus da Lapa/BA (fls. 93), datado de 10/11/2008, solicitando a relação nominal dos pessoal admitido para atender aos Programas de Saúde na Família e de Agentes Comunitários de Saúde, contratados desde o início de sua gestão, bem como informações sobre o modo de contratação (concurso público ou não). Ainda, solicitou a relação nominal dos profissionais contratados em regime de contrato por tempo determinado, pagos com recurso federais, indicando suas respectivas remunerações. O Prefeito, sobre este segundo pedido ministerial, informou: ‘Cumprimentando-a cordialmente, usufruímos do presente expediente, para solicitar a V. Excelência, que se digne prorrogar o prazo de entrega dos documentos, objeto da solicitação do ofício supra. Informo, em tempo, que a presente solicitação tem por finalidade fazer levantamento das informações solicitadas por esta Procuradoria, uma vez que estamos desprendendo esforços no propósito de fechamento das documentações da prestação de contas anula desta Municipalidade.(...).’ (fls. 94) Vê-se dos autos, portanto, que apesar de devidamente intimado e até mesmo concedida dilação do prazo, não houve apresentação dos documentos requisitados tanto pelo Ministério Publico do Trabalho, quanto pelo Ministério Público Federal pelo Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA situação dos servidores municipais. (…)’. O novo prazo de 30 dias solicitado pelo Gestor Municipal foi deferido, em 12/09/2007, conforme se vê no documento de fls. 87. Concomitantemente, em face do procedimento investigatório em curso junto ao Ministério Público Federal, a Procuradoria da República na Bahia TAMBÉM encaminhou ofício ao Prefeito Municipal de Bom Jesus da Lapa/BA (fls. 93), datado de 10/11/2008, solicitando a relação nominal dos pessoal admitido para atender aos Programas de Saúde na Família e de Agentes Comunitários de Saúde, contratados desde o início de sua gestão, bem como informações sobre o modo de contratação (concurso público ou não). Ainda, solicitou a relação nominal dos profissionais contratados em regime de contrato por tempo determinado, pagos com recurso federais, indicando suas respectivas remunerações. O Prefeito, sobre este segundo pedido ministerial, informou: ‘Cumprimentando-a cordialmente, usufruímos do presente expediente, para solicitar a V. Excelência, que se digne prorrogar o prazo de entrega dos documentos, objeto da solicitação do ofício supra. Informo, em tempo, que a presente solicitação tem por finalidade fazer levantamento das informações solicitadas por esta Procuradoria, uma vez que estamos desprendendo esforços no propósito de fechamento das documentações da prestação de contas anula desta Municipalidade.(...).’ (fls. 94) Vê-se dos autos, portanto, que apesar de devidamente intimado e até mesmo concedida dilação do prazo, não houve apresentação dos documentos requisitados tanto pelo Ministério Publico do Trabalho, quanto pelo Ministério Público Federal pelo Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA Isso se evidencia ainda mais, no âmbito do MPT, pelo fato de que à PRT/5ª Região outra alternativa não restou senão a propositura de AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS (fls. 99/107) contra o Prefeito. Já, no âmbito do MPF, pelo fato de que a Procuradoria da República no Município de Guanambi/BA propôs AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE contra o Prefeito, em razão do reiterado descaso ‘pelos comandos do art. 129, VI, da Constituição Federal e art. 8º, II, § 3º da LC nº 75/93, a caraterizar ato de improbidade administrativa elencado no art. 11, caput e inciso II da Lei n° 8.429/92. A recalcitrância do Prefeito em atender aos pedidos ministeriais resta evidente nos autos, na medida em que, propositalmente, deixou de ofertar os documentos que lhe foram requisitados (MPT e MPF), documentos estes indispensáveis para a apuração dos ilícitos trabalhistas, cíveis e criminais que estavam sendo investigados. II - DA INCIDÊNCIA PENAL Constatou-se, a partir dos fatos e provas supramencionados, que o denunciado recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal os documentos necessários à apuração dos fatos para propositura de ação civil pública, violando frontalmente o art. 10 da Lei nº 7.347/85, o qual dispõe: ‘Art. 10. Constitui crime, punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, mais multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTN, a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público.’ III - DO PEDIDO Diante do exposto, o Ministério Público Federal requer seja notificado o denunciado para oferecer resposta no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 4º da Lei nº 8038/90 e do art. 245 do R.I.TRF 1ª Região, recebendo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA Isso se evidencia ainda mais, no âmbito do MPT, pelo fato de que à PRT/5ª Região outra alternativa não restou senão a propositura de AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS (fls. 99/107) contra o Prefeito. Já, no âmbito do MPF, pelo fato de que a Procuradoria da República no Município de Guanambi/BA propôs AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE contra o Prefeito, em razão do reiterado descaso ‘pelos comandos do art. 129, VI, da Constituição Federal e art. 8º, II, § 3º da LC nº 75/93, a caraterizar ato de improbidade administrativa elencado no art. 11, caput e inciso II da Lei n° 8.429/92. A recalcitrância do Prefeito em atender aos pedidos ministeriais resta evidente nos autos, na medida em que, propositalmente, deixou de ofertar os documentos que lhe foram requisitados (MPT e MPF), documentos estes indispensáveis para a apuração dos ilícitos trabalhistas, cíveis e criminais que estavam sendo investigados. II - DA INCIDÊNCIA PENAL Constatou-se, a partir dos fatos e provas supramencionados, que o denunciado recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal os documentos necessários à apuração dos fatos para propositura de ação civil pública, violando frontalmente o art. 10 da Lei nº 7.347/85, o qual dispõe: ‘Art. 10. Constitui crime, punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, mais multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTN, a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público.’ III - DO PEDIDO Diante do exposto, o Ministério Público Federal requer seja notificado o denunciado para oferecer resposta no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 4º da Lei nº 8038/90 e do art. 245 do R.I.TRF 1ª Região, recebendo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA a presente denúncia, também na forma do Regimento Interno desse Egrégio Tribunal, citando-se o denunciado para ser interrogado em data e lugar designado por V. Exa., para que apresente, querendo, a defesa que tiver, e se veja processar e julgar incurso nas penas do artigo 10 da Lei n° 7.347/85’. 4. Bem se percebe que não há flagrante ilegalidade a merecer reparo, uma vez que a denúncia expõe de forma individualizada a conduta atribuída ao recorrente, correlacionando-a ao tipo penal em questão (art. 10 da Lei 7.347/1985). Ao contrário do afirmado pela defesa, a inicial acusatória narra como se deu a recusa – ou pelo menos o retardamento – por parte do então Prefeito e explicita a necessidade e a finalidade das informações técnicas solicitadas. A avaliação da utilidade ou não dos documentos para propositura da ação civil pública pelo Órgão Ministerial, bem como da correta destinação dos dados solicitados – se concernentes ou não a diretos difusos, coletivo ou individuais homogêneos – é matéria reservada ao juízo do processo, que, observados os princípios do contraditório e ampla defesa, emitirá seu prudente convencimento motivado. 5. Ao menos neste juízo superficial, portanto, é possível verificar que a narrativa exposta pelo Ministério Público possui relevo para esfera penal. O denunciado se defende dos fatos a ele atribuídos e não da definição jurídica indicada na acusação. Observado o disposto no art. 41 do Código de Processo Penal, ou seja, descrito o fato criminoso, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação e, por consequência, instaurar a persecução criminal, não há falar em inépcia da denúncia ou falta de justa causa. 6. Por outro lado, não há como avançar nas alegações postas nesta ação, por pressuporem o indevido revolvimento de fatos e provas. Reitere-se que caberá ao juízo natural da causa, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA a presente denúncia, também na forma do Regimento Interno desse Egrégio Tribunal, citando-se o denunciado para ser interrogado em data e lugar designado por V. Exa., para que apresente, querendo, a defesa que tiver, e se veja processar e julgar incurso nas penas do artigo 10 da Lei n° 7.347/85’. 4. Bem se percebe que não há flagrante ilegalidade a merecer reparo, uma vez que a denúncia expõe de forma individualizada a conduta atribuída ao recorrente, correlacionando-a ao tipo penal em questão (art. 10 da Lei 7.347/1985). Ao contrário do afirmado pela defesa, a inicial acusatória narra como se deu a recusa – ou pelo menos o retardamento – por parte do então Prefeito e explicita a necessidade e a finalidade das informações técnicas solicitadas. A avaliação da utilidade ou não dos documentos para propositura da ação civil pública pelo Órgão Ministerial, bem como da correta destinação dos dados solicitados – se concernentes ou não a diretos difusos, coletivo ou individuais homogêneos – é matéria reservada ao juízo do processo, que, observados os princípios do contraditório e ampla defesa, emitirá seu prudente convencimento motivado. 5. Ao menos neste juízo superficial, portanto, é possível verificar que a narrativa exposta pelo Ministério Público possui relevo para esfera penal. O denunciado se defende dos fatos a ele atribuídos e não da definição jurídica indicada na acusação. Observado o disposto no art. 41 do Código de Processo Penal, ou seja, descrito o fato criminoso, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação e, por consequência, instaurar a persecução criminal, não há falar em inépcia da denúncia ou falta de justa causa. 6. Por outro lado, não há como avançar nas alegações postas nesta ação, por pressuporem o indevido revolvimento de fatos e provas. Reitere-se que caberá ao juízo natural da causa, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA com observância ao princípio do contraditório, proceder ao exame das provas colhidas e conferir a definição jurídica adequada para o caso. Nesse sentido, entre outros: HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17/12/2012; HC 114326, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/12/2013, esse último assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência da Paciente. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Habeas corpus denegado’. Em abono a esse entendimento, cumpre referir o parecer da Procuradoria-Geral da República: ‘5. Está evidente, portanto, que a acusação logrou reunir os elementos mínimos necessários à instauração da ação penal, descrevendo as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução necessários ao exercício do contraditório e da ampla defesa. Uma apreciação mais ampla dos elementos de fato e de prova é incompatível com a via eleita e deverá ser objeto da instrução processual, ainda em curso. 6. Assim, ausentes as hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, incidência de causa extintiva da punibilidade, ou falta de indícios mínimos de autoria ou materialidade do delito, não há como falar em 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA com observância ao princípio do contraditório, proceder ao exame das provas colhidas e conferir a definição jurídica adequada para o caso. Nesse sentido, entre outros: HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17/12/2012; HC 114326, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/12/2013, esse último assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência da Paciente. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Habeas corpus denegado’. Em abono a esse entendimento, cumpre referir o parecer da Procuradoria-Geral da República: ‘5. Está evidente, portanto, que a acusação logrou reunir os elementos mínimos necessários à instauração da ação penal, descrevendo as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução necessários ao exercício do contraditório e da ampla defesa. Uma apreciação mais ampla dos elementos de fato e de prova é incompatível com a via eleita e deverá ser objeto da instrução processual, ainda em curso. 6. Assim, ausentes as hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, incidência de causa extintiva da punibilidade, ou falta de indícios mínimos de autoria ou materialidade do delito, não há como falar em 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA trancamento da ação penal’. 7. No que concerne à alegada não recepção do art. 10 da Lei 7.347/1985 pela Constituição Federal, o Superior Tribunal de Justiça limitou-se a assentar que, ‘eventual inconstitucionalidade deve ser suscitada pela via processual própria e perante o Supremo Tribunal Federal, não se apresentando viável na via célere e mandamental do habeas corpus’. Conforme ressaltou a Procuradoria-Geral da República, ‘enquanto o recorrente sustenta, no ponto, que ‘não há bem jurídico idôneo em jogo que legitime a intervenção penal’, essa Corte Suprema já se manifestou, em caso análogo, no sentido de que os bens jurídicos tutelados pela norma do art. 10 da Lei nº 7.347/85 são todos os princípios e direitos cuja defesa incumbe ao Ministério Público, ‘como custus iuris, no alto de sua competência constitucional prevista no art. 127, caput’ (HC 84367, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, julgado em 09/11/2004, DJ 18-02-2005)’. Realmente, os dados requisitados estariam relacionados à suposta contratação e nomeação irregular de pessoal no âmbito daquela municipalidade, e, portanto, essenciais para o efetivo exercício das funções institucionais do Ministério Público de proteção do patrimônio público e social, por intermédio da propositura de ação civil pública. Portanto, ao menos neste exame, inexiste incompatibilidade daquele tipo penal com os princípios da ofensividade e da subsidiariedade. 8. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. Impende consignar, por fim, que a absolvição do agravante somente realça a aptidão da instância ordinária para examinar as questões suscitadas pela defesa, do que foi possível inferir, segundo a sentença absolutória, a inexistência de provas do dolo do acusado “no sentido de recusar ou retardar o fornecimento de informações aos órgãos ministeriais, em que pese haver sensível demora na apresentação da extensa documentação requisitada”. Sendo esse o atual quadro, o direito à liberdade de locomoção do agravante não sofre constrangimento ilegal a ser sanado 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA trancamento da ação penal’. 7. No que concerne à alegada não recepção do art. 10 da Lei 7.347/1985 pela Constituição Federal, o Superior Tribunal de Justiça limitou-se a assentar que, ‘eventual inconstitucionalidade deve ser suscitada pela via processual própria e perante o Supremo Tribunal Federal, não se apresentando viável na via célere e mandamental do habeas corpus’. Conforme ressaltou a Procuradoria-Geral da República, ‘enquanto o recorrente sustenta, no ponto, que ‘não há bem jurídico idôneo em jogo que legitime a intervenção penal’, essa Corte Suprema já se manifestou, em caso análogo, no sentido de que os bens jurídicos tutelados pela norma do art. 10 da Lei nº 7.347/85 são todos os princípios e direitos cuja defesa incumbe ao Ministério Público, ‘como custus iuris, no alto de sua competência constitucional prevista no art. 127, caput’ (HC 84367, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, julgado em 09/11/2004, DJ 18-02-2005)’. Realmente, os dados requisitados estariam relacionados à suposta contratação e nomeação irregular de pessoal no âmbito daquela municipalidade, e, portanto, essenciais para o efetivo exercício das funções institucionais do Ministério Público de proteção do patrimônio público e social, por intermédio da propositura de ação civil pública. Portanto, ao menos neste exame, inexiste incompatibilidade daquele tipo penal com os princípios da ofensividade e da subsidiariedade. 8. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. Impende consignar, por fim, que a absolvição do agravante somente realça a aptidão da instância ordinária para examinar as questões suscitadas pela defesa, do que foi possível inferir, segundo a sentença absolutória, a inexistência de provas do dolo do acusado “no sentido de recusar ou retardar o fornecimento de informações aos órgãos ministeriais, em que pese haver sensível demora na apresentação da extensa documentação requisitada”. Sendo esse o atual quadro, o direito à liberdade de locomoção do agravante não sofre constrangimento ilegal a ser sanado 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA via habeas corpus. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA via habeas corpus. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 18/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) : GAMIL FÖPPEL (17828/BA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079313 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) : GAMIL FÖPPEL (17828/BA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079313 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12141099
2016-11-18T00:00:00
2016-12-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RECUSA OU RETARDAMENTO NO FORNECIMENTO DOS DADOS TÉCNICOS REQUISITADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. EXTINÇÃO PREMATURA DA AÇÃO PENAL. QUESTÕES DE MÉRITO QUE DEVEM SER DECIDIDAS PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. 2. A denúncia descreve de forma individualizada e objetiva a conduta atribuída ao agravante, correlacionando-a ao tipo penal em questão (art. 10 da Lei 7.347/1985). Narra a inicial acusatória como se dera a recusa – ou pelo menos o retardamento – por parte do agravante no fornecimento dos dados requisitados pelo Ministério Público Federal para instaurar ação civil pública e explicita a necessidade e a finalidade das informações técnicas solicitadas. A ação nela descrita possui relevo para a esfera penal. 3. Avançar nas alegações postas na impetração, sobre a utilidade ou não dos documentos requisitados para fins de instruir a ação civil pública pelo Órgão Ministerial, e acerca da correta destinação dos dados solicitados – se concernentes a direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos –, revela-se inviável nesta ação constitucional, por pressuporem o indevido revolvimento de fatos e provas da causa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur361097
- Acórdão(s) citado(s): (HC, TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL) HC 94730 (2ªT), HC 107412 (1ªT), HC 110315 (2ªT), HC 110321 (2ªT), HC 110697 (2ªT), HC 112254 (2ªT), RHC 112583 (1ªT), HC 114326 (2ªT), RHC 114739 (1ªT), HC 114867 (1ªT), HC 115432 AgR (1ªT). Número de páginas: 16. Análise: 05/12/2016, AMA.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
125336
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-007347 ANO-1985\n ART-00010\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 125336 AgR
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AGTE.(S) : ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) : GAMIL FÖPPEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) :GAMIL FÖPPEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RECUSA OU RETARDAMENTO NO FORNECIMENTO DOS DADOS TÉCNICOS REQUISITADOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. EXTINÇÃO PREMATURA DA AÇÃO PENAL. QUESTÕES DE MÉRITO QUE DEVEM SER DECIDIDAS PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA. 1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. 2. A denúncia descreve de forma individualizada e objetiva a conduta atribuída ao agravante, correlacionando-a ao tipo penal em questão (art. 10 da Lei 7.347/1985). Narra a inicial acusatória como se dera a recusa – ou pelo menos o retardamento – por parte do agravante no fornecimento dos dados requisitados pelo Ministério Público Federal para instaurar ação civil pública e explicita a necessidade e a finalidade das informações técnicas solicitadas. A ação nela descrita possui relevo para a esfera penal. 3. Avançar nas alegações postas na impetração, sobre a utilidade ou não dos documentos requisitados para fins de instruir a ação civil pública pelo Órgão Ministerial, e acerca da correta destinação dos dados solicitados – se concernentes a direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos –, revela-se inviável nesta ação constitucional, por pressuporem o indevido revolvimento de fatos e provas da causa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094742. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RHC 125336 AGR / BA 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 11 a 17.11.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 18 de novembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094742. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 11 a 17.11.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 18 de novembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) :GAMIL FÖPPEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário, tendo em vista (a) a ausência das hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal; (b) o preenchimento dos requisitos do art. 41 do CPP pela inicial acusatória; e (c) a inexistência de flagrante incompatibilidade do art. 10 da Lei 7.347/1985 com os princípios da ofensividade e subsidiariedade. Neste recurso, o agravante alega, em síntese, que (a) o agravante foi absolvido pelo juízo de primeiro grau de jurisdição, mas persiste o interesse no processo, tendo em vista o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público; (b) o fato é atípico, pois o pretenso retardo na entrega de documentos não se relacionou com as hipóteses elencadas no art. 1... da Lei 7.347/1985; (c) há incongruência entre a conduta imputada ao agravante e o contido no art. 10 da Lei 7.347/1985, o qual “não se referiu a qualquer tipo de informação, mas àquelas que demandassem, para sua apreensão, um saber específico, uma técnica apurada, um método científico”; (d) “não há como sustentar que os documentos pedidos pelo MPF e MPT eram necessário à propositura de ação civil pública, se a propositura da demanda se revelou desnecessária”; (e) carece a conduta de tipicidade material, dada a ausência de ameaça ou perigo de lesão, já que as informações foram entregues, mesmo que extemporaneamente, e as providências tomadas pelo agravante com vistas à proteção aos princípios da administração pública, com assinatura do termo de ajustamento de conduta, inibiu a postulação da ação civil pública; (f) a figura típica imputada ao agravante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) :GAMIL FÖPPEL E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso ordinário, tendo em vista (a) a ausência das hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal; (b) o preenchimento dos requisitos do art. 41 do CPP pela inicial acusatória; e (c) a inexistência de flagrante incompatibilidade do art. 10 da Lei 7.347/1985 com os princípios da ofensividade e subsidiariedade. Neste recurso, o agravante alega, em síntese, que (a) o agravante foi absolvido pelo juízo de primeiro grau de jurisdição, mas persiste o interesse no processo, tendo em vista o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público; (b) o fato é atípico, pois o pretenso retardo na entrega de documentos não se relacionou com as hipóteses elencadas no art. 1... da Lei 7.347/1985; (c) há incongruência entre a conduta imputada ao agravante e o contido no art. 10 da Lei 7.347/1985, o qual “não se referiu a qualquer tipo de informação, mas àquelas que demandassem, para sua apreensão, um saber específico, uma técnica apurada, um método científico”; (d) “não há como sustentar que os documentos pedidos pelo MPF e MPT eram necessário à propositura de ação civil pública, se a propositura da demanda se revelou desnecessária”; (e) carece a conduta de tipicidade material, dada a ausência de ameaça ou perigo de lesão, já que as informações foram entregues, mesmo que extemporaneamente, e as providências tomadas pelo agravante com vistas à proteção aos princípios da administração pública, com assinatura do termo de ajustamento de conduta, inibiu a postulação da ação civil pública; (f) a figura típica imputada ao agravante Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RHC 125336 AGR / BA (art. 10 da Lei 7.347/1985) encontra-se eivada de inconstitucionalidade; (g) a denúncia deixou de descrever as circunstâncias da conduta, sendo inepta. Requer, ao final, a retração da decisão agravada ou que “seja submetido o presente agravo à apreciação da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 317 do RISTF”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA (art. 10 da Lei 7.347/1985) encontra-se eivada de inconstitucionalidade; (g) a denúncia deixou de descrever as circunstâncias da conduta, sendo inepta. Requer, ao final, a retração da decisão agravada ou que “seja submetido o presente agravo à apreciação da Segunda Turma deste Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 317 do RISTF”. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC 209.276/BA, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente, então Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, foi denunciado no Tribunal Regional Federal da 1... Região pela suposta prática do crime de recusa, retardamento ou omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público (art. 10 da Lei 7.347/1985); (b) buscando a extinção da ação penal, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que descreve satisfatoriamente os fatos tidos por delituosos, narrando, de maneira suficiente, a atuação do paciente ou a falta dela e as implicações disso decorrentes. 2. Em tal contexto, estão satisfeitos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, possibilitando o exercício do direito de defesa. 3. Saber se os dados requisitados pelo Ministério Público eram técnicos e indispensáveis à propositura da ação civil pública é matéria a ser dirimida na instrução Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma o seu teor: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC 209.276/BA, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura. Consta dos autos, em síntese, que (a) o recorrente, então Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, foi denunciado no Tribunal Regional Federal da 1... Região pela suposta prática do crime de recusa, retardamento ou omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público (art. 10 da Lei 7.347/1985); (b) buscando a extinção da ação penal, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que descreve satisfatoriamente os fatos tidos por delituosos, narrando, de maneira suficiente, a atuação do paciente ou a falta dela e as implicações disso decorrentes. 2. Em tal contexto, estão satisfeitos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, possibilitando o exercício do direito de defesa. 3. Saber se os dados requisitados pelo Ministério Público eram técnicos e indispensáveis à propositura da ação civil pública é matéria a ser dirimida na instrução Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA criminal, notadamente porque os documentos que guarnecem os autos deste habeas corpus não são suficientes para essa aferição. 4. Inconstitucionalidade de lei, no caso concreto do próprio tipo penal (art. 10 da Lei n 7.347/1985), não é assunto a ser suscitado incidentalmente no habeas corpus, via célere, de índole mandamental. Precedentes. 5. Impetração denegada’. Neste recurso, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) ‘não se pode cogitar existente qualquer lesividade da conduta (…), sendo certo que se pode concluir, com fulcro nos documentos colacionados, que o pretenso retardo na entrega de documentos requeridos pelo Ministério Público não se relacionou com documentos necessários à propositura de ação civil pública’; (b) ‘a expressão ‘ações civis’ contida no art. 10 da Lei 7.347/85 cinge-se às hipóteses previstas no art. 1... do diploma, dentre as quais não constam os interesses acerca da regular contratação de servidores públicos’; (c) ‘é possível perceber que a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal (equivocadamente recebida pelo TRF-1) descreve situação que (mesmo considerada verdadeira apenas para argumentar) não se amolda ao tipo penal, pois não se tem no caso relato de denegação de ‘dados’ e muito menos de ‘dados técnicos’’; (d) ‘o tipo penal do art. 10, Lei 7.347/85 malfere os princípios da ofensividade e da subsidiariedade, haja vista que se trata de expressão ilegítima da tutela penal, na medida em que não protege de lesão bem jurídico algum, assim definidos os direitos mais caros à sociedade’; (e) a denúncia é inepta, na medida em que ‘não demonstrou ou chegou a abordar a necessidade dos documentos requeridos para a propositura de eventual ação civil pública, ou seja, não se sabe o porquê, nem de que forma, as informações seriam imprescindíveis’. Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que seja extinta a ação penal (a) por atipicidade da conduta; (b) pela inconstitucionalidade do art. 10 da Lei 7.347/1985; ou (c) em razão da inépcia da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA criminal, notadamente porque os documentos que guarnecem os autos deste habeas corpus não são suficientes para essa aferição. 4. Inconstitucionalidade de lei, no caso concreto do próprio tipo penal (art. 10 da Lei n 7.347/1985), não é assunto a ser suscitado incidentalmente no habeas corpus, via célere, de índole mandamental. Precedentes. 5. Impetração denegada’. Neste recurso, o recorrente sustenta, em síntese, que (a) ‘não se pode cogitar existente qualquer lesividade da conduta (…), sendo certo que se pode concluir, com fulcro nos documentos colacionados, que o pretenso retardo na entrega de documentos requeridos pelo Ministério Público não se relacionou com documentos necessários à propositura de ação civil pública’; (b) ‘a expressão ‘ações civis’ contida no art. 10 da Lei 7.347/85 cinge-se às hipóteses previstas no art. 1... do diploma, dentre as quais não constam os interesses acerca da regular contratação de servidores públicos’; (c) ‘é possível perceber que a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal (equivocadamente recebida pelo TRF-1) descreve situação que (mesmo considerada verdadeira apenas para argumentar) não se amolda ao tipo penal, pois não se tem no caso relato de denegação de ‘dados’ e muito menos de ‘dados técnicos’’; (d) ‘o tipo penal do art. 10, Lei 7.347/85 malfere os princípios da ofensividade e da subsidiariedade, haja vista que se trata de expressão ilegítima da tutela penal, na medida em que não protege de lesão bem jurídico algum, assim definidos os direitos mais caros à sociedade’; (e) a denúncia é inepta, na medida em que ‘não demonstrou ou chegou a abordar a necessidade dos documentos requeridos para a propositura de eventual ação civil pública, ou seja, não se sabe o porquê, nem de que forma, as informações seriam imprescindíveis’. Requer, ao final, o provimento do recurso, a fim de que seja extinta a ação penal (a) por atipicidade da conduta; (b) pela inconstitucionalidade do art. 10 da Lei 7.347/1985; ou (c) em razão da inépcia da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso. 2. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8/10/2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23/5/2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/8/2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27/6/2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10/12/2012. 3. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal. Extrai-se da denúncia que o recorrente, embora notificado, inclusive com dilação de prazo, deixou de apresentar os documentos solicitados pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal, informações que subsidiariam a possível propositura de ação civil pública. A peça acusatória assim delimita a atuação do paciente, no que interessa: ‘O denunciado, atual Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, propositadamente, recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal documentos por ambos requisitados, destinados a embasar a propositura de ação civil pública. O Ministério Público do Trabalho - PRT/5... Região e o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo improvimento do recurso. 2. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção da ação penal de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Ilustrativo, a esse respeito, entre outros, os seguintes precedentes: HC 110315, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013; HC 110697, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 8/10/2012; HC 107412, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 23/5/2012; HC 110321, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012; HC 114867, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/8/2013; HC 115432-AgR, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 27/6/2013; RHC 114739, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 10/12/2012. 3. No caso, entretanto, não se constata nenhuma daquelas hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução criminal. Extrai-se da denúncia que o recorrente, embora notificado, inclusive com dilação de prazo, deixou de apresentar os documentos solicitados pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal, informações que subsidiariam a possível propositura de ação civil pública. A peça acusatória assim delimita a atuação do paciente, no que interessa: ‘O denunciado, atual Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, propositadamente, recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal documentos por ambos requisitados, destinados a embasar a propositura de ação civil pública. O Ministério Público do Trabalho - PRT/5... Região e o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA Ministério Público do Estado da Bahia, em ação conjunta, após detectarem irregularidades na contratação de pessoal de vários municípios, dentre eles o de Bom Jesus da Lapa/BA, formularam a Notificação Recomendatória de fls. 25/44, com o objetivo que os Municípios adequassem seus quadros de pessoal às regras constitucionais. Apesar dos esforços dispendidos, observa-se, no caso específico, que o Município de Bom Jesus da Lapa não se manifestou acerca da Recomendação (fls. 54). Em face disso, o Procedimento de Acompanhamento de Notificação Recomendatória, em andamento perante o Ministério Público do Trabalho - PRT/5... Região, foi convertido em Inquérito Civil Público (fls. 56/63), sob o número 365/2007 (fls. 64/65), com o fim de apurar elementos que possibilitassem a colheita de provas relativas ao cometimento de práticas violadoras dos princípios constitucionais da Administração Pública, em prejuízo dos direitos sociais assegurados à classe trabalhadora. No curso dessas investigações trabalhistas, a Procuradoria do Trabalho da 5... Região, pela Procuradora Regional do Trabalho Edelamare Melo, encaminhou ofício, dentre outros, ao Procurador-Chefe da Procuradoria da República na Bahia (fls. 68), informando-o acerca da instauração do Inquérito Civil n 365/2007, para que, em suas respetivas atribuições, adotassem as providências que julgassem cabíveis. Iniciou-se, com isso, também perante o Ministério Público Federal - Procuradoria da República na Bahia procedimento para apuração de ilícitos cíveis (improbidade) e penais. Dando andamento ao feito trabalhista, o Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, Sr. Roberto Oliveira Maia da Silva, foi intimado pela Procuradoria Regional do Trabalho da 5... Região para que apresentasse informações (defesa) sobre as providências adotadas pelo Município para o atendimento da recomendação de fls. 25/44, bem 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA Ministério Público do Estado da Bahia, em ação conjunta, após detectarem irregularidades na contratação de pessoal de vários municípios, dentre eles o de Bom Jesus da Lapa/BA, formularam a Notificação Recomendatória de fls. 25/44, com o objetivo que os Municípios adequassem seus quadros de pessoal às regras constitucionais. Apesar dos esforços dispendidos, observa-se, no caso específico, que o Município de Bom Jesus da Lapa não se manifestou acerca da Recomendação (fls. 54). Em face disso, o Procedimento de Acompanhamento de Notificação Recomendatória, em andamento perante o Ministério Público do Trabalho - PRT/5... Região, foi convertido em Inquérito Civil Público (fls. 56/63), sob o número 365/2007 (fls. 64/65), com o fim de apurar elementos que possibilitassem a colheita de provas relativas ao cometimento de práticas violadoras dos princípios constitucionais da Administração Pública, em prejuízo dos direitos sociais assegurados à classe trabalhadora. No curso dessas investigações trabalhistas, a Procuradoria do Trabalho da 5... Região, pela Procuradora Regional do Trabalho Edelamare Melo, encaminhou ofício, dentre outros, ao Procurador-Chefe da Procuradoria da República na Bahia (fls. 68), informando-o acerca da instauração do Inquérito Civil n 365/2007, para que, em suas respetivas atribuições, adotassem as providências que julgassem cabíveis. Iniciou-se, com isso, também perante o Ministério Público Federal - Procuradoria da República na Bahia procedimento para apuração de ilícitos cíveis (improbidade) e penais. Dando andamento ao feito trabalhista, o Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA, Sr. Roberto Oliveira Maia da Silva, foi intimado pela Procuradoria Regional do Trabalho da 5... Região para que apresentasse informações (defesa) sobre as providências adotadas pelo Município para o atendimento da recomendação de fls. 25/44, bem 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA como para que apresentasse documentos relativos ao quadro de pessoal do Município (relação de trabalho temporário e permanente do município, legislação municipal, relação nominal do pessoal admitido para provimento do cargo em comissão e funções de confiança, quantitativo de pessoa admitido pelo Município após a Constituição de 1988, relação de pessoal admitido para atendimento dos programas do governo federal e estadual, comprovantes de pagamentos de salários, contratos com cooperativas de mão-de-obras, entre outros). O Gestor Municipal, na ocasião, assim se manifestou (fls. 82/83): ‘Prefacialmente cumpre-me informar que foram acatadas todas as recomendações contidas na Notificação Recomendatória encaminhada a este Município, e estão sendo tomadas as providências necessárias para ultimação do quanto contido no referido expediente. Foram encaminhados à Câmara de Vereadores de Bom Jesus da Lapa (BA) Projetos de Lei com o objetivo de adaptar as leis já existentes (Plano de cargos e Salários, Regime Jurídico Único, Estatuto do Magistério, Estrutura Administrativa, etc.), para possibilitar a efetivação do concurso público para provimento dos cargos efetivos vagos, que tramitaram e foram sancionados. Entretanto, diante da quantidade de documentos e procedimentos requisitados por V. Exa., vimos solicitar a dilação do prazo estabelecido, por mais 30 (trinta) dias, com o fito de podermos atender integralmente a determinação contida na intimação, haja vista que foram solicitados documentos de um lapso de tempo significativo e que ainda não foi possível integralizá-los. Nesse contexto, afirmamos que nossa gestão prima pela transparência e estrita obediência aos princípios que norteiam a administração pública, revestidos nossos atos de completa legalidade, e notadamente no que concerne à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA como para que apresentasse documentos relativos ao quadro de pessoal do Município (relação de trabalho temporário e permanente do município, legislação municipal, relação nominal do pessoal admitido para provimento do cargo em comissão e funções de confiança, quantitativo de pessoa admitido pelo Município após a Constituição de 1988, relação de pessoal admitido para atendimento dos programas do governo federal e estadual, comprovantes de pagamentos de salários, contratos com cooperativas de mão-de-obras, entre outros). O Gestor Municipal, na ocasião, assim se manifestou (fls. 82/83): ‘Prefacialmente cumpre-me informar que foram acatadas todas as recomendações contidas na Notificação Recomendatória encaminhada a este Município, e estão sendo tomadas as providências necessárias para ultimação do quanto contido no referido expediente. Foram encaminhados à Câmara de Vereadores de Bom Jesus da Lapa (BA) Projetos de Lei com o objetivo de adaptar as leis já existentes (Plano de cargos e Salários, Regime Jurídico Único, Estatuto do Magistério, Estrutura Administrativa, etc.), para possibilitar a efetivação do concurso público para provimento dos cargos efetivos vagos, que tramitaram e foram sancionados. Entretanto, diante da quantidade de documentos e procedimentos requisitados por V. Exa., vimos solicitar a dilação do prazo estabelecido, por mais 30 (trinta) dias, com o fito de podermos atender integralmente a determinação contida na intimação, haja vista que foram solicitados documentos de um lapso de tempo significativo e que ainda não foi possível integralizá-los. Nesse contexto, afirmamos que nossa gestão prima pela transparência e estrita obediência aos princípios que norteiam a administração pública, revestidos nossos atos de completa legalidade, e notadamente no que concerne à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA situação dos servidores municipais. (…)’. O novo prazo de 30 dias solicitado pelo Gestor Municipal foi deferido, em 12/09/2007, conforme se vê no documento de fls. 87. Concomitantemente, em face do procedimento investigatório em curso junto ao Ministério Público Federal, a Procuradoria da República na Bahia TAMBÉM encaminhou ofício ao Prefeito Municipal de Bom Jesus da Lapa/BA (fls. 93), datado de 10/11/2008, solicitando a relação nominal dos pessoal admitido para atender aos Programas de Saúde na Família e de Agentes Comunitários de Saúde, contratados desde o início de sua gestão, bem como informações sobre o modo de contratação (concurso público ou não). Ainda, solicitou a relação nominal dos profissionais contratados em regime de contrato por tempo determinado, pagos com recurso federais, indicando suas respectivas remunerações. O Prefeito, sobre este segundo pedido ministerial, informou: ‘Cumprimentando-a cordialmente, usufruímos do presente expediente, para solicitar a V. Excelência, que se digne prorrogar o prazo de entrega dos documentos, objeto da solicitação do ofício supra. Informo, em tempo, que a presente solicitação tem por finalidade fazer levantamento das informações solicitadas por esta Procuradoria, uma vez que estamos desprendendo esforços no propósito de fechamento das documentações da prestação de contas anula desta Municipalidade.(...).’ (fls. 94) Vê-se dos autos, portanto, que apesar de devidamente intimado e até mesmo concedida dilação do prazo, não houve apresentação dos documentos requisitados tanto pelo Ministério Publico do Trabalho, quanto pelo Ministério Público Federal pelo Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA situação dos servidores municipais. (…)’. O novo prazo de 30 dias solicitado pelo Gestor Municipal foi deferido, em 12/09/2007, conforme se vê no documento de fls. 87. Concomitantemente, em face do procedimento investigatório em curso junto ao Ministério Público Federal, a Procuradoria da República na Bahia TAMBÉM encaminhou ofício ao Prefeito Municipal de Bom Jesus da Lapa/BA (fls. 93), datado de 10/11/2008, solicitando a relação nominal dos pessoal admitido para atender aos Programas de Saúde na Família e de Agentes Comunitários de Saúde, contratados desde o início de sua gestão, bem como informações sobre o modo de contratação (concurso público ou não). Ainda, solicitou a relação nominal dos profissionais contratados em regime de contrato por tempo determinado, pagos com recurso federais, indicando suas respectivas remunerações. O Prefeito, sobre este segundo pedido ministerial, informou: ‘Cumprimentando-a cordialmente, usufruímos do presente expediente, para solicitar a V. Excelência, que se digne prorrogar o prazo de entrega dos documentos, objeto da solicitação do ofício supra. Informo, em tempo, que a presente solicitação tem por finalidade fazer levantamento das informações solicitadas por esta Procuradoria, uma vez que estamos desprendendo esforços no propósito de fechamento das documentações da prestação de contas anula desta Municipalidade.(...).’ (fls. 94) Vê-se dos autos, portanto, que apesar de devidamente intimado e até mesmo concedida dilação do prazo, não houve apresentação dos documentos requisitados tanto pelo Ministério Publico do Trabalho, quanto pelo Ministério Público Federal pelo Prefeito do Município de Bom Jesus da Lapa/BA. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA Isso se evidencia ainda mais, no âmbito do MPT, pelo fato de que à PRT/5... Região outra alternativa não restou senão a propositura de AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS (fls. 99/107) contra o Prefeito. Já, no âmbito do MPF, pelo fato de que a Procuradoria da República no Município de Guanambi/BA propôs AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE contra o Prefeito, em razão do reiterado descaso ‘pelos comandos do art. 129, VI, da Constituição Federal e art. 8..., II, § 3... da Lei Complementar n 75/93, a caraterizar ato de improbidade administrativa elencado no art. 11, caput e inciso II da Lei n 8.429/92. A recalcitrância do Prefeito em atender aos pedidos ministeriais resta evidente nos autos, na medida em que, propositalmente, deixou de ofertar os documentos que lhe foram requisitados (MPT e MPF), documentos estes indispensáveis para a apuração dos ilícitos trabalhistas, cíveis e criminais que estavam sendo investigados. II - DA INCIDÊNCIA PENAL Constatou-se, a partir dos fatos e provas supramencionados, que o denunciado recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal os documentos necessários à apuração dos fatos para propositura de ação civil pública, violando frontalmente o art. 10 da Lei n 7.347/85, o qual dispõe: ‘Art. 10. Constitui crime, punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, mais multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTN, a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público.’ III - DO PEDIDO Diante do exposto, o Ministério Público Federal requer seja notificado o denunciado para oferecer resposta no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 4... da Lei n 8038/90 e do art. 245 do R.I.TRF 1... Região, recebendo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA Isso se evidencia ainda mais, no âmbito do MPT, pelo fato de que à PRT/5... Região outra alternativa não restou senão a propositura de AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS (fls. 99/107) contra o Prefeito. Já, no âmbito do MPF, pelo fato de que a Procuradoria da República no Município de Guanambi/BA propôs AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE contra o Prefeito, em razão do reiterado descaso ‘pelos comandos do art. 129, VI, da Constituição Federal e art. 8..., II, § 3... da Lei Complementar n 75/93, a caraterizar ato de improbidade administrativa elencado no art. 11, caput e inciso II da Lei n 8.429/92. A recalcitrância do Prefeito em atender aos pedidos ministeriais resta evidente nos autos, na medida em que, propositalmente, deixou de ofertar os documentos que lhe foram requisitados (MPT e MPF), documentos estes indispensáveis para a apuração dos ilícitos trabalhistas, cíveis e criminais que estavam sendo investigados. II - DA INCIDÊNCIA PENAL Constatou-se, a partir dos fatos e provas supramencionados, que o denunciado recusou-se em fornecer ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal os documentos necessários à apuração dos fatos para propositura de ação civil pública, violando frontalmente o art. 10 da Lei n 7.347/85, o qual dispõe: ‘Art. 10. Constitui crime, punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, mais multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTN, a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo Ministério Público.’ III - DO PEDIDO Diante do exposto, o Ministério Público Federal requer seja notificado o denunciado para oferecer resposta no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do art. 4... da Lei n 8038/90 e do art. 245 do R.I.TRF 1... Região, recebendo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA a presente denúncia, também na forma do Regimento Interno desse Egrégio Tribunal, citando-se o denunciado para ser interrogado em data e lugar designado por V. Exa., para que apresente, querendo, a defesa que tiver, e se veja processar e julgar incurso nas penas do artigo 10 da Lei n 7.347/85’. 4. Bem se percebe que não há flagrante ilegalidade a merecer reparo, uma vez que a denúncia expõe de forma individualizada a conduta atribuída ao recorrente, correlacionando-a ao tipo penal em questão (art. 10 da Lei 7.347/1985). Ao contrário do afirmado pela defesa, a inicial acusatória narra como se deu a recusa – ou pelo menos o retardamento – por parte do então Prefeito e explicita a necessidade e a finalidade das informações técnicas solicitadas. A avaliação da utilidade ou não dos documentos para propositura da ação civil pública pelo Órgão Ministerial, bem como da correta destinação dos dados solicitados – se concernentes ou não a diretos difusos, coletivo ou individuais homogêneos – é matéria reservada ao juízo do processo, que, observados os princípios do contraditório e ampla defesa, emitirá seu prudente convencimento motivado. 5. Ao menos neste juízo superficial, portanto, é possível verificar que a narrativa exposta pelo Ministério Público possui relevo para esfera penal. O denunciado se defende dos fatos a ele atribuídos e não da definição jurídica indicada na acusação. Observado o disposto no art. 41 do Código de Processo Penal, ou seja, descrito o fato criminoso, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação e, por consequência, instaurar a persecução criminal, não há falar em inépcia da denúncia ou falta de justa causa. 6. Por outro lado, não há como avançar nas alegações postas nesta ação, por pressuporem o indevido revolvimento de fatos e provas. Reitere-se que caberá ao juízo natural da causa, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA a presente denúncia, também na forma do Regimento Interno desse Egrégio Tribunal, citando-se o denunciado para ser interrogado em data e lugar designado por V. Exa., para que apresente, querendo, a defesa que tiver, e se veja processar e julgar incurso nas penas do artigo 10 da Lei n 7.347/85’. 4. Bem se percebe que não há flagrante ilegalidade a merecer reparo, uma vez que a denúncia expõe de forma individualizada a conduta atribuída ao recorrente, correlacionando-a ao tipo penal em questão (art. 10 da Lei 7.347/1985). Ao contrário do afirmado pela defesa, a inicial acusatória narra como se deu a recusa – ou pelo menos o retardamento – por parte do então Prefeito e explicita a necessidade e a finalidade das informações técnicas solicitadas. A avaliação da utilidade ou não dos documentos para propositura da ação civil pública pelo Órgão Ministerial, bem como da correta destinação dos dados solicitados – se concernentes ou não a diretos difusos, coletivo ou individuais homogêneos – é matéria reservada ao juízo do processo, que, observados os princípios do contraditório e ampla defesa, emitirá seu prudente convencimento motivado. 5. Ao menos neste juízo superficial, portanto, é possível verificar que a narrativa exposta pelo Ministério Público possui relevo para esfera penal. O denunciado se defende dos fatos a ele atribuídos e não da definição jurídica indicada na acusação. Observado o disposto no art. 41 do Código de Processo Penal, ou seja, descrito o fato criminoso, com a indicação dos elementos indiciários mínimos aptos a tornar plausível a acusação e, por consequência, instaurar a persecução criminal, não há falar em inépcia da denúncia ou falta de justa causa. 6. Por outro lado, não há como avançar nas alegações postas nesta ação, por pressuporem o indevido revolvimento de fatos e provas. Reitere-se que caberá ao juízo natural da causa, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA com observância ao princípio do contraditório, proceder ao exame das provas colhidas e conferir a definição jurídica adequada para o caso. Nesse sentido, entre outros: HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17/12/2012; HC 114326, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/12/2013, esse último assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência da Paciente. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Habeas corpus denegado’. Em abono a esse entendimento, cumpre referir o parecer da Procuradoria-Geral da República: ‘5. Está evidente, portanto, que a acusação logrou reunir os elementos mínimos necessários à instauração da ação penal, descrevendo as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução necessários ao exercício do contraditório e da ampla defesa. Uma apreciação mais ampla dos elementos de fato e de prova é incompatível com a via eleita e deverá ser objeto da instrução processual, ainda em curso. 6. Assim, ausentes as hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, incidência de causa extintiva da punibilidade, ou falta de indícios mínimos de autoria ou materialidade do delito, não há como falar em 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA com observância ao princípio do contraditório, proceder ao exame das provas colhidas e conferir a definição jurídica adequada para o caso. Nesse sentido, entre outros: HC 94730, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; RHC 112583, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; HC 112254, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 17/12/2012; HC 114326, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/12/2013, esse último assim ementado: ‘(...) 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência da Paciente. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Habeas corpus denegado’. Em abono a esse entendimento, cumpre referir o parecer da Procuradoria-Geral da República: ‘5. Está evidente, portanto, que a acusação logrou reunir os elementos mínimos necessários à instauração da ação penal, descrevendo as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução necessários ao exercício do contraditório e da ampla defesa. Uma apreciação mais ampla dos elementos de fato e de prova é incompatível com a via eleita e deverá ser objeto da instrução processual, ainda em curso. 6. Assim, ausentes as hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, incidência de causa extintiva da punibilidade, ou falta de indícios mínimos de autoria ou materialidade do delito, não há como falar em 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA trancamento da ação penal’. 7. No que concerne à alegada não recepção do art. 10 da Lei 7.347/1985 pela Constituição Federal, o Superior Tribunal de Justiça limitou-se a assentar que, ‘eventual inconstitucionalidade deve ser suscitada pela via processual própria e perante o Supremo Tribunal Federal, não se apresentando viável na via célere e mandamental do habeas corpus’. Conforme ressaltou a Procuradoria-Geral da República, ‘enquanto o recorrente sustenta, no ponto, que ‘não há bem jurídico idôneo em jogo que legitime a intervenção penal’, essa Corte Suprema já se manifestou, em caso análogo, no sentido de que os bens jurídicos tutelados pela norma do art. 10 da Lei n 7.347/85 são todos os princípios e direitos cuja defesa incumbe ao Ministério Público, ‘como custus iuris, no alto de sua competência constitucional prevista no art. 127, caput’ (HC 84367, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, julgado em 09/11/2004, DJ 18-02-2005)’. Realmente, os dados requisitados estariam relacionados à suposta contratação e nomeação irregular de pessoal no âmbito daquela municipalidade, e, portanto, essenciais para o efetivo exercício das funções institucionais do Ministério Público de proteção do patrimônio público e social, por intermédio da propositura de ação civil pública. Portanto, ao menos neste exame, inexiste incompatibilidade daquele tipo penal com os princípios da ofensividade e da subsidiariedade. 8. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. Impende consignar, por fim, que a absolvição do agravante somente realça a aptidão da instância ordinária para examinar as questões suscitadas pela defesa, do que foi possível inferir, segundo a sentença absolutória, a inexistência de provas do dolo do acusado “no sentido de recusar ou retardar o fornecimento de informações aos órgãos ministeriais, em que pese haver sensível demora na apresentação da extensa documentação requisitada”. Sendo esse o atual quadro, o direito à liberdade de locomoção do agravante não sofre constrangimento ilegal a ser sanado 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA trancamento da ação penal’. 7. No que concerne à alegada não recepção do art. 10 da Lei 7.347/1985 pela Constituição Federal, o Superior Tribunal de Justiça limitou-se a assentar que, ‘eventual inconstitucionalidade deve ser suscitada pela via processual própria e perante o Supremo Tribunal Federal, não se apresentando viável na via célere e mandamental do habeas corpus’. Conforme ressaltou a Procuradoria-Geral da República, ‘enquanto o recorrente sustenta, no ponto, que ‘não há bem jurídico idôneo em jogo que legitime a intervenção penal’, essa Corte Suprema já se manifestou, em caso análogo, no sentido de que os bens jurídicos tutelados pela norma do art. 10 da Lei n 7.347/85 são todos os princípios e direitos cuja defesa incumbe ao Ministério Público, ‘como custus iuris, no alto de sua competência constitucional prevista no art. 127, caput’ (HC 84367, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, julgado em 09/11/2004, DJ 18-02-2005)’. Realmente, os dados requisitados estariam relacionados à suposta contratação e nomeação irregular de pessoal no âmbito daquela municipalidade, e, portanto, essenciais para o efetivo exercício das funções institucionais do Ministério Público de proteção do patrimônio público e social, por intermédio da propositura de ação civil pública. Portanto, ao menos neste exame, inexiste incompatibilidade daquele tipo penal com os princípios da ofensividade e da subsidiariedade. 8. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. 2. Impende consignar, por fim, que a absolvição do agravante somente realça a aptidão da instância ordinária para examinar as questões suscitadas pela defesa, do que foi possível inferir, segundo a sentença absolutória, a inexistência de provas do dolo do acusado “no sentido de recusar ou retardar o fornecimento de informações aos órgãos ministeriais, em que pese haver sensível demora na apresentação da extensa documentação requisitada”. Sendo esse o atual quadro, o direito à liberdade de locomoção do agravante não sofre constrangimento ilegal a ser sanado 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RHC 125336 AGR / BA via habeas corpus. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Supremo Tribunal Federal RHC 125336 AGR / BA via habeas corpus. 3. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12094855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 18/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) : GAMIL FÖPPEL (17828/BA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079313 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.336 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA ADV.(A/S) : GAMIL FÖPPEL (17828/BA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079313 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 336", "RHC", "HABEAS CORPUS 125 . 336 BAHIA", "RECURSO ORDINÁRIO", "RHC 125336 AGR / BA", "RHC", "RECURSO ORDINÁRIO EM", "HABEAS CORPUS 125 . 336", "HC 209 . 276 / BA", "HC 209 . 276 / BA", "RHC 125336 AGR / BA", "HC 110315", "HC 110697", "HC 107412", "HC 110321", "HC 114867", "HC 115432 - AgR", "RHC 114739", "HC 110315", "HC 110697", "HC 107412", "HC 110321", "HC 114867", "HC 115432 - AgR", "RHC 114739", "RHC 125336", "RHC 125336", "HC 94730", "RHC 112583", "HC 112254", "HC 114326", "HC 94730", "RHC 112583", "HC 112254", "HC 114326", "RHC 125336 AGR", "HC 84367", "HC 84367" ], "LEGISLACAO": [ "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "art . 10 da Lei 7 .", "347", "/", "1985", "art . 1 . . . da Lei 7 . 347 / 1985", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "art . 1 . . . da Lei 7 . 347 / 1985", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei n 7 . 347 / 1985", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 85", "art . 10 , Lei 7 . 347 / 85", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 10 da Lei n 7 . 347 / 1985", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 85", "art . 10 , Lei 7 . 347 / 85", "art . 10 da Lei 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 129 , VI , da Constituição Federal", "art . 8 . . . , II , § 3 . . . da Lei Complementar n 75 / 93", "art . 11 , caput e inciso II da Lei n 8 . 429 / 92", "art . 10 da Lei n 7 . 347 / 85", "art . 4 . . . da Lei n 8038 / 90", "art . 245 do R . 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Região", "Procuradoria do Trabalho da 5 . . . Região", "Procuradoria da República na Bahia", "Ministério Público Federal", "Procuradoria da República na Bahia", "Procuradoria Regional do Trabalho da 5 .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Estado da Bahia", "Ministério Público do Trabalho", "PRT", "/", "5", ".", ".", "Procuradoria do Trabalho da 5 . . . Região", "Procuradoria da República na Bahia", "Ministério Público Federal", "Procuradoria da República na Bahia", "Procuradoria Regional do Trabalho da 5 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara de Vereadores de Bom Jesus da Lapa ( BA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "BA", "Câmara de Vereadores de Bom Jesus da Lapa ( BA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "BA", "Ministério Público Federal", "Procuradoria da República na Bahia", "Ministério Publico do Trabalho", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "BA", "Ministério Público Federal", "Procuradoria da República na Bahia", "Ministério Publico do Trabalho", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "BA", "MPT", "PRT", "/", "5", "MPF", "Procuradoria da República no Município de Guanambi / BA", "MPT", "MPF", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público Federal", "Tesouro", "ORTN", "Ministério Público .", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MPT", "MPF", "Procuradoria da República no Município de Guanambi / BA", "MPT", "MPF", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público Federal", "Tesouro Nacional", "Ministério Público", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Órgão Ministerial", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "BA", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "BA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Corte Suprema", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "BA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Corte Suprema", "Ministério Público", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA", "GAMIL FÖPPEL", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA", "GAMIL FÖPPEL", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA", "GAMIL FÖPPEL", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Maria Thereza de Assis Moura", "TEORI ZAVASCKI", "Maria Thereza de Assis Moura", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "Edelamare Melo", "Roberto Oliveira Maia da Silva", "Edelamare Melo", "Roberto Oliveira Maia da Silva", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "Carlos Britto", "Carlos Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA", "GAMIL FÖPPEL", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ROBERTO OLIVEIRA MAIA DA SILVA", "GAMIL FÖPPEL", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "17", ".", "11", ".", "2016", "18 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "17", ".", "11", ".", "2016", "18 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) :BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITOS SOCIAIS. DÉCIMO TERCEIRO PROPORCIONAL. FÉRIAS PROPORCIONAIS. EXTENSÃO AOS CONTRATOS TEMPORÁRIOS. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. 1. São extensíveis aos servidores contratados temporariamente (art. 37, IX, CF) os direito sociais previstos no art. 7º da Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 11 a 17 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087878. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) :BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que o Min. Ricardo Lewandowski, a quem sucedi na relatoria do presente processo, negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE SERVIDOR – NHÃO CONHECIMENTO DO APELO DA AUTORA – PREMATURIDADE – APRESENTAÇÃO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE RATIFICAÇÃO POSTERIOR – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE – DIREITO AO RECEBIMENTO DO 13º SALÁRIO PROPORCIONAL – APLICABILIDADE DO ART. 7º, XVII, DA CF – RECURSO DO ENTE PÚBLICO CONHECIDO E IMPROVIDO – MANUTENÇÃO DA DECISÃO - UNÂNIME’ (pág. 6 do documento eletrônico 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) :BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que o Min. Ricardo Lewandowski, a quem sucedi na relatoria do presente processo, negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE SERVIDOR – NHÃO CONHECIMENTO DO APELO DA AUTORA – PREMATURIDADE – APRESENTAÇÃO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE RATIFICAÇÃO POSTERIOR – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE – DIREITO AO RECEBIMENTO DO 13º SALÁRIO PROPORCIONAL – APLICABILIDADE DO ART. 7º, XVII, DA CF – RECURSO DO ENTE PÚBLICO CONHECIDO E IMPROVIDO – MANUTENÇÃO DA DECISÃO - UNÂNIME’ (pág. 6 do documento eletrônico 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 775801 AGR / SE Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 7º, VIII, 37, caput e IX, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Verifica-se que o acórdão recorrido está em conconância com a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7º da Constituição aos servidores contratados em caráter temporário, nos moldes do art. 37, IX, da Lei Maior. Nesse sentido, destaco a ementa do AI 767.024-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor temporário. Contrato prorrogado sucessivamente. Gratificação natalina e férias. Percepção. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7º da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 2. Agravo regimental não provido’. Com esse mesmo raciocínio, cito os seguintes precedentes, entre outros: RE 790.438/SE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 649.393-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 663.104- AgR/PE, Rel. Min. Ayres Britto. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput).” Defende, em síntese, que a concessão dos benefícios do décimo- terceiro proporcional e das férias proporcionais aos servidores contratados temporariamente não encontra previsão nos arts. 7 e 37, IX, da Constituição Federal. A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou acerca do recurso interposto (eDOC 20). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Supremo Tribunal Federal RE 775801 AGR / SE Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 7º, VIII, 37, caput e IX, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Verifica-se que o acórdão recorrido está em conconância com a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7º da Constituição aos servidores contratados em caráter temporário, nos moldes do art. 37, IX, da Lei Maior. Nesse sentido, destaco a ementa do AI 767.024-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor temporário. Contrato prorrogado sucessivamente. Gratificação natalina e férias. Percepção. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7º da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 2. Agravo regimental não provido’. Com esse mesmo raciocínio, cito os seguintes precedentes, entre outros: RE 790.438/SE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 649.393-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 663.104- AgR/PE, Rel. Min. Ayres Britto. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput).” Defende, em síntese, que a concessão dos benefícios do décimo- terceiro proporcional e das férias proporcionais aos servidores contratados temporariamente não encontra previsão nos arts. 7 e 37, IX, da Constituição Federal. A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou acerca do recurso interposto (eDOC 20). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 775801 AGR / SE É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Supremo Tribunal Federal RE 775801 AGR / SE É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, conforme ressaltado em sede monocrática, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe está em harmonia com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal. Confiram com as ementas de ambas as Turmas desta Corte: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. DIREITOS SOCIAIS. DÉCIMO TERCEIRO E TERÇO DE FÉRIAS. APLICABILIDADE A CONTRATOS TEMPORÁRIOS SUCESSIVAMENTE PRORROGADOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 649393 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 14.12.11) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR CONTRATADO TEMPORARIAMENTE. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os servidores contratados em caráter temporário têm direito à extensão de direitos sociais constantes do art. 7º do Magno Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna. 2. Agravo regimental desprovido. (ARE 663104 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19.03.12) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, conforme ressaltado em sede monocrática, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe está em harmonia com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal. Confiram com as ementas de ambas as Turmas desta Corte: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. DIREITOS SOCIAIS. DÉCIMO TERCEIRO E TERÇO DE FÉRIAS. APLICABILIDADE A CONTRATOS TEMPORÁRIOS SUCESSIVAMENTE PRORROGADOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 649393 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 14.12.11) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR CONTRATADO TEMPORARIAMENTE. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os servidores contratados em caráter temporário têm direito à extensão de direitos sociais constantes do art. 7º do Magno Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna. 2. Agravo regimental desprovido. (ARE 663104 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19.03.12) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 775801 AGR / SE É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Supremo Tribunal Federal RE 775801 AGR / SE É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) : BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO (5592/SE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12141575 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) : BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO (5592/SE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12141575 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12150229
2016-11-18T00:00:00
2016-12-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITOS SOCIAIS. DÉCIMO TERCEIRO PROPORCIONAL. FÉRIAS PROPORCIONAIS. EXTENSÃO AOS CONTRATOS TEMPORÁRIOS. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. 1. São extensíveis aos servidores contratados temporariamente (art. 37, IX, CF) os direito sociais previstos no art. 7º da Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur361236
- Acórdão(s) citado(s): (DÉCIMO TERCEIRO, CONTRATOS TEMPORÁRIOS) ARE 649393 AgR (1ªT), ARE 663104 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 16/12/2016, BMP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
775801
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 ART-00037 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 775801 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) : BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) :BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITOS SOCIAIS. DÉCIMO TERCEIRO PROPORCIONAL. FÉRIAS PROPORCIONAIS. EXTENSÃO AOS CONTRATOS TEMPORÁRIOS. PRECEDENTES. AGRAVO DESPROVIDO. 1. São extensíveis aos servidores contratados temporariamente (art. 37, IX, Constituição Federal de 1988) os direito sociais previstos no art. 7... da Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 11 a 17 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087878. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) :BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que o Min. Ricardo Lewandowski, a quem sucedi na relatoria do presente processo, negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE SERVIDOR – NHÃO CONHECIMENTO DO APELO DA AUTORA – PREMATURIDADE – APRESENTAÇÃO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE RATIFICAÇÃO POSTERIOR – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE – DIREITO AO RECEBIMENTO DO 13... SALÁRIO PROPORCIONAL – APLICABILIDADE DO ART. 7..., XVII, DA Constituição Federal de 1988 – RECURSO DO ENTE PÚBLICO CONHECIDO E IMPROVIDO – MANUTENÇÃO DA DECISÃO - UNÂNIME’ (pág. 6 do documento eletrônico 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) :BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que o Min. Ricardo Lewandowski, a quem sucedi na relatoria do presente processo, negou seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE COBRANÇA – CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE SERVIDOR – NHÃO CONHECIMENTO DO APELO DA AUTORA – PREMATURIDADE – APRESENTAÇÃO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE RATIFICAÇÃO POSTERIOR – JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DESTA CORTE – DIREITO AO RECEBIMENTO DO 13... SALÁRIO PROPORCIONAL – APLICABILIDADE DO ART. 7..., XVII, DA Constituição Federal de 1988 – RECURSO DO ENTE PÚBLICO CONHECIDO E IMPROVIDO – MANUTENÇÃO DA DECISÃO - UNÂNIME’ (pág. 6 do documento eletrônico 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 775801 AGR / SE Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 7..., VIII, 37, caput e IX, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Verifica-se que o acórdão recorrido está em conconância com a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7... da Constituição aos servidores contratados em caráter temporário, nos moldes do art. 37, IX, da Lei Maior. Nesse sentido, destaco a ementa do AI 767.024-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor temporário. Contrato prorrogado sucessivamente. Gratificação natalina e férias. Percepção. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7... da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 2. Agravo regimental não provido’. Com esse mesmo raciocínio, cito os seguintes precedentes, entre outros: Recurso Extraordinário 790.438/SE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 649.393-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 663.104- AgR/PE, Rel. Min. Ayres Britto. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Defende, em síntese, que a concessão dos benefícios do décimo- terceiro proporcional e das férias proporcionais aos servidores contratados temporariamente não encontra previsão nos arts. 7 e 37, IX, da Constituição Federal. A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou acerca do recurso interposto (eDOC 20). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 775801 AGR / SE Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 7..., VIII, 37, caput e IX, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Verifica-se que o acórdão recorrido está em conconância com a jurisprudência firmada por esta Corte no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7... da Constituição aos servidores contratados em caráter temporário, nos moldes do art. 37, IX, da Lei Maior. Nesse sentido, destaco a ementa do AI 767.024-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor temporário. Contrato prorrogado sucessivamente. Gratificação natalina e férias. Percepção. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é no sentido de que é devida a extensão dos diretos sociais previstos no art. 7... da Constituição Federal a servidor contratado temporariamente, nos moldes do art. 37, inciso IX, da referida Carta da República, notadamente quando o contrato é sucessivamente renovado. 2. Agravo regimental não provido’. Com esse mesmo raciocínio, cito os seguintes precedentes, entre outros: Recurso Extraordinário 790.438/SE, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 649.393-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 663.104- AgR/PE, Rel. Min. Ayres Britto. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Defende, em síntese, que a concessão dos benefícios do décimo- terceiro proporcional e das férias proporcionais aos servidores contratados temporariamente não encontra previsão nos arts. 7 e 37, IX, da Constituição Federal. A parte agravada, devidamente intimada, não se manifestou acerca do recurso interposto (eDOC 20). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 775801 AGR / SE É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 775801 AGR / SE É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, conforme ressaltado em sede monocrática, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe está em harmonia com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal. Confiram com as ementas de ambas as Turmas desta Corte: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. DIREITOS SOCIAIS. DÉCIMO TERCEIRO E TERÇO DE FÉRIAS. APLICABILIDADE A CONTRATOS TEMPORÁRIOS SUCESSIVAMENTE PRORROGADOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 649393 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 14.12.11) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR CONTRATADO TEMPORARIAMENTE. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os servidores contratados em caráter temporário têm direito à extensão de direitos sociais constantes do art. 7... do Magno Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna. 2. Agravo regimental desprovido. (ARE 663104 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19.03.12) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Supremo Tribunal Federal 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, conforme ressaltado em sede monocrática, o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe está em harmonia com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal. Confiram com as ementas de ambas as Turmas desta Corte: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. DIREITOS SOCIAIS. DÉCIMO TERCEIRO E TERÇO DE FÉRIAS. APLICABILIDADE A CONTRATOS TEMPORÁRIOS SUCESSIVAMENTE PRORROGADOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 649393 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 14.12.11) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR CONTRATADO TEMPORARIAMENTE. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os servidores contratados em caráter temporário têm direito à extensão de direitos sociais constantes do art. 7... do Magno Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna. 2. Agravo regimental desprovido. (ARE 663104 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19.03.12) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 775801 AGR / SE É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 775801 AGR / SE É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12087880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) : BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO (5592/SE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12141575 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 775.801 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO AGDO.(A/S) : BRENDA SANTOS PEQUENO ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO (5592/SE) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 11 a 17.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. EXTRAORDINÁRIO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022478. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região reformou parcialmente a sentença mediante a qual o Juízo julgou procedente a denúncia, adequando a pena de multa à proporção da pena privativa de liberdade. No recurso extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Articula com a afronta ao princípio da não culpabilidade, considerada a ausência de comprovação da obtenção de vantagem indevida em prejuízo alheio. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região reformou parcialmente a sentença mediante a qual o Juízo julgou procedente a denúncia, adequando a pena de multa à proporção da pena privativa de liberdade. No recurso extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. Articula com a afronta ao princípio da não culpabilidade, considerada a ausência de comprovação da obtenção de vantagem indevida em prejuízo alheio. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 991589 AGR / SP delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o pronunciamento recorrido por meio do extraordinário demonstra interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao princípio da colegialidade e do devido processo legal. Diz não pretender discussão sobre fatos. A agravada, em contraminuta, ressalta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o pronunciamento recorrido por meio do extraordinário demonstra interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao princípio da colegialidade e do devido processo legal. Diz não pretender discussão sobre fatos. A agravada, em contraminuta, ressalta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região assim fundamentou a decisão: PENAL - ARTIGO 171, PARÁGRAFO 3º DO CP - ESTELIONATO PRATICADO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL - PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO SUSCITADA PELA DEFESA, EM SUAS RAZÕES DE RECURSO, AFASTADA PELA DECISÃO DO E. STJ - AUTORIA E MATERIALIDADE DO DELITO DEMONSTRADAS - ARTIGO 59 CÓDIGO PENAL - PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL MANTIDA EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS - PENA DE MULTA REVISTA, APENAS PARA SER ADEQUADA NA MESMA PROPORÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE - RECURSO DA DEFESA PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Resta consignado que a e. Quinta Turma acolheu a questão de ordem apresentada em mesa, decidindo pela anulação do julgamento anteriormente realizado, e que se constatou a presença da Ilustre Defensora, que sustentou oralmente a tese defensiva, nessa mesma oportunidade. 2. Inicialmente, cumpre esclarecer que, segundo entendimento pessoal desta Relatora, o crime previsto no artigo 171, § 3º, do CP [estelionato previdenciário] é crime instantâneo de efeitos permanentes. E, como bem destacado pela Ministra Relatora Laurita Vaz, há divergência sobre a natureza do crime de estelionato previdenciário entre as próprias Turmas do E. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região assim fundamentou a decisão: PENAL - ARTIGO 171, PARÁGRAFO 3º DO CP - ESTELIONATO PRATICADO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL - PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO SUSCITADA PELA DEFESA, EM SUAS RAZÕES DE RECURSO, AFASTADA PELA DECISÃO DO E. STJ - AUTORIA E MATERIALIDADE DO DELITO DEMONSTRADAS - ARTIGO 59 CÓDIGO PENAL - PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL MANTIDA EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS - PENA DE MULTA REVISTA, APENAS PARA SER ADEQUADA NA MESMA PROPORÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE - RECURSO DA DEFESA PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Resta consignado que a e. Quinta Turma acolheu a questão de ordem apresentada em mesa, decidindo pela anulação do julgamento anteriormente realizado, e que se constatou a presença da Ilustre Defensora, que sustentou oralmente a tese defensiva, nessa mesma oportunidade. 2. Inicialmente, cumpre esclarecer que, segundo entendimento pessoal desta Relatora, o crime previsto no artigo 171, § 3º, do CP [estelionato previdenciário] é crime instantâneo de efeitos permanentes. E, como bem destacado pela Ministra Relatora Laurita Vaz, há divergência sobre a natureza do crime de estelionato previdenciário entre as próprias Turmas do E. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP STJ, não havendo jurisprudência consolidada sobre o tema no âmago daquela Corte Superior. 3. Ressalvado esse entendimento pessoal e verificando que a preliminar suscitada pela defesa quanto a essa matéria restou afastada pelo STJ, passo a análise do recurso de apelação da defesa, conforme determinado pela Corte Superior [Decisão do E. STJ às fls.598/600]. 4. A materialidade do delito está bem demonstrada pelo processo administrativo efetuado pela Auditoria do INSS e a farta prova documental que o acompanha (fls. 10/131), comprovando que o benefício previdenciário foi indevidamente concedido a Irene Maria Marangoni, que obteve vantagem indevida no período de 24/06/1997 a 30/08/2003, causando prejuízo à autarquia previdenciária no valor de R$ 150.042,79 (cento e cinquenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos), conforme histórico de créditos encartado às fls. 122/124, valor este atualizado apenas até 13/08/03 [fl.124]. A ré se dirigiu pessoalmente a agência da Previdência Social de Bebedouro/SP e protocolou o pedido de aposentadoria, apresentando àquela autarquia vários vínculos empregatícios que, depois, se constatou serem inexistentes. 5. A autoria, por seu turno, também aflora nítida do exame dos autos no Relatório Individual elaborado pela Auditoria Regional do INSS de fls. 127/129, e a testemunha de acusação, o diretor da APAE de Bebedouro/SP, Sr. Paulo Tilelli de Almeida, ouvido na fase judicial [fl.263], confirmou as informações prestadas ao INSS [fl.95] e à Delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto/SP [fl.153], no sentido de que a diretoria da APAE realizou uma busca nos registros de empregados e foi constatado que a apelante IRENE MARIA MARANGONI nunca fez parte do quadro de funcionários da associação, tendo prestado apenas serviços de contabilidade àquela entidade beneficente na qualidade de trabalho voluntário, sem qualquer vínculo empregatício. Já a testemunha de acusação, Mario Damião, diretor da empresa "Scav" onde supostamente laborou a ré com vínculo empregatício, informou e esclareceu que, de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP STJ, não havendo jurisprudência consolidada sobre o tema no âmago daquela Corte Superior. 3. Ressalvado esse entendimento pessoal e verificando que a preliminar suscitada pela defesa quanto a essa matéria restou afastada pelo STJ, passo a análise do recurso de apelação da defesa, conforme determinado pela Corte Superior [Decisão do E. STJ às fls.598/600]. 4. A materialidade do delito está bem demonstrada pelo processo administrativo efetuado pela Auditoria do INSS e a farta prova documental que o acompanha (fls. 10/131), comprovando que o benefício previdenciário foi indevidamente concedido a Irene Maria Marangoni, que obteve vantagem indevida no período de 24/06/1997 a 30/08/2003, causando prejuízo à autarquia previdenciária no valor de R$ 150.042,79 (cento e cinquenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos), conforme histórico de créditos encartado às fls. 122/124, valor este atualizado apenas até 13/08/03 [fl.124]. A ré se dirigiu pessoalmente a agência da Previdência Social de Bebedouro/SP e protocolou o pedido de aposentadoria, apresentando àquela autarquia vários vínculos empregatícios que, depois, se constatou serem inexistentes. 5. A autoria, por seu turno, também aflora nítida do exame dos autos no Relatório Individual elaborado pela Auditoria Regional do INSS de fls. 127/129, e a testemunha de acusação, o diretor da APAE de Bebedouro/SP, Sr. Paulo Tilelli de Almeida, ouvido na fase judicial [fl.263], confirmou as informações prestadas ao INSS [fl.95] e à Delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto/SP [fl.153], no sentido de que a diretoria da APAE realizou uma busca nos registros de empregados e foi constatado que a apelante IRENE MARIA MARANGONI nunca fez parte do quadro de funcionários da associação, tendo prestado apenas serviços de contabilidade àquela entidade beneficente na qualidade de trabalho voluntário, sem qualquer vínculo empregatício. Já a testemunha de acusação, Mario Damião, diretor da empresa "Scav" onde supostamente laborou a ré com vínculo empregatício, informou e esclareceu que, de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP fato, a ré prestou serviços contábeis à empresa, não sabendo dizer, no entanto, se ela havia sido registrada como empregada da empresa. Ora, na informação por escrito prestada à douta autoridade policial [Resposta ao ofício do delegado de fl. 146], o diretor da empresa "SCAV", que prestou o depoimento acima transcrito, já havia afirmado, da mesma forma, que a apelante prestou serviços na qualidade de profissional autônoma, como normalmente são os serviços contábeis prestados às empresas. 6. Cumpre salientar que as atividades desenvolvidas por ela em benefício da APAE foram voluntárias, sem a existência de qualquer vínculo empregatício, seja com a APAE ou seja com a "SCAV", muito embora constassem tais registros na sua CTPS [fls.84/85]. 7. Quanto as testemunhas arroladas pela defesa [fls.302/303, 321, 322, 332, 333, 334, 366 e 378] nada sabiam acerca dos vínculos empregatícios da ré com as empresas por ela referidas, porém quatro das oito testemunhas ouvidas asseveraram que a ré exercia a profissão de contadora, possuindo escritório de contabilidade, o que leva a crer, portanto, que ela prestava serviços às empresas de forma autônoma, sem qualquer vínculo empregatício. Confira-se o depoimento destas testemunhas, in verbis: 8. Da prova testemunhal e documental coligidas, assim, exsurge nítido que a apelante IRENE MARIA MARANGONI, aproveitando-se de vínculos empregatícios falsos com a APAE, SCAV e CITROBRASIL, instruiu dolosamente seu pedido de benefício previdenciário de aposentadoria com contratos de trabalho falsos, visando iludir o servidor da agência do INSS de Bebedouro/SP acerca do efetivo tempo trabalhado e obter indevida concessão de aposentadoria por tempo de contribuição a seu favor, causando um prejuízo à autarquia federal no valor de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos], valor este atualizado até 13/08/2003- fl. 124, sendo, pois, de rigor a sua condenação. 9. Não há que se falar, como quer fazer crer a defesa, em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP fato, a ré prestou serviços contábeis à empresa, não sabendo dizer, no entanto, se ela havia sido registrada como empregada da empresa. Ora, na informação por escrito prestada à douta autoridade policial [Resposta ao ofício do delegado de fl. 146], o diretor da empresa "SCAV", que prestou o depoimento acima transcrito, já havia afirmado, da mesma forma, que a apelante prestou serviços na qualidade de profissional autônoma, como normalmente são os serviços contábeis prestados às empresas. 6. Cumpre salientar que as atividades desenvolvidas por ela em benefício da APAE foram voluntárias, sem a existência de qualquer vínculo empregatício, seja com a APAE ou seja com a "SCAV", muito embora constassem tais registros na sua CTPS [fls.84/85]. 7. Quanto as testemunhas arroladas pela defesa [fls.302/303, 321, 322, 332, 333, 334, 366 e 378] nada sabiam acerca dos vínculos empregatícios da ré com as empresas por ela referidas, porém quatro das oito testemunhas ouvidas asseveraram que a ré exercia a profissão de contadora, possuindo escritório de contabilidade, o que leva a crer, portanto, que ela prestava serviços às empresas de forma autônoma, sem qualquer vínculo empregatício. Confira-se o depoimento destas testemunhas, in verbis: 8. Da prova testemunhal e documental coligidas, assim, exsurge nítido que a apelante IRENE MARIA MARANGONI, aproveitando-se de vínculos empregatícios falsos com a APAE, SCAV e CITROBRASIL, instruiu dolosamente seu pedido de benefício previdenciário de aposentadoria com contratos de trabalho falsos, visando iludir o servidor da agência do INSS de Bebedouro/SP acerca do efetivo tempo trabalhado e obter indevida concessão de aposentadoria por tempo de contribuição a seu favor, causando um prejuízo à autarquia federal no valor de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos], valor este atualizado até 13/08/2003- fl. 124, sendo, pois, de rigor a sua condenação. 9. Não há que se falar, como quer fazer crer a defesa, em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP insuficiência probatória, bem como não prospera a alegação de que as declarações das testemunhas de defesa, por si só, já são aptas para comprovar o vínculo de trabalho da ré com as empresas por ela citadas. 10. Vê-se, pois, que os elementos de prova juntados aos autos demonstram sobejamente a responsabilidade da apelante pela conduta delituosa descrita na inicial acusatória, o que fornece a certeza necessária para o édito condenatório, que fica mantido. 11. A defesa da ré insurge-se, alternativamente, em caso de confirmação da condenação, quanto a aplicação da pena acima do mínimo legal, que, no seu entender, seria injusta, por se basear apenas no fato dela ser empresária do setor de contabilidade, bem como nas conseqüências do delito pelo fato de o valor pago indevidamente ser elevado. 12. No entanto, quanto à dosimetria da pena privativa de liberdade aplicada, deve ser mantida no patamar fixado em primeiro grau de jurisdição. 13. Observa-se que a aplicação da pena-base em primeiro grau está suficientemente fundamentada, uma vez que o Magistrado apresentou, de forma clara e precisa, todos os motivos que o levaram a fixar a pena em patamar acima do mínimo legal, tendo avaliado as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. 14. Correta a fixação da pena-base acima do mínimo legal, em razão das circunstâncias judiciais do caso concreto, desfavoráveis a apelante, em razão da sua intensa culpabilidade e das graves conseqüências do delito (artigo 59 do Código Penal). 15. As circunstâncias do crime são desfavoráveis a apelante, já que ele se aproveitou do fato de ser contadora, valendo-se de seus conhecimentos técnicos para produzir documentos falsos e fraudar, de forma mais acurada e perspicaz, a combalida Previdência Social Brasileira. Ademais, como seu comportamento reprovável ocasionou danosas conseqüências financeiras aos já combalidos cofres públicos, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP insuficiência probatória, bem como não prospera a alegação de que as declarações das testemunhas de defesa, por si só, já são aptas para comprovar o vínculo de trabalho da ré com as empresas por ela citadas. 10. Vê-se, pois, que os elementos de prova juntados aos autos demonstram sobejamente a responsabilidade da apelante pela conduta delituosa descrita na inicial acusatória, o que fornece a certeza necessária para o édito condenatório, que fica mantido. 11. A defesa da ré insurge-se, alternativamente, em caso de confirmação da condenação, quanto a aplicação da pena acima do mínimo legal, que, no seu entender, seria injusta, por se basear apenas no fato dela ser empresária do setor de contabilidade, bem como nas conseqüências do delito pelo fato de o valor pago indevidamente ser elevado. 12. No entanto, quanto à dosimetria da pena privativa de liberdade aplicada, deve ser mantida no patamar fixado em primeiro grau de jurisdição. 13. Observa-se que a aplicação da pena-base em primeiro grau está suficientemente fundamentada, uma vez que o Magistrado apresentou, de forma clara e precisa, todos os motivos que o levaram a fixar a pena em patamar acima do mínimo legal, tendo avaliado as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. 14. Correta a fixação da pena-base acima do mínimo legal, em razão das circunstâncias judiciais do caso concreto, desfavoráveis a apelante, em razão da sua intensa culpabilidade e das graves conseqüências do delito (artigo 59 do Código Penal). 15. As circunstâncias do crime são desfavoráveis a apelante, já que ele se aproveitou do fato de ser contadora, valendo-se de seus conhecimentos técnicos para produzir documentos falsos e fraudar, de forma mais acurada e perspicaz, a combalida Previdência Social Brasileira. Ademais, como seu comportamento reprovável ocasionou danosas conseqüências financeiras aos já combalidos cofres públicos, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP devido a fraude que alcançou substancioso numerário pertencente a previdência, fraude esta que se estendeu por um longo período de mais de 6 anos [24.06.97 a 30.08.03], causando um prejuízo no importe de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos - valor este não atualizado - fl.124], impõe a majoração da pena base, com sua fixação acima do mínimo legal. Note-se que os efeitos da conduta delituosa só cessaram após a atuação da auditoria do INSS, que, depois de muito tempo, acabou detectando a fraude ao erário público. 16. Destarte, a fundamentação contida na sentença para a imposição da pena base acima do mínimo legal, se mostra suficiente, não merecendo guarida a pretensão da defesa no sentido de reduzi-la ao mínimo legal. 17. Mantida a pena-base fixada em 02 (dois) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mais o pagamento de 60 (sessenta) dias-multa e não havendo agravantes ou atenuantes, por se tratar de delito praticado contra entidade de direito público, o juiz fez incidir a causa de aumento de pena prevista no § 3º, do artigo 171, do Código Penal, no percentual de 1/3 (um terço), perfazendo um total de 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, além do pagamento de 80 (oitenta) dias-multa, tornando-se tal pena definitiva. 18. A sentença, no que tange a fixação do número de dias- multa, deve guardar correspondência com o quantum do aumento estabelecido para a pena privativa de liberdade, levando em conta as mesmas circunstâncias do art. 59 do Código Penal. Assim, no caso em tela, considerando que foi fixada pelo Juízo "a quo" a pena-base em 02 anos e 02 meses de reclusão, o número de dias-multa, na mesma proporção, deve ser corretamente fixado em 13 (treze) dias-multa. 19. E, ainda levando-se em consideração a incidência da causa de aumento estampada no §3° do art. 171 do Código Penal (1/3), o que resulta uma pena pecuniária maior e definitiva de 17 (dezessete) dias-multa, no valor unitário fixado em primeiro grau. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP devido a fraude que alcançou substancioso numerário pertencente a previdência, fraude esta que se estendeu por um longo período de mais de 6 anos [24.06.97 a 30.08.03], causando um prejuízo no importe de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos - valor este não atualizado - fl.124], impõe a majoração da pena base, com sua fixação acima do mínimo legal. Note-se que os efeitos da conduta delituosa só cessaram após a atuação da auditoria do INSS, que, depois de muito tempo, acabou detectando a fraude ao erário público. 16. Destarte, a fundamentação contida na sentença para a imposição da pena base acima do mínimo legal, se mostra suficiente, não merecendo guarida a pretensão da defesa no sentido de reduzi-la ao mínimo legal. 17. Mantida a pena-base fixada em 02 (dois) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mais o pagamento de 60 (sessenta) dias-multa e não havendo agravantes ou atenuantes, por se tratar de delito praticado contra entidade de direito público, o juiz fez incidir a causa de aumento de pena prevista no § 3º, do artigo 171, do Código Penal, no percentual de 1/3 (um terço), perfazendo um total de 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, além do pagamento de 80 (oitenta) dias-multa, tornando-se tal pena definitiva. 18. A sentença, no que tange a fixação do número de dias- multa, deve guardar correspondência com o quantum do aumento estabelecido para a pena privativa de liberdade, levando em conta as mesmas circunstâncias do art. 59 do Código Penal. Assim, no caso em tela, considerando que foi fixada pelo Juízo "a quo" a pena-base em 02 anos e 02 meses de reclusão, o número de dias-multa, na mesma proporção, deve ser corretamente fixado em 13 (treze) dias-multa. 19. E, ainda levando-se em consideração a incidência da causa de aumento estampada no §3° do art. 171 do Código Penal (1/3), o que resulta uma pena pecuniária maior e definitiva de 17 (dezessete) dias-multa, no valor unitário fixado em primeiro grau. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP 20. E, no que se refere à pena de prestação pecuniária, consistente no pagamento de uma cesta básica mensal no valor de um salário mínimo à entidade pública ou privada de assistência a idosos, foi justa e adequada, não havendo inconformismo da defesa do réu. 21. Afastada a preliminar de prescrição pelo E. STJ, dá-se parcial provimento ao recurso da defesa de IRENE MARIA MARANGONI MINHOLO, apenas para adequar a pena de multa na mesma proporção da pena privativa de liberdade imposta, restando definitivamente fixada em 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, mais o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa. Mantida a r. decisão de primeiro grau quanto ao mais. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas, partindo as razões do extraordinário de premissas diversas. Não houve negativa de prestação jurisdicional, e, sim, julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. A agravante alega, em extraordinário, que as provas colacionadas não poderiam fundamentar o decreto condenatório imposto, ante existência de legítima dúvida tendente a favorecer a ré. Ora, por meio do articulado, a agravante pretende, na verdade, reexaminar o quadro fático para concluir-se de forma diferente do assentado pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Está-se diante de conflito que tem desfecho no Tribunal local. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na espécie, de procedimento cujo rito os exclua. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP 20. E, no que se refere à pena de prestação pecuniária, consistente no pagamento de uma cesta básica mensal no valor de um salário mínimo à entidade pública ou privada de assistência a idosos, foi justa e adequada, não havendo inconformismo da defesa do réu. 21. Afastada a preliminar de prescrição pelo E. STJ, dá-se parcial provimento ao recurso da defesa de IRENE MARIA MARANGONI MINHOLO, apenas para adequar a pena de multa na mesma proporção da pena privativa de liberdade imposta, restando definitivamente fixada em 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, mais o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa. Mantida a r. decisão de primeiro grau quanto ao mais. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas, partindo as razões do extraordinário de premissas diversas. Não houve negativa de prestação jurisdicional, e, sim, julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. A agravante alega, em extraordinário, que as provas colacionadas não poderiam fundamentar o decreto condenatório imposto, ante existência de legítima dúvida tendente a favorecer a ré. Ora, por meio do articulado, a agravante pretende, na verdade, reexaminar o quadro fático para concluir-se de forma diferente do assentado pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Está-se diante de conflito que tem desfecho no Tribunal local. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na espécie, de procedimento cujo rito os exclua. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS (88552/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867043 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS (88552/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867043 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12038539
2016-10-04T00:00:00
2016-11-18T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. EXTRAORDINÁRIO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015.
sjur360158
Número de páginas: 10. Análise: 13/12/2016, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
991589
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 991589 AgR
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AGTE.(S) : IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. EXTRAORDINÁRIO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2... e 3... do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022478. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal Regional Federal da 3... Região reformou parcialmente a sentença mediante a qual o Juízo julgou procedente a denúncia, adequando a pena de multa à proporção da pena privativa de liberdade. No recurso extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. Articula com a afronta ao princípio da não culpabilidade, considerada a ausência de comprovação da obtenção de vantagem indevida em prejuízo alheio. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal Regional Federal da 3... Região reformou parcialmente a sentença mediante a qual o Juízo julgou procedente a denúncia, adequando a pena de multa à proporção da pena privativa de liberdade. No recurso extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, a recorrente alega a violação do artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal. Articula com a afronta ao princípio da não culpabilidade, considerada a ausência de comprovação da obtenção de vantagem indevida em prejuízo alheio. 2. A recorribilidade extraordinária mostra-se distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 991589 AGR / SP delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o pronunciamento recorrido por meio do extraordinário demonstra interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao princípio da colegialidade e do devido processo legal. Diz não pretender discussão sobre fatos. A agravada, em contraminuta, ressalta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o pronunciamento recorrido por meio do extraordinário demonstra interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, apontando a violação ao princípio da colegialidade e do devido processo legal. Diz não pretender discussão sobre fatos. A agravada, em contraminuta, ressalta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022479. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 3... Região assim fundamentou a decisão: PENAL - ARTIGO 171, PARÁGRAFO 3... DO Código Penal Brasileiro - ESTELIONATO PRATICADO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL - PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO SUSCITADA PELA DEFESA, EM SUAS RAZÕES DE RECURSO, AFASTADA PELA DECISÃO DO E. Superior Tribunal de Justiça - AUTORIA E MATERIALIDADE DO DELITO DEMONSTRADAS - ARTIGO 59 CÓDIGO PENAL - PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL MANTIDA EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS - PENA DE MULTA REVISTA, APENAS PARA SER ADEQUADA NA MESMA PROPORÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE - RECURSO DA DEFESA PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Resta consignado que a e. Quinta Turma acolheu a questão de ordem apresentada em mesa, decidindo pela anulação do julgamento anteriormente realizado, e que se constatou a presença da Ilustre Defensora, que sustentou oralmente a tese defensiva, nessa mesma oportunidade. 2. Inicialmente, cumpre esclarecer que, segundo entendimento pessoal desta Relatora, o crime previsto no artigo 171, § 3..., do Código Penal Brasileiro [estelionato previdenciário] é crime instantâneo de efeitos permanentes. E, como bem destacado pela Ministra Relatora Laurita Vaz, há divergência sobre a natureza do crime de estelionato previdenciário entre as próprias Turmas do E. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Rememorem o decidido na origem. O Tribunal Regional Federal da 3... Região assim fundamentou a decisão: PENAL - ARTIGO 171, PARÁGRAFO 3... DO Código Penal Brasileiro - ESTELIONATO PRATICADO CONTRA A PREVIDÊNCIA SOCIAL - PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO SUSCITADA PELA DEFESA, EM SUAS RAZÕES DE RECURSO, AFASTADA PELA DECISÃO DO E. Superior Tribunal de Justiça - AUTORIA E MATERIALIDADE DO DELITO DEMONSTRADAS - ARTIGO 59 CÓDIGO PENAL - PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL MANTIDA EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS - PENA DE MULTA REVISTA, APENAS PARA SER ADEQUADA NA MESMA PROPORÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE - RECURSO DA DEFESA PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Resta consignado que a e. Quinta Turma acolheu a questão de ordem apresentada em mesa, decidindo pela anulação do julgamento anteriormente realizado, e que se constatou a presença da Ilustre Defensora, que sustentou oralmente a tese defensiva, nessa mesma oportunidade. 2. Inicialmente, cumpre esclarecer que, segundo entendimento pessoal desta Relatora, o crime previsto no artigo 171, § 3..., do Código Penal Brasileiro [estelionato previdenciário] é crime instantâneo de efeitos permanentes. E, como bem destacado pela Ministra Relatora Laurita Vaz, há divergência sobre a natureza do crime de estelionato previdenciário entre as próprias Turmas do E. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP Superior Tribunal de Justiça, não havendo jurisprudência consolidada sobre o tema no âmago daquela Corte Superior. 3. Ressalvado esse entendimento pessoal e verificando que a preliminar suscitada pela defesa quanto a essa matéria restou afastada pelo Superior Tribunal de Justiça, passo a análise do recurso de apelação da defesa, conforme determinado pela Corte Superior [Decisão do E. Superior Tribunal de Justiça às fls.598/600]. 4. A materialidade do delito está bem demonstrada pelo processo administrativo efetuado pela Auditoria do INSS e a farta prova documental que o acompanha (fls. 10/131), comprovando que o benefício previdenciário foi indevidamente concedido a Irene Maria Marangoni, que obteve vantagem indevida no período de 24/06/1997 a 30/08/2003, causando prejuízo à autarquia previdenciária no valor de R$ 150.042,79 (cento e cinquenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos), conforme histórico de créditos encartado às fls. 122/124, valor este atualizado apenas até 13/08/03 [fl.124]. A ré se dirigiu pessoalmente a agência da Previdência Social de Bebedouro/SP e protocolou o pedido de aposentadoria, apresentando àquela autarquia vários vínculos empregatícios que, depois, se constatou serem inexistentes. 5. A autoria, por seu turno, também aflora nítida do exame dos autos no Relatório Individual elaborado pela Auditoria Regional do INSS de fls. 127/129, e a testemunha de acusação, o diretor da APAE de Bebedouro/SP, Sr. Paulo Tilelli de Almeida, ouvido na fase judicial [fl.263], confirmou as informações prestadas ao INSS [fl.95] e à Delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto/SP [fl.153], no sentido de que a diretoria da APAE realizou uma busca nos registros de empregados e foi constatado que a apelante IRENE MARIA MARANGONI nunca fez parte do quadro de funcionários da associação, tendo prestado apenas serviços de contabilidade àquela entidade beneficente na qualidade de trabalho voluntário, sem qualquer vínculo empregatício. Já a testemunha de acusação, Mario Damião, diretor da empresa "Scav" onde supostamente laborou a ré com vínculo empregatício, informou e esclareceu que, de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP Superior Tribunal de Justiça, não havendo jurisprudência consolidada sobre o tema no âmago daquela Corte Superior. 3. Ressalvado esse entendimento pessoal e verificando que a preliminar suscitada pela defesa quanto a essa matéria restou afastada pelo Superior Tribunal de Justiça, passo a análise do recurso de apelação da defesa, conforme determinado pela Corte Superior [Decisão do E. Superior Tribunal de Justiça às fls.598/600]. 4. A materialidade do delito está bem demonstrada pelo processo administrativo efetuado pela Auditoria do INSS e a farta prova documental que o acompanha (fls. 10/131), comprovando que o benefício previdenciário foi indevidamente concedido a Irene Maria Marangoni, que obteve vantagem indevida no período de 24/06/1997 a 30/08/2003, causando prejuízo à autarquia previdenciária no valor de R$ 150.042,79 (cento e cinquenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos), conforme histórico de créditos encartado às fls. 122/124, valor este atualizado apenas até 13/08/03 [fl.124]. A ré se dirigiu pessoalmente a agência da Previdência Social de Bebedouro/SP e protocolou o pedido de aposentadoria, apresentando àquela autarquia vários vínculos empregatícios que, depois, se constatou serem inexistentes. 5. A autoria, por seu turno, também aflora nítida do exame dos autos no Relatório Individual elaborado pela Auditoria Regional do INSS de fls. 127/129, e a testemunha de acusação, o diretor da APAE de Bebedouro/SP, Sr. Paulo Tilelli de Almeida, ouvido na fase judicial [fl.263], confirmou as informações prestadas ao INSS [fl.95] e à Delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto/SP [fl.153], no sentido de que a diretoria da APAE realizou uma busca nos registros de empregados e foi constatado que a apelante IRENE MARIA MARANGONI nunca fez parte do quadro de funcionários da associação, tendo prestado apenas serviços de contabilidade àquela entidade beneficente na qualidade de trabalho voluntário, sem qualquer vínculo empregatício. Já a testemunha de acusação, Mario Damião, diretor da empresa "Scav" onde supostamente laborou a ré com vínculo empregatício, informou e esclareceu que, de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP fato, a ré prestou serviços contábeis à empresa, não sabendo dizer, no entanto, se ela havia sido registrada como empregada da empresa. Ora, na informação por escrito prestada à douta autoridade policial [Resposta ao ofício do delegado de fl. 146], o diretor da empresa "SCAV", que prestou o depoimento acima transcrito, já havia afirmado, da mesma forma, que a apelante prestou serviços na qualidade de profissional autônoma, como normalmente são os serviços contábeis prestados às empresas. 6. Cumpre salientar que as atividades desenvolvidas por ela em benefício da APAE foram voluntárias, sem a existência de qualquer vínculo empregatício, seja com a APAE ou seja com a "SCAV", muito embora constassem tais registros na sua CTPS [fls.84/85]. 7. Quanto as testemunhas arroladas pela defesa [fls.302/303, 321, 322, 332, 333, 334, 366 e 378] nada sabiam acerca dos vínculos empregatícios da ré com as empresas por ela referidas, porém quatro das oito testemunhas ouvidas asseveraram que a ré exercia a profissão de contadora, possuindo escritório de contabilidade, o que leva a crer, portanto, que ela prestava serviços às empresas de forma autônoma, sem qualquer vínculo empregatício. Confira-se o depoimento destas testemunhas, in verbis: 8. Da prova testemunhal e documental coligidas, assim, exsurge nítido que a apelante IRENE MARIA MARANGONI, aproveitando-se de vínculos empregatícios falsos com a APAE, SCAV e CITROBRASIL, instruiu dolosamente seu pedido de benefício previdenciário de aposentadoria com contratos de trabalho falsos, visando iludir o servidor da agência do INSS de Bebedouro/SP acerca do efetivo tempo trabalhado e obter indevida concessão de aposentadoria por tempo de contribuição a seu favor, causando um prejuízo à autarquia federal no valor de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos], valor este atualizado até 13/08/2003- fl. 124, sendo, pois, de rigor a sua condenação. 9. Não há que se falar, como quer fazer crer a defesa, em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP fato, a ré prestou serviços contábeis à empresa, não sabendo dizer, no entanto, se ela havia sido registrada como empregada da empresa. Ora, na informação por escrito prestada à douta autoridade policial [Resposta ao ofício do delegado de fl. 146], o diretor da empresa "SCAV", que prestou o depoimento acima transcrito, já havia afirmado, da mesma forma, que a apelante prestou serviços na qualidade de profissional autônoma, como normalmente são os serviços contábeis prestados às empresas. 6. Cumpre salientar que as atividades desenvolvidas por ela em benefício da APAE foram voluntárias, sem a existência de qualquer vínculo empregatício, seja com a APAE ou seja com a "SCAV", muito embora constassem tais registros na sua CTPS [fls.84/85]. 7. Quanto as testemunhas arroladas pela defesa [fls.302/303, 321, 322, 332, 333, 334, 366 e 378] nada sabiam acerca dos vínculos empregatícios da ré com as empresas por ela referidas, porém quatro das oito testemunhas ouvidas asseveraram que a ré exercia a profissão de contadora, possuindo escritório de contabilidade, o que leva a crer, portanto, que ela prestava serviços às empresas de forma autônoma, sem qualquer vínculo empregatício. Confira-se o depoimento destas testemunhas, in verbis: 8. Da prova testemunhal e documental coligidas, assim, exsurge nítido que a apelante IRENE MARIA MARANGONI, aproveitando-se de vínculos empregatícios falsos com a APAE, SCAV e CITROBRASIL, instruiu dolosamente seu pedido de benefício previdenciário de aposentadoria com contratos de trabalho falsos, visando iludir o servidor da agência do INSS de Bebedouro/SP acerca do efetivo tempo trabalhado e obter indevida concessão de aposentadoria por tempo de contribuição a seu favor, causando um prejuízo à autarquia federal no valor de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos], valor este atualizado até 13/08/2003- fl. 124, sendo, pois, de rigor a sua condenação. 9. Não há que se falar, como quer fazer crer a defesa, em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP insuficiência probatória, bem como não prospera a alegação de que as declarações das testemunhas de defesa, por si só, já são aptas para comprovar o vínculo de trabalho da ré com as empresas por ela citadas. 10. Vê-se, pois, que os elementos de prova juntados aos autos demonstram sobejamente a responsabilidade da apelante pela conduta delituosa descrita na inicial acusatória, o que fornece a certeza necessária para o édito condenatório, que fica mantido. 11. A defesa da ré insurge-se, alternativamente, em caso de confirmação da condenação, quanto a aplicação da pena acima do mínimo legal, que, no seu entender, seria injusta, por se basear apenas no fato dela ser empresária do setor de contabilidade, bem como nas conseqüências do delito pelo fato de o valor pago indevidamente ser elevado. 12. No entanto, quanto à dosimetria da pena privativa de liberdade aplicada, deve ser mantida no patamar fixado em primeiro grau de jurisdição. 13. Observa-se que a aplicação da pena-base em primeiro grau está suficientemente fundamentada, uma vez que o Magistrado apresentou, de forma clara e precisa, todos os motivos que o levaram a fixar a pena em patamar acima do mínimo legal, tendo avaliado as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. 14. Correta a fixação da pena-base acima do mínimo legal, em razão das circunstâncias judiciais do caso concreto, desfavoráveis a apelante, em razão da sua intensa culpabilidade e das graves conseqüências do delito (artigo 59 do Código Penal). 15. As circunstâncias do crime são desfavoráveis a apelante, já que ele se aproveitou do fato de ser contadora, valendo-se de seus conhecimentos técnicos para produzir documentos falsos e fraudar, de forma mais acurada e perspicaz, a combalida Previdência Social Brasileira. Ademais, como seu comportamento reprovável ocasionou danosas conseqüências financeiras aos já combalidos cofres públicos, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP insuficiência probatória, bem como não prospera a alegação de que as declarações das testemunhas de defesa, por si só, já são aptas para comprovar o vínculo de trabalho da ré com as empresas por ela citadas. 10. Vê-se, pois, que os elementos de prova juntados aos autos demonstram sobejamente a responsabilidade da apelante pela conduta delituosa descrita na inicial acusatória, o que fornece a certeza necessária para o édito condenatório, que fica mantido. 11. A defesa da ré insurge-se, alternativamente, em caso de confirmação da condenação, quanto a aplicação da pena acima do mínimo legal, que, no seu entender, seria injusta, por se basear apenas no fato dela ser empresária do setor de contabilidade, bem como nas conseqüências do delito pelo fato de o valor pago indevidamente ser elevado. 12. No entanto, quanto à dosimetria da pena privativa de liberdade aplicada, deve ser mantida no patamar fixado em primeiro grau de jurisdição. 13. Observa-se que a aplicação da pena-base em primeiro grau está suficientemente fundamentada, uma vez que o Magistrado apresentou, de forma clara e precisa, todos os motivos que o levaram a fixar a pena em patamar acima do mínimo legal, tendo avaliado as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. 14. Correta a fixação da pena-base acima do mínimo legal, em razão das circunstâncias judiciais do caso concreto, desfavoráveis a apelante, em razão da sua intensa culpabilidade e das graves conseqüências do delito (artigo 59 do Código Penal). 15. As circunstâncias do crime são desfavoráveis a apelante, já que ele se aproveitou do fato de ser contadora, valendo-se de seus conhecimentos técnicos para produzir documentos falsos e fraudar, de forma mais acurada e perspicaz, a combalida Previdência Social Brasileira. Ademais, como seu comportamento reprovável ocasionou danosas conseqüências financeiras aos já combalidos cofres públicos, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP devido a fraude que alcançou substancioso numerário pertencente a previdência, fraude esta que se estendeu por um longo período de mais de 6 anos [24.06.97 a 30.08.03], causando um prejuízo no importe de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos - valor este não atualizado - fl.124], impõe a majoração da pena base, com sua fixação acima do mínimo legal. Note-se que os efeitos da conduta delituosa só cessaram após a atuação da auditoria do INSS, que, depois de muito tempo, acabou detectando a fraude ao erário público. 16. Destarte, a fundamentação contida na sentença para a imposição da pena base acima do mínimo legal, se mostra suficiente, não merecendo guarida a pretensão da defesa no sentido de reduzi-la ao mínimo legal. 17. Mantida a pena-base fixada em 02 (dois) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mais o pagamento de 60 (sessenta) dias-multa e não havendo agravantes ou atenuantes, por se tratar de delito praticado contra entidade de direito público, o juiz fez incidir a causa de aumento de pena prevista no § 3..., do artigo 171, do Código Penal, no percentual de 1/3 (um terço), perfazendo um total de 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, além do pagamento de 80 (oitenta) dias-multa, tornando-se tal pena definitiva. 18. A sentença, no que tange a fixação do número de dias- multa, deve guardar correspondência com o quantum do aumento estabelecido para a pena privativa de liberdade, levando em conta as mesmas circunstâncias do art. 59 do Código Penal. Assim, no caso em tela, considerando que foi fixada pelo Juízo "a quo" a pena-base em 02 anos e 02 meses de reclusão, o número de dias-multa, na mesma proporção, deve ser corretamente fixado em 13 (treze) dias-multa. 19. E, ainda levando-se em consideração a incidência da causa de aumento estampada no §3... do art. 171 do Código Penal (1/3), o que resulta uma pena pecuniária maior e definitiva de 17 (dezessete) dias-multa, no valor unitário fixado em primeiro grau. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP devido a fraude que alcançou substancioso numerário pertencente a previdência, fraude esta que se estendeu por um longo período de mais de 6 anos [24.06.97 a 30.08.03], causando um prejuízo no importe de R$150.042,79 [cento e cinqüenta mil, quarenta e dois reais e setenta e nove centavos - valor este não atualizado - fl.124], impõe a majoração da pena base, com sua fixação acima do mínimo legal. Note-se que os efeitos da conduta delituosa só cessaram após a atuação da auditoria do INSS, que, depois de muito tempo, acabou detectando a fraude ao erário público. 16. Destarte, a fundamentação contida na sentença para a imposição da pena base acima do mínimo legal, se mostra suficiente, não merecendo guarida a pretensão da defesa no sentido de reduzi-la ao mínimo legal. 17. Mantida a pena-base fixada em 02 (dois) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mais o pagamento de 60 (sessenta) dias-multa e não havendo agravantes ou atenuantes, por se tratar de delito praticado contra entidade de direito público, o juiz fez incidir a causa de aumento de pena prevista no § 3..., do artigo 171, do Código Penal, no percentual de 1/3 (um terço), perfazendo um total de 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, além do pagamento de 80 (oitenta) dias-multa, tornando-se tal pena definitiva. 18. A sentença, no que tange a fixação do número de dias- multa, deve guardar correspondência com o quantum do aumento estabelecido para a pena privativa de liberdade, levando em conta as mesmas circunstâncias do art. 59 do Código Penal. Assim, no caso em tela, considerando que foi fixada pelo Juízo "a quo" a pena-base em 02 anos e 02 meses de reclusão, o número de dias-multa, na mesma proporção, deve ser corretamente fixado em 13 (treze) dias-multa. 19. E, ainda levando-se em consideração a incidência da causa de aumento estampada no §3... do art. 171 do Código Penal (1/3), o que resulta uma pena pecuniária maior e definitiva de 17 (dezessete) dias-multa, no valor unitário fixado em primeiro grau. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 991589 AGR / SP 20. E, no que se refere à pena de prestação pecuniária, consistente no pagamento de uma cesta básica mensal no valor de um salário mínimo à entidade pública ou privada de assistência a idosos, foi justa e adequada, não havendo inconformismo da defesa do réu. 21. Afastada a preliminar de prescrição pelo E. Superior Tribunal de Justiça, dá-se parcial provimento ao recurso da defesa de IRENE MARIA MARANGONI MINHOLO, apenas para adequar a pena de multa na mesma proporção da pena privativa de liberdade imposta, restando definitivamente fixada em 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, mais o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa. Mantida a r. decisão de primeiro grau quanto ao mais. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas, partindo as razões do extraordinário de premissas diversas. Não houve negativa de prestação jurisdicional, e, sim, julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. A agravante alega, em extraordinário, que as provas colacionadas não poderiam fundamentar o decreto condenatório imposto, ante existência de legítima dúvida tendente a favorecer a ré. Ora, por meio do articulado, a agravante pretende, na verdade, reexaminar o quadro fático para concluir-se de forma diferente do assentado pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Está-se diante de conflito que tem desfecho no Tribunal local. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na espécie, de procedimento cujo rito os exclua. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Supremo Tribunal Federal ARE 991589 AGR / SP 20. E, no que se refere à pena de prestação pecuniária, consistente no pagamento de uma cesta básica mensal no valor de um salário mínimo à entidade pública ou privada de assistência a idosos, foi justa e adequada, não havendo inconformismo da defesa do réu. 21. Afastada a preliminar de prescrição pelo E. Superior Tribunal de Justiça, dá-se parcial provimento ao recurso da defesa de IRENE MARIA MARANGONI MINHOLO, apenas para adequar a pena de multa na mesma proporção da pena privativa de liberdade imposta, restando definitivamente fixada em 02 (dois) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, mais o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa. Mantida a r. decisão de primeiro grau quanto ao mais. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas, partindo as razões do extraordinário de premissas diversas. Não houve negativa de prestação jurisdicional, e, sim, julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. A agravante alega, em extraordinário, que as provas colacionadas não poderiam fundamentar o decreto condenatório imposto, ante existência de legítima dúvida tendente a favorecer a ré. Ora, por meio do articulado, a agravante pretende, na verdade, reexaminar o quadro fático para concluir-se de forma diferente do assentado pelo Colegiado de origem, o que é defeso em sede extraordinária. Está-se diante de conflito que tem desfecho no Tribunal local. Ante o quadro, desprovejo o agravo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na espécie, de procedimento cujo rito os exclua. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022480. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS (88552/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867043 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : IRENE MARIA MARANGONI MIGNOLO ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS (88552/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867043 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991 . 589", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991 . 589", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991 . 589", "ARE 991589 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 991589 AGR / SP", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 991589 AGR / SP", "ARE 991589 AGR /", "ARE 991589 AGR / SP", "ARE 991589 AGR / SP", "ARE 991589 AGR / SP", "ARE 991589 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "parágrafos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 171 , PARÁGRAFO 3 . . . 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DO Código Penal Brasileiro", "ARTIGO 59 CÓDIGO PENAL", "artigo 171 , § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "§ 3 . . . , do artigo 171 , do Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "§ 3 . . . do art . 171 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . , do artigo 171 , do Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "§ 3 . . . do art . 171 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Bebedouro", "/", "SP", "Bebedouro", "/", "SP", "Bebedouro", "/", "SP", "Bebedouro", "/", "SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) :SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) :SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA INTEGRANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A reclamação revela-se incabível quando invocado, como ato reclamado, decisão de Ministro ou de composição colegiada de turma integrante do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl 13.996-AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, Pleno, DJe de 11/6/2013; Rcl 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009 e Rcl nº 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 2. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839380. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) :SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) :SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Clarice Pereira Pinto e outro contra decisão de minha lavra, cuja ementa foi assim redigida: “RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO CONTRA ATO DE MINISTRO OU TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. Os agravantes sustentam a inexistência de disposição legal acerca da inadmissibilidade de reclamação contra ato de Ministro ou Turma deste Supremo Tribunal Federal, porquanto “nem o artigo 102, I, l da Constituição Federal e nem o artigo 156 do Regimento dessa Suprema Corte de Justiça impõem critérios legais para o cabimento e processamento da Reclamação Constitucional”. Reiteram que, na hipótese dos autos, houve afronta ao devido processo legal dada a omissão da composição colegiada da 2ª Turma deste Supremo Tribunal Federal em conhecer e julgar o mérito dos terceiros Embargos de Declaração opostos no Agravo de Instrumento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) :SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) :SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Clarice Pereira Pinto e outro contra decisão de minha lavra, cuja ementa foi assim redigida: “RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO CONTRA ATO DE MINISTRO OU TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. Os agravantes sustentam a inexistência de disposição legal acerca da inadmissibilidade de reclamação contra ato de Ministro ou Turma deste Supremo Tribunal Federal, porquanto “nem o artigo 102, I, l da Constituição Federal e nem o artigo 156 do Regimento dessa Suprema Corte de Justiça impõem critérios legais para o cabimento e processamento da Reclamação Constitucional”. Reiteram que, na hipótese dos autos, houve afronta ao devido processo legal dada a omissão da composição colegiada da 2ª Turma deste Supremo Tribunal Federal em conhecer e julgar o mérito dos terceiros Embargos de Declaração opostos no Agravo de Instrumento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 15790 AGR / DF 856.833/DF. Asseveram, com amparo na Súmula 356/STF, que “esse STF tem precedentes no sentido de que caso a parte tenha levantado a questão no recurso de apelação e, após, tenha opostos embargos de declaração, mas o órgão julgador continua a se recusar a apreciar a questão, nada mais poderia se exigir da parte, devendo se reputar como prequestionada a matéria”, Requerem seja dado provimento ao agravo regimental com o provimento da reclamação “para reformar a r. decisão agravada, no sentido de garantir a autoridade da decisão dessa Suprema Corte quanto acolher os declaratórios, eis que persiste o Superior Tribunal de Justiça no vício de procedimento, qual seja, a não observância do devido processo legal, ordenando- se, assim, o regular prosseguimento do feito, por ser de Direito e mais lídima Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Supremo Tribunal Federal RCL 15790 AGR / DF 856.833/DF. Asseveram, com amparo na Súmula 356/STF, que “esse STF tem precedentes no sentido de que caso a parte tenha levantado a questão no recurso de apelação e, após, tenha opostos embargos de declaração, mas o órgão julgador continua a se recusar a apreciar a questão, nada mais poderia se exigir da parte, devendo se reputar como prequestionada a matéria”, Requerem seja dado provimento ao agravo regimental com o provimento da reclamação “para reformar a r. decisão agravada, no sentido de garantir a autoridade da decisão dessa Suprema Corte quanto acolher os declaratórios, eis que persiste o Superior Tribunal de Justiça no vício de procedimento, qual seja, a não observância do devido processo legal, ordenando- se, assim, o regular prosseguimento do feito, por ser de Direito e mais lídima Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes. A parte, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, l, e art. 103-A, § 3º, da CF). Contudo, na esteira da orientação jurisprudencial firmada por este Supremo Tribunal Federal, reafirmo a impossibilidade do ajuizamento da ação constitucional para arguir ofensa à autoridade de decisão de seus Ministros ou de sua composição colegiada. Confira-se, a propósito, os precedentes desta Corte Suprema: “RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO STF. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.996-AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes. A parte, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, l, e art. 103-A, § 3º, da CF). Contudo, na esteira da orientação jurisprudencial firmada por este Supremo Tribunal Federal, reafirmo a impossibilidade do ajuizamento da ação constitucional para arguir ofensa à autoridade de decisão de seus Ministros ou de sua composição colegiada. Confira-se, a propósito, os precedentes desta Corte Suprema: “RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO STF. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.996-AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 15790 AGR / DF Pleno, DJe de 11/6/2013). “RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE- PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl nº 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Por derradeiro, registro que o ato reclamado consiste em acórdão da 2ª Turma deste STF no qual negado seguimento aos Terceiros Embargos de Declaração no AI 856.533/DF (Rel. Min. Celso de Mello, Julgado em 9/4/2013), considerados manifestamente protelatórios, ensejando, por conseguinte, a condenação dos embargantes, ora agravantes, ao pagamento de multa. Eis a ementa do acórdão: “E M E N T A: TERCEIROS EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Supremo Tribunal Federal RCL 15790 AGR / DF Pleno, DJe de 11/6/2013). “RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE- PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl nº 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Por derradeiro, registro que o ato reclamado consiste em acórdão da 2ª Turma deste STF no qual negado seguimento aos Terceiros Embargos de Declaração no AI 856.533/DF (Rel. Min. Celso de Mello, Julgado em 9/4/2013), considerados manifestamente protelatórios, ensejando, por conseguinte, a condenação dos embargantes, ora agravantes, ao pagamento de multa. Eis a ementa do acórdão: “E M E N T A: TERCEIROS EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 15790 AGR / DF DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REVESTIDOS DE CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – REITERAÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – IMPOSIÇÃO DE MULTA NO VALOR MÁXIMO (10%) E DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS”. Desse modo, ainda que superado o óbice processual, é de se concluir pela regularidade do processamento e julgamento do indigitado feito, sobressaindo a intenção dos agravantes no revolvimento da matéria apreciada em demasia por esta Corte, culminando, inclusive, com a imposição de multa em desfavor da parte. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Supremo Tribunal Federal RCL 15790 AGR / DF DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REVESTIDOS DE CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – REITERAÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – IMPOSIÇÃO DE MULTA NO VALOR MÁXIMO (10%) E DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS”. Desse modo, ainda que superado o óbice processual, é de se concluir pela regularidade do processamento e julgamento do indigitado feito, sobressaindo a intenção dos agravantes no revolvimento da matéria apreciada em demasia por esta Corte, culminando, inclusive, com a imposição de multa em desfavor da parte. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) : SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) : SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894462 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) : SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) : SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915278
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA INTEGRANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A reclamação revela-se incabível quando invocado, como ato reclamado, decisão de Ministro ou de composição colegiada de turma integrante do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl 13.996-AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, Pleno, DJe de 11/6/2013; Rcl 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009 e Rcl nº 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 2. Agravo regimental desprovido.
sjur294575
- Acórdão(s) citado(s): (RCL, DECISÃO DE TURMA DO STF) Rcl 4591 AgR (TP), Rcl 8301 AgR (TP), Rcl 13996 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 13/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
15790
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 15790 AgR
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AGTE.(S) : CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) : SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) : SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) :SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) :SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA INTEGRANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A reclamação revela-se incabível quando invocado, como ato reclamado, decisão de Ministro ou de composição colegiada de turma integrante do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl 13.996-AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, Pleno, DJe de 11/6/2013; Rcl 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009 e Rcl n 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 2. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839380. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) :SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) :SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Clarice Pereira Pinto e outro contra decisão de minha lavra, cuja ementa foi assim redigida: “RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO CONTRA ATO DE MINISTRO OU TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. Os agravantes sustentam a inexistência de disposição legal acerca da inadmissibilidade de reclamação contra ato de Ministro ou Turma deste Supremo Tribunal Federal, porquanto “nem o artigo 102, I, l da Constituição Federal e nem o artigo 156 do Regimento dessa Suprema Corte de Justiça impõem critérios legais para o cabimento e processamento da Reclamação Constitucional”. Reiteram que, na hipótese dos autos, houve afronta ao devido processo legal dada a omissão da composição colegiada da 2... Turma deste Supremo Tribunal Federal em conhecer e julgar o mérito dos terceiros Embargos de Declaração opostos no Agravo de Instrumento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) :SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) :SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Clarice Pereira Pinto e outro contra decisão de minha lavra, cuja ementa foi assim redigida: “RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DA RECLAMAÇÃO CONTRA ATO DE MINISTRO OU TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. Os agravantes sustentam a inexistência de disposição legal acerca da inadmissibilidade de reclamação contra ato de Ministro ou Turma deste Supremo Tribunal Federal, porquanto “nem o artigo 102, I, l da Constituição Federal e nem o artigo 156 do Regimento dessa Suprema Corte de Justiça impõem critérios legais para o cabimento e processamento da Reclamação Constitucional”. Reiteram que, na hipótese dos autos, houve afronta ao devido processo legal dada a omissão da composição colegiada da 2... Turma deste Supremo Tribunal Federal em conhecer e julgar o mérito dos terceiros Embargos de Declaração opostos no Agravo de Instrumento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 15790 AGR / DF 856.833/DF. Asseveram, com amparo na Súmula 356/Supremo Tribunal Federal, que “esse Supremo Tribunal Federal tem precedentes no sentido de que caso a parte tenha levantado a questão no recurso de apelação e, após, tenha opostos embargos de declaração, mas o órgão julgador continua a se recusar a apreciar a questão, nada mais poderia se exigir da parte, devendo se reputar como prequestionada a matéria”, Requerem seja dado provimento ao agravo regimental com o provimento da reclamação “para reformar a r. decisão agravada, no sentido de garantir a autoridade da decisão dessa Suprema Corte quanto acolher os declaratórios, eis que persiste o Superior Tribunal de Justiça no vício de procedimento, qual seja, a não observância do devido processo legal, ordenando- se, assim, o regular prosseguimento do feito, por ser de Direito e mais lídima Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Supremo Tribunal Federal RCL 15790 AGR / DF 856.833/DF. Asseveram, com amparo na Súmula 356/Supremo Tribunal Federal, que “esse Supremo Tribunal Federal tem precedentes no sentido de que caso a parte tenha levantado a questão no recurso de apelação e, após, tenha opostos embargos de declaração, mas o órgão julgador continua a se recusar a apreciar a questão, nada mais poderia se exigir da parte, devendo se reputar como prequestionada a matéria”, Requerem seja dado provimento ao agravo regimental com o provimento da reclamação “para reformar a r. decisão agravada, no sentido de garantir a autoridade da decisão dessa Suprema Corte quanto acolher os declaratórios, eis que persiste o Superior Tribunal de Justiça no vício de procedimento, qual seja, a não observância do devido processo legal, ordenando- se, assim, o regular prosseguimento do feito, por ser de Direito e mais lídima Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839381. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes. A parte, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, l, e art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Contudo, na esteira da orientação jurisprudencial firmada por este Supremo Tribunal Federal, reafirmo a impossibilidade do ajuizamento da ação constitucional para arguir ofensa à autoridade de decisão de seus Ministros ou de sua composição colegiada. Confira-se, a propósito, os precedentes desta Corte Suprema: “RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3..., limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do Supremo Tribunal Federal que usurpa a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.996-AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes. A parte, em seu recurso, não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, l, e art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Contudo, na esteira da orientação jurisprudencial firmada por este Supremo Tribunal Federal, reafirmo a impossibilidade do ajuizamento da ação constitucional para arguir ofensa à autoridade de decisão de seus Ministros ou de sua composição colegiada. Confira-se, a propósito, os precedentes desta Corte Suprema: “RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3..., limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do Supremo Tribunal Federal que usurpa a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 13.996-AgR, Relator Ministro Teori Zavascki, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 15790 AGR / DF Pleno, DJe de 11/6/2013). “RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE- PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl n 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl n 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Por derradeiro, registro que o ato reclamado consiste em acórdão da 2... Turma deste Supremo Tribunal Federal no qual negado seguimento aos Terceiros Embargos de Declaração no AI 856.533/DF (Rel. Min. Celso de Mello, Julgado em 9/4/2013), considerados manifestamente protelatórios, ensejando, por conseguinte, a condenação dos embargantes, ora agravantes, ao pagamento de multa. Eis a ementa do acórdão: “E M E N T A: TERCEIROS EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Supremo Tribunal Federal RCL 15790 AGR / DF Pleno, DJe de 11/6/2013). “RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE- PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl n 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl n 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Por derradeiro, registro que o ato reclamado consiste em acórdão da 2... Turma deste Supremo Tribunal Federal no qual negado seguimento aos Terceiros Embargos de Declaração no AI 856.533/DF (Rel. Min. Celso de Mello, Julgado em 9/4/2013), considerados manifestamente protelatórios, ensejando, por conseguinte, a condenação dos embargantes, ora agravantes, ao pagamento de multa. Eis a ementa do acórdão: “E M E N T A: TERCEIROS EMBARGOS DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 15790 AGR / DF DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REVESTIDOS DE CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – REITERAÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – IMPOSIÇÃO DE MULTA NO VALOR MÁXIMO (10%) E DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS”. Desse modo, ainda que superado o óbice processual, é de se concluir pela regularidade do processamento e julgamento do indigitado feito, sobressaindo a intenção dos agravantes no revolvimento da matéria apreciada em demasia por esta Corte, culminando, inclusive, com a imposição de multa em desfavor da parte. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Supremo Tribunal Federal RCL 15790 AGR / DF DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REVESTIDOS DE CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – REITERAÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – IMPOSIÇÃO DE MULTA NO VALOR MÁXIMO (10%) E DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS”. Desse modo, ainda que superado o óbice processual, é de se concluir pela regularidade do processamento e julgamento do indigitado feito, sobressaindo a intenção dos agravantes no revolvimento da matéria apreciada em demasia por esta Corte, culminando, inclusive, com a imposição de multa em desfavor da parte. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7839382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) : SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) : SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894462 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.790 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CLARICE PEREIRA PINTO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLARICE PEREIRA PINTO AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO POUPEX - POUPEX ADV.(A/S) : SÍLVIO DA COSTA ALVES INTDO.(A/S) : SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 15 . 790", "Rcl 13 . 996 - AgR", "Rcl 4 . 591 - AgR", "Rcl n 8 . 301 - AgR", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 13 . 996 - AgR", "Rcl 13 . 996 - AgR", "RCL 15790 AGR / DF", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 316", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 916", "Rcl n 4 . 591 - AgR", "IMPUGNAÇÃO", "Rcl n 8 . 301 - AgR", "Embargos", "RCL 15790 AGR / DF Pleno", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 316", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 916", "Rcl n 4 . 591 - AgR", "Rcl n 8 . 301 - AgR", "RCL 15790 AGR", "RECLAMAÇÃO 15 . 790" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , I , l da Constituição Federal", "artigo 156 do Regimento dessa Suprema Corte de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , I , l da Constituição Federal", "artigo 156 do Regimento dessa Suprema Corte de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) :FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) :SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. NECESSIDADE DEMONSTRADA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. 2. O decreto de prisão preventiva fundamentou-se no fato de que “o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar”. 3. A sentença de pronúncia destacou “periculosidade elevada do réu”, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894831. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) :FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) :SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, com o seguinte teor: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 308.469, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante delito em 18.04.14, foi denunciado pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, I e IV, c/c o art. 14, II, do Código Penal, por ter, em tese, tentado matar a mulher com quem manteve um relacionamento amoroso, por não concordar com o término do namoro. O Juízo de origem, nos termos do art. 310, II, do Código de Processo Penal, converteu a prisão em flagrante em preventiva. Em sede de sentença de pronúncia, foi mantida a segregação cautelar. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja medida liminar foi deferida apenas para suspender o andamento da ação penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) :FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) :SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, com o seguinte teor: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 308.469, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante delito em 18.04.14, foi denunciado pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, I e IV, c/c o art. 14, II, do Código Penal, por ter, em tese, tentado matar a mulher com quem manteve um relacionamento amoroso, por não concordar com o término do namoro. O Juízo de origem, nos termos do art. 310, II, do Código de Processo Penal, converteu a prisão em flagrante em preventiva. Em sede de sentença de pronúncia, foi mantida a segregação cautelar. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja medida liminar foi deferida apenas para suspender o andamento da ação penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 125642 AGR / SP mantendo, contudo, a prisão do paciente. Dessa decisão, sobreveio impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 308.469, Ministro Sebastião Reis Júnior, indeferiu liminarmente o writ, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. Neste habeas corpus, a defesa sustenta que ‘não se pode admitir que um Tribunal reconheça, ainda que liminarmente, a existência de uma nulidade apta a suspender o andamento de uma ação penal, porém atribua a maior punição decorrente dessa ilegalidade ao réu, que permanece preso cautelarmente’. Alega, ainda, que o paciente possui ‘ausência/limitação de movimento em ambas as mãos e necessidade de fisioterapia para tentativa de reversão do caso, o que não vem sendo realizado na prisão onde se encontra’. Daí o pedido de revogação da prisão processual. Decido. Inicialmente, observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP mantendo, contudo, a prisão do paciente. Dessa decisão, sobreveio impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 308.469, Ministro Sebastião Reis Júnior, indeferiu liminarmente o writ, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. Neste habeas corpus, a defesa sustenta que ‘não se pode admitir que um Tribunal reconheça, ainda que liminarmente, a existência de uma nulidade apta a suspender o andamento de uma ação penal, porém atribua a maior punição decorrente dessa ilegalidade ao réu, que permanece preso cautelarmente’. Alega, ainda, que o paciente possui ‘ausência/limitação de movimento em ambas as mãos e necessidade de fisioterapia para tentativa de reversão do caso, o que não vem sendo realizado na prisão onde se encontra’. Daí o pedido de revogação da prisão processual. Decido. Inicialmente, observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 125642 AGR / SP IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que ‘o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar’. Além disso, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na ‘periculosidade elevada do réu’, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. Nessas condições, não é o caso de concessão da ordem de ofício, especialmente porque o imediato conhecimento da matéria discutida neste processo acarretaria uma dupla supressão de instâncias. Notadamente se se considerar que o Supremo Tribunal Federal tem precedentes no sentido de que a fundada probabilidade de reiteração delitiva, a gravidade em concreto do crime e a periculosidade do agente constituem fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar (Cf. HC 122.370, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 11.09.14; RHC 121.399, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1º.08.14; RHC 120.977, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que ‘o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar’. Além disso, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na ‘periculosidade elevada do réu’, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. Nessas condições, não é o caso de concessão da ordem de ofício, especialmente porque o imediato conhecimento da matéria discutida neste processo acarretaria uma dupla supressão de instâncias. Notadamente se se considerar que o Supremo Tribunal Federal tem precedentes no sentido de que a fundada probabilidade de reiteração delitiva, a gravidade em concreto do crime e a periculosidade do agente constituem fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar (Cf. HC 122.370, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 11.09.14; RHC 121.399, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1º.08.14; RHC 120.977, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 125642 AGR / SP Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 25.06.14; HC 118.038, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.02.14). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus.” 2. A parte agravante alega que “a ilegalidade existente na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não diz respeito à existência ou não de fundamento para a prisão, mas consiste na manutenção do PACIENTE preso cautelarmente mesmo após a suspensão do andamento da ação penal, diante do reconhecimento de uma ilegalidade”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 25.06.14; HC 118.038, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.02.14). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus.” 2. A parte agravante alega que “a ilegalidade existente na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não diz respeito à existência ou não de fundamento para a prisão, mas consiste na manutenção do PACIENTE preso cautelarmente mesmo após a suspensão do andamento da ação penal, diante do reconhecimento de uma ilegalidade”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. No caso, é hipótese semelhante ao HC 119.161-ED, Rel. Min. Dias Toffoli: “Embargos de declaração em habeas corpus. Constitucional. Processual penal. Recurso oposto contra decisão monocrática. Não cabimento. Conversão em agravo regimental. Possibilidade. Precedentes. Impetração dirigida contra decisão monocrática proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça na qual se indeferiu liminarmente ordem de habeas corpus. Inadmissível dupla supressão de instância. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora não admissíveis, podem ser convertidos em agravo regimental, na esteira da uníssona jurisprudência da Suprema Corte. 2. O habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça foi indeferido liminarmente pelo relator porque as questões ali levadas para discussão e trazidas no presente writ não teriam sido objeto de análise de forma definitiva pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual apenas analisou o pleito liminar formulado e o indeferiu. Portanto, a apreciação pela Corte dos temas trazidos à baila na presente impetração, de forma originária, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. No caso, é hipótese semelhante ao HC 119.161-ED, Rel. Min. Dias Toffoli: “Embargos de declaração em habeas corpus. Constitucional. Processual penal. Recurso oposto contra decisão monocrática. Não cabimento. Conversão em agravo regimental. Possibilidade. Precedentes. Impetração dirigida contra decisão monocrática proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça na qual se indeferiu liminarmente ordem de habeas corpus. Inadmissível dupla supressão de instância. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora não admissíveis, podem ser convertidos em agravo regimental, na esteira da uníssona jurisprudência da Suprema Corte. 2. O habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça foi indeferido liminarmente pelo relator porque as questões ali levadas para discussão e trazidas no presente writ não teriam sido objeto de análise de forma definitiva pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual apenas analisou o pleito liminar formulado e o indeferiu. Portanto, a apreciação pela Corte dos temas trazidos à baila na presente impetração, de forma originária, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125642 AGR / SP configuraria, flagrantemente, verdadeira dupla supressão de instância, o que não se admite. 3. Agravo regimental não provido.” 3. Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que “o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar”. Ademais, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na “periculosidade elevada do réu”, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. 4. Por fim, “a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não são suficientes para modificar a decisão ora agravada.” (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP configuraria, flagrantemente, verdadeira dupla supressão de instância, o que não se admite. 3. Agravo regimental não provido.” 3. Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que “o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar”. Ademais, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na “periculosidade elevada do réu”, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. 4. Por fim, “a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não são suficientes para modificar a decisão ora agravada.” (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866547. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) : FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) : SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894532 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) : FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) : SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915187
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. NECESSIDADE DEMONSTRADA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. 2. O decreto de prisão preventiva fundamentou-se no fato de que “o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar”. 3. A sentença de pronúncia destacou “periculosidade elevada do réu”, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294573
- Acórdão(s) citado(s): (HC, CONTRARIEDADE, DECISÃO MONOCRÁTICA) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 119161 ED (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT). (AGRAVO REGIMENTAL, REITERAÇÃO, ARGUMENTAÇÃO, PETIÇÃO INICIAL) HC 115560 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 23/04/2015, IMC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
125642
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 125642 AgR
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AGTE.(S) : FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) : FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) : SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) :FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) :SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. NECESSIDADE DEMONSTRADA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. 2. O decreto de prisão preventiva fundamentou-se no fato de que “o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar”. 3. A sentença de pronúncia destacou “periculosidade elevada do réu”, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894831. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) :FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) :SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, com o seguinte teor: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 308.469, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante delito em 18.04.14, foi denunciado pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2..., I e IV, c/c o art. 14, II, do Código Penal, por ter, em tese, tentado matar a mulher com quem manteve um relacionamento amoroso, por não concordar com o término do namoro. O Juízo de origem, nos termos do art. 310, II, do Código de Processo Penal, converteu a prisão em flagrante em preventiva. Em sede de sentença de pronúncia, foi mantida a segregação cautelar. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja medida liminar foi deferida apenas para suspender o andamento da ação penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) :FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) :SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, com o seguinte teor: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o HC 308.469, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que o paciente, preso em flagrante delito em 18.04.14, foi denunciado pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2..., I e IV, c/c o art. 14, II, do Código Penal, por ter, em tese, tentado matar a mulher com quem manteve um relacionamento amoroso, por não concordar com o término do namoro. O Juízo de origem, nos termos do art. 310, II, do Código de Processo Penal, converteu a prisão em flagrante em preventiva. Em sede de sentença de pronúncia, foi mantida a segregação cautelar. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, cuja medida liminar foi deferida apenas para suspender o andamento da ação penal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 125642 AGR / SP mantendo, contudo, a prisão do paciente. Dessa decisão, sobreveio impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 308.469, Ministro Sebastião Reis Júnior, indeferiu liminarmente o writ, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. Neste habeas corpus, a defesa sustenta que ‘não se pode admitir que um Tribunal reconheça, ainda que liminarmente, a existência de uma nulidade apta a suspender o andamento de uma ação penal, porém atribua a maior punição decorrente dessa ilegalidade ao réu, que permanece preso cautelarmente’. Alega, ainda, que o paciente possui ‘ausência/limitação de movimento em ambas as mãos e necessidade de fisioterapia para tentativa de reversão do caso, o que não vem sendo realizado na prisão onde se encontra’. Daí o pedido de revogação da prisão processual. Decido. Inicialmente, observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP mantendo, contudo, a prisão do paciente. Dessa decisão, sobreveio impetração de HC no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 308.469, Ministro Sebastião Reis Júnior, indeferiu liminarmente o writ, por entender inviável a supressão de instância pretendida pela defesa. Neste habeas corpus, a defesa sustenta que ‘não se pode admitir que um Tribunal reconheça, ainda que liminarmente, a existência de uma nulidade apta a suspender o andamento de uma ação penal, porém atribua a maior punição decorrente dessa ilegalidade ao réu, que permanece preso cautelarmente’. Alega, ainda, que o paciente possui ‘ausência/limitação de movimento em ambas as mãos e necessidade de fisioterapia para tentativa de reversão do caso, o que não vem sendo realizado na prisão onde se encontra’. Daí o pedido de revogação da prisão processual. Decido. Inicialmente, observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 125642 AGR / SP IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que ‘o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar’. Além disso, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na ‘periculosidade elevada do réu’, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. Nessas condições, não é o caso de concessão da ordem de ofício, especialmente porque o imediato conhecimento da matéria discutida neste processo acarretaria uma dupla supressão de instâncias. Notadamente se se considerar que o Supremo Tribunal Federal tem precedentes no sentido de que a fundada probabilidade de reiteração delitiva, a gravidade em concreto do crime e a periculosidade do agente constituem fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar (Cf. HC 122.370, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 11.09.14; RHC 121.399, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1....08.14; RHC 120.977, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que ‘o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar’. Além disso, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na ‘periculosidade elevada do réu’, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. Nessas condições, não é o caso de concessão da ordem de ofício, especialmente porque o imediato conhecimento da matéria discutida neste processo acarretaria uma dupla supressão de instâncias. Notadamente se se considerar que o Supremo Tribunal Federal tem precedentes no sentido de que a fundada probabilidade de reiteração delitiva, a gravidade em concreto do crime e a periculosidade do agente constituem fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar (Cf. HC 122.370, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 11.09.14; RHC 121.399, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1....08.14; RHC 120.977, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 125642 AGR / SP Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 25.06.14; HC 118.038, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.02.14). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus.” 2. A parte agravante alega que “a ilegalidade existente na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não diz respeito à existência ou não de fundamento para a prisão, mas consiste na manutenção do PACIENTE preso cautelarmente mesmo após a suspensão do andamento da ação penal, diante do reconhecimento de uma ilegalidade”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 25.06.14; HC 118.038, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25.02.14). Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus.” 2. A parte agravante alega que “a ilegalidade existente na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não diz respeito à existência ou não de fundamento para a prisão, mas consiste na manutenção do PACIENTE preso cautelarmente mesmo após a suspensão do andamento da ação penal, diante do reconhecimento de uma ilegalidade”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. No caso, é hipótese semelhante ao HC 119.161-ED, Rel. Min. Dias Toffoli: “Embargos de declaração em habeas corpus. Constitucional. Processual penal. Recurso oposto contra decisão monocrática. Não cabimento. Conversão em agravo regimental. Possibilidade. Precedentes. Impetração dirigida contra decisão monocrática proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça na qual se indeferiu liminarmente ordem de habeas corpus. Inadmissível dupla supressão de instância. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora não admissíveis, podem ser convertidos em agravo regimental, na esteira da uníssona jurisprudência da Suprema Corte. 2. O habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça foi indeferido liminarmente pelo relator porque as questões ali levadas para discussão e trazidas no presente writ não teriam sido objeto de análise de forma definitiva pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual apenas analisou o pleito liminar formulado e o indeferiu. Portanto, a apreciação pela Corte dos temas trazidos à baila na presente impetração, de forma originária, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido, foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. No caso, é hipótese semelhante ao HC 119.161-ED, Rel. Min. Dias Toffoli: “Embargos de declaração em habeas corpus. Constitucional. Processual penal. Recurso oposto contra decisão monocrática. Não cabimento. Conversão em agravo regimental. Possibilidade. Precedentes. Impetração dirigida contra decisão monocrática proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça na qual se indeferiu liminarmente ordem de habeas corpus. Inadmissível dupla supressão de instância. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora não admissíveis, podem ser convertidos em agravo regimental, na esteira da uníssona jurisprudência da Suprema Corte. 2. O habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça foi indeferido liminarmente pelo relator porque as questões ali levadas para discussão e trazidas no presente writ não teriam sido objeto de análise de forma definitiva pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual apenas analisou o pleito liminar formulado e o indeferiu. Portanto, a apreciação pela Corte dos temas trazidos à baila na presente impetração, de forma originária, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125642 AGR / SP configuraria, flagrantemente, verdadeira dupla supressão de instância, o que não se admite. 3. Agravo regimental não provido.” 3. Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que “o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar”. Ademais, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na “periculosidade elevada do réu”, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. 4. Por fim, “a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não são suficientes para modificar a decisão ora agravada.” (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Supremo Tribunal Federal HC 125642 AGR / SP configuraria, flagrantemente, verdadeira dupla supressão de instância, o que não se admite. 3. Agravo regimental não provido.” 3. Ademais, da documentação que instrui a petição inicial deste habeas corpus, verifico que o Juízo de origem decretou a prisão preventiva do paciente, sob o fundamento de que “o episódio de violência contra a pessoa não se trata de caso isolado na vida do acusado, que já possui condenação recente por crime de lesão corporal no ambiente doméstico e familiar”. Ademais, na sentença de pronúncia, o magistrado manteve a prisão cautelar, com respaldo na “periculosidade elevada do réu”, evidenciada pela gravidade em concreto do crime. 4. Por fim, “a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não são suficientes para modificar a decisão ora agravada.” (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7894833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866547. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) : FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) : SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894532 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.642 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FERNANDO CEZAR ADV.(A/S) : FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA ADV.(A/S) : SERGEI COBRA ARBEX E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 308.469 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 642", "HC n 308 . 469", "HABEAS CORPUS 125 . 642 SÃO", "HC n 308 . 469", "HC 308 . 469 ,", "HABEAS CORPUS 125 . 642", "HC n 308 . 469", "HC 308 . 469 ,", "HC 125642 AGR / SP", "HC 308 . 469", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 125642 AGR / SP", "HC 308 . 469", "HC 113 . 468", "HC 117 .", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 125642 AGR / SP", "Súmula 283 desta Corte", "HC 122 . 370", "RHC 121 . 399", "RHC 120 . 977", "HC 125642 AGR / SP", "HC 122 . 370", "RHC 121 . 399", "RHC 120 . 977", "HC 125642 AGR / SP", "HC 118 . 038", "HC 125642 AGR / SP", "HC 118 . 038", "HABEAS CORPUS 125 . 642", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 119 . 161 - ED", "HABEAS CORPUS 125 . 642 SÃO", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 119 . 161 - ED", "HC 125642 AGR / SP", "HC 115 . 560 - AgR", "HC 125642 AGR / SP", "HC 115 . 560 - AgR", "HABEAS CORPUS 125 . 642", "HABEAS CORPUS 125 . 642", "HABEAS CORPUS 125 . 642", "HC n 308 . 469", "HABEAS CORPUS 125 . 642", "HC n 308 . 469" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n", "artigo 121 , § 2 . . . , I e IV , c / c o art . 14 , II , do Código Penal", "art . 310 , II , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Primeira Turma", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO CEZAR", "FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA", "SERGEI COBRA ARBEX", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO CEZAR", "FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA", "SERGEI COBRA ARBEX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO CEZAR", "FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA", "SERGEI COBRA ARBEX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sebastião Reis Júnior", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo", "Lewandowski", "Sebastião Reis Júnior", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO CEZAR", "FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA", "SERGEI COBRA ARBEX", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO CEZAR", "FERNANDO HIDEO IOCHIDA LACERDA", "SERGEI COBRA ARBEX", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "18", ".", "04", ".", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "18", ".", "04", ".", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "09", ".", "14", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "09", ".", "14", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "06", ".", "14", "25", ".", "02", ".", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "06", ".", "14", "25", ".", "02", ".", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Indulto. Decreto nº 8.380/14. Extinção da punibilidade. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. Homologação judicial após esse prazo. Irrelevância. Precedente. Recurso não provido. 1. Nos termos do art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, “a declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto”. 2. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a homologação judicial ocorra a posteriori. 3. Em face do próprio texto legal, de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. 4. Com efeito, o art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave, não exigindo que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RHC 133443 / SC publicação. Precedente. 5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC publicação. Precedente. 5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Aduz o recorrente que seu pedido de indulto foi indeferido pelo juízo das execuções, ao fundamento de que “(...) praticou falta grave nos últimos doze meses contados retroativamente da data da publicação do Decreto nº 8.380/2014, mais especificamente em 24/9/2014 — decisão das fls. 1-10 dos autos do incidente de indulto. Inconformado com a decisão, o Recorrente, assistido pela Defensoria Pública, interpôs agravo em execução, sustentando que, nos termos do art. 5.º do Decreto n.º 8.380/2014, somente poderia impedir a concessão do indulto a falta grave praticada e devidamente homologada no período de 12 meses, contados retroativamente do dia 25/12/2014. E como já havia transcorrido o período sem a homologação da falta grave, seria imperativa a concessão do indulto ao PACIENTE, até mesmo pela determinação legal de prioridade de tramitação do pedido de indulto em relação aos demais incidentes no curso da execução penal (Decreto n.º 8.380/2014, art. 11, § 3.º) — fls. 1-9 dos autos do agravo 'de origem'. O TJSC, por sua Segunda Câmara Criminal, negou provimento ao recurso, sob o argumento de que a simples Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Aduz o recorrente que seu pedido de indulto foi indeferido pelo juízo das execuções, ao fundamento de que “(...) praticou falta grave nos últimos doze meses contados retroativamente da data da publicação do Decreto nº 8.380/2014, mais especificamente em 24/9/2014 — decisão das fls. 1-10 dos autos do incidente de indulto. Inconformado com a decisão, o Recorrente, assistido pela Defensoria Pública, interpôs agravo em execução, sustentando que, nos termos do art. 5.º do Decreto n.º 8.380/2014, somente poderia impedir a concessão do indulto a falta grave praticada e devidamente homologada no período de 12 meses, contados retroativamente do dia 25/12/2014. E como já havia transcorrido o período sem a homologação da falta grave, seria imperativa a concessão do indulto ao PACIENTE, até mesmo pela determinação legal de prioridade de tramitação do pedido de indulto em relação aos demais incidentes no curso da execução penal (Decreto n.º 8.380/2014, art. 11, § 3.º) — fls. 1-9 dos autos do agravo 'de origem'. O TJSC, por sua Segunda Câmara Criminal, negou provimento ao recurso, sob o argumento de que a simples Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RHC 133443 / SC prática de falta grave no período de 12 meses anteriores ao Decreto, ainda que reconhecida e homologada tardiamente (fora do referido período), impede a concessão do indulto – fls.16- 21 dos autos do agravo perante o TJSC. Contra essa decisão, foi impetrada ordem de habeas corpus perante o STJ, sem sucesso, contudo. A Corte da Cidadania não conheceu do writ em Acórdão assim ementado (…)”. Ao ver do recorrente, “o art. 5.º do referido Decreto condiciona a concessão de indulto à inexistência de prática de falta grave devidamente homologada, com aplicação de sanção, nos doze meses anteriores à sua publicação, ou seja, no período compreendido entre 25/12/2013 e 25/12/2014. No caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto nº 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto. No entanto, o Juízo de primeiro grau e o TJSC fazem uma leitura equivocada do art. 5º do Decreto nº 8.380/2014. O texto legal é explícito no sentido de que não basta a prática de falta grave no período, sendo indispensável também a homologação e aplicação de sanção no referido interregno, de modo que a apuração e homologação tardia da falta grave não constitui óbice à concessão do indulto. A regra constitucional da legalidade penal impede a interpretação demasiadamente extensiva em prejuízo do apenado emprestada pelo Órgão Colegiado do Tribunal de Justiça Catarinense e pelo STJ. Está, na verdade, a exigir requisito não previsto no Decreto Presidencial, de modo que, a um só tempo, vilipendia a regra da legalidade penal (CRFB/88, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC prática de falta grave no período de 12 meses anteriores ao Decreto, ainda que reconhecida e homologada tardiamente (fora do referido período), impede a concessão do indulto – fls.16- 21 dos autos do agravo perante o TJSC. Contra essa decisão, foi impetrada ordem de habeas corpus perante o STJ, sem sucesso, contudo. A Corte da Cidadania não conheceu do writ em Acórdão assim ementado (…)”. Ao ver do recorrente, “o art. 5.º do referido Decreto condiciona a concessão de indulto à inexistência de prática de falta grave devidamente homologada, com aplicação de sanção, nos doze meses anteriores à sua publicação, ou seja, no período compreendido entre 25/12/2013 e 25/12/2014. No caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto nº 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto. No entanto, o Juízo de primeiro grau e o TJSC fazem uma leitura equivocada do art. 5º do Decreto nº 8.380/2014. O texto legal é explícito no sentido de que não basta a prática de falta grave no período, sendo indispensável também a homologação e aplicação de sanção no referido interregno, de modo que a apuração e homologação tardia da falta grave não constitui óbice à concessão do indulto. A regra constitucional da legalidade penal impede a interpretação demasiadamente extensiva em prejuízo do apenado emprestada pelo Órgão Colegiado do Tribunal de Justiça Catarinense e pelo STJ. Está, na verdade, a exigir requisito não previsto no Decreto Presidencial, de modo que, a um só tempo, vilipendia a regra da legalidade penal (CRFB/88, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RHC 133443 / SC art. 5º, XXXIX) e usurpa a competência discricionária e exclusiva do Presidente da República para a concessão de indulto (CRFB/88, art. 84, XII). (…) Apenas acrescenta-se que a decisão que indeferiu o pedido de indulto, além de afrontar o art. 5.º, caput, do Decreto, violou ainda o § 3.º do art. 11 do Decreto, segundo o qual “[a] declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal”. É dizer: não há espaço para apreciação do incidente de homologação de falta grave anteriormente à análise do pedido de indulto”. Ante o exposto, requer o recorrente “(...) seja conhecido e provido o presente recurso a fim de que seja concedida a Ordem de habeas corpus, para que seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, para concedê-lo desde logo, declarante extinta a sua punibilidade com fundamento no art. 107, II, do Código Penal; subsidiariamente, seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, determinando-se que o Juízo de primeiro grau reaprecie imediatamente o pedido, ficando vedada nova denegação fundamentada em falta grave homologada fora do interregno de 25/12/2013 a 25/12/2014”. Após contrarrazões, os autos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, pelo parecer da Subprocuradora-Geral da República Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC art. 5º, XXXIX) e usurpa a competência discricionária e exclusiva do Presidente da República para a concessão de indulto (CRFB/88, art. 84, XII). (…) Apenas acrescenta-se que a decisão que indeferiu o pedido de indulto, além de afrontar o art. 5.º, caput, do Decreto, violou ainda o § 3.º do art. 11 do Decreto, segundo o qual “[a] declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal”. É dizer: não há espaço para apreciação do incidente de homologação de falta grave anteriormente à análise do pedido de indulto”. Ante o exposto, requer o recorrente “(...) seja conhecido e provido o presente recurso a fim de que seja concedida a Ordem de habeas corpus, para que seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, para concedê-lo desde logo, declarante extinta a sua punibilidade com fundamento no art. 107, II, do Código Penal; subsidiariamente, seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, determinando-se que o Juízo de primeiro grau reaprecie imediatamente o pedido, ficando vedada nova denegação fundamentada em falta grave homologada fora do interregno de 25/12/2013 a 25/12/2014”. Após contrarrazões, os autos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, pelo parecer da Subprocuradora-Geral da República Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência do impetrante contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2.º, do Código de Processo Penal. EXECUÇÃO PENAL. INDULTO. DECRETO 8.380/2014. FALTA GRAVE PRATICADA NO PRAZO MENCIONADO PELA NORMA. HOMOLOGAÇÃO POSTERIOR. BENEFÍCIO INDEFERIDO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ENTENDIMENTO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE STJ. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A concessão do indulto prevista no Decreto 8.380/2014 fica condicionada ao não cometimento de falta disciplinar de natureza grave nos 12 (doze) meses anteriores à publicação da norma, não se mostrando adequada a interpretação que desconsidera o apontado óbice no caso da não homologação do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC nº 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência do impetrante contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2.º, do Código de Processo Penal. EXECUÇÃO PENAL. INDULTO. DECRETO 8.380/2014. FALTA GRAVE PRATICADA NO PRAZO MENCIONADO PELA NORMA. HOMOLOGAÇÃO POSTERIOR. BENEFÍCIO INDEFERIDO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ENTENDIMENTO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE STJ. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A concessão do indulto prevista no Decreto 8.380/2014 fica condicionada ao não cometimento de falta disciplinar de natureza grave nos 12 (doze) meses anteriores à publicação da norma, não se mostrando adequada a interpretação que desconsidera o apontado óbice no caso da não homologação do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC procedimento disciplinar respectivo dentro desse período. 2. Impor que a apuração seja finalizada dentro do lapso temporal mencionado implica tornar sem efeito a norma e conferir real imunidade a todos os apenados que cometam falta grave próximo ao final do ano, já que, nessa hipótese, a apuração da infração dificilmente poderá ser concluída antes da edição do tradicional Decreto de indulto natalino. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem manteve o indeferimento do benefício ao paciente, ao fundamento de que a falta grave praticada pelo sentenciado, em 24-9-2014, isto é, no período compreendido nos 12 (doze) meses anteriores à entrada em vigor do Decreto n.º 8.380/2014, e homologada pelo Juízo competente em 7-5-2015, impede o deferimento do indulto, em consonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. Ausência de constrangimento ilegal. 4. Writ não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge a recorrente. Inexiste ilegalidade flagrante a ser reparada. Dispõe o art. 5º do Decreto nº 8.380/14: “Art. 5º A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto.” Como destacado nas razões recursais, “[n]o caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC procedimento disciplinar respectivo dentro desse período. 2. Impor que a apuração seja finalizada dentro do lapso temporal mencionado implica tornar sem efeito a norma e conferir real imunidade a todos os apenados que cometam falta grave próximo ao final do ano, já que, nessa hipótese, a apuração da infração dificilmente poderá ser concluída antes da edição do tradicional Decreto de indulto natalino. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem manteve o indeferimento do benefício ao paciente, ao fundamento de que a falta grave praticada pelo sentenciado, em 24-9-2014, isto é, no período compreendido nos 12 (doze) meses anteriores à entrada em vigor do Decreto n.º 8.380/2014, e homologada pelo Juízo competente em 7-5-2015, impede o deferimento do indulto, em consonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. Ausência de constrangimento ilegal. 4. Writ não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge a recorrente. Inexiste ilegalidade flagrante a ser reparada. Dispõe o art. 5º do Decreto nº 8.380/14: “Art. 5º A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto.” Como destacado nas razões recursais, “[n]o caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto n.º 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto.” Cinge-se a controvérsia, portanto, a determinar se a homologação judicial da sanção por falta grave, para obstar o indulto ou a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto, tal como sustenta o recorrente, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a decisão judicial se dê a posteriori, como reconheceu o acórdão recorrido. A meu sentir, não somente em face do próprio texto legal, como também de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. Com efeito, o art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, limita-se a impor a homologação judicial da sanção por falta grave, mas não exige que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de nem sequer haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. Mutatis mutandis, como destacado na AP nº 512/BA-AgR, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 20/4/12, “[a] jurisprudência desta Casa de Justiça é firme no sentido de que o benefício da suspensão condicional do processo pode ser revogado mesmo após o período de prova, desde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. A melhor interpretação do art. 89, § 4º, da Lei 9.099/95 leva à conclusão de que não há óbice a que o juiz decida após o final do período de prova (cf. HC 84.593/SP, Primeira Turma, da minha relatoria, DJ 03/12/2004). Precedentes de ambas as 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto n.º 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto.” Cinge-se a controvérsia, portanto, a determinar se a homologação judicial da sanção por falta grave, para obstar o indulto ou a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto, tal como sustenta o recorrente, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a decisão judicial se dê a posteriori, como reconheceu o acórdão recorrido. A meu sentir, não somente em face do próprio texto legal, como também de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. Com efeito, o art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, limita-se a impor a homologação judicial da sanção por falta grave, mas não exige que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de nem sequer haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. Mutatis mutandis, como destacado na AP nº 512/BA-AgR, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 20/4/12, “[a] jurisprudência desta Casa de Justiça é firme no sentido de que o benefício da suspensão condicional do processo pode ser revogado mesmo após o período de prova, desde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. A melhor interpretação do art. 89, § 4º, da Lei 9.099/95 leva à conclusão de que não há óbice a que o juiz decida após o final do período de prova (cf. HC 84.593/SP, Primeira Turma, da minha relatoria, DJ 03/12/2004). Precedentes de ambas as 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC Turmas”. Nesse sentido, aliás, recentemente decidiu esta Segunda Turma, no HC nº 132.236/SP, de minha relatoria, DJe de 27/9/16, ao tratar de dispositivo equivalente do Decreto nº 7.872/12: “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Impetração dirigida contra decisão monocrática do relator de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Decisão não submetida ao crivo do colegiado. Ausência de interposição de agravo interno. Não exaurimento da instância antecedente. Óbice ao conhecimento do writ. Precedentes. Possibilidade de análise da questão, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Decreto nº 7.872/12. Comutação de pena. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. Homologação judicial após esse prazo. Irrelevância. Não conhecimento do habeas corpus. 1. Não se admite, por falta de exaurimento da instância antecedente, a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo interno. Precedentes. 2. Não obstante a hipótese de não conhecimento da impetração, nada impede que o Supremo Tribunal analise, de ofício, a questão, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se verifica na espécie. 3. Nos termos do art. 4º, caput, do Decreto nº 7.872/12, 'a declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, homologada pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto'. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC Turmas”. Nesse sentido, aliás, recentemente decidiu esta Segunda Turma, no HC nº 132.236/SP, de minha relatoria, DJe de 27/9/16, ao tratar de dispositivo equivalente do Decreto nº 7.872/12: “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Impetração dirigida contra decisão monocrática do relator de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Decisão não submetida ao crivo do colegiado. Ausência de interposição de agravo interno. Não exaurimento da instância antecedente. Óbice ao conhecimento do writ. Precedentes. Possibilidade de análise da questão, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Decreto nº 7.872/12. Comutação de pena. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. Homologação judicial após esse prazo. Irrelevância. Não conhecimento do habeas corpus. 1. Não se admite, por falta de exaurimento da instância antecedente, a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo interno. Precedentes. 2. Não obstante a hipótese de não conhecimento da impetração, nada impede que o Supremo Tribunal analise, de ofício, a questão, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se verifica na espécie. 3. Nos termos do art. 4º, caput, do Decreto nº 7.872/12, 'a declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, homologada pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto'. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC 4. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a homologação judicial ocorra a posteriori. 5. Em face do próprio texto legal de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. 6. Com efeito, o art. 4º, caput, do Decreto nº 7.872/12, limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave, não exigindo que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. 7. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 8. Habeas corpus do qual não se conhece”. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC 4. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a homologação judicial ocorra a posteriori. 5. Em face do próprio texto legal de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. 6. Com efeito, o art. 4º, caput, do Decreto nº 7.872/12, limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave, não exigindo que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. 7. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 8. Habeas corpus do qual não se conhece”. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Debate 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu não tenho aqui o texto do decreto, mas, pelo que eu ouvi da leitura feita da tribuna, o decreto fala em “cometido nos 12 meses anteriores". Até gostaria que o doutor Gustavo, se pudesse ler; pode ler, faz o favor, o texto do decreto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - "DECRETO Nº 8.380, Art. 5º - A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto." O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Fala em "cometidos nos doze meses antes". Portanto, parece-me que até por esse texto se pode concluir na forma como fez o Relator. Até porque haveria uma dificuldade também de mostrada no voto do Relator: se a falta é a cometida nos doze meses e ela não for apurada imediatamente, essa falta não vai ser contada para eventual indulto futuro, também. Então, a falta não teria nenhuma relevância para efeito de indulto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro, eu queria entrar nessa discussão, embora esteja examinando pela primeira vez esse tema. Eu vejo o seguinte, o art. 5º, caput, do Decreto 8.380, diz: "A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente" (...). Porque a falta grave - estou raciocinando até em voz alta -, eu estou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu não tenho aqui o texto do decreto, mas, pelo que eu ouvi da leitura feita da tribuna, o decreto fala em “cometido nos 12 meses anteriores". Até gostaria que o doutor Gustavo, se pudesse ler; pode ler, faz o favor, o texto do decreto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - "DECRETO Nº 8.380, Art. 5º - A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto." O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Fala em "cometidos nos doze meses antes". Portanto, parece-me que até por esse texto se pode concluir na forma como fez o Relator. Até porque haveria uma dificuldade também de mostrada no voto do Relator: se a falta é a cometida nos doze meses e ela não for apurada imediatamente, essa falta não vai ser contada para eventual indulto futuro, também. Então, a falta não teria nenhuma relevância para efeito de indulto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro, eu queria entrar nessa discussão, embora esteja examinando pela primeira vez esse tema. Eu vejo o seguinte, o art. 5º, caput, do Decreto 8.380, diz: "A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente" (...). Porque a falta grave - estou raciocinando até em voz alta -, eu estou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Debate RHC 133443 / SC lendo aqui a Lei de Execução Penal; no art. 50, que diz: "Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina; II - fugir; III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem; IV - provocar acidente de trabalho; V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas; VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo". Bem, a autoridade prisional, que é uma autoridade administrativa, pode, em tese, obstar o indulto, acusando um condenado ou um preso com relação ao qual ele não tenha simpatia de ter cometido uma falta grave um pouco antes do indulto, sem que ele tenha tido a oportunidade de se justificar diante do juízo, e assim obstando o indulto. Isso não é incomum nas prisões. Eu tenho, realmente, dúvidas com relação a isso. Porque o decreto e também a legislação aplicável exigem que o preso possa se justificar e se defender amplamente perante o juiz? É justamente para evitar essas perseguições que existem internamente, essa "plantação", por exemplo, de armas, de celulares. Recentemente nós vimos, num caso rumoroso, num estado do sul do País, em que se teria "plantado" uns tokens na cela de alguns acusados; e, depois de um procedimento judicial, provou-se que não eram deles esses tokens ou que esses tokens, salvo engano, tinham meras músicas, eram arquivos de meras músicas. Então, Ministro Toffoli, em princípio, penso que Vossa Excelência trouxe um voto muito substantivo, que nos faz refletir, mas eu tenho essa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC lendo aqui a Lei de Execução Penal; no art. 50, que diz: "Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina; II - fugir; III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem; IV - provocar acidente de trabalho; V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas; VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo". Bem, a autoridade prisional, que é uma autoridade administrativa, pode, em tese, obstar o indulto, acusando um condenado ou um preso com relação ao qual ele não tenha simpatia de ter cometido uma falta grave um pouco antes do indulto, sem que ele tenha tido a oportunidade de se justificar diante do juízo, e assim obstando o indulto. Isso não é incomum nas prisões. Eu tenho, realmente, dúvidas com relação a isso. Porque o decreto e também a legislação aplicável exigem que o preso possa se justificar e se defender amplamente perante o juiz? É justamente para evitar essas perseguições que existem internamente, essa "plantação", por exemplo, de armas, de celulares. Recentemente nós vimos, num caso rumoroso, num estado do sul do País, em que se teria "plantado" uns tokens na cela de alguns acusados; e, depois de um procedimento judicial, provou-se que não eram deles esses tokens ou que esses tokens, salvo engano, tinham meras músicas, eram arquivos de meras músicas. Então, Ministro Toffoli, em princípio, penso que Vossa Excelência trouxe um voto muito substantivo, que nos faz refletir, mas eu tenho essa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Debate RHC 133443 / SC dúvida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A situação é que nós teríamos uma aporia. Isso porque, se a falta grave é cometida, como disse o Ministro Teori Zavascki, e não há tempo de a sanção judicial chegar ainda nos doze meses do ano em curso, e se essa sanção judicial vem no ano seguinte, o decreto do ano seguinte vai colher a falta cometida apenas no seu ano calendário e não nos doze meses anteriores. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Porém, aí, Ministro Toffoli, Vossa Excelência me permite, é a questão sempre recorrente da falta de condições adequadas do Estado para fazer cumprir os direitos que tenham os presos. Por que não se faz a audiência de justificação dentro do prazo, imediatamente, em 24 ou 48 horas? Porque nós sabemos que os juízes não vão aos presídios. E é muito difícil, dada a quantidade de presos que existem no Brasil, 600 mil presos, e considerando as faltas que são cometidas, de se fazer o transporte adequado dos presos, que eles sejam ouvidos por um juiz. Então, vamos considerar uma falha do Estado, para não fazer essa audiência em tempo hábil, e obstar o indulto da pessoa. Como ela recupera a liberdade? Isso é irrecuperável, porquanto ela tem que passar mais tempo na prisão. É uma coisa muito séria. Temos súmula inclusive, a qual consigna se o Estado não tem estabelecimentos adequados para que o preso cumpra a sua sanção em regime semiaberto ou aberto e o mantém no fechado, é preciso dar uma solução para o problema. E o Judiciário tem dado uma solução para isso: ele não pode é ficar no regime fechado. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Se o juiz não homologa essa sanção? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Não homologa. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O juiz não homologa essa sanção, ele vai fazer jus ao indulto? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC dúvida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A situação é que nós teríamos uma aporia. Isso porque, se a falta grave é cometida, como disse o Ministro Teori Zavascki, e não há tempo de a sanção judicial chegar ainda nos doze meses do ano em curso, e se essa sanção judicial vem no ano seguinte, o decreto do ano seguinte vai colher a falta cometida apenas no seu ano calendário e não nos doze meses anteriores. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Porém, aí, Ministro Toffoli, Vossa Excelência me permite, é a questão sempre recorrente da falta de condições adequadas do Estado para fazer cumprir os direitos que tenham os presos. Por que não se faz a audiência de justificação dentro do prazo, imediatamente, em 24 ou 48 horas? Porque nós sabemos que os juízes não vão aos presídios. E é muito difícil, dada a quantidade de presos que existem no Brasil, 600 mil presos, e considerando as faltas que são cometidas, de se fazer o transporte adequado dos presos, que eles sejam ouvidos por um juiz. Então, vamos considerar uma falha do Estado, para não fazer essa audiência em tempo hábil, e obstar o indulto da pessoa. Como ela recupera a liberdade? Isso é irrecuperável, porquanto ela tem que passar mais tempo na prisão. É uma coisa muito séria. Temos súmula inclusive, a qual consigna se o Estado não tem estabelecimentos adequados para que o preso cumpra a sua sanção em regime semiaberto ou aberto e o mantém no fechado, é preciso dar uma solução para o problema. E o Judiciário tem dado uma solução para isso: ele não pode é ficar no regime fechado. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Se o juiz não homologa essa sanção? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Não homologa. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O juiz não homologa essa sanção, ele vai fazer jus ao indulto? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Debate RHC 133443 / SC Posteriormente? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Também a concessão do indulto não ocorre também imediatamente no ato do decreto. Existe um processo de identificação. Ou seja, são dois procedimentos: quando há uma falta grave, há um procedimento para declaração da falta grave, anotação da falta grave - a lei, o decreto, salvo engano, fala em declaração ou aplicação da sanção por falta grave. E quando é editado o decreto de indulto, há um outro procedimento ou um incidente de execução para verificação das condições do indulto. Eu suponho que, havendo a instauração de um incidente para verificação do indulto e haja pendência de apuração haverá exame simultâneo. No momento que apurar que houve falta, não se dá o indulto. No momento que apurar que não houve falta, concede-se o indulto. Penso que é isso que deve ter acontecido aqui neste caso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O meu temor é de que os indultos, em geral, recaiam sobre aqueles condenados que tenham penas muito pequenas ainda a cumprir ou pouca pena a cumprir. É possível que um procedimento dessa natureza leve mais tempo do que a condenação a qual ele ainda tem a cumprir. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Agora, tem um decurso de tempo que é ineliminável. Se a apuração da falta grave demanda um contraditório, demanda-se um tempo para que isso ocorra. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal, nas ações de execução penal, classe criada recentemente por esta Corte na presidência do Ministro Joaquim Barbosa, houve pedidos de declaração, salvo engano, de extinção de punibilidade, por exemplo, de José Genoíno Neto. Obviamente que esse é um processo que não se dá ali naquele momento em que sai o decreto. É um procedimento que é analisado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC Posteriormente? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Também a concessão do indulto não ocorre também imediatamente no ato do decreto. Existe um processo de identificação. Ou seja, são dois procedimentos: quando há uma falta grave, há um procedimento para declaração da falta grave, anotação da falta grave - a lei, o decreto, salvo engano, fala em declaração ou aplicação da sanção por falta grave. E quando é editado o decreto de indulto, há um outro procedimento ou um incidente de execução para verificação das condições do indulto. Eu suponho que, havendo a instauração de um incidente para verificação do indulto e haja pendência de apuração haverá exame simultâneo. No momento que apurar que houve falta, não se dá o indulto. No momento que apurar que não houve falta, concede-se o indulto. Penso que é isso que deve ter acontecido aqui neste caso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O meu temor é de que os indultos, em geral, recaiam sobre aqueles condenados que tenham penas muito pequenas ainda a cumprir ou pouca pena a cumprir. É possível que um procedimento dessa natureza leve mais tempo do que a condenação a qual ele ainda tem a cumprir. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Agora, tem um decurso de tempo que é ineliminável. Se a apuração da falta grave demanda um contraditório, demanda-se um tempo para que isso ocorra. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal, nas ações de execução penal, classe criada recentemente por esta Corte na presidência do Ministro Joaquim Barbosa, houve pedidos de declaração, salvo engano, de extinção de punibilidade, por exemplo, de José Genoíno Neto. Obviamente que esse é um processo que não se dá ali naquele momento em que sai o decreto. É um procedimento que é analisado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Debate RHC 133443 / SC Alguns meses depois, o Ministro Relator - salvo engano, Ministro Luís Roberto Barroso - declarou a extinção de punibilidade, em razão da concessão do indulto. Realmente, é um procedimento que não é de chofre, não é de imediato. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É, eu reconheço isso. Talvez nós tivéssemos dizer que esse procedimento deva ter prioridade sobre os demais, quando se trata de alguém que tem direito ao indulto, ou que esse procedimento deve ser realizado em prazo razoável. Vossa Excelência não se animaria a colocar isso no seu voto? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - A própria lei diz que há uma prioridade. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Já há uma prioridade, eu ouvi isso; mas quando se trata de um candidato ao indulto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - Posso ler, Excelência? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sim. O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - O § 3º do artigo 11 diz o seguinte: "§ 3º - A declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal." O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Penso que, talvez, as defensorias possam até apresentar ao CNJ uma proposta, algum tipo de sugestão, a respeito desse tema. Porque isso diz respeito muito mais à Administração da Justiça do que a um caso isolado e específico, embora sejam os casos isolados e específicos que levem a mudanças e, evidentemente, a transformações de paradigmas. Fica aqui a sugestão, obiter dictum, de as defensorias, tanto da União quanto dos estados, levantarem esses elementos, visto que o doutor Gustavo apresentou que tem sido recorrente a demora nessa 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC Alguns meses depois, o Ministro Relator - salvo engano, Ministro Luís Roberto Barroso - declarou a extinção de punibilidade, em razão da concessão do indulto. Realmente, é um procedimento que não é de chofre, não é de imediato. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É, eu reconheço isso. Talvez nós tivéssemos dizer que esse procedimento deva ter prioridade sobre os demais, quando se trata de alguém que tem direito ao indulto, ou que esse procedimento deve ser realizado em prazo razoável. Vossa Excelência não se animaria a colocar isso no seu voto? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - A própria lei diz que há uma prioridade. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Já há uma prioridade, eu ouvi isso; mas quando se trata de um candidato ao indulto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - Posso ler, Excelência? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sim. O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - O § 3º do artigo 11 diz o seguinte: "§ 3º - A declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal." O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Penso que, talvez, as defensorias possam até apresentar ao CNJ uma proposta, algum tipo de sugestão, a respeito desse tema. Porque isso diz respeito muito mais à Administração da Justiça do que a um caso isolado e específico, embora sejam os casos isolados e específicos que levem a mudanças e, evidentemente, a transformações de paradigmas. Fica aqui a sugestão, obiter dictum, de as defensorias, tanto da União quanto dos estados, levantarem esses elementos, visto que o doutor Gustavo apresentou que tem sido recorrente a demora nessa 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Debate RHC 133443 / SC análise, o que acaba prejudicando principalmente os mais desfavorecidos. Talvez a defensoria, então, apresente isso formalmente ao CNJ. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) - A Subprocuradora. A SENHORA ELA WIECKO (SUBPROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA) - Eu gostaria de observar que essa falta grave, se ela não obstar o indulto, ela pode ser e deverá entrar para a análise da progressão de regime. E me chama atenção que a lei fala: "na aplicação". Eu já faço uma interpretação diferente, acompanho aqui o entendimento da defensoria pública, de que essa aplicação deve ser dentro do prazo dos doze meses. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Enfim, mantenho meu voto, com essa sugestão. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC análise, o que acaba prejudicando principalmente os mais desfavorecidos. Talvez a defensoria, então, apresente isso formalmente ao CNJ. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) - A Subprocuradora. A SENHORA ELA WIECKO (SUBPROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA) - Eu gostaria de observar que essa falta grave, se ela não obstar o indulto, ela pode ser e deverá entrar para a análise da progressão de regime. E me chama atenção que a lei fala: "na aplicação". Eu já faço uma interpretação diferente, acompanho aqui o entendimento da defensoria pública, de que essa aplicação deve ser dentro do prazo dos doze meses. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Enfim, mantenho meu voto, com essa sugestão. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Acompanho. Quanto à observação da doutora Subprocuradora-Geral da República, não vejo como se possa aproveitar a possível falta grave e progressão de regime, se antes o apenado é beneficiado com indulto. De modo que acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829028. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Acompanho. Quanto à observação da doutora Subprocuradora-Geral da República, não vejo como se possa aproveitar a possível falta grave e progressão de regime, se antes o apenado é beneficiado com indulto. De modo que acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski - Eu, data venia, vou ficar vencido, por enquanto. Acho que o Ministro está trazendo um voto muito lógico e bem encadeado. Porém, diante dessa observação, agora, da nossa ilustre Subprocuradora-Geral, também entendo - e fazendo uma leitura mais estrita desse art. 5º - que o juízo da execução tem que dar um jeito de fazer esta audiência de justificação no prazo de 12 meses. Esse é o sentido da lei. Então, eu concedo a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12158586. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski - Eu, data venia, vou ficar vencido, por enquanto. Acho que o Ministro está trazendo um voto muito lógico e bem encadeado. Porém, diante dessa observação, agora, da nossa ilustre Subprocuradora-Geral, também entendo - e fazendo uma leitura mais estrita desse art. 5º - que o juízo da execução tem que dar um jeito de fazer esta audiência de justificação no prazo de 12 meses. Esse é o sentido da lei. Então, eu concedo a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12158586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 04/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Falou, pelo recorrente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público Federal. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899184 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Falou, pelo recorrente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público Federal. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12173108
2016-10-04T00:00:00
2016-12-09T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Falou, pelo recorrente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público Federal. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 4.10.2016.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Indulto. Decreto nº 8.380/14. Extinção da punibilidade. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. Homologação judicial após esse prazo. Irrelevância. Precedente. Recurso não provido. 1. Nos termos do art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, “a declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto”. 2. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a homologação judicial ocorra a posteriori. 3. Em face do próprio texto legal, de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. 4. Com efeito, o art. 5º, caput, do Decreto nº 8.380/14, limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave, não exigindo que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. Precedente. 5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 6. Recurso não provido.
sjur361635
- Acórdão(s) citado(s): (PRAZO, HOMOLOGAÇÃO JUDICIAL, FALTA GRAVE) AP 512 AgR (TP), HC 132236 (2ªT). Número de páginas: 19. Análise: 13/12/2016, JSF. Revisão: 15/12/2016, KBP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
133443
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00050 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004 INC-00005 INC-00006 INC-00007\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED DEC-008380 ANO-2014\n ART-00005 \"CAPUT\" ART-00011 PAR-00003\n DECRETO" ]
RHC
acordaos
RHC 133443
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RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Indulto. Decreto n 8.380/14. Extinção da punibilidade. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. Homologação judicial após esse prazo. Irrelevância. Precedente. Recurso não provido. 1. Nos termos do art. 5..., caput, do Decreto n 8.380/14, “a declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto”. 2. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a homologação judicial ocorra a posteriori. 3. Em face do próprio texto legal, de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. 4. Com efeito, o art. 5..., caput, do Decreto n 8.380/14, limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave, não exigindo que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RHC 133443 / SC publicação. Precedente. 5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC publicação. Precedente. 5. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 6. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908254. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Aduz o recorrente que seu pedido de indulto foi indeferido pelo juízo das execuções, ao fundamento de que “(...) praticou falta grave nos últimos doze meses contados retroativamente da data da publicação do Decreto n 8.380/2014, mais especificamente em 24/9/2014 — decisão das fls. 1-10 dos autos do incidente de indulto. Inconformado com a decisão, o Recorrente, assistido pela Defensoria Pública, interpôs agravo em execução, sustentando que, nos termos do art. 5. do Decreto n. 8.380/2014, somente poderia impedir a concessão do indulto a falta grave praticada e devidamente homologada no período de 12 meses, contados retroativamente do dia 25/12/2014. E como já havia transcorrido o período sem a homologação da falta grave, seria imperativa a concessão do indulto ao PACIENTE, até mesmo pela determinação legal de prioridade de tramitação do pedido de indulto em relação aos demais incidentes no curso da execução penal (Decreto n. 8.380/2014, art. 11, § 3.) — fls. 1-9 dos autos do agravo 'de origem'. O TJSC, por sua Segunda Câmara Criminal, negou provimento ao recurso, sob o argumento de que a simples Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Aduz o recorrente que seu pedido de indulto foi indeferido pelo juízo das execuções, ao fundamento de que “(...) praticou falta grave nos últimos doze meses contados retroativamente da data da publicação do Decreto n 8.380/2014, mais especificamente em 24/9/2014 — decisão das fls. 1-10 dos autos do incidente de indulto. Inconformado com a decisão, o Recorrente, assistido pela Defensoria Pública, interpôs agravo em execução, sustentando que, nos termos do art. 5. do Decreto n. 8.380/2014, somente poderia impedir a concessão do indulto a falta grave praticada e devidamente homologada no período de 12 meses, contados retroativamente do dia 25/12/2014. E como já havia transcorrido o período sem a homologação da falta grave, seria imperativa a concessão do indulto ao PACIENTE, até mesmo pela determinação legal de prioridade de tramitação do pedido de indulto em relação aos demais incidentes no curso da execução penal (Decreto n. 8.380/2014, art. 11, § 3.) — fls. 1-9 dos autos do agravo 'de origem'. O TJSC, por sua Segunda Câmara Criminal, negou provimento ao recurso, sob o argumento de que a simples Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RHC 133443 / SC prática de falta grave no período de 12 meses anteriores ao Decreto, ainda que reconhecida e homologada tardiamente (fora do referido período), impede a concessão do indulto – fls.16- 21 dos autos do agravo perante o TJSC. Contra essa decisão, foi impetrada ordem de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, sem sucesso, contudo. A Corte da Cidadania não conheceu do writ em Acórdão assim ementado (…)”. Ao ver do recorrente, “o art. 5. do referido Decreto condiciona a concessão de indulto à inexistência de prática de falta grave devidamente homologada, com aplicação de sanção, nos doze meses anteriores à sua publicação, ou seja, no período compreendido entre 25/12/2013 e 25/12/2014. No caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto n 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto. No entanto, o Juízo de primeiro grau e o TJSC fazem uma leitura equivocada do art. 5... do Decreto n 8.380/2014. O texto legal é explícito no sentido de que não basta a prática de falta grave no período, sendo indispensável também a homologação e aplicação de sanção no referido interregno, de modo que a apuração e homologação tardia da falta grave não constitui óbice à concessão do indulto. A regra constitucional da legalidade penal impede a interpretação demasiadamente extensiva em prejuízo do apenado emprestada pelo Órgão Colegiado do Tribunal de Justiça Catarinense e pelo Superior Tribunal de Justiça. Está, na verdade, a exigir requisito não previsto no Decreto Presidencial, de modo que, a um só tempo, vilipendia a regra da legalidade penal (CRFB/88, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC prática de falta grave no período de 12 meses anteriores ao Decreto, ainda que reconhecida e homologada tardiamente (fora do referido período), impede a concessão do indulto – fls.16- 21 dos autos do agravo perante o TJSC. Contra essa decisão, foi impetrada ordem de habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, sem sucesso, contudo. A Corte da Cidadania não conheceu do writ em Acórdão assim ementado (…)”. Ao ver do recorrente, “o art. 5. do referido Decreto condiciona a concessão de indulto à inexistência de prática de falta grave devidamente homologada, com aplicação de sanção, nos doze meses anteriores à sua publicação, ou seja, no período compreendido entre 25/12/2013 e 25/12/2014. No caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto n 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto. No entanto, o Juízo de primeiro grau e o TJSC fazem uma leitura equivocada do art. 5... do Decreto n 8.380/2014. O texto legal é explícito no sentido de que não basta a prática de falta grave no período, sendo indispensável também a homologação e aplicação de sanção no referido interregno, de modo que a apuração e homologação tardia da falta grave não constitui óbice à concessão do indulto. A regra constitucional da legalidade penal impede a interpretação demasiadamente extensiva em prejuízo do apenado emprestada pelo Órgão Colegiado do Tribunal de Justiça Catarinense e pelo Superior Tribunal de Justiça. Está, na verdade, a exigir requisito não previsto no Decreto Presidencial, de modo que, a um só tempo, vilipendia a regra da legalidade penal (CRFB/88, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RHC 133443 / SC art. 5..., XXXIX) e usurpa a competência discricionária e exclusiva do Presidente da República para a concessão de indulto (CRFB/88, art. 84, XII). (…) Apenas acrescenta-se que a decisão que indeferiu o pedido de indulto, além de afrontar o art. 5., caput, do Decreto, violou ainda o § 3. do art. 11 do Decreto, segundo o qual “[a] declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal”. É dizer: não há espaço para apreciação do incidente de homologação de falta grave anteriormente à análise do pedido de indulto”. Ante o exposto, requer o recorrente “(...) seja conhecido e provido o presente recurso a fim de que seja concedida a Ordem de habeas corpus, para que seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, para concedê-lo desde logo, declarante extinta a sua punibilidade com fundamento no art. 107, II, do Código Penal; subsidiariamente, seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, determinando-se que o Juízo de primeiro grau reaprecie imediatamente o pedido, ficando vedada nova denegação fundamentada em falta grave homologada fora do interregno de 25/12/2013 a 25/12/2014”. Após contrarrazões, os autos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, pelo parecer da Subprocuradora-Geral da República Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC art. 5..., XXXIX) e usurpa a competência discricionária e exclusiva do Presidente da República para a concessão de indulto (CRFB/88, art. 84, XII). (…) Apenas acrescenta-se que a decisão que indeferiu o pedido de indulto, além de afrontar o art. 5., caput, do Decreto, violou ainda o § 3. do art. 11 do Decreto, segundo o qual “[a] declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal”. É dizer: não há espaço para apreciação do incidente de homologação de falta grave anteriormente à análise do pedido de indulto”. Ante o exposto, requer o recorrente “(...) seja conhecido e provido o presente recurso a fim de que seja concedida a Ordem de habeas corpus, para que seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, para concedê-lo desde logo, declarante extinta a sua punibilidade com fundamento no art. 107, II, do Código Penal; subsidiariamente, seja DECLARADA a nulidade da decisão (e do acórdão que a ratificou) que indeferiu o pedido de concessão de indulto ao PACIENTE, determinando-se que o Juízo de primeiro grau reaprecie imediatamente o pedido, ficando vedada nova denegação fundamentada em falta grave homologada fora do interregno de 25/12/2013 a 25/12/2014”. Após contrarrazões, os autos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, pelo parecer da Subprocuradora-Geral da República Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência do impetrante contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2., do Código de Processo Penal. EXECUÇÃO PENAL. INDULTO. DECRETO 8.380/2014. FALTA GRAVE PRATICADA NO PRAZO MENCIONADO PELA NORMA. HOMOLOGAÇÃO POSTERIOR. BENEFÍCIO INDEFERIDO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ENTENDIMENTO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A concessão do indulto prevista no Decreto 8.380/2014 fica condicionada ao não cometimento de falta disciplinar de natureza grave nos 12 (doze) meses anteriores à publicação da norma, não se mostrando adequada a interpretação que desconsidera o apontado óbice no caso da não homologação do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto por Deivid de Souza Alves contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do HC n 335.248/SC, Relator o Ministro Jorge Mussi. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. NÃO CONHECIMENTO. 1. A via eleita se revela inadequada para a insurgência do impetrante contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. O alegado constrangimento ilegal será analisado para a verificação da eventual possibilidade de atuação ex officio, nos termos do artigo 654, § 2., do Código de Processo Penal. EXECUÇÃO PENAL. INDULTO. DECRETO 8.380/2014. FALTA GRAVE PRATICADA NO PRAZO MENCIONADO PELA NORMA. HOMOLOGAÇÃO POSTERIOR. BENEFÍCIO INDEFERIDO PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. ENTENDIMENTO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. A concessão do indulto prevista no Decreto 8.380/2014 fica condicionada ao não cometimento de falta disciplinar de natureza grave nos 12 (doze) meses anteriores à publicação da norma, não se mostrando adequada a interpretação que desconsidera o apontado óbice no caso da não homologação do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC procedimento disciplinar respectivo dentro desse período. 2. Impor que a apuração seja finalizada dentro do lapso temporal mencionado implica tornar sem efeito a norma e conferir real imunidade a todos os apenados que cometam falta grave próximo ao final do ano, já que, nessa hipótese, a apuração da infração dificilmente poderá ser concluída antes da edição do tradicional Decreto de indulto natalino. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem manteve o indeferimento do benefício ao paciente, ao fundamento de que a falta grave praticada pelo sentenciado, em 24-9-2014, isto é, no período compreendido nos 12 (doze) meses anteriores à entrada em vigor do Decreto n. 8.380/2014, e homologada pelo Juízo competente em 7-5-2015, impede o deferimento do indulto, em consonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. Ausência de constrangimento ilegal. 4. Writ não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge a recorrente. Inexiste ilegalidade flagrante a ser reparada. Dispõe o art. 5... do Decreto n 8.380/14: “Art. 5... A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto.” Como destacado nas razões recursais, “[n]o caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC procedimento disciplinar respectivo dentro desse período. 2. Impor que a apuração seja finalizada dentro do lapso temporal mencionado implica tornar sem efeito a norma e conferir real imunidade a todos os apenados que cometam falta grave próximo ao final do ano, já que, nessa hipótese, a apuração da infração dificilmente poderá ser concluída antes da edição do tradicional Decreto de indulto natalino. 3. No caso dos autos, o Tribunal de origem manteve o indeferimento do benefício ao paciente, ao fundamento de que a falta grave praticada pelo sentenciado, em 24-9-2014, isto é, no período compreendido nos 12 (doze) meses anteriores à entrada em vigor do Decreto n. 8.380/2014, e homologada pelo Juízo competente em 7-5-2015, impede o deferimento do indulto, em consonância com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. Ausência de constrangimento ilegal. 4. Writ não conhecido.” Essa é a razão por que se insurge a recorrente. Inexiste ilegalidade flagrante a ser reparada. Dispõe o art. 5... do Decreto n 8.380/14: “Art. 5... A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto.” Como destacado nas razões recursais, “[n]o caso concreto, o Recorrente teve seu pedido de indulto indeferido com fundamento único na homologação tardia (em 7/5/2015) de falta grave (prática de fato definido como crime doloso). Ou seja: partiu-se da premissa de que a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto n. 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto.” Cinge-se a controvérsia, portanto, a determinar se a homologação judicial da sanção por falta grave, para obstar o indulto ou a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto, tal como sustenta o recorrente, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a decisão judicial se dê a posteriori, como reconheceu o acórdão recorrido. A meu sentir, não somente em face do próprio texto legal, como também de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. Com efeito, o art. 5..., caput, do Decreto n 8.380/14, limita-se a impor a homologação judicial da sanção por falta grave, mas não exige que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de nem sequer haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. Mutatis mutandis, como destacado na AP n 512/BA-AgR, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 20/4/12, “[a] jurisprudência desta Casa de Justiça é firme no sentido de que o benefício da suspensão condicional do processo pode ser revogado mesmo após o período de prova, desde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. A melhor interpretação do art. 89, § 4..., da Lei 9.099/95 leva à conclusão de que não há óbice a que o juiz decida após o final do período de prova (cf. HC 84.593/SP, Primeira Turma, da minha relatoria, DJ 03/12/2004). Precedentes de ambas as 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC prática da falta grave nos 12 meses anteriores à publicação do Decreto n. 8.380/2014, ainda que homologada tardiamente, após a data da publicação do citado Decreto, impediria a concessão do indulto.” Cinge-se a controvérsia, portanto, a determinar se a homologação judicial da sanção por falta grave, para obstar o indulto ou a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto, tal como sustenta o recorrente, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a decisão judicial se dê a posteriori, como reconheceu o acórdão recorrido. A meu sentir, não somente em face do próprio texto legal, como também de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. Com efeito, o art. 5..., caput, do Decreto n 8.380/14, limita-se a impor a homologação judicial da sanção por falta grave, mas não exige que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de nem sequer haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. Mutatis mutandis, como destacado na AP n 512/BA-AgR, Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 20/4/12, “[a] jurisprudência desta Casa de Justiça é firme no sentido de que o benefício da suspensão condicional do processo pode ser revogado mesmo após o período de prova, desde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. A melhor interpretação do art. 89, § 4..., da Lei 9.099/95 leva à conclusão de que não há óbice a que o juiz decida após o final do período de prova (cf. HC 84.593/SP, Primeira Turma, da minha relatoria, DJ 03/12/2004). Precedentes de ambas as 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC Turmas”. Nesse sentido, aliás, recentemente decidiu esta Segunda Turma, no HC n 132.236/SP, de minha relatoria, DJe de 27/9/16, ao tratar de dispositivo equivalente do Decreto n 7.872/12: “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Impetração dirigida contra decisão monocrática do relator de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Decisão não submetida ao crivo do colegiado. Ausência de interposição de agravo interno. Não exaurimento da instância antecedente. Óbice ao conhecimento do writ. Precedentes. Possibilidade de análise da questão, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Decreto n 7.872/12. Comutação de pena. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. Homologação judicial após esse prazo. Irrelevância. Não conhecimento do habeas corpus. 1. Não se admite, por falta de exaurimento da instância antecedente, a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo interno. Precedentes. 2. Não obstante a hipótese de não conhecimento da impetração, nada impede que o Supremo Tribunal analise, de ofício, a questão, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se verifica na espécie. 3. Nos termos do art. 4..., caput, do Decreto n 7.872/12, 'a declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, homologada pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto'. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC Turmas”. Nesse sentido, aliás, recentemente decidiu esta Segunda Turma, no HC n 132.236/SP, de minha relatoria, DJe de 27/9/16, ao tratar de dispositivo equivalente do Decreto n 7.872/12: “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Impetração dirigida contra decisão monocrática do relator de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Decisão não submetida ao crivo do colegiado. Ausência de interposição de agravo interno. Não exaurimento da instância antecedente. Óbice ao conhecimento do writ. Precedentes. Possibilidade de análise da questão, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Decreto n 7.872/12. Comutação de pena. Indeferimento. Admissibilidade. Falta grave. Prática nos doze meses antecedentes à publicação do decreto em questão. Homologação judicial após esse prazo. Irrelevância. Não conhecimento do habeas corpus. 1. Não se admite, por falta de exaurimento da instância antecedente, a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo interno. Precedentes. 2. Não obstante a hipótese de não conhecimento da impetração, nada impede que o Supremo Tribunal analise, de ofício, a questão, nos casos de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se verifica na espécie. 3. Nos termos do art. 4..., caput, do Decreto n 7.872/12, 'a declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, homologada pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto'. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 133443 / SC 4. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a homologação judicial ocorra a posteriori. 5. Em face do próprio texto legal de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. 6. Com efeito, o art. 4..., caput, do Decreto n 7.872/12, limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave, não exigindo que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. 7. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 8. Habeas corpus do qual não se conhece”. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC 4. Cinge-se a controvérsia a determinar se a homologação judicial da aplicação de sanção por falta grave, para obstar a comutação de pena, necessariamente precisa se verificar no prazo de doze meses, contados retroativamente à data de publicação do decreto em questão, ou se é suficiente que a falta grave tenha sido praticada nesse interstício, ainda que a homologação judicial ocorra a posteriori. 5. Em face do próprio texto legal de sua ratio, exige-se apenas que a falta grave tenha sido cometida no prazo em questão. 6. Com efeito, o art. 4..., caput, do Decreto n 7.872/12, limita-se a impor a homologação judicial da aplicação da sanção por falta grave, não exigindo que ela tenha que se dar nos doze meses anteriores a sua publicação. 7. Não bastasse isso, uma vez que se exige a realização de audiência de justificação, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa, não faria sentido que a homologação judicial devesse ocorrer dentro daquele prazo, sob pena de não haver tempo hábil para a apuração de eventual falta grave praticada em data próxima à publicação do decreto. 8. Habeas corpus do qual não se conhece”. Com essas considerações, nego provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11908252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Debate 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu não tenho aqui o texto do decreto, mas, pelo que eu ouvi da leitura feita da tribuna, o decreto fala em “cometido nos 12 meses anteriores". Até gostaria que o doutor Gustavo, se pudesse ler; pode ler, faz o favor, o texto do decreto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - "DECRETO n 8.380, Art. 5... - A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto." O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Fala em "cometidos nos doze meses antes". Portanto, parece-me que até por esse texto se pode concluir na forma como fez o Relator. Até porque haveria uma dificuldade também de mostrada no voto do Relator: se a falta é a cometida nos doze meses e ela não for apurada imediatamente, essa falta não vai ser contada para eventual indulto futuro, também. Então, a falta não teria nenhuma relevância para efeito de indulto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro, eu queria entrar nessa discussão, embora esteja examinando pela primeira vez esse tema. Eu vejo o seguinte, o art. 5..., caput, do Decreto 8.380, diz: "A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente" (...). Porque a falta grave - estou raciocinando até em voz alta -, eu estou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA DEBATE O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Eu não tenho aqui o texto do decreto, mas, pelo que eu ouvi da leitura feita da tribuna, o decreto fala em “cometido nos 12 meses anteriores". Até gostaria que o doutor Gustavo, se pudesse ler; pode ler, faz o favor, o texto do decreto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - "DECRETO n 8.380, Art. 5... - A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente, em audiência de justificação, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, por falta disciplinar de natureza grave, prevista na Lei de Execução Penal, cometida nos doze meses de cumprimento da pena, contados retroativamente à data de publicação deste Decreto." O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Fala em "cometidos nos doze meses antes". Portanto, parece-me que até por esse texto se pode concluir na forma como fez o Relator. Até porque haveria uma dificuldade também de mostrada no voto do Relator: se a falta é a cometida nos doze meses e ela não for apurada imediatamente, essa falta não vai ser contada para eventual indulto futuro, também. Então, a falta não teria nenhuma relevância para efeito de indulto. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro, eu queria entrar nessa discussão, embora esteja examinando pela primeira vez esse tema. Eu vejo o seguinte, o art. 5..., caput, do Decreto 8.380, diz: "A declaração do indulto e da comutação de penas previstos neste Decreto fica condicionada à inexistência de aplicação de sanção, reconhecida pelo juízo competente" (...). Porque a falta grave - estou raciocinando até em voz alta -, eu estou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Debate RHC 133443 / SC lendo aqui a Lei de Execução Penal; no art. 50, que diz: "Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina; II - fugir; III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem; IV - provocar acidente de trabalho; V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas; VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo". Bem, a autoridade prisional, que é uma autoridade administrativa, pode, em tese, obstar o indulto, acusando um condenado ou um preso com relação ao qual ele não tenha simpatia de ter cometido uma falta grave um pouco antes do indulto, sem que ele tenha tido a oportunidade de se justificar diante do juízo, e assim obstando o indulto. Isso não é incomum nas prisões. Eu tenho, realmente, dúvidas com relação a isso. Porque o decreto e também a legislação aplicável exigem que o preso possa se justificar e se defender amplamente perante o juiz? É justamente para evitar essas perseguições que existem internamente, essa "plantação", por exemplo, de armas, de celulares. Recentemente nós vimos, num caso rumoroso, num estado do sul do País, em que se teria "plantado" uns tokens na cela de alguns acusados; e, depois de um procedimento judicial, provou-se que não eram deles esses tokens ou que esses tokens, salvo engano, tinham meras músicas, eram arquivos de meras músicas. Então, Ministro Toffoli, em princípio, penso que Vossa Excelência trouxe um voto muito substantivo, que nos faz refletir, mas eu tenho essa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC lendo aqui a Lei de Execução Penal; no art. 50, que diz: "Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que: I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina; II - fugir; III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem; IV - provocar acidente de trabalho; V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas; VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei. VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo". Bem, a autoridade prisional, que é uma autoridade administrativa, pode, em tese, obstar o indulto, acusando um condenado ou um preso com relação ao qual ele não tenha simpatia de ter cometido uma falta grave um pouco antes do indulto, sem que ele tenha tido a oportunidade de se justificar diante do juízo, e assim obstando o indulto. Isso não é incomum nas prisões. Eu tenho, realmente, dúvidas com relação a isso. Porque o decreto e também a legislação aplicável exigem que o preso possa se justificar e se defender amplamente perante o juiz? É justamente para evitar essas perseguições que existem internamente, essa "plantação", por exemplo, de armas, de celulares. Recentemente nós vimos, num caso rumoroso, num estado do sul do País, em que se teria "plantado" uns tokens na cela de alguns acusados; e, depois de um procedimento judicial, provou-se que não eram deles esses tokens ou que esses tokens, salvo engano, tinham meras músicas, eram arquivos de meras músicas. Então, Ministro Toffoli, em princípio, penso que Vossa Excelência trouxe um voto muito substantivo, que nos faz refletir, mas eu tenho essa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Debate RHC 133443 / SC dúvida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A situação é que nós teríamos uma aporia. Isso porque, se a falta grave é cometida, como disse o Ministro Teori Zavascki, e não há tempo de a sanção judicial chegar ainda nos doze meses do ano em curso, e se essa sanção judicial vem no ano seguinte, o decreto do ano seguinte vai colher a falta cometida apenas no seu ano calendário e não nos doze meses anteriores. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Porém, aí, Ministro Toffoli, Vossa Excelência me permite, é a questão sempre recorrente da falta de condições adequadas do Estado para fazer cumprir os direitos que tenham os presos. Por que não se faz a audiência de justificação dentro do prazo, imediatamente, em 24 ou 48 horas? Porque nós sabemos que os juízes não vão aos presídios. E é muito difícil, dada a quantidade de presos que existem no Brasil, 600 mil presos, e considerando as faltas que são cometidas, de se fazer o transporte adequado dos presos, que eles sejam ouvidos por um juiz. Então, vamos considerar uma falha do Estado, para não fazer essa audiência em tempo hábil, e obstar o indulto da pessoa. Como ela recupera a liberdade? Isso é irrecuperável, porquanto ela tem que passar mais tempo na prisão. É uma coisa muito séria. Temos súmula inclusive, a qual consigna se o Estado não tem estabelecimentos adequados para que o preso cumpra a sua sanção em regime semiaberto ou aberto e o mantém no fechado, é preciso dar uma solução para o problema. E o Judiciário tem dado uma solução para isso: ele não pode é ficar no regime fechado. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Se o juiz não homologa essa sanção? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Não homologa. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O juiz não homologa essa sanção, ele vai fazer jus ao indulto? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC dúvida. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A situação é que nós teríamos uma aporia. Isso porque, se a falta grave é cometida, como disse o Ministro Teori Zavascki, e não há tempo de a sanção judicial chegar ainda nos doze meses do ano em curso, e se essa sanção judicial vem no ano seguinte, o decreto do ano seguinte vai colher a falta cometida apenas no seu ano calendário e não nos doze meses anteriores. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Porém, aí, Ministro Toffoli, Vossa Excelência me permite, é a questão sempre recorrente da falta de condições adequadas do Estado para fazer cumprir os direitos que tenham os presos. Por que não se faz a audiência de justificação dentro do prazo, imediatamente, em 24 ou 48 horas? Porque nós sabemos que os juízes não vão aos presídios. E é muito difícil, dada a quantidade de presos que existem no Brasil, 600 mil presos, e considerando as faltas que são cometidas, de se fazer o transporte adequado dos presos, que eles sejam ouvidos por um juiz. Então, vamos considerar uma falha do Estado, para não fazer essa audiência em tempo hábil, e obstar o indulto da pessoa. Como ela recupera a liberdade? Isso é irrecuperável, porquanto ela tem que passar mais tempo na prisão. É uma coisa muito séria. Temos súmula inclusive, a qual consigna se o Estado não tem estabelecimentos adequados para que o preso cumpra a sua sanção em regime semiaberto ou aberto e o mantém no fechado, é preciso dar uma solução para o problema. E o Judiciário tem dado uma solução para isso: ele não pode é ficar no regime fechado. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Se o juiz não homologa essa sanção? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Não homologa. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O juiz não homologa essa sanção, ele vai fazer jus ao indulto? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Debate RHC 133443 / SC Posteriormente? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Também a concessão do indulto não ocorre também imediatamente no ato do decreto. Existe um processo de identificação. Ou seja, são dois procedimentos: quando há uma falta grave, há um procedimento para declaração da falta grave, anotação da falta grave - a lei, o decreto, salvo engano, fala em declaração ou aplicação da sanção por falta grave. E quando é editado o decreto de indulto, há um outro procedimento ou um incidente de execução para verificação das condições do indulto. Eu suponho que, havendo a instauração de um incidente para verificação do indulto e haja pendência de apuração haverá exame simultâneo. No momento que apurar que houve falta, não se dá o indulto. No momento que apurar que não houve falta, concede-se o indulto. Penso que é isso que deve ter acontecido aqui neste caso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O meu temor é de que os indultos, em geral, recaiam sobre aqueles condenados que tenham penas muito pequenas ainda a cumprir ou pouca pena a cumprir. É possível que um procedimento dessa natureza leve mais tempo do que a condenação a qual ele ainda tem a cumprir. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Agora, tem um decurso de tempo que é ineliminável. Se a apuração da falta grave demanda um contraditório, demanda-se um tempo para que isso ocorra. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal, nas ações de execução penal, classe criada recentemente por esta Corte na presidência do Ministro Joaquim Barbosa, houve pedidos de declaração, salvo engano, de extinção de punibilidade, por exemplo, de José Genoíno Neto. Obviamente que esse é um processo que não se dá ali naquele momento em que sai o decreto. É um procedimento que é analisado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC Posteriormente? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Sim. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Sim. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI – Também a concessão do indulto não ocorre também imediatamente no ato do decreto. Existe um processo de identificação. Ou seja, são dois procedimentos: quando há uma falta grave, há um procedimento para declaração da falta grave, anotação da falta grave - a lei, o decreto, salvo engano, fala em declaração ou aplicação da sanção por falta grave. E quando é editado o decreto de indulto, há um outro procedimento ou um incidente de execução para verificação das condições do indulto. Eu suponho que, havendo a instauração de um incidente para verificação do indulto e haja pendência de apuração haverá exame simultâneo. No momento que apurar que houve falta, não se dá o indulto. No momento que apurar que não houve falta, concede-se o indulto. Penso que é isso que deve ter acontecido aqui neste caso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - O meu temor é de que os indultos, em geral, recaiam sobre aqueles condenados que tenham penas muito pequenas ainda a cumprir ou pouca pena a cumprir. É possível que um procedimento dessa natureza leve mais tempo do que a condenação a qual ele ainda tem a cumprir. O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Agora, tem um decurso de tempo que é ineliminável. Se a apuração da falta grave demanda um contraditório, demanda-se um tempo para que isso ocorra. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Aqui mesmo no Supremo Tribunal Federal, nas ações de execução penal, classe criada recentemente por esta Corte na presidência do Ministro Joaquim Barbosa, houve pedidos de declaração, salvo engano, de extinção de punibilidade, por exemplo, de José Genoíno Neto. Obviamente que esse é um processo que não se dá ali naquele momento em que sai o decreto. É um procedimento que é analisado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Debate RHC 133443 / SC Alguns meses depois, o Ministro Relator - salvo engano, Ministro Luís Roberto Barroso - declarou a extinção de punibilidade, em razão da concessão do indulto. Realmente, é um procedimento que não é de chofre, não é de imediato. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É, eu reconheço isso. Talvez nós tivéssemos dizer que esse procedimento deva ter prioridade sobre os demais, quando se trata de alguém que tem direito ao indulto, ou que esse procedimento deve ser realizado em prazo razoável. Vossa Excelência não se animaria a colocar isso no seu voto? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - A própria lei diz que há uma prioridade. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Já há uma prioridade, eu ouvi isso; mas quando se trata de um candidato ao indulto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - Posso ler, Excelência? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sim. O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - O § 3... do artigo 11 diz o seguinte: "§ 3... - A declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal." O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Penso que, talvez, as defensorias possam até apresentar ao CNJ uma proposta, algum tipo de sugestão, a respeito desse tema. Porque isso diz respeito muito mais à Administração da Justiça do que a um caso isolado e específico, embora sejam os casos isolados e específicos que levem a mudanças e, evidentemente, a transformações de paradigmas. Fica aqui a sugestão, obiter dictum, de as defensorias, tanto da União quanto dos estados, levantarem esses elementos, visto que o doutor Gustavo apresentou que tem sido recorrente a demora nessa 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC Alguns meses depois, o Ministro Relator - salvo engano, Ministro Luís Roberto Barroso - declarou a extinção de punibilidade, em razão da concessão do indulto. Realmente, é um procedimento que não é de chofre, não é de imediato. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - É, eu reconheço isso. Talvez nós tivéssemos dizer que esse procedimento deva ter prioridade sobre os demais, quando se trata de alguém que tem direito ao indulto, ou que esse procedimento deve ser realizado em prazo razoável. Vossa Excelência não se animaria a colocar isso no seu voto? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - A própria lei diz que há uma prioridade. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Já há uma prioridade, eu ouvi isso; mas quando se trata de um candidato ao indulto? O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - Posso ler, Excelência? O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sim. O SENHOR GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO (DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL) - O § 3... do artigo 11 diz o seguinte: "§ 3... - A declaração de indulto e de comutação das penas terá preferência sobre a decisão de qualquer outro incidente no curso da execução penal." O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Penso que, talvez, as defensorias possam até apresentar ao CNJ uma proposta, algum tipo de sugestão, a respeito desse tema. Porque isso diz respeito muito mais à Administração da Justiça do que a um caso isolado e específico, embora sejam os casos isolados e específicos que levem a mudanças e, evidentemente, a transformações de paradigmas. Fica aqui a sugestão, obiter dictum, de as defensorias, tanto da União quanto dos estados, levantarem esses elementos, visto que o doutor Gustavo apresentou que tem sido recorrente a demora nessa 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Debate RHC 133443 / SC análise, o que acaba prejudicando principalmente os mais desfavorecidos. Talvez a defensoria, então, apresente isso formalmente ao CNJ. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) - A Subprocuradora. A SENHORA ELA WIECKO (SUBPROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA) - Eu gostaria de observar que essa falta grave, se ela não obstar o indulto, ela pode ser e deverá entrar para a análise da progressão de regime. E me chama atenção que a lei fala: "na aplicação". Eu já faço uma interpretação diferente, acompanho aqui o entendimento da defensoria pública, de que essa aplicação deve ser dentro do prazo dos doze meses. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Enfim, mantenho meu voto, com essa sugestão. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Supremo Tribunal Federal RHC 133443 / SC análise, o que acaba prejudicando principalmente os mais desfavorecidos. Talvez a defensoria, então, apresente isso formalmente ao CNJ. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (PRESIDENTE) - A Subprocuradora. A SENHORA ELA WIECKO (SUBPROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA) - Eu gostaria de observar que essa falta grave, se ela não obstar o indulto, ela pode ser e deverá entrar para a análise da progressão de regime. E me chama atenção que a lei fala: "na aplicação". Eu já faço uma interpretação diferente, acompanho aqui o entendimento da defensoria pública, de que essa aplicação deve ser dentro do prazo dos doze meses. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Enfim, mantenho meu voto, com essa sugestão. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Acompanho. Quanto à observação da doutora Subprocuradora-Geral da República, não vejo como se possa aproveitar a possível falta grave e progressão de regime, se antes o apenado é beneficiado com indulto. De modo que acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829028. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Acompanho. Quanto à observação da doutora Subprocuradora-Geral da República, não vejo como se possa aproveitar a possível falta grave e progressão de regime, se antes o apenado é beneficiado com indulto. De modo que acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski - Eu, data venia, vou ficar vencido, por enquanto. Acho que o Ministro está trazendo um voto muito lógico e bem encadeado. Porém, diante dessa observação, agora, da nossa ilustre Subprocuradora-Geral, também entendo - e fazendo uma leitura mais estrita desse art. 5... - que o juízo da execução tem que dar um jeito de fazer esta audiência de justificação no prazo de 12 meses. Esse é o sentido da lei. Então, eu concedo a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12158586. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 SANTA CATARINA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski - Eu, data venia, vou ficar vencido, por enquanto. Acho que o Ministro está trazendo um voto muito lógico e bem encadeado. Porém, diante dessa observação, agora, da nossa ilustre Subprocuradora-Geral, também entendo - e fazendo uma leitura mais estrita desse art. 5... - que o juízo da execução tem que dar um jeito de fazer esta audiência de justificação no prazo de 12 meses. Esse é o sentido da lei. Então, eu concedo a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12158586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 04/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Falou, pelo recorrente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público Federal. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899184 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.443 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : DEIVID DE SOUZA ALVES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Ricardo Lewandowski. Falou, pelo recorrente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público Federal. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Ela Wiecko. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11899184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133 . 443", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 /", "HC n 335 . 248 / SC", "HC n 335 . 248 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "HABEAS CORPUS 133 . 443", "HC n 335 . 248 / SC", "HC n 335 . 248 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "AP n 512 / BA - AgR", "HC 84 . 593 / SP", "RHC 133443 / SC", "AP n 512 / BA - AgR", "HC 84 . 593 / SP", "RHC 133443 / SC", "HC n 132 . 236 / SP", "RHC 133443 / SC", "HC n 132 . 236 / SP", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "HABEAS CORPUS 133 . 443", "HABEAS CORPUS 133 . 443", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RHC 133443 / SC", "RECURSO ORDINÁRIO" ], "LEGISLACAO": [ "Decreto n 8 . 380 / 14", "art . 5 . . . , caput , do Decreto n 8 . 380 / 14", "Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 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4 . . . , caput , do Decreto n 7 . 872 / 12", "Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , caput , do", "Decreto n 7 . 872 / 12", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , caput , do Decreto n 7 . 872 / 12", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO n 8 . 380 , Art . 5", "Lei de Execução Penal", "art . 5 . . . , caput , do Decreto 8 . 380", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO n 8 . 380 ,", "Lei de Execução Penal", "art . 5 . . . , caput , do Decreto 8 . 380", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 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"GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO", "DIAS TOFFOLI", "Gustavo", "Luís Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GUSTAVO DE ALMEIDA RIBEIRO", "DIAS TOFFOLI", "Gustavo", "GILMAR MENDES", "ELA WIECKO", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "ELA WIECKO", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DEIVID DE SOUZA ALVES", "Ricardo Lewandowski", "Gustavo de Almeida Ribeiro", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Ela Wiecko .", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "DEIVID DE SOUZA ALVES", "Ricardo Lewandowski", "Gustavo de Almeida Ribeiro", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Ela Wiecko", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "10", "/", "2016", "24", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) :JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Civil e Processual Civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 3. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 4. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960449. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 856654 ED / SP processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960449. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) :JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Roberto Moreira opõe tempestivos embargos de declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Roberto Moreira interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Sexta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘DIREITO SOCIETÁRIO. Ação em que se pleiteia a anulação de alterações contratuais, bem como apuração de haveres, pagamento de pro labore e indenização por danos morais e materiais. Prescrição da pretensão de anulação das deliberações dos sócios. Art. 286 da Lei nº 6.404/74 c.c. art. 18 do Decreto-lei nº 3708/19. Não reconhecimento dos vícios apontados pelo autor. Regularidade na exclusão do sócio. Pedido de apuração de haveres improcedente, na medida em que os balanços sociais demonstram Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) :JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Roberto Moreira opõe tempestivos embargos de declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Roberto Moreira interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Sexta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘DIREITO SOCIETÁRIO. Ação em que se pleiteia a anulação de alterações contratuais, bem como apuração de haveres, pagamento de pro labore e indenização por danos morais e materiais. Prescrição da pretensão de anulação das deliberações dos sócios. Art. 286 da Lei nº 6.404/74 c.c. art. 18 do Decreto-lei nº 3708/19. Não reconhecimento dos vícios apontados pelo autor. Regularidade na exclusão do sócio. Pedido de apuração de haveres improcedente, na medida em que os balanços sociais demonstram Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP patrimônio líquido negativo. Remuneração a título de pro labores que pressupõe efetiva prestação de serviços. Dano moral não reconhecido, porquanto os fatos ocorridos são considerados normais à vida empresarial. Improcedência mantida. RECURSO DESPROVIDO’. Sustenta-se, no recurso extraordinário, violação dos artigos 5º, incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, os dispositivos constitucionais apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP patrimônio líquido negativo. Remuneração a título de pro labores que pressupõe efetiva prestação de serviços. Dano moral não reconhecido, porquanto os fatos ocorridos são considerados normais à vida empresarial. Improcedência mantida. RECURSO DESPROVIDO’. Sustenta-se, no recurso extraordinário, violação dos artigos 5º, incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, os dispositivos constitucionais apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02). Ademais, depreende-se do acórdão recorrido que o Tribunal de Justiça concluiu pela prescrição da pretensão do autor, ora recorrente, de anular alterações do contrato social deliberadas pela sociedade com fundamento na Lei nº 6.404/74 e no conjunto fático-probatório da causa. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02). Ademais, depreende-se do acórdão recorrido que o Tribunal de Justiça concluiu pela prescrição da pretensão do autor, ora recorrente, de anular alterações do contrato social deliberadas pela sociedade com fundamento na Lei nº 6.404/74 e no conjunto fático-probatório da causa. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). Por outro lado, concluiu, ainda, a Corte a quo que as provas constantes dos autos, dentre as quais os balanços sociais, seriam suficientes à apuração de haveres, comprovando a ausência de patrimônio líquido positivo a ser dividido entre os sócios, motivo pelo qual não se faria necessária a realização de perícia. É certo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 634.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). Por outro lado, concluiu, ainda, a Corte a quo que as provas constantes dos autos, dentre as quais os balanços sociais, seriam suficientes à apuração de haveres, comprovando a ausência de patrimônio líquido positivo a ser dividido entre os sócios, motivo pelo qual não se faria necessária a realização de perícia. É certo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 634.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP (DJe de 31/8/11). Anote-se, por fim, que as questões relativas à regularidade da exclusão do recorrente do quadro social, à não configuração do dano moral e à inexistência de saldo devedor referente a pro labores foram solucionadas à luz da legislação infraconstitucional pertinente e das provas dos autos, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que mencionadas ofensas teriam sido devidamente prequestionadas. Aduz, in verbis, que, “(...) somente quando os balanços estavam positivos foi que o Embargante foi excluído da empresa, o que lhe acarretou consideráveis danos morais, além dos materiais. A empresa possuía patrimônio líquido positivo, o que se comprovaria pela prova técnica, fato que não ocorreu tendo em vista o indeferimento das provas. (…) A contradição se evidencia na medida em que sequer foi procedido o balanço de determinação para se apurar valores sob o crivo do contraditório e da ampla defesa... Há também omissão no v. acórdão, visto que a prova pericial visava justamente apurar o patrimônio e os haveres dos sócios... (…) Também não se aplica o ARE 634.228/RJ porque lá se refere à matéria trabalhista(...)”. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP (DJe de 31/8/11). Anote-se, por fim, que as questões relativas à regularidade da exclusão do recorrente do quadro social, à não configuração do dano moral e à inexistência de saldo devedor referente a pro labores foram solucionadas à luz da legislação infraconstitucional pertinente e das provas dos autos, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que mencionadas ofensas teriam sido devidamente prequestionadas. Aduz, in verbis, que, “(...) somente quando os balanços estavam positivos foi que o Embargante foi excluído da empresa, o que lhe acarretou consideráveis danos morais, além dos materiais. A empresa possuía patrimônio líquido positivo, o que se comprovaria pela prova técnica, fato que não ocorreu tendo em vista o indeferimento das provas. (…) A contradição se evidencia na medida em que sequer foi procedido o balanço de determinação para se apurar valores sob o crivo do contraditório e da ampla defesa... Há também omissão no v. acórdão, visto que a prova pericial visava justamente apurar o patrimônio e os haveres dos sócios... (…) Também não se aplica o ARE 634.228/RJ porque lá se refere à matéria trabalhista(...)”. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP Sustenta, ainda, no que diz respeito à prescrição, poder ser ela reconhecida em qualquer grau de jurisdição e que o prazo prescricional aplicável não seria o da Lei das Sociedades Anônimas, mas, sim, o constante do Código Civil. Afirma, por fim, não incidir no caso o óbice da Súmula nº 279/STF. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP Sustenta, ainda, no que diz respeito à prescrição, poder ser ela reconhecida em qualquer grau de jurisdição e que o prazo prescricional aplicável não seria o da Lei das Sociedades Anônimas, mas, sim, o constante do Código Civil. Afirma, por fim, não incidir no caso o óbice da Súmula nº 279/STF. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os dispositivos apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os dispositivos apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP DO STF. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, STJ. LEI Nº 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). Ademais, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP DO STF. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, STJ. LEI Nº 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11). Ademais, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresente suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresente suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Colhe-se, ainda, do voto condutor do acórdão recorrido: “Afasta-se a preliminar de cerceamento de defesa, pois as provas necessárias ao conhecimento da causa foram apresentadas pelos interessados. (…) Sobre os pedidos de apuração de haveres, vale consignar que, no período de interesse, o patrimônio líquido da sociedade era negativo, conforme os balanços de fls. 69/74. Portanto, a parcela correspondente às cotas sociais do apelante seria necessariamente negativa, com o que não faz jus a qualquer quantia a título de haveres.” Depreende-se do excerto transcrito que o Tribunal de Justiça considerou suficientes as provas coligidas aos autos para concluir pela inexistência de patrimônio a ser dividido pelos sócios, motivo pelo qual manteve o indeferimento da perícia requisitada pelo ora agravante. Assim, é certo que o presente caso se ajusta ao que fora decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Colhe-se, ainda, do voto condutor do acórdão recorrido: “Afasta-se a preliminar de cerceamento de defesa, pois as provas necessárias ao conhecimento da causa foram apresentadas pelos interessados. (…) Sobre os pedidos de apuração de haveres, vale consignar que, no período de interesse, o patrimônio líquido da sociedade era negativo, conforme os balanços de fls. 69/74. Portanto, a parcela correspondente às cotas sociais do apelante seria necessariamente negativa, com o que não faz jus a qualquer quantia a título de haveres.” Depreende-se do excerto transcrito que o Tribunal de Justiça considerou suficientes as provas coligidas aos autos para concluir pela inexistência de patrimônio a ser dividido pelos sócios, motivo pelo qual manteve o indeferimento da perícia requisitada pelo ora agravante. Assim, é certo que o presente caso se ajusta ao que fora decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP Essa conclusão independe da identidade dos temas de fundo debatidos no presente feito e no processo paradigma, uma vez que o cerne da discussão, em ambos os casos, é questão de natureza processual, não afeta ao mérito das demandas. Adotando a orientação supra, anote-se: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DESPESAS DE MANUTENÇÃO DE ASSOCIAÇÃO DE MORADORES. COBRANÇA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO - TEMA 424) E ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 792.643/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/12/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP Essa conclusão independe da identidade dos temas de fundo debatidos no presente feito e no processo paradigma, uma vez que o cerne da discussão, em ambos os casos, é questão de natureza processual, não afeta ao mérito das demandas. Adotando a orientação supra, anote-se: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DESPESAS DE MANUTENÇÃO DE ASSOCIAÇÃO DE MORADORES. COBRANÇA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO - TEMA 424) E ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 792.643/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/12/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Por fim, a análise das questões relativas ao prazo prescricional aplicável, se o da Lei nº 6.404/74 ou se o do Código Civil, assim como de sua efetiva fluência ou não não desafiam recurso extraordinário, haja vista não dispensarem o prévio exame da legislação infraconstitucional citada nem dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Por fim, a análise das questões relativas ao prazo prescricional aplicável, se o da Lei nº 6.404/74 ou se o do Código Civil, assim como de sua efetiva fluência ou não não desafiam recurso extraordinário, haja vista não dispensarem o prévio exame da legislação infraconstitucional citada nem dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP 636 e 279/STF. Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP 636 e 279/STF. Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) : JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894775 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) : JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894775 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8006782
2015-02-10T00:00:00
2015-03-13T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Civil e Processual Civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 3. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 4. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 6. Agravo regimental não provido.
sjur296016
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 607071 ED (1ªT), ARE 735586 AgR (1ªT). (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 791292 QO-RG, RE 792124 AgR (2ªT), AI 860205 AgR (2ªT). (INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) ARE 639228 RG, ARE 670866 AgR (1ªT), AI 792643 AgR (2ªT). Número de páginas: 17. Análise: 30/03/2015, BMP.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
856654
[ "LEG-FED LEI-006404 ANO-1974\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 856654 ED
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EMBTE.(S) : PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) : JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) :JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) EMENTA Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Civil e Processual Civil. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Indeferimento de diligência probatória. Inexistência de repercussão geral. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 3. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes). 4. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960449. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 856654 ED / SP processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960449. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 5. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960449. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) :JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Roberto Moreira opõe tempestivos embargos de declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Roberto Moreira interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Sexta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘DIREITO SOCIETÁRIO. Ação em que se pleiteia a anulação de alterações contratuais, bem como apuração de haveres, pagamento de pro labore e indenização por danos morais e materiais. Prescrição da pretensão de anulação das deliberações dos sócios. Art. 286 da Lei n 6.404/74 c.c. art. 18 do Decreto-lei n 3708/19. Não reconhecimento dos vícios apontados pelo autor. Regularidade na exclusão do sócio. Pedido de apuração de haveres improcedente, na medida em que os balanços sociais demonstram Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) :EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) :JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Roberto Moreira opõe tempestivos embargos de declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Roberto Moreira interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Sexta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘DIREITO SOCIETÁRIO. Ação em que se pleiteia a anulação de alterações contratuais, bem como apuração de haveres, pagamento de pro labore e indenização por danos morais e materiais. Prescrição da pretensão de anulação das deliberações dos sócios. Art. 286 da Lei n 6.404/74 c.c. art. 18 do Decreto-lei n 3708/19. Não reconhecimento dos vícios apontados pelo autor. Regularidade na exclusão do sócio. Pedido de apuração de haveres improcedente, na medida em que os balanços sociais demonstram Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP patrimônio líquido negativo. Remuneração a título de pro labores que pressupõe efetiva prestação de serviços. Dano moral não reconhecido, porquanto os fatos ocorridos são considerados normais à vida empresarial. Improcedência mantida. RECURSO DESPROVIDO’. Sustenta-se, no recurso extraordinário, violação dos artigos 5..., incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, os dispositivos constitucionais apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP patrimônio líquido negativo. Remuneração a título de pro labores que pressupõe efetiva prestação de serviços. Dano moral não reconhecido, porquanto os fatos ocorridos são considerados normais à vida empresarial. Improcedência mantida. RECURSO DESPROVIDO’. Sustenta-se, no recurso extraordinário, violação dos artigos 5..., incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. Com efeito, os dispositivos constitucionais apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02). Ademais, depreende-se do acórdão recorrido que o Tribunal de Justiça concluiu pela prescrição da pretensão do autor, ora recorrente, de anular alterações do contrato social deliberadas pela sociedade com fundamento na Lei n 6.404/74 e no conjunto fático-probatório da causa. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02). Ademais, depreende-se do acórdão recorrido que o Tribunal de Justiça concluiu pela prescrição da pretensão do autor, ora recorrente, de anular alterações do contrato social deliberadas pela sociedade com fundamento na Lei n 6.404/74 e no conjunto fático-probatório da causa. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à interpretação da legislação infraconstitucional e ao reexame das provas dos autos, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. prescrição. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade de análise. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). Por outro lado, concluiu, ainda, a Corte a quo que as provas constantes dos autos, dentre as quais os balanços sociais, seriam suficientes à apuração de haveres, comprovando a ausência de patrimônio líquido positivo a ser dividido entre os sócios, motivo pelo qual não se faria necessária a realização de perícia. É certo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 634.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à questão relativa à incidência da prescrição, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 807.332/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/11/12). Por outro lado, concluiu, ainda, a Corte a quo que as provas constantes dos autos, dentre as quais os balanços sociais, seriam suficientes à apuração de haveres, comprovando a ausência de patrimônio líquido positivo a ser dividido entre os sócios, motivo pelo qual não se faria necessária a realização de perícia. É certo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n 634.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. ‘Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’ 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP (DJe de 31/8/11). Anote-se, por fim, que as questões relativas à regularidade da exclusão do recorrente do quadro social, à não configuração do dano moral e à inexistência de saldo devedor referente a pro labores foram solucionadas à luz da legislação infraconstitucional pertinente e das provas dos autos, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que mencionadas ofensas teriam sido devidamente prequestionadas. Aduz, in verbis, que, “(...) somente quando os balanços estavam positivos foi que o Embargante foi excluído da empresa, o que lhe acarretou consideráveis danos morais, além dos materiais. A empresa possuía patrimônio líquido positivo, o que se comprovaria pela prova técnica, fato que não ocorreu tendo em vista o indeferimento das provas. (…) A contradição se evidencia na medida em que sequer foi procedido o balanço de determinação para se apurar valores sob o crivo do contraditório e da ampla defesa... Há também omissão no v. acórdão, visto que a prova pericial visava justamente apurar o patrimônio e os haveres dos sócios... (…) Também não se aplica o ARE 634.228/RJ porque lá se refere à matéria trabalhista(...)”. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP (DJe de 31/8/11). Anote-se, por fim, que as questões relativas à regularidade da exclusão do recorrente do quadro social, à não configuração do dano moral e à inexistência de saldo devedor referente a pro labores foram solucionadas à luz da legislação infraconstitucional pertinente e das provas dos autos, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o embargante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXII, XXXIV, XXXV, XXXVI, LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal e que mencionadas ofensas teriam sido devidamente prequestionadas. Aduz, in verbis, que, “(...) somente quando os balanços estavam positivos foi que o Embargante foi excluído da empresa, o que lhe acarretou consideráveis danos morais, além dos materiais. A empresa possuía patrimônio líquido positivo, o que se comprovaria pela prova técnica, fato que não ocorreu tendo em vista o indeferimento das provas. (…) A contradição se evidencia na medida em que sequer foi procedido o balanço de determinação para se apurar valores sob o crivo do contraditório e da ampla defesa... Há também omissão no v. acórdão, visto que a prova pericial visava justamente apurar o patrimônio e os haveres dos sócios... (…) Também não se aplica o ARE 634.228/RJ porque lá se refere à matéria trabalhista(...)”. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ARE 856654 ED / SP Sustenta, ainda, no que diz respeito à prescrição, poder ser ela reconhecida em qualquer grau de jurisdição e que o prazo prescricional aplicável não seria o da Lei das Sociedades Anônimas, mas, sim, o constante do Código Civil. Afirma, por fim, não incidir no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP Sustenta, ainda, no que diz respeito à prescrição, poder ser ela reconhecida em qualquer grau de jurisdição e que o prazo prescricional aplicável não seria o da Lei das Sociedades Anônimas, mas, sim, o constante do Código Civil. Afirma, por fim, não incidir no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os dispositivos apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar. O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os dispositivos apontados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não foram objeto dos embargos de declaração opostos pelo recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GDATA. SUBSTITUIÇÃO. GDPGTAS. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP DO Supremo Tribunal Federal. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, Superior Tribunal de Justiça. LEI n 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). Ademais, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP DO Supremo Tribunal Federal. 1. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 2. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem, respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “o ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não podem ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PRELIMINAR DE INCOMPENTENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM REJEITADA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL ACOLHIDA. SUMULA 85, Superior Tribunal de Justiça. LEI n 10.404/02(GDATA). SERVIDORES INATIVOS. PARIDADE COM SERVIDOR ATIVO. EXCLUSÃO DA GDPGTAS POR FORÇA DE REMESSA OFICIAL’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 735.586/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INOCORRÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11). Ademais, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresente suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem apresente suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Colhe-se, ainda, do voto condutor do acórdão recorrido: “Afasta-se a preliminar de cerceamento de defesa, pois as provas necessárias ao conhecimento da causa foram apresentadas pelos interessados. (…) Sobre os pedidos de apuração de haveres, vale consignar que, no período de interesse, o patrimônio líquido da sociedade era negativo, conforme os balanços de fls. 69/74. Portanto, a parcela correspondente às cotas sociais do apelante seria necessariamente negativa, com o que não faz jus a qualquer quantia a título de haveres.” Depreende-se do excerto transcrito que o Tribunal de Justiça considerou suficientes as provas coligidas aos autos para concluir pela inexistência de patrimônio a ser dividido pelos sócios, motivo pelo qual manteve o indeferimento da perícia requisitada pelo ora agravante. Assim, é certo que o presente caso se ajusta ao que fora decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI 791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 13.8.2010). REEXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 19/3/14). Colhe-se, ainda, do voto condutor do acórdão recorrido: “Afasta-se a preliminar de cerceamento de defesa, pois as provas necessárias ao conhecimento da causa foram apresentadas pelos interessados. (…) Sobre os pedidos de apuração de haveres, vale consignar que, no período de interesse, o patrimônio líquido da sociedade era negativo, conforme os balanços de fls. 69/74. Portanto, a parcela correspondente às cotas sociais do apelante seria necessariamente negativa, com o que não faz jus a qualquer quantia a título de haveres.” Depreende-se do excerto transcrito que o Tribunal de Justiça considerou suficientes as provas coligidas aos autos para concluir pela inexistência de patrimônio a ser dividido pelos sócios, motivo pelo qual manteve o indeferimento da perícia requisitada pelo ora agravante. Assim, é certo que o presente caso se ajusta ao que fora decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP Essa conclusão independe da identidade dos temas de fundo debatidos no presente feito e no processo paradigma, uma vez que o cerne da discussão, em ambos os casos, é questão de natureza processual, não afeta ao mérito das demandas. Adotando a orientação supra, anote-se: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DESPESAS DE MANUTENÇÃO DE ASSOCIAÇÃO DE MORADORES. COBRANÇA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO - TEMA 424) E ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 792.643/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/12/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP Essa conclusão independe da identidade dos temas de fundo debatidos no presente feito e no processo paradigma, uma vez que o cerne da discussão, em ambos os casos, é questão de natureza processual, não afeta ao mérito das demandas. Adotando a orientação supra, anote-se: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DESPESAS DE MANUTENÇÃO DE ASSOCIAÇÃO DE MORADORES. COBRANÇA. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS NO PROCESSO JUDICIAL. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 639.228 (REL. MIN. CEZAR PELUSO - TEMA 424) E ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 792.643/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 15/12/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’ e ‘O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento’. 4. O Plenário desta Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011. Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Por fim, a análise das questões relativas ao prazo prescricional aplicável, se o da Lei n 6.404/74 ou se o do Código Civil, assim como de sua efetiva fluência ou não não desafiam recurso extraordinário, haja vista não dispensarem o prévio exame da legislação infraconstitucional citada nem dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 8. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE. COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO PRAZO COMUNICADO À CONSUMIDORA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO, INCLUSIVE, POR ESTA TURMA JULGADORA. INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO E IMPROVIDO.’ 10. Agravo regimental desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12). Por fim, a análise das questões relativas ao prazo prescricional aplicável, se o da Lei n 6.404/74 ou se o do Código Civil, assim como de sua efetiva fluência ou não não desafiam recurso extraordinário, haja vista não dispensarem o prévio exame da legislação infraconstitucional citada nem dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 856654 ED / SP 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Supremo Tribunal Federal ARE 856654 ED / SP 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7960447. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) : JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894775 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : PAULO ROBERTO MOREIRA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL DO BRASIL LTDA EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL OF WASHINGTON INC EMBDO.(A/S) : EXPEDITORS INTERNATIONAL FREIGHT (USA) INC ADV.(A/S) : JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894775 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI n 791 . 292 - QO - RG", "ARE n 639 . 228 / RJ", "ARE 856654 ED / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 856654 ED / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 856654 ED / SP", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 856654 ED / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE 856654 ED / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE 856654 ED / SP", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 807 . 332 / SP - AgR", "ARE n 634 . 228 / RJ", "ARE 856654 ED / SP", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 807 . 332 / SP - AgR", "ARE n 634 . 228 / RJ", "ARE 856654 ED / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 634 . 228 / RJ", "ARE 856654 ED / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 634 . 228 / RJ", "ARE 856654 ED / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 856654 ED / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS", "ARE 856654 ED / SP", "Súmulas 282", "SUMULA 85 , Superior Tribunal de Justiça", "ARE n 735 . 586 / PE - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 desta Corte", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "ARE 856654 ED / SP", "Súmulas 282", "SUMULA 85 , Superior Tribunal de Justiça", "ARE n 735 . 586 / PE - AgR", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED", "ARE 856654 ED / SP", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 856654 ED / SP", "AI n 791 . 292 - QO - RG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 860 . 205 / RJ - AgR", "AI 791 . 292 QO -", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "Recurso Extraordinário n 792 . 124 / RJ - AgR", "ARE n 639 . 228 / RJ", "ARE 856654 ED / SP", "AI 791 . 292 QO - RG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "Recurso Extraordinário n 792 . 124 / RJ - AgR", "ARE n 639 . 228 / RJ", "ARE 856654 ED / SP", "ARE 639 . 228", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 792 . 643 / SP - AgR", "ARE 856654 ED / SP", "ARE 639 . 228", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 792 . 643 / SP - AgR", "ARE 856654 ED / SP", "SÚMULA", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "ARE 639 . 228", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE 856654 ED / SP", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "ARE 639 . 228", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 791 . 292 QO -", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ENUNCIADO 102 , DO FONAJE", "ARE n 670 . 866 / SE - AgR", "ARE 856654 ED / SP", "AI 791 . 292 QO", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ENUNCIADO 102 , DO FONAJE", "ARE n 670 . 866 / SE - AgR", "ARE 856654 ED / SP 636", "ARE 856654 ED / SP 636" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 286 da Lei n 6 . 404 / 74", "art . 18 do Decreto - lei n 3708 / 19", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 286 da Lei n 6 . 404 / 74", "art . 18 do Decreto - lei n 3708 / 19", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXII , XXXIV , XXXV , XXXVI , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Lei n 6 . 404 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Lei n 6 . 404 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , incisos XXII , XXXIV , XXXV , XXXVI , LIV e LV ; 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"JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "PAULO ROBERTO MOREIRA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO", "DIAS TOFFOLI", "Paulo Roberto Moreira", "Paulo Roberto Moreira", "DIAS TOFFOLI", "PAULO ROBERTO MOREIRA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO", "DIAS TOFFOLI", "Paulo Roberto Moreira", "Paulo Roberto Moreira", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "Teori Zavascki", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "PAULO ROBERTO MOREIRA", "JOSELI SILVA", "GIRON BARBOSA", "JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "PAULO ROBERTO MOREIRA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "JOSÉ MAURO DECOUSSAU MACHADO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "16", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "11", "/", "12", "16", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "11", "/", "12", "16", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "14", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "14", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "19", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "19", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "11", "/", "2010", "22", "/", "10", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2010", "15", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "08", "/", "2010", "15", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, preconizados no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022472. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 971679 AGR / GO relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022472. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de junho de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a ordem, determinando a integração da gratificação de Chefia de Divisão aos proventos de servidora pública. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a violação dos artigos 5º, inciso XXXVI, e 40, § 2º, da Constituição Federal. Sustenta que, tendo a recorrida preenchido os requisitos para a aposentadoria apenas em 2015, os respectivos proventos não podem exceder à remuneração do servidor do cargo efetivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de junho de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a ordem, determinando a integração da gratificação de Chefia de Divisão aos proventos de servidora pública. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a violação dos artigos 5º, inciso XXXVI, e 40, § 2º, da Constituição Federal. Sustenta que, tendo a recorrida preenchido os requisitos para a aposentadoria apenas em 2015, os respectivos proventos não podem exceder à remuneração do servidor do cargo efetivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 971679 AGR / GO Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Colegiado de origem expressamente consignou ter a recorrida preenchido os requisitos necessários à incorporação definitiva da gratificação aos proventos quando da edição da Emenda Constitucional nº 20/1998. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Estado de Goiás renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta que a matéria constitucional suscitada nas razões do extraordinário está devidamente prequestionada, pois o tema foi objeto de arguição nas instâncias ordinárias. Diz não pretender o reexame de matéria fática, mas demonstrar a ofensa ao ato jurídico perfeito. A agravada, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Colegiado de origem expressamente consignou ter a recorrida preenchido os requisitos necessários à incorporação definitiva da gratificação aos proventos quando da edição da Emenda Constitucional nº 20/1998. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Estado de Goiás renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta que a matéria constitucional suscitada nas razões do extraordinário está devidamente prequestionada, pois o tema foi objeto de arguição nas instâncias ordinárias. Diz não pretender o reexame de matéria fática, mas demonstrar a ofensa ao ato jurídico perfeito. A agravada, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Na espécie, é importante destacar o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao julgar a matéria, consignou: EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. INCORPORAÇAO DE GRATIFICAÇÃO. REQUISITOS ADIMPLIDOS. 1. Fere direito líquido e certo do servidor resistência da administração em incorporação aos proventos daquele a gratificação a que faz jus na forma da lei. 2. Segurança concedida. Conforme anteriormente assentado, a controvérsia foi dirimida em face do conjunto probatório coligido para o processo. O recurso extraordinário não é meio hábil a revolverem-se as provas constantes do processo. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Acrescento que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Na espécie, é importante destacar o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao julgar a matéria, consignou: EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. INCORPORAÇAO DE GRATIFICAÇÃO. REQUISITOS ADIMPLIDOS. 1. Fere direito líquido e certo do servidor resistência da administração em incorporação aos proventos daquele a gratificação a que faz jus na forma da lei. 2. Segurança concedida. Conforme anteriormente assentado, a controvérsia foi dirimida em face do conjunto probatório coligido para o processo. O recurso extraordinário não é meio hábil a revolverem-se as provas constantes do processo. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Acrescento que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 971679 AGR / GO mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui Relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Saliento que o agravante ficou vencido quando da apreciação do mandado de segurança pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quarto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui Relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Saliento que o agravante ficou vencido quando da apreciação do mandado de segurança pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quarto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 971679 AGR / GO sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Tendo em vista a formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de mandado de segurança. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Tendo em vista a formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de mandado de segurança. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS (35435/GO) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais e com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867037 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS (35435/GO) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais e com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867037 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12030014
2016-10-04T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais e com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, preconizados no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur359892
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/12/2016, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
971679
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 971679 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, preconizados no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. MULTA - AGRAVO – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022472. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 971679 AGR / GO relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022472. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022472. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de junho de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a ordem, determinando a integração da gratificação de Chefia de Divisão aos proventos de servidora pública. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a violação dos artigos 5..., inciso XXXVI, e 40, § 2..., da Constituição Federal. Sustenta que, tendo a recorrida preenchido os requisitos para a aposentadoria apenas em 2015, os respectivos proventos não podem exceder à remuneração do servidor do cargo efetivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de junho de 2016, desprovi o agravo, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a ordem, determinando a integração da gratificação de Chefia de Divisão aos proventos de servidora pública. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a violação dos artigos 5..., inciso XXXVI, e 40, § 2..., da Constituição Federal. Sustenta que, tendo a recorrida preenchido os requisitos para a aposentadoria apenas em 2015, os respectivos proventos não podem exceder à remuneração do servidor do cargo efetivo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 971679 AGR / GO Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Colegiado de origem expressamente consignou ter a recorrida preenchido os requisitos necessários à incorporação definitiva da gratificação aos proventos quando da edição da Emenda Constitucional n 20/1998. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Estado de Goiás renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta que a matéria constitucional suscitada nas razões do extraordinário está devidamente prequestionada, pois o tema foi objeto de arguição nas instâncias ordinárias. Diz não pretender o reexame de matéria fática, mas demonstrar a ofensa ao ato jurídico perfeito. A agravada, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Colegiado de origem expressamente consignou ter a recorrida preenchido os requisitos necessários à incorporação definitiva da gratificação aos proventos quando da edição da Emenda Constitucional n 20/1998. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, os argumentos expendidos no recurso não foram enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O Estado de Goiás renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta que a matéria constitucional suscitada nas razões do extraordinário está devidamente prequestionada, pois o tema foi objeto de arguição nas instâncias ordinárias. Diz não pretender o reexame de matéria fática, mas demonstrar a ofensa ao ato jurídico perfeito. A agravada, em contraminuta, manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022473. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Na espécie, é importante destacar o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao julgar a matéria, consignou: EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. INCORPORAÇAO DE GRATIFICAÇÃO. REQUISITOS ADIMPLIDOS. 1. Fere direito líquido e certo do servidor resistência da administração em incorporação aos proventos daquele a gratificação a que faz jus na forma da lei. 2. Segurança concedida. Conforme anteriormente assentado, a controvérsia foi dirimida em face do conjunto probatório coligido para o processo. O recurso extraordinário não é meio hábil a revolverem-se as provas constantes do processo. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Acrescento que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da formalização deste agravo interno para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão mediante a qual desprovido o recurso é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo interno regida por esse diploma legal. Na espécie, é importante destacar o decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao julgar a matéria, consignou: EMENTA. MANDADO DE SEGURANÇA. INCORPORAÇAO DE GRATIFICAÇÃO. REQUISITOS ADIMPLIDOS. 1. Fere direito líquido e certo do servidor resistência da administração em incorporação aos proventos daquele a gratificação a que faz jus na forma da lei. 2. Segurança concedida. Conforme anteriormente assentado, a controvérsia foi dirimida em face do conjunto probatório coligido para o processo. O recurso extraordinário não é meio hábil a revolverem-se as provas constantes do processo. Nesse sentido, à mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Acrescento que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência de prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 971679 AGR / GO mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de que fui Relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Saliento que o agravante ficou vencido quando da apreciação do mandado de segurança pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quarto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de que fui Relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Saliento que o agravante ficou vencido quando da apreciação do mandado de segurança pelo Tribunal. Interposto o extraordinário, a este foi negado seguimento. Insistiu mediante agravo, por mim desprovido. Mesmo diante decisão proferida pelo Supremo, ainda que no âmbito individual, busca o quarto julgamento por meio deste agravo interno. A sequência revela ter ganhado a interposição de recursos automaticidade, inviabilizando a jurisdição célere e qualitativa, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 971679 AGR / GO sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Tendo em vista a formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de mandado de segurança. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Supremo Tribunal Federal ARE 971679 AGR / GO sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, conheço do agravo interno e o desprovejo. Tendo em vista a formalização deste agravo interno sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de mandado de segurança. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS (35435/GO) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais e com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867037 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971.679 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : MARIA AUGUSTA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JOSE HUMBERTO NUNES BRETAS (35435/GO) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais e com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867037 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 971 . 679", "ARE 971679 AGR / GO", "ARE 971679 AGR / GO", "ARE 971679 AGR / GO", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbetes n 282", "ARE 971679 AGR / GO", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 971679 AGR / GO", "verbete n 282", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 971679 AGR / GO", "ARE 971679 AGR / GO" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) :RONALDO VINHOSA NUNES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. MILITAR. FUNDO DE SAÚDE. CONTRIBUIÇÃO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.3.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780300. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 850059 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780300. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) :RONALDO VINHOSA NUNES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 2º da Lei Maior. Alega que “(...) Não há necessidade de se examinar o sentido e alcance de qualquer norma infraconstitucional que teria sido primeiramente maltratada.” Sustenta que “(...) O princípio da divisão de Poderes, nessa toada, foi ofendido diretamente, uma vez que a ordem advinda do Poder Judiciário interferiu na esfera de competência do Poder Executivo, ao qual cabe administrar nos termos do que dispuser a lei.” Acórdão recorrido publicado em 21.3.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780301. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) :RONALDO VINHOSA NUNES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 2º da Lei Maior. Alega que “(...) Não há necessidade de se examinar o sentido e alcance de qualquer norma infraconstitucional que teria sido primeiramente maltratada.” Sustenta que “(...) O princípio da divisão de Poderes, nessa toada, foi ofendido diretamente, uma vez que a ordem advinda do Poder Judiciário interferiu na esfera de competência do Poder Executivo, ao qual cabe administrar nos termos do que dispuser a lei.” Acórdão recorrido publicado em 21.3.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 2º da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria no RE 586.620-RG, assim ementado: “MILITAR. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. EXIGIBILIDADE. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 2º da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria no RE 586.620-RG, assim ementado: “MILITAR. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. EXIGIBILIDADE. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 850059 AGR / RJ DE REPERCUSSÃO GERAL.” (RE 586.620-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 04.12.2009.) Com efeito, a questão versada nos autos foi decidida a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas, proferidas em hipóteses análogas à dos autos: AI 830.288/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1º.02.2012; ARE 799.850/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.3.2014; e AI 821.113/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 17.12.2012, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. MILITAR. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ressalte-se que o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ DE REPERCUSSÃO GERAL.” (RE 586.620-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 04.12.2009.) Com efeito, a questão versada nos autos foi decidida a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas, proferidas em hipóteses análogas à dos autos: AI 830.288/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1º.02.2012; ARE 799.850/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.3.2014; e AI 821.113/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 17.12.2012, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. MILITAR. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ressalte-se que o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 850059 AGR / RJ Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2º da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: RE 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 850059 AGR / RJ – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) : RONALDO VINHOSA NUNES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894740 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) : RONALDO VINHOSA NUNES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7914562
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. MILITAR. FUNDO DE SAÚDE. CONTRIBUIÇÃO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.3.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur294486
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES) RE 634900 AgR (1ªT), ARE 757716 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/03/2015, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
850059
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 850059 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) : RONALDO VINHOSA NUNES
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) :RONALDO VINHOSA NUNES EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. MILITAR. FUNDO DE SAÚDE. CONTRIBUIÇÃO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.3.2014. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780300. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 850059 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780300. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) :RONALDO VINHOSA NUNES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 2... da Lei Maior. Alega que “(...) Não há necessidade de se examinar o sentido e alcance de qualquer norma infraconstitucional que teria sido primeiramente maltratada.” Sustenta que “(...) O princípio da divisão de Poderes, nessa toada, foi ofendido diretamente, uma vez que a ordem advinda do Poder Judiciário interferiu na esfera de competência do Poder Executivo, ao qual cabe administrar nos termos do que dispuser a lei.” Acórdão recorrido publicado em 21.3.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780301. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) :RONALDO VINHOSA NUNES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 2... da Lei Maior. Alega que “(...) Não há necessidade de se examinar o sentido e alcance de qualquer norma infraconstitucional que teria sido primeiramente maltratada.” Sustenta que “(...) O princípio da divisão de Poderes, nessa toada, foi ofendido diretamente, uma vez que a ordem advinda do Poder Judiciário interferiu na esfera de competência do Poder Executivo, ao qual cabe administrar nos termos do que dispuser a lei.” Acórdão recorrido publicado em 21.3.2014. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 2... da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 586.620-RG, assim ementado: “MILITAR. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. EXIGIBILIDADE. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na alegação de afronta ao art. 2... da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O Plenário Virtual desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 586.620-RG, assim ementado: “MILITAR. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. EXIGIBILIDADE. APLICAÇÃO DOS EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL TENDO EM VISTA TRATAR-SE DE DIVERGÊNCIA SOLUCIONÁVEL PELA APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 850059 AGR / RJ DE REPERCUSSÃO GERAL.” (Recurso Extraordinário 586.620-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 04.12.2009.) Com efeito, a questão versada nos autos foi decidida a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas, proferidas em hipóteses análogas à dos autos: AI 830.288/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1....02.2012; ARE 799.850/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.3.2014; e AI 821.113/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 17.12.2012, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. MILITAR. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ressalte-se que o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ DE REPERCUSSÃO GERAL.” (Recurso Extraordinário 586.620-RG, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 04.12.2009.) Com efeito, a questão versada nos autos foi decidida a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas, proferidas em hipóteses análogas à dos autos: AI 830.288/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1....02.2012; ARE 799.850/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.3.2014; e AI 821.113/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 17.12.2012, assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. MILITAR. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNDO DE SAÚDE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ressalte-se que o Supremo Tribunal Federal entende que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 26.4.2012; ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, este assim ementado: "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4. Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela agravada, para investidura no cargo público de magistério estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 850059 AGR / RJ Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento." Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2... da Lei Fundamental, entendendo o Supremo Tribunal Federal que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE 757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013, assim ementado: "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO – POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 850059 AGR / RJ – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Supremo Tribunal Federal ARE 850059 AGR / RJ – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) : RONALDO VINHOSA NUNES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894740 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850.059 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA ADV.(A/S) : RONALDO VINHOSA NUNES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894740 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 850 . 059", "ARE 850059 AGR / RJ", "ARE 850059", "Recurso Extraordinário 586 . 620 - RG", "Recurso Extraordinário 586 . 620 - RG", "Recurso Extraordinário 586 . 620 - RG", "AI 830 . 288 / RJ", "ARE 799 . 850 / RJ", "AI 821 . 113 / RJ", "Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ", "ARE 655 . 080 - AgR / DF", "ARE 850059 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 586 . 620 - RG", "AI 830 . 288 / RJ", "ARE 799 . 850 / RJ", "AI 821 . 113 / RJ", "Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ", "-", "AgR", "/", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA", "ARE 850059 AGR /", "Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI", "ARE 757 . 716 - AgR / BA" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 2 . . . da Lei Fundamental", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 2 . . . da Lei Fundamental", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "Plenário Virtual desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA", "RONALDO VINHOSA NUNES", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA", "RONALDO VINHOSA NUNES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA", "RONALDO VINHOSA NUNES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA", "RONALDO VINHOSA NUNES", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "HERMINIO CONCEIÇÃO ROSA", "RONALDO VINHOSA NUNES", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "21", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "21", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "21", ".", "3", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "12", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "31", ".", "3", ".", "2014", "17", ".", "12", ".", "2012", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "12", ".", "2009", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "31", ".", "3", ".", "2014", "17", ".", "12", ".", "2012", "26", ".", "4", ".", "2012", "09", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO SERVIDOR – ACUMULAÇÃO – PROVENTOS CIVIL E MILITAR - JULGAMENTO –PENDÊNCIA – SOBRESTAMENTO. A pendência da matéria no Plenário respalda o sobrestamento do processo que a verse. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866630. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de novembro de 2014, determinei o sobrestamento do extraordinário, consignando: SERVIDOR – ACUMULAÇÃO – PROVENTOS CIVIL E MILITAR – SITUAÇÃO NÃO ENQUADRADA NA VEDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 – SOBRESTAMENTO. 1. Encontram-se pendentes de julgamento no Pleno, os Embargos de Divergência no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 801.096, relatado pelo ministro Luiz Fux, envolvendo o tema discutido neste processo. Assim, tudo recomenda o sobrestamento deste recurso, a fim de aguardar-se o pronunciamento definitivo do Colegiado Maior. 2. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de novembro de 2014, determinei o sobrestamento do extraordinário, consignando: SERVIDOR – ACUMULAÇÃO – PROVENTOS CIVIL E MILITAR – SITUAÇÃO NÃO ENQUADRADA NA VEDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 – SOBRESTAMENTO. 1. Encontram-se pendentes de julgamento no Pleno, os Embargos de Divergência no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 801.096, relatado pelo ministro Luiz Fux, envolvendo o tema discutido neste processo. Assim, tudo recomenda o sobrestamento deste recurso, a fim de aguardar-se o pronunciamento definitivo do Colegiado Maior. 2. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RE 808290 AGR-AGR-AGR / RJ O agravante, na minuta do regimental, insurge-se quanto ao sobrestamento determinado. Articula com a observância do Estatuto do Idoso e sustenta inexistir previsão legal para o referido sobrestamento. A União, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Supremo Tribunal Federal RE 808290 AGR-AGR-AGR / RJ O agravante, na minuta do regimental, insurge-se quanto ao sobrestamento determinado. Articula com a observância do Estatuto do Idoso e sustenta inexistir previsão legal para o referido sobrestamento. A União, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Discute-se nos autos a possibilidade de percepção cumulativa de valores oriundos de reforma militar e proventos de aposentadoria de servidor que retornou ao serviço público, por meio de concurso, antes da Emenda Constitucional nº 20/1998, ainda que a aposentadoria civil tenha sido posterior à data da respectiva vigência. Impõe-se a observância do disposto no artigo 101 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, uma vez que a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei ou ato normativo é aplicável aos novos processos submetidos às Turmas ou ao Plenário. Nesta óptica, para evitar a prolação de decisões conflitantes e estabelecer a segurança jurídica, mostra-se eficaz a determinação do sobrestamento do processo, até o pronunciamento final que vier a ser proferido no precedente afetado ao Plenário do Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866632. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Discute-se nos autos a possibilidade de percepção cumulativa de valores oriundos de reforma militar e proventos de aposentadoria de servidor que retornou ao serviço público, por meio de concurso, antes da Emenda Constitucional nº 20/1998, ainda que a aposentadoria civil tenha sido posterior à data da respectiva vigência. Impõe-se a observância do disposto no artigo 101 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, uma vez que a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei ou ato normativo é aplicável aos novos processos submetidos às Turmas ou ao Plenário. Nesta óptica, para evitar a prolação de decisões conflitantes e estabelecer a segurança jurídica, mostra-se eficaz a determinação do sobrestamento do processo, até o pronunciamento final que vier a ser proferido no precedente afetado ao Plenário do Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894620 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7914558
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
SERVIDOR – ACUMULAÇÃO – PROVENTOS CIVIL E MILITAR - JULGAMENTO –PENDÊNCIA – SOBRESTAMENTO. A pendência da matéria no Plenário respalda o sobrestamento do processo que a verse.
sjur294488
Número de páginas: 5. Análise: 12/03/2015, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
808290
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00101\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR-AgR-AgR
acordaos
RE 808290 AgR-AgR-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO SERVIDOR – ACUMULAÇÃO – PROVENTOS CIVIL E MILITAR - JULGAMENTO –PENDÊNCIA – SOBRESTAMENTO. A pendência da matéria no Plenário respalda o sobrestamento do processo que a verse. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866630. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de novembro de 2014, determinei o sobrestamento do extraordinário, consignando: SERVIDOR – ACUMULAÇÃO – PROVENTOS CIVIL E MILITAR – SITUAÇÃO NÃO ENQUADRADA NA VEDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/98 – SOBRESTAMENTO. 1. Encontram-se pendentes de julgamento no Pleno, os Embargos de Divergência no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 801.096, relatado pelo ministro Luiz Fux, envolvendo o tema discutido neste processo. Assim, tudo recomenda o sobrestamento deste recurso, a fim de aguardar-se o pronunciamento definitivo do Colegiado Maior. 2. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 21 de novembro de 2014, determinei o sobrestamento do extraordinário, consignando: SERVIDOR – ACUMULAÇÃO – PROVENTOS CIVIL E MILITAR – SITUAÇÃO NÃO ENQUADRADA NA VEDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/98 – SOBRESTAMENTO. 1. Encontram-se pendentes de julgamento no Pleno, os Embargos de Divergência no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 801.096, relatado pelo ministro Luiz Fux, envolvendo o tema discutido neste processo. Assim, tudo recomenda o sobrestamento deste recurso, a fim de aguardar-se o pronunciamento definitivo do Colegiado Maior. 2. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 3. Publiquem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório Recurso Extraordinário 808290 AGR-AGR-AGR / RJ O agravante, na minuta do regimental, insurge-se quanto ao sobrestamento determinado. Articula com a observância do Estatuto do Idoso e sustenta inexistir previsão legal para o referido sobrestamento. A União, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 808290 AGR-AGR-AGR / RJ O agravante, na minuta do regimental, insurge-se quanto ao sobrestamento determinado. Articula com a observância do Estatuto do Idoso e sustenta inexistir previsão legal para o referido sobrestamento. A União, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866631. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Discute-se nos autos a possibilidade de percepção cumulativa de valores oriundos de reforma militar e proventos de aposentadoria de servidor que retornou ao serviço público, por meio de concurso, antes da Emenda Constitucional n 20/1998, ainda que a aposentadoria civil tenha sido posterior à data da respectiva vigência. Impõe-se a observância do disposto no artigo 101 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, uma vez que a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei ou ato normativo é aplicável aos novos processos submetidos às Turmas ou ao Plenário. Nesta óptica, para evitar a prolação de decisões conflitantes e estabelecer a segurança jurídica, mostra-se eficaz a determinação do sobrestamento do processo, até o pronunciamento final que vier a ser proferido no precedente afetado ao Plenário do Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866632. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Discute-se nos autos a possibilidade de percepção cumulativa de valores oriundos de reforma militar e proventos de aposentadoria de servidor que retornou ao serviço público, por meio de concurso, antes da Emenda Constitucional n 20/1998, ainda que a aposentadoria civil tenha sido posterior à data da respectiva vigência. Impõe-se a observância do disposto no artigo 101 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, uma vez que a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei ou ato normativo é aplicável aos novos processos submetidos às Turmas ou ao Plenário. Nesta óptica, para evitar a prolação de decisões conflitantes e estabelecer a segurança jurídica, mostra-se eficaz a determinação do sobrestamento do processo, até o pronunciamento final que vier a ser proferido no precedente afetado ao Plenário do Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894620 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808.290 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808 . 290", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808 . 290", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 801 . 096", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 801 . 096", "Recurso Extraordinário 808290 AGR", "Recurso Extraordinário 808290", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808 . 290", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808 . 290", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 808 . 290" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto do Idoso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto do Idoso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 20 / 1998", "artigo 101 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 20 / 1998", "artigo 101 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RJ", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Plenário do Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Plenário do Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES", "LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES", "LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES", "LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES", "LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ DO NASCIMENTO GONÇALVES", "LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "21 de novembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "21 de novembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de novembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de novembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 831770 AGR / PE As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da estabilidade financeira, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. O Estado de Pernambuco, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Supremo Tribunal Federal ARE 831770 AGR / PE As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da estabilidade financeira, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. O Estado de Pernambuco, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco consignou, em síntese: EMENTA: RECURSO DE AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. ALTERAÇÃO NA FORMA DE COMPOSIÇÃO. MANUTENÇÃO DO PADRÃO REMUNERATÓRIO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO REGIME JURÍDICO DE COMPOSIÇÃO DOS VENCIMENTOS, DESDE QUE NÃO VIOLADA A GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1 - In casu, não há qualquer inovação, mas tão somente mera repetição do conteúdo já devidamente apreciado em sede de apelação. 2 - Alterações na forma de cálculo da gratificação de incentivo, que deixa de ser de 120% sobre a totalidade de vencimentos. 3- Ausência de decesso remuneratório do servidor público. 3. Não há direito adquirido ao regime de composição dos vencimentos, de modo que a Administração pode promover alterações na referida gratificação, desde que não haja qualquer decréscimo em relação ao quantum auferido na vigência do regime anterior.4 - Recurso de Agravo Improvido. Decisão unânime. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco consignou, em síntese: EMENTA: RECURSO DE AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. ALTERAÇÃO NA FORMA DE COMPOSIÇÃO. MANUTENÇÃO DO PADRÃO REMUNERATÓRIO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO REGIME JURÍDICO DE COMPOSIÇÃO DOS VENCIMENTOS, DESDE QUE NÃO VIOLADA A GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1 - In casu, não há qualquer inovação, mas tão somente mera repetição do conteúdo já devidamente apreciado em sede de apelação. 2 - Alterações na forma de cálculo da gratificação de incentivo, que deixa de ser de 120% sobre a totalidade de vencimentos. 3- Ausência de decesso remuneratório do servidor público. 3. Não há direito adquirido ao regime de composição dos vencimentos, de modo que a Administração pode promover alterações na referida gratificação, desde que não haja qualquer decréscimo em relação ao quantum auferido na vigência do regime anterior.4 - Recurso de Agravo Improvido. Decisão unânime. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 831770 AGR / PE legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Supremo Tribunal Federal ARE 831770 AGR / PE legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894655 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894655 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7914516
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur294485
Número de páginas: 6. Análise: 11/03/2015, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
831770
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 831770 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de novembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 13 de novembro de 2014, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 831770 AGR / PE As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da estabilidade financeira, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. O Estado de Pernambuco, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Supremo Tribunal Federal ARE 831770 AGR / PE As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da estabilidade financeira, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. O Estado de Pernambuco, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco consignou, em síntese: EMENTA: RECURSO DE AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. ALTERAÇÃO NA FORMA DE COMPOSIÇÃO. MANUTENÇÃO DO PADRÃO REMUNERATÓRIO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO REGIME JURÍDICO DE COMPOSIÇÃO DOS VENCIMENTOS, DESDE QUE NÃO VIOLADA A GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1 - In casu, não há qualquer inovação, mas tão somente mera repetição do conteúdo já devidamente apreciado em sede de apelação. 2 - Alterações na forma de cálculo da gratificação de incentivo, que deixa de ser de 120% sobre a totalidade de vencimentos. 3- Ausência de decesso remuneratório do servidor público. 3. Não há direito adquirido ao regime de composição dos vencimentos, de modo que a Administração pode promover alterações na referida gratificação, desde que não haja qualquer decréscimo em relação ao quantum auferido na vigência do regime anterior.4 - Recurso de Agravo Improvido. Decisão unânime. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco consignou, em síntese: EMENTA: RECURSO DE AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. ALTERAÇÃO NA FORMA DE COMPOSIÇÃO. MANUTENÇÃO DO PADRÃO REMUNERATÓRIO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO AO REGIME JURÍDICO DE COMPOSIÇÃO DOS VENCIMENTOS, DESDE QUE NÃO VIOLADA A GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1 - In casu, não há qualquer inovação, mas tão somente mera repetição do conteúdo já devidamente apreciado em sede de apelação. 2 - Alterações na forma de cálculo da gratificação de incentivo, que deixa de ser de 120% sobre a totalidade de vencimentos. 3- Ausência de decesso remuneratório do servidor público. 3. Não há direito adquirido ao regime de composição dos vencimentos, de modo que a Administração pode promover alterações na referida gratificação, desde que não haja qualquer decréscimo em relação ao quantum auferido na vigência do regime anterior.4 - Recurso de Agravo Improvido. Decisão unânime. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 831770 AGR / PE legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Supremo Tribunal Federal ARE 831770 AGR / PE legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894655 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.770 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE COSTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894655 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) :FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) :LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) :VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. FINANCIAMENTO BANCÁRIO. ERRO GROSSEIRO NA INTERMEDIAÇÃO. CONFIGURAÇÃO DE DANO MORAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula nº 279/STF que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825153. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 841932 AGR / SP necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença que julgou procedente a pretensão inicial para condenar as recorrentes ao pagamento de indenização por danos morais. 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825153. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença que julgou procedente a pretensão inicial para condenar as recorrentes ao pagamento de indenização por danos morais. 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) :FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) :LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) :VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CONSTRUTORA TENDA S/A e pela FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula nº 279/STF que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) :FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) :LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) :VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CONSTRUTORA TENDA S/A e pela FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula nº 279/STF que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 841932 AGR / SP que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘O i. Magistrado prolator bem apreciou os argumentos lançados e provas produzidas. As requeridas não justificaram minimamente o erro grosseiro cometido, imputando ao adquirente os encargos moratórios decorrentes do insucesso do financiamento bancário. Além da mora atribuída às recorrentes, bem fixada em primeiro grau indenização por danos morais experimentados pelos recorridos, atendidos os critérios da razoabilidade e proporcionalidade’. 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformadas com a decisão supra, as agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: "A r. decisão agravada negou seguimento ao Recurso Extraordinário, fundamentada na ausência de comprovação de repercussão geral, e ainda, pela incidência da Súmula 279/STF. Contudo, conforme demonstrado nos autos do referido Agravo do qual se negou seguimento, a respeitável decisão mantida em sede de Recurso Inominado negou vigência aos artigos 5º, incisos II, X e LIV da Constituição Federal. Portanto, devidamente impugnado especificamente o v. acórdão, ao passo que manter a condenação ao pagamento de indenização por mero aborrecimento causado pelo descumprimento contratual, sem que houvesse a efetiva comprovação das alegações, caracteriza efetiva aplicação de entendimento diverso daquele aplicado por outros tribunais. Portanto, deve-se ter em mente o objetivo maior do Recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘O i. Magistrado prolator bem apreciou os argumentos lançados e provas produzidas. As requeridas não justificaram minimamente o erro grosseiro cometido, imputando ao adquirente os encargos moratórios decorrentes do insucesso do financiamento bancário. Além da mora atribuída às recorrentes, bem fixada em primeiro grau indenização por danos morais experimentados pelos recorridos, atendidos os critérios da razoabilidade e proporcionalidade’. 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformadas com a decisão supra, as agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: "A r. decisão agravada negou seguimento ao Recurso Extraordinário, fundamentada na ausência de comprovação de repercussão geral, e ainda, pela incidência da Súmula 279/STF. Contudo, conforme demonstrado nos autos do referido Agravo do qual se negou seguimento, a respeitável decisão mantida em sede de Recurso Inominado negou vigência aos artigos 5º, incisos II, X e LIV da Constituição Federal. Portanto, devidamente impugnado especificamente o v. acórdão, ao passo que manter a condenação ao pagamento de indenização por mero aborrecimento causado pelo descumprimento contratual, sem que houvesse a efetiva comprovação das alegações, caracteriza efetiva aplicação de entendimento diverso daquele aplicado por outros tribunais. Portanto, deve-se ter em mente o objetivo maior do Recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 841932 AGR / SP Extraordinário que é o de assegurar o cumprimento de um direito constitucional, para que através de uma análise mais profunda de uma determinada questão seja possível chegar a uma verdadeira Justiça. Em face das razões delineadas, comprovado restou que a decisão agravada deve ser integralmente reformada, dando-se provimento total ao Recurso Extraordinário em tela. Ademais disso, a repercussão geral consiste na existência, ou não, de questões relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Como no caso em tela, manter a condenação das Agravantes ao pagamento de danos morais é de grande relevância, pois abre um precedente, e ainda, como o processo envolve o direito imobiliário, guarda um repercussão geral implícita, por se trata de matéria, repetitiva onde a lide é sempre a mesma, bem como uma das partes, que são as Agravantes. Há repercussão geral política e jurídica, pois a questão envolvendo contratos de compromisso de compra e venda de bens imóveis está ligada à discussão sobre a relativização do princípio do pacta sunt servanda frente às disposições insertas no Código de Defesa do Consumidor, matéria elevada a questão constitucional. Ressalta-se, que não se faz necessário reexaminar provas para constatar a divergência suscitada em sede de Recurso Extraordinário, é portanto, não há que se falar na incidência da Súmula 279 do Superior Tribunal Federal." (fls.301-303). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP Extraordinário que é o de assegurar o cumprimento de um direito constitucional, para que através de uma análise mais profunda de uma determinada questão seja possível chegar a uma verdadeira Justiça. Em face das razões delineadas, comprovado restou que a decisão agravada deve ser integralmente reformada, dando-se provimento total ao Recurso Extraordinário em tela. Ademais disso, a repercussão geral consiste na existência, ou não, de questões relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Como no caso em tela, manter a condenação das Agravantes ao pagamento de danos morais é de grande relevância, pois abre um precedente, e ainda, como o processo envolve o direito imobiliário, guarda um repercussão geral implícita, por se trata de matéria, repetitiva onde a lide é sempre a mesma, bem como uma das partes, que são as Agravantes. Há repercussão geral política e jurídica, pois a questão envolvendo contratos de compromisso de compra e venda de bens imóveis está ligada à discussão sobre a relativização do princípio do pacta sunt servanda frente às disposições insertas no Código de Defesa do Consumidor, matéria elevada a questão constitucional. Ressalta-se, que não se faz necessário reexaminar provas para constatar a divergência suscitada em sede de Recurso Extraordinário, é portanto, não há que se falar na incidência da Súmula 279 do Superior Tribunal Federal." (fls.301-303). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano moral indenizável com fundamento nas normas infraconstitucionais (Código de Defesa do Consumidor) e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa da sentença, mantida pelo acórdão recorrido por seus próprios fundamentos: “As Requeridas, fornecedoras do serviço, são solidariamente responsáveis pelo vício e fato do serviço, diante dos Autores, consumidores, nos termos do art. 14 e 20 da Lei nº. 8.078/90. Os elementos existentes nos autos indicam que, desde 13.12.2012, os Autores vêm buscando celebrar – por meio dos Requeridos – contrato de financiamento da parcela restante com a instituição financeira. Por uma sucessão de erros (atribuíveis aos Requeridos), o contrato não foi celebrado. Em especial, o erro (cometido pelos Requeridos, no momento da intermediação), que culminou com o cálculo a menor (da parcela financiada) de R$ 60.000,00. Os Requeridos, então, informaram que o contrato estava pronto para ser assinado, desde que os Autores depositassem a quantia de R$ 60.000,00, que tinha ficado ‘fora’ do financiamento (por erro dos Requeridos). Os Requerentes não tinham esse valor (e nem estavam obrigados a efetuar o pagamento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano moral indenizável com fundamento nas normas infraconstitucionais (Código de Defesa do Consumidor) e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa da sentença, mantida pelo acórdão recorrido por seus próprios fundamentos: “As Requeridas, fornecedoras do serviço, são solidariamente responsáveis pelo vício e fato do serviço, diante dos Autores, consumidores, nos termos do art. 14 e 20 da Lei nº. 8.078/90. Os elementos existentes nos autos indicam que, desde 13.12.2012, os Autores vêm buscando celebrar – por meio dos Requeridos – contrato de financiamento da parcela restante com a instituição financeira. Por uma sucessão de erros (atribuíveis aos Requeridos), o contrato não foi celebrado. Em especial, o erro (cometido pelos Requeridos, no momento da intermediação), que culminou com o cálculo a menor (da parcela financiada) de R$ 60.000,00. Os Requeridos, então, informaram que o contrato estava pronto para ser assinado, desde que os Autores depositassem a quantia de R$ 60.000,00, que tinha ficado ‘fora’ do financiamento (por erro dos Requeridos). Os Requerentes não tinham esse valor (e nem estavam obrigados a efetuar o pagamento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP referida prestação de R$ 60.000,00, ‘nascida’ por erro dos Requeridos; esses R$ 60.000,00 deveriam integrar o financiamento). Por conta do vício do serviço, o valor de R$ 18.913,40 foi descontado indevidamente do FGTS dos Autores. Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências e telefonemas para obter o estorno o valor descontado (pois, repita-se, o financiamento não foi viabilizado). Na nova tentativa de celebração do financiamento, os Requeridos deduziram cobrança de multa sobre parcela de repasse, por suposta mora/inadimplemento dos Autores. Todos esses fatos, detalhadamente descritos e amparados em documentos não foram impugnados pelos Requeridos, que se socorreram em alegações genéricas. Sequer apresentaram sua versão para os fatos ocorridos. Diante dos vícios do serviço, inexigível a multa imposta pelos Requeridos. Pois, repita-se, a demora para celebração do financiamento (que sequer foi concretizado até o momento) é imputável aos Requeridos (em especial no episódio da elaboração equivocada de contrato, que deixou de abrigar montante de R$ 60.000,00). A cobrança de valor indevido posterior (multa pelo repasse) afastou mora dos Autores. Ainda, nos termos do pedido formulado a fl. 06, parágrafo 4º, os valores do financiamento do mês de dezembro de 2012 deverão ser mantidos (e não corrigidos pelo INCC, pois não mais havia construção em andamento), sem a incidência de juros e encargos. Será admitida apenas a correção do valor pelo IPCA, para afastar enriquecimento indevido dos Autores. Por fim, vislumbro algo mais do que mero aborrecimento, decorrente da vida em sociedade. Houve dano moral, decorrente dos sucessivos vícios do serviço (que impediram os Autores de celebrar o financiamento com o valor correto e receber as chaves do imóvel). Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências para solucionar os problemas (celebrar o contrato de financiamento; efetuar o estorno de valores indevidamente liberados do FGTS etc.). Os Requeridos, além de não terem prestado a assistência devida, deduziram cobrança indevida de multa (que inviabilizaram a celebração do contrato). Até o momento (passados mais de 1 ano e 2 meses), o contrato não foi celebrado e os Autores, não receberam as chaves do imóvel. Consideradas as circunstâncias do caso, entendo razoável o arbitramento do montante de R$ 7.240,00 (equivalente a 10 salários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP referida prestação de R$ 60.000,00, ‘nascida’ por erro dos Requeridos; esses R$ 60.000,00 deveriam integrar o financiamento). Por conta do vício do serviço, o valor de R$ 18.913,40 foi descontado indevidamente do FGTS dos Autores. Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências e telefonemas para obter o estorno o valor descontado (pois, repita-se, o financiamento não foi viabilizado). Na nova tentativa de celebração do financiamento, os Requeridos deduziram cobrança de multa sobre parcela de repasse, por suposta mora/inadimplemento dos Autores. Todos esses fatos, detalhadamente descritos e amparados em documentos não foram impugnados pelos Requeridos, que se socorreram em alegações genéricas. Sequer apresentaram sua versão para os fatos ocorridos. Diante dos vícios do serviço, inexigível a multa imposta pelos Requeridos. Pois, repita-se, a demora para celebração do financiamento (que sequer foi concretizado até o momento) é imputável aos Requeridos (em especial no episódio da elaboração equivocada de contrato, que deixou de abrigar montante de R$ 60.000,00). A cobrança de valor indevido posterior (multa pelo repasse) afastou mora dos Autores. Ainda, nos termos do pedido formulado a fl. 06, parágrafo 4º, os valores do financiamento do mês de dezembro de 2012 deverão ser mantidos (e não corrigidos pelo INCC, pois não mais havia construção em andamento), sem a incidência de juros e encargos. Será admitida apenas a correção do valor pelo IPCA, para afastar enriquecimento indevido dos Autores. Por fim, vislumbro algo mais do que mero aborrecimento, decorrente da vida em sociedade. Houve dano moral, decorrente dos sucessivos vícios do serviço (que impediram os Autores de celebrar o financiamento com o valor correto e receber as chaves do imóvel). Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências para solucionar os problemas (celebrar o contrato de financiamento; efetuar o estorno de valores indevidamente liberados do FGTS etc.). Os Requeridos, além de não terem prestado a assistência devida, deduziram cobrança indevida de multa (que inviabilizaram a celebração do contrato). Até o momento (passados mais de 1 ano e 2 meses), o contrato não foi celebrado e os Autores, não receberam as chaves do imóvel. Consideradas as circunstâncias do caso, entendo razoável o arbitramento do montante de R$ 7.240,00 (equivalente a 10 salários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP mínimos), a título de dano moral.” (fls. 82-83). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE ENTREGA. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.11.2013. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. As razões do agravo regimental não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP mínimos), a título de dano moral.” (fls. 82-83). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE ENTREGA. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.11.2013. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. As razões do agravo regimental não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 811.599-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 13/10/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Contrato de compra e venda. Demora na entrega do imóvel. Danos materiais e morais. Dever de indenizar. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 812.718-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 30/10/2014). Por fim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 811.599-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 13/10/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Contrato de compra e venda. Demora na entrega do imóvel. Danos materiais e morais. Dever de indenizar. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 812.718-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 30/10/2014). Por fim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP aplicação das normas infraconstitucionais”. Nesse sentido, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no RE 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má- fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP aplicação das normas infraconstitucionais”. Nesse sentido, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no RE 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má- fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) : FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) : LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) : VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/ S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894676 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) : FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) : LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) : VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/ S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894676 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7925050
2015-02-10T00:00:00
2015-03-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. FINANCIAMENTO BANCÁRIO. ERRO GROSSEIRO NA INTERMEDIAÇÃO. CONFIGURAÇÃO DE DANO MORAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279/STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula nº 279/STF que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença que julgou procedente a pretensão inicial para condenar as recorrentes ao pagamento de indenização por danos morais. 6. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur294682
- Acórdão(s) citado(s): (COMPRA E VENDA DE IMÓVEL) ARE 812718 AgR (1ªT), ARE 811599 AgR (1ªT). (PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DOS LIMITES DA COISA JULGADA) ARE 748371 RG, ARE 756177 AgR (2ªT), ARE 756912 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 26/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
841932
[ "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 841932 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) : FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) : LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) : VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) :FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) :LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) :VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. FINANCIAMENTO BANCÁRIO. ERRO GROSSEIRO NA INTERMEDIAÇÃO. CONFIGURAÇÃO DE DANO MORAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825153. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 841932 AGR / SP necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença que julgou procedente a pretensão inicial para condenar as recorrentes ao pagamento de indenização por danos morais. 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825153. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença que julgou procedente a pretensão inicial para condenar as recorrentes ao pagamento de indenização por danos morais. 6. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) :FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) :LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) :VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CONSTRUTORA TENDA S/A e pela FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) :FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) :LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) :VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CONSTRUTORA TENDA S/A e pela FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DANO MORAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. O dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não pode ser revisto pela E. Suprema Corte, em face da incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal que dispõe, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 841932 AGR / SP que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘O i. Magistrado prolator bem apreciou os argumentos lançados e provas produzidas. As requeridas não justificaram minimamente o erro grosseiro cometido, imputando ao adquirente os encargos moratórios decorrentes do insucesso do financiamento bancário. Além da mora atribuída às recorrentes, bem fixada em primeiro grau indenização por danos morais experimentados pelos recorridos, atendidos os critérios da razoabilidade e proporcionalidade’. 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformadas com a decisão supra, as agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: "A r. decisão agravada negou seguimento ao Recurso Extraordinário, fundamentada na ausência de comprovação de repercussão geral, e ainda, pela incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Contudo, conforme demonstrado nos autos do referido Agravo do qual se negou seguimento, a respeitável decisão mantida em sede de Recurso Inominado negou vigência aos artigos 5..., incisos II, X e LIV da Constituição Federal. Portanto, devidamente impugnado especificamente o v. acórdão, ao passo que manter a condenação ao pagamento de indenização por mero aborrecimento causado pelo descumprimento contratual, sem que houvesse a efetiva comprovação das alegações, caracteriza efetiva aplicação de entendimento diverso daquele aplicado por outros tribunais. Portanto, deve-se ter em mente o objetivo maior do Recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘O i. Magistrado prolator bem apreciou os argumentos lançados e provas produzidas. As requeridas não justificaram minimamente o erro grosseiro cometido, imputando ao adquirente os encargos moratórios decorrentes do insucesso do financiamento bancário. Além da mora atribuída às recorrentes, bem fixada em primeiro grau indenização por danos morais experimentados pelos recorridos, atendidos os critérios da razoabilidade e proporcionalidade’. 5. Agravo DESPROVIDO.” Inconformadas com a decisão supra, as agravantes interpõem o recurso alegando, em síntese: "A r. decisão agravada negou seguimento ao Recurso Extraordinário, fundamentada na ausência de comprovação de repercussão geral, e ainda, pela incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Contudo, conforme demonstrado nos autos do referido Agravo do qual se negou seguimento, a respeitável decisão mantida em sede de Recurso Inominado negou vigência aos artigos 5..., incisos II, X e LIV da Constituição Federal. Portanto, devidamente impugnado especificamente o v. acórdão, ao passo que manter a condenação ao pagamento de indenização por mero aborrecimento causado pelo descumprimento contratual, sem que houvesse a efetiva comprovação das alegações, caracteriza efetiva aplicação de entendimento diverso daquele aplicado por outros tribunais. Portanto, deve-se ter em mente o objetivo maior do Recurso 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 841932 AGR / SP Extraordinário que é o de assegurar o cumprimento de um direito constitucional, para que através de uma análise mais profunda de uma determinada questão seja possível chegar a uma verdadeira Justiça. Em face das razões delineadas, comprovado restou que a decisão agravada deve ser integralmente reformada, dando-se provimento total ao Recurso Extraordinário em tela. Ademais disso, a repercussão geral consiste na existência, ou não, de questões relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Como no caso em tela, manter a condenação das Agravantes ao pagamento de danos morais é de grande relevância, pois abre um precedente, e ainda, como o processo envolve o direito imobiliário, guarda um repercussão geral implícita, por se trata de matéria, repetitiva onde a lide é sempre a mesma, bem como uma das partes, que são as Agravantes. Há repercussão geral política e jurídica, pois a questão envolvendo contratos de compromisso de compra e venda de bens imóveis está ligada à discussão sobre a relativização do princípio do pacta sunt servanda frente às disposições insertas no Código de Defesa do Consumidor, matéria elevada a questão constitucional. Ressalta-se, que não se faz necessário reexaminar provas para constatar a divergência suscitada em sede de Recurso Extraordinário, é portanto, não há que se falar na incidência da Súmula 279 do Superior Tribunal Federal." (fls.301-303). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP Extraordinário que é o de assegurar o cumprimento de um direito constitucional, para que através de uma análise mais profunda de uma determinada questão seja possível chegar a uma verdadeira Justiça. Em face das razões delineadas, comprovado restou que a decisão agravada deve ser integralmente reformada, dando-se provimento total ao Recurso Extraordinário em tela. Ademais disso, a repercussão geral consiste na existência, ou não, de questões relevantes sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. Como no caso em tela, manter a condenação das Agravantes ao pagamento de danos morais é de grande relevância, pois abre um precedente, e ainda, como o processo envolve o direito imobiliário, guarda um repercussão geral implícita, por se trata de matéria, repetitiva onde a lide é sempre a mesma, bem como uma das partes, que são as Agravantes. Há repercussão geral política e jurídica, pois a questão envolvendo contratos de compromisso de compra e venda de bens imóveis está ligada à discussão sobre a relativização do princípio do pacta sunt servanda frente às disposições insertas no Código de Defesa do Consumidor, matéria elevada a questão constitucional. Ressalta-se, que não se faz necessário reexaminar provas para constatar a divergência suscitada em sede de Recurso Extraordinário, é portanto, não há que se falar na incidência da Súmula 279 do Superior Tribunal Federal." (fls.301-303). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825154. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano moral indenizável com fundamento nas normas infraconstitucionais (Código de Defesa do Consumidor) e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa da sentença, mantida pelo acórdão recorrido por seus próprios fundamentos: “As Requeridas, fornecedoras do serviço, são solidariamente responsáveis pelo vício e fato do serviço, diante dos Autores, consumidores, nos termos do art. 14 e 20 da Lei n. 8.078/90. Os elementos existentes nos autos indicam que, desde 13.12.2012, os Autores vêm buscando celebrar – por meio dos Requeridos – contrato de financiamento da parcela restante com a instituição financeira. Por uma sucessão de erros (atribuíveis aos Requeridos), o contrato não foi celebrado. Em especial, o erro (cometido pelos Requeridos, no momento da intermediação), que culminou com o cálculo a menor (da parcela financiada) de R$ 60.000,00. Os Requeridos, então, informaram que o contrato estava pronto para ser assinado, desde que os Autores depositassem a quantia de R$ 60.000,00, que tinha ficado ‘fora’ do financiamento (por erro dos Requeridos). Os Requerentes não tinham esse valor (e nem estavam obrigados a efetuar o pagamento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa à existência de dano moral indenizável com fundamento nas normas infraconstitucionais (Código de Defesa do Consumidor) e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa da sentença, mantida pelo acórdão recorrido por seus próprios fundamentos: “As Requeridas, fornecedoras do serviço, são solidariamente responsáveis pelo vício e fato do serviço, diante dos Autores, consumidores, nos termos do art. 14 e 20 da Lei n. 8.078/90. Os elementos existentes nos autos indicam que, desde 13.12.2012, os Autores vêm buscando celebrar – por meio dos Requeridos – contrato de financiamento da parcela restante com a instituição financeira. Por uma sucessão de erros (atribuíveis aos Requeridos), o contrato não foi celebrado. Em especial, o erro (cometido pelos Requeridos, no momento da intermediação), que culminou com o cálculo a menor (da parcela financiada) de R$ 60.000,00. Os Requeridos, então, informaram que o contrato estava pronto para ser assinado, desde que os Autores depositassem a quantia de R$ 60.000,00, que tinha ficado ‘fora’ do financiamento (por erro dos Requeridos). Os Requerentes não tinham esse valor (e nem estavam obrigados a efetuar o pagamento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP referida prestação de R$ 60.000,00, ‘nascida’ por erro dos Requeridos; esses R$ 60.000,00 deveriam integrar o financiamento). Por conta do vício do serviço, o valor de R$ 18.913,40 foi descontado indevidamente do FGTS dos Autores. Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências e telefonemas para obter o estorno o valor descontado (pois, repita-se, o financiamento não foi viabilizado). Na nova tentativa de celebração do financiamento, os Requeridos deduziram cobrança de multa sobre parcela de repasse, por suposta mora/inadimplemento dos Autores. Todos esses fatos, detalhadamente descritos e amparados em documentos não foram impugnados pelos Requeridos, que se socorreram em alegações genéricas. Sequer apresentaram sua versão para os fatos ocorridos. Diante dos vícios do serviço, inexigível a multa imposta pelos Requeridos. Pois, repita-se, a demora para celebração do financiamento (que sequer foi concretizado até o momento) é imputável aos Requeridos (em especial no episódio da elaboração equivocada de contrato, que deixou de abrigar montante de R$ 60.000,00). A cobrança de valor indevido posterior (multa pelo repasse) afastou mora dos Autores. Ainda, nos termos do pedido formulado a fl. 06, parágrafo 4..., os valores do financiamento do mês de dezembro de 2012 deverão ser mantidos (e não corrigidos pelo INCC, pois não mais havia construção em andamento), sem a incidência de juros e encargos. Será admitida apenas a correção do valor pelo IPCA, para afastar enriquecimento indevido dos Autores. Por fim, vislumbro algo mais do que mero aborrecimento, decorrente da vida em sociedade. Houve dano moral, decorrente dos sucessivos vícios do serviço (que impediram os Autores de celebrar o financiamento com o valor correto e receber as chaves do imóvel). Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências para solucionar os problemas (celebrar o contrato de financiamento; efetuar o estorno de valores indevidamente liberados do FGTS etc.). Os Requeridos, além de não terem prestado a assistência devida, deduziram cobrança indevida de multa (que inviabilizaram a celebração do contrato). Até o momento (passados mais de 1 ano e 2 meses), o contrato não foi celebrado e os Autores, não receberam as chaves do imóvel. Consideradas as circunstâncias do caso, entendo razoável o arbitramento do montante de R$ 7.240,00 (equivalente a 10 salários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP referida prestação de R$ 60.000,00, ‘nascida’ por erro dos Requeridos; esses R$ 60.000,00 deveriam integrar o financiamento). Por conta do vício do serviço, o valor de R$ 18.913,40 foi descontado indevidamente do FGTS dos Autores. Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências e telefonemas para obter o estorno o valor descontado (pois, repita-se, o financiamento não foi viabilizado). Na nova tentativa de celebração do financiamento, os Requeridos deduziram cobrança de multa sobre parcela de repasse, por suposta mora/inadimplemento dos Autores. Todos esses fatos, detalhadamente descritos e amparados em documentos não foram impugnados pelos Requeridos, que se socorreram em alegações genéricas. Sequer apresentaram sua versão para os fatos ocorridos. Diante dos vícios do serviço, inexigível a multa imposta pelos Requeridos. Pois, repita-se, a demora para celebração do financiamento (que sequer foi concretizado até o momento) é imputável aos Requeridos (em especial no episódio da elaboração equivocada de contrato, que deixou de abrigar montante de R$ 60.000,00). A cobrança de valor indevido posterior (multa pelo repasse) afastou mora dos Autores. Ainda, nos termos do pedido formulado a fl. 06, parágrafo 4..., os valores do financiamento do mês de dezembro de 2012 deverão ser mantidos (e não corrigidos pelo INCC, pois não mais havia construção em andamento), sem a incidência de juros e encargos. Será admitida apenas a correção do valor pelo IPCA, para afastar enriquecimento indevido dos Autores. Por fim, vislumbro algo mais do que mero aborrecimento, decorrente da vida em sociedade. Houve dano moral, decorrente dos sucessivos vícios do serviço (que impediram os Autores de celebrar o financiamento com o valor correto e receber as chaves do imóvel). Os Autores tiveram de efetuar diversas diligências para solucionar os problemas (celebrar o contrato de financiamento; efetuar o estorno de valores indevidamente liberados do FGTS etc.). Os Requeridos, além de não terem prestado a assistência devida, deduziram cobrança indevida de multa (que inviabilizaram a celebração do contrato). Até o momento (passados mais de 1 ano e 2 meses), o contrato não foi celebrado e os Autores, não receberam as chaves do imóvel. Consideradas as circunstâncias do caso, entendo razoável o arbitramento do montante de R$ 7.240,00 (equivalente a 10 salários 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP mínimos), a título de dano moral.” (fls. 82-83). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE ENTREGA. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.11.2013. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. As razões do agravo regimental não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP mínimos), a título de dano moral.” (fls. 82-83). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “DIREITO CIVIL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE ENTREGA. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.11.2013. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. As razões do agravo regimental não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 811.599-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 13/10/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Contrato de compra e venda. Demora na entrega do imóvel. Danos materiais e morais. Dever de indenizar. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 812.718-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 30/10/2014). Por fim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 811.599-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 13/10/2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Contrato de compra e venda. Demora na entrega do imóvel. Danos materiais e morais. Dever de indenizar. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e Provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 812.718-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 30/10/2014). Por fim, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do referido julgado: “Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 841932 AGR / SP aplicação das normas infraconstitucionais”. Nesse sentido, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no Recurso Extraordinário 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má- fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Supremo Tribunal Federal ARE 841932 AGR / SP aplicação das normas infraconstitucionais”. Nesse sentido, transcrevo a ementa dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MULTA. QUESTÕES INFRACONSTITUCIONAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 748.371- RG/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, e no Recurso Extraordinário 633.360-RG/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca, respectivamente, da violação dos limites da coisa julgada e dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, e da aplicação de multa por litigância de má- fé, por entenderem que a discussão em torno desses temas possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.” (ARE 756.177-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/9/2013). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). TESE RECURSAL CALCADA EM NORMAS DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 756.912-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 20/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825155. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) : FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) : LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) : VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/ S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894676 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841.932 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CONSTRUTORA TENDA S/A AGTE.(S) : FIT 38 SPE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : SANDRA REGINA MIRANDA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : KLEBER INSAURRADE DOS SANTOS AGDO.(A/S) : LEDA MARIA BANLIAN ARAUJO LIMA ADV.(A/S) : VALMIR ANDRÉ MARONATO GUIMARÃES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/ S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894676 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841932 AGR / SP", "ARE 748 . 371", "ARE 841932", "ARE 748 . 371", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 841 . 932", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841932 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841932", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841932 AGR / SP", "Súmula 279 do Superior Tribunal Federal", "ARE 841932 AGR / SP", "Súmula 279 do Superior Tribunal Federal", "ARE 841932 AGR", "ARE 841932 AGR / SP", "ARE 841932 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841932 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 841932 AGR", "ARE 811 . 599 - AgR", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636", "ARE 812 . 718 - 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DETRAÇÃO PENAL. JUÍZO DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE (ART. 66, III, “C”, DA LEI 7.210/84). AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 14 a 20.10.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937184. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; e (b) a discussão sobre a aplicação do art. 387, § 2º, do CPP perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a realização da detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão debatida nos autos tem repercussão geral; e (b) o tempo de prisão provisória cumprido pelo recorrente deve ser computado pelo próprio magistrado sentenciante para fins de fixação do regime prisional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937227. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; e (b) a discussão sobre a aplicação do art. 387, § 2º, do CPP perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a realização da detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão debatida nos autos tem repercussão geral; e (b) o tempo de prisão provisória cumprido pelo recorrente deve ser computado pelo próprio magistrado sentenciante para fins de fixação do regime prisional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do apelo extremo. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do apelo extremo. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 907993 AGR / SP 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, a discussão trazida pelo recorrente – aplicação do art. 387, § 2º, do CPP - perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Supremo Tribunal Federal RE 907993 AGR / SP 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, a discussão trazida pelo recorrente – aplicação do art. 387, § 2º, do CPP - perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984243 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11991133
2016-10-21T00:00:00
2016-11-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DETRAÇÃO PENAL. JUÍZO DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE (ART. 66, III, “C”, DA LEI 7.210/84). AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur359537
Número de páginas: 5. Análise: 16/11/2016, MAD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
907993
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00066 INC-00003 LET-C\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 907993 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DETRAÇÃO PENAL. JUÍZO DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE (ART. 66, III, “C”, DA LEI 7.210/84). AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 14 a 20.10.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937184. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; e (b) a discussão sobre a aplicação do art. 387, § 2..., do CPP perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a realização da detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão debatida nos autos tem repercussão geral; e (b) o tempo de prisão provisória cumprido pelo recorrente deve ser computado pelo próprio magistrado sentenciante para fins de fixação do regime prisional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937227. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; e (b) a discussão sobre a aplicação do art. 387, § 2..., do CPP perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a realização da detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a questão debatida nos autos tem repercussão geral; e (b) o tempo de prisão provisória cumprido pelo recorrente deve ser computado pelo próprio magistrado sentenciante para fins de fixação do regime prisional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do apelo extremo. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do apelo extremo. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 907993 AGR / SP 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, a discussão trazida pelo recorrente – aplicação do art. 387, § 2..., do CPP - perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 907993 AGR / SP 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, a discussão trazida pelo recorrente – aplicação do art. 387, § 2..., do CPP - perde maior relevo na hipótese, na medida em que, com o julgamento deste apelo, a detração será realizada pelo juízo da execução penal (art. 66, III, “c”, da Lei 7.210/84). 4. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário”. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984243 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907.993 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ADENILSON RODRIGUES SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984243 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907 . 993", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907 . 993", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907 . 993", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907 . 993", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907 . 993", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 907993 AGR / SP 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 907993 AGR / SP 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907 . 993", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 907 . 993" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 66 , III , “ C ” , DA LEI 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 387 , § 2 . . . , do CPP", "art . 66 , III , “ c ” , da Lei 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 387 , § 2 . . . , do CPP", "art . 66 , III , “ c ” , da Lei 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 387 , § 2 . . . , do CPP", "art . 66 , III , “ c ” , da Lei 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 387 , § 2 . . . , do CPP", "art . 66 , III , “ c ” , da Lei 7 . 210 / 84", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ADENILSON RODRIGUES SOUZA", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ADENILSON RODRIGUES SOUZA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ADENILSON RODRIGUES SOUZA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "ADENILSON RODRIGUES SOUZA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ADENILSON RODRIGUES SOUZA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CF/88. NORMA EDITADA ANTES DA CONSTITUIÇÃO (DL 406/68). NÃO APLICAÇÃO. JURISPRUDÊNCIA. INTERPOSIÇÃO DO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO ARTIGO 102, III, DA CARTA DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE CUMPRIMENTO DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. RE 602.883-RG (REL. MIN. ELLEN GRACIE, TEMA 288). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718302. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 852976 AGR / PE Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718302. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (arts. 150, § 4º, 156, IV, e 174 do Código Tributário Nacional), de modo que não se aplica ao caso o princípio da reserva de plenário; (c) ausência de demonstração do cumprimento das hipóteses de cabimento do art. 102, III, c e d, da Carta da República; (d) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte no ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (e) esta Corte rejeitou a repercussão geral de objeto análogo ao dos autos na análise do RE 602.883-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tema 288); e (f) quanto aos demais itens do extraordinário, o seu julgamento demanda apreciação de matéria infraconstitucional. A recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; (b) não incidem os óbices apresentados nos Temas 660 e 288 da Repercussão Geral; e (c) o recurso apontou ofensa direta e frontal à Carta da República. No mais, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (arts. 150, § 4º, 156, IV, e 174 do Código Tributário Nacional), de modo que não se aplica ao caso o princípio da reserva de plenário; (c) ausência de demonstração do cumprimento das hipóteses de cabimento do art. 102, III, c e d, da Carta da República; (d) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte no ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (e) esta Corte rejeitou a repercussão geral de objeto análogo ao dos autos na análise do RE 602.883-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tema 288); e (f) quanto aos demais itens do extraordinário, o seu julgamento demanda apreciação de matéria infraconstitucional. A recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; (b) não incidem os óbices apresentados nos Temas 660 e 288 da Repercussão Geral; e (c) o recurso apontou ofensa direta e frontal à Carta da República. No mais, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 852976 AGR / PE repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Quanto ao art. 97 da CF/88, é inaplicável a cláusula de reserva de plenário, uma vez que os arts. 150, § 4º, 156, IV, e 174 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Quanto ao art. 97 da CF/88, é inaplicável a cláusula de reserva de plenário, uma vez que os arts. 150, § 4º, 156, IV, e 174 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE do Código Tributário Nacional, que se alega não terem sido aplicados, em desrespeito ao que prescreve a Súmula Vinculante 10, foram editados antes da Constituição de 1988. Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97, da CF. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 29.4.2011. 3. A distinção entre o juízo de recepção de norma pré- constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade restou esclarecida no julgamento da ADI nº 2, da Relatoria do Ministro Paulo Brossard, in verbis: CONSTITUIÇÃO. LEI ANTERIOR QUE A CONTRARIE. REVOGAÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE. IMPOSSIBILIDADE. A lei ou é constitucional ou não é lei. Lei inconstitucional é uma contradição em si. A lei é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE do Código Tributário Nacional, que se alega não terem sido aplicados, em desrespeito ao que prescreve a Súmula Vinculante 10, foram editados antes da Constituição de 1988. Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97, da CF. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 29.4.2011. 3. A distinção entre o juízo de recepção de norma pré- constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade restou esclarecida no julgamento da ADI nº 2, da Relatoria do Ministro Paulo Brossard, in verbis: CONSTITUIÇÃO. LEI ANTERIOR QUE A CONTRARIE. REVOGAÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE. IMPOSSIBILIDADE. A lei ou é constitucional ou não é lei. Lei inconstitucional é uma contradição em si. A lei é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE constitucional quando fiel à Constituição; inconstitucional, na medida em que a desrespeita, dispondo sobre o que lhe era vedado. O vício da inconstitucionalidade é congênito à lei e há de ser apurado em face da Constituição vigente ao tempo de sua elaboração. Lei anterior não pode ser inconstitucional em relação à Constituição superveniente; nem o legislador poderia infringir Constituição futura. A Constituição sobrevinda não torna inconstitucionais leis anteriores com ela conflitantes: revoga-as. Pelo fato de ser superior, a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. Seria ilógico que a lei fundamental, por ser suprema, não revogasse, ao ser promulgada, leis ordinárias. A lei maior valeria menos que a lei ordinária. Reafirmação da antiga jurisprudência do STF, mais que cinqüentenária. Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido. 4. Agravo regimental desprovido.(AI 851.849-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 27/5/2013) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da CF). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. SÚMULA 565/STF. ART. 9º DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE constitucional quando fiel à Constituição; inconstitucional, na medida em que a desrespeita, dispondo sobre o que lhe era vedado. O vício da inconstitucionalidade é congênito à lei e há de ser apurado em face da Constituição vigente ao tempo de sua elaboração. Lei anterior não pode ser inconstitucional em relação à Constituição superveniente; nem o legislador poderia infringir Constituição futura. A Constituição sobrevinda não torna inconstitucionais leis anteriores com ela conflitantes: revoga-as. Pelo fato de ser superior, a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. Seria ilógico que a lei fundamental, por ser suprema, não revogasse, ao ser promulgada, leis ordinárias. A lei maior valeria menos que a lei ordinária. Reafirmação da antiga jurisprudência do STF, mais que cinqüentenária. Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido. 4. Agravo regimental desprovido.(AI 851.849-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 27/5/2013) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da CF). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. SÚMULA 565/STF. ART. 9º DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/STF, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento.(RE 278.710-AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 4. No que toca à alegação de cabimento do recurso extraordinário pela alínea “c” do art. 102, III, da Carta Magna, não pode ser conhecido o recurso extraordinário. Isto porque, não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar qual lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal foi julgado válido pelo Tribunal de origem, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do STF. 5. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/STF, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento.(RE 278.710-AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 4. No que toca à alegação de cabimento do recurso extraordinário pela alínea “c” do art. 102, III, da Carta Magna, não pode ser conhecido o recurso extraordinário. Isto porque, não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar qual lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal foi julgado válido pelo Tribunal de origem, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do STF. 5. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 6. Adite-se que esta Corte negou a repercussão geral de matéria análoga à ora analisada – “Interrupção do prazo prescricional na execução fiscal”, por se tratar de questão infraconstitucional (RE 602.883-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Tema 288). De fato, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de matéria infraconstitucional (Código de Processo Civil, Código Tributário Nacional e Lei 6.830/1980), de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE PRESCRIÇÃO NO CASO CONCRETO. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA É firme o entendimento desta Corte no sentido de que a controvérsia relacionada à aplicação da prescrição no caso concreto não enseja a abertura da via extraordinária. A alegação de prescrição dos créditos foi devidamente apreciada pelas instâncias ordinárias, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 767.393-AgR / DF - DISTRITO FEDERAL, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 21/5/2014) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. INOCORRÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 6. Adite-se que esta Corte negou a repercussão geral de matéria análoga à ora analisada – “Interrupção do prazo prescricional na execução fiscal”, por se tratar de questão infraconstitucional (RE 602.883-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Tema 288). De fato, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de matéria infraconstitucional (Código de Processo Civil, Código Tributário Nacional e Lei 6.830/1980), de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE PRESCRIÇÃO NO CASO CONCRETO. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA É firme o entendimento desta Corte no sentido de que a controvérsia relacionada à aplicação da prescrição no caso concreto não enseja a abertura da via extraordinária. A alegação de prescrição dos créditos foi devidamente apreciada pelas instâncias ordinárias, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 767.393-AgR / DF - DISTRITO FEDERAL, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 21/5/2014) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. INOCORRÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO EM EXECUÇÃO FISCAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. III - A jurisprudência deste Tribunal é no sentido de que a discussão em torno da ocorrência de interrupção do prazo prescricional na execução fiscal possui natureza infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedente. IV - Agravo regimental improvido. (RE 549.935-AgR / MG - MINAS GERAIS, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 11/4/2011) No mesmo sentido, a questão relativa à demora na citação ser imputável ao Poder Judiciário tem índole infraconstitucional. Nesse sentido: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (RE 710.647-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 24/10/2013) Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO EM EXECUÇÃO FISCAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. II – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. III - A jurisprudência deste Tribunal é no sentido de que a discussão em torno da ocorrência de interrupção do prazo prescricional na execução fiscal possui natureza infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedente. IV - Agravo regimental improvido. (RE 549.935-AgR / MG - MINAS GERAIS, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 11/4/2011) No mesmo sentido, a questão relativa à demora na citação ser imputável ao Poder Judiciário tem índole infraconstitucional. Nesse sentido: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (RE 710.647-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 24/10/2013) Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 751.864-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º/8/2013) 7. Ainda que superados esses graves óbices, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à hipótese de cabimento prevista na alínea “d” do art. 102, III, da Constituição da República. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado o recorrente de informar qual lei local contestada em face de lei federal foi julgada válida pelo Tribunal a quo. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 751.864-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º/8/2013) 7. Ainda que superados esses graves óbices, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à hipótese de cabimento prevista na alínea “d” do art. 102, III, da Constituição da República. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado o recorrente de informar qual lei local contestada em face de lei federal foi julgada válida pelo Tribunal a quo. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759793 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759793 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7797117
2015-02-03T00:00:00
2015-02-19T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CF/88. NORMA EDITADA ANTES DA CONSTITUIÇÃO (DL 406/68). NÃO APLICAÇÃO. JURISPRUDÊNCIA. INTERPOSIÇÃO DO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO ARTIGO 102, III, DA CARTA DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE CUMPRIMENTO DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. RE 602.883-RG (REL. MIN. ELLEN GRACIE, TEMA 288). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur292522
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 748371 RG. (EXECUÇÃO FISCAL, PRESCRIÇÃO) RE 602883 RG. Número de páginas: 12. Análise: 27/02/2015, BMP
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
852976
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097 ART-00102 INC-00003 LET-C \n LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-000406 ANO-1968\n DECRETO-LEI" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 852976 AgR
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AGTE.(S) : MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. NORMA EDITADA ANTES DA CONSTITUIÇÃO (DL 406/68). NÃO APLICAÇÃO. JURISPRUDÊNCIA. INTERPOSIÇÃO DO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO ARTIGO 102, III, DA CARTA DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE CUMPRIMENTO DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. Recurso Extraordinário 602.883-RG (REL. MIN. ELLEN GRACIE, TEMA 288). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718302. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 852976 AGR / PE Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718302. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (arts. 150, § 4..., 156, IV, e 174 do Código Tributário Nacional), de modo que não se aplica ao caso o princípio da reserva de plenário; (c) ausência de demonstração do cumprimento das hipóteses de cabimento do art. 102, III, c e d, da Carta da República; (d) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte no ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (e) esta Corte rejeitou a repercussão geral de objeto análogo ao dos autos na análise do Recurso Extraordinário 602.883-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tema 288); e (f) quanto aos demais itens do extraordinário, o seu julgamento demanda apreciação de matéria infraconstitucional. A recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; (b) não incidem os óbices apresentados nos Temas 660 e 288 da Repercussão Geral; e (c) o recurso apontou ofensa direta e frontal à Carta da República. No mais, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos argumentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (arts. 150, § 4..., 156, IV, e 174 do Código Tributário Nacional), de modo que não se aplica ao caso o princípio da reserva de plenário; (c) ausência de demonstração do cumprimento das hipóteses de cabimento do art. 102, III, c e d, da Carta da República; (d) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte no ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; (e) esta Corte rejeitou a repercussão geral de objeto análogo ao dos autos na análise do Recurso Extraordinário 602.883-RG (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tema 288); e (f) quanto aos demais itens do extraordinário, o seu julgamento demanda apreciação de matéria infraconstitucional. A recorrente sustenta, em suma, que (a) foi apresentada fundamentação pormenorizada de repercussão geral; (b) não incidem os óbices apresentados nos Temas 660 e 288 da Repercussão Geral; e (c) o recurso apontou ofensa direta e frontal à Carta da República. No mais, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 852976 AGR / PE repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE repisa as mesmas razões já trazidas nos autos. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Quanto ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/88, é inaplicável a cláusula de reserva de plenário, uma vez que os arts. 150, § 4..., 156, IV, e 174 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Quanto ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/88, é inaplicável a cláusula de reserva de plenário, uma vez que os arts. 150, § 4..., 156, IV, e 174 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE do Código Tributário Nacional, que se alega não terem sido aplicados, em desrespeito ao que prescreve a Súmula Vinculante 10, foram editados antes da Constituição de 1988. Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97, da Constituição Federal de 1988. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 29.4.2011. 3. A distinção entre o juízo de recepção de norma pré- constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade restou esclarecida no julgamento da ADI n 2, da Relatoria do Ministro Paulo Brossard, in verbis: CONSTITUIÇÃO. LEI ANTERIOR QUE A CONTRARIE. REVOGAÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE. IMPOSSIBILIDADE. A lei ou é constitucional ou não é lei. Lei inconstitucional é uma contradição em si. A lei é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE do Código Tributário Nacional, que se alega não terem sido aplicados, em desrespeito ao que prescreve a Súmula Vinculante 10, foram editados antes da Constituição de 1988. Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97, da Constituição Federal de 1988. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 29.4.2011. 3. A distinção entre o juízo de recepção de norma pré- constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade restou esclarecida no julgamento da ADI n 2, da Relatoria do Ministro Paulo Brossard, in verbis: CONSTITUIÇÃO. LEI ANTERIOR QUE A CONTRARIE. REVOGAÇÃO. INCONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE. IMPOSSIBILIDADE. A lei ou é constitucional ou não é lei. Lei inconstitucional é uma contradição em si. A lei é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE constitucional quando fiel à Constituição; inconstitucional, na medida em que a desrespeita, dispondo sobre o que lhe era vedado. O vício da inconstitucionalidade é congênito à lei e há de ser apurado em face da Constituição vigente ao tempo de sua elaboração. Lei anterior não pode ser inconstitucional em relação à Constituição superveniente; nem o legislador poderia infringir Constituição futura. A Constituição sobrevinda não torna inconstitucionais leis anteriores com ela conflitantes: revoga-as. Pelo fato de ser superior, a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. Seria ilógico que a lei fundamental, por ser suprema, não revogasse, ao ser promulgada, leis ordinárias. A lei maior valeria menos que a lei ordinária. Reafirmação da antiga jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, mais que cinqüentenária. Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido. 4. Agravo regimental desprovido.(AI 851.849-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 27/5/2013) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da Constituição Federal de 1988). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. SÚMULA 565/Supremo Tribunal Federal. ART. 9... DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE constitucional quando fiel à Constituição; inconstitucional, na medida em que a desrespeita, dispondo sobre o que lhe era vedado. O vício da inconstitucionalidade é congênito à lei e há de ser apurado em face da Constituição vigente ao tempo de sua elaboração. Lei anterior não pode ser inconstitucional em relação à Constituição superveniente; nem o legislador poderia infringir Constituição futura. A Constituição sobrevinda não torna inconstitucionais leis anteriores com ela conflitantes: revoga-as. Pelo fato de ser superior, a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. Seria ilógico que a lei fundamental, por ser suprema, não revogasse, ao ser promulgada, leis ordinárias. A lei maior valeria menos que a lei ordinária. Reafirmação da antiga jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, mais que cinqüentenária. Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido. 4. Agravo regimental desprovido.(AI 851.849-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 27/5/2013) Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da Constituição Federal de 1988). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. SÚMULA 565/Supremo Tribunal Federal. ART. 9... DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/Supremo Tribunal Federal, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento.(Recurso Extraordinário 278.710-AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 4. No que toca à alegação de cabimento do recurso extraordinário pela alínea “c” do art. 102, III, da Carta Magna, não pode ser conhecido o recurso extraordinário. Isto porque, não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar qual lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal foi julgado válido pelo Tribunal de origem, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 5. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/Supremo Tribunal Federal, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento.(Recurso Extraordinário 278.710-AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 4. No que toca à alegação de cabimento do recurso extraordinário pela alínea “c” do art. 102, III, da Carta Magna, não pode ser conhecido o recurso extraordinário. Isto porque, não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar qual lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal foi julgado válido pelo Tribunal de origem, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 5. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta, já que é imprescindível o exame de normas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 6. Adite-se que esta Corte negou a repercussão geral de matéria análoga à ora analisada – “Interrupção do prazo prescricional na execução fiscal”, por se tratar de questão infraconstitucional (Recurso Extraordinário 602.883-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Tema 288). De fato, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de matéria infraconstitucional (Código de Processo Civil, Código Tributário Nacional e Lei 6.830/1980), de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE PRESCRIÇÃO NO CASO CONCRETO. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA É firme o entendimento desta Corte no sentido de que a controvérsia relacionada à aplicação da prescrição no caso concreto não enseja a abertura da via extraordinária. A alegação de prescrição dos créditos foi devidamente apreciada pelas instâncias ordinárias, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 767.393-AgR / DF - DISTRITO FEDERAL, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 21/5/2014) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. INOCORRÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 6. Adite-se que esta Corte negou a repercussão geral de matéria análoga à ora analisada – “Interrupção do prazo prescricional na execução fiscal”, por se tratar de questão infraconstitucional (Recurso Extraordinário 602.883-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Tema 288). De fato, a reversão do acórdão recorrido impõe análise de matéria infraconstitucional (Código de Processo Civil, Código Tributário Nacional e Lei 6.830/1980), de modo que eventual ofensa à Constituição seria meramente reflexa. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE PRESCRIÇÃO NO CASO CONCRETO. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO A AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA É firme o entendimento desta Corte no sentido de que a controvérsia relacionada à aplicação da prescrição no caso concreto não enseja a abertura da via extraordinária. A alegação de prescrição dos créditos foi devidamente apreciada pelas instâncias ordinárias, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer afronta aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 767.393-AgR / DF - DISTRITO FEDERAL, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 21/5/2014) Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. INOCORRÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO EM EXECUÇÃO FISCAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. III - A jurisprudência deste Tribunal é no sentido de que a discussão em torno da ocorrência de interrupção do prazo prescricional na execução fiscal possui natureza infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedente. IV - Agravo regimental improvido. (Recurso Extraordinário 549.935-AgR / MG - MINAS GERAIS, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 11/4/2011) No mesmo sentido, a questão relativa à demora na citação ser imputável ao Poder Judiciário tem índole infraconstitucional. Nesse sentido: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 710.647-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 24/10/2013) Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO EM EXECUÇÃO FISCAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. III - A jurisprudência deste Tribunal é no sentido de que a discussão em torno da ocorrência de interrupção do prazo prescricional na execução fiscal possui natureza infraconstitucional, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedente. IV - Agravo regimental improvido. (Recurso Extraordinário 549.935-AgR / MG - MINAS GERAIS, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Órgão Julgador: Primeira Turma, DJe de 11/4/2011) No mesmo sentido, a questão relativa à demora na citação ser imputável ao Poder Judiciário tem índole infraconstitucional. Nesse sentido: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 710.647-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 24/10/2013) Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852976 AGR / PE REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 751.864-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1.../8/2013) 7. Ainda que superados esses graves óbices, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à hipótese de cabimento prevista na alínea “d” do art. 102, III, da Constituição da República. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado o recorrente de informar qual lei local contestada em face de lei federal foi julgada válida pelo Tribunal a quo. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Supremo Tribunal Federal ARE 852976 AGR / PE REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 751.864-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1.../8/2013) 7. Ainda que superados esses graves óbices, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à hipótese de cabimento prevista na alínea “d” do art. 102, III, da Constituição da República. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado o recorrente de informar qual lei local contestada em face de lei federal foi julgada válida pelo Tribunal a quo. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7718318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759793 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.976 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNDIAL DE ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759793 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 748 . 371", "Recurso Extraordinário 602 . 883 - RG", "ARE 852976 AGR / PE", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 602 . 883 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 602 . 883 - RG", "ARE 852976 AGR / PE", "ARE 852976 AGR / PE", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula Vinculante 10", "AI", "-", "AgR 582 . 280", "AI 831 . 166 - AgR", "ADI n 2", "ARE 852976 AGR / PE", "AgR 582 . 280", "AI 831 . 166 - AgR", "ADI n 2", "AI 851 . 849 - AgR", "AI 831 . 166 - AgR", "SÚMULA 565 / Supremo Tribunal Federal", "AI 851 . 849 - AgR", "AI 831 . 166 - AgR", "SÚMULA 565 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 852976 AGR / PE", "Súmula 565 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 2", "Recurso Extraordinário 278 . 710 - AgR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal .", "ARE 852976", "Súmula 565 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 2", "Recurso Extraordinário 278 . 710 - AgR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 602 . 883 - RG", "ARE 767 . 393 - AgR / DF", "SÚMULAS 282", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 602 . 883 - RG", "ARE 767 . 393 - AgR / DF", "SÚMULAS 282", "ARE 852976 AGR / PE", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 549 . 935 - AgR / MG -", "Recurso Extraordinário 710 . 647 - ED", "ARE 852976 AGR /", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 549 . 935 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 710 . 647 - ED", "ARE 751 . 864 - AgR", "ARE 852976 AGR / PE", "ARE 751 . 864 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "RESERVA", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "DL 406 / 68", "ARTIGO 102 , III , DA CARTA DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 97 da Constituição", "Constituição de 1988", "arts . 150 , § 4 . . . , 156 , IV , e 174 do Código Tributário Nacional", "art . 102 , III , c e d , da Carta da República", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "97 da Constituição", "Constituição de 1988", "arts . 150 , § 4 . . . , 156 , IV , e 174 do Código Tributário Nacional", "art . 102 , III , c e d , da Carta da República", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do", "Código de Processo Civil", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional", "Constituição de 1988", "LEI 4 . 156 / 62", "ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "art . 97 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional", "Constituição de 1988", "LEI 4 . 156 / 62", "ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "art . 97 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei n . 4 . 156 / 62", "artigo 97 da Constituição Federal de 1988", "DL 1 . 893 / 1981", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 4 . 156 / 62", "artigo 97 da Constituição Federal de 1988", "ART", "DL 1 . 893 / 1981", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 97 da Constituição", "Constituição de 1988", "art . 97 da Constituição", "alínea “ c ” do art . 102 , III , da Carta Magna", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição", "Constituição de 1988", "art . 97 da Constituição", "alínea “ c ” do art . 102 , III , da Carta Magna", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código Tributário Nacional", "Lei 6 . 830 / 1980", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código Tributário Nacional", "Lei 6 . 830 / 1980", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ d ” do art . 102 , III , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ d ” do art . 102 , III , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "MINAS GERAIS", "MINAS 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MENDES", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "PAULO BROSSARD", "JOAQUIM BARBOSA", "PAULO BROSSARD", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :V DE S M ADV.(A/S) :DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. 1. Embargos convertidos em agravo regimental, conforme reiterada jurisprudência do Tribunal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 3. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885780. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :V DE S M ADV.(A/S) :DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o ARESP 516.381-AgR-EI, no Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (HC 310.276), sustentando não ter sido intimada da decisão que indeferiu liminarmente os embargos de divergência opostos contra acórdão da Sexta Turma daquele Tribunal Superior que negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 516.381. O Relator do HC 310.276, Ministro Campbell Marques, indeferiu liminarmente o writ, sob o fundamento de que, “nos termos do art. 102, I, i, da Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, o habeas corpus quando o coator for Tribunal Superior, seja ato de Ministro, seja de órgão fracionário”. Ato contínuo, determinou a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :V DE S M ADV.(A/S) :DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o ARESP 516.381-AgR-EI, no Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (HC 310.276), sustentando não ter sido intimada da decisão que indeferiu liminarmente os embargos de divergência opostos contra acórdão da Sexta Turma daquele Tribunal Superior que negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 516.381. O Relator do HC 310.276, Ministro Campbell Marques, indeferiu liminarmente o writ, sob o fundamento de que, “nos termos do art. 102, I, i, da Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, o habeas corpus quando o coator for Tribunal Superior, seja ato de Ministro, seja de órgão fracionário”. Ato contínuo, determinou a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 125611 ED / DF Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, verifica-se que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Supremo Tribunal Federal HC 125611 ED / DF Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, verifica-se que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 125611 ED / DF sendo possível avançar, portanto, sobre eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. Além disso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06.11.14; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 31.03.14; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10.03.14). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente. Nessas condições, não conheço da impetração, com fundamento no artigo 38 da Lei 8.038/90.” 2. A parte embargante, em síntese, reitera as alegações da petição inicial, afirmando que “os documentos não foram acostados no habeas corpus, justamente por falta de acesso ao processo por este subscritor”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Supremo Tribunal Federal HC 125611 ED / DF sendo possível avançar, portanto, sobre eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. Além disso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06.11.14; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 31.03.14; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10.03.14). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente. Nessas condições, não conheço da impetração, com fundamento no artigo 38 da Lei 8.038/90.” 2. A parte embargante, em síntese, reitera as alegações da petição inicial, afirmando que “os documentos não foram acostados no habeas corpus, justamente por falta de acesso ao processo por este subscritor”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos embargos como agravo regimental (RMS 31.808-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; RMS 28.194-ED, Rel. Min. Celso de Mello; RMS 28.488-ED, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. O recurso não deve ser provido. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, é firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174- AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Por fim, a decisão que não admitiu a presente impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente, ainda mais que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não sendo possível avançar, portanto, sobre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos embargos como agravo regimental (RMS 31.808-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; RMS 28.194-ED, Rel. Min. Celso de Mello; RMS 28.488-ED, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. O recurso não deve ser provido. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, é firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174- AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Por fim, a decisão que não admitiu a presente impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente, ainda mais que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não sendo possível avançar, portanto, sobre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125611 ED / DF eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, converto os embargos em agravo regimental e nego provimento ao recurso. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Supremo Tribunal Federal HC 125611 ED / DF eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, converto os embargos em agravo regimental e nego provimento ao recurso. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido nos dois temas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866569. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido nos dois temas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : V DE S M ADV.(A/S) : DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894531 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : V DE S M ADV.(A/S) : DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894531 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915099
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. 1. Embargos convertidos em agravo regimental, conforme reiterada jurisprudência do Tribunal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 3. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur294535
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) RMS 28488 ED (1ªT), RMS 28194 ED (2ªT), RMS 31808 ED (2ªT). (HC, INEXISTÊNCIA, DECISÃO COLEGIADA) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT). (HC, PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE, RECURSO) HC 99174 AgR (2ªT), HC 112422 (1ªT), HC 112756 (1ªT). (HC, LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO) HC 116774 ED (1ªT), RHC 120571 (1ªT), RHC 121834 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 16/03/2015, JRS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
125611
null
HC-ED
acordaos
HC 125611 ED
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EMBTE.(S) : V DE S M ADV.(A/S) : DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :V DE S M ADV.(A/S) :DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. 1. Embargos convertidos em agravo regimental, conforme reiterada jurisprudência do Tribunal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 3. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885780. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :V DE S M ADV.(A/S) :DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o ARESP 516.381-AgR-EI, no Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (HC 310.276), sustentando não ter sido intimada da decisão que indeferiu liminarmente os embargos de divergência opostos contra acórdão da Sexta Turma daquele Tribunal Superior que negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 516.381. O Relator do HC 310.276, Ministro Campbell Marques, indeferiu liminarmente o writ, sob o fundamento de que, “nos termos do art. 102, I, i, da Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, o habeas corpus quando o coator for Tribunal Superior, seja ato de Ministro, seja de órgão fracionário”. Ato contínuo, determinou a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :V DE S M ADV.(A/S) :DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu liminarmente o ARESP 516.381-AgR-EI, no Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (HC 310.276), sustentando não ter sido intimada da decisão que indeferiu liminarmente os embargos de divergência opostos contra acórdão da Sexta Turma daquele Tribunal Superior que negou provimento ao Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n. 516.381. O Relator do HC 310.276, Ministro Campbell Marques, indeferiu liminarmente o writ, sob o fundamento de que, “nos termos do art. 102, I, i, da Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, o habeas corpus quando o coator for Tribunal Superior, seja ato de Ministro, seja de órgão fracionário”. Ato contínuo, determinou a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 125611 ED / DF Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, verifica-se que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Supremo Tribunal Federal HC 125611 ED / DF Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Ademais, verifica-se que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 125611 ED / DF sendo possível avançar, portanto, sobre eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. Além disso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06.11.14; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 31.03.14; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10.03.14). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente. Nessas condições, não conheço da impetração, com fundamento no artigo 38 da Lei 8.038/90.” 2. A parte embargante, em síntese, reitera as alegações da petição inicial, afirmando que “os documentos não foram acostados no habeas corpus, justamente por falta de acesso ao processo por este subscritor”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Supremo Tribunal Federal HC 125611 ED / DF sendo possível avançar, portanto, sobre eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. Além disso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06.11.14; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 31.03.14; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10.03.14). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente. Nessas condições, não conheço da impetração, com fundamento no artigo 38 da Lei 8.038/90.” 2. A parte embargante, em síntese, reitera as alegações da petição inicial, afirmando que “os documentos não foram acostados no habeas corpus, justamente por falta de acesso ao processo por este subscritor”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos embargos como agravo regimental (RMS 31.808-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; RMS 28.194-ED, Rel. Min. Celso de Mello; RMS 28.488-ED, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. O recurso não deve ser provido. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, é firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174- AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel. Min. Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Por fim, a decisão que não admitiu a presente impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel. Min. Rosa Weber; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente, ainda mais que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não sendo possível avançar, portanto, sobre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos embargos como agravo regimental (RMS 31.808-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; RMS 28.194-ED, Rel. Min. Celso de Mello; RMS 28.488-ED, Rel. Min. Dias Toffoli). 2. O recurso não deve ser provido. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração (HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, é firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174- AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel. Min. Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Por fim, a decisão que não admitiu a presente impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a via do habeas corpus restringe-se à tutela do direito de locomoção (vg. RHC 121.834, Rel. Min. Rosa Weber; RHC 120.571, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.774-ED, Rel. Min. Luiz Fux). No caso, não verifico nenhum risco à liberdade de locomoção do paciente, ainda mais que a inicial do habeas corpus não foi instruída com cópia do ato impugnado e de outras peças que permitam a compreensão das alegações do impetrante, não sendo possível avançar, portanto, sobre Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125611 ED / DF eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, converto os embargos em agravo regimental e nego provimento ao recurso. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Supremo Tribunal Federal HC 125611 ED / DF eventual possibilidade da concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, converto os embargos em agravo regimental e nego provimento ao recurso. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885782. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido nos dois temas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866569. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico vencido nos dois temas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : V DE S M ADV.(A/S) : DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894531 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 125.611 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : V DE S M ADV.(A/S) : DARCI DE OLIVEIRA EMBDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 516.381 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894531 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 611", "ARESP n 516 . 381", "HABEAS CORPUS 125 . 611", "ARESP n 516 . 381", "ARESP 516 . 381 - AgR - EI", "HC 310 . 276", "Agravo Regimental no Agravo em Recurso Especial n . 516 . 381", "HC 310 . 276", "HABEAS CORPUS 125 . 611", "ARESP n 516 . 381", "ARESP 516 . 381 - AgR - EI", "HC 310 . 276", "Agravo em Recurso Especial n . 516 . 381", "HC 310 . 276", "HC 125611 ED / DF", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "Súmula 283 desta Corte", "HC 125611 ED / DF", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 125611 ED / DF", "RHC 121 . 834", "RHC 120 . 571", "HC 116 . 774 - ED", "HC 125611 ED / DF", "RHC 121 . 834", "RHC 120 . 571", "HC 116 . 774 - ED", "HABEAS CORPUS 125 . 611", "RMS 31 . 808 - ED", "RMS 28 . 194 - ED", "RMS 28 . 488 - ED", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 99 . 174 - AgR", "HC 112 . 756", "HC 112 . 422", "RHC 121 . 834", "RHC 120 . 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Weber", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "V", "DE", "DARCI DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "V", "DARCI DE OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. ALTERAÇÃO DE REGIME JURÍDICO. INCORPORAÇÃO DE VALOR HORA-AULA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.9.2011. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697205. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 672902 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697205. Supremo Tribunal Federal ARE 672902 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Dilma Célia Mallard Scaldaferri e Outro(a/s). Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7º, VI, 37, XV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 15.09.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697206. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Dilma Célia Mallard Scaldaferri e Outro(a/s). Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7º, VI, 37, XV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 15.09.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697206. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7º, VI, 37, XV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Observados estreitos limites com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, adstrita ao julgamento da controvérsia à luz da moldura delineada pelas instâncias ordinárias, não há como superar o óbice da Súmula 279/STF oposto no despacho agravado, inalteráveis as premissas registradas no acórdão do Tribunal a quo no sentido de que: “EMENTA: REEXAME NECESSÁRIO // APELAÇÃO CÍVEL – DIREITO ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7º, VI, 37, XV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Observados estreitos limites com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, adstrita ao julgamento da controvérsia à luz da moldura delineada pelas instâncias ordinárias, não há como superar o óbice da Súmula 279/STF oposto no despacho agravado, inalteráveis as premissas registradas no acórdão do Tribunal a quo no sentido de que: “EMENTA: REEXAME NECESSÁRIO // APELAÇÃO CÍVEL – DIREITO ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 672902 AGR / MG – MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRELIMINARES – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – COISA JULGADA MATERIAL – REJEITADAS. 1. A competência para julgar as ações entre a Administração Pública municipal e seus servidores estatutários é da Justiça Comum. 2. Não versando, os autos, sobre pedido de declaração do direito às parcelas já reconhecidas no Juízo Trabalhista, mas, sim, de sua projeção sobre o valor atual das remunerações dos servidores, à vista das perdas decorrentes de sua alocação no regime estatutário, não há falar-se em coisa julgada material. 3. Preliminares rejeitadas. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO – INOCORRÊNCIA – MÉRITO – PROFESSOR MUNICIPAL – VANTAGEM PECUNIÁRIA RECONHECIDA EM SENTENÇA PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO – CONVERSÃO DO REGIME CELETISTA PARA ESTATUTÁRIO – GARANTIAS DO DIREITO ADQUIRIDO E DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO – SENTENÇA REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO. 1. Extinto o vínculo trabalhista, mediante a absorção do empregado no quadro de servidores públicos do Município de Belo Horizonte, não pode, a sentença proferida pela Justiça do Trabalho, impor obrigações ao ente público na nova relação constituída, à vista do caráter institucional do regime estatutário. 2. Inexiste direito adquirido à irredutibilidade de vencimentos quando há alteração na forma de contratação do servidor público pela Administração, que passa de celetista para estatutário. 3. Sentença reformada, em reexame necessário, para julgar improcedente o pedido inicial. Prejudicado o recurso voluntário.” (fl. 309) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Supremo Tribunal Federal ARE 672902 AGR / MG – MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRELIMINARES – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – COISA JULGADA MATERIAL – REJEITADAS. 1. A competência para julgar as ações entre a Administração Pública municipal e seus servidores estatutários é da Justiça Comum. 2. Não versando, os autos, sobre pedido de declaração do direito às parcelas já reconhecidas no Juízo Trabalhista, mas, sim, de sua projeção sobre o valor atual das remunerações dos servidores, à vista das perdas decorrentes de sua alocação no regime estatutário, não há falar-se em coisa julgada material. 3. Preliminares rejeitadas. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO – INOCORRÊNCIA – MÉRITO – PROFESSOR MUNICIPAL – VANTAGEM PECUNIÁRIA RECONHECIDA EM SENTENÇA PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO – CONVERSÃO DO REGIME CELETISTA PARA ESTATUTÁRIO – GARANTIAS DO DIREITO ADQUIRIDO E DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO – SENTENÇA REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO. 1. Extinto o vínculo trabalhista, mediante a absorção do empregado no quadro de servidores públicos do Município de Belo Horizonte, não pode, a sentença proferida pela Justiça do Trabalho, impor obrigações ao ente público na nova relação constituída, à vista do caráter institucional do regime estatutário. 2. Inexiste direito adquirido à irredutibilidade de vencimentos quando há alteração na forma de contratação do servidor público pela Administração, que passa de celetista para estatutário. 3. Sentença reformada, em reexame necessário, para julgar improcedente o pedido inicial. Prejudicado o recurso voluntário.” (fl. 309) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 672902 AGR / MG 4º, II, “a”, do CPC). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE 798.558/MG, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 07.4.2014 e o ARE 797.126-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 11.4.2014, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, constato que a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Supremo Tribunal Federal ARE 672902 AGR / MG 4º, II, “a”, do CPC). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE 798.558/MG, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 07.4.2014 e o ARE 797.126-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 11.4.2014, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, constato que a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777928 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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2015-02-03T00:00:00
2015-02-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. ALTERAÇÃO DE REGIME JURÍDICO. INCORPORAÇÃO DE VALOR HORA-AULA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.9.2011. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur292844
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 797126 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 798558. Número de páginas: 7. Análise: 05/03/2015, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
672902
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 672902 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROFESSOR. ALTERAÇÃO DE REGIME JURÍDICO. INCORPORAÇÃO DE VALOR HORA-AULA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.9.2011. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697205. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 672902 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697205. Supremo Tribunal Federal ARE 672902 AGR / MG Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Dilma Célia Mallard Scaldaferri e Outro(a/s). Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7..., VI, 37, XV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 15.09.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697206. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Dilma Célia Mallard Scaldaferri e Outro(a/s). Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta aos arts. 7..., VI, 37, XV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 15.09.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697206. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7..., VI, 37, XV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Observados estreitos limites com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, adstrita ao julgamento da controvérsia à luz da moldura delineada pelas instâncias ordinárias, não há como superar o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal oposto no despacho agravado, inalteráveis as premissas registradas no acórdão do Tribunal a quo no sentido de que: “EMENTA: REEXAME NECESSÁRIO // APELAÇÃO CÍVEL – DIREITO ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 7..., VI, 37, XV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Observados estreitos limites com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, adstrita ao julgamento da controvérsia à luz da moldura delineada pelas instâncias ordinárias, não há como superar o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal oposto no despacho agravado, inalteráveis as premissas registradas no acórdão do Tribunal a quo no sentido de que: “EMENTA: REEXAME NECESSÁRIO // APELAÇÃO CÍVEL – DIREITO ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 672902 AGR / MG – MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRELIMINARES – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – COISA JULGADA MATERIAL – REJEITADAS. 1. A competência para julgar as ações entre a Administração Pública municipal e seus servidores estatutários é da Justiça Comum. 2. Não versando, os autos, sobre pedido de declaração do direito às parcelas já reconhecidas no Juízo Trabalhista, mas, sim, de sua projeção sobre o valor atual das remunerações dos servidores, à vista das perdas decorrentes de sua alocação no regime estatutário, não há falar-se em coisa julgada material. 3. Preliminares rejeitadas. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO – INOCORRÊNCIA – MÉRITO – PROFESSOR MUNICIPAL – VANTAGEM PECUNIÁRIA RECONHECIDA EM SENTENÇA PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO – CONVERSÃO DO REGIME CELETISTA PARA ESTATUTÁRIO – GARANTIAS DO DIREITO ADQUIRIDO E DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO – SENTENÇA REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO. 1. Extinto o vínculo trabalhista, mediante a absorção do empregado no quadro de servidores públicos do Município de Belo Horizonte, não pode, a sentença proferida pela Justiça do Trabalho, impor obrigações ao ente público na nova relação constituída, à vista do caráter institucional do regime estatutário. 2. Inexiste direito adquirido à irredutibilidade de vencimentos quando há alteração na forma de contratação do servidor público pela Administração, que passa de celetista para estatutário. 3. Sentença reformada, em reexame necessário, para julgar improcedente o pedido inicial. Prejudicado o recurso voluntário.” (fl. 309) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Supremo Tribunal Federal ARE 672902 AGR / MG – MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRELIMINARES – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – COISA JULGADA MATERIAL – REJEITADAS. 1. A competência para julgar as ações entre a Administração Pública municipal e seus servidores estatutários é da Justiça Comum. 2. Não versando, os autos, sobre pedido de declaração do direito às parcelas já reconhecidas no Juízo Trabalhista, mas, sim, de sua projeção sobre o valor atual das remunerações dos servidores, à vista das perdas decorrentes de sua alocação no regime estatutário, não há falar-se em coisa julgada material. 3. Preliminares rejeitadas. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO – INOCORRÊNCIA – MÉRITO – PROFESSOR MUNICIPAL – VANTAGEM PECUNIÁRIA RECONHECIDA EM SENTENÇA PROFERIDA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO – CONVERSÃO DO REGIME CELETISTA PARA ESTATUTÁRIO – GARANTIAS DO DIREITO ADQUIRIDO E DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO – SENTENÇA REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO. 1. Extinto o vínculo trabalhista, mediante a absorção do empregado no quadro de servidores públicos do Município de Belo Horizonte, não pode, a sentença proferida pela Justiça do Trabalho, impor obrigações ao ente público na nova relação constituída, à vista do caráter institucional do regime estatutário. 2. Inexiste direito adquirido à irredutibilidade de vencimentos quando há alteração na forma de contratação do servidor público pela Administração, que passa de celetista para estatutário. 3. Sentença reformada, em reexame necessário, para julgar improcedente o pedido inicial. Prejudicado o recurso voluntário.” (fl. 309) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 672902 AGR / MG 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE 798.558/MG, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 07.4.2014 e o ARE 797.126-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 11.4.2014, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, constato que a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Supremo Tribunal Federal ARE 672902 AGR / MG 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil). ” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito o ARE 798.558/MG, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 07.4.2014 e o ARE 797.126-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 11.4.2014, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. INCORPORAÇÃO DE VANTAGENS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Ademais, constato que a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777928 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672.902 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DILMA CÉLIA MALLARD SCALDAFERRI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FABIANA CARVALHO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777928 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 672 . 902", "ARE 672902 AGR / MG", "ARE 672902", "AGRAVO 672 . 902", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 672902 AGR / MG", "ARE 798 . 558 / MG", "ARE 797 . 126 - AgR / MG", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 672902 AGR / MG", "ARE 798 . 558 / MG", "ARE 797 . 126 - AgR / MG", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 7 . . . , VI , 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 7 . . . , VI , 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 7 . . . , VI , 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 7 . . . , VI , 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 544 , § 2 Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "4", ".", ".", ". , II , “ a ” , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Município de Belo Horizonte", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Município de Belo Horizonte", "MINAS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) :JOAQUIM FELIPE SPADONI EMBDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA FORMULADO APÓS JULGAMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PACIFICADA. DESISTÊNCIA NÃO HOMOLOGADA. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO DE DESISTÊNCIA NÃO HOMOLOGADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 14 a 20.10.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em deixar de homologar o pedido de desistência e rejeitar os embargos de declaração. Brasília, 21 de outubro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946145. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 29253 AGR-ED / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946145. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) :JOAQUIM FELIPE SPADONI EMBDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela parte impetrante contra acórdão da 2ª Turma desta Corte, que recebeu a seguinte ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE REMOÇÃO, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que o art. 236, caput , e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) :JOAQUIM FELIPE SPADONI EMBDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela parte impetrante contra acórdão da 2ª Turma desta Corte, que recebeu a seguinte ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE REMOÇÃO, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que o art. 236, caput , e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 29253 AGR-ED / DF editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3º, da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999 , não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de remoção, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Em suma, alega-se que o acórdão embargado incorreu em omissão, pois deixou de considerar as seguintes alegações: (a) o Conselho Nacional de Justiça é órgão incompetente; (b) incide na espécie a regra do art. 54, da Lei 9.784/1999; e (c) resultam violados os postulados da ampla defesa e do contraditório. Por fim, considera que o suprimento dessas objeções importa em alteração do resultado, daí porque pleiteia a atribuição de efeitos infringentes. Em 25/8/2015, a parte embargante formula pedido de desistência da ação (Petição 41.816/2015). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3º, da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999 , não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de remoção, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Em suma, alega-se que o acórdão embargado incorreu em omissão, pois deixou de considerar as seguintes alegações: (a) o Conselho Nacional de Justiça é órgão incompetente; (b) incide na espécie a regra do art. 54, da Lei 9.784/1999; e (c) resultam violados os postulados da ampla defesa e do contraditório. Por fim, considera que o suprimento dessas objeções importa em alteração do resultado, daí porque pleiteia a atribuição de efeitos infringentes. Em 25/8/2015, a parte embargante formula pedido de desistência da ação (Petição 41.816/2015). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Consideradas as circunstâncias do caso, o pedido de desistência do mandado de segurança não pode ser homologado. Não se desconhece, certamente, o precedente firmado no RE 669.367 RG (Rel. Min. Luiz Fux, redatora do acórdão a Min. Rosa Weber, Pleno, DJe de 30/10/2014), segundo o qual pode a parte impetrante manifestar desistência da ação mandamental a qualquer tempo, mesmo após a sentença, independentemente da concordância da parte impetrada. Todavia, no caso, muito mais que o interesse das partes, está em questão a própria seriedade da função jurisdicional e a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. É que o ato aqui atacado, emanado do Conselho Nacional de Justiça, foi objeto de questionamento perante esta Corte em inúmeros mandados de segurança semelhantes, tendo o Tribunal, invariavelmente, denegado a ordem, tanto no Plenário, quanto nas Turmas. O pedido de desistência, formulado após o julgamento do agravo regimental e da oposição dos embargos declaratórios, não traduz disposição da parte impetrante de se conformar com o entendimento pacificado pelo Tribunal. Pelo contrário, há indisfarçável intenção de propor nova demanda nas instâncias ordinárias (valendo-se do que decidiu o STF na AO 1706 AgR, Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, j. 18/12/2013, DJe de 18/2/2014, conferindo ao juízo de primeiro grau a competência para processar e julgar ações ordinárias referentes à matéria). Esse propósito, como afirmado, faz pouco caso da seriedade e da autoridade das decisões desta Suprema Corte sobre a matéria questionada, sem falar que prolonga indevidamente em prejuízo da efetividade da função jurisdicional e em benefício de quem, segundo orientação do Tribunal, não tem razão o desfecho da controvérsia, tantas vezes já enfrentada e decidida. O cenário abarcado pela tese definida no julgamento do referido RE 669.367 RG pressupõe a boa-fé processual e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Consideradas as circunstâncias do caso, o pedido de desistência do mandado de segurança não pode ser homologado. Não se desconhece, certamente, o precedente firmado no RE 669.367 RG (Rel. Min. Luiz Fux, redatora do acórdão a Min. Rosa Weber, Pleno, DJe de 30/10/2014), segundo o qual pode a parte impetrante manifestar desistência da ação mandamental a qualquer tempo, mesmo após a sentença, independentemente da concordância da parte impetrada. Todavia, no caso, muito mais que o interesse das partes, está em questão a própria seriedade da função jurisdicional e a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. É que o ato aqui atacado, emanado do Conselho Nacional de Justiça, foi objeto de questionamento perante esta Corte em inúmeros mandados de segurança semelhantes, tendo o Tribunal, invariavelmente, denegado a ordem, tanto no Plenário, quanto nas Turmas. O pedido de desistência, formulado após o julgamento do agravo regimental e da oposição dos embargos declaratórios, não traduz disposição da parte impetrante de se conformar com o entendimento pacificado pelo Tribunal. Pelo contrário, há indisfarçável intenção de propor nova demanda nas instâncias ordinárias (valendo-se do que decidiu o STF na AO 1706 AgR, Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, j. 18/12/2013, DJe de 18/2/2014, conferindo ao juízo de primeiro grau a competência para processar e julgar ações ordinárias referentes à matéria). Esse propósito, como afirmado, faz pouco caso da seriedade e da autoridade das decisões desta Suprema Corte sobre a matéria questionada, sem falar que prolonga indevidamente em prejuízo da efetividade da função jurisdicional e em benefício de quem, segundo orientação do Tribunal, não tem razão o desfecho da controvérsia, tantas vezes já enfrentada e decidida. O cenário abarcado pela tese definida no julgamento do referido RE 669.367 RG pressupõe a boa-fé processual e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI MS 29253 AGR-ED / DF respeito à autoridade das decisões da Suprema Corte, as quais, como tem afirmado a jurisprudência do Tribunal, tendem a se revestir de manifesto caráter objetivo, produzindo efeitos expansivos para situações semelhantes. Não se pode acolher, por isso mesmo, pedidos de desistência de mandados de segurança com o indisfarçado objetivo de contornar a força e a autoridade da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Registro que essa tem sido a orientação da Turma em casos análogos, como, v.g, nos seguintes: MS 29.129 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.130 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.146 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.128 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.186 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.189 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.093 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); e MS 29.101 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015). Dessa forma, deixo de homologar o pedido de desistência da ação formulado pela parte impetrante, ora embargante. 2. Não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão atacado, bem assim para fins de correção de erro material. Entretanto, no caso, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão, pois o acórdão embargado enfrentou e decidiu, de maneira integral e com fundamentação suficiente, toda a controvérsia posta no recurso. Ora, não podem ser acolhidos embargos declaratórios que, a pretexto de alegadas omissões do acórdão embargado, traduzem, na verdade, seu inconformismo com a decisão tomada, pretendendo rediscutir o que já foi decidido. Nesse panorama, inexistente qualquer vício no julgado embargado, conforme exige o art. 1.022 do CPC/2015, impõe-se a rejeição dos presentes embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF respeito à autoridade das decisões da Suprema Corte, as quais, como tem afirmado a jurisprudência do Tribunal, tendem a se revestir de manifesto caráter objetivo, produzindo efeitos expansivos para situações semelhantes. Não se pode acolher, por isso mesmo, pedidos de desistência de mandados de segurança com o indisfarçado objetivo de contornar a força e a autoridade da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Registro que essa tem sido a orientação da Turma em casos análogos, como, v.g, nos seguintes: MS 29.129 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.130 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.146 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.128 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.186 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.189 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.093 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); e MS 29.101 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015). Dessa forma, deixo de homologar o pedido de desistência da ação formulado pela parte impetrante, ora embargante. 2. Não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão atacado, bem assim para fins de correção de erro material. Entretanto, no caso, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão, pois o acórdão embargado enfrentou e decidiu, de maneira integral e com fundamentação suficiente, toda a controvérsia posta no recurso. Ora, não podem ser acolhidos embargos declaratórios que, a pretexto de alegadas omissões do acórdão embargado, traduzem, na verdade, seu inconformismo com a decisão tomada, pretendendo rediscutir o que já foi decidido. Nesse panorama, inexistente qualquer vício no julgado embargado, conforme exige o art. 1.022 do CPC/2015, impõe-se a rejeição dos presentes embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI MS 29253 AGR-ED / DF 3. Ante o exposto, deixo de homologar o pedido de desistência e rejeito os embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF 3. Ante o exposto, deixo de homologar o pedido de desistência e rejeito os embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) : JOAQUIM FELIPE SPADONI (6197/MT) EMBDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, deixou de homologar o pedido de desistência e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984232 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) : JOAQUIM FELIPE SPADONI (6197/MT) EMBDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, deixou de homologar o pedido de desistência e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984232 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11991539
2016-10-21T00:00:00
2016-11-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, deixou de homologar o pedido de desistência e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA FORMULADO APÓS JULGAMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PACIFICADA. DESISTÊNCIA NÃO HOMOLOGADA. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CPC. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO DE DESISTÊNCIA NÃO HOMOLOGADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
sjur359547
- Acórdão(s) citado(s): (MS, PEDIDO DE DESISTÊNCIA) RE 669367 RG, MS 29101 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29093 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29189 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29186 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29128 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29146 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29130 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29129 ED-ED-AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 16/11/2016, MAD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
29253
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
MS-AgR-ED
acordaos
MS 29253 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) : JOAQUIM FELIPE SPADONI EMBDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) :JOAQUIM FELIPE SPADONI EMBDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE SEGURANÇA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA FORMULADO APÓS JULGAMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PACIFICADA. DESISTÊNCIA NÃO HOMOLOGADA. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO Código de Processo Civil. REDISCUSSÃO DE QUESTÕES DECIDIDAS. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO DE DESISTÊNCIA NÃO HOMOLOGADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 14 a 20.10.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em deixar de homologar o pedido de desistência e rejeitar os embargos de declaração. Brasília, 21 de outubro de 2016. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946145. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 29253 AGR-ED / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946145. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) :JOAQUIM FELIPE SPADONI EMBDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela parte impetrante contra acórdão da 2... Turma desta Corte, que recebeu a seguinte ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE REMOÇÃO, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o art. 236, caput , e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) :JOAQUIM FELIPE SPADONI EMBDO.(A/S) :CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela parte impetrante contra acórdão da 2... Turma desta Corte, que recebeu a seguinte ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE REMOÇÃO, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o art. 236, caput , e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 29253 AGR-ED / DF editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3..., da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999 , não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de remoção, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Em suma, alega-se que o acórdão embargado incorreu em omissão, pois deixou de considerar as seguintes alegações: (a) o Conselho Nacional de Justiça é órgão incompetente; (b) incide na espécie a regra do art. 54, da Lei 9.784/1999; e (c) resultam violados os postulados da ampla defesa e do contraditório. Por fim, considera que o suprimento dessas objeções importa em alteração do resultado, daí porque pleiteia a atribuição de efeitos infringentes. Em 25/8/2015, a parte embargante formula pedido de desistência da ação (Petição 41.816/2015). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3..., da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999 , não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de remoção, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Em suma, alega-se que o acórdão embargado incorreu em omissão, pois deixou de considerar as seguintes alegações: (a) o Conselho Nacional de Justiça é órgão incompetente; (b) incide na espécie a regra do art. 54, da Lei 9.784/1999; e (c) resultam violados os postulados da ampla defesa e do contraditório. Por fim, considera que o suprimento dessas objeções importa em alteração do resultado, daí porque pleiteia a atribuição de efeitos infringentes. Em 25/8/2015, a parte embargante formula pedido de desistência da ação (Petição 41.816/2015). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Consideradas as circunstâncias do caso, o pedido de desistência do mandado de segurança não pode ser homologado. Não se desconhece, certamente, o precedente firmado no Recurso Extraordinário 669.367 RG (Rel. Min. Luiz Fux, redatora do acórdão a Min. Rosa Weber, Pleno, DJe de 30/10/2014), segundo o qual pode a parte impetrante manifestar desistência da ação mandamental a qualquer tempo, mesmo após a sentença, independentemente da concordância da parte impetrada. Todavia, no caso, muito mais que o interesse das partes, está em questão a própria seriedade da função jurisdicional e a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. É que o ato aqui atacado, emanado do Conselho Nacional de Justiça, foi objeto de questionamento perante esta Corte em inúmeros mandados de segurança semelhantes, tendo o Tribunal, invariavelmente, denegado a ordem, tanto no Plenário, quanto nas Turmas. O pedido de desistência, formulado após o julgamento do agravo regimental e da oposição dos embargos declaratórios, não traduz disposição da parte impetrante de se conformar com o entendimento pacificado pelo Tribunal. Pelo contrário, há indisfarçável intenção de propor nova demanda nas instâncias ordinárias (valendo-se do que decidiu o Supremo Tribunal Federal na AO 1706 AgR, Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, j. 18/12/2013, DJe de 18/2/2014, conferindo ao juízo de primeiro grau a competência para processar e julgar ações ordinárias referentes à matéria). Esse propósito, como afirmado, faz pouco caso da seriedade e da autoridade das decisões desta Suprema Corte sobre a matéria questionada, sem falar que prolonga indevidamente em prejuízo da efetividade da função jurisdicional e em benefício de quem, segundo orientação do Tribunal, não tem razão o desfecho da controvérsia, tantas vezes já enfrentada e decidida. O cenário abarcado pela tese definida no julgamento do referido Recurso Extraordinário 669.367 RG pressupõe a boa-fé processual e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Consideradas as circunstâncias do caso, o pedido de desistência do mandado de segurança não pode ser homologado. Não se desconhece, certamente, o precedente firmado no Recurso Extraordinário 669.367 RG (Rel. Min. Luiz Fux, redatora do acórdão a Min. Rosa Weber, Pleno, DJe de 30/10/2014), segundo o qual pode a parte impetrante manifestar desistência da ação mandamental a qualquer tempo, mesmo após a sentença, independentemente da concordância da parte impetrada. Todavia, no caso, muito mais que o interesse das partes, está em questão a própria seriedade da função jurisdicional e a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. É que o ato aqui atacado, emanado do Conselho Nacional de Justiça, foi objeto de questionamento perante esta Corte em inúmeros mandados de segurança semelhantes, tendo o Tribunal, invariavelmente, denegado a ordem, tanto no Plenário, quanto nas Turmas. O pedido de desistência, formulado após o julgamento do agravo regimental e da oposição dos embargos declaratórios, não traduz disposição da parte impetrante de se conformar com o entendimento pacificado pelo Tribunal. Pelo contrário, há indisfarçável intenção de propor nova demanda nas instâncias ordinárias (valendo-se do que decidiu o Supremo Tribunal Federal na AO 1706 AgR, Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, j. 18/12/2013, DJe de 18/2/2014, conferindo ao juízo de primeiro grau a competência para processar e julgar ações ordinárias referentes à matéria). Esse propósito, como afirmado, faz pouco caso da seriedade e da autoridade das decisões desta Suprema Corte sobre a matéria questionada, sem falar que prolonga indevidamente em prejuízo da efetividade da função jurisdicional e em benefício de quem, segundo orientação do Tribunal, não tem razão o desfecho da controvérsia, tantas vezes já enfrentada e decidida. O cenário abarcado pela tese definida no julgamento do referido Recurso Extraordinário 669.367 RG pressupõe a boa-fé processual e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI MS 29253 AGR-ED / DF respeito à autoridade das decisões da Suprema Corte, as quais, como tem afirmado a jurisprudência do Tribunal, tendem a se revestir de manifesto caráter objetivo, produzindo efeitos expansivos para situações semelhantes. Não se pode acolher, por isso mesmo, pedidos de desistência de mandados de segurança com o indisfarçado objetivo de contornar a força e a autoridade da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Registro que essa tem sido a orientação da Turma em casos análogos, como, v.g, nos seguintes: MS 29.129 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.130 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.146 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.128 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.186 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.189 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.093 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); e MS 29.101 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015). Dessa forma, deixo de homologar o pedido de desistência da ação formulado pela parte impetrante, ora embargante. 2. Não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão atacado, bem assim para fins de correção de erro material. Entretanto, no caso, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão, pois o acórdão embargado enfrentou e decidiu, de maneira integral e com fundamentação suficiente, toda a controvérsia posta no recurso. Ora, não podem ser acolhidos embargos declaratórios que, a pretexto de alegadas omissões do acórdão embargado, traduzem, na verdade, seu inconformismo com a decisão tomada, pretendendo rediscutir o que já foi decidido. Nesse panorama, inexistente qualquer vício no julgado embargado, conforme exige o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015, impõe-se a rejeição dos presentes embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF respeito à autoridade das decisões da Suprema Corte, as quais, como tem afirmado a jurisprudência do Tribunal, tendem a se revestir de manifesto caráter objetivo, produzindo efeitos expansivos para situações semelhantes. Não se pode acolher, por isso mesmo, pedidos de desistência de mandados de segurança com o indisfarçado objetivo de contornar a força e a autoridade da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Registro que essa tem sido a orientação da Turma em casos análogos, como, v.g, nos seguintes: MS 29.129 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.130 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.146 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.128 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.186 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.189 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); MS 29.093 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015); e MS 29.101 EDEDAgR (Rel. Min. Teori Zavascki, j. 14/4/2015). Dessa forma, deixo de homologar o pedido de desistência da ação formulado pela parte impetrante, ora embargante. 2. Não prospera a irresignação da parte embargante. De acordo com o estatuído no art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, são cabíveis embargos de declaração nas hipóteses de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão atacado, bem assim para fins de correção de erro material. Entretanto, no caso, não se verifica a existência de quaisquer das deficiências em questão, pois o acórdão embargado enfrentou e decidiu, de maneira integral e com fundamentação suficiente, toda a controvérsia posta no recurso. Ora, não podem ser acolhidos embargos declaratórios que, a pretexto de alegadas omissões do acórdão embargado, traduzem, na verdade, seu inconformismo com a decisão tomada, pretendendo rediscutir o que já foi decidido. Nesse panorama, inexistente qualquer vício no julgado embargado, conforme exige o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015, impõe-se a rejeição dos presentes embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI MS 29253 AGR-ED / DF 3. Ante o exposto, deixo de homologar o pedido de desistência e rejeito os embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Supremo Tribunal Federal MS 29253 AGR-ED / DF 3. Ante o exposto, deixo de homologar o pedido de desistência e rejeito os embargos de declaração. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11946147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) : JOAQUIM FELIPE SPADONI (6197/MT) EMBDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, deixou de homologar o pedido de desistência e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984232 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.253 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : PAULO MORAIS FERNANDES ADV.(A/S) : JOAQUIM FELIPE SPADONI (6197/MT) EMBDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ EMBDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, deixou de homologar o pedido de desistência e rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984232 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 29253", "MS 29253", "MS 29253 AGR", "MS 28 . 440 AgR", "Petição 41 . 816 / 2015", "MS 29253 AGR - ED / DF", "MS 28 . 440 AgR", "Petição 41 . 816 / 2015", "Recurso Extraordinário 669 . 367 RG", "AO 1706 AgR", "Recurso Extraordinário 669 . 367 RG", "AO 1706 AgR", "Recurso Extraordinário 669 . 367 RG", "MS 29253 AGR - ED / DF", "MS 29 . 129", "MS 29 . 130", "MS 29 . 146", "MS 29 . 128", "MS 29 . 186", "MS 29 . 189 EDEDAgR", "MS 29 . 093", "MS 29 . 101", "MS 29253 AGR - ED / DF", "MS 29 . 129", "MS 29 . 130", "MS 29 . 146", "MS 29 . 128", "MS 29 . 186", "MS 29 . 189", "MS 29 . 093", "MS 29 . 101", "MS 29253" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 236 , E PARÁGRAFOS , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI 9 . 835 / 1994", "ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "art . 236 , caput ,", "Lei 8 . 935 / 1994", "Lei 10 . 506 / 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"art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ED", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal 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"JOAQUIM FELIPE SPADONI", "VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "PAULO MORAIS FERNANDES", "JOAQUIM FELIPE SPADONI", "VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "PAULO MORAIS FERNANDES", "JOAQUIM FELIPE SPADONI", "VERONICA FAVERO PACHECO DA LUZ", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) :CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. ARRENDAMENTO MERCANTIL. LEASING FINANCEIRO. CONTROVÉRSIA SOBRE O LOCAL DO FATO GERADOR DO TRIBUTO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717734. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) :CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que assentou incidir o Imposto Sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro e que o sujeito ativo do tributo na vigência do Decreto-Lei n. 406/1968 seria o município onde localizada a sede do estabelecimento prestador do serviço. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “10. Analiso o recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS. 11. Quanto à constitucionalidade da incidência do Imposto sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ARRENDAMENTO MERCANTIL. OPERAÇÃO DE ‘LEASING’ FINANCEIRO. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. O arrendamento mercantil compreende três modalidades, [i] o ‘leasing’ operacional, [ii] o ‘leasing’ financeiro e [iii] o chamado ‘lease-back’. No primeiro caso há locação, nos outros dois, serviço. A lei complementar não define o que é serviço, apenas o declara, para os fins do inciso III do artigo 156 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) :CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que assentou incidir o Imposto Sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro e que o sujeito ativo do tributo na vigência do Decreto-Lei n. 406/1968 seria o município onde localizada a sede do estabelecimento prestador do serviço. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “10. Analiso o recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS. 11. Quanto à constitucionalidade da incidência do Imposto sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ARRENDAMENTO MERCANTIL. OPERAÇÃO DE ‘LEASING’ FINANCEIRO. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. O arrendamento mercantil compreende três modalidades, [i] o ‘leasing’ operacional, [ii] o ‘leasing’ financeiro e [iii] o chamado ‘lease-back’. No primeiro caso há locação, nos outros dois, serviço. A lei complementar não define o que é serviço, apenas o declara, para os fins do inciso III do artigo 156 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 847985 ED / DF da Constituição. Não o inventa, simplesmente descobre o que é serviço para os efeitos do inciso III do artigo 156 da Constituição. No arrendamento mercantil (leasing financeiro), contrato autônomo que não é misto, o núcleo é o financiamento, não uma prestação de dar. E financiamento é serviço, sobre o qual o ISS pode incidir, resultando irrelevante a existência de uma compra nas hipóteses do leasing financeiro e do ‘lease-back’. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (RE 592.905, Relator o Ministro Eros Grau, Plenário, DJe 5.3.2010). 12. Ademais, no voto condutor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, o Ministro Relator afirmou: “A Primeira Seção/STJ, ao apreciar o REsp 1.060.210/SC (Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe de 5.3.2013), aplicando a sistemática prevista no art. 543-C do CPC, pacificou entendimento no sentido de que: ‘o sujeito ativo da relação tributária, na vigência do DL 406/68, é o Município da sede do estabelecimento prestador (art. 12); (c) a partir da LC 116/03, é aquele onde o serviço é efetivamente prestado, onde a relação é perfectibilizada, assim entendido o local onde se comprove haver unidade econômica ou profissional da instituição financeira com poderes decisórios suficientes à concessão e aprovação do financiamento - núcleo da operação de leasing financeiro e fato gerador do tributo’. (…) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimento inviável de ser validamente adotado nesta via processual. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal RE 847985 ED / DF da Constituição. Não o inventa, simplesmente descobre o que é serviço para os efeitos do inciso III do artigo 156 da Constituição. No arrendamento mercantil (leasing financeiro), contrato autônomo que não é misto, o núcleo é o financiamento, não uma prestação de dar. E financiamento é serviço, sobre o qual o ISS pode incidir, resultando irrelevante a existência de uma compra nas hipóteses do leasing financeiro e do ‘lease-back’. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (RE 592.905, Relator o Ministro Eros Grau, Plenário, DJe 5.3.2010). 12. Ademais, no voto condutor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, o Ministro Relator afirmou: “A Primeira Seção/STJ, ao apreciar o REsp 1.060.210/SC (Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe de 5.3.2013), aplicando a sistemática prevista no art. 543-C do CPC, pacificou entendimento no sentido de que: ‘o sujeito ativo da relação tributária, na vigência do DL 406/68, é o Município da sede do estabelecimento prestador (art. 12); (c) a partir da LC 116/03, é aquele onde o serviço é efetivamente prestado, onde a relação é perfectibilizada, assim entendido o local onde se comprove haver unidade econômica ou profissional da instituição financeira com poderes decisórios suficientes à concessão e aprovação do financiamento - núcleo da operação de leasing financeiro e fato gerador do tributo’. (…) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimento inviável de ser validamente adotado nesta via processual. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 847985 ED / DF Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9º, § 3º, do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (RE 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 13. Pelo exposto, não conheço do agravo interposto por Banco Mercedes-Benz do Brasil S/A (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) e nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.11.2014, opõe o Município de Garibaldi, em 1º.12.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a deliberação do egrégio STJ que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal RE 847985 ED / DF Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9º, § 3º, do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (RE 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 13. Pelo exposto, não conheço do agravo interposto por Banco Mercedes-Benz do Brasil S/A (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) e nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.11.2014, opõe o Município de Garibaldi, em 1º.12.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a deliberação do egrégio STJ que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 847985 ED / DF pretende (…) ser impositiva para o Judiciário inferior (…) afirma que o fato gerador do imposto é a decisão que concede o financiamento. Tal definição é teratológica, porque o instituto chamado de arrendamento mercantil, mundialmente utilizado para a aquisição de bens móveis, não tem entre seus componentes o financiamento” (grifos nossos). Assevera que “a doutrina e a jurisprudência firmaram posição que SERVIÇO, para ser objeto de cobrança do ISS, deve reunir estas três condições simultâneas: 1. ser previsto na legislação como tal (Lista Anexa à LC 116/2003); 2. ser oneroso (não incide o ISS se houver gratuidade); 3. ser prestado a terceiro (ninguém presta serviço a si próprio). Por essa razões, uma DECISÃO, por ser ATO DE GESTÃO, não pode ser considerada um serviço prestado a terceiro, porquanto não tem a configuração de um serviço. DECISÃO, na verdade, caracteriza um autosserviço. Se DECISÃO passar a ser fato gerador do ISS, todos os atos administrativos e/ou de gestão — que são sempre decorrentes de decisões de administradores/gestores — poderão vir a ser considerados SERVIÇOS PRESTADOS e, portanto, fatos geradores do imposto. Ora, é evidente que seria a adoção da absurdidade tributária no sistema brasileiro” (grifos no original). Requer sejam acolhidos os presentes embargos, com efeitos infringentes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal RE 847985 ED / DF pretende (…) ser impositiva para o Judiciário inferior (…) afirma que o fato gerador do imposto é a decisão que concede o financiamento. Tal definição é teratológica, porque o instituto chamado de arrendamento mercantil, mundialmente utilizado para a aquisição de bens móveis, não tem entre seus componentes o financiamento” (grifos nossos). Assevera que “a doutrina e a jurisprudência firmaram posição que SERVIÇO, para ser objeto de cobrança do ISS, deve reunir estas três condições simultâneas: 1. ser previsto na legislação como tal (Lista Anexa à LC 116/2003); 2. ser oneroso (não incide o ISS se houver gratuidade); 3. ser prestado a terceiro (ninguém presta serviço a si próprio). Por essa razões, uma DECISÃO, por ser ATO DE GESTÃO, não pode ser considerada um serviço prestado a terceiro, porquanto não tem a configuração de um serviço. DECISÃO, na verdade, caracteriza um autosserviço. Se DECISÃO passar a ser fato gerador do ISS, todos os atos administrativos e/ou de gestão — que são sempre decorrentes de decisões de administradores/gestores — poderão vir a ser considerados SERVIÇOS PRESTADOS e, portanto, fatos geradores do imposto. Ora, é evidente que seria a adoção da absurdidade tributária no sistema brasileiro” (grifos no original). Requer sejam acolhidos os presentes embargos, com efeitos infringentes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 847985 ED / DF fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9º, § 3º, do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (RE 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Supremo Tribunal Federal RE 847985 ED / DF fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9º, § 3º, do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (RE 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689609 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689609 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7758653
2015-02-03T00:00:00
2015-02-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. ARRENDAMENTO MERCANTIL. LEASING FINANCEIRO. CONTROVÉRSIA SOBRE O LOCAL DO FATO GERADOR DO TRIBUTO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur292188
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO) RE 195578 ED (2ªT), Pet 1245 ED-AgR (2ªT). (ISS, COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO) AI 790283 RG, RE 642510 AgR (1ªT), RE 621415 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 19/02/2015, MAR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
847985
[ "LEG-FED LCP-000116 ANO-2003\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED DEL-000406 ANO-1968\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-ED
acordaos
RE 847985 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) :CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. ARRENDAMENTO MERCANTIL. LEASING FINANCEIRO. CONTROVÉRSIA SOBRE O LOCAL DO FATO GERADOR DO TRIBUTO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717734. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) :CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que assentou incidir o Imposto Sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro e que o sujeito ativo do tributo na vigência do Decreto-Lei n. 406/1968 seria o município onde localizada a sede do estabelecimento prestador do serviço. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “10. Analiso o recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS. 11. Quanto à constitucionalidade da incidência do Imposto sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ARRENDAMENTO MERCANTIL. OPERAÇÃO DE ‘LEASING’ FINANCEIRO. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. O arrendamento mercantil compreende três modalidades, [i] o ‘leasing’ operacional, [ii] o ‘leasing’ financeiro e [iii] o chamado ‘lease-back’. No primeiro caso há locação, nos outros dois, serviço. A lei complementar não define o que é serviço, apenas o declara, para os fins do inciso III do artigo 156 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) :CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.11.2014, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, que assentou incidir o Imposto Sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro e que o sujeito ativo do tributo na vigência do Decreto-Lei n. 406/1968 seria o município onde localizada a sede do estabelecimento prestador do serviço. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “10. Analiso o recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS. 11. Quanto à constitucionalidade da incidência do Imposto sobre Serviços – ISS nas operações de arrendamento mercantil financeiro, o acórdão do Superior Tribunal de Justiça está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ARRENDAMENTO MERCANTIL. OPERAÇÃO DE ‘LEASING’ FINANCEIRO. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. O arrendamento mercantil compreende três modalidades, [i] o ‘leasing’ operacional, [ii] o ‘leasing’ financeiro e [iii] o chamado ‘lease-back’. No primeiro caso há locação, nos outros dois, serviço. A lei complementar não define o que é serviço, apenas o declara, para os fins do inciso III do artigo 156 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 847985 ED / DF da Constituição. Não o inventa, simplesmente descobre o que é serviço para os efeitos do inciso III do artigo 156 da Constituição. No arrendamento mercantil (leasing financeiro), contrato autônomo que não é misto, o núcleo é o financiamento, não uma prestação de dar. E financiamento é serviço, sobre o qual o ISS pode incidir, resultando irrelevante a existência de uma compra nas hipóteses do leasing financeiro e do ‘lease-back’. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 592.905, Relator o Ministro Eros Grau, Plenário, DJe 5.3.2010). 12. Ademais, no voto condutor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, o Ministro Relator afirmou: “A Primeira Seção/Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar o REsp 1.060.210/SC (Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe de 5.3.2013), aplicando a sistemática prevista no art. 543-C do Código de Processo Civil, pacificou entendimento no sentido de que: ‘o sujeito ativo da relação tributária, na vigência do DL 406/68, é o Município da sede do estabelecimento prestador (art. 12); (c) a partir da Lei Complementar 116/03, é aquele onde o serviço é efetivamente prestado, onde a relação é perfectibilizada, assim entendido o local onde se comprove haver unidade econômica ou profissional da instituição financeira com poderes decisórios suficientes à concessão e aprovação do financiamento - núcleo da operação de leasing financeiro e fato gerador do tributo’. (…) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimento inviável de ser validamente adotado nesta via processual. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 847985 ED / DF da Constituição. Não o inventa, simplesmente descobre o que é serviço para os efeitos do inciso III do artigo 156 da Constituição. No arrendamento mercantil (leasing financeiro), contrato autônomo que não é misto, o núcleo é o financiamento, não uma prestação de dar. E financiamento é serviço, sobre o qual o ISS pode incidir, resultando irrelevante a existência de uma compra nas hipóteses do leasing financeiro e do ‘lease-back’. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 592.905, Relator o Ministro Eros Grau, Plenário, DJe 5.3.2010). 12. Ademais, no voto condutor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, o Ministro Relator afirmou: “A Primeira Seção/Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar o REsp 1.060.210/SC (Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe de 5.3.2013), aplicando a sistemática prevista no art. 543-C do Código de Processo Civil, pacificou entendimento no sentido de que: ‘o sujeito ativo da relação tributária, na vigência do DL 406/68, é o Município da sede do estabelecimento prestador (art. 12); (c) a partir da Lei Complementar 116/03, é aquele onde o serviço é efetivamente prestado, onde a relação é perfectibilizada, assim entendido o local onde se comprove haver unidade econômica ou profissional da instituição financeira com poderes decisórios suficientes à concessão e aprovação do financiamento - núcleo da operação de leasing financeiro e fato gerador do tributo’. (…) Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental” (grifos nossos). A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimento inviável de ser validamente adotado nesta via processual. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 847985 ED / DF Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9..., § 3..., do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 13. Pelo exposto, não conheço do agravo interposto por Banco Mercedes-Benz do Brasil S/A (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) e nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.11.2014, opõe o Município de Garibaldi, em 1....12.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a deliberação do egrégio Superior Tribunal de Justiça que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 847985 ED / DF Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9..., § 3..., do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 13. Pelo exposto, não conheço do agravo interposto por Banco Mercedes-Benz do Brasil S/A (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal) e nego seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Garibaldi/RS (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 21.11.2014, opõe o Município de Garibaldi, em 1....12.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a deliberação do egrégio Superior Tribunal de Justiça que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 847985 ED / DF pretende (…) ser impositiva para o Judiciário inferior (…) afirma que o fato gerador do imposto é a decisão que concede o financiamento. Tal definição é teratológica, porque o instituto chamado de arrendamento mercantil, mundialmente utilizado para a aquisição de bens móveis, não tem entre seus componentes o financiamento” (grifos nossos). Assevera que “a doutrina e a jurisprudência firmaram posição que SERVIÇO, para ser objeto de cobrança do ISS, deve reunir estas três condições simultâneas: 1. ser previsto na legislação como tal (Lista Anexa à Lei Complementar 116/2003); 2. ser oneroso (não incide o ISS se houver gratuidade); 3. ser prestado a terceiro (ninguém presta serviço a si próprio). Por essa razões, uma DECISÃO, por ser ATO DE GESTÃO, não pode ser considerada um serviço prestado a terceiro, porquanto não tem a configuração de um serviço. DECISÃO, na verdade, caracteriza um autosserviço. Se DECISÃO passar a ser fato gerador do ISS, todos os atos administrativos e/ou de gestão — que são sempre decorrentes de decisões de administradores/gestores — poderão vir a ser considerados SERVIÇOS PRESTADOS e, portanto, fatos geradores do imposto. Ora, é evidente que seria a adoção da absurdidade tributária no sistema brasileiro” (grifos no original). Requer sejam acolhidos os presentes embargos, com efeitos infringentes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 847985 ED / DF pretende (…) ser impositiva para o Judiciário inferior (…) afirma que o fato gerador do imposto é a decisão que concede o financiamento. Tal definição é teratológica, porque o instituto chamado de arrendamento mercantil, mundialmente utilizado para a aquisição de bens móveis, não tem entre seus componentes o financiamento” (grifos nossos). Assevera que “a doutrina e a jurisprudência firmaram posição que SERVIÇO, para ser objeto de cobrança do ISS, deve reunir estas três condições simultâneas: 1. ser previsto na legislação como tal (Lista Anexa à Lei Complementar 116/2003); 2. ser oneroso (não incide o ISS se houver gratuidade); 3. ser prestado a terceiro (ninguém presta serviço a si próprio). Por essa razões, uma DECISÃO, por ser ATO DE GESTÃO, não pode ser considerada um serviço prestado a terceiro, porquanto não tem a configuração de um serviço. DECISÃO, na verdade, caracteriza um autosserviço. Se DECISÃO passar a ser fato gerador do ISS, todos os atos administrativos e/ou de gestão — que são sempre decorrentes de decisões de administradores/gestores — poderão vir a ser considerados SERVIÇOS PRESTADOS e, portanto, fatos geradores do imposto. Ora, é evidente que seria a adoção da absurdidade tributária no sistema brasileiro” (grifos no original). Requer sejam acolhidos os presentes embargos, com efeitos infringentes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria o reexame de provas e a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto-Lei n. 406/1968, Lei Complementar n. 116/2003 e Código Tributário Nacional), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada” (AI 790.283-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 3.9.2010). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ISS. Decreto-lei n. 406/68. Ofensa reflexa. Requisitos. Reexame de fatos e provas e do contrato social. Impossibilidade. Súmulas n. 279 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Decreto-lei n. 406/68), consignou que a agravante não cumpre os requisitos para ter direito a tratamento privilegiado no recolhimento do ISS. Para se alterar esse entendimento e se avaliar os argumentos expendidos pela agravante, seria necessário analisar o decreto em comento, o contrato social e os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 847985 ED / DF fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9..., § 3..., do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 847985 ED / DF fatos e as provas que permeiam a lide, o que é vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns. 279 e 454 desta Suprema Corte. 2. O acórdão recorrido tomou como fundamento a norma do art. 9..., § 3..., do Decreto-lei n. 406/68. Dessa forma, eventual afronta à Constituição, se houvesse, seria indireta. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 642.510-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 621.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7717736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689609 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847.985 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : MUNICÍPIO DE GARIBALDI ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO MERCEDES-BENZ DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL DIAS TOFFANELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7689609 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847 . 985", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847 . 985", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847 .", "Recurso Extraordinário 847985 ED / DF da Constituição", "Recurso Extraordinário 592 . 905", "REsp 1 . 060 . 210 / SC", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 790 . 283 - RG", "Recurso Extraordinário 847985 ED", "Recurso Extraordinário 592 . 905", "REsp 1 . 060 . 210 / SC", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 790 . 283 - RG", "Recurso Extraordinário 847985 ED / DF", "Recurso Extraordinário 642 . 510 - AgR", "Súmulas n . 279", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 621 . 415 - AgR", "Recurso Extraordinário 847985 ED", "Súmulas ns . 279 e 454 desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 642 . 510 - AgR", "Súmulas n . 279", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 621 . 415 - AgR", "Recurso Extraordinário 847985 ED / DF", "Recurso Extraordinário 847985 ED / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847 . 985", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 790 . 283 - RG", "Súmulas n .", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 847985 ED / DF", "Recurso Extraordinário 642 . 510 - AgR", "Súmulas n . 279", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 621 . 415 - AgR", "Recurso Extraordinário 847985 ED / DF", "Súmulas ns . 279", "Recurso Extraordinário 642 . 510 - AgR", "Súmulas n . 279", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 621 . 415 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847 . 985", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 847 . 985" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 406 / 1968", "ARTIGO 156 , III , DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 406 / 1968", "ARTIGO 156 , III , DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL", "inciso III do artigo 156", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do artigo 156 da Constituição", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "DL 406 / 68", "Lei Complementar 116 / 03", "Decreto", "-", "Lei n . 406 / 1968", "Lei Complementar n . 116 / 2003", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "inciso III do artigo 156 da Constituição", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "DL 406 / 68", "Lei Complementar 116 / 03", "Lei n . 406 / 1968", "Lei Complementar n . 116 / 2003", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "lei n . 406 / 68", "Decreto", "-", "lei n . 406 / 68", "art . 9 . . . , § 3 . . . , do Decreto -", "lei n . 406 / 68", "Constituição", "art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "lei n . 406 / 68", "Decreto", "lei n . 406 / 68", "art . 9 . . . , § 3 . . . , do Decreto - lei n . 406 / 68", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 406 / 1968", "Lei Complementar n . 116 / 2003", "Código Tributário Nacional", "Decreto", "-", "lei n . 406 / 68", "Decreto", "-", "lei n . 406 / 68", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 406 / 1968", "Lei Complementar n . 116 / 2003", "Código Tributário Nacional", "Decreto", "-", "lei n . 406 / 68", "Decreto", "-", "lei n . 406 / 68", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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BENZ DO BRASIL S / A", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO MERCEDES - BENZ DO BRASIL S / A", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Seção / Superior Tribunal de Justiça", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Seção / Superior Tribunal de Justiça", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Banco Mercedes - Benz do Brasil S / A", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Banco Mercedes - 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE- ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Considerada a sucumbência recíproca fixada na origem, deixo de aplicar o art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão ARE 982390 AGR / DF 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039888. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE- ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a União. A matéria debatida, em síntese, diz com a arguição de ausência de condição da ação e liquidez do título judicial, em sede de embargos à execução. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta “[...] vícios formais no trâmite do processo e no julgamento, tais como cerceamento de defesa ante a falta de devida intimação para manifestação sobre os cálculos apresentados pela contadoria, inépcia da petição inicial, além de nulidade do processo de execução, imprestabilidade do laudo pericial e necessidade de realização de nova perícia [...]” (doc. 17, fl. 02). Alega a não incidência da Súmula nº 279/STF, pois “[...] restou assentado no próprio acórdão recorrido que não tinha ocorrido a liquidação do título judicial. A União não pretende alterar tal premissa fática. O que este ente público pleiteia é que, dentro desta moldura fática, essa Corte reconheça a grave violação ao contraditório e ampla defesa, pois a parte autora procedeu à execução de valores oriundos de sentença ilíquida, sem a indispensável liquidação [...]” (doc. 17, fl. 07). Insiste na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requer o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE- ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a União. A matéria debatida, em síntese, diz com a arguição de ausência de condição da ação e liquidez do título judicial, em sede de embargos à execução. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta “[...] vícios formais no trâmite do processo e no julgamento, tais como cerceamento de defesa ante a falta de devida intimação para manifestação sobre os cálculos apresentados pela contadoria, inépcia da petição inicial, além de nulidade do processo de execução, imprestabilidade do laudo pericial e necessidade de realização de nova perícia [...]” (doc. 17, fl. 02). Alega a não incidência da Súmula nº 279/STF, pois “[...] restou assentado no próprio acórdão recorrido que não tinha ocorrido a liquidação do título judicial. A União não pretende alterar tal premissa fática. O que este ente público pleiteia é que, dentro desta moldura fática, essa Corte reconheça a grave violação ao contraditório e ampla defesa, pois a parte autora procedeu à execução de valores oriundos de sentença ilíquida, sem a indispensável liquidação [...]” (doc. 17, fl. 07). Insiste na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requer o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório ARE 982390 AGR / DF O Tribunal Regional Federal da 1ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SETOR SUCROALCOOLEIRO. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. EXECUÇÃO. EMBARGOS. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES DE MÉRITO DA DEMANDA. DESCABIMENTO. INDENIZAÇÃO FIXADA COM BASE NOS VALORES APURADOS PELA PERÍCIA. DESNECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. ATUALIZAÇÃO POR CÁLCULOS DO CONTADOR. ACOLHIMENTO PARCIAL DOS EMBARGOS. PRECLUSÃO PARA A DISCUSSÃO DOS CÁLCULOS PERICIAIS. REMESSA DOS AUTOS À PROCURADORIA DA UNIÃO. FATO INEQUÍVOCO. MULTA PROTELATÓRIA. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. O acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos - diferença entre preços praticados e os devidos - serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório.” (Doc. 07, fl. 90.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF O Tribunal Regional Federal da 1ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SETOR SUCROALCOOLEIRO. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. EXECUÇÃO. EMBARGOS. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES DE MÉRITO DA DEMANDA. DESCABIMENTO. INDENIZAÇÃO FIXADA COM BASE NOS VALORES APURADOS PELA PERÍCIA. DESNECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. ATUALIZAÇÃO POR CÁLCULOS DO CONTADOR. ACOLHIMENTO PARCIAL DOS EMBARGOS. PRECLUSÃO PARA A DISCUSSÃO DOS CÁLCULOS PERICIAIS. REMESSA DOS AUTOS À PROCURADORIA DA UNIÃO. FATO INEQUÍVOCO. MULTA PROTELATÓRIA. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. O acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos - diferença entre preços praticados e os devidos - serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório.” (Doc. 07, fl. 90.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório ARE 982390 AGR / DF É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, LIV e LV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula nº 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005.) ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula nº 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005.) ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (STF-RE- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ No mérito, a Corte de origem consignou que: ‘[...] o acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos – diferença entre preços praticados e os devidos – serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório’. Nesse contexto, verifico que o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 653951/DF, Rel. Min Gilmar Mendes, DJE de 30.06.2011 e RE 634438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012, verbis: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. FIXAÇÃO PELO PODER EXECUTIVO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS DERIVADOS DA CANA-DE-AÇÚCAR ABAIXO DO PREÇO DE CUSTO. DANO MATERIAL. INDENIZAÇÃO CABÍVEL. 1. A intervenção estatal na economia como 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ No mérito, a Corte de origem consignou que: ‘[...] o acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos – diferença entre preços praticados e os devidos – serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório’. Nesse contexto, verifico que o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 653951/DF, Rel. Min Gilmar Mendes, DJE de 30.06.2011 e RE 634438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012, verbis: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. FIXAÇÃO PELO PODER EXECUTIVO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS DERIVADOS DA CANA-DE-AÇÚCAR ABAIXO DO PREÇO DE CUSTO. DANO MATERIAL. INDENIZAÇÃO CABÍVEL. 1. A intervenção estatal na economia como 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF instrumento de regulação dos setores econômicos é consagrada pela Carta Magna de 1988. 2. Deveras, a intervenção deve ser exercida com respeito aos princípios e fundamentos da ordem econômica, cuja previsão resta plasmada no art. 170 da Constituição Federal, de modo a não malferir o princípio da livre iniciativa, um dos pilares da república (art. 1º da CF/1988). Nesse sentido, confira-se abalizada doutrina: As atividades econômicas surgem e se desenvolvem por força de suas próprias leis, decorrentes da livre empresa, da livre concorrência e do livre jogo dos mercados. Essa ordem, no entanto, pode ser quebrada ou distorcida em razão de monopólios, oligopólios, cartéis, trustes e outras deformações que caracterizam a concentração do poder econômico nas mãos de um ou de poucos. Essas deformações da ordem econômica acabam, de um lado, por aniquilar qualquer iniciativa, sufocar toda a concorrência e por dominar, em conseqüência, os mercados e, de outro, por desestimular a produção, a pesquisa e o aperfeiçoamento. Em suma, desafiam o próprio Estado, que se vê obrigado a intervir para proteger aqueles valores, consubstanciados nos regimes da livre empresa, da livre concorrência e do livre embate dos mercados, e para manter constante a compatibilização, característica da economia atual, da liberdade de iniciativa e do ganho ou lucro com o interesse social. A intervenção está, substancialmente, consagrada na Constituição Federal nos arts. 173 e 174. Nesse sentido ensina Duciran Van Marsen Farena (RPGE, 32:71) que "O instituto da intervenção, em todas suas modalidades encontra previsão abstrata nos artigos 173 e 174, da Lei Maior. O primeiro desses dispositivos permite ao Estado explorar diretamente a atividade econômica quando necessária aos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF instrumento de regulação dos setores econômicos é consagrada pela Carta Magna de 1988. 2. Deveras, a intervenção deve ser exercida com respeito aos princípios e fundamentos da ordem econômica, cuja previsão resta plasmada no art. 170 da Constituição Federal, de modo a não malferir o princípio da livre iniciativa, um dos pilares da república (art. 1º da CF/1988). Nesse sentido, confira-se abalizada doutrina: As atividades econômicas surgem e se desenvolvem por força de suas próprias leis, decorrentes da livre empresa, da livre concorrência e do livre jogo dos mercados. Essa ordem, no entanto, pode ser quebrada ou distorcida em razão de monopólios, oligopólios, cartéis, trustes e outras deformações que caracterizam a concentração do poder econômico nas mãos de um ou de poucos. Essas deformações da ordem econômica acabam, de um lado, por aniquilar qualquer iniciativa, sufocar toda a concorrência e por dominar, em conseqüência, os mercados e, de outro, por desestimular a produção, a pesquisa e o aperfeiçoamento. Em suma, desafiam o próprio Estado, que se vê obrigado a intervir para proteger aqueles valores, consubstanciados nos regimes da livre empresa, da livre concorrência e do livre embate dos mercados, e para manter constante a compatibilização, característica da economia atual, da liberdade de iniciativa e do ganho ou lucro com o interesse social. A intervenção está, substancialmente, consagrada na Constituição Federal nos arts. 173 e 174. Nesse sentido ensina Duciran Van Marsen Farena (RPGE, 32:71) que "O instituto da intervenção, em todas suas modalidades encontra previsão abstrata nos artigos 173 e 174, da Lei Maior. O primeiro desses dispositivos permite ao Estado explorar diretamente a atividade econômica quando necessária aos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. O segundo outorga ao Estado, como agente normativo e regulador da atividade econômica. o poder para exercer, na forma da lei as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo esse determinante para o setor público e indicativo para o privado". Pela intervenção o Estado, com o fito de assegurar a todos uma existência digna, de acordo com os ditames da justiça social (art. 170 da CF), pode restringir, condicionar ou mesmo suprimir a iniciativa privada em certa área da atividade econômica. Não obstante, os atos e medidas que consubstanciam a intervenção hão de respeitar os princípios constitucionais que a conformam com o Estado Democrático de Direito, consignado expressamente em nossa Lei Maior, como é o princípio da livre iniciativa. Lúcia Valle Figueiredo, sempre precisa, alerta a esse respeito que "As balizas da intervenção serão, sempre e sempre, ditadas pela principiologia constitucional, pela declaração expressa dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, dentre eles a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. (DIÓGENES GASPARINI, in Curso de Direito Administrativo, 8ª Edição, Ed. Saraiva, págs. 629/630, cit., p. 64). 3. O Supremo Tribunal Federal firmou a orientação no sentido de que ‘a desobediência aos próprios termos da política econômica estadual desenvolvida, gerando danos patrimoniais aos agentes econômicos envolvidos, são fatores que acarretam insegurança e instabilidade, desfavoráveis à coletividade e, em última análise, ao próprio consumidor’. (RE 422.941, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 24/03/2006). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. O segundo outorga ao Estado, como agente normativo e regulador da atividade econômica. o poder para exercer, na forma da lei as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo esse determinante para o setor público e indicativo para o privado". Pela intervenção o Estado, com o fito de assegurar a todos uma existência digna, de acordo com os ditames da justiça social (art. 170 da CF), pode restringir, condicionar ou mesmo suprimir a iniciativa privada em certa área da atividade econômica. Não obstante, os atos e medidas que consubstanciam a intervenção hão de respeitar os princípios constitucionais que a conformam com o Estado Democrático de Direito, consignado expressamente em nossa Lei Maior, como é o princípio da livre iniciativa. Lúcia Valle Figueiredo, sempre precisa, alerta a esse respeito que "As balizas da intervenção serão, sempre e sempre, ditadas pela principiologia constitucional, pela declaração expressa dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, dentre eles a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. (DIÓGENES GASPARINI, in Curso de Direito Administrativo, 8ª Edição, Ed. Saraiva, págs. 629/630, cit., p. 64). 3. O Supremo Tribunal Federal firmou a orientação no sentido de que ‘a desobediência aos próprios termos da política econômica estadual desenvolvida, gerando danos patrimoniais aos agentes econômicos envolvidos, são fatores que acarretam insegurança e instabilidade, desfavoráveis à coletividade e, em última análise, ao próprio consumidor’. (RE 422.941, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 24/03/2006). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF ‘ADMINISTRATIVO. LEI 4.870/1965. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS PELO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA. LEVANTAMENTO DE CUSTOS, CONSIDERANDO-SE A PRODUTIVIDADE MÍNIMA. PARECER DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – FGV. DIFERENÇA ENTRE PREÇOS E CUSTOS. 1. Ressalvado o entendimento deste Relator sobre a matéria, a jurisprudência do STJ se firmou no sentido de ser devida a indenização, pelo Estado, decorrente de intervenção nos preços praticados pelas empresas do setor sucroalcooleiro. 2. Recurso Especial provido’. 5. Recurso extraordinário da União a que se nega seguimento e recurso extraordinário interposto pela Indústria Açucareira São Francisco S/A julgado prejudicado.’ (RE 634.438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012). Ademais, divergir do entendimento da Corte de origem exigiria o reexame da legislação de regência, bem como o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. VERIFICAÇÃO DO NEXO CAUSAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF ‘ADMINISTRATIVO. LEI 4.870/1965. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS PELO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA. LEVANTAMENTO DE CUSTOS, CONSIDERANDO-SE A PRODUTIVIDADE MÍNIMA. PARECER DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – FGV. DIFERENÇA ENTRE PREÇOS E CUSTOS. 1. Ressalvado o entendimento deste Relator sobre a matéria, a jurisprudência do STJ se firmou no sentido de ser devida a indenização, pelo Estado, decorrente de intervenção nos preços praticados pelas empresas do setor sucroalcooleiro. 2. Recurso Especial provido’. 5. Recurso extraordinário da União a que se nega seguimento e recurso extraordinário interposto pela Indústria Açucareira São Francisco S/A julgado prejudicado.’ (RE 634.438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012). Ademais, divergir do entendimento da Corte de origem exigiria o reexame da legislação de regência, bem como o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. VERIFICAÇÃO DO NEXO CAUSAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, DJE de de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, DJE de de 08/09/10. 3. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. ENTENDIMENTO FIXADO PELO TRIBUNAL RECORRIDO NO MESMO SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA N. 83 DO STJ. DECISÃO MONOCRÁTICA FUNDAMENTADA EM JURISPRUDÊNCIA DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO. 1. A parte agravante alega que efetivamente impugnou o fundamento que levou o Tribunal a quo a negar seguimento ao seu recurso especial, qual seja, a aplicação da Súmula n. 83 do STJ, na instância de origem. 2. Entretanto, da leitura das razões do agravo de instrumento, conforme ficou expressamente consignado na decisão monocrática 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, DJE de de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, DJE de de 08/09/10. 3. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. ENTENDIMENTO FIXADO PELO TRIBUNAL RECORRIDO NO MESMO SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA N. 83 DO STJ. DECISÃO MONOCRÁTICA FUNDAMENTADA EM JURISPRUDÊNCIA DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO. 1. A parte agravante alega que efetivamente impugnou o fundamento que levou o Tribunal a quo a negar seguimento ao seu recurso especial, qual seja, a aplicação da Súmula n. 83 do STJ, na instância de origem. 2. Entretanto, da leitura das razões do agravo de instrumento, conforme ficou expressamente consignado na decisão monocrática 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF ora agravada, a União, em momento nenhum, comprovou a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, não citando qualquer precedente do STJ favorável à sua pretensão e que, portanto, poderia infirmar a existência de jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça, e, em tese, seria capaz de afastar a Súmula n. 83. Apenas afirmou, genericamente, não existir entendimento dominante no STJ, nem precedente da Corte Especial, nem súmula do Tribunal, e argumentar que a jurisprudência seria escassa. 3. No mérito do agravo regimental, a União insiste na tese de que o Tribunal Recorrido teria violado os arts. 9º a 14 da Lei n. 4.870/65, aduzindo que usina sucroalcooleira não tem direito à indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA, em detrimento daqueles oriundos da Fundação Getúlio Vargas – FGV. 4. Entretanto, tanto a decisão do TRF da 2ª Região quanto a decisão monocrática ora agravada fizeram referência expressa a inúmeros julgados do STJ em sentido diametralmente inverso à pretensão da agravante: AgRg no REsp 1117278/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJE de 19.10.2009; AgRg no REsp 1095285/DF, Rel. Min. Francisco Falcão, Primeira Turma, DJE de 11.3.2009; REsp 771787/DF, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Segunda Turma, DJE de 27.11.2008; REsp 926.140/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 12.5.2008; REsp 1110005/DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJE de 5.10.2010; AgRg na AR 4.389/DF, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, DJE de 18.3.2010; AgRg no REsp 1023262/PE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJE de 21.8.2009. 5. Em suma, o STJ reconhece o direito de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF ora agravada, a União, em momento nenhum, comprovou a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, não citando qualquer precedente do STJ favorável à sua pretensão e que, portanto, poderia infirmar a existência de jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça, e, em tese, seria capaz de afastar a Súmula n. 83. Apenas afirmou, genericamente, não existir entendimento dominante no STJ, nem precedente da Corte Especial, nem súmula do Tribunal, e argumentar que a jurisprudência seria escassa. 3. No mérito do agravo regimental, a União insiste na tese de que o Tribunal Recorrido teria violado os arts. 9º a 14 da Lei n. 4.870/65, aduzindo que usina sucroalcooleira não tem direito à indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA, em detrimento daqueles oriundos da Fundação Getúlio Vargas – FGV. 4. Entretanto, tanto a decisão do TRF da 2ª Região quanto a decisão monocrática ora agravada fizeram referência expressa a inúmeros julgados do STJ em sentido diametralmente inverso à pretensão da agravante: AgRg no REsp 1117278/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJE de 19.10.2009; AgRg no REsp 1095285/DF, Rel. Min. Francisco Falcão, Primeira Turma, DJE de 11.3.2009; REsp 771787/DF, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Segunda Turma, DJE de 27.11.2008; REsp 926.140/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 12.5.2008; REsp 1110005/DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJE de 5.10.2010; AgRg na AR 4.389/DF, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, DJE de 18.3.2010; AgRg no REsp 1023262/PE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJE de 21.8.2009. 5. Em suma, o STJ reconhece o direito de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF usina sucroalcooleira receber indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo IAA, em detrimento daqueles oriundos da FGV. 6. E, especificamente quanto ao agravo regimental, continuou a agravante sem comprovar a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, o que configura correta a aplicação da Súmula n. 83 do STJ na instância a quo e sua manutenção na decisão monocrática ora agravada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 7. Agravo regimental não provido.” 6. Agravo regimental desprovido.’ (ARE 671.353-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 20.6.2012). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF usina sucroalcooleira receber indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo IAA, em detrimento daqueles oriundos da FGV. 6. E, especificamente quanto ao agravo regimental, continuou a agravante sem comprovar a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, o que configura correta a aplicação da Súmula n. 83 do STJ na instância a quo e sua manutenção na decisão monocrática ora agravada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 7. Agravo regimental não provido.” 6. Agravo regimental desprovido.’ (ARE 671.353-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 20.6.2012). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “DIREITO ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS ABAIXO DO MERCADO. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “DIREITO ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS ABAIXO DO MERCADO. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2012. O entendimento adotado pela Corte de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 711.703-AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 20.11.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2012. O entendimento adotado pela Corte de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 711.703-AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 20.11.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Considerada a sucumbência recíproca fixada na origem, deixo de aplicar o art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. É como voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Considerada a sucumbência recíproca fixada na origem, deixo de aplicar o art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. É como voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE-ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079753 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE-ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086141
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Considerada a sucumbência recíproca fixada na origem, deixo de aplicar o art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.
sjur360841
- Acórdão(s) citado(s): (MULTA PROTELATÓRIA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). (SETOR SUCROALCOOLEIRO) AI 752432 AgR (1ªT), RE 711703 AgR (1ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) RE 748371 RG. Número de páginas: 19. Análise: 13/12/2016, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
982390
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 982390 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE-ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE- ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do art. 5... da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Considerada a sucumbência recíproca fixada na origem, deixo de aplicar o art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão ARE 982390 AGR / DF 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039888. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE- ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a União. A matéria debatida, em síntese, diz com a arguição de ausência de condição da ação e liquidez do título judicial, em sede de embargos à execução. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta “[...] vícios formais no trâmite do processo e no julgamento, tais como cerceamento de defesa ante a falta de devida intimação para manifestação sobre os cálculos apresentados pela contadoria, inépcia da petição inicial, além de nulidade do processo de execução, imprestabilidade do laudo pericial e necessidade de realização de nova perícia [...]” (doc. 17, fl. 02). Alega a não incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, pois “[...] restou assentado no próprio acórdão recorrido que não tinha ocorrido a liquidação do título judicial. A União não pretende alterar tal premissa fática. O que este ente público pleiteia é que, dentro desta moldura fática, essa Corte reconheça a grave violação ao contraditório e ampla defesa, pois a parte autora procedeu à execução de valores oriundos de sentença ilíquida, sem a indispensável liquidação [...]” (doc. 17, fl. 07). Insiste na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requer o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE- ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental a União. A matéria debatida, em síntese, diz com a arguição de ausência de condição da ação e liquidez do título judicial, em sede de embargos à execução. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta “[...] vícios formais no trâmite do processo e no julgamento, tais como cerceamento de defesa ante a falta de devida intimação para manifestação sobre os cálculos apresentados pela contadoria, inépcia da petição inicial, além de nulidade do processo de execução, imprestabilidade do laudo pericial e necessidade de realização de nova perícia [...]” (doc. 17, fl. 02). Alega a não incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, pois “[...] restou assentado no próprio acórdão recorrido que não tinha ocorrido a liquidação do título judicial. A União não pretende alterar tal premissa fática. O que este ente público pleiteia é que, dentro desta moldura fática, essa Corte reconheça a grave violação ao contraditório e ampla defesa, pois a parte autora procedeu à execução de valores oriundos de sentença ilíquida, sem a indispensável liquidação [...]” (doc. 17, fl. 07). Insiste na tese da afronta aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requer o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório ARE 982390 AGR / DF O Tribunal Regional Federal da 1... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SETOR SUCROALCOOLEIRO. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. EXECUÇÃO. EMBARGOS. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES DE MÉRITO DA DEMANDA. DESCABIMENTO. INDENIZAÇÃO FIXADA COM BASE NOS VALORES APURADOS PELA PERÍCIA. DESNECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. ATUALIZAÇÃO POR CÁLCULOS DO CONTADOR. ACOLHIMENTO PARCIAL DOS EMBARGOS. PRECLUSÃO PARA A DISCUSSÃO DOS CÁLCULOS PERICIAIS. REMESSA DOS AUTOS À PROCURADORIA DA UNIÃO. FATO INEQUÍVOCO. MULTA PROTELATÓRIA. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. O acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos - diferença entre preços praticados e os devidos - serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório.” (Doc. 07, fl. 90.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF O Tribunal Regional Federal da 1... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SETOR SUCROALCOOLEIRO. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS. EXECUÇÃO. EMBARGOS. PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÕES DE MÉRITO DA DEMANDA. DESCABIMENTO. INDENIZAÇÃO FIXADA COM BASE NOS VALORES APURADOS PELA PERÍCIA. DESNECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. ATUALIZAÇÃO POR CÁLCULOS DO CONTADOR. ACOLHIMENTO PARCIAL DOS EMBARGOS. PRECLUSÃO PARA A DISCUSSÃO DOS CÁLCULOS PERICIAIS. REMESSA DOS AUTOS À PROCURADORIA DA UNIÃO. FATO INEQUÍVOCO. MULTA PROTELATÓRIA. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. 1. O acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos - diferença entre preços praticados e os devidos - serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório.” (Doc. 07, fl. 90.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimada a agravada, apresentou contraminuta (doc. 22). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório ARE 982390 AGR / DF É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LIV e LV, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula n 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005.) ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula n 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas.’ (AI 495.880-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005.) ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005) ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido.’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário- 153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ No mérito, a Corte de origem consignou que: ‘[...] o acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos – diferença entre preços praticados e os devidos – serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório’. Nesse contexto, verifico que o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 653951/DF, Rel. Min Gilmar Mendes, DJE de 30.06.2011 e Recurso Extraordinário 634438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012, verbis: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. FIXAÇÃO PELO PODER EXECUTIVO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS DERIVADOS DA CANA-DE-AÇÚCAR ABAIXO DO PREÇO DE CUSTO. DANO MATERIAL. INDENIZAÇÃO CABÍVEL. 1. A intervenção estatal na economia como 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ No mérito, a Corte de origem consignou que: ‘[...] o acórdão exequendo condenou a ré a indenizar a autora pelos prejuízos suportados em razão da fixação do preço de seus produtos em níveis inferiores aos que deveriam ser estabelecidos, em razão do levantamento dos custos de produção levantados pela FGV, e determinou que os valores devidos – diferença entre preços praticados e os devidos – serão corrigidos monetariamente e acrescidos de juros moratórios, incidentes ambos a partir de cada evento danoso. Hipótese que não reclama liquidação, mas simples cálculo de atualização. 2. Havendo nos autos documentos que comprovam a ciência inequívoca da apelante quanto aos cálculos apresentados pelo perito, o seu silêncio importa em concordância com os mesmos. Incidência do instituto da preclusão. 3. Recurso de apelação parcialmente provido para afastar a multa por recurso protelatório’. Nesse contexto, verifico que o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 653951/DF, Rel. Min Gilmar Mendes, DJE de 30.06.2011 e Recurso Extraordinário 634438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012, verbis: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. FIXAÇÃO PELO PODER EXECUTIVO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS DERIVADOS DA CANA-DE-AÇÚCAR ABAIXO DO PREÇO DE CUSTO. DANO MATERIAL. INDENIZAÇÃO CABÍVEL. 1. A intervenção estatal na economia como 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF instrumento de regulação dos setores econômicos é consagrada pela Carta Magna de 1988. 2. Deveras, a intervenção deve ser exercida com respeito aos princípios e fundamentos da ordem econômica, cuja previsão resta plasmada no art. 170 da Constituição Federal, de modo a não malferir o princípio da livre iniciativa, um dos pilares da república (art. 1... da Constituição Federal de 1988/1988). Nesse sentido, confira-se abalizada doutrina: As atividades econômicas surgem e se desenvolvem por força de suas próprias leis, decorrentes da livre empresa, da livre concorrência e do livre jogo dos mercados. Essa ordem, no entanto, pode ser quebrada ou distorcida em razão de monopólios, oligopólios, cartéis, trustes e outras deformações que caracterizam a concentração do poder econômico nas mãos de um ou de poucos. Essas deformações da ordem econômica acabam, de um lado, por aniquilar qualquer iniciativa, sufocar toda a concorrência e por dominar, em conseqüência, os mercados e, de outro, por desestimular a produção, a pesquisa e o aperfeiçoamento. Em suma, desafiam o próprio Estado, que se vê obrigado a intervir para proteger aqueles valores, consubstanciados nos regimes da livre empresa, da livre concorrência e do livre embate dos mercados, e para manter constante a compatibilização, característica da economia atual, da liberdade de iniciativa e do ganho ou lucro com o interesse social. A intervenção está, substancialmente, consagrada na Constituição Federal nos arts. 173 e 174. Nesse sentido ensina Duciran Van Marsen Farena (RPGE, 32:71) que "O instituto da intervenção, em todas suas modalidades encontra previsão abstrata nos artigos 173 e 174, da Lei Maior. O primeiro desses dispositivos permite ao Estado explorar diretamente a atividade econômica quando necessária aos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF instrumento de regulação dos setores econômicos é consagrada pela Carta Magna de 1988. 2. Deveras, a intervenção deve ser exercida com respeito aos princípios e fundamentos da ordem econômica, cuja previsão resta plasmada no art. 170 da Constituição Federal, de modo a não malferir o princípio da livre iniciativa, um dos pilares da república (art. 1... da Constituição Federal de 1988/1988). Nesse sentido, confira-se abalizada doutrina: As atividades econômicas surgem e se desenvolvem por força de suas próprias leis, decorrentes da livre empresa, da livre concorrência e do livre jogo dos mercados. Essa ordem, no entanto, pode ser quebrada ou distorcida em razão de monopólios, oligopólios, cartéis, trustes e outras deformações que caracterizam a concentração do poder econômico nas mãos de um ou de poucos. Essas deformações da ordem econômica acabam, de um lado, por aniquilar qualquer iniciativa, sufocar toda a concorrência e por dominar, em conseqüência, os mercados e, de outro, por desestimular a produção, a pesquisa e o aperfeiçoamento. Em suma, desafiam o próprio Estado, que se vê obrigado a intervir para proteger aqueles valores, consubstanciados nos regimes da livre empresa, da livre concorrência e do livre embate dos mercados, e para manter constante a compatibilização, característica da economia atual, da liberdade de iniciativa e do ganho ou lucro com o interesse social. A intervenção está, substancialmente, consagrada na Constituição Federal nos arts. 173 e 174. Nesse sentido ensina Duciran Van Marsen Farena (RPGE, 32:71) que "O instituto da intervenção, em todas suas modalidades encontra previsão abstrata nos artigos 173 e 174, da Lei Maior. O primeiro desses dispositivos permite ao Estado explorar diretamente a atividade econômica quando necessária aos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. O segundo outorga ao Estado, como agente normativo e regulador da atividade econômica. o poder para exercer, na forma da lei as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo esse determinante para o setor público e indicativo para o privado". Pela intervenção o Estado, com o fito de assegurar a todos uma existência digna, de acordo com os ditames da justiça social (art. 170 da Constituição Federal de 1988), pode restringir, condicionar ou mesmo suprimir a iniciativa privada em certa área da atividade econômica. Não obstante, os atos e medidas que consubstanciam a intervenção hão de respeitar os princípios constitucionais que a conformam com o Estado Democrático de Direito, consignado expressamente em nossa Lei Maior, como é o princípio da livre iniciativa. Lúcia Valle Figueiredo, sempre precisa, alerta a esse respeito que "As balizas da intervenção serão, sempre e sempre, ditadas pela principiologia constitucional, pela declaração expressa dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, dentre eles a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. (DIÓGENES GASPARINI, in Curso de Direito Administrativo, 8... Edição, Ed. Saraiva, págs. 629/630, cit., p. 64). 3. O Supremo Tribunal Federal firmou a orientação no sentido de que ‘a desobediência aos próprios termos da política econômica estadual desenvolvida, gerando danos patrimoniais aos agentes econômicos envolvidos, são fatores que acarretam insegurança e instabilidade, desfavoráveis à coletividade e, em última análise, ao próprio consumidor’. (Recurso Extraordinário 422.941, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 24/03/2006). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. O segundo outorga ao Estado, como agente normativo e regulador da atividade econômica. o poder para exercer, na forma da lei as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo esse determinante para o setor público e indicativo para o privado". Pela intervenção o Estado, com o fito de assegurar a todos uma existência digna, de acordo com os ditames da justiça social (art. 170 da Constituição Federal de 1988), pode restringir, condicionar ou mesmo suprimir a iniciativa privada em certa área da atividade econômica. Não obstante, os atos e medidas que consubstanciam a intervenção hão de respeitar os princípios constitucionais que a conformam com o Estado Democrático de Direito, consignado expressamente em nossa Lei Maior, como é o princípio da livre iniciativa. Lúcia Valle Figueiredo, sempre precisa, alerta a esse respeito que "As balizas da intervenção serão, sempre e sempre, ditadas pela principiologia constitucional, pela declaração expressa dos fundamentos do Estado Democrático de Direito, dentre eles a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. (DIÓGENES GASPARINI, in Curso de Direito Administrativo, 8... Edição, Ed. Saraiva, págs. 629/630, cit., p. 64). 3. O Supremo Tribunal Federal firmou a orientação no sentido de que ‘a desobediência aos próprios termos da política econômica estadual desenvolvida, gerando danos patrimoniais aos agentes econômicos envolvidos, são fatores que acarretam insegurança e instabilidade, desfavoráveis à coletividade e, em última análise, ao próprio consumidor’. (Recurso Extraordinário 422.941, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 24/03/2006). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF ‘ADMINISTRATIVO. LEI 4.870/1965. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS PELO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA. LEVANTAMENTO DE CUSTOS, CONSIDERANDO-SE A PRODUTIVIDADE MÍNIMA. PARECER DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – FGV. DIFERENÇA ENTRE PREÇOS E CUSTOS. 1. Ressalvado o entendimento deste Relator sobre a matéria, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça se firmou no sentido de ser devida a indenização, pelo Estado, decorrente de intervenção nos preços praticados pelas empresas do setor sucroalcooleiro. 2. Recurso Especial provido’. 5. Recurso extraordinário da União a que se nega seguimento e recurso extraordinário interposto pela Indústria Açucareira São Francisco S/A julgado prejudicado.’ (Recurso Extraordinário 634.438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012). Ademais, divergir do entendimento da Corte de origem exigiria o reexame da legislação de regência, bem como o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. VERIFICAÇÃO DO NEXO CAUSAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF ‘ADMINISTRATIVO. LEI 4.870/1965. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS PELO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA. LEVANTAMENTO DE CUSTOS, CONSIDERANDO-SE A PRODUTIVIDADE MÍNIMA. PARECER DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – FGV. DIFERENÇA ENTRE PREÇOS E CUSTOS. 1. Ressalvado o entendimento deste Relator sobre a matéria, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça se firmou no sentido de ser devida a indenização, pelo Estado, decorrente de intervenção nos preços praticados pelas empresas do setor sucroalcooleiro. 2. Recurso Especial provido’. 5. Recurso extraordinário da União a que se nega seguimento e recurso extraordinário interposto pela Indústria Açucareira São Francisco S/A julgado prejudicado.’ (Recurso Extraordinário 634.438, Rel. Min. Luiz Fux, DJE de 24.02.2012). Ademais, divergir do entendimento da Corte de origem exigiria o reexame da legislação de regência, bem como o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. VERIFICAÇÃO DO NEXO CAUSAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, DJE de de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, DJE de de 08/09/10. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. ENTENDIMENTO FIXADO PELO TRIBUNAL RECORRIDO NO MESMO SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO Superior Tribunal de Justiça. SÚMULA N. 83 DO Superior Tribunal de Justiça. DECISÃO MONOCRÁTICA FUNDAMENTADA EM JURISPRUDÊNCIA DO Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO. 1. A parte agravante alega que efetivamente impugnou o fundamento que levou o Tribunal a quo a negar seguimento ao seu recurso especial, qual seja, a aplicação da Súmula n. 83 do Superior Tribunal de Justiça, na instância de origem. 2. Entretanto, da leitura das razões do agravo de instrumento, conforme ficou expressamente consignado na decisão monocrática 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, DJE de de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, DJE de de 08/09/10. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. LEI N. 4.870/65. FIXAÇÃO DE PREÇOS. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. ENTENDIMENTO FIXADO PELO TRIBUNAL RECORRIDO NO MESMO SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO Superior Tribunal de Justiça. SÚMULA N. 83 DO Superior Tribunal de Justiça. DECISÃO MONOCRÁTICA FUNDAMENTADA EM JURISPRUDÊNCIA DO Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO. 1. A parte agravante alega que efetivamente impugnou o fundamento que levou o Tribunal a quo a negar seguimento ao seu recurso especial, qual seja, a aplicação da Súmula n. 83 do Superior Tribunal de Justiça, na instância de origem. 2. Entretanto, da leitura das razões do agravo de instrumento, conforme ficou expressamente consignado na decisão monocrática 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF ora agravada, a União, em momento nenhum, comprovou a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, não citando qualquer precedente do Superior Tribunal de Justiça favorável à sua pretensão e que, portanto, poderia infirmar a existência de jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça, e, em tese, seria capaz de afastar a Súmula n. 83. Apenas afirmou, genericamente, não existir entendimento dominante no Superior Tribunal de Justiça, nem precedente da Corte Especial, nem súmula do Tribunal, e argumentar que a jurisprudência seria escassa. 3. No mérito do agravo regimental, a União insiste na tese de que o Tribunal Recorrido teria violado os arts. 9... a 14 da Lei n. 4.870/65, aduzindo que usina sucroalcooleira não tem direito à indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA, em detrimento daqueles oriundos da Fundação Getúlio Vargas – FGV. 4. Entretanto, tanto a decisão do TRF da 2... Região quanto a decisão monocrática ora agravada fizeram referência expressa a inúmeros julgados do Superior Tribunal de Justiça em sentido diametralmente inverso à pretensão da agravante: AgRg no REsp 1117278/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJE de 19.10.2009; AgRg no REsp 1095285/DF, Rel. Min. Francisco Falcão, Primeira Turma, DJE de 11.3.2009; REsp 771787/DF, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Segunda Turma, DJE de 27.11.2008; REsp 926.140/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 12.5.2008; REsp 1110005/DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJE de 5.10.2010; AgRg na AR 4.389/DF, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, DJE de 18.3.2010; AgRg no REsp 1023262/PE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJE de 21.8.2009. 5. Em suma, o Superior Tribunal de Justiça reconhece o direito de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF ora agravada, a União, em momento nenhum, comprovou a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, não citando qualquer precedente do Superior Tribunal de Justiça favorável à sua pretensão e que, portanto, poderia infirmar a existência de jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça, e, em tese, seria capaz de afastar a Súmula n. 83. Apenas afirmou, genericamente, não existir entendimento dominante no Superior Tribunal de Justiça, nem precedente da Corte Especial, nem súmula do Tribunal, e argumentar que a jurisprudência seria escassa. 3. No mérito do agravo regimental, a União insiste na tese de que o Tribunal Recorrido teria violado os arts. 9... a 14 da Lei n. 4.870/65, aduzindo que usina sucroalcooleira não tem direito à indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA, em detrimento daqueles oriundos da Fundação Getúlio Vargas – FGV. 4. Entretanto, tanto a decisão do TRF da 2... Região quanto a decisão monocrática ora agravada fizeram referência expressa a inúmeros julgados do Superior Tribunal de Justiça em sentido diametralmente inverso à pretensão da agravante: AgRg no REsp 1117278/RJ, Rel. Min. Humberto Martins, Segunda Turma, DJE de 19.10.2009; AgRg no REsp 1095285/DF, Rel. Min. Francisco Falcão, Primeira Turma, DJE de 11.3.2009; REsp 771787/DF, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Segunda Turma, DJE de 27.11.2008; REsp 926.140/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 12.5.2008; REsp 1110005/DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJE de 5.10.2010; AgRg na AR 4.389/DF, Rel. Min. Eliana Calmon, Primeira Seção, DJE de 18.3.2010; AgRg no REsp 1023262/PE, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJE de 21.8.2009. 5. Em suma, o Superior Tribunal de Justiça reconhece o direito de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF usina sucroalcooleira receber indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo IAA, em detrimento daqueles oriundos da FGV. 6. E, especificamente quanto ao agravo regimental, continuou a agravante sem comprovar a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, o que configura correta a aplicação da Súmula n. 83 do Superior Tribunal de Justiça na instância a quo e sua manutenção na decisão monocrática ora agravada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 7. Agravo regimental não provido.” 6. Agravo regimental desprovido.’ (ARE 671.353-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 20.6.2012). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF usina sucroalcooleira receber indenização por prejuízo eventualmente decorrente da adoção, pela Administração, de preços indicados pelo IAA, em detrimento daqueles oriundos da FGV. 6. E, especificamente quanto ao agravo regimental, continuou a agravante sem comprovar a existência de divergência jurisprudencial a respeito da matéria, o que configura correta a aplicação da Súmula n. 83 do Superior Tribunal de Justiça na instância a quo e sua manutenção na decisão monocrática ora agravada, que deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 7. Agravo regimental não provido.” 6. Agravo regimental desprovido.’ (ARE 671.353-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 20.6.2012). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “DIREITO ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS ABAIXO DO MERCADO. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “DIREITO ECONÔMICO E ADMINISTRATIVO. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS ABAIXO DO MERCADO. INDENIZAÇÃO. CABIMENTO. PRECEDENTES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2012. O entendimento adotado pela Corte de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 711.703-AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 20.11.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.5.2012. O entendimento adotado pela Corte de origem não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 711.703-AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 20.11.2014.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. PRODUTOS SUCROALCOOLEIROS. FIXAÇÃO DE PREÇOS INFERIORES ÀQUELES DEFINIDOS EM LEI. PRECEDENTES. CONFIGURAÇÃO DE DANO. NEXO CAUSAL RECONHECIDO. INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 752.432-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 24.9.2010.) De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 982390 AGR / DF Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Considerada a sucumbência recíproca fixada na origem, deixo de aplicar o art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Supremo Tribunal Federal ARE 982390 AGR / DF Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Considerada a sucumbência recíproca fixada na origem, deixo de aplicar o art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE-ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079753 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 982.390 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COOPERATIVA DE PRODUTORES DE CANA-DE-ACUCAR, ACUCAR E ALCOOL DO ESTADO DE SAO PAULO. ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
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Benjamin", "Humberto Martins", "Francisco Falcão", "João Otávio de Noronha", "Luiz Fux", "Benedito Gonçalves", "Eliana Calmon", "Herman Benjamin", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER ARE", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "HAMILTON DIAS DE SOUZA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "HAMILTON DIAS DE SOUZA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", 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"24", "/", "03", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "03", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2009", "11", ".", "3", ".", "2009", "27", ".", "11", ".", "2008", "12", ".", "5", ".", "2008", "5", ".", "10", ".", "2010", "18", ".", "3", ".", "2010", "21", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2009", "11", ".", "3", ".", "2009", "27", ".", "11", ".", "2008", "12", ".", "5", ".", "2008", "5", ".", "10", ".", "2010", "18", ".", "3", ".", "2010", "21", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "6", ".", "2012", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "6", ".", "2012", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2012", "20", ".", "11", ".", "2014", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2012", "20", ".", "11", ".", "2014", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "4", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que conclusão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça se sustenta na interpretação conferida à LC nº 154/1996. Nessas condições, torna-se inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956985. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 8.9.2014, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “ (…) o STJ assentou a impossibilidade da incorporação da gratificação da função comissionada de Procurador-Geral aos proventos de aposentadoria do recorrente, tendo em vista que a Lei Complementar nº 154/1996, ao alterar o regime jurídico dos Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, expressamente assentou que o cargo em comissão de Procurador-Geral no Tribunal de Contas será ocupado por servidor de carreira e que a gratificação não será incorporada, para qualquer efeito, por ter nítido caráter transitório. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da mencionada gratificação exigiria o exame da legislação infraconstitucional mencionada, o que é inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o AI 766.301, Rel.ª Min.ª Rosa Weber. Cabe ressaltar que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo possível a modificação na forma de cálculo dos vencimentos ou proventos de servidores, desde que não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 8.9.2014, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “ (…) o STJ assentou a impossibilidade da incorporação da gratificação da função comissionada de Procurador-Geral aos proventos de aposentadoria do recorrente, tendo em vista que a Lei Complementar nº 154/1996, ao alterar o regime jurídico dos Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, expressamente assentou que o cargo em comissão de Procurador-Geral no Tribunal de Contas será ocupado por servidor de carreira e que a gratificação não será incorporada, para qualquer efeito, por ter nítido caráter transitório. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da mencionada gratificação exigiria o exame da legislação infraconstitucional mencionada, o que é inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o AI 766.301, Rel.ª Min.ª Rosa Weber. Cabe ressaltar que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo possível a modificação na forma de cálculo dos vencimentos ou proventos de servidores, desde que não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 792125 AGR / DF acarrete redução dos respectivos valores. No caso destes autos, não há falar em redução de vencimentos, uma vez que a gratificação pelo exercício do cargo em comissão de Procurador-Geral junto ao Tribunal de Contas não integrava os vencimentos do recorrente.” 2. A parte agravante afirma que, ao retroagir os efeitos da LC nº 154/1996, foram violados os art. 5º, XXXVI; e 37, XV, da Constituição Federal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Supremo Tribunal Federal RE 792125 AGR / DF acarrete redução dos respectivos valores. No caso destes autos, não há falar em redução de vencimentos, uma vez que a gratificação pelo exercício do cargo em comissão de Procurador-Geral junto ao Tribunal de Contas não integrava os vencimentos do recorrente.” 2. A parte agravante afirma que, ao retroagir os efeitos da LC nº 154/1996, foram violados os art. 5º, XXXVI; e 37, XV, da Constituição Federal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim fundamentado: “O recorrente ingressou, sem ter prestado concurso público, no cargo de Procurador-Geral, no Estado de Rondônia. Porém, apesar de ter exercido o cargo ao longo de muitos anos, é certo que o seu cargo efetivo, após o advento da Lei Complementar em questão, era o de Procurador. Logo, é evidente que não há a possibilidade de postular o direito líquido e certo à gratificação, oriunda de cargo em comissão, de natureza evidentemente precária, nos termos da Lei Estadual n.º 154/1996, para o cálculo dos proventos.” 3. Observa-se que a conclusão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça se sustenta na interpretação conferida à LC nº 154/1996. Nessas condições, torna-se inviável o processamento do recurso extraordinário, tendo em vista a impossibilidade de examinar legislação infraconstitucional neste momento processual. 4. Da mesma forma, não há que se falar violação ao direito adquirido, uma vez que o Supremo firmou jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo que desta orientação não divergiu a decisão do STJ. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim fundamentado: “O recorrente ingressou, sem ter prestado concurso público, no cargo de Procurador-Geral, no Estado de Rondônia. Porém, apesar de ter exercido o cargo ao longo de muitos anos, é certo que o seu cargo efetivo, após o advento da Lei Complementar em questão, era o de Procurador. Logo, é evidente que não há a possibilidade de postular o direito líquido e certo à gratificação, oriunda de cargo em comissão, de natureza evidentemente precária, nos termos da Lei Estadual n.º 154/1996, para o cálculo dos proventos.” 3. Observa-se que a conclusão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça se sustenta na interpretação conferida à LC nº 154/1996. Nessas condições, torna-se inviável o processamento do recurso extraordinário, tendo em vista a impossibilidade de examinar legislação infraconstitucional neste momento processual. 4. Da mesma forma, não há que se falar violação ao direito adquirido, uma vez que o Supremo firmou jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo que desta orientação não divergiu a decisão do STJ. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 792125 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Supremo Tribunal Federal RE 792125 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o acórdão do Superior Tribunal de Justiça ter, também, quanto a capítulo único, fundamento legal, além do constitucional, não inviabiliza o acesso ao Supremo. A situação é diversa considerados os pronunciamentos dos tribunais de justiça e dos tribunais regionais federais. O que cumpre perceber é se, julgando o mesmo conflito, fazendo-o com duplo fundamento, o Superior Tribunal de Justiça adotou tese contrária à Carta Federal. Frise-se, por oportuno, que o recurso extraordinário foi admitido pelo citado Tribunal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888840. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o acórdão do Superior Tribunal de Justiça ter, também, quanto a capítulo único, fundamento legal, além do constitucional, não inviabiliza o acesso ao Supremo. A situação é diversa considerados os pronunciamentos dos tribunais de justiça e dos tribunais regionais federais. O que cumpre perceber é se, julgando o mesmo conflito, fazendo-o com duplo fundamento, o Superior Tribunal de Justiça adotou tese contrária à Carta Federal. Frise-se, por oportuno, que o recurso extraordinário foi admitido pelo citado Tribunal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888840. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) : RALPH CAMPOS SIQUEIRA (13405/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982385 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) : RALPH CAMPOS SIQUEIRA (13405/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982385 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11991661
2016-10-21T00:00:00
2016-11-09T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que conclusão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça se sustenta na interpretação conferida à LC nº 154/1996. Nessas condições, torna-se inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur359514
Número de páginas: 7. Análise: 21/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
792125
[ "LEG-EST LCP-000154 ANO-1996\n LEI COMPLEMENTAR, RO" ]
RE-AgR
acordaos
RE 792125 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) : RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que conclusão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça se sustenta na interpretação conferida à Lei Complementar n 154/1996. Nessas condições, torna-se inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956985. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 8.9.2014, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “ (…) o Superior Tribunal de Justiça assentou a impossibilidade da incorporação da gratificação da função comissionada de Procurador-Geral aos proventos de aposentadoria do recorrente, tendo em vista que a Lei Complementar n 154/1996, ao alterar o regime jurídico dos Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, expressamente assentou que o cargo em comissão de Procurador-Geral no Tribunal de Contas será ocupado por servidor de carreira e que a gratificação não será incorporada, para qualquer efeito, por ter nítido caráter transitório. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da mencionada gratificação exigiria o exame da legislação infraconstitucional mencionada, o que é inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o AI 766.301, Rel. Min. Rosa Weber. Cabe ressaltar que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo possível a modificação na forma de cálculo dos vencimentos ou proventos de servidores, desde que não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 8.9.2014, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: “ (…) o Superior Tribunal de Justiça assentou a impossibilidade da incorporação da gratificação da função comissionada de Procurador-Geral aos proventos de aposentadoria do recorrente, tendo em vista que a Lei Complementar n 154/1996, ao alterar o regime jurídico dos Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado, expressamente assentou que o cargo em comissão de Procurador-Geral no Tribunal de Contas será ocupado por servidor de carreira e que a gratificação não será incorporada, para qualquer efeito, por ter nítido caráter transitório. Dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem quanto à natureza jurídica da mencionada gratificação exigiria o exame da legislação infraconstitucional mencionada, o que é inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se o AI 766.301, Rel. Min. Rosa Weber. Cabe ressaltar que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo possível a modificação na forma de cálculo dos vencimentos ou proventos de servidores, desde que não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 792125 AGR / DF acarrete redução dos respectivos valores. No caso destes autos, não há falar em redução de vencimentos, uma vez que a gratificação pelo exercício do cargo em comissão de Procurador-Geral junto ao Tribunal de Contas não integrava os vencimentos do recorrente.” 2. A parte agravante afirma que, ao retroagir os efeitos da Lei Complementar n 154/1996, foram violados os art. 5..., XXXVI; e 37, XV, da Constituição Federal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 792125 AGR / DF acarrete redução dos respectivos valores. No caso destes autos, não há falar em redução de vencimentos, uma vez que a gratificação pelo exercício do cargo em comissão de Procurador-Geral junto ao Tribunal de Contas não integrava os vencimentos do recorrente.” 2. A parte agravante afirma que, ao retroagir os efeitos da Lei Complementar n 154/1996, foram violados os art. 5..., XXXVI; e 37, XV, da Constituição Federal. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim fundamentado: “O recorrente ingressou, sem ter prestado concurso público, no cargo de Procurador-Geral, no Estado de Rondônia. Porém, apesar de ter exercido o cargo ao longo de muitos anos, é certo que o seu cargo efetivo, após o advento da Lei Complementar em questão, era o de Procurador. Logo, é evidente que não há a possibilidade de postular o direito líquido e certo à gratificação, oriunda de cargo em comissão, de natureza evidentemente precária, nos termos da Lei Estadual n. 154/1996, para o cálculo dos proventos.” 3. Observa-se que a conclusão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça se sustenta na interpretação conferida à Lei Complementar n 154/1996. Nessas condições, torna-se inviável o processamento do recurso extraordinário, tendo em vista a impossibilidade de examinar legislação infraconstitucional neste momento processual. 4. Da mesma forma, não há que se falar violação ao direito adquirido, uma vez que o Supremo firmou jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo que desta orientação não divergiu a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim fundamentado: “O recorrente ingressou, sem ter prestado concurso público, no cargo de Procurador-Geral, no Estado de Rondônia. Porém, apesar de ter exercido o cargo ao longo de muitos anos, é certo que o seu cargo efetivo, após o advento da Lei Complementar em questão, era o de Procurador. Logo, é evidente que não há a possibilidade de postular o direito líquido e certo à gratificação, oriunda de cargo em comissão, de natureza evidentemente precária, nos termos da Lei Estadual n. 154/1996, para o cálculo dos proventos.” 3. Observa-se que a conclusão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça se sustenta na interpretação conferida à Lei Complementar n 154/1996. Nessas condições, torna-se inviável o processamento do recurso extraordinário, tendo em vista a impossibilidade de examinar legislação infraconstitucional neste momento processual. 4. Da mesma forma, não há que se falar violação ao direito adquirido, uma vez que o Supremo firmou jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, sendo que desta orientação não divergiu a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 792125 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 792125 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11956987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o acórdão do Superior Tribunal de Justiça ter, também, quanto a capítulo único, fundamento legal, além do constitucional, não inviabiliza o acesso ao Supremo. A situação é diversa considerados os pronunciamentos dos tribunais de justiça e dos tribunais regionais federais. O que cumpre perceber é se, julgando o mesmo conflito, fazendo-o com duplo fundamento, o Superior Tribunal de Justiça adotou tese contrária à Carta Federal. Frise-se, por oportuno, que o recurso extraordinário foi admitido pelo citado Tribunal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888840. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) :RALPH CAMPOS SIQUEIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o acórdão do Superior Tribunal de Justiça ter, também, quanto a capítulo único, fundamento legal, além do constitucional, não inviabiliza o acesso ao Supremo. A situação é diversa considerados os pronunciamentos dos tribunais de justiça e dos tribunais regionais federais. O que cumpre perceber é se, julgando o mesmo conflito, fazendo-o com duplo fundamento, o Superior Tribunal de Justiça adotou tese contrária à Carta Federal. Frise-se, por oportuno, que o recurso extraordinário foi admitido pelo citado Tribunal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11888840. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) : RALPH CAMPOS SIQUEIRA (13405/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982385 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792.125 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KAZUNARI NAKASHIMA ADV.(A/S) : RALPH CAMPOS SIQUEIRA (13405/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982385 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 125", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 125", "AI 766 . 301", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 125", "AI 766 . 301", "Recurso Extraordinário 792125 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 792125 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 125", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 125", "Recurso Extraordinário 792125", "Recurso Extraordinário 792125 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 125", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 . 125", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 792 ." ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar n 154 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 154 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Lei Complementar n 154 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 154 / 1996", "art . 5 . . . , XXXVI ; e 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 154 / 1996", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n . 154 / 1996", "Lei Complementar n 154 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRF S/A ADV.(A/S) :CARLOS SOARES ANTUNES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – APELO EXTREMO DEDUZIDO NA VIGÊNCIA DO CPC/73 – EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA, EM CAPÍTULO AUTÔNOMO, NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (CPC/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – A repercussão geral, nos termos em que instituída pela Constituição, constitui pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário, cuja cognição, pelo Supremo Tribunal Federal, depende, para além da constatação dos pressupostos recursais que lhe são inerentes, do reconhecimento da existência de controvérsia constitucional impregnada de alta e relevante transcendência política, econômica, social ou jurídica, que ultrapasse, por efeito de sua própria natureza, os interesses meramente subjetivos em discussão na causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013767. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 881111 AGR / SC – Incumbe, desse modo, à parte recorrente, a obrigação de proceder à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo extremo. Precedente. – Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC/73, art. 543-A, § 2º, vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013767. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC – Incumbe, desse modo, à parte recorrente, a obrigação de proceder à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo extremo. Precedente. – Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC/73, art. 543-A, § 2º, vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRF S/A ADV.(A/S) :CARLOS SOARES ANTUNES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por revelar-se manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013768. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRF S/A ADV.(A/S) :CARLOS SOARES ANTUNES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por revelar-se manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, a parte ora recorrente foi intimada do acórdão recorrido em data posterior à publicação da Emenda Regimental nº 21/2007, o que faz incidir, sobre ela, consoante definido no julgamento plenário do AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, o ônus processual de proceder, em capítulo destacado e autônomo, à demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral das questões constitucionais. É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno), que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões discutidas. Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos. Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, a parte ora recorrente foi intimada do acórdão recorrido em data posterior à publicação da Emenda Regimental nº 21/2007, o que faz incidir, sobre ela, consoante definido no julgamento plenário do AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, o ônus processual de proceder, em capítulo destacado e autônomo, à demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral das questões constitucionais. É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno), que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões discutidas. Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos. Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 881111 AGR / SC Nacional de Direito e Jurisprudência nº 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53), em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (art. 543-A, § 2º, do CPC/73, vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral. Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do STJ e o Instituto da Repercussão Geral”, p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” nº 358, agosto de 2007) e CARLOS AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46, item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” nº 54, setembro 2007). É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral. O exame dos presentes autos evidencia que a parte ora recorrente, ao interpor o recurso extraordinário, não demonstrou, de forma fundamentada, “em preliminar do recurso” (art. 543-A, § 2º, do CPC/73, vigente à época da interposição do apelo extremo), a existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o recurso em questão. Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC Nacional de Direito e Jurisprudência nº 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53), em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (art. 543-A, § 2º, do CPC/73, vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral. Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do STJ e o Instituto da Repercussão Geral”, p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” nº 358, agosto de 2007) e CARLOS AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46, item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” nº 54, setembro 2007). É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral. O exame dos presentes autos evidencia que a parte ora recorrente, ao interpor o recurso extraordinário, não demonstrou, de forma fundamentada, “em preliminar do recurso” (art. 543-A, § 2º, do CPC/73, vigente à época da interposição do apelo extremo), a existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o recurso em questão. Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 881111 AGR / SC referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2º, do CPC/73, vigente à época da interposição do apelo extremo: “II.B – DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NA ESPÉCIE Nesta seara, a Recorrente, em atendimento à exigência instituída pela Emenda Constitucional nº 45, da Carta Magna, regulamentado pela Lei nº 11.418/06, vem comprovar a repercussão geral do tema debatido no particular, qual seja, a violação aos princípios da não-cumulatividade e da seletividade previstos na Constituição Federal. A matéria de fundo discutida no presente caso se trata de ICMS previsto no art. 155, § 2º, X, ‘a’, da CR/88. Desse modo, como é cediço as normas e princípios constitucionais estão em plano hierárquico superior às outras normas, devendo, portanto, prevalecer diante de conflito aparente com qualquer desta, sob pena de violação ao Princípio da Supremacia da Constituição Federal. Desta feita, a infringência aos dispositivos de Ordem Constitucional advinda do próprio Órgão Julgador gera grande insegurança jurídica não somente aos litigantes envolvidos no processo, mas a toda coletividade, a qual pode sofrer, a qualquer momento, os efeitos determinados pelo Juízo, o que efetivamente demonstra a repercussão geral das questões constitucionais discutidas na espécie. Comprovada a exigida repercussão geral dos temas discutidos no presente apelo, passa a Recorrente a adentrar no mérito.” Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o cumprimento da prescrição legal agora consubstanciada no § 2º do art. 1.035 do CPC/15, que manteve o que dispunha o art. 543-A, § 2º, do CPC/73. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2º, do CPC/73, vigente à época da interposição do apelo extremo: “II.B – DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NA ESPÉCIE Nesta seara, a Recorrente, em atendimento à exigência instituída pela Emenda Constitucional nº 45, da Carta Magna, regulamentado pela Lei nº 11.418/06, vem comprovar a repercussão geral do tema debatido no particular, qual seja, a violação aos princípios da não-cumulatividade e da seletividade previstos na Constituição Federal. A matéria de fundo discutida no presente caso se trata de ICMS previsto no art. 155, § 2º, X, ‘a’, da CR/88. Desse modo, como é cediço as normas e princípios constitucionais estão em plano hierárquico superior às outras normas, devendo, portanto, prevalecer diante de conflito aparente com qualquer desta, sob pena de violação ao Princípio da Supremacia da Constituição Federal. Desta feita, a infringência aos dispositivos de Ordem Constitucional advinda do próprio Órgão Julgador gera grande insegurança jurídica não somente aos litigantes envolvidos no processo, mas a toda coletividade, a qual pode sofrer, a qualquer momento, os efeitos determinados pelo Juízo, o que efetivamente demonstra a repercussão geral das questões constitucionais discutidas na espécie. Comprovada a exigida repercussão geral dos temas discutidos no presente apelo, passa a Recorrente a adentrar no mérito.” Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o cumprimento da prescrição legal agora consubstanciada no § 2º do art. 1.035 do CPC/15, que manteve o que dispunha o art. 543-A, § 2º, do CPC/73. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 881111 AGR / SC É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (RE 611.023- -AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.). Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário (AI 667.027/PI, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 559.059/AC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 565.119/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – RE 566.728/BA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 793.850/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (RE 611.023- -AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.). Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário (AI 667.027/PI, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RE 559.059/AC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 565.119/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – RE 566.728/BA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 793.850/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRF S/A ADV.(A/S) : CARLOS SOARES ANTUNES (115828/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925286 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRF S/A ADV.(A/S) : CARLOS SOARES ANTUNES (115828/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925286 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12028918
2016-10-21T00:00:00
2016-11-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – APELO EXTREMO DEDUZIDO NA VIGÊNCIA DO CPC/73 – EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA, EM CAPÍTULO AUTÔNOMO, NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (CPC/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – A repercussão geral, nos termos em que instituída pela Constituição, constitui pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário, cuja cognição, pelo Supremo Tribunal Federal, depende, para além da constatação dos pressupostos recursais que lhe são inerentes, do reconhecimento da existência de controvérsia constitucional impregnada de alta e relevante transcendência política, econômica, social ou jurídica, que ultrapasse, por efeito de sua própria natureza, os interesses meramente subjetivos em discussão na causa. – Incumbe, desse modo, à parte recorrente, a obrigação de proceder à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo extremo. Precedente. – Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC/73, art. 543-A, § 2º, vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15.
sjur359863
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, DEMONSTRAÇÃO FORMAL) AI 667027 AgR (2ªT), AI 664567 QO (TP), RE 611023 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (REPERCUSSÃO GERAL, DEMONSTRAÇÃO FORMAL) RE 566728, RE 559059, RE 565119, RE 793850. Número de páginas: 8. Análise: 17/11/2016, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
881111
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01035\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 881111 AgR
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AGTE.(S) : BRF S/A ADV.(A/S) : CARLOS SOARES ANTUNES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRF S/A ADV.(A/S) :CARLOS SOARES ANTUNES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – APELO EXTREMO DEDUZIDO NA VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/73 – EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA, EM CAPÍTULO AUTÔNOMO, NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL JUSTIFICADA, NO CASO, PELA EXISTÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” PRODUZIDO PELA PARTE VENCEDORA (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA (10%) – PERCENTUAL (10%) QUE INCIDE SOBRE A VERBA HONORÁRIA POR ÚLTIMO ARBITRADA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil/15 – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – A repercussão geral, nos termos em que instituída pela Constituição, constitui pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário, cuja cognição, pelo Supremo Tribunal Federal, depende, para além da constatação dos pressupostos recursais que lhe são inerentes, do reconhecimento da existência de controvérsia constitucional impregnada de alta e relevante transcendência política, econômica, social ou jurídica, que ultrapasse, por efeito de sua própria natureza, os interesses meramente subjetivos em discussão na causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013767. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 881111 AGR / SC – Incumbe, desse modo, à parte recorrente, a obrigação de proceder à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo extremo. Precedente. – Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (Código de Processo Civil/73, art. 543-A, § 2..., vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013767. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC – Incumbe, desse modo, à parte recorrente, a obrigação de proceder à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo extremo. Precedente. – Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (Código de Processo Civil/73, art. 543-A, § 2..., vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013767. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRF S/A ADV.(A/S) :CARLOS SOARES ANTUNES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por revelar-se manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013768. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRF S/A ADV.(A/S) :CARLOS SOARES ANTUNES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, deduzido pela parte ora recorrente, por revelar-se manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013768. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, a parte ora recorrente foi intimada do acórdão recorrido em data posterior à publicação da Emenda Regimental n 21/2007, o que faz incidir, sobre ela, consoante definido no julgamento plenário do AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, o ônus processual de proceder, em capítulo destacado e autônomo, à demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral das questões constitucionais. É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno), que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões discutidas. Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos. Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, a parte ora recorrente foi intimada do acórdão recorrido em data posterior à publicação da Emenda Regimental n 21/2007, o que faz incidir, sobre ela, consoante definido no julgamento plenário do AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, o ônus processual de proceder, em capítulo destacado e autônomo, à demonstração formal e fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral das questões constitucionais. É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno), que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões discutidas. Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos. Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 881111 AGR / SC Nacional de Direito e Jurisprudência n 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53), em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73, vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral. Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça e o Instituto da Repercussão Geral”, p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” n 358, agosto de 2007) e CARLOS AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46, item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” n 54, setembro 2007). É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral. O exame dos presentes autos evidencia que a parte ora recorrente, ao interpor o recurso extraordinário, não demonstrou, de forma fundamentada, “em preliminar do recurso” (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73, vigente à época da interposição do apelo extremo), a existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o recurso em questão. Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC Nacional de Direito e Jurisprudência n 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53), em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73, vigente à época da interposição do apelo extremo) – de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral. Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça e o Instituto da Repercussão Geral”, p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” n 358, agosto de 2007) e CARLOS AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46, item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” n 54, setembro 2007). É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral. O exame dos presentes autos evidencia que a parte ora recorrente, ao interpor o recurso extraordinário, não demonstrou, de forma fundamentada, “em preliminar do recurso” (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73, vigente à época da interposição do apelo extremo), a existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o recurso em questão. Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 881111 AGR / SC referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73, vigente à época da interposição do apelo extremo: “II.B – DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NA ESPÉCIE Nesta seara, a Recorrente, em atendimento à exigência instituída pela Emenda Constitucional n 45, da Carta Magna, regulamentado pela Lei n 11.418/06, vem comprovar a repercussão geral do tema debatido no particular, qual seja, a violação aos princípios da não-cumulatividade e da seletividade previstos na Constituição Federal. A matéria de fundo discutida no presente caso se trata de ICMS previsto no art. 155, § 2..., X, ‘a’, da CR/88. Desse modo, como é cediço as normas e princípios constitucionais estão em plano hierárquico superior às outras normas, devendo, portanto, prevalecer diante de conflito aparente com qualquer desta, sob pena de violação ao Princípio da Supremacia da Constituição Federal. Desta feita, a infringência aos dispositivos de Ordem Constitucional advinda do próprio Órgão Julgador gera grande insegurança jurídica não somente aos litigantes envolvidos no processo, mas a toda coletividade, a qual pode sofrer, a qualquer momento, os efeitos determinados pelo Juízo, o que efetivamente demonstra a repercussão geral das questões constitucionais discutidas na espécie. Comprovada a exigida repercussão geral dos temas discutidos no presente apelo, passa a Recorrente a adentrar no mérito.” Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o cumprimento da prescrição legal agora consubstanciada no § 2... do art. 1.035 do Código de Processo Civil/15, que manteve o que dispunha o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73, vigente à época da interposição do apelo extremo: “II.B – DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS DISCUTIDAS NA ESPÉCIE Nesta seara, a Recorrente, em atendimento à exigência instituída pela Emenda Constitucional n 45, da Carta Magna, regulamentado pela Lei n 11.418/06, vem comprovar a repercussão geral do tema debatido no particular, qual seja, a violação aos princípios da não-cumulatividade e da seletividade previstos na Constituição Federal. A matéria de fundo discutida no presente caso se trata de ICMS previsto no art. 155, § 2..., X, ‘a’, da CR/88. Desse modo, como é cediço as normas e princípios constitucionais estão em plano hierárquico superior às outras normas, devendo, portanto, prevalecer diante de conflito aparente com qualquer desta, sob pena de violação ao Princípio da Supremacia da Constituição Federal. Desta feita, a infringência aos dispositivos de Ordem Constitucional advinda do próprio Órgão Julgador gera grande insegurança jurídica não somente aos litigantes envolvidos no processo, mas a toda coletividade, a qual pode sofrer, a qualquer momento, os efeitos determinados pelo Juízo, o que efetivamente demonstra a repercussão geral das questões constitucionais discutidas na espécie. Comprovada a exigida repercussão geral dos temas discutidos no presente apelo, passa a Recorrente a adentrar no mérito.” Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o cumprimento da prescrição legal agora consubstanciada no § 2... do art. 1.035 do Código de Processo Civil/15, que manteve o que dispunha o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/73. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 881111 AGR / SC É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (Recurso Extraordinário 611.023- -AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.). Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário (AI 667.027/PI, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 559.059/AC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 565.119/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Recurso Extraordinário 566.728/BA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 793.850/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Supremo Tribunal Federal ARE 881111 AGR / SC É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (Recurso Extraordinário 611.023- -AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.). Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário (AI 667.027/PI, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Recurso Extraordinário 559.059/AC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 565.119/MG, Rel. Min. MENEZES DIREITO – Recurso Extraordinário 566.728/BA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 793.850/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013769. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRF S/A ADV.(A/S) : CARLOS SOARES ANTUNES (115828/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925286 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.111 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRF S/A ADV.(A/S) : CARLOS SOARES ANTUNES (115828/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925286 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AI 664 . 567 / RS", "AI 664 . 567 - QO / RS", "AI 664 . 567 / RS", "AI 664 . 567 - QO / RS", "Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 881111", "Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça", "Recurso Extraordinário 611 . 023 - - AgR / RJ", "AI 667 . 027 / PI", "Recurso Extraordinário 559 . 059 / AC", "Recurso Extraordinário 565 . 119 / MG", "Recurso Extraordinário 566 . 728 / BA", "Recurso Extraordinário 793 . 850 / SP", "Recurso Extraordinário 611 . 023 - - AgR / RJ", "AI 667 . 027 / PI", "Recurso Extraordinário 559 . 059 / AC", "Recurso Extraordinário 565 . 119 / MG", "Recurso Extraordinário 566 . 728 / BA", "Recurso Extraordinário 793 . 850 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 73", "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , §", "Código de Processo Civil / 15", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 73 , art . 543 - A , § 2 . . .", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 73 , art . 543 - A , § 2 . . .", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Lei 11 . 418 / 2006", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Lei 11 . 418 / 2006", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Emenda Constitucional n 45", "Carta Magna", "Lei n 11 . 418 / 06", "Constituição Federal", "art . 155 , § 2 . . . , X , ‘ a ’ , da CR / 88", "§ 2 . . . do art . 1 . 035 do Código de Processo Civil / 15", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Emenda Constitucional n 45 , da Carta Magna", "Lei n 11 . 418 / 06", "Constituição Federal", "art . 155 , § 2 . . . , X , ‘ a ’ , da CR / 88", "§ 2 . . . do art . 1 . 035 do Código de Processo Civil / 15", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BRF S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BRF S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BRF S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Revista Jurídica", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BRF S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SANTA", "BRF S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "CARLOS SOARES ANTUNES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS SOARES ANTUNES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS SOARES ANTUNES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GLAUCO GUMERATO RAMOS", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GLAUCO GUMERATO RAMOS", "CELSO DE MELLO", "GUILHERME BEUX NASSIF AZEM", "CARLOS AUGUSTO DE ASSIS", "GUILHERME BEUX NASSIF AZEM", "CARLOS AUGUSTO DE ASSIS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "MENEZES", "DIREITO", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "MENEZES DIREITO", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS SOARES ANTUNES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "CARLOS SOARES ANTUNES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) :FELIPE CARLOS SCHWINGEL AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01980419938) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. CESSAÇÃO DO PAGAMENTO DA URP/1989. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial do mandado de segurança é “contado da ciência, pelo interessado, do ato impugnado” (art. 18 da Lei nº 1.533/1951, atual art. 23 da Lei nº 12.016/2009), e não de sua efetivação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento por manifesta improcedência, aplicando-se multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038765. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) :FELIPE CARLOS SCHWINGEL AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01980419938) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 223-225): “DECISÃO: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro –ADUNIRIO – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional (Impetrante) em face de ato proferido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mediante o acórdão nº 1.802/2008 proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas nº TC- 019.804/1993-8. Alega o Impetrante que referido acórdão violou a Súmula Vinculante nº 3 do STF porquanto acarretou a redução remuneratória de todos os servidores da UNIRIO, ´sem que lhes fosse oportunizada qualquer manifestação, sem sequer figurarem no processo administrativo em sede do qual foi proferida a decisão que implicou na cessação do pagamento do percentual de 26,05% a todos os servidores e pensionistas da UNIRIO, bem como devolução retroativa a 1.1.2004. Destaca que tal percentual foi concedido via Resolução nº 2.492/2003 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) :FELIPE CARLOS SCHWINGEL AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01980419938) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 223-225): “DECISÃO: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro –ADUNIRIO – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional (Impetrante) em face de ato proferido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mediante o acórdão nº 1.802/2008 proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas nº TC- 019.804/1993-8. Alega o Impetrante que referido acórdão violou a Súmula Vinculante nº 3 do STF porquanto acarretou a redução remuneratória de todos os servidores da UNIRIO, ´sem que lhes fosse oportunizada qualquer manifestação, sem sequer figurarem no processo administrativo em sede do qual foi proferida a decisão que implicou na cessação do pagamento do percentual de 26,05% a todos os servidores e pensionistas da UNIRIO, bem como devolução retroativa a 1.1.2004. Destaca que tal percentual foi concedido via Resolução nº 2.492/2003 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório MS 27888 AGR / DF aprovada pelos Conselhos Universitários e de Ensino e Pesquisa e Extensão da UNIRIO. (fls. 4-5) O TCU prestou informações às fls. 158-220, oportunidade na qual alegou resumidamente que: (i) o mandamus é intempestivo uma vez que o acórdão atacado foi publicado no DOU de 27.6.2008, tendo o ora Impetrante intentado, em 31.7.2008, o mandado de segurança nº 2008.51.01.014184 perante a Justiça Federal do Rio de Janeiro com o objetivo de discutir o ato ora impugnado; (ii) a incorporação definitiva por ato administrativo, sem respaldo na legislação ou em sentenças judiciais, é inconstitucional, ilegal e, portanto, nula; (iii) os pagamentos dos percentuais oriundos de planos econômicos não se incorporam aos salários, tendo natureza de antecipação salarial; (iv) a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos/proventos não impede que a Administração retifique o valor dos vencimentos/proventos do servidor público federal que vinha recebendo vantagens pecuniárias ilegalmente. Requer-se medida liminar para ‘suspensão de todos os efeitos do Acórdão nº 1.802/2008 da 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas nº TC-019.804/1993-8.’ (fls. 16) É o relatório. Decido. Preliminarmente, cumpre examinar a ocorrência, ou não, da decadência do direito no presente mandado de segurança. Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301ª Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança nº 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF aprovada pelos Conselhos Universitários e de Ensino e Pesquisa e Extensão da UNIRIO. (fls. 4-5) O TCU prestou informações às fls. 158-220, oportunidade na qual alegou resumidamente que: (i) o mandamus é intempestivo uma vez que o acórdão atacado foi publicado no DOU de 27.6.2008, tendo o ora Impetrante intentado, em 31.7.2008, o mandado de segurança nº 2008.51.01.014184 perante a Justiça Federal do Rio de Janeiro com o objetivo de discutir o ato ora impugnado; (ii) a incorporação definitiva por ato administrativo, sem respaldo na legislação ou em sentenças judiciais, é inconstitucional, ilegal e, portanto, nula; (iii) os pagamentos dos percentuais oriundos de planos econômicos não se incorporam aos salários, tendo natureza de antecipação salarial; (iv) a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos/proventos não impede que a Administração retifique o valor dos vencimentos/proventos do servidor público federal que vinha recebendo vantagens pecuniárias ilegalmente. Requer-se medida liminar para ‘suspensão de todos os efeitos do Acórdão nº 1.802/2008 da 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas nº TC-019.804/1993-8.’ (fls. 16) É o relatório. Decido. Preliminarmente, cumpre examinar a ocorrência, ou não, da decadência do direito no presente mandado de segurança. Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301ª Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança nº 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 27888 AGR / DF 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%. Na oportunidade, a ADUNIRIO destacou (fls. 188): ‘O TCU instaurou processo administrativo de Tomada de Contas nº TC-019.804/1993-8 e proferiu o Acórdão nº 1802/2008-TCU-2ª Câmara. (...) Em face dessa decisão do TCU a Reitora da UNIRIO, Malvina Tânia Tuttmam, convocou o Conselho Universitário para reunião no dia 31 de agosto (sic) para informar nos termos do Memorando GR nº 041/2008, abaixo transcrito que vai cumprir os termos da decisão do TCU.’ (grifei) Verifico, portanto, da análise dos documentos produzidos nos autos, que a Impetrante possuía plena ciência e conhecimento do ato ora impugnado desde 31.7.2008, data da impetração do Mandado de Segurança nº 2008.51.01.014184 e da notificação, via assembléia geral, da UNIRIO. Ocorre que o presente mandado de segurança foi protocolado na secretaria desta Suprema Corte apenas em 17.2.2009 (fls. 2), ou seja, quando já superado o prazo decadencial de 120 (cento e vinte dias) (art. 18, Lei nº 1.533/51). Sendo assim, não conheço do presente mandado de segurança, restando prejudicado o pedido de medida liminar, sem prejuízo, no entanto, de acesso da parte impetrante às vias ordinárias. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 30 de março de 2009. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%. Na oportunidade, a ADUNIRIO destacou (fls. 188): ‘O TCU instaurou processo administrativo de Tomada de Contas nº TC-019.804/1993-8 e proferiu o Acórdão nº 1802/2008-TCU-2ª Câmara. (...) Em face dessa decisão do TCU a Reitora da UNIRIO, Malvina Tânia Tuttmam, convocou o Conselho Universitário para reunião no dia 31 de agosto (sic) para informar nos termos do Memorando GR nº 041/2008, abaixo transcrito que vai cumprir os termos da decisão do TCU.’ (grifei) Verifico, portanto, da análise dos documentos produzidos nos autos, que a Impetrante possuía plena ciência e conhecimento do ato ora impugnado desde 31.7.2008, data da impetração do Mandado de Segurança nº 2008.51.01.014184 e da notificação, via assembléia geral, da UNIRIO. Ocorre que o presente mandado de segurança foi protocolado na secretaria desta Suprema Corte apenas em 17.2.2009 (fls. 2), ou seja, quando já superado o prazo decadencial de 120 (cento e vinte dias) (art. 18, Lei nº 1.533/51). Sendo assim, não conheço do presente mandado de segurança, restando prejudicado o pedido de medida liminar, sem prejuízo, no entanto, de acesso da parte impetrante às vias ordinárias. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 30 de março de 2009. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório MS 27888 AGR / DF 2. A parte agravante defende a tempestividade do writ, ao argumento de que a ciência inequívoca do ato impugnado ocorreu apenas com a efetiva interrupção do pagamento da URP/1989, no percentual de 26,05%, entre os dias 01º e 05.11.2008. Sustenta que “o prazo para impetrar mandado de segurança não pode ser contado tão-somente da publicação do ato administrativo ilegal e sim da data em que ele surtiu efeitos“(fls. 231). 3. No mais, reitera as alegações da inicial quanto à Súmula Vinculante 3; ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa; e à irredutibilidade de vencimentos. 4. O parecer ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental (fls. 253-256). 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF 2. A parte agravante defende a tempestividade do writ, ao argumento de que a ciência inequívoca do ato impugnado ocorreu apenas com a efetiva interrupção do pagamento da URP/1989, no percentual de 26,05%, entre os dias 01º e 05.11.2008. Sustenta que “o prazo para impetrar mandado de segurança não pode ser contado tão-somente da publicação do ato administrativo ilegal e sim da data em que ele surtiu efeitos“(fls. 231). 3. No mais, reitera as alegações da inicial quanto à Súmula Vinculante 3; ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa; e à irredutibilidade de vencimentos. 4. O parecer ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental (fls. 253-256). 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão o agravo. Nos mesmos termos do atual art. 23 da Lei nº 12.016/2009, o art. 18 da Lei nº 1.533/1951, vigente à época da impetração do writ, previa que o prazo decadencial de 120 dias é “contado da ciência, pelo interessado, do ato impugnado”. Assim, ao contrário do sustentado no agravo, a efetivação do ato do TCU, mediante a cessação do pagamento do benefício pelo órgão pagador, não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial, conforme já decidiu esta Corte em situação semelhante a dos autos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Impetração voltada contra ato comissivo do Tribunal de Contas da União. Prazo decadencial que passa a fluir a partir da inequívoca ciência desse ato. Decadência configurada. Precedentes. 1. O corte nos proventos recebidos pela impetrante decorreu de decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União, em procedimento de que, inclusive, tomou parte, formulando pedido de reconsideração. 2. Ato comissivo a fazer com que se inicie, a partir da ciência do interessado, o prazo para interposição de mandado de segurança. 3. A efetivação, pelo órgão pagador, do desconto determinado não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial. 4. Agravo regimental não provido” (MS 27.370 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. No caso, a ciência do ato impugnado ocorreu em 31.7.2008, como demonstra o seguinte trecho da decisão agravada (fls. 224): “Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão o agravo. Nos mesmos termos do atual art. 23 da Lei nº 12.016/2009, o art. 18 da Lei nº 1.533/1951, vigente à época da impetração do writ, previa que o prazo decadencial de 120 dias é “contado da ciência, pelo interessado, do ato impugnado”. Assim, ao contrário do sustentado no agravo, a efetivação do ato do TCU, mediante a cessação do pagamento do benefício pelo órgão pagador, não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial, conforme já decidiu esta Corte em situação semelhante a dos autos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Impetração voltada contra ato comissivo do Tribunal de Contas da União. Prazo decadencial que passa a fluir a partir da inequívoca ciência desse ato. Decadência configurada. Precedentes. 1. O corte nos proventos recebidos pela impetrante decorreu de decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União, em procedimento de que, inclusive, tomou parte, formulando pedido de reconsideração. 2. Ato comissivo a fazer com que se inicie, a partir da ciência do interessado, o prazo para interposição de mandado de segurança. 3. A efetivação, pelo órgão pagador, do desconto determinado não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial. 4. Agravo regimental não provido” (MS 27.370 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. No caso, a ciência do ato impugnado ocorreu em 31.7.2008, como demonstra o seguinte trecho da decisão agravada (fls. 224): “Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 27888 AGR / DF de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301ª Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança nº 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%”. 4. Considerando que o mandado de segurança somente foi impetrado em 17.02.2009, consumou-se a decadência. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301ª Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança nº 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%”. 4. Considerando que o mandado de segurança somente foi impetrado em 17.02.2009, consumou-se a decadência. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) : FELIPE CARLOS SCHWINGEL (1876-A/AP, 24046/DF, 59184B/RS) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01980419938) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079681 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) : FELIPE CARLOS SCHWINGEL (1876-A/AP, 24046/DF, 59184B/RS) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01980419938) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079681 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086413
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. CESSAÇÃO DO PAGAMENTO DA URP/1989. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial do mandado de segurança é “contado da ciência, pelo interessado, do ato impugnado” (art. 18 da Lei nº 1.533/1951, atual art. 23 da Lei nº 12.016/2009), e não de sua efetivação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento por manifesta improcedência, aplicando-se multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor.
sjur360842
- Acórdão(s) citado(s): (ATO COMISSIVO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, PRAZO DECADENCIAL) MS 27370 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/12/2016, MJC. Número de páginas: 8. Análise: 11/12/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
27888
[ "LEG-FED LEI-001533 ANO-1951\n ART-00018\n LMS-1951 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00023\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA" ]
MS-AgR
acordaos
MS 27888 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES-SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) : FELIPE CARLOS SCHWINGEL AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01980419938) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) :FELIPE CARLOS SCHWINGEL AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 01980419938) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. CESSAÇÃO DO PAGAMENTO DA URP/1989. DECADÊNCIA DA IMPETRAÇÃO. 1. O prazo decadencial do mandado de segurança é “contado da ciência, pelo interessado, do ato impugnado” (art. 18 da Lei n 1.533/1951, atual art. 23 da Lei n 12.016/2009), e não de sua efetivação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento por manifesta improcedência, aplicando-se multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038765. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) :FELIPE CARLOS SCHWINGEL AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 01980419938) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 223-225): “DECISÃO: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro –ADUNIRIO – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional (Impetrante) em face de ato proferido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mediante o acórdão n 1.802/2008 proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas n TC- 019.804/1993-8. Alega o Impetrante que referido acórdão violou a Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal porquanto acarretou a redução remuneratória de todos os servidores da UNIRIO, ´sem que lhes fosse oportunizada qualquer manifestação, sem sequer figurarem no processo administrativo em sede do qual foi proferida a decisão que implicou na cessação do pagamento do percentual de 26,05% a todos os servidores e pensionistas da UNIRIO, bem como devolução retroativa a 1.1.2004. Destaca que tal percentual foi concedido via Resolução n 2.492/2003 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) :FELIPE CARLOS SCHWINGEL AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 01980419938) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática proferida pelo Min. Joaquim Barbosa, relator originário do feito, nos seguintes termos (fls. 223-225): “DECISÃO: Trata-se de mandado de segurança impetrado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro –ADUNIRIO – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional (Impetrante) em face de ato proferido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mediante o acórdão n 1.802/2008 proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas n TC- 019.804/1993-8. Alega o Impetrante que referido acórdão violou a Súmula Vinculante n 3 do Supremo Tribunal Federal porquanto acarretou a redução remuneratória de todos os servidores da UNIRIO, ´sem que lhes fosse oportunizada qualquer manifestação, sem sequer figurarem no processo administrativo em sede do qual foi proferida a decisão que implicou na cessação do pagamento do percentual de 26,05% a todos os servidores e pensionistas da UNIRIO, bem como devolução retroativa a 1.1.2004. Destaca que tal percentual foi concedido via Resolução n 2.492/2003 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório MS 27888 AGR / DF aprovada pelos Conselhos Universitários e de Ensino e Pesquisa e Extensão da UNIRIO. (fls. 4-5) O TCU prestou informações às fls. 158-220, oportunidade na qual alegou resumidamente que: (i) o mandamus é intempestivo uma vez que o acórdão atacado foi publicado no DOU de 27.6.2008, tendo o ora Impetrante intentado, em 31.7.2008, o mandado de segurança n 2008.51.01.014184 perante a Justiça Federal do Rio de Janeiro com o objetivo de discutir o ato ora impugnado; (ii) a incorporação definitiva por ato administrativo, sem respaldo na legislação ou em sentenças judiciais, é inconstitucional, ilegal e, portanto, nula; (iii) os pagamentos dos percentuais oriundos de planos econômicos não se incorporam aos salários, tendo natureza de antecipação salarial; (iv) a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos/proventos não impede que a Administração retifique o valor dos vencimentos/proventos do servidor público federal que vinha recebendo vantagens pecuniárias ilegalmente. Requer-se medida liminar para ‘suspensão de todos os efeitos do Acórdão n 1.802/2008 da 2... Câmara do Tribunal de Contas da União proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas n TC-019.804/1993-8.’ (fls. 16) É o relatório. Decido. Preliminarmente, cumpre examinar a ocorrência, ou não, da decadência do direito no presente mandado de segurança. Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301... Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391... Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança n 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF aprovada pelos Conselhos Universitários e de Ensino e Pesquisa e Extensão da UNIRIO. (fls. 4-5) O TCU prestou informações às fls. 158-220, oportunidade na qual alegou resumidamente que: (i) o mandamus é intempestivo uma vez que o acórdão atacado foi publicado no DOU de 27.6.2008, tendo o ora Impetrante intentado, em 31.7.2008, o mandado de segurança n 2008.51.01.014184 perante a Justiça Federal do Rio de Janeiro com o objetivo de discutir o ato ora impugnado; (ii) a incorporação definitiva por ato administrativo, sem respaldo na legislação ou em sentenças judiciais, é inconstitucional, ilegal e, portanto, nula; (iii) os pagamentos dos percentuais oriundos de planos econômicos não se incorporam aos salários, tendo natureza de antecipação salarial; (iv) a garantia constitucional da irredutibilidade de vencimentos/proventos não impede que a Administração retifique o valor dos vencimentos/proventos do servidor público federal que vinha recebendo vantagens pecuniárias ilegalmente. Requer-se medida liminar para ‘suspensão de todos os efeitos do Acórdão n 1.802/2008 da 2... Câmara do Tribunal de Contas da União proferido nos autos do processo administrativo de Tomada de Contas n TC-019.804/1993-8.’ (fls. 16) É o relatório. Decido. Preliminarmente, cumpre examinar a ocorrência, ou não, da decadência do direito no presente mandado de segurança. Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301... Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391... Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança n 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 27888 AGR / DF 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15... Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%. Na oportunidade, a ADUNIRIO destacou (fls. 188): ‘O TCU instaurou processo administrativo de Tomada de Contas n TC-019.804/1993-8 e proferiu o Acórdão n 1802/2008-TCU-2... Câmara. (...) Em face dessa decisão do TCU a Reitora da UNIRIO, Malvina Tânia Tuttmam, convocou o Conselho Universitário para reunião no dia 31 de agosto (sic) para informar nos termos do Memorando GR n 041/2008, abaixo transcrito que vai cumprir os termos da decisão do TCU.’ (grifei) Verifico, portanto, da análise dos documentos produzidos nos autos, que a Impetrante possuía plena ciência e conhecimento do ato ora impugnado desde 31.7.2008, data da impetração do Mandado de Segurança n 2008.51.01.014184 e da notificação, via assembléia geral, da UNIRIO. Ocorre que o presente mandado de segurança foi protocolado na secretaria desta Suprema Corte apenas em 17.2.2009 (fls. 2), ou seja, quando já superado o prazo decadencial de 120 (cento e vinte dias) (art. 18, Lei n 1.533/51). Sendo assim, não conheço do presente mandado de segurança, restando prejudicado o pedido de medida liminar, sem prejuízo, no entanto, de acesso da parte impetrante às vias ordinárias. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 30 de março de 2009. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15... Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%. Na oportunidade, a ADUNIRIO destacou (fls. 188): ‘O TCU instaurou processo administrativo de Tomada de Contas n TC-019.804/1993-8 e proferiu o Acórdão n 1802/2008-TCU-2... Câmara. (...) Em face dessa decisão do TCU a Reitora da UNIRIO, Malvina Tânia Tuttmam, convocou o Conselho Universitário para reunião no dia 31 de agosto (sic) para informar nos termos do Memorando GR n 041/2008, abaixo transcrito que vai cumprir os termos da decisão do TCU.’ (grifei) Verifico, portanto, da análise dos documentos produzidos nos autos, que a Impetrante possuía plena ciência e conhecimento do ato ora impugnado desde 31.7.2008, data da impetração do Mandado de Segurança n 2008.51.01.014184 e da notificação, via assembléia geral, da UNIRIO. Ocorre que o presente mandado de segurança foi protocolado na secretaria desta Suprema Corte apenas em 17.2.2009 (fls. 2), ou seja, quando já superado o prazo decadencial de 120 (cento e vinte dias) (art. 18, Lei n 1.533/51). Sendo assim, não conheço do presente mandado de segurança, restando prejudicado o pedido de medida liminar, sem prejuízo, no entanto, de acesso da parte impetrante às vias ordinárias. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 30 de março de 2009. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório MS 27888 AGR / DF 2. A parte agravante defende a tempestividade do writ, ao argumento de que a ciência inequívoca do ato impugnado ocorreu apenas com a efetiva interrupção do pagamento da URP/1989, no percentual de 26,05%, entre os dias 01... e 05.11.2008. Sustenta que “o prazo para impetrar mandado de segurança não pode ser contado tão-somente da publicação do ato administrativo ilegal e sim da data em que ele surtiu efeitos“(fls. 231). 3. No mais, reitera as alegações da inicial quanto à Súmula Vinculante 3; ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa; e à irredutibilidade de vencimentos. 4. O parecer ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental (fls. 253-256). 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF 2. A parte agravante defende a tempestividade do writ, ao argumento de que a ciência inequívoca do ato impugnado ocorreu apenas com a efetiva interrupção do pagamento da URP/1989, no percentual de 26,05%, entre os dias 01... e 05.11.2008. Sustenta que “o prazo para impetrar mandado de segurança não pode ser contado tão-somente da publicação do ato administrativo ilegal e sim da data em que ele surtiu efeitos“(fls. 231). 3. No mais, reitera as alegações da inicial quanto à Súmula Vinculante 3; ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa; e à irredutibilidade de vencimentos. 4. O parecer ministerial é pelo desprovimento do agravo regimental (fls. 253-256). 5. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023246. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão o agravo. Nos mesmos termos do atual art. 23 da Lei n 12.016/2009, o art. 18 da Lei n 1.533/1951, vigente à época da impetração do writ, previa que o prazo decadencial de 120 dias é “contado da ciência, pelo interessado, do ato impugnado”. Assim, ao contrário do sustentado no agravo, a efetivação do ato do TCU, mediante a cessação do pagamento do benefício pelo órgão pagador, não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial, conforme já decidiu esta Corte em situação semelhante a dos autos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Impetração voltada contra ato comissivo do Tribunal de Contas da União. Prazo decadencial que passa a fluir a partir da inequívoca ciência desse ato. Decadência configurada. Precedentes. 1. O corte nos proventos recebidos pela impetrante decorreu de decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União, em procedimento de que, inclusive, tomou parte, formulando pedido de reconsideração. 2. Ato comissivo a fazer com que se inicie, a partir da ciência do interessado, o prazo para interposição de mandado de segurança. 3. A efetivação, pelo órgão pagador, do desconto determinado não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial. 4. Agravo regimental não provido” (MS 27.370 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. No caso, a ciência do ato impugnado ocorreu em 31.7.2008, como demonstra o seguinte trecho da decisão agravada (fls. 224): “Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 DISTRITO FEDERAL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do recurso, por tempestivo. 2. No mérito, sem razão o agravo. Nos mesmos termos do atual art. 23 da Lei n 12.016/2009, o art. 18 da Lei n 1.533/1951, vigente à época da impetração do writ, previa que o prazo decadencial de 120 dias é “contado da ciência, pelo interessado, do ato impugnado”. Assim, ao contrário do sustentado no agravo, a efetivação do ato do TCU, mediante a cessação do pagamento do benefício pelo órgão pagador, não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial, conforme já decidiu esta Corte em situação semelhante a dos autos: “Agravo regimental em mandado de segurança. Impetração voltada contra ato comissivo do Tribunal de Contas da União. Prazo decadencial que passa a fluir a partir da inequívoca ciência desse ato. Decadência configurada. Precedentes. 1. O corte nos proventos recebidos pela impetrante decorreu de decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União, em procedimento de que, inclusive, tomou parte, formulando pedido de reconsideração. 2. Ato comissivo a fazer com que se inicie, a partir da ciência do interessado, o prazo para interposição de mandado de segurança. 3. A efetivação, pelo órgão pagador, do desconto determinado não se presta à fixação do marco inicial da fluência do prazo decadencial. 4. Agravo regimental não provido” (MS 27.370 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. No caso, a ciência do ato impugnado ocorreu em 31.7.2008, como demonstra o seguinte trecho da decisão agravada (fls. 224): “Nesse particular, verifico que o ato ora impugnado foi devidamente publicado no DOU de 27.6.2008. Os documentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO MS 27888 AGR / DF de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301... Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391... Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança n 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15... Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%”. 4. Considerando que o mandado de segurança somente foi impetrado em 17.02.2009, consumou-se a decadência. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Supremo Tribunal Federal MS 27888 AGR / DF de fls. 216-217 comprovam que os servidores foram notificados da decisão do TCU em 31.7.2008, por ocasião da realização da 301... Sessão Ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão conjunta com a 391... Sessão Ordinária do Conselho Universitário. Tanto é assim que, em 31.7.2008, a ADUNIRIO, ora Impetrante, intentou o Mandado de Segurança n 2008.51.01.014184 (fls. 180 e 186-215) perante a 15... Vara Federal do Rio de Janeiro questionando a suspensão do pagamento da URP/89 no percentual de 26,05%”. 4. Considerando que o mandado de segurança somente foi impetrado em 17.02.2009, consumou-se a decadência. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12023247. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) : FELIPE CARLOS SCHWINGEL (1876-A/AP, 24046/DF, 59184B/RS) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 01980419938) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079681 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.888 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - ADUNIRIO / SEÇÃO SINDICAL DO ANDES- SINDICATO NACIONAL ADV.(A/S) : FELIPE CARLOS SCHWINGEL (1876-A/AP, 24046/DF, 59184B/RS) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 01980419938) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079681 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) :JOSE ANISIO TORRES BARRETO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – APELO EXTREMO – RAZÕES RECURSAIS QUE NÃO INFIRMAM OS ARGUMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – INADMISSIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – Incumbe, à parte recorrente, o dever de refutar, de modo pertinente, todos os fundamentos em que se apoia a decisão por ela impugnada. Precedentes. – A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apoia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013803. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 950664 AGR / SE – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013803. Supremo Tribunal Federal ARE 950664 AGR / SE – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013803. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) :JOSE ANISIO TORRES BARRETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por não haver impugnado, especificadamente, os fundamentos da decisão recorrida. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013804. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) :JOSE ANISIO TORRES BARRETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por não haver impugnado, especificadamente, os fundamentos da decisão recorrida. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, a petição do apelo extremo não impugna o fundamento do acórdão recorrido (extensão à sociedade de economia mista da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República), limitando-se a tratar da imunidade relativa ao patrimônio, renda ou serviços das entidades de assistência social, prevista no art. 150, VI, “c”, da Constituição da República, questão absolutamente estranha àquela que constituiu objeto de análise pelo ato decisório. Essa incoincidência temática – que se evidencia pela ocorrência de divergência entre as razões em que se apoia a petição recursal e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão impugnada – configura hipótese de divórcio ideológico, circunstância essa que inviabiliza a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, impedindo, desse modo, o acolhimento do recurso por ela interposto. Cabe assinalar, por necessário, que a ocorrência de divórcio ideológico tem levado a jurisprudência do Supremo Tribuna Federal a repelir petições recursais – mesmo aquelas veiculadoras de recurso extraordinário – que tenham incidido nesse vício de ordem lógico-formal (RTJ 164/784-785, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, a petição do apelo extremo não impugna o fundamento do acórdão recorrido (extensão à sociedade de economia mista da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República), limitando-se a tratar da imunidade relativa ao patrimônio, renda ou serviços das entidades de assistência social, prevista no art. 150, VI, “c”, da Constituição da República, questão absolutamente estranha àquela que constituiu objeto de análise pelo ato decisório. Essa incoincidência temática – que se evidencia pela ocorrência de divergência entre as razões em que se apoia a petição recursal e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão impugnada – configura hipótese de divórcio ideológico, circunstância essa que inviabiliza a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, impedindo, desse modo, o acolhimento do recurso por ela interposto. Cabe assinalar, por necessário, que a ocorrência de divórcio ideológico tem levado a jurisprudência do Supremo Tribuna Federal a repelir petições recursais – mesmo aquelas veiculadoras de recurso extraordinário – que tenham incidido nesse vício de ordem lógico-formal (RTJ 164/784-785, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950664 AGR / SE AI 145.651-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 165.769/MG, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – RE 122.472/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Os precedentes que venho de referir guardam inteira pertinência com a legislação processual que se achava em vigor no momento em que ocorrida a publicação do ato questionado no apelo extremo (“tempus regit actum”), que impunha à parte recorrente o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Supremo Tribunal Federal ARE 950664 AGR / SE AI 145.651-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 165.769/MG, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – RE 122.472/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Os precedentes que venho de referir guardam inteira pertinência com a legislação processual que se achava em vigor no momento em que ocorrida a publicação do ato questionado no apelo extremo (“tempus regit actum”), que impunha à parte recorrente o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) : JOSE ANISIO TORRES BARRETO (1234/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925291 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) : JOSE ANISIO TORRES BARRETO (1234/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12028854
2016-10-21T00:00:00
2016-11-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – APELO EXTREMO – RAZÕES RECURSAIS QUE NÃO INFIRMAM OS ARGUMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – INADMISSIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – Incumbe, à parte recorrente, o dever de refutar, de modo pertinente, todos os fundamentos em que se apoia a decisão por ela impugnada. Precedentes. – A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apoia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes. – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do CPC/15.
sjur359856
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) RE 122472 (1ªT), AI 145651 AgR (1ªT), RTJ 164/784-785,. Número de páginas: 6. Análise: 18/11/2016, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
950664
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 950664 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) : JOSE ANISIO TORRES BARRETO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) :JOSE ANISIO TORRES BARRETO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – APELO EXTREMO – RAZÕES RECURSAIS QUE NÃO INFIRMAM OS ARGUMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO – INADMISSIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE “TRABALHO ADICIONAL” POR PARTE DO VENCEDOR DA DEMANDA (NÃO APRESENTAÇÃO DE CONTRARRAZÕES RECURSAIS) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. – Incumbe, à parte recorrente, o dever de refutar, de modo pertinente, todos os fundamentos em que se apoia a decisão por ela impugnada. Precedentes. – A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apoia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013803. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 950664 AGR / SE – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013803. Supremo Tribunal Federal ARE 950664 AGR / SE – A imposição de sucumbência recursal pressupõe a produção, pela parte contrária, de “trabalho adicional”, sem cuja ocorrência deixa de incidir o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013803. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) :JOSE ANISIO TORRES BARRETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por não haver impugnado, especificadamente, os fundamentos da decisão recorrida. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013804. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) :JOSE ANISIO TORRES BARRETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por não haver impugnado, especificadamente, os fundamentos da decisão recorrida. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, a petição do apelo extremo não impugna o fundamento do acórdão recorrido (extensão à sociedade de economia mista da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República), limitando-se a tratar da imunidade relativa ao patrimônio, renda ou serviços das entidades de assistência social, prevista no art. 150, VI, “c”, da Constituição da República, questão absolutamente estranha àquela que constituiu objeto de análise pelo ato decisório. Essa incoincidência temática – que se evidencia pela ocorrência de divergência entre as razões em que se apoia a petição recursal e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão impugnada – configura hipótese de divórcio ideológico, circunstância essa que inviabiliza a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, impedindo, desse modo, o acolhimento do recurso por ela interposto. Cabe assinalar, por necessário, que a ocorrência de divórcio ideológico tem levado a jurisprudência do Supremo Tribuna Federal a repelir petições recursais – mesmo aquelas veiculadoras de recurso extraordinário – que tenham incidido nesse vício de ordem lógico-formal (RTJ 164/784-785, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, a petição do apelo extremo não impugna o fundamento do acórdão recorrido (extensão à sociedade de economia mista da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República), limitando-se a tratar da imunidade relativa ao patrimônio, renda ou serviços das entidades de assistência social, prevista no art. 150, VI, “c”, da Constituição da República, questão absolutamente estranha àquela que constituiu objeto de análise pelo ato decisório. Essa incoincidência temática – que se evidencia pela ocorrência de divergência entre as razões em que se apoia a petição recursal e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão impugnada – configura hipótese de divórcio ideológico, circunstância essa que inviabiliza a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, impedindo, desse modo, o acolhimento do recurso por ela interposto. Cabe assinalar, por necessário, que a ocorrência de divórcio ideológico tem levado a jurisprudência do Supremo Tribuna Federal a repelir petições recursais – mesmo aquelas veiculadoras de recurso extraordinário – que tenham incidido nesse vício de ordem lógico-formal (RTJ 164/784-785, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 950664 AGR / SE AI 145.651-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 165.769/MG, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – Recurso Extraordinário 122.472/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Os precedentes que venho de referir guardam inteira pertinência com a legislação processual que se achava em vigor no momento em que ocorrida a publicação do ato questionado no apelo extremo (“tempus regit actum”), que impunha à parte recorrente o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Supremo Tribunal Federal ARE 950664 AGR / SE AI 145.651-AgR/PR, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 165.769/MG, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – Recurso Extraordinário 122.472/DF, Rel. Min. MOREIRA ALVES). Os precedentes que venho de referir guardam inteira pertinência com a legislação processual que se achava em vigor no momento em que ocorrida a publicação do ato questionado no apelo extremo (“tempus regit actum”), que impunha à parte recorrente o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Cumpre registrar, finalmente, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, pois, devidamente intimada para manifestar-se, a parte agravada deixou transcorrer “in albis” o prazo para apresentar contrarrazões, inexistindo, por isso mesmo, qualquer “trabalho adicional” que por ela tenha sido produzido, o que torna inaplicável o preceito legal ora mencionado. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) : JOSE ANISIO TORRES BARRETO (1234/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925291 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 950.664 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE ARACAJU PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ARACAJU AGDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA - CEHOP ADV.(A/S) : JOSE ANISIO TORRES BARRETO (1234/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925291 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE", "RTJ 164 / 784 - 785", "RTJ 164 / 784 - 785", "ARE 950664 AGR / SE", "AI 145 . 651 - AgR / PR", "AI 165 . 769 / MG", "Recurso Extraordinário 122 . 472 / DF", "ARE 950664 AGR / SE", "AI 145 . 651 - AgR / PR", "AI 165 . 769 / MG", "Recurso Extraordinário 122 . 472 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ a ” , da Constituição da República", "art . 150 , VI , “ c ” , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ a ” , da Constituição da República", "art . 150 , VI , “ c ” , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MUNICÍPIO DE ARACAJU", "Brasília", "Brasília", "MUNICÍPIO DE ARACAJU", "MUNICÍPIO DE ARACAJU", "MUNICÍPIO DE ARACAJU", "MUNICÍPIO DE ARACAJU", "MUNICÍPIO DE ARACAJU", "MUNICÍPIO", "ARACAJU", "MUNICÍPIO DE ARACAJU", "MUNICÍPIO DE", "ARACAJU" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA", "CEHOP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA", "CEHOP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA", "CEHOP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribuna Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribuna Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SERGIPE", "COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO", "CEHOP", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE HABITACAO E OBRAS PUBLICA", "CEHOP", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "JOSE ANISIO TORRES BARRETO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSE ANISIO TORRES BARRETO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSE ANISIO TORRES BARRETO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO REZEK", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "JOSE ANISIO TORRES BARRETO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "JOSE ANISIO TORRES BARRETO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 a 20 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) :FABIANO FREIRE FEITOSA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE IMPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL PARA A CRIAÇÃO DE ÓRGÃO DE ADVOCACIA PÚBLICA MUNICIPAL – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, POR TRATAR-SE, AUSENTE SITUAÇÃO DE COMPROVADA MÁ-FÉ, DE PROCESSO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA (LEI Nº 7.347/85, ART. 18) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013838. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) :FABIANO FREIRE FEITOSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013840. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) :FABIANO FREIRE FEITOSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013840. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em causa foi interposto contra acórdão do E. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe que está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONTRATAÇÃO DE ADVOGADO. IMPOSIÇÃO DE CRIAÇÃO DE CARREIRA DE PROCURADOR DE MUNICÍPIO. DISCRICIONARIEDADE DO ADMINISTRADOR NA ESCOLHA DO MELHOR PROFISSIONAL, DESDE QUE PRESENTE O INTERESSE PÚBLICO E INOCORRENTE O DESVIO DE PODER, AFILHADISMO OU COMPADRIO. DESCABIMENTO DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA COMPELIR A MUNICIPALIDADE A ORGANIZAÇÃO DO QUADRO DE CARREIRA DE PROCURADOR MUNICIPAL. DESCABIMENTO. REFORMA DA SENTENÇA. REDIMENSIONAMENTO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em causa foi interposto contra acórdão do E. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe que está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONTRATAÇÃO DE ADVOGADO. IMPOSIÇÃO DE CRIAÇÃO DE CARREIRA DE PROCURADOR DE MUNICÍPIO. DISCRICIONARIEDADE DO ADMINISTRADOR NA ESCOLHA DO MELHOR PROFISSIONAL, DESDE QUE PRESENTE O INTERESSE PÚBLICO E INOCORRENTE O DESVIO DE PODER, AFILHADISMO OU COMPADRIO. DESCABIMENTO DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA COMPELIR A MUNICIPALIDADE A ORGANIZAÇÃO DO QUADRO DE CARREIRA DE PROCURADOR MUNICIPAL. DESCABIMENTO. REFORMA DA SENTENÇA. REDIMENSIONAMENTO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 893694 AGR / SE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. – É impossível aferir, mediante processo licitatório, o trabalho intelectual do Advogado, pois se trata de prestação de serviços de natureza personalíssima e singular, mostrando-se patente a inviabilidade de competição. – A singularidade dos serviços prestados pelo Advogado consiste em seus conhecimentos individuais, estando ligada à sua capacitação profissional, sendo, dessa forma, inviável escolher o melhor profissional, para prestar serviço de natureza intelectual, por meio de licitação, pois tal mensuração não se funda em critérios objetivos (como o menor preço). – Diante da natureza intelectual e singular dos serviços de assessoria jurídica, fincados, principalmente, na relação de confiança, é lícito ao administrador, desde que movido pelo interesse público, utilizar da discricionariedade, que lhe foi conferida pela lei, para a escolha do melhor profissional. – É preciso, outrossim, asseverar que descabida a intervenção do judiciário para organização de carreira de procuradores posto que implicaria na espécie violação ao princípio da separação dos poderes e mácula ao princípio federativo.” O recorrente sustentou, no apelo extremo, que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5º, II, e 37, II, da Constituição da República. Ressaltei na decisão ora impugnada que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 225.777/MG, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI, fixou entendimento que desautoriza a pretensão de direito material deduzida em sede recursal extraordinária. Cumpre destacar, por oportuno, quanto ao tema da obrigatoriedade de os Municípios instituírem órgãos de advocacia pública, ante a inquestionável procedência de suas observações, a decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (RE 690.765/MG), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Supremo Tribunal Federal RE 893694 AGR / SE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. – É impossível aferir, mediante processo licitatório, o trabalho intelectual do Advogado, pois se trata de prestação de serviços de natureza personalíssima e singular, mostrando-se patente a inviabilidade de competição. – A singularidade dos serviços prestados pelo Advogado consiste em seus conhecimentos individuais, estando ligada à sua capacitação profissional, sendo, dessa forma, inviável escolher o melhor profissional, para prestar serviço de natureza intelectual, por meio de licitação, pois tal mensuração não se funda em critérios objetivos (como o menor preço). – Diante da natureza intelectual e singular dos serviços de assessoria jurídica, fincados, principalmente, na relação de confiança, é lícito ao administrador, desde que movido pelo interesse público, utilizar da discricionariedade, que lhe foi conferida pela lei, para a escolha do melhor profissional. – É preciso, outrossim, asseverar que descabida a intervenção do judiciário para organização de carreira de procuradores posto que implicaria na espécie violação ao princípio da separação dos poderes e mácula ao princípio federativo.” O recorrente sustentou, no apelo extremo, que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5º, II, e 37, II, da Constituição da República. Ressaltei na decisão ora impugnada que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 225.777/MG, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI, fixou entendimento que desautoriza a pretensão de direito material deduzida em sede recursal extraordinária. Cumpre destacar, por oportuno, quanto ao tema da obrigatoriedade de os Municípios instituírem órgãos de advocacia pública, ante a inquestionável procedência de suas observações, a decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (RE 690.765/MG), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 893694 AGR / SE no sentido de que “não há na Constituição Federal previsão que os obrigue a essa instituição”. O exame da presente causa evidencia que o acórdão recorrido ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte estabeleceu na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cabe observar, ainda, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei nº 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Supremo Tribunal Federal RE 893694 AGR / SE no sentido de que “não há na Constituição Federal previsão que os obrigue a essa instituição”. O exame da presente causa evidencia que o acórdão recorrido ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte estabeleceu na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cabe observar, ainda, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei nº 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) : FABIANO FREIRE FEITOSA (003173/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925287 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) : FABIANO FREIRE FEITOSA (003173/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12029958
2016-10-21T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE IMPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL PARA A CRIAÇÃO DE ÓRGÃO DE ADVOCACIA PÚBLICA MUNICIPAL – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, POR TRATAR-SE, AUSENTE SITUAÇÃO DE COMPROVADA MÁ-FÉ, DE PROCESSO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA (LEI Nº 7.347/85, ART. 18) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur360024
- Acórdão(s) citado(s): (MINISTÉRIO PÚBLICO, LEGITIMIDADE) RE 225777 (TP). - Decisão monocrática citada: (ADVOCACIA PÚBLICA) RE 690765. Número de páginas: 6. Análise: 22/11/2016, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
893694
[ "LEG-FED LEI-007347 ANO-1985\n ART-00018\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 893694 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) : FABIANO FREIRE FEITOSA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) :FABIANO FREIRE FEITOSA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE IMPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL PARA A CRIAÇÃO DE ÓRGÃO DE ADVOCACIA PÚBLICA MUNICIPAL – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil/15, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, POR TRATAR-SE, AUSENTE SITUAÇÃO DE COMPROVADA MÁ-FÉ, DE PROCESSO DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA (LEI n 7.347/85, ART. 18) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013838. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) :FABIANO FREIRE FEITOSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013840. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) :FABIANO FREIRE FEITOSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, deduzido pela parte ora recorrente, por achar-se o apelo extremo em confronto com acórdão proferido pelo Plenário desta Suprema Corte. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013840. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em causa foi interposto contra acórdão do E. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe que está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONTRATAÇÃO DE ADVOGADO. IMPOSIÇÃO DE CRIAÇÃO DE CARREIRA DE PROCURADOR DE MUNICÍPIO. DISCRICIONARIEDADE DO ADMINISTRADOR NA ESCOLHA DO MELHOR PROFISSIONAL, DESDE QUE PRESENTE O INTERESSE PÚBLICO E INOCORRENTE O DESVIO DE PODER, AFILHADISMO OU COMPADRIO. DESCABIMENTO DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA COMPELIR A MUNICIPALIDADE A ORGANIZAÇÃO DO QUADRO DE CARREIRA DE PROCURADOR MUNICIPAL. DESCABIMENTO. REFORMA DA SENTENÇA. REDIMENSIONAMENTO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em causa foi interposto contra acórdão do E. Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe que está assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONTRATAÇÃO DE ADVOGADO. IMPOSIÇÃO DE CRIAÇÃO DE CARREIRA DE PROCURADOR DE MUNICÍPIO. DISCRICIONARIEDADE DO ADMINISTRADOR NA ESCOLHA DO MELHOR PROFISSIONAL, DESDE QUE PRESENTE O INTERESSE PÚBLICO E INOCORRENTE O DESVIO DE PODER, AFILHADISMO OU COMPADRIO. DESCABIMENTO DA INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA COMPELIR A MUNICIPALIDADE A ORGANIZAÇÃO DO QUADRO DE CARREIRA DE PROCURADOR MUNICIPAL. DESCABIMENTO. REFORMA DA SENTENÇA. REDIMENSIONAMENTO DOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. – É impossível aferir, mediante processo licitatório, o trabalho intelectual do Advogado, pois se trata de prestação de serviços de natureza personalíssima e singular, mostrando-se patente a inviabilidade de competição. – A singularidade dos serviços prestados pelo Advogado consiste em seus conhecimentos individuais, estando ligada à sua capacitação profissional, sendo, dessa forma, inviável escolher o melhor profissional, para prestar serviço de natureza intelectual, por meio de licitação, pois tal mensuração não se funda em critérios objetivos (como o menor preço). – Diante da natureza intelectual e singular dos serviços de assessoria jurídica, fincados, principalmente, na relação de confiança, é lícito ao administrador, desde que movido pelo interesse público, utilizar da discricionariedade, que lhe foi conferida pela lei, para a escolha do melhor profissional. – É preciso, outrossim, asseverar que descabida a intervenção do judiciário para organização de carreira de procuradores posto que implicaria na espécie violação ao princípio da separação dos poderes e mácula ao princípio federativo.” O recorrente sustentou, no apelo extremo, que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5..., II, e 37, II, da Constituição da República. Ressaltei na decisão ora impugnada que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 225.777/MG, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI, fixou entendimento que desautoriza a pretensão de direito material deduzida em sede recursal extraordinária. Cumpre destacar, por oportuno, quanto ao tema da obrigatoriedade de os Municípios instituírem órgãos de advocacia pública, ante a inquestionável procedência de suas observações, a decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Recurso Extraordinário 690.765/MG), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. – É impossível aferir, mediante processo licitatório, o trabalho intelectual do Advogado, pois se trata de prestação de serviços de natureza personalíssima e singular, mostrando-se patente a inviabilidade de competição. – A singularidade dos serviços prestados pelo Advogado consiste em seus conhecimentos individuais, estando ligada à sua capacitação profissional, sendo, dessa forma, inviável escolher o melhor profissional, para prestar serviço de natureza intelectual, por meio de licitação, pois tal mensuração não se funda em critérios objetivos (como o menor preço). – Diante da natureza intelectual e singular dos serviços de assessoria jurídica, fincados, principalmente, na relação de confiança, é lícito ao administrador, desde que movido pelo interesse público, utilizar da discricionariedade, que lhe foi conferida pela lei, para a escolha do melhor profissional. – É preciso, outrossim, asseverar que descabida a intervenção do judiciário para organização de carreira de procuradores posto que implicaria na espécie violação ao princípio da separação dos poderes e mácula ao princípio federativo.” O recorrente sustentou, no apelo extremo, que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5..., II, e 37, II, da Constituição da República. Ressaltei na decisão ora impugnada que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 225.777/MG, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI, fixou entendimento que desautoriza a pretensão de direito material deduzida em sede recursal extraordinária. Cumpre destacar, por oportuno, quanto ao tema da obrigatoriedade de os Municípios instituírem órgãos de advocacia pública, ante a inquestionável procedência de suas observações, a decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Recurso Extraordinário 690.765/MG), 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE no sentido de que “não há na Constituição Federal previsão que os obrigue a essa instituição”. O exame da presente causa evidencia que o acórdão recorrido ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte estabeleceu na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cabe observar, ainda, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei n 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE no sentido de que “não há na Constituição Federal previsão que os obrigue a essa instituição”. O exame da presente causa evidencia que o acórdão recorrido ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte estabeleceu na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Cabe observar, ainda, que não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, por tratar-se, ausente situação de comprovada má-fé, de processo de ação civil pública (Lei n 7.347/85, art. 18). É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12013841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) : FABIANO FREIRE FEITOSA (003173/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925287 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893.694 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PACATUBA ADV.(A/S) : FABIANO FREIRE FEITOSA (003173/SE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11925287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 694", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 694 SERGIPE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 694", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 694", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 694", "Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 225 . 777 / MG", "Recurso Extraordinário 690 . 765 / MG", "Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 225 . 777 / MG", "Recurso Extraordinário 690 . 765 / MG", "Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE", "Recurso Extraordinário 893694 AGR / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 893 . 694" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 15 , ART . 85 , § 11", "LEI n 7 . 347 / 85 , ART . 18", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , e 37 , II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , e 37 , II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Lei n 7 . 347 / 85 , art . 18", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 15", "Lei n 7 . 347 / 85 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE SERGIPE", "Brasília", "ESTADO DE SERGIPE", "MUNICÍPIO DE PACATUBA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "MUNICÍPIO DE PACATUBA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE", "MUNICÍPIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE", "MUNICÍPIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE", "2", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "FABIANO FREIRE FEITOSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FABIANO FREIRE FEITOSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FABIANO FREIRE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FABIANO FREIRE FEITOSA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "FABIANO FREIRE FEITOSA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) :MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) ADV.(A/S) :KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ DIAS CAMPOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, preconizados no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022401. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 955620 AGR / SP notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022401. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022401. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) :MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) ADV.(A/S) :KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ DIAS CAMPOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão proferida em 29 de abril de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem reformou, com alicerce em regulamentação infraconstitucional, sentença que extinguira o processo sem resolução do mérito, considerada a presença de interesse processual do autor. No extraordinário cujo processamento busca alcançar, a recorrente sustenta a violação ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Diz sobre a impossibilidade de ser responsabilizada por dano ambiental, tendo em conta a observância do prescrito pela Lei nº 9.976/2000. 2. O recurso extraordinário direciona ao atendimento cumulativo dos requisitos gerais de recorribilidade adequação, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) :MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) ADV.(A/S) :KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ DIAS CAMPOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão proferida em 29 de abril de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem reformou, com alicerce em regulamentação infraconstitucional, sentença que extinguira o processo sem resolução do mérito, considerada a presença de interesse processual do autor. No extraordinário cujo processamento busca alcançar, a recorrente sustenta a violação ao artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Diz sobre a impossibilidade de ser responsabilizada por dano ambiental, tendo em conta a observância do prescrito pela Lei nº 9.976/2000. 2. O recurso extraordinário direciona ao atendimento cumulativo dos requisitos gerais de recorribilidade adequação, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 955620 AGR / SP oportunidade, interesse de agir, representação processual e preparo e a um dos específicos previstos no inciso III do artigo 102 da Carta da República. O acesso ao Supremo faz-se, por isso mesmo, em via de excepcionalidade maior, tudo objetivando a atuação precípua do Tribunal, qual seja, a guarda da supremacia da Constituição Federal. Quanto ao pressuposto específico, quase sempre retratado na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Fundamental violência a dispositivo nela inserto, mostra-se necessário, ante a ordem natural das coisas, proceder-se a cotejo. Somente é possível definir se houve transgressão de texto do Diploma Maior mediante o confronto do que decidido com as razões do extraordinário, mais precisamente com o que evocado no tocante à adoção de entendimento contrário ao ditame constitucional. Daí o instituto do prequestionamento, que significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o acórdão impugnado nada contém sobre o que versado pela parte recorrente, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. No caso, o que sustentado no extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço deste agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP oportunidade, interesse de agir, representação processual e preparo e a um dos específicos previstos no inciso III do artigo 102 da Carta da República. O acesso ao Supremo faz-se, por isso mesmo, em via de excepcionalidade maior, tudo objetivando a atuação precípua do Tribunal, qual seja, a guarda da supremacia da Constituição Federal. Quanto ao pressuposto específico, quase sempre retratado na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Fundamental violência a dispositivo nela inserto, mostra-se necessário, ante a ordem natural das coisas, proceder-se a cotejo. Somente é possível definir se houve transgressão de texto do Diploma Maior mediante o confronto do que decidido com as razões do extraordinário, mais precisamente com o que evocado no tocante à adoção de entendimento contrário ao ditame constitucional. Daí o instituto do prequestionamento, que significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o acórdão impugnado nada contém sobre o que versado pela parte recorrente, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. No caso, o que sustentado no extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço deste agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 955620 AGR / SP O agravante afirma que a matéria foi expressamente prequestionada por meio dos embargos de declaração. Diz ter o Tribunal de origem afrontado diretamente o artigo 5º, inciso II, da Carta Maior, porquanto desconsiderou a observância da Lei nº 9.976/2000. O recorrido, devidamente intimado a manifestar-se, defendeu o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP O agravante afirma que a matéria foi expressamente prequestionada por meio dos embargos de declaração. Diz ter o Tribunal de origem afrontado diretamente o artigo 5º, inciso II, da Carta Maior, porquanto desconsiderou a observância da Lei nº 9.976/2000. O recorrido, devidamente intimado a manifestar-se, defendeu o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da interposição, para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão em que se negou provimento ao recurso extraordinário com agravo é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do novo Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo regida por esse diploma legal. Rememorem o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região: Ainda que sustentável o entendimento de estar ausente a possibilidade jurídica do pedido de modificação do processo produtivo, em decorrência do disposto na Lei nº 9.976/00 (que autorizava a produção de cloro pelo processo de eletrólise àquelas empresas que já o faziam por este método), temos que as provas devem ser produzidas levando-se em conta que elas (as provas) se destinam a formar a convicção de todos os eventuais julgadores que se depararão com o pedido. Neste caso, ainda, verifica-se da inicial a existência de outros pedidos. E mais: mesmo que possível a manutenção desse processo de produção de cloro, não se pode afastar abstratamente a possibilidade dela ocasionar poluição. Ainda que legalmente autorizada à produção de cloro por este método, é certo que ela não pode agredir ao meio ambiente. Por outro lado, discute-se nestes autos outras questões de igual grandeza, como a eventual indenização dos danos ambientais causados e reflorestamento da área constitucional. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da interposição, para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão em que se negou provimento ao recurso extraordinário com agravo é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do novo Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo regida por esse diploma legal. Rememorem o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região: Ainda que sustentável o entendimento de estar ausente a possibilidade jurídica do pedido de modificação do processo produtivo, em decorrência do disposto na Lei nº 9.976/00 (que autorizava a produção de cloro pelo processo de eletrólise àquelas empresas que já o faziam por este método), temos que as provas devem ser produzidas levando-se em conta que elas (as provas) se destinam a formar a convicção de todos os eventuais julgadores que se depararão com o pedido. Neste caso, ainda, verifica-se da inicial a existência de outros pedidos. E mais: mesmo que possível a manutenção desse processo de produção de cloro, não se pode afastar abstratamente a possibilidade dela ocasionar poluição. Ainda que legalmente autorizada à produção de cloro por este método, é certo que ela não pode agredir ao meio ambiente. Por outro lado, discute-se nestes autos outras questões de igual grandeza, como a eventual indenização dos danos ambientais causados e reflorestamento da área constitucional. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 955620 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. O Tribunal de origem não examinou o preceito constitucional mencionado no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O PREQUESTIONAMENTO não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclui. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. O Tribunal de origem não examinou o preceito constitucional mencionado no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O PREQUESTIONAMENTO não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclui. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) : MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) (SP211834/) ADV.(A/S) : KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO (211795/SP) ADV.(A/S) : JOSE LUIZ DIAS CAMPOS (16170/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867033 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) : MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) (SP211834/) ADV.(A/S) : KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO (211795/SP) ADV.(A/S) : JOSE LUIZ DIAS CAMPOS (16170/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867033 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12030117
2016-10-04T00:00:00
2016-11-17T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, preconizados no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua.
sjur359890
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/12/2016, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
955620
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 955620 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) : MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) ADV.(A/S) : KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO ADV.(A/S) : JOSE LUIZ DIAS CAMPOS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) :MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) ADV.(A/S) :KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ DIAS CAMPOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio à interpretação de normas estritamente legais. PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de entendimento. O instituto visa o cotejo indispensável a que se diga enquadrado o recurso extraordinário no permissivo constitucional. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Descabe a fixação de honorários recursais, preconizados no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, quando tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022401. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 955620 AGR / SP notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022401. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP notas taquigráficas. Brasília, 4 de outubro de 2016. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022401. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) :MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) ADV.(A/S) :KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ DIAS CAMPOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão proferida em 29 de abril de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem reformou, com alicerce em regulamentação infraconstitucional, sentença que extinguira o processo sem resolução do mérito, considerada a presença de interesse processual do autor. No extraordinário cujo processamento busca alcançar, a recorrente sustenta a violação ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Diz sobre a impossibilidade de ser responsabilizada por dano ambiental, tendo em conta a observância do prescrito pela Lei n 9.976/2000. 2. O recurso extraordinário direciona ao atendimento cumulativo dos requisitos gerais de recorribilidade adequação, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) :MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) ADV.(A/S) :KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO ADV.(A/S) :JOSE LUIZ DIAS CAMPOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão proferida em 29 de abril de 2016, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de origem reformou, com alicerce em regulamentação infraconstitucional, sentença que extinguira o processo sem resolução do mérito, considerada a presença de interesse processual do autor. No extraordinário cujo processamento busca alcançar, a recorrente sustenta a violação ao artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Diz sobre a impossibilidade de ser responsabilizada por dano ambiental, tendo em conta a observância do prescrito pela Lei n 9.976/2000. 2. O recurso extraordinário direciona ao atendimento cumulativo dos requisitos gerais de recorribilidade adequação, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 955620 AGR / SP oportunidade, interesse de agir, representação processual e preparo e a um dos específicos previstos no inciso III do artigo 102 da Carta da República. O acesso ao Supremo faz-se, por isso mesmo, em via de excepcionalidade maior, tudo objetivando a atuação precípua do Tribunal, qual seja, a guarda da supremacia da Constituição Federal. Quanto ao pressuposto específico, quase sempre retratado na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Fundamental violência a dispositivo nela inserto, mostra-se necessário, ante a ordem natural das coisas, proceder-se a cotejo. Somente é possível definir se houve transgressão de texto do Diploma Maior mediante o confronto do que decidido com as razões do extraordinário, mais precisamente com o que evocado no tocante à adoção de entendimento contrário ao ditame constitucional. Daí o instituto do prequestionamento, que significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o acórdão impugnado nada contém sobre o que versado pela parte recorrente, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. No caso, o que sustentado no extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço deste agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP oportunidade, interesse de agir, representação processual e preparo e a um dos específicos previstos no inciso III do artigo 102 da Carta da República. O acesso ao Supremo faz-se, por isso mesmo, em via de excepcionalidade maior, tudo objetivando a atuação precípua do Tribunal, qual seja, a guarda da supremacia da Constituição Federal. Quanto ao pressuposto específico, quase sempre retratado na alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Fundamental violência a dispositivo nela inserto, mostra-se necessário, ante a ordem natural das coisas, proceder-se a cotejo. Somente é possível definir se houve transgressão de texto do Diploma Maior mediante o confronto do que decidido com as razões do extraordinário, mais precisamente com o que evocado no tocante à adoção de entendimento contrário ao ditame constitucional. Daí o instituto do prequestionamento, que significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o acórdão impugnado nada contém sobre o que versado pela parte recorrente, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. No caso, o que sustentado no extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter à análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço deste agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 955620 AGR / SP O agravante afirma que a matéria foi expressamente prequestionada por meio dos embargos de declaração. Diz ter o Tribunal de origem afrontado diretamente o artigo 5..., inciso II, da Carta Maior, porquanto desconsiderou a observância da Lei n 9.976/2000. O recorrido, devidamente intimado a manifestar-se, defendeu o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP O agravante afirma que a matéria foi expressamente prequestionada por meio dos embargos de declaração. Diz ter o Tribunal de origem afrontado diretamente o artigo 5..., inciso II, da Carta Maior, porquanto desconsiderou a observância da Lei n 9.976/2000. O recorrido, devidamente intimado a manifestar-se, defendeu o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da interposição, para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão em que se negou provimento ao recurso extraordinário com agravo é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do novo Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo regida por esse diploma legal. Rememorem o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região: Ainda que sustentável o entendimento de estar ausente a possibilidade jurídica do pedido de modificação do processo produtivo, em decorrência do disposto na Lei n 9.976/00 (que autorizava a produção de cloro pelo processo de eletrólise àquelas empresas que já o faziam por este método), temos que as provas devem ser produzidas levando-se em conta que elas (as provas) se destinam a formar a convicção de todos os eventuais julgadores que se depararão com o pedido. Neste caso, ainda, verifica-se da inicial a existência de outros pedidos. E mais: mesmo que possível a manutenção desse processo de produção de cloro, não se pode afastar abstratamente a possibilidade dela ocasionar poluição. Ainda que legalmente autorizada à produção de cloro por este método, é certo que ela não pode agredir ao meio ambiente. Por outro lado, discute-se nestes autos outras questões de igual grandeza, como a eventual indenização dos danos ambientais causados e reflorestamento da área constitucional. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Observem o momento da interposição, para fins de incidência da norma processual. A publicação da decisão em que se negou provimento ao recurso extraordinário com agravo é posterior a 18 de março de 2016, data de início da eficácia do novo Código de Processo Civil, sendo a protocolação do agravo regida por esse diploma legal. Rememorem o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região: Ainda que sustentável o entendimento de estar ausente a possibilidade jurídica do pedido de modificação do processo produtivo, em decorrência do disposto na Lei n 9.976/00 (que autorizava a produção de cloro pelo processo de eletrólise àquelas empresas que já o faziam por este método), temos que as provas devem ser produzidas levando-se em conta que elas (as provas) se destinam a formar a convicção de todos os eventuais julgadores que se depararão com o pedido. Neste caso, ainda, verifica-se da inicial a existência de outros pedidos. E mais: mesmo que possível a manutenção desse processo de produção de cloro, não se pode afastar abstratamente a possibilidade dela ocasionar poluição. Ainda que legalmente autorizada à produção de cloro por este método, é certo que ela não pode agredir ao meio ambiente. Por outro lado, discute-se nestes autos outras questões de igual grandeza, como a eventual indenização dos danos ambientais causados e reflorestamento da área constitucional. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 955620 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. O Tribunal de origem não examinou o preceito constitucional mencionado no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O PREQUESTIONAMENTO não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclui. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Supremo Tribunal Federal ARE 955620 AGR / SP O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. O Tribunal de origem não examinou o preceito constitucional mencionado no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do agravo regimental no agravo de instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O PREQUESTIONAMENTO não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclui. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) : MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) (SP211834/) ADV.(A/S) : KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO (211795/SP) ADV.(A/S) : JOSE LUIZ DIAS CAMPOS (16170/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867033 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955.620 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARBOCLORO S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS ADV.(A/S) : MAURÍCIO MORISHITA E OUTRO(S) (SP211834/) ADV.(A/S) : KLEBER NASCIMENTO CAMMARANO (211795/SP) ADV.(A/S) : JOSE LUIZ DIAS CAMPOS (16170/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, sem fixação de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867033 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 955 . 620", "ARE 955620 AGR / SP", "ARE 955620 AGR / SP", "ARE 955620 AGR / SP", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "ARE 955620 AGR / SP", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "ARE 955620 AGR / SP", "ARE 955620 AGR / SP", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "agravo de instrumento n 541 . 696 -", "ARE 955620 AGR / SP", "verbete n 356 da Súmula do Supremo", "agravo de instrumento n 541 . 696 - 6 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Lei n 9 . 976 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Lei n 9 . 976 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do artigo 102 da Carta da República", "Constituição Federal", "alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Fundamental", "Diploma Maior", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do artigo 102 da Carta da República", "Constituição Federal", "alínea a do inciso III do artigo 102 da Lei Fundamental", "Diploma Maior", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Carta Maior", "Lei n 9 . 976 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Carta Maior", "Lei n 9 . 976 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Lei n 9 . 976 / 00", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Lei n 9 . 976 / 00", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CARBOCLORO S / A INDÚSTRIAS QUÍMICAS", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CARBOCLORO S / A INDÚSTRIAS QUÍMICAS", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CARBOCLORO S / A INDÚSTRIAS", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. AUXÍLIO MORADIA. INTERESSE DA MAGISTRATURA. 1. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição não incide quando os interesses debatidos não sejam exclusivos dos magistrados. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926655. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊ,NCIA. AUXÍLIO MORADIA. INTERESSE DA MAGISTRATURA. 1. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição não incide quando os interesses debatidos não sejam exclusivos dos magistrados. 2. Negado seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pela União, em que se alega usurpação da competência deste Tribunal para exame do Processo nº 5006230- 04.2013.404.7005, em curso no Juizado Especial Federal Cível de Cascavel/PR. Na referida demanda, o autor, juiz federal, pleiteia o percebimento de auxílio-moradia. Alega a reclamante que o caso se enquadraria no art. 102, I, n, da Constituição Federal, por envolver interesse direto ou indireto da magistratura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊ,NCIA. AUXÍLIO MORADIA. INTERESSE DA MAGISTRATURA. 1. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição não incide quando os interesses debatidos não sejam exclusivos dos magistrados. 2. Negado seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pela União, em que se alega usurpação da competência deste Tribunal para exame do Processo nº 5006230- 04.2013.404.7005, em curso no Juizado Especial Federal Cível de Cascavel/PR. Na referida demanda, o autor, juiz federal, pleiteia o percebimento de auxílio-moradia. Alega a reclamante que o caso se enquadraria no art. 102, I, n, da Constituição Federal, por envolver interesse direto ou indireto da magistratura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR 2. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). 3. É o relatório. Decido. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA CF). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR 2. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). 3. É o relatório. Decido. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA CF). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.’ (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.08.2014 – destaques acrescentados). ‘COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária nº 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária nº 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação nº 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.’ (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, Dje 07.11.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.’ (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.08.2014 – destaques acrescentados). ‘COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária nº 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária nº 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação nº 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.’ (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, Dje 07.11.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.’ (RE 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.’ (RE 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR 5. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar nº 75/93, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei nº 8.112/90, arts. 60-A a 60-E). 7. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 161, p. único, do RI/STF, nego seguimento à presente reclamação.” 2. A requerente defende que a hipótese do art. 102, I, n, da CRFB não implica interesse exclusivo dos magistrados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR 5. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar nº 75/93, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei nº 8.112/90, arts. 60-A a 60-E). 7. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 161, p. único, do RI/STF, nego seguimento à presente reclamação.” 2. A requerente defende que a hipótese do art. 102, I, n, da CRFB não implica interesse exclusivo dos magistrados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA CF). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE Nº 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA CF). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 18471 AGR / PR Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux – destaques acrescentados). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária nº 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária nº 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação nº 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.” (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux – destaques acrescentados). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária nº 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária nº 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação nº 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.” (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 18471 AGR / PR desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.” (RE 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.” (RE 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (CF, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 18471 AGR / PR DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 3. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 4. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar nº 75/1993, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei nº 8.112/1990, arts. 60-A a 60-E). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 3. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 4. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar nº 75/1993, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei nº 8.112/1990, arts. 60-A a 60-E). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982352 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982352 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11992503
2016-10-21T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. AUXÍLIO MORADIA. INTERESSE DA MAGISTRATURA. 1. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição não incide quando os interesses debatidos não sejam exclusivos dos magistrados. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur359617
- Acórdão(s) citado(s): (MAGISTRATURA, AJUDA DE CUSTO) AO 467 (1ªT), Rcl 2136 AgR (TP), AO 1473 AgR (TP), Rcl 5256 AgR (TP), Rcl 1097 AgR-segundo (TP), AI 797086 AgR (1ªT), RE 649121 AgR (2ªT), AI 829714 AgR (1ªT), ARE 721087 AgR (1ªT), ARE 743103 AgR (2ªT), Rcl 15637 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 21/11/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
18471
[ "LEG-FED LCP-000075 ANO-1993\n ART-00227 INC-00008\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-0060A ART-0060E\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 18471 AgR
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AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. AUXÍLIO MORADIA. INTERESSE DA MAGISTRATURA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição não incide quando os interesses debatidos não sejam exclusivos dos magistrados. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926655. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊ,NCIA. AUXÍLIO MORADIA. INTERESSE DA MAGISTRATURA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição não incide quando os interesses debatidos não sejam exclusivos dos magistrados. 2. Negado seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pela União, em que se alega usurpação da competência deste Tribunal para exame do Processo n 5006230- 04.2013.404.7005, em curso no Juizado Especial Federal Cível de Cascavel/PR. Na referida demanda, o autor, juiz federal, pleiteia o percebimento de auxílio-moradia. Alega a reclamante que o caso se enquadraria no art. 102, I, n, da Constituição Federal, por envolver interesse direto ou indireto da magistratura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊ,NCIA. AUXÍLIO MORADIA. INTERESSE DA MAGISTRATURA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição não incide quando os interesses debatidos não sejam exclusivos dos magistrados. 2. Negado seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta pela União, em que se alega usurpação da competência deste Tribunal para exame do Processo n 5006230- 04.2013.404.7005, em curso no Juizado Especial Federal Cível de Cascavel/PR. Na referida demanda, o autor, juiz federal, pleiteia o percebimento de auxílio-moradia. Alega a reclamante que o caso se enquadraria no art. 102, I, n, da Constituição Federal, por envolver interesse direto ou indireto da magistratura. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR 2. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). 3. É o relatório. Decido. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário n 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA Constituição Federal de 1988). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR 2. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). 3. É o relatório. Decido. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário n 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA Constituição Federal de 1988). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.’ (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.08.2014 – destaques acrescentados). ‘COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária n 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária n 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação n 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.’ (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, Dje 07.11.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.’ (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 21.08.2014 – destaques acrescentados). ‘COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária n 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária n 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação n 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.’ (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, Dje 07.11.2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.’ (Recurso Extraordinário 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 18471 AGR / PR 5. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar n 75/93, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei n 8.112/90, arts. 60-A a 60-E). 7. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 161, p. único, do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à presente reclamação.” 2. A requerente defende que a hipótese do art. 102, I, n, da CRFB não implica interesse exclusivo dos magistrados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR 5. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 6. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar n 75/93, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei n 8.112/90, arts. 60-A a 60-E). 7. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 161, p. único, do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à presente reclamação.” 2. A requerente defende que a hipótese do art. 102, I, n, da CRFB não implica interesse exclusivo dos magistrados. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário n 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA Constituição Federal de 1988). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que a competência originária prevista no art. 102, I, n, da Carta é excepcional e somente se justifica quando esteja em jogo um interesse exclusivo dos magistrados. Não é isso o que ocorre quando a pretensão formulada é comum aos juízes e a outros grupos, agentes públicos ou não. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MAGISTRADO. REMOÇÃO. AJUDA DE CUSTO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário n 742.578. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (ART. 102, I, N, DA Constituição Federal de 1988). INOCORRÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE GERAL DA MAGISTRATURA. 1. (...). 2. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é definida pela Constituição Federal para o julgamento de demandas de interesse geral da magistratura. Precedentes: Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 29/09/2011, Rcl 16.817, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 29/4/2014; Rcl 16.409-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 11/2/2014; Rcl 16.815-MC, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 9/12/2013; Rcl 16.971, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 18471 AGR / PR Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux – destaques acrescentados). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária n 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária n 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação n 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.” (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR Rosa Weber, DJe 3/2/2014; AO 1.809, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 4/11/2013 e ARE 743.103, AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de de 7/5/2014. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido manteve a decisão de primeira instância, na qual se discute o pagamento de ajuda de custo a magistrado em decorrência de remoção, quando decorridos menos de 24 meses do último pagamento. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 721.087-AgR, Rel. Min. Luiz Fux – destaques acrescentados). “COMPETÊNCIA – ALÍNEA "N" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTERESSE DA MAGISTRATURA – ALCANCE. A incidência da alínea "n" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, sob o ângulo do interesse da magistratura, pressupõe exclusividade, não alcançando situação em que outros segmentos sejam destinatários da norma. Precedentes: Agravo Regimental na Ação Originária n 465-9/RS, relatado pelo ministro Celso de Mello, Questão de Ordem na Ação Originária n 230-3/RJ, relatada pelo ministro Moreira Alves, e Agravo Regimental na Reclamação n 1.952-7/MA, relatado pela ministra Ellen Gracie, cujos acórdãos foram publicados, respectivamente, no Diário da Justiça de 25 de abril de 1997, 14 de maio de 1999 e 12 de março de 2004.” (Rcl 5.256-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ART. 102, I, N, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA. AGRAVO IMPROVIDO. I – (…) II – A jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 18471 AGR / PR desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR desta Corte é firme no sentido de que o art. 102, I, n, da Constituição é inaplicável aos casos em que a demanda não verse sobre interesses exclusivos da magistratura. III - O Plenário desta Corte, no julgamento da Rcl 1.952- AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, interposta pelo ora recorrente, afastou a competência originária deste Tribunal para o julgamento da presente ação. IV – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 649.121-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski – destaques acrescentados) “RECLAMAÇÃO - INADMISSIBILIDADE - FUNÇÃO CONSTITUCIONAL DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO (RTJ 134/1033 - RTJ 166/785) - AUSÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO - REQUISITOS LEGITIMADORES DA INCIDÊNCIA DO ART. 102, I, ‘n’, DA CONSTITUIÇÃO - INOCORRÊNCIA - INVIABILIDADE DA ARGÜIÇÃO, EM CARÁTER GENÉRICO, DO IMPEDIMENTO E/OU SUSPEIÇÃO DE TODOS OS DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - PRESSUPOSTOS INERENTES AO IMPEDIMENTO E/OU À SUSPEIÇÃO DEVEM SER APRECIADOS, EM PRINCÍPIO, PELO TRIBUNAL COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DA CAUSA - PRECEDENTES - LITÍGIO QUE, ADEMAIS, NÃO CONCERNE A INTERESSE ESPECÍFICO E EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA - EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE CONTROVÉRSIA QUE ENVOLVE VANTAGENS E DIREITOS COMUNS À PRÓPRIA MAGISTRATURA E AO MINISTÉRIO PÚBLICO - COMUNHÃO DE INTERESSES CUJA EXISTÊNCIA EXCLUI A APLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA ESPECIAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘n’) - PRECEDENTES - CONSEQÜENTE INEXISTÊNCIA DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO PROCESSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 18471 AGR / PR DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 3. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 4. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar n 75/1993, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei n 8.112/1990, arts. 60-A a 60-E). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Supremo Tribunal Federal RCL 18471 AGR / PR DE RECLAMAÇÃO - IMPUGNAÇÃO RECURSAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 2.136-AgR, Rel. Min. Celso de Mello) 3. Confiram-se, ainda: AO 467, Rel. Min. Néri da Silveira; AI 829.714-AgR, de minha relatoria; AI 797.086-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; Rcl 1.097-AgR-segundo, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; Rcl 15.637-AgR e ARE 743.103-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 4. No caso dos autos, o debate versa sobre o pagamento de auxílio moradia, interesse que, longe de ser privativo dos juízes, é compartilhado entre eles, os membros do Ministério Público da União (Lei Complementar n 75/1993, art. 227, VIII) e os servidores públicos federais como um todo (Lei n 8.112/1990, arts. 60-A a 60-E). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926657. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982352 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.471 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : WESLEY SCHNEIDER COLLYER ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982352 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 18 . 471", "RECLAMAÇÃO 18 . 471", "RECLAMAÇÃO 18 . 471", "Processo n 5006230 - 04 . 2013 . 404 . 7005", "Recurso Extraordinário n 742 . 578", "Rcl 2 . 136 - AgR", "Rcl 16 . 817", "Rcl 16 . 409 - AgR", "Rcl 16 . 815 - MC", "Rcl 16 . 971", "AO 1 . 809", "ARE 743 . 103 , AgR / CE", "Recurso Extraordinário n 742 . 578 . CONTROVÉRSIA", "Rcl 2 . 136 - AgR", "Rcl 16 . 817", "Rcl 16 . 409 - AgR", "Rcl 16 . 815 - MC", "Rcl 16 . 971", "AO 1 . 809", "ARE 743 . 103", "ARE 721 . 087 - AgR", "Agravo Regimental na Ação Originária n 465 - 9 / RS", "Ação Originária n 230 - 3 / RJ", "Agravo Regimental na Reclamação n 1 . 952 - 7 / MA", "Rcl 5 . 256 - AgR", "SÚMULAS 282", "RCL 18471", "ARE 721 . 087 - AgR", "Agravo Regimental na Ação Originária n 465 - 9 / RS", "Agravo Regimental na Reclamação n 1 . 952 - 7 / MA", "Rcl 5 . 256 - AgR", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "RCL 18471 AGR", "Rcl 1 . 952 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário 649 . 121 - AgR", "Rcl 2 . 136 - AgR", "RCL 18471 AGR /", "Rcl 1 . 952 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário 649 . 121 - AgR", "RTJ", "Rcl 2 . 136 - AgR", "AO 467", "AI 829 . 714 - AgR", "AI 797 . 086 - AgR", "Rcl 1 . 097 - AgR - segundo", "AO 1 . 473 - AgR", "Rcl 15 . 637 - AgR", "ARE 743 . 103 - AgR", "RCL 18471 AGR", "AO 467", "AI 829 . 714 - AgR", "AI 797 . 086 - AgR", "Rcl 1 . 097 - AgR - segundo", "AO 1 . 473 - AgR", "Rcl 15 . 637 - AgR", "ARE 743 . 103 - AgR", "RECLAMAÇÃO 18 . 471", "Recurso Extraordinário n 742 . 578", "Rcl 2 . 136 - AgR", "Rcl 16 . 817", "Rcl 16 . 409 - AgR", "Rcl 16 . 815 - MC", "Rcl 16 . 971", "Recurso Extraordinário n 742 . 578", "Rcl 2 . 136 - AgR", "Rcl 16 . 817", "Rcl 16 . 409 - AgR", "Rcl 16 . 815 - MC", "Rcl 16 . 971", "RCL 18471 AGR / PR", "AO 1 . 809", "ARE 743 . 103", "ARE 721 . 087 - AgR", "Agravo Regimental na Ação Originária n 465 - 9 / RS", "Ação Originária n 230 - 3 / RJ", "Agravo Regimental na Reclamação n 1 . 952 - 7 / MA", "Rcl 5 . 256 - AgR", "SÚMULAS 282", "RCL 18471 AGR /", "AO 1 . 809", "ARE 743 . 103 , AgR / CE", "ARE 721 . 087 - AgR", "Agravo Regimental na Ação Originária n 465 - 9 / RS", "Ação Originária n 230 - 3 / RJ", "Agravo Regimental na Reclamação n 1 . 952 - 7 / MA", "Rcl 5 . 256 - AgR", "SÚMULAS 282", "Rcl 1 . 952 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário 649 . 121 - AgR", "RCL 18471 AGR /", "Rcl 1 . 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"Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEA", "alínea \" n \" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "ART . 102 , I , N , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 102 , I , n , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEA \" N \" DO INCISO I DO ARTIGO 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "alínea \" n \" do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "ART . 102 , I , N , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 102 , I , n , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , I , ‘ n ’ , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ‘ n ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , I , ‘ n ’ , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ‘ n ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 75 / 93 , art", "Lei n 8 . 112 / 90 , arts", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 75 / 93 , art . 227 ,", "Lei 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, I , ‘ n ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , n , da Constituição", "ART", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ‘ n ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 75 / 1993 , art . 227 , VIII", "Lei n 8 . 112 / 1990 , arts . 60 - A a 60 - E", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 75 / 1993 , art . 227 , VIII", "Lei n 8 . 112 / 1990 , arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CASCAVEL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Juizado Especial Federal Cível de Cascavel / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Juizado Especial Federal Cível de Cascavel / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "/", "CE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Plenário desta Corte", "PRÓPRIA MAGISTRATURA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário desta Corte", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo 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ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Teori Zavascki", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Néri da Silveira", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "WESLEY SCHNEIDER COLLYER", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "WESLEY SCHNEIDER COLLYER", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "14 a 20 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) :GUSTAVO FERREIRA GOMES EMENTA DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta ao inciso LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039876. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 965705 AGR / AL Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039876. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) :GUSTAVO FERREIRA GOMES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista. A matéria debatida, em síntese, diz com a desaprovação da prestação de contas do exercício financeiro de 2010 do Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista (PPS). O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5º, LV, da Lei Maior, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL. EXERCÍCIO FINANCEIRO DO ANO DE 2010. DIREÇÃO ESTADUAL. RECEBIMENTO DE RECURSOS DO FUNDO PARTIDÁRIO. APLICAÇÃO IRREGULAR DE PARTE DOS RECURSOS. COMPRA DE FLORES A FILIADO. FINALIDADE DIVERSA DA DESTINAÇÃO PREVISTA NO ART. 44 DA LEI N° 9.096195. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DESPESAS COM AJUDAS DE CUSTO. VIOLAÇÃO AO ART. 9º DA RESOLUÇÃO TSE 21.841/2004. CONTRIBUIÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) :GUSTAVO FERREIRA GOMES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista. A matéria debatida, em síntese, diz com a desaprovação da prestação de contas do exercício financeiro de 2010 do Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista (PPS). O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5º, LV, da Lei Maior, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL. EXERCÍCIO FINANCEIRO DO ANO DE 2010. DIREÇÃO ESTADUAL. RECEBIMENTO DE RECURSOS DO FUNDO PARTIDÁRIO. APLICAÇÃO IRREGULAR DE PARTE DOS RECURSOS. COMPRA DE FLORES A FILIADO. FINALIDADE DIVERSA DA DESTINAÇÃO PREVISTA NO ART. 44 DA LEI N° 9.096195. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DESPESAS COM AJUDAS DE CUSTO. VIOLAÇÃO AO ART. 9º DA RESOLUÇÃO TSE 21.841/2004. CONTRIBUIÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 965705 AGR / AL TITULARES DE CARGOS DEMISSÍVEIS AD NUTUM QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE AUTORIDADE. BURLA AO ART. 31, II, DA LEI N° 9.096/95. ESTATUTO QUE ESTABELECE A OBRIGATORIEDADE DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL. NECESSIDADE DE SUA ADEQUAÇÃO À LEI E ÀS NORMAS DA JUSTIÇA ELEITORAL. COMPROMETIMENTO DA REGULARIDADE DAS CONTAS. DESAPROVAÇÃO DA CONTABILIDADE. SUSPENSÃO DE NOVAS COTAS DO FUNDO PARTIDÁRIO PELO PRAZO DE UM ANO. ART. 36, INCISO II, DA LEI N° 9.096195 C/C O ART. 28, INCISO II, DA RESOLUÇÃO TSE N° 21.841/04. NECESSIDADE DE DEPÓSITO DOS VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. RECOLHIMENTO DOS VALORES DO FUNDO PARTIDÁRIO QUE TIVERAM SUA DESTINAÇÃO CONSIDERADA IRREGULAR POR ESTE REGIONAL. DECISÃO UNÂNIME. 1. A comprovação das despesas realizadas, inclusive com ajudas de custo, destinadas a seus filiados, deve ser comprovada nos termos do art. 90 da. Resolução TSE 21.84/2004. 2. O Tribunal Superior, quando da interpretação do disposto no art. 31, inciso II, da Lei nº 9.096/95, entendeu que não incide a vedação sobre as contribuições, dos agentes políticos, servidores públicos filiados a partido político, investidos em cargos, funções, mandatos, comissões, por nomeação, eleição, designação ou delegação de atribuições constitucionais, mas não é permitido aos titulares de cargos demissíveis ad nutum que ostentem a condição de autoridade. O conceito de autoridade, por sua vez, está estampado no art. 1, § 21, inciso III, da Lei n° 9784/99, o qual considera servidor ou agente público aquele dotado de poder de decisão. 3. De acordo com o art. 36, inciso II, da Lei n° 9.096195 c/c o art. 28, inciso II, da Resolução TSE n° 21.84112004, acaso haja recebimento de contribuições de fontes vedadas, a suspensão de novas cotas do Fundo Partidário se dará pelo período de um ano, não havendo espaço para a aplicação da sanção de maneira proporcional e razoável. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL TITULARES DE CARGOS DEMISSÍVEIS AD NUTUM QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE AUTORIDADE. BURLA AO ART. 31, II, DA LEI N° 9.096/95. ESTATUTO QUE ESTABELECE A OBRIGATORIEDADE DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL. NECESSIDADE DE SUA ADEQUAÇÃO À LEI E ÀS NORMAS DA JUSTIÇA ELEITORAL. COMPROMETIMENTO DA REGULARIDADE DAS CONTAS. DESAPROVAÇÃO DA CONTABILIDADE. SUSPENSÃO DE NOVAS COTAS DO FUNDO PARTIDÁRIO PELO PRAZO DE UM ANO. ART. 36, INCISO II, DA LEI N° 9.096195 C/C O ART. 28, INCISO II, DA RESOLUÇÃO TSE N° 21.841/04. NECESSIDADE DE DEPÓSITO DOS VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. RECOLHIMENTO DOS VALORES DO FUNDO PARTIDÁRIO QUE TIVERAM SUA DESTINAÇÃO CONSIDERADA IRREGULAR POR ESTE REGIONAL. DECISÃO UNÂNIME. 1. A comprovação das despesas realizadas, inclusive com ajudas de custo, destinadas a seus filiados, deve ser comprovada nos termos do art. 90 da. Resolução TSE 21.84/2004. 2. O Tribunal Superior, quando da interpretação do disposto no art. 31, inciso II, da Lei nº 9.096/95, entendeu que não incide a vedação sobre as contribuições, dos agentes políticos, servidores públicos filiados a partido político, investidos em cargos, funções, mandatos, comissões, por nomeação, eleição, designação ou delegação de atribuições constitucionais, mas não é permitido aos titulares de cargos demissíveis ad nutum que ostentem a condição de autoridade. O conceito de autoridade, por sua vez, está estampado no art. 1, § 21, inciso III, da Lei n° 9784/99, o qual considera servidor ou agente público aquele dotado de poder de decisão. 3. De acordo com o art. 36, inciso II, da Lei n° 9.096195 c/c o art. 28, inciso II, da Resolução TSE n° 21.84112004, acaso haja recebimento de contribuições de fontes vedadas, a suspensão de novas cotas do Fundo Partidário se dará pelo período de um ano, não havendo espaço para a aplicação da sanção de maneira proporcional e razoável. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 965705 AGR / AL 4. Em virtude do recebimento de recursos de fontes vedadas, fica o partido sujeito ao recolhimento das contribuições ou recursos recebidos indevidamente ao Fundo Partidário, nos termos do art. 28, inciso II, da Resolução TSE 21.841/2004. 5. O reconhecimento da irregularidade na aplicação de parte dos recursos do Fundo Partidário dá ensejo ao recolhimento integral, devidamente atualizado, de tais valores ao erário, nos termos das disposições do art. 34 da Resolução TSE 21.841/2004. 6. Contas desaprovadas. Decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL 4. Em virtude do recebimento de recursos de fontes vedadas, fica o partido sujeito ao recolhimento das contribuições ou recursos recebidos indevidamente ao Fundo Partidário, nos termos do art. 28, inciso II, da Resolução TSE 21.841/2004. 5. O reconhecimento da irregularidade na aplicação de parte dos recursos do Fundo Partidário dá ensejo ao recolhimento integral, devidamente atualizado, de tais valores ao erário, nos termos das disposições do art. 34 da Resolução TSE 21.841/2004. 6. Contas desaprovadas. Decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, LV, da Constituição Federal, bem como dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, unânime, DJE de 1º.02.2012, cujo acórdão está assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, LV, da Constituição Federal, bem como dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, unânime, DJE de 1º.02.2012, cujo acórdão está assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 965705 AGR / AL ‘A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.’ Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL ‘A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.’ Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 965705 AGR / AL Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (AI 495.880- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005; AI 436.911-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 17.6.2005; RE 154.158-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 20.9.2002; e RE 153.781/DF, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (AI 495.880- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005; AI 436.911-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 17.6.2005; RE 154.158-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 20.9.2002; e RE 153.781/DF, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 965705 AGR / AL Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 977.447-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJE de 20.9.2016.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 977.447-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJE de 20.9.2016.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) : GUSTAVO FERREIRA GOMES (5865/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079733 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) : GUSTAVO FERREIRA GOMES (5865/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079733 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086462
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta ao inciso LV do art. 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur360832
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), RE 748371 RG. (CAMPANHA ELEITORAL, PRESTAÇÃO DE CONTAS) ARE 977447 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 13/12/2016, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
965705
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 965705 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) : GUSTAVO FERREIRA GOMES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) :GUSTAVO FERREIRA GOMES EMENTA DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta ao inciso LV do art. 5... da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039876. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 965705 AGR / AL Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039876. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) :GUSTAVO FERREIRA GOMES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista. A matéria debatida, em síntese, diz com a desaprovação da prestação de contas do exercício financeiro de 2010 do Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista (PPS). O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5..., LV, da Lei Maior, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL. EXERCÍCIO FINANCEIRO DO ANO DE 2010. DIREÇÃO ESTADUAL. RECEBIMENTO DE RECURSOS DO FUNDO PARTIDÁRIO. APLICAÇÃO IRREGULAR DE PARTE DOS RECURSOS. COMPRA DE FLORES A FILIADO. FINALIDADE DIVERSA DA DESTINAÇÃO PREVISTA NO ART. 44 DA LEI n 9.096195. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DESPESAS COM AJUDAS DE CUSTO. VIOLAÇÃO AO ART. 9... DA RESOLUÇÃO TSE 21.841/2004. CONTRIBUIÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) :GUSTAVO FERREIRA GOMES RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista. A matéria debatida, em síntese, diz com a desaprovação da prestação de contas do exercício financeiro de 2010 do Diretório Estadual de Alagoas do Partido Popular Socialista (PPS). O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5..., LV, da Lei Maior, bem como aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL. EXERCÍCIO FINANCEIRO DO ANO DE 2010. DIREÇÃO ESTADUAL. RECEBIMENTO DE RECURSOS DO FUNDO PARTIDÁRIO. APLICAÇÃO IRREGULAR DE PARTE DOS RECURSOS. COMPRA DE FLORES A FILIADO. FINALIDADE DIVERSA DA DESTINAÇÃO PREVISTA NO ART. 44 DA LEI n 9.096195. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE DESPESAS COM AJUDAS DE CUSTO. VIOLAÇÃO AO ART. 9... DA RESOLUÇÃO TSE 21.841/2004. CONTRIBUIÇÃO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 965705 AGR / AL TITULARES DE CARGOS DEMISSÍVEIS AD NUTUM QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE AUTORIDADE. BURLA AO ART. 31, II, DA LEI n 9.096/95. ESTATUTO QUE ESTABELECE A OBRIGATORIEDADE DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL. NECESSIDADE DE SUA ADEQUAÇÃO À LEI E ÀS NORMAS DA JUSTIÇA ELEITORAL. COMPROMETIMENTO DA REGULARIDADE DAS CONTAS. DESAPROVAÇÃO DA CONTABILIDADE. SUSPENSÃO DE NOVAS COTAS DO FUNDO PARTIDÁRIO PELO PRAZO DE UM ANO. ART. 36, INCISO II, DA LEI n 9.096195 C/C O ART. 28, INCISO II, DA RESOLUÇÃO TSE n 21.841/04. NECESSIDADE DE DEPÓSITO DOS VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. RECOLHIMENTO DOS VALORES DO FUNDO PARTIDÁRIO QUE TIVERAM SUA DESTINAÇÃO CONSIDERADA IRREGULAR POR ESTE REGIONAL. DECISÃO UNÂNIME. 1. A comprovação das despesas realizadas, inclusive com ajudas de custo, destinadas a seus filiados, deve ser comprovada nos termos do art. 90 da. Resolução TSE 21.84/2004. 2. O Tribunal Superior, quando da interpretação do disposto no art. 31, inciso II, da Lei n 9.096/95, entendeu que não incide a vedação sobre as contribuições, dos agentes políticos, servidores públicos filiados a partido político, investidos em cargos, funções, mandatos, comissões, por nomeação, eleição, designação ou delegação de atribuições constitucionais, mas não é permitido aos titulares de cargos demissíveis ad nutum que ostentem a condição de autoridade. O conceito de autoridade, por sua vez, está estampado no art. 1, § 21, inciso III, da Lei n 9784/99, o qual considera servidor ou agente público aquele dotado de poder de decisão. 3. De acordo com o art. 36, inciso II, da Lei n 9.096195 c/c o art. 28, inciso II, da Resolução TSE n 21.84112004, acaso haja recebimento de contribuições de fontes vedadas, a suspensão de novas cotas do Fundo Partidário se dará pelo período de um ano, não havendo espaço para a aplicação da sanção de maneira proporcional e razoável. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL TITULARES DE CARGOS DEMISSÍVEIS AD NUTUM QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE AUTORIDADE. BURLA AO ART. 31, II, DA LEI n 9.096/95. ESTATUTO QUE ESTABELECE A OBRIGATORIEDADE DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL. NECESSIDADE DE SUA ADEQUAÇÃO À LEI E ÀS NORMAS DA JUSTIÇA ELEITORAL. COMPROMETIMENTO DA REGULARIDADE DAS CONTAS. DESAPROVAÇÃO DA CONTABILIDADE. SUSPENSÃO DE NOVAS COTAS DO FUNDO PARTIDÁRIO PELO PRAZO DE UM ANO. ART. 36, INCISO II, DA LEI n 9.096195 C/C O ART. 28, INCISO II, DA RESOLUÇÃO TSE n 21.841/04. NECESSIDADE DE DEPÓSITO DOS VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. RECOLHIMENTO DOS VALORES DO FUNDO PARTIDÁRIO QUE TIVERAM SUA DESTINAÇÃO CONSIDERADA IRREGULAR POR ESTE REGIONAL. DECISÃO UNÂNIME. 1. A comprovação das despesas realizadas, inclusive com ajudas de custo, destinadas a seus filiados, deve ser comprovada nos termos do art. 90 da. Resolução TSE 21.84/2004. 2. O Tribunal Superior, quando da interpretação do disposto no art. 31, inciso II, da Lei n 9.096/95, entendeu que não incide a vedação sobre as contribuições, dos agentes políticos, servidores públicos filiados a partido político, investidos em cargos, funções, mandatos, comissões, por nomeação, eleição, designação ou delegação de atribuições constitucionais, mas não é permitido aos titulares de cargos demissíveis ad nutum que ostentem a condição de autoridade. O conceito de autoridade, por sua vez, está estampado no art. 1, § 21, inciso III, da Lei n 9784/99, o qual considera servidor ou agente público aquele dotado de poder de decisão. 3. De acordo com o art. 36, inciso II, da Lei n 9.096195 c/c o art. 28, inciso II, da Resolução TSE n 21.84112004, acaso haja recebimento de contribuições de fontes vedadas, a suspensão de novas cotas do Fundo Partidário se dará pelo período de um ano, não havendo espaço para a aplicação da sanção de maneira proporcional e razoável. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 965705 AGR / AL 4. Em virtude do recebimento de recursos de fontes vedadas, fica o partido sujeito ao recolhimento das contribuições ou recursos recebidos indevidamente ao Fundo Partidário, nos termos do art. 28, inciso II, da Resolução TSE 21.841/2004. 5. O reconhecimento da irregularidade na aplicação de parte dos recursos do Fundo Partidário dá ensejo ao recolhimento integral, devidamente atualizado, de tais valores ao erário, nos termos das disposições do art. 34 da Resolução TSE 21.841/2004. 6. Contas desaprovadas. Decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL 4. Em virtude do recebimento de recursos de fontes vedadas, fica o partido sujeito ao recolhimento das contribuições ou recursos recebidos indevidamente ao Fundo Partidário, nos termos do art. 28, inciso II, da Resolução TSE 21.841/2004. 5. O reconhecimento da irregularidade na aplicação de parte dos recursos do Fundo Partidário dá ensejo ao recolhimento integral, devidamente atualizado, de tais valores ao erário, nos termos das disposições do art. 34 da Resolução TSE 21.841/2004. 6. Contas desaprovadas. Decisão unânime.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., LV, da Constituição Federal, bem como dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, unânime, DJE de 1....02.2012, cujo acórdão está assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., LV, da Constituição Federal, bem como dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito o AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, unânime, DJE de 1....02.2012, cujo acórdão está assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 965705 AGR / AL ‘A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.’ Verifico, ainda, que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL ‘A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.’ Verifico, ainda, que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 965705 AGR / AL Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (AI 495.880- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005; AI 436.911-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 17.6.2005; Recurso Extraordinário 154.158-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 20.9.2002; e Recurso Extraordinário 153.781/DF, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL Irrepreensível a decisão agravada. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (AI 495.880- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ de 05.8.2005; AI 436.911-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 17.6.2005; Recurso Extraordinário 154.158-AgR/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ de 20.9.2002; e Recurso Extraordinário 153.781/DF, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ de 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 965705 AGR / AL Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 977.447-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJE de 20.9.2016.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Supremo Tribunal Federal ARE 965705 AGR / AL Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 977.447-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJE de 20.9.2016.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) : GUSTAVO FERREIRA GOMES (5865/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079733 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.705 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PARTIDO POPULAR SOCIALISTA - DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS ADV.(A/S) : GUSTAVO FERREIRA GOMES (5865/AL) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079733 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 705", "ARE 965705 AGR / AL", "ARE 965705 AGR / AL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 705", "ARE 965705 AGR /", "ARE 965705 AGR / AL", "ARE 965705 AGR / AL", "ARE 965705 AGR / AL", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 965705 AGR / AL", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 495 . 880 - AgR / SP", "AI 436 . 911 - AgR / SE", "Recurso Extraordinário 154 . 158 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 965705 AGR /", "AI 495 . 880 - AgR / SP", "AI 436 . 911 - AgR / SE", "Recurso Extraordinário 154 . 158 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "ARE 977 . 447 - AgR", "ARE 965705 AGR / AL", "Súmula n 279 / Supremo", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 977 . 447 - AgR", "AGRAVO 965 . 705" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "inciso LV do art . 5 . . . da Carta Magna", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , LV , da Lei Maior", "ART . 44 DA LEI n 9 . 096195", "ART . 9 . . . 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Resolução TSE 21 . 84 / 2004", "art . 31 , inciso II , da Lei n 9 . 096 / 95", "art . 1 , § 21 , inciso III , da Lei n 9784 / 99", "art . 36 , inciso II , da Lei n 9 . 096195", "art . 28 , inciso II , da", "Resolução TSE n 21 . 84112004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 , inciso II , da Resolução TSE 21 . 841 / 2004", "art . 34 da Resolução TSE 21 . 841 / 2004", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 , inciso II , da Resolução TSE 21 . 841 / 2004", "art . 34 da Resolução TSE 21 . 841 / 2004", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . da Lei Maior", "Constituição", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "ART . 5 . . . , INC . 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DIRETÓRIO ESTADUAL DE ALAGOAS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PARTIDO POPULAR SOCIALISTA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "GUSTAVO FERREIRA GOMES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "GUSTAVO FERREIRA GOMES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "GUSTAVO FERREIRA GOMES", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER ARE", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", ".", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "GUSTAVO FERREIRA GOMES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "GUSTAVO FERREIRA GOMES", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "2010", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "2010", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "4", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) :MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ISONOMIA ENTRE FUNCIONÁRIOS INATIVOS E SERVIDORES ATIVOS CEDIDOS OU REQUISITADOS PARA OUTROS ÓRGÃOS QUE PERCEBEM A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DO SEGURO SOCIAL (GDASS) SEM AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE EXAME DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DE REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ADICIONAIS CORRESPONDENTES A 20% DO VALOR A ESSE TÍTULO JÁ FIXADO NO PROCESSO (CPC/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 23 a 29.9.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental e, em face da sucumbência recursal, impor ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786445. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 959453 AGR / RJ fixado no processo (CPC/2015, art. 85, § 11). Brasília, 30 de setembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786445. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ fixado no processo (CPC/2015, art. 85, § 11). Brasília, 30 de setembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) :MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi apresentada nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Corte; (b) é necessária a análise de matéria infraconstitucional; e (c) incide a Súmula 279/STF. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) a preliminar de repercussão geral apresentada comprova a relevância do tema em apreço; (b) a violação à isonomia ainda persiste, já que ainda há servidores ativos cedidos ou requisitados percebendo a Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) sem estarem em exercício nas entidades públicas as quais são vinculados; (c) para aferir o tratamento isonômico entre os servidores, impõe-se a análise lei infraconstitucional, conforme entende o STF; (d) não se aplica a Súmula 279 do STF ao caso, já que as premissas fáticas estão assentadas no acórdão recorrido; e (e) esta Corte já reconheceu a natureza genérica das gratificações de desempenho e determinou sua extensão aos inativos e pensionistas. No mais, repisa as alegações de mérito do apelo extremo. Instada a se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786456. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) :MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi apresentada nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Corte; (b) é necessária a análise de matéria infraconstitucional; e (c) incide a Súmula 279/STF. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) a preliminar de repercussão geral apresentada comprova a relevância do tema em apreço; (b) a violação à isonomia ainda persiste, já que ainda há servidores ativos cedidos ou requisitados percebendo a Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) sem estarem em exercício nas entidades públicas as quais são vinculados; (c) para aferir o tratamento isonômico entre os servidores, impõe-se a análise lei infraconstitucional, conforme entende o STF; (d) não se aplica a Súmula 279 do STF ao caso, já que as premissas fáticas estão assentadas no acórdão recorrido; e (e) esta Corte já reconheceu a natureza genérica das gratificações de desempenho e determinou sua extensão aos inativos e pensionistas. No mais, repisa as alegações de mérito do apelo extremo. Instada a se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, no caso em exame, não se aplica o que ficou consignado no RE 633.933-RG (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 1º/9/2011), sob a sistemática da repercussão geral, no qual esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no RE 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no RE 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7º do art. 7º da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6º da Lei 10.404/2002 e no art. 1º da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. Dessa forma, assentou-se a legitimidade da extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS- previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado o seu caráter genérico. In casu , a recorrente persegue isonomia entre inativos e servidores públicos federais cedidos ou requisitados para outros órgãos e que percebem a GDASS (Gratificação por Desempenho de Atividade do Seguro Social), ainda que não sejam avaliados pelos seus respectivos órgãos de origem, nos termos da Instrução Normativa 38/2009, o que, a seu ver, desnatura a natureza propter laborem da gratificação. E o acórdão consignou o seguinte: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, no caso em exame, não se aplica o que ficou consignado no RE 633.933-RG (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 1º/9/2011), sob a sistemática da repercussão geral, no qual esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no RE 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no RE 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7º do art. 7º da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6º da Lei 10.404/2002 e no art. 1º da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. Dessa forma, assentou-se a legitimidade da extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS- previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado o seu caráter genérico. In casu , a recorrente persegue isonomia entre inativos e servidores públicos federais cedidos ou requisitados para outros órgãos e que percebem a GDASS (Gratificação por Desempenho de Atividade do Seguro Social), ainda que não sejam avaliados pelos seus respectivos órgãos de origem, nos termos da Instrução Normativa 38/2009, o que, a seu ver, desnatura a natureza propter laborem da gratificação. E o acórdão consignou o seguinte: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ (…) 8. Mas além de não haver uma generalização, as regras diferentes para os servidores nas situações dos incisos II e III afastam qualquer uniformidade de tratamento aos ativos em detrimento aos inativos. 9. O inciso II do artigo 15 da Lei 10.855/2004 manda aplicar aos servidores em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos de sua estrutura básica ou a eles vinculados as mesmas regras válidas ao INSS, como se estivessem em exercício nesta autarquia. 10. Já o inciso III do artigo 15 da Lei 10.855/2004 diz que os demais cedidos a órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, excluídos, portanto, os casos dos incisos I e II, se investidos em cargos em comissão de Natureza Especial ou do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS), nos níveis 4 a 6, ou equivalentes, têm direito apenas aos pontos da avaliação institucional. Assim, para dissentir da conclusão a que se chegou a Turma Recursal de origem, seria necessária a (a) análise de matéria infraconstitucional (Lei 10.885/04 e Instrução Normativa 38/2009); e (b) reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 279/STF. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TRIBUTÁRIA –GDAT. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PERCENTUAL MÁXIMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (RE 879.576-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ (…) 8. Mas além de não haver uma generalização, as regras diferentes para os servidores nas situações dos incisos II e III afastam qualquer uniformidade de tratamento aos ativos em detrimento aos inativos. 9. O inciso II do artigo 15 da Lei 10.855/2004 manda aplicar aos servidores em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos de sua estrutura básica ou a eles vinculados as mesmas regras válidas ao INSS, como se estivessem em exercício nesta autarquia. 10. Já o inciso III do artigo 15 da Lei 10.855/2004 diz que os demais cedidos a órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, excluídos, portanto, os casos dos incisos I e II, se investidos em cargos em comissão de Natureza Especial ou do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS), nos níveis 4 a 6, ou equivalentes, têm direito apenas aos pontos da avaliação institucional. Assim, para dissentir da conclusão a que se chegou a Turma Recursal de origem, seria necessária a (a) análise de matéria infraconstitucional (Lei 10.885/04 e Instrução Normativa 38/2009); e (b) reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 279/STF. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TRIBUTÁRIA –GDAT. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PERCENTUAL MÁXIMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (RE 879.576-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ julgado em 26/05/2015, DJe de 15/6/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DO SEGURO SOCIAL – GDASS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 897.118-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 23/2/2016). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Intime-se. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Por fim, registre-se, uma vez mais, que não se busca nestes autos aplicar o entendimento firmado por esta Suprema Corte no RE 633.933- RG (Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 1º/9/2011). Efetivamente, pretende a parte agravante que o STF trate de peculiaridades que não podem ser apreciadas em sede de apelo extremo. E, como consignado na decisão agravada, para tratar da manutenção da isonomia entre servidores ativos e inativos, após findado o primeiro ciclo de avaliação de desempenho, exige-se a imersão no conjunto fático-probatório dos autos. Tal providência é vedada no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, citem-se os recentes precedentes da Segunda Turma: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ julgado em 26/05/2015, DJe de 15/6/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DO SEGURO SOCIAL – GDASS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 897.118-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 23/2/2016). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Intime-se. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Por fim, registre-se, uma vez mais, que não se busca nestes autos aplicar o entendimento firmado por esta Suprema Corte no RE 633.933- RG (Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 1º/9/2011). Efetivamente, pretende a parte agravante que o STF trate de peculiaridades que não podem ser apreciadas em sede de apelo extremo. E, como consignado na decisão agravada, para tratar da manutenção da isonomia entre servidores ativos e inativos, após findado o primeiro ciclo de avaliação de desempenho, exige-se a imersão no conjunto fático-probatório dos autos. Tal providência é vedada no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, citem-se os recentes precedentes da Segunda Turma: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO QUE DEVERÁ SER FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 958.049-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 30/8/2016). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO – GDPDPE. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 959.968-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Em face da sucumbência recursal, impõe-se ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO QUE DEVERÁ SER FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 958.049-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 30/8/2016). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO – GDPDPE. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 959.968-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Em face da sucumbência recursal, impõe-se ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) : MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE (104771/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, em face da sucumbência recursal, impôs ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855777 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) : MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE (104771/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, em face da sucumbência recursal, impôs ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855777 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11879948
2016-09-30T00:00:00
2016-10-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, em face da sucumbência recursal, impôs ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ISONOMIA ENTRE FUNCIONÁRIOS INATIVOS E SERVIDORES ATIVOS CEDIDOS OU REQUISITADOS PARA OUTROS ÓRGÃOS QUE PERCEBEM A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DO SEGURO SOCIAL (GDASS) SEM AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE EXAME DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DE REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ADICIONAIS CORRESPONDENTES A 20% DO VALOR A ESSE TÍTULO JÁ FIXADO NO PROCESSO (CPC/2015, art. 85, § 11).
sjur358260
- Acórdão(s) citado(s): (GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO) ARE 959968 AgR (2ªT), ARE 958049 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 25/10/2016, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
959453
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 959453 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) : MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) :MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ISONOMIA ENTRE FUNCIONÁRIOS INATIVOS E SERVIDORES ATIVOS CEDIDOS OU REQUISITADOS PARA OUTROS ÓRGÃOS QUE PERCEBEM A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DO SEGURO SOCIAL (GDASS) SEM AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE EXAME DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DE REAPRECIAÇÃO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ADICIONAIS CORRESPONDENTES A 20% DO VALOR A ESSE TÍTULO JÁ FIXADO NO PROCESSO (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, realizada no período de 23 a 29.9.2016, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental e, em face da sucumbência recursal, impor ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786445. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 959453 AGR / RJ fixado no processo (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). Brasília, 30 de setembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786445. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ fixado no processo (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). Brasília, 30 de setembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786445. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) :MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi apresentada nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Corte; (b) é necessária a análise de matéria infraconstitucional; e (c) incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) a preliminar de repercussão geral apresentada comprova a relevância do tema em apreço; (b) a violação à isonomia ainda persiste, já que ainda há servidores ativos cedidos ou requisitados percebendo a Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) sem estarem em exercício nas entidades públicas as quais são vinculados; (c) para aferir o tratamento isonômico entre os servidores, impõe-se a análise lei infraconstitucional, conforme entende o Supremo Tribunal Federal; (d) não se aplica a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ao caso, já que as premissas fáticas estão assentadas no acórdão recorrido; e (e) esta Corte já reconheceu a natureza genérica das gratificações de desempenho e determinou sua extensão aos inativos e pensionistas. No mais, repisa as alegações de mérito do apelo extremo. Instada a se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786456. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) :MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi apresentada nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Corte; (b) é necessária a análise de matéria infraconstitucional; e (c) incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em suma, que (a) a preliminar de repercussão geral apresentada comprova a relevância do tema em apreço; (b) a violação à isonomia ainda persiste, já que ainda há servidores ativos cedidos ou requisitados percebendo a Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) sem estarem em exercício nas entidades públicas as quais são vinculados; (c) para aferir o tratamento isonômico entre os servidores, impõe-se a análise lei infraconstitucional, conforme entende o Supremo Tribunal Federal; (d) não se aplica a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ao caso, já que as premissas fáticas estão assentadas no acórdão recorrido; e (e) esta Corte já reconheceu a natureza genérica das gratificações de desempenho e determinou sua extensão aos inativos e pensionistas. No mais, repisa as alegações de mérito do apelo extremo. Instada a se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Decisão: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente sustenta a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, no caso em exame, não se aplica o que ficou consignado no Recurso Extraordinário 633.933-RG (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 1.../9/2011), sob a sistemática da repercussão geral, no qual esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no Recurso Extraordinário 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no Recurso Extraordinário 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7... do art. 7... da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6... da Lei 10.404/2002 e no art. 1... da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. Dessa forma, assentou-se a legitimidade da extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS- previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado o seu caráter genérico. In casu , a recorrente persegue isonomia entre inativos e servidores públicos federais cedidos ou requisitados para outros órgãos e que percebem a GDASS (Gratificação por Desempenho de Atividade do Seguro Social), ainda que não sejam avaliados pelos seus respectivos órgãos de origem, nos termos da Instrução Normativa 38/2009, o que, a seu ver, desnatura a natureza propter laborem da gratificação. E o acórdão consignou o seguinte: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, no caso em exame, não se aplica o que ficou consignado no Recurso Extraordinário 633.933-RG (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 1.../9/2011), sob a sistemática da repercussão geral, no qual esta Corte decidiu que: (…) à GDPGTAS, se aplicam, mutatis mutandis , os mesmos fundamentos apresentados no Recurso Extraordinário 476.279/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJe de 15.6.2007 e no Recurso Extraordinário 476.390/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 29.6.2007, que tratam da GDATA, uma vez manifesta a semelhança do disposto no § 7... do art. 7... da Lei 11.357/2006, que cuida desta gratificação, com o disposto no art. 6... da Lei 10.404/2002 e no art. 1... da Lei 10.971/2004, que tratam da GDATA. Dessa forma, assentou-se a legitimidade da extensão aos inativos dos mesmos critérios de cálculo para o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade Técnico- Administrativa e de Suporte - GDPGTAS- previstos aos servidores ativos, enquanto não regulamentada a gratificação, dado o seu caráter genérico. In casu , a recorrente persegue isonomia entre inativos e servidores públicos federais cedidos ou requisitados para outros órgãos e que percebem a GDASS (Gratificação por Desempenho de Atividade do Seguro Social), ainda que não sejam avaliados pelos seus respectivos órgãos de origem, nos termos da Instrução Normativa 38/2009, o que, a seu ver, desnatura a natureza propter laborem da gratificação. E o acórdão consignou o seguinte: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ (…) 8. Mas além de não haver uma generalização, as regras diferentes para os servidores nas situações dos incisos II e III afastam qualquer uniformidade de tratamento aos ativos em detrimento aos inativos. 9. O inciso II do artigo 15 da Lei 10.855/2004 manda aplicar aos servidores em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos de sua estrutura básica ou a eles vinculados as mesmas regras válidas ao INSS, como se estivessem em exercício nesta autarquia. 10. Já o inciso III do artigo 15 da Lei 10.855/2004 diz que os demais cedidos a órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, excluídos, portanto, os casos dos incisos I e II, se investidos em cargos em comissão de Natureza Especial ou do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS), nos níveis 4 a 6, ou equivalentes, têm direito apenas aos pontos da avaliação institucional. Assim, para dissentir da conclusão a que se chegou a Turma Recursal de origem, seria necessária a (a) análise de matéria infraconstitucional (Lei 10.885/04 e Instrução Normativa 38/2009); e (b) reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TRIBUTÁRIA –GDAT. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PERCENTUAL MÁXIMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (Recurso Extraordinário 879.576-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ (…) 8. Mas além de não haver uma generalização, as regras diferentes para os servidores nas situações dos incisos II e III afastam qualquer uniformidade de tratamento aos ativos em detrimento aos inativos. 9. O inciso II do artigo 15 da Lei 10.855/2004 manda aplicar aos servidores em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos de sua estrutura básica ou a eles vinculados as mesmas regras válidas ao INSS, como se estivessem em exercício nesta autarquia. 10. Já o inciso III do artigo 15 da Lei 10.855/2004 diz que os demais cedidos a órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, excluídos, portanto, os casos dos incisos I e II, se investidos em cargos em comissão de Natureza Especial ou do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS), nos níveis 4 a 6, ou equivalentes, têm direito apenas aos pontos da avaliação institucional. Assim, para dissentir da conclusão a que se chegou a Turma Recursal de origem, seria necessária a (a) análise de matéria infraconstitucional (Lei 10.885/04 e Instrução Normativa 38/2009); e (b) reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos, o que é estranho ao âmbito de cognição do recurso extraordinário, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE TRIBUTÁRIA –GDAT. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. PERCENTUAL MÁXIMO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (Recurso Extraordinário 879.576-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ julgado em 26/05/2015, DJe de 15/6/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DO SEGURO SOCIAL – GDASS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 897.118-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 23/2/2016). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Intime-se. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Por fim, registre-se, uma vez mais, que não se busca nestes autos aplicar o entendimento firmado por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 633.933- RG (Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 1.../9/2011). Efetivamente, pretende a parte agravante que o Supremo Tribunal Federal trate de peculiaridades que não podem ser apreciadas em sede de apelo extremo. E, como consignado na decisão agravada, para tratar da manutenção da isonomia entre servidores ativos e inativos, após findado o primeiro ciclo de avaliação de desempenho, exige-se a imersão no conjunto fático-probatório dos autos. Tal providência é vedada no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, citem-se os recentes precedentes da Segunda Turma: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ julgado em 26/05/2015, DJe de 15/6/2015). AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DO SEGURO SOCIAL – GDASS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 897.118-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 23/2/2016). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Intime-se. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Por fim, registre-se, uma vez mais, que não se busca nestes autos aplicar o entendimento firmado por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 633.933- RG (Rel. Min. CESAR PELUSO, DJe de 1.../9/2011). Efetivamente, pretende a parte agravante que o Supremo Tribunal Federal trate de peculiaridades que não podem ser apreciadas em sede de apelo extremo. E, como consignado na decisão agravada, para tratar da manutenção da isonomia entre servidores ativos e inativos, após findado o primeiro ciclo de avaliação de desempenho, exige-se a imersão no conjunto fático-probatório dos autos. Tal providência é vedada no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, citem-se os recentes precedentes da Segunda Turma: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 959453 AGR / RJ PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO QUE DEVERÁ SER FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 958.049-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 30/8/2016). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO – GDPDPE. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 959.968-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Em face da sucumbência recursal, impõe-se ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Supremo Tribunal Federal ARE 959453 AGR / RJ PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO QUE DEVERÁ SER FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 958.049-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 30/8/2016). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO – GDPDPE. EXTENSÃO AOS INATIVOS. CICLO DE AVALIAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONTRARRAZÕES APRESENTADAS. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE 959.968-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 29/8/2016). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Em face da sucumbência recursal, impõe-se ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11786446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) : MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE (104771/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, em face da sucumbência recursal, impôs ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855777 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959.453 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GILDA MARIA DUQUE ESTRADA ADV.(A/S) : MELAINE CHANTAL MEDEIROS ROUGE (104771/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, em face da sucumbência recursal, impôs ao recorrente o pagamento de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855777 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 959453 AGR / RJ", "ARE 959453 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 959 . 453", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 959453 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 633 . 933 - RG", "Recurso Extraordinário 476 . 279 / DF", "Recurso Extraordinário 476 . 390 / DF", "ARE 959453 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 633 . 933 - RG", "Recurso Extraordinário 476 . 279 / DF", "Recurso Extraordinário 476 . 390 / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 879 . 576 - AgR", "ARE 959453 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 879 . 576 - AgR", "ARE 959453 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 897 . 118 - AgR", "Recurso Extraordinário 633 . 933 - RG", "ARE 959453 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 897 . 118 - AgR", "Recurso Extraordinário 633 . 933 - RG", "ARE 959453 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 958 . 049 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 959 . 968 - AgR", "ARE 959453 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 958 . 049 - AgR", "ARE 959 . 968 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", "102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 7 . . . do art . 7 . . . da Lei 11 . 357 / 2006", "art . 6 . . . da Lei 10 . 404 / 2002", "art . 1 . . . da Lei 10 . 971 / 2004", "Instrução Normativa 38 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200", "§ 7 .", "art . 6 . . . da Lei 10 . 404 / 2002", "art . 1 . . . da", "Lei 10 . 971 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do artigo 15 da Lei 10 . 855 / 2004", "inciso III do artigo 15 da Lei 10 . 855 / 2004", "Lei 10 . 885 / 04", "Instrução Normativa 38 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do artigo 15 da Lei 10 . 855 / 2004", "inciso", "Lei 10 . 885 / 04", "Instrução Normativa 38 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . 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Ementa e Acórdão 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) :MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) :FÁBIO SOARES JANOT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ANULAÇÃO DE PORTARIAS CONCESSIVAS DE ANISTIA. PODER DE AUTOTUELA DA ADMINISTRAÇÃO. LEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplica retroativamente, devendo o termo inicial ser o início da sua vigência. Precedentes. 2. A Portaria Interministerial n. 372 editada com o fim de revisar atos concessivos de anistia decorre do Poder de Auto-Tutela da Administração, sem que isso importe em desrespeito ao princípio da segurança jurídica. Precedentes. 3. Observado o devido processo legal para o ato de revisão de anistia, inexiste direito adquirido à condição de anistiado. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 23 a 29 de setembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805870. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RMS 27894 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805870. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) :MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) :FÁBIO SOARES JANOT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo e. Ministro Ricardo Lewandowski cujo teor é o seguinte: “Trata-se de recurso ordinário em mandado de segurança interposto por Eugênio Simas de Carvalho e Maria Emília Sampaio contra acórdão proferido pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do MS 8.694/DF, Rel. Min. Teori Albino Zavascki. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. PORTARIA INTERMINISTERIAL 372/02. SÚMULA 177/STJ. NÃO INCIDÊNCIA. LEI 9.784/99 (ART. 54). PRAZO DECADENCIAL. INAPLICABILIDADE. ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. LEGALIDADE DO ATO QUE DETERMINOU A ANULAÇÃO DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. PRECEDENTES CASOS ANÁLOGOS: MS 8.717, 3ª Seção, Min. Félix Fischer, DJ de 28.08.06; MS 10.279, 3ª Seção, Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ de 23.08.06; MS 8.833, 1ª Seção, Min. Luiz Fux, DJ de 30.04.07 e MS 13.160, 1ª Seção, Min. Carlos Fernando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) :MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) :FÁBIO SOARES JANOT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo e. Ministro Ricardo Lewandowski cujo teor é o seguinte: “Trata-se de recurso ordinário em mandado de segurança interposto por Eugênio Simas de Carvalho e Maria Emília Sampaio contra acórdão proferido pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do MS 8.694/DF, Rel. Min. Teori Albino Zavascki. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. PORTARIA INTERMINISTERIAL 372/02. SÚMULA 177/STJ. NÃO INCIDÊNCIA. LEI 9.784/99 (ART. 54). PRAZO DECADENCIAL. INAPLICABILIDADE. ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. LEGALIDADE DO ATO QUE DETERMINOU A ANULAÇÃO DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. PRECEDENTES CASOS ANÁLOGOS: MS 8.717, 3ª Seção, Min. Félix Fischer, DJ de 28.08.06; MS 10.279, 3ª Seção, Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ de 23.08.06; MS 8.833, 1ª Seção, Min. Luiz Fux, DJ de 30.04.07 e MS 13.160, 1ª Seção, Min. Carlos Fernando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF Mathias, DJ de 18.08.08 . SEGURANÇA DENEGADA” (fl. 727). Inconformados, os recorrentes interpuseram recurso ordinário sob a alegação de nulidade da Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002. Afirmam, em síntese, a decadência do direito de a Administração Pública rever os seus próprios atos em razão da aplicação retroativa do art. 54 da Lei 9.784/1999. Aduzem que o deferimento da anistia constituiu ato jurídico perfeito e que o acórdão atacado equivocou-se ao entender “que a revisão das anistias decorreu de forma legítima, cumpridos todos os requisitos porventura autorizadores”, e que a demissão sem justa causa foi motivada por conveniência mercadológica e gerencial (fls. 734-735). Sustentam, mais, violação dos princípios constitucionais da segurança jurídica, da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requerem, dessa forma, o provimento do recurso. A União, por sua vez, às fls. 781-791, alega, em suma: (i) a não configuração de decadência administrativa, pela impossibilidade de aplicação retroativa da Lei 9.784/1999; (ii) a possibilidade de revisão das anistias concedidas e a legalidade da Comissão Interministerial, por se tratar de exercício da autotutela; (iii) o respeito à ampla defesa no processo administrativo. A Procuradoria-Geral da República manifestou- se pelo desprovimento do recurso em parecer assim ementado: “Administrativo. Empregado Público. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Demissão. Lei 8.878/94. Anistia. Decadência não vislumbrada. Demissão. Alegação de motivação política e de ilegalidade da Portaria Interministerial 372/02 que anulou o ato concessivo de anistia. Situação controvertida. Dilação probatória. Inviabilidade. Inexistência de ofensa à coisa julgada. Pelo desprovimento do recurso” (fls. 802-810). É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, verifico que a controvérsia refere-se ao exame da legalidade da Portaria Interministerial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF Mathias, DJ de 18.08.08 . SEGURANÇA DENEGADA” (fl. 727). Inconformados, os recorrentes interpuseram recurso ordinário sob a alegação de nulidade da Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002. Afirmam, em síntese, a decadência do direito de a Administração Pública rever os seus próprios atos em razão da aplicação retroativa do art. 54 da Lei 9.784/1999. Aduzem que o deferimento da anistia constituiu ato jurídico perfeito e que o acórdão atacado equivocou-se ao entender “que a revisão das anistias decorreu de forma legítima, cumpridos todos os requisitos porventura autorizadores”, e que a demissão sem justa causa foi motivada por conveniência mercadológica e gerencial (fls. 734-735). Sustentam, mais, violação dos princípios constitucionais da segurança jurídica, da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requerem, dessa forma, o provimento do recurso. A União, por sua vez, às fls. 781-791, alega, em suma: (i) a não configuração de decadência administrativa, pela impossibilidade de aplicação retroativa da Lei 9.784/1999; (ii) a possibilidade de revisão das anistias concedidas e a legalidade da Comissão Interministerial, por se tratar de exercício da autotutela; (iii) o respeito à ampla defesa no processo administrativo. A Procuradoria-Geral da República manifestou- se pelo desprovimento do recurso em parecer assim ementado: “Administrativo. Empregado Público. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Demissão. Lei 8.878/94. Anistia. Decadência não vislumbrada. Demissão. Alegação de motivação política e de ilegalidade da Portaria Interministerial 372/02 que anulou o ato concessivo de anistia. Situação controvertida. Dilação probatória. Inviabilidade. Inexistência de ofensa à coisa julgada. Pelo desprovimento do recurso” (fls. 802-810). É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, verifico que a controvérsia refere-se ao exame da legalidade da Portaria Interministerial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF 372/2002, que, na forma do Decreto 3.363/2000, anulou as decisões da Subcomissão Setorial instalada na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT e da Comissão Especial de Anistia – CEA/SAF, que concederam anistia aos recorrentes, reconduzindo-os aos empregos anteriormente ocupados na EBCT. A matéria aqui tratada não é nova nesta Suprema Corte. Com efeito, no julgamento do RMS 25.622/DF, Rel. Min. Ayres Britto, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI Nº 8.878/94. PORTARIA Nº 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto nº 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/STF, pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto nº 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido”. À ocasião, acompanhei os fundamentos do voto do Relator, que concluiu o seguinte: “é de se anotar que a Administração não exorbitou de seu poder-dever de revisão dos próprios atos, nos termos da prefalada Súmula 473/STF. Assim, não há direito líquido e certo dos recorrentes ao retorno ao serviço público, na condição de anistiados. Por isso, nego provimento ao recurso”. Além disso, ressalto que a tese levantada pelos recorrentes foi novamente rechaçada por este Tribunal, no julgamento, em 8/6/2010, do RMS 26.235/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, cujo acórdão foi assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF 372/2002, que, na forma do Decreto 3.363/2000, anulou as decisões da Subcomissão Setorial instalada na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT e da Comissão Especial de Anistia – CEA/SAF, que concederam anistia aos recorrentes, reconduzindo-os aos empregos anteriormente ocupados na EBCT. A matéria aqui tratada não é nova nesta Suprema Corte. Com efeito, no julgamento do RMS 25.622/DF, Rel. Min. Ayres Britto, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI Nº 8.878/94. PORTARIA Nº 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto nº 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/STF, pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto nº 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido”. À ocasião, acompanhei os fundamentos do voto do Relator, que concluiu o seguinte: “é de se anotar que a Administração não exorbitou de seu poder-dever de revisão dos próprios atos, nos termos da prefalada Súmula 473/STF. Assim, não há direito líquido e certo dos recorrentes ao retorno ao serviço público, na condição de anistiados. Por isso, nego provimento ao recurso”. Além disso, ressalto que a tese levantada pelos recorrentes foi novamente rechaçada por este Tribunal, no julgamento, em 8/6/2010, do RMS 26.235/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, cujo acórdão foi assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO Nº 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Ademais, o prazo para decadência deve ser computado a partir da data de vigência da própria lei que o instituiu, e não sob atos pretéritos. Nesse sentido já se manifestou esta Corte nos autos do RE 549.489/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, e no acórdão proferido pela Segunda Turma no RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau. Não vejo, pois, como superar o entendimento vazado nos citados precedentes, bem como no acórdão recorrido. De outro lado, não há, nos autos, prova inequívoca de que as demissões foram motivadas pelas anulações das anistias. Como se sabe, o mandado de segurança não admite dilação probatória. Nesse ponto, como bem observou a Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, da leitura dos pareceres emanados da Comissão Revisora dos Processos de anistia (fls. 395/413), extrai-se, em relação à impetrante Maria Emília Sampaio, a assertiva: 'Conforme documentos constantes do processo, constatou-se que o Interessado foi dispensado por se enquadrar no item '4' [excesso de licenças médicas]. A situação acima exposta, que encontra total respaldo na legislação pátria, afasta a possibilidade de enquadramento do pleito em qualquer das hipóteses do art. 1º da lei nº 8.878/94' (fl. 407). No que tange ao impetrante Eugênio Simas de Carvalho, a Comissão assim se manifestou: 'A razão publicada para anulação da anistia concedida ao Interessado funda-se no fato de que o seu recurso foi assinado por terceiros, estranho ao processo, sem o devido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO Nº 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Ademais, o prazo para decadência deve ser computado a partir da data de vigência da própria lei que o instituiu, e não sob atos pretéritos. Nesse sentido já se manifestou esta Corte nos autos do RE 549.489/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, e no acórdão proferido pela Segunda Turma no RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau. Não vejo, pois, como superar o entendimento vazado nos citados precedentes, bem como no acórdão recorrido. De outro lado, não há, nos autos, prova inequívoca de que as demissões foram motivadas pelas anulações das anistias. Como se sabe, o mandado de segurança não admite dilação probatória. Nesse ponto, como bem observou a Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, da leitura dos pareceres emanados da Comissão Revisora dos Processos de anistia (fls. 395/413), extrai-se, em relação à impetrante Maria Emília Sampaio, a assertiva: 'Conforme documentos constantes do processo, constatou-se que o Interessado foi dispensado por se enquadrar no item '4' [excesso de licenças médicas]. A situação acima exposta, que encontra total respaldo na legislação pátria, afasta a possibilidade de enquadramento do pleito em qualquer das hipóteses do art. 1º da lei nº 8.878/94' (fl. 407). No que tange ao impetrante Eugênio Simas de Carvalho, a Comissão assim se manifestou: 'A razão publicada para anulação da anistia concedida ao Interessado funda-se no fato de que o seu recurso foi assinado por terceiros, estranho ao processo, sem o devido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF instrumento legal de mandato (procuração), descumprindo o disposto no art. 1.288 do Código Civil. No entanto, as alegações apresentadas na Defesa nada tem a ver com a situação apontada' (fl. 411). É inerente à via eleita a exigência de comprovação documental e pré-constituída da situação que configura a lesão ou ameaça a direito líquido e certo que se pretende coibir, devendo afastar quaisquer resquícios de dúvida. Destarte, na estreita sede do mandado de segurança, é inviável revolver o conjunto probatório que levou à Comissão Revisora a cassar o benefício da anistia” (fls.806-807). Esta Suprema Corte, em sucessivas decisões, a exemplo daquela proferida no RE 269.464/DF, Rel. Min. Celso de Mello, já assinalou que o direito líquido e certo, capaz de autorizar o ajuizamento do mandado de segurança, “é, tão-somente, aquele que concerne a fatos incontroversos, constatáveis de plano, mediante prova literal inequívoca”. Assim, não constato, no presente writ, a existência de qualquer vício nos atos impugnados que pudessem caracterizar ofensa a direito líquido e certo do impetrante, sob nenhum dos aspectos por ele sustentado. Ressalto, ainda, que o Plenário deste Tribunal reconheceu a validade constitucional da norma legal que inclui, na esfera de atribuições do Relator, a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: “A tese dos impetrantes, da suposta incompetência do relator para denegar seguimento a mandado de segurança, encontra firme repúdio neste Tribunal. A Lei 8.038/90, art. 38, confere-lhe poderes processuais, para, na direção e condução do processo, assim agir. Agravo regimental improvido” (MS 21.734-AgR/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão). Ainda que se trate de recurso ordinário em mandado de segurança, dispõe o Relator dos mesmos poderes conforme 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF instrumento legal de mandato (procuração), descumprindo o disposto no art. 1.288 do Código Civil. No entanto, as alegações apresentadas na Defesa nada tem a ver com a situação apontada' (fl. 411). É inerente à via eleita a exigência de comprovação documental e pré-constituída da situação que configura a lesão ou ameaça a direito líquido e certo que se pretende coibir, devendo afastar quaisquer resquícios de dúvida. Destarte, na estreita sede do mandado de segurança, é inviável revolver o conjunto probatório que levou à Comissão Revisora a cassar o benefício da anistia” (fls.806-807). Esta Suprema Corte, em sucessivas decisões, a exemplo daquela proferida no RE 269.464/DF, Rel. Min. Celso de Mello, já assinalou que o direito líquido e certo, capaz de autorizar o ajuizamento do mandado de segurança, “é, tão-somente, aquele que concerne a fatos incontroversos, constatáveis de plano, mediante prova literal inequívoca”. Assim, não constato, no presente writ, a existência de qualquer vício nos atos impugnados que pudessem caracterizar ofensa a direito líquido e certo do impetrante, sob nenhum dos aspectos por ele sustentado. Ressalto, ainda, que o Plenário deste Tribunal reconheceu a validade constitucional da norma legal que inclui, na esfera de atribuições do Relator, a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: “A tese dos impetrantes, da suposta incompetência do relator para denegar seguimento a mandado de segurança, encontra firme repúdio neste Tribunal. A Lei 8.038/90, art. 38, confere-lhe poderes processuais, para, na direção e condução do processo, assim agir. Agravo regimental improvido” (MS 21.734-AgR/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão). Ainda que se trate de recurso ordinário em mandado de segurança, dispõe o Relator dos mesmos poderes conforme 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF decisão emanada do Plenário deste Tribunal nos autos do RMS 23.691-AgR/DF, Rel. Min. Celso de Mello, in verbis: “JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. O Relator, na direção dos processos em curso perante a Suprema Corte, dispõe de competência, para, em decisão monocrática, julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que - sem prejuízo das demais hipóteses previstas no ordenamento positivo (CPC, art. 557) - a pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo Tribunal Federal” (grifos no original). Isso posto, nego provimento ao recurso ordinário (art. 21, § 1º, RISTF). Publique-se. Brasília, 23 de novembro de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI – Relator.” (RMS 27894, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 23/11/2011, publicado em DJe- 228 DIVULG 30/11/2011 PUBLIC 01/12/2011) Os impetrantes, na petição de agravo regimental, sustentam ser desnecessária a dilação probatória para demonstrar o direito líquido e certo. Aduzem que “a certeza e liquidez se traduzem na necessidade de manutenção das anistias, bem como na existência de uma série de ilegalidades no processo de revisão e anulação das anistias concedidas aos recorrentes” (fl. 831). Tais ilegalidades estariam, em seu entender, na decadência do direito de revisão; na desconsideração de situações individuais; ou na utilização de critérios vagos para inverter o entendimento das comissões anteriores. Por essas razões, requereu a reforma da decisão agravada. A União, em contrarrazões, limita-se a aduzir que as alegações apresentadas dependem de dilação probatória, procedimento incompatível com o rito do mandado de segurança. É, em síntese, o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF decisão emanada do Plenário deste Tribunal nos autos do RMS 23.691-AgR/DF, Rel. Min. Celso de Mello, in verbis: “JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. O Relator, na direção dos processos em curso perante a Suprema Corte, dispõe de competência, para, em decisão monocrática, julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que - sem prejuízo das demais hipóteses previstas no ordenamento positivo (CPC, art. 557) - a pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo Tribunal Federal” (grifos no original). Isso posto, nego provimento ao recurso ordinário (art. 21, § 1º, RISTF). Publique-se. Brasília, 23 de novembro de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI – Relator.” (RMS 27894, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 23/11/2011, publicado em DJe- 228 DIVULG 30/11/2011 PUBLIC 01/12/2011) Os impetrantes, na petição de agravo regimental, sustentam ser desnecessária a dilação probatória para demonstrar o direito líquido e certo. Aduzem que “a certeza e liquidez se traduzem na necessidade de manutenção das anistias, bem como na existência de uma série de ilegalidades no processo de revisão e anulação das anistias concedidas aos recorrentes” (fl. 831). Tais ilegalidades estariam, em seu entender, na decadência do direito de revisão; na desconsideração de situações individuais; ou na utilização de critérios vagos para inverter o entendimento das comissões anteriores. Por essas razões, requereu a reforma da decisão agravada. A União, em contrarrazões, limita-se a aduzir que as alegações apresentadas dependem de dilação probatória, procedimento incompatível com o rito do mandado de segurança. É, em síntese, o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão jurídica à parte agravante. Com efeito, como bem destacado pelo então Relator, o objeto do mandado de segurança são os Decretos 3.363/2000 4.132/2002 e a Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002, atos cuja ilegalidade já foram objeto de exame por esta Suprema Corte, em sede de recurso ordinário em mandado de segurança. De fato, o entendimento que se consolidou segue a orientação firmada na decisão monocrática, ora agravada. Confira-se: “EMENTA Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Portaria Interministerial nº 372/02. Legítimo exercício da autotutela administrativa. Decadência administrativa não configurada. Artigo 54 da Lei nº 9.784/99. Legalidade do Decreto nº 3.363/02. Observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 1. O prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/99 inicia-se com a sua vigência legal, em 1º/2/99, não podendo ser aplicado de forma retroativa. Precedentes. 2. Em consonância com as limitações legais, o Decreto nº 3.363/2000 criou a Comissão Interministerial para, mediante o reexame dos processos de anistia, verificar a escorreita adequação dos processos às hipóteses de que trata a Lei nº 8.878/94. A Portaria Interministerial nº 372, por sua vez, apoiada nos preceitos legais, bem como no Decreto nº 3.363/2000, materializa o exercício do poder de autotutela da Administração Pública. É cediço o entendimento desta Suprema Corte de que, diante de suspeitas de ilegalidade no ato de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão jurídica à parte agravante. Com efeito, como bem destacado pelo então Relator, o objeto do mandado de segurança são os Decretos 3.363/2000 4.132/2002 e a Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002, atos cuja ilegalidade já foram objeto de exame por esta Suprema Corte, em sede de recurso ordinário em mandado de segurança. De fato, o entendimento que se consolidou segue a orientação firmada na decisão monocrática, ora agravada. Confira-se: “EMENTA Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Portaria Interministerial nº 372/02. Legítimo exercício da autotutela administrativa. Decadência administrativa não configurada. Artigo 54 da Lei nº 9.784/99. Legalidade do Decreto nº 3.363/02. Observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 1. O prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/99 inicia-se com a sua vigência legal, em 1º/2/99, não podendo ser aplicado de forma retroativa. Precedentes. 2. Em consonância com as limitações legais, o Decreto nº 3.363/2000 criou a Comissão Interministerial para, mediante o reexame dos processos de anistia, verificar a escorreita adequação dos processos às hipóteses de que trata a Lei nº 8.878/94. A Portaria Interministerial nº 372, por sua vez, apoiada nos preceitos legais, bem como no Decreto nº 3.363/2000, materializa o exercício do poder de autotutela da Administração Pública. É cediço o entendimento desta Suprema Corte de que, diante de suspeitas de ilegalidade no ato de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RMS 27894 AGR / DF declaração de condição de anistiado, a Administração há de exercer seu poder-dever de anular seus próprios atos, sem que isso importe em desrespeito ao princípio da segurança jurídica ou da confiança. Súmulas 346 e 473 do STF. Precedentes. 3. Inexistência de violação das garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, restando demonstrado nos autos, a partir dos documentos a ele anexados, a preocupação da comissão revisora em resguardar a observância desses princípios, inclusive com a abertura de prazo para a apresentação de defesa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 27998 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-186 DIVULG 20-09-2012 PUBLIC 21-09- 2012) Registre-se que, nos termos do precedente colacionado, foram afastadas as alegações de decadência e de impossibilidade de revisão de processos de anistia. Quanto a essa última, a jurisprudência da Turma consolidou-se no sentido de inexistir direito adquirido à condição de anistiado: “ANISTIA - REVISÃO DO ATO - INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. Vindo à balha processo administrativo de revisão de ato a implicar o reconhecimento da condição de anistiado, descabe cogitar do direito líquido e certo à percepção do valor anteriormente reconhecido.” (RMS 26596, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 20/10/2009, DJe-208 DIVULG 05- 11-2009 PUBLIC 06-11-2009 EMENT VOL-02381-03 PP-00626) “ANISTIA – REVISÃO. Portaria geral concernente à revisão de anistias não gera, por si só, o direito de anistiado à impugnação.” (RMS 31604 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 24/11/2015, PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF declaração de condição de anistiado, a Administração há de exercer seu poder-dever de anular seus próprios atos, sem que isso importe em desrespeito ao princípio da segurança jurídica ou da confiança. Súmulas 346 e 473 do STF. Precedentes. 3. Inexistência de violação das garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, restando demonstrado nos autos, a partir dos documentos a ele anexados, a preocupação da comissão revisora em resguardar a observância desses princípios, inclusive com a abertura de prazo para a apresentação de defesa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 27998 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-186 DIVULG 20-09-2012 PUBLIC 21-09- 2012) Registre-se que, nos termos do precedente colacionado, foram afastadas as alegações de decadência e de impossibilidade de revisão de processos de anistia. Quanto a essa última, a jurisprudência da Turma consolidou-se no sentido de inexistir direito adquirido à condição de anistiado: “ANISTIA - REVISÃO DO ATO - INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. Vindo à balha processo administrativo de revisão de ato a implicar o reconhecimento da condição de anistiado, descabe cogitar do direito líquido e certo à percepção do valor anteriormente reconhecido.” (RMS 26596, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 20/10/2009, DJe-208 DIVULG 05- 11-2009 PUBLIC 06-11-2009 EMENT VOL-02381-03 PP-00626) “ANISTIA – REVISÃO. Portaria geral concernente à revisão de anistias não gera, por si só, o direito de anistiado à impugnação.” (RMS 31604 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 24/11/2015, PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RMS 27894 AGR / DF ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 26-02-2016 PUBLIC 29-02- 2016) Ademais, é também pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer que o exame da legalidade do processo que viabilizou a revisão da condição de anistia transcende os limites probatórios da ação mandamental. Nesse sentido confira-se: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26235, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/06/2010, DJe-120 DIVULG 30- 06-2010 PUBLIC 01-07-2010 EMENT VOL-02408-03 PP-00949) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 26-02-2016 PUBLIC 29-02- 2016) Ademais, é também pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer que o exame da legalidade do processo que viabilizou a revisão da condição de anistia transcende os limites probatórios da ação mandamental. Nesse sentido confira-se: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26235, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/06/2010, DJe-120 DIVULG 30- 06-2010 PUBLIC 01-07-2010 EMENT VOL-02408-03 PP-00949) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) : MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) : FÁBIO SOARES JANOT (010667/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854671 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) : MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) : FÁBIO SOARES JANOT (010667/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854671 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11855387
2016-09-30T00:00:00
2016-10-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ANULAÇÃO DE PORTARIAS CONCESSIVAS DE ANISTIA. PODER DE AUTOTUELA DA ADMINISTRAÇÃO. LEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplica retroativamente, devendo o termo inicial ser o início da sua vigência. Precedentes. 2. A Portaria Interministerial n. 372 editada com o fim de revisar atos concessivos de anistia decorre do Poder de Auto-Tutela da Administração, sem que isso importe em desrespeito ao princípio da segurança jurídica. Precedentes. 3. Observado o devido processo legal para o ato de revisão de anistia, inexiste direito adquirido à condição de anistiado. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur358002
- Acórdão(s) citado(s): (REVISÃO, CONCESSÃO, ANISTIA) RMS 26235 (1ªT), RMS 27998 AgR (1ªT). (DIREITO ADQUIRIDO, CONDIÇÃO, ANISTIADO) RMS 26596 (1ªT), RMS 31604 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 19/10/2016, IMC.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
27894
[ "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED DEC-003363 ANO-2000\n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-004132 ANO-2002\n DECRETO\n\n", "LEG-FED PRT-000372 ANO-2002\n PORTARIA MINISTÉRIOS DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, DA FAZENDA E DAS COMUNICAÇÕES" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 27894 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) : MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) : FÁBIO SOARES JANOT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) :MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) :FÁBIO SOARES JANOT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ANULAÇÃO DE PORTARIAS CONCESSIVAS DE ANISTIA. PODER DE AUTOTUELA DA ADMINISTRAÇÃO. LEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O art. 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplica retroativamente, devendo o termo inicial ser o início da sua vigência. Precedentes. 2. A Portaria Interministerial n. 372 editada com o fim de revisar atos concessivos de anistia decorre do Poder de Auto-Tutela da Administração, sem que isso importe em desrespeito ao princípio da segurança jurídica. Precedentes. 3. Observado o devido processo legal para o ato de revisão de anistia, inexiste direito adquirido à condição de anistiado. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 23 a 29 de setembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805870. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RMS 27894 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805870. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) :MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) :FÁBIO SOARES JANOT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo e. Ministro Ricardo Lewandowski cujo teor é o seguinte: “Trata-se de recurso ordinário em mandado de segurança interposto por Eugênio Simas de Carvalho e Maria Emília Sampaio contra acórdão proferido pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do MS 8.694/DF, Rel. Min. Teori Albino Zavascki. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. PORTARIA INTERMINISTERIAL 372/02. SÚMULA 177/Superior Tribunal de Justiça. NÃO INCIDÊNCIA. LEI 9.784/99 (ART. 54). PRAZO DECADENCIAL. INAPLICABILIDADE. ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. LEGALIDADE DO ATO QUE DETERMINOU A ANULAÇÃO DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. PRECEDENTES CASOS ANÁLOGOS: MS 8.717, 3... Seção, Min. Félix Fischer, DJ de 28.08.06; MS 10.279, 3... Seção, Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ de 23.08.06; MS 8.833, 1... Seção, Min. Luiz Fux, DJ de 30.04.07 e MS 13.160, 1... Seção, Min. Carlos Fernando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) :MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) :FÁBIO SOARES JANOT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida pelo e. Ministro Ricardo Lewandowski cujo teor é o seguinte: “Trata-se de recurso ordinário em mandado de segurança interposto por Eugênio Simas de Carvalho e Maria Emília Sampaio contra acórdão proferido pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do MS 8.694/DF, Rel. Min. Teori Albino Zavascki. Eis o teor da ementa do acórdão recorrido: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. PORTARIA INTERMINISTERIAL 372/02. SÚMULA 177/Superior Tribunal de Justiça. NÃO INCIDÊNCIA. LEI 9.784/99 (ART. 54). PRAZO DECADENCIAL. INAPLICABILIDADE. ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. LEGALIDADE DO ATO QUE DETERMINOU A ANULAÇÃO DO BENEFÍCIO ANTERIORMENTE CONCEDIDO. PRECEDENTES CASOS ANÁLOGOS: MS 8.717, 3... Seção, Min. Félix Fischer, DJ de 28.08.06; MS 10.279, 3... Seção, Min. Arnaldo Esteves Lima, DJ de 23.08.06; MS 8.833, 1... Seção, Min. Luiz Fux, DJ de 30.04.07 e MS 13.160, 1... Seção, Min. Carlos Fernando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF Mathias, DJ de 18.08.08 . SEGURANÇA DENEGADA” (fl. 727). Inconformados, os recorrentes interpuseram recurso ordinário sob a alegação de nulidade da Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002. Afirmam, em síntese, a decadência do direito de a Administração Pública rever os seus próprios atos em razão da aplicação retroativa do art. 54 da Lei 9.784/1999. Aduzem que o deferimento da anistia constituiu ato jurídico perfeito e que o acórdão atacado equivocou-se ao entender “que a revisão das anistias decorreu de forma legítima, cumpridos todos os requisitos porventura autorizadores”, e que a demissão sem justa causa foi motivada por conveniência mercadológica e gerencial (fls. 734-735). Sustentam, mais, violação dos princípios constitucionais da segurança jurídica, da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requerem, dessa forma, o provimento do recurso. A União, por sua vez, às fls. 781-791, alega, em suma: (i) a não configuração de decadência administrativa, pela impossibilidade de aplicação retroativa da Lei 9.784/1999; (ii) a possibilidade de revisão das anistias concedidas e a legalidade da Comissão Interministerial, por se tratar de exercício da autotutela; (iii) o respeito à ampla defesa no processo administrativo. A Procuradoria-Geral da República manifestou- se pelo desprovimento do recurso em parecer assim ementado: “Administrativo. Empregado Público. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Demissão. Lei 8.878/94. Anistia. Decadência não vislumbrada. Demissão. Alegação de motivação política e de ilegalidade da Portaria Interministerial 372/02 que anulou o ato concessivo de anistia. Situação controvertida. Dilação probatória. Inviabilidade. Inexistência de ofensa à coisa julgada. Pelo desprovimento do recurso” (fls. 802-810). É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, verifico que a controvérsia refere-se ao exame da legalidade da Portaria Interministerial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF Mathias, DJ de 18.08.08 . SEGURANÇA DENEGADA” (fl. 727). Inconformados, os recorrentes interpuseram recurso ordinário sob a alegação de nulidade da Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002. Afirmam, em síntese, a decadência do direito de a Administração Pública rever os seus próprios atos em razão da aplicação retroativa do art. 54 da Lei 9.784/1999. Aduzem que o deferimento da anistia constituiu ato jurídico perfeito e que o acórdão atacado equivocou-se ao entender “que a revisão das anistias decorreu de forma legítima, cumpridos todos os requisitos porventura autorizadores”, e que a demissão sem justa causa foi motivada por conveniência mercadológica e gerencial (fls. 734-735). Sustentam, mais, violação dos princípios constitucionais da segurança jurídica, da legalidade, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Requerem, dessa forma, o provimento do recurso. A União, por sua vez, às fls. 781-791, alega, em suma: (i) a não configuração de decadência administrativa, pela impossibilidade de aplicação retroativa da Lei 9.784/1999; (ii) a possibilidade de revisão das anistias concedidas e a legalidade da Comissão Interministerial, por se tratar de exercício da autotutela; (iii) o respeito à ampla defesa no processo administrativo. A Procuradoria-Geral da República manifestou- se pelo desprovimento do recurso em parecer assim ementado: “Administrativo. Empregado Público. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Demissão. Lei 8.878/94. Anistia. Decadência não vislumbrada. Demissão. Alegação de motivação política e de ilegalidade da Portaria Interministerial 372/02 que anulou o ato concessivo de anistia. Situação controvertida. Dilação probatória. Inviabilidade. Inexistência de ofensa à coisa julgada. Pelo desprovimento do recurso” (fls. 802-810). É o relatório suficiente. Decido. Bem examinados os autos, verifico que a controvérsia refere-se ao exame da legalidade da Portaria Interministerial 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF 372/2002, que, na forma do Decreto 3.363/2000, anulou as decisões da Subcomissão Setorial instalada na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT e da Comissão Especial de Anistia – CEA/SAF, que concederam anistia aos recorrentes, reconduzindo-os aos empregos anteriormente ocupados na EBCT. A matéria aqui tratada não é nova nesta Suprema Corte. Com efeito, no julgamento do RMS 25.622/DF, Rel. Min. Ayres Britto, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI n 8.878/94. PORTARIA n 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto n 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/Supremo Tribunal Federal, pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto n 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido”. À ocasião, acompanhei os fundamentos do voto do Relator, que concluiu o seguinte: “é de se anotar que a Administração não exorbitou de seu poder-dever de revisão dos próprios atos, nos termos da prefalada Súmula 473/Supremo Tribunal Federal. Assim, não há direito líquido e certo dos recorrentes ao retorno ao serviço público, na condição de anistiados. Por isso, nego provimento ao recurso”. Além disso, ressalto que a tese levantada pelos recorrentes foi novamente rechaçada por este Tribunal, no julgamento, em 8/6/2010, do RMS 26.235/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, cujo acórdão foi assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF 372/2002, que, na forma do Decreto 3.363/2000, anulou as decisões da Subcomissão Setorial instalada na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT e da Comissão Especial de Anistia – CEA/SAF, que concederam anistia aos recorrentes, reconduzindo-os aos empregos anteriormente ocupados na EBCT. A matéria aqui tratada não é nova nesta Suprema Corte. Com efeito, no julgamento do RMS 25.622/DF, Rel. Min. Ayres Britto, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES DA EXTINTA SIDERBRÁS. ANISTIA. LEI n 8.878/94. PORTARIA n 387/94. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO NO SERVIÇO PÚLICO. O Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais anulou várias decisões concessivas de anistia, com base no Decreto n 1.499/95. E o fez, na forma da Súmula 473/Supremo Tribunal Federal, pela comprovação de indícios de irregularidade nos processos originários. Mais tarde, o art. 11 do Decreto n 3.363/2000 ratificou os atos praticados pelo citado Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais. Presunção de legitimidade desses atos que não foi infirmada pelos impetrantes. Recurso ordinário desprovido”. À ocasião, acompanhei os fundamentos do voto do Relator, que concluiu o seguinte: “é de se anotar que a Administração não exorbitou de seu poder-dever de revisão dos próprios atos, nos termos da prefalada Súmula 473/Supremo Tribunal Federal. Assim, não há direito líquido e certo dos recorrentes ao retorno ao serviço público, na condição de anistiados. Por isso, nego provimento ao recurso”. Além disso, ressalto que a tese levantada pelos recorrentes foi novamente rechaçada por este Tribunal, no julgamento, em 8/6/2010, do RMS 26.235/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, cujo acórdão foi assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF PORTARIA INTERMINISTERIAL n 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO n 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Ademais, o prazo para decadência deve ser computado a partir da data de vigência da própria lei que o instituiu, e não sob atos pretéritos. Nesse sentido já se manifestou esta Corte nos autos do Recurso Extraordinário 549.489/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, e no acórdão proferido pela Segunda Turma no RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau. Não vejo, pois, como superar o entendimento vazado nos citados precedentes, bem como no acórdão recorrido. De outro lado, não há, nos autos, prova inequívoca de que as demissões foram motivadas pelas anulações das anistias. Como se sabe, o mandado de segurança não admite dilação probatória. Nesse ponto, como bem observou a Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, da leitura dos pareceres emanados da Comissão Revisora dos Processos de anistia (fls. 395/413), extrai-se, em relação à impetrante Maria Emília Sampaio, a assertiva: 'Conforme documentos constantes do processo, constatou-se que o Interessado foi dispensado por se enquadrar no item '4' [excesso de licenças médicas]. A situação acima exposta, que encontra total respaldo na legislação pátria, afasta a possibilidade de enquadramento do pleito em qualquer das hipóteses do art. 1... da lei n 8.878/94' (fl. 407). No que tange ao impetrante Eugênio Simas de Carvalho, a Comissão assim se manifestou: 'A razão publicada para anulação da anistia concedida ao Interessado funda-se no fato de que o seu recurso foi assinado por terceiros, estranho ao processo, sem o devido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF PORTARIA INTERMINISTERIAL n 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO n 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Ademais, o prazo para decadência deve ser computado a partir da data de vigência da própria lei que o instituiu, e não sob atos pretéritos. Nesse sentido já se manifestou esta Corte nos autos do Recurso Extraordinário 549.489/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, e no acórdão proferido pela Segunda Turma no RMS 25.856/DF, Rel. Min. Eros Grau. Não vejo, pois, como superar o entendimento vazado nos citados precedentes, bem como no acórdão recorrido. De outro lado, não há, nos autos, prova inequívoca de que as demissões foram motivadas pelas anulações das anistias. Como se sabe, o mandado de segurança não admite dilação probatória. Nesse ponto, como bem observou a Procuradoria-Geral da República: “Com efeito, da leitura dos pareceres emanados da Comissão Revisora dos Processos de anistia (fls. 395/413), extrai-se, em relação à impetrante Maria Emília Sampaio, a assertiva: 'Conforme documentos constantes do processo, constatou-se que o Interessado foi dispensado por se enquadrar no item '4' [excesso de licenças médicas]. A situação acima exposta, que encontra total respaldo na legislação pátria, afasta a possibilidade de enquadramento do pleito em qualquer das hipóteses do art. 1... da lei n 8.878/94' (fl. 407). No que tange ao impetrante Eugênio Simas de Carvalho, a Comissão assim se manifestou: 'A razão publicada para anulação da anistia concedida ao Interessado funda-se no fato de que o seu recurso foi assinado por terceiros, estranho ao processo, sem o devido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF instrumento legal de mandato (procuração), descumprindo o disposto no art. 1.288 do Código Civil. No entanto, as alegações apresentadas na Defesa nada tem a ver com a situação apontada' (fl. 411). É inerente à via eleita a exigência de comprovação documental e pré-constituída da situação que configura a lesão ou ameaça a direito líquido e certo que se pretende coibir, devendo afastar quaisquer resquícios de dúvida. Destarte, na estreita sede do mandado de segurança, é inviável revolver o conjunto probatório que levou à Comissão Revisora a cassar o benefício da anistia” (fls.806-807). Esta Suprema Corte, em sucessivas decisões, a exemplo daquela proferida no Recurso Extraordinário 269.464/DF, Rel. Min. Celso de Mello, já assinalou que o direito líquido e certo, capaz de autorizar o ajuizamento do mandado de segurança, “é, tão-somente, aquele que concerne a fatos incontroversos, constatáveis de plano, mediante prova literal inequívoca”. Assim, não constato, no presente writ, a existência de qualquer vício nos atos impugnados que pudessem caracterizar ofensa a direito líquido e certo do impetrante, sob nenhum dos aspectos por ele sustentado. Ressalto, ainda, que o Plenário deste Tribunal reconheceu a validade constitucional da norma legal que inclui, na esfera de atribuições do Relator, a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: “A tese dos impetrantes, da suposta incompetência do relator para denegar seguimento a mandado de segurança, encontra firme repúdio neste Tribunal. A Lei 8.038/90, art. 38, confere-lhe poderes processuais, para, na direção e condução do processo, assim agir. Agravo regimental improvido” (MS 21.734-AgR/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão). Ainda que se trate de recurso ordinário em mandado de segurança, dispõe o Relator dos mesmos poderes conforme 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF instrumento legal de mandato (procuração), descumprindo o disposto no art. 1.288 do Código Civil. No entanto, as alegações apresentadas na Defesa nada tem a ver com a situação apontada' (fl. 411). É inerente à via eleita a exigência de comprovação documental e pré-constituída da situação que configura a lesão ou ameaça a direito líquido e certo que se pretende coibir, devendo afastar quaisquer resquícios de dúvida. Destarte, na estreita sede do mandado de segurança, é inviável revolver o conjunto probatório que levou à Comissão Revisora a cassar o benefício da anistia” (fls.806-807). Esta Suprema Corte, em sucessivas decisões, a exemplo daquela proferida no Recurso Extraordinário 269.464/DF, Rel. Min. Celso de Mello, já assinalou que o direito líquido e certo, capaz de autorizar o ajuizamento do mandado de segurança, “é, tão-somente, aquele que concerne a fatos incontroversos, constatáveis de plano, mediante prova literal inequívoca”. Assim, não constato, no presente writ, a existência de qualquer vício nos atos impugnados que pudessem caracterizar ofensa a direito líquido e certo do impetrante, sob nenhum dos aspectos por ele sustentado. Ressalto, ainda, que o Plenário deste Tribunal reconheceu a validade constitucional da norma legal que inclui, na esfera de atribuições do Relator, a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: “A tese dos impetrantes, da suposta incompetência do relator para denegar seguimento a mandado de segurança, encontra firme repúdio neste Tribunal. A Lei 8.038/90, art. 38, confere-lhe poderes processuais, para, na direção e condução do processo, assim agir. Agravo regimental improvido” (MS 21.734-AgR/MS, Rel. Min. Ilmar Galvão). Ainda que se trate de recurso ordinário em mandado de segurança, dispõe o Relator dos mesmos poderes conforme 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RMS 27894 AGR / DF decisão emanada do Plenário deste Tribunal nos autos do RMS 23.691-AgR/DF, Rel. Min. Celso de Mello, in verbis: “JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. O Relator, na direção dos processos em curso perante a Suprema Corte, dispõe de competência, para, em decisão monocrática, julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que - sem prejuízo das demais hipóteses previstas no ordenamento positivo (Código de Processo Civil, art. 557) - a pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo Tribunal Federal” (grifos no original). Isso posto, nego provimento ao recurso ordinário (art. 21, § 1..., RISTF). Publique-se. Brasília, 23 de novembro de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI – Relator.” (RMS 27894, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 23/11/2011, publicado em DJe- 228 DIVULG 30/11/2011 PUBLIC 01/12/2011) Os impetrantes, na petição de agravo regimental, sustentam ser desnecessária a dilação probatória para demonstrar o direito líquido e certo. Aduzem que “a certeza e liquidez se traduzem na necessidade de manutenção das anistias, bem como na existência de uma série de ilegalidades no processo de revisão e anulação das anistias concedidas aos recorrentes” (fl. 831). Tais ilegalidades estariam, em seu entender, na decadência do direito de revisão; na desconsideração de situações individuais; ou na utilização de critérios vagos para inverter o entendimento das comissões anteriores. Por essas razões, requereu a reforma da decisão agravada. A União, em contrarrazões, limita-se a aduzir que as alegações apresentadas dependem de dilação probatória, procedimento incompatível com o rito do mandado de segurança. É, em síntese, o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF decisão emanada do Plenário deste Tribunal nos autos do RMS 23.691-AgR/DF, Rel. Min. Celso de Mello, in verbis: “JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. O Relator, na direção dos processos em curso perante a Suprema Corte, dispõe de competência, para, em decisão monocrática, julgar recurso ordinário em mandado de segurança, desde que - sem prejuízo das demais hipóteses previstas no ordenamento positivo (Código de Processo Civil, art. 557) - a pretensão deduzida em sede recursal esteja em confronto com Súmula ou em desacordo com a jurisprudência predominante no Supremo Tribunal Federal” (grifos no original). Isso posto, nego provimento ao recurso ordinário (art. 21, § 1..., RISTF). Publique-se. Brasília, 23 de novembro de 2011. Ministro RICARDO LEWANDOWSKI – Relator.” (RMS 27894, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 23/11/2011, publicado em DJe- 228 DIVULG 30/11/2011 PUBLIC 01/12/2011) Os impetrantes, na petição de agravo regimental, sustentam ser desnecessária a dilação probatória para demonstrar o direito líquido e certo. Aduzem que “a certeza e liquidez se traduzem na necessidade de manutenção das anistias, bem como na existência de uma série de ilegalidades no processo de revisão e anulação das anistias concedidas aos recorrentes” (fl. 831). Tais ilegalidades estariam, em seu entender, na decadência do direito de revisão; na desconsideração de situações individuais; ou na utilização de critérios vagos para inverter o entendimento das comissões anteriores. Por essas razões, requereu a reforma da decisão agravada. A União, em contrarrazões, limita-se a aduzir que as alegações apresentadas dependem de dilação probatória, procedimento incompatível com o rito do mandado de segurança. É, em síntese, o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805871. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão jurídica à parte agravante. Com efeito, como bem destacado pelo então Relator, o objeto do mandado de segurança são os Decretos 3.363/2000 4.132/2002 e a Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002, atos cuja ilegalidade já foram objeto de exame por esta Suprema Corte, em sede de recurso ordinário em mandado de segurança. De fato, o entendimento que se consolidou segue a orientação firmada na decisão monocrática, ora agravada. Confira-se: “EMENTA Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Portaria Interministerial n 372/02. Legítimo exercício da autotutela administrativa. Decadência administrativa não configurada. Artigo 54 da Lei n 9.784/99. Legalidade do Decreto n 3.363/02. Observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 1. O prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n 9.784/99 inicia-se com a sua vigência legal, em 1.../2/99, não podendo ser aplicado de forma retroativa. Precedentes. 2. Em consonância com as limitações legais, o Decreto n 3.363/2000 criou a Comissão Interministerial para, mediante o reexame dos processos de anistia, verificar a escorreita adequação dos processos às hipóteses de que trata a Lei n 8.878/94. A Portaria Interministerial n 372, por sua vez, apoiada nos preceitos legais, bem como no Decreto n 3.363/2000, materializa o exercício do poder de autotutela da Administração Pública. É cediço o entendimento desta Suprema Corte de que, diante de suspeitas de ilegalidade no ato de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão jurídica à parte agravante. Com efeito, como bem destacado pelo então Relator, o objeto do mandado de segurança são os Decretos 3.363/2000 4.132/2002 e a Portaria Interministerial 372, de 30 de agosto de 2002, atos cuja ilegalidade já foram objeto de exame por esta Suprema Corte, em sede de recurso ordinário em mandado de segurança. De fato, o entendimento que se consolidou segue a orientação firmada na decisão monocrática, ora agravada. Confira-se: “EMENTA Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Anistia. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Portaria Interministerial n 372/02. Legítimo exercício da autotutela administrativa. Decadência administrativa não configurada. Artigo 54 da Lei n 9.784/99. Legalidade do Decreto n 3.363/02. Observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 1. O prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n 9.784/99 inicia-se com a sua vigência legal, em 1.../2/99, não podendo ser aplicado de forma retroativa. Precedentes. 2. Em consonância com as limitações legais, o Decreto n 3.363/2000 criou a Comissão Interministerial para, mediante o reexame dos processos de anistia, verificar a escorreita adequação dos processos às hipóteses de que trata a Lei n 8.878/94. A Portaria Interministerial n 372, por sua vez, apoiada nos preceitos legais, bem como no Decreto n 3.363/2000, materializa o exercício do poder de autotutela da Administração Pública. É cediço o entendimento desta Suprema Corte de que, diante de suspeitas de ilegalidade no ato de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RMS 27894 AGR / DF declaração de condição de anistiado, a Administração há de exercer seu poder-dever de anular seus próprios atos, sem que isso importe em desrespeito ao princípio da segurança jurídica ou da confiança. Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Inexistência de violação das garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, restando demonstrado nos autos, a partir dos documentos a ele anexados, a preocupação da comissão revisora em resguardar a observância desses princípios, inclusive com a abertura de prazo para a apresentação de defesa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 27998 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-186 DIVULG 20-09-2012 PUBLIC 21-09- 2012) Registre-se que, nos termos do precedente colacionado, foram afastadas as alegações de decadência e de impossibilidade de revisão de processos de anistia. Quanto a essa última, a jurisprudência da Turma consolidou-se no sentido de inexistir direito adquirido à condição de anistiado: “ANISTIA - REVISÃO DO ATO - INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. Vindo à balha processo administrativo de revisão de ato a implicar o reconhecimento da condição de anistiado, descabe cogitar do direito líquido e certo à percepção do valor anteriormente reconhecido.” (RMS 26596, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 20/10/2009, DJe-208 DIVULG 05- 11-2009 PUBLIC 06-11-2009 EMENT VOL-02381-03 PP-00626) “ANISTIA – REVISÃO. Portaria geral concernente à revisão de anistias não gera, por si só, o direito de anistiado à impugnação.” (RMS 31604 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 24/11/2015, PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF declaração de condição de anistiado, a Administração há de exercer seu poder-dever de anular seus próprios atos, sem que isso importe em desrespeito ao princípio da segurança jurídica ou da confiança. Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Inexistência de violação das garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, restando demonstrado nos autos, a partir dos documentos a ele anexados, a preocupação da comissão revisora em resguardar a observância desses princípios, inclusive com a abertura de prazo para a apresentação de defesa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RMS 27998 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-186 DIVULG 20-09-2012 PUBLIC 21-09- 2012) Registre-se que, nos termos do precedente colacionado, foram afastadas as alegações de decadência e de impossibilidade de revisão de processos de anistia. Quanto a essa última, a jurisprudência da Turma consolidou-se no sentido de inexistir direito adquirido à condição de anistiado: “ANISTIA - REVISÃO DO ATO - INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. Vindo à balha processo administrativo de revisão de ato a implicar o reconhecimento da condição de anistiado, descabe cogitar do direito líquido e certo à percepção do valor anteriormente reconhecido.” (RMS 26596, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 20/10/2009, DJe-208 DIVULG 05- 11-2009 PUBLIC 06-11-2009 EMENT VOL-02381-03 PP-00626) “ANISTIA – REVISÃO. Portaria geral concernente à revisão de anistias não gera, por si só, o direito de anistiado à impugnação.” (RMS 31604 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 24/11/2015, PROCESSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RMS 27894 AGR / DF ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 26-02-2016 PUBLIC 29-02- 2016) Ademais, é também pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer que o exame da legalidade do processo que viabilizou a revisão da condição de anistia transcende os limites probatórios da ação mandamental. Nesse sentido confira-se: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26235, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/06/2010, DJe-120 DIVULG 30- 06-2010 PUBLIC 01-07-2010 EMENT VOL-02408-03 PP-00949) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Supremo Tribunal Federal RMS 27894 AGR / DF ELETRÔNICO DJe-037 DIVULG 26-02-2016 PUBLIC 29-02- 2016) Ademais, é também pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de reconhecer que o exame da legalidade do processo que viabilizou a revisão da condição de anistia transcende os limites probatórios da ação mandamental. Nesse sentido confira-se: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DAS ANISTIAS CONCEDIDAS A EMPREGADOS PÚBLICOS COM BASE NA LEI 8.878/94. PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 372/2002. NÃO CONFIGURAÇÃO DE DECADÊNCIA. ART. 54 DA LEI 9.784/99. LEGALIDADE DO DECRETO N. 3.363/2000. PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS NÃO ALCANÇADOS PELO ACÓRDÃO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA EM MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RMS 26235, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 08/06/2010, DJe-120 DIVULG 30- 06-2010 PUBLIC 01-07-2010 EMENT VOL-02408-03 PP-00949) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) : MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) : FÁBIO SOARES JANOT (010667/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854671 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 27.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO AGTE.(S) : MARIA EMÍLIA SAMPAIO ADV.(A/S) : FÁBIO SOARES JANOT (010667/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854671 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORD . EM MANDADO DE SEGURANÇA 27 . 894", "MS 8 . 694 / DF", "SÚMULA 177 / Superior Tribunal de Justiça", "MS 8 . 717", "MS 10 . 279", "MS 8 . 833", "MS 13 . 160", "MS 8 . 694 / DF", "SÚMULA 177 / Superior Tribunal", "MS 8 . 717", "MS 10 . 279", "MS 8 . 833", "MS 13 . 160", "RMS 27894 AGR / DF", "RMS 27894 AGR / DF 372 / 2002", "RMS 25 . 622 / DF", "Súmula 473 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 473 / Supremo Tribunal Federal", "RMS 26 . 235 / DF", "RMS 27894 AGR / DF 372 / 2002", "RMS 25 . 622 / DF", "Súmula 473 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 473 / Supremo Tribunal Federal", "RMS 26 . 235 / DF", "Recurso Extraordinário 549 . 489 / PE", "RMS 25 . 856 / DF", "RMS 27894", "Recurso Extraordinário 549 . 489 / PE", "RMS 25 . 856 / DF", "RMS 27894", "Recurso Extraordinário 269 . 464 / DF", "MS 21 . 734 - AgR / MS", "RMS 27894", "Recurso Extraordinário 269 . 464 / DF", "MS 21 . 734 - AgR / MS", "RMS 27894 AGR / DF", "RMS 23 . 691 - AgR / DF", "RMS 27894", "RMS 27894 AGR", "RMS 23 . 691 - AgR 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de Processo Civil , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 557 )", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos 3 . 363 / 2000 4 . 132 / 2002", "Portaria Interministerial 372", "Portaria Interministerial n 372 / 02", "Artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Decreto n 3 . 363 / 02", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Decreto n 3 . 363 / 2000", "Lei n 8 . 878 / 94", "Portaria Interministerial n 372", "Decreto n 3 . 363 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos 3 . 363 / 2000", "4", ".", "132", "/", "2002", "Portaria Interministerial 372", "Portaria Interministerial n 372 / 02", "Artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Decreto n 3 . 363 / 02", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Decreto n 3 . 363 / 2000", "Lei n 8 . 878 / 94", "Portaria Interministerial n 372", "Decreto n 3 . 363 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 878 / 94", 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"Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO", "MARIA EMÍLIA SAMPAIO", "FÁBIO SOARES JANOT", "Luís Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO", "MARIA EMÍLIA SAMPAIO", "FÁBIO SOARES JANOT", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Eugênio Simas de Carvalho", "Maria Emília Sampaio", "Teori Albino Zavascki", "Félix Fischer", "Arnaldo Esteves Lima", "Luiz Fux", "Carlos Fernando", "EDSON FACHIN", "EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO", "MARIA EMÍLIA SAMPAIO", "FÁBIO SOARES JANOT", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Eugênio Simas de Carvalho", "Maria Emília Sampaio", "Teori Albino Zavascki", "Félix Fischer", "Arnaldo Esteves Lima", "Luiz Fux", "Carlos Fernando", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Maria Emília Sampaio", "Eugênio Simas de Carvalho", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Maria Emília Sampaio", "Eugênio Simas de Carvalho", "Celso de Mello", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EDSON FACHIN", "EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO", "MARIA EMÍLIA SAMPAIO", "FÁBIO SOARES JANOT", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "EUGÊNIO SIMAS DE CARVALHO", "MARIA EMÍLIA SAMPAIO", "FÁBIO SOARES JANOT", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "30", "/", "09", "/", "2016", "23", "29 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "28", ".", "08", ".", "06", "23", ".", "08", ".", "06", "30", ".", "04", ".", "07", 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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GLEISON MACHADO SCHUTZ AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) :GERSON ANTONIO TOIGO ADV.(A/S) :CAMILA DALLA COSTA TORRESAB Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. 3. ISS. 4. Empresa terceirizada prestadora de serviços à concessionária de energia elétrica. 5. Incidência de ISS. Lei Complementar n. 116/2003. 6. Imunidade prevista no art. 155, § 3°, da Constituição Federal. Interpretação extensiva. Impossibilidade. 7. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. Precedentes. 8. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804323. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GLEISON MACHADO SCHUTZ AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) :GERSON ANTONIO TOIGO ADV.(A/S) :CAMILA DALLA COSTA TORRESAB R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “No contexto dos autos, tem-se que a ora recorrente é empresa terceirizada prestadora de serviço para a concessionária de energia elétrica, razão pela qual não incide a imunidade pretendida. Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC. 4) No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: “A recorrente é uma sociedade empresária que realiza Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GLEISON MACHADO SCHUTZ AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) :GERSON ANTONIO TOIGO ADV.(A/S) :CAMILA DALLA COSTA TORRESAB R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “No contexto dos autos, tem-se que a ora recorrente é empresa terceirizada prestadora de serviço para a concessionária de energia elétrica, razão pela qual não incide a imunidade pretendida. Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC. 4) No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: “A recorrente é uma sociedade empresária que realiza Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 938367 AGR / RS serviços ligados ao fornecimento de energia elétrica. Nesse mister, firmou contrato de prestação de serviços para a execução das atividades que a seguir enumera, a serem realizadas em todo o município recorrido: - manutenção; - construção e reforma de redes; - ligação, corte e religação de linhas energizadas ou não; - restabelecimento de emergência em redes de distribuição de energia elétrica de baixa e alta tensão; Entende a recorrente que tais serviços não se constituem em fato gerador do ISSQN, a teor do que dispõe a Lei Complementar 116/03, bem como nossa Carta Magna, ao albergá-lo nas regras de imunidade”. (eDOC. 5, p. 3) Argumenta-se ainda que: “(…) realiza a chamada atividade-meio à atividade fim que é a distribuição de energia elétrica (construção e manutenção de redes, leitura de consumo, corte, ligação e ligação de energia, instalação de transformadores, postes, e etc.) e que sem estas, não seria possível o fornecimento de energia elétrica, o que tornaria imprescindível à atividade, razão pela qual incidiria a imunidade prevista no art. 155, § 3º da CF. (eDOC. 5, p. 3-4) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS serviços ligados ao fornecimento de energia elétrica. Nesse mister, firmou contrato de prestação de serviços para a execução das atividades que a seguir enumera, a serem realizadas em todo o município recorrido: - manutenção; - construção e reforma de redes; - ligação, corte e religação de linhas energizadas ou não; - restabelecimento de emergência em redes de distribuição de energia elétrica de baixa e alta tensão; Entende a recorrente que tais serviços não se constituem em fato gerador do ISSQN, a teor do que dispõe a Lei Complementar 116/03, bem como nossa Carta Magna, ao albergá-lo nas regras de imunidade”. (eDOC. 5, p. 3) Argumenta-se ainda que: “(…) realiza a chamada atividade-meio à atividade fim que é a distribuição de energia elétrica (construção e manutenção de redes, leitura de consumo, corte, ligação e ligação de energia, instalação de transformadores, postes, e etc.) e que sem estas, não seria possível o fornecimento de energia elétrica, o que tornaria imprescindível à atividade, razão pela qual incidiria a imunidade prevista no art. 155, § 3º da CF. (eDOC. 5, p. 3-4) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, a agravante ratifica que é empresa terceirizada prestadora de serviço para concessionária de energia elétrica, mantendo com esta contrato de prestação de serviços, razão pela qual reafirmo não haver a incidência da imunidade pretendida. Em caso semelhante, esta Corte já se pronunciou acerca da extensão da imunidade prevista no art. 155, § 3°, da Constituição Federal às atividades-meio para fornecimento de energia elétrica. Nessa seara, concluiu pela impossibilidade de interpretação extensiva do referido dispositivo para alcançar fatos jurídicos tributários nele não contemplados. Confira-se, a propósito, o precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, a agravante ratifica que é empresa terceirizada prestadora de serviço para concessionária de energia elétrica, mantendo com esta contrato de prestação de serviços, razão pela qual reafirmo não haver a incidência da imunidade pretendida. Em caso semelhante, esta Corte já se pronunciou acerca da extensão da imunidade prevista no art. 155, § 3°, da Constituição Federal às atividades-meio para fornecimento de energia elétrica. Nessa seara, concluiu pela impossibilidade de interpretação extensiva do referido dispositivo para alcançar fatos jurídicos tributários nele não contemplados. Confira-se, a propósito, o precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 938367 AGR / RS ENERGIA ELÉTRICA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE SERVIÇO DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE TRIBUTÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – À luz do disposto no art. 155, § 3º, da Constituição Federal, à exceção dos impostos de que trata os arts. 155, caput, II, e art. 153, I e II, da Constituição Federal, ‘nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País’. II – A norma constitucional é restritiva e incisiva quanto às hipóteses de incidência tributária permitidas nas referidas operações, não se admitindo interpretação extensiva para alcançar fatos jurídicos tributários nela não contemplados. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 631.225 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe. 15.8.2014; grifei) Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe- se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO. PRODUÇÃO DE FILMES E VÍDEOS PUBLICITÁRIOS. INCIDÊNCIA, OU NÃO, DE ISS. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS ENERGIA ELÉTRICA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE SERVIÇO DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE TRIBUTÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – À luz do disposto no art. 155, § 3º, da Constituição Federal, à exceção dos impostos de que trata os arts. 155, caput, II, e art. 153, I e II, da Constituição Federal, ‘nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País’. II – A norma constitucional é restritiva e incisiva quanto às hipóteses de incidência tributária permitidas nas referidas operações, não se admitindo interpretação extensiva para alcançar fatos jurídicos tributários nela não contemplados. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 631.225 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe. 15.8.2014; grifei) Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe- se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO. PRODUÇÃO DE FILMES E VÍDEOS PUBLICITÁRIOS. INCIDÊNCIA, OU NÃO, DE ISS. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 938367 AGR / RS 116/2003. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE ATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. Entendimento diverso do adotado pela Corte de origem, como deseja o recorrente, quanto à ausência, ou não, de subsunção do suporte ático dos autos aos critérios definidos na hipótese normativa que rege a incidência do ISS, implicaria, necessariamente, na análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (LC n. 116/2003), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide, no caso, o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. (Precedentes: RE n. 555.796- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 08.05.12; RE n. 448.080-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 30.06.06, entre outros). (...) 6. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 823414, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29.5.2013 – grifei); “A discussão acerca da definição da atividade prestada pelo contribuinte para fins de incidência do ICMS ou do ISS demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. III – Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 248301, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS 116/2003. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE ATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. Entendimento diverso do adotado pela Corte de origem, como deseja o recorrente, quanto à ausência, ou não, de subsunção do suporte ático dos autos aos critérios definidos na hipótese normativa que rege a incidência do ISS, implicaria, necessariamente, na análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (LC n. 116/2003), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide, no caso, o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. (Precedentes: RE n. 555.796- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 08.05.12; RE n. 448.080-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 30.06.06, entre outros). (...) 6. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 823414, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29.5.2013 – grifei); “A discussão acerca da definição da atividade prestada pelo contribuinte para fins de incidência do ICMS ou do ISS demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. III – Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 248301, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 938367 AGR / RS Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 4.5.2011); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. NATUREZA JURÍDICA DO SERVIÇO PRESTADO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-ED 787.973, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 4.5.2011); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. NATUREZA JURÍDICA DO SERVIÇO PRESTADO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-ED 787.973, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GLEISON MACHADO SCHUTZ (62206/RS) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) : GERSON ANTONIO TOIGO (RS041054/) ADV.(A/S) : CAMILA DALLA COSTA TORRESAB (RS079942/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855752 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GLEISON MACHADO SCHUTZ (62206/RS) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) : GERSON ANTONIO TOIGO (RS041054/) ADV.(A/S) : CAMILA DALLA COSTA TORRESAB (RS079942/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11879747
2016-09-30T00:00:00
2016-10-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. 3. ISS. 4. Empresa terceirizada prestadora de serviços à concessionária de energia elétrica. 5. Incidência de ISS. Lei Complementar n. 116/2003. 6. Imunidade prevista no art. 155, § 3°, da Constituição Federal. Interpretação extensiva. Impossibilidade. 7. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. Precedentes. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur358251
- Acórdão(s) citado(s): (ISS, NATUREZA DO SERVIÇO) RE 248301 AgR (1ªT), AI 787973 ED (1ªT), RE 555796 AgR (2ªT), RE 631225 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 24/10/2016, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
938367
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00155 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000116 ANO-2003\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 938367 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GLEISON MACHADO SCHUTZ AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) : GERSON ANTONIO TOIGO ADV.(A/S) : CAMILA DALLA COSTA TORRESAB
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GLEISON MACHADO SCHUTZ AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) :GERSON ANTONIO TOIGO ADV.(A/S) :CAMILA DALLA COSTA TORRESAB Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. 3. ISS. 4. Empresa terceirizada prestadora de serviços à concessionária de energia elétrica. 5. Incidência de ISS. Lei Complementar n. 116/2003. 6. Imunidade prevista no art. 155, § 3..., da Constituição Federal. Interpretação extensiva. Impossibilidade. 7. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. Precedentes. 8. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804323. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GLEISON MACHADO SCHUTZ AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) :GERSON ANTONIO TOIGO ADV.(A/S) :CAMILA DALLA COSTA TORRESAB R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “No contexto dos autos, tem-se que a ora recorrente é empresa terceirizada prestadora de serviço para a concessionária de energia elétrica, razão pela qual não incide a imunidade pretendida. Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC. 4) No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: “A recorrente é uma sociedade empresária que realiza Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :GLEISON MACHADO SCHUTZ AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) :GERSON ANTONIO TOIGO ADV.(A/S) :CAMILA DALLA COSTA TORRESAB R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “No contexto dos autos, tem-se que a ora recorrente é empresa terceirizada prestadora de serviço para a concessionária de energia elétrica, razão pela qual não incide a imunidade pretendida. Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso”. (eDOC. 4) No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: “A recorrente é uma sociedade empresária que realiza Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 938367 AGR / RS serviços ligados ao fornecimento de energia elétrica. Nesse mister, firmou contrato de prestação de serviços para a execução das atividades que a seguir enumera, a serem realizadas em todo o município recorrido: - manutenção; - construção e reforma de redes; - ligação, corte e religação de linhas energizadas ou não; - restabelecimento de emergência em redes de distribuição de energia elétrica de baixa e alta tensão; Entende a recorrente que tais serviços não se constituem em fato gerador do ISSQN, a teor do que dispõe a Lei Complementar 116/03, bem como nossa Carta Magna, ao albergá-lo nas regras de imunidade”. (eDOC. 5, p. 3) Argumenta-se ainda que: “(…) realiza a chamada atividade-meio à atividade fim que é a distribuição de energia elétrica (construção e manutenção de redes, leitura de consumo, corte, ligação e ligação de energia, instalação de transformadores, postes, e etc.) e que sem estas, não seria possível o fornecimento de energia elétrica, o que tornaria imprescindível à atividade, razão pela qual incidiria a imunidade prevista no art. 155, § 3... da Constituição Federal de 1988. (eDOC. 5, p. 3-4) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS serviços ligados ao fornecimento de energia elétrica. Nesse mister, firmou contrato de prestação de serviços para a execução das atividades que a seguir enumera, a serem realizadas em todo o município recorrido: - manutenção; - construção e reforma de redes; - ligação, corte e religação de linhas energizadas ou não; - restabelecimento de emergência em redes de distribuição de energia elétrica de baixa e alta tensão; Entende a recorrente que tais serviços não se constituem em fato gerador do ISSQN, a teor do que dispõe a Lei Complementar 116/03, bem como nossa Carta Magna, ao albergá-lo nas regras de imunidade”. (eDOC. 5, p. 3) Argumenta-se ainda que: “(…) realiza a chamada atividade-meio à atividade fim que é a distribuição de energia elétrica (construção e manutenção de redes, leitura de consumo, corte, ligação e ligação de energia, instalação de transformadores, postes, e etc.) e que sem estas, não seria possível o fornecimento de energia elétrica, o que tornaria imprescindível à atividade, razão pela qual incidiria a imunidade prevista no art. 155, § 3... da Constituição Federal de 1988. (eDOC. 5, p. 3-4) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, a agravante ratifica que é empresa terceirizada prestadora de serviço para concessionária de energia elétrica, mantendo com esta contrato de prestação de serviços, razão pela qual reafirmo não haver a incidência da imunidade pretendida. Em caso semelhante, esta Corte já se pronunciou acerca da extensão da imunidade prevista no art. 155, § 3..., da Constituição Federal às atividades-meio para fornecimento de energia elétrica. Nessa seara, concluiu pela impossibilidade de interpretação extensiva do referido dispositivo para alcançar fatos jurídicos tributários nele não contemplados. Confira-se, a propósito, o precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, a agravante ratifica que é empresa terceirizada prestadora de serviço para concessionária de energia elétrica, mantendo com esta contrato de prestação de serviços, razão pela qual reafirmo não haver a incidência da imunidade pretendida. Em caso semelhante, esta Corte já se pronunciou acerca da extensão da imunidade prevista no art. 155, § 3..., da Constituição Federal às atividades-meio para fornecimento de energia elétrica. Nessa seara, concluiu pela impossibilidade de interpretação extensiva do referido dispositivo para alcançar fatos jurídicos tributários nele não contemplados. Confira-se, a propósito, o precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 938367 AGR / RS ENERGIA ELÉTRICA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE SERVIÇO DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE TRIBUTÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – À luz do disposto no art. 155, § 3..., da Constituição Federal, à exceção dos impostos de que trata os arts. 155, caput, II, e art. 153, I e II, da Constituição Federal, ‘nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País’. II – A norma constitucional é restritiva e incisiva quanto às hipóteses de incidência tributária permitidas nas referidas operações, não se admitindo interpretação extensiva para alcançar fatos jurídicos tributários nela não contemplados. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 631.225 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe. 15.8.2014; grifei) Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe- se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO. PRODUÇÃO DE FILMES E VÍDEOS PUBLICITÁRIOS. INCIDÊNCIA, OU NÃO, DE ISS. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS ENERGIA ELÉTRICA. NÃO INCIDÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE SERVIÇO DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE TRIBUTÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – À luz do disposto no art. 155, § 3..., da Constituição Federal, à exceção dos impostos de que trata os arts. 155, caput, II, e art. 153, I e II, da Constituição Federal, ‘nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País’. II – A norma constitucional é restritiva e incisiva quanto às hipóteses de incidência tributária permitidas nas referidas operações, não se admitindo interpretação extensiva para alcançar fatos jurídicos tributários nela não contemplados. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 631.225 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe. 15.8.2014; grifei) Ademais, o Tribunal de origem, ao entender pela incidência do ISS na hipótese em apreço, limitou-se a observar o disposto na Lei Complementar 116/2003. Assim, a matéria debatida na origem restringe- se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO. PRODUÇÃO DE FILMES E VÍDEOS PUBLICITÁRIOS. INCIDÊNCIA, OU NÃO, DE ISS. LEI COMPLEMENTAR N. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 938367 AGR / RS 116/2003. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE ATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. Entendimento diverso do adotado pela Corte de origem, como deseja o recorrente, quanto à ausência, ou não, de subsunção do suporte ático dos autos aos critérios definidos na hipótese normativa que rege a incidência do ISS, implicaria, necessariamente, na análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (Lei Complementar n. 116/2003), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide, no caso, o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 555.796- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe de 08.05.12; Recurso Extraordinário n. 448.080-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 30.06.06, entre outros). (...) 6. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 823414, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29.5.2013 – grifei); “A discussão acerca da definição da atividade prestada pelo contribuinte para fins de incidência do ICMS ou do ISS demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. III – Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 248301, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS 116/2003. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE ATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (...) 3. Entendimento diverso do adotado pela Corte de origem, como deseja o recorrente, quanto à ausência, ou não, de subsunção do suporte ático dos autos aos critérios definidos na hipótese normativa que rege a incidência do ISS, implicaria, necessariamente, na análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (Lei Complementar n. 116/2003), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide, no caso, o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 555.796- AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe de 08.05.12; Recurso Extraordinário n. 448.080-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 30.06.06, entre outros). (...) 6. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 823414, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29.5.2013 – grifei); “A discussão acerca da definição da atividade prestada pelo contribuinte para fins de incidência do ICMS ou do ISS demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. III – Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 248301, Rel. Min. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 938367 AGR / RS Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 4.5.2011); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. NATUREZA JURÍDICA DO SERVIÇO PRESTADO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-ED 787.973, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Supremo Tribunal Federal ARE 938367 AGR / RS Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 4.5.2011); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. NATUREZA JURÍDICA DO SERVIÇO PRESTADO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-ED 787.973, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 24.9.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11804325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GLEISON MACHADO SCHUTZ (62206/RS) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) : GERSON ANTONIO TOIGO (RS041054/) ADV.(A/S) : CAMILA DALLA COSTA TORRESAB (RS079942/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855752 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938.367 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOBEL ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : GLEISON MACHADO SCHUTZ (62206/RS) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ANTONIO PRADO ADV.(A/S) : GERSON ANTONIO TOIGO (RS041054/) ADV.(A/S) : CAMILA DALLA COSTA TORRESAB (RS079942/) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855752 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938 . 367", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 938 . 367", "ARE 938367", "ARE 938367 AGR / RS", "ARE 938367 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 631 . 225 AgR", "ARE 938367", "Recurso Extraordinário 631 . 225 AgR", "SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Enunciado da Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 555 . 796 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 448 . 080 - AgR", "AI", "-", "AgR 823414", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 248301", "ARE 938367 AGR / RS 116 / 2003", "SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n .", "555", ".", "796", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário n . 448 . 080 - AgR", "AI", "-", "AgR 823414", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 248301", "ARE 938367 AGR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI", "-", "ED 787 . 973", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI", "-", "ED 787 . 973" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar n . 116 / 2003", "art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 2003", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 2003", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 03", "Carta Magna", "art . 155 , § 3 . . . da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 03", "Carta Magna", "art . 155 , § 3 . . . da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "arts . 155 , caput , II , e art . 153 , I e II , da Constituição Federal", "Lei Complementar 116 / 2003", "Constituição", "LEI COMPLEMENTAR N . 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "arts . 155 , caput , II , e art . 153 , I e II , da Constituição Federal", "Lei Complementar 116 / 2003", "Constituição", "LEI COMPLEMENTAR N . 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RISTF C . 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Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "1", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "JOBEL ENGENHARIA LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "JOBEL ENGENHARIA LTDA", "MUNICIPIO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GLEISON MACHADO SCHUTZ", "GERSON ANTONIO TOIGO", "CAMILA DALLA COSTA TORRESAB", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GLEISON MACHADO SCHUTZ", "GERSON ANTONIO TOIGO", "CAMILA DALLA COSTA TORRESAB", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GLEISON MACHADO SCHUTZ", "GERSON ANTONIO TOIGO", "CAMILA DALLA COSTA TORRESAB", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Joaquim Barbosa", "Carlos Britto", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Carlos Britto", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GLEISON MACHADO SCHUTZ", "GERSON ANTONIO TOIGO", "CAMILA DALLA COSTA TORRESAB", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "GLEISON MACHADO SCHUTZ", "GERSON ANTONIO TOIGO", "CAMILA DALLA COSTA TORRESAB", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "30", "/", "09", "/", "2016", "23", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "17", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "17", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "05", ".", "12", "30", ".", "06", ".", "06", "29", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "05", ".", "12", "30", ".", "06", ".", "06", "29", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "5", ".", "2011", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "5", ".", "2011", "24", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "23", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :BRENNER PEREIRA FERRAO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. 1. A discussão relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre gratificação cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 23 a 29 de setembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805337. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :BRENNER PEREIRA FERRAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se negou seguimento a recurso extraordinários, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se de agravo interposto em face de decisão que inadmitiu recurso extraordinário contra acórdão da 5ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul. No recurso extraordinário (eDOC 22), com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 39, § 3º; 40; e 201, § 11, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a incidência de contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público sobre o valor integral da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho – GDPST. É o relatório. Decido. Inicialmente, convém destacar o assentado pelo Tribunal de origem: ‘Percebe-se que a limitação de 50% da incorporação somente se aplica às aposentadorias e pensões já instituídas em fevereiro de 2004 (inciso I) e àquelas relativas a servidores que tenham direito à paridade, nos termos dos artigos 3º e 6º da EC 41/2003 e do artigo 3º da EC 47/2005 (inciso II, a), mas não aos demais (inciso II, b), aos quais se aplica o regime da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :BRENNER PEREIRA FERRAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se negou seguimento a recurso extraordinários, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se de agravo interposto em face de decisão que inadmitiu recurso extraordinário contra acórdão da 5ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul. No recurso extraordinário (eDOC 22), com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 39, § 3º; 40; e 201, § 11, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a incidência de contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público sobre o valor integral da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho – GDPST. É o relatório. Decido. Inicialmente, convém destacar o assentado pelo Tribunal de origem: ‘Percebe-se que a limitação de 50% da incorporação somente se aplica às aposentadorias e pensões já instituídas em fevereiro de 2004 (inciso I) e àquelas relativas a servidores que tenham direito à paridade, nos termos dos artigos 3º e 6º da EC 41/2003 e do artigo 3º da EC 47/2005 (inciso II, a), mas não aos demais (inciso II, b), aos quais se aplica o regime da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 968466 AGR / RS 10.887/2004, segundo a qual os proventos de aposentadoria serão calculados com base na 'média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência' (art. 1º, caput). Para estes últimos, portanto, a GDPST será considerada integralmente para fins de cálculo da aposentadoria e da pensão, na medida em que integra a remuneração utilizada como base para a cobrança da contribuição previdenciária. Destarte, para acolher-se o pedido de afastamento da incidência do PSS sobre a parcela da GDPST que não se incorporará aos benefícios previdenciários, é mister que a parte autora comprove o regime jurídico que lhe é aplicável. À vista da ficha individual acostada na inicial, verifico que o autor, atualmente na condição de servidor ativo, ingressou no serviço público federal em 16.05.1983, ou seja, antes das Emendas Constitucionais nº 41/2003 e 47/2005. Entendo, pois, que a parte autora se enquadra na hipótese ventilada na alínea 'a', do inciso II, §6º, do art. 5º-B da Lei 11.355/2006, situação em que a GDPST será incorporada aos proventos de aposentadoria, no percentual corresponde a 50% do seu valor. Diante desse panorama, mostra-se indevida a incidência de contribuição previdenciária sobre a parcela que não se incorporará aos proventos do servidor, impondo-se a restituição dos valores atinentes a eventuais contribuições já recolhidas, no que exceder a 50% da gratificação em comento.’ (eDOC 19, p. 3) Assim, verifica-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal ARE 968466 AGR / RS 10.887/2004, segundo a qual os proventos de aposentadoria serão calculados com base na 'média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência' (art. 1º, caput). Para estes últimos, portanto, a GDPST será considerada integralmente para fins de cálculo da aposentadoria e da pensão, na medida em que integra a remuneração utilizada como base para a cobrança da contribuição previdenciária. Destarte, para acolher-se o pedido de afastamento da incidência do PSS sobre a parcela da GDPST que não se incorporará aos benefícios previdenciários, é mister que a parte autora comprove o regime jurídico que lhe é aplicável. À vista da ficha individual acostada na inicial, verifico que o autor, atualmente na condição de servidor ativo, ingressou no serviço público federal em 16.05.1983, ou seja, antes das Emendas Constitucionais nº 41/2003 e 47/2005. Entendo, pois, que a parte autora se enquadra na hipótese ventilada na alínea 'a', do inciso II, §6º, do art. 5º-B da Lei 11.355/2006, situação em que a GDPST será incorporada aos proventos de aposentadoria, no percentual corresponde a 50% do seu valor. Diante desse panorama, mostra-se indevida a incidência de contribuição previdenciária sobre a parcela que não se incorporará aos proventos do servidor, impondo-se a restituição dos valores atinentes a eventuais contribuições já recolhidas, no que exceder a 50% da gratificação em comento.’ (eDOC 19, p. 3) Assim, verifica-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 968466 AGR / RS STF. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. CRITÉRIO DE CÁLCULO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.05.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao caráter infraconstitucional da matéria, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF. Publique-se.’ Nas razões recursais, alega-se que a insurgência da parte Agravante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal ARE 968466 AGR / RS STF. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. CRITÉRIO DE CÁLCULO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.05.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao caráter infraconstitucional da matéria, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF. Publique-se.’ Nas razões recursais, alega-se que a insurgência da parte Agravante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório ARE 968466 AGR / RS independe de revolvimento do contexto fático-normativo. Assevera-se também que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a sua incorporção aos proventos de aposentadoria e pensões Sustenta, ainda, a adequação do presente processo à sistemática da repercussão geral no bojo do Tema 163. Instada a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se silente. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal ARE 968466 AGR / RS independe de revolvimento do contexto fático-normativo. Assevera-se também que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a sua incorporção aos proventos de aposentadoria e pensões Sustenta, ainda, a adequação do presente processo à sistemática da repercussão geral no bojo do Tema 163. Instada a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se silente. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que a discussão relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST) cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014; ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014; e ARE 825.766 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.12.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805339. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que a discussão relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST) cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014; ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014; e ARE 825.766 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.12.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : BRENNER PEREIRA FERRAO (79817/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854855 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : BRENNER PEREIRA FERRAO (79817/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11855596
2016-09-30T00:00:00
2016-10-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. 1. A discussão relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre gratificação cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC/15.
sjur357988
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 783377 AgR (2ªT), ARE 783258 AgR (1ªT), ARE 825766 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 21/10/2016, BMP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
968466
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 968466 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : BRENNER PEREIRA FERRAO
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :BRENNER PEREIRA FERRAO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. 1. A discussão relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre gratificação cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil/15. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 23 a 29 de setembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016 Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805337. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :BRENNER PEREIRA FERRAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se negou seguimento a recurso extraordinários, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se de agravo interposto em face de decisão que inadmitiu recurso extraordinário contra acórdão da 5... Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul. No recurso extraordinário (eDOC 22), com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 39, § 3...; 40; e 201, § 11, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a incidência de contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público sobre o valor integral da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho – GDPST. É o relatório. Decido. Inicialmente, convém destacar o assentado pelo Tribunal de origem: ‘Percebe-se que a limitação de 50% da incorporação somente se aplica às aposentadorias e pensões já instituídas em fevereiro de 2004 (inciso I) e àquelas relativas a servidores que tenham direito à paridade, nos termos dos artigos 3... e 6... da EC 41/2003 e do artigo 3... da EC 47/2005 (inciso II, a), mas não aos demais (inciso II, b), aos quais se aplica o regime da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :BRENNER PEREIRA FERRAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que se negou seguimento a recurso extraordinários, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se de agravo interposto em face de decisão que inadmitiu recurso extraordinário contra acórdão da 5... Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul. No recurso extraordinário (eDOC 22), com fundamento no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 39, § 3...; 40; e 201, § 11, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a incidência de contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público sobre o valor integral da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho – GDPST. É o relatório. Decido. Inicialmente, convém destacar o assentado pelo Tribunal de origem: ‘Percebe-se que a limitação de 50% da incorporação somente se aplica às aposentadorias e pensões já instituídas em fevereiro de 2004 (inciso I) e àquelas relativas a servidores que tenham direito à paridade, nos termos dos artigos 3... e 6... da EC 41/2003 e do artigo 3... da EC 47/2005 (inciso II, a), mas não aos demais (inciso II, b), aos quais se aplica o regime da Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 968466 AGR / RS 10.887/2004, segundo a qual os proventos de aposentadoria serão calculados com base na 'média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência' (art. 1..., caput). Para estes últimos, portanto, a GDPST será considerada integralmente para fins de cálculo da aposentadoria e da pensão, na medida em que integra a remuneração utilizada como base para a cobrança da contribuição previdenciária. Destarte, para acolher-se o pedido de afastamento da incidência do PSS sobre a parcela da GDPST que não se incorporará aos benefícios previdenciários, é mister que a parte autora comprove o regime jurídico que lhe é aplicável. À vista da ficha individual acostada na inicial, verifico que o autor, atualmente na condição de servidor ativo, ingressou no serviço público federal em 16.05.1983, ou seja, antes das Emendas Constitucionais n 41/2003 e 47/2005. Entendo, pois, que a parte autora se enquadra na hipótese ventilada na alínea 'a', do inciso II, §6..., do art. 5...-B da Lei 11.355/2006, situação em que a GDPST será incorporada aos proventos de aposentadoria, no percentual corresponde a 50% do seu valor. Diante desse panorama, mostra-se indevida a incidência de contribuição previdenciária sobre a parcela que não se incorporará aos proventos do servidor, impondo-se a restituição dos valores atinentes a eventuais contribuições já recolhidas, no que exceder a 50% da gratificação em comento.’ (eDOC 19, p. 3) Assim, verifica-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal ARE 968466 AGR / RS 10.887/2004, segundo a qual os proventos de aposentadoria serão calculados com base na 'média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência' (art. 1..., caput). Para estes últimos, portanto, a GDPST será considerada integralmente para fins de cálculo da aposentadoria e da pensão, na medida em que integra a remuneração utilizada como base para a cobrança da contribuição previdenciária. Destarte, para acolher-se o pedido de afastamento da incidência do PSS sobre a parcela da GDPST que não se incorporará aos benefícios previdenciários, é mister que a parte autora comprove o regime jurídico que lhe é aplicável. À vista da ficha individual acostada na inicial, verifico que o autor, atualmente na condição de servidor ativo, ingressou no serviço público federal em 16.05.1983, ou seja, antes das Emendas Constitucionais n 41/2003 e 47/2005. Entendo, pois, que a parte autora se enquadra na hipótese ventilada na alínea 'a', do inciso II, §6..., do art. 5...-B da Lei 11.355/2006, situação em que a GDPST será incorporada aos proventos de aposentadoria, no percentual corresponde a 50% do seu valor. Diante desse panorama, mostra-se indevida a incidência de contribuição previdenciária sobre a parcela que não se incorporará aos proventos do servidor, impondo-se a restituição dos valores atinentes a eventuais contribuições já recolhidas, no que exceder a 50% da gratificação em comento.’ (eDOC 19, p. 3) Assim, verifica-se que eventual divergência ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e o da legislação infraconstitucional, aplicável à espécie, de modo a inviabilizar o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 968466 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. CRITÉRIO DE CÁLCULO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.05.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao caráter infraconstitucional da matéria, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF. Publique-se.’ Nas razões recursais, alega-se que a insurgência da parte Agravante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal ARE 968466 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes precedentes: ‘DIREITO TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. CRITÉRIO DE CÁLCULO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.05.2013. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao caráter infraconstitucional da matéria, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF. Publique-se.’ Nas razões recursais, alega-se que a insurgência da parte Agravante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório ARE 968466 AGR / RS independe de revolvimento do contexto fático-normativo. Assevera-se também que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a sua incorporção aos proventos de aposentadoria e pensões Sustenta, ainda, a adequação do presente processo à sistemática da repercussão geral no bojo do Tema 163. Instada a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se silente. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Supremo Tribunal Federal ARE 968466 AGR / RS independe de revolvimento do contexto fático-normativo. Assevera-se também que a incidência de contribuição previdenciária sobre determinada verba demanda a sua incorporção aos proventos de aposentadoria e pensões Sustenta, ainda, a adequação do presente processo à sistemática da repercussão geral no bojo do Tema 163. Instada a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se silente. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805338. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que a discussão relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST) cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014; ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014; e ARE 825.766 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.12.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805339. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se que a discussão relativa à incidência de contribuição previdenciária sobre a Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST) cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE 783.258 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 10.04.2014; ARE 783.377 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 24.02.2014; e ARE 825.766 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.12.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplica-se à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, com a ressalva dos casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11805339. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 30/09/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : BRENNER PEREIRA FERRAO (79817/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854855 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968.466 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ZAMIR SILVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : BRENNER PEREIRA FERRAO (79817/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11854855 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 968 . 466", "RECURSO", "ARE 968466 AGR / RS 10 . 887 / 2004", "Súmula 279 do 2 Supremo Tribunal Federal", "ARE 968466 AGR / RS 10 . 887 / 2004", "Súmula 279 do 2 Supremo Tribunal Federal", "ARE 968466 AGR / RS", "ARE 783 . 258 AgR", "ARE 783 . 377 AgR", "ARE 968466 AGR / RS", "ARE 783 . 258 AgR", "ARE 783 . 377 AgR", "ARE 968466 AGR / RS", "ARE", "ARE 783 . 258 AgR", "ARE 783 . 377 AgR", "ARE 825 . 766 AgR", "ARE 783 . 258 AgR", "ARE 783 . 377 AgR", "ARE 825 . 766 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "arts . 39 , § 3 . . . ; 40 ; e 201 , § 11 , do Texto Constitucional", "artigos 3 . . . e 6 . . . da", "EC 41 / 2003", "artigo 3 . . . da EC 47 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "arts . 39 , § 3 . . . ; 40 ; e 201 , § 11 , do Texto Constitucional", "EC 41 / 2003", "artigo 3 . . . da", "EC 47 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais n 41 / 2003", "47", "/", "2005", "alínea ' a ' , do inciso II , § 6 . . . , do art . 5 . . . - B da Lei 11 . 355 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais n 41 / 2003", "47", "/", "2005", "alínea ' a ' , do inciso II , § 6 . . . , do art . 5 . . . - B da Lei 11 . 355 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "GDPST", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "5", ".", ". . Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul", "GDPST", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "5", "GDPST", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "GDPST", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "GDPST", "Primeira Turma", "GDPST", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "ZAMIR SILVEIRA PEREIRA", "BRENNER PEREIRA FERRAO", "Luís Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ZAMIR SILVEIRA PEREIRA", "BRENNER PEREIRA FERRAO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ZAMIR SILVEIRA PEREIRA", "BRENNER PEREIRA FERRAO", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "ZAMIR SILVEIRA PEREIRA", "BRENNER PEREIRA FERRAO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "ZAMIR SILVEIRA PEREIRA", "BRENNER PEREIRA FERRAO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "30", "/", "09", "/", "2016", "23 a 29 de setembro de 2016", "30 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "fevereiro de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "fevereiro de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho de 1994", "16", ".", "05", ".", "1983", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho de 1994", "16", ".", "05", ".", "1983", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "05", ".", "2013", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "05", ".", "2013", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", ".", "02", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", ".", "02", ".", "2014", "10", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "10", ".", "04", ".", "2014", "24", ".", "02", ".", "2014", "10", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "23", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 952.534 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :C.F.L. ADV.(A/S) :VICTOR GUSTAVO DA SILVA COVOLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IPI. RECEITAS DE EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NÃO TRIBUTADOS NA BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. EXCLUSÃO. INSTRUÇÃO NORMATIVA. SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. LEI Nº 9.430/1995. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924417. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão RE 952534 AGR / RN penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 04 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924417. Supremo Tribunal Federal RE 952534 AGR / RN penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 04 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 952.534 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : C.F.L. ADV.(A/S) : VICTOR GUSTAVO DA SILVA COVOLO (0171227/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867031 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 952.534 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : C.F.L. ADV.(A/S) : VICTOR GUSTAVO DA SILVA COVOLO (0171227/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867031 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11999461
2016-10-04T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IPI. RECEITAS DE EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NÃO TRIBUTADOS NA BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. EXCLUSÃO. INSTRUÇÃO NORMATIVA. SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. LEI Nº 9.430/1995. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.
sjur359643
Número de páginas: 3. Análise: 18/11/2016, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
952534
[ "LEG-FED LEI-009430 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 952534 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : C.F.L. ADV.(A/S) : VICTOR GUSTAVO DA SILVA COVOLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 952.534 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :C.F.L. ADV.(A/S) :VICTOR GUSTAVO DA SILVA COVOLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IPI. RECEITAS DE EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NÃO TRIBUTADOS NA BASE DE CÁLCULO DO CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. EXCLUSÃO. INSTRUÇÃO NORMATIVA. SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. LEI n 9.430/1995. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924417. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 952534 AGR / RN penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 04 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924417. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 952534 AGR / RN penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 04 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11924417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 952.534 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : C.F.L. ADV.(A/S) : VICTOR GUSTAVO DA SILVA COVOLO (0171227/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867031 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 952.534 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : C.F.L. ADV.(A/S) : VICTOR GUSTAVO DA SILVA COVOLO (0171227/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867031 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) :TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. QUESTÃO DE DIREITO NÃO DECIDIDA COLEGIADAMENTE PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. Não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência. 3. Inexistindo deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885764. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) :TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do HC 124.561, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO PROTOCOLIZADO A DESTEMPO. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. É intempestivo o recurso interposto após o prazo de cinco dias previsto nos artigos 545 do Código de Processo Civil e 258 do Regimento Interno do STJ. A prerrogativa de prazo em dobro concedida ao defensor público não se estende ao defensor dativo, que não integra o serviço estatal de assistência judiciária. Agravo regimental não conhecido.” Extrai-se dos autos que o paciente e outros acusados foram denunciados pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (CP, art. 121, § 2º, incisos II, III e IV) porque, em 05 de dezembro de 1999, ‘assumiram o risco de matar E.A.A, ao espancá-lo violentamente e persegui-lo semiconsciente, até que ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) :TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do HC 124.561, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO PROTOCOLIZADO A DESTEMPO. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. É intempestivo o recurso interposto após o prazo de cinco dias previsto nos artigos 545 do Código de Processo Civil e 258 do Regimento Interno do STJ. A prerrogativa de prazo em dobro concedida ao defensor público não se estende ao defensor dativo, que não integra o serviço estatal de assistência judiciária. Agravo regimental não conhecido.” Extrai-se dos autos que o paciente e outros acusados foram denunciados pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (CP, art. 121, § 2º, incisos II, III e IV) porque, em 05 de dezembro de 1999, ‘assumiram o risco de matar E.A.A, ao espancá-lo violentamente e persegui-lo semiconsciente, até que ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 124561 AGR / SP desesperado tentasse atravessar a rua para fugir de seus algozes, acabando por ser atropelado e […] mesmo caído no meio da rua, após ser atropelado, E.A.A foi chutado e pisoteado por seus assassinos.’ O Juízo de origem, ao pronunciar o paciente, afastou as qualificadoras referentes à motivação e ao meio cruel, mas manteve a qualificação decorrente da utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima pelo fundamento de que, ‘segundo a prova dos autos, seria elevado o número de agentes, havendo relato de seguidas agressões e espancamento da vítima, mesmo depois de caída, continuando a ser perseguida semiconsciente. Presentes, pois, indícios de que houve recurso que dificultou a defesa da vítima.’ Apresentado recurso em sentido estrito pela defesa, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve os termos da pronúncia por entender que, ‘saber se o número de agressores, a superioridade de forças e a própria dinâmica dos fatos tipifica a qualificadora é matéria a ser debatida pelas partes, que, a partir da discussão travada, permitirá ao Conselho de sentença emitir seu veredicto.’ Em 2011, o Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP julgou procedente a acusação de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o Juiz Presidente da Sessão fixou a pena em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve a qualificação do delito, tendo em vista que ‘o espancamento executado por mais de 10 (dez) indivíduos, contra vítima desarmada e defendida apenas por algumas meninas, por óbvio, inviabilizou qualquer esboço de defesa por parte do ofendido . Somando-se a isso o fato de que os srs. Jurados não decidiram de forma arbitrária, mas sim de acordo com o seu entendimento a respeito das provas acostadas aos autos, já apresentadas acima.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP desesperado tentasse atravessar a rua para fugir de seus algozes, acabando por ser atropelado e […] mesmo caído no meio da rua, após ser atropelado, E.A.A foi chutado e pisoteado por seus assassinos.’ O Juízo de origem, ao pronunciar o paciente, afastou as qualificadoras referentes à motivação e ao meio cruel, mas manteve a qualificação decorrente da utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima pelo fundamento de que, ‘segundo a prova dos autos, seria elevado o número de agentes, havendo relato de seguidas agressões e espancamento da vítima, mesmo depois de caída, continuando a ser perseguida semiconsciente. Presentes, pois, indícios de que houve recurso que dificultou a defesa da vítima.’ Apresentado recurso em sentido estrito pela defesa, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve os termos da pronúncia por entender que, ‘saber se o número de agressores, a superioridade de forças e a própria dinâmica dos fatos tipifica a qualificadora é matéria a ser debatida pelas partes, que, a partir da discussão travada, permitirá ao Conselho de sentença emitir seu veredicto.’ Em 2011, o Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP julgou procedente a acusação de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o Juiz Presidente da Sessão fixou a pena em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve a qualificação do delito, tendo em vista que ‘o espancamento executado por mais de 10 (dez) indivíduos, contra vítima desarmada e defendida apenas por algumas meninas, por óbvio, inviabilizou qualquer esboço de defesa por parte do ofendido . Somando-se a isso o fato de que os srs. Jurados não decidiram de forma arbitrária, mas sim de acordo com o seu entendimento a respeito das provas acostadas aos autos, já apresentadas acima.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 124561 AGR / SP Do acórdão estadual foi apresentado recurso especial pela defesa, que não foi admitido na origem. Interposto agravo em recurso especial, a Relatora, Ministra Marilza Maynard, negou provimento ao recurso. O agravo regimental subsequente não foi conhecido por intempestividade. Neste habeas corpus, afirma-se que o dolo eventual referido na denúncia e reconhecido na condenação do ora paciente é incompatível com a qualificadora do art. 121, § 2º, IV, do Código Penal. Requer-se, assim, cautelarmente, a suspensão dos efeitos da condenação até o julgamento do mérito do habeas corpus. No mérito, pleiteia-se a exclusão da qualificadora ou a anulação do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Além disso, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP Do acórdão estadual foi apresentado recurso especial pela defesa, que não foi admitido na origem. Interposto agravo em recurso especial, a Relatora, Ministra Marilza Maynard, negou provimento ao recurso. O agravo regimental subsequente não foi conhecido por intempestividade. Neste habeas corpus, afirma-se que o dolo eventual referido na denúncia e reconhecido na condenação do ora paciente é incompatível com a qualificadora do art. 121, § 2º, IV, do Código Penal. Requer-se, assim, cautelarmente, a suspensão dos efeitos da condenação até o julgamento do mérito do habeas corpus. No mérito, pleiteia-se a exclusão da qualificadora ou a anulação do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Além disso, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 124561 AGR / SP Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990, c/c o art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. 2. A parte agravante, em síntese, alega “que o que há a ser decidido no dito writ não é o ‘reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal’ e/ou ‘as condições de cabimento de recursos’ e/ou tampouco a existência ou não de “ilegalidade ou abuso de poder” na decisão proferida pelo E. Superior Tribunal de Justiça que declarou intempestivo o Agravo Regimental ali manejado, mas ao contrário, o mencionado Habeas Corpus Preventivo busca a concessão de ordem de expedição de Salvo-Conduto porque aquele Superior Tribunal, assim como as instâncias ordinárias vêm decidindo contrariamente à posicionamento sedimentado firmado por este C. Supremo Tribunal Federal, notadamente acerca da incompatibilidade técnica entre o dolo eventual e a qualificadora genérica entalhada no artigo 121, § 2°, inciso IV, do CP, como exaustivamente narrado, demonstrando, pois, que a decisão aqui hostilizada, data maxima venia, não se coaduna com o quanto perseguido e debatido.” Sustenta, ainda, que a “deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante”, ora agravante, não há qualquer óbice deste C. Supremo Tribunal Federal em analisa-lo, não havendo, igualmente, supressão de instância”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990, c/c o art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. 2. A parte agravante, em síntese, alega “que o que há a ser decidido no dito writ não é o ‘reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal’ e/ou ‘as condições de cabimento de recursos’ e/ou tampouco a existência ou não de “ilegalidade ou abuso de poder” na decisão proferida pelo E. Superior Tribunal de Justiça que declarou intempestivo o Agravo Regimental ali manejado, mas ao contrário, o mencionado Habeas Corpus Preventivo busca a concessão de ordem de expedição de Salvo-Conduto porque aquele Superior Tribunal, assim como as instâncias ordinárias vêm decidindo contrariamente à posicionamento sedimentado firmado por este C. Supremo Tribunal Federal, notadamente acerca da incompatibilidade técnica entre o dolo eventual e a qualificadora genérica entalhada no artigo 121, § 2°, inciso IV, do CP, como exaustivamente narrado, demonstrando, pois, que a decisão aqui hostilizada, data maxima venia, não se coaduna com o quanto perseguido e debatido.” Sustenta, ainda, que a “deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante”, ora agravante, não há qualquer óbice deste C. Supremo Tribunal Federal em analisa-lo, não havendo, igualmente, supressão de instância”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não assiste razão ao agravante. 2. Conforme assentado na decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Ademais, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. 4. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não assiste razão ao agravante. 2. Conforme assentado na decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Ademais, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. 4. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 124561 AGR / SP 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866540. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) : TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894517 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) : TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915500
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. QUESTÃO DE DIREITO NÃO DECIDIDA COLEGIADAMENTE PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. Não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência. 3. Inexistindo deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur294582
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE, RECURSO) HC 99174 AgR (2ªT), HC 111159 (2ªT), HC 112422 (1ªT), HC 112756 (1ªT), HC 113407 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 19/03/2015, JRS. Revisão: 16/07/2015, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
124561
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 124561 AgR
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AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) : TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) :TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. QUESTÃO DE DIREITO NÃO DECIDIDA COLEGIADAMENTE PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. Não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência. 3. Inexistindo deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885764. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) :TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do HC 124.561, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO PROTOCOLIZADO A DESTEMPO. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. É intempestivo o recurso interposto após o prazo de cinco dias previsto nos artigos 545 do Código de Processo Civil e 258 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. A prerrogativa de prazo em dobro concedida ao defensor público não se estende ao defensor dativo, que não integra o serviço estatal de assistência judiciária. Agravo regimental não conhecido.” Extrai-se dos autos que o paciente e outros acusados foram denunciados pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., incisos II, III e IV) porque, em 05 de dezembro de 1999, ‘assumiram o risco de matar E.A.A, ao espancá-lo violentamente e persegui-lo semiconsciente, até que ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) :TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do HC 124.561, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO PROTOCOLIZADO A DESTEMPO. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. É intempestivo o recurso interposto após o prazo de cinco dias previsto nos artigos 545 do Código de Processo Civil e 258 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. A prerrogativa de prazo em dobro concedida ao defensor público não se estende ao defensor dativo, que não integra o serviço estatal de assistência judiciária. Agravo regimental não conhecido.” Extrai-se dos autos que o paciente e outros acusados foram denunciados pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., incisos II, III e IV) porque, em 05 de dezembro de 1999, ‘assumiram o risco de matar E.A.A, ao espancá-lo violentamente e persegui-lo semiconsciente, até que ele Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 124561 AGR / SP desesperado tentasse atravessar a rua para fugir de seus algozes, acabando por ser atropelado e […] mesmo caído no meio da rua, após ser atropelado, E.A.A foi chutado e pisoteado por seus assassinos.’ O Juízo de origem, ao pronunciar o paciente, afastou as qualificadoras referentes à motivação e ao meio cruel, mas manteve a qualificação decorrente da utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima pelo fundamento de que, ‘segundo a prova dos autos, seria elevado o número de agentes, havendo relato de seguidas agressões e espancamento da vítima, mesmo depois de caída, continuando a ser perseguida semiconsciente. Presentes, pois, indícios de que houve recurso que dificultou a defesa da vítima.’ Apresentado recurso em sentido estrito pela defesa, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve os termos da pronúncia por entender que, ‘saber se o número de agressores, a superioridade de forças e a própria dinâmica dos fatos tipifica a qualificadora é matéria a ser debatida pelas partes, que, a partir da discussão travada, permitirá ao Conselho de sentença emitir seu veredicto.’ Em 2011, o Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP julgou procedente a acusação de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o Juiz Presidente da Sessão fixou a pena em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve a qualificação do delito, tendo em vista que ‘o espancamento executado por mais de 10 (dez) indivíduos, contra vítima desarmada e defendida apenas por algumas meninas, por óbvio, inviabilizou qualquer esboço de defesa por parte do ofendido . Somando-se a isso o fato de que os srs. Jurados não decidiram de forma arbitrária, mas sim de acordo com o seu entendimento a respeito das provas acostadas aos autos, já apresentadas acima.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP desesperado tentasse atravessar a rua para fugir de seus algozes, acabando por ser atropelado e […] mesmo caído no meio da rua, após ser atropelado, E.A.A foi chutado e pisoteado por seus assassinos.’ O Juízo de origem, ao pronunciar o paciente, afastou as qualificadoras referentes à motivação e ao meio cruel, mas manteve a qualificação decorrente da utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima pelo fundamento de que, ‘segundo a prova dos autos, seria elevado o número de agentes, havendo relato de seguidas agressões e espancamento da vítima, mesmo depois de caída, continuando a ser perseguida semiconsciente. Presentes, pois, indícios de que houve recurso que dificultou a defesa da vítima.’ Apresentado recurso em sentido estrito pela defesa, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve os termos da pronúncia por entender que, ‘saber se o número de agressores, a superioridade de forças e a própria dinâmica dos fatos tipifica a qualificadora é matéria a ser debatida pelas partes, que, a partir da discussão travada, permitirá ao Conselho de sentença emitir seu veredicto.’ Em 2011, o Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP julgou procedente a acusação de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o Juiz Presidente da Sessão fixou a pena em 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Em grau de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve a qualificação do delito, tendo em vista que ‘o espancamento executado por mais de 10 (dez) indivíduos, contra vítima desarmada e defendida apenas por algumas meninas, por óbvio, inviabilizou qualquer esboço de defesa por parte do ofendido . Somando-se a isso o fato de que os srs. Jurados não decidiram de forma arbitrária, mas sim de acordo com o seu entendimento a respeito das provas acostadas aos autos, já apresentadas acima.’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 124561 AGR / SP Do acórdão estadual foi apresentado recurso especial pela defesa, que não foi admitido na origem. Interposto agravo em recurso especial, a Relatora, Ministra Marilza Maynard, negou provimento ao recurso. O agravo regimental subsequente não foi conhecido por intempestividade. Neste habeas corpus, afirma-se que o dolo eventual referido na denúncia e reconhecido na condenação do ora paciente é incompatível com a qualificadora do art. 121, § 2..., IV, do Código Penal. Requer-se, assim, cautelarmente, a suspensão dos efeitos da condenação até o julgamento do mérito do habeas corpus. No mérito, pleiteia-se a exclusão da qualificadora ou a anulação do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel. Min. Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Além disso, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP Do acórdão estadual foi apresentado recurso especial pela defesa, que não foi admitido na origem. Interposto agravo em recurso especial, a Relatora, Ministra Marilza Maynard, negou provimento ao recurso. O agravo regimental subsequente não foi conhecido por intempestividade. Neste habeas corpus, afirma-se que o dolo eventual referido na denúncia e reconhecido na condenação do ora paciente é incompatível com a qualificadora do art. 121, § 2..., IV, do Código Penal. Requer-se, assim, cautelarmente, a suspensão dos efeitos da condenação até o julgamento do mérito do habeas corpus. No mérito, pleiteia-se a exclusão da qualificadora ou a anulação do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Itú/SP. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel. Min. Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Além disso, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 124561 AGR / SP Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990, c/c o art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. 2. A parte agravante, em síntese, alega “que o que há a ser decidido no dito writ não é o ‘reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal’ e/ou ‘as condições de cabimento de recursos’ e/ou tampouco a existência ou não de “ilegalidade ou abuso de poder” na decisão proferida pelo E. Superior Tribunal de Justiça que declarou intempestivo o Agravo Regimental ali manejado, mas ao contrário, o mencionado Habeas Corpus Preventivo busca a concessão de ordem de expedição de Salvo-Conduto porque aquele Superior Tribunal, assim como as instâncias ordinárias vêm decidindo contrariamente à posicionamento sedimentado firmado por este C. Supremo Tribunal Federal, notadamente acerca da incompatibilidade técnica entre o dolo eventual e a qualificadora genérica entalhada no artigo 121, § 2..., inciso IV, do Código Penal Brasileiro, como exaustivamente narrado, demonstrando, pois, que a decisão aqui hostilizada, data maxima venia, não se coaduna com o quanto perseguido e debatido.” Sustenta, ainda, que a “deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante”, ora agravante, não há qualquer óbice deste C. Supremo Tribunal Federal em analisa-lo, não havendo, igualmente, supressão de instância”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990, c/c o art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. 2. A parte agravante, em síntese, alega “que o que há a ser decidido no dito writ não é o ‘reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal’ e/ou ‘as condições de cabimento de recursos’ e/ou tampouco a existência ou não de “ilegalidade ou abuso de poder” na decisão proferida pelo E. Superior Tribunal de Justiça que declarou intempestivo o Agravo Regimental ali manejado, mas ao contrário, o mencionado Habeas Corpus Preventivo busca a concessão de ordem de expedição de Salvo-Conduto porque aquele Superior Tribunal, assim como as instâncias ordinárias vêm decidindo contrariamente à posicionamento sedimentado firmado por este C. Supremo Tribunal Federal, notadamente acerca da incompatibilidade técnica entre o dolo eventual e a qualificadora genérica entalhada no artigo 121, § 2..., inciso IV, do Código Penal Brasileiro, como exaustivamente narrado, demonstrando, pois, que a decisão aqui hostilizada, data maxima venia, não se coaduna com o quanto perseguido e debatido.” Sustenta, ainda, que a “deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante”, ora agravante, não há qualquer óbice deste C. Supremo Tribunal Federal em analisa-lo, não havendo, igualmente, supressão de instância”. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não provimento do agravo regimental. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não assiste razão ao agravante. 2. Conforme assentado na decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel. Min. Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Ademais, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. 4. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não assiste razão ao agravante. 2. Conforme assentado na decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado para o reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel. Min. Rosa Weber; e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições de cabimento de recursos para julgar a causa ou para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que aprecie o mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Ademais, ao julgar intempestivo o agravo regimental interposto fora do prazo de 5 (cinco) dias, o acórdão impugnado não incorreu em ilegalidade ou abuso de poder, não sendo o caso, portanto, de eventual concessão da ordem de ofício. 4. Quanto ao mais, inexistindo deliberação colegiada do Superior Tribunal de Justiça a respeito da questão de fundo suscitada pelo impetrante, não compete ao Supremo Tribunal Federal analisá-la originariamente, sob pena de indevida supressão de instância. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 124561 AGR / SP 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Supremo Tribunal Federal HC 124561 AGR / SP 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885766. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866540. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866540. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) : TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894517 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 124.561 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO RODRIGUES ADV.(A/S) : TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HC 124 . 561", "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HC 124 . 561", "HC 124561 AGR / SP", "HC 124561 AGR / SP", "HC 124561 AGR / SP", "HC 99 . 174 AgR", "HC 112 . 756", "HC 112 . 422", "HC 111 . 159", "HC 113 . 407", "HC 124561 AGR / SP", "HC 99 . 174 AgR", "HC 112 .", "HC 112 . 422", "HC 111 . 159", "HC 113 . 407", "HC 124561 AGR / SP", "HC 124561 AGR / SP Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HC 99 . 174 AgR", "HC 112 . 756", "HC 112 . 422", "HC 111 . 159", "HC 113 . 407", "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HC 99 . 174 AgR", "HC 112 . 756", "HC 112 . 422", "HC 111 . 159", "HC 113 . 407", "HC 124561 AGR / SP", "HC 124561 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HABEAS CORPUS 124 . 561", "HABEAS CORPUS 124 . 561" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 545 do Código de Processo Civil", "258 do Regimento", "Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 2 . . . , incisos II , III e IV", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FERNANDO RODRIGUES", "TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FERNANDO RODRIGUES", "TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FERNANDO RODRIGUES", "TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "E", "Marilza Maynard", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Marilza Maynard", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FERNANDO RODRIGUES", "TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FERNANDO RODRIGUES", "TIAGO BRAGAGNOLO MORELLI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "05 de dezembro de 1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "05 de dezembro de 1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM EMBDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO INTERPOSTO APÓS O NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MÉRITO. INCIDÊNCIA DE MULTA. JULGAMENTO POR UNANIMIDADE. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JULGAMENTO POR MAIORIA, VENCIDO O RELATOR ORIGINÁRIO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. MÉRITO RECURSAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS. REJULGAMENTO DA MATÉRIA. MULTA. ART. 1.026, §2º, CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS MANIFESTAMENTE INFUNDADOS. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM 1/4 (UM QUARTO). ARTIGO 85, §11, CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. NATUREZA RECURSAL. MEDIDA DE DESESTÍMULO À LITIGÂNCIA PROCRASTINATÓRIA. CABIMENTO. VENCIDO O RELATOR ORIGINÁRIO, NO PONTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945715. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 940493 AGR-ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 4 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Redator para o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945715. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 4 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Redator para o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM EMBDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos: PROCESSO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio à interpretação de normas estritamente legais. EXTRAORDINÁRIO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado ao Tribunal fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º, do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM EMBDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos: PROCESSO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio à interpretação de normas estritamente legais. EXTRAORDINÁRIO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado ao Tribunal fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2º e 3º, do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 940493 AGR-ED / DF O embargante aponta a existência de omissão no pronunciamento impugnado. Sustenta a ausência de manifestação sobre a validade formal do ato que suspendeu os pagamentos cumulativos de vantagens decorrentes do exercício de função comissionada e das parcelas incorporadas das funções exercidas anteriormente, porquanto não antecedido de processo administrativo prévio. Nesse sentido, faz alusão ao decidido no recurso extraordinário nº 594.296. Pleiteia a concessão de efeitos modificativos. A embargada, em contrarrazões, defende a manutenção do acórdão embargado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF O embargante aponta a existência de omissão no pronunciamento impugnado. Sustenta a ausência de manifestação sobre a validade formal do ato que suspendeu os pagamentos cumulativos de vantagens decorrentes do exercício de função comissionada e das parcelas incorporadas das funções exercidas anteriormente, porquanto não antecedido de processo administrativo prévio. Nesse sentido, faz alusão ao decidido no recurso extraordinário nº 594.296. Pleiteia a concessão de efeitos modificativos. A embargada, em contrarrazões, defende a manutenção do acórdão embargado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Descabe a fixação de honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, em sede de declaratórios, considerada a finalidade destes – aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. MULTA – EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Se os embargos são manifestamente protelatórios, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 1.026 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não prosperam as alegações do embargante. O tema objeto destes embargos foi expressamente enfrentado pela Turma. Transcrevo o constante no acórdão embargado: [...] 4. Todavia, não obstante a demonstrada ilegalidade dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Descabe a fixação de honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, em sede de declaratórios, considerada a finalidade destes – aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. MULTA – EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Se os embargos são manifestamente protelatórios, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 1.026 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não prosperam as alegações do embargante. O tema objeto destes embargos foi expressamente enfrentado pela Turma. Transcrevo o constante no acórdão embargado: [...] 4. Todavia, não obstante a demonstrada ilegalidade dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 940493 AGR-ED / DF pagamentos efetuados e do poder/dever da Administração de anular seus próprios atos quando ilegais, nos termos da Súmula n. 473 do STF, restou assente nesta Corte que "tendo os servidores recebido quantia maior que a devida em seus vencimentos e por se tratar de verba alimentar recebida de boa fé, não estão obrigados a ressarcirem ao erário os valores até a data em que foram cientificados da revisão" [...] Tendo em vista estar a discussão centrada em interpretação conferida à legislação de regência, o conflito de interesses não enseja campo ao acesso ao Supremo. Não há quer omissão, quer obscuridade, quer contradição no ato impugnado. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento do agravo. Valho-me novamente de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado e já citado quando do julgamento do agravo interno: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Tenho os embargos como protelatórios. Desprovejo-os e imponho ao embargante a multa de 2% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da embargada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF pagamentos efetuados e do poder/dever da Administração de anular seus próprios atos quando ilegais, nos termos da Súmula n. 473 do STF, restou assente nesta Corte que "tendo os servidores recebido quantia maior que a devida em seus vencimentos e por se tratar de verba alimentar recebida de boa fé, não estão obrigados a ressarcirem ao erário os valores até a data em que foram cientificados da revisão" [...] Tendo em vista estar a discussão centrada em interpretação conferida à legislação de regência, o conflito de interesses não enseja campo ao acesso ao Supremo. Não há quer omissão, quer obscuridade, quer contradição no ato impugnado. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento do agravo. Valho-me novamente de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado e já citado quando do julgamento do agravo interno: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Tenho os embargos como protelatórios. Desprovejo-os e imponho ao embargante a multa de 2% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da embargada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 940493 AGR-ED / DF A par desse aspecto, em se tratando de embargos de declaração, descabe fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Isso porque a premissa dos declaratórios é a da ausência de prestação jurisdicional aperfeiçoada, ou seja, diz-se que não houve o exaurimento da jurisdição no órgão julgador. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF A par desse aspecto, em se tratando de embargos de declaração, descabe fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Isso porque a premissa dos declaratórios é a da ausência de prestação jurisdicional aperfeiçoada, ou seja, diz-se que não houve o exaurimento da jurisdição no órgão julgador. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Antecipação ao Voto 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, nesta hipótese, com a vênia do eminente Ministro-Relator, no tocante aos honorários, tenho subscrito a orientação majoritária de admitir na hipótese a fixação de honorários recursais. A posição do Ministro Marco Aurélio já é de todos conhecida, apenas estou pedindo vênia para averbar esse dissenso pontual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937196. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, nesta hipótese, com a vênia do eminente Ministro-Relator, no tocante aos honorários, tenho subscrito a orientação majoritária de admitir na hipótese a fixação de honorários recursais. A posição do Ministro Marco Aurélio já é de todos conhecida, apenas estou pedindo vênia para averbar esse dissenso pontual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Acolho, em relação ao mérito, as percucientes conclusões do E. Ministro Relator, eis que, de fato, uma vez voltados os embargos declaratórios à tentativa de rejulgamento de questões já enfrentadas na decisão embargada, não se caracterizam a omissão, contradição, obscuridade ou erro material necessários para viabilizar os embargos de declaração. Ainda, também em relação à incidência da multa prevista no artigo 1.026, §2º, do Código de Processo Civil, adiro ao voto anteriormente proferido, diante da interposição de embargos manifestamente infundados, nos termos expostos pelo Relator. Nada obstante, quanto ao cabimento da majoração dos honorários advocatícios à parte sucumbente no recurso, inauguro a divergência, por compreender que, em sede de embargos declaratórios, também revela-se aplicável o disposto no artigo 85, §11, do CPC, eis que a medida tem o claro intuito de desestimular a interposição de recursos procrastinatórios, como o que ora se apresenta. Nessa toada, nos termos do artigo 85, §11, do Código de Processo Civil, majoro em 1/4 (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, observados os limites dos §§2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945716. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Acolho, em relação ao mérito, as percucientes conclusões do E. Ministro Relator, eis que, de fato, uma vez voltados os embargos declaratórios à tentativa de rejulgamento de questões já enfrentadas na decisão embargada, não se caracterizam a omissão, contradição, obscuridade ou erro material necessários para viabilizar os embargos de declaração. Ainda, também em relação à incidência da multa prevista no artigo 1.026, §2º, do Código de Processo Civil, adiro ao voto anteriormente proferido, diante da interposição de embargos manifestamente infundados, nos termos expostos pelo Relator. Nada obstante, quanto ao cabimento da majoração dos honorários advocatícios à parte sucumbente no recurso, inauguro a divergência, por compreender que, em sede de embargos declaratórios, também revela-se aplicável o disposto no artigo 85, §11, do CPC, eis que a medida tem o claro intuito de desestimular a interposição de recursos procrastinatórios, como o que ora se apresenta. Nessa toada, nos termos do artigo 85, §11, do Código de Processo Civil, majoro em 1/4 (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, observados os limites dos §§2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945716. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Esclarecimento 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, não imponho e já disse por quê. Porque, em última análise, com a roupagem de embargos declaratórios, estamos julgando o recurso que desaguou no acórdão embargado. Se no recurso não podia fixar os honorários, não posso agora nos declaratórios. Por isso, não os imponho. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12020858. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, não imponho e já disse por quê. Porque, em última análise, com a roupagem de embargos declaratórios, estamos julgando o recurso que desaguou no acórdão embargado. Se no recurso não podia fixar os honorários, não posso agora nos declaratórios. Por isso, não os imponho. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12020858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM (42579/MG) EMBDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por unanimidade, a Turma negou provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867022 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM (42579/MG) EMBDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por unanimidade, a Turma negou provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867022 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12047506
2016-10-04T00:00:00
2016-11-21T00:00:00
Por unanimidade, a Turma negou provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1ª Turma, 4.10.2016.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO INTERPOSTO APÓS O NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MÉRITO. INCIDÊNCIA DE MULTA. JULGAMENTO POR UNANIMIDADE. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JULGAMENTO POR MAIORIA, VENCIDO O RELATOR ORIGINÁRIO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. MÉRITO RECURSAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS. REJULGAMENTO DA MATÉRIA. MULTA. ART. 1.026, §2º, CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS MANIFESTAMENTE INFUNDADOS. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM 1/4 (UM QUARTO). ARTIGO 85, §11, CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. NATUREZA RECURSAL. MEDIDA DE DESESTÍMULO À LITIGÂNCIA PROCRASTINATÓRIA. CABIMENTO. VENCIDO O RELATOR ORIGINÁRIO, NO PONTO.
sjur360320
Número de páginas: 11. Análise: 30/11/2016, JSF. Revisão: 07/12/2016, KBP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
940493
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01026 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 940493 AgR-ED
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EMBTE.(S) : SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM EMBDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM EMBDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO INTERPOSTO APÓS O NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MÉRITO. INCIDÊNCIA DE MULTA. JULGAMENTO POR UNANIMIDADE. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JULGAMENTO POR MAIORIA, VENCIDO O RELATOR ORIGINÁRIO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. MÉRITO RECURSAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS. REJULGAMENTO DA MATÉRIA. MULTA. ART. 1.026, §2..., CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS MANIFESTAMENTE INFUNDADOS. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM 1/4 (UM QUARTO). ARTIGO 85, §11, CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS. NATUREZA RECURSAL. MEDIDA DE DESESTÍMULO À LITIGÂNCIA PROCRASTINATÓRIA. CABIMENTO. VENCIDO O RELATOR ORIGINÁRIO, NO PONTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945715. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 940493 AGR-ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 4 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Redator para o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945715. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 4 de outubro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Redator para o acórdão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM EMBDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos: PROCESSO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio à interpretação de normas estritamente legais. EXTRAORDINÁRIO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado ao Tribunal fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2... e 3..., do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM EMBDO.(A/S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos: PROCESSO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio à interpretação de normas estritamente legais. EXTRAORDINÁRIO – HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. É vedado ao Tribunal fixar honorários recursais em patamar superior ao estabelecido nos parágrafos 2... e 3..., do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 940493 AGR-ED / DF O embargante aponta a existência de omissão no pronunciamento impugnado. Sustenta a ausência de manifestação sobre a validade formal do ato que suspendeu os pagamentos cumulativos de vantagens decorrentes do exercício de função comissionada e das parcelas incorporadas das funções exercidas anteriormente, porquanto não antecedido de processo administrativo prévio. Nesse sentido, faz alusão ao decidido no recurso extraordinário n 594.296. Pleiteia a concessão de efeitos modificativos. A embargada, em contrarrazões, defende a manutenção do acórdão embargado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF O embargante aponta a existência de omissão no pronunciamento impugnado. Sustenta a ausência de manifestação sobre a validade formal do ato que suspendeu os pagamentos cumulativos de vantagens decorrentes do exercício de função comissionada e das parcelas incorporadas das funções exercidas anteriormente, porquanto não antecedido de processo administrativo prévio. Nesse sentido, faz alusão ao decidido no recurso extraordinário n 594.296. Pleiteia a concessão de efeitos modificativos. A embargada, em contrarrazões, defende a manutenção do acórdão embargado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Descabe a fixação de honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, em sede de declaratórios, considerada a finalidade destes – aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. MULTA – EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Se os embargos são manifestamente protelatórios, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 1.026 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não prosperam as alegações do embargante. O tema objeto destes embargos foi expressamente enfrentado pela Turma. Transcrevo o constante no acórdão embargado: [...] 4. Todavia, não obstante a demonstrada ilegalidade dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Descabe a fixação de honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, em sede de declaratórios, considerada a finalidade destes – aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. MULTA – EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Se os embargos são manifestamente protelatórios, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 1.026 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Não prosperam as alegações do embargante. O tema objeto destes embargos foi expressamente enfrentado pela Turma. Transcrevo o constante no acórdão embargado: [...] 4. Todavia, não obstante a demonstrada ilegalidade dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 940493 AGR-ED / DF pagamentos efetuados e do poder/dever da Administração de anular seus próprios atos quando ilegais, nos termos da Súmula n. 473 do Supremo Tribunal Federal, restou assente nesta Corte que "tendo os servidores recebido quantia maior que a devida em seus vencimentos e por se tratar de verba alimentar recebida de boa fé, não estão obrigados a ressarcirem ao erário os valores até a data em que foram cientificados da revisão" [...] Tendo em vista estar a discussão centrada em interpretação conferida à legislação de regência, o conflito de interesses não enseja campo ao acesso ao Supremo. Não há quer omissão, quer obscuridade, quer contradição no ato impugnado. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento do agravo. Valho-me novamente de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado e já citado quando do julgamento do agravo interno: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Tenho os embargos como protelatórios. Desprovejo-os e imponho ao embargante a multa de 2% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da embargada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF pagamentos efetuados e do poder/dever da Administração de anular seus próprios atos quando ilegais, nos termos da Súmula n. 473 do Supremo Tribunal Federal, restou assente nesta Corte que "tendo os servidores recebido quantia maior que a devida em seus vencimentos e por se tratar de verba alimentar recebida de boa fé, não estão obrigados a ressarcirem ao erário os valores até a data em que foram cientificados da revisão" [...] Tendo em vista estar a discussão centrada em interpretação conferida à legislação de regência, o conflito de interesses não enseja campo ao acesso ao Supremo. Não há quer omissão, quer obscuridade, quer contradição no ato impugnado. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento do agravo. Valho-me novamente de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado e já citado quando do julgamento do agravo interno: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Tenho os embargos como protelatórios. Desprovejo-os e imponho ao embargante a multa de 2% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da embargada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 940493 AGR-ED / DF A par desse aspecto, em se tratando de embargos de declaração, descabe fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Isso porque a premissa dos declaratórios é a da ausência de prestação jurisdicional aperfeiçoada, ou seja, diz-se que não houve o exaurimento da jurisdição no órgão julgador. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Supremo Tribunal Federal ARE 940493 AGR-ED / DF A par desse aspecto, em se tratando de embargos de declaração, descabe fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. Isso porque a premissa dos declaratórios é a da ausência de prestação jurisdicional aperfeiçoada, ou seja, diz-se que não houve o exaurimento da jurisdição no órgão julgador. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12036253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Antecipação ao Voto 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, nesta hipótese, com a vênia do eminente Ministro-Relator, no tocante aos honorários, tenho subscrito a orientação majoritária de admitir na hipótese a fixação de honorários recursais. A posição do Ministro Marco Aurélio já é de todos conhecida, apenas estou pedindo vênia para averbar esse dissenso pontual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937196. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, nesta hipótese, com a vênia do eminente Ministro-Relator, no tocante aos honorários, tenho subscrito a orientação majoritária de admitir na hipótese a fixação de honorários recursais. A posição do Ministro Marco Aurélio já é de todos conhecida, apenas estou pedindo vênia para averbar esse dissenso pontual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Acolho, em relação ao mérito, as percucientes conclusões do E. Ministro Relator, eis que, de fato, uma vez voltados os embargos declaratórios à tentativa de rejulgamento de questões já enfrentadas na decisão embargada, não se caracterizam a omissão, contradição, obscuridade ou erro material necessários para viabilizar os embargos de declaração. Ainda, também em relação à incidência da multa prevista no artigo 1.026, §2..., do Código de Processo Civil, adiro ao voto anteriormente proferido, diante da interposição de embargos manifestamente infundados, nos termos expostos pelo Relator. Nada obstante, quanto ao cabimento da majoração dos honorários advocatícios à parte sucumbente no recurso, inauguro a divergência, por compreender que, em sede de embargos declaratórios, também revela-se aplicável o disposto no artigo 85, §11, do Código de Processo Civil, eis que a medida tem o claro intuito de desestimular a interposição de recursos procrastinatórios, como o que ora se apresenta. Nessa toada, nos termos do artigo 85, §11, do Código de Processo Civil, majoro em 1/4 (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, observados os limites dos §§2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945716. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN: Acolho, em relação ao mérito, as percucientes conclusões do E. Ministro Relator, eis que, de fato, uma vez voltados os embargos declaratórios à tentativa de rejulgamento de questões já enfrentadas na decisão embargada, não se caracterizam a omissão, contradição, obscuridade ou erro material necessários para viabilizar os embargos de declaração. Ainda, também em relação à incidência da multa prevista no artigo 1.026, §2..., do Código de Processo Civil, adiro ao voto anteriormente proferido, diante da interposição de embargos manifestamente infundados, nos termos expostos pelo Relator. Nada obstante, quanto ao cabimento da majoração dos honorários advocatícios à parte sucumbente no recurso, inauguro a divergência, por compreender que, em sede de embargos declaratórios, também revela-se aplicável o disposto no artigo 85, §11, do Código de Processo Civil, eis que a medida tem o claro intuito de desestimular a interposição de recursos procrastinatórios, como o que ora se apresenta. Nessa toada, nos termos do artigo 85, §11, do Código de Processo Civil, majoro em 1/4 (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, observados os limites dos §§2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11945716. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Esclarecimento 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, não imponho e já disse por quê. Porque, em última análise, com a roupagem de embargos declaratórios, estamos julgando o recurso que desaguou no acórdão embargado. Se no recurso não podia fixar os honorários, não posso agora nos declaratórios. Por isso, não os imponho. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12020858. Supremo Tribunal Federal 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, não imponho e já disse por quê. Porque, em última análise, com a roupagem de embargos declaratórios, estamos julgando o recurso que desaguou no acórdão embargado. Se no recurso não podia fixar os honorários, não posso agora nos declaratórios. Por isso, não os imponho. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12020858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 04/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM (42579/MG) EMBDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por unanimidade, a Turma negou provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867022 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.493 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : SINDICATO TRAB. ATIVOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO SERV. PUBL. FEDERAIS NO ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM (42579/MG) EMBDO.(A/S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: Por unanimidade, a Turma negou provimento aos embargos de declaração com imposição de multa e, por maioria de votos, fixou honorários recursais, nos termos do voto do Senhor Ministro Edson Fachin, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. 1... Turma, 4.10.2016. Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11867022 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 940493 AGR - ED / DF", "ARE 940493 AGR - ED / DF", "ARE 940493 AGR", "recurso extraordinário n 594 . 296", "ARE 940493", "recurso extraordinário n 594 . 296", "ARE 940493", "Súmula n . 473 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 940493 AGR", "Súmula n . 473 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 85 , § 11 , CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafos 2 . . . e 3 . . . , do artigo 85 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "§ 2 . . . do artigo 1 . 026 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de 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Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "MARIA DA CONCEICAO CARREIRA ALVIM", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental na ação cível originária. 2. Ação anulatória. Ato administrativo do Conselho Nacional de Justiça que concedeu ajuda de custo nos casos de remoção a pedido dos magistrados e servidores 3. Incompetência do STF. Interpretação restritiva do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal. 4. Precedentes da Corte. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795726. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada pela União contra ato normativo do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, com o objetivo de anular decisão administrativa que concedeu ajuda de custo nos casos de remoção a pedido dos magistrados e servidores (eDOC 1). Em decisão monocrática (eDOC 7), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para o julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 10), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do STF sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada pela União contra ato normativo do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, com o objetivo de anular decisão administrativa que concedeu ajuda de custo nos casos de remoção a pedido dos magistrados e servidores (eDOC 1). Em decisão monocrática (eDOC 7), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para o julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 10), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do STF sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ACO 2148 AGR / DF do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à ampla competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à ampla competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, “Problemas de Direito Público”, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior,’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do STF para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, “Problemas de Direito Público”, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior,’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do STF para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do CPC/1973 e 1.022 do CPC/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, ‘r’, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, ‘r’, da CF de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do CPC/1973 e 1.022 do CPC/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, ‘r’, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, ‘r’, da CF de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855703 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855703 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11878646
2016-09-30T00:00:00
2016-10-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Agravo regimental na ação cível originária. 2. Ação anulatória. Ato administrativo do Conselho Nacional de Justiça que concedeu ajuda de custo nos casos de remoção a pedido dos magistrados e servidores 3. Incompetência do STF. Interpretação restritiva do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal. 4. Precedentes da Corte. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur358271
- Acórdão(s) citado(s): (STF, COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, JULGAMENTO, AÇÃO JUDICIAL, CNJ) AO 1706 AgR (TP), AO 1814 QO (TP), ACO 2379 AgR (2ªT), ACO 1801 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 27/10/2016, JSF. Revisão: 28/11/2016, KBP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
2148
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-Q \n LET-R\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 2148 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental na ação cível originária. 2. Ação anulatória. Ato administrativo do Conselho Nacional de Justiça que concedeu ajuda de custo nos casos de remoção a pedido dos magistrados e servidores 3. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Interpretação restritiva do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal. 4. Precedentes da Corte. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795726. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada pela União contra ato normativo do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, com o objetivo de anular decisão administrativa que concedeu ajuda de custo nos casos de remoção a pedido dos magistrados e servidores (eDOC 1). Em decisão monocrática (eDOC 7), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para o julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 10), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada pela União contra ato normativo do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, com o objetivo de anular decisão administrativa que concedeu ajuda de custo nos casos de remoção a pedido dos magistrados e servidores (eDOC 1). Em decisão monocrática (eDOC 7), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para o julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 10), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ACO 2148 AGR / DF do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à ampla competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à ampla competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra o Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, “Problemas de Direito Público”, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior,’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, “Problemas de Direito Público”, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior,’Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do Código de Processo Civil/1973 e 1.022 do Código de Processo Civil/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, ‘r’, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, ‘r’, da Constituição Federal de 1988 de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do Código de Processo Civil/1973 e 1.022 do Código de Processo Civil/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, ‘r’, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, ‘r’, da Constituição Federal de 1988 de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2148 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Supremo Tribunal Federal ACO 2148 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855703 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.148 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855703 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AO 1706 AgR", "AO 1814", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 148", "AO 1706 AgR", "AO 1814", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 148", "AO 1706 AgR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 148", "AO 1706 AgR", "ACO 2148 AGR / DF", "AO 1706 AgR", "AO 1814", "ACO 2148 AGR / DF", "AO 1706 AgR", "AO 1814", "ACO 2148 AGR", "AO 1814", "ACO 1801 AgR - ED", "AO 1814 QO", "ACO 1801 AgR - ED", "ACO 2148", "ACO 2148 AGR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 .", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 148" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal", "art . 102 , I , alíneas “ d ” e “ [UNK] ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal", "art . 102 , I , alíneas “ d ” e “ [UNK] ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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"Humberto Theodoro Júnior", "Nelson Nery Júnior", "Rosa Maria de Andrade Nery", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "Roberto Barroso", "MARCO AURÉLIO", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "30", "/", "09", "/", "2016", "23", "29 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "18", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "18", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "18", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "18", ".", "2", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. PEDIDO DE LIBERAÇÃO DE VALORES BLOQUEADOS VIA BACENJUD. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCINAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.12.2011. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do artigo 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697273. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 855302 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697273. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Comercial Royal Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da proteção ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5º, LIV, LV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 1º.12.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697274. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Comercial Royal Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da proteção ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5º, LIV, LV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 1º.12.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, LIV, LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, LIV, LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea “c” do art. 102, III, da CF/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o RE 633.421- AgR/MS, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea “c” do art. 102, III, da CF/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o RE 633.421- AgR/MS, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas “c” e “d” do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas “c” e “d” do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA C. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA C. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, creio que a matéria versada no item vigésimo primeiro da lista merece o crivo do Supremo. Versa a penhora que aponto como de automaticidade extravagante, que é a mediante bloqueio de valores, considerada a via BacenJud. Vejo, de início, como maltratado o devido processo legal, o direito de defesa. Por isso, peço vênia para prover o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759595. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, creio que a matéria versada no item vigésimo primeiro da lista merece o crivo do Supremo. Versa a penhora que aponto como de automaticidade extravagante, que é a mediante bloqueio de valores, considerada a via BacenJud. Vejo, de início, como maltratado o devido processo legal, o direito de defesa. Por isso, peço vênia para prover o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778020 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778020 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7798143
2015-02-03T00:00:00
2015-02-19T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. PEDIDO DE LIBERAÇÃO DE VALORES BLOQUEADOS VIA BACENJUD. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCINAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1º.12.2011. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do artigo 5º da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur292486
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT). (RE, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT), ARE 700050 AgR (1ªT), ARE 715040 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 02/03/2015, MJC
ROSA WEBER
Primeira Turma
855302
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00102 \n INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 855302 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. PEDIDO DE LIBERAÇÃO DE VALORES BLOQUEADOS VIA BACENJUD. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. NATUREZA INFRACONSTITUCINAL DA CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 1....12.2011. Obstada a análise da suposta afronta aos incisos LIV e LV do artigo 5... da Carta Magna, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697273. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 855302 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697273. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Comercial Royal Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da proteção ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5..., LIV, LV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 1....12.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697274. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Comercial Royal Ltda. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da afronta aos princípios da proteção ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta ao art. 5..., LIV, LV, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 1....12.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697274. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LIV, LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LIV, LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea “c” do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o Recurso Extraordinário 633.421- AgR/MS, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea “c” do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho como precedentes o Recurso Extraordinário 633.421- AgR/MS, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas “c” e “d” do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas “c” e “d” do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentir, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DECISÃO FUNDAMENTADA. Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso existente, situada no âmbito infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 16.4.2012). “A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA C. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, c, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA C. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2013). As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855302 AGR / PE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Supremo Tribunal Federal ARE 855302 AGR / PE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, creio que a matéria versada no item vigésimo primeiro da lista merece o crivo do Supremo. Versa a penhora que aponto como de automaticidade extravagante, que é a mediante bloqueio de valores, considerada a via BacenJud. Vejo, de início, como maltratado o devido processo legal, o direito de defesa. Por isso, peço vênia para prover o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759595. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, creio que a matéria versada no item vigésimo primeiro da lista merece o crivo do Supremo. Versa a penhora que aponto como de automaticidade extravagante, que é a mediante bloqueio de valores, considerada a via BacenJud. Vejo, de início, como maltratado o devido processo legal, o direito de defesa. Por isso, peço vênia para prover o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759595. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778020 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.302 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : COMERCIAL ROYAL LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778020 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 855302 AGR / PE", "ARE 855302 AGR / PE", "AGRAVO 855 . 302 PERNAMBUCO", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 855302 AGR / PE", "AgR", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR / MS", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "ARE 855302 AGR / PE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR /", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "ARE 855302 AGR /", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "ARE 855302 AGR /", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AgR", "-", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 842 . 445 - AgR / RJ", "AI 745 . 285 - AgR / PE", "ARE 855302 AGR / PE", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 855302 AGR / PE", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal", "ARE 855302 AGR / PE", "AgRg no Ag 1 . 146 . 608 / RS", "EDcl no AgRg no REsp 1041794 / RS", "ARE 700 . 050 - AgR / PE", "ARE 715 . 040 - AgR / SP", "ARE 855302 AGR / PE", "AgRg no Ag 1 . 146 . 608 / RS", "EDcl no AgRg no REsp 1041794 / RS", "ARE 700 . 050 - AgR / PE", "SÚMULAS N . 282", "ARE 715 . 040 - AgR / SP", "ARE 855302 AGR / PE", "ARE 855302 AGR / PE" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "incisos", "Carta Magna", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIV , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV , LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV , LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "Carta Magna", "alínea “ c ” do art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta", "alínea “ c ” do art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INC", "ART . 102 DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "alíneas “ c ” e “ d ” do artigo 102 , III , da Constituição", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INC . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fazenda Pública", "Eletrobrás", "Superior 6 Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ELETROBRÁS", "FAZENDA", "Fazenda Pública", "Eletrobrás", "Superior", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça", "Eletrobrás", "Fazenda Pública", "Primeira Turma", "Segunda Turma", 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LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER ARE", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Hamilton Carvalhido", "Eliana 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) :MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA Constitucional e Administrativo. Reclamação constitucional. Ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. Controle de legalidade pelo TCU. Direito ao contraditório e à ampla defesa. Súmula Vinculante nº 3. Artigo 103-A, § 3º, da CF/88. Reclamação procedente. 1. Há prescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos processos de análise de legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão, ressalvados os casos em que ultrapassado o prazo de 5 (cinco) anos de ingresso do processo no TCU ou 10 (dez) anos da concessão do benefício. 2. Jurisprudência reiterada do STF que indica a mitigação da parte final da Súmula Vinculante nº 3 tão somente para garantir, em casos específicos, o respeito ao cânone do due process of law. 3. É indevida a aplicação de entendimento reiterado do STF acerca do contraditório e da ampla defesa perante o TCU para negar a imprescindibilidade do registro pela Corte de Contas para o aperfeiçoamento do ato de concessão de aposentadoria, reforma ou pensão 4. Reclamação julgada procedente para cassar a decisão reclamada e as decisões posteriores, devendo a autoridade reclamada proceder a novo julgamento, observadas as ponderações do presente julgado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135199. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RCL 15405 / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135199. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) :MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, ajuizada pela UNIÃO em face do JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, cuja decisão teria afrontado a autoridade do Supremo Tribunal Federal e a eficácia da Súmula Vinculante nº 3. Em suma, são estes os fundamentos apresentados pela reclamante: a) na origem, cuida-se da Ação Ordinária nº 0025385- 60.2008.404.7100, ajuizada por Lucy Costa Samrsla com o objetivo de desconstituir o Acórdão nº 3.349/2008 do Tribunal de Contas da União, em que se negou o registro do ato inicial de concessão de aposentadoria; b) a ação foi julgada procedente, ficando resguardada à Corte de Contas a possibilidade de renovar o processo administrativo, desde que sejam observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa; c) o Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Mandados de Segurança nºs. 25.116 e 25.403, nos quais conferiu nova interpretação à parte final da Súmula Vinculante nº 3 e amitigou, firmou entendimento no sentido de que o TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma ou pensão, deve oferecer oportunidade de defesa e de contraditório à parte interessada somente caso seja ultrapassado o lapso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) :MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, ajuizada pela UNIÃO em face do JUÍZO DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, cuja decisão teria afrontado a autoridade do Supremo Tribunal Federal e a eficácia da Súmula Vinculante nº 3. Em suma, são estes os fundamentos apresentados pela reclamante: a) na origem, cuida-se da Ação Ordinária nº 0025385- 60.2008.404.7100, ajuizada por Lucy Costa Samrsla com o objetivo de desconstituir o Acórdão nº 3.349/2008 do Tribunal de Contas da União, em que se negou o registro do ato inicial de concessão de aposentadoria; b) a ação foi julgada procedente, ficando resguardada à Corte de Contas a possibilidade de renovar o processo administrativo, desde que sejam observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa; c) o Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Mandados de Segurança nºs. 25.116 e 25.403, nos quais conferiu nova interpretação à parte final da Súmula Vinculante nº 3 e amitigou, firmou entendimento no sentido de que o TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma ou pensão, deve oferecer oportunidade de defesa e de contraditório à parte interessada somente caso seja ultrapassado o lapso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RCL 15405 / RS quinquenal para o julgamento do respectivo ato de concessão, iniciada a contagem do prazo a partir da entrada do ato administrativo na Corte de Contas; d) o TCU teve ciência do ato de aposentação de Lucy Costa Samrsla somente em 4/5/07, tendo negado seu registro em 9/9/08, portanto, menos de 2 (dois) anos após o início do processo administrativo de registro respectivo, não havendo ilegalidade ou abusividade no ato do TCU, no tocante ao contraditório e à ampla defesa, a ser corrigido por meio do mandado de segurança. Reconsiderei a decisão mediante a qual, inicialmente, não conheci da reclamação, reconhecendo a pertinência temática entre o ato reclamado e a alteração da jurisprudência desta Corte acerca do tema consubstanciado no paradigma e deferi o pedido de liminar para suspender os efeitos da decisão reclamada. Contra essa decisão não foi apresentado recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação, em parecer assim ementado: “RECLAMAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. ATO DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. CONTROLE EXERCIDO PELO TCU. CONFIGURADA VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 3. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA DO STF EM RELAÇÃO À ÚLTIMA PARTE DA SÚMULA NÃO DESCARACTERIZA A EXISTÊNCIA DA AFRONTA. ANÁLISE DO TCU DENTRO DO PRAZO DE CINCO ANOS APÓS ENTRADA DO PROCESSO NO ÓRGÃO. PRESCINDÍVEL A OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. Parecer pela procedência da reclamação.” A interessada, LUCY DA COSTA SAMRSLA, apresentou petição “[c]om o especial fim de informar a perda do objeto e a prejudicialidade da Reclamação 15.405/RS”, uma vez que, em sede de Embargos de Declaração no Recurso de Apelação Cível nº 5058720-43.2012.404.7100, a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS quinquenal para o julgamento do respectivo ato de concessão, iniciada a contagem do prazo a partir da entrada do ato administrativo na Corte de Contas; d) o TCU teve ciência do ato de aposentação de Lucy Costa Samrsla somente em 4/5/07, tendo negado seu registro em 9/9/08, portanto, menos de 2 (dois) anos após o início do processo administrativo de registro respectivo, não havendo ilegalidade ou abusividade no ato do TCU, no tocante ao contraditório e à ampla defesa, a ser corrigido por meio do mandado de segurança. Reconsiderei a decisão mediante a qual, inicialmente, não conheci da reclamação, reconhecendo a pertinência temática entre o ato reclamado e a alteração da jurisprudência desta Corte acerca do tema consubstanciado no paradigma e deferi o pedido de liminar para suspender os efeitos da decisão reclamada. Contra essa decisão não foi apresentado recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação, em parecer assim ementado: “RECLAMAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. ATO DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. CONTROLE EXERCIDO PELO TCU. CONFIGURADA VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 3. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA DO STF EM RELAÇÃO À ÚLTIMA PARTE DA SÚMULA NÃO DESCARACTERIZA A EXISTÊNCIA DA AFRONTA. ANÁLISE DO TCU DENTRO DO PRAZO DE CINCO ANOS APÓS ENTRADA DO PROCESSO NO ÓRGÃO. PRESCINDÍVEL A OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. Parecer pela procedência da reclamação.” A interessada, LUCY DA COSTA SAMRSLA, apresentou petição “[c]om o especial fim de informar a perda do objeto e a prejudicialidade da Reclamação 15.405/RS”, uma vez que, em sede de Embargos de Declaração no Recurso de Apelação Cível nº 5058720-43.2012.404.7100, a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RCL 15405 / RS decisão reclamada foi reformada para, com fundamento na segurança jurídica, dar total provimento à ação, assentando a impossibilidade da aposentadoria ser revista pelo TCU. Vide: “Sem deixar de reconhecer que o STJ venha afastando a decadência administrativa em tais casos, entendendo que o ato concessivo de aposentadoria tem natureza jurídica de ato administrativo complexo, ou seja, somente se aperfeiçoa após o registro no Tribunal de Contas, momento a partir do qual começaria a fluir o prazo decadencial de cinco anos de que cuida o art. 54 da Lei n. 9.784/99, tenho que o pedido do autor merece acolhimento. Embora afastada a subsunção do caso concreto à regra da decadência consubstanciada no art. 54 da Lei nº 9.784/99, in casu, deve ser privilegiada a aplicação do princípio da segurança jurídica. Como é cediço, muito embora a Administração Pública esteja submetida ao princípio da legalidade estrita do art. 37 da Carta Magna, há de se reconhecer a existência de situações em que se impõe a sua ponderação com o princípio da segurança jurídica, no intuito de evitar prejuízo desproporcional a este outro valor, igualmente protegido pelo ordenamento e integrante da noção de Estado de Direito. Dessa linha de raciocínio, consagrou-se a possibilidade de preservação, após o decurso de razoável lapso de tempo, de atos administrativos ilegais que tragam efeitos favoráveis a seus destinatários e que estejam revestidos de aparência de legalidade, privilegiando-se, assim, a estabilidade das relações jurídicas e a proteção da confiança do administrado. No caso concreto, inexistindo nos autos qualquer indicativo de má-fé do autor, tenho ser essa a melhor solução, qual seja a manutenção de seus proventos no valor inicialmente concedido pela própria administração, uma vez que a revisão da aposentadoria do servidor, benefício do qual gozou por mais de 10 anos ininterruptamente, ignorando a situação já estabilizada no tempo, importaria abalo intolerável à segurança jurídica. Por esse motivo, merece ser acolhida a pretensão da parte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS decisão reclamada foi reformada para, com fundamento na segurança jurídica, dar total provimento à ação, assentando a impossibilidade da aposentadoria ser revista pelo TCU. Vide: “Sem deixar de reconhecer que o STJ venha afastando a decadência administrativa em tais casos, entendendo que o ato concessivo de aposentadoria tem natureza jurídica de ato administrativo complexo, ou seja, somente se aperfeiçoa após o registro no Tribunal de Contas, momento a partir do qual começaria a fluir o prazo decadencial de cinco anos de que cuida o art. 54 da Lei n. 9.784/99, tenho que o pedido do autor merece acolhimento. Embora afastada a subsunção do caso concreto à regra da decadência consubstanciada no art. 54 da Lei nº 9.784/99, in casu, deve ser privilegiada a aplicação do princípio da segurança jurídica. Como é cediço, muito embora a Administração Pública esteja submetida ao princípio da legalidade estrita do art. 37 da Carta Magna, há de se reconhecer a existência de situações em que se impõe a sua ponderação com o princípio da segurança jurídica, no intuito de evitar prejuízo desproporcional a este outro valor, igualmente protegido pelo ordenamento e integrante da noção de Estado de Direito. Dessa linha de raciocínio, consagrou-se a possibilidade de preservação, após o decurso de razoável lapso de tempo, de atos administrativos ilegais que tragam efeitos favoráveis a seus destinatários e que estejam revestidos de aparência de legalidade, privilegiando-se, assim, a estabilidade das relações jurídicas e a proteção da confiança do administrado. No caso concreto, inexistindo nos autos qualquer indicativo de má-fé do autor, tenho ser essa a melhor solução, qual seja a manutenção de seus proventos no valor inicialmente concedido pela própria administração, uma vez que a revisão da aposentadoria do servidor, benefício do qual gozou por mais de 10 anos ininterruptamente, ignorando a situação já estabilizada no tempo, importaria abalo intolerável à segurança jurídica. Por esse motivo, merece ser acolhida a pretensão da parte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório RCL 15405 / RS autora. Nesse sentido o julgado do Pleno do STF: 'MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex-servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS autora. Nesse sentido o julgado do Pleno do STF: 'MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex-servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório RCL 15405 / RS como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7º e arts. 183 e 191 da CF; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5º). 6. Segurança concedida.(MS 25116, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 08/09/2010, DJe-027 DIVULG 09-02-2011 PUBLIC 10-02-2011 EMENT VOL-02461-01 PP- 00107)' Ante o exposto, acolho os embargos de declaração para dar provimento ao apelo da parte autora e negar provimento ao apelo da União.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7º e arts. 183 e 191 da CF; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5º). 6. Segurança concedida.(MS 25116, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 08/09/2010, DJe-027 DIVULG 09-02-2011 PUBLIC 10-02-2011 EMENT VOL-02461-01 PP- 00107)' Ante o exposto, acolho os embargos de declaração para dar provimento ao apelo da parte autora e negar provimento ao apelo da União.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No caso dos autos, aponta-se como paradigma de confronto a Súmula Vinculante nº 3, assim redigida: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.” A Emenda Constitucional nº 45/04 introduziu, no ordenamento constitucional pátrio, a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal, “após reiteradas decisões sobre matéria constitucional”, editar súmula com “efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal” (art. 103-A, caput, CF/88). Verifica-se, portanto, que é pressuposto para a edição de súmula vinculante a existência de jurisprudência iterativa do STF. No tocante à SV nº 3, destaco que os precedentes de referência para sua edição reportam-se ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU nos processos de análise da legalidade de aposentadorias, reformas ou pensões de servidores públicos. Assim, ao tempo da discussão e aprovação da SV nº 3 (aprovada na Sessão Plenária de 30/5/07 e publicada no DOU de 6/6/07), a jurisprudência dessa Suprema Corte era pacífica no sentido da prescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos processos administrativos instaurados no Tribunal de Contas da União para apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No caso dos autos, aponta-se como paradigma de confronto a Súmula Vinculante nº 3, assim redigida: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.” A Emenda Constitucional nº 45/04 introduziu, no ordenamento constitucional pátrio, a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal, “após reiteradas decisões sobre matéria constitucional”, editar súmula com “efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal” (art. 103-A, caput, CF/88). Verifica-se, portanto, que é pressuposto para a edição de súmula vinculante a existência de jurisprudência iterativa do STF. No tocante à SV nº 3, destaco que os precedentes de referência para sua edição reportam-se ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU nos processos de análise da legalidade de aposentadorias, reformas ou pensões de servidores públicos. Assim, ao tempo da discussão e aprovação da SV nº 3 (aprovada na Sessão Plenária de 30/5/07 e publicada no DOU de 6/6/07), a jurisprudência dessa Suprema Corte era pacífica no sentido da prescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos processos administrativos instaurados no Tribunal de Contas da União para apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS ou pensão. Transcrevo ementa de julgado nesse sentido: “APOSENTADORIA - HOMOLOGAÇÃO - ATO COMPLEXO - CONTRADITÓRIO - IMPROPRIEDADE. O processo de aposentadoria revela atos complexos, sem o envolvimento de litigantes, ficando afastada a necessidade de observância do contraditório, isso em vista do ato final, ou seja, a glosa pela Corte de Contas . APOSENTADORIA - CARGO EM COMISSÃO - REGÊNCIA NO TEMPO. Tratando- se de situação concreta em que atendidos os requisitos para a aposentadoria em data anterior à alteração do artigo 183 da Lei nº 8.112/90 pela Lei nº 8.647/93, descabe glosar a aposentadoria concedida considerada a ocupação de cargo em comissão. Precedente: Mandado de Segurança nº 24.024-5, Pleno, cujo acórdão, redigido pelo ministro Gilmar Mendes, foi publicado no Diário da Justiça de 24 de outubro de 2003” (MS nº 24.754/DF, relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 18/2/05 grifei). Posteriormente à edição da SV nº 3, no entanto, o STF, com fundamento nos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, mitigou o entendimento, em especial à parte final, para afirmar que, passados 5 (cinco) anos do ingresso do processo no TCU ou 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem, os procedimentos de análise da legalidade do ato concessivo perante o TCU hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Transcrevo a ementa do julgado: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS ou pensão. Transcrevo ementa de julgado nesse sentido: “APOSENTADORIA - HOMOLOGAÇÃO - ATO COMPLEXO - CONTRADITÓRIO - IMPROPRIEDADE. O processo de aposentadoria revela atos complexos, sem o envolvimento de litigantes, ficando afastada a necessidade de observância do contraditório, isso em vista do ato final, ou seja, a glosa pela Corte de Contas . APOSENTADORIA - CARGO EM COMISSÃO - REGÊNCIA NO TEMPO. Tratando- se de situação concreta em que atendidos os requisitos para a aposentadoria em data anterior à alteração do artigo 183 da Lei nº 8.112/90 pela Lei nº 8.647/93, descabe glosar a aposentadoria concedida considerada a ocupação de cargo em comissão. Precedente: Mandado de Segurança nº 24.024-5, Pleno, cujo acórdão, redigido pelo ministro Gilmar Mendes, foi publicado no Diário da Justiça de 24 de outubro de 2003” (MS nº 24.754/DF, relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 18/2/05 grifei). Posteriormente à edição da SV nº 3, no entanto, o STF, com fundamento nos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, mitigou o entendimento, em especial à parte final, para afirmar que, passados 5 (cinco) anos do ingresso do processo no TCU ou 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem, os procedimentos de análise da legalidade do ato concessivo perante o TCU hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Transcrevo a ementa do julgado: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex- servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7º e arts. 183 e 191 da CF; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex- servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7º e arts. 183 e 191 da CF; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5º). 6. Segurança concedida” (MS nº 25.116/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 10/2/11). No julgamento do MS nº 24.781/DF, esclareceu-se que a decisão com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança estava limitada à ordem para que - ultrapassado o prazo de 5 (cinco) anos da apresentação do ato à Corte de Contas ou de 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem - os beneficiados pelo ato concessivo dos benefícios de aposentadoria, reforma ou pensão fossem chamados para, querendo, exercer o contraditório e a ampla defesa no processo administrativo. Destarte, reafirmou-se e reforçou-se a jurisprudência pacífica do STF de que o prazo decadencial do art. 54 da Lei nº 9.784/99 não se aplica ao TCU no julgamento da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. “Mandado de Segurança. 2. Acórdão da 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU). Competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Controle externo de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Inaplicabilidade ao caso da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. 4. Negativa de registro de aposentadoria julgada ilegal pelo TCU. Decisão proferida após mais de 5 (cinco) anos da chegada do processo administrativo ao TCU e após mais de 10 (dez) anos da concessão da aposentadoria pelo órgão de origem. Princípio da segurança jurídica (confiança legítima). Garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Exigência. 5. Concessão parcial da segurança. I Nos termos dos precedentes firmados pelo Plenário desta Corte, não se opera a decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5º). 6. Segurança concedida” (MS nº 25.116/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 10/2/11). No julgamento do MS nº 24.781/DF, esclareceu-se que a decisão com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança estava limitada à ordem para que - ultrapassado o prazo de 5 (cinco) anos da apresentação do ato à Corte de Contas ou de 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem - os beneficiados pelo ato concessivo dos benefícios de aposentadoria, reforma ou pensão fossem chamados para, querendo, exercer o contraditório e a ampla defesa no processo administrativo. Destarte, reafirmou-se e reforçou-se a jurisprudência pacífica do STF de que o prazo decadencial do art. 54 da Lei nº 9.784/99 não se aplica ao TCU no julgamento da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. “Mandado de Segurança. 2. Acórdão da 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU). Competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Controle externo de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Inaplicabilidade ao caso da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. 4. Negativa de registro de aposentadoria julgada ilegal pelo TCU. Decisão proferida após mais de 5 (cinco) anos da chegada do processo administrativo ao TCU e após mais de 10 (dez) anos da concessão da aposentadoria pelo órgão de origem. Princípio da segurança jurídica (confiança legítima). Garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Exigência. 5. Concessão parcial da segurança. I Nos termos dos precedentes firmados pelo Plenário desta Corte, não se opera a decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS constitucional de controle externo (art. 71, III, CF). II A recente jurisprudência consolidada do STF passou a se manifestar no sentido de exigir que o TCU assegure a ampla defesa e o contraditório nos casos em que o controle externo de legalidade exercido pela Corte de Contas, para registro de aposentadorias e pensões, ultrapassar o prazo de cinco anos, sob pena de ofensa ao princípio da confiança face subjetiva do princípio da segurança jurídica. Precedentes. III Nesses casos, conforme o entendimento fixado no presente julgado, o prazo de 5 (cinco) anos deve ser contado a partir da data de chegada ao TCU do processo administrativo de aposentadoria ou pensão encaminhado pelo órgão de origem para julgamento da legalidade do ato concessivo de aposentadoria ou pensão e posterior registro pela Corte de Contas . IV Concessão parcial da segurança para anular o acórdão impugnado e determinar ao TCU que assegure ao impetrante o direito ao contraditório e à ampla defesa no processo administrativo de julgamento da legalidade e registro de sua aposentadoria, assim como para determinar a não devolução das quantias já recebidas. V Vencidas (i) a tese que concedia integralmente a segurança (por reconhecer a decadência) e (ii) a tese que concedia parcialmente a segurança apenas para dispensar a devolução das importâncias pretéritas recebidas, na forma do que dispõe a Súmula 106 do TCU” (MS nº 24.781/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Relator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 9/6/2011, grifei). Porque a decisão que substituiu a decisão reclamada está fundamentada precisamente na tese que indica a superação, em parte, do entendimento desta Suprema Corte consubstanciado na SV nº 3, entendo que subsiste aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma apta a instaurar a competência originária do STF em sede reclamatória. Nesse sentido, prevaleceu o entendimento do Ministro Gilmar Mendes no julgamento da Rcl nº 4.374/PE. Vide: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS constitucional de controle externo (art. 71, III, CF). II A recente jurisprudência consolidada do STF passou a se manifestar no sentido de exigir que o TCU assegure a ampla defesa e o contraditório nos casos em que o controle externo de legalidade exercido pela Corte de Contas, para registro de aposentadorias e pensões, ultrapassar o prazo de cinco anos, sob pena de ofensa ao princípio da confiança face subjetiva do princípio da segurança jurídica. Precedentes. III Nesses casos, conforme o entendimento fixado no presente julgado, o prazo de 5 (cinco) anos deve ser contado a partir da data de chegada ao TCU do processo administrativo de aposentadoria ou pensão encaminhado pelo órgão de origem para julgamento da legalidade do ato concessivo de aposentadoria ou pensão e posterior registro pela Corte de Contas . IV Concessão parcial da segurança para anular o acórdão impugnado e determinar ao TCU que assegure ao impetrante o direito ao contraditório e à ampla defesa no processo administrativo de julgamento da legalidade e registro de sua aposentadoria, assim como para determinar a não devolução das quantias já recebidas. V Vencidas (i) a tese que concedia integralmente a segurança (por reconhecer a decadência) e (ii) a tese que concedia parcialmente a segurança apenas para dispensar a devolução das importâncias pretéritas recebidas, na forma do que dispõe a Súmula 106 do TCU” (MS nº 24.781/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Relator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 9/6/2011, grifei). Porque a decisão que substituiu a decisão reclamada está fundamentada precisamente na tese que indica a superação, em parte, do entendimento desta Suprema Corte consubstanciado na SV nº 3, entendo que subsiste aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma apta a instaurar a competência originária do STF em sede reclamatória. Nesse sentido, prevaleceu o entendimento do Ministro Gilmar Mendes no julgamento da Rcl nº 4.374/PE. Vide: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS “É no juízo hermenêutico típico da reclamação – no ‘balançar de olhos’ entre objeto e parâmetro da reclamação – que surgirá com maior nitidez a oportunidade para evolução interpretativa no controle de constitucionalidade. Com base na alegação de afronta a determinada decisão do STF, o Tribunal poderá reapreciar e redefinir o conteúdo e o alcance de sua própria decisão” (Tribunal Pleno, DJe de 4/9/13). Afasto ainda a alegada perda de objeto desta reclamação – suscitada por LUCY COSTA SAMRSLA -, firme no precedente plenário do STF no qual se afirmou que a procedência da ação reclamatória tem o condão de desconstituir a eficácia de decisões, nos autos originários, proferidas após o ajuizamento do instituto nesta Suprema Corte. Cito precedente: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do STF, será desconstituído pela procedência da reclamação” (Rcl nº 509/MG, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000 - grifei). No caso dos autos, a autoridade reclamada, valendo-se de precedentes do STF que indicam a superação, em parte, do entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 3 referente ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU, concedeu a ordem para garantir a perpetuação do pagamento do benefício previdenciário. No tocante à súmula vinculante, prescreve o art. 103-A da CF/88: “§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS “É no juízo hermenêutico típico da reclamação – no ‘balançar de olhos’ entre objeto e parâmetro da reclamação – que surgirá com maior nitidez a oportunidade para evolução interpretativa no controle de constitucionalidade. Com base na alegação de afronta a determinada decisão do STF, o Tribunal poderá reapreciar e redefinir o conteúdo e o alcance de sua própria decisão” (Tribunal Pleno, DJe de 4/9/13). Afasto ainda a alegada perda de objeto desta reclamação – suscitada por LUCY COSTA SAMRSLA -, firme no precedente plenário do STF no qual se afirmou que a procedência da ação reclamatória tem o condão de desconstituir a eficácia de decisões, nos autos originários, proferidas após o ajuizamento do instituto nesta Suprema Corte. Cito precedente: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do STF, será desconstituído pela procedência da reclamação” (Rcl nº 509/MG, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000 - grifei). No caso dos autos, a autoridade reclamada, valendo-se de precedentes do STF que indicam a superação, em parte, do entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante nº 3 referente ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU, concedeu a ordem para garantir a perpetuação do pagamento do benefício previdenciário. No tocante à súmula vinculante, prescreve o art. 103-A da CF/88: “§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O Juízo reclamado, ao aplicar precedente desta Suprema Corte - firmado com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança para garantir a não interferência, sem a ciência e participação do beneficiado, na expectativa de direito nascida em razão do longo período transcorrido entre a concessão do benefício e o registro de sua legalidade perante o TCU - e concluir pela existência de direito líquido e certo à aposentação, equivocou-se no emprego da jurisprudência reiterada desta Suprema Corte acerca do exercício do contraditório e da ampla defesa pelos beneficiados pela concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. É indicado que a alteração da jurisprudência do STF seja incorporada ao enunciado vinculante editado em razão da reiteração do tema nesta Suprema Corte. No entanto, entendo que a ausência dessa providência não pode representar obstáculo à via reclamatória quando o ato reclamado revele equívoco ou erronia na aplicação do entendimento desta Suprema Corte erigido à eficácia vinculante pela edição do instituto. Ante todo o exposto, voto pela procedência da presente reclamação e pela cassação da decisão impugnada e das decisões posteriores, determinando à autoridade reclamada que proceda a novo julgamento da demanda, como entender de Direito, observadas as ponderações do presente julgado. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O Juízo reclamado, ao aplicar precedente desta Suprema Corte - firmado com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança para garantir a não interferência, sem a ciência e participação do beneficiado, na expectativa de direito nascida em razão do longo período transcorrido entre a concessão do benefício e o registro de sua legalidade perante o TCU - e concluir pela existência de direito líquido e certo à aposentação, equivocou-se no emprego da jurisprudência reiterada desta Suprema Corte acerca do exercício do contraditório e da ampla defesa pelos beneficiados pela concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. É indicado que a alteração da jurisprudência do STF seja incorporada ao enunciado vinculante editado em razão da reiteração do tema nesta Suprema Corte. No entanto, entendo que a ausência dessa providência não pode representar obstáculo à via reclamatória quando o ato reclamado revele equívoco ou erronia na aplicação do entendimento desta Suprema Corte erigido à eficácia vinculante pela edição do instituto. Ante todo o exposto, voto pela procedência da presente reclamação e pela cassação da decisão impugnada e das decisões posteriores, determinando à autoridade reclamada que proceda a novo julgamento da demanda, como entender de Direito, observadas as ponderações do presente julgado. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Aponta a União que não teria havido o interregno. No caso, o Juízo admitiu o direito ao contraditório, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, embora continue convencido de que apenas cabe o contraditório considerado o Texto Constitucional, em havendo litígio ou acusado no processo administrativo, e quanto ao registro da aposentadoria não se tem nem um nem outro, acompanho, por maior razão ainda, o relator, já que não houve o interregno sinalizado no verbete da súmula vinculante. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135197. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Aponta a União que não teria havido o interregno. No caso, o Juízo admitiu o direito ao contraditório, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, embora continue convencido de que apenas cabe o contraditório considerado o Texto Constitucional, em havendo litígio ou acusado no processo administrativo, e quanto ao registro da aposentadoria não se tem nem um nem outro, acompanho, por maior razão ainda, o relator, já que não houve o interregno sinalizado no verbete da súmula vinculante. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECLAMAÇÃO 15.405 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) : MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma julgou procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777756 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECLAMAÇÃO 15.405 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) : MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma julgou procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777756 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8153038
2015-02-03T00:00:00
2015-04-07T00:00:00
A Turma julgou procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
RECLAMAÇÃO
EMENTA Constitucional e Administrativo. Reclamação constitucional. Ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. Controle de legalidade pelo TCU. Direito ao contraditório e à ampla defesa. Súmula Vinculante nº 3. Artigo 103-A, § 3º, da CF/88. Reclamação procedente. 1. Há prescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos processos de análise de legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão, ressalvados os casos em que ultrapassado o prazo de 5 (cinco) anos de ingresso do processo no TCU ou 10 (dez) anos da concessão do benefício. 2. Jurisprudência reiterada do STF que indica a mitigação da parte final da Súmula Vinculante nº 3 tão somente para garantir, em casos específicos, o respeito ao cânone do due process of law. 3. É indevida a aplicação de entendimento reiterado do STF acerca do contraditório e da ampla defesa perante o TCU para negar a imprescindibilidade do registro pela Corte de Contas para o aperfeiçoamento do ato de concessão de aposentadoria, reforma ou pensão 4. Reclamação julgada procedente para cassar a decisão reclamada e as decisões posteriores, devendo a autoridade reclamada proceder a novo julgamento, observadas as ponderações do presente julgado.
sjur299146
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO, PROCESSO ADMINISTRATIVO, LEGALIDADE, APOSENTADORIA) MS 24754 (TP). (TCU, APOSENTADORIA, PRINCÍPIO, BOA-FÉ, SEGURANÇA JURÍDICA, LEGALIDADE) MS 25116 (TP). (TCU, JULGAMENTO, LEGALIDADE, CONCESSÃO, APOSENTADORIA, PRAZO DECADENCIAL) MS 24781 (TP). (RECLAMAÇÃO, TRÂNSITO EM JULGADO, DECISÃO RECLAMADA) Rcl 509. (RECLAMAÇÃO, COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF) Rcl 4374 (TP). Número de páginas: 16. Análise: 09/04/2015, JRS. Revisão: 31/07/2015, KBP.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
15405
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-0103A \"CAPUT\" PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED SUV-000003 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl
acordaos
Rcl 15405
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RECLTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 5ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) : MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 5... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) :MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA Constitucional e Administrativo. Reclamação constitucional. Ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. Controle de legalidade pelo TCU. Direito ao contraditório e à ampla defesa. Súmula Vinculante n 3. Artigo 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88. Reclamação procedente. 1. Há prescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos processos de análise de legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão, ressalvados os casos em que ultrapassado o prazo de 5 (cinco) anos de ingresso do processo no TCU ou 10 (dez) anos da concessão do benefício. 2. Jurisprudência reiterada do Supremo Tribunal Federal que indica a mitigação da parte final da Súmula Vinculante n 3 tão somente para garantir, em casos específicos, o respeito ao cânone do due process of law. 3. É indevida a aplicação de entendimento reiterado do Supremo Tribunal Federal acerca do contraditório e da ampla defesa perante o TCU para negar a imprescindibilidade do registro pela Corte de Contas para o aperfeiçoamento do ato de concessão de aposentadoria, reforma ou pensão 4. Reclamação julgada procedente para cassar a decisão reclamada e as decisões posteriores, devendo a autoridade reclamada proceder a novo julgamento, observadas as ponderações do presente julgado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135199. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RCL 15405 / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135199. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 5... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) :MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, ajuizada pela UNIÃO em face do JUÍZO DA 5... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, cuja decisão teria afrontado a autoridade do Supremo Tribunal Federal e a eficácia da Súmula Vinculante n 3. Em suma, são estes os fundamentos apresentados pela reclamante: a) na origem, cuida-se da Ação Ordinária n 0025385- 60.2008.404.7100, ajuizada por Lucy Costa Samrsla com o objetivo de desconstituir o Acórdão n 3.349/2008 do Tribunal de Contas da União, em que se negou o registro do ato inicial de concessão de aposentadoria; b) a ação foi julgada procedente, ficando resguardada à Corte de Contas a possibilidade de renovar o processo administrativo, desde que sejam observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa; c) o Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Mandados de Segurança ns. 25.116 e 25.403, nos quais conferiu nova interpretação à parte final da Súmula Vinculante n 3 e amitigou, firmou entendimento no sentido de que o TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma ou pensão, deve oferecer oportunidade de defesa e de contraditório à parte interessada somente caso seja ultrapassado o lapso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 5... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) :MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de reclamação constitucional, com pedido de liminar, ajuizada pela UNIÃO em face do JUÍZO DA 5... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE, cuja decisão teria afrontado a autoridade do Supremo Tribunal Federal e a eficácia da Súmula Vinculante n 3. Em suma, são estes os fundamentos apresentados pela reclamante: a) na origem, cuida-se da Ação Ordinária n 0025385- 60.2008.404.7100, ajuizada por Lucy Costa Samrsla com o objetivo de desconstituir o Acórdão n 3.349/2008 do Tribunal de Contas da União, em que se negou o registro do ato inicial de concessão de aposentadoria; b) a ação foi julgada procedente, ficando resguardada à Corte de Contas a possibilidade de renovar o processo administrativo, desde que sejam observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa; c) o Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos Mandados de Segurança ns. 25.116 e 25.403, nos quais conferiu nova interpretação à parte final da Súmula Vinculante n 3 e amitigou, firmou entendimento no sentido de que o TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma ou pensão, deve oferecer oportunidade de defesa e de contraditório à parte interessada somente caso seja ultrapassado o lapso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RCL 15405 / RS quinquenal para o julgamento do respectivo ato de concessão, iniciada a contagem do prazo a partir da entrada do ato administrativo na Corte de Contas; d) o TCU teve ciência do ato de aposentação de Lucy Costa Samrsla somente em 4/5/07, tendo negado seu registro em 9/9/08, portanto, menos de 2 (dois) anos após o início do processo administrativo de registro respectivo, não havendo ilegalidade ou abusividade no ato do TCU, no tocante ao contraditório e à ampla defesa, a ser corrigido por meio do mandado de segurança. Reconsiderei a decisão mediante a qual, inicialmente, não conheci da reclamação, reconhecendo a pertinência temática entre o ato reclamado e a alteração da jurisprudência desta Corte acerca do tema consubstanciado no paradigma e deferi o pedido de liminar para suspender os efeitos da decisão reclamada. Contra essa decisão não foi apresentado recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação, em parecer assim ementado: “RECLAMAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. ATO DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. CONTROLE EXERCIDO PELO TCU. CONFIGURADA VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 3. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA DO Supremo Tribunal Federal EM RELAÇÃO À ÚLTIMA PARTE DA SÚMULA NÃO DESCARACTERIZA A EXISTÊNCIA DA AFRONTA. ANÁLISE DO TCU DENTRO DO PRAZO DE CINCO ANOS APÓS ENTRADA DO PROCESSO NO ÓRGÃO. PRESCINDÍVEL A OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. Parecer pela procedência da reclamação.” A interessada, LUCY DA COSTA SAMRSLA, apresentou petição “[c]om o especial fim de informar a perda do objeto e a prejudicialidade da Reclamação 15.405/RS”, uma vez que, em sede de Embargos de Declaração no Recurso de Apelação Cível n 5058720-43.2012.404.7100, a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS quinquenal para o julgamento do respectivo ato de concessão, iniciada a contagem do prazo a partir da entrada do ato administrativo na Corte de Contas; d) o TCU teve ciência do ato de aposentação de Lucy Costa Samrsla somente em 4/5/07, tendo negado seu registro em 9/9/08, portanto, menos de 2 (dois) anos após o início do processo administrativo de registro respectivo, não havendo ilegalidade ou abusividade no ato do TCU, no tocante ao contraditório e à ampla defesa, a ser corrigido por meio do mandado de segurança. Reconsiderei a decisão mediante a qual, inicialmente, não conheci da reclamação, reconhecendo a pertinência temática entre o ato reclamado e a alteração da jurisprudência desta Corte acerca do tema consubstanciado no paradigma e deferi o pedido de liminar para suspender os efeitos da decisão reclamada. Contra essa decisão não foi apresentado recurso. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência da reclamação, em parecer assim ementado: “RECLAMAÇÃO. AÇÃO ORDINÁRIA. ATO DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA. CONTROLE EXERCIDO PELO TCU. CONFIGURADA VIOLAÇÃO À SÚMULA VINCULANTE 3. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA DO Supremo Tribunal Federal EM RELAÇÃO À ÚLTIMA PARTE DA SÚMULA NÃO DESCARACTERIZA A EXISTÊNCIA DA AFRONTA. ANÁLISE DO TCU DENTRO DO PRAZO DE CINCO ANOS APÓS ENTRADA DO PROCESSO NO ÓRGÃO. PRESCINDÍVEL A OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. Parecer pela procedência da reclamação.” A interessada, LUCY DA COSTA SAMRSLA, apresentou petição “[c]om o especial fim de informar a perda do objeto e a prejudicialidade da Reclamação 15.405/RS”, uma vez que, em sede de Embargos de Declaração no Recurso de Apelação Cível n 5058720-43.2012.404.7100, a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RCL 15405 / RS decisão reclamada foi reformada para, com fundamento na segurança jurídica, dar total provimento à ação, assentando a impossibilidade da aposentadoria ser revista pelo TCU. Vide: “Sem deixar de reconhecer que o Superior Tribunal de Justiça venha afastando a decadência administrativa em tais casos, entendendo que o ato concessivo de aposentadoria tem natureza jurídica de ato administrativo complexo, ou seja, somente se aperfeiçoa após o registro no Tribunal de Contas, momento a partir do qual começaria a fluir o prazo decadencial de cinco anos de que cuida o art. 54 da Lei n. 9.784/99, tenho que o pedido do autor merece acolhimento. Embora afastada a subsunção do caso concreto à regra da decadência consubstanciada no art. 54 da Lei n 9.784/99, in casu, deve ser privilegiada a aplicação do princípio da segurança jurídica. Como é cediço, muito embora a Administração Pública esteja submetida ao princípio da legalidade estrita do art. 37 da Carta Magna, há de se reconhecer a existência de situações em que se impõe a sua ponderação com o princípio da segurança jurídica, no intuito de evitar prejuízo desproporcional a este outro valor, igualmente protegido pelo ordenamento e integrante da noção de Estado de Direito. Dessa linha de raciocínio, consagrou-se a possibilidade de preservação, após o decurso de razoável lapso de tempo, de atos administrativos ilegais que tragam efeitos favoráveis a seus destinatários e que estejam revestidos de aparência de legalidade, privilegiando-se, assim, a estabilidade das relações jurídicas e a proteção da confiança do administrado. No caso concreto, inexistindo nos autos qualquer indicativo de má-fé do autor, tenho ser essa a melhor solução, qual seja a manutenção de seus proventos no valor inicialmente concedido pela própria administração, uma vez que a revisão da aposentadoria do servidor, benefício do qual gozou por mais de 10 anos ininterruptamente, ignorando a situação já estabilizada no tempo, importaria abalo intolerável à segurança jurídica. Por esse motivo, merece ser acolhida a pretensão da parte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS decisão reclamada foi reformada para, com fundamento na segurança jurídica, dar total provimento à ação, assentando a impossibilidade da aposentadoria ser revista pelo TCU. Vide: “Sem deixar de reconhecer que o Superior Tribunal de Justiça venha afastando a decadência administrativa em tais casos, entendendo que o ato concessivo de aposentadoria tem natureza jurídica de ato administrativo complexo, ou seja, somente se aperfeiçoa após o registro no Tribunal de Contas, momento a partir do qual começaria a fluir o prazo decadencial de cinco anos de que cuida o art. 54 da Lei n. 9.784/99, tenho que o pedido do autor merece acolhimento. Embora afastada a subsunção do caso concreto à regra da decadência consubstanciada no art. 54 da Lei n 9.784/99, in casu, deve ser privilegiada a aplicação do princípio da segurança jurídica. Como é cediço, muito embora a Administração Pública esteja submetida ao princípio da legalidade estrita do art. 37 da Carta Magna, há de se reconhecer a existência de situações em que se impõe a sua ponderação com o princípio da segurança jurídica, no intuito de evitar prejuízo desproporcional a este outro valor, igualmente protegido pelo ordenamento e integrante da noção de Estado de Direito. Dessa linha de raciocínio, consagrou-se a possibilidade de preservação, após o decurso de razoável lapso de tempo, de atos administrativos ilegais que tragam efeitos favoráveis a seus destinatários e que estejam revestidos de aparência de legalidade, privilegiando-se, assim, a estabilidade das relações jurídicas e a proteção da confiança do administrado. No caso concreto, inexistindo nos autos qualquer indicativo de má-fé do autor, tenho ser essa a melhor solução, qual seja a manutenção de seus proventos no valor inicialmente concedido pela própria administração, uma vez que a revisão da aposentadoria do servidor, benefício do qual gozou por mais de 10 anos ininterruptamente, ignorando a situação já estabilizada no tempo, importaria abalo intolerável à segurança jurídica. Por esse motivo, merece ser acolhida a pretensão da parte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório RCL 15405 / RS autora. Nesse sentido o julgado do Pleno do Supremo Tribunal Federal: 'MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex-servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS autora. Nesse sentido o julgado do Pleno do Supremo Tribunal Federal: 'MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex-servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório RCL 15405 / RS como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7... e arts. 183 e 191 da Constituição Federal de 1988; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5...). 6. Segurança concedida.(MS 25116, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 08/09/2010, DJe-027 DIVULG 09-02-2011 PUBLIC 10-02-2011 EMENT VOL-02461-01 PP- 00107)' Ante o exposto, acolho os embargos de declaração para dar provimento ao apelo da parte autora e negar provimento ao apelo da União.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7... e arts. 183 e 191 da Constituição Federal de 1988; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5...). 6. Segurança concedida.(MS 25116, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 08/09/2010, DJe-027 DIVULG 09-02-2011 PUBLIC 10-02-2011 EMENT VOL-02461-01 PP- 00107)' Ante o exposto, acolho os embargos de declaração para dar provimento ao apelo da parte autora e negar provimento ao apelo da União.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No caso dos autos, aponta-se como paradigma de confronto a Súmula Vinculante n 3, assim redigida: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.” A Emenda Constitucional n 45/04 introduziu, no ordenamento constitucional pátrio, a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal, “após reiteradas decisões sobre matéria constitucional”, editar súmula com “efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal” (art. 103-A, caput, Constituição Federal de 1988/88). Verifica-se, portanto, que é pressuposto para a edição de súmula vinculante a existência de jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. No tocante à SV n 3, destaco que os precedentes de referência para sua edição reportam-se ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU nos processos de análise da legalidade de aposentadorias, reformas ou pensões de servidores públicos. Assim, ao tempo da discussão e aprovação da SV n 3 (aprovada na Sessão Plenária de 30/5/07 e publicada no DOU de 6/6/07), a jurisprudência dessa Suprema Corte era pacífica no sentido da prescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos processos administrativos instaurados no Tribunal de Contas da União para apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): No caso dos autos, aponta-se como paradigma de confronto a Súmula Vinculante n 3, assim redigida: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.” A Emenda Constitucional n 45/04 introduziu, no ordenamento constitucional pátrio, a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal, “após reiteradas decisões sobre matéria constitucional”, editar súmula com “efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal” (art. 103-A, caput, Constituição Federal de 1988/88). Verifica-se, portanto, que é pressuposto para a edição de súmula vinculante a existência de jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. No tocante à SV n 3, destaco que os precedentes de referência para sua edição reportam-se ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU nos processos de análise da legalidade de aposentadorias, reformas ou pensões de servidores públicos. Assim, ao tempo da discussão e aprovação da SV n 3 (aprovada na Sessão Plenária de 30/5/07 e publicada no DOU de 6/6/07), a jurisprudência dessa Suprema Corte era pacífica no sentido da prescindibilidade do contraditório e da ampla defesa nos processos administrativos instaurados no Tribunal de Contas da União para apreciação da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS ou pensão. Transcrevo ementa de julgado nesse sentido: “APOSENTADORIA - HOMOLOGAÇÃO - ATO COMPLEXO - CONTRADITÓRIO - IMPROPRIEDADE. O processo de aposentadoria revela atos complexos, sem o envolvimento de litigantes, ficando afastada a necessidade de observância do contraditório, isso em vista do ato final, ou seja, a glosa pela Corte de Contas . APOSENTADORIA - CARGO EM COMISSÃO - REGÊNCIA NO TEMPO. Tratando- se de situação concreta em que atendidos os requisitos para a aposentadoria em data anterior à alteração do artigo 183 da Lei n 8.112/90 pela Lei n 8.647/93, descabe glosar a aposentadoria concedida considerada a ocupação de cargo em comissão. Precedente: Mandado de Segurança n 24.024-5, Pleno, cujo acórdão, redigido pelo ministro Gilmar Mendes, foi publicado no Diário da Justiça de 24 de outubro de 2003” (MS n 24.754/DF, relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 18/2/05 grifei). Posteriormente à edição da SV n 3, no entanto, o Supremo Tribunal Federal, com fundamento nos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, mitigou o entendimento, em especial à parte final, para afirmar que, passados 5 (cinco) anos do ingresso do processo no TCU ou 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem, os procedimentos de análise da legalidade do ato concessivo perante o TCU hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Transcrevo a ementa do julgado: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS ou pensão. Transcrevo ementa de julgado nesse sentido: “APOSENTADORIA - HOMOLOGAÇÃO - ATO COMPLEXO - CONTRADITÓRIO - IMPROPRIEDADE. O processo de aposentadoria revela atos complexos, sem o envolvimento de litigantes, ficando afastada a necessidade de observância do contraditório, isso em vista do ato final, ou seja, a glosa pela Corte de Contas . APOSENTADORIA - CARGO EM COMISSÃO - REGÊNCIA NO TEMPO. Tratando- se de situação concreta em que atendidos os requisitos para a aposentadoria em data anterior à alteração do artigo 183 da Lei n 8.112/90 pela Lei n 8.647/93, descabe glosar a aposentadoria concedida considerada a ocupação de cargo em comissão. Precedente: Mandado de Segurança n 24.024-5, Pleno, cujo acórdão, redigido pelo ministro Gilmar Mendes, foi publicado no Diário da Justiça de 24 de outubro de 2003” (MS n 24.754/DF, relator o Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 18/2/05 grifei). Posteriormente à edição da SV n 3, no entanto, o Supremo Tribunal Federal, com fundamento nos princípios da boa-fé e da segurança jurídica, mitigou o entendimento, em especial à parte final, para afirmar que, passados 5 (cinco) anos do ingresso do processo no TCU ou 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem, os procedimentos de análise da legalidade do ato concessivo perante o TCU hão de obedecer os cânones do contraditório, da ampla defesa e do due process of law. Transcrevo a ementa do julgado: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NEGATIVA DE REGISTRO A APOSENTADORIA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O impetrante se volta contra o acórdão do TCU, publicado no Diário Oficial da União. Não exatamente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex- servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7... e arts. 183 e 191 da Constituição Federal de 1988; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS contra o IBGE, para que este comprove o recolhimento das questionadas contribuições previdenciárias. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 2. Infundada alegação de carência de ação, por ausência de direito líquido e certo. Preliminar que se confunde com o mérito da impetração. 3. A inércia da Corte de Contas, por mais de cinco anos, a contar da aposentadoria, consolidou afirmativamente a expectativa do ex- servidor quanto ao recebimento de verba de caráter alimentar. Esse aspecto temporal diz intimamente com: a) o princípio da segurança jurídica, projeção objetiva do princípio da dignidade da pessoa humana e elemento conceitual do Estado de Direito; b) a lealdade, um dos conteúdos do princípio constitucional da moralidade administrativa (caput do art. 37). São de se reconhecer, portanto, certas situações jurídicas subjetivas ante o Poder Público, mormente quando tais situações se formalizam por ato de qualquer das instâncias administrativas desse Poder, como se dá com o ato formal de aposentadoria. 4. A manifestação do órgão constitucional de controle externo há de se formalizar em tempo que não desborde das pautas elementares da razoabilidade. Todo o Direito Positivo é permeado por essa preocupação com o tempo enquanto figura jurídica, para que sua prolongada passagem em aberto não opere como fator de séria instabilidade inter-subjetiva ou mesmo intergrupal. A própria Constituição Federal de 1988 dá conta de institutos que têm no perfazimento de um certo lapso temporal a sua própria razão de ser. Pelo que existe uma espécie de tempo constitucional médio que resume em si, objetivamente, o desejado critério da razoabilidade. Tempo que é de cinco anos (inciso XXIX do art. 7... e arts. 183 e 191 da Constituição Federal de 1988; bem como art. 19 do ADCT). 5. O prazo de cinco anos é de ser aplicado aos processos de contas que tenham por objeto o exame de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Transcorrido in albis o interregno qüinqüenal, a contar da aposentadoria, é de se convocar os particulares para participarem do processo de seu interesse, a fim de desfrutar das garantias constitucionais do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5...). 6. Segurança concedida” (MS n 25.116/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 10/2/11). No julgamento do MS n 24.781/DF, esclareceu-se que a decisão com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança estava limitada à ordem para que - ultrapassado o prazo de 5 (cinco) anos da apresentação do ato à Corte de Contas ou de 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem - os beneficiados pelo ato concessivo dos benefícios de aposentadoria, reforma ou pensão fossem chamados para, querendo, exercer o contraditório e a ampla defesa no processo administrativo. Destarte, reafirmou-se e reforçou-se a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal de que o prazo decadencial do art. 54 da Lei n 9.784/99 não se aplica ao TCU no julgamento da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. “Mandado de Segurança. 2. Acórdão da 2... Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU). Competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Controle externo de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Inaplicabilidade ao caso da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. 4. Negativa de registro de aposentadoria julgada ilegal pelo TCU. Decisão proferida após mais de 5 (cinco) anos da chegada do processo administrativo ao TCU e após mais de 10 (dez) anos da concessão da aposentadoria pelo órgão de origem. Princípio da segurança jurídica (confiança legítima). Garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Exigência. 5. Concessão parcial da segurança. I Nos termos dos precedentes firmados pelo Plenário desta Corte, não se opera a decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS contraditório e da ampla defesa (inciso LV do art. 5...). 6. Segurança concedida” (MS n 25.116/DF, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 10/2/11). No julgamento do MS n 24.781/DF, esclareceu-se que a decisão com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança estava limitada à ordem para que - ultrapassado o prazo de 5 (cinco) anos da apresentação do ato à Corte de Contas ou de 10 (dez) anos da concessão do benefício pelo órgão de origem - os beneficiados pelo ato concessivo dos benefícios de aposentadoria, reforma ou pensão fossem chamados para, querendo, exercer o contraditório e a ampla defesa no processo administrativo. Destarte, reafirmou-se e reforçou-se a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal de que o prazo decadencial do art. 54 da Lei n 9.784/99 não se aplica ao TCU no julgamento da legalidade do ato de concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. “Mandado de Segurança. 2. Acórdão da 2... Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU). Competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Controle externo de legalidade dos atos concessivos de aposentadorias, reformas e pensões. Inaplicabilidade ao caso da decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99. 4. Negativa de registro de aposentadoria julgada ilegal pelo TCU. Decisão proferida após mais de 5 (cinco) anos da chegada do processo administrativo ao TCU e após mais de 10 (dez) anos da concessão da aposentadoria pelo órgão de origem. Princípio da segurança jurídica (confiança legítima). Garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Exigência. 5. Concessão parcial da segurança. I Nos termos dos precedentes firmados pelo Plenário desta Corte, não se opera a decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS constitucional de controle externo (art. 71, III, Constituição Federal de 1988). II A recente jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal passou a se manifestar no sentido de exigir que o TCU assegure a ampla defesa e o contraditório nos casos em que o controle externo de legalidade exercido pela Corte de Contas, para registro de aposentadorias e pensões, ultrapassar o prazo de cinco anos, sob pena de ofensa ao princípio da confiança face subjetiva do princípio da segurança jurídica. Precedentes. III Nesses casos, conforme o entendimento fixado no presente julgado, o prazo de 5 (cinco) anos deve ser contado a partir da data de chegada ao TCU do processo administrativo de aposentadoria ou pensão encaminhado pelo órgão de origem para julgamento da legalidade do ato concessivo de aposentadoria ou pensão e posterior registro pela Corte de Contas . IV Concessão parcial da segurança para anular o acórdão impugnado e determinar ao TCU que assegure ao impetrante o direito ao contraditório e à ampla defesa no processo administrativo de julgamento da legalidade e registro de sua aposentadoria, assim como para determinar a não devolução das quantias já recebidas. V Vencidas (i) a tese que concedia integralmente a segurança (por reconhecer a decadência) e (ii) a tese que concedia parcialmente a segurança apenas para dispensar a devolução das importâncias pretéritas recebidas, na forma do que dispõe a Súmula 106 do TCU” (MS n 24.781/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Relator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 9/6/2011, grifei). Porque a decisão que substituiu a decisão reclamada está fundamentada precisamente na tese que indica a superação, em parte, do entendimento desta Suprema Corte consubstanciado na SV n 3, entendo que subsiste aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma apta a instaurar a competência originária do Supremo Tribunal Federal em sede reclamatória. Nesse sentido, prevaleceu o entendimento do Ministro Gilmar Mendes no julgamento da Rcl n 4.374/PE. Vide: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS constitucional de controle externo (art. 71, III, Constituição Federal de 1988). II A recente jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal passou a se manifestar no sentido de exigir que o TCU assegure a ampla defesa e o contraditório nos casos em que o controle externo de legalidade exercido pela Corte de Contas, para registro de aposentadorias e pensões, ultrapassar o prazo de cinco anos, sob pena de ofensa ao princípio da confiança face subjetiva do princípio da segurança jurídica. Precedentes. III Nesses casos, conforme o entendimento fixado no presente julgado, o prazo de 5 (cinco) anos deve ser contado a partir da data de chegada ao TCU do processo administrativo de aposentadoria ou pensão encaminhado pelo órgão de origem para julgamento da legalidade do ato concessivo de aposentadoria ou pensão e posterior registro pela Corte de Contas . IV Concessão parcial da segurança para anular o acórdão impugnado e determinar ao TCU que assegure ao impetrante o direito ao contraditório e à ampla defesa no processo administrativo de julgamento da legalidade e registro de sua aposentadoria, assim como para determinar a não devolução das quantias já recebidas. V Vencidas (i) a tese que concedia integralmente a segurança (por reconhecer a decadência) e (ii) a tese que concedia parcialmente a segurança apenas para dispensar a devolução das importâncias pretéritas recebidas, na forma do que dispõe a Súmula 106 do TCU” (MS n 24.781/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Relator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 9/6/2011, grifei). Porque a decisão que substituiu a decisão reclamada está fundamentada precisamente na tese que indica a superação, em parte, do entendimento desta Suprema Corte consubstanciado na SV n 3, entendo que subsiste aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma apta a instaurar a competência originária do Supremo Tribunal Federal em sede reclamatória. Nesse sentido, prevaleceu o entendimento do Ministro Gilmar Mendes no julgamento da Rcl n 4.374/PE. Vide: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS “É no juízo hermenêutico típico da reclamação – no ‘balançar de olhos’ entre objeto e parâmetro da reclamação – que surgirá com maior nitidez a oportunidade para evolução interpretativa no controle de constitucionalidade. Com base na alegação de afronta a determinada decisão do Supremo Tribunal Federal, o Tribunal poderá reapreciar e redefinir o conteúdo e o alcance de sua própria decisão” (Tribunal Pleno, DJe de 4/9/13). Afasto ainda a alegada perda de objeto desta reclamação – suscitada por LUCY COSTA SAMRSLA -, firme no precedente plenário do Supremo Tribunal Federal no qual se afirmou que a procedência da ação reclamatória tem o condão de desconstituir a eficácia de decisões, nos autos originários, proferidas após o ajuizamento do instituto nesta Suprema Corte. Cito precedente: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do Supremo Tribunal Federal, será desconstituído pela procedência da reclamação” (Rcl n 509/MG, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000 - grifei). No caso dos autos, a autoridade reclamada, valendo-se de precedentes do Supremo Tribunal Federal que indicam a superação, em parte, do entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante n 3 referente ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU, concedeu a ordem para garantir a perpetuação do pagamento do benefício previdenciário. No tocante à súmula vinculante, prescreve o art. 103-A da Constituição Federal de 1988/88: “§ 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS “É no juízo hermenêutico típico da reclamação – no ‘balançar de olhos’ entre objeto e parâmetro da reclamação – que surgirá com maior nitidez a oportunidade para evolução interpretativa no controle de constitucionalidade. Com base na alegação de afronta a determinada decisão do Supremo Tribunal Federal, o Tribunal poderá reapreciar e redefinir o conteúdo e o alcance de sua própria decisão” (Tribunal Pleno, DJe de 4/9/13). Afasto ainda a alegada perda de objeto desta reclamação – suscitada por LUCY COSTA SAMRSLA -, firme no precedente plenário do Supremo Tribunal Federal no qual se afirmou que a procedência da ação reclamatória tem o condão de desconstituir a eficácia de decisões, nos autos originários, proferidas após o ajuizamento do instituto nesta Suprema Corte. Cito precedente: “I. Reclamação: subsistência à coisa julgada formada na sua pendência. Ajuizada a reclamação antes do trânsito em julgado da decisão reclamada, e não suspenso liminarmente o processo principal, a eficácia de tudo quanto nele se decidir ulteriormente, incluído o eventual trânsito em julgado do provimento que se tacha de contrário à autoridade de acórdão do Supremo Tribunal Federal, será desconstituído pela procedência da reclamação” (Rcl n 509/MG, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 4/8/2000 - grifei). No caso dos autos, a autoridade reclamada, valendo-se de precedentes do Supremo Tribunal Federal que indicam a superação, em parte, do entendimento consubstanciado na Súmula Vinculante n 3 referente ao direito ao contraditório e à ampla defesa perante o TCU, concedeu a ordem para garantir a perpetuação do pagamento do benefício previdenciário. No tocante à súmula vinculante, prescreve o art. 103-A da Constituição Federal de 1988/88: “§ 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 15405 / RS caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O Juízo reclamado, ao aplicar precedente desta Suprema Corte - firmado com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança para garantir a não interferência, sem a ciência e participação do beneficiado, na expectativa de direito nascida em razão do longo período transcorrido entre a concessão do benefício e o registro de sua legalidade perante o TCU - e concluir pela existência de direito líquido e certo à aposentação, equivocou-se no emprego da jurisprudência reiterada desta Suprema Corte acerca do exercício do contraditório e da ampla defesa pelos beneficiados pela concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. É indicado que a alteração da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal seja incorporada ao enunciado vinculante editado em razão da reiteração do tema nesta Suprema Corte. No entanto, entendo que a ausência dessa providência não pode representar obstáculo à via reclamatória quando o ato reclamado revele equívoco ou erronia na aplicação do entendimento desta Suprema Corte erigido à eficácia vinculante pela edição do instituto. Ante todo o exposto, voto pela procedência da presente reclamação e pela cassação da decisão impugnada e das decisões posteriores, determinando à autoridade reclamada que proceda a novo julgamento da demanda, como entender de Direito, observadas as ponderações do presente julgado. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Supremo Tribunal Federal RCL 15405 / RS caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando- a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.” O Juízo reclamado, ao aplicar precedente desta Suprema Corte - firmado com fundamento na segurança jurídica e no princípio da confiança para garantir a não interferência, sem a ciência e participação do beneficiado, na expectativa de direito nascida em razão do longo período transcorrido entre a concessão do benefício e o registro de sua legalidade perante o TCU - e concluir pela existência de direito líquido e certo à aposentação, equivocou-se no emprego da jurisprudência reiterada desta Suprema Corte acerca do exercício do contraditório e da ampla defesa pelos beneficiados pela concessão de aposentadoria, reforma ou pensão. É indicado que a alteração da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal seja incorporada ao enunciado vinculante editado em razão da reiteração do tema nesta Suprema Corte. No entanto, entendo que a ausência dessa providência não pode representar obstáculo à via reclamatória quando o ato reclamado revele equívoco ou erronia na aplicação do entendimento desta Suprema Corte erigido à eficácia vinculante pela edição do instituto. Ante todo o exposto, voto pela procedência da presente reclamação e pela cassação da decisão impugnada e das decisões posteriores, determinando à autoridade reclamada que proceda a novo julgamento da demanda, como entender de Direito, observadas as ponderações do presente julgado. É como voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Aponta a União que não teria havido o interregno. No caso, o Juízo admitiu o direito ao contraditório, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, embora continue convencido de que apenas cabe o contraditório considerado o Texto Constitucional, em havendo litígio ou acusado no processo administrativo, e quanto ao registro da aposentadoria não se tem nem um nem outro, acompanho, por maior razão ainda, o relator, já que não houve o interregno sinalizado no verbete da súmula vinculante. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135197. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA RECLAMAÇÃO 15.405 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Aponta a União que não teria havido o interregno. No caso, o Juízo admitiu o direito ao contraditório, não é? O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, embora continue convencido de que apenas cabe o contraditório considerado o Texto Constitucional, em havendo litígio ou acusado no processo administrativo, e quanto ao registro da aposentadoria não se tem nem um nem outro, acompanho, por maior razão ainda, o relator, já que não houve o interregno sinalizado no verbete da súmula vinculante. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135197. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECLAMAÇÃO 15.405 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 5... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) : MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma julgou procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777756 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECLAMAÇÃO 15.405 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECLTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECLDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 5... VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : LUCY COSTA SAMRSLA ADV.(A/S) : MARCELO ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma julgou procedente a reclamação, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777756 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 15 . 405", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "RECLAMAÇÃO 15 . 405", "Ação Ordinária n 0025385 - 60 . 2008 . 404 . 7100", "Acórdão n 3 . 349 / 2008 do Tribunal de Contas da União", "RECLAMAÇÃO 15 . 405", "Ação Ordinária n 0025385 - 60 . 2008 . 404 . 7100", "Acórdão n 3 . 349 / 2008 do Tribunal de Contas da União", "Mandados de Segurança ns . 25 . 116", "Súmula Vinculante n 3", "Reclamação 15 . 405 / RS", "Recurso de Apelação Cível n 5058720 - 43 . 2012 . 404 . 7100", "RCL 15405 / RS", "Reclamação 15 . 405 / RS", "Recurso de Apelação Cível n 5058720 - 43 . 2012 . 404 .", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "MS 25116", "RCL 15405 / RS", "MS 25116", "Súmula Vinculante n 3", "Súmula Vinculante n 3", "Mandado de Segurança n 24 . 024 - 5", "MS n 24 . 754 / DF", "RCL 15405 / RS", "Mandado de Segurança n 24 . 024 - 5", "MS n 24 . 754 / DF", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "MS n 25 . 116 / DF", "MS n 24 . 781 / DF", "RCL 15405 / RS", "MS n 25 . 116 / DF", "MS n 24 . 781 / DF", "RCL 15405 / RS", "Súmula 106 do TCU", "MS n 24 . 781 / DF", "Rcl n 4 . 374 / PE", "RCL 15405 / RS", "Súmula 106 do TCU", "MS n 24 . 781 / DF", "Rcl n 4 . 374 / PE", "RCL 15405 / RS", "Rcl n 509 / MG", "Súmula Vinculante n 3", "RCL 15405 / RS", "Rcl n 509 / MG", "Súmula Vinculante n 3", "RCL 15405 / RS", "RCL 15405 / RS", "RECLAMAÇÃO 15 . 405", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO 15" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "art . 37 da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "art . 37 da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "inciso XXIX do art . 7 . . .", "arts . 183 e 191 da Constituição Federal de 1988", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "inciso XXIX do art . 7 . . . e", "arts . 183 e 191 da Constituição Federal de 1988", "art . 19 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "art . 71 , III , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , III , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE", "TCU", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE", "Supremo Tribunal Federal", "Corte", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "5", "VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TCU", "TCU", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TCU", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Contas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Contas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno do Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TCU", "IBGE", "Corte de Contas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TCU", "IBGE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TCU", "Diário Oficial da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IBGE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IBGE", "Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "2", ".", ". . Câmara do Tribunal de Contas da União", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "Plenário", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "2", ".", ".", ".", "Câmara do Tribunal de Contas da União", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "Plenário", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "TCU", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "TCU", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de 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Gracie", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "LUCY COSTA SAMRSLA", "Sepúlveda Pertence", "LUCY COSTA SAMRSLA", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "LUCY COSTA SAMRSLA", "MARCELO ALVES DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "LUCY COSTA SAMRSLA", "MARCELO ALVES DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO. FORA DO PRAZO. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula nº 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: "AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA – DECISÃO MONOCRÁTICA AGRAVADA CONFIRMADA POR FUNDAMENTO DIVERSO – FÉRIAS – REMUNERAÇÃO FORA DO PRAZO LEGAL – PAGAMENTO EM DOBRO." 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825202. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 845867 AGR / DF ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825202. Supremo Tribunal Federal ARE 845867 AGR / DF ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO. FORA DO PRAZO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 287/STF. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Vejam, Doutos Ministros, que o Município foi claro ao dispor no Agravo ao qual se negou provimento que não há falar em aplicabilidade da Súmula 636 deste E. STF no presente caso, haja vista que a matéria aqui discutida não demanda interpretação de normas infraconstitucionais, mas, ao revés, trata de afronta direta à Constituição Federal, sem qualquer necessidade de interpretação. Ademais, também foi claro ao dispor, desde a discussão travada no âmbito da Justiça do Trabalho, notadamente no Colendo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO. FORA DO PRAZO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 287/STF. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Vejam, Doutos Ministros, que o Município foi claro ao dispor no Agravo ao qual se negou provimento que não há falar em aplicabilidade da Súmula 636 deste E. STF no presente caso, haja vista que a matéria aqui discutida não demanda interpretação de normas infraconstitucionais, mas, ao revés, trata de afronta direta à Constituição Federal, sem qualquer necessidade de interpretação. Ademais, também foi claro ao dispor, desde a discussão travada no âmbito da Justiça do Trabalho, notadamente no Colendo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 845867 AGR / DF Superior do Trabalho, que os recursos não objetivavam o reexame de prova, uma vez que o presente caso trata de matéria exclusivamente de direito, razão pela qual, o Município atacou sim o conteúdo da Súmula 279, deste E. STF e merecia ter os requisitos do seu Recurso Extraordinário analisados. Ora, Doutos Ministros, o Município discorreu, durante toda a sua explanação recursal extraordinária, sobre matéria de direito, em nenhum momento solicitou o reexame de fatos e provas, e por isso, ainda que não tenha se insurgido de forma direta à Súmula 279, deste Excelso Pretório, o fez de forma indireta, quando debateu, durante toda a sua tese, a discussão travada acerca da matéria de direito envolvida na presente demanda. Além disso, a decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário do Município de Mogi Mirim não se baseou somente no óbice da Súmula 279, do E. STF, mas também da Súmula 636, também deste E.STF e que também foi objeto de impugnação no Recurso de Agravo.” (fl. 6 do documento eletrônico 35). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Supremo Tribunal Federal ARE 845867 AGR / DF Superior do Trabalho, que os recursos não objetivavam o reexame de prova, uma vez que o presente caso trata de matéria exclusivamente de direito, razão pela qual, o Município atacou sim o conteúdo da Súmula 279, deste E. STF e merecia ter os requisitos do seu Recurso Extraordinário analisados. Ora, Doutos Ministros, o Município discorreu, durante toda a sua explanação recursal extraordinária, sobre matéria de direito, em nenhum momento solicitou o reexame de fatos e provas, e por isso, ainda que não tenha se insurgido de forma direta à Súmula 279, deste Excelso Pretório, o fez de forma indireta, quando debateu, durante toda a sua tese, a discussão travada acerca da matéria de direito envolvida na presente demanda. Além disso, a decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário do Município de Mogi Mirim não se baseou somente no óbice da Súmula 279, do E. STF, mas também da Súmula 636, também deste E.STF e que também foi objeto de impugnação no Recurso de Agravo.” (fl. 6 do documento eletrônico 35). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo recorrente foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob os fundamentos de que a ofensa à Constituição, caso existente, seria indireta ou reflexa (Súmula 636) e que o conhecimento do apelo extremo encontra óbice na Súmula 279 do STF. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou o fundamento da decisão agravada relativo à incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a alegar a existência de ofensa direta à Constituição, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula nº STF 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo recorrente foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob os fundamentos de que a ofensa à Constituição, caso existente, seria indireta ou reflexa (Súmula 636) e que o conhecimento do apelo extremo encontra óbice na Súmula 279 do STF. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou o fundamento da decisão agravada relativo à incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a alegar a existência de ofensa direta à Constituição, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula nº STF 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845867 AGR / DF REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no RE 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Supremo Tribunal Federal ARE 845867 AGR / DF REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no RE 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894707 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7923744
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO. FORA DO PRAZO. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula nº 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: "AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA – DECISÃO MONOCRÁTICA AGRAVADA CONFIRMADA POR FUNDAMENTO DIVERSO – FÉRIAS – REMUNERAÇÃO FORA DO PRAZO LEGAL – PAGAMENTO EM DOBRO." 3. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur294509
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) ARE 680279 AgR (1ªT), ARE 735978 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
845867
[ "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 845867 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO. FORA DO PRAZO. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA n 287/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: "AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA – DECISÃO MONOCRÁTICA AGRAVADA CONFIRMADA POR FUNDAMENTO DIVERSO – FÉRIAS – REMUNERAÇÃO FORA DO PRAZO LEGAL – PAGAMENTO EM DOBRO." 3. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825202. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 845867 AGR / DF ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825202. Supremo Tribunal Federal ARE 845867 AGR / DF ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO. FORA DO PRAZO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 287/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Vejam, Doutos Ministros, que o Município foi claro ao dispor no Agravo ao qual se negou provimento que não há falar em aplicabilidade da Súmula 636 deste E. Supremo Tribunal Federal no presente caso, haja vista que a matéria aqui discutida não demanda interpretação de normas infraconstitucionais, mas, ao revés, trata de afronta direta à Constituição Federal, sem qualquer necessidade de interpretação. Ademais, também foi claro ao dispor, desde a discussão travada no âmbito da Justiça do Trabalho, notadamente no Colendo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) :NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FÉRIAS. PAGAMENTO. FORA DO PRAZO. DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 287/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Vejam, Doutos Ministros, que o Município foi claro ao dispor no Agravo ao qual se negou provimento que não há falar em aplicabilidade da Súmula 636 deste E. Supremo Tribunal Federal no presente caso, haja vista que a matéria aqui discutida não demanda interpretação de normas infraconstitucionais, mas, ao revés, trata de afronta direta à Constituição Federal, sem qualquer necessidade de interpretação. Ademais, também foi claro ao dispor, desde a discussão travada no âmbito da Justiça do Trabalho, notadamente no Colendo Tribunal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 845867 AGR / DF Superior do Trabalho, que os recursos não objetivavam o reexame de prova, uma vez que o presente caso trata de matéria exclusivamente de direito, razão pela qual, o Município atacou sim o conteúdo da Súmula 279, deste E. Supremo Tribunal Federal e merecia ter os requisitos do seu Recurso Extraordinário analisados. Ora, Doutos Ministros, o Município discorreu, durante toda a sua explanação recursal extraordinária, sobre matéria de direito, em nenhum momento solicitou o reexame de fatos e provas, e por isso, ainda que não tenha se insurgido de forma direta à Súmula 279, deste Excelso Pretório, o fez de forma indireta, quando debateu, durante toda a sua tese, a discussão travada acerca da matéria de direito envolvida na presente demanda. Além disso, a decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário do Município de Mogi Mirim não se baseou somente no óbice da Súmula 279, do E. Supremo Tribunal Federal, mas também da Súmula 636, também deste E.Supremo Tribunal Federal e que também foi objeto de impugnação no Recurso de Agravo.” (fl. 6 do documento eletrônico 35). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Supremo Tribunal Federal ARE 845867 AGR / DF Superior do Trabalho, que os recursos não objetivavam o reexame de prova, uma vez que o presente caso trata de matéria exclusivamente de direito, razão pela qual, o Município atacou sim o conteúdo da Súmula 279, deste E. Supremo Tribunal Federal e merecia ter os requisitos do seu Recurso Extraordinário analisados. Ora, Doutos Ministros, o Município discorreu, durante toda a sua explanação recursal extraordinária, sobre matéria de direito, em nenhum momento solicitou o reexame de fatos e provas, e por isso, ainda que não tenha se insurgido de forma direta à Súmula 279, deste Excelso Pretório, o fez de forma indireta, quando debateu, durante toda a sua tese, a discussão travada acerca da matéria de direito envolvida na presente demanda. Além disso, a decisão que negou seguimento ao Recurso Extraordinário do Município de Mogi Mirim não se baseou somente no óbice da Súmula 279, do E. Supremo Tribunal Federal, mas também da Súmula 636, também deste E.Supremo Tribunal Federal e que também foi objeto de impugnação no Recurso de Agravo.” (fl. 6 do documento eletrônico 35). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825203. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo recorrente foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob os fundamentos de que a ofensa à Constituição, caso existente, seria indireta ou reflexa (Súmula 636) e que o conhecimento do apelo extremo encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou o fundamento da decisão agravada relativo à incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a alegar a existência de ofensa direta à Constituição, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula n Supremo Tribunal Federal 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Com efeito, o recurso extraordinário interposto pelo recorrente foi inadmitido pelo Tribunal de origem sob os fundamentos de que a ofensa à Constituição, caso existente, seria indireta ou reflexa (Súmula 636) e que o conhecimento do apelo extremo encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a parte recorrente, nas razões do agravo, não impugnou o fundamento da decisão agravada relativo à incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a alegar a existência de ofensa direta à Constituição, e, ao assim proceder, deixou de atacar, de forma específica, cada um dos fundamentos expostos na decisão, que na origem, inadmitiu o apelo extremo. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula n Supremo Tribunal Federal 287: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Destaca-se, nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 845867 AGR / DF REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Supremo Tribunal Federal ARE 845867 AGR / DF REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26/6/2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - O agravo não atacou todos os fundamentos expostos na decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 desta Corte. Precedentes. II – Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365- RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo regimental improvido” (ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 4/9/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894707 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM ADV.(A/S) : NELSON LUIZ PIGOZZI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845 . 867", "SÚMULA n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR", "ARE 735 . 978 - AgR", "ARE 845867 AGR /", "SÚMULA n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 deste E . Supremo", "SÚMULA n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 deste E . Supremo Tribunal", "ARE 845867 AGR / DF Superior do Trabalho", "Súmula 279 , deste E", "Súmula 279 , do E", "Súmula 636", "ARE 845867 AGR / DF Superior do", "Súmula 279 , deste", "Súmula 279 , do E . Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 845 . 867", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n Supremo Tribunal Federal 287", "RECURSO", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n Supremo Tribunal Federal 287", "ARE 845867 AGR / DF", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "598", ".", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "ARE 735 . 978 - AgR / PE" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "MOGI MIRIM", "DISTRITO FEDERAL", "Município de Mogi Mirim", "Município de Mogi Mirim", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "MOGI MIRIM", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI MIRIM", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE MOGI", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA", "NELSON LUIZ PIGOZZI", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA", "NELSON LUIZ PIGOZZI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA", "NELSON LUIZ PIGOZZI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA", "NELSON LUIZ PIGOZZI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "TÂNIA MARA ROSSI DE OLIVEIRA", "NELSON LUIZ PIGOZZI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "22", "/", "5", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "6", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "6", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. EXCESSO DE PRAZO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus , em caráter substitutivo. 2. Inexiste, no caso, flagrante ilegalidade ou abuso de poder a justificar eventual concessão da ordem de ofício, sobretudo porque, se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes. 3. Inviável a análise do pedido de excesso de prazo pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 124825 / MG Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 03 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689311. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 03 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Gelsicleia dos Santos contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG. O Juízo de Direito da 1ª Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG, em 12.6.2013, decretou a prisão preventiva da paciente pela suposta prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao mencionado RHC 48.181/MG. No presente writ, a Impetrante insiste na inidoneidade dos fundamentos do decreto prisional e no excesso de prazo para formação de culpa da paciente. Não houve pedido de liminar. Requer a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva da paciente. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson de Oliveira de Almeida, opina pelo não conhecimento do writ. Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de julgamento do feito. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Gelsicleia dos Santos contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG. O Juízo de Direito da 1ª Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG, em 12.6.2013, decretou a prisão preventiva da paciente pela suposta prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao mencionado RHC 48.181/MG. No presente writ, a Impetrante insiste na inidoneidade dos fundamentos do decreto prisional e no excesso de prazo para formação de culpa da paciente. Não houve pedido de liminar. Requer a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva da paciente. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson de Oliveira de Almeida, opina pelo não conhecimento do writ. Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de julgamento do feito. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 124825 / MG 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor da paciente e o excesso de prazo na formação da culpa. Insurge-se a Defesa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM NO ACÓRDÃO COMBATIDO. INCOMPETÊNCIA DESTE STJ E SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, dada a sua incompetência para tanto e sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância, do alegado excesso de prazo para a custódia cautelar, tendo em vista que tal questão não foi analisada pelo Tribunal impetrado no aresto combatido. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO CAUTELAR. SEGREGAÇÃO FUNDADA NO ART. 312 DO CPP. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. HABITUALIDADE DELITIVA COMPROVADA. NECESSIDADE DE INTERROMPER A AÇÃO CRIMINOSA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRIÇÃO JUSTIFICADA. ALEGADA DESPROPORCIONALIDADE DA MEDIDA EXTREMA. INOCORRÊNCIA. MEDIDAS ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. 1. Não há ilegalidade na manutenção da prisão preventiva quando demonstrado, com base em fatores concretos, que a segregação se mostra necessária, sobretudo para acautelar a ordem pública, vulnerada em razão da gravidade da conduta perpetrada. 2. Caso em que a recorrente é acusada de integrar associação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor da paciente e o excesso de prazo na formação da culpa. Insurge-se a Defesa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM NO ACÓRDÃO COMBATIDO. INCOMPETÊNCIA DESTE STJ E SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, dada a sua incompetência para tanto e sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância, do alegado excesso de prazo para a custódia cautelar, tendo em vista que tal questão não foi analisada pelo Tribunal impetrado no aresto combatido. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO CAUTELAR. SEGREGAÇÃO FUNDADA NO ART. 312 DO CPP. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. HABITUALIDADE DELITIVA COMPROVADA. NECESSIDADE DE INTERROMPER A AÇÃO CRIMINOSA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRIÇÃO JUSTIFICADA. ALEGADA DESPROPORCIONALIDADE DA MEDIDA EXTREMA. INOCORRÊNCIA. MEDIDAS ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. 1. Não há ilegalidade na manutenção da prisão preventiva quando demonstrado, com base em fatores concretos, que a segregação se mostra necessária, sobretudo para acautelar a ordem pública, vulnerada em razão da gravidade da conduta perpetrada. 2. Caso em que a recorrente é acusada de integrar associação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG delituosa especialmente voltada à prática de tráfico de entorpecentes, sendo a responsável pela guarda das drogas e do dinheiro adquirido com a sua comercialização. 3. Segregação antecipada que se mostra fundamentada e necessária para o bem da ordem e saúde pública, dada a potencialidade lesiva das infrações noticiadas e visando diminuir ou interromper a atuação dos integrantes da associação criminosa, pois há sérios riscos das atividades ilícitas serem retomadas com a soltura. 4. Inviável afirmar que a medida extrema é desproporcional em relação a eventual condenação que o réu sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar, pois, não há como, em sede de recurso ordinário em habeas corpus, concluir que o agente será beneficiado com a aplicação do art. 33, § 4º, da Lei 11.343⁄06, ou com a substituição da pena corporal por restritivas de direito. 5. As alegadas condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia, como ocorre, in casu. 6. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade acentuada dos agentes envolvidos, dada a probabilidade concreta de continuidade no cometimento da grave infração denunciada. 7. Recurso parcialmente conhecido e, nessa extensão, improvido”. Contra acórdão exarado em julgamento de recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de interposição do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. O não cabimento do habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário reflete entendimento pacificado pela Primeira Turma desta Corte sobre o assunto, assentado no julgamento do HC 110.055/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 09.11.12, e do HC 114.519/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 12.4.2013. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG delituosa especialmente voltada à prática de tráfico de entorpecentes, sendo a responsável pela guarda das drogas e do dinheiro adquirido com a sua comercialização. 3. Segregação antecipada que se mostra fundamentada e necessária para o bem da ordem e saúde pública, dada a potencialidade lesiva das infrações noticiadas e visando diminuir ou interromper a atuação dos integrantes da associação criminosa, pois há sérios riscos das atividades ilícitas serem retomadas com a soltura. 4. Inviável afirmar que a medida extrema é desproporcional em relação a eventual condenação que o réu sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar, pois, não há como, em sede de recurso ordinário em habeas corpus, concluir que o agente será beneficiado com a aplicação do art. 33, § 4º, da Lei 11.343⁄06, ou com a substituição da pena corporal por restritivas de direito. 5. As alegadas condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia, como ocorre, in casu. 6. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade acentuada dos agentes envolvidos, dada a probabilidade concreta de continuidade no cometimento da grave infração denunciada. 7. Recurso parcialmente conhecido e, nessa extensão, improvido”. Contra acórdão exarado em julgamento de recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de interposição do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. O não cabimento do habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário reflete entendimento pacificado pela Primeira Turma desta Corte sobre o assunto, assentado no julgamento do HC 110.055/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 09.11.12, e do HC 114.519/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 12.4.2013. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG Em tais casos, ponderou o Colegiado que a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselhavam a retomada da função constitucional do habeas corpus, sendo inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. Dada a previsão constitucional do apelo extremo, admitir o habeas corpus como substitutivo de recurso representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Ainda que superado tal óbice, não vislumbro patente constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva da paciente. Em 12.6.2013. o magistrado de primeiro grau decretou a custódia provisória forte na garantia da ordem pública. Confira-se: “(...). O presente feito originou-se de interceptações telefônicas autorizadas por este Juízo que tinham como alvo inicial Alexandre Carlos de Paula, vulgo ‘Pateta’. Quando da representação pela concessão da medida cautelar, a Autoridade Policial informou que Alexandre estaria abastecendo diversos pontos de comercialização de drogas localizados em aglomerados desta Capital. No decorrer das investigações, apurou-se que as substâncias entorpecentes comercializadas por Alexandre eram fornecidos por Alan Oliveira Prado, vulgo ‘Léo’, o que pode ser comprovado pela transcrição do áudio da interceptação às fls. 35/46 dos autos em apenso – de onde se extrai que, no dia 22.10.2012, Alexandre e Alan transacionaram aproximadamente 4 kg de crack. A seu turno, a identificada Gilsicleia dos Santos, vulgo ‘Josi’, incumbia-se da guarda das quantias auferidas por Alan, mostrando-se ciente e compactuando com as atividades espúrias de seu amásio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG Em tais casos, ponderou o Colegiado que a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselhavam a retomada da função constitucional do habeas corpus, sendo inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. Dada a previsão constitucional do apelo extremo, admitir o habeas corpus como substitutivo de recurso representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Ainda que superado tal óbice, não vislumbro patente constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva da paciente. Em 12.6.2013. o magistrado de primeiro grau decretou a custódia provisória forte na garantia da ordem pública. Confira-se: “(...). O presente feito originou-se de interceptações telefônicas autorizadas por este Juízo que tinham como alvo inicial Alexandre Carlos de Paula, vulgo ‘Pateta’. Quando da representação pela concessão da medida cautelar, a Autoridade Policial informou que Alexandre estaria abastecendo diversos pontos de comercialização de drogas localizados em aglomerados desta Capital. No decorrer das investigações, apurou-se que as substâncias entorpecentes comercializadas por Alexandre eram fornecidos por Alan Oliveira Prado, vulgo ‘Léo’, o que pode ser comprovado pela transcrição do áudio da interceptação às fls. 35/46 dos autos em apenso – de onde se extrai que, no dia 22.10.2012, Alexandre e Alan transacionaram aproximadamente 4 kg de crack. A seu turno, a identificada Gilsicleia dos Santos, vulgo ‘Josi’, incumbia-se da guarda das quantias auferidas por Alan, mostrando-se ciente e compactuando com as atividades espúrias de seu amásio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG (...) No caso em apreço, constato que estão presentes os requisitos necessários à decretação da prisão preventiva de Alan, Alexandre, Gelsicléia e Wellington, haja vista que as investigações levadas a cabo pela Polícia Civil os apontam como integrantes de uma quadrilha voltada a prática do tráfico de drogas. É preciso destacar que, para a consecução de seu fins, a referida organização criminosa atua de modo violento e intimida a população local. Entendo que a gravidade dos fatos narrados nestes autos é suficiente para fundamentar o decreto de segregação preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexandre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves. (...) Desse modo, não se trata de punir antecipadamente os acusados, ao contrário, em crime desta natureza, que caminha a passos largos, a prisão preventiva apresenta-se como medida necessária, ainda mais em face dos acontecimentos fáticos que lhes foram imputados. (...). Pelo exposto, hei por bem decretar a prisão preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexanre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves”. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da manutenção da medida constritiva de liberdade ao enfatizar que “a paciente faria parte de extenso grupo criminoso responsável pela distribuição de drogas”, “tendo, ainda, muitos indícios de que ela seria responsável pelo armazenamento da droga e guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas de seu amásio Alan (corréu)”. Por derradeiro, a Corte Estadual consignou que “Gelsicléia e os demais componentes da quadrilha teriam praticado, ainda, outras infrações penais, como por exemplo, homicídios, com o intuito de manter o monopólio do narcotráfico nas regiões em que atuam, o que indica a possibilidade de este não ser um fato isolado em suas vidas, tornando imperiosa a prisão, como forma de evitar a reiteração criminosa”. No mesmo diapasão, o Superior Tribunal de Justiça não verificou ilegalidade flagrante no acórdão da Corte Estadual contra o qual se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG (...) No caso em apreço, constato que estão presentes os requisitos necessários à decretação da prisão preventiva de Alan, Alexandre, Gelsicléia e Wellington, haja vista que as investigações levadas a cabo pela Polícia Civil os apontam como integrantes de uma quadrilha voltada a prática do tráfico de drogas. É preciso destacar que, para a consecução de seu fins, a referida organização criminosa atua de modo violento e intimida a população local. Entendo que a gravidade dos fatos narrados nestes autos é suficiente para fundamentar o decreto de segregação preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexandre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves. (...) Desse modo, não se trata de punir antecipadamente os acusados, ao contrário, em crime desta natureza, que caminha a passos largos, a prisão preventiva apresenta-se como medida necessária, ainda mais em face dos acontecimentos fáticos que lhes foram imputados. (...). Pelo exposto, hei por bem decretar a prisão preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexanre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves”. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da manutenção da medida constritiva de liberdade ao enfatizar que “a paciente faria parte de extenso grupo criminoso responsável pela distribuição de drogas”, “tendo, ainda, muitos indícios de que ela seria responsável pelo armazenamento da droga e guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas de seu amásio Alan (corréu)”. Por derradeiro, a Corte Estadual consignou que “Gelsicléia e os demais componentes da quadrilha teriam praticado, ainda, outras infrações penais, como por exemplo, homicídios, com o intuito de manter o monopólio do narcotráfico nas regiões em que atuam, o que indica a possibilidade de este não ser um fato isolado em suas vidas, tornando imperiosa a prisão, como forma de evitar a reiteração criminosa”. No mesmo diapasão, o Superior Tribunal de Justiça não verificou ilegalidade flagrante no acórdão da Corte Estadual contra o qual se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG insurgiu a Impetrante, ‘haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo’. Colho excertos do voto condutor do acórdão ora impugnado: “(...). Quanto aos fundamentos da custódia cautelar, verifica-se que a prisão encontra-se devidamente justificada nos requisitos e fundamentos do art. 312 do CPP, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem e saúde públicas, haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo, composto pelos seis denunciados, que teriam se associado de forma permanente, com evidente divisão de tarefas, para a prática do tráfico de entorpecentes. Narra a denúncia que, em monitoramento realizado no bojo da "Operação Quimera", verificou-se que GELSICLEIA DOS SANTOS mantinha relacionamento amoroso com ALAN OLIVEIRA PRADO, responsável, juntamente com GILBERTO LEAL MOURA, pelo fornecimento de drogas para regiões de Belo Horizonte⁄MG e outros municípios de Minas Gerais. Tem-se que ALAN, GELSICLEIA e GILBERTO eram subordinados a FABRÍCIO FAUSTO RIBEIRO, que encontra-se recolhido na Penitenciária Nelson Hungria em Contagem⁄MG, sendo apontado como líder da organização criminosa. Consta, ainda, que a recorrente "é apontada como a responsável pela guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas" (fl. 15). Dessa forma, diante da gravidade dos delitos, evidenciada pelo modus operandi empregado pela associação criminosa para a disseminação das atividades ilícitas que desenvolviam na região de Belo Horizonte⁄MG e demais municípios de Minas Gerais, restou demonstrada a necessidade da prisão para garantir a ordem pública, visando cessar a atividade delituosa, pois, segundo já decidiu o Supremo Tribunal Federal, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG insurgiu a Impetrante, ‘haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo’. Colho excertos do voto condutor do acórdão ora impugnado: “(...). Quanto aos fundamentos da custódia cautelar, verifica-se que a prisão encontra-se devidamente justificada nos requisitos e fundamentos do art. 312 do CPP, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem e saúde públicas, haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo, composto pelos seis denunciados, que teriam se associado de forma permanente, com evidente divisão de tarefas, para a prática do tráfico de entorpecentes. Narra a denúncia que, em monitoramento realizado no bojo da "Operação Quimera", verificou-se que GELSICLEIA DOS SANTOS mantinha relacionamento amoroso com ALAN OLIVEIRA PRADO, responsável, juntamente com GILBERTO LEAL MOURA, pelo fornecimento de drogas para regiões de Belo Horizonte⁄MG e outros municípios de Minas Gerais. Tem-se que ALAN, GELSICLEIA e GILBERTO eram subordinados a FABRÍCIO FAUSTO RIBEIRO, que encontra-se recolhido na Penitenciária Nelson Hungria em Contagem⁄MG, sendo apontado como líder da organização criminosa. Consta, ainda, que a recorrente "é apontada como a responsável pela guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas" (fl. 15). Dessa forma, diante da gravidade dos delitos, evidenciada pelo modus operandi empregado pela associação criminosa para a disseminação das atividades ilícitas que desenvolviam na região de Belo Horizonte⁄MG e demais municípios de Minas Gerais, restou demonstrada a necessidade da prisão para garantir a ordem pública, visando cessar a atividade delituosa, pois, segundo já decidiu o Supremo Tribunal Federal, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG (HC n.º 95.024⁄SP, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20⁄02⁄2009). (...). Assim, inviável acoimar de ilegal o acórdão quando manteve a prisão preventiva da recorrente, pois as circunstâncias em que praticados os delitos, indicativas de dedicação ao narcotráfico, justificam a sua preservação na espécie, não se podendo dizer que a medida, na espécie, é desproporcional em relação a eventual condenação que sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar”. As instâncias anteriores consignaram indícios suficientes de autoria e de materialidade delitivas, bem como a presença dos fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, em especial a garantia da ordem pública. Na espécie, investigações deflagradas pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais revelaram a existência de organização criminosa voltada para a prática do crime de tráfico de drogas. Das interceptações telefônicas autorizadas judicialmente resultaram a apreensão de aproximadamente 4 kg (quatro quilos) de crack, a serem distribuídos para a região metropolitana de Belo Horizonte/MG. A paciente, que mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado, teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo o armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações do tráfico. A pertinência da paciente a grupo criminoso organizado e dedicado ao tráfico de drogas, a sua relevante função de armazenar a droga e a guardar o dinheiro oriundo da atividade criminosa, bem como as circunstâncias concretas da prática do delito indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha lavra). Dentre eles, destaco o seguinte: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG (HC n.º 95.024⁄SP, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20⁄02⁄2009). (...). Assim, inviável acoimar de ilegal o acórdão quando manteve a prisão preventiva da recorrente, pois as circunstâncias em que praticados os delitos, indicativas de dedicação ao narcotráfico, justificam a sua preservação na espécie, não se podendo dizer que a medida, na espécie, é desproporcional em relação a eventual condenação que sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar”. As instâncias anteriores consignaram indícios suficientes de autoria e de materialidade delitivas, bem como a presença dos fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, em especial a garantia da ordem pública. Na espécie, investigações deflagradas pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais revelaram a existência de organização criminosa voltada para a prática do crime de tráfico de drogas. Das interceptações telefônicas autorizadas judicialmente resultaram a apreensão de aproximadamente 4 kg (quatro quilos) de crack, a serem distribuídos para a região metropolitana de Belo Horizonte/MG. A paciente, que mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado, teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo o armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações do tráfico. A pertinência da paciente a grupo criminoso organizado e dedicado ao tráfico de drogas, a sua relevante função de armazenar a droga e a guardar o dinheiro oriundo da atividade criminosa, bem como as circunstâncias concretas da prática do delito indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha lavra). Dentre eles, destaco o seguinte: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG "Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe de 27.11.2009) Ademais, saliento, por oportuno, que, de acordo com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal Federal “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas”. (HC 122.911-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 24.10.2014). Nesse sentido, cito: RHC 120.977/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 25.06.2014, HC 118.551/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, Dje de 16.10.2013). Nesse contexto, entendo o decreto da prisão preventiva da paciente adequadamente fundamentada, não se mostrando desarrazoada a conclusão das instâncias anteriores. Quanto ao alegado excesso de prazo para formação de culpa da paciente, observo que nem a Corte Estadual, nem o Superior Tribunal de Justiça enfrentaram a aludida matéria. Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste momento, por este Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. (v.g. HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.8.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007. Ademais, em consulta ao sítio do TJMG na internet, exarada pelo magistrado de primeiro grau, em 25.11.2014, sentença de acolhimento parcial do pedido de condenação, a esvaziar a tese defensiva de demora na formação da culpa. Dessa forma, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal justificador da concessão da ordem de ofício. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG "Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe de 27.11.2009) Ademais, saliento, por oportuno, que, de acordo com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal Federal “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas”. (HC 122.911-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 24.10.2014). Nesse sentido, cito: RHC 120.977/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 25.06.2014, HC 118.551/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, Dje de 16.10.2013). Nesse contexto, entendo o decreto da prisão preventiva da paciente adequadamente fundamentada, não se mostrando desarrazoada a conclusão das instâncias anteriores. Quanto ao alegado excesso de prazo para formação de culpa da paciente, observo que nem a Corte Estadual, nem o Superior Tribunal de Justiça enfrentaram a aludida matéria. Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste momento, por este Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. (v.g. HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.8.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007. Ademais, em consulta ao sítio do TJMG na internet, exarada pelo magistrado de primeiro grau, em 25.11.2014, sentença de acolhimento parcial do pedido de condenação, a esvaziar a tese defensiva de demora na formação da culpa. Dessa forma, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal justificador da concessão da ordem de ofício. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a resolução de mérito. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a resolução de mérito. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Explicação 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXPLICAÇÃO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E RELATORA) – Aqui tem uma peculiaridade: este processo estava na pauta – embora não tenhamos conseguido a ele chegar – de dezembro, e a informação que se tinha é que presa provisoriamente, preventivamente, em junho de 2013, a paciente; em agosto de 2014, o Juiz nos informava que já encerrada a instrução e aberto o prazo para razões finais. Agora, atualizando, em função da nossa sessão de hoje, eu verifiquei, pelo sistema, que foi já proferida a sentença no final do ano passado, mas não consegui acesso à solução dada. A sentença data de 25.11.2014, se a sentença a absolveu... Mas, enfim, não tenho esse dado. Como fico na extinção, sem a proposição da ordem de habeas corpus de ofício, trouxe à consideração de Vossas Excelências o meu voto, referindo que, na verdade, ela era companheira de um traficante, a fundamentação se fez, do meu ponto de vista, de maneira idônea, na linha do parecer da Procuradoria. Houve a apreensão de 4 kg de crack, a serem distribuídos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e ela mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado e teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7737136. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXPLICAÇÃO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E RELATORA) – Aqui tem uma peculiaridade: este processo estava na pauta – embora não tenhamos conseguido a ele chegar – de dezembro, e a informação que se tinha é que presa provisoriamente, preventivamente, em junho de 2013, a paciente; em agosto de 2014, o Juiz nos informava que já encerrada a instrução e aberto o prazo para razões finais. Agora, atualizando, em função da nossa sessão de hoje, eu verifiquei, pelo sistema, que foi já proferida a sentença no final do ano passado, mas não consegui acesso à solução dada. A sentença data de 25.11.2014, se a sentença a absolveu... Mas, enfim, não tenho esse dado. Como fico na extinção, sem a proposição da ordem de habeas corpus de ofício, trouxe à consideração de Vossas Excelências o meu voto, referindo que, na verdade, ela era companheira de um traficante, a fundamentação se fez, do meu ponto de vista, de maneira idônea, na linha do parecer da Procuradoria. Houve a apreensão de 4 kg de crack, a serem distribuídos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e ela mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado e teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7737136. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que se trata de habeas substitutivo do recurso extraordinário. Mas, em jogo, tem-se a liberdade de ir e vir, ou seja, discussão sobre as premissas da inversão da ordem natural, que é apurar para depois prender e, por isso mesmo, admitida – três meses após ter trazido a tese que foi agasalhada pela Turma quanto à inadmissibilidade do substitutivo do recurso ordinário constitucional – a substituição. Em passo seguinte, a paciente está recolhida, praticamente, há dois anos. A preventiva surgiu em 12 de junho de 2013, mediante transformação da custódia temporária. Imagino que tenha ficado presa pelo menos trinta dias sob o ângulo temporário. O excesso está configurado. Discute-se neste processo apenas a preventiva, ou seja, a custódia provisória. Por isso admito a impetração e implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759605. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que se trata de habeas substitutivo do recurso extraordinário. Mas, em jogo, tem-se a liberdade de ir e vir, ou seja, discussão sobre as premissas da inversão da ordem natural, que é apurar para depois prender e, por isso mesmo, admitida – três meses após ter trazido a tese que foi agasalhada pela Turma quanto à inadmissibilidade do substitutivo do recurso ordinário constitucional – a substituição. Em passo seguinte, a paciente está recolhida, praticamente, há dois anos. A preventiva surgiu em 12 de junho de 2013, mediante transformação da custódia temporária. Imagino que tenha ficado presa pelo menos trinta dias sob o ângulo temporário. O excesso está configurado. Discute-se neste processo apenas a preventiva, ou seja, a custódia provisória. Por isso admito a impetração e implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.825 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777904 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.825 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777904 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7797668
2015-02-03T00:00:00
2015-02-19T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. EXCESSO DE PRAZO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus , em caráter substitutivo. 2. Inexiste, no caso, flagrante ilegalidade ou abuso de poder a justificar eventual concessão da ordem de ofício, sobretudo porque, se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes. 3. Inviável a análise do pedido de excesso de prazo pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
sjur292477
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO, RE) HC 110055 (1ªT), HC 114519 (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, PERICULOSIDADE, REITERAÇÃO DELITIVA) HC 97688 (1ªT), HC 105585 (1ªT), HC 112364 AgR (1ªT), HC 112763 (1ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 90902 (1ªT), HC 104167 (1ªT), HC 105501 (1ªT), HC 108778 (1ªT). (PRISÃO CAUTELAR, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA) HC 118551 (2ªT), RHC 120977 (1ªT), HC 122911 AgR (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 24/02/2015, JOS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
124825
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078 ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 124825
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PACTE.(S) : GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. EXCESSO DE PRAZO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Contra acórdão exarado em recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de manejo do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus , em caráter substitutivo. 2. Inexiste, no caso, flagrante ilegalidade ou abuso de poder a justificar eventual concessão da ordem de ofício, sobretudo porque, se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes. 3. Inviável a análise do pedido de excesso de prazo pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão HC 124825 / MG Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 03 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689311. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 03 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Gelsicleia dos Santos contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG. O Juízo de Direito da 1... Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG, em 12.6.2013, decretou a prisão preventiva da paciente pela suposta prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao mencionado RHC 48.181/MG. No presente writ, a Impetrante insiste na inidoneidade dos fundamentos do decreto prisional e no excesso de prazo para formação de culpa da paciente. Não houve pedido de liminar. Requer a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva da paciente. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson de Oliveira de Almeida, opina pelo não conhecimento do writ. Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de julgamento do feito. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Gelsicleia dos Santos contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG. O Juízo de Direito da 1... Vara de Tóxicos da Comarca de Belo Horizonte/MG, em 12.6.2013, decretou a prisão preventiva da paciente pela suposta prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei 11.343/2006. Inconformada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao mencionado RHC 48.181/MG. No presente writ, a Impetrante insiste na inidoneidade dos fundamentos do decreto prisional e no excesso de prazo para formação de culpa da paciente. Não houve pedido de liminar. Requer a concessão da ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva da paciente. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson de Oliveira de Almeida, opina pelo não conhecimento do writ. Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de julgamento do feito. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 124825 / MG 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor da paciente e o excesso de prazo na formação da culpa. Insurge-se a Defesa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM NO ACÓRDÃO COMBATIDO. INCOMPETÊNCIA DESTE Superior Tribunal de Justiça E SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, dada a sua incompetência para tanto e sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância, do alegado excesso de prazo para a custódia cautelar, tendo em vista que tal questão não foi analisada pelo Tribunal impetrado no aresto combatido. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO CAUTELAR. SEGREGAÇÃO FUNDADA NO ART. 312 DO CPP. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. HABITUALIDADE DELITIVA COMPROVADA. NECESSIDADE DE INTERROMPER A AÇÃO CRIMINOSA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRIÇÃO JUSTIFICADA. ALEGADA DESPROPORCIONALIDADE DA MEDIDA EXTREMA. INOCORRÊNCIA. MEDIDAS ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. 1. Não há ilegalidade na manutenção da prisão preventiva quando demonstrado, com base em fatores concretos, que a segregação se mostra necessária, sobretudo para acautelar a ordem pública, vulnerada em razão da gravidade da conduta perpetrada. 2. Caso em que a recorrente é acusada de integrar associação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor da paciente e o excesso de prazo na formação da culpa. Insurge-se a Defesa contra julgado do Superior Tribunal de Justiça em que negado provimento ao RHC 48.181/MG, em acórdão assim ementado: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM NO ACÓRDÃO COMBATIDO. INCOMPETÊNCIA DESTE Superior Tribunal de Justiça E SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 1. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, dada a sua incompetência para tanto e sob pena de incidir-se em indevida supressão de instância, do alegado excesso de prazo para a custódia cautelar, tendo em vista que tal questão não foi analisada pelo Tribunal impetrado no aresto combatido. ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO CAUTELAR. SEGREGAÇÃO FUNDADA NO ART. 312 DO CPP. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. HABITUALIDADE DELITIVA COMPROVADA. NECESSIDADE DE INTERROMPER A AÇÃO CRIMINOSA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. CONSTRIÇÃO JUSTIFICADA. ALEGADA DESPROPORCIONALIDADE DA MEDIDA EXTREMA. INOCORRÊNCIA. MEDIDAS ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. 1. Não há ilegalidade na manutenção da prisão preventiva quando demonstrado, com base em fatores concretos, que a segregação se mostra necessária, sobretudo para acautelar a ordem pública, vulnerada em razão da gravidade da conduta perpetrada. 2. Caso em que a recorrente é acusada de integrar associação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG delituosa especialmente voltada à prática de tráfico de entorpecentes, sendo a responsável pela guarda das drogas e do dinheiro adquirido com a sua comercialização. 3. Segregação antecipada que se mostra fundamentada e necessária para o bem da ordem e saúde pública, dada a potencialidade lesiva das infrações noticiadas e visando diminuir ou interromper a atuação dos integrantes da associação criminosa, pois há sérios riscos das atividades ilícitas serem retomadas com a soltura. 4. Inviável afirmar que a medida extrema é desproporcional em relação a eventual condenação que o réu sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar, pois, não há como, em sede de recurso ordinário em habeas corpus, concluir que o agente será beneficiado com a aplicação do art. 33, § 4..., da Lei 11.343⁄06, ou com a substituição da pena corporal por restritivas de direito. 5. As alegadas condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia, como ocorre, in casu. 6. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade acentuada dos agentes envolvidos, dada a probabilidade concreta de continuidade no cometimento da grave infração denunciada. 7. Recurso parcialmente conhecido e, nessa extensão, improvido”. Contra acórdão exarado em julgamento de recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de interposição do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. O não cabimento do habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário reflete entendimento pacificado pela Primeira Turma desta Corte sobre o assunto, assentado no julgamento do HC 110.055/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 09.11.12, e do HC 114.519/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 12.4.2013. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG delituosa especialmente voltada à prática de tráfico de entorpecentes, sendo a responsável pela guarda das drogas e do dinheiro adquirido com a sua comercialização. 3. Segregação antecipada que se mostra fundamentada e necessária para o bem da ordem e saúde pública, dada a potencialidade lesiva das infrações noticiadas e visando diminuir ou interromper a atuação dos integrantes da associação criminosa, pois há sérios riscos das atividades ilícitas serem retomadas com a soltura. 4. Inviável afirmar que a medida extrema é desproporcional em relação a eventual condenação que o réu sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar, pois, não há como, em sede de recurso ordinário em habeas corpus, concluir que o agente será beneficiado com a aplicação do art. 33, § 4..., da Lei 11.343⁄06, ou com a substituição da pena corporal por restritivas de direito. 5. As alegadas condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, isoladamente, revogar a prisão cautelar, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia, como ocorre, in casu. 6. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada na periculosidade acentuada dos agentes envolvidos, dada a probabilidade concreta de continuidade no cometimento da grave infração denunciada. 7. Recurso parcialmente conhecido e, nessa extensão, improvido”. Contra acórdão exarado em julgamento de recurso ordinário em habeas corpus remanesce a possibilidade de interposição do recurso extraordinário previsto no art. 102, III, da Constituição Federal. Diante da dicção constitucional, inadequada a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. O não cabimento do habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário reflete entendimento pacificado pela Primeira Turma desta Corte sobre o assunto, assentado no julgamento do HC 110.055/MG, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 09.11.12, e do HC 114.519/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 12.4.2013. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG Em tais casos, ponderou o Colegiado que a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselhavam a retomada da função constitucional do habeas corpus, sendo inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. Dada a previsão constitucional do apelo extremo, admitir o habeas corpus como substitutivo de recurso representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Ainda que superado tal óbice, não vislumbro patente constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva da paciente. Em 12.6.2013. o magistrado de primeiro grau decretou a custódia provisória forte na garantia da ordem pública. Confira-se: “(...). O presente feito originou-se de interceptações telefônicas autorizadas por este Juízo que tinham como alvo inicial Alexandre Carlos de Paula, vulgo ‘Pateta’. Quando da representação pela concessão da medida cautelar, a Autoridade Policial informou que Alexandre estaria abastecendo diversos pontos de comercialização de drogas localizados em aglomerados desta Capital. No decorrer das investigações, apurou-se que as substâncias entorpecentes comercializadas por Alexandre eram fornecidos por Alan Oliveira Prado, vulgo ‘Léo’, o que pode ser comprovado pela transcrição do áudio da interceptação às fls. 35/46 dos autos em apenso – de onde se extrai que, no dia 22.10.2012, Alexandre e Alan transacionaram aproximadamente 4 kg de crack. A seu turno, a identificada Gilsicleia dos Santos, vulgo ‘Josi’, incumbia-se da guarda das quantias auferidas por Alan, mostrando-se ciente e compactuando com as atividades espúrias de seu amásio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG Em tais casos, ponderou o Colegiado que a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselhavam a retomada da função constitucional do habeas corpus, sendo inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. Dada a previsão constitucional do apelo extremo, admitir o habeas corpus como substitutivo de recurso representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Ainda que superado tal óbice, não vislumbro patente constrangimento ilegal na manutenção da prisão preventiva da paciente. Em 12.6.2013. o magistrado de primeiro grau decretou a custódia provisória forte na garantia da ordem pública. Confira-se: “(...). O presente feito originou-se de interceptações telefônicas autorizadas por este Juízo que tinham como alvo inicial Alexandre Carlos de Paula, vulgo ‘Pateta’. Quando da representação pela concessão da medida cautelar, a Autoridade Policial informou que Alexandre estaria abastecendo diversos pontos de comercialização de drogas localizados em aglomerados desta Capital. No decorrer das investigações, apurou-se que as substâncias entorpecentes comercializadas por Alexandre eram fornecidos por Alan Oliveira Prado, vulgo ‘Léo’, o que pode ser comprovado pela transcrição do áudio da interceptação às fls. 35/46 dos autos em apenso – de onde se extrai que, no dia 22.10.2012, Alexandre e Alan transacionaram aproximadamente 4 kg de crack. A seu turno, a identificada Gilsicleia dos Santos, vulgo ‘Josi’, incumbia-se da guarda das quantias auferidas por Alan, mostrando-se ciente e compactuando com as atividades espúrias de seu amásio. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG (...) No caso em apreço, constato que estão presentes os requisitos necessários à decretação da prisão preventiva de Alan, Alexandre, Gelsicléia e Wellington, haja vista que as investigações levadas a cabo pela Polícia Civil os apontam como integrantes de uma quadrilha voltada a prática do tráfico de drogas. É preciso destacar que, para a consecução de seu fins, a referida organização criminosa atua de modo violento e intimida a população local. Entendo que a gravidade dos fatos narrados nestes autos é suficiente para fundamentar o decreto de segregação preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexandre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves. (...) Desse modo, não se trata de punir antecipadamente os acusados, ao contrário, em crime desta natureza, que caminha a passos largos, a prisão preventiva apresenta-se como medida necessária, ainda mais em face dos acontecimentos fáticos que lhes foram imputados. (...). Pelo exposto, hei por bem decretar a prisão preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexanre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves”. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da manutenção da medida constritiva de liberdade ao enfatizar que “a paciente faria parte de extenso grupo criminoso responsável pela distribuição de drogas”, “tendo, ainda, muitos indícios de que ela seria responsável pelo armazenamento da droga e guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas de seu amásio Alan (corréu)”. Por derradeiro, a Corte Estadual consignou que “Gelsicléia e os demais componentes da quadrilha teriam praticado, ainda, outras infrações penais, como por exemplo, homicídios, com o intuito de manter o monopólio do narcotráfico nas regiões em que atuam, o que indica a possibilidade de este não ser um fato isolado em suas vidas, tornando imperiosa a prisão, como forma de evitar a reiteração criminosa”. No mesmo diapasão, o Superior Tribunal de Justiça não verificou ilegalidade flagrante no acórdão da Corte Estadual contra o qual se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG (...) No caso em apreço, constato que estão presentes os requisitos necessários à decretação da prisão preventiva de Alan, Alexandre, Gelsicléia e Wellington, haja vista que as investigações levadas a cabo pela Polícia Civil os apontam como integrantes de uma quadrilha voltada a prática do tráfico de drogas. É preciso destacar que, para a consecução de seu fins, a referida organização criminosa atua de modo violento e intimida a população local. Entendo que a gravidade dos fatos narrados nestes autos é suficiente para fundamentar o decreto de segregação preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexandre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves. (...) Desse modo, não se trata de punir antecipadamente os acusados, ao contrário, em crime desta natureza, que caminha a passos largos, a prisão preventiva apresenta-se como medida necessária, ainda mais em face dos acontecimentos fáticos que lhes foram imputados. (...). Pelo exposto, hei por bem decretar a prisão preventiva de Alan Oliveira Prado, Alexanre Carlos de Paula, Gelsicléia dos Santos e Welington Soares Gonçalves”. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da manutenção da medida constritiva de liberdade ao enfatizar que “a paciente faria parte de extenso grupo criminoso responsável pela distribuição de drogas”, “tendo, ainda, muitos indícios de que ela seria responsável pelo armazenamento da droga e guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas de seu amásio Alan (corréu)”. Por derradeiro, a Corte Estadual consignou que “Gelsicléia e os demais componentes da quadrilha teriam praticado, ainda, outras infrações penais, como por exemplo, homicídios, com o intuito de manter o monopólio do narcotráfico nas regiões em que atuam, o que indica a possibilidade de este não ser um fato isolado em suas vidas, tornando imperiosa a prisão, como forma de evitar a reiteração criminosa”. No mesmo diapasão, o Superior Tribunal de Justiça não verificou ilegalidade flagrante no acórdão da Corte Estadual contra o qual se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG insurgiu a Impetrante, ‘haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo’. Colho excertos do voto condutor do acórdão ora impugnado: “(...). Quanto aos fundamentos da custódia cautelar, verifica-se que a prisão encontra-se devidamente justificada nos requisitos e fundamentos do art. 312 do CPP, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem e saúde públicas, haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo, composto pelos seis denunciados, que teriam se associado de forma permanente, com evidente divisão de tarefas, para a prática do tráfico de entorpecentes. Narra a denúncia que, em monitoramento realizado no bojo da "Operação Quimera", verificou-se que GELSICLEIA DOS SANTOS mantinha relacionamento amoroso com ALAN OLIVEIRA PRADO, responsável, juntamente com GILBERTO LEAL MOURA, pelo fornecimento de drogas para regiões de Belo Horizonte⁄MG e outros municípios de Minas Gerais. Tem-se que ALAN, GELSICLEIA e GILBERTO eram subordinados a FABRÍCIO FAUSTO RIBEIRO, que encontra-se recolhido na Penitenciária Nelson Hungria em Contagem⁄MG, sendo apontado como líder da organização criminosa. Consta, ainda, que a recorrente "é apontada como a responsável pela guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas" (fl. 15). Dessa forma, diante da gravidade dos delitos, evidenciada pelo modus operandi empregado pela associação criminosa para a disseminação das atividades ilícitas que desenvolviam na região de Belo Horizonte⁄MG e demais municípios de Minas Gerais, restou demonstrada a necessidade da prisão para garantir a ordem pública, visando cessar a atividade delituosa, pois, segundo já decidiu o Supremo Tribunal Federal, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG insurgiu a Impetrante, ‘haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo’. Colho excertos do voto condutor do acórdão ora impugnado: “(...). Quanto aos fundamentos da custódia cautelar, verifica-se que a prisão encontra-se devidamente justificada nos requisitos e fundamentos do art. 312 do CPP, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem e saúde públicas, haja vista a gravidade dos delitos pelos quais é acusada e também para impedir a continuidade das ações delitivas desenvolvidas pelo grupo, composto pelos seis denunciados, que teriam se associado de forma permanente, com evidente divisão de tarefas, para a prática do tráfico de entorpecentes. Narra a denúncia que, em monitoramento realizado no bojo da "Operação Quimera", verificou-se que GELSICLEIA DOS SANTOS mantinha relacionamento amoroso com ALAN OLIVEIRA PRADO, responsável, juntamente com GILBERTO LEAL MOURA, pelo fornecimento de drogas para regiões de Belo Horizonte⁄MG e outros municípios de Minas Gerais. Tem-se que ALAN, GELSICLEIA e GILBERTO eram subordinados a FABRÍCIO FAUSTO RIBEIRO, que encontra-se recolhido na Penitenciária Nelson Hungria em Contagem⁄MG, sendo apontado como líder da organização criminosa. Consta, ainda, que a recorrente "é apontada como a responsável pela guarda do dinheiro oriundo das práticas criminosas" (fl. 15). Dessa forma, diante da gravidade dos delitos, evidenciada pelo modus operandi empregado pela associação criminosa para a disseminação das atividades ilícitas que desenvolviam na região de Belo Horizonte⁄MG e demais municípios de Minas Gerais, restou demonstrada a necessidade da prisão para garantir a ordem pública, visando cessar a atividade delituosa, pois, segundo já decidiu o Supremo Tribunal Federal, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG (HC n. 95.024⁄SP, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20⁄02⁄2009). (...). Assim, inviável acoimar de ilegal o acórdão quando manteve a prisão preventiva da recorrente, pois as circunstâncias em que praticados os delitos, indicativas de dedicação ao narcotráfico, justificam a sua preservação na espécie, não se podendo dizer que a medida, na espécie, é desproporcional em relação a eventual condenação que sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar”. As instâncias anteriores consignaram indícios suficientes de autoria e de materialidade delitivas, bem como a presença dos fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, em especial a garantia da ordem pública. Na espécie, investigações deflagradas pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais revelaram a existência de organização criminosa voltada para a prática do crime de tráfico de drogas. Das interceptações telefônicas autorizadas judicialmente resultaram a apreensão de aproximadamente 4 kg (quatro quilos) de crack, a serem distribuídos para a região metropolitana de Belo Horizonte/MG. A paciente, que mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado, teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo o armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações do tráfico. A pertinência da paciente a grupo criminoso organizado e dedicado ao tráfico de drogas, a sua relevante função de armazenar a droga e a guardar o dinheiro oriundo da atividade criminosa, bem como as circunstâncias concretas da prática do delito indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha lavra). Dentre eles, destaco o seguinte: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG (HC n. 95.024⁄SP, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20⁄02⁄2009). (...). Assim, inviável acoimar de ilegal o acórdão quando manteve a prisão preventiva da recorrente, pois as circunstâncias em que praticados os delitos, indicativas de dedicação ao narcotráfico, justificam a sua preservação na espécie, não se podendo dizer que a medida, na espécie, é desproporcional em relação a eventual condenação que sofrerá ao final do processo que a prisão visa acautelar”. As instâncias anteriores consignaram indícios suficientes de autoria e de materialidade delitivas, bem como a presença dos fundamentos da prisão preventiva elencados no art. 312 do Código de Processo Penal, em especial a garantia da ordem pública. Na espécie, investigações deflagradas pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais revelaram a existência de organização criminosa voltada para a prática do crime de tráfico de drogas. Das interceptações telefônicas autorizadas judicialmente resultaram a apreensão de aproximadamente 4 kg (quatro quilos) de crack, a serem distribuídos para a região metropolitana de Belo Horizonte/MG. A paciente, que mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado, teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo o armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações do tráfico. A pertinência da paciente a grupo criminoso organizado e dedicado ao tráfico de drogas, a sua relevante função de armazenar a droga e a guardar o dinheiro oriundo da atividade criminosa, bem como as circunstâncias concretas da prática do delito indicam, pelo modus operandi, a periculosidade do agente ou o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, precedentes da minha lavra). Dentre eles, destaco o seguinte: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG "Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe de 27.11.2009) Ademais, saliento, por oportuno, que, de acordo com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal Federal “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas”. (HC 122.911-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 24.10.2014). Nesse sentido, cito: RHC 120.977/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe de 25.06.2014, HC 118.551/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, Dje de 16.10.2013). Nesse contexto, entendo o decreto da prisão preventiva da paciente adequadamente fundamentada, não se mostrando desarrazoada a conclusão das instâncias anteriores. Quanto ao alegado excesso de prazo para formação de culpa da paciente, observo que nem a Corte Estadual, nem o Superior Tribunal de Justiça enfrentaram a aludida matéria. Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste momento, por este Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. (v.g. HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.8.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007. Ademais, em consulta ao sítio do TJMG na internet, exarada pelo magistrado de primeiro grau, em 25.11.2014, sentença de acolhimento parcial do pedido de condenação, a esvaziar a tese defensiva de demora na formação da culpa. Dessa forma, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal justificador da concessão da ordem de ofício. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG "Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a garantia da ordem pública" (HC 97.688, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe de 27.11.2009) Ademais, saliento, por oportuno, que, de acordo com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal Federal “a prisão cautelar com fundamento na garantia da ordem pública ressai legítima quando evidenciada a necessidade de cessar a atuação de organização criminosa constituída para a disseminação reiterada de drogas”. (HC 122.911-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 24.10.2014). Nesse sentido, cito: RHC 120.977/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe de 25.06.2014, HC 118.551/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, Dje de 16.10.2013). Nesse contexto, entendo o decreto da prisão preventiva da paciente adequadamente fundamentada, não se mostrando desarrazoada a conclusão das instâncias anteriores. Quanto ao alegado excesso de prazo para formação de culpa da paciente, observo que nem a Corte Estadual, nem o Superior Tribunal de Justiça enfrentaram a aludida matéria. Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste momento, por este Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. (v.g. HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 9.8.2011; HC 104.167/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.8.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007. Ademais, em consulta ao sítio do TJMG na internet, exarada pelo magistrado de primeiro grau, em 25.11.2014, sentença de acolhimento parcial do pedido de condenação, a esvaziar a tese defensiva de demora na formação da culpa. Dessa forma, ausente manifesta ilegalidade ou constrangimento ilegal justificador da concessão da ordem de ofício. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 124825 / MG Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a resolução de mérito. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Supremo Tribunal Federal HC 124825 / MG Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem a resolução de mérito. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7689313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Explicação 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXPLICAÇÃO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E RELATORA) – Aqui tem uma peculiaridade: este processo estava na pauta – embora não tenhamos conseguido a ele chegar – de dezembro, e a informação que se tinha é que presa provisoriamente, preventivamente, em junho de 2013, a paciente; em agosto de 2014, o Juiz nos informava que já encerrada a instrução e aberto o prazo para razões finais. Agora, atualizando, em função da nossa sessão de hoje, eu verifiquei, pelo sistema, que foi já proferida a sentença no final do ano passado, mas não consegui acesso à solução dada. A sentença data de 25.11.2014, se a sentença a absolveu... Mas, enfim, não tenho esse dado. Como fico na extinção, sem a proposição da ordem de habeas corpus de ofício, trouxe à consideração de Vossas Excelências o meu voto, referindo que, na verdade, ela era companheira de um traficante, a fundamentação se fez, do meu ponto de vista, de maneira idônea, na linha do parecer da Procuradoria. Houve a apreensão de 4 kg de crack, a serem distribuídos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e ela mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado e teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7737136. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXPLICAÇÃO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E RELATORA) – Aqui tem uma peculiaridade: este processo estava na pauta – embora não tenhamos conseguido a ele chegar – de dezembro, e a informação que se tinha é que presa provisoriamente, preventivamente, em junho de 2013, a paciente; em agosto de 2014, o Juiz nos informava que já encerrada a instrução e aberto o prazo para razões finais. Agora, atualizando, em função da nossa sessão de hoje, eu verifiquei, pelo sistema, que foi já proferida a sentença no final do ano passado, mas não consegui acesso à solução dada. A sentença data de 25.11.2014, se a sentença a absolveu... Mas, enfim, não tenho esse dado. Como fico na extinção, sem a proposição da ordem de habeas corpus de ofício, trouxe à consideração de Vossas Excelências o meu voto, referindo que, na verdade, ela era companheira de um traficante, a fundamentação se fez, do meu ponto de vista, de maneira idônea, na linha do parecer da Procuradoria. Houve a apreensão de 4 kg de crack, a serem distribuídos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e ela mantinha relacionamento afetivo com outro coacusado e teria atuado no cenário dos fatos como responsável pelo armazenamento da droga e a guarda do dinheiro oriundo das negociações. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7737136. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que se trata de habeas substitutivo do recurso extraordinário. Mas, em jogo, tem-se a liberdade de ir e vir, ou seja, discussão sobre as premissas da inversão da ordem natural, que é apurar para depois prender e, por isso mesmo, admitida – três meses após ter trazido a tese que foi agasalhada pela Turma quanto à inadmissibilidade do substitutivo do recurso ordinário constitucional – a substituição. Em passo seguinte, a paciente está recolhida, praticamente, há dois anos. A preventiva surgiu em 12 de junho de 2013, mediante transformação da custódia temporária. Imagino que tenha ficado presa pelo menos trinta dias sob o ângulo temporário. O excesso está configurado. Discute-se neste processo apenas a preventiva, ou seja, a custódia provisória. Por isso admito a impetração e implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759605. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.825 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que se trata de habeas substitutivo do recurso extraordinário. Mas, em jogo, tem-se a liberdade de ir e vir, ou seja, discussão sobre as premissas da inversão da ordem natural, que é apurar para depois prender e, por isso mesmo, admitida – três meses após ter trazido a tese que foi agasalhada pela Turma quanto à inadmissibilidade do substitutivo do recurso ordinário constitucional – a substituição. Em passo seguinte, a paciente está recolhida, praticamente, há dois anos. A preventiva surgiu em 12 de junho de 2013, mediante transformação da custódia temporária. Imagino que tenha ficado presa pelo menos trinta dias sob o ângulo temporário. O excesso está configurado. Discute-se neste processo apenas a preventiva, ou seja, a custódia provisória. Por isso admito a impetração e implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759605. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.825 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777904 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.825 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : GELSICLEIA DOS SANTOS IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia a impetração e concedia a ordem. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777904 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896009. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. FIXAÇÃO DE REGIME MENOS GRAVOSO PARA O CUMPRIMENTO DA PENA. DESCABIMENTO. OBSERVÂNCIA DOS ARTS. 33, DO CÓDIGO PENAL E 42, DA LEI ANTIDROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 44, I DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. FIXAÇÃO DE REGIME MENOS GRAVOSO PARA O CUMPRIMENTO DA PENA. DESCABIMENTO. OBSERVÂNCIA DOS ARTS. 33, DO CÓDIGO PENAL E 42, DA LEI ANTIDROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 44, I DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RHC 125077 AGR / MS CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PATENTE ILEGALIDADE. I - Acompanhando o entendimento firmado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5ª Turma deste Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30 da Lei n. 8.038/1990, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional. II - O entendimento desta Corte evoluiu para não mais se admitir o manejo do habeas corpus em substituição ao recurso próprio, bem assim como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. III - A despeito da impossibilidade de conhecimento do writ, convencionou-se analisar as alegações apresentadas, de forma fundamentada, a fim de apreciar a necessidade de concessão da ordem, de ofício. IV - Não se configura flagrante ilegalidade a fixação do regime inicial fechado para cumprimento da reprimenda, bem como a impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da quantidade e natureza do entorpecente apreendido em poder do Paciente (2 kg de cocaína). Precedentes. V - A decisão agravada não merece reparos, porquanto proferida em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior. VI - Agravo Regimental improvido.’ Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 9 (nove) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de entorpecentes (art. 33, caput, e § 4º, da Lei 11.343/06). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PATENTE ILEGALIDADE. I - Acompanhando o entendimento firmado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5ª Turma deste Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30 da Lei n. 8.038/1990, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional. II - O entendimento desta Corte evoluiu para não mais se admitir o manejo do habeas corpus em substituição ao recurso próprio, bem assim como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. III - A despeito da impossibilidade de conhecimento do writ, convencionou-se analisar as alegações apresentadas, de forma fundamentada, a fim de apreciar a necessidade de concessão da ordem, de ofício. IV - Não se configura flagrante ilegalidade a fixação do regime inicial fechado para cumprimento da reprimenda, bem como a impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da quantidade e natureza do entorpecente apreendido em poder do Paciente (2 kg de cocaína). Precedentes. V - A decisão agravada não merece reparos, porquanto proferida em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior. VI - Agravo Regimental improvido.’ Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 9 (nove) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de entorpecentes (art. 33, caput, e § 4º, da Lei 11.343/06). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RHC 125077 AGR / MS A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos, 3 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão, mantendo, contudo, o regime inicial fechado. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 293.550, Ministra Regina Helena Costa, não conheceu da impetração. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando, bem como a viabilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. Requer, assim, a imposição do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. Ademais, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos, 3 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão, mantendo, contudo, o regime inicial fechado. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 293.550, Ministra Regina Helena Costa, não conheceu da impetração. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando, bem como a viabilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. Requer, assim, a imposição do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. Ademais, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RHC 125077 AGR / MS motivação idônea’ (Súmula 719/STF). No caso, a sentença condenatória, ao fixar o regime fechado, fez expressa referência à quantidade da droga apreendida (dois quilos de cocaína). Além disso, as instâncias de origem, ao concluírem que a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, também não divergiram do entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel. Min. Rosa Weber, Dje de 14.10.14; HC 114.197, de minha Relatoria, Dje de 16.09.14; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Dje de 21.08.14). Nessas condições, inexistindo contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/STF, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.” 2. A parte agravante alega, em síntese, que “trata-se de ilegalidade aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão.” Sustentaque a “coação ilegal é concreta e atual, uma vez que determina o cumprimento da pena em regime mais grave do que aquele que a pena aplicada permite, sem a existência de fundamentação idônea para tanto”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS motivação idônea’ (Súmula 719/STF). No caso, a sentença condenatória, ao fixar o regime fechado, fez expressa referência à quantidade da droga apreendida (dois quilos de cocaína). Além disso, as instâncias de origem, ao concluírem que a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, também não divergiram do entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel. Min. Rosa Weber, Dje de 14.10.14; HC 114.197, de minha Relatoria, Dje de 16.09.14; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Dje de 21.08.14). Nessas condições, inexistindo contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/STF, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.” 2. A parte agravante alega, em síntese, que “trata-se de ilegalidade aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão.” Sustentaque a “coação ilegal é concreta e atual, uma vez que determina o cumprimento da pena em regime mais grave do que aquele que a pena aplicada permite, sem a existência de fundamentação idônea para tanto”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado no decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. 3. No caso, o tribunal de origem, ao fixar a pena, utilizou-se dos seguintes fundamentos: “Como se vê, para a exasperação da pena, influiram a valoração negativa da culpabilidade, motivos e circunstâncias do crime. No que diz respeito à moduladora da culpabilidade, como é cediço, deve ser entendida e concretamente fundamentada na reprovação social que o crime e o autor do fato merecem. Saliente-se que o objeto jurídico tutelado no crime de tráfico de entorpecente é a saúde pública e, portanto, quanto maior a quantidade da droga traficada maior o potencial lesivo e o perigo de dano à saúde pública, a justificar maior reprovabilidade da conduta empreendida pelos acusados e, consequentemente, a elevação da pena-base por ocasião da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado no decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. 3. No caso, o tribunal de origem, ao fixar a pena, utilizou-se dos seguintes fundamentos: “Como se vê, para a exasperação da pena, influiram a valoração negativa da culpabilidade, motivos e circunstâncias do crime. No que diz respeito à moduladora da culpabilidade, como é cediço, deve ser entendida e concretamente fundamentada na reprovação social que o crime e o autor do fato merecem. Saliente-se que o objeto jurídico tutelado no crime de tráfico de entorpecente é a saúde pública e, portanto, quanto maior a quantidade da droga traficada maior o potencial lesivo e o perigo de dano à saúde pública, a justificar maior reprovabilidade da conduta empreendida pelos acusados e, consequentemente, a elevação da pena-base por ocasião da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Outrossim, nos termos do art. 42 da Lei de Drogas, a natureza e a quantidade da substância ou do produto devem ser consideradas preponderantes para a fixação da pena-base. In casu, foram apreendidos com os apelantes 2,144 quilos de cocaína, devendo, portanto, a circunstância judicial da culpabilidade ser mantida. Com relação aos motivos do crime, tenho que o lucro fácil é elemento inerente ao próprio conceito do crime e integra a tipificação do tráfico de drogas, não constituindo fundamento hábil a elevar a pena-base. Por fim, entende-se por circunstâncias do crime o modus operandi empregado na prática do delito. São elementos que não compõem o crime, mas que influenciam em sua gravidade, tais como o estado de ânimo do agente, o local da ação delituosa, as condições de tempo e o modo de agir, o objeto utilizado, dentre outros. Ora, as circunstâncias do crime se encontram relatadas nos autos e constituem elemento do próprio tipo penal, nada tendo a se valorar. O apelante requer a redução do quantum de diminuição do tráfico privilegiado em seu grau máximo. Razão não lhe assiste. É cediço que para a fixação do índice da redutora do tráfico privilegiado, o magistrado deve levar em consideração as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, bem como a natureza e quantidade da substância ou produto apreendido, nos moldes do art. 42 da Lei de Drogas. Com efeito, no caso em tela foram apreendidos 2,144 quilos de cocaína, motivo pelo qual a redução aplicada na sentença de 2/5 (dois quintos) deve ser mantida. (…) Considerando que foram afastadas as circunstâncias judicias dos motivos do crime, fixo a pena-base em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Outrossim, nos termos do art. 42 da Lei de Drogas, a natureza e a quantidade da substância ou do produto devem ser consideradas preponderantes para a fixação da pena-base. In casu, foram apreendidos com os apelantes 2,144 quilos de cocaína, devendo, portanto, a circunstância judicial da culpabilidade ser mantida. Com relação aos motivos do crime, tenho que o lucro fácil é elemento inerente ao próprio conceito do crime e integra a tipificação do tráfico de drogas, não constituindo fundamento hábil a elevar a pena-base. Por fim, entende-se por circunstâncias do crime o modus operandi empregado na prática do delito. São elementos que não compõem o crime, mas que influenciam em sua gravidade, tais como o estado de ânimo do agente, o local da ação delituosa, as condições de tempo e o modo de agir, o objeto utilizado, dentre outros. Ora, as circunstâncias do crime se encontram relatadas nos autos e constituem elemento do próprio tipo penal, nada tendo a se valorar. O apelante requer a redução do quantum de diminuição do tráfico privilegiado em seu grau máximo. Razão não lhe assiste. É cediço que para a fixação do índice da redutora do tráfico privilegiado, o magistrado deve levar em consideração as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, bem como a natureza e quantidade da substância ou produto apreendido, nos moldes do art. 42 da Lei de Drogas. Com efeito, no caso em tela foram apreendidos 2,144 quilos de cocaína, motivo pelo qual a redução aplicada na sentença de 2/5 (dois quintos) deve ser mantida. (…) Considerando que foram afastadas as circunstâncias judicias dos motivos do crime, fixo a pena-base em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS Na segunda fase, não há atenuantes ou agravantes, motivo pelo qual a pena-base permanece a mesma. Na terceira fase, ante a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4.º, da Lei n. 11.343/2006, diminuo a pena em 2/5 (dois quintos), ante a natureza da droga apreendida, resultando em 03 (três) anos, 03 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão e 330 (trezentos e trinta) dias-multa, à razão unitária de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente ao tempo dos fatos. (...) O apelante defende a alteração do regime inicial de cumprimento de pena para o aberto, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Razão parcial lhe assiste. É que, no que diz respeito ao regime de cumprimento de pena, no caso em tela, em atenção aos § § 2.º e 3.º do art. 33 do Código Penal, modifico o regime prisional para o semiaberto, o qual se mostra justo e suficiente para a reprovação e prevenção do delito. (…) DIVIRJO do ilustre relator apenas quanto à fixação do regime semiaberto para cumprimento da pena, pois apesar da nova pena lançada pelo relator (03 anos 03 meses e 18 dias de reclusão e 330 dias multa) poder ser fixada no regime semiaberto, à luz do art 42 da Lei 11.343/06, a quantidade e natureza da droga apreendida com o apelante é deveras elevada (mais de 02 quilos de cocaína), e justifica a imposição de um regime mais gravoso de cumprimento da pena.” 4. Conclui-se, portanto, que o acórdão estadual está alinhado com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/STF). 5. Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS Na segunda fase, não há atenuantes ou agravantes, motivo pelo qual a pena-base permanece a mesma. Na terceira fase, ante a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4.º, da Lei n. 11.343/2006, diminuo a pena em 2/5 (dois quintos), ante a natureza da droga apreendida, resultando em 03 (três) anos, 03 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão e 330 (trezentos e trinta) dias-multa, à razão unitária de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente ao tempo dos fatos. (...) O apelante defende a alteração do regime inicial de cumprimento de pena para o aberto, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Razão parcial lhe assiste. É que, no que diz respeito ao regime de cumprimento de pena, no caso em tela, em atenção aos § § 2.º e 3.º do art. 33 do Código Penal, modifico o regime prisional para o semiaberto, o qual se mostra justo e suficiente para a reprovação e prevenção do delito. (…) DIVIRJO do ilustre relator apenas quanto à fixação do regime semiaberto para cumprimento da pena, pois apesar da nova pena lançada pelo relator (03 anos 03 meses e 18 dias de reclusão e 330 dias multa) poder ser fixada no regime semiaberto, à luz do art 42 da Lei 11.343/06, a quantidade e natureza da droga apreendida com o apelante é deveras elevada (mais de 02 quilos de cocaína), e justifica a imposição de um regime mais gravoso de cumprimento da pena.” 4. Conclui-se, portanto, que o acórdão estadual está alinhado com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/STF). 5. Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art. 33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação: pena de 2 anos e 6 meses de reclusão. Regime inicial fechado. 3. Pedidos de fixação do regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito. 4. Expressiva quantidade de droga apreendida (17,400 kg de maconha). Regime mais brando não recomendado. Inviabilidade da substituição, pois insuficiente e inadequada à reprovação e prevenção do crime. 5. Recurso a que nega provimento.” (RHC 117697, Rel. Min. Gilmar Mendes) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. REGIME INICIAL ABERTO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e terrorismo no regime inicial fechado. II – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art. 33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação: pena de 2 anos e 6 meses de reclusão. Regime inicial fechado. 3. Pedidos de fixação do regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito. 4. Expressiva quantidade de droga apreendida (17,400 kg de maconha). Regime mais brando não recomendado. Inviabilidade da substituição, pois insuficiente e inadequada à reprovação e prevenção do crime. 5. Recurso a que nega provimento.” (RHC 117697, Rel. Min. Gilmar Mendes) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. REGIME INICIAL ABERTO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e terrorismo no regime inicial fechado. II – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela natureza e quantidade de entorpecente apreendido . III – Recurso parcialmente provido para determinar ao juízo da execução criminal que, afastada a regra do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990, proceda ao exame do preenchimento dos requisitos do art. 33, § 2º, do Código Penal para a fixação do regime de cumprimento mais adequado ao quantum de pena imposto ao recorrente.” (RHC 113.380, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 6. Assim, a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, conforme entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 114.197, de minha Relatoria; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela natureza e quantidade de entorpecente apreendido . III – Recurso parcialmente provido para determinar ao juízo da execução criminal que, afastada a regra do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990, proceda ao exame do preenchimento dos requisitos do art. 33, § 2º, do Código Penal para a fixação do regime de cumprimento mais adequado ao quantum de pena imposto ao recorrente.” (RHC 113.380, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 6. Assim, a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, conforme entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; HC 114.197, de minha Relatoria; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866550. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866550. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894524 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7914906
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294541
- Acórdão(s) citado(s): (TRÁFICO DE DROGAS, REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA, MAIOR GRAVIDADE, QUANTIDADE, NATUREZA DO ENTORPECENTE) RHC 113380 (2ªT), RHC 117697 (2ªT), HC 119515 (2ªT). (HC, SUBSTITUIÇÃO, REVISÃO CRIMINAL) HC 111412 AgR (1ªT), RHC 114890 (1ªT), RHC 115983 (2ªT), RHC 116204 (2ªT), RHC 119605 AgR (1ªT). (PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE, CONVERSÃO, PENA RESTRITIVA DE DIREITO, QUANTIDADE, DROGA) HC 114197 (1ªT), ARE 750896 AgR (1ªT), RHC 122804 (1ªT). - Decisão monocrática citada: (HC, SUBSTITUIÇÃO, REVISÃO CRIMINAL) HC 116827 MC. Número de páginas: 12. Análise: 17/03/2015, IMC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
125077
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 125077 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896009. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. FIXAÇÃO DE REGIME MENOS GRAVOSO PARA O CUMPRIMENTO DA PENA. DESCABIMENTO. OBSERVÂNCIA DOS ARTS. 33, DO CÓDIGO PENAL E 42, DA LEI ANTIDROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 44, I DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria da Ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. FIXAÇÃO DE REGIME MENOS GRAVOSO PARA O CUMPRIMENTO DA PENA. DESCABIMENTO. OBSERVÂNCIA DOS ARTS. 33, DO CÓDIGO PENAL E 42, DA LEI ANTIDROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 44, I DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RHC 125077 AGR / MS CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PATENTE ILEGALIDADE. I - Acompanhando o entendimento firmado pela 1... Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5... Turma deste Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30 da Lei n. 8.038/1990, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional. II - O entendimento desta Corte evoluiu para não mais se admitir o manejo do habeas corpus em substituição ao recurso próprio, bem assim como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. III - A despeito da impossibilidade de conhecimento do writ, convencionou-se analisar as alegações apresentadas, de forma fundamentada, a fim de apreciar a necessidade de concessão da ordem, de ofício. IV - Não se configura flagrante ilegalidade a fixação do regime inicial fechado para cumprimento da reprimenda, bem como a impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da quantidade e natureza do entorpecente apreendido em poder do Paciente (2 kg de cocaína). Precedentes. V - A decisão agravada não merece reparos, porquanto proferida em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior. VI - Agravo Regimental improvido.’ Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 9 (nove) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de entorpecentes (art. 33, caput, e § 4..., da Lei 11.343/06). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE PATENTE ILEGALIDADE. I - Acompanhando o entendimento firmado pela 1... Turma do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Habeas Corpus n. 109.956, de relatoria do Excelentíssimo Ministro Marco Aurélio, a 5... Turma deste Superior Tribunal de Justiça passou a adotar orientação no sentido de não mais admitir o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário, previsto nos arts. 105, II, a, da Constituição da República e 30 da Lei n. 8.038/1990, sob pena de frustrar a celeridade e desvirtuar a essência desse instrumento constitucional. II - O entendimento desta Corte evoluiu para não mais se admitir o manejo do habeas corpus em substituição ao recurso próprio, bem assim como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. III - A despeito da impossibilidade de conhecimento do writ, convencionou-se analisar as alegações apresentadas, de forma fundamentada, a fim de apreciar a necessidade de concessão da ordem, de ofício. IV - Não se configura flagrante ilegalidade a fixação do regime inicial fechado para cumprimento da reprimenda, bem como a impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da quantidade e natureza do entorpecente apreendido em poder do Paciente (2 kg de cocaína). Precedentes. V - A decisão agravada não merece reparos, porquanto proferida em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior. VI - Agravo Regimental improvido.’ Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 3 (três) anos e 9 (nove) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de entorpecentes (art. 33, caput, e § 4..., da Lei 11.343/06). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RHC 125077 AGR / MS A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos, 3 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão, mantendo, contudo, o regime inicial fechado. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 293.550, Ministra Regina Helena Costa, não conheceu da impetração. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando, bem como a viabilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. Requer, assim, a imposição do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. Ademais, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos, 3 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão, mantendo, contudo, o regime inicial fechado. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Relatora do HC 293.550, Ministra Regina Helena Costa, não conheceu da impetração. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a possibilidade da fixação de regime inicial mais brando, bem como a viabilidade da substituição da pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos. Requer, assim, a imposição do regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. Ademais, verifico que o acórdão impugnado está em consonância com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que ‘A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RHC 125077 AGR / MS motivação idônea’ (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). No caso, a sentença condenatória, ao fixar o regime fechado, fez expressa referência à quantidade da droga apreendida (dois quilos de cocaína). Além disso, as instâncias de origem, ao concluírem que a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, também não divergiram do entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel. Min. Rosa Weber, Dje de 14.10.14; HC 114.197, de minha Relatoria, Dje de 16.09.14; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Dje de 21.08.14). Nessas condições, inexistindo contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.” 2. A parte agravante alega, em síntese, que “trata-se de ilegalidade aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão.” Sustentaque a “coação ilegal é concreta e atual, uma vez que determina o cumprimento da pena em regime mais grave do que aquele que a pena aplicada permite, sem a existência de fundamentação idônea para tanto”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS motivação idônea’ (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). No caso, a sentença condenatória, ao fixar o regime fechado, fez expressa referência à quantidade da droga apreendida (dois quilos de cocaína). Além disso, as instâncias de origem, ao concluírem que a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, também não divergiram do entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel. Min. Rosa Weber, Dje de 14.10.14; HC 114.197, de minha Relatoria, Dje de 16.09.14; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Dje de 21.08.14). Nessas condições, inexistindo contrariedade à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.” 2. A parte agravante alega, em síntese, que “trata-se de ilegalidade aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão.” Sustentaque a “coação ilegal é concreta e atual, uma vez que determina o cumprimento da pena em regime mais grave do que aquele que a pena aplicada permite, sem a existência de fundamentação idônea para tanto”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896010. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado no decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. 3. No caso, o tribunal de origem, ao fixar a pena, utilizou-se dos seguintes fundamentos: “Como se vê, para a exasperação da pena, influiram a valoração negativa da culpabilidade, motivos e circunstâncias do crime. No que diz respeito à moduladora da culpabilidade, como é cediço, deve ser entendida e concretamente fundamentada na reprovação social que o crime e o autor do fato merecem. Saliente-se que o objeto jurídico tutelado no crime de tráfico de entorpecente é a saúde pública e, portanto, quanto maior a quantidade da droga traficada maior o potencial lesivo e o perigo de dano à saúde pública, a justificar maior reprovabilidade da conduta empreendida pelos acusados e, consequentemente, a elevação da pena-base por ocasião da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado no decisão agravada, a orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese é de não conhecimento da impetração. 3. No caso, o tribunal de origem, ao fixar a pena, utilizou-se dos seguintes fundamentos: “Como se vê, para a exasperação da pena, influiram a valoração negativa da culpabilidade, motivos e circunstâncias do crime. No que diz respeito à moduladora da culpabilidade, como é cediço, deve ser entendida e concretamente fundamentada na reprovação social que o crime e o autor do fato merecem. Saliente-se que o objeto jurídico tutelado no crime de tráfico de entorpecente é a saúde pública e, portanto, quanto maior a quantidade da droga traficada maior o potencial lesivo e o perigo de dano à saúde pública, a justificar maior reprovabilidade da conduta empreendida pelos acusados e, consequentemente, a elevação da pena-base por ocasião da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Outrossim, nos termos do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), a natureza e a quantidade da substância ou do produto devem ser consideradas preponderantes para a fixação da pena-base. In casu, foram apreendidos com os apelantes 2,144 quilos de cocaína, devendo, portanto, a circunstância judicial da culpabilidade ser mantida. Com relação aos motivos do crime, tenho que o lucro fácil é elemento inerente ao próprio conceito do crime e integra a tipificação do tráfico de drogas, não constituindo fundamento hábil a elevar a pena-base. Por fim, entende-se por circunstâncias do crime o modus operandi empregado na prática do delito. São elementos que não compõem o crime, mas que influenciam em sua gravidade, tais como o estado de ânimo do agente, o local da ação delituosa, as condições de tempo e o modo de agir, o objeto utilizado, dentre outros. Ora, as circunstâncias do crime se encontram relatadas nos autos e constituem elemento do próprio tipo penal, nada tendo a se valorar. O apelante requer a redução do quantum de diminuição do tráfico privilegiado em seu grau máximo. Razão não lhe assiste. É cediço que para a fixação do índice da redutora do tráfico privilegiado, o magistrado deve levar em consideração as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, bem como a natureza e quantidade da substância ou produto apreendido, nos moldes do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Com efeito, no caso em tela foram apreendidos 2,144 quilos de cocaína, motivo pelo qual a redução aplicada na sentença de 2/5 (dois quintos) deve ser mantida. (…) Considerando que foram afastadas as circunstâncias judicias dos motivos do crime, fixo a pena-base em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS análise das circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Outrossim, nos termos do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), a natureza e a quantidade da substância ou do produto devem ser consideradas preponderantes para a fixação da pena-base. In casu, foram apreendidos com os apelantes 2,144 quilos de cocaína, devendo, portanto, a circunstância judicial da culpabilidade ser mantida. Com relação aos motivos do crime, tenho que o lucro fácil é elemento inerente ao próprio conceito do crime e integra a tipificação do tráfico de drogas, não constituindo fundamento hábil a elevar a pena-base. Por fim, entende-se por circunstâncias do crime o modus operandi empregado na prática do delito. São elementos que não compõem o crime, mas que influenciam em sua gravidade, tais como o estado de ânimo do agente, o local da ação delituosa, as condições de tempo e o modo de agir, o objeto utilizado, dentre outros. Ora, as circunstâncias do crime se encontram relatadas nos autos e constituem elemento do próprio tipo penal, nada tendo a se valorar. O apelante requer a redução do quantum de diminuição do tráfico privilegiado em seu grau máximo. Razão não lhe assiste. É cediço que para a fixação do índice da redutora do tráfico privilegiado, o magistrado deve levar em consideração as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, bem como a natureza e quantidade da substância ou produto apreendido, nos moldes do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Com efeito, no caso em tela foram apreendidos 2,144 quilos de cocaína, motivo pelo qual a redução aplicada na sentença de 2/5 (dois quintos) deve ser mantida. (…) Considerando que foram afastadas as circunstâncias judicias dos motivos do crime, fixo a pena-base em 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão e 550 (quinhentos e cinquenta) dias-multa. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS Na segunda fase, não há atenuantes ou agravantes, motivo pelo qual a pena-base permanece a mesma. Na terceira fase, ante a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4., da Lei n. 11.343/2006, diminuo a pena em 2/5 (dois quintos), ante a natureza da droga apreendida, resultando em 03 (três) anos, 03 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão e 330 (trezentos e trinta) dias-multa, à razão unitária de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente ao tempo dos fatos. (...) O apelante defende a alteração do regime inicial de cumprimento de pena para o aberto, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Razão parcial lhe assiste. É que, no que diz respeito ao regime de cumprimento de pena, no caso em tela, em atenção aos § § 2. e 3. do art. 33 do Código Penal, modifico o regime prisional para o semiaberto, o qual se mostra justo e suficiente para a reprovação e prevenção do delito. (…) DIVIRJO do ilustre relator apenas quanto à fixação do regime semiaberto para cumprimento da pena, pois apesar da nova pena lançada pelo relator (03 anos 03 meses e 18 dias de reclusão e 330 dias multa) poder ser fixada no regime semiaberto, à luz do art 42 da Lei 11.343/06, a quantidade e natureza da droga apreendida com o apelante é deveras elevada (mais de 02 quilos de cocaína), e justifica a imposição de um regime mais gravoso de cumprimento da pena.” 4. Conclui-se, portanto, que o acórdão estadual está alinhado com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). 5. Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS Na segunda fase, não há atenuantes ou agravantes, motivo pelo qual a pena-base permanece a mesma. Na terceira fase, ante a causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4., da Lei n. 11.343/2006, diminuo a pena em 2/5 (dois quintos), ante a natureza da droga apreendida, resultando em 03 (três) anos, 03 (três) meses e 18 (dezoito) dias de reclusão e 330 (trezentos e trinta) dias-multa, à razão unitária de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente ao tempo dos fatos. (...) O apelante defende a alteração do regime inicial de cumprimento de pena para o aberto, bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Razão parcial lhe assiste. É que, no que diz respeito ao regime de cumprimento de pena, no caso em tela, em atenção aos § § 2. e 3. do art. 33 do Código Penal, modifico o regime prisional para o semiaberto, o qual se mostra justo e suficiente para a reprovação e prevenção do delito. (…) DIVIRJO do ilustre relator apenas quanto à fixação do regime semiaberto para cumprimento da pena, pois apesar da nova pena lançada pelo relator (03 anos 03 meses e 18 dias de reclusão e 330 dias multa) poder ser fixada no regime semiaberto, à luz do art 42 da Lei 11.343/06, a quantidade e natureza da droga apreendida com o apelante é deveras elevada (mais de 02 quilos de cocaína), e justifica a imposição de um regime mais gravoso de cumprimento da pena.” 4. Conclui-se, portanto, que o acórdão estadual está alinhado com a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). 5. Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art. 33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação: pena de 2 anos e 6 meses de reclusão. Regime inicial fechado. 3. Pedidos de fixação do regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito. 4. Expressiva quantidade de droga apreendida (17,400 kg de maconha). Regime mais brando não recomendado. Inviabilidade da substituição, pois insuficiente e inadequada à reprovação e prevenção do crime. 5. Recurso a que nega provimento.” (RHC 117697, Rel. Min. Gilmar Mendes) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. REGIME INICIAL ABERTO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e terrorismo no regime inicial fechado. II – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art. 33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação: pena de 2 anos e 6 meses de reclusão. Regime inicial fechado. 3. Pedidos de fixação do regime inicial aberto e substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito. 4. Expressiva quantidade de droga apreendida (17,400 kg de maconha). Regime mais brando não recomendado. Inviabilidade da substituição, pois insuficiente e inadequada à reprovação e prevenção do crime. 5. Recurso a que nega provimento.” (RHC 117697, Rel. Min. Gilmar Mendes) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. REGIME INICIAL ABERTO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e terrorismo no regime inicial fechado. II – A vedação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 125077 AGR / MS direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela natureza e quantidade de entorpecente apreendido . III – Recurso parcialmente provido para determinar ao juízo da execução criminal que, afastada a regra do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990, proceda ao exame do preenchimento dos requisitos do art. 33, § 2..., do Código Penal para a fixação do regime de cumprimento mais adequado ao quantum de pena imposto ao recorrente.” (RHC 113.380, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 6. Assim, a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, conforme entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel. Min. Rosa Weber; HC 114.197, de minha Relatoria; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Supremo Tribunal Federal RHC 125077 AGR / MS direitos foi devidamente fundamentada no caso concreto, em especial pela natureza e quantidade de entorpecente apreendido . III – Recurso parcialmente provido para determinar ao juízo da execução criminal que, afastada a regra do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990, proceda ao exame do preenchimento dos requisitos do art. 33, § 2..., do Código Penal para a fixação do regime de cumprimento mais adequado ao quantum de pena imposto ao recorrente.” (RHC 113.380, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 6. Assim, a conversão da reprimenda não se mostra recomendável diante da quantidade da droga objeto do tráfico, conforme entendimento deste Tribunal (vg. RHC 122.804, Rel. Min. Rosa Weber; HC 114.197, de minha Relatoria; ARE 750.896-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896011. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866550. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866550. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894524 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.077 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : SANTOS FERNANDEZ AYMA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HC 119515", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 077", "HABEAS CORPUS 125 . 077", "RHC 125077", "Habeas Corpus n . 109 . 956", "Habeas Corpus n . 109 . 956", "HC 293 . 550", "RHC119 . 605", "-", "AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "RHC 125077", "HC 293 . 550", "RHC119 . 605 -", "AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "RHC 125077 AGR", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 122 . 804", "HC 114 . 197", "ARE 750 . 896 - AgR", "RHC 125077", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 122 . 804", "HC 114 . 197", "ARE 750 . 896 - AgR", "RHC119", ". 605 -", "AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "RHC119 . 605 - AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 125077 AGR / MS", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 125077", "HC 119515", "RHC 117697", "HC 111 . 840 / ES", "RHC 125077", "HC 119515", "RHC 117697", "HC 111 . 840 / ES", "RHC 125077 AGR", "RHC 113 . 380", "RHC 122 . 804", "HC 114 . 197", "ARE 750 . 896 - AgR", "RHC 125077 AGR", "RHC 113 . 380", "RHC 122 . 804", "HC 114 . 197", "ARE 750 . 896 - AgR", "HABEAS CORPUS 125 . 077", "HABEAS CORPUS 125 . 077", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 077" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 33 , DO CÓDIGO PENAL", "42 , DA LEI ANTIDROGAS", "ART . 44 , I DO Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 33 , DO CÓDIGO PENAL", "42 , DA LEI ANTIDROGAS", "ART . 44 , I DO Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 105 , II , a , da Constituição da República", "30 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 33 , caput , e § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 105 , II , a , da Constituição da República", "30 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 33 , caput , e § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 192 , c / c o art . 312 , ambos do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 192 , c / c o art . 312 , ambos do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "§", "§ 2 . e 3 . do art . 33 do Código Penal", "art 42 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "§", "§ 2 . e 3 . do art . 33 do Código Penal", "art 42 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006", "§", "Lei 11 . 464 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006", "Lei 8 . 072 / 1990", "Lei 11 . 464 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 1990", "art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072", "/", "1990", "art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "artigo 21 do Regimento Interno", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", 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Barroso", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "SANTOS FERNANDEZ AYMA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "SANTOS FERNANDEZ AYMA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) :DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito processual civil. Princípio do devido processo legal. Motivação das decisões judiciais. Ofensa reflexa. Litispendência. Fixação de honorários advocatícios. Legislação infraconstitucional. Reexame. Fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761051. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 822725 AGR / MG das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761051. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) :DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresinha Xavier Saliba interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL - AUSÊNCIA DE PREPARO - SEGUNDO APELO - DESERÇÃO DECRETADA EM PRIMEIRO GRAU - NÃO CONHECIMENTO - EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - TRAMITAÇÃO CONCOMITANTE - EXTINÇÃO DE UM DOS PROCEDIMENTOS PELA PERDA DO OBJETO - RECONHECIMEENTO DE LITISPENDÊNCIA (ART. 267, V, CPC) - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA - RAZOABILIDADE - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - INOCORRÊNCIA. - Não pode ser conhecido o recurso de apelação interposto, mormente por deserção decretada ainda em primeiro grau de jurisdição (art. 511, do CPC), decisão contra qual não foi ofertado recurso pela parte apelante. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) :DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresinha Xavier Saliba interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL - AUSÊNCIA DE PREPARO - SEGUNDO APELO - DESERÇÃO DECRETADA EM PRIMEIRO GRAU - NÃO CONHECIMENTO - EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - TRAMITAÇÃO CONCOMITANTE - EXTINÇÃO DE UM DOS PROCEDIMENTOS PELA PERDA DO OBJETO - RECONHECIMEENTO DE LITISPENDÊNCIA (ART. 267, V, CPC) - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA - RAZOABILIDADE - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - INOCORRÊNCIA. - Não pode ser conhecido o recurso de apelação interposto, mormente por deserção decretada ainda em primeiro grau de jurisdição (art. 511, do CPC), decisão contra qual não foi ofertado recurso pela parte apelante. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG - Em fase de cumprimento de sentença, reconhecida a ocorrência de litispendência e, por consequência, a determinação da extinção de um dos feitos executivos, pela perda do objeto (art. 267, V, CPCC), não há necessidade de se extinguir também o outro processo que tramita concomitantemente, conforme pretende a parte devedora, eis que legítima a cobrança constante do pleito executivo. - No que se refere ao valor fixado a título de honorários advocatícios de sucumbência, conforme estabelece o § 4º, do art. 20, do CPC, deverão ser observados os critérios elencados nas alíneas do § 3º do mesmo artigo, quais sejam, a) o grau de zelo do profissional; b) o lugar de prestação do serviço; c) a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. - O Código de Processo Civil prevê a multa aplicável ao litigante de má-fé, de ofício ou a requerimento, conforme artigo 18, do Código de Processo Civil, mas para aplicá-la necessária a constatação de comportamento proposital e malicioso da parte, pressupostos sem os quais deve ser rechaçado o pedido de condenação’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação do artigos 5º, incisos II, XXXIV, XXXV, LIV e LV, 7º, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requer que ‘seja reconhecida a declarada a litispendência do processo de execução provisória de 2008, por se matéria de ordem pública prevista no art. 330 CPC c/c art. 267 V CPC e para garantir o devido e justo processo legal a fim de impedir que a ora Recorrente sobre penhoras num processo nulo de pleno direito e que as penhoras sejam desconstituídas e o processo encerrado após prévio conhecimento por esta Tribunal que o processo objeto da execução iniciado em 2000 não é o processo litispendente e sim o de 2008 conforme ut supra 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG - Em fase de cumprimento de sentença, reconhecida a ocorrência de litispendência e, por consequência, a determinação da extinção de um dos feitos executivos, pela perda do objeto (art. 267, V, CPCC), não há necessidade de se extinguir também o outro processo que tramita concomitantemente, conforme pretende a parte devedora, eis que legítima a cobrança constante do pleito executivo. - No que se refere ao valor fixado a título de honorários advocatícios de sucumbência, conforme estabelece o § 4º, do art. 20, do CPC, deverão ser observados os critérios elencados nas alíneas do § 3º do mesmo artigo, quais sejam, a) o grau de zelo do profissional; b) o lugar de prestação do serviço; c) a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. - O Código de Processo Civil prevê a multa aplicável ao litigante de má-fé, de ofício ou a requerimento, conforme artigo 18, do Código de Processo Civil, mas para aplicá-la necessária a constatação de comportamento proposital e malicioso da parte, pressupostos sem os quais deve ser rechaçado o pedido de condenação’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação do artigos 5º, incisos II, XXXIV, XXXV, LIV e LV, 7º, 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requer que ‘seja reconhecida a declarada a litispendência do processo de execução provisória de 2008, por se matéria de ordem pública prevista no art. 330 CPC c/c art. 267 V CPC e para garantir o devido e justo processo legal a fim de impedir que a ora Recorrente sobre penhoras num processo nulo de pleno direito e que as penhoras sejam desconstituídas e o processo encerrado após prévio conhecimento por esta Tribunal que o processo objeto da execução iniciado em 2000 não é o processo litispendente e sim o de 2008 conforme ut supra 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG demonstrado e documentalmente provado’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG demonstrado e documentalmente provado’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incide, portanto, a Súmula nº 279/STF. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incide, portanto, a Súmula nº 279/STF. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ressalte-se, por fim, que não merece trânsito a alegada inocorrência da litispendência em questão, uma vez que esse tema é de índole infraconstitucional, sendo vedada sua revisão no âmbito do apelo extremo. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ressalte-se, por fim, que não merece trânsito a alegada inocorrência da litispendência em questão, uma vez que esse tema é de índole infraconstitucional, sendo vedada sua revisão no âmbito do apelo extremo. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG 279 do STF. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do STF). IV – Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 639773/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.8.2007. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nessa conjuntura, a constatação de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei Maior demandaria, na espécie, prévio exame de preceitos infraconstitucionais, o que não atende à exigência do art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 859.773/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/3/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AMBIENTAL. COMÉRCIO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE DE MADEIRA MOGNO. 1. Impossibilidade de análise da configuração de continência ou litispendência: limites objetivos da coisa julgada. 2. Aquisição anterior à Instrução Normativa n. 17/2001. Controvérsia decidida com base em norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (RE nº 640.584/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/3/12). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG 279 do STF. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do STF). IV – Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 639773/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.8.2007. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nessa conjuntura, a constatação de eventual ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Lei Maior demandaria, na espécie, prévio exame de preceitos infraconstitucionais, o que não atende à exigência do art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 859.773/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/3/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AMBIENTAL. COMÉRCIO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE DE MADEIRA MOGNO. 1. Impossibilidade de análise da configuração de continência ou litispendência: limites objetivos da coisa julgada. 2. Aquisição anterior à Instrução Normativa n. 17/2001. Controvérsia decidida com base em norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (RE nº 640.584/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/3/12). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG ‘Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente, tanto no que concerne à alegação de litispendência, como de violação à coisa julgada: não se presta o recurso extraordinário para o exame de ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, a Súmula 636’ (AI nº 628.105/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 14/9/07). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a parte agravante na violação dos dispositivos constitucionais invocados no apelo extremo. Sustenta a não incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Requer a análise da configuração de litispendência no caso dos autos, haja vista ser matéria de ordem pública, e o justo arbitramento dos honorários advocatícios. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG ‘Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente, tanto no que concerne à alegação de litispendência, como de violação à coisa julgada: não se presta o recurso extraordinário para o exame de ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, a Súmula 636’ (AI nº 628.105/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 14/9/07). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a parte agravante na violação dos dispositivos constitucionais invocados no apelo extremo. Sustenta a não incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Requer a análise da configuração de litispendência no caso dos autos, haja vista ser matéria de ordem pública, e o justo arbitramento dos honorários advocatícios. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CF. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CF. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (RE nº 326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Ademais, não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (RE nº 326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Ademais, não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE- RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “(...) [A]inda que equivocada a tramitação da execução com o cumprimento de sentença ao mesmo tempo, seja por tumulto processual, seja por displicência da parte exequente, não há elementos para reconhecer a nulidade de ambos os feitos, mostrando-se acertada a decisão que determina o prosseguimento de apenas um dos feitos executivos, como bem decidiu o ilustre Juiz de 1º grau. Assim reconhecida a litispendência e, por consequência, a determinação da extinção do presente feito executivo, não vislumbro a necessidade de se extinguir também àquele que tramita concomitantemente a este, conforme pretende a parte apelante, eis que legítima a cobrança decorrente do pleito executivo. Por oportuno, relevante ressaltar que os males de saúde que infelizmente acometem a apelante e sua avançada idade nada influenciam na questão jurídica ora tratada. (…) Por outro lado, a necessidade de estabelecer a proporcionalidade entre o valor dos honorários, o objeto do litígio, e as alíneas do § 3º do artigo 20, do diploma processual e cuidando, ainda, para que o valor seja compatível com o exercício digno da profissão, entendo que o valor fixado na sentença em R$ 7.000,00 atende o princípio da razoabilidade, não se mostrando indicada a majoração da verba”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE- RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “(...) [A]inda que equivocada a tramitação da execução com o cumprimento de sentença ao mesmo tempo, seja por tumulto processual, seja por displicência da parte exequente, não há elementos para reconhecer a nulidade de ambos os feitos, mostrando-se acertada a decisão que determina o prosseguimento de apenas um dos feitos executivos, como bem decidiu o ilustre Juiz de 1º grau. Assim reconhecida a litispendência e, por consequência, a determinação da extinção do presente feito executivo, não vislumbro a necessidade de se extinguir também àquele que tramita concomitantemente a este, conforme pretende a parte apelante, eis que legítima a cobrança decorrente do pleito executivo. Por oportuno, relevante ressaltar que os males de saúde que infelizmente acometem a apelante e sua avançada idade nada influenciam na questão jurídica ora tratada. (…) Por outro lado, a necessidade de estabelecer a proporcionalidade entre o valor dos honorários, o objeto do litígio, e as alíneas do § 3º do artigo 20, do diploma processual e cuidando, ainda, para que o valor seja compatível com o exercício digno da profissão, entendo que o valor fixado na sentença em R$ 7.000,00 atende o princípio da razoabilidade, não se mostrando indicada a majoração da verba”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG Com efeito, é certo que o Tribunal de origem consignou, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, a existência de litispendência, determinando a extinção de um dos feitos executivos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Exame psicológico. Litispendência. Coisa julgada. Verificação. Aprovação de candidato. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 772.309/DF–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG Com efeito, é certo que o Tribunal de origem consignou, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, a existência de litispendência, determinando a extinção de um dos feitos executivos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Exame psicológico. Litispendência. Coisa julgada. Verificação. Aprovação de candidato. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 772.309/DF–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do STF). IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE nº 639.773/SC–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da ocorrência de litispendência, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE nº 665.944/RS–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/2013). Por sua vez, a questão da fixação de honorários advocatícios é igualmente de índole eminentemente infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário, uma vez que a ofensa ao texto constitucional, se houvesse, seria indireta ou reflexa. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3º E 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 832.250/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do STF). IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE nº 639.773/SC–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da ocorrência de litispendência, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE nº 665.944/RS–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/2013). Por sua vez, a questão da fixação de honorários advocatícios é igualmente de índole eminentemente infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário, uma vez que a ofensa ao texto constitucional, se houvesse, seria indireta ou reflexa. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3º E 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 832.250/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG 7/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 790.511/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG 7/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 790.511/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) : DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777959 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) : DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7823309
2015-02-03T00:00:00
2015-02-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito processual civil. Princípio do devido processo legal. Motivação das decisões judiciais. Ofensa reflexa. Litispendência. Fixação de honorários advocatícios. Legislação infraconstitucional. Reexame. Fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur292857
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO) AI 643654 AgR (1ªT), RE 531906 AgR (2ªT), RE 326742 AgR (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (LITISPENDÊNCIA) RE 639773 AgR (2ªT), ARE 665944 AgR (2ªT), ARE 772309 AgR (1ªT). (HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS) AI 790511 AgR (1ªT), AI 832250 AgR (2ªT). Número de páginas: 16. Análise: 09/03/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
822725
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 822725 AgR
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AGTE.(S) : TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) : DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) :DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito processual civil. Princípio do devido processo legal. Motivação das decisões judiciais. Ofensa reflexa. Litispendência. Fixação de honorários advocatícios. Legislação infraconstitucional. Reexame. Fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas e a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761051. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ARE 822725 AGR / MG das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761051. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) :DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresinha Xavier Saliba interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL - AUSÊNCIA DE PREPARO - SEGUNDO APELO - DESERÇÃO DECRETADA EM PRIMEIRO GRAU - NÃO CONHECIMENTO - EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - TRAMITAÇÃO CONCOMITANTE - EXTINÇÃO DE UM DOS PROCEDIMENTOS PELA PERDA DO OBJETO - RECONHECIMEENTO DE LITISPENDÊNCIA (ART. 267, V, Código de Processo Civil) - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA - RAZOABILIDADE - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - INOCORRÊNCIA. - Não pode ser conhecido o recurso de apelação interposto, mormente por deserção decretada ainda em primeiro grau de jurisdição (art. 511, do Código de Processo Civil), decisão contra qual não foi ofertado recurso pela parte apelante. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) :DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresinha Xavier Saliba interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL - AUSÊNCIA DE PREPARO - SEGUNDO APELO - DESERÇÃO DECRETADA EM PRIMEIRO GRAU - NÃO CONHECIMENTO - EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - TRAMITAÇÃO CONCOMITANTE - EXTINÇÃO DE UM DOS PROCEDIMENTOS PELA PERDA DO OBJETO - RECONHECIMEENTO DE LITISPENDÊNCIA (ART. 267, V, Código de Processo Civil) - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA - RAZOABILIDADE - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - INOCORRÊNCIA. - Não pode ser conhecido o recurso de apelação interposto, mormente por deserção decretada ainda em primeiro grau de jurisdição (art. 511, do Código de Processo Civil), decisão contra qual não foi ofertado recurso pela parte apelante. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG - Em fase de cumprimento de sentença, reconhecida a ocorrência de litispendência e, por consequência, a determinação da extinção de um dos feitos executivos, pela perda do objeto (art. 267, V, CPCC), não há necessidade de se extinguir também o outro processo que tramita concomitantemente, conforme pretende a parte devedora, eis que legítima a cobrança constante do pleito executivo. - No que se refere ao valor fixado a título de honorários advocatícios de sucumbência, conforme estabelece o § 4..., do art. 20, do Código de Processo Civil, deverão ser observados os critérios elencados nas alíneas do § 3... do mesmo artigo, quais sejam, a) o grau de zelo do profissional; b) o lugar de prestação do serviço; c) a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. - O Código de Processo Civil prevê a multa aplicável ao litigante de má-fé, de ofício ou a requerimento, conforme artigo 18, do Código de Processo Civil, mas para aplicá-la necessária a constatação de comportamento proposital e malicioso da parte, pressupostos sem os quais deve ser rechaçado o pedido de condenação’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação do artigos 5..., incisos II, XXXIV, XXXV, LIV e LV, 7..., 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requer que ‘seja reconhecida a declarada a litispendência do processo de execução provisória de 2008, por se matéria de ordem pública prevista no art. 330 Código de Processo Civil c/c art. 267 V Código de Processo Civil e para garantir o devido e justo processo legal a fim de impedir que a ora Recorrente sobre penhoras num processo nulo de pleno direito e que as penhoras sejam desconstituídas e o processo encerrado após prévio conhecimento por esta Tribunal que o processo objeto da execução iniciado em 2000 não é o processo litispendente e sim o de 2008 conforme ut supra 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG - Em fase de cumprimento de sentença, reconhecida a ocorrência de litispendência e, por consequência, a determinação da extinção de um dos feitos executivos, pela perda do objeto (art. 267, V, CPCC), não há necessidade de se extinguir também o outro processo que tramita concomitantemente, conforme pretende a parte devedora, eis que legítima a cobrança constante do pleito executivo. - No que se refere ao valor fixado a título de honorários advocatícios de sucumbência, conforme estabelece o § 4..., do art. 20, do Código de Processo Civil, deverão ser observados os critérios elencados nas alíneas do § 3... do mesmo artigo, quais sejam, a) o grau de zelo do profissional; b) o lugar de prestação do serviço; c) a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. - O Código de Processo Civil prevê a multa aplicável ao litigante de má-fé, de ofício ou a requerimento, conforme artigo 18, do Código de Processo Civil, mas para aplicá-la necessária a constatação de comportamento proposital e malicioso da parte, pressupostos sem os quais deve ser rechaçado o pedido de condenação’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente, nas razões do recurso extraordinário, violação do artigos 5..., incisos II, XXXIV, XXXV, LIV e LV, 7..., 37, caput, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Requer que ‘seja reconhecida a declarada a litispendência do processo de execução provisória de 2008, por se matéria de ordem pública prevista no art. 330 Código de Processo Civil c/c art. 267 V Código de Processo Civil e para garantir o devido e justo processo legal a fim de impedir que a ora Recorrente sobre penhoras num processo nulo de pleno direito e que as penhoras sejam desconstituídas e o processo encerrado após prévio conhecimento por esta Tribunal que o processo objeto da execução iniciado em 2000 não é o processo litispendente e sim o de 2008 conforme ut supra 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG demonstrado e documentalmente provado’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG demonstrado e documentalmente provado’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incide, portanto, a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Quanto à alegada afronta ao princípio constitucional da legalidade, essa seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incide, portanto, a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ressalte-se, por fim, que não merece trânsito a alegada inocorrência da litispendência em questão, uma vez que esse tema é de índole infraconstitucional, sendo vedada sua revisão no âmbito do apelo extremo. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG Sobre o tema: ‘Recurso extraordinário: descabimento: questão decidida à luz de legislação infraconstitucional e da análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados (Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05). Ressalte-se, por fim, que não merece trânsito a alegada inocorrência da litispendência em questão, uma vez que esse tema é de índole infraconstitucional, sendo vedada sua revisão no âmbito do apelo extremo. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). IV – Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 639773/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.8.2007. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nessa conjuntura, a constatação de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Lei Maior demandaria, na espécie, prévio exame de preceitos infraconstitucionais, o que não atende à exigência do art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 859.773/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/3/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AMBIENTAL. COMÉRCIO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE DE MADEIRA MOGNO. 1. Impossibilidade de análise da configuração de continência ou litispendência: limites objetivos da coisa julgada. 2. Aquisição anterior à Instrução Normativa n. 17/2001. Controvérsia decidida com base em norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 640.584/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/3/12). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). IV – Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 639773/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). ‘DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA. OFENSA REFLEXA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.8.2007. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nessa conjuntura, a constatação de eventual ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Lei Maior demandaria, na espécie, prévio exame de preceitos infraconstitucionais, o que não atende à exigência do art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 859.773/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/3/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AMBIENTAL. COMÉRCIO, DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE DE MADEIRA MOGNO. 1. Impossibilidade de análise da configuração de continência ou litispendência: limites objetivos da coisa julgada. 2. Aquisição anterior à Instrução Normativa n. 17/2001. Controvérsia decidida com base em norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 640.584/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/3/12). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório ARE 822725 AGR / MG ‘Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente, tanto no que concerne à alegação de litispendência, como de violação à coisa julgada: não se presta o recurso extraordinário para o exame de ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, a Súmula 636’ (AI n 628.105/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 14/9/07). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a parte agravante na violação dos dispositivos constitucionais invocados no apelo extremo. Sustenta a não incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Requer a análise da configuração de litispendência no caso dos autos, haja vista ser matéria de ordem pública, e o justo arbitramento dos honorários advocatícios. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG ‘Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente, tanto no que concerne à alegação de litispendência, como de violação à coisa julgada: não se presta o recurso extraordinário para o exame de ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, a Súmula 636’ (AI n 628.105/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 14/9/07). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a parte agravante na violação dos dispositivos constitucionais invocados no apelo extremo. Sustenta a não incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Requer a análise da configuração de litispendência no caso dos autos, haja vista ser matéria de ordem pública, e o justo arbitramento dos honorários advocatícios. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS ARTS. 5..., XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Não há negativa de prestação jurisdicional, tampouco contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. II – A orientação desta Corte, por meio da remansosa jurisprudência, é a de que, em regra, a alegada violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. III - Incumbe ao agravante o dever de impugnar, de forma específica, cada um dos fundamentos suficientes da decisão atacada, sob pena de não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Ademais, não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 326.742/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Ademais, não procede a alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE- RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “(...) [A]inda que equivocada a tramitação da execução com o cumprimento de sentença ao mesmo tempo, seja por tumulto processual, seja por displicência da parte exequente, não há elementos para reconhecer a nulidade de ambos os feitos, mostrando-se acertada a decisão que determina o prosseguimento de apenas um dos feitos executivos, como bem decidiu o ilustre Juiz de 1... grau. Assim reconhecida a litispendência e, por consequência, a determinação da extinção do presente feito executivo, não vislumbro a necessidade de se extinguir também àquele que tramita concomitantemente a este, conforme pretende a parte apelante, eis que legítima a cobrança decorrente do pleito executivo. Por oportuno, relevante ressaltar que os males de saúde que infelizmente acometem a apelante e sua avançada idade nada influenciam na questão jurídica ora tratada. (…) Por outro lado, a necessidade de estabelecer a proporcionalidade entre o valor dos honorários, o objeto do litígio, e as alíneas do § 3... do artigo 20, do diploma processual e cuidando, ainda, para que o valor seja compatível com o exercício digno da profissão, entendo que o valor fixado na sentença em R$ 7.000,00 atende o princípio da razoabilidade, não se mostrando indicada a majoração da verba”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE- RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Por outro lado, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “(...) [A]inda que equivocada a tramitação da execução com o cumprimento de sentença ao mesmo tempo, seja por tumulto processual, seja por displicência da parte exequente, não há elementos para reconhecer a nulidade de ambos os feitos, mostrando-se acertada a decisão que determina o prosseguimento de apenas um dos feitos executivos, como bem decidiu o ilustre Juiz de 1... grau. Assim reconhecida a litispendência e, por consequência, a determinação da extinção do presente feito executivo, não vislumbro a necessidade de se extinguir também àquele que tramita concomitantemente a este, conforme pretende a parte apelante, eis que legítima a cobrança decorrente do pleito executivo. Por oportuno, relevante ressaltar que os males de saúde que infelizmente acometem a apelante e sua avançada idade nada influenciam na questão jurídica ora tratada. (…) Por outro lado, a necessidade de estabelecer a proporcionalidade entre o valor dos honorários, o objeto do litígio, e as alíneas do § 3... do artigo 20, do diploma processual e cuidando, ainda, para que o valor seja compatível com o exercício digno da profissão, entendo que o valor fixado na sentença em R$ 7.000,00 atende o princípio da razoabilidade, não se mostrando indicada a majoração da verba”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG Com efeito, é certo que o Tribunal de origem consignou, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, a existência de litispendência, determinando a extinção de um dos feitos executivos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Exame psicológico. Litispendência. Coisa julgada. Verificação. Aprovação de candidato. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 772.309/DF–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG Com efeito, é certo que o Tribunal de origem consignou, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, a existência de litispendência, determinando a extinção de um dos feitos executivos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Exame psicológico. Litispendência. Coisa julgada. Verificação. Aprovação de candidato. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 772.309/DF–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO ADMINISTRATIVA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. ACÓRDÃO RECORRIDO APOIADO EM FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS MANTIDOS COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentam a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Com a negativa de seguimento ao recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça tornaram-se definitivos os fundamentos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 639.773/SC–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da ocorrência de litispendência, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE n 665.944/RS–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/2013). Por sua vez, a questão da fixação de honorários advocatícios é igualmente de índole eminentemente infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário, uma vez que a ofensa ao texto constitucional, se houvesse, seria indireta ou reflexa. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3... E 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 832.250/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG infraconstitucionais que amparam o acórdão recorrido (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 639.773/SC–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. LITISPENDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da ocorrência de litispendência, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (ARE n 665.944/RS–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/2013). Por sua vez, a questão da fixação de honorários advocatícios é igualmente de índole eminentemente infraconstitucional, exaurindo-se no âmbito da legislação processual, para cujo exame não se presta o recurso extraordinário, uma vez que a ofensa ao texto constitucional, se houvesse, seria indireta ou reflexa. A propósito, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3... E 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 832.250/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 822725 AGR / MG 7/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 790.511/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Supremo Tribunal Federal ARE 822725 AGR / MG 7/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO TRIBUNAL A QUO. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 790.511/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761049. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) : DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777959 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.725 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESINHA XAVIER SALIBA ADV.(A/S) : DENISE MARIA XAVIER SALIBA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MURILO CARVALHO SANTIAGO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS MELLO FERREIRA PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822 . 725", "Súmulas ns 279", "ARE 822725 AGR", "ARE 822725 AGR /", "RECURSO", "ARE 822725 AGR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 822725 AGR / MG", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 822725 AGR / MG", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 636 desta Corte", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822725 AGR / MG", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822725 AGR / MG", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 822725 AGR / MG", "AI n 518 . 895 / MG - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 822725 AGR / MG", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 639773 / SC - AgR", "AI n 859 . 773 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 640 . 584 / DF - AgR", "ARE 822725 AGR / MG 279", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 639773 / SC - 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2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Instrução Normativa n . 17 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", ". . , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "ARTS . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Constituição da República", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO INTERPOSTO CONTRA DESPACHO PELO QUAL SE DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM PARA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935226. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.5.2015, o Presidente do Supremo Tribunal Federal determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, por ter este Supremo Tribunal assentado a repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 566.471-RG, Tema n. 6 e Recurso Extraordinário n. 855.178-RG, Tema n. 793). 2. Publicado esse despacho, Débora da Rosa Paz interpôs agravo regimental no qual afirmou a ausência de identidade material entre o debate trazido nos autos e aquele objeto do Tema n. 6 da repercussão geral, ao qual o Ministro Ricardo Lewandowski negou seguimento, em 17.11.2015, por ser incabível recurso contra despacho pelo qual se devolvem os autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral. 3. Intimada dessa decisão em 25.11.2015, Débora da Rosa Paz interpõe, tempestivamente, agravo regimental. A Agravante afirma haver omissão na decisão agravada, pois, “no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.5.2015, o Presidente do Supremo Tribunal Federal determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, por ter este Supremo Tribunal assentado a repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 566.471-RG, Tema n. 6 e Recurso Extraordinário n. 855.178-RG, Tema n. 793). 2. Publicado esse despacho, Débora da Rosa Paz interpôs agravo regimental no qual afirmou a ausência de identidade material entre o debate trazido nos autos e aquele objeto do Tema n. 6 da repercussão geral, ao qual o Ministro Ricardo Lewandowski negou seguimento, em 17.11.2015, por ser incabível recurso contra despacho pelo qual se devolvem os autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral. 3. Intimada dessa decisão em 25.11.2015, Débora da Rosa Paz interpõe, tempestivamente, agravo regimental. A Agravante afirma haver omissão na decisão agravada, pois, “no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 874816 AGR-AGR / RS primeiro agravo regimental (…), sustentou a impossibilidade de se admitir o recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, considerando que, diante do novo acórdão proferido pelo Tribunal de origem, não teria sido reiterado o apelo extremo inicialmente interposto. (…) requereu, assim, a inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Na decisão ora agravada, palavra alguma foi dedicada ao pedido de inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul”. Sustenta, ainda, que, “embora a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tenha entendimento pacífico no sentido de que o despacho que determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a aplicação da sistemática da repercussão geral seja ato de mero expediente (…) não se pode ignorar que o próprio STF (…) dispõe-se a corrigir equívocos materiais nas vinculações de processos aos leading cases” . Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Supremo Tribunal Federal ARE 874816 AGR-AGR / RS primeiro agravo regimental (…), sustentou a impossibilidade de se admitir o recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, considerando que, diante do novo acórdão proferido pelo Tribunal de origem, não teria sido reiterado o apelo extremo inicialmente interposto. (…) requereu, assim, a inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Na decisão ora agravada, palavra alguma foi dedicada ao pedido de inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul”. Sustenta, ainda, que, “embora a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tenha entendimento pacífico no sentido de que o despacho que determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a aplicação da sistemática da repercussão geral seja ato de mero expediente (…) não se pode ignorar que o próprio STF (…) dispõe-se a corrigir equívocos materiais nas vinculações de processos aos leading cases” . Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Ao contrário do que sustenta a Agravante, a decisão agravada manifestou-se expressamente quanto à alegação de que o recurso extraordinário estaria inapto, ao decidir que “a admissão do recurso e a devolução dos autos à origem não causam qualquer prejuízo às partes, visto que, após julgado o mérito do extraordinário submetido à apreciação do Plenário do STF, os Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais poderão declarar prejudicados os demais recursos atinentes à mesma questão ou retratar- se”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou ser inadmissível a interposição de recurso contra a decisão pela qual determinada a devolução dos autos ao Tribunal de origem para observância da sistemática da repercussão geral, por se tratar de despacho de mero expediente. A Agravante não demonstrou a ausência de identidade material entre as questões trazidas no recurso e os paradigmas indicados. Assim, por exemplo, os seguintes julgados: “RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente. Incidência do art. 504 do CPC. Agravo não conhecido. É inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI n. 778.643-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário, DJe 7.12.2011). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Ao contrário do que sustenta a Agravante, a decisão agravada manifestou-se expressamente quanto à alegação de que o recurso extraordinário estaria inapto, ao decidir que “a admissão do recurso e a devolução dos autos à origem não causam qualquer prejuízo às partes, visto que, após julgado o mérito do extraordinário submetido à apreciação do Plenário do STF, os Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais poderão declarar prejudicados os demais recursos atinentes à mesma questão ou retratar- se”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou ser inadmissível a interposição de recurso contra a decisão pela qual determinada a devolução dos autos ao Tribunal de origem para observância da sistemática da repercussão geral, por se tratar de despacho de mero expediente. A Agravante não demonstrou a ausência de identidade material entre as questões trazidas no recurso e os paradigmas indicados. Assim, por exemplo, os seguintes julgados: “RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente. Incidência do art. 504 do CPC. Agravo não conhecido. É inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI n. 778.643-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário, DJe 7.12.2011). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 874816 AGR-AGR / RS “(...) Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes.(...)” (ARE n. 946.496-AgR, Plenário, DJe 20.9.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Recurso contra despacho sem conteúdo decisório. Cabimento. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não cabe agravo regimental contra despacho de mero expediente, despido de conteúdo decisório, por se tratar de simples ato procedimental. 2. Agravo regimental não provido” (RE n. 630.492- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1º.8.2013). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. IDENTIDADE MATERIAL COM O PARADIGMA. TEMA 6. 1. Os argumentos aduzidos pela parte agravante não foram suficientes para caracterizar o alegado erro de enquadramento por parte da decisão agravada. Reexaminando o caso dos autos, constatou-se a adequação da sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC/1973 e 328 do RI/STF). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 862.560 AgR-segundo, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Supremo Tribunal Federal ARE 874816 AGR-AGR / RS “(...) Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes.(...)” (ARE n. 946.496-AgR, Plenário, DJe 20.9.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Recurso contra despacho sem conteúdo decisório. Cabimento. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não cabe agravo regimental contra despacho de mero expediente, despido de conteúdo decisório, por se tratar de simples ato procedimental. 2. Agravo regimental não provido” (RE n. 630.492- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1º.8.2013). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. IDENTIDADE MATERIAL COM O PARADIGMA. TEMA 6. 1. Os argumentos aduzidos pela parte agravante não foram suficientes para caracterizar o alegado erro de enquadramento por parte da decisão agravada. Reexaminando o caso dos autos, constatou-se a adequação da sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC/1973 e 328 do RI/STF). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 862.560 AgR-segundo, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todo e qualquer pronunciamento com carga decisória, que se mostre contrário aos interesses da parte, desafia recurso. Equívoco quanto à determinação de baixa do processo à origem ante a sistemática da repercussão geral é passível de impugnação mediante agravo. Provejo-o para que se examine o erro alegado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909166. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todo e qualquer pronunciamento com carga decisória, que se mostre contrário aos interesses da parte, desafia recurso. Equívoco quanto à determinação de baixa do processo à origem ante a sistemática da repercussão geral é passível de impugnação mediante agravo. Provejo-o para que se examine o erro alegado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956800 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956800 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11975754
2016-10-21T00:00:00
2016-11-08T00:00:00
O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO INTERPOSTO CONTRA DESPACHO PELO QUAL SE DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM PARA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur359438
- Acórdão(s) citado(s): (IRRECORRIBILIDADE, DECISÃO, APLICAÇÃO, SISTEMÁTICA, REPERCUSSÃO GERAL) AI 778643 AgR (TP), RE 630492 AgR (1ªT), ARE 862560 AgR-segundo (1ªT), ARE 946496 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 22/11/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
874816
null
ARE-AgR-AgR
acordaos
ARE 874816 AgR-AgR
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AGTE.(S) : DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO INTERPOSTO CONTRA DESPACHO PELO QUAL SE DETERMINA A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM PARA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935226. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.5.2015, o Presidente do Supremo Tribunal Federal determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, por ter este Supremo Tribunal assentado a repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 566.471-RG, Tema n. 6 e Recurso Extraordinário n. 855.178-RG, Tema n. 793). 2. Publicado esse despacho, Débora da Rosa Paz interpôs agravo regimental no qual afirmou a ausência de identidade material entre o debate trazido nos autos e aquele objeto do Tema n. 6 da repercussão geral, ao qual o Ministro Ricardo Lewandowski negou seguimento, em 17.11.2015, por ser incabível recurso contra despacho pelo qual se devolvem os autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral. 3. Intimada dessa decisão em 25.11.2015, Débora da Rosa Paz interpõe, tempestivamente, agravo regimental. A Agravante afirma haver omissão na decisão agravada, pois, “no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 11.5.2015, o Presidente do Supremo Tribunal Federal determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, por ter este Supremo Tribunal assentado a repercussão geral das questões trazidas no recurso (Recurso Extraordinário n. 566.471-RG, Tema n. 6 e Recurso Extraordinário n. 855.178-RG, Tema n. 793). 2. Publicado esse despacho, Débora da Rosa Paz interpôs agravo regimental no qual afirmou a ausência de identidade material entre o debate trazido nos autos e aquele objeto do Tema n. 6 da repercussão geral, ao qual o Ministro Ricardo Lewandowski negou seguimento, em 17.11.2015, por ser incabível recurso contra despacho pelo qual se devolvem os autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral. 3. Intimada dessa decisão em 25.11.2015, Débora da Rosa Paz interpõe, tempestivamente, agravo regimental. A Agravante afirma haver omissão na decisão agravada, pois, “no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 874816 AGR-AGR / RS primeiro agravo regimental (…), sustentou a impossibilidade de se admitir o recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, considerando que, diante do novo acórdão proferido pelo Tribunal de origem, não teria sido reiterado o apelo extremo inicialmente interposto. (…) requereu, assim, a inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Na decisão ora agravada, palavra alguma foi dedicada ao pedido de inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul”. Sustenta, ainda, que, “embora a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tenha entendimento pacífico no sentido de que o despacho que determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a aplicação da sistemática da repercussão geral seja ato de mero expediente (…) não se pode ignorar que o próprio Supremo Tribunal Federal (…) dispõe-se a corrigir equívocos materiais nas vinculações de processos aos leading cases” . Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Supremo Tribunal Federal ARE 874816 AGR-AGR / RS primeiro agravo regimental (…), sustentou a impossibilidade de se admitir o recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, considerando que, diante do novo acórdão proferido pelo Tribunal de origem, não teria sido reiterado o apelo extremo inicialmente interposto. (…) requereu, assim, a inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Na decisão ora agravada, palavra alguma foi dedicada ao pedido de inadmissão do recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul”. Sustenta, ainda, que, “embora a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tenha entendimento pacífico no sentido de que o despacho que determina a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a aplicação da sistemática da repercussão geral seja ato de mero expediente (…) não se pode ignorar que o próprio Supremo Tribunal Federal (…) dispõe-se a corrigir equívocos materiais nas vinculações de processos aos leading cases” . Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Ao contrário do que sustenta a Agravante, a decisão agravada manifestou-se expressamente quanto à alegação de que o recurso extraordinário estaria inapto, ao decidir que “a admissão do recurso e a devolução dos autos à origem não causam qualquer prejuízo às partes, visto que, após julgado o mérito do extraordinário submetido à apreciação do Plenário do Supremo Tribunal Federal, os Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais poderão declarar prejudicados os demais recursos atinentes à mesma questão ou retratar- se”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou ser inadmissível a interposição de recurso contra a decisão pela qual determinada a devolução dos autos ao Tribunal de origem para observância da sistemática da repercussão geral, por se tratar de despacho de mero expediente. A Agravante não demonstrou a ausência de identidade material entre as questões trazidas no recurso e os paradigmas indicados. Assim, por exemplo, os seguintes julgados: “RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente. Incidência do art. 504 do Código de Processo Civil. Agravo não conhecido. É inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI n. 778.643-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário, DJe 7.12.2011). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Ao contrário do que sustenta a Agravante, a decisão agravada manifestou-se expressamente quanto à alegação de que o recurso extraordinário estaria inapto, ao decidir que “a admissão do recurso e a devolução dos autos à origem não causam qualquer prejuízo às partes, visto que, após julgado o mérito do extraordinário submetido à apreciação do Plenário do Supremo Tribunal Federal, os Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais poderão declarar prejudicados os demais recursos atinentes à mesma questão ou retratar- se”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou ser inadmissível a interposição de recurso contra a decisão pela qual determinada a devolução dos autos ao Tribunal de origem para observância da sistemática da repercussão geral, por se tratar de despacho de mero expediente. A Agravante não demonstrou a ausência de identidade material entre as questões trazidas no recurso e os paradigmas indicados. Assim, por exemplo, os seguintes julgados: “RECURSO. Agravo Regimental. Despacho que determina devolução dos autos ao tribunal a quo para aplicação da sistemática da repercussão geral. Ato de mero expediente. Incidência do art. 504 do Código de Processo Civil. Agravo não conhecido. É inadmissível agravo regimental contra ato de mero expediente que determina a devolução do feito ao tribunal de origem para aplicação da sistemática da repercussão geral” (AI n. 778.643-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Plenário, DJe 7.12.2011). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 874816 AGR-AGR / RS “(...) Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes.(...)” (ARE n. 946.496-AgR, Plenário, DJe 20.9.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Recurso contra despacho sem conteúdo decisório. Cabimento. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não cabe agravo regimental contra despacho de mero expediente, despido de conteúdo decisório, por se tratar de simples ato procedimental. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n. 630.492- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1....8.2013). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. IDENTIDADE MATERIAL COM O PARADIGMA. TEMA 6. 1. Os argumentos aduzidos pela parte agravante não foram suficientes para caracterizar o alegado erro de enquadramento por parte da decisão agravada. Reexaminando o caso dos autos, constatou-se a adequação da sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil/1973 e 328 do RI/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 862.560 AgR-segundo, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Supremo Tribunal Federal ARE 874816 AGR-AGR / RS “(...) Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes.(...)” (ARE n. 946.496-AgR, Plenário, DJe 20.9.2016). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Recurso contra despacho sem conteúdo decisório. Cabimento. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não cabe agravo regimental contra despacho de mero expediente, despido de conteúdo decisório, por se tratar de simples ato procedimental. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n. 630.492- AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 1....8.2013). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. IDENTIDADE MATERIAL COM O PARADIGMA. TEMA 6. 1. Os argumentos aduzidos pela parte agravante não foram suficientes para caracterizar o alegado erro de enquadramento por parte da decisão agravada. Reexaminando o caso dos autos, constatou-se a adequação da sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil/1973 e 328 do RI/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 862.560 AgR-segundo, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935228. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todo e qualquer pronunciamento com carga decisória, que se mostre contrário aos interesses da parte, desafia recurso. Equívoco quanto à determinação de baixa do processo à origem ante a sistemática da repercussão geral é passível de impugnação mediante agravo. Provejo-o para que se examine o erro alegado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909166. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Todo e qualquer pronunciamento com carga decisória, que se mostre contrário aos interesses da parte, desafia recurso. Equívoco quanto à determinação de baixa do processo à origem ante a sistemática da repercussão geral é passível de impugnação mediante agravo. Provejo-o para que se examine o erro alegado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11909166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956800 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.816 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DEBORA DA ROSA PAZ PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956800 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário n . 566 . 471 - RG", "Recurso Extraordinário n . 855 . 178 - RG", "Recurso Extraordinário n . 566 . 471 - RG", "ARE 874816 AGR - AGR / RS", "ARE 874816 AGR", "AI n . 778 . 643 - AgR", "AI n . 778 . 643 - AgR", "ARE 874816 AGR", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 946 . 496 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 630 . 492 - AgR", "ARE n . 862 . 560 AgR", "ARE 874816 AGR - AGR / RS", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 946 . 496 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 630 . 492 - AgR", "ARE n . 862 . 560 AgR - segundo" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 504 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 504 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil / 1973", "328 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "AGR", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "-", "AGR", "/", "RS", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "SEGUNDO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DEBORA DA ROSA PAZ", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "DEBORA DA ROSA PAZ", "CÁRMEN LÚCIA", "Débora da Rosa Paz", "Ricardo Lewandowski", "Débora da Rosa Paz", "DEBORA DA ROSA PAZ", "CÁRMEN LÚCIA", "Débora da Rosa Paz", "Ricardo Lewandowski", "Débora da Rosa Paz", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "DEBORA DA ROSA PAZ", "MARCO AURÉLIO", "DEBORA DA ROSA PAZ", "MARCO AURÉLIO", "DEBORA DA ROSA PAZ", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "DEBORA DA ROSA PAZ", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "11", ".", "5", ".", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "25", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "11", ".", "5", ".", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "25", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. ART. 97 DA CF/88. SÚMULA VINCULANTE 10. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA ANTERIOR À CONSTITUIÇÃO DE 1988. JUÍZO DE RECEPÇÃO. DESNECESSIDADE DA OBSERVÂNCIA DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. CONSTITUCIONALIDADE E APLICABILIDADE IMEDIATA DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/1997. INOVAÇÃO RECURSAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719520. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 861439 AGR / RS Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719520. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES - Tema 339); (c) é inviável o exame da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660); (d) incidência da Súmula 284/STF; e (e) quanto ao art. 97 da Constituição, a compatibilidade da norma não aplicada com regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) conforme jurisprudência desta Corte, a aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei 9.494/1997 é compatível com a Constituição Federal; e (c) está pendente de apreciação a proposta de modulação dos efeitos da declaração de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES - Tema 339); (c) é inviável o exame da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660); (d) incidência da Súmula 284/STF; e (e) quanto ao art. 97 da Constituição, a compatibilidade da norma não aplicada com regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) conforme jurisprudência desta Corte, a aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei 9.494/1997 é compatível com a Constituição Federal; e (c) está pendente de apreciação a proposta de modulação dos efeitos da declaração de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 861439 AGR / RS inconstitucionalidade proferida nas ADIs 4.357 e 4.425. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS inconstitucionalidade proferida nas ADIs 4.357 e 4.425. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. No que toca à alegada ofensa aos artigos 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal, o apelo diz respeito a tema cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI 791.292-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). O entendimento do Tribunal a quo se ajusta a esse precedente. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o apelo não pode ser conhecido quanto à alegada violação ao art. 100 da CF/88. Isso porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do STF. 5. Por fim, quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (Código Civil de 1916 e Lei 4.414/1964). Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. No que toca à alegada ofensa aos artigos 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal, o apelo diz respeito a tema cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI 791.292-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). O entendimento do Tribunal a quo se ajusta a esse precedente. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o apelo não pode ser conhecido quanto à alegada violação ao art. 100 da CF/88. Isso porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do STF. 5. Por fim, quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (Código Civil de 1916 e Lei 4.414/1964). Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97 da CF. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, Dje de 29.4.2011. 3. Agravo regimental desprovido. (AI 669.872-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/2/2013) Ementa: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da CF). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97 da CF. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, Dje de 29.4.2011. 3. Agravo regimental desprovido. (AI 669.872-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/2/2013) Ementa: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da CF). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS SÚMULA 565/STF. ART. 9º DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/STF, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (RE 278.710-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2. Por fim, no que toca à aplicabilidade imediata e à constitucionalidade do art. 1º-F da Lei 9.494/97, a parte agravante, em seu extraordinário, (a) limitou-se a abordar o índice aplicável aos juros de mora em momento anterior à MP 2.180-35/2001; (b) sustentou que os arts. 1.062 e 1.063 do Código Civil de 1916 e o art. 1º da Lei 4.414/1964 fixaram o índice de juros em 6% ao ano; e (c) argumentou que a não aplicação das referidas normas pelo Tribunal de origem violou a cláusula de reserva de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS SÚMULA 565/STF. ART. 9º DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/STF, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (RE 278.710-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2. Por fim, no que toca à aplicabilidade imediata e à constitucionalidade do art. 1º-F da Lei 9.494/97, a parte agravante, em seu extraordinário, (a) limitou-se a abordar o índice aplicável aos juros de mora em momento anterior à MP 2.180-35/2001; (b) sustentou que os arts. 1.062 e 1.063 do Código Civil de 1916 e o art. 1º da Lei 4.414/1964 fixaram o índice de juros em 6% ao ano; e (c) argumentou que a não aplicação das referidas normas pelo Tribunal de origem violou a cláusula de reserva de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS plenário (art. 97 da CF/88). Como se vê, por se tratar de incabível inovação recursal, não podem ser conhecidas as alegações do agravo regimental de que o art. 1º-F da Lei 9.494/1997 é (a) norma de aplicabilidade imediata e (b) compatível com a Constituição Federal de 1988. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS plenário (art. 97 da CF/88). Como se vê, por se tratar de incabível inovação recursal, não podem ser conhecidas as alegações do agravo regimental de que o art. 1º-F da Lei 9.494/1997 é (a) norma de aplicabilidade imediata e (b) compatível com a Constituição Federal de 1988. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759818 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759818 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7823735
2015-02-03T00:00:00
2015-02-23T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. ART. 97 DA CF/88. SÚMULA VINCULANTE 10. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA ANTERIOR À CONSTITUIÇÃO DE 1988. JUÍZO DE RECEPÇÃO. DESNECESSIDADE DA OBSERVÂNCIA DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. CONSTITUCIONALIDADE E APLICABILIDADE IMEDIATA DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/1997. INOVAÇÃO RECURSAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur292877
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 10. Análise: 06/03/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
861439
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00097 ART-00100\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-0001F\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 861439 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ART. 100 DA CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. SÚMULA VINCULANTE 10. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA ANTERIOR À CONSTITUIÇÃO DE 1988. JUÍZO DE RECEPÇÃO. DESNECESSIDADE DA OBSERVÂNCIA DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. CONSTITUCIONALIDADE E APLICABILIDADE IMEDIATA DO ART. 1...-F DA LEI 9.494/1997. INOVAÇÃO RECURSAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719520. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 861439 AGR / RS Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719520. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES - Tema 339); (c) é inviável o exame da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660); (d) incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal; e (e) quanto ao art. 97 da Constituição, a compatibilidade da norma não aplicada com regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) conforme jurisprudência desta Corte, a aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei 9.494/1997 é compatível com a Constituição Federal; e (c) está pendente de apreciação a proposta de modulação dos efeitos da declaração de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo de instrumento pelos seguintes argumentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES - Tema 339); (c) é inviável o exame da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660); (d) incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal; e (e) quanto ao art. 97 da Constituição, a compatibilidade da norma não aplicada com regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a repercussão geral está devidamente fundamentada; (b) conforme jurisprudência desta Corte, a aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei 9.494/1997 é compatível com a Constituição Federal; e (c) está pendente de apreciação a proposta de modulação dos efeitos da declaração de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 861439 AGR / RS inconstitucionalidade proferida nas ADIs 4.357 e 4.425. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS inconstitucionalidade proferida nas ADIs 4.357 e 4.425. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. No que toca à alegada ofensa aos artigos 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal, o apelo diz respeito a tema cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI 791.292-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). O entendimento do Tribunal a quo se ajusta a esse precedente. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o apelo não pode ser conhecido quanto à alegada violação ao art. 100 da Constituição Federal de 1988/88. Isso porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 5. Por fim, quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (Código Civil de 1916 e Lei 4.414/1964). Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. No que toca à alegada ofensa aos artigos 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal, o apelo diz respeito a tema cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI 791.292-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). O entendimento do Tribunal a quo se ajusta a esse precedente. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o apelo não pode ser conhecido quanto à alegada violação ao art. 100 da Constituição Federal de 1988/88. Isso porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 5. Por fim, quanto ao art. 97 da Constituição, a norma cuja não aplicação pelo órgão fracionário teria ofendido a cláusula de reserva de plenário foi editada antes da Constituição de 1988 (Código Civil de 1916 e Lei 4.414/1964). Assim, a sua compatibilidade ou não com o regime constitucional superveniente constitui juízo de recepção ou não recepção, ao 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97 da Constituição Federal de 1988. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, Dje de 29.4.2011. 3. Agravo regimental desprovido. (AI 669.872-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/2/2013) Ementa: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da Constituição Federal de 1988). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS qual não se aplica o princípio da reserva de plenário. Nesse sentido, em situações análogas: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO. LEI 4.156/62. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). INOCORRÊNCIA. NORMA ERIGIDA SOB A ÉGIDE DA CONSTITUIÇÃO ANTERIOR. RECEPÇÃO DA LEI POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. A cláusula de reserva de plenário (full bench) é aplicável somente aos textos normativos erigidos sob a égide da atual Constituição. 2. As normas editadas quando da vigência das Constituições anteriores se submetem somente ao juízo de recepção ou não pela atual ordem constitucional, o que pode ser realizado por órgão fracionário dos Tribunais sem que se tenha por violado o art. 97 da Constituição Federal de 1988. Precedentes: AI-AgR 582.280, Segunda Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ 6.11.2006 e AI 831.166-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, Dje de 29.4.2011. 3. Agravo regimental desprovido. (AI 669.872-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 14/2/2013) Ementa: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Empréstimos compulsórios. Lei n. 4.156/62. Cláusula de reserva de plenário (artigo 97 da Constituição Federal de 1988). Inaplicabilidade a diploma pré-constitucional. Precedente. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.(AI 831.166-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 29/4/2011) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. FALÊNCIA. MULTA. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS SÚMULA 565/Supremo Tribunal Federal. ART. 9... DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/Supremo Tribunal Federal, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 278.710-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2. Por fim, no que toca à aplicabilidade imediata e à constitucionalidade do art. 1...-F da Lei 9.494/97, a parte agravante, em seu extraordinário, (a) limitou-se a abordar o índice aplicável aos juros de mora em momento anterior à Medida Provisória 2.180-35/2001; (b) sustentou que os arts. 1.062 e 1.063 do Código Civil de 1916 e o art. 1... da Lei 4.414/1964 fixaram o índice de juros em 6% ao ano; e (c) argumentou que a não aplicação das referidas normas pelo Tribunal de origem violou a cláusula de reserva de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS SÚMULA 565/Supremo Tribunal Federal. ART. 9... DO DL 1.893/1981. AFASTAMENTO. RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. INAPLICABILIDADE. 1. Não se aplica a Súmula Vinculante 10 à decisão prolatada em momento anterior ao de adoção do enunciado. 2. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se exige a reserva estabelecida no art. 97 da Constituição sempre que o Plenário, ou órgão equivalente do Tribunal, já tiver decidido a questão. Também não se exige a submissão da matéria ao colegiado maior se a questão já foi examinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso em exame, a jurisprudência da Corte é no sentido de que à multa de natureza administrativa aplica-se a Súmula 565/Supremo Tribunal Federal, ainda que na vigência da Constituição de 1988. 3. Esta Corte estabeleceu a distinção entre o juízo de recepção de norma pré-constitucional e o juízo de declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade (ADI 2, Rel. Min. PAULO BROSSARD). A reserva de Plenário prevista no art. 97 da Constituição não se aplica ao juízo de não- recepção de norma pré-constitucional. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 278.710-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 28/5/2010). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2. Por fim, no que toca à aplicabilidade imediata e à constitucionalidade do art. 1...-F da Lei 9.494/97, a parte agravante, em seu extraordinário, (a) limitou-se a abordar o índice aplicável aos juros de mora em momento anterior à Medida Provisória 2.180-35/2001; (b) sustentou que os arts. 1.062 e 1.063 do Código Civil de 1916 e o art. 1... da Lei 4.414/1964 fixaram o índice de juros em 6% ao ano; e (c) argumentou que a não aplicação das referidas normas pelo Tribunal de origem violou a cláusula de reserva de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 861439 AGR / RS plenário (art. 97 da Constituição Federal de 1988/88). Como se vê, por se tratar de incabível inovação recursal, não podem ser conhecidas as alegações do agravo regimental de que o art. 1...-F da Lei 9.494/1997 é (a) norma de aplicabilidade imediata e (b) compatível com a Constituição Federal de 1988. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Supremo Tribunal Federal AI 861439 AGR / RS plenário (art. 97 da Constituição Federal de 1988/88). Como se vê, por se tratar de incabível inovação recursal, não podem ser conhecidas as alegações do agravo regimental de que o art. 1...-F da Lei 9.494/1997 é (a) norma de aplicabilidade imediata e (b) compatível com a Constituição Federal de 1988. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7719536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759818 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 861.439 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759818 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 861 . 439", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 861439 AGR", "AI 861439 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 861 . 439", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI 861439 AGR / RS", "ADIs 4 . 357", "AI 861439 AGR / RS", "ADIs 4 . 357", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 861 . 439", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "AI 861439 AGR / RS", "AI 791 . 292 - RG", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 861439 AGR / RS", "AI 791 . 292 - RG", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 861439 AGR / RS", "AI", "-", "AgR 582 . 280", "AI 831 . 166 - AgR", "AI 669 . 872 - AgR", "AI 831 . 166 - AgR", "AI 861439 AGR / RS", "AI", "-", "AgR 582 . 280", "AI 831 . 166 - AgR", "AI 669 . 872 - AgR", "AI 831 . 166 - AgR", "AI 861439 AGR / RS", "SÚMULA 565 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 565 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 2", "Recurso Extraordinário 278 . 710 - AgR", "AI 861439 AGR / RS", "SÚMULA 565 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10", "Súmula 565 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 2", "Recurso Extraordinário 278 . 710 - AgR", "AI 861439 AGR / RS", "AI 861439 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 861 . 439", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 861 . 439" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 100 DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 1 . . . - F DA LEI 9 . 494 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 100 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 97 da Constituição", "Constituição de 1988", "Código Civil de 1916", "Lei 4 . 414 / 1964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 100 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição", "art . 97 da Constituição", "Constituição de 1988", "Código Civil de 1916", "Lei 4 . 414 / 1964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 4 . 156 / 62", "ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "art . 97 da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 4 . 156 / 62", "artigo 97 da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 4 . 156 / 62", "ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "art . 97 da Constituição Federal de 1988", "Lei n . 4 . 156 / 62", "artigo 97 da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 9 . . . 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "PAULO BROSSARD", "JOAQUIM BARBOSA", "PAULO BROSSARD", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ESPÓLIO DE MARIA DE LOURDES SILVA DE PAULA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "11", ".", "2006", "29", ".", "4", ".", "2011", "14", "/", "2", "/", "2013", "29", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "11", ".", "2006", "29", ".", "4", ".", "2011", "14", "/", "2", "/", "2013", "29", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "03", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS OU RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA NÃO VINCULANTE. NÃO CABIMENTO. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O agravo nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-A e art. 543-B, ambos do CPC/1973 (art. 1035 e art. 1036 do CPC/2015), é inadmissível consoante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 13.492-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 21/10/2013, Rcl. 12.652-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 20/8/2013, Rcl 9.633-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 7/8/2013, e, ainda, Rcl 14.614-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 6/11/2013, e Rcl 12.356-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/11/2013). 2. As súmulas do Supremo Tribunal Federal que não possuem efeito vinculante não permitem a utilização da via reclamatória, porquanto não há obrigatoriedade de seu acatamento pelos tribunais e juízos. (Rcl 8.217- ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 06/03/2013, Rcl Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923981. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 23616 AGR / ES 5.082-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923981. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES 5.082-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão, a agravante sustenta que o recurso extraordinário foi inadmitido sobre fundamento de que não houve preenchimento dos requisitos de admissibilidade e de ausência de prequestionamento, isto é, o fundamento não se tratou da aplicação da sistemática de repercussão geral. Alega, nesse sentido, que o recurso adequado seria a interposição do agravo previsto no art. 544 do CPC/1973, como de fato ocorreu no caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão, a agravante sustenta que o recurso extraordinário foi inadmitido sobre fundamento de que não houve preenchimento dos requisitos de admissibilidade e de ausência de prequestionamento, isto é, o fundamento não se tratou da aplicação da sistemática de repercussão geral. Alega, nesse sentido, que o recurso adequado seria a interposição do agravo previsto no art. 544 do CPC/1973, como de fato ocorreu no caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 23616 AGR / ES Argumenta que, no entanto, “após a interposição do recurso de agravo, o recurso da Reclamante deveria ser julgado pelo e. Supremo Tribunal Federal, o que não ocorreu, tendo em vista que a Turma Recursal a quo negou novamente seguimento ao recurso interposto, usurpando competência deste Supremo Tribunal Federal, conforme relatado, mesmo tendo a Reclamante atuado de acordo com os ditames legais e ao que determinam o artigo 544 do CPC e a súmula 727 do e. STF.” Assevera que detém direito constitucional ao recurso, nos termos do art. 5º, LV, da Constituição Federal. Requer a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à reclamação. Caso assim não entenda, postula que o agravo seja conhecido e julgado pelo colegiado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES Argumenta que, no entanto, “após a interposição do recurso de agravo, o recurso da Reclamante deveria ser julgado pelo e. Supremo Tribunal Federal, o que não ocorreu, tendo em vista que a Turma Recursal a quo negou novamente seguimento ao recurso interposto, usurpando competência deste Supremo Tribunal Federal, conforme relatado, mesmo tendo a Reclamante atuado de acordo com os ditames legais e ao que determinam o artigo 544 do CPC e a súmula 727 do e. STF.” Assevera que detém direito constitucional ao recurso, nos termos do art. 5º, LV, da Constituição Federal. Requer a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à reclamação. Caso assim não entenda, postula que o agravo seja conhecido e julgado pelo colegiado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O agravo interno não merece provimento. A principal insurgência da agravante é que o juízo reclamado, ao deixar de remeter a esta Suprema Corte o agravo nos próprios autos interposto contra decisão que não admitiu o recurso extraordinário por ausência de requisitos processuais, incidiu em ofensa à Súmula 727 do STF e em usurpação de competência. No tocante à suposta ofensa à Súmula 727 do STF, ressalto que esta Corte possui o entendimento de que a reclamação visa a resguardar a correta aplicação das súmulas apenas no caso das vinculantes, previstas no art. 103-A, § 3º, CRFB/1988. As súmulas do Supremo Tribunal Federal, que não possuem efeito vinculante, não permitem a utilização da via reclamatória, porquanto não há obrigatoriedade de seu acatamento pelos tribunais e juízos. Nesse sentido: “Embargos de declaração em reclamação. Conversão em agravo regimental. Perfil constitucional da reclamação. Paradigma destituído de efeito vinculante. Recurso não provido. 1. Segundo a jurisprudência da Suprema Corte, não se admite a oposição de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Embargos recebidos como agravo regimental, nos termos dos precedentes. 2. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O agravo interno não merece provimento. A principal insurgência da agravante é que o juízo reclamado, ao deixar de remeter a esta Suprema Corte o agravo nos próprios autos interposto contra decisão que não admitiu o recurso extraordinário por ausência de requisitos processuais, incidiu em ofensa à Súmula 727 do STF e em usurpação de competência. No tocante à suposta ofensa à Súmula 727 do STF, ressalto que esta Corte possui o entendimento de que a reclamação visa a resguardar a correta aplicação das súmulas apenas no caso das vinculantes, previstas no art. 103-A, § 3º, CRFB/1988. As súmulas do Supremo Tribunal Federal, que não possuem efeito vinculante, não permitem a utilização da via reclamatória, porquanto não há obrigatoriedade de seu acatamento pelos tribunais e juízos. Nesse sentido: “Embargos de declaração em reclamação. Conversão em agravo regimental. Perfil constitucional da reclamação. Paradigma destituído de efeito vinculante. Recurso não provido. 1. Segundo a jurisprudência da Suprema Corte, não se admite a oposição de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Embargos recebidos como agravo regimental, nos termos dos precedentes. 2. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES Decisão judicial que desrespeita enunciado de súmula do STF sem efeito vinculante não dá ensejo ao ajuizamento de reclamação constitucional, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical pelos tribunais e juízos. 4. Impossibilidade do uso da reclamação como meio de saltar graus jurisdicionais. 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 8.217-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 06/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROVIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA STF Nº 622. AUSÊNCIA DE EFICÁCIA VINCULANTE. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Ato reclamado: acórdão do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios que conheceu e deu provimento a agravo regimental interposto de decisão que deferira liminar em mandado de segurança. 2. Alegação de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, ante o que dispõe a Súmula STF nº 622: inocorrência. 3. Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Reclamações 1.616/PE e 976/ES, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 16.6.2003 e 25.6.2004. 4. Inexistência de vinculação ou subordinação por parte dos tribunais pátrios à Súmula STF nº 622, tendo em vista a sua natureza processual. 5. O fato de o Supremo Tribunal Federal entender que não cabe agravo regimental da decisão que defere ou indefere medida liminar em mandado de segurança, de sua competência originária, não impede que outros tribunais adotem entendimento diverso. 6. Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.082- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007) . Quanto à usurpação de competência, verifico, da análise dos autos, que o insucesso obtido pela reclamante na interposição do agravo nos próprios autos amparou-se na constatação pela instância a qua de que o caso discutido se amolda a tema cuja repercussão geral não foi reconhecida por esta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES Decisão judicial que desrespeita enunciado de súmula do STF sem efeito vinculante não dá ensejo ao ajuizamento de reclamação constitucional, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical pelos tribunais e juízos. 4. Impossibilidade do uso da reclamação como meio de saltar graus jurisdicionais. 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 8.217-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 06/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROVIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA STF Nº 622. AUSÊNCIA DE EFICÁCIA VINCULANTE. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Ato reclamado: acórdão do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios que conheceu e deu provimento a agravo regimental interposto de decisão que deferira liminar em mandado de segurança. 2. Alegação de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, ante o que dispõe a Súmula STF nº 622: inocorrência. 3. Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Reclamações 1.616/PE e 976/ES, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 16.6.2003 e 25.6.2004. 4. Inexistência de vinculação ou subordinação por parte dos tribunais pátrios à Súmula STF nº 622, tendo em vista a sua natureza processual. 5. O fato de o Supremo Tribunal Federal entender que não cabe agravo regimental da decisão que defere ou indefere medida liminar em mandado de segurança, de sua competência originária, não impede que outros tribunais adotem entendimento diverso. 6. Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.082- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007) . Quanto à usurpação de competência, verifico, da análise dos autos, que o insucesso obtido pela reclamante na interposição do agravo nos próprios autos amparou-se na constatação pela instância a qua de que o caso discutido se amolda a tema cuja repercussão geral não foi reconhecida por esta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES Com efeito, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (art. 102, § 3º, da CRFB), resultou em verdadeira cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: 1) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo Supremo Tribunal Federal; 2) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Essa cisão de competência limita a cognição do Supremo Tribunal Federal, no recurso extraordinário, à questão de repercussão geral reconhecida, não lhe sendo possível, portanto, a incursão em qualquer outra questão de fato ou de direito, visto que, como assinalado, tem-se aqui hipótese de competência funcional e, consectariamente, absoluta. Nessa esteira, devido à cisão de competência no recurso extraordinário, atribuindo-se ao Supremo Tribunal Federal a competência funcional apenas para a apreciação da questão dotada de repercussão geral, sua cognição se afigura limitada no plano horizontal e exauriente no plano vertical. Isso significa que pode a Corte Suprema examinar com toda a profundidade possível a questão dotada de repercussão geral, mas não se pronuncia sobre outras questões versadas nos processos sobrestados com idêntica controvérsia, sob pena de invadir a competência funcional dos tribunais inferiores, que é absoluta. Nessa repartição de competências, parece claro que, decidida a questão constitucional dotada de repercussão geral, cabe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto. Ao fazê-lo, o tribunal deverá realizar a adequação dos fatos provados nos autos à norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema, quando isso for cabível, ou apontar a distinção, quando não se constatar essa correlação (distinguishing). Dessa forma, não constando expressamente do catálogo numerus clausus da Constituição Federal essa competência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES Com efeito, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (art. 102, § 3º, da CRFB), resultou em verdadeira cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: 1) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo Supremo Tribunal Federal; 2) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Essa cisão de competência limita a cognição do Supremo Tribunal Federal, no recurso extraordinário, à questão de repercussão geral reconhecida, não lhe sendo possível, portanto, a incursão em qualquer outra questão de fato ou de direito, visto que, como assinalado, tem-se aqui hipótese de competência funcional e, consectariamente, absoluta. Nessa esteira, devido à cisão de competência no recurso extraordinário, atribuindo-se ao Supremo Tribunal Federal a competência funcional apenas para a apreciação da questão dotada de repercussão geral, sua cognição se afigura limitada no plano horizontal e exauriente no plano vertical. Isso significa que pode a Corte Suprema examinar com toda a profundidade possível a questão dotada de repercussão geral, mas não se pronuncia sobre outras questões versadas nos processos sobrestados com idêntica controvérsia, sob pena de invadir a competência funcional dos tribunais inferiores, que é absoluta. Nessa repartição de competências, parece claro que, decidida a questão constitucional dotada de repercussão geral, cabe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto. Ao fazê-lo, o tribunal deverá realizar a adequação dos fatos provados nos autos à norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema, quando isso for cabível, ou apontar a distinção, quando não se constatar essa correlação (distinguishing). Dessa forma, não constando expressamente do catálogo numerus clausus da Constituição Federal essa competência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES específica para a realização do distinguishing, não pode o STF avocar essa competência. Dessa forma, não há como se afirmar que a decisão que equivocadamente aplica ou deixa de aplicar precedente decidido pelo STF em sede de repercussão geral usurpa sua competência. Isso porque o tribunal de origem, ao apreciar o caso concreto, deve fazê-lo à luz do que decidido pelo STF em repercussão geral, é certo, mas age no exercício de sua competência. A correta aplicação de tais precedentes, no entanto, não é passível de revisão por esta Corte, que não dispõe de competência para tanto, mas pelo próprio tribunal de origem. Nesse contexto, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal vinha se consolidando no sentido de que a decisão do tribunal de origem que aplica a repercussão geral aos múltiplos processos sobrestados, veiculando idêntica controvérsia, só poderia ser impugnada por meio de agravo interno, a ser julgado pelo órgão a quo, não cabendo a interposição de agravo de instrumento ou o ajuizamento de reclamação dirigidos ao STF. A ilustrar essa assertiva, menciono: “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177- MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES específica para a realização do distinguishing, não pode o STF avocar essa competência. Dessa forma, não há como se afirmar que a decisão que equivocadamente aplica ou deixa de aplicar precedente decidido pelo STF em sede de repercussão geral usurpa sua competência. Isso porque o tribunal de origem, ao apreciar o caso concreto, deve fazê-lo à luz do que decidido pelo STF em repercussão geral, é certo, mas age no exercício de sua competência. A correta aplicação de tais precedentes, no entanto, não é passível de revisão por esta Corte, que não dispõe de competência para tanto, mas pelo próprio tribunal de origem. Nesse contexto, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal vinha se consolidando no sentido de que a decisão do tribunal de origem que aplica a repercussão geral aos múltiplos processos sobrestados, veiculando idêntica controvérsia, só poderia ser impugnada por meio de agravo interno, a ser julgado pelo órgão a quo, não cabendo a interposição de agravo de instrumento ou o ajuizamento de reclamação dirigidos ao STF. A ilustrar essa assertiva, menciono: “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177- MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” (Rcl 7.569, Rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJe de 11/12/2009). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1035, § 7°, do CPC 2015). Vale ressaltar que a única hipótese de remessa de recurso a esta Corte é a prevista no artigo 1030, V, c, do CPC 2015, que reproduz o que determinava o art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil de 1973, qual seja, aquela em que o Tribunal de origem, recusando-se a se retratar, mantém posição contrária ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” (Rcl 7.569, Rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJe de 11/12/2009). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1035, § 7°, do CPC 2015). Vale ressaltar que a única hipótese de remessa de recurso a esta Corte é a prevista no artigo 1030, V, c, do CPC 2015, que reproduz o que determinava o art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil de 1973, qual seja, aquela em que o Tribunal de origem, recusando-se a se retratar, mantém posição contrária ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO STF PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo- lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO STF PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo- lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não- conhecimento da presente reclamação.”(Rcl 10793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 6/6/2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECLAMAÇÃO INCABÍVEL. 1. Não cabe recurso nem reclamação dirigidos ao STF, da decisão do tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, salvo no caso da negativa de retratação a que alude o art. 543-B, § 4º, do CPC. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17218 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 1/10/2015- grifos meus). “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO NÃO PROVIDO. I – Não cabe reclamação para se corrigir supostos equívocos na aplicação, pelos Tribunais, do instituto da repercussão geral, a não ser que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. II – A correção de possíveis desacertos deve ser realizada pelo próprio Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, já que 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não- conhecimento da presente reclamação.”(Rcl 10793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 6/6/2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECLAMAÇÃO INCABÍVEL. 1. Não cabe recurso nem reclamação dirigidos ao STF, da decisão do tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, salvo no caso da negativa de retratação a que alude o art. 543-B, § 4º, do CPC. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17218 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 1/10/2015- grifos meus). “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO NÃO PROVIDO. I – Não cabe reclamação para se corrigir supostos equívocos na aplicação, pelos Tribunais, do instituto da repercussão geral, a não ser que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. II – A correção de possíveis desacertos deve ser realizada pelo próprio Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, já que 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 16.801 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15/8/2014). Anoto, em remate, que a inadmissibilidade de reclamação perante esta Corte com o fim de questionar a aplicação de precedente de repercussão geral não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de decisão proferida no julgamento de questão dotada de repercussão geral. Consectariamente, a decisão de tribunal inferior que afronte tal paradigma, incide em error in judicando, produzindo decisão passível de desconstituição por meio do ajuizamento de ação rescisória perante o tribunal de origem, a teor do art. 966, § 5º, do CPC/2015. Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 16.801 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15/8/2014). Anoto, em remate, que a inadmissibilidade de reclamação perante esta Corte com o fim de questionar a aplicação de precedente de repercussão geral não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de decisão proferida no julgamento de questão dotada de repercussão geral. Consectariamente, a decisão de tribunal inferior que afronte tal paradigma, incide em error in judicando, produzindo decisão passível de desconstituição por meio do ajuizamento de ação rescisória perante o tribunal de origem, a teor do art. 966, § 5º, do CPC/2015. Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5º, inciso II, e 1.037, § 13º, inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898861. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5º, inciso II, e 1.037, § 13º, inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898861. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA (00109730/MG) AGDO.(A/S) : PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) : PACELLI ARRUDA COSTA (12678/ES) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982362 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA (00109730/MG) AGDO.(A/S) : PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) : PACELLI ARRUDA COSTA (12678/ES) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982362 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11999123
2016-10-21T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS OU RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA NÃO VINCULANTE. NÃO CABIMENTO. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O agravo nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-A e art. 543-B, ambos do CPC/1973 (art. 1035 e art. 1036 do CPC/2015), é inadmissível consoante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 13.492-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 21/10/2013, Rcl. 12.652-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 20/8/2013, Rcl 9.633-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 7/8/2013, e, ainda, Rcl 14.614-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 6/11/2013, e Rcl 12.356-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/11/2013). 2. As súmulas do Supremo Tribunal Federal que não possuem efeito vinculante não permitem a utilização da via reclamatória, porquanto não há obrigatoriedade de seu acatamento pelos tribunais e juízos. (Rcl 8.217-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 06/03/2013, Rcl 5.082-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007). 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur359638
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SÚMULA, AUSÊNCIA, EFEITO VINCULANTE) Rcl 5082 AgR (TP), Rcl 8217 ED (TP). (CABIMENTO, RECURSO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 7569 (TP). (RECURSO, DECISÃO, APLICAÇÃO, SISTEMÁTICA, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 9633 AgR (TP), Rcl 10793 (TP), Rcl 13492 AgR (TP), Rcl 12652 AgR (TP), Rcl 12356 AgR (TP), Rcl 14614 AgR (TP), Rcl 16801 AgR (2ªT), Rcl 17218 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 21/11/2016, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
23616
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103A PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A ART-0543B PAR-00004\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00966 PAR-00005 ART-00988 PAR-00005 \n INC-00002 ART-01030 INC-00005 LET-C \n ART-01035 PAR-00007 ART-01036 ART-01037 \n PAR-00013 INC-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000727 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 23616 AgR
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AGTE.(S) : UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) : PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) : PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 3ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3... TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS OU RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA NÃO VINCULANTE. NÃO CABIMENTO. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O agravo nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos do art. 543-A e art. 543-B, ambos do Código de Processo Civil/1973 (art. 1035 e art. 1036 do Código de Processo Civil/2015), é inadmissível consoante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 13.492-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 21/10/2013, Rcl. 12.652-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 20/8/2013, Rcl 9.633-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 7/8/2013, e, ainda, Rcl 14.614-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 6/11/2013, e Rcl 12.356-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/11/2013). 2. As súmulas do Supremo Tribunal Federal que não possuem efeito vinculante não permitem a utilização da via reclamatória, porquanto não há obrigatoriedade de seu acatamento pelos tribunais e juízos. (Rcl 8.217- ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 06/03/2013, Rcl Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923981. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 23616 AGR / ES 5.082-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923981. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES 5.082-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923981. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3... TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão, a agravante sustenta que o recurso extraordinário foi inadmitido sobre fundamento de que não houve preenchimento dos requisitos de admissibilidade e de ausência de prequestionamento, isto é, o fundamento não se tratou da aplicação da sistemática de repercussão geral. Alega, nesse sentido, que o recurso adequado seria a interposição do agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/1973, como de fato ocorreu no caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3... TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão, a agravante sustenta que o recurso extraordinário foi inadmitido sobre fundamento de que não houve preenchimento dos requisitos de admissibilidade e de ausência de prequestionamento, isto é, o fundamento não se tratou da aplicação da sistemática de repercussão geral. Alega, nesse sentido, que o recurso adequado seria a interposição do agravo previsto no art. 544 do Código de Processo Civil/1973, como de fato ocorreu no caso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 23616 AGR / ES Argumenta que, no entanto, “após a interposição do recurso de agravo, o recurso da Reclamante deveria ser julgado pelo e. Supremo Tribunal Federal, o que não ocorreu, tendo em vista que a Turma Recursal a quo negou novamente seguimento ao recurso interposto, usurpando competência deste Supremo Tribunal Federal, conforme relatado, mesmo tendo a Reclamante atuado de acordo com os ditames legais e ao que determinam o artigo 544 do Código de Processo Civil e a súmula 727 do e. Supremo Tribunal Federal.” Assevera que detém direito constitucional ao recurso, nos termos do art. 5..., LV, da Constituição Federal. Requer a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à reclamação. Caso assim não entenda, postula que o agravo seja conhecido e julgado pelo colegiado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES Argumenta que, no entanto, “após a interposição do recurso de agravo, o recurso da Reclamante deveria ser julgado pelo e. Supremo Tribunal Federal, o que não ocorreu, tendo em vista que a Turma Recursal a quo negou novamente seguimento ao recurso interposto, usurpando competência deste Supremo Tribunal Federal, conforme relatado, mesmo tendo a Reclamante atuado de acordo com os ditames legais e ao que determinam o artigo 544 do Código de Processo Civil e a súmula 727 do e. Supremo Tribunal Federal.” Assevera que detém direito constitucional ao recurso, nos termos do art. 5..., LV, da Constituição Federal. Requer a reconsideração da decisão agravada para dar seguimento à reclamação. Caso assim não entenda, postula que o agravo seja conhecido e julgado pelo colegiado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O agravo interno não merece provimento. A principal insurgência da agravante é que o juízo reclamado, ao deixar de remeter a esta Suprema Corte o agravo nos próprios autos interposto contra decisão que não admitiu o recurso extraordinário por ausência de requisitos processuais, incidiu em ofensa à Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal e em usurpação de competência. No tocante à suposta ofensa à Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal, ressalto que esta Corte possui o entendimento de que a reclamação visa a resguardar a correta aplicação das súmulas apenas no caso das vinculantes, previstas no art. 103-A, § 3..., CRFB/1988. As súmulas do Supremo Tribunal Federal, que não possuem efeito vinculante, não permitem a utilização da via reclamatória, porquanto não há obrigatoriedade de seu acatamento pelos tribunais e juízos. Nesse sentido: “Embargos de declaração em reclamação. Conversão em agravo regimental. Perfil constitucional da reclamação. Paradigma destituído de efeito vinculante. Recurso não provido. 1. Segundo a jurisprudência da Suprema Corte, não se admite a oposição de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Embargos recebidos como agravo regimental, nos termos dos precedentes. 2. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. O agravo interno não merece provimento. A principal insurgência da agravante é que o juízo reclamado, ao deixar de remeter a esta Suprema Corte o agravo nos próprios autos interposto contra decisão que não admitiu o recurso extraordinário por ausência de requisitos processuais, incidiu em ofensa à Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal e em usurpação de competência. No tocante à suposta ofensa à Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal, ressalto que esta Corte possui o entendimento de que a reclamação visa a resguardar a correta aplicação das súmulas apenas no caso das vinculantes, previstas no art. 103-A, § 3..., CRFB/1988. As súmulas do Supremo Tribunal Federal, que não possuem efeito vinculante, não permitem a utilização da via reclamatória, porquanto não há obrigatoriedade de seu acatamento pelos tribunais e juízos. Nesse sentido: “Embargos de declaração em reclamação. Conversão em agravo regimental. Perfil constitucional da reclamação. Paradigma destituído de efeito vinculante. Recurso não provido. 1. Segundo a jurisprudência da Suprema Corte, não se admite a oposição de embargos declaratórios contra decisão monocrática. Embargos recebidos como agravo regimental, nos termos dos precedentes. 2. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 3. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES Decisão judicial que desrespeita enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante não dá ensejo ao ajuizamento de reclamação constitucional, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical pelos tribunais e juízos. 4. Impossibilidade do uso da reclamação como meio de saltar graus jurisdicionais. 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 8.217-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 06/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROVIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA Supremo Tribunal Federal n 622. AUSÊNCIA DE EFICÁCIA VINCULANTE. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Ato reclamado: acórdão do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios que conheceu e deu provimento a agravo regimental interposto de decisão que deferira liminar em mandado de segurança. 2. Alegação de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, ante o que dispõe a Súmula Supremo Tribunal Federal n 622: inocorrência. 3. Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Reclamações 1.616/PE e 976/ES, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 16.6.2003 e 25.6.2004. 4. Inexistência de vinculação ou subordinação por parte dos tribunais pátrios à Súmula Supremo Tribunal Federal n 622, tendo em vista a sua natureza processual. 5. O fato de o Supremo Tribunal Federal entender que não cabe agravo regimental da decisão que defere ou indefere medida liminar em mandado de segurança, de sua competência originária, não impede que outros tribunais adotem entendimento diverso. 6. Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.082- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007) . Quanto à usurpação de competência, verifico, da análise dos autos, que o insucesso obtido pela reclamante na interposição do agravo nos próprios autos amparou-se na constatação pela instância a qua de que o caso discutido se amolda a tema cuja repercussão geral não foi reconhecida por esta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES Decisão judicial que desrespeita enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal sem efeito vinculante não dá ensejo ao ajuizamento de reclamação constitucional, pois não há obrigatoriedade de seu acatamento vertical pelos tribunais e juízos. 4. Impossibilidade do uso da reclamação como meio de saltar graus jurisdicionais. 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 8.217-ED/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 06/03/2013). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROVIMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL NO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA Supremo Tribunal Federal n 622. AUSÊNCIA DE EFICÁCIA VINCULANTE. INOCORRÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Ato reclamado: acórdão do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios que conheceu e deu provimento a agravo regimental interposto de decisão que deferira liminar em mandado de segurança. 2. Alegação de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, ante o que dispõe a Súmula Supremo Tribunal Federal n 622: inocorrência. 3. Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Reclamações 1.616/PE e 976/ES, rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJ 16.6.2003 e 25.6.2004. 4. Inexistência de vinculação ou subordinação por parte dos tribunais pátrios à Súmula Supremo Tribunal Federal n 622, tendo em vista a sua natureza processual. 5. O fato de o Supremo Tribunal Federal entender que não cabe agravo regimental da decisão que defere ou indefere medida liminar em mandado de segurança, de sua competência originária, não impede que outros tribunais adotem entendimento diverso. 6. Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.082- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 04/05/2007) . Quanto à usurpação de competência, verifico, da análise dos autos, que o insucesso obtido pela reclamante na interposição do agravo nos próprios autos amparou-se na constatação pela instância a qua de que o caso discutido se amolda a tema cuja repercussão geral não foi reconhecida por esta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES Com efeito, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (art. 102, § 3..., da CRFB), resultou em verdadeira cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: 1) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo Supremo Tribunal Federal; 2) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Essa cisão de competência limita a cognição do Supremo Tribunal Federal, no recurso extraordinário, à questão de repercussão geral reconhecida, não lhe sendo possível, portanto, a incursão em qualquer outra questão de fato ou de direito, visto que, como assinalado, tem-se aqui hipótese de competência funcional e, consectariamente, absoluta. Nessa esteira, devido à cisão de competência no recurso extraordinário, atribuindo-se ao Supremo Tribunal Federal a competência funcional apenas para a apreciação da questão dotada de repercussão geral, sua cognição se afigura limitada no plano horizontal e exauriente no plano vertical. Isso significa que pode a Corte Suprema examinar com toda a profundidade possível a questão dotada de repercussão geral, mas não se pronuncia sobre outras questões versadas nos processos sobrestados com idêntica controvérsia, sob pena de invadir a competência funcional dos tribunais inferiores, que é absoluta. Nessa repartição de competências, parece claro que, decidida a questão constitucional dotada de repercussão geral, cabe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto. Ao fazê-lo, o tribunal deverá realizar a adequação dos fatos provados nos autos à norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema, quando isso for cabível, ou apontar a distinção, quando não se constatar essa correlação (distinguishing). Dessa forma, não constando expressamente do catálogo numerus clausus da Constituição Federal essa competência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES Com efeito, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (art. 102, § 3..., da CRFB), resultou em verdadeira cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: 1) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo Supremo Tribunal Federal; 2) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Essa cisão de competência limita a cognição do Supremo Tribunal Federal, no recurso extraordinário, à questão de repercussão geral reconhecida, não lhe sendo possível, portanto, a incursão em qualquer outra questão de fato ou de direito, visto que, como assinalado, tem-se aqui hipótese de competência funcional e, consectariamente, absoluta. Nessa esteira, devido à cisão de competência no recurso extraordinário, atribuindo-se ao Supremo Tribunal Federal a competência funcional apenas para a apreciação da questão dotada de repercussão geral, sua cognição se afigura limitada no plano horizontal e exauriente no plano vertical. Isso significa que pode a Corte Suprema examinar com toda a profundidade possível a questão dotada de repercussão geral, mas não se pronuncia sobre outras questões versadas nos processos sobrestados com idêntica controvérsia, sob pena de invadir a competência funcional dos tribunais inferiores, que é absoluta. Nessa repartição de competências, parece claro que, decidida a questão constitucional dotada de repercussão geral, cabe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto. Ao fazê-lo, o tribunal deverá realizar a adequação dos fatos provados nos autos à norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema, quando isso for cabível, ou apontar a distinção, quando não se constatar essa correlação (distinguishing). Dessa forma, não constando expressamente do catálogo numerus clausus da Constituição Federal essa competência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES específica para a realização do distinguishing, não pode o Supremo Tribunal Federal avocar essa competência. Dessa forma, não há como se afirmar que a decisão que equivocadamente aplica ou deixa de aplicar precedente decidido pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral usurpa sua competência. Isso porque o tribunal de origem, ao apreciar o caso concreto, deve fazê-lo à luz do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal em repercussão geral, é certo, mas age no exercício de sua competência. A correta aplicação de tais precedentes, no entanto, não é passível de revisão por esta Corte, que não dispõe de competência para tanto, mas pelo próprio tribunal de origem. Nesse contexto, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal vinha se consolidando no sentido de que a decisão do tribunal de origem que aplica a repercussão geral aos múltiplos processos sobrestados, veiculando idêntica controvérsia, só poderia ser impugnada por meio de agravo interno, a ser julgado pelo órgão a quo, não cabendo a interposição de agravo de instrumento ou o ajuizamento de reclamação dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. A ilustrar essa assertiva, menciono: “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177- MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES específica para a realização do distinguishing, não pode o Supremo Tribunal Federal avocar essa competência. Dessa forma, não há como se afirmar que a decisão que equivocadamente aplica ou deixa de aplicar precedente decidido pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral usurpa sua competência. Isso porque o tribunal de origem, ao apreciar o caso concreto, deve fazê-lo à luz do que decidido pelo Supremo Tribunal Federal em repercussão geral, é certo, mas age no exercício de sua competência. A correta aplicação de tais precedentes, no entanto, não é passível de revisão por esta Corte, que não dispõe de competência para tanto, mas pelo próprio tribunal de origem. Nesse contexto, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal vinha se consolidando no sentido de que a decisão do tribunal de origem que aplica a repercussão geral aos múltiplos processos sobrestados, veiculando idêntica controvérsia, só poderia ser impugnada por meio de agravo interno, a ser julgado pelo órgão a quo, não cabendo a interposição de agravo de instrumento ou o ajuizamento de reclamação dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. A ilustrar essa assertiva, menciono: “RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação Cautelar 2.177- MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo Tribunal de origem, de decisão 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” (Rcl 7.569, Rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJe de 11/12/2009). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1035, § 7..., do Código de Processo Civil 2015). Vale ressaltar que a única hipótese de remessa de recurso a esta Corte é a prevista no artigo 1030, V, c, do Código de Processo Civil 2015, que reproduz o que determinava o art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil de 1973, qual seja, aquela em que o Tribunal de origem, recusando-se a se retratar, mantém posição contrária ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES contrária ao entendimento firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante o Tribunal de origem. 6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação da liminar anteriormente deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem para seu processamento como agravo interno. 9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação” (Rcl 7.569, Rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJe de 11/12/2009). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1035, § 7..., do Código de Processo Civil 2015). Vale ressaltar que a única hipótese de remessa de recurso a esta Corte é a prevista no artigo 1030, V, c, do Código de Processo Civil 2015, que reproduz o que determinava o art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil de 1973, qual seja, aquela em que o Tribunal de origem, recusando-se a se retratar, mantém posição contrária ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO Supremo Tribunal Federal PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo- lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO Supremo Tribunal Federal PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo- lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não- conhecimento da presente reclamação.”(Rcl 10793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 6/6/2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECLAMAÇÃO INCABÍVEL. 1. Não cabe recurso nem reclamação dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, da decisão do tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, salvo no caso da negativa de retratação a que alude o art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17218 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 1/10/2015- grifos meus). “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO NÃO PROVIDO. I – Não cabe reclamação para se corrigir supostos equívocos na aplicação, pelos Tribunais, do instituto da repercussão geral, a não ser que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. II – A correção de possíveis desacertos deve ser realizada pelo próprio Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, já que 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não- conhecimento da presente reclamação.”(Rcl 10793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 6/6/2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECLAMAÇÃO INCABÍVEL. 1. Não cabe recurso nem reclamação dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, da decisão do tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, salvo no caso da negativa de retratação a que alude o art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17218 AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 1/10/2015- grifos meus). “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA. AGRAVO NÃO PROVIDO. I – Não cabe reclamação para se corrigir supostos equívocos na aplicação, pelos Tribunais, do instituto da repercussão geral, a não ser que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte. Precedentes. II – A correção de possíveis desacertos deve ser realizada pelo próprio Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão colegiada, já que 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23616 AGR / ES não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 16.801 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15/8/2014). Anoto, em remate, que a inadmissibilidade de reclamação perante esta Corte com o fim de questionar a aplicação de precedente de repercussão geral não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de decisão proferida no julgamento de questão dotada de repercussão geral. Consectariamente, a decisão de tribunal inferior que afronte tal paradigma, incide em error in judicando, produzindo decisão passível de desconstituição por meio do ajuizamento de ação rescisória perante o tribunal de origem, a teor do art. 966, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Supremo Tribunal Federal RCL 23616 AGR / ES não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Rcl 16.801 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15/8/2014). Anoto, em remate, que a inadmissibilidade de reclamação perante esta Corte com o fim de questionar a aplicação de precedente de repercussão geral não significa, por outro lado, que os tribunais inferiores poderão interpretar a Constituição Federal cada qual ao seu modo, em desrespeito à função precípua do Supremo Tribunal Federal, de guardião da Carta Política e intérprete derradeiro das suas normas. Deveras, tendo o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixado o sentido e o alcance de uma determinada norma jurídica à luz da Constituição Federal, não pode a instância a quo divergir do entendimento firmado, máxime em se tratando de decisão proferida no julgamento de questão dotada de repercussão geral. Consectariamente, a decisão de tribunal inferior que afronte tal paradigma, incide em error in judicando, produzindo decisão passível de desconstituição por meio do ajuizamento de ação rescisória perante o tribunal de origem, a teor do art. 966, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3... TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5..., inciso II, e 1.037, § 13..., inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898861. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA AGDO.(A/S) :PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) :PACELLI ARRUDA COSTA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA 3... TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A observância errônea de pronunciamento do Supremo sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Na vigência do Código de Processo Civil anterior, havia a formalização, direta, da reclamação. Considerado o atual, nos termos dos artigos 988, § 5..., inciso II, e 1.037, § 13..., inciso II, tem-se a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, a formalização da reclamação. Provejo o regimental para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898861. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA (00109730/MG) AGDO.(A/S) : PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) : PACELLI ARRUDA COSTA (12678/ES) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 3... TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982362 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.616 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA (00109730/MG) AGDO.(A/S) : PAULO ANTONIO FAUSTINI ADV.(A/S) : PACELLI ARRUDA COSTA (12678/ES) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA 3... TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982362 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 23 . 616", "Rcl 13 . 492 - AgR", "Rcl . 12 . 652 - AgR", "Rcl 9 . 633 - AgR", "Rcl 14 . 614 - AgR", "Rcl 12 . 356 - AgR", "Rcl 8 . 217 - ED / MG", "RCL 23616 AGR / ES 5 . 082 - AgR / DF", "RCL 23616 AGR", "/", "ES 5 . 082 - AgR / DF", "RCL 23616 AGR / ES", "súmula 727 do e . Supremo Tribunal Federal .", "RCL 23616 AGR", "súmula 727 do e . Supremo Tribunal Federal .", "Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 8 . 217 - ED / MG", "Súmula Supremo Tribunal Federal n 622", "Reclamações 1 . 616 / PE", "976 / ES", "Súmula Supremo Tribunal Federal n 622", "Rcl 5 . 082 - AgR / DF", "Rcl 8 . 217 - ED / MG", "SÚMULA", "Súmula", "Reclamações 1 . 616 / PE", "976 /", "ES", "Súmula", "Rcl 5 . 082 - AgR / DF", "RCL 23616 AGR / ES", "RCL 23616 AGR /", "RCL 23616 AGR / ES", "Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 336 - RG / RO", "Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE", "Rcl 7 . 569", "RCL 23616 AGR /", "Rcl 7 . 569", "RCL 23616", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583 . 955 - RG / RJ", "RCL 23616", "Rcl 10793", "Rcl 17218 AgR", "Rcl 10793", "Rcl 17218 AgR", "Rcl 16 . 801 AgR", "RCL 23616 AGR / ES", "Rcl 16 . 801 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 543 - A e art . 543 - B , ambos do Código de 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103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "art . 102 , § 3 . . . , da CRFB", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "art . 102 , § 3 . . . , da CRFB", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil", "328", "-", "A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil de 2015", "art . 1035 , § 7 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "artigo 1030 , V , c , do Código de Processo Civil 2015", "art . 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil de 1973", 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SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "3", ".", "TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA", "TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "TURMA RECURSAL DOS", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "ES", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "ES", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DA REGIÃO NORTE DO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED VITÓRIA COOPERATIVA DE TRABALHO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves 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FAUSTINI", "PACELLI ARRUDA COSTA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA", "PAULO ANTONIO FAUSTINI", "PACELLI ARRUDA COSTA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA", "PAULO ANTONIO FAUSTINI", "PACELLI ARRUDA COSTA", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "FLÁVIA ALMEIDA MOURA DI LATELLA", "PAULO ANTONIO FAUSTINI", "PACELLI ARRUDA COSTA", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "21", "/", "10", "/", "2013", "20", "/", "8", "/", "2013", "7", "/", "8", "/", "2013", "6", "/", "11", "/", "2013", "12", "/", "11", "/", "2013", "06", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2007", "14", "a", "20", "/", "10", "/", "2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 19.5.2016. MULTA PROCESSUAL. ART. 557, § 2º DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. PRÉVIO DEPÓSITO DE MULTA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO TAMBÉM PELA FAZENDA PÚBLICA. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Impossibilidade do conhecimento do recurso interposto sem a comprovação do prévio depósito da multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil de 1973, mesmo em se tratando de Fazenda Pública. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 4 a 10 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar multa (art. 1.021, § 4º, CPC). Por maioria, majorou os honorários advocatícios (art. 85, § 11, do CPC), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039934. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 949047 AGR / PB Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039934. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 2, p. 1-3): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (fls. 147): “AGRAVO INTERNO. AÇÃO DE COBRANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. VERBAS SALARIAIS. NÃO COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. ÔNUS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 333, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PRECEDENTES DESTA CORTE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA APENAS QUANTO AO CÁLCULO DE JUROS E MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. SÚPLICA MANIFESTAMENTE INFUNDADA. DESPROVIMENTO DA INSATISFAÇÃO REGIMENTAL COM APLICAÇÃO DE MULTA. (…).” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 2, p. 1-3): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (fls. 147): “AGRAVO INTERNO. AÇÃO DE COBRANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. VERBAS SALARIAIS. NÃO COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. ÔNUS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 333, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PRECEDENTES DESTA CORTE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA APENAS QUANTO AO CÁLCULO DE JUROS E MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. SÚPLICA MANIFESTAMENTE INFUNDADA. DESPROVIMENTO DA INSATISFAÇÃO REGIMENTAL COM APLICAÇÃO DE MULTA. (…).” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 949047 AGR / PB No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 37, II, IX e § 2º, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma que “Trata-se de questão de nulidade da contratação, pois tendo sido a autora admitida no serviço público sem concurso, indubitável a necessidade de ser declarada a nulidade da contratação, posto que vai de encontro ao disposto no art. 37, II da Carta Magna. (Fls. 158-159). A Presidência do TJ/PB inadmitiu o recurso extraordinário pelo fato de que o recorrente não depositou a multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil de 1973 – CPC/73. (Fls. 176-177). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a parte recorrente não comprovou o recolhimento da multa que, com base no art. 557, § 2º, do CPC/73, foi-lhe exigida pelo acórdão que ora é questionado. Cumpre ressaltar, ainda, que, apesar de o artigo supracitado não esteja mais em voga, a atual legislação permite que a multa seja imposta nos termos do art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, verifica-se que o acórdão recorrido está harmonia com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade. Confiram-se, a propósito, o seguinte julgado, assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA OPOSTOS A ACÓRDÃO QUE, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, IMPÔS MULTA, À PARTE EMBARGANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (CPC, ART. 557, § 2º, C/C ARTS. 14, II E III, E 17, VII) - PRÉVIO DEPÓSITO DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 37, II, IX e § 2º, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma que “Trata-se de questão de nulidade da contratação, pois tendo sido a autora admitida no serviço público sem concurso, indubitável a necessidade de ser declarada a nulidade da contratação, posto que vai de encontro ao disposto no art. 37, II da Carta Magna. (Fls. 158-159). A Presidência do TJ/PB inadmitiu o recurso extraordinário pelo fato de que o recorrente não depositou a multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil de 1973 – CPC/73. (Fls. 176-177). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a parte recorrente não comprovou o recolhimento da multa que, com base no art. 557, § 2º, do CPC/73, foi-lhe exigida pelo acórdão que ora é questionado. Cumpre ressaltar, ainda, que, apesar de o artigo supracitado não esteja mais em voga, a atual legislação permite que a multa seja imposta nos termos do art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, verifica-se que o acórdão recorrido está harmonia com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade. Confiram-se, a propósito, o seguinte julgado, assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA OPOSTOS A ACÓRDÃO QUE, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, IMPÔS MULTA, À PARTE EMBARGANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (CPC, ART. 557, § 2º, C/C ARTS. 14, II E III, E 17, VII) - PRÉVIO DEPÓSITO DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 949047 AGR / PB VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - OBRIGAÇÃO PROCESSUAL QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO, SOB PENA, MESMO QUANTO A ESTAS, DE NÃO CONHECIMENTO DA RESPECTIVA IMPUGNAÇÃO RECURSAL - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. O DEPÓSITO PRÉVIO DA MULTA CONSTITUI PRESSUPOSTO OBJETIVO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS: OBRIGAÇÃO QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS ENTIDADES DE DIREITO PÚBLICO. - O recorrente, mesmo tratando-se de entidade de direito público, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor "qualquer outro recurso", se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa importará em não conhecimento do recurso, ainda que interposto por pessoa jurídica de direito público, eis que a efetivação desse depósito prévio - igualmente exigível à Fazenda Pública - atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de ilícita manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (CPC, art. 600) e que repudiam comportamentos caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que resultam de interposição recursal com intuito manifestamente protelatório (CPC, art. 17, VII).” (RE 521424-AgR-EDv-AgR/RN, Rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - OBRIGAÇÃO PROCESSUAL QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO, SOB PENA, MESMO QUANTO A ESTAS, DE NÃO CONHECIMENTO DA RESPECTIVA IMPUGNAÇÃO RECURSAL - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. O DEPÓSITO PRÉVIO DA MULTA CONSTITUI PRESSUPOSTO OBJETIVO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS: OBRIGAÇÃO QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS ENTIDADES DE DIREITO PÚBLICO. - O recorrente, mesmo tratando-se de entidade de direito público, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor "qualquer outro recurso", se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa importará em não conhecimento do recurso, ainda que interposto por pessoa jurídica de direito público, eis que a efetivação desse depósito prévio - igualmente exigível à Fazenda Pública - atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de ilícita manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (CPC, art. 600) e que repudiam comportamentos caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que resultam de interposição recursal com intuito manifestamente protelatório (CPC, art. 17, VII).” (RE 521424-AgR-EDv-AgR/RN, Rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 949047 AGR / PB Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 27.08.2010). Nesse sentido, confiram-se, também, as seguintes decisões monocráticas: ARE 951.796, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 14.3.2016; e ARE 944.399, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 15.3.2016. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar- lhe provimento, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. ” Sustenta-se, em síntese, que “o condicionamento do manejo de outros recursos ao depósito prévio da multa prevista no antigo art. 557, §2º, do CPC/73, substituído pelo art. 1021, §5ª do novo CPC, não se aplica à Fazenda Pública, na medida em que, em se tratando de pessoas jurídicas de direito público, existe disposição legal expressa (art. lº-A da Lei nº 9494/97) impedindo a exigência de qualquer depósito prévio para interposição de recursos.” (eDOC 7, p. 2). Não foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 27.08.2010). Nesse sentido, confiram-se, também, as seguintes decisões monocráticas: ARE 951.796, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 14.3.2016; e ARE 944.399, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 15.3.2016. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar- lhe provimento, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. ” Sustenta-se, em síntese, que “o condicionamento do manejo de outros recursos ao depósito prévio da multa prevista no antigo art. 557, §2º, do CPC/73, substituído pelo art. 1021, §5ª do novo CPC, não se aplica à Fazenda Pública, na medida em que, em se tratando de pessoas jurídicas de direito público, existe disposição legal expressa (art. lº-A da Lei nº 9494/97) impedindo a exigência de qualquer depósito prévio para interposição de recursos.” (eDOC 7, p. 2). Não foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a impossibilidade de conhecimento do recurso interposto sem a comprovação do prévio depósito da multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil de 1973, mesmo em se tratando de Fazenda Pública. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MULTA PROCESSUAL. § 2º DO ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DEPÓSITO DENTRO DO PRAZO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO CPC. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. A comprovação do depósito da multa em questão é requisito de admissibilidade de novos recursos. Requisito aplicável, inclusive, à Fazenda Pública. O recolhimento tardio não tira o condão de deserção do recurso. 2. De mais a mais, não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do CPC. 3. Embargos de declaração não conhecidos.” (AI 544.402-AgR-ED, Rel. Min. Ayres Brito, Primeira Turma, DJe 28.10.2011) “EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a impossibilidade de conhecimento do recurso interposto sem a comprovação do prévio depósito da multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil de 1973, mesmo em se tratando de Fazenda Pública. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MULTA PROCESSUAL. § 2º DO ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DEPÓSITO DENTRO DO PRAZO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO CPC. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. A comprovação do depósito da multa em questão é requisito de admissibilidade de novos recursos. Requisito aplicável, inclusive, à Fazenda Pública. O recolhimento tardio não tira o condão de deserção do recurso. 2. De mais a mais, não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do CPC. 3. Embargos de declaração não conhecidos.” (AI 544.402-AgR-ED, Rel. Min. Ayres Brito, Primeira Turma, DJe 28.10.2011) “EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 949047 AGR / PB Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado.” (RE 380.400-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.3.2008) Assim, tendo em vista que a parte agravante não demonstrou que a decisão recorrida desbordou dos poderes previstos no art. 932, do CPC, cristalino o não provimento do agravo interno. Frise-se, ademais, que o recorrente replica integralmente as peças processuais já encartadas nos autos. Nessa toada, entendo imperiosa a fixação colegiada de multa, que desde logo proponho em 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em 25% a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do CPC. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado.” (RE 380.400-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.3.2008) Assim, tendo em vista que a parte agravante não demonstrou que a decisão recorrida desbordou dos poderes previstos no art. 932, do CPC, cristalino o não provimento do agravo interno. Frise-se, ademais, que o recorrente replica integralmente as peças processuais já encartadas nos autos. Nessa toada, entendo imperiosa a fixação colegiada de multa, que desde logo proponho em 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em 25% a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998906. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) : CLAUDIO GALDINO DA CUNHA (10751/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou multa (art. 1.021, § 4º, do CPC) e, por maioria, majorou os honorários advocatícios (art. 85, § 11, do CPC), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079724 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) : CLAUDIO GALDINO DA CUNHA (10751/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou multa (art. 1.021, § 4º, do CPC) e, por maioria, majorou os honorários advocatícios (art. 85, § 11, do CPC), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086422
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou multa (art. 1.021, § 4º, do CPC) e, por maioria, majorou os honorários advocatícios (art. 85, § 11, do CPC), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 19.5.2016. MULTA PROCESSUAL. ART. 557, § 2º DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. PRÉVIO DEPÓSITO DE MULTA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO TAMBÉM PELA FAZENDA PÚBLICA. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Impossibilidade do conhecimento do recurso interposto sem a comprovação do prévio depósito da multa prevista no art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil de 1973, mesmo em se tratando de Fazenda Pública. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.
sjur360835
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, NÃO CONHECIMENTO, AUSÊNCIA, DEPÓSITO, MULTA PROCESSUAL) RE 380400 AgR (2ªT), AI 544402 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 12/12/2016, BMP. Número de páginas: 10. Análise: 12/12/2016, BMP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
949047
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 949047 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) : CLAUDIO GALDINO DA CUNHA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 19.5.2016. MULTA PROCESSUAL. ART. 557, § 2... DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. PRÉVIO DEPÓSITO DE MULTA. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO TAMBÉM PELA FAZENDA PÚBLICA. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Impossibilidade do conhecimento do recurso interposto sem a comprovação do prévio depósito da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil de 1973, mesmo em se tratando de Fazenda Pública. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 4 a 10 de novembro de 2016, sob a Presidência do Senhor Ministro Luís Roberto Barroso, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar multa (art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil). Por maioria, majorou os honorários advocatícios (art. 85, § 11, do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039934. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 949047 AGR / PB Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039934. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 2, p. 1-3): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (fls. 147): “AGRAVO INTERNO. AÇÃO DE COBRANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. VERBAS SALARIAIS. NÃO COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. ÔNUS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 333, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PRECEDENTES DESTA CORTE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA APENAS QUANTO AO CÁLCULO DE JUROS E MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. SÚPLICA MANIFESTAMENTE INFUNDADA. DESPROVIMENTO DA INSATISFAÇÃO REGIMENTAL COM APLICAÇÃO DE MULTA. (…).” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 2, p. 1-3): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, assim ementado (fls. 147): “AGRAVO INTERNO. AÇÃO DE COBRANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. VERBAS SALARIAIS. NÃO COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. ÔNUS DA FAZENDA PÚBLICA. ART. 333, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. PRECEDENTES DESTA CORTE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. MODIFICAÇÃO DA SENTENÇA APENAS QUANTO AO CÁLCULO DE JUROS E MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. SÚPLICA MANIFESTAMENTE INFUNDADA. DESPROVIMENTO DA INSATISFAÇÃO REGIMENTAL COM APLICAÇÃO DE MULTA. (…).” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 949047 AGR / PB No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 37, II, IX e § 2..., do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma que “Trata-se de questão de nulidade da contratação, pois tendo sido a autora admitida no serviço público sem concurso, indubitável a necessidade de ser declarada a nulidade da contratação, posto que vai de encontro ao disposto no art. 37, II da Carta Magna. (Fls. 158-159). A Presidência do TJ/PB inadmitiu o recurso extraordinário pelo fato de que o recorrente não depositou a multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil de 1973 – Código de Processo Civil/73. (Fls. 176-177). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a parte recorrente não comprovou o recolhimento da multa que, com base no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/73, foi-lhe exigida pelo acórdão que ora é questionado. Cumpre ressaltar, ainda, que, apesar de o artigo supracitado não esteja mais em voga, a atual legislação permite que a multa seja imposta nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, verifica-se que o acórdão recorrido está harmonia com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade. Confiram-se, a propósito, o seguinte julgado, assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA OPOSTOS A ACÓRDÃO QUE, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, IMPÔS MULTA, À PARTE EMBARGANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (Código de Processo Civil, ART. 557, § 2..., C/C ARTS. 14, II E III, E 17, VII) - PRÉVIO DEPÓSITO DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 37, II, IX e § 2..., do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma que “Trata-se de questão de nulidade da contratação, pois tendo sido a autora admitida no serviço público sem concurso, indubitável a necessidade de ser declarada a nulidade da contratação, posto que vai de encontro ao disposto no art. 37, II da Carta Magna. (Fls. 158-159). A Presidência do TJ/PB inadmitiu o recurso extraordinário pelo fato de que o recorrente não depositou a multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil de 1973 – Código de Processo Civil/73. (Fls. 176-177). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, observo que a parte recorrente não comprovou o recolhimento da multa que, com base no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/73, foi-lhe exigida pelo acórdão que ora é questionado. Cumpre ressaltar, ainda, que, apesar de o artigo supracitado não esteja mais em voga, a atual legislação permite que a multa seja imposta nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, verifica-se que o acórdão recorrido está harmonia com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o recolhimento do valor da multa é pressuposto objetivo de recorribilidade. Confiram-se, a propósito, o seguinte julgado, assim ementado: “EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA OPOSTOS A ACÓRDÃO QUE, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, IMPÔS MULTA, À PARTE EMBARGANTE, PELO EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER - LEGITIMIDADE DE TAL SANÇÃO PROCESSUAL (Código de Processo Civil, ART. 557, § 2..., C/C ARTS. 14, II E III, E 17, VII) - PRÉVIO DEPÓSITO DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 949047 AGR / PB VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - OBRIGAÇÃO PROCESSUAL QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO, SOB PENA, MESMO QUANTO A ESTAS, DE NÃO CONHECIMENTO DA RESPECTIVA IMPUGNAÇÃO RECURSAL - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. O DEPÓSITO PRÉVIO DA MULTA CONSTITUI PRESSUPOSTO OBJETIVO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS: OBRIGAÇÃO QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS ENTIDADES DE DIREITO PÚBLICO. - O recorrente, mesmo tratando-se de entidade de direito público, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor "qualquer outro recurso", se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa importará em não conhecimento do recurso, ainda que interposto por pessoa jurídica de direito público, eis que a efetivação desse depósito prévio - igualmente exigível à Fazenda Pública - atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de ilícita manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (Código de Processo Civil, art. 600) e que repudiam comportamentos caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que resultam de interposição recursal com intuito manifestamente protelatório (Código de Processo Civil, art. 17, VII).” (Recurso Extraordinário 521424-AgR-EDv-AgR/RN, Rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB VALOR DA MULTA COMO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS - OBRIGAÇÃO PROCESSUAL QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO, SOB PENA, MESMO QUANTO A ESTAS, DE NÃO CONHECIMENTO DA RESPECTIVA IMPUGNAÇÃO RECURSAL - VALOR DA MULTA NÃO DEPOSITADO - RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. O DEPÓSITO PRÉVIO DA MULTA CONSTITUI PRESSUPOSTO OBJETIVO DE ADMISSIBILIDADE DE NOVOS RECURSOS: OBRIGAÇÃO QUE TAMBÉM SE IMPÕE ÀS ENTIDADES DE DIREITO PÚBLICO. - O recorrente, mesmo tratando-se de entidade de direito público, quando condenado a pagar, à parte contrária, a multa a que se refere a legislação processual, somente poderá interpor "qualquer outro recurso", se efetuar o depósito prévio do valor correspondente à sanção pecuniária que lhe foi imposta. A ausência de comprovado recolhimento prévio do valor da multa importará em não conhecimento do recurso, ainda que interposto por pessoa jurídica de direito público, eis que a efetivação desse depósito prévio - igualmente exigível à Fazenda Pública - atua como pressuposto objetivo de recorribilidade. Doutrina. Precedentes. - A exigência pertinente ao depósito prévio do valor da multa, longe de inviabilizar o acesso à tutela jurisdicional do Estado, visa a conferir real efetividade ao postulado da lealdade processual, em ordem a impedir que o processo judicial se transforme em instrumento de ilícita manipulação pela parte que atua em desconformidade com os padrões e critérios normativos que repelem atos atentatórios à dignidade da justiça (Código de Processo Civil, art. 600) e que repudiam comportamentos caracterizadores de litigância maliciosa, como aqueles que resultam de interposição recursal com intuito manifestamente protelatório (Código de Processo Civil, art. 17, VII).” (Recurso Extraordinário 521424-AgR-EDv-AgR/RN, Rel. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 949047 AGR / PB Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 27.08.2010). Nesse sentido, confiram-se, também, as seguintes decisões monocráticas: ARE 951.796, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 14.3.2016; e ARE 944.399, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 15.3.2016. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar- lhe provimento, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. ” Sustenta-se, em síntese, que “o condicionamento do manejo de outros recursos ao depósito prévio da multa prevista no antigo art. 557, §2..., do Código de Processo Civil/73, substituído pelo art. 1021, §5... do novo Código de Processo Civil, não se aplica à Fazenda Pública, na medida em que, em se tratando de pessoas jurídicas de direito público, existe disposição legal expressa (art. l-A da Lei n 9494/97) impedindo a exigência de qualquer depósito prévio para interposição de recursos.” (eDOC 7, p. 2). Não foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 27.08.2010). Nesse sentido, confiram-se, também, as seguintes decisões monocráticas: ARE 951.796, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 14.3.2016; e ARE 944.399, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 15.3.2016. Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar- lhe provimento, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. ” Sustenta-se, em síntese, que “o condicionamento do manejo de outros recursos ao depósito prévio da multa prevista no antigo art. 557, §2..., do Código de Processo Civil/73, substituído pelo art. 1021, §5... do novo Código de Processo Civil, não se aplica à Fazenda Pública, na medida em que, em se tratando de pessoas jurídicas de direito público, existe disposição legal expressa (art. l-A da Lei n 9494/97) impedindo a exigência de qualquer depósito prévio para interposição de recursos.” (eDOC 7, p. 2). Não foram apresentadas contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039935. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a impossibilidade de conhecimento do recurso interposto sem a comprovação do prévio depósito da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil de 1973, mesmo em se tratando de Fazenda Pública. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MULTA PROCESSUAL. § 2... DO ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DEPÓSITO DENTRO DO PRAZO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. A comprovação do depósito da multa em questão é requisito de admissibilidade de novos recursos. Requisito aplicável, inclusive, à Fazenda Pública. O recolhimento tardio não tira o condão de deserção do recurso. 2. De mais a mais, não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil. 3. Embargos de declaração não conhecidos.” (AI 544.402-AgR-ED, Rel. Min. Ayres Brito, Primeira Turma, DJe 28.10.2011) “EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou a impossibilidade de conhecimento do recurso interposto sem a comprovação do prévio depósito da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil de 1973, mesmo em se tratando de Fazenda Pública. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MULTA PROCESSUAL. § 2... DO ART. 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO DEPÓSITO DENTRO DO PRAZO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO Código de Processo Civil. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE. 1. A comprovação do depósito da multa em questão é requisito de admissibilidade de novos recursos. Requisito aplicável, inclusive, à Fazenda Pública. O recolhimento tardio não tira o condão de deserção do recurso. 2. De mais a mais, não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado. O que afasta a presença de qualquer dos pressupostos de embargabilidade, nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil. 3. Embargos de declaração não conhecidos.” (AI 544.402-AgR-ED, Rel. Min. Ayres Brito, Primeira Turma, DJe 28.10.2011) “EMENTA: 1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 949047 AGR / PB Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado.” (Recurso Extraordinário 380.400-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.3.2008) Assim, tendo em vista que a parte agravante não demonstrou que a decisão recorrida desbordou dos poderes previstos no art. 932, do Código de Processo Civil, cristalino o não provimento do agravo interno. Frise-se, ademais, que o recorrente replica integralmente as peças processuais já encartadas nos autos. Nessa toada, entendo imperiosa a fixação colegiada de multa, que desde logo proponho em 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em 25% a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Supremo Tribunal Federal ARE 949047 AGR / PB Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada sobre a matéria. Caráter meramente abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa. Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo, manifestamente inadmissível ou infundado, deve o Tribunal condenar a agravante a pagar multa ao agravado.” (Recurso Extraordinário 380.400-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.3.2008) Assim, tendo em vista que a parte agravante não demonstrou que a decisão recorrida desbordou dos poderes previstos no art. 932, do Código de Processo Civil, cristalino o não provimento do agravo interno. Frise-se, ademais, que o recorrente replica integralmente as peças processuais já encartadas nos autos. Nessa toada, entendo imperiosa a fixação colegiada de multa, que desde logo proponho em 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em 25% a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039810. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998906. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) :CLAUDIO GALDINO DA CUNHA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) : CLAUDIO GALDINO DA CUNHA (10751/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil) e, por maioria, majorou os honorários advocatícios (art. 85, § 11, do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079724 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949.047 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : GENILDO SOARES FREIRE ADV.(A/S) : CLAUDIO GALDINO DA CUNHA (10751/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil) e, por maioria, majorou os honorários advocatícios (art. 85, § 11, do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 949 . 047", "ARE 949047 AGR", "ARE 949047 AGR", "ARE 949047 AGR / PB", "ARE 949047 AGR", "ARE 949047 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 521424 - AgR - EDv - AgR / RN", "ARE 949047 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 521424 - AgR - EDv - AgR / RN", "ARE 949047 AGR / PB", "ARE 951 . 796", "ARE 944 . 399", "ARE 949047 AGR / PB", "ARE 951 . 796", "ARE 944 . 399", "AI 544 . 402 - AgR - ED", "RECURSO", "AI 544 . 402 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 380 . 400 - AgR", "ARE 949047", "Recurso Extraordinário 380 . 400 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 557 , § 2 . . . DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 1973", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "[UNK] DA FAZENDA PÚBLICA", "ART . 333 , II , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 333 , II , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 37 , II , IX e § 2 . . . , do Texto Constitucional", "art . 37 , II da Carta Magna", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil / 73", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo 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"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 73", "art . 1021 , § 5 . . . do", "Código de Processo Civil", "art . l - A da Lei n 9494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 1973", "ART . 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 1973", "ART . 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ART . 535 DO Código de Processo Civil", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , cc", "arts . 14 , II e III , e 17 , VII , do Código de Processo Civil", "art . 932 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de 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PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FAZENDA PÚBLICA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Presidência do TJ /", "PB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "PB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) :FELIPE LOPES AMALFI PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759623. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) :FELIPE LOPES AMALFI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO LEGAL – IMPOSSIBILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Não ocorreu a alegada inobservância ao princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, declarou-se a inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Apenas se interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria objeto do mandado de segurança. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, na minuta do regimental, insiste na existência de violação ao artigo 97 da Constituição Federal e ao Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. Afirma que órgão fracionário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) :FELIPE LOPES AMALFI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO LEGAL – IMPOSSIBILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Não ocorreu a alegada inobservância ao princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, declarou-se a inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Apenas se interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria objeto do mandado de segurança. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, na minuta do regimental, insiste na existência de violação ao artigo 97 da Constituição Federal e ao Verbete Vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. Afirma que órgão fracionário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 835597 AGR / SC do Tribunal de origem, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade, negou a aplicação do inciso XXV do artigo 2º da Lei Complementar nº 587/13. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Supremo Tribunal Federal RE 835597 AGR / SC do Tribunal de origem, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade, negou a aplicação do inciso XXV do artigo 2º da Lei Complementar nº 587/13. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, em síntese: MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CARREIRA MILITAR. EDITAL N. 15/CESIEP/2013. NA AVALIAÇÃO DE SAÚDE. INAPTIDÃO DECLARADA EM RAZÃO DE O IMPETRANTE POSSUIR TATUAGEM. DESENHO APARENTE, APENAS, NO UNIFORME DA EDUCAÇÃO FÍSICA. AUSÊNCIA DE CUNHO AGRESSIVO, CONTRÁRIO AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS OU QUE INCITEM À VIOLÊNCIA. EXCLUSÃO DO CERTAME DESARRAZOADO. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. PRECEDENTES DESTE GRUPO DE CÂMARAS. ORDEM CONCEDIDA. Excluo a possibilidade de considerar-se infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Acresce que, além dos princípios explícitos, a Carta da República abrange também os implícitos, entre os quais estão o da razoabilidade, o da proporcionalidade, aplicáveis ao caso concreto. Nesse sentido, a mercê Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, em síntese: MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CARREIRA MILITAR. EDITAL N. 15/CESIEP/2013. NA AVALIAÇÃO DE SAÚDE. INAPTIDÃO DECLARADA EM RAZÃO DE O IMPETRANTE POSSUIR TATUAGEM. DESENHO APARENTE, APENAS, NO UNIFORME DA EDUCAÇÃO FÍSICA. AUSÊNCIA DE CUNHO AGRESSIVO, CONTRÁRIO AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS OU QUE INCITEM À VIOLÊNCIA. EXCLUSÃO DO CERTAME DESARRAZOADO. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. PRECEDENTES DESTE GRUPO DE CÂMARAS. ORDEM CONCEDIDA. Excluo a possibilidade de considerar-se infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Acresce que, além dos princípios explícitos, a Carta da República abrange também os implícitos, entre os quais estão o da razoabilidade, o da proporcionalidade, aplicáveis ao caso concreto. Nesse sentido, a mercê Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 835597 AGR / SC de articulação sobre violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Supremo Tribunal Federal RE 835597 AGR / SC de articulação sobre violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) : FELIPE LOPES AMALFI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777976 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) : FELIPE LOPES AMALFI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777976 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7823304
2015-02-03T00:00:00
2015-02-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais.
sjur292858
Número de páginas: 6. Análise: 09/03/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
835597
null
RE-AgR
acordaos
RE 835597 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) : FELIPE LOPES AMALFI
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) :FELIPE LOPES AMALFI PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759623. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) :FELIPE LOPES AMALFI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO LEGAL – IMPOSSIBILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Não ocorreu a alegada inobservância ao princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, declarou-se a inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Apenas se interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria objeto do mandado de segurança. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, na minuta do regimental, insiste na existência de violação ao artigo 97 da Constituição Federal e ao Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo. Afirma que órgão fracionário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) :FELIPE LOPES AMALFI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 23 de setembro de 2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO LEGAL – IMPOSSIBILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. Não ocorreu a alegada inobservância ao princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, declarou-se a inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Apenas se interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria objeto do mandado de segurança. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado de Santa Catarina, na minuta do regimental, insiste na existência de violação ao artigo 97 da Constituição Federal e ao Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo. Afirma que órgão fracionário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 835597 AGR / SC do Tribunal de origem, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade, negou a aplicação do inciso XXV do artigo 2... da Lei Complementar n 587/13. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 835597 AGR / SC do Tribunal de origem, embora não tenha declarado expressamente a inconstitucionalidade, negou a aplicação do inciso XXV do artigo 2... da Lei Complementar n 587/13. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759624. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, em síntese: MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CARREIRA MILITAR. EDITAL N. 15/CESIEP/2013. NA AVALIAÇÃO DE SAÚDE. INAPTIDÃO DECLARADA EM RAZÃO DE O IMPETRANTE POSSUIR TATUAGEM. DESENHO APARENTE, APENAS, NO UNIFORME DA EDUCAÇÃO FÍSICA. AUSÊNCIA DE CUNHO AGRESSIVO, CONTRÁRIO AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS OU QUE INCITEM À VIOLÊNCIA. EXCLUSÃO DO CERTAME DESARRAZOADO. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. PRECEDENTES DESTE GRUPO DE CÂMARAS. ORDEM CONCEDIDA. Excluo a possibilidade de considerar-se infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Acresce que, além dos princípios explícitos, a Carta da República abrange também os implícitos, entre os quais estão o da razoabilidade, o da proporcionalidade, aplicáveis ao caso concreto. Nesse sentido, a mercê Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina consignou, em síntese: MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CARREIRA MILITAR. EDITAL N. 15/CESIEP/2013. NA AVALIAÇÃO DE SAÚDE. INAPTIDÃO DECLARADA EM RAZÃO DE O IMPETRANTE POSSUIR TATUAGEM. DESENHO APARENTE, APENAS, NO UNIFORME DA EDUCAÇÃO FÍSICA. AUSÊNCIA DE CUNHO AGRESSIVO, CONTRÁRIO AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS OU QUE INCITEM À VIOLÊNCIA. EXCLUSÃO DO CERTAME DESARRAZOADO. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. PRECEDENTES DESTE GRUPO DE CÂMARAS. ORDEM CONCEDIDA. Excluo a possibilidade de considerar-se infringido o princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal. Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam dispositivos das normas gerais sobre a matéria. Acresce que, além dos princípios explícitos, a Carta da República abrange também os implícitos, entre os quais estão o da razoabilidade, o da proporcionalidade, aplicáveis ao caso concreto. Nesse sentido, a mercê Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 835597 AGR / SC de articulação sobre violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 835597 AGR / SC de articulação sobre violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 do Diploma Maior. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7759625. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) : FELIPE LOPES AMALFI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777976 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835.597 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : LUIZ AUGUSTO GENARI BACH ADV.(A/S) : FELIPE LOPES AMALFI Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777976 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835 . 597", "RECURSO", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "RECURSO", "Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 835597 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 835597 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835 . 597", "Recurso Extraordinário 835597", "Recurso Extraordinário 835597 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835 . 597", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 835 . 597" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XXV do artigo 2 . . . da Lei Complementar n 587 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XXV do artigo 2 . . . da Lei Complementar n 587 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Carta Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Estado de Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Estado de Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "CESIEP", "/", "2013", "GRUPO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUIZ AUGUSTO GENARI BACH", "FELIPE LOPES AMALFI PLENÁRIO", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ AUGUSTO GENARI BACH", "FELIPE LOPES AMALFI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ AUGUSTO GENARI BACH", "FELIPE LOPES AMALFI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ AUGUSTO GENARI BACH", "FELIPE LOPES AMALFI", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ AUGUSTO GENARI BACH", "FELIPE LOPES AMALFI", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "23 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "23 de setembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "3", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) :ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EXONERAÇÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937560. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 981408 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 14 a 20 de outubro de 2016. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937560. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 14 a 20 de outubro de 2016. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) :ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a reintegração de servidora pública estadual ao cargo público do qual fora exonerada, uma vez que não instaurado processo administrativo, bem como não oportunizados o contraditório e a ampla defesa, conforme entendimento das instâncias ordinárias. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5º, LIV e LV, e 40, § 1º, II, § 3º, da Lei Maior. Intimada a agravada, não apresentou contraminuta. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA DE REINTEGRAÇÃO NO CARGO – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONCURSADO – EXONERAÇÃO SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO – EXTINÇÃO DO CARGO PELO QUAL A APELADA PRESTOU CONCURSO – IMPOSSIBILIDADE – INEXISTÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO OU JUDICIAL – CONSEQUENTE AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL – NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) :ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a reintegração de servidora pública estadual ao cargo público do qual fora exonerada, uma vez que não instaurado processo administrativo, bem como não oportunizados o contraditório e a ampla defesa, conforme entendimento das instâncias ordinárias. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5º, LIV e LV, e 40, § 1º, II, § 3º, da Lei Maior. Intimada a agravada, não apresentou contraminuta. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA DE REINTEGRAÇÃO NO CARGO – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONCURSADO – EXONERAÇÃO SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO – EXTINÇÃO DO CARGO PELO QUAL A APELADA PRESTOU CONCURSO – IMPOSSIBILIDADE – INEXISTÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO OU JUDICIAL – CONSEQUENTE AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL – NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 981408 AGR / CE REINTEGRAÇÃO – APELO CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO. A preliminar de prescrição quinquenal em favor da Fazenda Pública arguida pelo apelante não merece acolhida, uma vez que a impetração do mandado de injunção pela autora em data de 02.02.1999 (fls 31/47), três após ato administrativo que cominou em sua exoneração, o qual foi arquivada em 13.02.2004 (fls 91). interrompeu a prescrição. PRELIMINAR REJEITADA. É de sabença que os servidores públicos gozam, para a perda do cargo, do direito a prévio processo administrativo, no qual lhes sejam garantido o contraditório e a ampla defesa, conforme exigência explícita na Constituição Federal em seu artigo 5, LV, que assegura aos acusados em geral,nos processos judicial e administrativo, o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. A extinção do cargo público que ensejou na subsequente perda do cargo ocupado por servidor público concursado, só é admissível mediante prévio procedimento administrativo, onde lhe é assegurado o contraditório e a ampla defesa. Estando a apelada aprovada em concurso público, nomeada, empossada e em pleno exercício das funções , seguindo prestando serviços , cumprindo com seus deveres funcionais, sem que lhe tenha sido imposta punição por mal comportamento ou mal desempenho funcional, e não demostrando o apelante defeito ou vício no certame a que se submeteu a autora e sequer ficando evidenciado qualquer motivo que tornasse nulo o concurso ou nulo o ato de nomeação e de posse, tal condição, ao meu ver, consolidou uma situação jurídica, a qual é protegida por leis e princípios processuais e constitucionais, não podendo ser modificada ou alterada por simples conveniência da Administração Pública. In casu, deveria autora ficar em quadro especial e ser aproveitada pela diretoria do Foro, ou por sua opção em outro cargo ou função , ou, ainda ser colocada em disponibilidade, conforme o que dispõe o artigo. 537, da Lei Estadual 12.342/94. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE REINTEGRAÇÃO – APELO CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO. A preliminar de prescrição quinquenal em favor da Fazenda Pública arguida pelo apelante não merece acolhida, uma vez que a impetração do mandado de injunção pela autora em data de 02.02.1999 (fls 31/47), três após ato administrativo que cominou em sua exoneração, o qual foi arquivada em 13.02.2004 (fls 91). interrompeu a prescrição. PRELIMINAR REJEITADA. É de sabença que os servidores públicos gozam, para a perda do cargo, do direito a prévio processo administrativo, no qual lhes sejam garantido o contraditório e a ampla defesa, conforme exigência explícita na Constituição Federal em seu artigo 5, LV, que assegura aos acusados em geral,nos processos judicial e administrativo, o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. A extinção do cargo público que ensejou na subsequente perda do cargo ocupado por servidor público concursado, só é admissível mediante prévio procedimento administrativo, onde lhe é assegurado o contraditório e a ampla defesa. Estando a apelada aprovada em concurso público, nomeada, empossada e em pleno exercício das funções , seguindo prestando serviços , cumprindo com seus deveres funcionais, sem que lhe tenha sido imposta punição por mal comportamento ou mal desempenho funcional, e não demostrando o apelante defeito ou vício no certame a que se submeteu a autora e sequer ficando evidenciado qualquer motivo que tornasse nulo o concurso ou nulo o ato de nomeação e de posse, tal condição, ao meu ver, consolidou uma situação jurídica, a qual é protegida por leis e princípios processuais e constitucionais, não podendo ser modificada ou alterada por simples conveniência da Administração Pública. In casu, deveria autora ficar em quadro especial e ser aproveitada pela diretoria do Foro, ou por sua opção em outro cargo ou função , ou, ainda ser colocada em disponibilidade, conforme o que dispõe o artigo. 537, da Lei Estadual 12.342/94. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 981408 AGR / CE Recurso oficial conhecido, mas desprovidos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE Recurso oficial conhecido, mas desprovidos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, LIV e LV, e 40, § 1º, II, § 3º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, LIV e LV, e 40, § 1º, II, § 3º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 981408 AGR / CE QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para a exoneração de servidor público, ainda que em estágio probatório, é imprescindível a observância do devido processo legal com as garantias a ele inerentes. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de provas em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.’ (destaquei). (AI 623.854-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 23.10.2009) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Exoneração. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Processo administrativo. Necessidade. Repercussão geral. Precedentes. 1. No julgamento do RE nº 594.296/MG, de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que os atos da Administração Pública que tiverem o condão de repercutir sobre a esfera de interesses do cidadão devem ser precedidos de prévio procedimento em que se assegure ao interessado o efetivo exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 945486 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 29.4.2016) ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO STF SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. (RE 594.296-RG, MIN. DIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para a exoneração de servidor público, ainda que em estágio probatório, é imprescindível a observância do devido processo legal com as garantias a ele inerentes. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de provas em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.’ (destaquei). (AI 623.854-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 23.10.2009) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Exoneração. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Processo administrativo. Necessidade. Repercussão geral. Precedentes. 1. No julgamento do RE nº 594.296/MG, de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que os atos da Administração Pública que tiverem o condão de repercutir sobre a esfera de interesses do cidadão devem ser precedidos de prévio procedimento em que se assegure ao interessado o efetivo exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 945486 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 29.4.2016) ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO STF SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. (RE 594.296-RG, MIN. DIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 981408 AGR / CE TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 478371 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 28.5.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CARGO PÚBLICO. DECLARAÇÃO DE DESNECESSIDADE. LEI EM SENTIDO ESTRITO. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. PROCESSO ADMINISTRATIVO. 1. Os cargos públicos apenas podem ser criados e extintos por lei de iniciativa do Presidente da República. A declaração de desnecessidade sem amparo legal não é hábil a extingui-los. 2. A exoneração de servidor público ocupante de cargo efetivo, ainda que em estágio probatório, depende da prévia instauração de procedimento administrativo, sob pena de ofensa ao princípio do devido processo legal. Agravo regimental não provido.” (RE 240.735- AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJE de 05.5.2006.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (RE 478371 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 28.5.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CARGO PÚBLICO. DECLARAÇÃO DE DESNECESSIDADE. LEI EM SENTIDO ESTRITO. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. PROCESSO ADMINISTRATIVO. 1. Os cargos públicos apenas podem ser criados e extintos por lei de iniciativa do Presidente da República. A declaração de desnecessidade sem amparo legal não é hábil a extingui-los. 2. A exoneração de servidor público ocupante de cargo efetivo, ainda que em estágio probatório, depende da prévia instauração de procedimento administrativo, sob pena de ofensa ao princípio do devido processo legal. Agravo regimental não provido.” (RE 240.735- AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJE de 05.5.2006.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 981408 AGR / CE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) : ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL (13996/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982418 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) : ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL (13996/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11991724
2016-10-21T00:00:00
2016-11-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EXONERAÇÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur359509
- Acórdão(s) citado(s): (EXONERAÇÃO, DEVIDO PROCESSO LEGAL) RE 240735 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 18/11/2016, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
981408
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 981408 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) : ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) :ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EXONERAÇÃO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937560. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 981408 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 14 a 20 de outubro de 2016. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937560. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Majorados os honorários advocatícios anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. Sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 14 a 20 de outubro de 2016. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) :ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a reintegração de servidora pública estadual ao cargo público do qual fora exonerada, uma vez que não instaurado processo administrativo, bem como não oportunizados o contraditório e a ampla defesa, conforme entendimento das instâncias ordinárias. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5..., LIV e LV, e 40, § 1..., II, § 3..., da Lei Maior. Intimada a agravada, não apresentou contraminuta. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA DE REINTEGRAÇÃO NO CARGO – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONCURSADO – EXONERAÇÃO SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO – EXTINÇÃO DO CARGO PELO QUAL A APELADA PRESTOU CONCURSO – IMPOSSIBILIDADE – INEXISTÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO OU JUDICIAL – CONSEQUENTE AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL – NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) :ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Estado do Ceará. A matéria debatida, em síntese, diz com a reintegração de servidora pública estadual ao cargo público do qual fora exonerada, uma vez que não instaurado processo administrativo, bem como não oportunizados o contraditório e a ampla defesa, conforme entendimento das instâncias ordinárias. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 5..., LIV e LV, e 40, § 1..., II, § 3..., da Lei Maior. Intimada a agravada, não apresentou contraminuta. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA DE REINTEGRAÇÃO NO CARGO – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL CONCURSADO – EXONERAÇÃO SEM PROCESSO ADMINISTRATIVO – EXTINÇÃO DO CARGO PELO QUAL A APELADA PRESTOU CONCURSO – IMPOSSIBILIDADE – INEXISTÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO OU JUDICIAL – CONSEQUENTE AUSÊNCIA DE CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO LEGAL – NECESSIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 981408 AGR / CE REINTEGRAÇÃO – APELO CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO. A preliminar de prescrição quinquenal em favor da Fazenda Pública arguida pelo apelante não merece acolhida, uma vez que a impetração do mandado de injunção pela autora em data de 02.02.1999 (fls 31/47), três após ato administrativo que cominou em sua exoneração, o qual foi arquivada em 13.02.2004 (fls 91). interrompeu a prescrição. PRELIMINAR REJEITADA. É de sabença que os servidores públicos gozam, para a perda do cargo, do direito a prévio processo administrativo, no qual lhes sejam garantido o contraditório e a ampla defesa, conforme exigência explícita na Constituição Federal em seu artigo 5, LV, que assegura aos acusados em geral,nos processos judicial e administrativo, o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. A extinção do cargo público que ensejou na subsequente perda do cargo ocupado por servidor público concursado, só é admissível mediante prévio procedimento administrativo, onde lhe é assegurado o contraditório e a ampla defesa. Estando a apelada aprovada em concurso público, nomeada, empossada e em pleno exercício das funções , seguindo prestando serviços , cumprindo com seus deveres funcionais, sem que lhe tenha sido imposta punição por mal comportamento ou mal desempenho funcional, e não demostrando o apelante defeito ou vício no certame a que se submeteu a autora e sequer ficando evidenciado qualquer motivo que tornasse nulo o concurso ou nulo o ato de nomeação e de posse, tal condição, ao meu ver, consolidou uma situação jurídica, a qual é protegida por leis e princípios processuais e constitucionais, não podendo ser modificada ou alterada por simples conveniência da Administração Pública. In casu, deveria autora ficar em quadro especial e ser aproveitada pela diretoria do Foro, ou por sua opção em outro cargo ou função , ou, ainda ser colocada em disponibilidade, conforme o que dispõe o artigo. 537, da Lei Estadual 12.342/94. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE REINTEGRAÇÃO – APELO CONHECIDO, PORÉM IMPROVIDO. A preliminar de prescrição quinquenal em favor da Fazenda Pública arguida pelo apelante não merece acolhida, uma vez que a impetração do mandado de injunção pela autora em data de 02.02.1999 (fls 31/47), três após ato administrativo que cominou em sua exoneração, o qual foi arquivada em 13.02.2004 (fls 91). interrompeu a prescrição. PRELIMINAR REJEITADA. É de sabença que os servidores públicos gozam, para a perda do cargo, do direito a prévio processo administrativo, no qual lhes sejam garantido o contraditório e a ampla defesa, conforme exigência explícita na Constituição Federal em seu artigo 5, LV, que assegura aos acusados em geral,nos processos judicial e administrativo, o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. A extinção do cargo público que ensejou na subsequente perda do cargo ocupado por servidor público concursado, só é admissível mediante prévio procedimento administrativo, onde lhe é assegurado o contraditório e a ampla defesa. Estando a apelada aprovada em concurso público, nomeada, empossada e em pleno exercício das funções , seguindo prestando serviços , cumprindo com seus deveres funcionais, sem que lhe tenha sido imposta punição por mal comportamento ou mal desempenho funcional, e não demostrando o apelante defeito ou vício no certame a que se submeteu a autora e sequer ficando evidenciado qualquer motivo que tornasse nulo o concurso ou nulo o ato de nomeação e de posse, tal condição, ao meu ver, consolidou uma situação jurídica, a qual é protegida por leis e princípios processuais e constitucionais, não podendo ser modificada ou alterada por simples conveniência da Administração Pública. In casu, deveria autora ficar em quadro especial e ser aproveitada pela diretoria do Foro, ou por sua opção em outro cargo ou função , ou, ainda ser colocada em disponibilidade, conforme o que dispõe o artigo. 537, da Lei Estadual 12.342/94. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 981408 AGR / CE Recurso oficial conhecido, mas desprovidos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE Recurso oficial conhecido, mas desprovidos.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., LIV e LV, e 40, § 1..., II, § 3..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., LIV e LV, e 40, § 1..., II, § 3..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 981408 AGR / CE QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para a exoneração de servidor público, ainda que em estágio probatório, é imprescindível a observância do devido processo legal com as garantias a ele inerentes. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de provas em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.’ (destaquei). (AI 623.854-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 23.10.2009) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Exoneração. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Processo administrativo. Necessidade. Repercussão geral. Precedentes. 1. No julgamento do Recurso Extraordinário n 594.296/MG, de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que os atos da Administração Pública que tiverem o condão de repercutir sobre a esfera de interesses do cidadão devem ser precedidos de prévio procedimento em que se assegure ao interessado o efetivo exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 945486 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 29.4.2016) ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 594.296-RG, MIN. DIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Para a exoneração de servidor público, ainda que em estágio probatório, é imprescindível a observância do devido processo legal com as garantias a ele inerentes. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de provas em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.’ (destaquei). (AI 623.854-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de 23.10.2009) ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Exoneração. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Processo administrativo. Necessidade. Repercussão geral. Precedentes. 1. No julgamento do Recurso Extraordinário n 594.296/MG, de minha relatoria, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que os atos da Administração Pública que tiverem o condão de repercutir sobre a esfera de interesses do cidadão devem ser precedidos de prévio procedimento em que se assegure ao interessado o efetivo exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. 2. Agravo regimental não provido.’ (ARE 945486 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 29.4.2016) ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 594.296-RG, MIN. DIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 981408 AGR / CE TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 478371 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 28.5.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CARGO PÚBLICO. DECLARAÇÃO DE DESNECESSIDADE. LEI EM SENTIDO ESTRITO. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. PROCESSO ADMINISTRATIVO. 1. Os cargos públicos apenas podem ser criados e extintos por lei de iniciativa do Presidente da República. A declaração de desnecessidade sem amparo legal não é hábil a extingui-los. 2. A exoneração de servidor público ocupante de cargo efetivo, ainda que em estágio probatório, depende da prévia instauração de procedimento administrativo, sob pena de ofensa ao princípio do devido processo legal. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 240.735- AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJE de 05.5.2006.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (Recurso Extraordinário 478371 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 28.5.2014) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, cito: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CARGO PÚBLICO. DECLARAÇÃO DE DESNECESSIDADE. LEI EM SENTIDO ESTRITO. INEXISTÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. PROCESSO ADMINISTRATIVO. 1. Os cargos públicos apenas podem ser criados e extintos por lei de iniciativa do Presidente da República. A declaração de desnecessidade sem amparo legal não é hábil a extingui-los. 2. A exoneração de servidor público ocupante de cargo efetivo, ainda que em estágio probatório, depende da prévia instauração de procedimento administrativo, sob pena de ofensa ao princípio do devido processo legal. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 240.735- AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJE de 05.5.2006.) As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 981408 AGR / CE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Supremo Tribunal Federal ARE 981408 AGR / CE fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. Majorados em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11937562. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) : ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL (13996/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982418 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981.408 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : MARIA APARECIDA PAIXAO ADV.(A/S) : ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL (13996/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 981 . 408", "ARE 981408 AGR /", "ARE 981408 AGR / CE", "ARE 981408 AGR / CE", "ARE 981408 AGR / CE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 623 . 854 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário n 594 . 296 / MG", "ARE 945486 AgR", "Recurso Extraordinário 594 . 296 - RG", "ARE 981408 AGR / CE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 623 . 854 - AgR / MA", "Recurso Extraordinário n 594 . 296 / MG", "ARE 945486 AgR", "Recurso Extraordinário 594 . 296 - RG", "Recurso Extraordinário 478371 AgR", "Recurso Extraordinário 240 . 735 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 478371 AgR", "Recurso Extraordinário 240 . 735 - AgR / MG", "ARE 981408 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "II , § 3 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . , LIV e LV , e 40 , § 1 . . . , II , § 3 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal em seu artigo 5 , LV", "artigo . 537 , da Lei Estadual 12 . 342 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal em seu artigo 5 , LV", "artigo . 537 , da Lei Estadual 12 . 342 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LIV e LV , e 40 , § 1 . . . , II , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LIV e LV , e 40 , § 1 . . . , II , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO 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"TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MARIA APARECIDA PAIXAO", "ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MARIA APARECIDA PAIXAO", "ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MARIA APARECIDA PAIXAO", "ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "DIAS", "2", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "DIAS", "ROSA WEBER ARE", "Teori Zavascki", "Eros Grau", "Teori Zavascki", "Eros Grau", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MARIA APARECIDA PAIXAO", "ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "MARIA APARECIDA PAIXAO", "ITALO NEY FONSECA FEITOSA CABRAL", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20 de outubro de 2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20 de outubro de 2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "02", ".", "1999", "13", ".", "02", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "02", ".", "1999", "13", ".", "02", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2009", "29", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.001 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :G R N ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Estupro. Fatos ocorridos antes da Lei 12.015/2009. Caráter hediondo. Interpretação do Superior Tribunal de Justiça em prejuízo do réu. Inocorrência. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697394. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.001 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : G R N ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.001 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : G R N ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7823166
2015-02-03T00:00:00
2015-02-23T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Estupro. Fatos ocorridos antes da Lei 12.015/2009. Caráter hediondo. Interpretação do Superior Tribunal de Justiça em prejuízo do réu. Inocorrência. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur292875
Número de páginas: 2. Análise: 04/03/2015, MAD
GILMAR MENDES
Segunda Turma
854001
[ "LEG-FED LEI-012015 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 854001 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : G R N ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.001 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :G R N ADV.(A/S) :GIAN MILLER BRANDÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Estupro. Fatos ocorridos antes da Lei 12.015/2009. Caráter hediondo. Interpretação do Superior Tribunal de Justiça em prejuízo do réu. Inocorrência. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697394. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.001 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : G R N ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.001 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : G R N ADV.(A/S) : GIAN MILLER BRANDÃO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854 . 001", "AGRAVO 854 . 001" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 12 . 015 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GIAN MILLER BRANDÃO", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GIAN MILLER BRANDÃO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "GIAN MILLER BRANDÃO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "03", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) :PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO ESTADO. VALE-TRANSPORTE. LEI ESTADUAL 68/1998. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Complementar Estadual 68/1998), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. II- Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais dos § 2º e § 3º, do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030516. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 985194 AGR / RO multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de novembro de 2016 RICARDO LEWANDOWSKI 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030516. Supremo Tribunal Federal ARE 985194 AGR / RO multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de novembro de 2016 RICARDO LEWANDOWSKI 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030516. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) :PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou provimento ao agravo sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “(...) na hipótese, não é o caso de incidência da Súmula 279/STF, além de que, data vênia, não se trata de ofensa reflexa a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88) e, tampouco, para solução da lide será necessário a análise de legislação local, portanto, deve também ser afastada a incidência da Súmula 280/STF (...)” (pág. 6, doc. eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030517. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) :PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou provimento ao agravo sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “(...) na hipótese, não é o caso de incidência da Súmula 279/STF, além de que, data vênia, não se trata de ofensa reflexa a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88) e, tampouco, para solução da lide será necessário a análise de legislação local, portanto, deve também ser afastada a incidência da Súmula 280/STF (...)” (pág. 6, doc. eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030517. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, decidiu a controvérsia acerca do direito de a ora recorrida perceber auxílio transporte, com base nos seguintes fundamentos: “Trata-se de Recurso Inominado interposto pelo Estado de Rondônia em desfavor da r. Sentença que julgou parcialmente procedente o pedido de pagamento de auxílio transporte. Inconformado, sustentou não ser possível a concessão de auxílio transporte por não estarem preenchidos os requisitos para a sua concessão, tendo em vista que não há transporte coletivo na comarca onde a autora reside e que a concessão pelo Judiciário violaria o princípio da legalidade. Pleiteou a reforma da sentença para julgar improcedentes os pedidos da exordial. Contrarrazões pela manutenção da sentença(…). Satisfeitos estão os pressupostos processuais viabilizadores da admissibilidade deste recurso, tanto os objetivos quanto os subjetivos, razão pela qual conheço o presente recurso. Passo ao julgamento monocrático, tendo em vista que a matéria já foi conhecida nesta Turma Recursal. Veja-se que o fundamento jurídico do pedido está estampado no artigo 84 da Lei Complementar 68/1998: ‘Art. 84 - O auxílio transporte é devido a servidor nos deslocamentos de ida e volta, no trajeto entre sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, decidiu a controvérsia acerca do direito de a ora recorrida perceber auxílio transporte, com base nos seguintes fundamentos: “Trata-se de Recurso Inominado interposto pelo Estado de Rondônia em desfavor da r. Sentença que julgou parcialmente procedente o pedido de pagamento de auxílio transporte. Inconformado, sustentou não ser possível a concessão de auxílio transporte por não estarem preenchidos os requisitos para a sua concessão, tendo em vista que não há transporte coletivo na comarca onde a autora reside e que a concessão pelo Judiciário violaria o princípio da legalidade. Pleiteou a reforma da sentença para julgar improcedentes os pedidos da exordial. Contrarrazões pela manutenção da sentença(…). Satisfeitos estão os pressupostos processuais viabilizadores da admissibilidade deste recurso, tanto os objetivos quanto os subjetivos, razão pela qual conheço o presente recurso. Passo ao julgamento monocrático, tendo em vista que a matéria já foi conhecida nesta Turma Recursal. Veja-se que o fundamento jurídico do pedido está estampado no artigo 84 da Lei Complementar 68/1998: ‘Art. 84 - O auxílio transporte é devido a servidor nos deslocamentos de ida e volta, no trajeto entre sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 985194 AGR / RO residência e o local de trabalho, na forma estabelecida em regulamento. § 1° - O auxílio transporte é concedido mensalmente e por antecipação, com a utilização de sistema de transporte coletivo, sendo vedado o uso de transportes especiais. § 2° - Ficam desobrigados da concessão por auxílio, os órgãos ou entidades que transportem seus servidores por meios próprios ou contratados’. O pleito da recorrida obedece aos requisitos legais exigidos para a concessão do auxílio transporte, não podendo ser negado sob o fundamento de que no Município em que a parte autora reside não há transporte coletivo. Assim, não se pode retirar o direito ao auxílio transporte sobre o pretexto de que na localidade da lotação do servidor não é disponibilizado o serviço de transporte público. Registro que o auxílio transporte tem caráter indenizatório, sendo pago aos servidores públicos com o fim de ressarcir suas despesas com o transporte no trajeto entre a residência e o local da efetiva prestação do serviço. É incontestável que o servidor tem gastos pelo deslocamento até o local da prestação de serviço, independente de existir ou não transporte coletivo na região. Ressalto que a ausência do serviço de transporte público é uma falha do poder público municipal, de modo que não pode o servidor público sofrer as consequências(…). Posto isto, NEGO provimento ao recurso inominado, mantendo-se a sentença inalterada por seus próprios fundamentos” (pág. 82 do doc. eletrônico). Por sua vez, o Estado de Rondônia sustenta que “se há lei especial no Estado de Rondônia disciplinando a carreira dos profissionais da educação (LC n. 680/2011), inviável a aplicação da lei geral (LC n. 68/92), pois aquela prevalece sobre esta. Trata-se do princípio da especialidade que deve 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Supremo Tribunal Federal ARE 985194 AGR / RO residência e o local de trabalho, na forma estabelecida em regulamento. § 1° - O auxílio transporte é concedido mensalmente e por antecipação, com a utilização de sistema de transporte coletivo, sendo vedado o uso de transportes especiais. § 2° - Ficam desobrigados da concessão por auxílio, os órgãos ou entidades que transportem seus servidores por meios próprios ou contratados’. O pleito da recorrida obedece aos requisitos legais exigidos para a concessão do auxílio transporte, não podendo ser negado sob o fundamento de que no Município em que a parte autora reside não há transporte coletivo. Assim, não se pode retirar o direito ao auxílio transporte sobre o pretexto de que na localidade da lotação do servidor não é disponibilizado o serviço de transporte público. Registro que o auxílio transporte tem caráter indenizatório, sendo pago aos servidores públicos com o fim de ressarcir suas despesas com o transporte no trajeto entre a residência e o local da efetiva prestação do serviço. É incontestável que o servidor tem gastos pelo deslocamento até o local da prestação de serviço, independente de existir ou não transporte coletivo na região. Ressalto que a ausência do serviço de transporte público é uma falha do poder público municipal, de modo que não pode o servidor público sofrer as consequências(…). Posto isto, NEGO provimento ao recurso inominado, mantendo-se a sentença inalterada por seus próprios fundamentos” (pág. 82 do doc. eletrônico). Por sua vez, o Estado de Rondônia sustenta que “se há lei especial no Estado de Rondônia disciplinando a carreira dos profissionais da educação (LC n. 680/2011), inviável a aplicação da lei geral (LC n. 68/92), pois aquela prevalece sobre esta. Trata-se do princípio da especialidade que deve 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 985194 AGR / RO reger o conflito aparente de normas. Pois bem. Se na norma especial que dispõe sobre os servidores da rede estadual de ensino (professores e outros) não existe previsão da concessão do benefício do auxílio transporte, não pode o administrador público concedê-lo, sob pena de violar o princípio constitucional da legalidade (…). Ademais, a própria lei geral invocada pelo Recorrido - que entendemos não se aplicar ao mesmo - estabelece critérios para o pagamento que não restaram atendidos - como a necessidade de utilização de sistema de transporte público coletivo e que tal despesa exceda a 6% (seis por cento) do vencimento, consoante art. 1º do Decreto n. 4.451/1989” (pág. 123 do doc. eletrônico). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que, para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional Estadual aplicável à espécie (Lei Complementar 68/98 e 680/2011 e Decreto 4.451/1989), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido estão os precedentes mencionados na decisão impugnada. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante à multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, caso unânime a votação. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente, observados os limites legais dos § 2° e § 3°, do mesmo artigo. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Supremo Tribunal Federal ARE 985194 AGR / RO reger o conflito aparente de normas. Pois bem. Se na norma especial que dispõe sobre os servidores da rede estadual de ensino (professores e outros) não existe previsão da concessão do benefício do auxílio transporte, não pode o administrador público concedê-lo, sob pena de violar o princípio constitucional da legalidade (…). Ademais, a própria lei geral invocada pelo Recorrido - que entendemos não se aplicar ao mesmo - estabelece critérios para o pagamento que não restaram atendidos - como a necessidade de utilização de sistema de transporte público coletivo e que tal despesa exceda a 6% (seis por cento) do vencimento, consoante art. 1º do Decreto n. 4.451/1989” (pág. 123 do doc. eletrônico). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que, para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional Estadual aplicável à espécie (Lei Complementar 68/98 e 680/2011 e Decreto 4.451/1989), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido estão os precedentes mencionados na decisão impugnada. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante à multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, caso unânime a votação. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente, observados os limites legais dos § 2° e § 3°, do mesmo artigo. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) : PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR (2394/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12071217 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) : PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR (2394/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12071217 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086049
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO ESTADO. VALE-TRANSPORTE. LEI ESTADUAL 68/1998. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Complementar Estadual 68/1998), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. II- Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais dos § 2º e § 3º, do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.
sjur360773
Número de páginas: 7. Análise: 14/12/2016, MAD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
985194
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000068 ANO-1998\n LEI COMPLEMENTAR, RO\n\n", "LEG-EST LCP-000680 ANO-2011\n LEI COMPLEMENTAR, RO\n\n", "LEG-EST DEC-004451 ANO-1989\n DECRETO, RO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 985194 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) : PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) :PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO ESTADO. VALE-TRANSPORTE. LEI ESTADUAL 68/1998. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Complementar Estadual 68/1998), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. II- Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais dos § 2... e § 3..., do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030516. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 985194 AGR / RO multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de novembro de 2016 RICARDO LEWANDOWSKI 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030516. Supremo Tribunal Federal ARE 985194 AGR / RO multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 de novembro de 2016 RICARDO LEWANDOWSKI 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030516. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) :PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou provimento ao agravo sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “(...) na hipótese, não é o caso de incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, além de que, data vênia, não se trata de ofensa reflexa a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88) e, tampouco, para solução da lide será necessário a análise de legislação local, portanto, deve também ser afastada a incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (...)” (pág. 6, doc. eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030517. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) :PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida por minha antecessora no feito, Ministra Cármen Lúcia, que negou provimento ao agravo sob o fundamento de que incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “(...) na hipótese, não é o caso de incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, além de que, data vênia, não se trata de ofensa reflexa a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88) e, tampouco, para solução da lide será necessário a análise de legislação local, portanto, deve também ser afastada a incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal (...)” (pág. 6, doc. eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030517. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, decidiu a controvérsia acerca do direito de a ora recorrida perceber auxílio transporte, com base nos seguintes fundamentos: “Trata-se de Recurso Inominado interposto pelo Estado de Rondônia em desfavor da r. Sentença que julgou parcialmente procedente o pedido de pagamento de auxílio transporte. Inconformado, sustentou não ser possível a concessão de auxílio transporte por não estarem preenchidos os requisitos para a sua concessão, tendo em vista que não há transporte coletivo na comarca onde a autora reside e que a concessão pelo Judiciário violaria o princípio da legalidade. Pleiteou a reforma da sentença para julgar improcedentes os pedidos da exordial. Contrarrazões pela manutenção da sentença(…). Satisfeitos estão os pressupostos processuais viabilizadores da admissibilidade deste recurso, tanto os objetivos quanto os subjetivos, razão pela qual conheço o presente recurso. Passo ao julgamento monocrático, tendo em vista que a matéria já foi conhecida nesta Turma Recursal. Veja-se que o fundamento jurídico do pedido está estampado no artigo 84 da Lei Complementar 68/1998: ‘Art. 84 - O auxílio transporte é devido a servidor nos deslocamentos de ida e volta, no trajeto entre sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 RONDÔNIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, decidiu a controvérsia acerca do direito de a ora recorrida perceber auxílio transporte, com base nos seguintes fundamentos: “Trata-se de Recurso Inominado interposto pelo Estado de Rondônia em desfavor da r. Sentença que julgou parcialmente procedente o pedido de pagamento de auxílio transporte. Inconformado, sustentou não ser possível a concessão de auxílio transporte por não estarem preenchidos os requisitos para a sua concessão, tendo em vista que não há transporte coletivo na comarca onde a autora reside e que a concessão pelo Judiciário violaria o princípio da legalidade. Pleiteou a reforma da sentença para julgar improcedentes os pedidos da exordial. Contrarrazões pela manutenção da sentença(…). Satisfeitos estão os pressupostos processuais viabilizadores da admissibilidade deste recurso, tanto os objetivos quanto os subjetivos, razão pela qual conheço o presente recurso. Passo ao julgamento monocrático, tendo em vista que a matéria já foi conhecida nesta Turma Recursal. Veja-se que o fundamento jurídico do pedido está estampado no artigo 84 da Lei Complementar 68/1998: ‘Art. 84 - O auxílio transporte é devido a servidor nos deslocamentos de ida e volta, no trajeto entre sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 985194 AGR / RO residência e o local de trabalho, na forma estabelecida em regulamento. § 1... - O auxílio transporte é concedido mensalmente e por antecipação, com a utilização de sistema de transporte coletivo, sendo vedado o uso de transportes especiais. § 2... - Ficam desobrigados da concessão por auxílio, os órgãos ou entidades que transportem seus servidores por meios próprios ou contratados’. O pleito da recorrida obedece aos requisitos legais exigidos para a concessão do auxílio transporte, não podendo ser negado sob o fundamento de que no Município em que a parte autora reside não há transporte coletivo. Assim, não se pode retirar o direito ao auxílio transporte sobre o pretexto de que na localidade da lotação do servidor não é disponibilizado o serviço de transporte público. Registro que o auxílio transporte tem caráter indenizatório, sendo pago aos servidores públicos com o fim de ressarcir suas despesas com o transporte no trajeto entre a residência e o local da efetiva prestação do serviço. É incontestável que o servidor tem gastos pelo deslocamento até o local da prestação de serviço, independente de existir ou não transporte coletivo na região. Ressalto que a ausência do serviço de transporte público é uma falha do poder público municipal, de modo que não pode o servidor público sofrer as consequências(…). Posto isto, NEGO provimento ao recurso inominado, mantendo-se a sentença inalterada por seus próprios fundamentos” (pág. 82 do doc. eletrônico). Por sua vez, o Estado de Rondônia sustenta que “se há lei especial no Estado de Rondônia disciplinando a carreira dos profissionais da educação (Lei Complementar n. 680/2011), inviável a aplicação da lei geral (Lei Complementar n. 68/92), pois aquela prevalece sobre esta. Trata-se do princípio da especialidade que deve 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Supremo Tribunal Federal ARE 985194 AGR / RO residência e o local de trabalho, na forma estabelecida em regulamento. § 1... - O auxílio transporte é concedido mensalmente e por antecipação, com a utilização de sistema de transporte coletivo, sendo vedado o uso de transportes especiais. § 2... - Ficam desobrigados da concessão por auxílio, os órgãos ou entidades que transportem seus servidores por meios próprios ou contratados’. O pleito da recorrida obedece aos requisitos legais exigidos para a concessão do auxílio transporte, não podendo ser negado sob o fundamento de que no Município em que a parte autora reside não há transporte coletivo. Assim, não se pode retirar o direito ao auxílio transporte sobre o pretexto de que na localidade da lotação do servidor não é disponibilizado o serviço de transporte público. Registro que o auxílio transporte tem caráter indenizatório, sendo pago aos servidores públicos com o fim de ressarcir suas despesas com o transporte no trajeto entre a residência e o local da efetiva prestação do serviço. É incontestável que o servidor tem gastos pelo deslocamento até o local da prestação de serviço, independente de existir ou não transporte coletivo na região. Ressalto que a ausência do serviço de transporte público é uma falha do poder público municipal, de modo que não pode o servidor público sofrer as consequências(…). Posto isto, NEGO provimento ao recurso inominado, mantendo-se a sentença inalterada por seus próprios fundamentos” (pág. 82 do doc. eletrônico). Por sua vez, o Estado de Rondônia sustenta que “se há lei especial no Estado de Rondônia disciplinando a carreira dos profissionais da educação (Lei Complementar n. 680/2011), inviável a aplicação da lei geral (Lei Complementar n. 68/92), pois aquela prevalece sobre esta. Trata-se do princípio da especialidade que deve 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 985194 AGR / RO reger o conflito aparente de normas. Pois bem. Se na norma especial que dispõe sobre os servidores da rede estadual de ensino (professores e outros) não existe previsão da concessão do benefício do auxílio transporte, não pode o administrador público concedê-lo, sob pena de violar o princípio constitucional da legalidade (…). Ademais, a própria lei geral invocada pelo Recorrido - que entendemos não se aplicar ao mesmo - estabelece critérios para o pagamento que não restaram atendidos - como a necessidade de utilização de sistema de transporte público coletivo e que tal despesa exceda a 6% (seis por cento) do vencimento, consoante art. 1... do Decreto n. 4.451/1989” (pág. 123 do doc. eletrônico). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que, para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional Estadual aplicável à espécie (Lei Complementar 68/98 e 680/2011 e Decreto 4.451/1989), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido estão os precedentes mencionados na decisão impugnada. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante à multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso unânime a votação. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente, observados os limites legais dos § 2... e § 3..., do mesmo artigo. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Supremo Tribunal Federal ARE 985194 AGR / RO reger o conflito aparente de normas. Pois bem. Se na norma especial que dispõe sobre os servidores da rede estadual de ensino (professores e outros) não existe previsão da concessão do benefício do auxílio transporte, não pode o administrador público concedê-lo, sob pena de violar o princípio constitucional da legalidade (…). Ademais, a própria lei geral invocada pelo Recorrido - que entendemos não se aplicar ao mesmo - estabelece critérios para o pagamento que não restaram atendidos - como a necessidade de utilização de sistema de transporte público coletivo e que tal despesa exceda a 6% (seis por cento) do vencimento, consoante art. 1... do Decreto n. 4.451/1989” (pág. 123 do doc. eletrônico). Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, verifica-se que, para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional Estadual aplicável à espécie (Lei Complementar 68/98 e 680/2011 e Decreto 4.451/1989), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido estão os precedentes mencionados na decisão impugnada. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Aplico à parte agravante à multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso unânime a votação. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários advocatícios em 10% do fixado anteriormente, observados os limites legais dos § 2... e § 3..., do mesmo artigo. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12030518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/11/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) : PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR (2394/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12071217 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 985.194 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE ADV.(A/S) : PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR (2394/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12071217 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 985194 AGR /", "ARE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 985194 AGR /", "ARE 985194 AGR / RO", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "LEI ESTADUAL 68 / 1998", "Lei Complementar Estadual 68 / 1998", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República Federativa do Brasil de 1988", "CRFB", "/", "88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República Federativa do Brasil de 1988", "CRFB", "/", "88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 84 da Lei Complementar 68 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 84 da Lei Complementar 68 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 680 / 2011", "Lei Complementar n . 68 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 680 / 2011", "Lei Complementar n . 68 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . do Decreto n . 4 . 451 / 1989", "Lei Complementar 68 / 98", "680", "/", "2011", "Decreto 4 . 451 / 1989", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n . 4 . 451 / 1989", "Lei Complementar 68 / 98", "680", "/", "2011", "Decreto 4 . 451 / 1989", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Estado de Rondônia", "Estado de Rondônia", "Estado de Rondônia", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Estado de Rondônia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Estado de Rondônia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Estado de", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE", "PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE", "PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE", "PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE", "PEDRO FELIZARDO DE", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARIA MARCELINA DE OLIVEIRA COHENE", "PEDRO FELIZARDO DE ALENCAR", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de", "novembro de", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "4", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 1.021, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil e 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada” e “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 3. Agravo regimental não conhecido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046120. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 964589 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046120. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental José de Araújo Monteiro. A matéria debatida, em síntese, diz com o enquadramento da nomeação de funcionário para cargo em comissão, considerada a função exercida, às hipóteses de improbidade administrativa e com o prazo prescricional da ação civil pública. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Alega que a decisão impugnada não analisou a questão da repercussão geral: “[...] é ao excelso Supremo Tribunal Federal que compete, com absoluta exclusividade, a análise da repercussão geral, que, entretanto, no caso, embora demonstrada a sua existência, à exuberância, pela parte recorrente, remanesceu insulada no processo, completamente à míngua de qualquer análise dessa excelsa Corte [...]” (doc. 18, fl. 02). Sustenta ausência de análise dos arts. 30, I e II, e 37, IX, da Lei Maior, “[...] que prestigia a competência legislativa municipal originária ou suplementar, [...] a permissão constitucional para nomeação para o cargo em comissão e contratação por tempo determinado [...] e existência de jurisprudência da Suprema Corte, no sentido da contratação de servidores sem concurso, mas respaldada em Lei Municipal, cuja constitucionalidade não tenha sido questionada, afasta o reconhecimento da conduta ímproba [...]” (doc. 18, fl. 03). Requer a aplicação da Súmula nº 456/STF e o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental José de Araújo Monteiro. A matéria debatida, em síntese, diz com o enquadramento da nomeação de funcionário para cargo em comissão, considerada a função exercida, às hipóteses de improbidade administrativa e com o prazo prescricional da ação civil pública. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Alega que a decisão impugnada não analisou a questão da repercussão geral: “[...] é ao excelso Supremo Tribunal Federal que compete, com absoluta exclusividade, a análise da repercussão geral, que, entretanto, no caso, embora demonstrada a sua existência, à exuberância, pela parte recorrente, remanesceu insulada no processo, completamente à míngua de qualquer análise dessa excelsa Corte [...]” (doc. 18, fl. 02). Sustenta ausência de análise dos arts. 30, I e II, e 37, IX, da Lei Maior, “[...] que prestigia a competência legislativa municipal originária ou suplementar, [...] a permissão constitucional para nomeação para o cargo em comissão e contratação por tempo determinado [...] e existência de jurisprudência da Suprema Corte, no sentido da contratação de servidores sem concurso, mas respaldada em Lei Municipal, cuja constitucionalidade não tenha sido questionada, afasta o reconhecimento da conduta ímproba [...]” (doc. 18, fl. 03). Requer a aplicação da Súmula nº 456/STF e o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 964589 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade administrativa. Protesto interruptivo. Cautelar. Liminar. O protesto judicial é medida adequada para interromper a prescrição da ação de improbidade. Prescrição afastada. Nomeação de funcionário para cargo em comissão. Infringência aos princípios da moralidade, legalidade, publicidade. Recurso parcialmente provido.” (Doc. 09, fl. 170.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimado o agravado, apresentou contraminuta (doc. 27). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade administrativa. Protesto interruptivo. Cautelar. Liminar. O protesto judicial é medida adequada para interromper a prescrição da ação de improbidade. Prescrição afastada. Nomeação de funcionário para cargo em comissão. Infringência aos princípios da moralidade, legalidade, publicidade. Recurso parcialmente provido.” (Doc. 09, fl. 170.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimado o agravado, apresentou contraminuta (doc. 27). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo regimental não merece conhecimento. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, II, XXXVII, LIII, LIV e LV, 30, I e II, 37, II e IX, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo regimental não merece conhecimento. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º, II, XXXVII, LIII, LIV e LV, 30, I e II, 37, II e IX, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJE de 13.8.2010) Não há falar em afronta aos arts. 30, I e II, e 37, II e IX, da Lei Maior, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: AI 612.576-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 1º.7.2014; e AI 858.248-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 06.11.2015, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE EM CONTRATAÇÕES. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJE de 13.8.2010) Não há falar em afronta aos arts. 30, I e II, e 37, II e IX, da Lei Maior, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: AI 612.576-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 1º.7.2014; e AI 858.248-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 06.11.2015, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE EM CONTRATAÇÕES. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS Nº 279 E Nº 280 DO STF. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Acresço, na esteira da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação do art. 5º XXXVII e LIII, da Constituição da República. Anoto precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. LICITUDE DA GRAVAÇÃO AMBIENTAL FEITA POR UM DOS INTERLOCUTORES. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA EM REPERCUSSÃO GERAL. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS Nº 279 E Nº 280 DO STF. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Acresço, na esteira da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação do art. 5º XXXVII e LIII, da Constituição da República. Anoto precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. LICITUDE DA GRAVAÇÃO AMBIENTAL FEITA POR UM DOS INTERLOCUTORES. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA EM REPERCUSSÃO GERAL. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 933530 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJE de 15-03-2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVENTIAS JUDICIAIS NÃO ESTATIZADAS. PROVIMENTO 140/2008. CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA. ESTADO DO PARANÁ. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO JUIZ NATURAL E DEVIDO PROCESSO LEGAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 31 DO ADCT. NECESSÁRIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (RE 649673 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJE de 10-03-2016) Ademais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública. Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 933530 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJE de 15-03-2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVENTIAS JUDICIAIS NÃO ESTATIZADAS. PROVIMENTO 140/2008. CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA. ESTADO DO PARANÁ. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO JUIZ NATURAL E DEVIDO PROCESSO LEGAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 31 DO ADCT. NECESSÁRIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (RE 649673 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJE de 10-03-2016) Ademais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública. Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI 737547 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 04/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-117 DIVULG 18-06- 2013 PUBLIC 19-06-2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewanowski, Segunda Turma, DJE de 06.12.2011) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Não impugnados na petição de agravo regimental os fundamentos da decisão agravada referentes à aplicação da Súmula nº 279/STF, à inexistência de repercussão geral da matéria, bem como à inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI 737547 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 04/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-117 DIVULG 18-06- 2013 PUBLIC 19-06-2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewanowski, Segunda Turma, DJE de 06.12.2011) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Não impugnados na petição de agravo regimental os fundamentos da decisão agravada referentes à aplicação da Súmula nº 279/STF, à inexistência de repercussão geral da matéria, bem como à inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP negativa de prestação jurisdicional. Igualmente não rebatida a fundamentação relacionada à necessidade de análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1º, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1º, DO CPC/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (CPC/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 27.6.2016.) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP negativa de prestação jurisdicional. Igualmente não rebatida a fundamentação relacionada à necessidade de análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1º, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1º, DO CPC/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (CPC/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 27.6.2016.) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP 944.482-AgR, da minha relatoria, Primeira Turma, DJE de 28.6.2016.) Agravo regimental não conhecido. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP 944.482-AgR, da minha relatoria, Primeira Turma, DJE de 28.6.2016.) Agravo regimental não conhecido. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 ARE 964589 AGR / SP atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (SP024768/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (SP024768/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086471
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 1.021, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil e 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada” e “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 3. Agravo regimental não conhecido.
sjur360834
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 949503 AgR (2ªT), ARE 944482 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 13/12/2016, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
964589
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 964589 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 1.021, § 1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil e 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada” e “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo regimental não conhecido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046120. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 964589 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046120. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP Supremo Tribunal Federal em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental José de Araújo Monteiro. A matéria debatida, em síntese, diz com o enquadramento da nomeação de funcionário para cargo em comissão, considerada a função exercida, às hipóteses de improbidade administrativa e com o prazo prescricional da ação civil pública. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Alega que a decisão impugnada não analisou a questão da repercussão geral: “[...] é ao excelso Supremo Tribunal Federal que compete, com absoluta exclusividade, a análise da repercussão geral, que, entretanto, no caso, embora demonstrada a sua existência, à exuberância, pela parte recorrente, remanesceu insulada no processo, completamente à míngua de qualquer análise dessa excelsa Corte [...]” (doc. 18, fl. 02). Sustenta ausência de análise dos arts. 30, I e II, e 37, IX, da Lei Maior, “[...] que prestigia a competência legislativa municipal originária ou suplementar, [...] a permissão constitucional para nomeação para o cargo em comissão e contratação por tempo determinado [...] e existência de jurisprudência da Suprema Corte, no sentido da contratação de servidores sem concurso, mas respaldada em Lei Municipal, cuja constitucionalidade não tenha sido questionada, afasta o reconhecimento da conduta ímproba [...]” (doc. 18, fl. 03). Requer a aplicação da Súmula n 456/Supremo Tribunal Federal e o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental José de Araújo Monteiro. A matéria debatida, em síntese, diz com o enquadramento da nomeação de funcionário para cargo em comissão, considerada a função exercida, às hipóteses de improbidade administrativa e com o prazo prescricional da ação civil pública. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Alega que a decisão impugnada não analisou a questão da repercussão geral: “[...] é ao excelso Supremo Tribunal Federal que compete, com absoluta exclusividade, a análise da repercussão geral, que, entretanto, no caso, embora demonstrada a sua existência, à exuberância, pela parte recorrente, remanesceu insulada no processo, completamente à míngua de qualquer análise dessa excelsa Corte [...]” (doc. 18, fl. 02). Sustenta ausência de análise dos arts. 30, I e II, e 37, IX, da Lei Maior, “[...] que prestigia a competência legislativa municipal originária ou suplementar, [...] a permissão constitucional para nomeação para o cargo em comissão e contratação por tempo determinado [...] e existência de jurisprudência da Suprema Corte, no sentido da contratação de servidores sem concurso, mas respaldada em Lei Municipal, cuja constitucionalidade não tenha sido questionada, afasta o reconhecimento da conduta ímproba [...]” (doc. 18, fl. 03). Requer a aplicação da Súmula n 456/Supremo Tribunal Federal e o provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 964589 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade administrativa. Protesto interruptivo. Cautelar. Liminar. O protesto judicial é medida adequada para interromper a prescrição da ação de improbidade. Prescrição afastada. Nomeação de funcionário para cargo em comissão. Infringência aos princípios da moralidade, legalidade, publicidade. Recurso parcialmente provido.” (Doc. 09, fl. 170.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimado o agravado, apresentou contraminuta (doc. 27). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade administrativa. Protesto interruptivo. Cautelar. Liminar. O protesto judicial é medida adequada para interromper a prescrição da ação de improbidade. Prescrição afastada. Nomeação de funcionário para cargo em comissão. Infringência aos princípios da moralidade, legalidade, publicidade. Recurso parcialmente provido.” (Doc. 09, fl. 170.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimado o agravado, apresentou contraminuta (doc. 27). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo regimental não merece conhecimento. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., II, XXXVII, LIII, LIV e LV, 30, I e II, 37, II e IX, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo regimental não merece conhecimento. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5..., II, XXXVII, LIII, LIV e LV, 30, I e II, 37, II e IX, e 93, IX, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde com vício ao primado da fundamentação, notadamente consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto republicano. Colho precedente desta Suprema Corte na matéria, julgado segundo a sistemática da repercussão geral: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJE de 13.8.2010) Não há falar em afronta aos arts. 30, I e II, e 37, II e IX, da Lei Maior, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: AI 612.576-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 1....7.2014; e AI 858.248-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 06.11.2015, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE EM CONTRATAÇÕES. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.’ (AI 791.292-QO-RG, Relator Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJE de 13.8.2010) Não há falar em afronta aos arts. 30, I e II, e 37, II e IX, da Lei Maior, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” Nesse sentido: AI 612.576-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 1....7.2014; e AI 858.248-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 06.11.2015, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IRREGULARIDADE EM CONTRATAÇÕES. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS n 279 E n 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ Verifico, ainda, que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Acresço, na esteira da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação do art. 5... XXXVII e LIII, da Constituição da República. Anoto precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. LICITUDE DA GRAVAÇÃO AMBIENTAL FEITA POR UM DOS INTERLOCUTORES. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA EM REPERCUSSÃO GERAL. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS n 279 E n 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ Verifico, ainda, que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Acresço, na esteira da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada violação do art. 5... XXXVII e LIII, da Constituição da República. Anoto precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. LICITUDE DA GRAVAÇÃO AMBIENTAL FEITA POR UM DOS INTERLOCUTORES. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA EM REPERCUSSÃO GERAL. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 933530 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJE de 15-03-2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVENTIAS JUDICIAIS NÃO ESTATIZADAS. PROVIMENTO 140/2008. CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA. ESTADO DO PARANÁ. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO JUIZ NATURAL E DEVIDO PROCESSO LEGAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 31 DO ADCT. NECESSÁRIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (Recurso Extraordinário 649673 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJE de 10-03-2016) Ademais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública. Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 933530 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJE de 15-03-2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVENTIAS JUDICIAIS NÃO ESTATIZADAS. PROVIMENTO 140/2008. CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIÇA. ESTADO DO PARANÁ. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO JUIZ NATURAL E DEVIDO PROCESSO LEGAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DO ART. 31 DO ADCT. NECESSÁRIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.’ (Recurso Extraordinário 649673 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJE de 10-03-2016) Ademais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública. Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI 737547 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 04/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-117 DIVULG 18-06- 2013 PUBLIC 19-06-2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewanowski, Segunda Turma, DJE de 06.12.2011) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Não impugnados na petição de agravo regimental os fundamentos da decisão agravada referentes à aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, à inexistência de repercussão geral da matéria, bem como à inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI 737547 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 04/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-117 DIVULG 18-06- 2013 PUBLIC 19-06-2013) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min. Ricardo Lewanowski, Segunda Turma, DJE de 06.12.2011) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Não impugnados na petição de agravo regimental os fundamentos da decisão agravada referentes à aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, à inexistência de repercussão geral da matéria, bem como à inexistência de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP negativa de prestação jurisdicional. Igualmente não rebatida a fundamentação relacionada à necessidade de análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1..., DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 27.6.2016.) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP negativa de prestação jurisdicional. Igualmente não rebatida a fundamentação relacionada à necessidade de análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, a teor, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1..., DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 27.6.2016.) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 964589 AGR / SP 944.482-AgR, da minha relatoria, Primeira Turma, DJE de 28.6.2016.) Agravo regimental não conhecido. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP 944.482-AgR, da minha relatoria, Primeira Turma, DJE de 28.6.2016.) Agravo regimental não conhecido. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12046122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) :EURO BENTO MACIEL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Tipo Texto 524 ARE 964589 AGR / SP atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Supremo Tribunal Federal ARE 964589 AGR / SP atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (SP024768/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.589 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOSE DE ARAUJO MONTEIRO ADV.(A/S) : EURO BENTO MACIEL (SP024768/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964 . 589", "ARE 964589 AGR /", "AGRAVO 964 . 589", "Súmula n 456 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 456 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964589 AGR / SP", "ARE 964589 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 612 . 576 - AgR", "AI 858 . 248 - AgR", "ARE 964589 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 612 . 576 - AgR", "AI 858 . 248", "SÚMULAS n 279", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS n 279", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 933530 AgR", "Recurso Extraordinário 649673 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964589 AGR / SP", "ARE 933530 AgR", "PROVIMENTO 140 / 2008", "Recurso Extraordinário 649673 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 da Súmula desta Corte", "AI 737547 AgR", "ARE 646 . 526 - AgR / RN", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964589 AGR / SP", "Enunciado 279 da Súmula desta Corte", "AI 737547 AgR", "ARE 646 . 526 - AgR / RN", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 949 . 503 - AgR", "ARE 6", "ARE 949 . 503 - AgR", "ARE 964589 AGR / SP 944 . 482 -", "ARE 964589 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964 . 589", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964 . 589" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "CÓDIGO DE PROCESSO", "ART", "Código de Processo Civil / 2015", "arts . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal", "arts . 30 , I e II , e 37 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 30 , I e II , e 37 , IX , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , XXXVII , LIII , LIV e LV , 30 , I e II , 37 , II e IX , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II , XXXVII , LIII , LIV e LV , 30 , I e II , 37 , II e IX , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "arts . 30 , I e II , e 37 , II e IX , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "incisos XXXV e LX do art . 5 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "arts . 30 , I e II , e 37 , II e IX , da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . XXXVII e LIII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . XXXVII e LIII , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INCS . LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Leis n . 8 . 429 / 92", "8", ".", "666", "/", "93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INCS . LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 31 DO ADCT", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Leis n . 8 . 429 / 92", "8", ".", "666", "/", "93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "ART . 1 . 021 , § 1 . . . ,", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "art . 317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "ART . 1 . 021 , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "art . 317 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasil" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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"Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de 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"LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewanowski", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewanowski", "ROSA WEBER", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "JOSE DE ARAUJO MONTEIRO", "EURO BENTO MACIEL", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JOSE DE ARAUJO MONTEIRO", "EURO BENTO MACIEL", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JOSE DE ARAUJO MONTEIRO", "EURO BENTO MACIEL", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "JOSE DE ARAUJO MONTEIRO", "EURO BENTO MACIEL", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL Nº 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039904. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RE 917916 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039904. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039904. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de São Paulo. A matéria debatida, em síntese, diz com a cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), instituída pela Lei municipal nº 13.478/2002. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a existência de preliminar baseada na presunção de existência de repercussão geral referente aos temas das Súmulas Vinculantes nº 19 e nº 29: “[...] em outras palavras, tendo o STF editado duas súmulas vinculantes acerca da matéria debatida nos autos e estando o v. acórdão recorrido em contradição com elas, segundo a legislação aplicável, presume-se a repercussão geral no tema em discussão. Por isso, a Urbe, em sua preliminar, limitou-se a reafirmar essa presunção contida nos arts. 103-A, §1º, da Constituição Federal, 543-A, §3º do CPC de 1973 (atual art. 1.035, §3º, I, do CPC) e 323, §2º, do RISTF, e transcrever os aludidos enunciados sumulares [...]” (doc. 10, fl. 03). Insiste que o “[...] CPC de 1973 em seu art. 543-A, § 3º, previa uma espécie de presunção de repercussão geral para as hipóteses em que a decisão recorrida contrariasse súmula do STF. Tal presunção foi mantida pelo novo CPC, no art. 1.035, §3º, I [...]” (doc. 10, fl. 04). Requer o conhecimento e provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de São Paulo. A matéria debatida, em síntese, diz com a cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), instituída pela Lei municipal nº 13.478/2002. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a existência de preliminar baseada na presunção de existência de repercussão geral referente aos temas das Súmulas Vinculantes nº 19 e nº 29: “[...] em outras palavras, tendo o STF editado duas súmulas vinculantes acerca da matéria debatida nos autos e estando o v. acórdão recorrido em contradição com elas, segundo a legislação aplicável, presume-se a repercussão geral no tema em discussão. Por isso, a Urbe, em sua preliminar, limitou-se a reafirmar essa presunção contida nos arts. 103-A, §1º, da Constituição Federal, 543-A, §3º do CPC de 1973 (atual art. 1.035, §3º, I, do CPC) e 323, §2º, do RISTF, e transcrever os aludidos enunciados sumulares [...]” (doc. 10, fl. 03). Insiste que o “[...] CPC de 1973 em seu art. 543-A, § 3º, previa uma espécie de presunção de repercussão geral para as hipóteses em que a decisão recorrida contrariasse súmula do STF. Tal presunção foi mantida pelo novo CPC, no art. 1.035, §3º, I [...]” (doc. 10, fl. 04). Requer o conhecimento e provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RE 917916 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Apelação. Mandado de Segurança. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Reconhecimento de ilegitimidade ativa de alguns dos impetrantes. Admissibilidade. Não comprovação da qualidade de contribuinte. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Alegação de inconstitucionalidade da exação. Procedência. Rateio do custo do serviço de acordo com o potencial volume de geração de lixo. Inadmissibilidade. Base de cálculo sem relação com o custo da atividade estatal. Inobservância do princípio da isonomia. Inteligência do artigo 150, II, da Constituição Federal. Cobrança indevida. Recurso a que se dá parcial provimento.” (Doc. 05, fl. 28.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimados os agravados, apresentaram contraminuta (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Apelação. Mandado de Segurança. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Reconhecimento de ilegitimidade ativa de alguns dos impetrantes. Admissibilidade. Não comprovação da qualidade de contribuinte. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Alegação de inconstitucionalidade da exação. Procedência. Rateio do custo do serviço de acordo com o potencial volume de geração de lixo. Inadmissibilidade. Base de cálculo sem relação com o custo da atividade estatal. Inobservância do princípio da isonomia. Inteligência do artigo 150, II, da Constituição Federal. Cobrança indevida. Recurso a que se dá parcial provimento.” (Doc. 05, fl. 28.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimados os agravados, apresentaram contraminuta (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Município de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 145, II, § 2º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Mostra-se deficiente no recurso extraordinário – interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007 – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento desse requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC). Na espécie, ao fundamentar a preliminar, o recorrente limita-se a argumentar: “[...] na espécie já efetivamente reconhecida e, conforme admitido pelo próprio Julgado recorrido, tendo alcançado Súmulas Vinculantes para reconhecer a constitucionalidade da taxa em discussão [...]” (fl. 176). Em seguida, transcreve o teor das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Município de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 145, II, § 2º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Mostra-se deficiente no recurso extraordinário – interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007 – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento desse requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC). Na espécie, ao fundamentar a preliminar, o recorrente limita-se a argumentar: “[...] na espécie já efetivamente reconhecida e, conforme admitido pelo próprio Julgado recorrido, tendo alcançado Súmulas Vinculantes para reconhecer a constitucionalidade da taxa em discussão [...]” (fl. 176). Em seguida, transcreve o teor das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP Súmulas Vinculantes 19 e 29. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que a deficiência da preliminar acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS EM PROCESSO JUDICIAL. TEMA INFRACONSTITUCIONAL. ARE 639.228-RG (REL. MIN. CEZAR PELUSO TEMA 424). REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 927376 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 08.3.2016) ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REAJUSTE. FERROVIÁRIOS DA EXTINTA FEPASA. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Nº 282 E Nº 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP Súmulas Vinculantes 19 e 29. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que a deficiência da preliminar acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS EM PROCESSO JUDICIAL. TEMA INFRACONSTITUCIONAL. ARE 639.228-RG (REL. MIN. CEZAR PELUSO TEMA 424). REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 927376 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 08.3.2016) ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REAJUSTE. FERROVIÁRIOS DA EXTINTA FEPASA. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA Nº 282 E Nº 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP PUBLICADO EM 05.11.2012. 1. Deficiência da preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes, de todas as questões constitucionais suscitadas nas razões recursais. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor da Súmula nº 282 e nº 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 926675 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJE de 15.02.2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO PARA O MAGISTÉRIO ESTADUAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGALIDADE DA ALTERAÇÃO EFETUADA NA LOTAÇÃO DA RECORRENTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 288/2005. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 280 E 454 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP PUBLICADO EM 05.11.2012. 1. Deficiência da preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes, de todas as questões constitucionais suscitadas nas razões recursais. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor da Súmula nº 282 e nº 356/STF: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 926675 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJE de 15.02.2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO PARA O MAGISTÉRIO ESTADUAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGALIDADE DA ALTERAÇÃO EFETUADA NA LOTAÇÃO DA RECORRENTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 288/2005. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 280 E 454 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP DO STF. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. A simples menção à preliminar de repercussão geral não é capaz de sanar a exigência de sua demonstração, devendo a parte desenvolver argumentação suficiente acerca das circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais aventadas na petição de recurso extraordinário. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à legalidade da alteração na lotação da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, da legislação local aplicável à espécie e das regras editalícias nas quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 927.397-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJE de 17.02.2016) Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; RE 356.310-AgR-segundo, Primeira Turma, rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e RE 656.256- AgR, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP DO STF. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. A simples menção à preliminar de repercussão geral não é capaz de sanar a exigência de sua demonstração, devendo a parte desenvolver argumentação suficiente acerca das circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais aventadas na petição de recurso extraordinário. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à legalidade da alteração na lotação da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, da legislação local aplicável à espécie e das regras editalícias nas quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 927.397-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJE de 17.02.2016) Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; RE 356.310-AgR-segundo, Primeira Turma, rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e RE 656.256- AgR, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Ressalto, eventual reconhecimento da repercussão geral do tema de fundo em processo diverso não dispensa a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso, dentre os quais se inclui a adequada fundamentação da preliminar em apreço. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: ‘A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (...). (…) Ademais, o reconhecimento da repercussão geral de determinado tema não ilide a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, como não isenta a demonstração, em preliminar formal devidamente fundamentada, da existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa.’ (RE 626.328-AgR/RS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.6.2011) ‘Nos termos do art. 327, e § 1º, do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3º, do Código de Processo Civil. Precedentes.’ (AI 803.478-AgR/RS, rel. Min. Ricardo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Ressalto, eventual reconhecimento da repercussão geral do tema de fundo em processo diverso não dispensa a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso, dentre os quais se inclui a adequada fundamentação da preliminar em apreço. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: ‘A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (...). (…) Ademais, o reconhecimento da repercussão geral de determinado tema não ilide a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, como não isenta a demonstração, em preliminar formal devidamente fundamentada, da existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa.’ (RE 626.328-AgR/RS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.6.2011) ‘Nos termos do art. 327, e § 1º, do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3º, do Código de Processo Civil. Precedentes.’ (AI 803.478-AgR/RS, rel. Min. Ricardo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP Lewandowski, Primeira Turma, DJE de 21.2.2011) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007, a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. MEDICAMENTO FORNECIDO PELO PODER PÚBLICO. ERRO MÉDICO. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS NÃO ATACADOS. SUM. 283/STF. INCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543- A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A ausência de impugnação, nas razões do agravo, de todos os fundamentos da decisão agravada, atrai a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP Lewandowski, Primeira Turma, DJE de 21.2.2011) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007, a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. MEDICAMENTO FORNECIDO PELO PODER PÚBLICO. ERRO MÉDICO. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS NÃO ATACADOS. SUM. 283/STF. INCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543- A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A ausência de impugnação, nas razões do agravo, de todos os fundamentos da decisão agravada, atrai a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP incidência da Súmula 283/STF. Precedentes: RE 586.114-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 29/11/2012, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007) (...) 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 733.120-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 24.9.2013.) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJE de 16.8.2013.) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP incidência da Súmula 283/STF. Precedentes: RE 586.114-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 29/11/2012, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI nº 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007) (...) 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 733.120-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 24.9.2013.) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJE de 16.8.2013.) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do STF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 919.156-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 20.9.2016.) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2º, do CPC. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1º, do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 744.686-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJE de 26.6.2009.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do STF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 919.156-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 20.9.2016.) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2º, do CPC. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1º, do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 744.686-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJE de 26.6.2009.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita” (AI nº 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJE de de 17/4/09). Ressalto, ainda, que nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade do tópico de preliminar de repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: ‘QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido.’” (ARE 663.637-AgR- QO/MG, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJE de 05.5.2013.) Ademais, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita” (AI nº 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJE de de 17/4/09). Ressalto, ainda, que nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade do tópico de preliminar de repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: ‘QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido.’” (ARE 663.637-AgR- QO/MG, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJE de 05.5.2013.) Ademais, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 917916 AGR / SP Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal RE 917916 AGR / SP Constitucional nº 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS (81415/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079719 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS (81415/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079719 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12085769
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL Nº 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.
sjur360817
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 744686 AgR (TP), ARE 663637 AgR-QO (TP), ARE 919156 ED (TP). Número de páginas: 15. Análise: 13/12/2016, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
917916
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 917916 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL n 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039904. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039904. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039904. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de São Paulo. A matéria debatida, em síntese, diz com a cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), instituída pela Lei municipal n 13.478/2002. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a existência de preliminar baseada na presunção de existência de repercussão geral referente aos temas das Súmulas Vinculantes n 19 e n 29: “[...] em outras palavras, tendo o Supremo Tribunal Federal editado duas súmulas vinculantes acerca da matéria debatida nos autos e estando o v. acórdão recorrido em contradição com elas, segundo a legislação aplicável, presume-se a repercussão geral no tema em discussão. Por isso, a Urbe, em sua preliminar, limitou-se a reafirmar essa presunção contida nos arts. 103-A, §1..., da Constituição Federal, 543-A, §3... do Código de Processo Civil de 1973 (atual art. 1.035, §3..., I, do Código de Processo Civil) e 323, §2..., do RISTF, e transcrever os aludidos enunciados sumulares [...]” (doc. 10, fl. 03). Insiste que o “[...] Código de Processo Civil de 1973 em seu art. 543-A, § 3..., previa uma espécie de presunção de repercussão geral para as hipóteses em que a decisão recorrida contrariasse súmula do Supremo Tribunal Federal. Tal presunção foi mantida pelo novo Código de Processo Civil, no art. 1.035, §3..., I [...]” (doc. 10, fl. 04). Requer o conhecimento e provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município de São Paulo. A matéria debatida, em síntese, diz com a cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), instituída pela Lei municipal n 13.478/2002. O agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a existência de preliminar baseada na presunção de existência de repercussão geral referente aos temas das Súmulas Vinculantes n 19 e n 29: “[...] em outras palavras, tendo o Supremo Tribunal Federal editado duas súmulas vinculantes acerca da matéria debatida nos autos e estando o v. acórdão recorrido em contradição com elas, segundo a legislação aplicável, presume-se a repercussão geral no tema em discussão. Por isso, a Urbe, em sua preliminar, limitou-se a reafirmar essa presunção contida nos arts. 103-A, §1..., da Constituição Federal, 543-A, §3... do Código de Processo Civil de 1973 (atual art. 1.035, §3..., I, do Código de Processo Civil) e 323, §2..., do RISTF, e transcrever os aludidos enunciados sumulares [...]” (doc. 10, fl. 03). Insiste que o “[...] Código de Processo Civil de 1973 em seu art. 543-A, § 3..., previa uma espécie de presunção de repercussão geral para as hipóteses em que a decisão recorrida contrariasse súmula do Supremo Tribunal Federal. Tal presunção foi mantida pelo novo Código de Processo Civil, no art. 1.035, §3..., I [...]” (doc. 10, fl. 04). Requer o conhecimento e provimento do recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Apelação. Mandado de Segurança. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Reconhecimento de ilegitimidade ativa de alguns dos impetrantes. Admissibilidade. Não comprovação da qualidade de contribuinte. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Alegação de inconstitucionalidade da exação. Procedência. Rateio do custo do serviço de acordo com o potencial volume de geração de lixo. Inadmissibilidade. Base de cálculo sem relação com o custo da atividade estatal. Inobservância do princípio da isonomia. Inteligência do artigo 150, II, da Constituição Federal. Cobrança indevida. Recurso a que se dá parcial provimento.” (Doc. 05, fl. 28.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimados os agravados, apresentaram contraminuta (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Apelação. Mandado de Segurança. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Reconhecimento de ilegitimidade ativa de alguns dos impetrantes. Admissibilidade. Não comprovação da qualidade de contribuinte. Taxa de resíduos sólidos domiciliares (Lei 13.478/02 do município de São Paulo). Exercício de 2003. Alegação de inconstitucionalidade da exação. Procedência. Rateio do custo do serviço de acordo com o potencial volume de geração de lixo. Inadmissibilidade. Base de cálculo sem relação com o custo da atividade estatal. Inobservância do princípio da isonomia. Inteligência do artigo 150, II, da Constituição Federal. Cobrança indevida. Recurso a que se dá parcial provimento.” (Doc. 05, fl. 28.) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. Intimados os agravados, apresentaram contraminuta (doc. 16). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039905. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Município de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 145, II, § 2..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Mostra-se deficiente no recurso extraordinário – interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007 – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento desse requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil). Na espécie, ao fundamentar a preliminar, o recorrente limita-se a argumentar: “[...] na espécie já efetivamente reconhecida e, conforme admitido pelo próprio Julgado recorrido, tendo alcançado Súmulas Vinculantes para reconhecer a constitucionalidade da taxa em discussão [...]” (fl. 176). Em seguida, transcreve o teor das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, o Município de São Paulo. Aparelhado o recurso na violação do art. 145, II, § 2..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. Mostra-se deficiente no recurso extraordinário – interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007 – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento desse requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil). Na espécie, ao fundamentar a preliminar, o recorrente limita-se a argumentar: “[...] na espécie já efetivamente reconhecida e, conforme admitido pelo próprio Julgado recorrido, tendo alcançado Súmulas Vinculantes para reconhecer a constitucionalidade da taxa em discussão [...]” (fl. 176). Em seguida, transcreve o teor das Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Súmulas Vinculantes 19 e 29. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que a deficiência da preliminar acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS EM PROCESSO JUDICIAL. TEMA INFRACONSTITUCIONAL. ARE 639.228-RG (REL. MIN. CEZAR PELUSO TEMA 424). REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 927376 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 08.3.2016) ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REAJUSTE. FERROVIÁRIOS DA EXTINTA FEPASA. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA n 282 E n 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Súmulas Vinculantes 19 e 29. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que a deficiência da preliminar acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS EM PROCESSO JUDICIAL. TEMA INFRACONSTITUCIONAL. ARE 639.228-RG (REL. MIN. CEZAR PELUSO TEMA 424). REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.’ (ARE 927376 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJE de 08.3.2016) ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REAJUSTE. FERROVIÁRIOS DA EXTINTA FEPASA. DEFICIÊNCIA DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA n 282 E n 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP PUBLICADO EM 05.11.2012. 1. Deficiência da preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes, de todas as questões constitucionais suscitadas nas razões recursais. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor da Súmula n 282 e n 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 926675 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJE de 15.02.2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO PARA O MAGISTÉRIO ESTADUAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGALIDADE DA ALTERAÇÃO EFETUADA NA LOTAÇÃO DA RECORRENTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 288/2005. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 280 E 454 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP PUBLICADO EM 05.11.2012. 1. Deficiência da preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes, de todas as questões constitucionais suscitadas nas razões recursais. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor da Súmula n 282 e n 356/Supremo Tribunal Federal: “Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”. 3. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 926675 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJE de 15.02.2016) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. CONCURSO PÚBLICO PARA O MAGISTÉRIO ESTADUAL. DISCUSSÃO SOBRE A LEGALIDADE DA ALTERAÇÃO EFETUADA NA LOTAÇÃO DA RECORRENTE. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 288/2005. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 280 E 454 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP DO Supremo Tribunal Federal. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. A simples menção à preliminar de repercussão geral não é capaz de sanar a exigência de sua demonstração, devendo a parte desenvolver argumentação suficiente acerca das circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais aventadas na petição de recurso extraordinário. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à legalidade da alteração na lotação da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, da legislação local aplicável à espécie e das regras editalícias nas quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 927.397-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJE de 17.02.2016) Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR-segundo, Primeira Turma, rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256- AgR, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP DO Supremo Tribunal Federal. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. A simples menção à preliminar de repercussão geral não é capaz de sanar a exigência de sua demonstração, devendo a parte desenvolver argumentação suficiente acerca das circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais aventadas na petição de recurso extraordinário. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à legalidade da alteração na lotação da recorrente, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, da legislação local aplicável à espécie e das regras editalícias nas quais se baseou o Tribunal a quo. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 927.397-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJE de 17.02.2016) Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.” Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJE de 23.02.2012; AI 762.808-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Ayres Britto, DJE de 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR-segundo, Primeira Turma, rel. Min. Dias Toffoli, DJE de 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256- AgR, Primeira Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJE de 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Ressalto, eventual reconhecimento da repercussão geral do tema de fundo em processo diverso não dispensa a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso, dentre os quais se inclui a adequada fundamentação da preliminar em apreço. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: ‘A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (...). (…) Ademais, o reconhecimento da repercussão geral de determinado tema não ilide a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, como não isenta a demonstração, em preliminar formal devidamente fundamentada, da existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa.’ (Recurso Extraordinário 626.328-AgR/RS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.6.2011) ‘Nos termos do art. 327, e § 1..., do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil. Precedentes.’ (AI 803.478-AgR/RS, rel. Min. Ricardo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Ressalto, eventual reconhecimento da repercussão geral do tema de fundo em processo diverso não dispensa a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso, dentre os quais se inclui a adequada fundamentação da preliminar em apreço. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: ‘A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (...). (…) Ademais, o reconhecimento da repercussão geral de determinado tema não ilide a análise dos pressupostos de admissibilidade do recurso extraordinário, como não isenta a demonstração, em preliminar formal devidamente fundamentada, da existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa.’ (Recurso Extraordinário 626.328-AgR/RS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 28.6.2011) ‘Nos termos do art. 327, e § 1..., do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil. Precedentes.’ (AI 803.478-AgR/RS, rel. Min. Ricardo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Lewandowski, Primeira Turma, DJE de 21.2.2011) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007, a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. MEDICAMENTO FORNECIDO PELO PODER PÚBLICO. ERRO MÉDICO. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS NÃO ATACADOS. SUM. 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543- A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A ausência de impugnação, nas razões do agravo, de todos os fundamentos da decisão agravada, atrai a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Lewandowski, Primeira Turma, DJE de 21.2.2011) Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão impugnada. Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007, a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. MEDICAMENTO FORNECIDO PELO PODER PÚBLICO. ERRO MÉDICO. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS NÃO ATACADOS. SUM. 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543- A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A ausência de impugnação, nas razões do agravo, de todos os fundamentos da decisão agravada, atrai a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Recurso Extraordinário 586.114-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 29/11/2012, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007) (...) 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 733.120-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 24.9.2013.) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 543-A, §§ 1... e 2...). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJE de 16.8.2013.) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Recurso Extraordinário 586.114-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 29/11/2012, AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ 16/02/2007. 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/2007) (...) 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 733.120-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 24.9.2013.) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 543-A, §§ 1... e 2...). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno, DJE de 16.8.2013.) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada em tópico destacado da petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 919.156-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 20.9.2016.) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1..., do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 744.686-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJE de 26.6.2009.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP DECISÃO MONOCRÁTICA. RECURSO RECEBIDO COMO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por terem sido opostos contra decisão monocrática. II - Nos termos do art. 327, caput, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar de repercussão geral serão recusados. Exigência que também se aplica às hipóteses de repercussão geral presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 919.156-ED/MS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 20.9.2016.) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1..., do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 744.686-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJE de 26.6.2009.) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita” (AI n 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJE de de 17/4/09). Ressalto, ainda, que nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade do tópico de preliminar de repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: ‘QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido.’” (ARE 663.637-AgR- QO/MG, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJE de 05.5.2013.) Ademais, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita” (AI n 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJE de de 17/4/09). Ressalto, ainda, que nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade do tópico de preliminar de repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: ‘QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido.’” (ARE 663.637-AgR- QO/MG, Rel. Min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJE de 05.5.2013.) Ademais, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP Constitucional n 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJE de 23.6.2016; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJE de 28.6.2016. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS (81415/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079719 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917.916 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS (81415/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079719 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917 . 916", "Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 917", "Súmulas Vinculantes n 19", "Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 917916", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 639 . 228 - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 927376 AgR", "SÚMULA n 282", "Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 639 . 228 - RG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 927376 AgR", "SÚMULA n 282 E n 356 DO SUPREMO", "Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP", "Súmula n 282 e n 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 926675 AgR", "SÚMULAS", "Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP", "Súmula n 282 e n 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 926675 AgR", "Recurso Extraordinário 917916 AGR / SP", "Súmulas 279 , 280", "Recurso Extraordinário 927 . 397 - AgR", "Súmula 284 / Supremo 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"Joaquim Barbosa", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV", "MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "LUCIA HELENA FERREIRA SKROMOV", "MARCO ANTONIO BARBOSA CALDAS", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 a 10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", 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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) :MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Instituição do serviço público de transporte urbano local por meio do Decreto municipal 31.052/09. Decreto supostamente em desacordo com a Lei municipal 3.360/02. 3. Matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se à interpretação de legislação infraconstitucional local. Caracterização de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula 280. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806650. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) :MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento na Súmula 280, por entender que a discussão acerca da eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legislação local. Confira-se o teor da decisão agravada: “(...) Nas razões recursais, alega-se que o Decreto 31.052/09 extrapolou os ditames da Lei Municipal 3.360/02 ao criar nova espécie de serviço público sem autorização legal. Sustenta-se, ademais, que houve violação ao princípio da legalidade ‘ao deixar a cargo do Secretário Municipal de Transportes o estabelecimento das (I) condições de participação nas licitações [do serviço de transporte] e (II) características dos veículos mais adequados para sua execução’ (eDOC 11, p. 49). Decido. O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 3.360/02, Decreto 31.052/09 e Decreto 34.634/11), consignou que não houve extrapolação dos limites regulamentares em relação à referida lei municipal. Concluiu, ainda, que a forma de concessão do serviço público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) :MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento na Súmula 280, por entender que a discussão acerca da eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legislação local. Confira-se o teor da decisão agravada: “(...) Nas razões recursais, alega-se que o Decreto 31.052/09 extrapolou os ditames da Lei Municipal 3.360/02 ao criar nova espécie de serviço público sem autorização legal. Sustenta-se, ademais, que houve violação ao princípio da legalidade ‘ao deixar a cargo do Secretário Municipal de Transportes o estabelecimento das (I) condições de participação nas licitações [do serviço de transporte] e (II) características dos veículos mais adequados para sua execução’ (eDOC 11, p. 49). Decido. O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 3.360/02, Decreto 31.052/09 e Decreto 34.634/11), consignou que não houve extrapolação dos limites regulamentares em relação à referida lei municipal. Concluiu, ainda, que a forma de concessão do serviço público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 965817 AGR / RJ feita ao particular tinha natureza precária, passível de revogação unilateral por razões de interesse público. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Em que pese o inconformismo autoral, cumpre ressaltar que a autorização que lhe foi conferida caracteriza-se como ato administrativo provisório e precário, mediante o qual a Administração Pública faculta a prestação de serviço público a particulares, não lhes assistindo, portanto, direito de continuarem explorando o serviço público de transporte em questão indefinidamente, mas apenas enquanto conveniente. Destaque-se, ainda, que a análise dos critérios para a concessão da autorização, bem como dos participantes do processo de licitação, são questões ligadas ao mérito administrativo, sendo o juízo de conveniência e oportunidade insindicáveis pelo Poder Judiciário, limitando-se sua atuação à análise de aspectos ligados à legalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes. (…) Nesta toada, não se vislumbra qualquer inconstitucionalidade ou ilegalidade no Decreto Municipal 31.052/09, uma vez que o seu fundamento de validade encontra-se na própria Constituição da República, que no inciso V, do artigo 30, confere ao Município competência para legislar sobre transporte público de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial, não se tratando, portanto, de decreto de natureza autônoma. Com efeito, o apelado atuou no âmbito de seu poder regulamentar, estabelecendo a forma de estruturação do sistema de transporte urbano em conformidade com a maior eficiência e conveniência do interesse público local, o que esta consonância com a própria Lei Municipal 3.360/02, que, no seu art. 3º prevê expressamente que: ‘O serviço instituído por esta lei não exclui a permanência e o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ feita ao particular tinha natureza precária, passível de revogação unilateral por razões de interesse público. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Em que pese o inconformismo autoral, cumpre ressaltar que a autorização que lhe foi conferida caracteriza-se como ato administrativo provisório e precário, mediante o qual a Administração Pública faculta a prestação de serviço público a particulares, não lhes assistindo, portanto, direito de continuarem explorando o serviço público de transporte em questão indefinidamente, mas apenas enquanto conveniente. Destaque-se, ainda, que a análise dos critérios para a concessão da autorização, bem como dos participantes do processo de licitação, são questões ligadas ao mérito administrativo, sendo o juízo de conveniência e oportunidade insindicáveis pelo Poder Judiciário, limitando-se sua atuação à análise de aspectos ligados à legalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes. (…) Nesta toada, não se vislumbra qualquer inconstitucionalidade ou ilegalidade no Decreto Municipal 31.052/09, uma vez que o seu fundamento de validade encontra-se na própria Constituição da República, que no inciso V, do artigo 30, confere ao Município competência para legislar sobre transporte público de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial, não se tratando, portanto, de decreto de natureza autônoma. Com efeito, o apelado atuou no âmbito de seu poder regulamentar, estabelecendo a forma de estruturação do sistema de transporte urbano em conformidade com a maior eficiência e conveniência do interesse público local, o que esta consonância com a própria Lei Municipal 3.360/02, que, no seu art. 3º prevê expressamente que: ‘O serviço instituído por esta lei não exclui a permanência e o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 965817 AGR / RJ contínuo aperfeiçoamento técnico e operacional dos outros serviços integrantes do Sistema Municipal de Transporte de Passageiros, em proteção dos interesses dos usuários e de interesse coletivo de maior fluidez da circulação viária.’ Destarte, não merecem acolhimento as razões do presente recurso, devendo ser mantida a sentença de improcedência.’ (eDOC 10, p. 26-28) Nos embargos de declaração, Tribunal a quo acrescentou o seguinte: ‘Com efeito, o Decreto 31.052/09 não extrapolou os limites da Lei 3.360/02, limitando-se a complementar o texto legal, tendo sido editado dentro dos limites da competência que é fixada pela Constituição da República, que no art. 30 estabelece a competência do Município para regulamentar o transporte público municipal de passageiros, podendo, inclusive, alterar as regras para concessão do serviço, conforme oportunamente observado nos pareceres do Ministério Público de 1º e 2º graus. Ademais, não há que se falar em reconhecimento superveniente da pretensão autoral, por meio do Decreto 34.634/11 (que este alterou em parte o Decreto 31.052/09), uma vez que no seu art. 3º ressalvou expressamente que: “As permissões continuam a ser delegadas em caráter precário, podendo ser unilateralmente revogadas por razões de interesse público devidamente fundamentado, sendo outorgadas em caráter personalíssimo, inalienáveis, impenhoráveis e incomunicáveis.’ (eDOC 11, p. 12) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ contínuo aperfeiçoamento técnico e operacional dos outros serviços integrantes do Sistema Municipal de Transporte de Passageiros, em proteção dos interesses dos usuários e de interesse coletivo de maior fluidez da circulação viária.’ Destarte, não merecem acolhimento as razões do presente recurso, devendo ser mantida a sentença de improcedência.’ (eDOC 10, p. 26-28) Nos embargos de declaração, Tribunal a quo acrescentou o seguinte: ‘Com efeito, o Decreto 31.052/09 não extrapolou os limites da Lei 3.360/02, limitando-se a complementar o texto legal, tendo sido editado dentro dos limites da competência que é fixada pela Constituição da República, que no art. 30 estabelece a competência do Município para regulamentar o transporte público municipal de passageiros, podendo, inclusive, alterar as regras para concessão do serviço, conforme oportunamente observado nos pareceres do Ministério Público de 1º e 2º graus. Ademais, não há que se falar em reconhecimento superveniente da pretensão autoral, por meio do Decreto 34.634/11 (que este alterou em parte o Decreto 31.052/09), uma vez que no seu art. 3º ressalvou expressamente que: “As permissões continuam a ser delegadas em caráter precário, podendo ser unilateralmente revogadas por razões de interesse público devidamente fundamentado, sendo outorgadas em caráter personalíssimo, inalienáveis, impenhoráveis e incomunicáveis.’ (eDOC 11, p. 12) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 965817 AGR / RJ Federal”. Nas razões recursais, insiste-se no processamento do recurso extraordinário, ao argumento de que, em razão da caracterização de ofensa direta ao texto constitucional (arts. 5º, II; 30, V; e 175 da Constituição Federal), não incide, no caso, o óbice da Súmula 280. A parte agravada apresentou contrarrazões (eDOC 22). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ Federal”. Nas razões recursais, insiste-se no processamento do recurso extraordinário, ao argumento de que, em razão da caracterização de ofensa direta ao texto constitucional (arts. 5º, II; 30, V; e 175 da Constituição Federal), não incide, no caso, o óbice da Súmula 280. A parte agravada apresentou contrarrazões (eDOC 22). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte que se firmou no sentido de que a discussão acerca de eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legalidade. Verifica-se, dessa forma, que a matéria debatida no Tribunal de origem se restringe ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Tributário. Princípios da legalidade, da anterioridade e da segurança jurídica. ITBI. Base de cálculo. Poder regulamentar. Decreto Municipal nº 46.228/05 e Lei Municipal nº 11.154/91. Necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Súmula nº 636/STF. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora inadmissíveis, conforme a uníssona jurisprudência da Suprema Corte, podem ser convertidos em agravo regimental, tendo em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte que se firmou no sentido de que a discussão acerca de eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legalidade. Verifica-se, dessa forma, que a matéria debatida no Tribunal de origem se restringe ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Tributário. Princípios da legalidade, da anterioridade e da segurança jurídica. ITBI. Base de cálculo. Poder regulamentar. Decreto Municipal nº 46.228/05 e Lei Municipal nº 11.154/91. Necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Súmula nº 636/STF. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora inadmissíveis, conforme a uníssona jurisprudência da Suprema Corte, podem ser convertidos em agravo regimental, tendo em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 965817 AGR / RJ vista o princípio da fungibilidade recursal. 2. A análise de eventual extrapolação do poder regulamentar do Decreto Municipal nº 46.228/05 em relação à Lei Municipal nº 11.154/91 demanda o reexame de tais diplomas. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636 da Corte. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR-ED 834.010, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR DE DANÇA DE SALÃO: INSCRIÇÃO NO CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. DECRETO. EXTRAPOLAÇÃO DO PODER REGULAMENTAR: CONFLITO DE LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 904.929, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 3.11.2015). Ademais, ressalto que, nos termos da Súmula 636, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ vista o princípio da fungibilidade recursal. 2. A análise de eventual extrapolação do poder regulamentar do Decreto Municipal nº 46.228/05 em relação à Lei Municipal nº 11.154/91 demanda o reexame de tais diplomas. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636 da Corte. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR-ED 834.010, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR DE DANÇA DE SALÃO: INSCRIÇÃO NO CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. DECRETO. EXTRAPOLAÇÃO DO PODER REGULAMENTAR: CONFLITO DE LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 904.929, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 3.11.2015). Ademais, ressalto que, nos termos da Súmula 636, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) : MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG (27402/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855791 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) : MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG (27402/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855791 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11880095
2016-09-30T00:00:00
2016-10-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Instituição do serviço público de transporte urbano local por meio do Decreto municipal 31.052/09. Decreto supostamente em desacordo com a Lei municipal 3.360/02. 3. Matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se à interpretação de legislação infraconstitucional local. Caracterização de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula 280. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur358266
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) AI 834010 AgR-ED (1ªT), ARE 904929 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 24/10/2016, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
965817
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-003360 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ\n\n", "LEG-MUN DEC-031052 ANO-2009\n DECRETO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 965817 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) : MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) :MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Instituição do serviço público de transporte urbano local por meio do Decreto municipal 31.052/09. Decreto supostamente em desacordo com a Lei municipal 3.360/02. 3. Matéria debatida no Tribunal de origem restringe-se à interpretação de legislação infraconstitucional local. Caracterização de ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula 280. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806650. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) :MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento na Súmula 280, por entender que a discussão acerca da eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legislação local. Confira-se o teor da decisão agravada: “(...) Nas razões recursais, alega-se que o Decreto 31.052/09 extrapolou os ditames da Lei Municipal 3.360/02 ao criar nova espécie de serviço público sem autorização legal. Sustenta-se, ademais, que houve violação ao princípio da legalidade ‘ao deixar a cargo do Secretário Municipal de Transportes o estabelecimento das (I) condições de participação nas licitações [do serviço de transporte] e (II) características dos veículos mais adequados para sua execução’ (eDOC 11, p. 49). Decido. O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 3.360/02, Decreto 31.052/09 e Decreto 34.634/11), consignou que não houve extrapolação dos limites regulamentares em relação à referida lei municipal. Concluiu, ainda, que a forma de concessão do serviço público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) :MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento na Súmula 280, por entender que a discussão acerca da eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legislação local. Confira-se o teor da decisão agravada: “(...) Nas razões recursais, alega-se que o Decreto 31.052/09 extrapolou os ditames da Lei Municipal 3.360/02 ao criar nova espécie de serviço público sem autorização legal. Sustenta-se, ademais, que houve violação ao princípio da legalidade ‘ao deixar a cargo do Secretário Municipal de Transportes o estabelecimento das (I) condições de participação nas licitações [do serviço de transporte] e (II) características dos veículos mais adequados para sua execução’ (eDOC 11, p. 49). Decido. O recurso não merece prosperar. O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 3.360/02, Decreto 31.052/09 e Decreto 34.634/11), consignou que não houve extrapolação dos limites regulamentares em relação à referida lei municipal. Concluiu, ainda, que a forma de concessão do serviço público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 965817 AGR / RJ feita ao particular tinha natureza precária, passível de revogação unilateral por razões de interesse público. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Em que pese o inconformismo autoral, cumpre ressaltar que a autorização que lhe foi conferida caracteriza-se como ato administrativo provisório e precário, mediante o qual a Administração Pública faculta a prestação de serviço público a particulares, não lhes assistindo, portanto, direito de continuarem explorando o serviço público de transporte em questão indefinidamente, mas apenas enquanto conveniente. Destaque-se, ainda, que a análise dos critérios para a concessão da autorização, bem como dos participantes do processo de licitação, são questões ligadas ao mérito administrativo, sendo o juízo de conveniência e oportunidade insindicáveis pelo Poder Judiciário, limitando-se sua atuação à análise de aspectos ligados à legalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes. (…) Nesta toada, não se vislumbra qualquer inconstitucionalidade ou ilegalidade no Decreto Municipal 31.052/09, uma vez que o seu fundamento de validade encontra-se na própria Constituição da República, que no inciso V, do artigo 30, confere ao Município competência para legislar sobre transporte público de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial, não se tratando, portanto, de decreto de natureza autônoma. Com efeito, o apelado atuou no âmbito de seu poder regulamentar, estabelecendo a forma de estruturação do sistema de transporte urbano em conformidade com a maior eficiência e conveniência do interesse público local, o que esta consonância com a própria Lei Municipal 3.360/02, que, no seu art. 3... prevê expressamente que: ‘O serviço instituído por esta lei não exclui a permanência e o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ feita ao particular tinha natureza precária, passível de revogação unilateral por razões de interesse público. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Em que pese o inconformismo autoral, cumpre ressaltar que a autorização que lhe foi conferida caracteriza-se como ato administrativo provisório e precário, mediante o qual a Administração Pública faculta a prestação de serviço público a particulares, não lhes assistindo, portanto, direito de continuarem explorando o serviço público de transporte em questão indefinidamente, mas apenas enquanto conveniente. Destaque-se, ainda, que a análise dos critérios para a concessão da autorização, bem como dos participantes do processo de licitação, são questões ligadas ao mérito administrativo, sendo o juízo de conveniência e oportunidade insindicáveis pelo Poder Judiciário, limitando-se sua atuação à análise de aspectos ligados à legalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes. (…) Nesta toada, não se vislumbra qualquer inconstitucionalidade ou ilegalidade no Decreto Municipal 31.052/09, uma vez que o seu fundamento de validade encontra-se na própria Constituição da República, que no inciso V, do artigo 30, confere ao Município competência para legislar sobre transporte público de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial, não se tratando, portanto, de decreto de natureza autônoma. Com efeito, o apelado atuou no âmbito de seu poder regulamentar, estabelecendo a forma de estruturação do sistema de transporte urbano em conformidade com a maior eficiência e conveniência do interesse público local, o que esta consonância com a própria Lei Municipal 3.360/02, que, no seu art. 3... prevê expressamente que: ‘O serviço instituído por esta lei não exclui a permanência e o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 965817 AGR / RJ contínuo aperfeiçoamento técnico e operacional dos outros serviços integrantes do Sistema Municipal de Transporte de Passageiros, em proteção dos interesses dos usuários e de interesse coletivo de maior fluidez da circulação viária.’ Destarte, não merecem acolhimento as razões do presente recurso, devendo ser mantida a sentença de improcedência.’ (eDOC 10, p. 26-28) Nos embargos de declaração, Tribunal a quo acrescentou o seguinte: ‘Com efeito, o Decreto 31.052/09 não extrapolou os limites da Lei 3.360/02, limitando-se a complementar o texto legal, tendo sido editado dentro dos limites da competência que é fixada pela Constituição da República, que no art. 30 estabelece a competência do Município para regulamentar o transporte público municipal de passageiros, podendo, inclusive, alterar as regras para concessão do serviço, conforme oportunamente observado nos pareceres do Ministério Público de 1... e 2... graus. Ademais, não há que se falar em reconhecimento superveniente da pretensão autoral, por meio do Decreto 34.634/11 (que este alterou em parte o Decreto 31.052/09), uma vez que no seu art. 3... ressalvou expressamente que: “As permissões continuam a ser delegadas em caráter precário, podendo ser unilateralmente revogadas por razões de interesse público devidamente fundamentado, sendo outorgadas em caráter personalíssimo, inalienáveis, impenhoráveis e incomunicáveis.’ (eDOC 11, p. 12) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ contínuo aperfeiçoamento técnico e operacional dos outros serviços integrantes do Sistema Municipal de Transporte de Passageiros, em proteção dos interesses dos usuários e de interesse coletivo de maior fluidez da circulação viária.’ Destarte, não merecem acolhimento as razões do presente recurso, devendo ser mantida a sentença de improcedência.’ (eDOC 10, p. 26-28) Nos embargos de declaração, Tribunal a quo acrescentou o seguinte: ‘Com efeito, o Decreto 31.052/09 não extrapolou os limites da Lei 3.360/02, limitando-se a complementar o texto legal, tendo sido editado dentro dos limites da competência que é fixada pela Constituição da República, que no art. 30 estabelece a competência do Município para regulamentar o transporte público municipal de passageiros, podendo, inclusive, alterar as regras para concessão do serviço, conforme oportunamente observado nos pareceres do Ministério Público de 1... e 2... graus. Ademais, não há que se falar em reconhecimento superveniente da pretensão autoral, por meio do Decreto 34.634/11 (que este alterou em parte o Decreto 31.052/09), uma vez que no seu art. 3... ressalvou expressamente que: “As permissões continuam a ser delegadas em caráter precário, podendo ser unilateralmente revogadas por razões de interesse público devidamente fundamentado, sendo outorgadas em caráter personalíssimo, inalienáveis, impenhoráveis e incomunicáveis.’ (eDOC 11, p. 12) Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280 do Supremo Tribunal 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 965817 AGR / RJ Federal”. Nas razões recursais, insiste-se no processamento do recurso extraordinário, ao argumento de que, em razão da caracterização de ofensa direta ao texto constitucional (arts. 5..., II; 30, V; e 175 da Constituição Federal), não incide, no caso, o óbice da Súmula 280. A parte agravada apresentou contrarrazões (eDOC 22). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ Federal”. Nas razões recursais, insiste-se no processamento do recurso extraordinário, ao argumento de que, em razão da caracterização de ofensa direta ao texto constitucional (arts. 5..., II; 30, V; e 175 da Constituição Federal), não incide, no caso, o óbice da Súmula 280. A parte agravada apresentou contrarrazões (eDOC 22). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte que se firmou no sentido de que a discussão acerca de eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legalidade. Verifica-se, dessa forma, que a matéria debatida no Tribunal de origem se restringe ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Tributário. Princípios da legalidade, da anterioridade e da segurança jurídica. ITBI. Base de cálculo. Poder regulamentar. Decreto Municipal n 46.228/05 e Lei Municipal n 11.154/91. Necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora inadmissíveis, conforme a uníssona jurisprudência da Suprema Corte, podem ser convertidos em agravo regimental, tendo em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte que se firmou no sentido de que a discussão acerca de eventual extrapolação do poder regulamentar de decreto com relação à lei municipal restringe-se ao âmbito da legalidade. Verifica-se, dessa forma, que a matéria debatida no Tribunal de origem se restringe ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesses termos, incide no caso a Súmula 280. Confiram-se, a propósito, os precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. Tributário. Princípios da legalidade, da anterioridade e da segurança jurídica. ITBI. Base de cálculo. Poder regulamentar. Decreto Municipal n 46.228/05 e Lei Municipal n 11.154/91. Necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 1. Os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, embora inadmissíveis, conforme a uníssona jurisprudência da Suprema Corte, podem ser convertidos em agravo regimental, tendo em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 965817 AGR / RJ vista o princípio da fungibilidade recursal. 2. A análise de eventual extrapolação do poder regulamentar do Decreto Municipal n 46.228/05 em relação à Lei Municipal n 11.154/91 demanda o reexame de tais diplomas. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636 da Corte. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR-ED 834.010, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR DE DANÇA DE SALÃO: INSCRIÇÃO NO CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. DECRETO. EXTRAPOLAÇÃO DO PODER REGULAMENTAR: CONFLITO DE LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 904.929, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 3.11.2015). Ademais, ressalto que, nos termos da Súmula 636, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Supremo Tribunal Federal ARE 965817 AGR / RJ vista o princípio da fungibilidade recursal. 2. A análise de eventual extrapolação do poder regulamentar do Decreto Municipal n 46.228/05 em relação à Lei Municipal n 11.154/91 demanda o reexame de tais diplomas. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636 da Corte. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR-ED 834.010, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR DE DANÇA DE SALÃO: INSCRIÇÃO NO CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. DECRETO. EXTRAPOLAÇÃO DO PODER REGULAMENTAR: CONFLITO DE LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 904.929, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 3.11.2015). Ademais, ressalto que, nos termos da Súmula 636, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada na origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da Justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11806652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) : MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG (27402/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855791 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965.817 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES ADV.(A/S) : MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG (27402/RJ) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855791 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 817", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 965 . 817", "ARE 965817 AGR / RJ", "ARE 965817 AGR / RJ", "ARE 965817 AGR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal 3", "ARE 965817 AGR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal 3", "ARE 965817 AGR", "ARE", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 636 da Corte .", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 834 . 010", "ARE", "-", "AgR 904 . 929", "ARE 965817 AGR / RJ", "Súmula n 636 da Corte .", "AI", "-", "AgR", "-", "ED 834 . 010", "ARE", "-", "AgR 904 . 929" ], "LEGISLACAO": [ "Decreto municipal 31 . 052 / 09", "Lei municipal 3 . 360 / 02 .", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 31 . 052 / 09", "Lei Municipal 3 . 360 / 02", "Lei Municipal 3 . 360 / 02", "Decreto 31 . 052 / 09", "Decreto 34 . 634 / 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 31 . 052 / 09", "Lei Municipal 3 . 360 / 02", "Lei Municipal 3 . 360 / 02", "Decreto 31 . 052 / 09", "Decreto 34 . 634 / 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Municipal 31 . 052 / 09", "Constituição da República", "Lei Municipal 3 . 360 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Municipal 31 . 052 / 09", "Constituição da República", "Lei Municipal 3 . 360 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 31 . 052 / 09", "Lei 3 . 360 / 02", "Constituição da República", "Decreto 34 . 634 / 11", "Decreto 31 . 052 / 09", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 31 . 052 / 09", "Lei 3 . 360 / 02", "Constituição da República", "Decreto 34 . 634 / 11", "Decreto 31 . 052 / 09", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II ; 30 , V ; e 175 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , II ; 30 , V ; e 175 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Decreto Municipal n 46 . 228 / 05", "Lei Municipal n 11 . 154 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Decreto Municipal n 46 . 228 / 05", "Lei Municipal n 11 . 154 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Municipal n 46 . 228 / 05", "Lei Municipal n 11 . 154 / 91", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Municipal n 46 . 228 / 05", "Lei Municipal n 11 . 154 / 91", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO", "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO DO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES", "MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES", "MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES", "MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES", "MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "CARLOS ANTONIO DE JESUS NUNES", "MÁRCIA ALICE SANTOS HARTUNG", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "30", "/", "09", "/", "2016", "23", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "2", ".", "2015", "3", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "2", ".", "2015", "3", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "23", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "29", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVANIR BRANCO ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12121708. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVANIR BRANCO ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 13.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivanir Branco contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem. 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.6.2016, Ivanir Branco interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 42). 3. A Agravante sustenta que “o objeto da presente ação vem sendo confundido com outras revisões que pleiteiam apenas aplicações de índices de reajustes. Faz-se necessário, então, fazer tal distinção, a fim de que o presente tema seja julgado pela Suprema Corte e definitivamente harmonizadas todas as interpretações existentes, uma vez que a matéria em questão não se encontra pacificada” (fl. 3. doc. 42). Alega “trata[r]-se de um controle repressivo difuso de norma inconstitucional, possibilitando a declaração de inconstitucionalidade, não da simples aplicação de índices nos benefícios previdenciários, consoante o RE 686.143” (fl. 4, doc. 42) Requer o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVANIR BRANCO ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 13.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivanir Branco contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem. 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.6.2016, Ivanir Branco interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 42). 3. A Agravante sustenta que “o objeto da presente ação vem sendo confundido com outras revisões que pleiteiam apenas aplicações de índices de reajustes. Faz-se necessário, então, fazer tal distinção, a fim de que o presente tema seja julgado pela Suprema Corte e definitivamente harmonizadas todas as interpretações existentes, uma vez que a matéria em questão não se encontra pacificada” (fl. 3. doc. 42). Alega “trata[r]-se de um controle repressivo difuso de norma inconstitucional, possibilitando a declaração de inconstitucionalidade, não da simples aplicação de índices nos benefícios previdenciários, consoante o RE 686.143” (fl. 4, doc. 42) Requer o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 974746 AGR / SP 4. Em 8.8.2016, determinou-se a manifestação do Agravado sobre este recurso (doc. 45). Não houve manifestação do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS (doc. 48). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Supremo Tribunal Federal ARE 974746 AGR / SP 4. Em 8.8.2016, determinou-se a manifestação do Agravado sobre este recurso (doc. 45). Não houve manifestação do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS (doc. 48). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 974746 AGR / SP COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Supremo Tribunal Federal ARE 974746 AGR / SP COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO CPC/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVANIR BRANCO ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA (34729/BA, 102468/MG, 312716/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056284 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVANIR BRANCO ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA (34729/BA, 102468/MG, 312716/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056284 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12157146
2016-11-11T00:00:00
2016-12-05T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur361319
- Acórdão(s) citado(s): (SISTEMÁTICA, RG) AI 760358 QO (TP), ARE 952337 AgR (TP). Número de páginas: 6. Análise: 27/01/2017, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
974746
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 974746 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : IVANIR BRANCO ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVANIR BRANCO ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12121708. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVANIR BRANCO ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 13.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivanir Branco contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem. 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.6.2016, Ivanir Branco interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 42). 3. A Agravante sustenta que “o objeto da presente ação vem sendo confundido com outras revisões que pleiteiam apenas aplicações de índices de reajustes. Faz-se necessário, então, fazer tal distinção, a fim de que o presente tema seja julgado pela Suprema Corte e definitivamente harmonizadas todas as interpretações existentes, uma vez que a matéria em questão não se encontra pacificada” (fl. 3. doc. 42). Alega “trata[r]-se de um controle repressivo difuso de norma inconstitucional, possibilitando a declaração de inconstitucionalidade, não da simples aplicação de índices nos benefícios previdenciários, consoante o Recurso Extraordinário 686.143” (fl. 4, doc. 42) Requer o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVANIR BRANCO ADV.(A/S) :MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 13.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivanir Branco contra a aplicação da sistemática da repercussão geral na origem. 2. Publicada essa decisão no DJe de 17.6.2016, Ivanir Branco interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 42). 3. A Agravante sustenta que “o objeto da presente ação vem sendo confundido com outras revisões que pleiteiam apenas aplicações de índices de reajustes. Faz-se necessário, então, fazer tal distinção, a fim de que o presente tema seja julgado pela Suprema Corte e definitivamente harmonizadas todas as interpretações existentes, uma vez que a matéria em questão não se encontra pacificada” (fl. 3. doc. 42). Alega “trata[r]-se de um controle repressivo difuso de norma inconstitucional, possibilitando a declaração de inconstitucionalidade, não da simples aplicação de índices nos benefícios previdenciários, consoante o Recurso Extraordinário 686.143” (fl. 4, doc. 42) Requer o provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 974746 AGR / SP 4. Em 8.8.2016, determinou-se a manifestação do Agravado sobre este recurso (doc. 45). Não houve manifestação do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS (doc. 48). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Supremo Tribunal Federal ARE 974746 AGR / SP 4. Em 8.8.2016, determinou-se a manifestação do Agravado sobre este recurso (doc. 45). Não houve manifestação do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS (doc. 48). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual no Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n. 760.358-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 12.2.2010). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 974746 AGR / SP COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Supremo Tribunal Federal ARE 974746 AGR / SP COM AGRAVO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO PREVISTO NO ART. 544 DO Código de Processo Civil/1973. NÃO CABIMENTO. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. CABIMENTO SOMENTE PARA OS RECURSOS INTERPOSTOS ANTES DE 19/11/2009. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Não é cabível agravo para a correção de suposto equívoco na aplicação da repercussão geral, consoante firmado no julgamento do AI 760.358-QO/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes. II - A aplicação do princípio da fungibilidade recursal, com a devolução dos autos para julgamento pelo Tribunal de origem como agravo regimental, só é cabível nos processos interpostos antes de 19/11/2009. III - Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n. 952.337-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 6.9.2016). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVANIR BRANCO ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA (34729/BA, 102468/MG, 312716/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056284 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974.746 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVANIR BRANCO ADV.(A/S) : MICHELE CRISTINA FELIPE SIQUEIRA (34729/BA, 102468/MG, 312716/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056284 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 974 . 746", "AGRAVO 974 . 746", "Recurso Extraordinário 686 . 143 ”", "ARE 974746 AGR / SP", "ARE 974746 AGR / SP", "AGRAVO 974 . 746", "AI n . 760 . 358 - QO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI n . 760 . 358 - QO", "ARE 974746 AGR / SP", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 952 . 337 - AgR", "ARE 974746 AGR / SP", "AI 760 . 358 - QO / SE", "ARE n . 952 . 337 - AgR", "AGRAVO 974 . 746" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 544 DO Código de Processo Civil / 1973", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Licitude da prova atestada na origem. Reexame de prova. Impossibilidade. Ausência de questão constitucional. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 4 a 11/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079421. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão AI 779401 AGR / SP regimental. Brasília, 11 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079421. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP regimental. Brasília, 11 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Salim Maluf interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Salim Maluf interpõe recurso extraordinário contra acórdão proferido pela Quarta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AÇÃO CAUTELAR DE SEQUESTRO – Pretendido desentranhamento de documentos, decorrendo da expedição de carta rogatória, sob a alegação de que não destinados a produzir prova nesta acautelatória - Inadmissibilidade - Diligência que mais formou a convicção do Julgador: documentos obtidos e utilizados na acautelatória resultantes do acordo internacional de cooperação - Providências distintas e contornos diversos - Aplicabilidade do artigo 191, do CPC, porquanto evidenciado o interesse de todos os implicados – Litigância de má-fé não configurada, indemonstrado o dolo processual - Recurso conhecido, porém, desprovido’. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Salim Maluf interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Salim Maluf interpõe recurso extraordinário contra acórdão proferido pela Quarta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AÇÃO CAUTELAR DE SEQUESTRO – Pretendido desentranhamento de documentos, decorrendo da expedição de carta rogatória, sob a alegação de que não destinados a produzir prova nesta acautelatória - Inadmissibilidade - Diligência que mais formou a convicção do Julgador: documentos obtidos e utilizados na acautelatória resultantes do acordo internacional de cooperação - Providências distintas e contornos diversos - Aplicabilidade do artigo 191, do CPC, porquanto evidenciado o interesse de todos os implicados – Litigância de má-fé não configurada, indemonstrado o dolo processual - Recurso conhecido, porém, desprovido’. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP Interpostos embargos de declaração, foram rejeitados. Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra alegada contrariedade aos artigos 5º, incisos LIV, LV e LVI e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Depois de apresentadas contrarrazões, o recurso não foi admitido, na origem, o que ensejou a interposição deste agravo. O parecer da douta Procuradoria-Geral da República é pelo improvimento do agravo. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP Interpostos embargos de declaração, foram rejeitados. Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra alegada contrariedade aos artigos 5º, incisos LIV, LV e LVI e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Depois de apresentadas contrarrazões, o recurso não foi admitido, na origem, o que ensejou a interposição deste agravo. O parecer da douta Procuradoria-Geral da República é pelo improvimento do agravo. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Tampouco se pode falar em negativa de prestação jurisdicional, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado, de forma adequada, suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Tampouco se pode falar em negativa de prestação jurisdicional, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado, de forma adequada, suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP pelo então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01). Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a matéria, no julgamento do AI nº 791.292-QO-RG/PE, cuja ementa assim dispõe: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). No que concerne à alegada ilicitude da prova objeto do recurso, que embasou a interposição do apelo com fundamento no inciso LVI, do artigo 5º, da Constituição Federal, a análise acerca dessa violação constitucional inegavelmente demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem assim de normas infraconstitucionais utilizadas em sua fundamentação, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmulas nº 279 desta Suprema Corte. De fato, assim restou fundamentada a decisão atacada, quanto à rejeição da pretensão deduzida pelo recorrente: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP pelo então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01). Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a matéria, no julgamento do AI nº 791.292-QO-RG/PE, cuja ementa assim dispõe: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). No que concerne à alegada ilicitude da prova objeto do recurso, que embasou a interposição do apelo com fundamento no inciso LVI, do artigo 5º, da Constituição Federal, a análise acerca dessa violação constitucional inegavelmente demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem assim de normas infraconstitucionais utilizadas em sua fundamentação, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmulas nº 279 desta Suprema Corte. De fato, assim restou fundamentada a decisão atacada, quanto à rejeição da pretensão deduzida pelo recorrente: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP ‘Para melhor formar sua convicção, a Turma Julgadora convertera o julgamento em diligência, objetivando apreciação perfeita, justa e equânime das questões postas (artigo 130, do Código de Processo Civil). Cumprida a diligência determinada, os elementos probatórios produzidos desabonam a posição do agravante. Assim, segundo se verifica do expediente encaminhado pelo Juízo de origem (fls. 433 e seguintes), os documentos comentados enviados ao Brasil através da Confederação Helvética, tiveram por finalidade o atendimento a solicitações do Ministério Público Federal, em São Paulo e do Ministério Público do Estado de São Paulo, sendo certo que, restringido seu uso na esfera criminal federal, prestaram~se à instrução específica da ação cautelar tratada neste agravo. (…) Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível. Portanto, sequer pode se cogitar da tese aparelhada, a nível de provas ilícitas. (…) O Código Penal (artigo 563) consagrou a segunda corrente doutrinária: ‘Nenhum ato será declarado nulo se da nulidade não resultar prejuízo ... ‘. No caso, envolvendo a questão a ilicitude da prova (processo sigiloso), pode-se afirmar não ter havido prejuízo, muito menos justificada qualquer outra providência, depois da prova acrescida nestes autos’. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP ‘Para melhor formar sua convicção, a Turma Julgadora convertera o julgamento em diligência, objetivando apreciação perfeita, justa e equânime das questões postas (artigo 130, do Código de Processo Civil). Cumprida a diligência determinada, os elementos probatórios produzidos desabonam a posição do agravante. Assim, segundo se verifica do expediente encaminhado pelo Juízo de origem (fls. 433 e seguintes), os documentos comentados enviados ao Brasil através da Confederação Helvética, tiveram por finalidade o atendimento a solicitações do Ministério Público Federal, em São Paulo e do Ministério Público do Estado de São Paulo, sendo certo que, restringido seu uso na esfera criminal federal, prestaram~se à instrução específica da ação cautelar tratada neste agravo. (…) Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível. Portanto, sequer pode se cogitar da tese aparelhada, a nível de provas ilícitas. (…) O Código Penal (artigo 563) consagrou a segunda corrente doutrinária: ‘Nenhum ato será declarado nulo se da nulidade não resultar prejuízo ... ‘. No caso, envolvendo a questão a ilicitude da prova (processo sigiloso), pode-se afirmar não ter havido prejuízo, muito menos justificada qualquer outra providência, depois da prova acrescida nestes autos’. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes precedentes: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 491.543/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Cite-se, em arremate, o seguinte precedente, específico sobre o tema: ‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao inciso LVI do art. 5º da Constituição Federal. Inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. Matéria prequestionada. Direito Processual Civil. Ação de anulação de ato jurídico. Exame de DNA. Prova científica julgada lícita e conclusiva pela Corte de origem. Reexame inviável. Súmula 279. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Não pode conhecido recurso 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes precedentes: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 491.543/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Cite-se, em arremate, o seguinte precedente, específico sobre o tema: ‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao inciso LVI do art. 5º da Constituição Federal. Inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. Matéria prequestionada. Direito Processual Civil. Ação de anulação de ato jurídico. Exame de DNA. Prova científica julgada lícita e conclusiva pela Corte de origem. Reexame inviável. Súmula 279. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Não pode conhecido recurso 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP extraordinário que, para reapreciar questão sobre licitude de prova técnica, na esfera civil, dependeria do reexame prévio de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Súmula 636. Agravo regimental não provido. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI nº 547.956- AgR/PR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 8/9/06). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se”. Insiste a parte agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV, LV e LVI; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o acórdão proferido na origem, ao negar o desentranhamento de documentos fornecidos pelo Governo Suíço da ação cautelar de sequestro preparatória de ação civil pública por ato de improbidade, teria ofendido os mencionados dispositivos constitucionais, tendo em vista que a referida documentação teria sido cedida ao Governo Brasileiro para que fosse utilizada somente em processo criminal, constituindo sua utilização em processo cível prova ilícita. Assevera, também, que o envio ao Brasil dos documentos utilizados na ação cautelar foi, inicialmente, requerido para instruir ação penal em trâmite movida contra o ora agravante e que, por equívoco do Ministério da Justiça, esses mesmos documentos foram encaminhados também à vara da Fazenda Pública onde tramita a mencionada ação cautelar de sequestro. Assim, os documentos não seriam oriundos da Carta Rogatória expedida ao Governo Suíço para a instrução do procedimento cível, pois essa “jamais foi cumprida”. Aduz, ainda, in verbis, que 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP extraordinário que, para reapreciar questão sobre licitude de prova técnica, na esfera civil, dependeria do reexame prévio de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Súmula 636. Agravo regimental não provido. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI nº 547.956- AgR/PR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 8/9/06). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se”. Insiste a parte agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV, LV e LVI; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o acórdão proferido na origem, ao negar o desentranhamento de documentos fornecidos pelo Governo Suíço da ação cautelar de sequestro preparatória de ação civil pública por ato de improbidade, teria ofendido os mencionados dispositivos constitucionais, tendo em vista que a referida documentação teria sido cedida ao Governo Brasileiro para que fosse utilizada somente em processo criminal, constituindo sua utilização em processo cível prova ilícita. Assevera, também, que o envio ao Brasil dos documentos utilizados na ação cautelar foi, inicialmente, requerido para instruir ação penal em trâmite movida contra o ora agravante e que, por equívoco do Ministério da Justiça, esses mesmos documentos foram encaminhados também à vara da Fazenda Pública onde tramita a mencionada ação cautelar de sequestro. Assim, os documentos não seriam oriundos da Carta Rogatória expedida ao Governo Suíço para a instrução do procedimento cível, pois essa “jamais foi cumprida”. Aduz, ainda, in verbis, que 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP “(...) a própria legislação suíça somente autoriza o compartilhamento de dados e informações em processos que possuam natureza penal, e mais, e que os crimes investigados sejam considerados infrações penais naquela confederação. (…) É claro o fato de que não há no processo nenhum documento do Governo Suíço autorizando seu uso em processos cíveis, e nem ao menos poderia, pois a sua legislação simplesmente não permite”. Informa a parte agravante, por provocação do Relator, que ainda não foi proferida a sentença nos autos da ação de improbidade administrativa, tampouco na ação cautelar de sequestro, razão pela qual estaria a prevalecer o interesse recursal. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP “(...) a própria legislação suíça somente autoriza o compartilhamento de dados e informações em processos que possuam natureza penal, e mais, e que os crimes investigados sejam considerados infrações penais naquela confederação. (…) É claro o fato de que não há no processo nenhum documento do Governo Suíço autorizando seu uso em processos cíveis, e nem ao menos poderia, pois a sua legislação simplesmente não permite”. Informa a parte agravante, por provocação do Relator, que ainda não foi proferida a sentença nos autos da ação de improbidade administrativa, tampouco na ação cautelar de sequestro, razão pela qual estaria a prevalecer o interesse recursal. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante apresente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante apresente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível.” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos que, ao contrário do que alega o agravante, os documentos que instruem a ação cautelar em discussão são oriundos de outra requisição junto ao Governo Suíço, diferente daquela que objetivava instruir a ação criminal, e que, dessa feita, o Governo requerido não teria feito qualquer restrição ao uso dessa documentação, motivo pelo qual não haveria falar em prova ilícita. Assim, para acolher a tese do agravante de que os documentos utilizados na ação cível seriam provenientes de pedido para instruir ação penal e que a rogatória expedida para aparelhar a ação cível não teria sido cumprida, seria necessário analisar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, não havendo efetiva questão constitucional a ser decidida por esta Suprema Corte no apelo extraordinário aviado. Incide na espécie, portanto, a Súmula nº 279/STF. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 565.827/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível.” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos que, ao contrário do que alega o agravante, os documentos que instruem a ação cautelar em discussão são oriundos de outra requisição junto ao Governo Suíço, diferente daquela que objetivava instruir a ação criminal, e que, dessa feita, o Governo requerido não teria feito qualquer restrição ao uso dessa documentação, motivo pelo qual não haveria falar em prova ilícita. Assim, para acolher a tese do agravante de que os documentos utilizados na ação cível seriam provenientes de pedido para instruir ação penal e que a rogatória expedida para aparelhar a ação cível não teria sido cumprida, seria necessário analisar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, não havendo efetiva questão constitucional a ser decidida por esta Suprema Corte no apelo extraordinário aviado. Incide na espécie, portanto, a Súmula nº 279/STF. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 565.827/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI nº 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Voto, portanto, pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI nº 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Voto, portanto, pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES (98709/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Declarou suspeição o Ministro Celso de Mello. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056254 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES (98709/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Declarou suspeição o Ministro Celso de Mello. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12095924
2016-11-11T00:00:00
2016-11-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Declarou suspeição o Ministro Celso de Mello. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Licitude da prova atestada na origem. Reexame de prova. Impossibilidade. Ausência de questão constitucional. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur360937
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 653010 AgR (1ªT), AI 809411 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) AI 643654 AgR (1ªT), RE 531906 AgR (2ªT), ARE 644667 AgR (1ªT). (SÚMULA 279) AI 655792 ED (1ªT), RE 565827 AgR (2ªT), AI 738483 AgR (2ªT). Número de páginas: 16. Análise: 19/12/2016, MAD.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
779401
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 779401 AgR
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AGTE.(S) : PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Licitude da prova atestada na origem. Reexame de prova. Impossibilidade. Ausência de questão constitucional. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 4 a 11/11/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079421. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão AI 779401 AGR / SP regimental. Brasília, 11 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079421. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP regimental. Brasília, 11 de novembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Salim Maluf interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Salim Maluf interpõe recurso extraordinário contra acórdão proferido pela Quarta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AÇÃO CAUTELAR DE SEQUESTRO – Pretendido desentranhamento de documentos, decorrendo da expedição de carta rogatória, sob a alegação de que não destinados a produzir prova nesta acautelatória - Inadmissibilidade - Diligência que mais formou a convicção do Julgador: documentos obtidos e utilizados na acautelatória resultantes do acordo internacional de cooperação - Providências distintas e contornos diversos - Aplicabilidade do artigo 191, do Código de Processo Civil, porquanto evidenciado o interesse de todos os implicados – Litigância de má-fé não configurada, indemonstrado o dolo processual - Recurso conhecido, porém, desprovido’. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) :PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Paulo Salim Maluf interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Paulo Salim Maluf interpõe recurso extraordinário contra acórdão proferido pela Quarta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AÇÃO CAUTELAR DE SEQUESTRO – Pretendido desentranhamento de documentos, decorrendo da expedição de carta rogatória, sob a alegação de que não destinados a produzir prova nesta acautelatória - Inadmissibilidade - Diligência que mais formou a convicção do Julgador: documentos obtidos e utilizados na acautelatória resultantes do acordo internacional de cooperação - Providências distintas e contornos diversos - Aplicabilidade do artigo 191, do Código de Processo Civil, porquanto evidenciado o interesse de todos os implicados – Litigância de má-fé não configurada, indemonstrado o dolo processual - Recurso conhecido, porém, desprovido’. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP Interpostos embargos de declaração, foram rejeitados. Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra alegada contrariedade aos artigos 5..., incisos LIV, LV e LVI e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Depois de apresentadas contrarrazões, o recurso não foi admitido, na origem, o que ensejou a interposição deste agravo. O parecer da douta Procuradoria-Geral da República é pelo improvimento do agravo. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP Interpostos embargos de declaração, foram rejeitados. Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra alegada contrariedade aos artigos 5..., incisos LIV, LV e LVI e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Depois de apresentadas contrarrazões, o recurso não foi admitido, na origem, o que ensejou a interposição deste agravo. O parecer da douta Procuradoria-Geral da República é pelo improvimento do agravo. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Tampouco se pode falar em negativa de prestação jurisdicional, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado, de forma adequada, suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Tampouco se pode falar em negativa de prestação jurisdicional, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado, de forma adequada, suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP pelo então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01). Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a matéria, no julgamento do AI n 791.292-QO-RG/PE, cuja ementa assim dispõe: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). No que concerne à alegada ilicitude da prova objeto do recurso, que embasou a interposição do apelo com fundamento no inciso LVI, do artigo 5..., da Constituição Federal, a análise acerca dessa violação constitucional inegavelmente demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem assim de normas infraconstitucionais utilizadas em sua fundamentação, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmulas n 279 desta Suprema Corte. De fato, assim restou fundamentada a decisão atacada, quanto à rejeição da pretensão deduzida pelo recorrente: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP pelo então agravante, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01). Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a matéria, no julgamento do AI n 791.292-QO-RG/PE, cuja ementa assim dispõe: ‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). No que concerne à alegada ilicitude da prova objeto do recurso, que embasou a interposição do apelo com fundamento no inciso LVI, do artigo 5..., da Constituição Federal, a análise acerca dessa violação constitucional inegavelmente demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem assim de normas infraconstitucionais utilizadas em sua fundamentação, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmulas n 279 desta Suprema Corte. De fato, assim restou fundamentada a decisão atacada, quanto à rejeição da pretensão deduzida pelo recorrente: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP ‘Para melhor formar sua convicção, a Turma Julgadora convertera o julgamento em diligência, objetivando apreciação perfeita, justa e equânime das questões postas (artigo 130, do Código de Processo Civil). Cumprida a diligência determinada, os elementos probatórios produzidos desabonam a posição do agravante. Assim, segundo se verifica do expediente encaminhado pelo Juízo de origem (fls. 433 e seguintes), os documentos comentados enviados ao Brasil através da Confederação Helvética, tiveram por finalidade o atendimento a solicitações do Ministério Público Federal, em São Paulo e do Ministério Público do Estado de São Paulo, sendo certo que, restringido seu uso na esfera criminal federal, prestaram~se à instrução específica da ação cautelar tratada neste agravo. (…) Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível. Portanto, sequer pode se cogitar da tese aparelhada, a nível de provas ilícitas. (…) O Código Penal (artigo 563) consagrou a segunda corrente doutrinária: ‘Nenhum ato será declarado nulo se da nulidade não resultar prejuízo ... ‘. No caso, envolvendo a questão a ilicitude da prova (processo sigiloso), pode-se afirmar não ter havido prejuízo, muito menos justificada qualquer outra providência, depois da prova acrescida nestes autos’. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP ‘Para melhor formar sua convicção, a Turma Julgadora convertera o julgamento em diligência, objetivando apreciação perfeita, justa e equânime das questões postas (artigo 130, do Código de Processo Civil). Cumprida a diligência determinada, os elementos probatórios produzidos desabonam a posição do agravante. Assim, segundo se verifica do expediente encaminhado pelo Juízo de origem (fls. 433 e seguintes), os documentos comentados enviados ao Brasil através da Confederação Helvética, tiveram por finalidade o atendimento a solicitações do Ministério Público Federal, em São Paulo e do Ministério Público do Estado de São Paulo, sendo certo que, restringido seu uso na esfera criminal federal, prestaram~se à instrução específica da ação cautelar tratada neste agravo. (…) Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível. Portanto, sequer pode se cogitar da tese aparelhada, a nível de provas ilícitas. (…) O Código Penal (artigo 563) consagrou a segunda corrente doutrinária: ‘Nenhum ato será declarado nulo se da nulidade não resultar prejuízo ... ‘. No caso, envolvendo a questão a ilicitude da prova (processo sigiloso), pode-se afirmar não ter havido prejuízo, muito menos justificada qualquer outra providência, depois da prova acrescida nestes autos’. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes precedentes: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 491.543/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Cite-se, em arremate, o seguinte precedente, específico sobre o tema: ‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao inciso LVI do art. 5... da Constituição Federal. Inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. Matéria prequestionada. Direito Processual Civil. Ação de anulação de ato jurídico. Exame de DNA. Prova científica julgada lícita e conclusiva pela Corte de origem. Reexame inviável. Súmula 279. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Não pode conhecido recurso 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP No sentido dessa conclusão, citem-se os seguintes precedentes: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 491.543/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Cite-se, em arremate, o seguinte precedente, específico sobre o tema: ‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao inciso LVI do art. 5... da Constituição Federal. Inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. Matéria prequestionada. Direito Processual Civil. Ação de anulação de ato jurídico. Exame de DNA. Prova científica julgada lícita e conclusiva pela Corte de origem. Reexame inviável. Súmula 279. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Não pode conhecido recurso 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP extraordinário que, para reapreciar questão sobre licitude de prova técnica, na esfera civil, dependeria do reexame prévio de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Súmula 636. Agravo regimental não provido. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI n 547.956- AgR/PR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 8/9/06). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se”. Insiste a parte agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV, LV e LVI; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o acórdão proferido na origem, ao negar o desentranhamento de documentos fornecidos pelo Governo Suíço da ação cautelar de sequestro preparatória de ação civil pública por ato de improbidade, teria ofendido os mencionados dispositivos constitucionais, tendo em vista que a referida documentação teria sido cedida ao Governo Brasileiro para que fosse utilizada somente em processo criminal, constituindo sua utilização em processo cível prova ilícita. Assevera, também, que o envio ao Brasil dos documentos utilizados na ação cautelar foi, inicialmente, requerido para instruir ação penal em trâmite movida contra o ora agravante e que, por equívoco do Ministério da Justiça, esses mesmos documentos foram encaminhados também à vara da Fazenda Pública onde tramita a mencionada ação cautelar de sequestro. Assim, os documentos não seriam oriundos da Carta Rogatória expedida ao Governo Suíço para a instrução do procedimento cível, pois essa “jamais foi cumprida”. Aduz, ainda, in verbis, que 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP extraordinário que, para reapreciar questão sobre licitude de prova técnica, na esfera civil, dependeria do reexame prévio de fatos e provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal. Ofensa constitucional indireta. Súmula 636. Agravo regimental não provido. Ausência de razões novas. Decisão mantida. Agravo regimental não provido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões novas, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte’ (AI n 547.956- AgR/PR, Relator o Ministro Cezar Peluso, Segunda Turma, DJ de 8/9/06). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se”. Insiste a parte agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV, LV e LVI; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega que o acórdão proferido na origem, ao negar o desentranhamento de documentos fornecidos pelo Governo Suíço da ação cautelar de sequestro preparatória de ação civil pública por ato de improbidade, teria ofendido os mencionados dispositivos constitucionais, tendo em vista que a referida documentação teria sido cedida ao Governo Brasileiro para que fosse utilizada somente em processo criminal, constituindo sua utilização em processo cível prova ilícita. Assevera, também, que o envio ao Brasil dos documentos utilizados na ação cautelar foi, inicialmente, requerido para instruir ação penal em trâmite movida contra o ora agravante e que, por equívoco do Ministério da Justiça, esses mesmos documentos foram encaminhados também à vara da Fazenda Pública onde tramita a mencionada ação cautelar de sequestro. Assim, os documentos não seriam oriundos da Carta Rogatória expedida ao Governo Suíço para a instrução do procedimento cível, pois essa “jamais foi cumprida”. Aduz, ainda, in verbis, que 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório AI 779401 AGR / SP “(...) a própria legislação suíça somente autoriza o compartilhamento de dados e informações em processos que possuam natureza penal, e mais, e que os crimes investigados sejam considerados infrações penais naquela confederação. (…) É claro o fato de que não há no processo nenhum documento do Governo Suíço autorizando seu uso em processos cíveis, e nem ao menos poderia, pois a sua legislação simplesmente não permite”. Informa a parte agravante, por provocação do Relator, que ainda não foi proferida a sentença nos autos da ação de improbidade administrativa, tampouco na ação cautelar de sequestro, razão pela qual estaria a prevalecer o interesse recursal. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP “(...) a própria legislação suíça somente autoriza o compartilhamento de dados e informações em processos que possuam natureza penal, e mais, e que os crimes investigados sejam considerados infrações penais naquela confederação. (…) É claro o fato de que não há no processo nenhum documento do Governo Suíço autorizando seu uso em processos cíveis, e nem ao menos poderia, pois a sua legislação simplesmente não permite”. Informa a parte agravante, por provocação do Relator, que ainda não foi proferida a sentença nos autos da ação de improbidade administrativa, tampouco na ação cautelar de sequestro, razão pela qual estaria a prevalecer o interesse recursal. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante apresente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante apresente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Ao contrário do feito que tramita pela Justiça Federal Criminal de São Paulo, na acautelatória de ação civil pública, outra carta rogatória veio a ser expedida, distinta daquela, atendida pela Confederação Helvética, que encaminhou os documentos objeto da discussão constante do agravo, sem 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível.” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos que, ao contrário do que alega o agravante, os documentos que instruem a ação cautelar em discussão são oriundos de outra requisição junto ao Governo Suíço, diferente daquela que objetivava instruir a ação criminal, e que, dessa feita, o Governo requerido não teria feito qualquer restrição ao uso dessa documentação, motivo pelo qual não haveria falar em prova ilícita. Assim, para acolher a tese do agravante de que os documentos utilizados na ação cível seriam provenientes de pedido para instruir ação penal e que a rogatória expedida para aparelhar a ação cível não teria sido cumprida, seria necessário analisar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, não havendo efetiva questão constitucional a ser decidida por esta Suprema Corte no apelo extraordinário aviado. Incide na espécie, portanto, a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 565.827/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP nenhuma restrição de uso. Logo, diferente é a relação existente entre a proibição de uso para fins penais, com a utilização como elemento probatório nesta demanda de natureza cível.” Desse modo, é certo que o Tribunal de origem concluiu, com fundamento nos fatos e nas provas dos autos que, ao contrário do que alega o agravante, os documentos que instruem a ação cautelar em discussão são oriundos de outra requisição junto ao Governo Suíço, diferente daquela que objetivava instruir a ação criminal, e que, dessa feita, o Governo requerido não teria feito qualquer restrição ao uso dessa documentação, motivo pelo qual não haveria falar em prova ilícita. Assim, para acolher a tese do agravante de que os documentos utilizados na ação cível seriam provenientes de pedido para instruir ação penal e que a rogatória expedida para aparelhar a ação cível não teria sido cumprida, seria necessário analisar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário, não havendo efetiva questão constitucional a ser decidida por esta Suprema Corte no apelo extraordinário aviado. Incide na espécie, portanto, a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 565.827/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 779401 AGR / SP NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI n 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Voto, portanto, pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Supremo Tribunal Federal AI 779401 AGR / SP NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI n 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Voto, portanto, pelo não provimento do agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12079419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES (98709/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Declarou suspeição o Ministro Celso de Mello. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056254 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 779.401 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : PAULO SALIM MALUF ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES (98709/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Declarou suspeição o Ministro Celso de Mello. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056254 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 779 . 401", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 779401 AGR / SP", "AI 779401 AGR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 779 . 401", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 779 . 401", "AI 779401 AGR / SP", "Questão", "AI 779401 AGR / SP", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI 779401 AGR / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "AI n 594 . 887 / SP – AgR", "AI 779401 AGR / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "AI n 594 . 887 / SP – AgR", "AI 779401 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "AI n 791 . 292 - QO - RG / PE", "Súmulas n 279 desta Suprema Corte", "AI 779401 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "AI n 791 . 292 - QO - RG / PE", "Súmulas n 279 desta Suprema Corte", "AI 779401 AGR / SP", "AI 779401 AGR / SP", "AI 779401 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 491 . 543 / SP - AgR", "Recurso 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Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 191 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos LIV , LV e LVI e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos LIV , LV e LVI e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República ’", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição da República", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "incisos", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "inciso LVI , do artigo 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "inciso LVI , do artigo 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 130 , do Código de Processo Civil", "Código Penal ( artigo 563 )", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 130 , do Código de Processo Civil", "Código Penal ( artigo 563", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "inciso LVI do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "inciso LVI do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , incisos LIV , LV e LVI ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , incisos LIV , LV e LVI ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. Precedente. 3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário ao interesse da parte agravante. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038721. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 991901 AGR / MG prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorar o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038721. Supremo Tribunal Federal ARE 991901 AGR / MG prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorar o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto em 13.10.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 21, § 1º, do RI/STF), sob os seguintes fundamentos: (i) “o Supremo Tribunal Federal, na sessão plenária realizada em 23/06/2010, definiu a questão, ao julgar o AI nº 791292/PE, rel. Min. GILMAR MENDES, recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-B, § 1º, do CPC”; (ii) “ausência de prequestionamento dos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “houve a impugnação especifica da decisão agravada (que negou seguimento ao Recurso Extraordinário), a fim de demonstrar onde o erro se encontrava nas razões da petição do Agravo de Instrumento”; (ii) “a falta de fundamentação da presente deve-se à ausência de exposição dos motivos do D. Julgador a quo em sua decisão, posto que a exposição do ponto de vista pessoal de fato houve”; (iii) “o v. Acórdão proferido viola de forma FLAGRANTE E DIRETA a Constituição Federal”; (iv) “o v. acordão contrariou e violou de forma direta o art. 93, inciso IX da Constituição, posto que vislumbra-se a ausência de fundamentação do mesmo”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto em 13.10.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 21, § 1º, do RI/STF), sob os seguintes fundamentos: (i) “o Supremo Tribunal Federal, na sessão plenária realizada em 23/06/2010, definiu a questão, ao julgar o AI nº 791292/PE, rel. Min. GILMAR MENDES, recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-B, § 1º, do CPC”; (ii) “ausência de prequestionamento dos incisos LIV e LV do art. 5º da Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “houve a impugnação especifica da decisão agravada (que negou seguimento ao Recurso Extraordinário), a fim de demonstrar onde o erro se encontrava nas razões da petição do Agravo de Instrumento”; (ii) “a falta de fundamentação da presente deve-se à ausência de exposição dos motivos do D. Julgador a quo em sua decisão, posto que a exposição do ponto de vista pessoal de fato houve”; (iii) “o v. Acórdão proferido viola de forma FLAGRANTE E DIRETA a Constituição Federal”; (iv) “o v. acordão contrariou e violou de forma direta o art. 93, inciso IX da Constituição, posto que vislumbra-se a ausência de fundamentação do mesmo”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 991901 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Supremo Tribunal Federal ARE 991901 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO INTERNO - DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO - FALTA DE DOCUMENTO OBRIGATÓRIO - Se o agravo de instrumento é manifestamente inadmissível, pois não instruído com documento obrigatório, é correta a decisão monocrática que lhe negou seguimento. RECURSO NÃO PROVIDO.” 4. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5º, LIV, LV e 93, IX, da Constituição. 5. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 6. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO INTERNO - DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO - FALTA DE DOCUMENTO OBRIGATÓRIO - Se o agravo de instrumento é manifestamente inadmissível, pois não instruído com documento obrigatório, é correta a decisão monocrática que lhe negou seguimento. RECURSO NÃO PROVIDO.” 4. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5º, LIV, LV e 93, IX, da Constituição. 5. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 6. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 991901 AGR / MG autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. 7. Por fim, cabe ressaltar que esta Corte tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Supremo Tribunal Federal ARE 991901 AGR / MG autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. 7. Por fim, cabe ressaltar que esta Corte tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998931. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) : ALESSANDRA REIS (12516/GO) AGDO.(A/S) : MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) : FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO (91129/MG) ADV.(A/S) : ANA MARIA DUARTE (18018/GO, 70769B/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079768 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) : ALESSANDRA REIS (12516/GO) AGDO.(A/S) : MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) : FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO (91129/MG) ADV.(A/S) : ANA MARIA DUARTE (18018/GO, 70769B/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079768 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086063
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. Precedente. 3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário ao interesse da parte agravante. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur360820
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748.371-RG. (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791.292 QO-RG. Número de páginas: 8. Análise: 11/12/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
991901
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 991901 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) : ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) : MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) : FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) : ANA MARIA DUARTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CARÁTER PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável em recurso extraordinário. Precedente. 3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário ao interesse da parte agravante. 4. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038721. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 991901 AGR / MG prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorar o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038721. Supremo Tribunal Federal ARE 991901 AGR / MG prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorar o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038721. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto em 13.10.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal), sob os seguintes fundamentos: (i) “o Supremo Tribunal Federal, na sessão plenária realizada em 23/06/2010, definiu a questão, ao julgar o AI n 791292/PE, rel. Min. GILMAR MENDES, recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil”; (ii) “ausência de prequestionamento dos incisos LIV e LV do art. 5... da Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “houve a impugnação especifica da decisão agravada (que negou seguimento ao Recurso Extraordinário), a fim de demonstrar onde o erro se encontrava nas razões da petição do Agravo de Instrumento”; (ii) “a falta de fundamentação da presente deve-se à ausência de exposição dos motivos do D. Julgador a quo em sua decisão, posto que a exposição do ponto de vista pessoal de fato houve”; (iii) “o v. Acórdão proferido viola de forma FLAGRANTE E DIRETA a Constituição Federal”; (iv) “o v. acordão contrariou e violou de forma direta o art. 93, inciso IX da Constituição, posto que vislumbra-se a ausência de fundamentação do mesmo”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto em 13.10.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal), sob os seguintes fundamentos: (i) “o Supremo Tribunal Federal, na sessão plenária realizada em 23/06/2010, definiu a questão, ao julgar o AI n 791292/PE, rel. Min. GILMAR MENDES, recurso representativo da controvérsia e processado pela sistemática prevista no artigo 543-B, § 1..., do Código de Processo Civil”; (ii) “ausência de prequestionamento dos incisos LIV e LV do art. 5... da Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “houve a impugnação especifica da decisão agravada (que negou seguimento ao Recurso Extraordinário), a fim de demonstrar onde o erro se encontrava nas razões da petição do Agravo de Instrumento”; (ii) “a falta de fundamentação da presente deve-se à ausência de exposição dos motivos do D. Julgador a quo em sua decisão, posto que a exposição do ponto de vista pessoal de fato houve”; (iii) “o v. Acórdão proferido viola de forma FLAGRANTE E DIRETA a Constituição Federal”; (iv) “o v. acordão contrariou e violou de forma direta o art. 93, inciso IX da Constituição, posto que vislumbra-se a ausência de fundamentação do mesmo”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 991901 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Supremo Tribunal Federal ARE 991901 AGR / MG 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038722. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO INTERNO - DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO - FALTA DE DOCUMENTO OBRIGATÓRIO - Se o agravo de instrumento é manifestamente inadmissível, pois não instruído com documento obrigatório, é correta a decisão monocrática que lhe negou seguimento. RECURSO NÃO PROVIDO.” 4. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5..., LIV, LV e 93, IX, da Constituição. 5. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 6. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO INTERNO - DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO - FALTA DE DOCUMENTO OBRIGATÓRIO - Se o agravo de instrumento é manifestamente inadmissível, pois não instruído com documento obrigatório, é correta a decisão monocrática que lhe negou seguimento. RECURSO NÃO PROVIDO.” 4. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5..., LIV, LV e 93, IX, da Constituição. 5. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 6. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam necessárias a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 991901 AGR / MG autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável em recurso extraordinário. 7. Por fim, cabe ressaltar que esta Corte tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Supremo Tribunal Federal ARE 991901 AGR / MG autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável em recurso extraordinário. 7. Por fim, cabe ressaltar que esta Corte tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038723. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998931. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) :ALESSANDRA REIS AGDO.(A/S) :MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) :FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO ADV.(A/S) :ANA MARIA DUARTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os honorários acrescidos, ante recurso interposto, pressupõem a atividade desenvolvida pela parte contrária. Se esta não apresenta contraminuta ao agravo, descabe a fixação de honorários. No caso, divirjo do Relator para excluí- los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) : ALESSANDRA REIS (12516/GO) AGDO.(A/S) : MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) : FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO (91129/MG) ADV.(A/S) : ANA MARIA DUARTE (18018/GO, 70769B/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079768 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991.901 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : EDUARDO ALVES PRUDENTE ADV.(A/S) : ALESSANDRA REIS (12516/GO) AGDO.(A/S) : MAQNELSON LTDA ADV.(A/S) : FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO (91129/MG) ADV.(A/S) : ANA MARIA DUARTE (18018/GO, 70769B/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno com aplicação de multa e, por maioria, majorou os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido, nesse ponto, o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079768 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 991 . 901", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Tema 660 -", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 991901 AGR / MG", "AI n 791292 / PE", "AI n 791292 / PE", "ARE 991901 AGR", "ARE", "Tema 660 -", "ARE 748 . 371 - RG", "Tema 660 -", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 991901 AGR /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 991901 AGR / MG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "artigo 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "incisos LIV e LV do art . 5 . . . da Carta Magna", "Constituição Federal", "art . 93 , inciso IX da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "incisos LIV e LV do art . 5 . . . da Carta Magna", "Constituição Federal", "art . 93 , inciso IX da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , LIV , LV e 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , 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"LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO ALVES", "ALESSANDRA REIS", "MAQNELSON LTDA", "FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO", "ANA MARIA DUARTE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO ALVES PRUDENTE", "ALESSANDRA REIS", "FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO", "ANA MARIA DUARTE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO ALVES PRUDENTE", "ALESSANDRA REIS", "MAQNELSON LTDA", "FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO", "ANA MARIA DUARTE", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO ALVES", "ALESSANDRA REIS", "MAQNELSON", "FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO", "ANA MARIA DUARTE", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO ALVES", "ALESSANDRA REIS", "FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO", "ANA MARIA DUARTE", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO ALVES", "ALESSANDRA REIS", "MAQNELSON LTDA", "FLAMARION MOUSAS DE OLIVEIRA CARVALHO", "ANA MARIA DUARTE", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 a 10 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "13", ".", "10", ".", "2016", "23", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "13", ".", "10", ".", "2016", "23", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) :SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) :ACACIO MARCEL MARCAL SARDA ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal. 3. Crimes de receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e formação de quadrilha (arts. 180, § 1º, 311 e 288 do Código Penal). 4. Ausência de prequestionamento. Incidência das súmulas 282 e 356. Precedentes. 5. Recurso extraordinário com deficiência na fundamentação. Incidência da Súmula 284. 6. Ausência de repercussão geral nas questões alusivas ao cabimento de recursos de competência de outros tribunais. RE-RG 598.365 - Ayres Britto). Matéria infraconstitucional. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038029. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 961684 AGR / SC Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038029. Supremo Tribunal Federal ARE 961684 AGR / SC Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) :SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) :ACACIO MARCEL MARCAL SARDA ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, haja vista ausência de ofensa direta ao texto constitucional. Consta dos autos que os recorrentes foram condenados pela prática dos delitos descritos nos arts. 180, § 1º (duas vezes), 311 (quatro vezes) e 288, à pena de 8 anos e 3 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, além de 23 dias-multa. Em 29.4.2016, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base na jurisprudência dominante do STF. Os agravantes reiteram todos os pedidos trazidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038030. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) :SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) :ACACIO MARCEL MARCAL SARDA ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, haja vista ausência de ofensa direta ao texto constitucional. Consta dos autos que os recorrentes foram condenados pela prática dos delitos descritos nos arts. 180, § 1º (duas vezes), 311 (quatro vezes) e 288, à pena de 8 anos e 3 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, além de 23 dias-multa. Em 29.4.2016, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base na jurisprudência dominante do STF. Os agravantes reiteram todos os pedidos trazidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os agravantes não trouxeram argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visam apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Conforme mencionado na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, nesse caso, o óbice das súmulas 282 e 356. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Ausência de prequestionamento da matéria. Súmulas 282 e 356 do STF. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da CF. Inocorrência. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Ausência de repercussão geral da matéria (tema 660). 6. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 933.905/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016 ) Ademais, examinando as razões expendidas tanto no agravo quanto no próprio extraordinário interpostos, necessário concluir inexistir qualquer argumento apto a permitir o conhecimento da controvérsia devido à manifesta ausência de fundamentação, fazendo incidir a Súmula 284 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os agravantes não trouxeram argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visam apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Conforme mencionado na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, nesse caso, o óbice das súmulas 282 e 356. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Ausência de prequestionamento da matéria. Súmulas 282 e 356 do STF. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da CF. Inocorrência. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Ausência de repercussão geral da matéria (tema 660). 6. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 933.905/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016 ) Ademais, examinando as razões expendidas tanto no agravo quanto no próprio extraordinário interpostos, necessário concluir inexistir qualquer argumento apto a permitir o conhecimento da controvérsia devido à manifesta ausência de fundamentação, fazendo incidir a Súmula 284 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 961684 AGR / SC fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia). Por último, ainda que fosse possível ultrapassar todos esses óbices, esta Corte Suprema assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros tribunais, tendo em vista tratar-se de matéria infraconstitucional (RE 598.365-RG, rel. min. Ayres Britto). Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. INEXISTÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (RE 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE-AgR 961.021/MT, rel. min. Roberto Barroso. Primeira Turma, DJe 20.9.2016) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Supremo Tribunal Federal ARE 961684 AGR / SC fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia). Por último, ainda que fosse possível ultrapassar todos esses óbices, esta Corte Suprema assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros tribunais, tendo em vista tratar-se de matéria infraconstitucional (RE 598.365-RG, rel. min. Ayres Britto). Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. INEXISTÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (RE 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE-AgR 961.021/MT, rel. min. Roberto Barroso. Primeira Turma, DJe 20.9.2016) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 961684 AGR / SC Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Supremo Tribunal Federal ARE 961684 AGR / SC Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) : SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) : ACACIO MARCEL MARCAL SARDA (12103/SC) ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984249 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) : SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) : ACACIO MARCEL MARCAL SARDA (12103/SC) ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984249 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12048176
2016-10-21T00:00:00
2016-11-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal. 3. Crimes de receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e formação de quadrilha (arts. 180, § 1º, 311 e 288 do Código Penal). 4. Ausência de prequestionamento. Incidência das súmulas 282 e 356. Precedentes. 5. Recurso extraordinário com deficiência na fundamentação. Incidência da Súmula 284. 6. Ausência de repercussão geral nas questões alusivas ao cabimento de recursos de competência de outros tribunais. RE-RG 598.365 - Ayres Britto). Matéria infraconstitucional. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur360145
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS) RE 598365 RG, ARE 961021 AgR (1ªT). (PREQUESTIONAMENTO) ARE 933905 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 23/11/2016, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
961684
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00180 PAR-00001 ART-00288 ART-00311\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 961684 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) : SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) : ACACIO MARCEL MARCAL SARDA ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) :SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) :ACACIO MARCEL MARCAL SARDA ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal. 3. Crimes de receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e formação de quadrilha (arts. 180, § 1..., 311 e 288 do Código Penal). 4. Ausência de prequestionamento. Incidência das súmulas 282 e 356. Precedentes. 5. Recurso extraordinário com deficiência na fundamentação. Incidência da Súmula 284. 6. Ausência de repercussão geral nas questões alusivas ao cabimento de recursos de competência de outros tribunais. Recurso Extraordinário-RG 598.365 - Ayres Britto). Matéria infraconstitucional. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038029. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 961684 AGR / SC Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038029. Supremo Tribunal Federal ARE 961684 AGR / SC Brasília, Sessão Virtual de 14 a 20 de outubro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038029. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) :SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) :ACACIO MARCEL MARCAL SARDA ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, haja vista ausência de ofensa direta ao texto constitucional. Consta dos autos que os recorrentes foram condenados pela prática dos delitos descritos nos arts. 180, § 1... (duas vezes), 311 (quatro vezes) e 288, à pena de 8 anos e 3 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, além de 23 dias-multa. Em 29.4.2016, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base na jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. Os agravantes reiteram todos os pedidos trazidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038030. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) :NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) :SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) :ACACIO MARCEL MARCAL SARDA ADV.(A/S) :RAFAEL DE ASSIS HORN AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, haja vista ausência de ofensa direta ao texto constitucional. Consta dos autos que os recorrentes foram condenados pela prática dos delitos descritos nos arts. 180, § 1... (duas vezes), 311 (quatro vezes) e 288, à pena de 8 anos e 3 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, além de 23 dias-multa. Em 29.4.2016, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base na jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. Os agravantes reiteram todos os pedidos trazidos no recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038030. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os agravantes não trouxeram argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visam apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Conforme mencionado na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, nesse caso, o óbice das súmulas 282 e 356. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Ausência de prequestionamento da matéria. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. Inocorrência. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Ausência de repercussão geral da matéria (tema 660). 6. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 933.905/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016 ) Ademais, examinando as razões expendidas tanto no agravo quanto no próprio extraordinário interpostos, necessário concluir inexistir qualquer argumento apto a permitir o conhecimento da controvérsia devido à manifesta ausência de fundamentação, fazendo incidir a Súmula 284 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Os agravantes não trouxeram argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visam apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Conforme mencionado na decisão agravada, a tese ventilada no arrazoado do recurso extraordinário, apontando afronta ao texto constitucional, não foi discutida no acórdão contestado. Incide, nesse caso, o óbice das súmulas 282 e 356. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Ausência de prequestionamento da matéria. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. Inocorrência. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Ausência de repercussão geral da matéria (tema 660). 6. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 933.905/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016 ) Ademais, examinando as razões expendidas tanto no agravo quanto no próprio extraordinário interpostos, necessário concluir inexistir qualquer argumento apto a permitir o conhecimento da controvérsia devido à manifesta ausência de fundamentação, fazendo incidir a Súmula 284 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 961684 AGR / SC fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia). Por último, ainda que fosse possível ultrapassar todos esses óbices, esta Corte Suprema assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros tribunais, tendo em vista tratar-se de matéria infraconstitucional (Recurso Extraordinário 598.365-RG, rel. min. Ayres Britto). Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. INEXISTÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (Recurso Extraordinário 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE-AgR 961.021/MT, rel. min. Roberto Barroso. Primeira Turma, DJe 20.9.2016) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Supremo Tribunal Federal ARE 961684 AGR / SC fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia). Por último, ainda que fosse possível ultrapassar todos esses óbices, esta Corte Suprema assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros tribunais, tendo em vista tratar-se de matéria infraconstitucional (Recurso Extraordinário 598.365-RG, rel. min. Ayres Britto). Nesse sentido: “EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. INEXISTÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. O Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG). 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (Recurso Extraordinário 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto). 4. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE-AgR 961.021/MT, rel. min. Roberto Barroso. Primeira Turma, DJe 20.9.2016) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 961684 AGR / SC Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Supremo Tribunal Federal ARE 961684 AGR / SC Tecidas as considerações pertinentes, não sobejam dúvidas quanto à improcedência do recurso, não merecendo reparo a decisão agravada. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) : SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) : ACACIO MARCEL MARCAL SARDA (12103/SC) ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984249 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961.684 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL AGTE.(S) : NILTON JOAO RODRIGUES AGTE.(S) : SALEZIO EVANDRO DUARTE ADV.(A/S) : ACACIO MARCEL MARCAL SARDA (12103/SC) ADV.(A/S) : RAFAEL DE ASSIS HORN (12003/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984249 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 961 . 684", "Recurso Extraordinário - RG 598 . 365", "ARE 961684 AGR / SC", "ARE 961684 AGR /", "Súmulas 282", "ARE", "-", "AgR 933 . 905 /", "Súmulas 282", "ARE", "-", "AgR 933 . 905 / RS", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "Tema 660", "ARE 748 . 371 - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "ARE", "-", "AgR 961 . 021 / MT", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "Tema 660 -", "ARE 748 . 371 - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "ARE", "-", "AgR 961 . 021 / MT", "ARE 961684 AGR / SC", "ARE 961684 AGR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 180 , § 1 . . . , 311 e 288 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "RS", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", 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"Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL", "GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL", "NILTON JOAO RODRIGUES", "SALEZIO EVANDRO DUARTE", "ACACIO", "MARCEL MARCAL SARDA", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL", "GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL", "NILTON JOAO RODRIGUES", "SALEZIO EVANDRO DUARTE", "MARCEL MARCAL SARDA", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL", "GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL", "NILTON JOAO RODRIGUES", "SALEZIO EVANDRO DUARTE", "ACACIO MARCEL MARCAL SARDA", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Roberto Barroso", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL", "GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL", "NILTON JOAO RODRIGUES", "SALEZIO EVANDRO DUARTE", "ACACIO", "MARCEL MARCAL SARDA", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "GABRIEL DELLA ROCCA KLOPPEL", "GUILHERME DELLA ROCCA KLOPPEL", "NILTON JOAO RODRIGUES", "SALEZIO EVANDRO DUARTE", "ACACIO MARCEL MARCAL SARDA", "RAFAEL DE ASSIS HORN", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "29", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "29", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "10", ".", "2", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "10", ".", "2", ".", "2016", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO (URP - 26,05% E PLANO BRESSER - 26,06%). COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA COISA JULGADA, DO DIREITO ADQUIRIDO E DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, sempre que dotados de efeitos infringentes, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida, como as inúmeras leis que fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 3. As vantagens remuneratórias pagas aos servidores inserem-se no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MS 30537 ED / DF âmbito de uma relação jurídica continuativa, e, assim, a sentença referente a esta relação produz seus efeitos enquanto subsistir a situação fática e jurídica que lhe deu causa. A modificação da estrutura remuneratória ou a criação de parcelas posteriormente à sentença são fatos novos, não abrangidos pelos eventuais provimentos judiciais anteriores. 4. É cediço que a alteração, por lei, da composição da remuneração do agente público assegura-lhe somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: RE 563.965/RN-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004. 5. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, e, apenas, se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. 6. As URPs - Unidades de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data- base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: “Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados Gatilhos e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria.” 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF âmbito de uma relação jurídica continuativa, e, assim, a sentença referente a esta relação produz seus efeitos enquanto subsistir a situação fática e jurídica que lhe deu causa. A modificação da estrutura remuneratória ou a criação de parcelas posteriormente à sentença são fatos novos, não abrangidos pelos eventuais provimentos judiciais anteriores. 4. É cediço que a alteração, por lei, da composição da remuneração do agente público assegura-lhe somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: RE 563.965/RN-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004. 5. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, e, apenas, se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. 6. As URPs - Unidades de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data- base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: “Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados Gatilhos e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria.” 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão MS 30537 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Braz de Oliveira e outros contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO CONFIGURADA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformados com a referida decisão, os embargantes reiteram as razões expendidas no mandado de segurança denegado e, fundamentados na alegada ofensa aos princípios constitucionais da coisa julgada, do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, bem como na ocorrência da decadência administrativa, postulam o acolhimento dos embargos e a concessão da segurança, com a reforma da decisão atacada. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896188. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Braz de Oliveira e outros contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO CONFIGURADA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformados com a referida decisão, os embargantes reiteram as razões expendidas no mandado de segurança denegado e, fundamentados na alegada ofensa aos princípios constitucionais da coisa julgada, do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, bem como na ocorrência da decadência administrativa, postulam o acolhimento dos embargos e a concessão da segurança, com a reforma da decisão atacada. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, in verbis : “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7/4/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, in verbis : “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7/4/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. O presente agravo regimental não merece ser provido. Os agravantes não trazem argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de segurança visava a impugnar acórdão do Tribunal de Contas da União que considerou ilegais atos de concessão de aposentadoria dos impetrantes, em decorrência da inclusão, de forma destacada, dos percentuais de 26,05% (URP) e de 26,06% (Plano Bresser). Inicialmente, verifico que esta Corte firmou entendimento de que não há direito adquirido à manutenção de parcelas de remuneração. Assim, o servidor público está sujeito à alteração do seu regime de remuneração, observando-se, apenas, a irredutibilidade de sua 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO STJ. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do CPC. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. O presente agravo regimental não merece ser provido. Os agravantes não trazem argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de segurança visava a impugnar acórdão do Tribunal de Contas da União que considerou ilegais atos de concessão de aposentadoria dos impetrantes, em decorrência da inclusão, de forma destacada, dos percentuais de 26,05% (URP) e de 26,06% (Plano Bresser). Inicialmente, verifico que esta Corte firmou entendimento de que não há direito adquirido à manutenção de parcelas de remuneração. Assim, o servidor público está sujeito à alteração do seu regime de remuneração, observando-se, apenas, a irredutibilidade de sua 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF remuneração bruta. Nesse sentido: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (RE 563965, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20/3/2009). E “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA: SUA ABSORÇÃO, POR LEI QUE MAJOROU VENCIMENTOS: INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO OU AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. TRIBUNAL DE CONTAS: JULGAMENTO DA LEGALIDADE DE APOSENTADORIAS: CONTRADITÓRIO. I. - Gratificação incorporada, por força de lei. Sua absorção, por lei posterior que majorou vencimentos: inexistência de ofensa aos princípios do direito adquirido ou da irredutibilidade de vencimentos, na forma da jurisprudência do STF. II. - Precedentes do STF. III. - O Tribunal de Contas, no julgamento da legalidade de concessão de aposentadoria, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF remuneração bruta. Nesse sentido: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (RE 563965, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20/3/2009). E “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA: SUA ABSORÇÃO, POR LEI QUE MAJOROU VENCIMENTOS: INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO OU AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. TRIBUNAL DE CONTAS: JULGAMENTO DA LEGALIDADE DE APOSENTADORIAS: CONTRADITÓRIO. I. - Gratificação incorporada, por força de lei. Sua absorção, por lei posterior que majorou vencimentos: inexistência de ofensa aos princípios do direito adquirido ou da irredutibilidade de vencimentos, na forma da jurisprudência do STF. II. - Precedentes do STF. III. - O Tribunal de Contas, no julgamento da legalidade de concessão de aposentadoria, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF exercita o controle externo que lhe atribui a Constituição, no qual não está jungido a um processo contraditório ou contestatório. IV. - Mandado de Segurança indeferido.” (MS 24784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJ 25/6/2004). Havendo modificação na estrutura remuneratória dos servidores, não é possível, exceto nos casos de previsão legal expressa, a manutenção das parcelas pagas no regime anterior. Assim, a decisão judicial favorável aos impetrantes deveria ter produzido efeitos somente durante a vigência do regime jurídico antigo. Nesses termos: “Fixada essa premissa, importante analisar a alegação de ofensa à coisa julgada no tocante à sua eficácia temporal, vinculada, sobremaneira, pela cláusula rebus sic stantibus. Tal cláusula impõe que a força vinculativa das sentenças judiciais, notadamente as que tratam de relações jurídicas com efeitos prospectivos, permanece enquanto se mantiverem íntegras as situações de fato e de direito que lhe deram amparo no momento da sua prolação. Como aponta a doutrina, quer isso dizer, em concreto, que a sentença que aprecia um feito cujo suporte é constituído por relação dessa natureza [continuativa] atende apenas os pressupostos do tempo em que foi proferida, sem, entretanto, extinguir a própria relação jurídica, que continua sujeita às variações de seus elementos. (PORTO, Sérgio Gilberto. Coisa Julgada Civil. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2006, p. 104). Em outras palavras, relações jurídicas materiais que têm por objeto obrigações homogêneas de trato sucessivo (i.e., prestações periódicas e renováveis de tempos em tempos) admitem flexibilização de seu conteúdo, e mais, independentemente de ajuizamento de ação rescisória.” (MS 31.123, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2013). A pretensão da percepção da mencionada vantagem econômica sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF exercita o controle externo que lhe atribui a Constituição, no qual não está jungido a um processo contraditório ou contestatório. IV. - Mandado de Segurança indeferido.” (MS 24784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJ 25/6/2004). Havendo modificação na estrutura remuneratória dos servidores, não é possível, exceto nos casos de previsão legal expressa, a manutenção das parcelas pagas no regime anterior. Assim, a decisão judicial favorável aos impetrantes deveria ter produzido efeitos somente durante a vigência do regime jurídico antigo. Nesses termos: “Fixada essa premissa, importante analisar a alegação de ofensa à coisa julgada no tocante à sua eficácia temporal, vinculada, sobremaneira, pela cláusula rebus sic stantibus. Tal cláusula impõe que a força vinculativa das sentenças judiciais, notadamente as que tratam de relações jurídicas com efeitos prospectivos, permanece enquanto se mantiverem íntegras as situações de fato e de direito que lhe deram amparo no momento da sua prolação. Como aponta a doutrina, quer isso dizer, em concreto, que a sentença que aprecia um feito cujo suporte é constituído por relação dessa natureza [continuativa] atende apenas os pressupostos do tempo em que foi proferida, sem, entretanto, extinguir a própria relação jurídica, que continua sujeita às variações de seus elementos. (PORTO, Sérgio Gilberto. Coisa Julgada Civil. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2006, p. 104). Em outras palavras, relações jurídicas materiais que têm por objeto obrigações homogêneas de trato sucessivo (i.e., prestações periódicas e renováveis de tempos em tempos) admitem flexibilização de seu conteúdo, e mais, independentemente de ajuizamento de ação rescisória.” (MS 31.123, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2013). A pretensão da percepção da mencionada vantagem econômica sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF qualquer limitação temporal não encontra acolhida neste Supremo Tribunal Federal, conforme reiterados julgamentos. A ilustrar, menciono o MS 31.642. Eis o teor da ementa: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante nº 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF qualquer limitação temporal não encontra acolhida neste Supremo Tribunal Federal, conforme reiterados julgamentos. A ilustrar, menciono o MS 31.642. Eis o teor da ementa: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante nº 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis : Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se- lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: RE 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; RE 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis : Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se- lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: RE 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; RE 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei nº 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. Segurança denegada.” (MS 31.642, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 23/9/2014) Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 27.580- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 7/10/2013; MS 26.980-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 8/5/2014. Em relação à decadência administrativa, a despeito da controvérsia que o tema possa originar, tem-se que esta não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo e se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei nº 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. Segurança denegada.” (MS 31.642, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 23/9/2014) Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 27.580- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 7/10/2013; MS 26.980-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 8/5/2014. Em relação à decadência administrativa, a despeito da controvérsia que o tema possa originar, tem-se que esta não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo e se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894491 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894491 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915150
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO (URP - 26,05% E PLANO BRESSER - 26,06%). COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA COISA JULGADA, DO DIREITO ADQUIRIDO E DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, sempre que dotados de efeitos infringentes, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida, como as inúmeras leis que fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 3. As vantagens remuneratórias pagas aos servidores inserem-se no âmbito de uma relação jurídica continuativa, e, assim, a sentença referente a esta relação produz seus efeitos enquanto subsistir a situação fática e jurídica que lhe deu causa. A modificação da estrutura remuneratória ou a criação de parcelas posteriormente à sentença são fatos novos, não abrangidos pelos eventuais provimentos judiciais anteriores. 4. É cediço que a alteração, por lei, da composição da remuneração do agente público assegura-lhe somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: RE 563.965/RN-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004. 5. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, e, apenas, se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. 6. As URPs - Unidades de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: “Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados Gatilhos e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria.” 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294564
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO) AI 547827 ED (1ªT), RE 546525 ED (2ªT), Pet 4837 ED (TP), Rcl 11022 ED (TP). (APOSENTADORIA, DECADÊNCIA) MS 25525 (TP), MS 25697 (TP), MS 27580 AgR (1ªT), MS 26980 AgR (2ªT), MS 30916 (1ªT), MS 31642 (1ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, CÁLCULO DE REMUNERAÇÃO) MS 24784 (TP), RE 563965 (TP). Número de páginas: 12. Análise: 12/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
30537
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00071 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED SUMTST-000322 \n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST" ]
MS-ED
acordaos
MS 30537 ED
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EMBTE.(S) : ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO (URP - 26,05% E PLANO BRESSER - 26,06%). COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA COISA JULGADA, DO DIREITO ADQUIRIDO E DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, sempre que dotados de efeitos infringentes, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5..., XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida, como as inúmeras leis que fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 3. As vantagens remuneratórias pagas aos servidores inserem-se no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MS 30537 ED / DF âmbito de uma relação jurídica continuativa, e, assim, a sentença referente a esta relação produz seus efeitos enquanto subsistir a situação fática e jurídica que lhe deu causa. A modificação da estrutura remuneratória ou a criação de parcelas posteriormente à sentença são fatos novos, não abrangidos pelos eventuais provimentos judiciais anteriores. 4. É cediço que a alteração, por lei, da composição da remuneração do agente público assegura-lhe somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: Recurso Extraordinário 563.965/RN-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004. 5. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, e, apenas, se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. 6. As URPs - Unidades de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data- base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: “Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados Gatilhos e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria.” 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF âmbito de uma relação jurídica continuativa, e, assim, a sentença referente a esta relação produz seus efeitos enquanto subsistir a situação fática e jurídica que lhe deu causa. A modificação da estrutura remuneratória ou a criação de parcelas posteriormente à sentença são fatos novos, não abrangidos pelos eventuais provimentos judiciais anteriores. 4. É cediço que a alteração, por lei, da composição da remuneração do agente público assegura-lhe somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: Recurso Extraordinário 563.965/RN-RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004. 5. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, e, apenas, se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. 6. As URPs - Unidades de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data- base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis: “Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados Gatilhos e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria.” 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão MS 30537 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Braz de Oliveira e outros contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO CONFIGURADA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformados com a referida decisão, os embargantes reiteram as razões expendidas no mandado de segurança denegado e, fundamentados na alegada ofensa aos princípios constitucionais da coisa julgada, do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, bem como na ocorrência da decadência administrativa, postulam o acolhimento dos embargos e a concessão da segurança, com a reforma da decisão atacada. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896188. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Antonio Braz de Oliveira e outros contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. EXCLUSÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL COM TRÂNSITO EM JULGADO. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO CONFIGURADA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformados com a referida decisão, os embargantes reiteram as razões expendidas no mandado de segurança denegado e, fundamentados na alegada ofensa aos princípios constitucionais da coisa julgada, do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, bem como na ocorrência da decadência administrativa, postulam o acolhimento dos embargos e a concessão da segurança, com a reforma da decisão atacada. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, in verbis : “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7/4/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Os embargos de declaração foram opostos contra decisão do relator. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados, in verbis : “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 14/3/2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF, 3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Inexistência de identidade material entre as decisões reclamadas e os julgados tidos como paradigma. 2. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 7/4/2011) “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. O presente agravo regimental não merece ser provido. Os agravantes não trazem argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de segurança visava a impugnar acórdão do Tribunal de Contas da União que considerou ilegais atos de concessão de aposentadoria dos impetrantes, em decorrência da inclusão, de forma destacada, dos percentuais de 26,05% (URP) e de 26,06% (Plano Bresser). Inicialmente, verifico que esta Corte firmou entendimento de que não há direito adquirido à manutenção de parcelas de remuneração. Assim, o servidor público está sujeito à alteração do seu regime de remuneração, observando-se, apenas, a irredutibilidade de sua 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF PELO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos do art. 512 do Código de Processo Civil. 3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF, no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da ora agravante. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 546.525- ED, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 5/4/2011) Assim, conheço dos embargos de declaração como agravo regimental e passo a apreciá-lo. O presente agravo regimental não merece ser provido. Os agravantes não trazem argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de segurança visava a impugnar acórdão do Tribunal de Contas da União que considerou ilegais atos de concessão de aposentadoria dos impetrantes, em decorrência da inclusão, de forma destacada, dos percentuais de 26,05% (URP) e de 26,06% (Plano Bresser). Inicialmente, verifico que esta Corte firmou entendimento de que não há direito adquirido à manutenção de parcelas de remuneração. Assim, o servidor público está sujeito à alteração do seu regime de remuneração, observando-se, apenas, a irredutibilidade de sua 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF remuneração bruta. Nesse sentido: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 563965, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20/3/2009). E “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA: SUA ABSORÇÃO, POR LEI QUE MAJOROU VENCIMENTOS: INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO OU AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. TRIBUNAL DE CONTAS: JULGAMENTO DA LEGALIDADE DE APOSENTADORIAS: CONTRADITÓRIO. I. - Gratificação incorporada, por força de lei. Sua absorção, por lei posterior que majorou vencimentos: inexistência de ofensa aos princípios do direito adquirido ou da irredutibilidade de vencimentos, na forma da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. III. - O Tribunal de Contas, no julgamento da legalidade de concessão de aposentadoria, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF remuneração bruta. Nesse sentido: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 563965, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20/3/2009). E “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA: SUA ABSORÇÃO, POR LEI QUE MAJOROU VENCIMENTOS: INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO OU AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. TRIBUNAL DE CONTAS: JULGAMENTO DA LEGALIDADE DE APOSENTADORIAS: CONTRADITÓRIO. I. - Gratificação incorporada, por força de lei. Sua absorção, por lei posterior que majorou vencimentos: inexistência de ofensa aos princípios do direito adquirido ou da irredutibilidade de vencimentos, na forma da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. III. - O Tribunal de Contas, no julgamento da legalidade de concessão de aposentadoria, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF exercita o controle externo que lhe atribui a Constituição, no qual não está jungido a um processo contraditório ou contestatório. IV. - Mandado de Segurança indeferido.” (MS 24784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJ 25/6/2004). Havendo modificação na estrutura remuneratória dos servidores, não é possível, exceto nos casos de previsão legal expressa, a manutenção das parcelas pagas no regime anterior. Assim, a decisão judicial favorável aos impetrantes deveria ter produzido efeitos somente durante a vigência do regime jurídico antigo. Nesses termos: “Fixada essa premissa, importante analisar a alegação de ofensa à coisa julgada no tocante à sua eficácia temporal, vinculada, sobremaneira, pela cláusula rebus sic stantibus. Tal cláusula impõe que a força vinculativa das sentenças judiciais, notadamente as que tratam de relações jurídicas com efeitos prospectivos, permanece enquanto se mantiverem íntegras as situações de fato e de direito que lhe deram amparo no momento da sua prolação. Como aponta a doutrina, quer isso dizer, em concreto, que a sentença que aprecia um feito cujo suporte é constituído por relação dessa natureza [continuativa] atende apenas os pressupostos do tempo em que foi proferida, sem, entretanto, extinguir a própria relação jurídica, que continua sujeita às variações de seus elementos. (PORTO, Sérgio Gilberto. Coisa Julgada Civil. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2006, p. 104). Em outras palavras, relações jurídicas materiais que têm por objeto obrigações homogêneas de trato sucessivo (i.e., prestações periódicas e renováveis de tempos em tempos) admitem flexibilização de seu conteúdo, e mais, independentemente de ajuizamento de ação rescisória.” (MS 31.123, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2013). A pretensão da percepção da mencionada vantagem econômica sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF exercita o controle externo que lhe atribui a Constituição, no qual não está jungido a um processo contraditório ou contestatório. IV. - Mandado de Segurança indeferido.” (MS 24784, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJ 25/6/2004). Havendo modificação na estrutura remuneratória dos servidores, não é possível, exceto nos casos de previsão legal expressa, a manutenção das parcelas pagas no regime anterior. Assim, a decisão judicial favorável aos impetrantes deveria ter produzido efeitos somente durante a vigência do regime jurídico antigo. Nesses termos: “Fixada essa premissa, importante analisar a alegação de ofensa à coisa julgada no tocante à sua eficácia temporal, vinculada, sobremaneira, pela cláusula rebus sic stantibus. Tal cláusula impõe que a força vinculativa das sentenças judiciais, notadamente as que tratam de relações jurídicas com efeitos prospectivos, permanece enquanto se mantiverem íntegras as situações de fato e de direito que lhe deram amparo no momento da sua prolação. Como aponta a doutrina, quer isso dizer, em concreto, que a sentença que aprecia um feito cujo suporte é constituído por relação dessa natureza [continuativa] atende apenas os pressupostos do tempo em que foi proferida, sem, entretanto, extinguir a própria relação jurídica, que continua sujeita às variações de seus elementos. (PORTO, Sérgio Gilberto. Coisa Julgada Civil. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2006, p. 104). Em outras palavras, relações jurídicas materiais que têm por objeto obrigações homogêneas de trato sucessivo (i.e., prestações periódicas e renováveis de tempos em tempos) admitem flexibilização de seu conteúdo, e mais, independentemente de ajuizamento de ação rescisória.” (MS 31.123, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19/3/2013). A pretensão da percepção da mencionada vantagem econômica sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF qualquer limitação temporal não encontra acolhida neste Supremo Tribunal Federal, conforme reiterados julgamentos. A ilustrar, menciono o MS 31.642. Eis o teor da ementa: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF qualquer limitação temporal não encontra acolhida neste Supremo Tribunal Federal, conforme reiterados julgamentos. A ilustrar, menciono o MS 31.642. Eis o teor da ementa: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. O processo de registro de aposentadoria, desde que não tenha transcorrido período de tempo superior a cinco anos entre o início do processo no TCU e o indeferimento do registro, não impõe o contraditório nesse lapso de tempo, nos termos da Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. A decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 não se 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis : Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se- lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: Recurso Extraordinário 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; Recurso Extraordinário 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5..., XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo, que se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30916, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 08.06.2012; MS 25525, Rel. Ministro Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19.03.2010; MS 25697, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12.03.2010. 3. As URPs Unidade de Referência de Preço - foram previstas visando a repor o poder aquisitivo de salários e vencimentos até a data-base da categoria, quando verificado o acerto de contas; entendimento sumulado pelo egrégio Tribunal Superior do Trabalho, verbis : Súmula 322: Os reajustes salariais decorrentes dos chamados "Gatilhos" e URP's, previstos legalmente como antecipação, são devidos tão-somente até a data-base de cada categoria. 4. A alteração por lei do regramento anterior da composição da remuneração do agente público, assegura-se- lhes somente a irredutibilidade da soma total antes recebida, assim concebido: os vencimentos e proventos constitucionais e legais. Precedentes: Recurso Extraordinário 563.965/RN-RG, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.03.2009; MS 24.784, Rel. Ministro Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJe 25.06.2004; Recurso Extraordinário 185255, Rel. Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 19.09.1997. 5. A boa-fé na percepção de parte imotivada de vencimentos, reconhecido no acórdão do TCU, conjura o dever de devolução. 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5..., XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 30537 ED / DF 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei n 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. Segurança denegada.” (MS 31.642, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 23/9/2014) Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 27.580- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 7/10/2013; MS 26.980-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 8/5/2014. Em relação à decadência administrativa, a despeito da controvérsia que o tema possa originar, tem-se que esta não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo e se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Supremo Tribunal Federal MS 30537 ED / DF 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei n 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. 8. Segurança denegada.” (MS 31.642, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 23/9/2014) Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 27.580- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 7/10/2013; MS 26.980-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 8/5/2014. Em relação à decadência administrativa, a despeito da controvérsia que o tema possa originar, tem-se que esta não se consuma no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo Tribunal de Contas da União, que consubstancia o exercício da competência constitucional de controle externo (CRFB/88, art. 71, III) -, porquanto o respectivo ato de aposentação é juridicamente complexo e se aperfeiçoa com o registro na Corte de Contas. Precedentes: MS 30.916, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12/3/2010. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7896189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894491 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.537 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTONIO BRAZ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RUBENS PEREIRA LOPES E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894491 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "MS 30537 ED / DF", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN - RG", "MS 24 . 784", "MS 30 . 916", "MS 25 . 525", "MS 25 . 697", "MS 30537 ED / DF", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN - RG", "MS 24 . 784", "MS 30 . 916", "MS 25 . 525", "MS 25 . 697", "MS 30537 ED / DF", "MS 30537 ED", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "MS 30537 ED / DF", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "MS 30537 ED / DF", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "MS 30537 ED / DF", "Recurso Extraordinário 563965", "MS 30537 ED / DF", "Recurso Extraordinário 563965", "MS 30537 ED / DF", "MS 24784", "MS 31 . 123", "MS 30537 ED / DF", "MS 24784", "MS 31 . 123", "MS 30537 ED / DF", "MS 31 . 642", "Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal", "MS 30537 ED / DF", "MS 31 . 642", "Súmula Vinculante n 03 do Supremo Tribunal Federal", "MS 30537 ED / DF", "MS 30916", "MS 25525", "MS 25697", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN -", "MS 24 . 784", "Recurso Extraordinário 185255", "MS 30537 ED / DF", "MS 30916", "MS 25525", "MS 25697", "Recurso Extraordinário 563 . 965 / RN - RG", "MS 24 . 784", "Recurso Extraordinário 185255", "MS 31 . 642", "MS 27 . 580 - AgR", "MS 26 . 980 - AgR", "MS 30 . 916", "MS 25 . 525", "MS 25 . 697", "MS 30537 ED / DF", "MS 31 . 642", "MS 27 . 580 - AgR", "MS 26 . 980 - AgR", "MS 30 . 916", "MS 25 . 525", "MS 25 . 697" ], "LEGISLACAO": [ "CRFB", "/", "88 , art . 5 . . . , XXXVI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 512 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 54 DA LEI n 9 . 784 / 99", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 54 DA LEI n 9 . 784 / 99", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "CRFB", "/", "88 , art . 5 . . . , XXXVI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "CRFB", "/", "88 , art . 5 . . . , XXXVI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 784 / 2008", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 784 / 2008", "CRFB", "/", "88 , art . 71 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "São Paulo", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "TCU", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", "2", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. RECONHECIMENTO DA MINORANTE. IMPOSSSIBILIDADE. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que o paciente se dedica a atividades criminosas. 2. O juízo de origem não considerou a quantidade de drogas para afastar a minorante, ou seja, não há ocorrência de bis in idem na dosimetria da pena. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886354. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Rogerio Schietti Cruz, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. REQUISITOS LEGAIS. VERIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal de origem negou o benefício previsto no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, ao argumento de que foi comprovado nos autos que o acusado integrou organização criminosa. O exame da pretensão recursal – no se refere à inexistência de provas da participação do réu em organização criminosa –, implica necessidade de reexame do acervo fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula n. 7 do STJ. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Rogerio Schietti Cruz, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. REQUISITOS LEGAIS. VERIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal de origem negou o benefício previsto no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, ao argumento de que foi comprovado nos autos que o acusado integrou organização criminosa. O exame da pretensão recursal – no se refere à inexistência de provas da participação do réu em organização criminosa –, implica necessidade de reexame do acervo fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula n. 7 do STJ. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 125429 AGR / MS 2. Agravo regimental não provido.’ Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado às penas de 7 (sete) anos de reclusão pelo crime de tráfico de entorpecentes e de 3 (três) anos de reclusão pelo delito de porte ilegal de arma de fogo. O Juízo de Origem fixou o regime fechado para o início do cumprimento de ambas as penas privativas de liberdade. A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir para 6 (seis) anos de reclusão a pena imposta em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes, fixando o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do ARESP 457.144, Ministro Rogerio Schietti Cruz, negou provimento ao agravo. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União sustenta a aplicabilidade, no caso, da causa especial de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Requer, assim, a aplicação da minorante no percentual máximo ou a determinação para que o Tribunal de Origem “delibere sobre a fração de redução aplicável”. Decido. As peças que instruem este habeas corpus revelam que as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. De modo que não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS 2. Agravo regimental não provido.’ Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado às penas de 7 (sete) anos de reclusão pelo crime de tráfico de entorpecentes e de 3 (três) anos de reclusão pelo delito de porte ilegal de arma de fogo. O Juízo de Origem fixou o regime fechado para o início do cumprimento de ambas as penas privativas de liberdade. A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir para 6 (seis) anos de reclusão a pena imposta em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes, fixando o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do ARESP 457.144, Ministro Rogerio Schietti Cruz, negou provimento ao agravo. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União sustenta a aplicabilidade, no caso, da causa especial de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Requer, assim, a aplicação da minorante no percentual máximo ou a determinação para que o Tribunal de Origem “delibere sobre a fração de redução aplicável”. Decido. As peças que instruem este habeas corpus revelam que as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. De modo que não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 125429 AGR / MS penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: ‘HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em vôo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do STF HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “é aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: ‘HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em vôo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do STF HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “é aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 125429 AGR / MS 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. 3. No caso, o Tribunal de Justiça reconheceu que o paciente fazia parte de uma organização criminosa. Confira-se o trecho pertinente: “Sorte não acolhe o acusado quanto ao reconhecimento da diminuta do art. 33 § 4º, da Lei de Drogas, ao argumento de que preencheria todos os requisitos para tanto, em específico a ausência de maus antecedentes, fundamento do magistrado a quo para a sua não aplicação. In casu, embora o acusado seja primário, é certo que a prova indica que o mesmo faz parte de organização criminosa, o que torna inviável a concessão da benesse pretendida. O acusado foi flagrado transportando 77,200 kg (setenta e sete quilos e duzentas gramas) de maconha, e não se pode admitir que tal quantidade fosse entregue pelo “proprietário” da droga a um traficante eventual. O transporte de enorme quantidade de droga exige experiência e preparo por parte de quem a transporta, a fim de que se possa garantir que a mesma será entregue ao seu destino final e, evidentemente, após a entrega há de haver prestação de contas ao seu proprietário, portanto, é lógico que o "transportador" nesta hipótese integra organização criminosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. 3. No caso, o Tribunal de Justiça reconheceu que o paciente fazia parte de uma organização criminosa. Confira-se o trecho pertinente: “Sorte não acolhe o acusado quanto ao reconhecimento da diminuta do art. 33 § 4º, da Lei de Drogas, ao argumento de que preencheria todos os requisitos para tanto, em específico a ausência de maus antecedentes, fundamento do magistrado a quo para a sua não aplicação. In casu, embora o acusado seja primário, é certo que a prova indica que o mesmo faz parte de organização criminosa, o que torna inviável a concessão da benesse pretendida. O acusado foi flagrado transportando 77,200 kg (setenta e sete quilos e duzentas gramas) de maconha, e não se pode admitir que tal quantidade fosse entregue pelo “proprietário” da droga a um traficante eventual. O transporte de enorme quantidade de droga exige experiência e preparo por parte de quem a transporta, a fim de que se possa garantir que a mesma será entregue ao seu destino final e, evidentemente, após a entrega há de haver prestação de contas ao seu proprietário, portanto, é lógico que o "transportador" nesta hipótese integra organização criminosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125429 AGR / MS pois em uma empreitada desta monta há de prevalece a relação de confiança. Ainda que não se possa determinar qual organização ou quem a integraria pelo simples fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico, algo quase sempre impossível tendo em vista a enorme quantidade de droga transportada, evidenciando convergência de vontades, esforços e divisão de tarefas na consecução da prática delitiva, torna-se inviável a aplicação da diminuta aos acusados.” 4. Já o magistrado sentenciante afastou a incidência da minorante do § 4º do art. 33 pelos seguintes fundamentos: “Entendo que não incide a causa de diminuição do parágrafo 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, em razão do acusado ter se associado, ainda que temporariamente, com outras pessoas para a prática do crime, uma vez que pelas circunstâncias em que os fatos ocorreram ele aderiu, ainda que temporariamente, à conduta de uma verdadeira organização criminosa, já que segundo consta foi contratado para efetuar o transporte da droga, apoiado por todo um aparato para a prática do crime.” 5. Com efeito, não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: “HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS pois em uma empreitada desta monta há de prevalece a relação de confiança. Ainda que não se possa determinar qual organização ou quem a integraria pelo simples fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico, algo quase sempre impossível tendo em vista a enorme quantidade de droga transportada, evidenciando convergência de vontades, esforços e divisão de tarefas na consecução da prática delitiva, torna-se inviável a aplicação da diminuta aos acusados.” 4. Já o magistrado sentenciante afastou a incidência da minorante do § 4º do art. 33 pelos seguintes fundamentos: “Entendo que não incide a causa de diminuição do parágrafo 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, em razão do acusado ter se associado, ainda que temporariamente, com outras pessoas para a prática do crime, uma vez que pelas circunstâncias em que os fatos ocorreram ele aderiu, ainda que temporariamente, à conduta de uma verdadeira organização criminosa, já que segundo consta foi contratado para efetuar o transporte da droga, apoiado por todo um aparato para a prática do crime.” 5. Com efeito, não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: “HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125429 AGR / MS concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em voo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do STF HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.” 6. Conclui-se, portanto, que o juízo de origem não considerou a quantidade de drogas para afastar a minorante, ou seja, não há ocorrência de bis in idem na dosimetria da pena. Assim, não há contrariedade com os precedentes citados pelo impetrante (HC 112776 e o HC 109.193, ambos de relatoria do Min. Teori Zavascki). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em voo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do STF HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.” 6. Conclui-se, portanto, que o juízo de origem não considerou a quantidade de drogas para afastar a minorante, ou seja, não há ocorrência de bis in idem na dosimetria da pena. Assim, não há contrariedade com os precedentes citados pelo impetrante (HC 112776 e o HC 109.193, ambos de relatoria do Min. Teori Zavascki). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866544. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915933
2015-02-10T00:00:00
2015-03-05T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. RECONHECIMENTO DA MINORANTE. IMPOSSSIBILIDADE. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que o paciente se dedica a atividades criminosas. 2. O juízo de origem não considerou a quantidade de drogas para afastar a minorante, ou seja, não há ocorrência de bis in idem na dosimetria da pena. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294658
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, PROVA) HC 107107 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 18/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
125429
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 125429 AgR
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AGTE.(S) : JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. RECONHECIMENTO DA MINORANTE. IMPOSSSIBILIDADE. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que o paciente se dedica a atividades criminosas. 2. O juízo de origem não considerou a quantidade de drogas para afastar a minorante, ou seja, não há ocorrência de bis in idem na dosimetria da pena. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886354. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Rogerio Schietti Cruz, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/2006. REQUISITOS LEGAIS. VERIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal de origem negou o benefício previsto no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006, ao argumento de que foi comprovado nos autos que o acusado integrou organização criminosa. O exame da pretensão recursal – no se refere à inexistência de provas da participação do réu em organização criminosa –, implica necessidade de reexame do acervo fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Rogerio Schietti Cruz, assim ementado: ‘PENAL. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/2006. REQUISITOS LEGAIS. VERIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal de origem negou o benefício previsto no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006, ao argumento de que foi comprovado nos autos que o acusado integrou organização criminosa. O exame da pretensão recursal – no se refere à inexistência de provas da participação do réu em organização criminosa –, implica necessidade de reexame do acervo fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula n. 7 do Superior Tribunal de Justiça. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 125429 AGR / MS 2. Agravo regimental não provido.’ Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado às penas de 7 (sete) anos de reclusão pelo crime de tráfico de entorpecentes e de 3 (três) anos de reclusão pelo delito de porte ilegal de arma de fogo. O Juízo de Origem fixou o regime fechado para o início do cumprimento de ambas as penas privativas de liberdade. A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir para 6 (seis) anos de reclusão a pena imposta em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes, fixando o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do ARESP 457.144, Ministro Rogerio Schietti Cruz, negou provimento ao agravo. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União sustenta a aplicabilidade, no caso, da causa especial de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Requer, assim, a aplicação da minorante no percentual máximo ou a determinação para que o Tribunal de Origem “delibere sobre a fração de redução aplicável”. Decido. As peças que instruem este habeas corpus revelam que as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. De modo que não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS 2. Agravo regimental não provido.’ Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado às penas de 7 (sete) anos de reclusão pelo crime de tráfico de entorpecentes e de 3 (três) anos de reclusão pelo delito de porte ilegal de arma de fogo. O Juízo de Origem fixou o regime fechado para o início do cumprimento de ambas as penas privativas de liberdade. A defesa apelou e o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso a fim de reduzir para 6 (seis) anos de reclusão a pena imposta em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes, fixando o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. Ainda inconformada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do ARESP 457.144, Ministro Rogerio Schietti Cruz, negou provimento ao agravo. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Neste habeas corpus, a Defensoria Pública da União sustenta a aplicabilidade, no caso, da causa especial de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Requer, assim, a aplicação da minorante no percentual máximo ou a determinação para que o Tribunal de Origem “delibere sobre a fração de redução aplicável”. Decido. As peças que instruem este habeas corpus revelam que as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. De modo que não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 125429 AGR / MS penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: ‘HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em vôo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “é aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: ‘HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 não pode ser concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em vôo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.’ Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. A parte agravante, em síntese, alega que “é aferível de plano, sem a necessidade de (re)examinar fatos e provas, a inidoneidade intrínseca da fundamentação apresentada para negar a aplicação da causa de diminuição de pena em questão”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 125429 AGR / MS 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. 3. No caso, o Tribunal de Justiça reconheceu que o paciente fazia parte de uma organização criminosa. Confira-se o trecho pertinente: “Sorte não acolhe o acusado quanto ao reconhecimento da diminuta do art. 33 § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), ao argumento de que preencheria todos os requisitos para tanto, em específico a ausência de maus antecedentes, fundamento do magistrado a quo para a sua não aplicação. In casu, embora o acusado seja primário, é certo que a prova indica que o mesmo faz parte de organização criminosa, o que torna inviável a concessão da benesse pretendida. O acusado foi flagrado transportando 77,200 kg (setenta e sete quilos e duzentas gramas) de maconha, e não se pode admitir que tal quantidade fosse entregue pelo “proprietário” da droga a um traficante eventual. O transporte de enorme quantidade de droga exige experiência e preparo por parte de quem a transporta, a fim de que se possa garantir que a mesma será entregue ao seu destino final e, evidentemente, após a entrega há de haver prestação de contas ao seu proprietário, portanto, é lógico que o "transportador" nesta hipótese integra organização criminosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não deve ser provido. 2. Conforme assentado na decisão agravada, as instâncias ordinárias afastaram a aplicação da minorante do artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, sob o fundamento de que o paciente integra organização criminosa. 3. No caso, o Tribunal de Justiça reconheceu que o paciente fazia parte de uma organização criminosa. Confira-se o trecho pertinente: “Sorte não acolhe o acusado quanto ao reconhecimento da diminuta do art. 33 § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), ao argumento de que preencheria todos os requisitos para tanto, em específico a ausência de maus antecedentes, fundamento do magistrado a quo para a sua não aplicação. In casu, embora o acusado seja primário, é certo que a prova indica que o mesmo faz parte de organização criminosa, o que torna inviável a concessão da benesse pretendida. O acusado foi flagrado transportando 77,200 kg (setenta e sete quilos e duzentas gramas) de maconha, e não se pode admitir que tal quantidade fosse entregue pelo “proprietário” da droga a um traficante eventual. O transporte de enorme quantidade de droga exige experiência e preparo por parte de quem a transporta, a fim de que se possa garantir que a mesma será entregue ao seu destino final e, evidentemente, após a entrega há de haver prestação de contas ao seu proprietário, portanto, é lógico que o "transportador" nesta hipótese integra organização criminosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125429 AGR / MS pois em uma empreitada desta monta há de prevalece a relação de confiança. Ainda que não se possa determinar qual organização ou quem a integraria pelo simples fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico, algo quase sempre impossível tendo em vista a enorme quantidade de droga transportada, evidenciando convergência de vontades, esforços e divisão de tarefas na consecução da prática delitiva, torna-se inviável a aplicação da diminuta aos acusados.” 4. Já o magistrado sentenciante afastou a incidência da minorante do § 4... do art. 33 pelos seguintes fundamentos: “Entendo que não incide a causa de diminuição do parágrafo 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, em razão do acusado ter se associado, ainda que temporariamente, com outras pessoas para a prática do crime, uma vez que pelas circunstâncias em que os fatos ocorreram ele aderiu, ainda que temporariamente, à conduta de uma verdadeira organização criminosa, já que segundo consta foi contratado para efetuar o transporte da droga, apoiado por todo um aparato para a prática do crime.” 5. Com efeito, não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: “HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 não pode ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS pois em uma empreitada desta monta há de prevalece a relação de confiança. Ainda que não se possa determinar qual organização ou quem a integraria pelo simples fato de não se ter alcançado toda a estrutura do tráfico, algo quase sempre impossível tendo em vista a enorme quantidade de droga transportada, evidenciando convergência de vontades, esforços e divisão de tarefas na consecução da prática delitiva, torna-se inviável a aplicação da diminuta aos acusados.” 4. Já o magistrado sentenciante afastou a incidência da minorante do § 4... do art. 33 pelos seguintes fundamentos: “Entendo que não incide a causa de diminuição do parágrafo 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, em razão do acusado ter se associado, ainda que temporariamente, com outras pessoas para a prática do crime, uma vez que pelas circunstâncias em que os fatos ocorreram ele aderiu, ainda que temporariamente, à conduta de uma verdadeira organização criminosa, já que segundo consta foi contratado para efetuar o transporte da droga, apoiado por todo um aparato para a prática do crime.” 5. Com efeito, não é possível, nesta via, reexaminar o material probatório da ação penal para, eventualmente, concluir em sentido diverso. Confira-se, neste sentido, a ementa do HC 107.107, Rel. Min. Luís Roberto Barroso: “HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DE PENA. INVIABILIDADE. PACIENTES QUE SE DEDICAM A ATIVIDADES CRIMINOSAS. REGIME INICIAL DIVERSO DO FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. A causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 não pode ser 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125429 AGR / MS concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em voo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.” 6. Conclui-se, portanto, que o juízo de origem não considerou a quantidade de drogas para afastar a minorante, ou seja, não há ocorrência de bis in idem na dosimetria da pena. Assim, não há contrariedade com os precedentes citados pelo impetrante (HC 112776 e o HC 109.193, ambos de relatoria do Min. Teori Zavascki). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Supremo Tribunal Federal HC 125429 AGR / MS concedida se as instâncias de origem são convergentes no sentido de que os pacientes se dedicam a atividades criminosas. Pacientes presos em flagrante com mais de 1,5kg de cocaína, ao tentarem embarcar em voo internacional. 2. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Habeas Corpus extinto sem resolução do mérito por inadequação da via processual. Ordem concedida de ofício para remover o óbice legal e determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código penal.” 6. Conclui-se, portanto, que o juízo de origem não considerou a quantidade de drogas para afastar a minorante, ou seja, não há ocorrência de bis in idem na dosimetria da pena. Assim, não há contrariedade com os precedentes citados pelo impetrante (HC 112776 e o HC 109.193, ambos de relatoria do Min. Teori Zavascki). 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7886356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866544. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 MATO GROSSO DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866544. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.429 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JILBERTO VASCONCELOS DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 429", "HABEAS CORPUS 125 . 429", "SÚMULA 7 DO Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 125 . 429", "SÚMULA 7 DO Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n . 7 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 125429 AGR / MS", "ARESP 457 . 144", "HC 125429 AGR / MS", "ARESP 457 . 144", "HC 125429 AGR / MS", "HC 107 . 107", "HC 111 . 840", "HC 125429 AGR / MS", "HC 107 . 107", "HC 111 . 840", "HC 125429 AGR / MS", "HC 125429 AGR / MS", "HABEAS CORPUS 125 . 429", "HABEAS CORPUS 125 . 429", "HC 125429 AGR / MS", "HC 107 . 107", "HC 125429 AGR / MS", "HC 107 . 107", "HC 125429 AGR / MS", "HC 111 . 840", "HC 112776", "HC 109 . 193", "HC 125429 AGR / MS", "HC 111 . 840", "HC 112776", "HC 109 . 193", "HABEAS CORPUS 125 . 429", "HABEAS", "HABEAS CORPUS 125 . 429" ], "LEGISLACAO": [ "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI N . 11 . 343 / 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. ANULAÇÃO DE EDITAL. PARCERIA COM ORGANIZAÇÃO SOCIAL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.10.2013. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780283. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 844081 AGR / RJ fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780283. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que “(...) a discussão travada no recurso passa ao largo de qualquer questão de prova. A questão é puramente de direito (…).” Afirma que “(...) Não se pode negar o exame da questão ao STF, mormente quando o recurso extraordinário invoca violação de preceitos constitucionais contidos na decisão judicial decorrentes da omissão a respeito de questões indispensáveis ao deslinde da causa.” Reitera a afronta aos artigos 5º, LV, 37, § 8º, 197 e 199, §1º, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 11.10.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780284. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que “(...) a discussão travada no recurso passa ao largo de qualquer questão de prova. A questão é puramente de direito (…).” Afirma que “(...) Não se pode negar o exame da questão ao STF, mormente quando o recurso extraordinário invoca violação de preceitos constitucionais contidos na decisão judicial decorrentes da omissão a respeito de questões indispensáveis ao deslinde da causa.” Reitera a afronta aos artigos 5º, LV, 37, § 8º, 197 e 199, §1º, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 11.10.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, LV, 37, § 8º, 197 e 199, § 1º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 279/STF-, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do CPC, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4º No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, LV, 37, § 8º, 197 e 199, § 1º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 279/STF-, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do CPC, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4º No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- AgR, 1ª Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO STF. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/STF). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Nego seguimento ao agravo (CPC, art. 557, caput). ” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- AgR, 1ª Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO STF. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/STF). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Nego seguimento ao agravo (CPC, art. 557, caput). ” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O exame de eventual ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). A suposta ofensa aos demais postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ÓBICE DA AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO SUPERADO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS. LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SUSCITADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA LEI FUNDAMENTAL. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O exame de eventual ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e STF- RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). A suposta ofensa aos demais postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ÓBICE DA AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO SUPERADO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS. LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SUSCITADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA LEI FUNDAMENTAL. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ que para se chegar à alegada ofensa à Constituição no concernente à autonomia universitária, necessário seria a análise de normas infraconstitucionais II – A discussão acerca da comprovação de lesividade ao patrimônio público como requisito para propositura de Ação Popular, demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da Súmula 279 desta Corte. III – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que, em regra, a afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. IV – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. V – Agravo regimental improvido.” (AI 699740 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 08.11.2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação popular. Área de proteção ambiental. Extensão. Dano. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 598721 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 29.4.2013) Constato, por seu turno, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ que para se chegar à alegada ofensa à Constituição no concernente à autonomia universitária, necessário seria a análise de normas infraconstitucionais II – A discussão acerca da comprovação de lesividade ao patrimônio público como requisito para propositura de Ação Popular, demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da Súmula 279 desta Corte. III – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que, em regra, a afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. IV – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. V – Agravo regimental improvido.” (AI 699740 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 08.11.2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação popular. Área de proteção ambiental. Extensão. Dano. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 598721 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 29.4.2013) Constato, por seu turno, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. 1. Discussão quanto ao desvio de finalidade e à conduta da parte: reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Razões do recurso extraordinário dissociadas dos fundamentos do acórdão recorrido. Incidência da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao princípio constitucional do devido processo legal. Necessidade de análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 793282 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 1º.8.2012) “Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Ação popular. Licitação. Alegação de inexistência de irregularidades (inclusive quanto ao superfaturamento em contratação de serviço de reforma de hospital). Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Enunciado 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 783659 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 20.9.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. 1. Discussão quanto ao desvio de finalidade e à conduta da parte: reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Razões do recurso extraordinário dissociadas dos fundamentos do acórdão recorrido. Incidência da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao princípio constitucional do devido processo legal. Necessidade de análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 793282 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 1º.8.2012) “Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Ação popular. Licitação. Alegação de inexistência de irregularidades (inclusive quanto ao superfaturamento em contratação de serviço de reforma de hospital). Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Enunciado 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 783659 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 20.9.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894694 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915075
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. ANULAÇÃO DE EDITAL. PARCERIA COM ORGANIZAÇÃO SOCIAL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.10.2013. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur294554
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA RELFEXA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 699740 AgR (2ªT), RE 598721 AgR (1ªT). (SÚMULA 279) AI 793282 AgR (1ªT), AI 783659 ED (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 13/03/2015, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
844081
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 844081 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. ANULAÇÃO DE EDITAL. PARCERIA COM ORGANIZAÇÃO SOCIAL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.10.2013. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano, para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780283. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 844081 AGR / RJ fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780283. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que “(...) a discussão travada no recurso passa ao largo de qualquer questão de prova. A questão é puramente de direito (…).” Afirma que “(...) Não se pode negar o exame da questão ao Supremo Tribunal Federal, mormente quando o recurso extraordinário invoca violação de preceitos constitucionais contidos na decisão judicial decorrentes da omissão a respeito de questões indispensáveis ao deslinde da causa.” Reitera a afronta aos artigos 5..., LV, 37, § 8..., 197 e 199, §1..., da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 11.10.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780284. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Município do Rio de Janeiro. Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que “(...) a discussão travada no recurso passa ao largo de qualquer questão de prova. A questão é puramente de direito (…).” Afirma que “(...) Não se pode negar o exame da questão ao Supremo Tribunal Federal, mormente quando o recurso extraordinário invoca violação de preceitos constitucionais contidos na decisão judicial decorrentes da omissão a respeito de questões indispensáveis ao deslinde da causa.” Reitera a afronta aos artigos 5..., LV, 37, § 8..., 197 e 199, §1..., da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 11.10.2013. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., LV, 37, § 8..., 197 e 199, § 1..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal-, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4... No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., LV, 37, § 8..., 197 e 199, § 1..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal-, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4... No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- AgR, 1... Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Nego seguimento ao agravo (Código de Processo Civil, art. 557, caput). ” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- AgR, 1... Turma, rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Nego seguimento ao agravo (Código de Processo Civil, art. 557, caput). ” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O exame de eventual ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). A suposta ofensa aos demais postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ÓBICE DA AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO SUPERADO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS. LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SUSCITADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA LEI FUNDAMENTAL. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. O exame de eventual ofensa aos princípios da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal- Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). A suposta ofensa aos demais postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ÓBICE DA AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO SUPERADO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS. LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. SUSCITADA OFENSA AO ART. 93, IX, DA LEI FUNDAMENTAL. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ que para se chegar à alegada ofensa à Constituição no concernente à autonomia universitária, necessário seria a análise de normas infraconstitucionais II – A discussão acerca da comprovação de lesividade ao patrimônio público como requisito para propositura de Ação Popular, demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da Súmula 279 desta Corte. III – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que, em regra, a afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. IV – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. V – Agravo regimental improvido.” (AI 699740 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 08.11.2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação popular. Área de proteção ambiental. Extensão. Dano. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 598721 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 29.4.2013) Constato, por seu turno, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ que para se chegar à alegada ofensa à Constituição no concernente à autonomia universitária, necessário seria a análise de normas infraconstitucionais II – A discussão acerca da comprovação de lesividade ao patrimônio público como requisito para propositura de Ação Popular, demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário a teor da Súmula 279 desta Corte. III – A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que, em regra, a afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Precedentes. IV – A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de forma clara e concisa as razões de seu convencimento. V – Agravo regimental improvido.” (AI 699740 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 08.11.2012) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação popular. Área de proteção ambiental. Extensão. Dano. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 598721 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 29.4.2013) Constato, por seu turno, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844081 AGR / RJ recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. 1. Discussão quanto ao desvio de finalidade e à conduta da parte: reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Razões do recurso extraordinário dissociadas dos fundamentos do acórdão recorrido. Incidência da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao princípio constitucional do devido processo legal. Necessidade de análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 793282 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 1....8.2012) “Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Ação popular. Licitação. Alegação de inexistência de irregularidades (inclusive quanto ao superfaturamento em contratação de serviço de reforma de hospital). Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Enunciado 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 783659 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 20.9.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Supremo Tribunal Federal ARE 844081 AGR / RJ recurso extraordinário.” Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO POPULAR. 1. Discussão quanto ao desvio de finalidade e à conduta da parte: reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Razões do recurso extraordinário dissociadas dos fundamentos do acórdão recorrido. Incidência da Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao princípio constitucional do devido processo legal. Necessidade de análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 793282 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 1....8.2012) “Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Ação popular. Licitação. Alegação de inexistência de irregularidades (inclusive quanto ao superfaturamento em contratação de serviço de reforma de hospital). Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Enunciado 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 783659 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 20.9.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7780285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894694 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.081 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO ROBERTO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIPE CÂNDIDO FONSECA DE SOUZA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844 . 081", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 844081 AGR", "ARE 844081 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 645 . 366 - AgR", "ARE 665 . 547 - AgR", "AI 805 . 701 - AgR", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "ARE 844081 AGR / RJ", "ARE 645 . 366 - AgR", "ARE 665 . 547 - AgR", "AI 805 . 701 - AgR", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AgR", "-", "AgR", "-", "154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 844081 AGR / RJ", "AI 699740 AgR", "Súmulas ns 636", "Recurso Extraordinário 598721 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 844081 AGR / RJ", "AI 699740 AgR", "Súmulas ns 636", "Recurso Extraordinário 598721 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 793282 AgR", "AI 783659 ED", "ARE 844081 AGR / RJ", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 793282 AgR", "AI 783659 ED" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "RJ", "1", ".", ".", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", ".", ". . 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) :DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698065. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) :DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos seguintes fundamentos: (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) a alegação de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição diz respeito a temas cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por se tratar de matéria infraconstitucional (Tema 660); e (c) a demanda foi resolvida essencialmente com base no acervo fático-probatório do processo e em legislação local (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo), o que atrai as vedações das Súmulas 279 e 280 do STF, conforme precedentes de ambas as turmas desta Corte em casos análogos. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a matéria apresenta repercussão geral; (b) o acórdão recorrido violou de forma direta o texto constitucional; e (c) não incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698144. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) :DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos seguintes fundamentos: (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) a alegação de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição diz respeito a temas cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por se tratar de matéria infraconstitucional (Tema 660); e (c) a demanda foi resolvida essencialmente com base no acervo fático-probatório do processo e em legislação local (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo), o que atrai as vedações das Súmulas 279 e 280 do STF, conforme precedentes de ambas as turmas desta Corte em casos análogos. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a matéria apresenta repercussão geral; (b) o acórdão recorrido violou de forma direta o texto constitucional; e (c) não incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 do STF. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852269 AGR / SP acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o Tribunal de origem decidiu que a penalidade de exclusão do militar foi aplicada corretamente, com base nos elementos de fatos e de provas do processo e no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Assim, a reversão do acórdão esbarra nos óbices das Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar Estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 842.179-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/11/2014). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Supremo Tribunal Federal ARE 852269 AGR / SP acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o Tribunal de origem decidiu que a penalidade de exclusão do militar foi aplicada corretamente, com base nos elementos de fatos e de provas do processo e no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Assim, a reversão do acórdão esbarra nos óbices das Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar Estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 842.179-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/11/2014). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852269 AGR / SP IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 843.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 22/6/2011). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Supremo Tribunal Federal ARE 852269 AGR / SP IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 843.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 22/6/2011). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) : DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759790 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) : DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7797539
2015-02-03T00:00:00
2015-02-19T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur294004
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS PROCESSUAIS) ARE 748371 RG. Número de páginas: 6. Análise: 02/03/2015, BMP
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
852269
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-000893 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 852269 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) : DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) :DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698065. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) :DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos seguintes fundamentos: (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a alegação de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição diz respeito a temas cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por se tratar de matéria infraconstitucional (Tema 660); e (c) a demanda foi resolvida essencialmente com base no acervo fático-probatório do processo e em legislação local (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo), o que atrai as vedações das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, conforme precedentes de ambas as turmas desta Corte em casos análogos. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a matéria apresenta repercussão geral; (b) o acórdão recorrido violou de forma direta o texto constitucional; e (c) não incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698144. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) :DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos seguintes fundamentos: (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) a alegação de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição diz respeito a temas cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte, por se tratar de matéria infraconstitucional (Tema 660); e (c) a demanda foi resolvida essencialmente com base no acervo fático-probatório do processo e em legislação local (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo), o que atrai as vedações das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, conforme precedentes de ambas as turmas desta Corte em casos análogos. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a matéria apresenta repercussão geral; (b) o acórdão recorrido violou de forma direta o texto constitucional; e (c) não incidem, no caso, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pelo agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há que se falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852269 AGR / SP acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o Tribunal de origem decidiu que a penalidade de exclusão do militar foi aplicada corretamente, com base nos elementos de fatos e de provas do processo e no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Assim, a reversão do acórdão esbarra nos óbices das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar Estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 842.179-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/11/2014). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Supremo Tribunal Federal ARE 852269 AGR / SP acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Adite-se que o Tribunal de origem decidiu que a penalidade de exclusão do militar foi aplicada corretamente, com base nos elementos de fatos e de provas do processo e no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Assim, a reversão do acórdão esbarra nos óbices das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Militar Estadual. Processo administrativo disciplinar. 3. Sanção de exclusão da corporação. Ofensa reflexa. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da legislação local aplicável. Súmulas 279 e 280. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 842.179-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/11/2014). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 852269 AGR / SP IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 843.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 22/6/2011). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Supremo Tribunal Federal ARE 852269 AGR / SP IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 843.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 22/6/2011). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) : DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759790 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI ADV.(A/S) : DORIVAL MILLAN JACOB AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852 . 269", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 852269 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 852269 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmulas 279", "ARE 842 . 179 - AgR", "SÚMULAS N . 279", "AI 843 . 907 - AgR", "ARE 852269 AGR / SP", "SÚMULAS N . 279", "AI 843 . 907 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], 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Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI", "DORIVAL MILLAN JACOB", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI", "DORIVAL MILLAN JACOB", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI", "DORIVAL MILLAN JACOB", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EDUARDO PANTAROTTI", "DORIVAL MILLAN JACOB", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "12", "/", "11", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "12", "/", "11", "/", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DE ACÓRDÃO. DOSIMETRIA DA PENA. NÃO AFERIÇÃO EM HABEAS CORPUS. 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, deve-se conhecer do pedido de reconsideração como embargos de declaração ante a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. 2. O art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória, e não de acórdão proferido no julgamento de apelação (HC 114107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. 4. Pedido de reconsideração recebido como embargos de declaração, a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter o pedido de reconsideração em embargos de declaração e rejeitar o recurso, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852442. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de pedido de reconsideração contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUADRILHA ARMADA E ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO TENTADO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO RÉU DO RESULTADO DA APELAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já decidiu que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não do acórdão proferido no julgamento da apelação” (HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Hipótese em que o defensor dativo interpôs recurso de apelação (parcialmente provido) e foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento. 4. A falta de interposição dos recursos excepcionais pelo defensor não acarreta a nulidade do processo. Princípio da voluntariedade dos recursos (art. 574 do CPP). Precedentes: HC 104.166, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 82.053/PR, Rel. Min. Moreira Alves. 5. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de pedido de reconsideração contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUADRILHA ARMADA E ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO TENTADO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO RÉU DO RESULTADO DA APELAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já decidiu que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não do acórdão proferido no julgamento da apelação” (HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Hipótese em que o defensor dativo interpôs recurso de apelação (parcialmente provido) e foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento. 4. A falta de interposição dos recursos excepcionais pelo defensor não acarreta a nulidade do processo. Princípio da voluntariedade dos recursos (art. 574 do CPP). Precedentes: HC 104.166, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 82.053/PR, Rel. Min. Moreira Alves. 5. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 105308 ED / GO 2. A parte, em síntese, alega que o trânsito em julgado não é óbice para o conhecimento deste habeas corpus. Reitera que o paciente e o corréu não foram pessoalmente intimados do resultado do julgamento da apelação, o que afronta o art. 392, VI, do Código de Processo Penal. Afirma que a pena aplicada contraria o princípio da proporcionalidade. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento do pedido de reconsideração. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Supremo Tribunal Federal HC 105308 ED / GO 2. A parte, em síntese, alega que o trânsito em julgado não é óbice para o conhecimento deste habeas corpus. Reitera que o paciente e o corréu não foram pessoalmente intimados do resultado do julgamento da apelação, o que afronta o art. 392, VI, do Código de Processo Penal. Afirma que a pena aplicada contraria o princípio da proporcionalidade. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento do pedido de reconsideração. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço do pedido de reconsideração como embargos de declaração, ante a aplicação do princípio da fungibilidade recursal (HC 104.885-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; HC,116.614-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 2. Na hipótese, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência desta Corte, no sentido que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não de acórdão proferido no julgamento de apelação” (HC 114107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Acrescente-se que o paciente se encontrava em liberdade, já que a Segunda Turma, constatado o excesso de prazo da prisão preventiva, deferiu o HC 84.095 para permitir que paciente respondesse ao processo em liberdade. No mais, o defensor dativo também foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento da apelação. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Nessa linha é a manifestação da Procuradoria-Geral da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço do pedido de reconsideração como embargos de declaração, ante a aplicação do princípio da fungibilidade recursal (HC 104.885-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; HC,116.614-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 2. Na hipótese, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência desta Corte, no sentido que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não de acórdão proferido no julgamento de apelação” (HC 114107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Acrescente-se que o paciente se encontrava em liberdade, já que a Segunda Turma, constatado o excesso de prazo da prisão preventiva, deferiu o HC 84.095 para permitir que paciente respondesse ao processo em liberdade. No mais, o defensor dativo também foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento da apelação. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Nessa linha é a manifestação da Procuradoria-Geral da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 105308 ED / GO República, que concluiu “que o juízo de proporcionalidade foi realizado no momento próprio, e a pena privativa de liberdade, avaliada como a resposta adequada à conduta realizada.” 5. “O pedido não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão anterior” (HC 116. 614, Rel. Min. Teori Zavascki). 6. Diante do exposto, recebo o pedido de reconsideração como embargos de declaração e desprovejo o recurso. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Supremo Tribunal Federal HC 105308 ED / GO República, que concluiu “que o juízo de proporcionalidade foi realizado no momento próprio, e a pena privativa de liberdade, avaliada como a resposta adequada à conduta realizada.” 5. “O pedido não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão anterior” (HC 116. 614, Rel. Min. Teori Zavascki). 6. Diante do exposto, recebo o pedido de reconsideração como embargos de declaração e desprovejo o recurso. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia porque tenho entendido que tal erro é grosseiro. Em vez de interpor-se o recurso, busca-se a reconsideração, ante o ato formalizado. Então, como concluo sempre pelo não conhecimento, estou divergindo do Relator, não procedendo à transmudação de pedido de reconsideração em recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884294. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia porque tenho entendido que tal erro é grosseiro. Em vez de interpor-se o recurso, busca-se a reconsideração, ante o ato formalizado. Então, como concluo sempre pelo não conhecimento, estou divergindo do Relator, não procedendo à transmudação de pedido de reconsideração em recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu o pedido de reconsideração em embargos de declaração e rejeitou o recurso, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894495 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu o pedido de reconsideração em embargos de declaração e rejeitou o recurso, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894495 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915153
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu o pedido de reconsideração em embargos de declaração e rejeitou o recurso, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
Ementa: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DE ACÓRDÃO. DOSIMETRIA DA PENA. NÃO AFERIÇÃO EM HABEAS CORPUS. 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, deve-se conhecer do pedido de reconsideração como embargos de declaração ante a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. 2. O art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória, e não de acórdão proferido no julgamento de apelação (HC 114107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. 4. Pedido de reconsideração recebido como embargos de declaração, a que se nega provimento.
sjur294561
- Acórdão(s) citado(s): (INTIMAÇÃO PESSOAL, RÉU, ACÓRDÃO, APELAÇÃO) HC 114107 (2ªT). (PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL) HC 104885 AgR (2ªT), HC 116614 AgR (2ªT). (HC, DOSIMETRIA DA PENA) HC 69419 (1ªT). - Veja HC 84095 do STF. Número de páginas: 7. Análise: 30/03/2015, IMC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
105308
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00392\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-ED
acordaos
HC 105308 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO RECEBIDO COMO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DE ACÓRDÃO. DOSIMETRIA DA PENA. NÃO AFERIÇÃO EM HABEAS CORPUS. 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, deve-se conhecer do pedido de reconsideração como embargos de declaração ante a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. 2. O art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória, e não de acórdão proferido no julgamento de apelação (HC 114107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. 4. Pedido de reconsideração recebido como embargos de declaração, a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter o pedido de reconsideração em embargos de declaração e rejeitar o recurso, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852442. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de pedido de reconsideração contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUADRILHA ARMADA E ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO TENTADO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO RÉU DO RESULTADO DA APELAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já decidiu que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não do acórdão proferido no julgamento da apelação” (HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Hipótese em que o defensor dativo interpôs recurso de apelação (parcialmente provido) e foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento. 4. A falta de interposição dos recursos excepcionais pelo defensor não acarreta a nulidade do processo. Princípio da voluntariedade dos recursos (art. 574 do CPP). Precedentes: HC 104.166, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 82.053/PR, Rel. Min. Moreira Alves. 5. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de pedido de reconsideração contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. QUADRILHA ARMADA E ROUBO TRIPLAMENTE MAJORADO TENTADO. FALTA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO RÉU DO RESULTADO DA APELAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já decidiu que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não do acórdão proferido no julgamento da apelação” (HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Hipótese em que o defensor dativo interpôs recurso de apelação (parcialmente provido) e foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento. 4. A falta de interposição dos recursos excepcionais pelo defensor não acarreta a nulidade do processo. Princípio da voluntariedade dos recursos (art. 574 do CPP). Precedentes: HC 104.166, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 114.107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 82.053/PR, Rel. Min. Moreira Alves. 5. Habeas Corpus extinto sem resolução de mérito por inadequação da via processual. Cassada a liminar deferida.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 105308 ED / GO 2. A parte, em síntese, alega que o trânsito em julgado não é óbice para o conhecimento deste habeas corpus. Reitera que o paciente e o corréu não foram pessoalmente intimados do resultado do julgamento da apelação, o que afronta o art. 392, VI, do Código de Processo Penal. Afirma que a pena aplicada contraria o princípio da proporcionalidade. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento do pedido de reconsideração. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Supremo Tribunal Federal HC 105308 ED / GO 2. A parte, em síntese, alega que o trânsito em julgado não é óbice para o conhecimento deste habeas corpus. Reitera que o paciente e o corréu não foram pessoalmente intimados do resultado do julgamento da apelação, o que afronta o art. 392, VI, do Código de Processo Penal. Afirma que a pena aplicada contraria o princípio da proporcionalidade. 3. A Procuradoria-Geral da República opinou pelo indeferimento do pedido de reconsideração. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço do pedido de reconsideração como embargos de declaração, ante a aplicação do princípio da fungibilidade recursal (HC 104.885-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; HC,116.614-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 2. Na hipótese, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência desta Corte, no sentido que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não de acórdão proferido no julgamento de apelação” (HC 114107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Acrescente-se que o paciente se encontrava em liberdade, já que a Segunda Turma, constatado o excesso de prazo da prisão preventiva, deferiu o HC 84.095 para permitir que paciente respondesse ao processo em liberdade. No mais, o defensor dativo também foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento da apelação. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Nessa linha é a manifestação da Procuradoria-Geral da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço do pedido de reconsideração como embargos de declaração, ante a aplicação do princípio da fungibilidade recursal (HC 104.885-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; HC,116.614-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 2. Na hipótese, o acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência desta Corte, no sentido que “o art. 392 do CPP dispõe sobre a necessidade de intimação pessoal do réu apenas na hipótese de sentença condenatória e não de acórdão proferido no julgamento de apelação” (HC 114107, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Acrescente-se que o paciente se encontrava em liberdade, já que a Segunda Turma, constatado o excesso de prazo da prisão preventiva, deferiu o HC 84.095 para permitir que paciente respondesse ao processo em liberdade. No mais, o defensor dativo também foi pessoalmente intimado do resultado do julgamento da apelação. 3. O Supremo Tribunal Federal entende que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Nessa linha é a manifestação da Procuradoria-Geral da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 105308 ED / GO República, que concluiu “que o juízo de proporcionalidade foi realizado no momento próprio, e a pena privativa de liberdade, avaliada como a resposta adequada à conduta realizada.” 5. “O pedido não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão anterior” (HC 116. 614, Rel. Min. Teori Zavascki). 6. Diante do exposto, recebo o pedido de reconsideração como embargos de declaração e desprovejo o recurso. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Supremo Tribunal Federal HC 105308 ED / GO República, que concluiu “que o juízo de proporcionalidade foi realizado no momento próprio, e a pena privativa de liberdade, avaliada como a resposta adequada à conduta realizada.” 5. “O pedido não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão anterior” (HC 116. 614, Rel. Min. Teori Zavascki). 6. Diante do exposto, recebo o pedido de reconsideração como embargos de declaração e desprovejo o recurso. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7852444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia porque tenho entendido que tal erro é grosseiro. Em vez de interpor-se o recurso, busca-se a reconsideração, ante o ato formalizado. Então, como concluo sempre pelo não conhecimento, estou divergindo do Relator, não procedendo à transmudação de pedido de reconsideração em recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884294. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 GOIÁS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia porque tenho entendido que tal erro é grosseiro. Em vez de interpor-se o recurso, busca-se a reconsideração, ante o ato formalizado. Então, como concluo sempre pelo não conhecimento, estou divergindo do Relator, não procedendo à transmudação de pedido de reconsideração em recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu o pedido de reconsideração em embargos de declaração e rejeitou o recurso, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894495 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 105.308 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : LUIZ EDUARDO DA SILVA BARRETO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS PIRES EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu o pedido de reconsideração em embargos de declaração e rejeitou o recurso, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894495 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 105 . 308", "HC 114107", "HABEAS CORPUS 105 . 308", "HC 114 . 107", "HC 104 . 166", "HC 114 . 107", "HC 82 . 053 / PR", "HABEAS CORPUS 105 . 308", "HC 114 . 107", "HC 104 . 166", "HC 114 . 107", "HC 82 . 053 / PR", "HC 105308 ED / GO", "HC 105308 ED / GO", "HABEAS CORPUS 105 . 308", "HC 104 . 885 - AgR", "HC , 116 . 614 - AgR", "HC 114107", "HC 84 . 095", "HC 69 . 419", "HC 104 . 885 - AgR", "HC , 116 . 614 - AgR", "HC 114107", "HC 84 . 095", "HC 69 . 419", "HC 105308 ED / GO", "HC 116 . 614", "HC 105308 ED / GO República", "HC 116 . 614", "HABEAS CORPUS 105 . 308", "HABEAS CORPUS 105 . 308", "HABEAS CORPUS 105 . 308" ], "LEGISLACAO": [ "art . 392 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 392 do CPP", "art . 574 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 392 do CPP", "art . 574 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 392 , VI , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 392 , VI , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PIS E COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. TRIBUTO MONOFÁSICO. ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. LEI 11.033/2004. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. Dissentir das conclusões adotadas pelo acórdão recorrido quanto à aplicação da Lei nº 11.033/2004 às atividades prestadas pela agravante demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7944016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. ART. 17 DA LEI N.º 11.033/04. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A não cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2. Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3. Cuidando-se de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. ART. 17 DA LEI N.º 11.033/04. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A não cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2. Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3. Cuidando-se de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 635645 AGR / DF falar, portanto, em cumulatividade. 4. O âmbito de incidência do art. 17 da Lei n.º 11.033/04 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5. A extensão do disposto no art. 17 da Lei n.º 11.033/04 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6. Sentença mantida. Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 195, § 12, da Constituição, porque após a vigência do art. 17, da Lei nº 11.033/2004, complementado pelo art. 16, da Lei nº 11.116, a recorrente teria direito de se creditar do PIS e COFINS pagos nas suas aquisições de mercadorias, muito embora sua venda futura ocorra com alíquota zero. O exame da tese defendida no recurso extraordinário demanda necessariamente a análise e interpretação de legislação infraconstitucional, pois o recorrente baseia seu direito no art. 17, da Lei nº 11.033/2004, e o aresto vergastado afirmou que o referido dispositivo legal não aplica-se à recorrente, por ausência de subsunção. Dessa forma, eventual ofensa ao texto constitucional seria indireta ou reflexa, descabendo a interposição de recurso extraordinário. Ademais, mesmo que superado esse óbice intransponível, a ora recorrente não teria melhor sorte, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar tese jurídica semelhante à presente, decidiu de forma contrária à tese defendida no presente recurso extraordinário, entendendo que, antes do benefício fiscal criado pela Lei 9.779/99, não havia direito à manutenção de créditos de IPI, apenas com base no princípio da não-cumulatividade, nas situações em que o insumo é tributado, mas a saída do produto industrializado é isenta ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Supremo Tribunal Federal RE 635645 AGR / DF falar, portanto, em cumulatividade. 4. O âmbito de incidência do art. 17 da Lei n.º 11.033/04 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5. A extensão do disposto no art. 17 da Lei n.º 11.033/04 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6. Sentença mantida. Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 195, § 12, da Constituição, porque após a vigência do art. 17, da Lei nº 11.033/2004, complementado pelo art. 16, da Lei nº 11.116, a recorrente teria direito de se creditar do PIS e COFINS pagos nas suas aquisições de mercadorias, muito embora sua venda futura ocorra com alíquota zero. O exame da tese defendida no recurso extraordinário demanda necessariamente a análise e interpretação de legislação infraconstitucional, pois o recorrente baseia seu direito no art. 17, da Lei nº 11.033/2004, e o aresto vergastado afirmou que o referido dispositivo legal não aplica-se à recorrente, por ausência de subsunção. Dessa forma, eventual ofensa ao texto constitucional seria indireta ou reflexa, descabendo a interposição de recurso extraordinário. Ademais, mesmo que superado esse óbice intransponível, a ora recorrente não teria melhor sorte, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar tese jurídica semelhante à presente, decidiu de forma contrária à tese defendida no presente recurso extraordinário, entendendo que, antes do benefício fiscal criado pela Lei 9.779/99, não havia direito à manutenção de créditos de IPI, apenas com base no princípio da não-cumulatividade, nas situações em que o insumo é tributado, mas a saída do produto industrializado é isenta ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 635645 AGR / DF sujeita à alíquota zero. Assim ficou ementado o leading case : “IPI - CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI Nº 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei nº 9.779/99 não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI que a antencedeu.” (RE 562980, rel. min. Ricardo Lewandowski, rel. p/acórdão min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 04.09.2009) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que, embora a operação seguinte esteja ao abrigo da alíquota zero, é inegável que a distribuidora está enquadrada no sistema não-cumulativo e no regime plurifásico, motivo pelo qual deveria ser deferido o direito ao creditamento. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Supremo Tribunal Federal RE 635645 AGR / DF sujeita à alíquota zero. Assim ficou ementado o leading case : “IPI - CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI Nº 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei nº 9.779/99 não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI que a antencedeu.” (RE 562980, rel. min. Ricardo Lewandowski, rel. p/acórdão min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 04.09.2009) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que, embora a operação seguinte esteja ao abrigo da alíquota zero, é inegável que a distribuidora está enquadrada no sistema não-cumulativo e no regime plurifásico, motivo pelo qual deveria ser deferido o direito ao creditamento. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A pretensão não merece acolhida. A despeito dos argumentos expendidos pela agravante, verifico que a decisão agravada deve permanecer hígida, porquanto amparada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. De fato, note-se que a Constituição Federal remeteu à lei a disciplina da não-cumulatividade das contribuições do PIS e da COFINS, nos termos do art. 195, § 12, da Carta. Nessas circunstâncias, a agravante requer a aplicação extensiva do art. 17, da Lei 11.033/2004, segundo o qual “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”. Ocorre que, no caso dos autos, o acórdão recorrido consignou que norma citada não se enquadra ao âmbito de incidência das atividades prestadas pela empresa agravante, tendo em vista que tem aplicação restrita às operações comerciais envolvendo máquinas, equipamentos e outros bens, quando adquiridos peles beneficiários do REPORTO. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Cofins. Não cumulatividade. Insumos do processo de produção. Necessidade da análise prévia de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional apenas reflexa. 1. O princípio da não cumulatividade aplicável às Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A pretensão não merece acolhida. A despeito dos argumentos expendidos pela agravante, verifico que a decisão agravada deve permanecer hígida, porquanto amparada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. De fato, note-se que a Constituição Federal remeteu à lei a disciplina da não-cumulatividade das contribuições do PIS e da COFINS, nos termos do art. 195, § 12, da Carta. Nessas circunstâncias, a agravante requer a aplicação extensiva do art. 17, da Lei 11.033/2004, segundo o qual “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”. Ocorre que, no caso dos autos, o acórdão recorrido consignou que norma citada não se enquadra ao âmbito de incidência das atividades prestadas pela empresa agravante, tendo em vista que tem aplicação restrita às operações comerciais envolvendo máquinas, equipamentos e outros bens, quando adquiridos peles beneficiários do REPORTO. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Cofins. Não cumulatividade. Insumos do processo de produção. Necessidade da análise prévia de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional apenas reflexa. 1. O princípio da não cumulatividade aplicável às Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 635645 AGR / DF contribuições sociais foi regulamentado pelas Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03, nas quais o legislador listou os bens e serviços capazes de gerar crédito. 2. No julgamento do RE nº 422.005-ED (Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/06), a Corte firmou o entendimento de que eventuais controvérsias na aplicação dos institutos da compensação e da prescrição devem ser resolvidas nas instâncias ordinárias ou por via administrativa. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 551.336-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “DECISÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS. TRIBUTO MONOFÁSICO. NÃO-CUMULATIVIDADE. LEI N. 11.033/2004. CREDITAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (RE 707.131 Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Supremo Tribunal Federal RE 635645 AGR / DF contribuições sociais foi regulamentado pelas Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03, nas quais o legislador listou os bens e serviços capazes de gerar crédito. 2. No julgamento do RE nº 422.005-ED (Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/06), a Corte firmou o entendimento de que eventuais controvérsias na aplicação dos institutos da compensação e da prescrição devem ser resolvidas nas instâncias ordinárias ou por via administrativa. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 551.336-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “DECISÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS. TRIBUTO MONOFÁSICO. NÃO-CUMULATIVIDADE. LEI N. 11.033/2004. CREDITAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (RE 707.131 Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894558 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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2015-02-10T00:00:00
2015-03-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PIS E COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. TRIBUTO MONOFÁSICO. ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. LEI 11.033/2004. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. Dissentir das conclusões adotadas pelo acórdão recorrido quanto à aplicação da Lei nº 11.033/2004 às atividades prestadas pela agravante demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294931
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 551336 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 19/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
635645
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00195 PAR-00012\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-011033 ANO-2004\n ART-00017\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 635645 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PIS E COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. TRIBUTO MONOFÁSICO. ALÍQUOTA ZERO. CREDITAMENTO. LEI 11.033/2004. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Dissentir das conclusões adotadas pelo acórdão recorrido quanto à aplicação da Lei n 11.033/2004 às atividades prestadas pela agravante demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7944016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. ART. 17 DA LEI N. 11.033/04. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A não cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2. Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3. Cuidando-se de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) :ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. ART. 17 DA LEI N. 11.033/04. DIREITO AO CREDITAMENTO EM REGIME NÃO CUMULATIVO SUJEITO À INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A não cumulatividade objetiva evitar o aumento excessivo da carga tributária decorrente da possibilidade de cumulação de incidências tributárias ao longo da cadeia econômica. 2. Este objetivo pode ser alcançado pela técnica do creditamento e pela tributação monofásica. 3. Cuidando-se de tributação monofásica, desaparece o pressuposto fático necessário para a adoção da técnica do creditamento, que é a possibilidade de incidências múltiplas ao longo da cadeia econômica, não se podendo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF falar, portanto, em cumulatividade. 4. O âmbito de incidência do art. 17 da Lei n. 11.033/04 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5. A extensão do disposto no art. 17 da Lei n. 11.033/04 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6. Sentença mantida. Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 195, § 12, da Constituição, porque após a vigência do art. 17, da Lei n 11.033/2004, complementado pelo art. 16, da Lei n 11.116, a recorrente teria direito de se creditar do PIS e COFINS pagos nas suas aquisições de mercadorias, muito embora sua venda futura ocorra com alíquota zero. O exame da tese defendida no recurso extraordinário demanda necessariamente a análise e interpretação de legislação infraconstitucional, pois o recorrente baseia seu direito no art. 17, da Lei n 11.033/2004, e o aresto vergastado afirmou que o referido dispositivo legal não aplica-se à recorrente, por ausência de subsunção. Dessa forma, eventual ofensa ao texto constitucional seria indireta ou reflexa, descabendo a interposição de recurso extraordinário. Ademais, mesmo que superado esse óbice intransponível, a ora recorrente não teria melhor sorte, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar tese jurídica semelhante à presente, decidiu de forma contrária à tese defendida no presente recurso extraordinário, entendendo que, antes do benefício fiscal criado pela Lei 9.779/99, não havia direito à manutenção de créditos de IPI, apenas com base no princípio da não-cumulatividade, nas situações em que o insumo é tributado, mas a saída do produto industrializado é isenta ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF falar, portanto, em cumulatividade. 4. O âmbito de incidência do art. 17 da Lei n. 11.033/04 restringe-se ao "Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Amplicação da Estrutura Portuária - REPORTO", como decorre do texto do diploma legislativo onde inserido tal artigo. 5. A extensão do disposto no art. 17 da Lei n. 11.033/04 a situações diversas daquela prevista na legislação implicaria privilégio indevido para certas atividades econômicas, em detrimento de todas as outras que sujeitas à tributação polifásica. 6. Sentença mantida. Sustenta-se, em síntese, a violação do art. 195, § 12, da Constituição, porque após a vigência do art. 17, da Lei n 11.033/2004, complementado pelo art. 16, da Lei n 11.116, a recorrente teria direito de se creditar do PIS e COFINS pagos nas suas aquisições de mercadorias, muito embora sua venda futura ocorra com alíquota zero. O exame da tese defendida no recurso extraordinário demanda necessariamente a análise e interpretação de legislação infraconstitucional, pois o recorrente baseia seu direito no art. 17, da Lei n 11.033/2004, e o aresto vergastado afirmou que o referido dispositivo legal não aplica-se à recorrente, por ausência de subsunção. Dessa forma, eventual ofensa ao texto constitucional seria indireta ou reflexa, descabendo a interposição de recurso extraordinário. Ademais, mesmo que superado esse óbice intransponível, a ora recorrente não teria melhor sorte, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar tese jurídica semelhante à presente, decidiu de forma contrária à tese defendida no presente recurso extraordinário, entendendo que, antes do benefício fiscal criado pela Lei 9.779/99, não havia direito à manutenção de créditos de IPI, apenas com base no princípio da não-cumulatividade, nas situações em que o insumo é tributado, mas a saída do produto industrializado é isenta ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF sujeita à alíquota zero. Assim ficou ementado o leading case : “IPI - CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI n 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei n 9.779/99 não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI que a antencedeu.” (Recurso Extraordinário 562980, rel. min. Ricardo Lewandowski, rel. p/acórdão min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 04.09.2009) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que, embora a operação seguinte esteja ao abrigo da alíquota zero, é inegável que a distribuidora está enquadrada no sistema não-cumulativo e no regime plurifásico, motivo pelo qual deveria ser deferido o direito ao creditamento. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF sujeita à alíquota zero. Assim ficou ementado o leading case : “IPI - CREDITAMENTO - ISENÇÃO - OPERAÇÃO ANTERIOR À LEI n 9.779/99. A ficção jurídica prevista no artigo 11 da Lei n 9.779/99 não alcança situação reveladora de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI que a antencedeu.” (Recurso Extraordinário 562980, rel. min. Ricardo Lewandowski, rel. p/acórdão min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 04.09.2009) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante sustenta que, embora a operação seguinte esteja ao abrigo da alíquota zero, é inegável que a distribuidora está enquadrada no sistema não-cumulativo e no regime plurifásico, motivo pelo qual deveria ser deferido o direito ao creditamento. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A pretensão não merece acolhida. A despeito dos argumentos expendidos pela agravante, verifico que a decisão agravada deve permanecer hígida, porquanto amparada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. De fato, note-se que a Constituição Federal remeteu à lei a disciplina da não-cumulatividade das contribuições do PIS e da COFINS, nos termos do art. 195, § 12, da Carta. Nessas circunstâncias, a agravante requer a aplicação extensiva do art. 17, da Lei 11.033/2004, segundo o qual “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”. Ocorre que, no caso dos autos, o acórdão recorrido consignou que norma citada não se enquadra ao âmbito de incidência das atividades prestadas pela empresa agravante, tendo em vista que tem aplicação restrita às operações comerciais envolvendo máquinas, equipamentos e outros bens, quando adquiridos peles beneficiários do REPORTO. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Cofins. Não cumulatividade. Insumos do processo de produção. Necessidade da análise prévia de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional apenas reflexa. 1. O princípio da não cumulatividade aplicável às Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. A pretensão não merece acolhida. A despeito dos argumentos expendidos pela agravante, verifico que a decisão agravada deve permanecer hígida, porquanto amparada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. De fato, note-se que a Constituição Federal remeteu à lei a disciplina da não-cumulatividade das contribuições do PIS e da COFINS, nos termos do art. 195, § 12, da Carta. Nessas circunstâncias, a agravante requer a aplicação extensiva do art. 17, da Lei 11.033/2004, segundo o qual “as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações”. Ocorre que, no caso dos autos, o acórdão recorrido consignou que norma citada não se enquadra ao âmbito de incidência das atividades prestadas pela empresa agravante, tendo em vista que tem aplicação restrita às operações comerciais envolvendo máquinas, equipamentos e outros bens, quando adquiridos peles beneficiários do REPORTO. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Cofins. Não cumulatividade. Insumos do processo de produção. Necessidade da análise prévia de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional apenas reflexa. 1. O princípio da não cumulatividade aplicável às Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF contribuições sociais foi regulamentado pelas Leis ns 10.637/02 e 10.833/03, nas quais o legislador listou os bens e serviços capazes de gerar crédito. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário n 422.005-ED (Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/06), a Corte firmou o entendimento de que eventuais controvérsias na aplicação dos institutos da compensação e da prescrição devem ser resolvidas nas instâncias ordinárias ou por via administrativa. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 551.336-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “DECISÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS. TRIBUTO MONOFÁSICO. NÃO-CUMULATIVIDADE. LEI N. 11.033/2004. CREDITAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (Recurso Extraordinário 707.131 Rel. Min. Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF contribuições sociais foi regulamentado pelas Leis ns 10.637/02 e 10.833/03, nas quais o legislador listou os bens e serviços capazes de gerar crédito. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário n 422.005-ED (Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20/4/06), a Corte firmou o entendimento de que eventuais controvérsias na aplicação dos institutos da compensação e da prescrição devem ser resolvidas nas instâncias ordinárias ou por via administrativa. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 551.336-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “DECISÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS E CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS. TRIBUTO MONOFÁSICO. NÃO-CUMULATIVIDADE. LEI N. 11.033/2004. CREDITAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (Recurso Extraordinário 707.131 Rel. Min. Cármen Lúcia) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7916330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894558 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635.645 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : DIMED S/A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS ADV.(A/S) : ALFREDO PEREIRA MACEDO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894558 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 645", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 645", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 645", "Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 562980", "Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 562980", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 645", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 645", "Recurso Extraordinário 635645 AGR", "Recurso Extraordinário n 422 . 005 - ED", "Recurso Extraordinário 551 . 336 - AgR", "Recurso Extraordinário 707 . 131", "Recurso Extraordinário 635645 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 422 . 005 - ED", "Recurso Extraordinário 551 . 336 - AgR", "Recurso Extraordinário 707 . 131", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 635 . 645" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 11 . 033 / 2004", "Lei n 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "ART . 17 DA LEI N . 11 . 033 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "ART . 17 DA LEI N . 11 . 033 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 da Lei n . 11 . 033 / 04", "art . 17 da Lei n . 11 . 033 / 04", "art . 195 , § 12 , da Constituição", "art . 17 , da Lei n 11 . 033 / 2004", "art . 16 , da Lei n 11 . 116", "art . 17 , da Lei n 11 . 033 / 2004", "Lei 9 . 779 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 da Lei n . 11 . 033 / 04", "art . 17 da Lei n . 11 . 033 / 04", "art . 195 , § 12 , da Constituição", "art . 17 , da", "Lei n 11 . 033 / 2004", "art . 16 , da", "Lei n 11 . 116", "art . 17 , da Lei n 11 . 033 / 2004", "Lei 9 . 779 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 779 / 99", "artigo 11 da Lei n 9 . 779 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 9 . 779 / 99", "artigo 11 da Lei n 9 . 779 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 195 , § 12 , da Carta", "art . 17 , da Lei 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 195 , § 12 , da Carta", "art . 17 , da Lei 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n", "Leis ns 10 . 637 / 02", "10", ".", "833", "/", "03", "LEI N . 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2", "Leis ns 10 . 637 / 02", "10", ".", "833", "/", "03", "LEI N . 11 . 033 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DIMED S / A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS", "UNIÃO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DIMED S / A DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS", "UNIÃO", "FAZENDA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. 1. A orientação do Tribunal é no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF. Precedente plenário. 2. O Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal. 3. A decisão agravada está alinhada com a orientação desta Corte no sentido que não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração, sob pena de indevida supressão de instância. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não são suficientes para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885776. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática proferida pelo Relator do HC 290.197, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada, pelo crime previsto no artigo 1º, incisos V e VII, c/c o § 4º da Lei 9.613/98, à pena de 6 (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 120 (cento e vinte) dias-multa. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou provimento a ambos os recursos. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Ministro Jorge Mussi, Relator do HC 290.197, não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem de ofício para, excluída a circunstância judicial relativa à personalidade, ‘reduzir a reprimenda da paciente para 05 (cinco) e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática proferida pelo Relator do HC 290.197, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada, pelo crime previsto no artigo 1º, incisos V e VII, c/c o § 4º da Lei 9.613/98, à pena de 6 (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 120 (cento e vinte) dias-multa. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou provimento a ambos os recursos. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Ministro Jorge Mussi, Relator do HC 290.197, não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem de ofício para, excluída a circunstância judicial relativa à personalidade, ‘reduzir a reprimenda da paciente para 05 (cinco) e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 125106 AGR / SP pagamento de 80 (oitenta) dias-multa’. Dessa decisão foi interposto regimental, pendente de julgamento. Nesta impetração, sustenta-se a inaplicabilidade da causa de aumento de pena prevista no artigo 1º, § 4º, da Lei 9.613/98. Ressalta-se que, à época dos fatos, inexistia lei em sentido formal definindo os critérios para a configuração de uma “organização criminosa”, razão pela qual a paciente não poderia ter a pena majorada com fundamento em instituto não definido previamente em lei, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade. Destaca-se que, valorada favoravelmente a circunstância judicial referente à personalidade do agente, não seria possível admitir-se que a paciente teria praticado o crime de lavagem de dinheiro de forma habitual, de modo a justificar a incidência da majorante. Requer-se, assim, que, excluída a causa de aumento de pena prevista no artigo 1º, § 4º, da Lei 9.613/98, seja a pena privativa de liberdade reduzida para 4 (quatro) anos de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, e a pena de multa estabelecida em 60 (sessenta) dias-multa. Decido. Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP pagamento de 80 (oitenta) dias-multa’. Dessa decisão foi interposto regimental, pendente de julgamento. Nesta impetração, sustenta-se a inaplicabilidade da causa de aumento de pena prevista no artigo 1º, § 4º, da Lei 9.613/98. Ressalta-se que, à época dos fatos, inexistia lei em sentido formal definindo os critérios para a configuração de uma “organização criminosa”, razão pela qual a paciente não poderia ter a pena majorada com fundamento em instituto não definido previamente em lei, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade. Destaca-se que, valorada favoravelmente a circunstância judicial referente à personalidade do agente, não seria possível admitir-se que a paciente teria praticado o crime de lavagem de dinheiro de forma habitual, de modo a justificar a incidência da majorante. Requer-se, assim, que, excluída a causa de aumento de pena prevista no artigo 1º, § 4º, da Lei 9.613/98, seja a pena privativa de liberdade reduzida para 4 (quatro) anos de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, e a pena de multa estabelecida em 60 (sessenta) dias-multa. Decido. Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 125106 AGR / SP PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese processual é a de não conhecimento da impetração. Quanto ao mais, vale registrar que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese processual é a de não conhecimento da impetração. Quanto ao mais, vale registrar que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 125106 AGR / SP declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Com efeito, estabelecida pelas instâncias ordinárias a premissa fática de que ‘os crimes que antecederam a lavagem aqui tratada foram praticados de forma habitual’ (trecho da sentença), não há como, nesta via e após o trânsito em julgado da condenação, decidir-se de maneira diversa. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 c/c o art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus.” 2. O agravante, em síntese, alega que, “ao invés de haver sido o habeas corpus julgado por um colegiado, como era de rigor, foi julgado antecipada e individualmente pelo il. Ministro Relator, o que, de maneira alguma, pode-se admitir”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Com efeito, estabelecida pelas instâncias ordinárias a premissa fática de que ‘os crimes que antecederam a lavagem aqui tratada foram praticados de forma habitual’ (trecho da sentença), não há como, nesta via e após o trânsito em julgado da condenação, decidir-se de maneira diversa. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 c/c o art. 21, §1º, do RI/STF, não conheço do habeas corpus.” 2. O agravante, em síntese, alega que, “ao invés de haver sido o habeas corpus julgado por um colegiado, como era de rigor, foi julgado antecipada e individualmente pelo il. Ministro Relator, o que, de maneira alguma, pode-se admitir”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não merece provimento. 2. Inicialmente, observo que a orientação do Tribunal é no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF (c.f MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração, sob pena de indevida supressão de instância (c.f HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão MinistroLuís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nesse mesmo, confira-se a ementa do RHC 119.605-AgR, julgado pela Primeira Turma sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL. DESCABIMENTO DO USO DO HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO À REVISÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não merece provimento. 2. Inicialmente, observo que a orientação do Tribunal é no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF (c.f MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração, sob pena de indevida supressão de instância (c.f HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão MinistroLuís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nesse mesmo, confira-se a ementa do RHC 119.605-AgR, julgado pela Primeira Turma sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL. DESCABIMENTO DO USO DO HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO À REVISÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125106 AGR / SP criminal. 1. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à vedação do uso do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal. 2. Em sede de habeas corpus, não é possível promover uma rediscussão ampla dos fatos e provas utilizados pelas instâncias precedentes na dosimetria da pena privativa de liberdade. 3. É inviável a utilização do recurso ordinário em habeas corpus para obter-se, por via oblíqua, a reintegração no cargo público. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Não é o caso de concessão de ordem de ofício, ante a ausência de teratologia. 6. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 7. Nego provimento ao agravo regimental 8. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP criminal. 1. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à vedação do uso do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal. 2. Em sede de habeas corpus, não é possível promover uma rediscussão ampla dos fatos e provas utilizados pelas instâncias precedentes na dosimetria da pena privativa de liberdade. 3. É inviável a utilização do recurso ordinário em habeas corpus para obter-se, por via oblíqua, a reintegração no cargo público. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Não é o caso de concessão de ordem de ofício, ante a ausência de teratologia. 6. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 7. Nego provimento ao agravo regimental 8. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866543. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866543. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894526 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7915570
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. 1. A orientação do Tribunal é no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF. Precedente plenário. 2. O Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal. 3. A decisão agravada está alinhada com a orientação desta Corte no sentido que não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração, sob pena de indevida supressão de instância. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não são suficientes para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294597
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO REGIMENTAL, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, HABEAS CORPUS) HC 115560 AgR (1ªT). (PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE, MINISTRO RELATOR, DECISÃO MONOCRÁTICA) MS 28097 AgR (TP), RHC 119231 AgR (2ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT), HC 122166 AgR (2ªT). (HC, SUBSTITUIÇÃO, REVISÃO CRIMINAL) HC 111412 AgR (1ªT), RHC 114890 (1ªT), RHC 115983 (2ªT), RHC 116204 (2ªT), RHC 119605 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE, MINISTRO RELATOR, DECISÃO MONOCRÁTICA) HC 118438. (HC, SUBSTITUIÇÃO, REVISÃO CRIMINAL) HC 116827 MC. Número de páginas: 9. Análise: 25/03/2015, AMA.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
125106
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00038\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 125106 AgR
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AGTE.(S) : CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. 1. A orientação do Tribunal é no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. Precedente plenário. 2. O Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal. 3. A decisão agravada está alinhada com a orientação desta Corte no sentido que não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração, sob pena de indevida supressão de instância. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não são suficientes para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885776. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática proferida pelo Relator do HC 290.197, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada, pelo crime previsto no artigo 1..., incisos V e VII, c/c o § 4... da Lei 9.613/98, à pena de 6 (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 120 (cento e vinte) dias-multa. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal Regional Federal da 3... Região negou provimento a ambos os recursos. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Ministro Jorge Mussi, Relator do HC 290.197, não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem de ofício para, excluída a circunstância judicial relativa à personalidade, ‘reduzir a reprimenda da paciente para 05 (cinco) e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) :MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra decisão monocrática proferida pelo Relator do HC 290.197, do Superior Tribunal de Justiça. Extrai-se dos autos que a paciente foi condenada, pelo crime previsto no artigo 1..., incisos V e VII, c/c o § 4... da Lei 9.613/98, à pena de 6 (seis) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 120 (cento e vinte) dias-multa. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal Regional Federal da 3... Região negou provimento a ambos os recursos. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Ministro Jorge Mussi, Relator do HC 290.197, não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem de ofício para, excluída a circunstância judicial relativa à personalidade, ‘reduzir a reprimenda da paciente para 05 (cinco) e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 125106 AGR / SP pagamento de 80 (oitenta) dias-multa’. Dessa decisão foi interposto regimental, pendente de julgamento. Nesta impetração, sustenta-se a inaplicabilidade da causa de aumento de pena prevista no artigo 1..., § 4..., da Lei 9.613/98. Ressalta-se que, à época dos fatos, inexistia lei em sentido formal definindo os critérios para a configuração de uma “organização criminosa”, razão pela qual a paciente não poderia ter a pena majorada com fundamento em instituto não definido previamente em lei, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade. Destaca-se que, valorada favoravelmente a circunstância judicial referente à personalidade do agente, não seria possível admitir-se que a paciente teria praticado o crime de lavagem de dinheiro de forma habitual, de modo a justificar a incidência da majorante. Requer-se, assim, que, excluída a causa de aumento de pena prevista no artigo 1..., § 4..., da Lei 9.613/98, seja a pena privativa de liberdade reduzida para 4 (quatro) anos de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, e a pena de multa estabelecida em 60 (sessenta) dias-multa. Decido. Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP pagamento de 80 (oitenta) dias-multa’. Dessa decisão foi interposto regimental, pendente de julgamento. Nesta impetração, sustenta-se a inaplicabilidade da causa de aumento de pena prevista no artigo 1..., § 4..., da Lei 9.613/98. Ressalta-se que, à época dos fatos, inexistia lei em sentido formal definindo os critérios para a configuração de uma “organização criminosa”, razão pela qual a paciente não poderia ter a pena majorada com fundamento em instituto não definido previamente em lei, sob pena de ofensa ao princípio da legalidade. Destaca-se que, valorada favoravelmente a circunstância judicial referente à personalidade do agente, não seria possível admitir-se que a paciente teria praticado o crime de lavagem de dinheiro de forma habitual, de modo a justificar a incidência da majorante. Requer-se, assim, que, excluída a causa de aumento de pena prevista no artigo 1..., § 4..., da Lei 9.613/98, seja a pena privativa de liberdade reduzida para 4 (quatro) anos de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, e a pena de multa estabelecida em 60 (sessenta) dias-multa. Decido. Inicialmente observo que, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 125106 AGR / SP PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese processual é a de não conhecimento da impetração. Quanto ao mais, vale registrar que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (v.g, RHC119.605-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski), de modo que a hipótese processual é a de não conhecimento da impetração. Quanto ao mais, vale registrar que a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 125106 AGR / SP declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Com efeito, estabelecida pelas instâncias ordinárias a premissa fática de que ‘os crimes que antecederam a lavagem aqui tratada foram praticados de forma habitual’ (trecho da sentença), não há como, nesta via e após o trânsito em julgado da condenação, decidir-se de maneira diversa. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 c/c o art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus.” 2. O agravante, em síntese, alega que, “ao invés de haver sido o habeas corpus julgado por um colegiado, como era de rigor, foi julgado antecipada e individualmente pelo il. Ministro Relator, o que, de maneira alguma, pode-se admitir”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). Com efeito, estabelecida pelas instâncias ordinárias a premissa fática de que ‘os crimes que antecederam a lavagem aqui tratada foram praticados de forma habitual’ (trecho da sentença), não há como, nesta via e após o trânsito em julgado da condenação, decidir-se de maneira diversa. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 c/c o art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do habeas corpus.” 2. O agravante, em síntese, alega que, “ao invés de haver sido o habeas corpus julgado por um colegiado, como era de rigor, foi julgado antecipada e individualmente pelo il. Ministro Relator, o que, de maneira alguma, pode-se admitir”. 3. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não merece provimento. 2. Inicialmente, observo que a orientação do Tribunal é no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal (c.f MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração, sob pena de indevida supressão de instância (c.f HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão MinistroLuís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nesse mesmo, confira-se a ementa do RHC 119.605-AgR, julgado pela Primeira Turma sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL. DESCABIMENTO DO USO DO HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO À REVISÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, o recurso não merece provimento. 2. Inicialmente, observo que a orientação do Tribunal é no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal (c.f MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Conforme assentado na decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração, sob pena de indevida supressão de instância (c.f HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão MinistroLuís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Nesse mesmo, confira-se a ementa do RHC 119.605-AgR, julgado pela Primeira Turma sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL. DESCABIMENTO DO USO DO HABEAS CORPUS EM SUBSTITUIÇÃO À REVISÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 125106 AGR / SP criminal. 1. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à vedação do uso do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal. 2. Em sede de habeas corpus, não é possível promover uma rediscussão ampla dos fatos e provas utilizados pelas instâncias precedentes na dosimetria da pena privativa de liberdade. 3. É inviável a utilização do recurso ordinário em habeas corpus para obter-se, por via oblíqua, a reintegração no cargo público. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Não é o caso de concessão de ordem de ofício, ante a ausência de teratologia. 6. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 7. Nego provimento ao agravo regimental 8. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Supremo Tribunal Federal HC 125106 AGR / SP criminal. 1. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal quanto à vedação do uso do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal. 2. Em sede de habeas corpus, não é possível promover uma rediscussão ampla dos fatos e provas utilizados pelas instâncias precedentes na dosimetria da pena privativa de liberdade. 3. É inviável a utilização do recurso ordinário em habeas corpus para obter-se, por via oblíqua, a reintegração no cargo público. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” 5. Não é o caso de concessão de ordem de ofício, ante a ausência de teratologia. 6. Por fim, a reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão ora agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 7. Nego provimento ao agravo regimental 8. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7885778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866543. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866543. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894526 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAMILA FONSECA MARTINS ADV.(A/S) : MARIA CLAUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 290197 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894526 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 106", "HC n 290197", "HC 115 . 560 - AgR", "HABEAS CORPUS 125 . 106 SÃO", "HC n 290197 DO", "HC 290 . 197 ,", "HC 290 . 197", "HABEAS CORPUS 125 . 106", "HC n 290197", "HC 290 . 197", "HC 290 . 197", "HC 125106 AGR / SP", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 125106 AGR / SP", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 125106 AGR / SP", "RHC119 .", "605 -", "AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "HC 125106 AGR / SP", "RHC119 . 605 - AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "HC 125106 AGR / SP", "HC 69 . 419", "HC 125106 AGR / SP", "HC 69 . 419", "HABEAS CORPUS 125 . 106", "MS 28097 - AgR", "RHC 119 . 231 - AgR", "HC 118 . 438", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "RHC 119 . 605 - AgR", "HABEAS CORPUS 125 . 106", "MS 28097 - AgR", "RHC 119 . 231 - AgR", "HC 118 . 438", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "RHC 119 . 605 - AgR", "HC 125106 AGR / SP", "HC 115 . 560 - AgR", "HC 125106 AGR / SP", "HC 115 . 560 - AgR", "HABEAS", "HABEAS CORPUS 125 . 106", "HC n 290197", "REG", "HC n 290197" ], "LEGISLACAO": [ "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , incisos V e VII , c / c o § 4 . . . da Lei 9 . 613 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , incisos V e VII , c / c o § 4 . . . da Lei 9 . 613 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , § 4 . . . , da Lei 9 . 613 / 98", "artigo 1 . . . , § 4 . . . , da Lei 9 . 613 / 98", "ART . 422 DO CÓDIGO DE 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , § 4 . . . , da Lei 9 . 613 / 98", "artigo", "Lei 9 . 613 / 98", "ART . 422 DO CÓDIGO DE 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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"Ricardo Lewandowski", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "CAMILA FONSECA MARTINS", "MARIA CLAUDIA DE SEIXAS", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "CAMILA FONSECA MARTINS", "MARIA CLAUDIA DE SEIXAS", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.717 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :I B A A ADV.(A/S) :CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA EMBDO.(A/S) :G P A REPRESENTADO POR M S P S E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077577. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.717 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : I B A A ADV.(A/S) : CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA EMBDO.(A/S) : G P A REPRESENTADO POR M S P S E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8093811 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.717 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : I B A A ADV.(A/S) : CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA EMBDO.(A/S) : G P A REPRESENTADO POR M S P S E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8093811 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8094043
2015-02-03T00:00:00
2015-03-27T00:00:00
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.02.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur298231
Número de páginas: 2. Análise: 10/04/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
854717
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 854717 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : I B A A ADV.(A/S) : CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA EMBDO.(A/S) : G P A REPRESENTADO POR M S P S E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.717 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :I B A A ADV.(A/S) :CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA EMBDO.(A/S) :G P A REPRESENTADO POR M S P S E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077577. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.717 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : I B A A ADV.(A/S) : CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA EMBDO.(A/S) : G P A REPRESENTADO POR M S P S E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8093811 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.717 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : I B A A ADV.(A/S) : CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA EMBDO.(A/S) : G P A REPRESENTADO POR M S P S E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8093811 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854 . 717", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854 . 717" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA", "M", "S", "NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ", "Teori Zavascki", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA", "NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CESAR AUGUSTO RODRIGUES CERDEIRA", "NATÁLIA LUSTOZA CAMPANHÃ", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "03", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) :ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS ADV.(A/S) :RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Pensão por morte. Comprovação dos requisitos para percepção do benefício. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A revisão do entendimento adotado pelo Tribunal de origem acerca da não comprovação de requisito necessário para a percepção do benefício demandaria a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa, fins para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876444. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 956243 AGR / RJ Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 23 a 29/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876444. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 23 a 29/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) :ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS ADV.(A/S) :RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elisabeth Dias Alves interpõe tempestivo agravo regimental (21/6/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Rio de Janeiro. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos arts. 1º, inciso III, e 229 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) :ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS ADV.(A/S) :RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elisabeth Dias Alves interpõe tempestivo agravo regimental (21/6/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Rio de Janeiro. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos arts. 1º, inciso III, e 229 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 956243 AGR / RJ Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 956243 AGR / RJ 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 860.087/GO AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/STF. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula nº 282/STF. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido’ (RE nº 764.652/SCAgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 860.087/GO AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/STF. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula nº 282/STF. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido’ (RE nº 764.652/SCAgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 956243 AGR / RJ Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Aduz a ora agravante, in verbis, que “O r. acordão de 2ª instancia de forma explicita e implícita violou dispositivo constitucional e jurisprudenciais, no que tange os artigos 201, V, e art. 229 ambos da Constituição Federal/88, que estabelece a presunção da dependência dos pais para com os filhos, violando ainda a lei federal, Lei 8.213/91 em seus arts. 74 e 16 (…). A problemática consiste em delimitar-se o alcance da expressão ‘dependência econômica’, na acepção da legislação previdenciária. Dependência econômica significa contribuição às despesas da família, implica participação no orçamento doméstico, não sendo necessário que a subsistência dependa exclusivamente dos recursos advindos do segurado. Assim, para que fique configurada a dependência econômica dos pais em relação ao filho, não se exige que o trabalho do filho seja a única fonte de renda da família.” Assevera, também, que a matéria apresentaria repercussão geral. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, o agravado não apresentou manifestação, consoante certificado pela Secretaria Judiciária desta Corte. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Aduz a ora agravante, in verbis, que “O r. acordão de 2ª instancia de forma explicita e implícita violou dispositivo constitucional e jurisprudenciais, no que tange os artigos 201, V, e art. 229 ambos da Constituição Federal/88, que estabelece a presunção da dependência dos pais para com os filhos, violando ainda a lei federal, Lei 8.213/91 em seus arts. 74 e 16 (…). A problemática consiste em delimitar-se o alcance da expressão ‘dependência econômica’, na acepção da legislação previdenciária. Dependência econômica significa contribuição às despesas da família, implica participação no orçamento doméstico, não sendo necessário que a subsistência dependa exclusivamente dos recursos advindos do segurado. Assim, para que fique configurada a dependência econômica dos pais em relação ao filho, não se exige que o trabalho do filho seja a única fonte de renda da família.” Assevera, também, que a matéria apresentaria repercussão geral. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, o agravado não apresentou manifestação, consoante certificado pela Secretaria Judiciária desta Corte. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme já consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais alegados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme já consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais alegados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento (RE nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento (RE nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, verifica-se que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional (Lei nº 8.213/91), que a ora agravante não comprovou o preenchimento de requisito necessário para a percepção do benefício. Vide: “O que verifico do depoimento da própria autora e das testemunhas (fls. 134/136) é que o de cujus apenas ajudava a mãe nas despesas mensais, não assumindo a manutenção da casa, mesmo porque, o de cujus recebia pouco mais que um salário mínimo quando do óbito (fls. 110), ao passo que sua genitora recebe pensão por morte no valor de um salário mínimo (fls. 60). (…) Assim sendo, considerando que as provas carreadas aos autos não comprovam a alegada dependência econômica existente entre a demandante e o ex-segurado, no período anterior ao óbito deste, não fazendo jus a autora à pensão previdenciária pretendida.” Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e analisar a referida legislação infraconstitucional, fins para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. EX-COMPANHEIRA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA PROVADA. PERCENTUAL DE PENSÃO FIXADO COM BASE NAS PROVAS. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. PRECEDENTES. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, verifica-se que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional (Lei nº 8.213/91), que a ora agravante não comprovou o preenchimento de requisito necessário para a percepção do benefício. Vide: “O que verifico do depoimento da própria autora e das testemunhas (fls. 134/136) é que o de cujus apenas ajudava a mãe nas despesas mensais, não assumindo a manutenção da casa, mesmo porque, o de cujus recebia pouco mais que um salário mínimo quando do óbito (fls. 110), ao passo que sua genitora recebe pensão por morte no valor de um salário mínimo (fls. 60). (…) Assim sendo, considerando que as provas carreadas aos autos não comprovam a alegada dependência econômica existente entre a demandante e o ex-segurado, no período anterior ao óbito deste, não fazendo jus a autora à pensão previdenciária pretendida.” Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e analisar a referida legislação infraconstitucional, fins para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. EX-COMPANHEIRA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA PROVADA. PERCENTUAL DE PENSÃO FIXADO COM BASE NAS PROVAS. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. PRECEDENTES. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE nº 885.326/SC- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 813.100-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 693.079/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/6/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE nº 885.326/SC- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 813.100-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 693.079/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/6/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) : ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS (185653/ RJ) ADV.(A/S) : RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO (109067/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855773 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) : ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS (185653/ RJ) ADV.(A/S) : RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO (109067/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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2016-09-30T00:00:00
2016-10-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Pensão por morte. Comprovação dos requisitos para percepção do benefício. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A revisão do entendimento adotado pelo Tribunal de origem acerca da não comprovação de requisito necessário para a percepção do benefício demandaria a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa, fins para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa.
sjur358791
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 760160 AgR (2ªT), ARE 801373 AgR (1ªT). (PENSÃO POR MORTE) ARE 693079 AgR (1ªT), ARE 813100 AgR (2ªT), ARE 885326 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 27/10/2016, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
956243
[ "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 956243 AgR
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AGTE.(S) : ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) : ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS ADV.(A/S) : RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) :ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS ADV.(A/S) :RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdenciário. Pensão por morte. Comprovação dos requisitos para percepção do benefício. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A revisão do entendimento adotado pelo Tribunal de origem acerca da não comprovação de requisito necessário para a percepção do benefício demandaria a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa, fins para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876444. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 956243 AGR / RJ Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 23 a 29/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876444. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 23 a 29/9/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 30 de setembro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) :ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS ADV.(A/S) :RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elisabeth Dias Alves interpõe tempestivo agravo regimental (21/6/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Rio de Janeiro. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos arts. 1..., inciso III, e 229 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) :ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS ADV.(A/S) :RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Elisabeth Dias Alves interpõe tempestivo agravo regimental (21/6/16) contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Rio de Janeiro. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos arts. 1..., inciso III, e 229 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 956243 AGR / RJ Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 956243 AGR / RJ 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 860.087/GO AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 764.652/SCAgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 860.087/GO AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 764.652/SCAgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15). ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 956243 AGR / RJ Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Aduz a ora agravante, in verbis, que “O r. acordão de 2... instancia de forma explicita e implícita violou dispositivo constitucional e jurisprudenciais, no que tange os artigos 201, V, e art. 229 ambos da Constituição Federal/88, que estabelece a presunção da dependência dos pais para com os filhos, violando ainda a lei federal, Lei 8.213/91 em seus arts. 74 e 16 (…). A problemática consiste em delimitar-se o alcance da expressão ‘dependência econômica’, na acepção da legislação previdenciária. Dependência econômica significa contribuição às despesas da família, implica participação no orçamento doméstico, não sendo necessário que a subsistência dependa exclusivamente dos recursos advindos do segurado. Assim, para que fique configurada a dependência econômica dos pais em relação ao filho, não se exige que o trabalho do filho seja a única fonte de renda da família.” Assevera, também, que a matéria apresentaria repercussão geral. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, o agravado não apresentou manifestação, consoante certificado pela Secretaria Judiciária desta Corte. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Aduz a ora agravante, in verbis, que “O r. acordão de 2... instancia de forma explicita e implícita violou dispositivo constitucional e jurisprudenciais, no que tange os artigos 201, V, e art. 229 ambos da Constituição Federal/88, que estabelece a presunção da dependência dos pais para com os filhos, violando ainda a lei federal, Lei 8.213/91 em seus arts. 74 e 16 (…). A problemática consiste em delimitar-se o alcance da expressão ‘dependência econômica’, na acepção da legislação previdenciária. Dependência econômica significa contribuição às despesas da família, implica participação no orçamento doméstico, não sendo necessário que a subsistência dependa exclusivamente dos recursos advindos do segurado. Assim, para que fique configurada a dependência econômica dos pais em relação ao filho, não se exige que o trabalho do filho seja a única fonte de renda da família.” Assevera, também, que a matéria apresentaria repercussão geral. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, o agravado não apresentou manifestação, consoante certificado pela Secretaria Judiciária desta Corte. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876441. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme já consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais alegados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme já consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais alegados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento (Recurso Extraordinário n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional, da discussão acerca da complexidade da causa para fins de definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 3/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte. II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV - Agravo regimental ao qual se nega provimento (Recurso Extraordinário n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, verifica-se que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional (Lei n 8.213/91), que a ora agravante não comprovou o preenchimento de requisito necessário para a percepção do benefício. Vide: “O que verifico do depoimento da própria autora e das testemunhas (fls. 134/136) é que o de cujus apenas ajudava a mãe nas despesas mensais, não assumindo a manutenção da casa, mesmo porque, o de cujus recebia pouco mais que um salário mínimo quando do óbito (fls. 110), ao passo que sua genitora recebe pensão por morte no valor de um salário mínimo (fls. 60). (…) Assim sendo, considerando que as provas carreadas aos autos não comprovam a alegada dependência econômica existente entre a demandante e o ex-segurado, no período anterior ao óbito deste, não fazendo jus a autora à pensão previdenciária pretendida.” Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e analisar a referida legislação infraconstitucional, fins para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. EX-COMPANHEIRA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA PROVADA. PERCENTUAL DE PENSÃO FIXADO COM BASE NAS PROVAS. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ 760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). Ademais, verifica-se que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional (Lei n 8.213/91), que a ora agravante não comprovou o preenchimento de requisito necessário para a percepção do benefício. Vide: “O que verifico do depoimento da própria autora e das testemunhas (fls. 134/136) é que o de cujus apenas ajudava a mãe nas despesas mensais, não assumindo a manutenção da casa, mesmo porque, o de cujus recebia pouco mais que um salário mínimo quando do óbito (fls. 110), ao passo que sua genitora recebe pensão por morte no valor de um salário mínimo (fls. 60). (…) Assim sendo, considerando que as provas carreadas aos autos não comprovam a alegada dependência econômica existente entre a demandante e o ex-segurado, no período anterior ao óbito deste, não fazendo jus a autora à pensão previdenciária pretendida.” Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa e analisar a referida legislação infraconstitucional, fins para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. EX-COMPANHEIRA. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA PROVADA. PERCENTUAL DE PENSÃO FIXADO COM BASE NAS PROVAS. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n 885.326/SC- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 813.100-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 693.079/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/6/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n 885.326/SC- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/2/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. UNIÃO ESTÁVEL E DEPENDÊNCIA ECONÔMICA NÃO CONFIGURADAS. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para divergir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e a realização de nova interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual 7.672/1982), circunstâncias que tornam inviável o recurso, nos termos das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 813.100-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. ANÁLISE DA DEPENDÊNCIA ECONÔMICA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 693.079/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 18/6/14). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 956243 AGR / RJ É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Supremo Tribunal Federal ARE 956243 AGR / RJ É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11876442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) : ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS (185653/ RJ) ADV.(A/S) : RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO (109067/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855773 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956.243 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIZABETH DIAS ALVES ADV.(A/S) : ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS (185653/ RJ) ADV.(A/S) : RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO (109067/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 956 . 243", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 956243 AGR / RJ", "ARE 956243 AGR / RJ", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 956243 AGR / RJ", "ARE 956243 AGR / RJ", "Súmulas ns . 282", "ARE 956243 AGR / RJ 279 do Supremo", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 860 . 087 / GO AgR", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 764 . 652 / SCAgR", "ARE 956243 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 860 . 087 / GO AgR", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 764 . 652 / SCAgR", "ARE 956243 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR", "ARE 956243 AGR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / 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Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ELIZABETH DIAS ALVES", "ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS", "RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ELIZABETH DIAS ALVES", "ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS", "RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO", "DIAS TOFFOLI", "Elisabeth Dias Alves", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "ELIZABETH DIAS ALVES", "ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS", "RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO", "DIAS TOFFOLI", "Elisabeth Dias Alves", "Sepúlveda Pertence", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ELIZABETH DIAS ALVES", "ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS", "RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ELIZABETH DIAS ALVES", "ELIZANGELA LABRE BERTOLINO DE OLIVEIRA SANTOS", "RAFAELA MENDONÇA DE SOUZA DE ARAUJO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "30", "/", "09", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 a 29 / 9 / 2016", "30 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "29", "/", "9", "/", "2016", "30 de setembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "21", "/", "6", "/", "16", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2016", "21", "/", "6", "/", "16", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA- ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) :DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) :MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) :GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) :IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. ADC nº 16/DF. Responsabilidade pelo pagamento de indenização referente a acidente de trabalho. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. A natureza jurídica da indenização decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional não foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC nº 16/DF. 3. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135207. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RCL 17921 AGR / BA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135207. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA- ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) :DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) :MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) :GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) :IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA (INFRAERO) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, por ausência de identidade entre a decisão reclamada e o paradigma apta a instaurar a competência originária do STF com fundamento no art. 102, I, l, da CF/88. A agravante defende que, contrariamente ao entendimento monocrático, há aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigma. Argumenta que “foram deferidos pelo Tribunal Trabalhista indenizações por força da relação de trabalho estabelecida entre o reclamante e a empresa GUARDIÃO, constituindo-se em encargos trabalhistas, consoante preceitua o artigo 114, VI da CF/88”. Aduz que a decisão do e. TRT da 5ª Região para condenar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA- ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) :DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) :MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) :GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) :IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA (INFRAERO) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, por ausência de identidade entre a decisão reclamada e o paradigma apta a instaurar a competência originária do STF com fundamento no art. 102, I, l, da CF/88. A agravante defende que, contrariamente ao entendimento monocrático, há aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigma. Argumenta que “foram deferidos pelo Tribunal Trabalhista indenizações por força da relação de trabalho estabelecida entre o reclamante e a empresa GUARDIÃO, constituindo-se em encargos trabalhistas, consoante preceitua o artigo 114, VI da CF/88”. Aduz que a decisão do e. TRT da 5ª Região para condenar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 17921 AGR / BA impetrante de forma subsidiária foi fundamentada unicamente na ausência/falha de fiscalização do contrato, sem adentrar na discussão acerca da responsabilidade objetiva/civil da empresa pública, o que vai de encontro ao entendimento firmado pelo STF na ADC nº 16/DF. Nesse tocante, sustenta a agravante que “(...) não restou demonstrado em momento algum qualquer falha no cumprimento do exercício de fiscalização por parte da INFRAERO, ou qualquer ação/omissão, ou qualquer liame, por parte desta empresa pública que justificasse sua condenação, mas o TRT5 não anuiu com o entendimento do julgado da ADC 16 – com a aplicação do artigo 71, §1° da Lei N.º 8.666/93, chamando a Administração Pública para responder por obrigações oriundas da relação de trabalho devidas pela empresa GUARDIÃO”. E conclui que “a reclamação constitucional afigura-se como eficaz instituto processual para preservar a competência e a garantia da autoridade das decisões desta Suprema Corte, a qual foi desrespeitada pelo TRT5 ao condenar a INFRAERO de forma subsidiária em afronta ao artigo 71, § 1º da Lei 8.666/93 e à decisão insculpida na ADC 16 – STF, nos termos do artigo 102, I, l da CF/88 e do artigo 13 da Lei nº 8.038/90 que versam a respeito da aplicação de referida medida processual”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do STF dê provimento ao recurso, julgando procedente a reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA impetrante de forma subsidiária foi fundamentada unicamente na ausência/falha de fiscalização do contrato, sem adentrar na discussão acerca da responsabilidade objetiva/civil da empresa pública, o que vai de encontro ao entendimento firmado pelo STF na ADC nº 16/DF. Nesse tocante, sustenta a agravante que “(...) não restou demonstrado em momento algum qualquer falha no cumprimento do exercício de fiscalização por parte da INFRAERO, ou qualquer ação/omissão, ou qualquer liame, por parte desta empresa pública que justificasse sua condenação, mas o TRT5 não anuiu com o entendimento do julgado da ADC 16 – com a aplicação do artigo 71, §1° da Lei N.º 8.666/93, chamando a Administração Pública para responder por obrigações oriundas da relação de trabalho devidas pela empresa GUARDIÃO”. E conclui que “a reclamação constitucional afigura-se como eficaz instituto processual para preservar a competência e a garantia da autoridade das decisões desta Suprema Corte, a qual foi desrespeitada pelo TRT5 ao condenar a INFRAERO de forma subsidiária em afronta ao artigo 71, § 1º da Lei 8.666/93 e à decisão insculpida na ADC 16 – STF, nos termos do artigo 102, I, l da CF/88 e do artigo 13 da Lei nº 8.038/90 que versam a respeito da aplicação de referida medida processual”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do STF dê provimento ao recurso, julgando procedente a reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, pois a decisão agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte. Apontou-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na ADC nº 16/DF, assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995” (ADC nº 16/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 9/9/2011).” Conforme decidido monocraticamente, a decisão reclamada não discorre sobre a responsabilidade pelo pagamento de verbas salariais decorrentes de horas extras ou de férias inadimplidas no curso do contrato de trabalho, nem sobre eventuais parcelas indenizatórias devidas em razão de despedida arbitrária ou sem justa causa do trabalhador pelo empregador, matérias em debate quando do entendimento firmado pelo STF na ADC nº 16/DF. A esse respeito, insisto nos fundamentos adotados na decisão agravada: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, pois a decisão agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte. Apontou-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na ADC nº 16/DF, assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995” (ADC nº 16/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 9/9/2011).” Conforme decidido monocraticamente, a decisão reclamada não discorre sobre a responsabilidade pelo pagamento de verbas salariais decorrentes de horas extras ou de férias inadimplidas no curso do contrato de trabalho, nem sobre eventuais parcelas indenizatórias devidas em razão de despedida arbitrária ou sem justa causa do trabalhador pelo empregador, matérias em debate quando do entendimento firmado pelo STF na ADC nº 16/DF. A esse respeito, insisto nos fundamentos adotados na decisão agravada: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 17921 AGR / BA “A controvérsia instaurada na ação trabalhista objeto da presente reclamação está relacionada com a responsabilidade civil decorrente de acidente do trabalho ou de doença adquirida no trabalho ou em razão dele. Escreve Sérgio Pinto Martins acerca da diferença entre indenização trabalhista e a decorrente de acidente de trabalho: ‘Prevê o inciso I do art. 7º da Constituição, como direito do trabalhador urbano e rural, ‘relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos da lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos. (…) A indenização trabalhista (...) vem a ser um pagamento realizado pelo empregador ao empregado quando este é dispensado sem justa causa, visando recompensá-lo da perda do emprego e devendo corresponder ao tempo e serviço prestado ao empregador. Distingue-se a indenização do Direito do Trabalho da indenização do Direito Civil. Esta decorre da existência de dano causado a outrem por dolo ou culpa, correspondendo ao ressarcimento que deve ser feito pelo causador do dano.’ (Direito do Trabalho. 26 ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2010. pp. 450/451).’ A procedência da presente reclamação demanda discussão acerca da natureza jurídica da indenização decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional, matéria que não foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC nº 16/DF” Assim delineada a moldura fático-jurídica do objeto da presente ação, entendo que não há identidade entre o debate travado nesta reclamação constitucional e o entendimento consubstanciado no julgamento da ADC nº 16/DF apta a instaurar o exercício da jurisdição, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA “A controvérsia instaurada na ação trabalhista objeto da presente reclamação está relacionada com a responsabilidade civil decorrente de acidente do trabalho ou de doença adquirida no trabalho ou em razão dele. Escreve Sérgio Pinto Martins acerca da diferença entre indenização trabalhista e a decorrente de acidente de trabalho: ‘Prevê o inciso I do art. 7º da Constituição, como direito do trabalhador urbano e rural, ‘relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos da lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos. (…) A indenização trabalhista (...) vem a ser um pagamento realizado pelo empregador ao empregado quando este é dispensado sem justa causa, visando recompensá-lo da perda do emprego e devendo corresponder ao tempo e serviço prestado ao empregador. Distingue-se a indenização do Direito do Trabalho da indenização do Direito Civil. Esta decorre da existência de dano causado a outrem por dolo ou culpa, correspondendo ao ressarcimento que deve ser feito pelo causador do dano.’ (Direito do Trabalho. 26 ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2010. pp. 450/451).’ A procedência da presente reclamação demanda discussão acerca da natureza jurídica da indenização decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional, matéria que não foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC nº 16/DF” Assim delineada a moldura fático-jurídica do objeto da presente ação, entendo que não há identidade entre o debate travado nesta reclamação constitucional e o entendimento consubstanciado no julgamento da ADC nº 16/DF apta a instaurar o exercício da jurisdição, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 17921 AGR / BA em sede reclamatória, pelo Supremo Tribunal Federal. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). A jurisprudência desta Corte desenvolveu parâmetros para a utilização dessa figura jurídica, dentre os quais se destacam a aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do STF e a impossibilidade de se utilizar a reclamação como sucedâneo recursal. Nesse sentido, cito como precedentes: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl nº 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197, de 17/10/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA em sede reclamatória, pelo Supremo Tribunal Federal. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). A jurisprudência desta Corte desenvolveu parâmetros para a utilização dessa figura jurídica, dentre os quais se destacam a aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do STF e a impossibilidade de se utilizar a reclamação como sucedâneo recursal. Nesse sentido, cito como precedentes: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl nº 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197, de 17/10/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) : DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) : MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) : GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) : IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777898 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) : DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) : MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) : GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) : IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8153144
2015-02-03T00:00:00
2015-04-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA Agravo regimental na reclamação. ADC nº 16/DF. Responsabilidade pelo pagamento de indenização referente a acidente de trabalho. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. A natureza jurídica da indenização decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional não foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC nº 16/DF. 3. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 4. Agravo regimental não provido.
sjur299149
- Acórdão(s) citado(s): (RCL, SUCEDÂNEO RECURSAL) Rcl 6534 AgR (TP). Número de páginas: 8. Análise: 14/04/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
17921
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 17921 AgR
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AGTE.(S) : INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) : DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) : MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) : GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) : IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA- ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) :DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) :MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) :GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) :IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental na reclamação. ADC n 16/DF. Responsabilidade pelo pagamento de indenização referente a acidente de trabalho. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. A natureza jurídica da indenização decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional não foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC n 16/DF. 3. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135207. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RCL 17921 AGR / BA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135207. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA- ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) :DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) :MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) :GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) :IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA (INFRAERO) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, por ausência de identidade entre a decisão reclamada e o paradigma apta a instaurar a competência originária do Supremo Tribunal Federal com fundamento no art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988/88. A agravante defende que, contrariamente ao entendimento monocrático, há aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigma. Argumenta que “foram deferidos pelo Tribunal Trabalhista indenizações por força da relação de trabalho estabelecida entre o reclamante e a empresa GUARDIÃO, constituindo-se em encargos trabalhistas, consoante preceitua o artigo 114, VI da Constituição Federal de 1988/88”. Aduz que a decisão do e. TRT da 5... Região para condenar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA- ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) :DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) :JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) :MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) :GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) :IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA (INFRAERO) com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento à reclamação, por ausência de identidade entre a decisão reclamada e o paradigma apta a instaurar a competência originária do Supremo Tribunal Federal com fundamento no art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988/88. A agravante defende que, contrariamente ao entendimento monocrático, há aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão paradigma. Argumenta que “foram deferidos pelo Tribunal Trabalhista indenizações por força da relação de trabalho estabelecida entre o reclamante e a empresa GUARDIÃO, constituindo-se em encargos trabalhistas, consoante preceitua o artigo 114, VI da Constituição Federal de 1988/88”. Aduz que a decisão do e. TRT da 5... Região para condenar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 17921 AGR / BA impetrante de forma subsidiária foi fundamentada unicamente na ausência/falha de fiscalização do contrato, sem adentrar na discussão acerca da responsabilidade objetiva/civil da empresa pública, o que vai de encontro ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16/DF. Nesse tocante, sustenta a agravante que “(...) não restou demonstrado em momento algum qualquer falha no cumprimento do exercício de fiscalização por parte da INFRAERO, ou qualquer ação/omissão, ou qualquer liame, por parte desta empresa pública que justificasse sua condenação, mas o TRT5 não anuiu com o entendimento do julgado da ADC 16 – com a aplicação do artigo 71, §1... da Lei N. 8.666/93, chamando a Administração Pública para responder por obrigações oriundas da relação de trabalho devidas pela empresa GUARDIÃO”. E conclui que “a reclamação constitucional afigura-se como eficaz instituto processual para preservar a competência e a garantia da autoridade das decisões desta Suprema Corte, a qual foi desrespeitada pelo TRT5 ao condenar a INFRAERO de forma subsidiária em afronta ao artigo 71, § 1... da Lei 8.666/93 e à decisão insculpida na ADC 16 – Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 102, I, l da Constituição Federal de 1988/88 e do artigo 13 da Lei n 8.038/90 que versam a respeito da aplicação de referida medida processual”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do Supremo Tribunal Federal dê provimento ao recurso, julgando procedente a reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA impetrante de forma subsidiária foi fundamentada unicamente na ausência/falha de fiscalização do contrato, sem adentrar na discussão acerca da responsabilidade objetiva/civil da empresa pública, o que vai de encontro ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16/DF. Nesse tocante, sustenta a agravante que “(...) não restou demonstrado em momento algum qualquer falha no cumprimento do exercício de fiscalização por parte da INFRAERO, ou qualquer ação/omissão, ou qualquer liame, por parte desta empresa pública que justificasse sua condenação, mas o TRT5 não anuiu com o entendimento do julgado da ADC 16 – com a aplicação do artigo 71, §1... da Lei N. 8.666/93, chamando a Administração Pública para responder por obrigações oriundas da relação de trabalho devidas pela empresa GUARDIÃO”. E conclui que “a reclamação constitucional afigura-se como eficaz instituto processual para preservar a competência e a garantia da autoridade das decisões desta Suprema Corte, a qual foi desrespeitada pelo TRT5 ao condenar a INFRAERO de forma subsidiária em afronta ao artigo 71, § 1... da Lei 8.666/93 e à decisão insculpida na ADC 16 – Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 102, I, l da Constituição Federal de 1988/88 e do artigo 13 da Lei n 8.038/90 que versam a respeito da aplicação de referida medida processual”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou que o colegiado do Supremo Tribunal Federal dê provimento ao recurso, julgando procedente a reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135204. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, pois a decisão agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte. Apontou-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na ADC n 16/DF, assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995” (ADC n 16/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 9/9/2011).” Conforme decidido monocraticamente, a decisão reclamada não discorre sobre a responsabilidade pelo pagamento de verbas salariais decorrentes de horas extras ou de férias inadimplidas no curso do contrato de trabalho, nem sobre eventuais parcelas indenizatórias devidas em razão de despedida arbitrária ou sem justa causa do trabalhador pelo empregador, matérias em debate quando do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16/DF. A esse respeito, insisto nos fundamentos adotados na decisão agravada: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, pois a decisão agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte. Apontou-se como desrespeitada a eficácia da decisão proferida na ADC n 16/DF, assim ementada: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art., 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995” (ADC n 16/DF, Relator o Ministro Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe de 9/9/2011).” Conforme decidido monocraticamente, a decisão reclamada não discorre sobre a responsabilidade pelo pagamento de verbas salariais decorrentes de horas extras ou de férias inadimplidas no curso do contrato de trabalho, nem sobre eventuais parcelas indenizatórias devidas em razão de despedida arbitrária ou sem justa causa do trabalhador pelo empregador, matérias em debate quando do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16/DF. A esse respeito, insisto nos fundamentos adotados na decisão agravada: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 17921 AGR / BA “A controvérsia instaurada na ação trabalhista objeto da presente reclamação está relacionada com a responsabilidade civil decorrente de acidente do trabalho ou de doença adquirida no trabalho ou em razão dele. Escreve Sérgio Pinto Martins acerca da diferença entre indenização trabalhista e a decorrente de acidente de trabalho: ‘Prevê o inciso I do art. 7... da Constituição, como direito do trabalhador urbano e rural, ‘relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos da lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos. (…) A indenização trabalhista (...) vem a ser um pagamento realizado pelo empregador ao empregado quando este é dispensado sem justa causa, visando recompensá-lo da perda do emprego e devendo corresponder ao tempo e serviço prestado ao empregador. Distingue-se a indenização do Direito do Trabalho da indenização do Direito Civil. Esta decorre da existência de dano causado a outrem por dolo ou culpa, correspondendo ao ressarcimento que deve ser feito pelo causador do dano.’ (Direito do Trabalho. 26 ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2010. pp. 450/451).’ A procedência da presente reclamação demanda discussão acerca da natureza jurídica da indenização decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional, matéria que não foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC n 16/DF” Assim delineada a moldura fático-jurídica do objeto da presente ação, entendo que não há identidade entre o debate travado nesta reclamação constitucional e o entendimento consubstanciado no julgamento da ADC n 16/DF apta a instaurar o exercício da jurisdição, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA “A controvérsia instaurada na ação trabalhista objeto da presente reclamação está relacionada com a responsabilidade civil decorrente de acidente do trabalho ou de doença adquirida no trabalho ou em razão dele. Escreve Sérgio Pinto Martins acerca da diferença entre indenização trabalhista e a decorrente de acidente de trabalho: ‘Prevê o inciso I do art. 7... da Constituição, como direito do trabalhador urbano e rural, ‘relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos da lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos. (…) A indenização trabalhista (...) vem a ser um pagamento realizado pelo empregador ao empregado quando este é dispensado sem justa causa, visando recompensá-lo da perda do emprego e devendo corresponder ao tempo e serviço prestado ao empregador. Distingue-se a indenização do Direito do Trabalho da indenização do Direito Civil. Esta decorre da existência de dano causado a outrem por dolo ou culpa, correspondendo ao ressarcimento que deve ser feito pelo causador do dano.’ (Direito do Trabalho. 26 ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2010. pp. 450/451).’ A procedência da presente reclamação demanda discussão acerca da natureza jurídica da indenização decorrente de acidente de trabalho ou doença ocupacional, matéria que não foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da ADC n 16/DF” Assim delineada a moldura fático-jurídica do objeto da presente ação, entendo que não há identidade entre o debate travado nesta reclamação constitucional e o entendimento consubstanciado no julgamento da ADC n 16/DF apta a instaurar o exercício da jurisdição, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RCL 17921 AGR / BA em sede reclamatória, pelo Supremo Tribunal Federal. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). A jurisprudência desta Corte desenvolveu parâmetros para a utilização dessa figura jurídica, dentre os quais se destacam a aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal e a impossibilidade de se utilizar a reclamação como sucedâneo recursal. Nesse sentido, cito como precedentes: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl n 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197, de 17/10/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Supremo Tribunal Federal RCL 17921 AGR / BA em sede reclamatória, pelo Supremo Tribunal Federal. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). A jurisprudência desta Corte desenvolveu parâmetros para a utilização dessa figura jurídica, dentre os quais se destacam a aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmáticas do Supremo Tribunal Federal e a impossibilidade de se utilizar a reclamação como sucedâneo recursal. Nesse sentido, cito como precedentes: “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl n 6.534/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe-197, de 17/10/08). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8135205. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) : DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) : MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) : GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) : IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777898 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.921 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INFRAERO - EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUARIA ADV.(A/S) : DERYCK COSTA DUARTE AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS BRITO DA SILVA ADV.(A/S) : MARILENA REIS DA SILVA AGDO.(A/S) : GUARDIÃO CARLOS BRITO SILVA ADV.(A/S) : IDELMARIO GORDIANO NETO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 17 . 921", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "RECLAMAÇÃO 17 . 921", "RECLAMAÇÃO 17 . 921", "ADC n 16 / DF", "ADC 16 – Supremo Tribunal Federal", "ADC n 16 / DF", "ADC 16", "ADC 16 – Supremo Tribunal Federal", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "RECLAMAÇÃO 17 . 921", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "RCL 17921 AGR / BA", "ADC n 16 / DF", "ADC n 16 / DF", "RCL 17921 AGR / BA", "Rcl n 6 . 534 / MG - AgR", "RCL 17921 AGR / BA", "Rcl n 6 . 534 / MG - AgR", "RECLAMAÇÃO 17 . 921", "RECLAMAÇÃO 17 . 921" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , inciso I , alínea l , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 114 , VI da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 114 , VI da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 1 . . . da Lei N . 8 . 666 / 93", "artigo 71 , § 1 . . . da Lei 8 . 666 / 93", "artigo 102 , I , l da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 13 da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 1 . . . da", "Lei N . 8 . 666 / 93", "artigo 71 , § 1 . . . da Lei 8 . 666 / 93", "I , l da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 13 da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666", "Lei n 9 . 032", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . , 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666", "Lei n 9 . 032", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do art . 7 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do art . 7 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alínea l , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 .", "art . 102 , inciso I , alínea l , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "São Paulo", "São Paulo", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INFRAERO", "EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA - ESTRUTURA AEROPORTUARIA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INFRAERO", "EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA - ESTRUTURA AEROPORTUARIA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5 .", "EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA - ESTRUTURA AEROPORTUARIA", "INFRAERO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "GUARDIÃO", "TRT da 5 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INFRAERO", "EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA - ESTRUTURA AEROPORTUARIA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 5 . .", "EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA - ESTRUTURA AEROPORTUARIA", "INFRAERO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "GUARDIÃO", "TRT da 5 . . . 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO AMBIENTAL, ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. DECRETO QUE REGULAMENTA O ART. 36 DA LEI Nº 9.985/2000. 1. O art. 31-A do Decreto nº 4.340/2002, acrescido pelo Decreto nº 6.838/2009, não afronta a autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto. 2. Na vigência do CPC/1973 e da Lei nº 8.038/1990, período em que ajuizado o presente feito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 4. De toda forma, o ato impugnado não desborda das razões de decidir utilizadas na ADI 3.378, não sendo, assim, possível acolher a tese da inicial nos rígidos limites da reclamação. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926647. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. DECRETO QUE REGULAMENTA O ART. 36 DA LEI Nº 9.985/2000. 1. O art. 31-A do Decreto nº 4.340/2002, acrescido pelo Decreto nº 6.838/2009, não afronta a autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto. 2. Ausência de estrita pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão- paradigma. 3. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes. 4. De toda forma, o ato impugnado não desborda das razões de decidir utilizadas na ADI 3.378, não sendo, assim, possível acolher a tese da inicial nos rígidos limites da reclamação. 5. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, em que se impugna o art. 2º do Decreto nº 6.838/2009, na parte em que acresceu ao Decreto nº 4.340/2002 o art. 31-A, como o seguinte teor: “Art. 31-A. O Valor da Compensação Ambiental - CA será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. DECRETO QUE REGULAMENTA O ART. 36 DA LEI Nº 9.985/2000. 1. O art. 31-A do Decreto nº 4.340/2002, acrescido pelo Decreto nº 6.838/2009, não afronta a autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto. 2. Ausência de estrita pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão- paradigma. 3. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes. 4. De toda forma, o ato impugnado não desborda das razões de decidir utilizadas na ADI 3.378, não sendo, assim, possível acolher a tese da inicial nos rígidos limites da reclamação. 5. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, em que se impugna o art. 2º do Decreto nº 6.838/2009, na parte em que acresceu ao Decreto nº 4.340/2002 o art. 31-A, como o seguinte teor: “Art. 31-A. O Valor da Compensação Ambiental - CA será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF calculado pelo produto do Grau de Impacto - GI com o Valor de Referência - VR, de acordo com a fórmula a seguir: CA = VR x GI, onde: CA = Valor da Compensação Ambiental; VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos, projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para mitigação de impactos causados pelo empreendimento, bem como os encargos e custos incidentes sobre o financiamento do empreendimento, inclusive os relativos às garantias, e os custos com apólices e prêmios de seguros pessoais e reais; e GI = Grau de Impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0 a 0,5%. § 1º. O GI referido neste artigo será obtido conforme o disposto no Anexo deste Decreto. § 2º. O EIA/RIMA deverá conter as informações necessárias ao cálculo do GI. § 3º. As informações necessárias ao calculo do VR deverão ser apresentadas pelo empreendedor ao órgão licenciador antes da emissão da licença de instalação. § 4º Nos casos em que a compensação ambiental incidir sobre cada trecho do empreendimento, o VR será calculado com base nos investimentos que causam impactos ambientais, relativos ao trecho.” (dest. acresc.) 2. Alega o requerente que o referido ato normativo contrariaria a força vinculante do acórdão proferido por este Tribunal na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto, no qual foi declarada a inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento" prevista no art. 36, § 1º, da Lei nº 9.985/2000, assim redigido: ‘Art. 36. Nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF calculado pelo produto do Grau de Impacto - GI com o Valor de Referência - VR, de acordo com a fórmula a seguir: CA = VR x GI, onde: CA = Valor da Compensação Ambiental; VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos, projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para mitigação de impactos causados pelo empreendimento, bem como os encargos e custos incidentes sobre o financiamento do empreendimento, inclusive os relativos às garantias, e os custos com apólices e prêmios de seguros pessoais e reais; e GI = Grau de Impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0 a 0,5%. § 1º. O GI referido neste artigo será obtido conforme o disposto no Anexo deste Decreto. § 2º. O EIA/RIMA deverá conter as informações necessárias ao cálculo do GI. § 3º. As informações necessárias ao calculo do VR deverão ser apresentadas pelo empreendedor ao órgão licenciador antes da emissão da licença de instalação. § 4º Nos casos em que a compensação ambiental incidir sobre cada trecho do empreendimento, o VR será calculado com base nos investimentos que causam impactos ambientais, relativos ao trecho.” (dest. acresc.) 2. Alega o requerente que o referido ato normativo contrariaria a força vinculante do acórdão proferido por este Tribunal na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto, no qual foi declarada a inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento" prevista no art. 36, § 1º, da Lei nº 9.985/2000, assim redigido: ‘Art. 36. Nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF assim considerado pelo órgão ambiental competente, com fundamento em estudo de impacto ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA, o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral, de acordo com o disposto neste artigo e no regulamento desta Lei. § 1º. O montante de recursos a ser destinado pelo empreendedor para esta finalidade não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento, sendo o percentual fixado pelo órgão ambiental licenciador, de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.’ (dest. acresc.) 3. Isto porque, naquele julgado, entendeu-se que o montante a ser pago a título de compensação ambiental deveria ser fixado de forma proporcional ao impacto do empreendimento, sendo descabida a fixação a priori de percentuais mínimos. O acórdão recebeu a seguinte ementa: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 36 E SEUS §§ 1º, 2º E 3º DA LEI Nº 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000. CONSTITUCIONALIDADE DA COMPENSAÇÃO DEVIDA PELA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS DE SIGNIFICATIVO IMPACTO AMBIENTAL. INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL DO § 1º DO ART. 36. 1. O compartilhamento-compensação ambiental de que trata o art. 36 da Lei nº 9.985/2000 não ofende o princípio da legalidade, dado haver sido a própria lei que previu o modo de financiamento dos gastos com as unidades de conservação da natureza. De igual forma, não há violação ao princípio da separação dos Poderes, por não se tratar de delegação do Poder Legislativo para o Executivo impor deveres aos administrados. 2. Compete ao órgão licenciador fixar o quantum da compensação, de acordo com a compostura 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF assim considerado pelo órgão ambiental competente, com fundamento em estudo de impacto ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA, o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral, de acordo com o disposto neste artigo e no regulamento desta Lei. § 1º. O montante de recursos a ser destinado pelo empreendedor para esta finalidade não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento, sendo o percentual fixado pelo órgão ambiental licenciador, de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.’ (dest. acresc.) 3. Isto porque, naquele julgado, entendeu-se que o montante a ser pago a título de compensação ambiental deveria ser fixado de forma proporcional ao impacto do empreendimento, sendo descabida a fixação a priori de percentuais mínimos. O acórdão recebeu a seguinte ementa: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 36 E SEUS §§ 1º, 2º E 3º DA LEI Nº 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000. CONSTITUCIONALIDADE DA COMPENSAÇÃO DEVIDA PELA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS DE SIGNIFICATIVO IMPACTO AMBIENTAL. INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL DO § 1º DO ART. 36. 1. O compartilhamento-compensação ambiental de que trata o art. 36 da Lei nº 9.985/2000 não ofende o princípio da legalidade, dado haver sido a própria lei que previu o modo de financiamento dos gastos com as unidades de conservação da natureza. De igual forma, não há violação ao princípio da separação dos Poderes, por não se tratar de delegação do Poder Legislativo para o Executivo impor deveres aos administrados. 2. Compete ao órgão licenciador fixar o quantum da compensação, de acordo com a compostura 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF do impacto ambiental a ser dimensionado no relatório - EIA/RIMA. 3. O art. 36 da Lei nº 9.985/2000 densifica o princípio usuário-pagador, este a significar um mecanismo de assunção partilhada da responsabilidade social pelos custos ambientais derivados da atividade econômica. 4. Inexistente desrespeito ao postulado da razoabilidade. Compensação ambiental que se revela como instrumento adequado à defesa e preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, não havendo outro meio eficaz para atingir essa finalidade constitucional. Medida amplamente compensada pelos benefícios que sempre resultam de um meio ambiente ecologicamente garantido em sua higidez. 5. Inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento", no § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000. O valor da compensação- compartilhamento é de ser fixado proporcionalmente ao impacto ambiental, após estudo em que se assegurem o contraditório e a ampla defesa. Prescindibilidade da fixação de percentual sobre os custos do empreendimento. 6. Ação parcialmente procedente.” (ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto – dest. acresc.) 4. Sustenta o requerente que, sendo vedada a fixação de percentuais mínimos, igualmente não poderia o ato impugnado ter fixado o máximo de 0,5% (meio por cento), sob pena de vulnerar o meio ambiente no caso de empreendimentos cujo impacto exija compensação superior. Transcrevo o núcleo da argumentação contida na petição inicial: ‘Ademais, cabe salientar que a restrição do grau de impacto de empreendimentos de significativo impacto ambiental aos valores de 0 (zero) a 0,5% (meio por cento), nos moldes em que imposta pelo Decreto 6.848/09, contraria todo o tratamento cauteloso que a Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF do impacto ambiental a ser dimensionado no relatório - EIA/RIMA. 3. O art. 36 da Lei nº 9.985/2000 densifica o princípio usuário-pagador, este a significar um mecanismo de assunção partilhada da responsabilidade social pelos custos ambientais derivados da atividade econômica. 4. Inexistente desrespeito ao postulado da razoabilidade. Compensação ambiental que se revela como instrumento adequado à defesa e preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, não havendo outro meio eficaz para atingir essa finalidade constitucional. Medida amplamente compensada pelos benefícios que sempre resultam de um meio ambiente ecologicamente garantido em sua higidez. 5. Inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento", no § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000. O valor da compensação- compartilhamento é de ser fixado proporcionalmente ao impacto ambiental, após estudo em que se assegurem o contraditório e a ampla defesa. Prescindibilidade da fixação de percentual sobre os custos do empreendimento. 6. Ação parcialmente procedente.” (ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto – dest. acresc.) 4. Sustenta o requerente que, sendo vedada a fixação de percentuais mínimos, igualmente não poderia o ato impugnado ter fixado o máximo de 0,5% (meio por cento), sob pena de vulnerar o meio ambiente no caso de empreendimentos cujo impacto exija compensação superior. Transcrevo o núcleo da argumentação contida na petição inicial: ‘Ademais, cabe salientar que a restrição do grau de impacto de empreendimentos de significativo impacto ambiental aos valores de 0 (zero) a 0,5% (meio por cento), nos moldes em que imposta pelo Decreto 6.848/09, contraria todo o tratamento cauteloso que a Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF Federal confere ao meio ambiente, sobretudo ao princípio da prevenção e do usuário-pagador, pois simplesmente desconsidera a hipótese de o impacto ambiental ter dimensão tal que sua compensação exija investimento superior ao limite de 0,5% aprioristicamente fixado. Em outros termos, o mesmo motivo que levou a Corte a declarar inconstitucional a regra normativa que fixara percentual mínimo de compensação, implica em concluir que a fixação de parâmetro máximo também será inconstitucional, eis que as duas hipóteses se desvinculam do impacto ambiental cuja compensação se pretende alcançar. Não se pode, sem parâmetros objetivos, fixar limites, sejam eles máximos ou mínimos, que não considerem, concretamente, o dano ambiental que determinada atividade pode acarretar, competindo ao licenciamento ambiental aferir, em cada situação, qual o valor a ser compensado.’ 5. É o relatório. Decido. 6. É admirável o papel que o Ministério Público vem desempenhando, nos últimos anos, não apenas na tutela do meio ambiente, como na criação de uma consciência ambiental. A presente iniciativa insere-se nessa linha de atuação e só por isso já seria louvável. Nada obstante, apesar da cuidadosa argumentação da petição inicial, e com a devida vênia ao eminente Procurador-Geral da República, entendo que a presente reclamação não reúne condições para ser acolhida. 7. Como se sabe, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF Federal confere ao meio ambiente, sobretudo ao princípio da prevenção e do usuário-pagador, pois simplesmente desconsidera a hipótese de o impacto ambiental ter dimensão tal que sua compensação exija investimento superior ao limite de 0,5% aprioristicamente fixado. Em outros termos, o mesmo motivo que levou a Corte a declarar inconstitucional a regra normativa que fixara percentual mínimo de compensação, implica em concluir que a fixação de parâmetro máximo também será inconstitucional, eis que as duas hipóteses se desvinculam do impacto ambiental cuja compensação se pretende alcançar. Não se pode, sem parâmetros objetivos, fixar limites, sejam eles máximos ou mínimos, que não considerem, concretamente, o dano ambiental que determinada atividade pode acarretar, competindo ao licenciamento ambiental aferir, em cada situação, qual o valor a ser compensado.’ 5. É o relatório. Decido. 6. É admirável o papel que o Ministério Público vem desempenhando, nos últimos anos, não apenas na tutela do meio ambiente, como na criação de uma consciência ambiental. A presente iniciativa insere-se nessa linha de atuação e só por isso já seria louvável. Nada obstante, apesar da cuidadosa argumentação da petição inicial, e com a devida vênia ao eminente Procurador-Geral da República, entendo que a presente reclamação não reúne condições para ser acolhida. 7. Como se sabe, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF ‘Agravo regimental na reclamação. ADI nº 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta- se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000, na ADI nº 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 8. Deste modo, somente se poderia cogitar de desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: ‘Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA- 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF ‘Agravo regimental na reclamação. ADI nº 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta- se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000, na ADI nº 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 8. Deste modo, somente se poderia cogitar de desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: ‘Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA- 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia – dest. acresc.)’ 9. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. 10. Isto porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia – dest. acresc.)’ 9. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. 10. Isto porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 11. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 12. A propósito, vale ressaltar que o acórdão- paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1º, a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 11. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 12. A propósito, vale ressaltar que o acórdão- paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1º, a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 13. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguída na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 14. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RI/STF, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 2. O requerente defende a pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão-paradigma e, dessa forma, não se discutiria a teoria da transcendência dos motivos determinantes. Nessa linha, reitera o argumento da proporcionalidade da compensação do impacto ambiental, parte da decisão paradigma. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 13. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguída na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 14. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e nos arts. 21, § 1º, e 161, parágrafo único, do RI/STF, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 2. O requerente defende a pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão-paradigma e, dessa forma, não se discutiria a teoria da transcendência dos motivos determinantes. Nessa linha, reitera o argumento da proporcionalidade da compensação do impacto ambiental, parte da decisão paradigma. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. Como exposto em decisão monocrática, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: “Agravo regimental na reclamação. ADI nº 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000, na ADI nº 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. Como exposto em decisão monocrática, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: “Agravo regimental na reclamação. ADI nº 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1º do art. 36 da Lei nº 9.985/2000, na ADI nº 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17364 AGR / DF 3. Dessse modo, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do STF no regime da Lei nº 8.038/1990 e CPC/1973, vigentes no momento do ajuizamento do presente feito, somente se poderia cogitar desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF 3. Dessse modo, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do STF no regime da Lei nº 8.038/1990 e CPC/1973, vigentes no momento do ajuizamento do presente feito, somente se poderia cogitar desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17364 AGR / DF TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia – dest. acresc.)” 4. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. Isso porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 5. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 6. A propósito, vale ressaltar que o acórdão-paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1º, a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia – dest. acresc.)” 4. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. Isso porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 5. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 6. A propósito, vale ressaltar que o acórdão-paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1º, a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17364 AGR / DF ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 7. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguida na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 7. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguida na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982329 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982329 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11992492
2016-10-21T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: DIREITO AMBIENTAL, ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. DECRETO QUE REGULAMENTA O ART. 36 DA LEI Nº 9.985/2000. 1. O art. 31-A do Decreto nº 4.340/2002, acrescido pelo Decreto nº 6.838/2009, não afronta a autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto. 2. Na vigência do CPC/1973 e da Lei nº 8.038/1990, período em que ajuizado o presente feito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 4. De toda forma, o ato impugnado não desborda das razões de decidir utilizadas na ADI 3.378, não sendo, assim, possível acolher a tese da inicial nos rígidos limites da reclamação. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur359619
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, IDENTIDADE, ATO IMPUGNADO, PARÂMETRO DE CONTROLE) Rcl 12887 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES) Rcl 10125 AgR (TP), Rcl 11479 AgR (TP). - Veja ADI 3378 do STF. Número de páginas: 15. Análise: 23/11/2016, JRS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
17364
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009985 ANO-2000\n ART-00036\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEC-004340 ANO-2002\n ART-0031A INCLUÍDO PELO DEC-6838/09\n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-006838 ANO-2009\n DECRETO" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 17364 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO AMBIENTAL, ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. DECRETO QUE REGULAMENTA O ART. 36 DA LEI n 9.985/2000. 1. O art. 31-A do Decreto n 4.340/2002, acrescido pelo Decreto n 6.838/2009, não afronta a autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto. 2. Na vigência do Código de Processo Civil/1973 e da Lei n 8.038/1990, período em que ajuizado o presente feito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 4. De toda forma, o ato impugnado não desborda das razões de decidir utilizadas na ADI 3.378, não sendo, assim, possível acolher a tese da inicial nos rígidos limites da reclamação. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926647. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. DECRETO QUE REGULAMENTA O ART. 36 DA LEI n 9.985/2000. 1. O art. 31-A do Decreto n 4.340/2002, acrescido pelo Decreto n 6.838/2009, não afronta a autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto. 2. Ausência de estrita pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão- paradigma. 3. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes. 4. De toda forma, o ato impugnado não desborda das razões de decidir utilizadas na ADI 3.378, não sendo, assim, possível acolher a tese da inicial nos rígidos limites da reclamação. 5. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, em que se impugna o art. 2... do Decreto n 6.838/2009, na parte em que acresceu ao Decreto n 4.340/2002 o art. 31-A, como o seguinte teor: “Art. 31-A. O Valor da Compensação Ambiental - CA será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. DECRETO QUE REGULAMENTA O ART. 36 DA LEI n 9.985/2000. 1. O art. 31-A do Decreto n 4.340/2002, acrescido pelo Decreto n 6.838/2009, não afronta a autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto. 2. Ausência de estrita pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão- paradigma. 3. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos determinantes. 4. De toda forma, o ato impugnado não desborda das razões de decidir utilizadas na ADI 3.378, não sendo, assim, possível acolher a tese da inicial nos rígidos limites da reclamação. 5. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, em que se impugna o art. 2... do Decreto n 6.838/2009, na parte em que acresceu ao Decreto n 4.340/2002 o art. 31-A, como o seguinte teor: “Art. 31-A. O Valor da Compensação Ambiental - CA será Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF calculado pelo produto do Grau de Impacto - GI com o Valor de Referência - VR, de acordo com a fórmula a seguir: CA = VR x GI, onde: CA = Valor da Compensação Ambiental; VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos, projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para mitigação de impactos causados pelo empreendimento, bem como os encargos e custos incidentes sobre o financiamento do empreendimento, inclusive os relativos às garantias, e os custos com apólices e prêmios de seguros pessoais e reais; e GI = Grau de Impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0 a 0,5%. § 1.... O GI referido neste artigo será obtido conforme o disposto no Anexo deste Decreto. § 2.... O EIA/RIMA deverá conter as informações necessárias ao cálculo do GI. § 3.... As informações necessárias ao calculo do VR deverão ser apresentadas pelo empreendedor ao órgão licenciador antes da emissão da licença de instalação. § 4... Nos casos em que a compensação ambiental incidir sobre cada trecho do empreendimento, o VR será calculado com base nos investimentos que causam impactos ambientais, relativos ao trecho.” (dest. acresc.) 2. Alega o requerente que o referido ato normativo contrariaria a força vinculante do acórdão proferido por este Tribunal na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto, no qual foi declarada a inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento" prevista no art. 36, § 1..., da Lei n 9.985/2000, assim redigido: ‘Art. 36. Nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF calculado pelo produto do Grau de Impacto - GI com o Valor de Referência - VR, de acordo com a fórmula a seguir: CA = VR x GI, onde: CA = Valor da Compensação Ambiental; VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos, projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para mitigação de impactos causados pelo empreendimento, bem como os encargos e custos incidentes sobre o financiamento do empreendimento, inclusive os relativos às garantias, e os custos com apólices e prêmios de seguros pessoais e reais; e GI = Grau de Impacto nos ecossistemas, podendo atingir valores de 0 a 0,5%. § 1.... O GI referido neste artigo será obtido conforme o disposto no Anexo deste Decreto. § 2.... O EIA/RIMA deverá conter as informações necessárias ao cálculo do GI. § 3.... As informações necessárias ao calculo do VR deverão ser apresentadas pelo empreendedor ao órgão licenciador antes da emissão da licença de instalação. § 4... Nos casos em que a compensação ambiental incidir sobre cada trecho do empreendimento, o VR será calculado com base nos investimentos que causam impactos ambientais, relativos ao trecho.” (dest. acresc.) 2. Alega o requerente que o referido ato normativo contrariaria a força vinculante do acórdão proferido por este Tribunal na ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto, no qual foi declarada a inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento" prevista no art. 36, § 1..., da Lei n 9.985/2000, assim redigido: ‘Art. 36. Nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF assim considerado pelo órgão ambiental competente, com fundamento em estudo de impacto ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA, o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral, de acordo com o disposto neste artigo e no regulamento desta Lei. § 1.... O montante de recursos a ser destinado pelo empreendedor para esta finalidade não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento, sendo o percentual fixado pelo órgão ambiental licenciador, de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.’ (dest. acresc.) 3. Isto porque, naquele julgado, entendeu-se que o montante a ser pago a título de compensação ambiental deveria ser fixado de forma proporcional ao impacto do empreendimento, sendo descabida a fixação a priori de percentuais mínimos. O acórdão recebeu a seguinte ementa: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 36 E SEUS §§ 1..., 2... E 3... DA LEI n 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000. CONSTITUCIONALIDADE DA COMPENSAÇÃO DEVIDA PELA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS DE SIGNIFICATIVO IMPACTO AMBIENTAL. INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL DO § 1... DO ART. 36. 1. O compartilhamento-compensação ambiental de que trata o art. 36 da Lei n 9.985/2000 não ofende o princípio da legalidade, dado haver sido a própria lei que previu o modo de financiamento dos gastos com as unidades de conservação da natureza. De igual forma, não há violação ao princípio da separação dos Poderes, por não se tratar de delegação do Poder Legislativo para o Executivo impor deveres aos administrados. 2. Compete ao órgão licenciador fixar o quantum da compensação, de acordo com a compostura 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF assim considerado pelo órgão ambiental competente, com fundamento em estudo de impacto ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA, o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral, de acordo com o disposto neste artigo e no regulamento desta Lei. § 1.... O montante de recursos a ser destinado pelo empreendedor para esta finalidade não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento, sendo o percentual fixado pelo órgão ambiental licenciador, de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.’ (dest. acresc.) 3. Isto porque, naquele julgado, entendeu-se que o montante a ser pago a título de compensação ambiental deveria ser fixado de forma proporcional ao impacto do empreendimento, sendo descabida a fixação a priori de percentuais mínimos. O acórdão recebeu a seguinte ementa: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 36 E SEUS §§ 1..., 2... E 3... DA LEI n 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000. CONSTITUCIONALIDADE DA COMPENSAÇÃO DEVIDA PELA IMPLANTAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS DE SIGNIFICATIVO IMPACTO AMBIENTAL. INCONSTITUCIONALIDADE PARCIAL DO § 1... DO ART. 36. 1. O compartilhamento-compensação ambiental de que trata o art. 36 da Lei n 9.985/2000 não ofende o princípio da legalidade, dado haver sido a própria lei que previu o modo de financiamento dos gastos com as unidades de conservação da natureza. De igual forma, não há violação ao princípio da separação dos Poderes, por não se tratar de delegação do Poder Legislativo para o Executivo impor deveres aos administrados. 2. Compete ao órgão licenciador fixar o quantum da compensação, de acordo com a compostura 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF do impacto ambiental a ser dimensionado no relatório - EIA/RIMA. 3. O art. 36 da Lei n 9.985/2000 densifica o princípio usuário-pagador, este a significar um mecanismo de assunção partilhada da responsabilidade social pelos custos ambientais derivados da atividade econômica. 4. Inexistente desrespeito ao postulado da razoabilidade. Compensação ambiental que se revela como instrumento adequado à defesa e preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, não havendo outro meio eficaz para atingir essa finalidade constitucional. Medida amplamente compensada pelos benefícios que sempre resultam de um meio ambiente ecologicamente garantido em sua higidez. 5. Inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento", no § 1... do art. 36 da Lei n 9.985/2000. O valor da compensação- compartilhamento é de ser fixado proporcionalmente ao impacto ambiental, após estudo em que se assegurem o contraditório e a ampla defesa. Prescindibilidade da fixação de percentual sobre os custos do empreendimento. 6. Ação parcialmente procedente.” (ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto – dest. acresc.) 4. Sustenta o requerente que, sendo vedada a fixação de percentuais mínimos, igualmente não poderia o ato impugnado ter fixado o máximo de 0,5% (meio por cento), sob pena de vulnerar o meio ambiente no caso de empreendimentos cujo impacto exija compensação superior. Transcrevo o núcleo da argumentação contida na petição inicial: ‘Ademais, cabe salientar que a restrição do grau de impacto de empreendimentos de significativo impacto ambiental aos valores de 0 (zero) a 0,5% (meio por cento), nos moldes em que imposta pelo Decreto 6.848/09, contraria todo o tratamento cauteloso que a Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF do impacto ambiental a ser dimensionado no relatório - EIA/RIMA. 3. O art. 36 da Lei n 9.985/2000 densifica o princípio usuário-pagador, este a significar um mecanismo de assunção partilhada da responsabilidade social pelos custos ambientais derivados da atividade econômica. 4. Inexistente desrespeito ao postulado da razoabilidade. Compensação ambiental que se revela como instrumento adequado à defesa e preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, não havendo outro meio eficaz para atingir essa finalidade constitucional. Medida amplamente compensada pelos benefícios que sempre resultam de um meio ambiente ecologicamente garantido em sua higidez. 5. Inconstitucionalidade da expressão "não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento", no § 1... do art. 36 da Lei n 9.985/2000. O valor da compensação- compartilhamento é de ser fixado proporcionalmente ao impacto ambiental, após estudo em que se assegurem o contraditório e a ampla defesa. Prescindibilidade da fixação de percentual sobre os custos do empreendimento. 6. Ação parcialmente procedente.” (ADI 3.378, Rel. Min. Ayres Britto – dest. acresc.) 4. Sustenta o requerente que, sendo vedada a fixação de percentuais mínimos, igualmente não poderia o ato impugnado ter fixado o máximo de 0,5% (meio por cento), sob pena de vulnerar o meio ambiente no caso de empreendimentos cujo impacto exija compensação superior. Transcrevo o núcleo da argumentação contida na petição inicial: ‘Ademais, cabe salientar que a restrição do grau de impacto de empreendimentos de significativo impacto ambiental aos valores de 0 (zero) a 0,5% (meio por cento), nos moldes em que imposta pelo Decreto 6.848/09, contraria todo o tratamento cauteloso que a Constituição 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF Federal confere ao meio ambiente, sobretudo ao princípio da prevenção e do usuário-pagador, pois simplesmente desconsidera a hipótese de o impacto ambiental ter dimensão tal que sua compensação exija investimento superior ao limite de 0,5% aprioristicamente fixado. Em outros termos, o mesmo motivo que levou a Corte a declarar inconstitucional a regra normativa que fixara percentual mínimo de compensação, implica em concluir que a fixação de parâmetro máximo também será inconstitucional, eis que as duas hipóteses se desvinculam do impacto ambiental cuja compensação se pretende alcançar. Não se pode, sem parâmetros objetivos, fixar limites, sejam eles máximos ou mínimos, que não considerem, concretamente, o dano ambiental que determinada atividade pode acarretar, competindo ao licenciamento ambiental aferir, em cada situação, qual o valor a ser compensado.’ 5. É o relatório. Decido. 6. É admirável o papel que o Ministério Público vem desempenhando, nos últimos anos, não apenas na tutela do meio ambiente, como na criação de uma consciência ambiental. A presente iniciativa insere-se nessa linha de atuação e só por isso já seria louvável. Nada obstante, apesar da cuidadosa argumentação da petição inicial, e com a devida vênia ao eminente Procurador-Geral da República, entendo que a presente reclamação não reúne condições para ser acolhida. 7. Como se sabe, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF Federal confere ao meio ambiente, sobretudo ao princípio da prevenção e do usuário-pagador, pois simplesmente desconsidera a hipótese de o impacto ambiental ter dimensão tal que sua compensação exija investimento superior ao limite de 0,5% aprioristicamente fixado. Em outros termos, o mesmo motivo que levou a Corte a declarar inconstitucional a regra normativa que fixara percentual mínimo de compensação, implica em concluir que a fixação de parâmetro máximo também será inconstitucional, eis que as duas hipóteses se desvinculam do impacto ambiental cuja compensação se pretende alcançar. Não se pode, sem parâmetros objetivos, fixar limites, sejam eles máximos ou mínimos, que não considerem, concretamente, o dano ambiental que determinada atividade pode acarretar, competindo ao licenciamento ambiental aferir, em cada situação, qual o valor a ser compensado.’ 5. É o relatório. Decido. 6. É admirável o papel que o Ministério Público vem desempenhando, nos últimos anos, não apenas na tutela do meio ambiente, como na criação de uma consciência ambiental. A presente iniciativa insere-se nessa linha de atuação e só por isso já seria louvável. Nada obstante, apesar da cuidadosa argumentação da petição inicial, e com a devida vênia ao eminente Procurador-Geral da República, entendo que a presente reclamação não reúne condições para ser acolhida. 7. Como se sabe, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF ‘Agravo regimental na reclamação. ADI n 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta- se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1... do art. 36 da Lei n 9.985/2000, na ADI n 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 8. Deste modo, somente se poderia cogitar de desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: ‘Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA- 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF ‘Agravo regimental na reclamação. ADI n 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta- se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1... do art. 36 da Lei n 9.985/2000, na ADI n 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 8. Deste modo, somente se poderia cogitar de desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: ‘Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA- 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia – dest. acresc.)’ 9. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. 10. Isto porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia – dest. acresc.)’ 9. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. 10. Isto porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 11. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 12. A propósito, vale ressaltar que o acórdão- paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1..., a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 11. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 12. A propósito, vale ressaltar que o acórdão- paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1..., a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório RCL 17364 AGR / DF É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 13. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguída na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 14. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 2. O requerente defende a pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão-paradigma e, dessa forma, não se discutiria a teoria da transcendência dos motivos determinantes. Nessa linha, reitera o argumento da proporcionalidade da compensação do impacto ambiental, parte da decisão paradigma. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 13. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguída na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 14. Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e nos arts. 21, § 1..., e 161, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 2. O requerente defende a pertinência entre o ato reclamado e o dispositivo da decisão-paradigma e, dessa forma, não se discutiria a teoria da transcendência dos motivos determinantes. Nessa linha, reitera o argumento da proporcionalidade da compensação do impacto ambiental, parte da decisão paradigma. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926648. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. Como exposto em decisão monocrática, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: “Agravo regimental na reclamação. ADI n 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1... do art. 36 da Lei n 9.985/2000, na ADI n 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados no agravo regimental. 2. Como exposto em decisão monocrática, a procedência de reclamações constitucionais exige a existência de uma relação de estrita identidade entre o ato impugnado e o parâmetro de controle. A propósito, cito precedente em que também se alegou violação ao acórdão da ADI 3.378: “Agravo regimental na reclamação. ADI n 3.378/DF. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Deve haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. A declaração de inconstitucionalidade, com redução do texto do § 1... do art. 36 da Lei n 9.985/2000, na ADI n 3.378/DF, foi no sentido de se retirar a obrigatoriedade de o valor mínimo de compensação ambiental ser sempre correspondente a meio por cento do custo do empreendimento, podendo ser fixada outra forma de compensação pelo órgão responsável após estudos pertinentes ao caso. 4. Agravo regimental não provido.” (Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17364 AGR / DF 3. Dessse modo, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no regime da Lei n 8.038/1990 e Código de Processo Civil/1973, vigentes no momento do ajuizamento do presente feito, somente se poderia cogitar desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF 3. Dessse modo, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no regime da Lei n 8.038/1990 e Código de Processo Civil/1973, vigentes no momento do ajuizamento do presente feito, somente se poderia cogitar desrespeito à autoridade do acórdão proferido na ADI 3.378 caso o ato impugnado houvesse fixado, a priori, percentual mínimo de compensação ambiental, o que não ocorreu. A tese do reclamante parece pressupor a aplicação da teoria da transcendência dos motivos determinantes, já que extrai da fundamentação do acórdão-paradigma – especialmente da tese segundo a qual a compensação deve ser proporcional ao impacto ambiental – a ilação de que também a fixação de percentuais máximos seria inválida. Tal conclusão, porém, não decorre do dispositivo da ADI 3.378, o que bastaria, por si só, para negar seguimento à reclamação. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli – dest. acresc.) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE CONTAS POR PREFEITO AO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS. INAPLICABILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17364 AGR / DF TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia – dest. acresc.)” 4. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. Isso porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 5. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 6. A propósito, vale ressaltar que o acórdão-paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1..., a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES ADOTADOS NO JULGAMENTO DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 3.715/TO, 1.779/PE E 849/MT. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 11.479 AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia – dest. acresc.)” 4. Há mais, porém. Ainda que se admitisse a invocação dos fundamentos adotados na ADI 3.378 como parâmetro de controle para fins de reclamação, o reclamante não teria razão. Isso porque os percentuais de 0 a 0,5%, contra os quais se insurge a inicial, fazem parte da variável denominada “Grau de Impacto nos ecossistemas” (GI), calculado com base no disposto no Anexo do Decreto impugnado. O referido Anexo explicita que GI = ISB + CAP + IUC, sendo: ISB – impacto sobre a biodiversidade; CAP – comprometimento de área prioritária; e IUC – influência em unidades de conservação, cada um dos quais calculado de acordo com subfórmulas. 5. O ato impugnado, portanto, ao contrário do que sustenta o requerente, fixou uma fórmula baseada no impacto ambiental, o que se amolda às razões de decidir acolhidas no acórdão da ADI 3.378. 6. A propósito, vale ressaltar que o acórdão-paradigma não instituiu fórmulas para cálculo da compensação, nem sequer invalidou a utilização do valor do empreendimento como parâmetro (nesse sentido, confira-se a Rcl 12.887 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, acima citada): apenas afirmou-se ser necessário considerar o impacto ambiental e descartou-se a aplicação de percentuais mínimos. São esclarecedores, nesse sentido, alguns trechos de votos proferidos na ADI 3.378, abaixo transcritos: MINISTRO CELSO DE MELLO: “(...) Portanto, o parágrafo 1..., a meu juízo, com toda a vênia, mostra-se compatível com as exigências estabelecidas na Constituição, inclusive com a proposta feita, agora, pelo Ministro CARLOS 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17364 AGR / DF ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 7. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguida na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Supremo Tribunal Federal RCL 17364 AGR / DF ALBERTO MENEZES DIREITO e também acolhida pelo eminente Ministro CARLOS BRITTO, Relator, no sentido de não se instituir um patamar inferior, mas o de se estabelecer a possibilidade de uma relação causal que permita definir o montante de recursos precisamente de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.” MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: “(...) para que depois não haja questionamento sobre o fato de termos declarado que era inconstitucional fixar percentual - e não é o que estamos dizendo, mas, sim, que esse percentual não é o que está sendo admitido e que a fixação por percentual não é a única aceitável. É necessário que se deixe claro, no acórdão, que é constitucional, e que se realce isso, talvez na ementa, até para evitar questionamentos pelas autoridades.” 7. O ato impugnado não desborda desses parâmetros, de modo que sua eventual invalidade deverá ser arguida na sede própria, não podendo ser acolhida nos rígidos limites da reclamação. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926649. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982329 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.364 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982329 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA AGDO.(A/S) :AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) :LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) :RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (TEMA N. 660). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA AGDO.(A/S) :AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) :LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) :RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 20.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Chambord Assessoria Empresarial Ltda., por ter este Supremo Tribunal assentado inexistência de repercussão geral nas questões trazidas no recurso (doc. 9, fl. 1). 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.6.2016, Chambord Assessoria Empresarial Ltda. interpõe, em 1º.8.2016, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10, fls. 1-8). 3. A Agravante afirma que “a presente causa guarda pertinência com a repercussão geral jurídica, política e econômica, que prisma acesso à prestação jurisdicional nos termos e na forma da lei sem exceção e exclusão para a segurança do devido processo legal respeitados os trâmites e procedimentos legais, estando todos os ritos e procedimentos judiciais acessíveis a todos os jurisdicionados, o que guarda uma repercussão geral implícita, por se tratar de matéria, em regra, repetitiva onde a lide é sempre a mesma” (doc. 10, fl. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA AGDO.(A/S) :AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) :LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) :RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 20.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Chambord Assessoria Empresarial Ltda., por ter este Supremo Tribunal assentado inexistência de repercussão geral nas questões trazidas no recurso (doc. 9, fl. 1). 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.6.2016, Chambord Assessoria Empresarial Ltda. interpõe, em 1º.8.2016, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10, fls. 1-8). 3. A Agravante afirma que “a presente causa guarda pertinência com a repercussão geral jurídica, política e econômica, que prisma acesso à prestação jurisdicional nos termos e na forma da lei sem exceção e exclusão para a segurança do devido processo legal respeitados os trâmites e procedimentos legais, estando todos os ritos e procedimentos judiciais acessíveis a todos os jurisdicionados, o que guarda uma repercussão geral implícita, por se tratar de matéria, em regra, repetitiva onde a lide é sempre a mesma” (doc. 10, fl. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 957549 AGR / SP 4. Agnaldo Campos e Luiz Marsaioli Junior, intimados para manifestarem-se, conforme disposto no art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, apresentam contrarrazões, defendendo a manutenção da decisão agravada (doc. 13, fls. 1-6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Supremo Tribunal Federal ARE 957549 AGR / SP 4. Agnaldo Campos e Luiz Marsaioli Junior, intimados para manifestarem-se, conforme disposto no art. 1.021, § 2º, do Código de Processo Civil, apresentam contrarrazões, defendendo a manutenção da decisão agravada (doc. 13, fls. 1-6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu ausente de repercussão geral a controvérsia trazida nos autos: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual o qual se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites do art. 85, § 2º, § 3º e § 11, do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu ausente de repercussão geral a controvérsia trazida nos autos: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual o qual se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites do art. 85, § 2º, § 3º e § 11, do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 957549 AGR / SP da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Supremo Tribunal Federal ARE 957549 AGR / SP da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA (150047/SP) AGDO.(A/S) : AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) : LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) : RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI (127883/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministro Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956812 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA (150047/SP) AGDO.(A/S) : AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) : LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) : RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI (127883/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministro Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956812 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11982235
2016-10-21T00:00:00
2016-11-08T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministro Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (TEMA N. 660). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur359444
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 6. Análise: 09/12/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
957549
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 957549 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA AGDO.(A/S) : AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) : LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) : RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA AGDO.(A/S) :AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) :LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) :RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (TEMA N. 660). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL O QUAL SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935911. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA AGDO.(A/S) :AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) :LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) :RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 20.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Chambord Assessoria Empresarial Ltda., por ter este Supremo Tribunal assentado inexistência de repercussão geral nas questões trazidas no recurso (doc. 9, fl. 1). 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.6.2016, Chambord Assessoria Empresarial Ltda. interpõe, em 1....8.2016, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10, fls. 1-8). 3. A Agravante afirma que “a presente causa guarda pertinência com a repercussão geral jurídica, política e econômica, que prisma acesso à prestação jurisdicional nos termos e na forma da lei sem exceção e exclusão para a segurança do devido processo legal respeitados os trâmites e procedimentos legais, estando todos os ritos e procedimentos judiciais acessíveis a todos os jurisdicionados, o que guarda uma repercussão geral implícita, por se tratar de matéria, em regra, repetitiva onde a lide é sempre a mesma” (doc. 10, fl. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA AGDO.(A/S) :AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) :LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) :RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 20.6.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Chambord Assessoria Empresarial Ltda., por ter este Supremo Tribunal assentado inexistência de repercussão geral nas questões trazidas no recurso (doc. 9, fl. 1). 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.6.2016, Chambord Assessoria Empresarial Ltda. interpõe, em 1....8.2016, tempestivamente, agravo regimental (doc. 10, fls. 1-8). 3. A Agravante afirma que “a presente causa guarda pertinência com a repercussão geral jurídica, política e econômica, que prisma acesso à prestação jurisdicional nos termos e na forma da lei sem exceção e exclusão para a segurança do devido processo legal respeitados os trâmites e procedimentos legais, estando todos os ritos e procedimentos judiciais acessíveis a todos os jurisdicionados, o que guarda uma repercussão geral implícita, por se tratar de matéria, em regra, repetitiva onde a lide é sempre a mesma” (doc. 10, fl. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou provimento do presente recurso. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 957549 AGR / SP 4. Agnaldo Campos e Luiz Marsaioli Junior, intimados para manifestarem-se, conforme disposto no art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, apresentam contrarrazões, defendendo a manutenção da decisão agravada (doc. 13, fls. 1-6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Supremo Tribunal Federal ARE 957549 AGR / SP 4. Agnaldo Campos e Luiz Marsaioli Junior, intimados para manifestarem-se, conforme disposto no art. 1.021, § 2..., do Código de Processo Civil, apresentam contrarrazões, defendendo a manutenção da decisão agravada (doc. 13, fls. 1-6). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu ausente de repercussão geral a controvérsia trazida nos autos: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual o qual se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites do art. 85, § 2..., § 3... e § 11, do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu ausente de repercussão geral a controvérsia trazida nos autos: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual o qual se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites do art. 85, § 2..., § 3... e § 11, do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 957549 AGR / SP da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Supremo Tribunal Federal ARE 957549 AGR / SP da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11935913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA (150047/SP) AGDO.(A/S) : AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) : LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) : RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI (127883/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministro Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956812 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957.549 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CHAMBORD ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO MARIO PINHEIRO SOBREIRA (150047/SP) AGDO.(A/S) : AGNALDO CAMPOS AGDO.(A/S) : LUIZ MARSAIOLI JUNIOR ADV.(A/S) : RODRIGO VALLEJO MARSAIOLI (127883/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministro Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956812 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 957 . 549", "ARE 957549 AGR", "ARE 957549 AGR / SP", "ARE n . 748 . 371 - RG", "ARE n . 748 . 371 - RG", "ARE 957549 AGR / SP", "ARE 957549 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . e § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "normas", "art . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . e § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) :CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DO ACESSO À JUSTIÇA, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. SÚMULA 636/STF. EXAME DE FATOS, DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. SÚMULAS 279, 280 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698051. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 851239 AGR / AP Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698051. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) :CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) no que concerne à alegação de ofensa aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, Tema 339); (c) é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; (d) incide ao caso a vedação da Súmula 636/STF; e (e) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no acervo probatório, na legislação local e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento do recurso as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Sustenta o agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; (b) houve violação direta a dispositivos constitucionais; e (c) não incidem os óbices sumulares referidos. No mais, limita-se a reiterar os argumentos ventilados no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) :CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) no que concerne à alegação de ofensa aos arts. 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, Tema 339); (c) é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; (d) incide ao caso a vedação da Súmula 636/STF; e (e) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no acervo probatório, na legislação local e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento do recurso as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Sustenta o agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; (b) houve violação direta a dispositivos constitucionais; e (c) não incidem os óbices sumulares referidos. No mais, limita-se a reiterar os argumentos ventilados no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 851239 AGR / AP recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o recurso não tem chances de êxito. Quanto à alegada ofensa aos artigos 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o recurso não tem chances de êxito. Quanto à alegada ofensa aos artigos 5º, XXXV e LV, e 93, IX, da CF/88, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 851239 AGR / AP cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, uma vez que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. (ARE 748.371-RG, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. No que diz respeito à transgressão ao princípio da legalidade, previsto nos artigos 5º, II, e 37, caput , da CF/88, ocorre a vedação da Súmula 636/STF: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. 6. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Lei Estadual 977/2006), bem como nas disposições do Edital do concurso, o que demanda análise de direito local, e interpretação das cláusulas que regem o edital, incidindo os óbices estabelecidos pelas Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Nesse sentido: ARE 702.853-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1º/7/2013; ARE 723.860-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 5/6/2013; ARE 637.972-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2011. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, uma vez que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. (ARE 748.371-RG, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. No que diz respeito à transgressão ao princípio da legalidade, previsto nos artigos 5º, II, e 37, caput , da CF/88, ocorre a vedação da Súmula 636/STF: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. 6. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Lei Estadual 977/2006), bem como nas disposições do Edital do concurso, o que demanda análise de direito local, e interpretação das cláusulas que regem o edital, incidindo os óbices estabelecidos pelas Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Nesse sentido: ARE 702.853-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1º/7/2013; ARE 723.860-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 5/6/2013; ARE 637.972-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2011. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 851239 AGR / AP da decisão agravada. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP da decisão agravada. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) : CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759782 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) : CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759782 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7778147
2015-02-03T00:00:00
2015-02-18T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DO ACESSO À JUSTIÇA, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. SÚMULA 636/STF. EXAME DE FATOS, DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. SÚMULAS 279, 280 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur292311
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 791292 QO-RG. (OFENSA REFLEXA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 8. Análise: 26/02/2015, BMP
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
851239
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00055 ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-000977 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA, AP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 851239 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) : CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) :CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DO ACESSO À JUSTIÇA, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. EXAME DE FATOS, DE DIREITO LOCAL E DE CLÁUSULAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. SÚMULAS 279, 280 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698051. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 851239 AGR / AP Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698051. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) :CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) no que concerne à alegação de ofensa aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, Tema 339); (c) é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; (d) incide ao caso a vedação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal; e (e) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no acervo probatório, na legislação local e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento do recurso as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; (b) houve violação direta a dispositivos constitucionais; e (c) não incidem os óbices sumulares referidos. No mais, limita-se a reiterar os argumentos ventilados no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) :CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) no que concerne à alegação de ofensa aos arts. 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, Tema 339); (c) é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; (d) incide ao caso a vedação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal; e (e) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no acervo probatório, na legislação local e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento do recurso as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que (a) foi devidamente demonstrada a repercussão geral do caso; (b) houve violação direta a dispositivos constitucionais; e (c) não incidem os óbices sumulares referidos. No mais, limita-se a reiterar os argumentos ventilados no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 851239 AGR / AP recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP recurso extraordinário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698127. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o recurso não tem chances de êxito. Quanto à alegada ofensa aos artigos 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA , Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA , Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o recurso não tem chances de êxito. Quanto à alegada ofensa aos artigos 5..., XXXV e LV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 851239 AGR / AP cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, uma vez que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. (ARE 748.371-RG, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. No que diz respeito à transgressão ao princípio da legalidade, previsto nos artigos 5..., II, e 37, caput , da Constituição Federal de 1988/88, ocorre a vedação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. 6. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Lei Estadual 977/2006), bem como nas disposições do Edital do concurso, o que demanda análise de direito local, e interpretação das cláusulas que regem o edital, incidindo os óbices estabelecidos pelas Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 702.853-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1.../7/2013; ARE 723.860-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 5/6/2013; ARE 637.972-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2011. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP cuja repercussão geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência deste Supremo Tribunal, é inviável o exame da aduzida violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, uma vez que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. (ARE 748.371-RG, Min. GILMAR MENDES, Tema 660). 5. No que diz respeito à transgressão ao princípio da legalidade, previsto nos artigos 5..., II, e 37, caput , da Constituição Federal de 1988/88, ocorre a vedação da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. 6. Por fim, o acórdão recorrido decidiu a causa com base na legislação aplicável ao caso (Lei Estadual 977/2006), bem como nas disposições do Edital do concurso, o que demanda análise de direito local, e interpretação das cláusulas que regem o edital, incidindo os óbices estabelecidos pelas Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 702.853-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 1.../7/2013; ARE 723.860-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 5/6/2013; ARE 637.972-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2011. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. No caso, o recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 851239 AGR / AP da decisão agravada. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Supremo Tribunal Federal ARE 851239 AGR / AP da decisão agravada. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7698128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) : CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759782 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 851.239 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : GUILHERME CARVALHO E SOUSA ADV.(A/S) : CÉSAR FARIAS DA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759782 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI 791 . 292 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 , 280", "ARE 851239 AGR / AP", "AI 791 . 292 QO", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 851239 AGR / AP", "ARE 851239 AGR / AP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 - AgR", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "ARE 851239 AGR / AP", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 702 . 853 - AgR", "ARE 723 . 860 - AgR", "ARE 637 . 972 - AgR", "ARE 851239 AGR / AP", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280", "ARE 702 . 853 - AgR", "ARE 723 . 860 - AgR", "ARE 637 . 972 - AgR", "ARE 851239 AGR / AP" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigos 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigos 5 . . . , XXXV e LV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigos 5 . . . , II , e 37 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Estadual 977 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigos 5 . . . , II , e 37 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Estadual 977 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "Brasília", "Brasília", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "GUILHERME CARVALHO E SOUSA", "CÉSAR FARIAS DA ROSA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GUILHERME CARVALHO E SOUSA", "CÉSAR FARIAS DA ROSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "GUILHERME CARVALHO E SOUSA", "CÉSAR FARIAS DA ROSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GUILHERME CARVALHO E SOUSA", "CÉSAR FARIAS DA ROSA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "GUILHERME CARVALHO E SOUSA", "CÉSAR FARIAS DA ROSA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Odim Brandão 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :WILSON MARCIO DEPES AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Acumulação de cargos na área da educação. Natureza dos cargos. Discussão. Ofensa a direito local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 14 a 20/10/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019060. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 964300 AGR / ES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019060. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :WILSON MARCIO DEPES AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Marlene Silva dos Santos interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, assim ementado, no que interessa: ‘REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA – REJEITADA PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO – DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO POR DEPENDÊNCIA – INCOMPETÊNCIA RELATIVA DEVE SER ARGUIDA NO TEMPO E MODO LEGAL SOB PENA DE PRECLUSÃO – PRECEDENTES – CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS – ART. 37, XVI, DA CR/88 – SERVIDOR QUE EXERCE DOIS CARGOS DE PROFESSOR EM FUNÇÃO DE MAGISTÉRIO DE NATUREZA TÉCNICO-PEDAGÓGICA – NORMATIZAÇÃO REGENTE QUE EVIDENCIA NÃO SE TRATAR DE CARGO DE PROFESSOR PROPRIAMENTE DITO PARA FINS DE CUMULAÇÃO LEGAL – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :WILSON MARCIO DEPES AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Marlene Silva dos Santos interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, assim ementado, no que interessa: ‘REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA – REJEITADA PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO – DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO POR DEPENDÊNCIA – INCOMPETÊNCIA RELATIVA DEVE SER ARGUIDA NO TEMPO E MODO LEGAL SOB PENA DE PRECLUSÃO – PRECEDENTES – CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS – ART. 37, XVI, DA CR/88 – SERVIDOR QUE EXERCE DOIS CARGOS DE PROFESSOR EM FUNÇÃO DE MAGISTÉRIO DE NATUREZA TÉCNICO-PEDAGÓGICA – NORMATIZAÇÃO REGENTE QUE EVIDENCIA NÃO SE TRATAR DE CARGO DE PROFESSOR PROPRIAMENTE DITO PARA FINS DE CUMULAÇÃO LEGAL – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES EXISTÊNCIA DE EXTREMA DUBIEDADE ANTES DA LEI PELA LEI FEDERAL N° 9.394/96 – BOA-FÉ – PODER/DEVER DE REVER SEUS PRÓPRIOS ATOS – NÃO TRANSCORRIDO O PRAZO QÜINQÜENAL PREVISTO NO ART. 54 DA LEI FEDERAL N° 9.784, DE 1°/02/1999 – NÃO HÁ ILEGALIDADE NA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO EM DENÚNCIA ANÔNIMA – INADMISSÍVEL O ACÚMULO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICO-CIENTÍFICA ENQUANTO O SERVIDOR ESTÁ EM ATIVIDADE E TAMBÉM QUANDO PASSAR PARA A INATIVIDADE – REMESSA E RECURSO CONHECIDOS PARA REFORMAR A SENTENÇA, DANDO PROVIMENTO AO RECURSO.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega-se, no apelo extremo, a existência de violação dos arts. 37, inciso XVI, alínea ‘a’, e 206, inciso V, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu que o cargo do professor é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe; portanto, sem função de docência com base na legislação local infraconstitucional e nos fatos e provas acostados aos autos. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidem, pois, na espécie, as Súmulas nºs 279 e 280/STF. Sobre o tema: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CONCEITO DE CARGO TÉCNICO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES EXISTÊNCIA DE EXTREMA DUBIEDADE ANTES DA LEI PELA LEI FEDERAL N° 9.394/96 – BOA-FÉ – PODER/DEVER DE REVER SEUS PRÓPRIOS ATOS – NÃO TRANSCORRIDO O PRAZO QÜINQÜENAL PREVISTO NO ART. 54 DA LEI FEDERAL N° 9.784, DE 1°/02/1999 – NÃO HÁ ILEGALIDADE NA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO EM DENÚNCIA ANÔNIMA – INADMISSÍVEL O ACÚMULO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICO-CIENTÍFICA ENQUANTO O SERVIDOR ESTÁ EM ATIVIDADE E TAMBÉM QUANDO PASSAR PARA A INATIVIDADE – REMESSA E RECURSO CONHECIDOS PARA REFORMAR A SENTENÇA, DANDO PROVIMENTO AO RECURSO.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega-se, no apelo extremo, a existência de violação dos arts. 37, inciso XVI, alínea ‘a’, e 206, inciso V, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu que o cargo do professor é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe; portanto, sem função de docência com base na legislação local infraconstitucional e nos fatos e provas acostados aos autos. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidem, pois, na espécie, as Súmulas nºs 279 e 280/STF. Sobre o tema: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CONCEITO DE CARGO TÉCNICO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo técnico para fins de acumulação de cargos públicos. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (RE nº 602.454/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 855.866/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CARÁTER TÉCNICO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. A discussão sobre o caráter técnico do cargo que se pretende acumular com o de professor, nos termos da norma da alínea b do inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal, exige o exame das provas constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável nesta esfera. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 512.663/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo técnico para fins de acumulação de cargos públicos. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (RE nº 602.454/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 855.866/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CARÁTER TÉCNICO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO STF. A discussão sobre o caráter técnico do cargo que se pretende acumular com o de professor, nos termos da norma da alínea b do inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal, exige o exame das provas constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável nesta esfera. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 512.663/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES SÚMULA 279. I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental desprovido’ (RE nº 581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO. NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO . INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 579.155/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor, possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra óbice nas Súmulas STF nºs 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 246.859/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES SÚMULA 279. I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental desprovido’ (RE nº 581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO. NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO . INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 579.155/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor, possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra óbice nas Súmulas STF nºs 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 246.859/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido ofensa aos arts. 37, inciso XVI, alínea a; e 206, inciso V, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas nºs 279 e 280/STF no caso dos autos, uma vez que “não se trata de verificar a natureza dos cargos à luz da legislação infraconstitucional, mas sim de fixar o exato alcance do termo professor contido no art. 37, XVI, a da CRFB/88, à luz de seu art. 206, V e do entendimento já adotado por esse c. STF na ADI 3.772/DF, tendo em vista a expressa conclusão contida no v. acórdão recorrido de que a Recorrente não exercia a regência de classe”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, “por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por divergir, frontalmente, da jurisprudência firmada dessa Suprema Corte”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido ofensa aos arts. 37, inciso XVI, alínea a; e 206, inciso V, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas nºs 279 e 280/STF no caso dos autos, uma vez que “não se trata de verificar a natureza dos cargos à luz da legislação infraconstitucional, mas sim de fixar o exato alcance do termo professor contido no art. 37, XVI, a da CRFB/88, à luz de seu art. 206, V e do entendimento já adotado por esse c. STF na ADI 3.772/DF, tendo em vista a expressa conclusão contida no v. acórdão recorrido de que a Recorrente não exercia a regência de classe”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2º, da Lei nº 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, “por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por divergir, frontalmente, da jurisprudência firmada dessa Suprema Corte”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “O art. 37, XVI, da Constituição da República de 1988, veda a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, na hipótese de ocupação de dois cargos de professor; de um cargo de professor e outro técnico ou científico, e, por fim, de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. 3 - Independentemente dos conceitos gerais estabelecidos pela Lei Federal nº 9.394/96, em especial em seu art. 61, por meio do qual a Administração passou a distinguir os cargos de professor propriamente dito, de regência de classe, dos trabalhadores em educação, para análise da legalidade da acumulação, o que se tem que perquirir é se, de fato, os cargos, apesar das nomenclaturas, são considerados de professores mesmo, permitindo o acúmulo, ou de técnicos-científicos, hipótese em que seria ilegal a acumulação. (...) Analisando a normatização regente, apesar das nomenclaturas dos cargos fazerem menção ao nome de professor, sua natureza é técnico-pedagógica, sem regência de classe (sem função de docência). A função de pedagogo, ainda que identificado o cargo como se professor fosse, caracteriza-se como cargo técnico- científico, que exige conhecimentos especializados e formação específica, não se confundindo com o professor propriamente dito, que exerce função de docência.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “O art. 37, XVI, da Constituição da República de 1988, veda a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, na hipótese de ocupação de dois cargos de professor; de um cargo de professor e outro técnico ou científico, e, por fim, de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. 3 - Independentemente dos conceitos gerais estabelecidos pela Lei Federal nº 9.394/96, em especial em seu art. 61, por meio do qual a Administração passou a distinguir os cargos de professor propriamente dito, de regência de classe, dos trabalhadores em educação, para análise da legalidade da acumulação, o que se tem que perquirir é se, de fato, os cargos, apesar das nomenclaturas, são considerados de professores mesmo, permitindo o acúmulo, ou de técnicos-científicos, hipótese em que seria ilegal a acumulação. (...) Analisando a normatização regente, apesar das nomenclaturas dos cargos fazerem menção ao nome de professor, sua natureza é técnico-pedagógica, sem regência de classe (sem função de docência). A função de pedagogo, ainda que identificado o cargo como se professor fosse, caracteriza-se como cargo técnico- científico, que exige conhecimentos especializados e formação específica, não se confundindo com o professor propriamente dito, que exerce função de docência.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 964300 AGR / ES Destarte, conforme expresso na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que o cargo de pedagogo é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe, e, portanto, sem função de docência, razão pela qual entendeu pela impossibilidade de a ora recorrente acumular dois cargos de pedagoga. Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese da agravante, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e a legislação infraconstitucional pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmulas nº 279 e 280/STF. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Acumulação de cargos. Cargo técnico e professor. 3. Assistente de Administração da Universidade Federal do Espírito Santo. Discussão acerca da natureza do cargo demanda reexame dos fatos e das provas. Providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 279. Precedentes. 4. Ausência de fundamentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 904.913/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/9/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Natureza dos cargos acumulados. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 846.524/PI-AgR, de minha relatoria, DJe de 18/3/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE PROVENTOS E VENCIMENTOS. NATUREZA DOS CARGOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES Destarte, conforme expresso na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que o cargo de pedagogo é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe, e, portanto, sem função de docência, razão pela qual entendeu pela impossibilidade de a ora recorrente acumular dois cargos de pedagoga. Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese da agravante, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e a legislação infraconstitucional pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmulas nº 279 e 280/STF. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Acumulação de cargos. Cargo técnico e professor. 3. Assistente de Administração da Universidade Federal do Espírito Santo. Discussão acerca da natureza do cargo demanda reexame dos fatos e das provas. Providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 279. Precedentes. 4. Ausência de fundamentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 904.913/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/9/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Natureza dos cargos acumulados. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 846.524/PI-AgR, de minha relatoria, DJe de 18/3/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE PROVENTOS E VENCIMENTOS. NATUREZA DOS CARGOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 964300 AGR / ES PUBLICADO EM 22.8.2013. O acórdão recorrido não divergiu do entendimento deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não há falar em incompatibilidade de horários se o servidor público estiver aposentado em um dos cargos. Precedentes. A análise acerca da natureza dos cargos acumulados exigiria o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 790.261/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/8/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFISSIONAL DE SAÚDE. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. ANÁLISE DE DIREITO LOCAL. VEDAÇÃO. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 460.566/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PERCEPÇÃO SIMULTÂNEA DE UM PROVENTO DE APOSENTADORIA COM A REMUNERAÇÃO DE OUTRO CARGO PÚBLICO. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPERTINÊNCIA DO REQUISITO NO CASO. CONTROVÉRSIA SOBRE A NATUREZA DO CARGO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. JULGAMENTO DA MATÉRIA NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO CPC. AGRAVO IMPROVIDO. I - É impertinente a exigência de compatibilidade de horários como requisito para a percepção simultânea de um provento de aposentadoria com a remuneração pelo exercício 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES PUBLICADO EM 22.8.2013. O acórdão recorrido não divergiu do entendimento deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não há falar em incompatibilidade de horários se o servidor público estiver aposentado em um dos cargos. Precedentes. A análise acerca da natureza dos cargos acumulados exigiria o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 790.261/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/8/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFISSIONAL DE SAÚDE. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. ANÁLISE DE DIREITO LOCAL. VEDAÇÃO. SÚMULA 280/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 460.566/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PERCEPÇÃO SIMULTÂNEA DE UM PROVENTO DE APOSENTADORIA COM A REMUNERAÇÃO DE OUTRO CARGO PÚBLICO. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPERTINÊNCIA DO REQUISITO NO CASO. CONTROVÉRSIA SOBRE A NATUREZA DO CARGO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. JULGAMENTO DA MATÉRIA NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO CPC. AGRAVO IMPROVIDO. I - É impertinente a exigência de compatibilidade de horários como requisito para a percepção simultânea de um provento de aposentadoria com a remuneração pelo exercício 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 964300 AGR / ES de outro cargo público. Precedentes. II - A verificação da natureza do cargo de diretor de escola demanda a análise da Lei Complementar Estadual 836/1997, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. III - A existência de precedentes firmados por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema versado no apelo extremo possibilita o julgamento monocrático do recurso, nos termos do art. 557, caput, do CPC. IV - Agravo regimental improvido” (RE nº 709.535/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 638.754/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/2/12). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES de outro cargo público. Precedentes. II - A verificação da natureza do cargo de diretor de escola demanda a análise da Lei Complementar Estadual 836/1997, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do STF. III - A existência de precedentes firmados por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema versado no apelo extremo possibilita o julgamento monocrático do recurso, nos termos do art. 557, caput, do CPC. IV - Agravo regimental improvido” (RE nº 709.535/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 638.754/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/2/12). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : WILSON MARCIO DEPES (1838/ES) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984250 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : WILSON MARCIO DEPES (1838/ES) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984250 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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2016-10-21T00:00:00
2016-11-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Acumulação de cargos na área da educação. Natureza dos cargos. Discussão. Ofensa a direito local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur360117
- Acórdão(s) citado(s): (ACUMULAÇÃO DE CARGOS) RE 460566 AgR (2ªT), ARE 638754 AgR (2ªT), RE 709535 AgR (2ªT), RE 790261 AgR (1ªT), ARE 846524 AgR (1ªT), ARE 904913 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 06/12/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
964300
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 964300 AgR
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AGTE.(S) : MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : WILSON MARCIO DEPES AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :WILSON MARCIO DEPES AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Acumulação de cargos na área da educação. Natureza dos cargos. Discussão. Ofensa a direito local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 14 a 20/10/2016, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de outubro de 2016. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019060. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 964300 AGR / ES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019060. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :WILSON MARCIO DEPES AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Marlene Silva dos Santos interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, assim ementado, no que interessa: ‘REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA – REJEITADA PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO – DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO POR DEPENDÊNCIA – INCOMPETÊNCIA RELATIVA DEVE SER ARGUIDA NO TEMPO E MODO LEGAL SOB PENA DE PRECLUSÃO – PRECEDENTES – CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS – ART. 37, XVI, DA CR/88 – SERVIDOR QUE EXERCE DOIS CARGOS DE PROFESSOR EM FUNÇÃO DE MAGISTÉRIO DE NATUREZA TÉCNICO-PEDAGÓGICA – NORMATIZAÇÃO REGENTE QUE EVIDENCIA NÃO SE TRATAR DE CARGO DE PROFESSOR PROPRIAMENTE DITO PARA FINS DE CUMULAÇÃO LEGAL – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) :WILSON MARCIO DEPES AGDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Marlene Silva dos Santos interpôs tempestivo agravo regimental, em 10/6/16, contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com a seguinte fundamentação: “Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, assim ementado, no que interessa: ‘REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA – REJEITADA PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO – DISTRIBUIÇÃO DO PROCESSO POR DEPENDÊNCIA – INCOMPETÊNCIA RELATIVA DEVE SER ARGUIDA NO TEMPO E MODO LEGAL SOB PENA DE PRECLUSÃO – PRECEDENTES – CUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS – ART. 37, XVI, DA CR/88 – SERVIDOR QUE EXERCE DOIS CARGOS DE PROFESSOR EM FUNÇÃO DE MAGISTÉRIO DE NATUREZA TÉCNICO-PEDAGÓGICA – NORMATIZAÇÃO REGENTE QUE EVIDENCIA NÃO SE TRATAR DE CARGO DE PROFESSOR PROPRIAMENTE DITO PARA FINS DE CUMULAÇÃO LEGAL – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES EXISTÊNCIA DE EXTREMA DUBIEDADE ANTES DA LEI PELA LEI FEDERAL n 9.394/96 – BOA-FÉ – PODER/DEVER DE REVER SEUS PRÓPRIOS ATOS – NÃO TRANSCORRIDO O PRAZO QÜINQÜENAL PREVISTO NO ART. 54 DA LEI FEDERAL n 9.784, DE 1.../02/1999 – NÃO HÁ ILEGALIDADE NA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO EM DENÚNCIA ANÔNIMA – INADMISSÍVEL O ACÚMULO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICO-CIENTÍFICA ENQUANTO O SERVIDOR ESTÁ EM ATIVIDADE E TAMBÉM QUANDO PASSAR PARA A INATIVIDADE – REMESSA E RECURSO CONHECIDOS PARA REFORMAR A SENTENÇA, DANDO PROVIMENTO AO RECURSO.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega-se, no apelo extremo, a existência de violação dos arts. 37, inciso XVI, alínea ‘a’, e 206, inciso V, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu que o cargo do professor é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe; portanto, sem função de docência com base na legislação local infraconstitucional e nos fatos e provas acostados aos autos. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidem, pois, na espécie, as Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CONCEITO DE CARGO TÉCNICO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES EXISTÊNCIA DE EXTREMA DUBIEDADE ANTES DA LEI PELA LEI FEDERAL n 9.394/96 – BOA-FÉ – PODER/DEVER DE REVER SEUS PRÓPRIOS ATOS – NÃO TRANSCORRIDO O PRAZO QÜINQÜENAL PREVISTO NO ART. 54 DA LEI FEDERAL n 9.784, DE 1.../02/1999 – NÃO HÁ ILEGALIDADE NA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO EM DENÚNCIA ANÔNIMA – INADMISSÍVEL O ACÚMULO DE CARGOS DE NATUREZA TÉCNICO-CIENTÍFICA ENQUANTO O SERVIDOR ESTÁ EM ATIVIDADE E TAMBÉM QUANDO PASSAR PARA A INATIVIDADE – REMESSA E RECURSO CONHECIDOS PARA REFORMAR A SENTENÇA, DANDO PROVIMENTO AO RECURSO.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega-se, no apelo extremo, a existência de violação dos arts. 37, inciso XVI, alínea ‘a’, e 206, inciso V, da Constituição Federal. Decido. A irresignação não merece prosperar. Na espécie, o Tribunal de origem entendeu que o cargo do professor é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe; portanto, sem função de docência com base na legislação local infraconstitucional e nos fatos e provas acostados aos autos. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidem, pois, na espécie, as Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CONCEITO DE CARGO TÉCNICO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo técnico para fins de acumulação de cargos públicos. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (Recurso Extraordinário n 602.454/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 855.866/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CARÁTER TÉCNICO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. A discussão sobre o caráter técnico do cargo que se pretende acumular com o de professor, nos termos da norma da alínea b do inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal, exige o exame das provas constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável nesta esfera. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 512.663/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo técnico para fins de acumulação de cargos públicos. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (Recurso Extraordinário n 602.454/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 8/5/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. DECISÃO FUNDAMENTADA EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 855.866/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. CARÁTER TÉCNICO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. A discussão sobre o caráter técnico do cargo que se pretende acumular com o de professor, nos termos da norma da alínea b do inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal, exige o exame das provas constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável nesta esfera. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 512.663/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. REEXAME DA NATUREZA DOS CARGOS ACUMULADOS. IMPOSSIBILIDADE. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES SÚMULA 279. I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO. NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO . INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 579.155/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor, possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra óbice nas Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 246.859/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES SÚMULA 279. I - Inviável o recurso extraordinário, fundado em alegada violação ao art. 37, XVI, da Constituição, quando sua análise demanda o reexame da natureza dos cargos acumulados conforme assentada pelo Tribunal de origem. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 581.871/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CARGO PÚBLICO. NATUREZA TÉCNICA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS QUE FUNDAMENTARAM A DECISÃO DO TRIBUNAL A QUO . INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 579.155/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/4/09). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. VERIFICAÇÃO DA NATUREZA TÉCNICA. 1. Saber se o cargo de taquígrafo, que se pretende acumular com o de professor, possui caráter técnico exige o reexame dos fatos e provas da causa e a apreciação das normas locais em que se baseou o aresto impugnado. Logo, o recurso extraordinário encontra óbice nas Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 280. 2. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 246.859/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 12/12/03). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 964300 AGR / ES seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido ofensa aos arts. 37, inciso XVI, alínea a; e 206, inciso V, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos, uma vez que “não se trata de verificar a natureza dos cargos à luz da legislação infraconstitucional, mas sim de fixar o exato alcance do termo professor contido no art. 37, XVI, a da CRFB/88, à luz de seu art. 206, V e do entendimento já adotado por esse c. Supremo Tribunal Federal na ADI 3.772/DF, tendo em vista a expressa conclusão contida no v. acórdão recorrido de que a Recorrente não exercia a regência de classe”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, “por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por divergir, frontalmente, da jurisprudência firmada dessa Suprema Corte”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES seguimento ao recurso.” Insiste a ora agravante na alegação de que teria havido ofensa aos arts. 37, inciso XVI, alínea a; e 206, inciso V, da Constituição Federal. Sustenta, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos, uma vez que “não se trata de verificar a natureza dos cargos à luz da legislação infraconstitucional, mas sim de fixar o exato alcance do termo professor contido no art. 37, XVI, a da CRFB/88, à luz de seu art. 206, V e do entendimento já adotado por esse c. Supremo Tribunal Federal na ADI 3.772/DF, tendo em vista a expressa conclusão contida no v. acórdão recorrido de que a Recorrente não exercia a regência de classe”. Intimado, nos termos do art. 1.021, § 2..., da Lei n 13.105/15 (Código de Processo Civil), o agravado manifestou-se no sentido da manutenção da decisão ora agravada, “por ofensa ao preceito da Súmula 279 e por divergir, frontalmente, da jurisprudência firmada dessa Suprema Corte”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “O art. 37, XVI, da Constituição da República de 1988, veda a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, na hipótese de ocupação de dois cargos de professor; de um cargo de professor e outro técnico ou científico, e, por fim, de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. 3 - Independentemente dos conceitos gerais estabelecidos pela Lei Federal n 9.394/96, em especial em seu art. 61, por meio do qual a Administração passou a distinguir os cargos de professor propriamente dito, de regência de classe, dos trabalhadores em educação, para análise da legalidade da acumulação, o que se tem que perquirir é se, de fato, os cargos, apesar das nomenclaturas, são considerados de professores mesmo, permitindo o acúmulo, ou de técnicos-científicos, hipótese em que seria ilegal a acumulação. (...) Analisando a normatização regente, apesar das nomenclaturas dos cargos fazerem menção ao nome de professor, sua natureza é técnico-pedagógica, sem regência de classe (sem função de docência). A função de pedagogo, ainda que identificado o cargo como se professor fosse, caracteriza-se como cargo técnico- científico, que exige conhecimentos especializados e formação específica, não se confundindo com o professor propriamente dito, que exerce função de docência.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do acórdão recorrido: “O art. 37, XVI, da Constituição da República de 1988, veda a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, na hipótese de ocupação de dois cargos de professor; de um cargo de professor e outro técnico ou científico, e, por fim, de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. 3 - Independentemente dos conceitos gerais estabelecidos pela Lei Federal n 9.394/96, em especial em seu art. 61, por meio do qual a Administração passou a distinguir os cargos de professor propriamente dito, de regência de classe, dos trabalhadores em educação, para análise da legalidade da acumulação, o que se tem que perquirir é se, de fato, os cargos, apesar das nomenclaturas, são considerados de professores mesmo, permitindo o acúmulo, ou de técnicos-científicos, hipótese em que seria ilegal a acumulação. (...) Analisando a normatização regente, apesar das nomenclaturas dos cargos fazerem menção ao nome de professor, sua natureza é técnico-pedagógica, sem regência de classe (sem função de docência). A função de pedagogo, ainda que identificado o cargo como se professor fosse, caracteriza-se como cargo técnico- científico, que exige conhecimentos especializados e formação específica, não se confundindo com o professor propriamente dito, que exerce função de docência.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 964300 AGR / ES Destarte, conforme expresso na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que o cargo de pedagogo é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe, e, portanto, sem função de docência, razão pela qual entendeu pela impossibilidade de a ora recorrente acumular dois cargos de pedagoga. Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese da agravante, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e a legislação infraconstitucional pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmulas n 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Acumulação de cargos. Cargo técnico e professor. 3. Assistente de Administração da Universidade Federal do Espírito Santo. Discussão acerca da natureza do cargo demanda reexame dos fatos e das provas. Providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 279. Precedentes. 4. Ausência de fundamentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 904.913/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/9/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Natureza dos cargos acumulados. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 846.524/PI-AgR, de minha relatoria, DJe de 18/3/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE PROVENTOS E VENCIMENTOS. NATUREZA DOS CARGOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES Destarte, conforme expresso na decisão agravada, verifica-se que o Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, concluiu que o cargo de pedagogo é de natureza técnico-pedagógica, sem regência de classe, e, portanto, sem função de docência, razão pela qual entendeu pela impossibilidade de a ora recorrente acumular dois cargos de pedagoga. Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese da agravante, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e a legislação infraconstitucional pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência da Súmulas n 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo 2. Acumulação de cargos. Cargo técnico e professor. 3. Assistente de Administração da Universidade Federal do Espírito Santo. Discussão acerca da natureza do cargo demanda reexame dos fatos e das provas. Providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 279. Precedentes. 4. Ausência de fundamentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 904.913/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/9/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Natureza dos cargos acumulados. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 846.524/PI-AgR, de minha relatoria, DJe de 18/3/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE PROVENTOS E VENCIMENTOS. NATUREZA DOS CARGOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. APLICAÇÃO DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 964300 AGR / ES PUBLICADO EM 22.8.2013. O acórdão recorrido não divergiu do entendimento deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não há falar em incompatibilidade de horários se o servidor público estiver aposentado em um dos cargos. Precedentes. A análise acerca da natureza dos cargos acumulados exigiria o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 790.261/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/8/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFISSIONAL DE SAÚDE. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE DIREITO LOCAL. VEDAÇÃO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 460.566/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PERCEPÇÃO SIMULTÂNEA DE UM PROVENTO DE APOSENTADORIA COM A REMUNERAÇÃO DE OUTRO CARGO PÚBLICO. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPERTINÊNCIA DO REQUISITO NO CASO. CONTROVÉRSIA SOBRE A NATUREZA DO CARGO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. JULGAMENTO DA MATÉRIA NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. AGRAVO IMPROVIDO. I - É impertinente a exigência de compatibilidade de horários como requisito para a percepção simultânea de um provento de aposentadoria com a remuneração pelo exercício 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES PUBLICADO EM 22.8.2013. O acórdão recorrido não divergiu do entendimento deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não há falar em incompatibilidade de horários se o servidor público estiver aposentado em um dos cargos. Precedentes. A análise acerca da natureza dos cargos acumulados exigiria o reexame de fatos e provas da causa, o que é vedado a esta instância extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 790.261/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/8/14). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROFISSIONAL DE SAÚDE. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DE DIREITO LOCAL. VEDAÇÃO. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 460.566/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/8/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PERCEPÇÃO SIMULTÂNEA DE UM PROVENTO DE APOSENTADORIA COM A REMUNERAÇÃO DE OUTRO CARGO PÚBLICO. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. IMPERTINÊNCIA DO REQUISITO NO CASO. CONTROVÉRSIA SOBRE A NATUREZA DO CARGO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. JULGAMENTO DA MATÉRIA NOS TERMOS DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. AGRAVO IMPROVIDO. I - É impertinente a exigência de compatibilidade de horários como requisito para a percepção simultânea de um provento de aposentadoria com a remuneração pelo exercício 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 964300 AGR / ES de outro cargo público. Precedentes. II - A verificação da natureza do cargo de diretor de escola demanda a análise da Lei Complementar Estadual 836/1997, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III - A existência de precedentes firmados por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema versado no apelo extremo possibilita o julgamento monocrático do recurso, nos termos do art. 557, caput, do Código de Processo Civil. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 709.535/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 638.754/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/2/12). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Supremo Tribunal Federal ARE 964300 AGR / ES de outro cargo público. Precedentes. II - A verificação da natureza do cargo de diretor de escola demanda a análise da Lei Complementar Estadual 836/1997, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III - A existência de precedentes firmados por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema versado no apelo extremo possibilita o julgamento monocrático do recurso, nos termos do art. 557, caput, do Código de Processo Civil. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 709.535/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como analisar o acervo fático-probatório dos autos. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 638.754/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/2/12). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12019058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 21/10/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : WILSON MARCIO DEPES (1838/ES) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984250 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 964.300 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS ADV.(A/S) : WILSON MARCIO DEPES (1838/ES) AGDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11984250 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964300 AGR / ES", "ARE 964300 AGR /", "ARE 964300 AGR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964300 AGR /", "Súmulas ns 279", "ARE 964300 AGR / ES", "Recurso Extraordinário n 602 . 454 / RS - AgR", "AI n 855 . 866 / CE - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI n 512 . 663 / SP - AgR", "ARE 964300", "Recurso Extraordinário n 602 . 454 / RS - AgR", "AI n 855 . 866 / CE - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI n 512 . 663 / SP - AgR", "ARE 964300 AGR / ES", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 581 . 871 / ES", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI n 579 . 155 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 246 . 859 / PI - AgR", "ARE 964300 AGR / ES", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 581 . 871 / ES - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI n 579 . 155 / DF - AgR", "Súmulas", "Recurso Extraordinário n 246 . 859 / PI - AgR", "ARE 964300 AGR / ES", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 3 . 772 / DF", "ARE 964300 AGR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 3 . 772 / DF", "ARE 964300 AGR / ES", "Súmulas n 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 904 . 913 / ES - AgR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 846 . 524 / PI - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas n 279", "ARE n 904 . 913 / ES - AgR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 846 . 524 / PI - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 964300 AGR / ES", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 790 . 261 / DF - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 460 . 566 / PE - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 964300 AGR / ES", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 790 . 261 / DF - AgR", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 460 . 566 / PE - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 709 . 535 / SP - AgR", "ARE n 638 . 754 / GO - AgR", "ARE 964300 AGR / ES", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 709 . 535 / SP - AgR", "ARE n 638 . 754 / GO - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XVI , DA CR / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XVI , DA CR / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI FEDERAL n 9 . 394 / 96", "ART . 54 DA LEI FEDERAL n 9 . 784", "arts . 37 , inciso XVI , alínea ‘ a ’ , e", "206 , inciso V , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI FEDERAL n 9 . 394 / 96", "ART . 54 DA LEI FEDERAL n 9 . 784", "arts . 37 , inciso XVI , alínea ‘ a ’ , e 206 , inciso V , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea b do inciso XVI do art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea b do inciso XVI do art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XVI , da Constituição", "art . 557 , § 2 . . . , c /", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . .", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XVI , da Constituição", "art . 557 , §", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , inciso XVI , alínea a ; e 206 , inciso V , da Constituição Federal", "art . 37 , XVI , a da CRFB / 88", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , inciso XVI , alínea a ; e 206 , inciso V , da Constituição Federal", "art . 37 , XVI , a da CRFB / 88", "art . 1 . 021 , § 2 . . . , da Lei n 13 . 105 / 15", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XVI , da Constituição da República de 1988", "Lei Federal n 9 . 394 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XVI , da Constituição da República de 1988", "Lei Federal n 9 . 394 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 836 / 1997", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 836 / 1997", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", 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Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "MARIA MARLENE SILVA DOS SANTOS", "WILSON MARCIO DEPES", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "14", "20", "/", "10", "/", "2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "10", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "10", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "02", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "02", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "5", "/", "12", "21", "/", "8", "/", "12", "19", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "5", "/", "12", "21", "/", "8", "/", "12", "19", "/", "12", "/", "11", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) :BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) :LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Civil. Comissão de corretagem. Prequestionamento. Ausência. Fatos, provas e cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a análise de cláusulas contratuais ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279, 454 e 636/STF. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada neste feito. 5. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957924. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RE 841849 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957924. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) :BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) :LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fuhro Souto Consultoria Imobiliaria Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo sustenta-se violação dos artigos 1º, inciso III, 5º, incisos II, V, XIII e LV, 7º, incisos XXX, XXXI, XXXII e XXXIV, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. No que se refere aos artigos 1º, inciso III, 5º, incisos II, V e XIII, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) :BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) :LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fuhro Souto Consultoria Imobiliaria Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo sustenta-se violação dos artigos 1º, inciso III, 5º, incisos II, V, XIII e LV, 7º, incisos XXX, XXXI, XXXII e XXXIV, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. No que se refere aos artigos 1º, inciso III, 5º, incisos II, V e XIII, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RE 841849 AGR / RS sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RE 841849 AGR / RS DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a ora agravante na alegação de que houve violação direta dos arts. 1º, inciso III; 5º, incisos II, V, XIII e LV; e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF no caso dos autos, porquanto efetivamente prequestionados os dispositivos constitucionais tidos por violados. Alega não haver similitude entre a presente controvérsia e aquela do RE nº 823.319/SP, em que este Tribunal concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria aqui debatida. Aduz, in verbis, que “Nunca é demais reafirmar que a demanda – assim como as outras centenas ora em curso – partiu da afirmação que a comissão de corretagem já estaria inserida nos ‘custos de comercialização’ dos imóveis vendidos dentro do viés comercial do PMCMV (…).” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a ora agravante na alegação de que houve violação direta dos arts. 1º, inciso III; 5º, incisos II, V, XIII e LV; e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF no caso dos autos, porquanto efetivamente prequestionados os dispositivos constitucionais tidos por violados. Alega não haver similitude entre a presente controvérsia e aquela do RE nº 823.319/SP, em que este Tribunal concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria aqui debatida. Aduz, in verbis, que “Nunca é demais reafirmar que a demanda – assim como as outras centenas ora em curso – partiu da afirmação que a comissão de corretagem já estaria inserida nos ‘custos de comercialização’ dos imóveis vendidos dentro do viés comercial do PMCMV (…).” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório RE 841849 AGR / RS É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 1º, inciso III; 5º, incisos II, V e XIII; 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 1º, inciso III; 5º, incisos II, V e XIII; 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 841849 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. No mais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte: “O contrato firmado entre a incorporadora e a imobiliária 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. No mais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte: “O contrato firmado entre a incorporadora e a imobiliária 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 841849 AGR / RS (evento 10, CONTR2) concretiza a hipótese mencionada na lição de Miguel Reale, pois de sua preleção percebe-se que a primeira espera que a segunda encontre compradores para seus imóveis que atendam às exigências do negócio, ao passo que a segunda receberá porcentagem (3%) do valor de cada contrato de compra e venda que realizar. Veja-se que no momento em que entabulada tal avença existia indefinição acerca de quem seriam os compradores os quais deveriam ser selecionados pela corretora dentro de um universo de interessados, sendo também exigida da imobiliária a mediação entres esses potenciais compradores e a incorporadora, tanto que o valor da corretagem somente será pago após a concretização de cada venda (evento 10, CONTR2, pg. 2, parágrafo primeiro da cláusula quinta), consoante determina o artigo 725 do Código Civil. Porém, o mesmo não pode ser dito com relação à contratação de serviços de corretagem realizada entre autora, consubstanciada na nota fiscal de serviços juntada aos autos (evento 15, NFISCAL3), a qual centra a defesa da imobiliária ré, conforme passo a expor. Analisando o teor da aludida nota por serviços de corretagem, verifica-se que seu objeto é a 'Corretagem Na Compra e Venda e Avaliação De Imóveis' (evento 15, NFISCAL3, item 1), mais especificamente a negociação da unidade de nº 305 do 'SPE PELOTAS II' (campo 'DETALHES'), imóvel evidentemente comprado 'na planta', já que naquela época (06/01/2010) ainda não estava construído, uma vez que a respectiva promessa de compra e venda foi assinada em 26/09/2009, três meses antes da emissão da nota, sendo a previsão de entrega da obra para 30/06/2010 (evento 1, ANEXOS PET INI3, pgs. 02 e 24), embora desde já estivesse determinado que seria edificado pela incorporadora ré com recursos financiados pela instituição financeira ré (pg. 02, item 4.2), o que de fato ocorreu, conforme comprova o respectivo contrato de mútuo, entabulado segundo regras do programa 'Minha Casa Minha Vida (evento 1, ANEXOS PET INI4). Como se percebe destas disposições contratuais, o objeto 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS (evento 10, CONTR2) concretiza a hipótese mencionada na lição de Miguel Reale, pois de sua preleção percebe-se que a primeira espera que a segunda encontre compradores para seus imóveis que atendam às exigências do negócio, ao passo que a segunda receberá porcentagem (3%) do valor de cada contrato de compra e venda que realizar. Veja-se que no momento em que entabulada tal avença existia indefinição acerca de quem seriam os compradores os quais deveriam ser selecionados pela corretora dentro de um universo de interessados, sendo também exigida da imobiliária a mediação entres esses potenciais compradores e a incorporadora, tanto que o valor da corretagem somente será pago após a concretização de cada venda (evento 10, CONTR2, pg. 2, parágrafo primeiro da cláusula quinta), consoante determina o artigo 725 do Código Civil. Porém, o mesmo não pode ser dito com relação à contratação de serviços de corretagem realizada entre autora, consubstanciada na nota fiscal de serviços juntada aos autos (evento 15, NFISCAL3), a qual centra a defesa da imobiliária ré, conforme passo a expor. Analisando o teor da aludida nota por serviços de corretagem, verifica-se que seu objeto é a 'Corretagem Na Compra e Venda e Avaliação De Imóveis' (evento 15, NFISCAL3, item 1), mais especificamente a negociação da unidade de nº 305 do 'SPE PELOTAS II' (campo 'DETALHES'), imóvel evidentemente comprado 'na planta', já que naquela época (06/01/2010) ainda não estava construído, uma vez que a respectiva promessa de compra e venda foi assinada em 26/09/2009, três meses antes da emissão da nota, sendo a previsão de entrega da obra para 30/06/2010 (evento 1, ANEXOS PET INI3, pgs. 02 e 24), embora desde já estivesse determinado que seria edificado pela incorporadora ré com recursos financiados pela instituição financeira ré (pg. 02, item 4.2), o que de fato ocorreu, conforme comprova o respectivo contrato de mútuo, entabulado segundo regras do programa 'Minha Casa Minha Vida (evento 1, ANEXOS PET INI4). Como se percebe destas disposições contratuais, o objeto 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 841849 AGR / RS da compra e venda estava claramente definido e pormenorizado no momento em que contratada a corretagem, assim como a construtora e a fonte dos recursos para a compra, inexistindo, desde então, qualquer indefinição acerca do negócio. (...) (…) o pagamento de taxa de corretagem pelo mutuário, o qual eleva o valor da negociação do imóvel, é incompatível com os princípios norteadores do Programa Minha Casa Minha Vida, embora seja possível como regra geral dos contratos imobiliários. Com efeito, a majoração injustificada do valor de negócios destinados à população de baixa renda não condiz com os objetivos e princípios do aludido programa, cuja regência legal é específica justamente por ter como fim auxiliar as classes sociais menos favorecidas.” Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, na legislação infraconstitucional e nas cláusulas do contrato celebrado entre as partes, não ser devida a comissão de corretagem, porquanto incompatível com os princípios que guiam o Programa Minha Casa Minha Vida. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, a legislação infraconstitucional de regência e as cláusulas contratuais, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279, 454 e 636/STF. Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. SERVIÇOS DE ASSESSORIA TÉCNICA E DOCUMENTAL. AUSÊNCIA DE REGULAR PREQUESTIONAMENTO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. SÚMULAS 282 E 356/STF. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS da compra e venda estava claramente definido e pormenorizado no momento em que contratada a corretagem, assim como a construtora e a fonte dos recursos para a compra, inexistindo, desde então, qualquer indefinição acerca do negócio. (...) (…) o pagamento de taxa de corretagem pelo mutuário, o qual eleva o valor da negociação do imóvel, é incompatível com os princípios norteadores do Programa Minha Casa Minha Vida, embora seja possível como regra geral dos contratos imobiliários. Com efeito, a majoração injustificada do valor de negócios destinados à população de baixa renda não condiz com os objetivos e princípios do aludido programa, cuja regência legal é específica justamente por ter como fim auxiliar as classes sociais menos favorecidas.” Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, na legislação infraconstitucional e nas cláusulas do contrato celebrado entre as partes, não ser devida a comissão de corretagem, porquanto incompatível com os princípios que guiam o Programa Minha Casa Minha Vida. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, a legislação infraconstitucional de regência e as cláusulas contratuais, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279, 454 e 636/STF. Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. SERVIÇOS DE ASSESSORIA TÉCNICA E DOCUMENTAL. AUSÊNCIA DE REGULAR PREQUESTIONAMENTO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. SÚMULAS 282 E 356/STF. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 841849 AGR / RS DA CONSTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. Temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição só entra no plano constitucional quando se discute questão de direito intertemporal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 829.975/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Comissão e corretagem. Revisão de contrato. Ato jurídico perfeito. Matéria infraconstitucional. Interpretação de cláusulas contratuais. Enunciado 454 da Súmula do STF. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 759.962/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Comissão de corretagem. Consumidor. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 677.531/RJ–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/9/2012). Ressalte-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS DA CONSTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. Temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a alegada violação ao art. 5º, XXXVI, da Constituição só entra no plano constitucional quando se discute questão de direito intertemporal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 829.975/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Comissão e corretagem. Revisão de contrato. Ato jurídico perfeito. Matéria infraconstitucional. Interpretação de cláusulas contratuais. Enunciado 454 da Súmula do STF. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 759.962/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Comissão de corretagem. Consumidor. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE nº 677.531/RJ–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/9/2012). Ressalte-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 841849 AGR / RS sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal RE 841849 AGR / RS sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) : BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) : LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777986 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) : BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) : LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777986 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8038136
2015-02-03T00:00:00
2015-03-18T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Civil. Comissão de corretagem. Prequestionamento. Ausência. Fatos, provas e cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a análise de cláusulas contratuais ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279, 454 e 636/STF. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada neste feito. 5. Agravo regimental não provido.
sjur296708
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT). (COMISSÃO DE CORRETAGEM, COMPRA E VENDA DE IMÓVEL) ARE 677531 AgR (1ªT), ARE 759962 AgR (2ªT), RE 823319 RG, ARE 829975 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 10/04/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
841849
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 841849 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) : BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) : LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) :BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) :LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Civil. Comissão de corretagem. Prequestionamento. Ausência. Fatos, provas e cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a análise de cláusulas contratuais ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279, 454 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada neste feito. 5. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957924. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957924. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) :BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) :LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fuhro Souto Consultoria Imobiliaria Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo sustenta-se violação dos artigos 1..., inciso III, 5..., incisos II, V, XIII e LV, 7..., incisos XXX, XXXI, XXXII e XXXIV, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. No que se refere aos artigos 1..., inciso III, 5..., incisos II, V e XIII, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) :BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) :LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fuhro Souto Consultoria Imobiliaria Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da 1... Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul. No apelo extremo sustenta-se violação dos artigos 1..., inciso III, 5..., incisos II, V, XIII e LV, 7..., incisos XXX, XXXI, XXXII e XXXIV, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. No que se refere aos artigos 1..., inciso III, 5..., incisos II, V e XIII, e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a ora agravante na alegação de que houve violação direta dos arts. 1..., inciso III; 5..., incisos II, V, XIII e LV; e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos, porquanto efetivamente prequestionados os dispositivos constitucionais tidos por violados. Alega não haver similitude entre a presente controvérsia e aquela do Recurso Extraordinário n 823.319/SP, em que este Tribunal concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria aqui debatida. Aduz, in verbis, que “Nunca é demais reafirmar que a demanda – assim como as outras centenas ora em curso – partiu da afirmação que a comissão de corretagem já estaria inserida nos ‘custos de comercialização’ dos imóveis vendidos dentro do viés comercial do PMCMV (…).” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a ora agravante na alegação de que houve violação direta dos arts. 1..., inciso III; 5..., incisos II, V, XIII e LV; e 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal. Sustenta a não incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos, porquanto efetivamente prequestionados os dispositivos constitucionais tidos por violados. Alega não haver similitude entre a presente controvérsia e aquela do Recurso Extraordinário n 823.319/SP, em que este Tribunal concluiu pela ausência de repercussão geral da matéria aqui debatida. Aduz, in verbis, que “Nunca é demais reafirmar que a demanda – assim como as outras centenas ora em curso – partiu da afirmação que a comissão de corretagem já estaria inserida nos ‘custos de comercialização’ dos imóveis vendidos dentro do viés comercial do PMCMV (…).” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957921. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 1..., inciso III; 5..., incisos II, V e XIII; 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os arts. 1..., inciso III; 5..., incisos II, V e XIII; 170, incisos IV, VIII e IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. No mais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte: “O contrato firmado entre a incorporadora e a imobiliária 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. No mais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte: “O contrato firmado entre a incorporadora e a imobiliária 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS (evento 10, CONTR2) concretiza a hipótese mencionada na lição de Miguel Reale, pois de sua preleção percebe-se que a primeira espera que a segunda encontre compradores para seus imóveis que atendam às exigências do negócio, ao passo que a segunda receberá porcentagem (3%) do valor de cada contrato de compra e venda que realizar. Veja-se que no momento em que entabulada tal avença existia indefinição acerca de quem seriam os compradores os quais deveriam ser selecionados pela corretora dentro de um universo de interessados, sendo também exigida da imobiliária a mediação entres esses potenciais compradores e a incorporadora, tanto que o valor da corretagem somente será pago após a concretização de cada venda (evento 10, CONTR2, pg. 2, parágrafo primeiro da cláusula quinta), consoante determina o artigo 725 do Código Civil. Porém, o mesmo não pode ser dito com relação à contratação de serviços de corretagem realizada entre autora, consubstanciada na nota fiscal de serviços juntada aos autos (evento 15, NFISCAL3), a qual centra a defesa da imobiliária ré, conforme passo a expor. Analisando o teor da aludida nota por serviços de corretagem, verifica-se que seu objeto é a 'Corretagem Na Compra e Venda e Avaliação De Imóveis' (evento 15, NFISCAL3, item 1), mais especificamente a negociação da unidade de n 305 do 'SPE PELOTAS II' (campo 'DETALHES'), imóvel evidentemente comprado 'na planta', já que naquela época (06/01/2010) ainda não estava construído, uma vez que a respectiva promessa de compra e venda foi assinada em 26/09/2009, três meses antes da emissão da nota, sendo a previsão de entrega da obra para 30/06/2010 (evento 1, ANEXOS PET INI3, pgs. 02 e 24), embora desde já estivesse determinado que seria edificado pela incorporadora ré com recursos financiados pela instituição financeira ré (pg. 02, item 4.2), o que de fato ocorreu, conforme comprova o respectivo contrato de mútuo, entabulado segundo regras do programa 'Minha Casa Minha Vida (evento 1, ANEXOS PET INI4). Como se percebe destas disposições contratuais, o objeto 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS (evento 10, CONTR2) concretiza a hipótese mencionada na lição de Miguel Reale, pois de sua preleção percebe-se que a primeira espera que a segunda encontre compradores para seus imóveis que atendam às exigências do negócio, ao passo que a segunda receberá porcentagem (3%) do valor de cada contrato de compra e venda que realizar. Veja-se que no momento em que entabulada tal avença existia indefinição acerca de quem seriam os compradores os quais deveriam ser selecionados pela corretora dentro de um universo de interessados, sendo também exigida da imobiliária a mediação entres esses potenciais compradores e a incorporadora, tanto que o valor da corretagem somente será pago após a concretização de cada venda (evento 10, CONTR2, pg. 2, parágrafo primeiro da cláusula quinta), consoante determina o artigo 725 do Código Civil. Porém, o mesmo não pode ser dito com relação à contratação de serviços de corretagem realizada entre autora, consubstanciada na nota fiscal de serviços juntada aos autos (evento 15, NFISCAL3), a qual centra a defesa da imobiliária ré, conforme passo a expor. Analisando o teor da aludida nota por serviços de corretagem, verifica-se que seu objeto é a 'Corretagem Na Compra e Venda e Avaliação De Imóveis' (evento 15, NFISCAL3, item 1), mais especificamente a negociação da unidade de n 305 do 'SPE PELOTAS II' (campo 'DETALHES'), imóvel evidentemente comprado 'na planta', já que naquela época (06/01/2010) ainda não estava construído, uma vez que a respectiva promessa de compra e venda foi assinada em 26/09/2009, três meses antes da emissão da nota, sendo a previsão de entrega da obra para 30/06/2010 (evento 1, ANEXOS PET INI3, pgs. 02 e 24), embora desde já estivesse determinado que seria edificado pela incorporadora ré com recursos financiados pela instituição financeira ré (pg. 02, item 4.2), o que de fato ocorreu, conforme comprova o respectivo contrato de mútuo, entabulado segundo regras do programa 'Minha Casa Minha Vida (evento 1, ANEXOS PET INI4). Como se percebe destas disposições contratuais, o objeto 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS da compra e venda estava claramente definido e pormenorizado no momento em que contratada a corretagem, assim como a construtora e a fonte dos recursos para a compra, inexistindo, desde então, qualquer indefinição acerca do negócio. (...) (…) o pagamento de taxa de corretagem pelo mutuário, o qual eleva o valor da negociação do imóvel, é incompatível com os princípios norteadores do Programa Minha Casa Minha Vida, embora seja possível como regra geral dos contratos imobiliários. Com efeito, a majoração injustificada do valor de negócios destinados à população de baixa renda não condiz com os objetivos e princípios do aludido programa, cuja regência legal é específica justamente por ter como fim auxiliar as classes sociais menos favorecidas.” Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, na legislação infraconstitucional e nas cláusulas do contrato celebrado entre as partes, não ser devida a comissão de corretagem, porquanto incompatível com os princípios que guiam o Programa Minha Casa Minha Vida. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, a legislação infraconstitucional de regência e as cláusulas contratuais, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279, 454 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. SERVIÇOS DE ASSESSORIA TÉCNICA E DOCUMENTAL. AUSÊNCIA DE REGULAR PREQUESTIONAMENTO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS da compra e venda estava claramente definido e pormenorizado no momento em que contratada a corretagem, assim como a construtora e a fonte dos recursos para a compra, inexistindo, desde então, qualquer indefinição acerca do negócio. (...) (…) o pagamento de taxa de corretagem pelo mutuário, o qual eleva o valor da negociação do imóvel, é incompatível com os princípios norteadores do Programa Minha Casa Minha Vida, embora seja possível como regra geral dos contratos imobiliários. Com efeito, a majoração injustificada do valor de negócios destinados à população de baixa renda não condiz com os objetivos e princípios do aludido programa, cuja regência legal é específica justamente por ter como fim auxiliar as classes sociais menos favorecidas.” Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com base nos fatos e nas provas dos autos, na legislação infraconstitucional e nas cláusulas do contrato celebrado entre as partes, não ser devida a comissão de corretagem, porquanto incompatível com os princípios que guiam o Programa Minha Casa Minha Vida. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, a legislação infraconstitucional de regência e as cláusulas contratuais, o que é inviável no recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279, 454 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse mesmo sentido, os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. SERVIÇOS DE ASSESSORIA TÉCNICA E DOCUMENTAL. AUSÊNCIA DE REGULAR PREQUESTIONAMENTO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS DA CONSTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. Temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição só entra no plano constitucional quando se discute questão de direito intertemporal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 829.975/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Comissão e corretagem. Revisão de contrato. Ato jurídico perfeito. Matéria infraconstitucional. Interpretação de cláusulas contratuais. Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 759.962/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Comissão de corretagem. Consumidor. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 677.531/RJ–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/9/2012). Ressalte-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS DA CONSTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DA ANÁLISE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. Temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a alegada violação ao art. 5..., XXXVI, da Constituição só entra no plano constitucional quando se discute questão de direito intertemporal. Para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 829.975/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 31/10/2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Comissão e corretagem. Revisão de contrato. Ato jurídico perfeito. Matéria infraconstitucional. Interpretação de cláusulas contratuais. Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 759.962/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Comissão de corretagem. Consumidor. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE n 677.531/RJ–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/9/2012). Ressalte-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 823.319/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria constitucional versada nesse feito. A manifestação do Relator está assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.’ Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7957922. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) : BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) : LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777986 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841.849 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA ADV.(A/S) : BRENO MOREIRA MUSSI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JULIANA TEIXEIRA BORBA ADV.(A/S) : LUCAS CORDEIRO TILLMANN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - PELOTAS II - SPE LTDA. INTDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777986 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841 . 849", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo", "Súmulas ns 279 , 454 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 823 . 319 / SP", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841 . 849", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841 . 849", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 823 . 319 / SP", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 823 . 319 / SP", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 823 . 319 / SP", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário n 823 . 319 / SP", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841 . 849", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA 282", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Súmulas ns 279 , 454 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Súmulas ns 279", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "SÚMULAS 279", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 829 . 975 / SP – AgR", "Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 759 . 962 / RJ – AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 677 . 531 / RJ – AgR", "Recurso Extraordinário 841849 AGR /", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 829 . 975 / SP – AgR", "Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 759 . 962 / RJ – AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 677 . 531 / RJ – AgR", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 823 . 319 / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 841849 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 823 . 319 / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841 . 849", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 841 . 849" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "IV , VIII e IX , da Constituição Federal", "artigos 1 . . . , inciso III , 5 . . . , incisos II , V e XIII , e 170 , incisos IV , VIII e IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , inciso III , 5 . . . , incisos II , V , XIII e LV , 7 . . . , incisos XXX , XXXI , XXXII e XXXIV , e 170 , incisos IV , VIII e IX , da Constituição Federal", "artigos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543", "Lei n 11 . 418 / 06", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "170 , incisos IV , VIII e IX , da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "arts", "170 , incisos IV , VIII e IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , inciso III ; 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Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUHRO SOUTO CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA", "TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Fuhro Souto Consultoria Imobiliaria Ltda .", "1", ".", ".", ". Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado do Rio Grande do Sul", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Minha", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Minha", "ICP", "-", "Brasil", "Minha Casa Minha Vida", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA", "TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA", "PELOTAS II - 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DA LEI NO CASO CONCRETO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A decisão reclamada não afastou a incidência do art. 62, I, da CLT mas, na apreciação do caso concreto, conferiu interpretação de que a exceção prevista na norma não se aplicaria pelas peculiaridades do caso. 3. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma em apreço afasta a violação à súmula vinculante 10 desta Corte. 4. Agravo interno desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923997. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RCL 24368 AGR / MT Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923997. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923997. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N° 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESCUMPRIMENTO. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que, ao contrário do que determinou a decisão agravada, houve violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, visto que “o r. acórdão proferido pela 1ª Turma do Regional, fixou como elemento para exclusão do artigo 62, I, da CLT, a “possibilidade” de controle de horário, quando certo que o artigo supracitado é incisivo: os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras”. Afirma que o referido artigo (62, I, da CLT) não trata de possibilidade de controle e sim de efetivo controle de jornada por compatibilidade das atividades exercidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N° 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESCUMPRIMENTO. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que, ao contrário do que determinou a decisão agravada, houve violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, visto que “o r. acórdão proferido pela 1ª Turma do Regional, fixou como elemento para exclusão do artigo 62, I, da CLT, a “possibilidade” de controle de horário, quando certo que o artigo supracitado é incisivo: os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras”. Afirma que o referido artigo (62, I, da CLT) não trata de possibilidade de controle e sim de efetivo controle de jornada por compatibilidade das atividades exercidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RCL 24368 AGR / MT Sustenta que o afastamento da lei pelo acórdão reclamado proferido pela 1ª Turma do Tribunal Regional equivaleu à sua declaração de inconstitucionalidade, mesmo que não tenha sido proferida expressamente. Requer que “seja recebido o presente agravo, reconsiderando a decisão monocrática proferida e, caso não exercido juízo de retratação, seja levado à julgamento pela E. Turma julgadora, requerendo desde já, o provimento do presente agravo, pelos motivos acima descritos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT Sustenta que o afastamento da lei pelo acórdão reclamado proferido pela 1ª Turma do Tribunal Regional equivaleu à sua declaração de inconstitucionalidade, mesmo que não tenha sido proferida expressamente. Requer que “seja recebido o presente agravo, reconsiderando a decisão monocrática proferida e, caso não exercido juízo de retratação, seja levado à julgamento pela E. Turma julgadora, requerendo desde já, o provimento do presente agravo, pelos motivos acima descritos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, o agravante afirma que a decisão agravada deve ser reformada, porquanto a decisão reclamada teria declarado a inconstitucionalidade do artigo 62, I, da CLT, ainda que de forma não expressa. Isso porque a norma, segundo a agravante, não traria de possibilidade de controle de horário mas seria incisivo a respeito de que os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras. Verifico, no entanto, que a decisão (agravada) tratou exaustivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, o agravante afirma que a decisão agravada deve ser reformada, porquanto a decisão reclamada teria declarado a inconstitucionalidade do artigo 62, I, da CLT, ainda que de forma não expressa. Isso porque a norma, segundo a agravante, não traria de possibilidade de controle de horário mas seria incisivo a respeito de que os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras. Verifico, no entanto, que a decisão (agravada) tratou exaustivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT da questão da declaração de inconstitucionalidade da norma pela decisão reclamada. Foi aplicado o entendimento de que o reclamado não revogou a norma, visto que apenas teceu interpretação distinta da pretendida pela agravante diante das peculiaridades do caso concreto. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “O reclamante alega que o acórdão reclamado, ao afastar a aplicação do art. 62, I, da CLT, teria, em tese, afrontado a autoridade da Súmula Vinculante nº 10 desta Suprema Corte. Razão não lhe assiste, todavia. Com efeito, como se depreende da leitura do decisum reclamado, o tribunal regional não incorreu em afronta à Súmula Vinculante n° 10, pois não declarou a inconstitucionalidade do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, tampouco afastou sua aplicabilidade mediante a invocação de fundamento constitucional. Aquela Corte apenas procedeu à análise do caso concreto e entendeu pela inaplicabilidade da exceção prevista naquele dispositivo. Não há, pois, qualquer vício em sua atuação. A corroborar essa assertiva, transcrevo o seguinte trecho da decisão reclamada: ‘A Turma Revisora, respaldada no acervo fático- probatório, adotou entendimento no sentido de que o caso concreto não atrai a aplicação da regra prevista no inciso I do art. 62 da CLT, tendo, por essa razão, mantido a condenação em horas extras exarada na sentença. A ré, ora recorrente, insurge-se contra essa decisão, aduzindo, em síntese, que, ao contrário do que restou definido no acórdão, os elementos dos autos autorizam a incidência da referida ‘exceção legal’, sob o argumento de que a atividade externa desenvolvida pelo autor inviabiliza a fiscalização da jornada de trabalho. Consta da ementa do acórdão: ‘HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO. POSSIBILIDADE DE Nos termos do CONTROLE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT da questão da declaração de inconstitucionalidade da norma pela decisão reclamada. Foi aplicado o entendimento de que o reclamado não revogou a norma, visto que apenas teceu interpretação distinta da pretendida pela agravante diante das peculiaridades do caso concreto. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “O reclamante alega que o acórdão reclamado, ao afastar a aplicação do art. 62, I, da CLT, teria, em tese, afrontado a autoridade da Súmula Vinculante nº 10 desta Suprema Corte. Razão não lhe assiste, todavia. Com efeito, como se depreende da leitura do decisum reclamado, o tribunal regional não incorreu em afronta à Súmula Vinculante n° 10, pois não declarou a inconstitucionalidade do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, tampouco afastou sua aplicabilidade mediante a invocação de fundamento constitucional. Aquela Corte apenas procedeu à análise do caso concreto e entendeu pela inaplicabilidade da exceção prevista naquele dispositivo. Não há, pois, qualquer vício em sua atuação. A corroborar essa assertiva, transcrevo o seguinte trecho da decisão reclamada: ‘A Turma Revisora, respaldada no acervo fático- probatório, adotou entendimento no sentido de que o caso concreto não atrai a aplicação da regra prevista no inciso I do art. 62 da CLT, tendo, por essa razão, mantido a condenação em horas extras exarada na sentença. A ré, ora recorrente, insurge-se contra essa decisão, aduzindo, em síntese, que, ao contrário do que restou definido no acórdão, os elementos dos autos autorizam a incidência da referida ‘exceção legal’, sob o argumento de que a atividade externa desenvolvida pelo autor inviabiliza a fiscalização da jornada de trabalho. Consta da ementa do acórdão: ‘HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO. POSSIBILIDADE DE Nos termos do CONTROLE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT JORNADA. art. 62, I, da CLT, excepcionalmente estão excluídos do Capítulo concernente à jornada de trabalho os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. Todavia, o que enseja o enquadramento do trabalhador na exceção consagrada em referido preceito legal não é a ausência do controle, mas sim a impossibilidade de controle e fiscalização. Demonstrando a prova dos autos a possibilidade de controle de jornada, deve ser afastada a exceção legal em comento. Nega-se provimento ao recurso da Reclamada.’ (Id 4b69ce7 - Pág. 1, destaques no original). Como se observa, a matéria, na forma como tratada no acórdão e posta nas razões recursais, reveste-se de contornos nitidamente fático-probatórios, logo, inviável torna-se o seguimento do apelo, tanto pelo enfoque de divergência jurisprudencial quanto pelo viés de afronta aos dispositivos legais e constitucionais invocados pela parte recorrente. Incidência da Súmula n. 126 do colendo TST’. In casu, verifica-se que o Tribunal reclamado concluiu pela manutenção da decisão que condenou o reclamante ao pagamento de horas-extras com fulcro no acervo probatório constante dos autos. Infere-se, nesse contexto, que a Corte reclamada não afastou a aplicação do dispositivo legal invocado pelo reclamante com supedâneo em disposição constitucional, mas apenas conferiu interpretação ao preceito em questão. Como é consabido, para que se verifique afronta à Súmula Vinculante nº 10 é necessário que o órgão julgador afaste a incidência de norma legal invocando, para tanto, fundamento extraído da Constituição Federal (juízo disfarçado de inconstitucionalidade, nas palavras do Ministro Celso de Mello), o que não se verifica no caso sob exame. Nesse sentido, menciono: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT JORNADA. art. 62, I, da CLT, excepcionalmente estão excluídos do Capítulo concernente à jornada de trabalho os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. Todavia, o que enseja o enquadramento do trabalhador na exceção consagrada em referido preceito legal não é a ausência do controle, mas sim a impossibilidade de controle e fiscalização. Demonstrando a prova dos autos a possibilidade de controle de jornada, deve ser afastada a exceção legal em comento. Nega-se provimento ao recurso da Reclamada.’ (Id 4b69ce7 - Pág. 1, destaques no original). Como se observa, a matéria, na forma como tratada no acórdão e posta nas razões recursais, reveste-se de contornos nitidamente fático-probatórios, logo, inviável torna-se o seguimento do apelo, tanto pelo enfoque de divergência jurisprudencial quanto pelo viés de afronta aos dispositivos legais e constitucionais invocados pela parte recorrente. Incidência da Súmula n. 126 do colendo TST’. In casu, verifica-se que o Tribunal reclamado concluiu pela manutenção da decisão que condenou o reclamante ao pagamento de horas-extras com fulcro no acervo probatório constante dos autos. Infere-se, nesse contexto, que a Corte reclamada não afastou a aplicação do dispositivo legal invocado pelo reclamante com supedâneo em disposição constitucional, mas apenas conferiu interpretação ao preceito em questão. Como é consabido, para que se verifique afronta à Súmula Vinculante nº 10 é necessário que o órgão julgador afaste a incidência de norma legal invocando, para tanto, fundamento extraído da Constituição Federal (juízo disfarçado de inconstitucionalidade, nas palavras do Ministro Celso de Mello), o que não se verifica no caso sob exame. Nesse sentido, menciono: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT ‘RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (Rcl 13.514 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe – 1º/8/2014). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE Nº 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe – 17/6/2015). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública. Prequestionamento. Ausência. Professora. Licenças. Progressão funcional. Leis nºs 7.169/96 e 7.235/96 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Precedentes. (...) 4. Pacífica a jurisprudência do STF de que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT ‘RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (Rcl 13.514 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe – 1º/8/2014). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE Nº 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe – 17/6/2015). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública. Prequestionamento. Ausência. Professora. Licenças. Progressão funcional. Leis nºs 7.169/96 e 7.235/96 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Precedentes. (...) 4. Pacífica a jurisprudência do STF de que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT não há violação do art. 97 da Constituição Federal, tampouco da Súmula Vinculante nº 10 do STF, quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 5. Agravo regimental não provido’ (ARE 868.948 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe – 19/6/2015).” Destarte, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve violação à cláusula de reserva de plenário, prevista no enunciado da Súmula Vinculante 10, já que não se verificou, na decisão reclamada, o afastamento do dispositivo. Em verdade, o Tribunal Reclamado apenas deu interpretação à norma da CLT distinta da pretendida pela agravante devido às peculiaridades do caso concreto. Ademais, frisa-se que esta Corte já firmou o entendimento de que não há violação à Cláusula de Reserva de Plenário, quando o Tribunal de origem não declarar inconstitucional ou afastar legislação, mas apenas interpretar a norma legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO MÉDIO. CONCLUSÃO. CURSO SUPLETIVO. IDADE MENOR QUE A PREVISTA NA LEI 9.394/1996. ALUNO APROVADO EM EXAME VESTIBULAR. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT não há violação do art. 97 da Constituição Federal, tampouco da Súmula Vinculante nº 10 do STF, quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 5. Agravo regimental não provido’ (ARE 868.948 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe – 19/6/2015).” Destarte, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve violação à cláusula de reserva de plenário, prevista no enunciado da Súmula Vinculante 10, já que não se verificou, na decisão reclamada, o afastamento do dispositivo. Em verdade, o Tribunal Reclamado apenas deu interpretação à norma da CLT distinta da pretendida pela agravante devido às peculiaridades do caso concreto. Ademais, frisa-se que esta Corte já firmou o entendimento de que não há violação à Cláusula de Reserva de Plenário, quando o Tribunal de origem não declarar inconstitucional ou afastar legislação, mas apenas interpretar a norma legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO MÉDIO. CONCLUSÃO. CURSO SUPLETIVO. IDADE MENOR QUE A PREVISTA NA LEI 9.394/1996. ALUNO APROVADO EM EXAME VESTIBULAR. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.050-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 01/08/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROTESTO DE CDA. AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão reclamada não afastou a incidência do art. 1º da Lei 9.492/1997, mas, na apreciação do caso concreto, conferiu interpretação no sentido de se privilegiar o disposto no art. 620 do Código de Processo Civil. 2. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma em apreço afasta a violação à súmula vinculante 10 desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 22.714-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 20/04/2016). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.050-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 01/08/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROTESTO DE CDA. AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão reclamada não afastou a incidência do art. 1º da Lei 9.492/1997, mas, na apreciação do caso concreto, conferiu interpretação no sentido de se privilegiar o disposto no art. 620 do Código de Processo Civil. 2. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma em apreço afasta a violação à súmula vinculante 10 desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 22.714-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 20/04/2016). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Tipo Texto 524 RCL 24368 AGR / MT contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) : DANIEL DOMINGUES CHIODE (173117/DF) AGDO.(A/S) : IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) : ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT (0011925/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982367 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) : DANIEL DOMINGUES CHIODE (173117/DF) AGDO.(A/S) : IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) : ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT (0011925/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982367 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11999508
2016-10-21T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DA LEI NO CASO CONCRETO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A decisão reclamada não afastou a incidência do art. 62, I, da CLT mas, na apreciação do caso concreto, conferiu interpretação de que a exceção prevista na norma não se aplicaria pelas peculiaridades do caso. 3. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma em apreço afasta a violação à súmula vinculante 10 desta Corte. 4. Agravo interno desprovido.
sjur359604
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 287/STF) Rcl 5684 AgR (TP), ARE 665255 AgR (2ªT), AI 763915 AgR (1ªT). (RESERVA DE PLENÁRIO) Rcl 22714 AgR (1ªT), ARE 938050 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 21/11/2016, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
24368
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00932 INC-00003 \n PAR-ÚNICO ART-01021 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n ART-00062 INC-00001\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 24368 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) : DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) : IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) : ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DA LEI NO CASO CONCRETO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A decisão reclamada não afastou a incidência do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho mas, na apreciação do caso concreto, conferiu interpretação de que a exceção prevista na norma não se aplicaria pelas peculiaridades do caso. 3. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma em apreço afasta a violação à súmula vinculante 10 desta Corte. 4. Agravo interno desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923997. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RCL 24368 AGR / MT Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923997. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923997. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE n 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESCUMPRIMENTO. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que, ao contrário do que determinou a decisão agravada, houve violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, visto que “o r. acórdão proferido pela 1... Turma do Regional, fixou como elemento para exclusão do artigo 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, a “possibilidade” de controle de horário, quando certo que o artigo supracitado é incisivo: os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras”. Afirma que o referido artigo (62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho) não trata de possibilidade de controle e sim de efetivo controle de jornada por compatibilidade das atividades exercidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE n 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESCUMPRIMENTO. INOCORRÊNCIA. INTERPRETAÇÃO DE NORMA LEGAL. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que, ao contrário do que determinou a decisão agravada, houve violação ao enunciado da Súmula Vinculante 10, visto que “o r. acórdão proferido pela 1... Turma do Regional, fixou como elemento para exclusão do artigo 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, a “possibilidade” de controle de horário, quando certo que o artigo supracitado é incisivo: os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras”. Afirma que o referido artigo (62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho) não trata de possibilidade de controle e sim de efetivo controle de jornada por compatibilidade das atividades exercidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RCL 24368 AGR / MT Sustenta que o afastamento da lei pelo acórdão reclamado proferido pela 1... Turma do Tribunal Regional equivaleu à sua declaração de inconstitucionalidade, mesmo que não tenha sido proferida expressamente. Requer que “seja recebido o presente agravo, reconsiderando a decisão monocrática proferida e, caso não exercido juízo de retratação, seja levado à julgamento pela E. Turma julgadora, requerendo desde já, o provimento do presente agravo, pelos motivos acima descritos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT Sustenta que o afastamento da lei pelo acórdão reclamado proferido pela 1... Turma do Tribunal Regional equivaleu à sua declaração de inconstitucionalidade, mesmo que não tenha sido proferida expressamente. Requer que “seja recebido o presente agravo, reconsiderando a decisão monocrática proferida e, caso não exercido juízo de retratação, seja levado à julgamento pela E. Turma julgadora, requerendo desde já, o provimento do presente agravo, pelos motivos acima descritos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923998. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1... Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, o agravante afirma que a decisão agravada deve ser reformada, porquanto a decisão reclamada teria declarado a inconstitucionalidade do artigo 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, ainda que de forma não expressa. Isso porque a norma, segundo a agravante, não traria de possibilidade de controle de horário mas seria incisivo a respeito de que os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras. Verifico, no entanto, que a decisão (agravada) tratou exaustivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1... Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, o agravante afirma que a decisão agravada deve ser reformada, porquanto a decisão reclamada teria declarado a inconstitucionalidade do artigo 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, ainda que de forma não expressa. Isso porque a norma, segundo a agravante, não traria de possibilidade de controle de horário mas seria incisivo a respeito de que os empregados que exercem atividade externa incompatível com fixação de horário estão excepcionados do pagamento de horas extras. Verifico, no entanto, que a decisão (agravada) tratou exaustivamente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT da questão da declaração de inconstitucionalidade da norma pela decisão reclamada. Foi aplicado o entendimento de que o reclamado não revogou a norma, visto que apenas teceu interpretação distinta da pretendida pela agravante diante das peculiaridades do caso concreto. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “O reclamante alega que o acórdão reclamado, ao afastar a aplicação do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, teria, em tese, afrontado a autoridade da Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte. Razão não lhe assiste, todavia. Com efeito, como se depreende da leitura do decisum reclamado, o tribunal regional não incorreu em afronta à Súmula Vinculante n 10, pois não declarou a inconstitucionalidade do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, tampouco afastou sua aplicabilidade mediante a invocação de fundamento constitucional. Aquela Corte apenas procedeu à análise do caso concreto e entendeu pela inaplicabilidade da exceção prevista naquele dispositivo. Não há, pois, qualquer vício em sua atuação. A corroborar essa assertiva, transcrevo o seguinte trecho da decisão reclamada: ‘A Turma Revisora, respaldada no acervo fático- probatório, adotou entendimento no sentido de que o caso concreto não atrai a aplicação da regra prevista no inciso I do art. 62 da Consolidação das Leis do Trabalho, tendo, por essa razão, mantido a condenação em horas extras exarada na sentença. A ré, ora recorrente, insurge-se contra essa decisão, aduzindo, em síntese, que, ao contrário do que restou definido no acórdão, os elementos dos autos autorizam a incidência da referida ‘exceção legal’, sob o argumento de que a atividade externa desenvolvida pelo autor inviabiliza a fiscalização da jornada de trabalho. Consta da ementa do acórdão: ‘HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO. POSSIBILIDADE DE Nos termos do CONTROLE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT da questão da declaração de inconstitucionalidade da norma pela decisão reclamada. Foi aplicado o entendimento de que o reclamado não revogou a norma, visto que apenas teceu interpretação distinta da pretendida pela agravante diante das peculiaridades do caso concreto. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “O reclamante alega que o acórdão reclamado, ao afastar a aplicação do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, teria, em tese, afrontado a autoridade da Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte. Razão não lhe assiste, todavia. Com efeito, como se depreende da leitura do decisum reclamado, o tribunal regional não incorreu em afronta à Súmula Vinculante n 10, pois não declarou a inconstitucionalidade do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, tampouco afastou sua aplicabilidade mediante a invocação de fundamento constitucional. Aquela Corte apenas procedeu à análise do caso concreto e entendeu pela inaplicabilidade da exceção prevista naquele dispositivo. Não há, pois, qualquer vício em sua atuação. A corroborar essa assertiva, transcrevo o seguinte trecho da decisão reclamada: ‘A Turma Revisora, respaldada no acervo fático- probatório, adotou entendimento no sentido de que o caso concreto não atrai a aplicação da regra prevista no inciso I do art. 62 da Consolidação das Leis do Trabalho, tendo, por essa razão, mantido a condenação em horas extras exarada na sentença. A ré, ora recorrente, insurge-se contra essa decisão, aduzindo, em síntese, que, ao contrário do que restou definido no acórdão, os elementos dos autos autorizam a incidência da referida ‘exceção legal’, sob o argumento de que a atividade externa desenvolvida pelo autor inviabiliza a fiscalização da jornada de trabalho. Consta da ementa do acórdão: ‘HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO. POSSIBILIDADE DE Nos termos do CONTROLE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT JORNADA. art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, excepcionalmente estão excluídos do Capítulo concernente à jornada de trabalho os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. Todavia, o que enseja o enquadramento do trabalhador na exceção consagrada em referido preceito legal não é a ausência do controle, mas sim a impossibilidade de controle e fiscalização. Demonstrando a prova dos autos a possibilidade de controle de jornada, deve ser afastada a exceção legal em comento. Nega-se provimento ao recurso da Reclamada.’ (Id 4b69ce7 - Pág. 1, destaques no original). Como se observa, a matéria, na forma como tratada no acórdão e posta nas razões recursais, reveste-se de contornos nitidamente fático-probatórios, logo, inviável torna-se o seguimento do apelo, tanto pelo enfoque de divergência jurisprudencial quanto pelo viés de afronta aos dispositivos legais e constitucionais invocados pela parte recorrente. Incidência da Súmula n. 126 do colendo Tribunal Superior do Trabalho’. In casu, verifica-se que o Tribunal reclamado concluiu pela manutenção da decisão que condenou o reclamante ao pagamento de horas-extras com fulcro no acervo probatório constante dos autos. Infere-se, nesse contexto, que a Corte reclamada não afastou a aplicação do dispositivo legal invocado pelo reclamante com supedâneo em disposição constitucional, mas apenas conferiu interpretação ao preceito em questão. Como é consabido, para que se verifique afronta à Súmula Vinculante n 10 é necessário que o órgão julgador afaste a incidência de norma legal invocando, para tanto, fundamento extraído da Constituição Federal (juízo disfarçado de inconstitucionalidade, nas palavras do Ministro Celso de Mello), o que não se verifica no caso sob exame. Nesse sentido, menciono: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT JORNADA. art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, excepcionalmente estão excluídos do Capítulo concernente à jornada de trabalho os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. Todavia, o que enseja o enquadramento do trabalhador na exceção consagrada em referido preceito legal não é a ausência do controle, mas sim a impossibilidade de controle e fiscalização. Demonstrando a prova dos autos a possibilidade de controle de jornada, deve ser afastada a exceção legal em comento. Nega-se provimento ao recurso da Reclamada.’ (Id 4b69ce7 - Pág. 1, destaques no original). Como se observa, a matéria, na forma como tratada no acórdão e posta nas razões recursais, reveste-se de contornos nitidamente fático-probatórios, logo, inviável torna-se o seguimento do apelo, tanto pelo enfoque de divergência jurisprudencial quanto pelo viés de afronta aos dispositivos legais e constitucionais invocados pela parte recorrente. Incidência da Súmula n. 126 do colendo Tribunal Superior do Trabalho’. In casu, verifica-se que o Tribunal reclamado concluiu pela manutenção da decisão que condenou o reclamante ao pagamento de horas-extras com fulcro no acervo probatório constante dos autos. Infere-se, nesse contexto, que a Corte reclamada não afastou a aplicação do dispositivo legal invocado pelo reclamante com supedâneo em disposição constitucional, mas apenas conferiu interpretação ao preceito em questão. Como é consabido, para que se verifique afronta à Súmula Vinculante n 10 é necessário que o órgão julgador afaste a incidência de norma legal invocando, para tanto, fundamento extraído da Constituição Federal (juízo disfarçado de inconstitucionalidade, nas palavras do Ministro Celso de Mello), o que não se verifica no caso sob exame. Nesse sentido, menciono: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT ‘RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (Rcl 13.514 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe – 1.../8/2014). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE n 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe – 17/6/2015). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública. Prequestionamento. Ausência. Professora. Licenças. Progressão funcional. Leis ns 7.169/96 e 7.235/96 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Precedentes. (...) 4. Pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT ‘RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO’ (Rcl 13.514 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe – 1.../8/2014). ‘DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA DE TRÂNSITO. LIMITES DA RESPONSABILIDADE DO ALIENANTE. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE n 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 790.364 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe – 17/6/2015). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública. Prequestionamento. Ausência. Professora. Licenças. Progressão funcional. Leis ns 7.169/96 e 7.235/96 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Precedentes. (...) 4. Pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT não há violação do art. 97 da Constituição Federal, tampouco da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal, quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 5. Agravo regimental não provido’ (ARE 868.948 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe – 19/6/2015).” Destarte, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve violação à cláusula de reserva de plenário, prevista no enunciado da Súmula Vinculante 10, já que não se verificou, na decisão reclamada, o afastamento do dispositivo. Em verdade, o Tribunal Reclamado apenas deu interpretação à norma da Consolidação das Leis do Trabalho distinta da pretendida pela agravante devido às peculiaridades do caso concreto. Ademais, frisa-se que esta Corte já firmou o entendimento de que não há violação à Cláusula de Reserva de Plenário, quando o Tribunal de origem não declarar inconstitucional ou afastar legislação, mas apenas interpretar a norma legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO MÉDIO. CONCLUSÃO. CURSO SUPLETIVO. IDADE MENOR QUE A PREVISTA NA LEI 9.394/1996. ALUNO APROVADO EM EXAME VESTIBULAR. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT não há violação do art. 97 da Constituição Federal, tampouco da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal, quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 5. Agravo regimental não provido’ (ARE 868.948 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe – 19/6/2015).” Destarte, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve violação à cláusula de reserva de plenário, prevista no enunciado da Súmula Vinculante 10, já que não se verificou, na decisão reclamada, o afastamento do dispositivo. Em verdade, o Tribunal Reclamado apenas deu interpretação à norma da Consolidação das Leis do Trabalho distinta da pretendida pela agravante devido às peculiaridades do caso concreto. Ademais, frisa-se que esta Corte já firmou o entendimento de que não há violação à Cláusula de Reserva de Plenário, quando o Tribunal de origem não declarar inconstitucional ou afastar legislação, mas apenas interpretar a norma legal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO MÉDIO. CONCLUSÃO. CURSO SUPLETIVO. IDADE MENOR QUE A PREVISTA NA LEI 9.394/1996. ALUNO APROVADO EM EXAME VESTIBULAR. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24368 AGR / MT aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.050-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 01/08/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROTESTO DE CDA. AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão reclamada não afastou a incidência do art. 1... da Lei 9.492/1997, mas, na apreciação do caso concreto, conferiu interpretação no sentido de se privilegiar o disposto no art. 620 do Código de Processo Civil. 2. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma em apreço afasta a violação à súmula vinculante 10 desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 22.714-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 20/04/2016). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 938.050-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 01/08/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROTESTO DE CDA. AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão reclamada não afastou a incidência do art. 1... da Lei 9.492/1997, mas, na apreciação do caso concreto, conferiu interpretação no sentido de se privilegiar o disposto no art. 620 do Código de Processo Civil. 2. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da norma em apreço afasta a violação à súmula vinculante 10 desta Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 22.714-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 20/04/2016). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923999. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) :DANIEL DOMINGUES CHIODE AGDO.(A/S) :IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) :ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Tipo Texto 524 RCL 24368 AGR / MT contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Supremo Tribunal Federal RCL 24368 AGR / MT contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) : DANIEL DOMINGUES CHIODE (173117/DF) AGDO.(A/S) : IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) : ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT (0011925/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982367 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.368 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA ADV.(A/S) : DANIEL DOMINGUES CHIODE (173117/DF) AGDO.(A/S) : IVAN RUI PIRES ADV.(A/S) : ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT (0011925/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982367 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 5 . 684 / PE - AgR", "ARE 665 . 255 - AgR / PR", "AI 763 . 915 - AgR / RJ", "RCL", "RCL 24368", "RECLAMAÇÃO 24 . 368", "SÚMULA VINCULANTE n 10 DO SUPREMO", "Súmula Vinculante 10", "RECLAMAÇÃO 24 . 368", "SÚMULA VINCULANTE n 10 DO SUPREMO", "Súmula Vinculante 10", "RCL 24368", "Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 24368 AGR /", "Súmula Vinculante n 10 desta Suprema Corte", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 24368", "Súmula n . 126 do colendo Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 24368 AGR / MT", "Súmula n . 126 do colendo Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula Vinculante n 10", "SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 13 . 514 AgR", "ARE 790 . 364 AgR", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 24368 AGR / MT", "SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 13 . 514 AgR", "SÚMULA", "ARE 790 . 364 AgR", "RCL 24368 AGR / MT", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 868 . 948 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 868 . 948 AgR", "Súmula Vinculante 10", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 24368 AGR / MT", "ARE 938 . 050 - AgR", "Rcl 22 . 714 - AgR", "RCL 24368 AGR / MT", "ARE 938 . 050 - AgR", "Rcl 22 . 714 - AgR", "RECLAMAÇÃO 24 . 368", "RECLAMAÇÃO 24 . 368", "RCL", "RCL 24368 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "inciso I do art . 62 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "inciso I do art . 62 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 97", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Leis ns 7 . 169 / 96", "7", ".", "235", "/", "96", "Artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 97", "CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO", "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Leis ns 7 . 169 / 96", "7", ".", "235", "/", "96", "Artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma do Tribunal Regional", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MT", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Município", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23 .", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de 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"Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "DANIEL DOMINGUES CHIODE", "IVAN RUI PIRES", "ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "DANIEL DOMINGUES CHIODE", "IVAN RUI PIRES", "ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "DANIEL DOMINGUES CHIODE", "IVAN RUI PIRES", "ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "DANIEL DOMINGUES CHIODE", "IVAN RUI PIRES", "ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "DANIEL DOMINGUES CHIODE", "IVAN RUI PIRES", "ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "DANIEL DOMINGUES CHIODE", "IVAN RUI PIRES", "ALESSANDRA DE HOLANDA TANIGUT", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "15", "/", "8", "/", "08", "22", "/", "5", "/", "2013", "7", "/", "5", "/", "2013", "14 a 20 /", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) :MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. EMBARGOS CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. LESÃO CORPORAL CULPOSA COM OMISSÃO DE SOCORRO. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INVIABILIDADE JURÍDICA. AÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Embargos contra decisão monocrática convertidos em agravo regimental. 2. Não é cabível habeas corpus contra decisão proferida em recurso ordinário em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. 3. Não é inepta a denúncia que especifica as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso e preenche os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da constitucionalidade da causa de aumento descrita no art. 302, parágrafo único, inc. III, da Lei n. 9.503/97. 5. Pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental. 6. Agravo regimental ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958133. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 126563 ED / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, receber os embargos de declaração como agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958133. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, receber os embargos de declaração como agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) :MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado pela MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTROS, advogados, em benefício de DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.5.2014, negou provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. A decisão embargada teve a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PENAL. LESÃO CORPORAL CULPOSA COM OMISSÃO DE SOCORRO. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INVIABILIDADE JURÍDICA. AÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. 2. Publicada essa decisão no Dje de 18.2.2015, opôs tempestivamente o ora Embargante, em 23.2.2015, embargos de declaração. 3. No presente recurso, o Embargante afirma que a “decisão embargada negou seguimento ao remédio heróico aduzindo que o mesmo seria incabível”, sem observar os “argumentos que indubitavelmente justificam a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Supremo Tribunal Federal 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) :MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado pela MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTROS, advogados, em benefício de DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.5.2014, negou provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. A decisão embargada teve a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PENAL. LESÃO CORPORAL CULPOSA COM OMISSÃO DE SOCORRO. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INVIABILIDADE JURÍDICA. AÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. 2. Publicada essa decisão no Dje de 18.2.2015, opôs tempestivamente o ora Embargante, em 23.2.2015, embargos de declaração. 3. No presente recurso, o Embargante afirma que a “decisão embargada negou seguimento ao remédio heróico aduzindo que o mesmo seria incabível”, sem observar os “argumentos que indubitavelmente justificam a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 126563 ED / RJ excepcionalidade”, o que configuraria “omissão”. Ressalta que “h[averia] também contradição na r. decisão embargada”, pois “mesmo considerando incabível o habeas corpus, a eminente relatoria mergulhou indevidamente no mérito da impetração ao afastar arguição de inconstitucionalidade da causa de aumento de pena descrita no artigo 302, parágrafo único, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro”. Alega, ainda, que “a decisão enfrenta parcialmente o mérito, pois omite-se sobre o fundamento de inépcia da denúncia”. 4. Pede, ao final, “sejam acolhidos os presentes embargos de declaração para que se enfrente diretamente as questões alegadas pel[o] Embargant[e]”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ excepcionalidade”, o que configuraria “omissão”. Ressalta que “h[averia] também contradição na r. decisão embargada”, pois “mesmo considerando incabível o habeas corpus, a eminente relatoria mergulhou indevidamente no mérito da impetração ao afastar arguição de inconstitucionalidade da causa de aumento de pena descrita no artigo 302, parágrafo único, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro”. Alega, ainda, que “a decisão enfrenta parcialmente o mérito, pois omite-se sobre o fundamento de inépcia da denúncia”. 4. Pede, ao final, “sejam acolhidos os presentes embargos de declaração para que se enfrente diretamente as questões alegadas pel[o] Embargant[e]”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração como agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao ora Agravante. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Agravante denunciado como incurso nos crimes descritos nos arts. 303, parágrafo único (“Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à metade, se ocorrer qualquer das hipóteses do § 1o do art. 302”); e 302, parágrafo único, inc. III (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”) da Lei n. 9.503/97. Consta na denúncia que: “(...) No dia 20 de março de 2010, por volta das 18 horas e 10 minutos, na Rua João Lira, próximo ao n° 130, no Leblon, o [Paciente], ao conduzir seu veículo de forma imprudente, atropelou a vítima Pedro Tuiuty Martins da Silveira, que estava passando no local com o seu Walk Machine, ocasionando nele os ferimentos descritos no auto de exame de corpo de delito de fls. 61/61. O [Paciente] prosseguiu em sua marcha em direção à vítima mesmo a tendo avistado previamente, ocasionando sua queda e consequentes lesões, tendo a seguir se evadido do local sem prestar o socorro devido (...)”. 4. Inconformada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0042926- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração como agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao ora Agravante. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Agravante denunciado como incurso nos crimes descritos nos arts. 303, parágrafo único (“Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à metade, se ocorrer qualquer das hipóteses do § 1o do art. 302”); e 302, parágrafo único, inc. III (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”) da Lei n. 9.503/97. Consta na denúncia que: “(...) No dia 20 de março de 2010, por volta das 18 horas e 10 minutos, na Rua João Lira, próximo ao n° 130, no Leblon, o [Paciente], ao conduzir seu veículo de forma imprudente, atropelou a vítima Pedro Tuiuty Martins da Silveira, que estava passando no local com o seu Walk Machine, ocasionando nele os ferimentos descritos no auto de exame de corpo de delito de fls. 61/61. O [Paciente] prosseguiu em sua marcha em direção à vítima mesmo a tendo avistado previamente, ocasionando sua queda e consequentes lesões, tendo a seguir se evadido do local sem prestar o socorro devido (...)”. 4. Inconformada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0042926- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ 74.2012.8.19.0000 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em 11.9.2012, a Quarta Câmara Criminal daquele Tribunal de Justiça denegou a ordem pleiteada: “HABEAS CORPUS. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PEDIDO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM. - ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE FALTA DE JUSTA CAUSA. Não há falar em inépcia da inicial acusatória se esta preenche todos os requisitos insculpidos do art. 41 do CPP. A peça exordial elenca os elementos subjetivos e objetivos do tipo penal, permitindo o pleno exercício da ampla defesa. De outro lado, o trancamento da ação penal por falta de justa causa, em sede de habeas corpus é medida excepcional, autorizada apenas quando, de plano, constata-se a extinção da punibilidade, a inequívoca atipicidade do fato ou que o denunciado não é o autor, ou quando não há o menor indício do envolvimento da pessoa acusada na prática do ato passível de enquadramento na lei penal. Circunstâncias estas que não são comprovadas nos autos pelo impetrante do writ, não autorizando, assim, a rejeição inicial da denúncia, nos termos do ar. 395, III, do CPP. Precedentes jurisprudenciais. - INAPLICABILIDADE DA MAJORANTE DO ART. 302, INC. III, DO CTB. Não há inconstitucionalidade na causa de aumento de pena referente à omissão de socorro, que atribui o dever ao agente que provocou o crime em questão a prestar o devido socorro à vítima por solidariedade. Além disso, não cabe ao autor do fato realizar suposições acerca da gravidade das lesões sofridas pela vitima, a fim de eximi-lo de prestar o devido socorro. Havendo elementos indiciários mínimos de que a causa de aumento de pena se faz presente, é dever do promotor de justiça incluí-la na denúncia. Legitimidade de atuação da Promotoria de Justiça subscritora da denúncia, bem como a competência do Juízo de Direito comum para processar e julgar a causa. - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. RENÚNCIA TÁCITA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ 74.2012.8.19.0000 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em 11.9.2012, a Quarta Câmara Criminal daquele Tribunal de Justiça denegou a ordem pleiteada: “HABEAS CORPUS. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PEDIDO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM. - ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE FALTA DE JUSTA CAUSA. Não há falar em inépcia da inicial acusatória se esta preenche todos os requisitos insculpidos do art. 41 do CPP. A peça exordial elenca os elementos subjetivos e objetivos do tipo penal, permitindo o pleno exercício da ampla defesa. De outro lado, o trancamento da ação penal por falta de justa causa, em sede de habeas corpus é medida excepcional, autorizada apenas quando, de plano, constata-se a extinção da punibilidade, a inequívoca atipicidade do fato ou que o denunciado não é o autor, ou quando não há o menor indício do envolvimento da pessoa acusada na prática do ato passível de enquadramento na lei penal. Circunstâncias estas que não são comprovadas nos autos pelo impetrante do writ, não autorizando, assim, a rejeição inicial da denúncia, nos termos do ar. 395, III, do CPP. Precedentes jurisprudenciais. - INAPLICABILIDADE DA MAJORANTE DO ART. 302, INC. III, DO CTB. Não há inconstitucionalidade na causa de aumento de pena referente à omissão de socorro, que atribui o dever ao agente que provocou o crime em questão a prestar o devido socorro à vítima por solidariedade. Além disso, não cabe ao autor do fato realizar suposições acerca da gravidade das lesões sofridas pela vitima, a fim de eximi-lo de prestar o devido socorro. Havendo elementos indiciários mínimos de que a causa de aumento de pena se faz presente, é dever do promotor de justiça incluí-la na denúncia. Legitimidade de atuação da Promotoria de Justiça subscritora da denúncia, bem como a competência do Juízo de Direito comum para processar e julgar a causa. - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. RENÚNCIA TÁCITA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ DA VITIMA. A vítima manifestou-se expressamente, tanto em sede policial, quanto em sede judicial, pelo interesse de prosseguir com a demanda, estando caracterizado, dessa forma, o instituto jurídico da representação. Constrangimento ilegal não caracterizado. Ordem que se denega (...)”. 5. Contra essa decisão a defesa interpôs no Superior Tribunal de Justiça o Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. Em 6.5.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao recurso: “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA CONDUÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DA INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DESCRIÇÃO SATISFATÓRIA NA DENÚNCIA DA CONDUTA ATRIBUÍDA AO RECORRENTE. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. NECESSIDADE DE APROFUNDAMENTO NO ACERVO PROBATÓRIO. JUSTA CAUSA PRESENTE. PLEITO DE INAPLICABILIDADE E DE RECONHECIMENTO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO INCISO III, DO PARÁGRAFO ÚNICO, DO ART. 302, DA LEI Nº 9.508⁄1997 (CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO). INCOMPATIBILIDADE COM O RITO CÉLERE DO ‘HABEAS CORPUS’. DISPOSITIVO LEGAL EM PLENA VIGÊNCIA. DEVER DE PRESTAÇÃO DE SOCORRO INDEPENDENTE DE PRÉVIO JUÍZO DE VALOR ACERCA DAS CONDIÇÕES DA VÍTIMA. PRECEDENTES. RENÚNCIA TÁCITA. INOCORRÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Descrevendo a peça acusatória satisfatoriamente a relação do recorrente com o fato delituoso de modo a permitir o exercício da ampla defesa, ela está em consonância com o princípio constitucional 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ DA VITIMA. A vítima manifestou-se expressamente, tanto em sede policial, quanto em sede judicial, pelo interesse de prosseguir com a demanda, estando caracterizado, dessa forma, o instituto jurídico da representação. Constrangimento ilegal não caracterizado. Ordem que se denega (...)”. 5. Contra essa decisão a defesa interpôs no Superior Tribunal de Justiça o Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. Em 6.5.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao recurso: “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA CONDUÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DA INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DESCRIÇÃO SATISFATÓRIA NA DENÚNCIA DA CONDUTA ATRIBUÍDA AO RECORRENTE. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. NECESSIDADE DE APROFUNDAMENTO NO ACERVO PROBATÓRIO. JUSTA CAUSA PRESENTE. PLEITO DE INAPLICABILIDADE E DE RECONHECIMENTO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO INCISO III, DO PARÁGRAFO ÚNICO, DO ART. 302, DA LEI Nº 9.508⁄1997 (CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO). INCOMPATIBILIDADE COM O RITO CÉLERE DO ‘HABEAS CORPUS’. DISPOSITIVO LEGAL EM PLENA VIGÊNCIA. DEVER DE PRESTAÇÃO DE SOCORRO INDEPENDENTE DE PRÉVIO JUÍZO DE VALOR ACERCA DAS CONDIÇÕES DA VÍTIMA. PRECEDENTES. RENÚNCIA TÁCITA. INOCORRÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Descrevendo a peça acusatória satisfatoriamente a relação do recorrente com o fato delituoso de modo a permitir o exercício da ampla defesa, ela está em consonância com o princípio constitucional 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ da ampla defesa, preenchendo, assim, o requisito intrínseco preconizado no art. 41, do Código de Processo Penal. 2. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior tem entendimento consolidado no sentido de que o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, pela excepcionalidade que encerra, somente deve ocorrer quando for possível verificar de plano, sem necessidade de valoração do acervo fático ou probatório que a) se trata de imputação de fato penalmente atípico; b) há incidência de causa extintiva da punibilidade; c) inexiste elemento indiciário demonstrativo da autoria do delito; e, d) a denúncia é inepta. Hipóteses não presentes. 3. Superveniência de sentença condenatória sugestiva de prejudicialidade do remédio deduzido. 4. Em ‘habeas corpus’, cujo objeto e rito célere se destinam à proteção imediata da liberdade do direito de ir e vir, não há como reconhecer a inconstitucionalidade de dispositivo legal do Código de Trânsito Brasileiro em plena vigência, que deve ser observado a aplicado até a sua declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. 5. A norma contida no inciso III, do parágrafo único, do art. 302, do Código de Trânsito Brasileiro impõe um dever de solidariedade no sentido de socorrer prontamente a vítima, sendo culpado ou não o condutor pelo atropelamento, não lhe competindo levantar suposições acerca das condições físicas daquela para o fim de deixar de lhe prestar a devida assistência. Precedentes. 6. Não é possível rever na via estreita do ‘writ’ o entendimento da instância ordinária, firmado com base em elementos fáticos- probatórios dos autos, no sentido de que a vítima tinha interesse no prosseguimento da ação penal. 7. Recurso ordinário improvido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Agravante alega, basicamente, a inépcia da denúncia e a inconstitucionalidade da causa de aumento prevista no art. 302, § 1º, inc. III, da Lei n. 9.503/97 (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”), argumentando que a) a denúncia não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ da ampla defesa, preenchendo, assim, o requisito intrínseco preconizado no art. 41, do Código de Processo Penal. 2. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior tem entendimento consolidado no sentido de que o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, pela excepcionalidade que encerra, somente deve ocorrer quando for possível verificar de plano, sem necessidade de valoração do acervo fático ou probatório que a) se trata de imputação de fato penalmente atípico; b) há incidência de causa extintiva da punibilidade; c) inexiste elemento indiciário demonstrativo da autoria do delito; e, d) a denúncia é inepta. Hipóteses não presentes. 3. Superveniência de sentença condenatória sugestiva de prejudicialidade do remédio deduzido. 4. Em ‘habeas corpus’, cujo objeto e rito célere se destinam à proteção imediata da liberdade do direito de ir e vir, não há como reconhecer a inconstitucionalidade de dispositivo legal do Código de Trânsito Brasileiro em plena vigência, que deve ser observado a aplicado até a sua declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. 5. A norma contida no inciso III, do parágrafo único, do art. 302, do Código de Trânsito Brasileiro impõe um dever de solidariedade no sentido de socorrer prontamente a vítima, sendo culpado ou não o condutor pelo atropelamento, não lhe competindo levantar suposições acerca das condições físicas daquela para o fim de deixar de lhe prestar a devida assistência. Precedentes. 6. Não é possível rever na via estreita do ‘writ’ o entendimento da instância ordinária, firmado com base em elementos fáticos- probatórios dos autos, no sentido de que a vítima tinha interesse no prosseguimento da ação penal. 7. Recurso ordinário improvido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Agravante alega, basicamente, a inépcia da denúncia e a inconstitucionalidade da causa de aumento prevista no art. 302, § 1º, inc. III, da Lei n. 9.503/97 (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”), argumentando que a) a denúncia não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ teria “explicita[do] no quê consistiu a imprudência”; b) a causa de aumento seria “manifestamente inconstitucional, tendo em vista que tal circunstância consiste em produzir prova contra si mesmo”. 7. Ressaltei na decisão agravada que a presente ação é juridicamente inviável, por ser incabível habeas corpus contra decisão proferida em recurso ordinário em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS – PRONUNCIAMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – NOVA IMPETRAÇÃO – IMPROPRIEDADE. Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 9.11.2012); e “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC n. 113.805, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ 15.4.2013). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ teria “explicita[do] no quê consistiu a imprudência”; b) a causa de aumento seria “manifestamente inconstitucional, tendo em vista que tal circunstância consiste em produzir prova contra si mesmo”. 7. Ressaltei na decisão agravada que a presente ação é juridicamente inviável, por ser incabível habeas corpus contra decisão proferida em recurso ordinário em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS – PRONUNCIAMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – NOVA IMPETRAÇÃO – IMPROPRIEDADE. Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 9.11.2012); e “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC n. 113.805, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ 15.4.2013). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ 8. Realcei, ainda, ser denúncia proposta de demonstração de prática de fato típico e antijurídico imputado a determinada pessoa, sujeita a efetiva comprovação e contradita e, como assentado na jurisprudência, deve ser rejeitada apenas quando não houver indícios da existência de crime, seja possível reconhecer, indubitavelmente e de imediato, a inocência do acusado ou, ainda, quando não houver, pelo menos, indícios de sua participação. Descritos na denúncia comportamentos típicos, ou seja, factíveis e objetivos os indícios de autoria e materialidade delitivas, como se tem na espécie vertente, não se pode trancar a ação penal. Nesse sentido: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. CRIMES SOCIETÁRIOS. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA. INEXISTÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a denúncia deve conter, ainda que minimamente, a descrição individualizada da conduta supostamente praticada por cada um dos denunciados nos delitos societários, sendo certo que o atendimento, ou não, do art. 41 do Código de Processo Penal, há que ser analisado caso a caso. Precedentes. 2. O trancamento de ação penal só se verifica nos casos em que há prova evidente da falta de justa causa, seja pela atipicidade do fato, seja por absoluta falta de indício quanto à autoria, ou por outra circunstância qualquer que conduza, com segurança, à conclusão firme da inviabilidade da ação penal. 3. O exame da alegada não participação do Paciente nos crimes societários a ele imputados não se coaduna com a via processual eleita, sendo essa análise reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. 4. Na espécie dos autos, não se pode ter a denúncia como genérica ou inepta, a ponto de se tornar inaceitável para os fins do dever do Estado de investigar e punir, se for o caso, os responsáveis pelas práticas. 5. Habeas corpus denegado” (HC 96.100, de minha relatoria, DJ 7.8.2009); e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ 8. Realcei, ainda, ser denúncia proposta de demonstração de prática de fato típico e antijurídico imputado a determinada pessoa, sujeita a efetiva comprovação e contradita e, como assentado na jurisprudência, deve ser rejeitada apenas quando não houver indícios da existência de crime, seja possível reconhecer, indubitavelmente e de imediato, a inocência do acusado ou, ainda, quando não houver, pelo menos, indícios de sua participação. Descritos na denúncia comportamentos típicos, ou seja, factíveis e objetivos os indícios de autoria e materialidade delitivas, como se tem na espécie vertente, não se pode trancar a ação penal. Nesse sentido: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. CRIMES SOCIETÁRIOS. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA. INEXISTÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a denúncia deve conter, ainda que minimamente, a descrição individualizada da conduta supostamente praticada por cada um dos denunciados nos delitos societários, sendo certo que o atendimento, ou não, do art. 41 do Código de Processo Penal, há que ser analisado caso a caso. Precedentes. 2. O trancamento de ação penal só se verifica nos casos em que há prova evidente da falta de justa causa, seja pela atipicidade do fato, seja por absoluta falta de indício quanto à autoria, ou por outra circunstância qualquer que conduza, com segurança, à conclusão firme da inviabilidade da ação penal. 3. O exame da alegada não participação do Paciente nos crimes societários a ele imputados não se coaduna com a via processual eleita, sendo essa análise reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. 4. Na espécie dos autos, não se pode ter a denúncia como genérica ou inepta, a ponto de se tornar inaceitável para os fins do dever do Estado de investigar e punir, se for o caso, os responsáveis pelas práticas. 5. Habeas corpus denegado” (HC 96.100, de minha relatoria, DJ 7.8.2009); e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME ELEITORAL. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, AFRONTA AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA, AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO E FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. DECISÃO EM PERFEITA CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite, na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência dos Pacientes. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Devidamente fundamentada, nos termos legalmente previstos e em consonância com o entendimento deste Supremo Tribunal sobre a matéria, a decisão que recebeu a denúncia, deve a ação penal ter seu curso normal. 5. Recurso desprovido” (RHC 89.721, de minha relatoria, DJ 16.2.2007). No mesmo sentido: HC 84.776, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28.10.2004; HC 80.954, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 5.4.2002; HC 81.517, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 14.6.2002; e HC 82.393, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.8.2003. O trancamento de ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, admissível apenas quando demonstrada manifesta ilegalidade ou constrangimento indiscutível, o que não se tem no caso em apreço. 9. Quanto à alegação de inconstitucionalidade da causa de aumento 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME ELEITORAL. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, AFRONTA AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA, AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO E FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. DECISÃO EM PERFEITA CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite, na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência dos Pacientes. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Devidamente fundamentada, nos termos legalmente previstos e em consonância com o entendimento deste Supremo Tribunal sobre a matéria, a decisão que recebeu a denúncia, deve a ação penal ter seu curso normal. 5. Recurso desprovido” (RHC 89.721, de minha relatoria, DJ 16.2.2007). No mesmo sentido: HC 84.776, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28.10.2004; HC 80.954, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 5.4.2002; HC 81.517, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 14.6.2002; e HC 82.393, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.8.2003. O trancamento de ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, admissível apenas quando demonstrada manifesta ilegalidade ou constrangimento indiscutível, o que não se tem no caso em apreço. 9. Quanto à alegação de inconstitucionalidade da causa de aumento 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ descrita no art. 302, parágrafo único, inc. III, da Lei n. 9.503/97, também não há embasamento jurídico para a concessão da ordem, pois a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reputou como válida a norma em questão: “DIREITO PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HOMICÍDIO CULPOSO. DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. CONSTITUCIONALIDADE. ART. 302, PARÁGRAFO ÚNICO, LEI 9.503/97. IMPROVIMENTO. 1. A questão central, objeto do recurso extraordinário interposto, cinge-se à constitucionalidade (ou não) do disposto no art. 302, parágrafo único, da Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), eis que passou a ser dado tratamento mais rigoroso às hipóteses de homicídio culposo causado em acidente de veículo. 2. É inegável a existência de maior risco objetivo em decorrência da condução de veículos nas vias públicas - conforme dados estatísticos que demonstram os alarmantes números de acidentes fatais ou graves nas vias públicas e rodovias públicas - impondo-se aos motoristas maior cuidado na atividade. 3. O princípio da isonomia não impede o tratamento diversificado das situações quando houver elemento de discrímen razoável, o que efetivamente ocorre no tema em questão. A maior freqüência de acidentes de trânsito, com vítimas fatais, ensejou a aprovação do projeto de lei, inclusive com o tratamento mais rigoroso contido no art. 302, parágrafo único, da Lei nº 9.503/97. 4. A majoração das margens penais - comparativamente ao tratamento dado pelo art. 121, § 3º, do Código Penal - demonstra o enfoque maior no desvalor do resultado, notadamente em razão da realidade brasileira envolvendo os homicídios culposos provocados por indivíduos na direção de veículo automotor. 5. Recurso extraordinário conhecido e improvido” (RE 428.864, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 – grifos nossos); “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. HOMICÍDIO CULPOSO. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ descrita no art. 302, parágrafo único, inc. III, da Lei n. 9.503/97, também não há embasamento jurídico para a concessão da ordem, pois a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reputou como válida a norma em questão: “DIREITO PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HOMICÍDIO CULPOSO. DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. CONSTITUCIONALIDADE. ART. 302, PARÁGRAFO ÚNICO, LEI 9.503/97. IMPROVIMENTO. 1. A questão central, objeto do recurso extraordinário interposto, cinge-se à constitucionalidade (ou não) do disposto no art. 302, parágrafo único, da Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), eis que passou a ser dado tratamento mais rigoroso às hipóteses de homicídio culposo causado em acidente de veículo. 2. É inegável a existência de maior risco objetivo em decorrência da condução de veículos nas vias públicas - conforme dados estatísticos que demonstram os alarmantes números de acidentes fatais ou graves nas vias públicas e rodovias públicas - impondo-se aos motoristas maior cuidado na atividade. 3. O princípio da isonomia não impede o tratamento diversificado das situações quando houver elemento de discrímen razoável, o que efetivamente ocorre no tema em questão. A maior freqüência de acidentes de trânsito, com vítimas fatais, ensejou a aprovação do projeto de lei, inclusive com o tratamento mais rigoroso contido no art. 302, parágrafo único, da Lei nº 9.503/97. 4. A majoração das margens penais - comparativamente ao tratamento dado pelo art. 121, § 3º, do Código Penal - demonstra o enfoque maior no desvalor do resultado, notadamente em razão da realidade brasileira envolvendo os homicídios culposos provocados por indivíduos na direção de veículo automotor. 5. Recurso extraordinário conhecido e improvido” (RE 428.864, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 – grifos nossos); “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. HOMICÍDIO CULPOSO. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ PROVIMENTO” (AI 831.778-AgR, de minha relatoria, DJ 4.3.2011); e “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. HOMICÍDIO NO TRÂNSITO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 302 DO CÓDIGO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. IMPROCEDÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. O acórdão impugnado afina com a jurisprudência desta nossa Corte acerca da constitucionalidade do art. 302 do CTB. Precedente: RE 428.864, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 797.370, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ 2.3.2011). Ademais, consta nos sítios do Tribunal de Justiça fluminense e do Superior Tribunal de Justiça ter o Paciente suscitado a questão na via recursal adequada, tendo-lhe sido oferecida resposta judicial devida, o que afasta a alegação de constrangimento ilegal, pois a pretensão de se contrariar a sistemática processual constitucionalmente instituída para as competências judiciais no ordenamento jurídico brasileiro não prospera sem a demonstração de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão impugnada. Tem-se no andamento processual das instâncias antecedentes que a) em 20.2.2013, o Juízo da 33ª Vara Criminal da Comarca da Capital-RJ condenou o Agravante “pelos artigos 303, parágrafo único (lesão parágrafo único, inciso III (omissão de socorro), ambos da Lei nº 9.503/1997 a 08 meses de detenção, no regime aberto e suspensão para dirigir veículo automotor, pelo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ PROVIMENTO” (AI 831.778-AgR, de minha relatoria, DJ 4.3.2011); e “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. HOMICÍDIO NO TRÂNSITO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 302 DO CÓDIGO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. IMPROCEDÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. O acórdão impugnado afina com a jurisprudência desta nossa Corte acerca da constitucionalidade do art. 302 do CTB. Precedente: RE 428.864, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 797.370, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ 2.3.2011). Ademais, consta nos sítios do Tribunal de Justiça fluminense e do Superior Tribunal de Justiça ter o Paciente suscitado a questão na via recursal adequada, tendo-lhe sido oferecida resposta judicial devida, o que afasta a alegação de constrangimento ilegal, pois a pretensão de se contrariar a sistemática processual constitucionalmente instituída para as competências judiciais no ordenamento jurídico brasileiro não prospera sem a demonstração de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão impugnada. Tem-se no andamento processual das instâncias antecedentes que a) em 20.2.2013, o Juízo da 33ª Vara Criminal da Comarca da Capital-RJ condenou o Agravante “pelos artigos 303, parágrafo único (lesão parágrafo único, inciso III (omissão de socorro), ambos da Lei nº 9.503/1997 a 08 meses de detenção, no regime aberto e suspensão para dirigir veículo automotor, pelo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ mesmo período, substituída a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade”; b) em 10.6.2014, a Quarta Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro “neg[ou] provimento ao recurso [de apelação] da defesa e d[eu] parcial provimento ao ministerial, fixando a pena final em 1 ano e 4 meses de detenção, em regime aberto, e a suspensão do direito de dirigir pelo mesmo período da pena (1 ano e 4 meses), substituindo a privativa de liberdade por uma restritiva de direito, consistente na prestação de serviço à comunidade pelo mesmo período da pena”; c) em 19.8.2014, a Desembargadora Nilza Bitar, Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça fluminense, “deixo[u] de admitir os recursos [especial e extraordinário] interpostos” pelo Paciente; d) em 1°.9.2014, o Paciente interpôs agravo em recurso especial e agravo em recurso extraordinário, este último pendente de remessa ao Supremo Tribunal Federal; e) em 29.9.2014, o Agravo em Recurso Especial n. 587.867 foi recebido eletronicamente no Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Gurgel Faria. 10. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ mesmo período, substituída a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade”; b) em 10.6.2014, a Quarta Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro “neg[ou] provimento ao recurso [de apelação] da defesa e d[eu] parcial provimento ao ministerial, fixando a pena final em 1 ano e 4 meses de detenção, em regime aberto, e a suspensão do direito de dirigir pelo mesmo período da pena (1 ano e 4 meses), substituindo a privativa de liberdade por uma restritiva de direito, consistente na prestação de serviço à comunidade pelo mesmo período da pena”; c) em 19.8.2014, a Desembargadora Nilza Bitar, Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça fluminense, “deixo[u] de admitir os recursos [especial e extraordinário] interpostos” pelo Paciente; d) em 1°.9.2014, o Paciente interpôs agravo em recurso especial e agravo em recurso extraordinário, este último pendente de remessa ao Supremo Tribunal Federal; e) em 29.9.2014, o Agravo em Recurso Especial n. 587.867 foi recebido eletronicamente no Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Gurgel Faria. 10. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1º.2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) : MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942398 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) : MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8007818
2015-03-03T00:00:00
2015-03-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 03.03.2015.
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. EMBARGOS CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. LESÃO CORPORAL CULPOSA COM OMISSÃO DE SOCORRO. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INVIABILIDADE JURÍDICA. AÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Embargos contra decisão monocrática convertidos em agravo regimental. 2. Não é cabível habeas corpus contra decisão proferida em recurso ordinário em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. 3. Não é inepta a denúncia que especifica as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso e preenche os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da constitucionalidade da causa de aumento descrita no art. 302, parágrafo único, inc. III, da Lei n. 9.503/97. 5. Pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental. 6. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur296071
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) PET 1245 ED-AGR (TP), RE 195578 ED (1ªT). (REQUISITO, DENÚNCIA) HC 80954 (1ªT), HC 81517 (2ªT), HC 82393 (2ªT), HC 84776 (1ªT), RHC 89721 (1ªT), HC 96100 (1ªT). (HC, IMPETRAÇÃO, RHC, STJ) HC 110055 (1ªT), HC 113805 (1ªT). (CONSTITUCIONALIDADE, CAUSA DE AUMENTO DE PENA, CRIME CULPOSO, CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO) RE 428864 (2ªT), AI 797370 AgR (2ªT), AI 831778 AgR (1ªT). (RELATOR, NEGATIVA DE SEGUIMENTO, HC) HC 96883 AgR (1ªT), HC 109133 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (RELATOR, NEGATIVA DE SEGUIMENTO, HC) HC 87271, HC 87921, HC 88803, HC 89994, HC 90978, HC 91476, HC 92206, HC 92595, HC 92881, HC 92989 MC, HC 93219 MC, HC 93343 MC, HC 93973, HC 94134, RHC 117983, RHC 116071, RHC 117164, RHC 117986. Número de páginas: 16. Análise: 18/03/2015, JRS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
126563
[ "LEG-FED LEI-009503 ANO-1997\n ART-00302 PAR-ÚNICO INC-00003 ART-00303 \n PAR-ÚNICO\n CTB-1997 CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-ED
acordaos
HC 126563 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) : MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) :MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. EMBARGOS CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. LESÃO CORPORAL CULPOSA COM OMISSÃO DE SOCORRO. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INVIABILIDADE JURÍDICA. AÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Embargos contra decisão monocrática convertidos em agravo regimental. 2. Não é cabível habeas corpus contra decisão proferida em recurso ordinário em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. 3. Não é inepta a denúncia que especifica as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso e preenche os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da constitucionalidade da causa de aumento descrita no art. 302, parágrafo único, inc. III, da Lei n. 9.503/97. 5. Pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental. 6. Agravo regimental ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958133. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 126563 ED / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, receber os embargos de declaração como agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958133. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, receber os embargos de declaração como agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 3 de março de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) :MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado pela MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTROS, advogados, em benefício de DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.5.2014, negou provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. A decisão embargada teve a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PENAL. LESÃO CORPORAL CULPOSA COM OMISSÃO DE SOCORRO. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INVIABILIDADE JURÍDICA. AÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. 2. Publicada essa decisão no Dje de 18.2.2015, opôs tempestivamente o ora Embargante, em 23.2.2015, embargos de declaração. 3. No presente recurso, o Embargante afirma que a “decisão embargada negou seguimento ao remédio heróico aduzindo que o mesmo seria incabível”, sem observar os “argumentos que indubitavelmente justificam a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Supremo Tribunal Federal 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) :MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 13.2.2015, neguei seguimento ao habeas corpus impetrado pela MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTROS, advogados, em benefício de DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 6.5.2014, negou provimento ao Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. A decisão embargada teve a ementa seguinte: “HABEAS CORPUS. PENAL. LESÃO CORPORAL CULPOSA COM OMISSÃO DE SOCORRO. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO PROFERIDA EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INVIABILIDADE JURÍDICA. AÇÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO”. 2. Publicada essa decisão no Dje de 18.2.2015, opôs tempestivamente o ora Embargante, em 23.2.2015, embargos de declaração. 3. No presente recurso, o Embargante afirma que a “decisão embargada negou seguimento ao remédio heróico aduzindo que o mesmo seria incabível”, sem observar os “argumentos que indubitavelmente justificam a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 126563 ED / RJ excepcionalidade”, o que configuraria “omissão”. Ressalta que “h[averia] também contradição na r. decisão embargada”, pois “mesmo considerando incabível o habeas corpus, a eminente relatoria mergulhou indevidamente no mérito da impetração ao afastar arguição de inconstitucionalidade da causa de aumento de pena descrita no artigo 302, parágrafo único, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro”. Alega, ainda, que “a decisão enfrenta parcialmente o mérito, pois omite-se sobre o fundamento de inépcia da denúncia”. 4. Pede, ao final, “sejam acolhidos os presentes embargos de declaração para que se enfrente diretamente as questões alegadas pel[o] Embargant[e]”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ excepcionalidade”, o que configuraria “omissão”. Ressalta que “h[averia] também contradição na r. decisão embargada”, pois “mesmo considerando incabível o habeas corpus, a eminente relatoria mergulhou indevidamente no mérito da impetração ao afastar arguição de inconstitucionalidade da causa de aumento de pena descrita no artigo 302, parágrafo único, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro”. Alega, ainda, que “a decisão enfrenta parcialmente o mérito, pois omite-se sobre o fundamento de inépcia da denúncia”. 4. Pede, ao final, “sejam acolhidos os presentes embargos de declaração para que se enfrente diretamente as questões alegadas pel[o] Embargant[e]”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração como agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao ora Agravante. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Agravante denunciado como incurso nos crimes descritos nos arts. 303, parágrafo único (“Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à metade, se ocorrer qualquer das hipóteses do § 1o do art. 302”); e 302, parágrafo único, inc. III (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”) da Lei n. 9.503/97. Consta na denúncia que: “(...) No dia 20 de março de 2010, por volta das 18 horas e 10 minutos, na Rua João Lira, próximo ao n 130, no Leblon, o [Paciente], ao conduzir seu veículo de forma imprudente, atropelou a vítima Pedro Tuiuty Martins da Silveira, que estava passando no local com o seu Walk Machine, ocasionando nele os ferimentos descritos no auto de exame de corpo de delito de fls. 61/61. O [Paciente] prosseguiu em sua marcha em direção à vítima mesmo a tendo avistado previamente, ocasionando sua queda e consequentes lesões, tendo a seguir se evadido do local sem prestar o socorro devido (...)”. 4. Inconformada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0042926- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração como agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao ora Agravante. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Agravante denunciado como incurso nos crimes descritos nos arts. 303, parágrafo único (“Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) à metade, se ocorrer qualquer das hipóteses do § 1o do art. 302”); e 302, parágrafo único, inc. III (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”) da Lei n. 9.503/97. Consta na denúncia que: “(...) No dia 20 de março de 2010, por volta das 18 horas e 10 minutos, na Rua João Lira, próximo ao n 130, no Leblon, o [Paciente], ao conduzir seu veículo de forma imprudente, atropelou a vítima Pedro Tuiuty Martins da Silveira, que estava passando no local com o seu Walk Machine, ocasionando nele os ferimentos descritos no auto de exame de corpo de delito de fls. 61/61. O [Paciente] prosseguiu em sua marcha em direção à vítima mesmo a tendo avistado previamente, ocasionando sua queda e consequentes lesões, tendo a seguir se evadido do local sem prestar o socorro devido (...)”. 4. Inconformada, a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0042926- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ 74.2012.8.19.0000 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em 11.9.2012, a Quarta Câmara Criminal daquele Tribunal de Justiça denegou a ordem pleiteada: “HABEAS CORPUS. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PEDIDO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM. - ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE FALTA DE JUSTA CAUSA. Não há falar em inépcia da inicial acusatória se esta preenche todos os requisitos insculpidos do art. 41 do CPP. A peça exordial elenca os elementos subjetivos e objetivos do tipo penal, permitindo o pleno exercício da ampla defesa. De outro lado, o trancamento da ação penal por falta de justa causa, em sede de habeas corpus é medida excepcional, autorizada apenas quando, de plano, constata-se a extinção da punibilidade, a inequívoca atipicidade do fato ou que o denunciado não é o autor, ou quando não há o menor indício do envolvimento da pessoa acusada na prática do ato passível de enquadramento na lei penal. Circunstâncias estas que não são comprovadas nos autos pelo impetrante do writ, não autorizando, assim, a rejeição inicial da denúncia, nos termos do ar. 395, III, do CPP. Precedentes jurisprudenciais. - INAPLICABILIDADE DA MAJORANTE DO ART. 302, INC. III, DO CTB. Não há inconstitucionalidade na causa de aumento de pena referente à omissão de socorro, que atribui o dever ao agente que provocou o crime em questão a prestar o devido socorro à vítima por solidariedade. Além disso, não cabe ao autor do fato realizar suposições acerca da gravidade das lesões sofridas pela vitima, a fim de eximi-lo de prestar o devido socorro. Havendo elementos indiciários mínimos de que a causa de aumento de pena se faz presente, é dever do promotor de justiça incluí-la na denúncia. Legitimidade de atuação da Promotoria de Justiça subscritora da denúncia, bem como a competência do Juízo de Direito comum para processar e julgar a causa. - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. RENÚNCIA TÁCITA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ 74.2012.8.19.0000 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em 11.9.2012, a Quarta Câmara Criminal daquele Tribunal de Justiça denegou a ordem pleiteada: “HABEAS CORPUS. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PEDIDO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM. - ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE FALTA DE JUSTA CAUSA. Não há falar em inépcia da inicial acusatória se esta preenche todos os requisitos insculpidos do art. 41 do CPP. A peça exordial elenca os elementos subjetivos e objetivos do tipo penal, permitindo o pleno exercício da ampla defesa. De outro lado, o trancamento da ação penal por falta de justa causa, em sede de habeas corpus é medida excepcional, autorizada apenas quando, de plano, constata-se a extinção da punibilidade, a inequívoca atipicidade do fato ou que o denunciado não é o autor, ou quando não há o menor indício do envolvimento da pessoa acusada na prática do ato passível de enquadramento na lei penal. Circunstâncias estas que não são comprovadas nos autos pelo impetrante do writ, não autorizando, assim, a rejeição inicial da denúncia, nos termos do ar. 395, III, do CPP. Precedentes jurisprudenciais. - INAPLICABILIDADE DA MAJORANTE DO ART. 302, INC. III, DO CTB. Não há inconstitucionalidade na causa de aumento de pena referente à omissão de socorro, que atribui o dever ao agente que provocou o crime em questão a prestar o devido socorro à vítima por solidariedade. Além disso, não cabe ao autor do fato realizar suposições acerca da gravidade das lesões sofridas pela vitima, a fim de eximi-lo de prestar o devido socorro. Havendo elementos indiciários mínimos de que a causa de aumento de pena se faz presente, é dever do promotor de justiça incluí-la na denúncia. Legitimidade de atuação da Promotoria de Justiça subscritora da denúncia, bem como a competência do Juízo de Direito comum para processar e julgar a causa. - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. RENÚNCIA TÁCITA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ DA VITIMA. A vítima manifestou-se expressamente, tanto em sede policial, quanto em sede judicial, pelo interesse de prosseguir com a demanda, estando caracterizado, dessa forma, o instituto jurídico da representação. Constrangimento ilegal não caracterizado. Ordem que se denega (...)”. 5. Contra essa decisão a defesa interpôs no Superior Tribunal de Justiça o Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. Em 6.5.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao recurso: “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA CONDUÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DA INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DESCRIÇÃO SATISFATÓRIA NA DENÚNCIA DA CONDUTA ATRIBUÍDA AO RECORRENTE. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. NECESSIDADE DE APROFUNDAMENTO NO ACERVO PROBATÓRIO. JUSTA CAUSA PRESENTE. PLEITO DE INAPLICABILIDADE E DE RECONHECIMENTO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO INCISO III, DO PARÁGRAFO ÚNICO, DO ART. 302, DA LEI n 9.508⁄1997 (CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO). INCOMPATIBILIDADE COM O RITO CÉLERE DO ‘HABEAS CORPUS’. DISPOSITIVO LEGAL EM PLENA VIGÊNCIA. DEVER DE PRESTAÇÃO DE SOCORRO INDEPENDENTE DE PRÉVIO JUÍZO DE VALOR ACERCA DAS CONDIÇÕES DA VÍTIMA. PRECEDENTES. RENÚNCIA TÁCITA. INOCORRÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Descrevendo a peça acusatória satisfatoriamente a relação do recorrente com o fato delituoso de modo a permitir o exercício da ampla defesa, ela está em consonância com o princípio constitucional 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ DA VITIMA. A vítima manifestou-se expressamente, tanto em sede policial, quanto em sede judicial, pelo interesse de prosseguir com a demanda, estando caracterizado, dessa forma, o instituto jurídico da representação. Constrangimento ilegal não caracterizado. Ordem que se denega (...)”. 5. Contra essa decisão a defesa interpôs no Superior Tribunal de Justiça o Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 34.096. Em 6.5.2014, a Quinta Turma daquele Superior Tribunal negou provimento ao recurso: “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE LESÃO CORPORAL CULPOSA NA CONDUÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR, CIRCUNSTANCIADO PELA NÃO PRESTAÇÃO DE SOCORRO À VÍTIMA. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DA INÉPCIA DA DENÚNCIA E DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. DESCRIÇÃO SATISFATÓRIA NA DENÚNCIA DA CONDUTA ATRIBUÍDA AO RECORRENTE. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. NECESSIDADE DE APROFUNDAMENTO NO ACERVO PROBATÓRIO. JUSTA CAUSA PRESENTE. PLEITO DE INAPLICABILIDADE E DE RECONHECIMENTO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO INCISO III, DO PARÁGRAFO ÚNICO, DO ART. 302, DA LEI n 9.508⁄1997 (CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO). INCOMPATIBILIDADE COM O RITO CÉLERE DO ‘HABEAS CORPUS’. DISPOSITIVO LEGAL EM PLENA VIGÊNCIA. DEVER DE PRESTAÇÃO DE SOCORRO INDEPENDENTE DE PRÉVIO JUÍZO DE VALOR ACERCA DAS CONDIÇÕES DA VÍTIMA. PRECEDENTES. RENÚNCIA TÁCITA. INOCORRÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Descrevendo a peça acusatória satisfatoriamente a relação do recorrente com o fato delituoso de modo a permitir o exercício da ampla defesa, ela está em consonância com o princípio constitucional 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ da ampla defesa, preenchendo, assim, o requisito intrínseco preconizado no art. 41, do Código de Processo Penal. 2. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior tem entendimento consolidado no sentido de que o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, pela excepcionalidade que encerra, somente deve ocorrer quando for possível verificar de plano, sem necessidade de valoração do acervo fático ou probatório que a) se trata de imputação de fato penalmente atípico; b) há incidência de causa extintiva da punibilidade; c) inexiste elemento indiciário demonstrativo da autoria do delito; e, d) a denúncia é inepta. Hipóteses não presentes. 3. Superveniência de sentença condenatória sugestiva de prejudicialidade do remédio deduzido. 4. Em ‘habeas corpus’, cujo objeto e rito célere se destinam à proteção imediata da liberdade do direito de ir e vir, não há como reconhecer a inconstitucionalidade de dispositivo legal do Código de Trânsito Brasileiro em plena vigência, que deve ser observado a aplicado até a sua declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. 5. A norma contida no inciso III, do parágrafo único, do art. 302, do Código de Trânsito Brasileiro impõe um dever de solidariedade no sentido de socorrer prontamente a vítima, sendo culpado ou não o condutor pelo atropelamento, não lhe competindo levantar suposições acerca das condições físicas daquela para o fim de deixar de lhe prestar a devida assistência. Precedentes. 6. Não é possível rever na via estreita do ‘writ’ o entendimento da instância ordinária, firmado com base em elementos fáticos- probatórios dos autos, no sentido de que a vítima tinha interesse no prosseguimento da ação penal. 7. Recurso ordinário improvido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Agravante alega, basicamente, a inépcia da denúncia e a inconstitucionalidade da causa de aumento prevista no art. 302, § 1..., inc. III, da Lei n. 9.503/97 (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”), argumentando que a) a denúncia não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ da ampla defesa, preenchendo, assim, o requisito intrínseco preconizado no art. 41, do Código de Processo Penal. 2. A jurisprudência desta Egrégia Corte Superior tem entendimento consolidado no sentido de que o trancamento da ação penal por ausência de justa causa, pela excepcionalidade que encerra, somente deve ocorrer quando for possível verificar de plano, sem necessidade de valoração do acervo fático ou probatório que a) se trata de imputação de fato penalmente atípico; b) há incidência de causa extintiva da punibilidade; c) inexiste elemento indiciário demonstrativo da autoria do delito; e, d) a denúncia é inepta. Hipóteses não presentes. 3. Superveniência de sentença condenatória sugestiva de prejudicialidade do remédio deduzido. 4. Em ‘habeas corpus’, cujo objeto e rito célere se destinam à proteção imediata da liberdade do direito de ir e vir, não há como reconhecer a inconstitucionalidade de dispositivo legal do Código de Trânsito Brasileiro em plena vigência, que deve ser observado a aplicado até a sua declaração de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. 5. A norma contida no inciso III, do parágrafo único, do art. 302, do Código de Trânsito Brasileiro impõe um dever de solidariedade no sentido de socorrer prontamente a vítima, sendo culpado ou não o condutor pelo atropelamento, não lhe competindo levantar suposições acerca das condições físicas daquela para o fim de deixar de lhe prestar a devida assistência. Precedentes. 6. Não é possível rever na via estreita do ‘writ’ o entendimento da instância ordinária, firmado com base em elementos fáticos- probatórios dos autos, no sentido de que a vítima tinha interesse no prosseguimento da ação penal. 7. Recurso ordinário improvido”. 6. Esse julgado é o objeto do presente habeas corpus, no qual o Agravante alega, basicamente, a inépcia da denúncia e a inconstitucionalidade da causa de aumento prevista no art. 302, § 1..., inc. III, da Lei n. 9.503/97 (“deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente”), argumentando que a) a denúncia não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ teria “explicita[do] no quê consistiu a imprudência”; b) a causa de aumento seria “manifestamente inconstitucional, tendo em vista que tal circunstância consiste em produzir prova contra si mesmo”. 7. Ressaltei na decisão agravada que a presente ação é juridicamente inviável, por ser incabível habeas corpus contra decisão proferida em recurso ordinário em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS – PRONUNCIAMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – NOVA IMPETRAÇÃO – IMPROPRIEDADE. Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 9.11.2012); e “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC n. 113.805, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ 15.4.2013). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ teria “explicita[do] no quê consistiu a imprudência”; b) a causa de aumento seria “manifestamente inconstitucional, tendo em vista que tal circunstância consiste em produzir prova contra si mesmo”. 7. Ressaltei na decisão agravada que a presente ação é juridicamente inviável, por ser incabível habeas corpus contra decisão proferida em recurso ordinário em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS – PRONUNCIAMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – NOVA IMPETRAÇÃO – IMPROPRIEDADE. Uma vez julgado pelo Superior Tribunal de Justiça o recurso ordinário formalizado em processo revelador de impetração, o acesso ao Supremo faz-se em via das mais afuniladas – mediante recurso extraordinário e não nova impetração” (HC 110.055, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 9.11.2012); e “Habeas corpus substitutivo de recurso extraordinário. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso extraordinário, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 16/10/12, assentou, quando do julgamento do HC n 110.055/MG, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus em casos como esse. 2. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo, analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não se evidencia na espécie. 3. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita” (HC n. 113.805, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ 15.4.2013). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ 8. Realcei, ainda, ser denúncia proposta de demonstração de prática de fato típico e antijurídico imputado a determinada pessoa, sujeita a efetiva comprovação e contradita e, como assentado na jurisprudência, deve ser rejeitada apenas quando não houver indícios da existência de crime, seja possível reconhecer, indubitavelmente e de imediato, a inocência do acusado ou, ainda, quando não houver, pelo menos, indícios de sua participação. Descritos na denúncia comportamentos típicos, ou seja, factíveis e objetivos os indícios de autoria e materialidade delitivas, como se tem na espécie vertente, não se pode trancar a ação penal. Nesse sentido: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. CRIMES SOCIETÁRIOS. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA. INEXISTÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a denúncia deve conter, ainda que minimamente, a descrição individualizada da conduta supostamente praticada por cada um dos denunciados nos delitos societários, sendo certo que o atendimento, ou não, do art. 41 do Código de Processo Penal, há que ser analisado caso a caso. Precedentes. 2. O trancamento de ação penal só se verifica nos casos em que há prova evidente da falta de justa causa, seja pela atipicidade do fato, seja por absoluta falta de indício quanto à autoria, ou por outra circunstância qualquer que conduza, com segurança, à conclusão firme da inviabilidade da ação penal. 3. O exame da alegada não participação do Paciente nos crimes societários a ele imputados não se coaduna com a via processual eleita, sendo essa análise reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. 4. Na espécie dos autos, não se pode ter a denúncia como genérica ou inepta, a ponto de se tornar inaceitável para os fins do dever do Estado de investigar e punir, se for o caso, os responsáveis pelas práticas. 5. Habeas corpus denegado” (HC 96.100, de minha relatoria, DJ 7.8.2009); e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ 8. Realcei, ainda, ser denúncia proposta de demonstração de prática de fato típico e antijurídico imputado a determinada pessoa, sujeita a efetiva comprovação e contradita e, como assentado na jurisprudência, deve ser rejeitada apenas quando não houver indícios da existência de crime, seja possível reconhecer, indubitavelmente e de imediato, a inocência do acusado ou, ainda, quando não houver, pelo menos, indícios de sua participação. Descritos na denúncia comportamentos típicos, ou seja, factíveis e objetivos os indícios de autoria e materialidade delitivas, como se tem na espécie vertente, não se pode trancar a ação penal. Nesse sentido: “EMENTA: HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. CRIMES SOCIETÁRIOS. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA. INEXISTÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a denúncia deve conter, ainda que minimamente, a descrição individualizada da conduta supostamente praticada por cada um dos denunciados nos delitos societários, sendo certo que o atendimento, ou não, do art. 41 do Código de Processo Penal, há que ser analisado caso a caso. Precedentes. 2. O trancamento de ação penal só se verifica nos casos em que há prova evidente da falta de justa causa, seja pela atipicidade do fato, seja por absoluta falta de indício quanto à autoria, ou por outra circunstância qualquer que conduza, com segurança, à conclusão firme da inviabilidade da ação penal. 3. O exame da alegada não participação do Paciente nos crimes societários a ele imputados não se coaduna com a via processual eleita, sendo essa análise reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. 4. Na espécie dos autos, não se pode ter a denúncia como genérica ou inepta, a ponto de se tornar inaceitável para os fins do dever do Estado de investigar e punir, se for o caso, os responsáveis pelas práticas. 5. Habeas corpus denegado” (HC 96.100, de minha relatoria, DJ 7.8.2009); e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME ELEITORAL. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, AFRONTA AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA, AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO E FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. DECISÃO EM PERFEITA CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite, na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência dos Pacientes. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Devidamente fundamentada, nos termos legalmente previstos e em consonância com o entendimento deste Supremo Tribunal sobre a matéria, a decisão que recebeu a denúncia, deve a ação penal ter seu curso normal. 5. Recurso desprovido” (RHC 89.721, de minha relatoria, DJ 16.2.2007). No mesmo sentido: HC 84.776, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28.10.2004; HC 80.954, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 5.4.2002; HC 81.517, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 14.6.2002; e HC 82.393, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.8.2003. O trancamento de ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, admissível apenas quando demonstrada manifesta ilegalidade ou constrangimento indiscutível, o que não se tem no caso em apreço. 9. Quanto à alegação de inconstitucionalidade da causa de aumento 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME ELEITORAL. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. ALEGAÇÃO DE INÉPCIA DA INICIAL ACUSATÓRIA, AFRONTA AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA, AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO E FALTA DE JUSTA CAUSA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS DENEGADO NO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. DECISÃO EM PERFEITA CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não é inepta a denúncia que bem individualiza as condutas, expondo de forma pormenorizada o fato criminoso, preenchendo, assim, os requisitos do art. 41 do CPP. 2. Não se admite, na via acanhada do habeas corpus, a análise aprofundada de fatos e provas, a fim de se verificar a inocência dos Pacientes. 3. O trancamento da ação penal, em habeas corpus, apresenta-se como medida excepcional, que só deve ser aplicada quando evidente a ausência de justa causa, o que não ocorre quando a denúncia descreve conduta que configura crime em tese. 4. Devidamente fundamentada, nos termos legalmente previstos e em consonância com o entendimento deste Supremo Tribunal sobre a matéria, a decisão que recebeu a denúncia, deve a ação penal ter seu curso normal. 5. Recurso desprovido” (RHC 89.721, de minha relatoria, DJ 16.2.2007). No mesmo sentido: HC 84.776, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28.10.2004; HC 80.954, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 5.4.2002; HC 81.517, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ 14.6.2002; e HC 82.393, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.8.2003. O trancamento de ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, admissível apenas quando demonstrada manifesta ilegalidade ou constrangimento indiscutível, o que não se tem no caso em apreço. 9. Quanto à alegação de inconstitucionalidade da causa de aumento 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ descrita no art. 302, parágrafo único, inc. III, da Lei n. 9.503/97, também não há embasamento jurídico para a concessão da ordem, pois a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reputou como válida a norma em questão: “DIREITO PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HOMICÍDIO CULPOSO. DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. CONSTITUCIONALIDADE. ART. 302, PARÁGRAFO ÚNICO, LEI 9.503/97. IMPROVIMENTO. 1. A questão central, objeto do recurso extraordinário interposto, cinge-se à constitucionalidade (ou não) do disposto no art. 302, parágrafo único, da Lei n 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), eis que passou a ser dado tratamento mais rigoroso às hipóteses de homicídio culposo causado em acidente de veículo. 2. É inegável a existência de maior risco objetivo em decorrência da condução de veículos nas vias públicas - conforme dados estatísticos que demonstram os alarmantes números de acidentes fatais ou graves nas vias públicas e rodovias públicas - impondo-se aos motoristas maior cuidado na atividade. 3. O princípio da isonomia não impede o tratamento diversificado das situações quando houver elemento de discrímen razoável, o que efetivamente ocorre no tema em questão. A maior freqüência de acidentes de trânsito, com vítimas fatais, ensejou a aprovação do projeto de lei, inclusive com o tratamento mais rigoroso contido no art. 302, parágrafo único, da Lei n 9.503/97. 4. A majoração das margens penais - comparativamente ao tratamento dado pelo art. 121, § 3..., do Código Penal - demonstra o enfoque maior no desvalor do resultado, notadamente em razão da realidade brasileira envolvendo os homicídios culposos provocados por indivíduos na direção de veículo automotor. 5. Recurso extraordinário conhecido e improvido” (Recurso Extraordinário 428.864, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 – grifos nossos); “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. HOMICÍDIO CULPOSO. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ descrita no art. 302, parágrafo único, inc. III, da Lei n. 9.503/97, também não há embasamento jurídico para a concessão da ordem, pois a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reputou como válida a norma em questão: “DIREITO PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HOMICÍDIO CULPOSO. DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. CONSTITUCIONALIDADE. ART. 302, PARÁGRAFO ÚNICO, LEI 9.503/97. IMPROVIMENTO. 1. A questão central, objeto do recurso extraordinário interposto, cinge-se à constitucionalidade (ou não) do disposto no art. 302, parágrafo único, da Lei n 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), eis que passou a ser dado tratamento mais rigoroso às hipóteses de homicídio culposo causado em acidente de veículo. 2. É inegável a existência de maior risco objetivo em decorrência da condução de veículos nas vias públicas - conforme dados estatísticos que demonstram os alarmantes números de acidentes fatais ou graves nas vias públicas e rodovias públicas - impondo-se aos motoristas maior cuidado na atividade. 3. O princípio da isonomia não impede o tratamento diversificado das situações quando houver elemento de discrímen razoável, o que efetivamente ocorre no tema em questão. A maior freqüência de acidentes de trânsito, com vítimas fatais, ensejou a aprovação do projeto de lei, inclusive com o tratamento mais rigoroso contido no art. 302, parágrafo único, da Lei n 9.503/97. 4. A majoração das margens penais - comparativamente ao tratamento dado pelo art. 121, § 3..., do Código Penal - demonstra o enfoque maior no desvalor do resultado, notadamente em razão da realidade brasileira envolvendo os homicídios culposos provocados por indivíduos na direção de veículo automotor. 5. Recurso extraordinário conhecido e improvido” (Recurso Extraordinário 428.864, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 14.11.2008 – grifos nossos); “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. HOMICÍDIO CULPOSO. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ PROVIMENTO” (AI 831.778-AgR, de minha relatoria, DJ 4.3.2011); e “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. HOMICÍDIO NO TRÂNSITO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 302 DO CÓDIGO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. IMPROCEDÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. O acórdão impugnado afina com a jurisprudência desta nossa Corte acerca da constitucionalidade do art. 302 do CTB. Precedente: Recurso Extraordinário 428.864, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 797.370, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ 2.3.2011). Ademais, consta nos sítios do Tribunal de Justiça fluminense e do Superior Tribunal de Justiça ter o Paciente suscitado a questão na via recursal adequada, tendo-lhe sido oferecida resposta judicial devida, o que afasta a alegação de constrangimento ilegal, pois a pretensão de se contrariar a sistemática processual constitucionalmente instituída para as competências judiciais no ordenamento jurídico brasileiro não prospera sem a demonstração de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão impugnada. Tem-se no andamento processual das instâncias antecedentes que a) em 20.2.2013, o Juízo da 33... Vara Criminal da Comarca da Capital-RJ condenou o Agravante “pelos artigos 303, parágrafo único (lesão parágrafo único, inciso III (omissão de socorro), ambos da Lei n 9.503/1997 a 08 meses de detenção, no regime aberto e suspensão para dirigir veículo automotor, pelo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ PROVIMENTO” (AI 831.778-AgR, de minha relatoria, DJ 4.3.2011); e “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. HOMICÍDIO NO TRÂNSITO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 302 DO CÓDIGO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. IMPROCEDÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem exigiria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. O acórdão impugnado afina com a jurisprudência desta nossa Corte acerca da constitucionalidade do art. 302 do CTB. Precedente: Recurso Extraordinário 428.864, da relatoria da ministra Ellen Gracie. 3. Agravo regimental desprovido” (AI 797.370, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ 2.3.2011). Ademais, consta nos sítios do Tribunal de Justiça fluminense e do Superior Tribunal de Justiça ter o Paciente suscitado a questão na via recursal adequada, tendo-lhe sido oferecida resposta judicial devida, o que afasta a alegação de constrangimento ilegal, pois a pretensão de se contrariar a sistemática processual constitucionalmente instituída para as competências judiciais no ordenamento jurídico brasileiro não prospera sem a demonstração de flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão impugnada. Tem-se no andamento processual das instâncias antecedentes que a) em 20.2.2013, o Juízo da 33... Vara Criminal da Comarca da Capital-RJ condenou o Agravante “pelos artigos 303, parágrafo único (lesão parágrafo único, inciso III (omissão de socorro), ambos da Lei n 9.503/1997 a 08 meses de detenção, no regime aberto e suspensão para dirigir veículo automotor, pelo 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ mesmo período, substituída a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade”; b) em 10.6.2014, a Quarta Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro “neg[ou] provimento ao recurso [de apelação] da defesa e d[eu] parcial provimento ao ministerial, fixando a pena final em 1 ano e 4 meses de detenção, em regime aberto, e a suspensão do direito de dirigir pelo mesmo período da pena (1 ano e 4 meses), substituindo a privativa de liberdade por uma restritiva de direito, consistente na prestação de serviço à comunidade pelo mesmo período da pena”; c) em 19.8.2014, a Desembargadora Nilza Bitar, Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça fluminense, “deixo[u] de admitir os recursos [especial e extraordinário] interpostos” pelo Paciente; d) em 1....9.2014, o Paciente interpôs agravo em recurso especial e agravo em recurso extraordinário, este último pendente de remessa ao Supremo Tribunal Federal; e) em 29.9.2014, o Agravo em Recurso Especial n. 587.867 foi recebido eletronicamente no Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Gurgel Faria. 10. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ mesmo período, substituída a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade”; b) em 10.6.2014, a Quarta Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro “neg[ou] provimento ao recurso [de apelação] da defesa e d[eu] parcial provimento ao ministerial, fixando a pena final em 1 ano e 4 meses de detenção, em regime aberto, e a suspensão do direito de dirigir pelo mesmo período da pena (1 ano e 4 meses), substituindo a privativa de liberdade por uma restritiva de direito, consistente na prestação de serviço à comunidade pelo mesmo período da pena”; c) em 19.8.2014, a Desembargadora Nilza Bitar, Terceira Vice-Presidente do Tribunal de Justiça fluminense, “deixo[u] de admitir os recursos [especial e extraordinário] interpostos” pelo Paciente; d) em 1....9.2014, o Paciente interpôs agravo em recurso especial e agravo em recurso extraordinário, este último pendente de remessa ao Supremo Tribunal Federal; e) em 29.9.2014, o Agravo em Recurso Especial n. 587.867 foi recebido eletronicamente no Superior Tribunal de Justiça, Relator o Ministro Gurgel Faria. 10. Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). Nesse sentido, entre outras, as decisões proferidas no julgamento do RHC 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC 117.983, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 21.6.2013; RHC 117.164, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 19.6.2013; RHC 116.071, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe 12.6.2013; RHC 117.976-MC, de minha relatoria, DJe 7.6.2013; RHC 117981, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 3.6.2013; HC 93.343, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 1....2.2008; HC 89.994, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 22.11.2006; HC 94.134, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 18.3.2008; HC 93.973, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 13.3.2008; HC 92.881, Relator o Ministro Eros 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 126563 ED / RJ Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Supremo Tribunal Federal HC 126563 ED / RJ Grau, DJe 31.10.2007; HC 88.803, Relator o Eros Grau, DJe 23.5.2006; HC 92.595, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.10.2007; HC 92.206, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 17.8.2007; HC 91.476, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2007; HC 90.978, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.4.2007; HC 87.921, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 15.2.2006; HC 87.271, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 30.11.2005; HC 92.989, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 21.2.2008; HC 93.219, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 11.12.2007; HC 96.883, de minha relatoria, DJe 9.12.2008; e HC 109.133-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 17.10.2011. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7958135. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 03/03/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) : MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 03.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942398 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 126.563 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS ADV.(A/S) : MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 03.03.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7942398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 126 . 563", "HC 126563 ED / RJ", "HC 126563 ED / RJ", "HABEAS CORPUS 126 . 563", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 34 . 096", "HABEAS CORPUS 126 . 563", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 34 . 096", "HC 126563 ED / RJ", "HC 126563 ED / RJ", "HABEAS CORPUS 126 . 563", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "Habeas Corpus n . 0042926", "HABEAS CORPUS 126 . 563", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "Habeas Corpus n . 0042926", "HC 126563 ED / RJ 74 . 2012 . 8 . 19 . 0000", "HC 126563 ED / RJ 74 . 2012 . 8 . 19 . 0000", "HC 126563 ED / RJ", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 34 . 096", "HC 126563 ED / RJ", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 34 . 096", "HC 126563 ED / RJ", "HC 126563 ED / RJ", "HC 126563 ED / RJ", "HC 110 . 055", "HC n 110 . 055 / MG", "HC n . 113 . 805", "HC 126563 ED / RJ", "HC 110 . 055", "HC n 110 . 055 / MG", "HC n . 113 . 805", "HC 126563 ED / RJ", "HC 96 . 100", "HC 126563 ED / RJ", "HC 96 . 100", "HC 126563 ED / RJ", "RHC 89 . 721", "HC 84 . 776", "HC 80 . 954", "HC 81 . 517", "HC 82 . 393", "HC 126563 ED / RJ", "RHC 89 . 721", "HC 84 . 776", "HC 80 . 954", "HC 81 . 517", "HC 82 . 393", "HC 126563 ED / RJ", "Recurso Extraordinário 428 . 864", "HC 126563 ED / RJ", "Recurso Extraordinário 428 . 864", "HC 126563 ED / RJ", "AI 831 . 778 - AgR", "Recurso Extraordinário 428 . 864", "AI 797 . 370", "HC 126563 ED / RJ", "AI 831 . 778 - AgR", "Recurso Extraordinário 428 . 864", "AI 797 . 370", "HC 126563 ED / RJ", "Agravo em Recurso Especial n . 587 . 867", "HC 96 . 883 - AgR", "RHC 118 . 004", "RHC 117 . 983", "RHC 117 . 164", "RHC 116 . 071", "RHC 117 . 976 - MC", "RHC 117981", "HC 93 . 343", "HC 89 . 994", "HC 94 . 134", "HC 93 . 973", "HC 92 . 881", "HC 126563 ED / RJ", "Agravo em Recurso Especial n . 587 . 867", "HC 96 . 883 - AgR", "RHC 118 . 004", "RHC 117 . 983", "RHC 117 . 164", "RHC 116 . 071", "RHC 117 . 976 - MC", "RHC 117981", "HC 93 . 343", "HC 89 . 994", "HC 94 . 134", "HC 93 . 973", "HC 92 . 881", "HC 126563 ED / RJ Grau", "HC 88 . 803", "HC 92 . 595", "HC 92 . 206", "HC 91 . 476", "HC 90 . 978", "HC 87 . 921", "HC 87 . 271", "HC 92 . 989", "HC 93 . 219", "HC 96 . 883", "HC 109 . 133 - AgR", "HC 126563 ED / RJ Grau", "HC 88 . 803", "HC 92 . 595", "HC 92 . 206", "HC 91 . 476", "HC 90 . 978", "HC 87 . 921", "HC 87 . 271", "HC 92 . 989", "HC 93 . 219", "HC 96 . 883", "HC 109 . 133 - AgR", "HABEAS CORPUS 126 . 563", "HABEAS CORPUS 126 . 563" ], "LEGISLACAO": [ "art . 41 do Código de Processo Penal", "Lei n . 9 . 503 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 302 , parágrafo único , inciso III , do Código de Trânsito Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 302 , parágrafo único , inciso III , do Código de Trânsito Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 9 . 503 / 97", "302", "Lei n . 9 . 503 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "ar", ". 395 , III , do CPP", "ART . 302 , INC . 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"-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS", "MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA", "Teori Zavascki", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavascki", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS", "MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA", "DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS", "CÁRMEN LÚCIA", "DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS", "MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA", "DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "Pedro Tuiuty Martins da Silveira", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "Pedro Tuiuty Martins da Silveira", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Eros Grau", "Sydney Sanches", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Eros Grau", "Sydney Sanches", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "CÁRMEN LÚCIA", "Nilza Bitar", "Gurgel Faria", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Cezar Peluso", "Eros 10", "Nilza Bitar", "Gurgel Faria .", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Cezar Peluso", "Eros", "10", "CÁRMEN LÚCIA", "Eros Grau", "Menezes Direito", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Eros", "Menezes Direito", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS", "MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "DANIEL RAMOS DE ARRUDA CAMPOS", "MARCOS VIDIGAL DE FREITAS CRISSIUMA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "03", "/", "03", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de março", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "03", "/", "2015", "13", ".", "2", ".", "2015", "6", ".", "5", ".", "2014", "18", ".", "2", ".", "2015", "23", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "03", "/", "2015", "13", ".", "2", ".", "2015", "6", ".", "5", ".", "2014", "18", ".", "2", ".", "2015", "23", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "03", "/", "2015", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "20 de março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "03", "/", "2015", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "20 de março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2012", "16", "/", "10", "/", "12", "15", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "11", ".", "2012", "16", "/", "10", "/", "12", "15", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "8", ".", "2009", "24", 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".", "2013", "7", ".", "6", ".", "2013", "3", ".", "6", ".", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2008", "22", ".", "11", ".", "2006", "18", ".", "3", ".", "2008", "13", ".", "3", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "6", ".", "2014", "19", ".", "8", ".", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2014", "29", ".", "9", ".", "2014", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2011", "5", ".", "6", ".", "2013", "21", ".", "6", ".", "2013", "19", ".", "6", ".", "2013", "12", ".", "6", ".", "2013", "7", ".", "6", ".", "2013", "3", ".", "6", ".", "2013", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2008", "22", ".", "11", ".", "2006", "18", ".", "3", ".", "2008", "13", ".", "3", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "10", ".", "2007", "23", ".", "5", ".", "2006", "5", ".", "10", ".", "2007", "17", ".", "8", ".", "2007", "13", ".", "8", ".", "2007", "13", ".", "4", ".", "2007", "15", ".", "2", ".", "2006", "30", ".", "11", ".", "2005", "21", ".", "2", ".", "2008", "11", 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE Nº 37. INEXISTÊNCIA DA NECESSÁRIA IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O VERBETE TIDO POR VIOLADO. INVIABILIDADE DO MANEJO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08, ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013, AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. Esta Corte assentou que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008, Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). 3. A reclamação constitucional não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923989. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 24248 AGR / SP Plenário, DJe 1/2/2012, Rcl 4.381-AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923989. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP Plenário, DJe 1/2/2012, Rcl 4.381-AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE Nº 37. INEXISTÊNCIA DA NECESSÁRIA IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O VERBETE TIDO POR VIOLADO. INVIABILIDADE DO MANEJO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a decisão, o agravante sustenta que a decisão reclamada apresenta total identidade com a Súmula Vinculante 37, porquanto a única razão juridicamente apta para sustentar o deferimento das diferenças salariais é o princípio da isonomia. Requer a reconsideração da decisão agravada para que seja julgada a reclamação. Caso não seja esse o entendimento, postula o provimento do agravo para que seja reformada a decisão recorrida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE Nº 37. INEXISTÊNCIA DA NECESSÁRIA IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O VERBETE TIDO POR VIOLADO. INVIABILIDADE DO MANEJO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a decisão, o agravante sustenta que a decisão reclamada apresenta total identidade com a Súmula Vinculante 37, porquanto a única razão juridicamente apta para sustentar o deferimento das diferenças salariais é o princípio da isonomia. Requer a reconsideração da decisão agravada para que seja julgada a reclamação. Caso não seja esse o entendimento, postula o provimento do agravo para que seja reformada a decisão recorrida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 24248 AGR / SP Em contraminuta, Edcarlos Lacerda sustenta que o agravante não impugnou de forma específica os fundamentos da decisão agravada, reproduzindo os mesmos argumentos constantes na exordial. Assevera que o ato reclamado está totalmente amparado em lei municipal, razão pela qual o Judiciário não está ultrapassando os limites de sua competência. Requer, assim, o não conhecimento do agravo e, subsidiariamente, que seja negado provimento ao agravo interno. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP Em contraminuta, Edcarlos Lacerda sustenta que o agravante não impugnou de forma específica os fundamentos da decisão agravada, reproduzindo os mesmos argumentos constantes na exordial. Assevera que o ato reclamado está totalmente amparado em lei municipal, razão pela qual o Judiciário não está ultrapassando os limites de sua competência. Requer, assim, o não conhecimento do agravo e, subsidiariamente, que seja negado provimento ao agravo interno. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos processuais. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada.” Nada obstante, o agravante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. Sustenta o recorrente que a ratio decidendi do ato reclamado para deferir o pagamento das diferenças salariais consiste na aplicação do princípio da isonomia, contrariando o disposto na Súmula Vinculante nº 37. Com efeito, o verbete sumular supracitado, cuja aplicação ao caso alega-se inobservada, tem o seguinte teor: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. In casu, a decisão reclamada manteve a sentença que deferiu o pagamento de diferenças salariais a funcionário público. Transcrevo, por oportuno, trecho do decisum: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos processuais. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada.” Nada obstante, o agravante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. Sustenta o recorrente que a ratio decidendi do ato reclamado para deferir o pagamento das diferenças salariais consiste na aplicação do princípio da isonomia, contrariando o disposto na Súmula Vinculante nº 37. Com efeito, o verbete sumular supracitado, cuja aplicação ao caso alega-se inobservada, tem o seguinte teor: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. In casu, a decisão reclamada manteve a sentença que deferiu o pagamento de diferenças salariais a funcionário público. Transcrevo, por oportuno, trecho do decisum: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24248 AGR / SP “(…) Discute-se se as condições trabalhistas instituídas por lei municipal e depois revogadas por lei municipal superveniente aderem ao contrato de trabalho dos empregados para fins de isonomia salarial e não equiparação. (...) Conquanto a alteração prejudicial decorra de leis municipais supervenientes (art. 132 da Lei Orgânica Municipal e Lei 3202/2014), revogando lei municipal mais benéfica, a jurisprudência do C. TST caminha no sentindo de que as regras trabalhistas contidas em leis municipais equivalem a regulamentos empresariais. (…) No caso dos autos, a lei municipal superveniente constitui alteração unilateral prejudicial ao reclamante, contrariando o item I da Súmula nº 51 do TST e afrontando o art. 468 da CLT. Mantenho a sentença de origem.” Conforme consignado na decisão agravada, a partir da análise do conteúdo da decisão reclamada, constata-se que esta não elevou a remuneração de servidor municipal com fundamento no princípio da isonomia, mas tão somente garantiu o pagamento das diferenças salariais, consoante o disposto no art. 132, §2º, da Lei Orgânica do Município, que expressamente assegurou o direito à isonomia salarial entre os servidores dos poderes Executivo e Legislativo, por se entender que legislação posterior é prejudicial ao servidor, posicionando-se, assim, pela aplicação da lei mais benéfica. Inexiste, dessarte, identidade material entre o ato reclamado e o teor do verbete vinculante sob exame, o que evidencia a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP “(…) Discute-se se as condições trabalhistas instituídas por lei municipal e depois revogadas por lei municipal superveniente aderem ao contrato de trabalho dos empregados para fins de isonomia salarial e não equiparação. (...) Conquanto a alteração prejudicial decorra de leis municipais supervenientes (art. 132 da Lei Orgânica Municipal e Lei 3202/2014), revogando lei municipal mais benéfica, a jurisprudência do C. TST caminha no sentindo de que as regras trabalhistas contidas em leis municipais equivalem a regulamentos empresariais. (…) No caso dos autos, a lei municipal superveniente constitui alteração unilateral prejudicial ao reclamante, contrariando o item I da Súmula nº 51 do TST e afrontando o art. 468 da CLT. Mantenho a sentença de origem.” Conforme consignado na decisão agravada, a partir da análise do conteúdo da decisão reclamada, constata-se que esta não elevou a remuneração de servidor municipal com fundamento no princípio da isonomia, mas tão somente garantiu o pagamento das diferenças salariais, consoante o disposto no art. 132, §2º, da Lei Orgânica do Município, que expressamente assegurou o direito à isonomia salarial entre os servidores dos poderes Executivo e Legislativo, por se entender que legislação posterior é prejudicial ao servidor, posicionando-se, assim, pela aplicação da lei mais benéfica. Inexiste, dessarte, identidade material entre o ato reclamado e o teor do verbete vinculante sob exame, o que evidencia a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24248 AGR / SP “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). O que pretende o agravante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Assevera-se que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). O que pretende o agravante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Assevera-se que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 RCL 24248 AGR / SP contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) : MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA (305720/SP) AGDO.(A/S) : EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) : FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES (301283/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982366 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) : MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA (305720/SP) AGDO.(A/S) : EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) : FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES (301283/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982366 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11999148
2016-10-21T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE nº 37. INEXISTÊNCIA DA NECESSÁRIA IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O VERBETE TIDO POR VIOLADO. INVIABILIDADE DO MANEJO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08, ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013, AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. Esta Corte assentou que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008, Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). 3. A reclamação constitucional não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1/2/2012, Rcl 4.381-AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur359637
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 287/STF) Rcl 5684 AgR (TP), ARE 665255 AgR (2ªT), AI 763915 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, PERTINÊNCIA TEMÁTICA, ACÓRDÃO PARADIGMA, DECISÃO RECLAMADA) Rcl 6534 AgR (TP), Rcl 8780 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 10036 AgR (TP), RTJ 134/1033 (RCL 336). Número de páginas: 10. Análise: 21/11/2016, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
24248
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 INC-00003 PAR-ÚNICO ART-01021 \n PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000037 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LOM ANO-1990\n ART-00132 INC-00002\n LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS, SP" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 24248 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) : MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) : EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) : FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À SÚMULA VINCULANTE n 37. INEXISTÊNCIA DA NECESSÁRIA IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O VERBETE TIDO POR VIOLADO. INVIABILIDADE DO MANEJO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08, ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013, AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. Esta Corte assentou que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008, Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). 3. A reclamação constitucional não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923989. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 24248 AGR / SP Plenário, DJe 1/2/2012, Rcl 4.381-AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923989. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP Plenário, DJe 1/2/2012, Rcl 4.381-AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 20/10/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE n 37. INEXISTÊNCIA DA NECESSÁRIA IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O VERBETE TIDO POR VIOLADO. INVIABILIDADE DO MANEJO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a decisão, o agravante sustenta que a decisão reclamada apresenta total identidade com a Súmula Vinculante 37, porquanto a única razão juridicamente apta para sustentar o deferimento das diferenças salariais é o princípio da isonomia. Requer a reconsideração da decisão agravada para que seja julgada a reclamação. Caso não seja esse o entendimento, postula o provimento do agravo para que seja reformada a decisão recorrida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS contra decisão que negou seguimento à reclamação, nos termos da ementa assim redigida: “RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À SÚMULA VINCULANTE n 37. INEXISTÊNCIA DA NECESSÁRIA IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O VERBETE TIDO POR VIOLADO. INVIABILIDADE DO MANEJO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO À QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a decisão, o agravante sustenta que a decisão reclamada apresenta total identidade com a Súmula Vinculante 37, porquanto a única razão juridicamente apta para sustentar o deferimento das diferenças salariais é o princípio da isonomia. Requer a reconsideração da decisão agravada para que seja julgada a reclamação. Caso não seja esse o entendimento, postula o provimento do agravo para que seja reformada a decisão recorrida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 24248 AGR / SP Em contraminuta, Edcarlos Lacerda sustenta que o agravante não impugnou de forma específica os fundamentos da decisão agravada, reproduzindo os mesmos argumentos constantes na exordial. Assevera que o ato reclamado está totalmente amparado em lei municipal, razão pela qual o Judiciário não está ultrapassando os limites de sua competência. Requer, assim, o não conhecimento do agravo e, subsidiariamente, que seja negado provimento ao agravo interno. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP Em contraminuta, Edcarlos Lacerda sustenta que o agravante não impugnou de forma específica os fundamentos da decisão agravada, reproduzindo os mesmos argumentos constantes na exordial. Assevera que o ato reclamado está totalmente amparado em lei municipal, razão pela qual o Judiciário não está ultrapassando os limites de sua competência. Requer, assim, o não conhecimento do agravo e, subsidiariamente, que seja negado provimento ao agravo interno. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos processuais. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1... Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada.” Nada obstante, o agravante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. Sustenta o recorrente que a ratio decidendi do ato reclamado para deferir o pagamento das diferenças salariais consiste na aplicação do princípio da isonomia, contrariando o disposto na Súmula Vinculante n 37. Com efeito, o verbete sumular supracitado, cuja aplicação ao caso alega-se inobservada, tem o seguinte teor: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. In casu, a decisão reclamada manteve a sentença que deferiu o pagamento de diferenças salariais a funcionário público. Transcrevo, por oportuno, trecho do decisum: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos processuais. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1... Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada.” Nada obstante, o agravante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. Sustenta o recorrente que a ratio decidendi do ato reclamado para deferir o pagamento das diferenças salariais consiste na aplicação do princípio da isonomia, contrariando o disposto na Súmula Vinculante n 37. Com efeito, o verbete sumular supracitado, cuja aplicação ao caso alega-se inobservada, tem o seguinte teor: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”. In casu, a decisão reclamada manteve a sentença que deferiu o pagamento de diferenças salariais a funcionário público. Transcrevo, por oportuno, trecho do decisum: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24248 AGR / SP “(…) Discute-se se as condições trabalhistas instituídas por lei municipal e depois revogadas por lei municipal superveniente aderem ao contrato de trabalho dos empregados para fins de isonomia salarial e não equiparação. (...) Conquanto a alteração prejudicial decorra de leis municipais supervenientes (art. 132 da Lei Orgânica Municipal e Lei 3202/2014), revogando lei municipal mais benéfica, a jurisprudência do C. Tribunal Superior do Trabalho caminha no sentindo de que as regras trabalhistas contidas em leis municipais equivalem a regulamentos empresariais. (…) No caso dos autos, a lei municipal superveniente constitui alteração unilateral prejudicial ao reclamante, contrariando o item I da Súmula n 51 do Tribunal Superior do Trabalho e afrontando o art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho. Mantenho a sentença de origem.” Conforme consignado na decisão agravada, a partir da análise do conteúdo da decisão reclamada, constata-se que esta não elevou a remuneração de servidor municipal com fundamento no princípio da isonomia, mas tão somente garantiu o pagamento das diferenças salariais, consoante o disposto no art. 132, §2..., da Lei Orgânica do Município, que expressamente assegurou o direito à isonomia salarial entre os servidores dos poderes Executivo e Legislativo, por se entender que legislação posterior é prejudicial ao servidor, posicionando-se, assim, pela aplicação da lei mais benéfica. Inexiste, dessarte, identidade material entre o ato reclamado e o teor do verbete vinculante sob exame, o que evidencia a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP “(…) Discute-se se as condições trabalhistas instituídas por lei municipal e depois revogadas por lei municipal superveniente aderem ao contrato de trabalho dos empregados para fins de isonomia salarial e não equiparação. (...) Conquanto a alteração prejudicial decorra de leis municipais supervenientes (art. 132 da Lei Orgânica Municipal e Lei 3202/2014), revogando lei municipal mais benéfica, a jurisprudência do C. Tribunal Superior do Trabalho caminha no sentindo de que as regras trabalhistas contidas em leis municipais equivalem a regulamentos empresariais. (…) No caso dos autos, a lei municipal superveniente constitui alteração unilateral prejudicial ao reclamante, contrariando o item I da Súmula n 51 do Tribunal Superior do Trabalho e afrontando o art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho. Mantenho a sentença de origem.” Conforme consignado na decisão agravada, a partir da análise do conteúdo da decisão reclamada, constata-se que esta não elevou a remuneração de servidor municipal com fundamento no princípio da isonomia, mas tão somente garantiu o pagamento das diferenças salariais, consoante o disposto no art. 132, §2..., da Lei Orgânica do Município, que expressamente assegurou o direito à isonomia salarial entre os servidores dos poderes Executivo e Legislativo, por se entender que legislação posterior é prejudicial ao servidor, posicionando-se, assim, pela aplicação da lei mais benéfica. Inexiste, dessarte, identidade material entre o ato reclamado e o teor do verbete vinculante sob exame, o que evidencia a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Esta Corte, em reiterados julgados, vem decidindo no sentido de que constitui pressuposto de cabimento da reclamação a identidade material entre a decisão reclamada e o julgado tido como paradigma. Nesse sentido, vale conferir os precedentes abaixo colacionados, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 24248 AGR / SP “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). O que pretende o agravante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Assevera-se que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP “Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 17.10.2008). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APLICAÇÃO DE MULTA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551/RJ. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Ato reclamado que examina legislação estadual diferente da analisada no julgado apontado como descumprido. Inexistência de identidade material entre a decisão reclamada e os julgados tidos como paradigmas. Precedentes” (Rcl 8.780-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 11.12.2009). O que pretende o agravante, em última análise, é fazer uso do instrumento processual da Reclamação como sucedâneo de recurso. Assevera-se que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11923991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) :MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA AGDO.(A/S) :EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) :FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 RCL 24248 AGR / SP contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Supremo Tribunal Federal RCL 24248 AGR / SP contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11898862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) : MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA (305720/SP) AGDO.(A/S) : EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) : FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES (301283/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982366 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 24.248 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE PEDERNEIRAS ADV.(A/S) : MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA (305720/SP) AGDO.(A/S) : EDCARLOS LACERDA ADV.(A/S) : FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES (301283/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982366 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 24 . 248", "SÚMULA VINCULANTE n 37", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 5 . 684 / PE - AgR", "AI 763 . 915 - AgR / RJ", "Rcl 6 . 534 - AgR", "Rcl 8 . 780 - AgR", "Rcl 10 . 036 - AgR", "RCL 24248 AGR /", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RCL 24248 AGR / SP", "Rcl 4 . 381 - AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 37", "SÚMULA VINCULANTE n 37", "Súmula Vinculante 37", "RCL", "RCL", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula Vinculante n 37", "RCL 24248", "item I da Súmula n 51 do Tribunal Superior do Trabalho", "RCL 24248", "item I da Súmula n 51 do Tribunal Superior do Trabalho", "RCL 24248 AGR / SP", "Rcl 6 . 534 - AgR", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551 / RJ", "Rcl 8 . 780 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RCL 24248 AGR / SP", "Rcl 6 . 534 - AgR", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 551 / RJ", "Rcl 8 . 780 - AgR", "RTJ", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RECLAMAÇÃO 24 . 248", "RECLAMAÇÃO 24 . 248" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 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"LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA", "EDCARLOS LACERDA", "FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA", "EDCARLOS", "FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES", "LUIZ FUX", "Edcarlos Lacerda", "Edcarlos Lacerda", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA", "EDCARLOS LACERDA", "FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA", "EDCARLOS LACERDA", "FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA", "EDCARLOS LACERDA", "FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MATHIAS REBOUÇAS DE PAIVA E OLIVEIRA", "EDCARLOS LACERDA", "FAUSTO HERCOS VENANCIO PIRES", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "15", "/", "8", "/", "08", "22", "/", "5", "/", "2013", "7", "/", "5", "/", "2013", "17", ".", "10", ".", "2008", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "2", "/", "2012", "5", "/", "8", "/", "2011", "14", "20", "/", "10", "/", "2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "2", "/", "2012", "5", "/", "8", "/", "2011", "14", "10", "/", "2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :TIAGO RUPPEL E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO STF. AÇÃO DIRETA ESTADUAL. CONFLITO ENTRE LEI MUNICIPAL E NORMA CONSTITUCIONAL DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À ADI 508. REGIME DA LEI Nº 8.038/1990 E CPC/1973. 1. É viável o uso de norma constitucional de reprodução obrigatória como parâmetro de controle de constitucionalidade de lei municipal pela via da ação direta estadual. Precedentes. 2. Na vigência do CPC/1973 e Lei nº 8.038/1990, período em que ajuizado o presente feito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926651. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RCL 17954 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926651. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :TIAGO RUPPEL E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF E VIOLAÇÃO AO ACÓRDÃO DA ADI 508/MG. AÇÃO DIRETA ESTADUAL. CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Legitimidade, na hipótese, da utilização por Tribunal de Justiça de norma da Constituição Federal como parâmetro no controle de constitucionalidade por via de ação direta. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, cujo objeto é acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :TIAGO RUPPEL E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF E VIOLAÇÃO AO ACÓRDÃO DA ADI 508/MG. AÇÃO DIRETA ESTADUAL. CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Legitimidade, na hipótese, da utilização por Tribunal de Justiça de norma da Constituição Federal como parâmetro no controle de constitucionalidade por via de ação direta. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, cujo objeto é acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR do Paraná, o qual suspendeu os efeitos de lei municipal que instituiu feriado no Município de Londrina. Confira-se a ementa do julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL QUE INSTITUIU O DIA 20 DE NOVEMBRO COMO FERIADO MUNICIPAL E ‘DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA’ NO CALENDÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA – PLEITO DE CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR – POSSIBILIDADE – EXTRAPOLAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA RESERVADA AOS MUNICÍPIOS – PRESENÇA DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN MORA – LIMINAR DEFERIDA.” 2. Em síntese, alegam os reclamantes que: (i) o órgão reclamado teria usurpado a competência desta Corte ao invocar a Constituição Federal para suspender os efeitos de lei municipal; e (ii) o ato impugnado ofenderia a autoridade do acórdão proferido na ADI 508/MG, em que se declarou a invalidade de preceito constitucional estadual que autorizava o Tribunal de Justiça a utilizar a Carta Federal como parâmetro para o controle abstrato de leis municipais. 3. É o relatório. Decido. 4. O Supremo Tribunal Federal firmou sua orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1º; Lei nº 9.882/99, art. 1º, parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, dentre outros: RE 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR do Paraná, o qual suspendeu os efeitos de lei municipal que instituiu feriado no Município de Londrina. Confira-se a ementa do julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL QUE INSTITUIU O DIA 20 DE NOVEMBRO COMO FERIADO MUNICIPAL E ‘DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA’ NO CALENDÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA – PLEITO DE CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR – POSSIBILIDADE – EXTRAPOLAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA RESERVADA AOS MUNICÍPIOS – PRESENÇA DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN MORA – LIMINAR DEFERIDA.” 2. Em síntese, alegam os reclamantes que: (i) o órgão reclamado teria usurpado a competência desta Corte ao invocar a Constituição Federal para suspender os efeitos de lei municipal; e (ii) o ato impugnado ofenderia a autoridade do acórdão proferido na ADI 508/MG, em que se declarou a invalidade de preceito constitucional estadual que autorizava o Tribunal de Justiça a utilizar a Carta Federal como parâmetro para o controle abstrato de leis municipais. 3. É o relatório. Decido. 4. O Supremo Tribunal Federal firmou sua orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1º; Lei nº 9.882/99, art. 1º, parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, dentre outros: RE 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR 5. Nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados- membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.’ (RE 598.016 AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) ‘Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR 5. Nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados- membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.’ (RE 598.016 AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) ‘Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR Federal. Precedentes.’ (SL 10 AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) ‘CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do STF: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; RE 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2ª T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.’ (Pet 2.788 AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 6. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR Federal. Precedentes.’ (SL 10 AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) ‘CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do STF: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; RE 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2ª T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.’ (Pet 2.788 AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 6. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR competência desta Corte. 7. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: ‘Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo STF. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo STF em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 20.06.2012 – destaques acrescentados) ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR competência desta Corte. 7. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: ‘Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo STF. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo STF em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 20.06.2012 – destaques acrescentados) ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR conhecido e não provido.’ (Rcl 2.130 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, j. 25.06.2014 – destaques acrescentados) 8. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, a reclamação não pode ser conhecida. A jurisprudência do STF se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.’ (Rcl 3.108 AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) ‘Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA- MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR conhecido e não provido.’ (Rcl 2.130 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, j. 25.06.2014 – destaques acrescentados) 8. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, a reclamação não pode ser conhecida. A jurisprudência do STF se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.’ (Rcl 3.108 AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) ‘Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA- MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Rcl 13.300 AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 9. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 10. Por considerar o feito suficientemente instruído, e sendo a matéria conhecida do Plenário do Supremo Tribunal Federal, dispenso as informações e a manifestação do Procurador-Geral da República. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Rcl 13.300 AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 9. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 10. Por considerar o feito suficientemente instruído, e sendo a matéria conhecida do Plenário do Supremo Tribunal Federal, dispenso as informações e a manifestação do Procurador-Geral da República. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR 2. O requerente defende, primeiramente, que a norma constitucional, objeto da reclamação, não é, em sua integralidade, de reprodução obrigatória, conforme entendimento do próprio STF. Quanto ao segundo fundamento, embora não conteste que o objeto seja diferente do examinado na ADI, alega que, em sede de controle concentrado, é a parte dispositiva do acórdão que faz coisa julgada com efeitos vinculantes e erga omnes. 3. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR 2. O requerente defende, primeiramente, que a norma constitucional, objeto da reclamação, não é, em sua integralidade, de reprodução obrigatória, conforme entendimento do próprio STF. Quanto ao segundo fundamento, embora não conteste que o objeto seja diferente do examinado na ADI, alega que, em sede de controle concentrado, é a parte dispositiva do acórdão que faz coisa julgada com efeitos vinculantes e erga omnes. 3. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados. 2. Conforme exposto em decisão monocrática, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1º; Lei nº 9.882/1999, art. 1º, parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, entre outros: RE 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 3. Ratifica-se que nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados-membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados. 2. Conforme exposto em decisão monocrática, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1º; Lei nº 9.882/1999, art. 1º, parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, entre outros: RE 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 3. Ratifica-se que nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados-membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.” (RE 598.016-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) “Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta Federal. Precedentes.” (SL 10-AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do STF: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; RE 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2ª T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.” (Pet 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.” (RE 598.016-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) “Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta Federal. Precedentes.” (SL 10-AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do STF: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; RE 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2ª T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.” (Pet 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR 2.788-AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 4. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu competência desta Corte. 5. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo STF. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo STF em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.653-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes – destaques acrescentados) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR 2.788-AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 4. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu competência desta Corte. 5. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo STF. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo STF em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.653-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes – destaques acrescentados) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 2.130-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber – destaques acrescentados) 6. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do STF no regime da Lei nº 8.038/1990 e CPC/1973, período em que ajuizado o efeito, a reclamação não pode ser conhecida. Naquele regime, a jurisprudência do STF se firmou no sentido de que, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.” (Rcl 3.108-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) “Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 2.130-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber – destaques acrescentados) 6. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do STF no regime da Lei nº 8.038/1990 e CPC/1973, período em que ajuizado o efeito, a reclamação não pode ser conhecida. Naquele regime, a jurisprudência do STF se firmou no sentido de que, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.” (Rcl 3.108-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) “Agravo regimental na reclamação. ADI nº 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do STF e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, CF/88), 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 13.300-AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 7. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3º, CF/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 13.300-AgR/PR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) 7. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA (35887/ PR) AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : TIAGO RUPPEL (0050766/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982351 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA (35887/ PR) AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : TIAGO RUPPEL (0050766/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982351 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11992500
2016-10-21T00:00:00
2016-11-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1ª Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO STF. AÇÃO DIRETA ESTADUAL. CONFLITO ENTRE LEI MUNICIPAL E NORMA CONSTITUCIONAL DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À ADI 508. REGIME DA LEI Nº 8.038/1990 E CPC/1973. 1. É viável o uso de norma constitucional de reprodução obrigatória como parâmetro de controle de constitucionalidade de lei municipal pela via da ação direta estadual. Precedentes. 2. Na vigência do CPC/1973 e Lei nº 8.038/1990, período em que ajuizado o presente feito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur359616
- Acórdão(s) citado(s): (PARÂMETRO DE CONTROLE, CONTROLE ABSTRATO, CONSTITUCIONALIDADE, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) ADI 347 (TP), ADI 508 (TP), RE 421256 (1ªT). (CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE, NORMA DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA, CONSTITUIÇÃO ESTADUAL) Pet 2788 AgR (TP), SL 10 AgR (TP), RE 598016 AgR (2ªT). (INEXISTÊNCIA, USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DE JUSTIÇA, CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE, NORMA DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA) Rcl 2130 AgR (1ªT), Rcl 12653 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, EXIGÊNCIA, EFEITO VINCULANTE, PARTE DISPOSITIVA DA DECISÃO) Rcl 3108 AgR (TP), Rcl 10125 AgR (TP), Rcl 13300 AgR (TP). - Veja ADI 508 do STF. Número de páginas: 16. Análise: 17/11/2016, JSF. Revisão: 28/11/2016, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
17954
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00022 INC-00001 ART-00102 INC-00001 \n PAR-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009882 ANO-1999\n ART-00001 PAR-ÚNICO INC-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 17954 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : TIAGO RUPPEL E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :TIAGO RUPPEL E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. AÇÃO DIRETA ESTADUAL. CONFLITO ENTRE LEI MUNICIPAL E NORMA CONSTITUCIONAL DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À ADI 508. REGIME DA LEI n 8.038/1990 E Código de Processo Civil/1973. 1. É viável o uso de norma constitucional de reprodução obrigatória como parâmetro de controle de constitucionalidade de lei municipal pela via da ação direta estadual. Precedentes. 2. Na vigência do Código de Processo Civil/1973 e Lei n 8.038/1990, período em que ajuizado o presente feito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 a 20 de outubro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926651. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão RCL 17954 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926651. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926651. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :TIAGO RUPPEL E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal E VIOLAÇÃO AO ACÓRDÃO DA ADI 508/MG. AÇÃO DIRETA ESTADUAL. CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Legitimidade, na hipótese, da utilização por Tribunal de Justiça de norma da Constituição Federal como parâmetro no controle de constitucionalidade por via de ação direta. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, cujo objeto é acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AGDO.(A/S) :FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :TIAGO RUPPEL E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento a reclamação, nos seguintes termos: “Ementa: RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal E VIOLAÇÃO AO ACÓRDÃO DA ADI 508/MG. AÇÃO DIRETA ESTADUAL. CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Legitimidade, na hipótese, da utilização por Tribunal de Justiça de norma da Constituição Federal como parâmetro no controle de constitucionalidade por via de ação direta. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. 3. Reclamação a que se nega seguimento. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, cujo objeto é acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR do Paraná, o qual suspendeu os efeitos de lei municipal que instituiu feriado no Município de Londrina. Confira-se a ementa do julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL QUE INSTITUIU O DIA 20 DE NOVEMBRO COMO FERIADO MUNICIPAL E ‘DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA’ NO CALENDÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA – PLEITO DE CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR – POSSIBILIDADE – EXTRAPOLAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA RESERVADA AOS MUNICÍPIOS – PRESENÇA DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN MORA – LIMINAR DEFERIDA.” 2. Em síntese, alegam os reclamantes que: (i) o órgão reclamado teria usurpado a competência desta Corte ao invocar a Constituição Federal para suspender os efeitos de lei municipal; e (ii) o ato impugnado ofenderia a autoridade do acórdão proferido na ADI 508/MG, em que se declarou a invalidade de preceito constitucional estadual que autorizava o Tribunal de Justiça a utilizar a Carta Federal como parâmetro para o controle abstrato de leis municipais. 3. É o relatório. Decido. 4. O Supremo Tribunal Federal firmou sua orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1...; Lei n 9.882/99, art. 1..., parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, dentre outros: Recurso Extraordinário 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR do Paraná, o qual suspendeu os efeitos de lei municipal que instituiu feriado no Município de Londrina. Confira-se a ementa do julgado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI MUNICIPAL QUE INSTITUIU O DIA 20 DE NOVEMBRO COMO FERIADO MUNICIPAL E ‘DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA’ NO CALENDÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA – PLEITO DE CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR – POSSIBILIDADE – EXTRAPOLAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA RESERVADA AOS MUNICÍPIOS – PRESENÇA DO FUMUS BONI JURIS E DO PERICULUM IN MORA – LIMINAR DEFERIDA.” 2. Em síntese, alegam os reclamantes que: (i) o órgão reclamado teria usurpado a competência desta Corte ao invocar a Constituição Federal para suspender os efeitos de lei municipal; e (ii) o ato impugnado ofenderia a autoridade do acórdão proferido na ADI 508/MG, em que se declarou a invalidade de preceito constitucional estadual que autorizava o Tribunal de Justiça a utilizar a Carta Federal como parâmetro para o controle abstrato de leis municipais. 3. É o relatório. Decido. 4. O Supremo Tribunal Federal firmou sua orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1...; Lei n 9.882/99, art. 1..., parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, dentre outros: Recurso Extraordinário 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR 5. Nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados- membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.’ (Recurso Extraordinário 598.016 AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) ‘Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR 5. Nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados- membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.’ (Recurso Extraordinário 598.016 AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) ‘Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR Federal. Precedentes.’ (SL 10 AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) ‘CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; Recurso Extraordinário 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2... T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.’ (Pet 2.788 AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 6. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR Federal. Precedentes.’ (SL 10 AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) ‘CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; Recurso Extraordinário 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2... T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.’ (Pet 2.788 AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 6. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR competência desta Corte. 7. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: ‘Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 20.06.2012 – destaques acrescentados) ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR competência desta Corte. 7. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: ‘Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Rcl 12.653 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 20.06.2012 – destaques acrescentados) ‘AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR conhecido e não provido.’ (Rcl 2.130 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, j. 25.06.2014 – destaques acrescentados) 8. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, a reclamação não pode ser conhecida. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.’ (Rcl 3.108 AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) ‘Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA- MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR conhecido e não provido.’ (Rcl 2.130 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, j. 25.06.2014 – destaques acrescentados) 8. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, a reclamação não pode ser conhecida. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: ‘Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.’ (Rcl 3.108 AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) ‘Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA- MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.’ (Rcl 10.125 AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Rcl 13.300 AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 9. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 10. Por considerar o feito suficientemente instruído, e sendo a matéria conhecida do Plenário do Supremo Tribunal Federal, dispenso as informações e a manifestação do Procurador-Geral da República. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (Rcl 13.300 AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 9. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 10. Por considerar o feito suficientemente instruído, e sendo a matéria conhecida do Plenário do Supremo Tribunal Federal, dispenso as informações e a manifestação do Procurador-Geral da República. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar.” 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório RCL 17954 AGR / PR 2. O requerente defende, primeiramente, que a norma constitucional, objeto da reclamação, não é, em sua integralidade, de reprodução obrigatória, conforme entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal. Quanto ao segundo fundamento, embora não conteste que o objeto seja diferente do examinado na ADI, alega que, em sede de controle concentrado, é a parte dispositiva do acórdão que faz coisa julgada com efeitos vinculantes e erga omnes. 3. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR 2. O requerente defende, primeiramente, que a norma constitucional, objeto da reclamação, não é, em sua integralidade, de reprodução obrigatória, conforme entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal. Quanto ao segundo fundamento, embora não conteste que o objeto seja diferente do examinado na ADI, alega que, em sede de controle concentrado, é a parte dispositiva do acórdão que faz coisa julgada com efeitos vinculantes e erga omnes. 3. É o relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados. 2. Conforme exposto em decisão monocrática, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1...; Lei n 9.882/1999, art. 1..., parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, entre outros: Recurso Extraordinário 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 3. Ratifica-se que nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados-membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do recurso, mas lhe nego provimento, pois a decisão agravada alinha-se aos fundamentos impugnados. 2. Conforme exposto em decisão monocrática, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que o controle de constitucionalidade por via de ação direta, quando exercido pelos Tribunais de Justiça, deve limitar-se a examinar a validade das leis estaduais/municipais à luz da Constituição do Estado. No controle abstrato, apenas esta Corte pode usar como parâmetro a Carta Federal (CRFB/1988, art. 102, I e § 1...; Lei n 9.882/1999, art. 1..., parágrafo único, I). Nessa linha, vejam-se, entre outros: Recurso Extraordinário 421.256, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; ADI 347, Rel. Min. Joaquim Barbosa; ADI 508, Rel. Min. Sydney Sanches. 3. Ratifica-se que nada impede, porém, que o Tribunal de Justiça fundamente suas conclusões em norma constitucional federal que seja “de reprodução obrigatória” pelos Estados-membros. Assim se qualificam as disposições da Carta da República que, por pré-ordenarem diretamente a organização dos Estados-membros, do Distrito Federal e/ou dos Municípios, ingressam automaticamente nas ordens jurídicas parciais editadas por esses entes federativos. Essa entrada pode ocorrer, seja pela repetição textual do texto federal, seja pelo silêncio dos constituintes locais – afinal, se sua absorção é compulsória, não há qualquer discricionariedade na sua incorporação pelo ordenamento local. Confiram-se, nesse sentido, os precedentes abaixo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DIRETA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.” (Recurso Extraordinário 598.016-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) “Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta Federal. Precedentes.” (SL 10-AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; Recurso Extraordinário 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2... T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.” (Pet 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL CONTESTADA EM FACE DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA DE REPETIÇÃO OBRIGATÓRIA. OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO MARANHENSE. A omissão da Constituição Estadual não constitui óbice a que o Tribunal de Justiça local julgue a ação direta de inconstitucionalidade contra Lei municipal que cria cargos em comissão em confronto com o artigo 37, V, da Constituição do Brasil, norma de reprodução obrigatória. Agravo regimental provido.” (Recurso Extraordinário 598.016-AgR/MA, Rel. Min. Eros Grau) “Controle concentrado de constitucionalidade de lei estadual ou municipal que reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos entes da Federação. Competência do Tribunal de Justiça, com possibilidade de interposição de recurso extraordinário se a interpretação conferida à legislação contrariar o sentido e o alcance de dispositivo da Carta Federal. Precedentes.” (SL 10-AgR/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa) “CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEI MUNICIPAL FRENTE À CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMAS DE REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA. CABIMENTO DA AÇÃO DIRETA E DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: EFEITO SUSPENSIVO. I. - Cabimento da ação direta de inconstitucionalidade, no Tribunal de Justiça estadual, que tem por objeto lei municipal frente à Constituição estadual, reproduzindo esta normas de reprodução obrigatória. Cabimento do recurso extraordinário. II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Rcl 383/SP, Moreira Alves p/ o acórdão, ‘DJ’ de 21.5.93; Recurso Extraordinário 190.985/SC, Néri da Silveira, Plenário; RREE 182.576/SP e 191.273/SP, Velloso, 2... T. III. - Recurso extraordinário: efeito suspensivo: deferimento: ocorrência dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. IV. - Decisão do Relator referendada pelo Plenário. Agravo não conhecido.” (Pet 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR 2.788-AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 4. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu competência desta Corte. 5. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.653-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes – destaques acrescentados) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR 2.788-AgR/RJ, Rel. Min. Carlos Velloso) 4. No caso dos autos, a norma federal invocada foi o art. 22, I, da Carta da República, que atribui à União a competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito do trabalho. O caráter privativo dessa atribuição federal significa que está prima facie excluída das esferas estaduais, distrital e municipal a disciplina das relações de trabalho. Em outras palavras, o dispositivo acima interfere diretamente na ordem jurídica dos Municípios, configurando, portanto, norma de reprodução obrigatória. Naturalmente, seria possível discutir se está correta, ou não, a interpretação que lhe foi conferida na origem – o que, como indicam os precedentes citados, seria viável em sede de recurso extraordinário. No entanto, isso não infirma o fato de que, ao aplicar norma de reprodução obrigatória, o Tribunal de Justiça não invadiu competência desta Corte. 5. Nesse sentido se orienta a jurisprudência deste Tribunal: “Agravo regimental em reclamação. 2. Usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 3. Inocorrência. 4. Não configuração de usurpação quando os tribunais de justiça analisam, em controle concentrado, a constitucionalidade de leis municipais e estaduais em face de normas constitucionais estaduais que reproduzem regra da Constituição Federal de observância obrigatória. 5. Violação à autoridade de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. 6. Não ocorrência. 7. Ato reclamado que não tem mesmo conteúdo de leis declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em sede de ação direta de inconstitucionalidade. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 12.653-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes – destaques acrescentados) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. CONTROLE CONCENTRADO DE LEI MUNICIPAL REALIZADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PARÂMETRO CONSTITUCIONAL ESTADUAL QUE REPRODUZ NORMA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 2.130-AgR, Rel. Min. Rosa Weber – destaques acrescentados) 6. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no regime da Lei n 8.038/1990 e Código de Processo Civil/1973, período em que ajuizado o efeito, a reclamação não pode ser conhecida. Naquele regime, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.” (Rcl 3.108-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) “Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NA ADI 347/SP. Não configura usurpação da competência desta Corte a fiscalização abstrata de constitucionalidade de lei municipal realizada por Tribunal de Justiça, com base na Constituição do Estado, ainda que o parâmetro de controle estadual consista em reprodução de norma da Constituição da República de observância obrigatória. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Rcl 2.130-AgR, Rel. Min. Rosa Weber – destaques acrescentados) 6. Quanto à alegada violação ao acórdão da ADI 508, observando-se os critérios fixados pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no regime da Lei n 8.038/1990 e Código de Processo Civil/1973, período em que ajuizado o efeito, a reclamação não pode ser conhecida. Naquele regime, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se firmou no sentido de que, a eficácia vinculante dos acórdãos abrange apenas o objeto examinado pela Corte. Dessa forma, o que deve ser observado pelos demais órgãos não é a fundamentação dos julgados, mas apenas seu dispositivo. Nessa linha, confiram-se os precedentes abaixo: “Descabe formalizar reclamação a partir de fundamentos de decisão mediante a qual o Supremo veio a suspender a eficácia de ato de Tribunal de Justiça de estado diverso daquele envolvido no pedido.” (Rcl 3.108-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) “Agravo regimental na reclamação. ADI n 4.015/PA-MC. Inexistência de identidade de temas entre o ato reclamado e o paradigma da Corte. Não cabimento da tese da transcendência dos motivos determinantes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. Por atribuição constitucional, presta-se a reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e garantir a autoridade de suas decisões (art. 102, inciso I, alínea l, Constituição Federal de 1988/88), 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 17954 AGR / PR bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 13.300-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 7. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Supremo Tribunal Federal RCL 17954 AGR / PR bem como para resguardar a correta aplicação das súmulas vinculantes (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). 2. Há necessidade de aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes para que seja admitida a reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (Rcl 10.125-AgR/PA, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 4.261/RO. ASSESSORAMENTO JURÍDICO DO PODER EXECUTIVO POR CARGO DE PROVIMENTO EM COMISSÃO. PRERROGATIVA DOS PROCURADORES DE ESTADO. DIPLOMA NORMATIVO DIVERSO. TRANSCENDÊNCIA DOS FUNDAMENTOS DETERMINANTES. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE A NORMA IMPUGNADA E A DECISÃO PARADIGMA. PRETENSÃO DE FAZER USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 13.300-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia) 7. No caso, o paradigma invocado diz respeito a norma constitucional do Estado de Minas Gerais, enquanto o feito de origem discute a inconstitucionalidade de lei municipal de Londrina, declarada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Dessa forma, a orientação dos precedentes acima se aplica diretamente à hipótese dos autos. Ainda que assim não fosse, o argumento estaria prejudicado, pois, como visto, não foi utilizada como parâmetro norma com assento exclusivo na Constituição Federal, mas sim de reprodução obrigatória pelos Estados. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11926653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 21/10/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA (35887/ PR) AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : TIAGO RUPPEL (0050766/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982351 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.954 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE LONDRINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE LONDRINA (35887/ PR) AGDO.(A/S) : FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : TIAGO RUPPEL (0050766/PR) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. 1... Turma, Sessão Virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11982351 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 17 . 954", "ADI 508", "RCL 17954", "ADI 508 / MG", "RECLAMAÇÃO 17 . 954", "ADI 508 / MG", "ADI 508 / MG", "Recurso Extraordinário 421 . 256", "ADI 347", "ADI 508", "RCL 17954 AGR", "ADI 508 / MG", "Recurso Extraordinário 421 . 256", "ADI 347", "ADI 508", "RCL 17954 AGR", "Recurso Extraordinário 598 . 016 AgR / MA", "Recurso Extraordinário 598 . 016 AgR / MA", "SL 10 AgR / SP", "Rcl 383 / SP", "Recurso Extraordinário 190 . 985 / SC", "RREE 182 . 576 / SP", "191", ".", "273", "/", "SP", "Pet 2 . 788 AgR / RJ", "SL 10 AgR / SP", "Rcl 383 / SP", "Recurso Extraordinário 190 . 985 / SC", "RREE 182 . 576 / SP", "191", ".", "273", "/", "SP", "Pet 2 . 788 AgR / RJ", "RCL 17954 AGR /", "Rcl 12 . 653 AgR", "ADI 347 / SP", "Rcl 12 . 653 AgR", "ADI 347 / SP", "RCL 17954 AGR / PR", "Rcl 2 . 130 AgR", "ADI 508", "Rcl 3 . 108 AgR / SP", "ADI n 4 . 015 / PA - MC", "Rcl 10 . 125 AgR / PA", "RCL 17954 AGR /", "Rcl 2 . 130 AgR", "ADI 508", "Rcl 3 . 108 AgR / SP", "ADI n", 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Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO DE LONDRINA", "FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "TIAGO RUPPEL", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "TIAGO RUPPEL", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "TIAGO RUPPEL", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Sydney Sanches", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Sydney Sanches", "Eros Grau", "Eros Grau", "Maurício Corrêa", "Moreira Alves", "Néri da Silveira", "Carlos Velloso", "Maurício Corrêa", "Moreira Alves", "Néri da Silveira", "Carlos Velloso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Sydney Sanches", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Sydney Sanches", "ROBERTO BARROSO", "Eros Grau", "Maurício Corrêa", "Moreira Alves", "Néri da Silveira", "Eros Grau", "Maurício Corrêa", "Moreira Alves", "Néri da Silveira", "ROBERTO BARROSO", "Carlos Velloso", "Gilmar Mendes", "Carlos Velloso", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "TIAGO RUPPEL", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "TIAGO RUPPEL", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "14 a 20 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 DE NOVEMBRO", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 DE NOVEMBRO", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "93", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "93", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "06", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "06", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À AUTORIDADE DA ADC 16. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O PARADIGMA SUSCITADO E O ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A aderência estrita entre objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl. 5.476-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 6/11/2015; Rcl 22.024-AgR, rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 29/10/2015; Rcl 20.818, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14/10/2015; Rcl 19.240-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 14/09/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056850. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 23954 AGR / RJ 3. A reclamação não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º/2/2012; Rcl 4.381- AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056850. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ 3. A reclamação não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º/2/2012; Rcl 4.381- AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S.A – NUCLEP – contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DÉBITOS TRABALHISTAS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADC Nº 16 E SÚMULA VINCULANTE Nº 10. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE. SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que a decisão agravada está em desacordo com a jurisprudência desta Corte. Afirma que “na própria decisão recorrida consta um acórdão que reflete o entendimento deste Eg. STF, no sentido de que a presente Reclamação ofende o julgado na ADC nº 16”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S.A – NUCLEP – contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DÉBITOS TRABALHISTAS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADC Nº 16 E SÚMULA VINCULANTE Nº 10. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE. SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que a decisão agravada está em desacordo com a jurisprudência desta Corte. Afirma que “na própria decisão recorrida consta um acórdão que reflete o entendimento deste Eg. STF, no sentido de que a presente Reclamação ofende o julgado na ADC nº 16”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 23954 AGR / RJ Aduz que “referido aresto consta no § 2º da fundamentação da decisão recorrida, não obstante o texto afirmar que aquele julgamento está em sentido contrário a pretensão desta recorrente”. Requer a “suspensão da presente reclamação, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral no RE 760931 no que tange a reclamações com assunto ‘responsabilidade subsidiária da administração pública’. Caso não seja este o entendimento, requer a reconsideração da d. Decisão, por parte do Ministro Relator (na forma regimental – RISTF, artigo 317, § 2º), e, em face dos fundamentos invocados neste agravo regimental, acolhendo as solicitações contidas na Reclamação 17.817. Acaso assim não suceda, requer seja colocado em mesa o presente agravo regimental, na esteira da fundamentação supra, a fim de que o seja acolhida in totum a Reclamação nº 23.954”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ Aduz que “referido aresto consta no § 2º da fundamentação da decisão recorrida, não obstante o texto afirmar que aquele julgamento está em sentido contrário a pretensão desta recorrente”. Requer a “suspensão da presente reclamação, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral no RE 760931 no que tange a reclamações com assunto ‘responsabilidade subsidiária da administração pública’. Caso não seja este o entendimento, requer a reconsideração da d. Decisão, por parte do Ministro Relator (na forma regimental – RISTF, artigo 317, § 2º), e, em face dos fundamentos invocados neste agravo regimental, acolhendo as solicitações contidas na Reclamação 17.817. Acaso assim não suceda, requer seja colocado em mesa o presente agravo regimental, na esteira da fundamentação supra, a fim de que o seja acolhida in totum a Reclamação nº 23.954”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, a impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, a agravante afirma que a decisão agravada deixou de se atentar à ofensa ao decidido na ADC 16 desta Corte, visto que a decisão reclamada a responsabilizou indevidamente. Verifico, no entanto, que a decisão agravada tratou exaustivamente da questão da ofensa da autoridade da ADC 16 pelo ato reclamado. Foi reconhecida a ausência de requisito indispensável – aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma suscitado – para a admissibilidade da reclamação. Destarte, reconheceu-se que a reclamação foi utilizada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, a impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, a agravante afirma que a decisão agravada deixou de se atentar à ofensa ao decidido na ADC 16 desta Corte, visto que a decisão reclamada a responsabilizou indevidamente. Verifico, no entanto, que a decisão agravada tratou exaustivamente da questão da ofensa da autoridade da ADC 16 pelo ato reclamado. Foi reconhecida a ausência de requisito indispensável – aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma suscitado – para a admissibilidade da reclamação. Destarte, reconheceu-se que a reclamação foi utilizada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23954 AGR / RJ como sucedâneo recursal, o que é vedado por esta Corte. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “Pois bem. Destaco a decisão de julgamento de mérito proferida na ADC 16, ora tida por violada, verbis: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei nº 9.032, de 1995”. A decisão reclamada, por sua vez, foi proferida nos seguintes termos, no que importa ao deslinde da questão: “(...) Nos termos do artigo 896, § 1°-A, I, da CLT, incluído pela Lei n° 13.015/2014, é ônus da parte, sob pena de não conhecimento, indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista.(...) (…)Esta Oitava Turma, interpretando o referido dispositivo legal, entende que a parte recorrente satisfaz tal requisito se transcrever a ementa, o inteiro teor ou o trecho pertinente do acórdão regional ou se indicar, com precisão, as folhas do respectivo trecho, o que não foi observado pela segunda reclamada, consoante se verifica das razões de revista de fls. 712/739.(...) Desse modo, percebe-se que efetivamente o recurso de revista não atende ao requisito disposto no art. 896, § 1°- A, I, da CLT, razão pela qual mantenho o despacho agravado e nego 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ como sucedâneo recursal, o que é vedado por esta Corte. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “Pois bem. Destaco a decisão de julgamento de mérito proferida na ADC 16, ora tida por violada, verbis: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei nº 9.032, de 1995”. A decisão reclamada, por sua vez, foi proferida nos seguintes termos, no que importa ao deslinde da questão: “(...) Nos termos do artigo 896, § 1°-A, I, da CLT, incluído pela Lei n° 13.015/2014, é ônus da parte, sob pena de não conhecimento, indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista.(...) (…)Esta Oitava Turma, interpretando o referido dispositivo legal, entende que a parte recorrente satisfaz tal requisito se transcrever a ementa, o inteiro teor ou o trecho pertinente do acórdão regional ou se indicar, com precisão, as folhas do respectivo trecho, o que não foi observado pela segunda reclamada, consoante se verifica das razões de revista de fls. 712/739.(...) Desse modo, percebe-se que efetivamente o recurso de revista não atende ao requisito disposto no art. 896, § 1°- A, I, da CLT, razão pela qual mantenho o despacho agravado e nego 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23954 AGR / RJ provimento ao agravo de instrumento”. Como se vê, no julgamento da ADC 16, esta Corte entendeu pela constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/1993, que impede a transferência automática ao ente público dos débitos trabalhistas, fiscais e comerciais da empresa contratada para prestar serviços terceirizados. O ato reclamado, por sua vez, negou provimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que não preenchia o requisito disposto no art. 896, § 1º-A, I, da CLT, qual seja, o necessário prequestionamento da matéria. Inexiste, pois, identidade material entre o ato reclamado e o teor da decisão proferida na mencionada ADC, o que evidencia, destarte, a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Na realidade, pretende o reclamante reformar o decisum reclamado, trazendo a controvérsia per saltum à apreciação desta Suprema Corte para pronunciar-se a respeito da matéria, utilizando o instituto da reclamação como sucedâneo recursal, práxis vedada pela remansosa jurisprudência da Corte. Neste sentido, cito os seguintes precedentes da Corte: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ provimento ao agravo de instrumento”. Como se vê, no julgamento da ADC 16, esta Corte entendeu pela constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/1993, que impede a transferência automática ao ente público dos débitos trabalhistas, fiscais e comerciais da empresa contratada para prestar serviços terceirizados. O ato reclamado, por sua vez, negou provimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que não preenchia o requisito disposto no art. 896, § 1º-A, I, da CLT, qual seja, o necessário prequestionamento da matéria. Inexiste, pois, identidade material entre o ato reclamado e o teor da decisão proferida na mencionada ADC, o que evidencia, destarte, a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Na realidade, pretende o reclamante reformar o decisum reclamado, trazendo a controvérsia per saltum à apreciação desta Suprema Corte para pronunciar-se a respeito da matéria, utilizando o instituto da reclamação como sucedâneo recursal, práxis vedada pela remansosa jurisprudência da Corte. Neste sentido, cito os seguintes precedentes da Corte: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º.2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23954 AGR / RJ que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).” Assim, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve ofensa ao decidido na ADC 16 porquanto o ato reclamado apenas manteve decisão, que negou seguimento ao recurso de revista, por não haver o necessário prequestionamento da matéria. Nessa esteira, entendeu a decisão reclamada que a aplicação do artigo 896, § 1°-A, I, da CLT, foi correta. Assevera-se, ainda, que esta Corte já firmou o entendimento de que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).” Assim, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve ofensa ao decidido na ADC 16 porquanto o ato reclamado apenas manteve decisão, que negou seguimento ao recurso de revista, por não haver o necessário prequestionamento da matéria. Nessa esteira, entendeu a decisão reclamada que a aplicação do artigo 896, § 1°-A, I, da CLT, foi correta. Assevera-se, ainda, que esta Corte já firmou o entendimento de que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se que a Justiça do Trabalho acabou por generalizar a responsabilidade subsidiária da Administração Pública na tomada de serviços terceirizados, inobservando o disposto no pronunciamento do Tribunal na ação declaratória de constitucionalidade nº 16 quando placitado o artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/1993 no que exclui a citada responsabilidade. Provejo o agravo para que a reclamação tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998947. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se que a Justiça do Trabalho acabou por generalizar a responsabilidade subsidiária da Administração Pública na tomada de serviços terceirizados, inobservando o disposto no pronunciamento do Tribunal na ação declaratória de constitucionalidade nº 16 quando placitado o artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/1993 no que exclui a citada responsabilidade. Provejo o agravo para que a reclamação tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) : DIEGO CUNHA BRUM (0145550/RJ) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) : REGINA LOPES CARLOS TOMPSON (85236/RJ) AGDO.(A/S) : LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079678 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) : DIEGO CUNHA BRUM (0145550/RJ) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) : REGINA LOPES CARLOS TOMPSON (85236/RJ) AGDO.(A/S) : LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079678 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086398
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À AUTORIDADE DA ADC 16. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O PARADIGMA SUSCITADO E O ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A aderência estrita entre objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl. 5.476-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 6/11/2015; Rcl 22.024-AgR, rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 29/10/2015; Rcl 20.818, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14/10/2015; Rcl 19.240-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 14/09/2015. 3. A reclamação não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1º/2/2012; Rcl 4.381-AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno desprovido.
sjur360838
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) Rcl 5684 AgR (TP), ARE 665255 AgR (2ªT), AI 763915 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, IDENTIDADE, TEMA, DECISÃO PARADIGMA, ATO IMPUGNADO) Rcl 5476 AgR (1ªT), Rcl 20818 AgR (1ªT), Rcl 19240 AgR (2ªT), Rcl 22024 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 10036 AgR (TP). (FUNÇÃO, RECLAMAÇÃO) RTJ 134/1033 (RCL 336). - Veja ADC 16 do STF. Número de páginas: 10. Análise: 01/12/2016, AMA.
LUIZ FUX
Primeira Turma
23954
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00071 PAR-00001\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-01021 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n ART-00896 PAR-0001A INC-00001\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 23954 AgR
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AGTE.(S) : NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) : DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) : REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) : LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À AUTORIDADE DA ADC 16. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O PARADIGMA SUSCITADO E O ATO RECLAMADO. IMPOSSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo interno. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013; AI 763.915- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 7/5/2013. 2. A aderência estrita entre objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal dotada de efeito vinculante e eficácia erga omnes apontada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl. 5.476-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 6/11/2015; Rcl 22.024-AgR, rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 29/10/2015; Rcl 20.818, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14/10/2015; Rcl 19.240-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 14/09/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056850. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 23954 AGR / RJ 3. A reclamação não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1.../2/2012; Rcl 4.381- AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056850. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ 3. A reclamação não pode ser utilizada como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, não se caracterizando com sucedâneo recursal. Precedentes: Rcl 10.036-AgR, rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1.../2/2012; Rcl 4.381- AgR, rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe 5/8/2011. 4. Agravo interno desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 4 a 10/11/2016, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 11 de novembro de 2016. LUIZ FUX – RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S.A – NUCLEP – contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DÉBITOS TRABALHISTAS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADC n 16 E SÚMULA VINCULANTE n 10. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE. SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que a decisão agravada está em desacordo com a jurisprudência desta Corte. Afirma que “na própria decisão recorrida consta um acórdão que reflete o entendimento deste Eg. Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a presente Reclamação ofende o julgado na ADC n 16”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S.A – NUCLEP – contra decisão que negou seguimento à reclamação, assim ementada: “RECLAMAÇÃO. DÉBITOS TRABALHISTAS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADC n 16 E SÚMULA VINCULANTE n 10. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE DE TEMAS ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA DESTA CORTE. SUCEDÂNEO DE RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.” Inconformada, a agravante sustenta que a decisão agravada está em desacordo com a jurisprudência desta Corte. Afirma que “na própria decisão recorrida consta um acórdão que reflete o entendimento deste Eg. Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a presente Reclamação ofende o julgado na ADC n 16”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 23954 AGR / RJ Aduz que “referido aresto consta no § 2... da fundamentação da decisão recorrida, não obstante o texto afirmar que aquele julgamento está em sentido contrário a pretensão desta recorrente”. Requer a “suspensão da presente reclamação, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral no Recurso Extraordinário 760931 no que tange a reclamações com assunto ‘responsabilidade subsidiária da administração pública’. Caso não seja este o entendimento, requer a reconsideração da d. Decisão, por parte do Ministro Relator (na forma regimental – RISTF, artigo 317, § 2...), e, em face dos fundamentos invocados neste agravo regimental, acolhendo as solicitações contidas na Reclamação 17.817. Acaso assim não suceda, requer seja colocado em mesa o presente agravo regimental, na esteira da fundamentação supra, a fim de que o seja acolhida in totum a Reclamação n 23.954”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ Aduz que “referido aresto consta no § 2... da fundamentação da decisão recorrida, não obstante o texto afirmar que aquele julgamento está em sentido contrário a pretensão desta recorrente”. Requer a “suspensão da presente reclamação, tendo em vista o reconhecimento da repercussão geral no Recurso Extraordinário 760931 no que tange a reclamações com assunto ‘responsabilidade subsidiária da administração pública’. Caso não seja este o entendimento, requer a reconsideração da d. Decisão, por parte do Ministro Relator (na forma regimental – RISTF, artigo 317, § 2...), e, em face dos fundamentos invocados neste agravo regimental, acolhendo as solicitações contidas na Reclamação 17.817. Acaso assim não suceda, requer seja colocado em mesa o presente agravo regimental, na esteira da fundamentação supra, a fim de que o seja acolhida in totum a Reclamação n 23.954”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1... Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, a impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, a agravante afirma que a decisão agravada deixou de se atentar à ofensa ao decidido na ADC 16 desta Corte, visto que a decisão reclamada a responsabilizou indevidamente. Verifico, no entanto, que a decisão agravada tratou exaustivamente da questão da ofensa da autoridade da ADC 16 pelo ato reclamado. Foi reconhecida a ausência de requisito indispensável – aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma suscitado – para a admissibilidade da reclamação. Destarte, reconheceu-se que a reclamação foi utilizada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO VO T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cabível e tempestivo, conheço do recurso, presentes os demais pressupostos de admissibilidade. De saída, cumpre ressaltar que o recurso de agravo interno, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil, deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, verbis: “Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1... Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Nada obstante, o impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação.” Nada obstante, a impetrante se limitou a reiterar os argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, que negou seguimento à reclamação. In casu, a agravante afirma que a decisão agravada deixou de se atentar à ofensa ao decidido na ADC 16 desta Corte, visto que a decisão reclamada a responsabilizou indevidamente. Verifico, no entanto, que a decisão agravada tratou exaustivamente da questão da ofensa da autoridade da ADC 16 pelo ato reclamado. Foi reconhecida a ausência de requisito indispensável – aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma suscitado – para a admissibilidade da reclamação. Destarte, reconheceu-se que a reclamação foi utilizada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23954 AGR / RJ como sucedâneo recursal, o que é vedado por esta Corte. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “Pois bem. Destaco a decisão de julgamento de mérito proferida na ADC 16, ora tida por violada, verbis: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei n 9.032, de 1995”. A decisão reclamada, por sua vez, foi proferida nos seguintes termos, no que importa ao deslinde da questão: “(...) Nos termos do artigo 896, § 1...-A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, incluído pela Lei n 13.015/2014, é ônus da parte, sob pena de não conhecimento, indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista.(...) (…)Esta Oitava Turma, interpretando o referido dispositivo legal, entende que a parte recorrente satisfaz tal requisito se transcrever a ementa, o inteiro teor ou o trecho pertinente do acórdão regional ou se indicar, com precisão, as folhas do respectivo trecho, o que não foi observado pela segunda reclamada, consoante se verifica das razões de revista de fls. 712/739.(...) Desse modo, percebe-se que efetivamente o recurso de revista não atende ao requisito disposto no art. 896, § 1...- A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, razão pela qual mantenho o despacho agravado e nego 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ como sucedâneo recursal, o que é vedado por esta Corte. Nessa linha, extraio trecho da decisão agravada: “Pois bem. Destaco a decisão de julgamento de mérito proferida na ADC 16, ora tida por violada, verbis: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela lei n 9.032, de 1995”. A decisão reclamada, por sua vez, foi proferida nos seguintes termos, no que importa ao deslinde da questão: “(...) Nos termos do artigo 896, § 1...-A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, incluído pela Lei n 13.015/2014, é ônus da parte, sob pena de não conhecimento, indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia objeto do recurso de revista.(...) (…)Esta Oitava Turma, interpretando o referido dispositivo legal, entende que a parte recorrente satisfaz tal requisito se transcrever a ementa, o inteiro teor ou o trecho pertinente do acórdão regional ou se indicar, com precisão, as folhas do respectivo trecho, o que não foi observado pela segunda reclamada, consoante se verifica das razões de revista de fls. 712/739.(...) Desse modo, percebe-se que efetivamente o recurso de revista não atende ao requisito disposto no art. 896, § 1...- A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, razão pela qual mantenho o despacho agravado e nego 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23954 AGR / RJ provimento ao agravo de instrumento”. Como se vê, no julgamento da ADC 16, esta Corte entendeu pela constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/1993, que impede a transferência automática ao ente público dos débitos trabalhistas, fiscais e comerciais da empresa contratada para prestar serviços terceirizados. O ato reclamado, por sua vez, negou provimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que não preenchia o requisito disposto no art. 896, § 1...-A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, qual seja, o necessário prequestionamento da matéria. Inexiste, pois, identidade material entre o ato reclamado e o teor da decisão proferida na mencionada ADC, o que evidencia, destarte, a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Na realidade, pretende o reclamante reformar o decisum reclamado, trazendo a controvérsia per saltum à apreciação desta Suprema Corte para pronunciar-se a respeito da matéria, utilizando o instituto da reclamação como sucedâneo recursal, práxis vedada pela remansosa jurisprudência da Corte. Neste sentido, cito os seguintes precedentes da Corte: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ provimento ao agravo de instrumento”. Como se vê, no julgamento da ADC 16, esta Corte entendeu pela constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/1993, que impede a transferência automática ao ente público dos débitos trabalhistas, fiscais e comerciais da empresa contratada para prestar serviços terceirizados. O ato reclamado, por sua vez, negou provimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que não preenchia o requisito disposto no art. 896, § 1...-A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, qual seja, o necessário prequestionamento da matéria. Inexiste, pois, identidade material entre o ato reclamado e o teor da decisão proferida na mencionada ADC, o que evidencia, destarte, a ausência de atendimento dos requisitos constitucionais para a utilização da via reclamatória. Na realidade, pretende o reclamante reformar o decisum reclamado, trazendo a controvérsia per saltum à apreciação desta Suprema Corte para pronunciar-se a respeito da matéria, utilizando o instituto da reclamação como sucedâneo recursal, práxis vedada pela remansosa jurisprudência da Corte. Neste sentido, cito os seguintes precedentes da Corte: “Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 1....2.2012). “O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 23954 AGR / RJ que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).” Assim, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve ofensa ao decidido na ADC 16 porquanto o ato reclamado apenas manteve decisão, que negou seguimento ao recurso de revista, por não haver o necessário prequestionamento da matéria. Nessa esteira, entendeu a decisão reclamada que a aplicação do artigo 896, § 1...-A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, foi correta. Assevera-se, ainda, que esta Corte já firmou o entendimento de que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Supremo Tribunal Federal RCL 23954 AGR / RJ que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).” Assim, constata-se que a decisão agravada foi clara no sentido de que não houve ofensa ao decidido na ADC 16 porquanto o ato reclamado apenas manteve decisão, que negou seguimento ao recurso de revista, por não haver o necessário prequestionamento da matéria. Nessa esteira, entendeu a decisão reclamada que a aplicação do artigo 896, § 1...-A, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, foi correta. Assevera-se, ainda, que esta Corte já firmou o entendimento de que a reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, l, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual (Rcl 4.381-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 5/8/2011). Ressalte-se que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12056852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se que a Justiça do Trabalho acabou por generalizar a responsabilidade subsidiária da Administração Pública na tomada de serviços terceirizados, inobservando o disposto no pronunciamento do Tribunal na ação declaratória de constitucionalidade n 16 quando placitado o artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/1993 no que exclui a citada responsabilidade. Provejo o agravo para que a reclamação tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998947. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) :DIEGO CUNHA BRUM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) :REGINA LOPES CARLOS TOMPSON AGDO.(A/S) :LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se que a Justiça do Trabalho acabou por generalizar a responsabilidade subsidiária da Administração Pública na tomada de serviços terceirizados, inobservando o disposto no pronunciamento do Tribunal na ação declaratória de constitucionalidade n 16 quando placitado o artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/1993 no que exclui a citada responsabilidade. Provejo o agravo para que a reclamação tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998947. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) : DIEGO CUNHA BRUM (0145550/RJ) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) : REGINA LOPES CARLOS TOMPSON (85236/RJ) AGDO.(A/S) : LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079678 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 23.954 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S/A - NUCLEP ADV.(A/S) : DIEGO CUNHA BRUM (0145550/RJ) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : VITOR DE SOUZA OLIVEIRA ADV.(A/S) : REGINA LOPES CARLOS TOMPSON (85236/RJ) AGDO.(A/S) : LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079678 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 23 . 954", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl n 5 . 684 / PE - AgR", ".", "255", "-", "AgR", "/", "PR", "AI 763 . 915 - AgR / RJ", "Rcl . 5 . 476 - AgR", "Rcl 22 . 024 - AgR", "Rcl 20 . 818", "Rcl 19 . 240 - AgR", "RCL 23954 AGR / RJ", "Rcl 10 . 036 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RCL 23954 AGR / RJ", "Rcl 10 . 036 - AgR", "Rcl 4 . 381 - AgR", "ADC n 16", "SÚMULA VINCULANTE n 10", "ADC n 16 ” .", "RECLAMAÇÃO 23 . 954", "ADC n 16", "SÚMULA VINCULANTE n 10", "ADC n 16", "RCL 23954 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 760931", "Reclamação 17 . 817", "Reclamação n 23 . 954 ”", "RCL 23954", "Recurso Extraordinário 760931", "Reclamação 17 . 817", "Reclamação n 23 . 954 ”", "ADC 16", "ADC", "ADC 16", "ADC 16", "RCL 23954 AGR / RJ", "ADC 16", "RCL 23954 AGR / RJ", "ADC 16", "RCL 23954 AGR", "ADC 16", "Rcl 10 .", "RCL 23954 AGR / RJ", "ADC 16", "Rcl 10 . 036 - AgR", "RCL 23954", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RTJ", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RCL 23954 AGR / RJ", "RTJ", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 4 . 381 - AgR", "RECLAMAÇÃO 23 . 954", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RISTF , artigo 317 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , § 1 . . . , da lei federal n 8 . 666 / 93", "art . 71 , § 1 . . . , da lei federal n 8 . 666", "lei n 9 . 032", "artigo 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei n 13 . 015 / 2014", "art . 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , § 1 . . . , da lei federal n 8 . 666 / 93", "art . 71 , § 1 . . . , da lei federal n 8 . 666", "lei n 9 . 032", "artigo 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei n 13 . 015 / 2014", "art . 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 1993", "art . 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 1993", "art . 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "artigo 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "artigo 896 , § 1 . . . - A , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 102 , I , l , da Carta Política", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S / A", "NUCLEP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S / A", "NUCLEP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA", "NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S . A", "NUCLEP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S / A", "NUCLEP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA", "NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S . 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EQUIPAMENTOS PESADOS S / A", "NUCLEP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NUCLEBRÁS EQUIPAMENTOS PESADOS S / A", "NUCLEP", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "LOCANTY COM SERVIÇOS LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "DIEGO CUNHA BRUM", "VITOR DE SOUZA OLIVEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "DIEGO CUNHA BRUM", "VITOR DE SOUZA OLIVEIRA", "REGINA LOPES CARLOS TOMPSON", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "DIEGO CUNHA BRUM", "VITOR DE SOUZA OLIVEIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", 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Ementa e Acórdão 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO SUBSCRITOR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, e por unanimidade, a ele negar provimento, tudo nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936569. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 10.9.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário interposto por Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal por ausência de procuração do advogado subscritor do recurso extraordinário. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.9.2014, Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal opõe, em 15.9.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a decisão embargada negou seguimento ao recurso extremo do Sindicato sem declinar de forma clara qual o óbice intransponível ao processamento do recurso, evidenciando hipótese de omissão, prevista no artigo 535, II, do CPC, inviabilizando, assim, a interposição do agravo regimental”. Requer o acolhimento dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 10.9.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário interposto por Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal por ausência de procuração do advogado subscritor do recurso extraordinário. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.9.2014, Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal opõe, em 15.9.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a decisão embargada negou seguimento ao recurso extremo do Sindicato sem declinar de forma clara qual o óbice intransponível ao processamento do recurso, evidenciando hipótese de omissão, prevista no artigo 535, II, do CPC, inviabilizando, assim, a interposição do agravo regimental”. Requer o acolhimento dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 830494 ED / DF 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Supremo Tribunal Federal RE 830494 ED / DF 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O advogado subscritor do recurso extraordinário não tem poderes de representação, pois não juntou procuração outorgada pelo Agravante. Este Supremo Tribunal assentou ser inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração no processo. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ASSINADA POR ADVOGADO SEM PROCURAÇÃO NOS AUTOS. RECURSO INEXISTENTE. DESCABIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de considerar inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos, não sendo aplicável a regra do art. 13 do CPC em sede extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 787.531-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO AO SUBSCRITOR DA PETIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO AGRAVO. RECURSOS INEXISTENTES. I – É pacífico nesta Corte o entendimento de que é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e RE n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O advogado subscritor do recurso extraordinário não tem poderes de representação, pois não juntou procuração outorgada pelo Agravante. Este Supremo Tribunal assentou ser inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração no processo. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ASSINADA POR ADVOGADO SEM PROCURAÇÃO NOS AUTOS. RECURSO INEXISTENTE. DESCABIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de considerar inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos, não sendo aplicável a regra do art. 13 do CPC em sede extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 787.531-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO AO SUBSCRITOR DA PETIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO AGRAVO. RECURSOS INEXISTENTES. I – É pacífico nesta Corte o entendimento de que é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE RE 830494 ED / DF inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 654.690-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 30.9.2014). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Supremo Tribunal Federal RE 830494 ED / DF inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 654.690-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 30.9.2014). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11907391. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11907391. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) : RENATO BORGES BARROS (19275/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (DF011555/) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956795 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) : RENATO BORGES BARROS (19275/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (DF011555/) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11974288
2016-10-21T00:00:00
2016-11-07T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO SUBSCRITOR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur359338
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) RE 195578 ED (2ªT), Pet 1245 ED-AgR (2ªT). (PROCURAÇÃO) ARE 654690 AgR (TP), ARE 787531 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/12/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
830494
null
RE-ED
acordaos
RE 830494 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) : RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REGÊNCIA: CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO SUBSCRITOR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, e por unanimidade, a ele negar provimento, tudo nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de outubro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936569. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 10.9.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário interposto por Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal por ausência de procuração do advogado subscritor do recurso extraordinário. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.9.2014, Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal opõe, em 15.9.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a decisão embargada negou seguimento ao recurso extremo do Sindicato sem declinar de forma clara qual o óbice intransponível ao processamento do recurso, evidenciando hipótese de omissão, prevista no artigo 535, II, do Código de Processo Civil, inviabilizando, assim, a interposição do agravo regimental”. Requer o acolhimento dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 10.9.2014, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao recurso extraordinário interposto por Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal por ausência de procuração do advogado subscritor do recurso extraordinário. 2. Publicada essa decisão no DJe de 10.9.2014, Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal opõe, em 15.9.2014, tempestivamente, embargos de declaração. 3. O Embargante sustenta que “a decisão embargada negou seguimento ao recurso extremo do Sindicato sem declinar de forma clara qual o óbice intransponível ao processamento do recurso, evidenciando hipótese de omissão, prevista no artigo 535, II, do Código de Processo Civil, inviabilizando, assim, a interposição do agravo regimental”. Requer o acolhimento dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 830494 ED / DF 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 830494 ED / DF 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936570. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O advogado subscritor do recurso extraordinário não tem poderes de representação, pois não juntou procuração outorgada pelo Agravante. Este Supremo Tribunal assentou ser inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração no processo. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ASSINADA POR ADVOGADO SEM PROCURAÇÃO NOS AUTOS. RECURSO INEXISTENTE. DESCABIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de considerar inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos, não sendo aplicável a regra do art. 13 do Código de Processo Civil em sede extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 787.531-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO AO SUBSCRITOR DA PETIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO AGRAVO. RECURSOS INEXISTENTES. I – É pacífico nesta Corte o entendimento de que é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Supremo Tribunal Federal 21/10/2016 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet n. 1.245-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 22.5.1998, e Recurso Extraordinário n. 195.578-ED, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 3. O advogado subscritor do recurso extraordinário não tem poderes de representação, pois não juntou procuração outorgada pelo Agravante. Este Supremo Tribunal assentou ser inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração no processo. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PETIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ASSINADA POR ADVOGADO SEM PROCURAÇÃO NOS AUTOS. RECURSO INEXISTENTE. DESCABIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de considerar inexistente o recurso interposto por advogado sem procuração nos autos, não sendo aplicável a regra do art. 13 do Código de Processo Civil em sede extraordinária. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 787.531-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.9.2016). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO AO SUBSCRITOR DA PETIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO AGRAVO. RECURSOS INEXISTENTES. I – É pacífico nesta Corte o entendimento de que é Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE Recurso Extraordinário 830494 ED / DF inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 654.690-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 30.9.2014). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 830494 ED / DF inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 654.690-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 30.9.2014). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11936571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11907391. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) :RENATO BORGES BARROS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Todo e qualquer pronunciamento judicial, com carga decisória, seja individual ou de Colegiado, desafia os embargos de declaração. Divirjo apenas quanto à conversão. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11907391. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 21/10/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) : RENATO BORGES BARROS (19275/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (DF011555/) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956795 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830.494 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL - SINPOL/DF ADV.(A/S) : RENATO BORGES BARROS (19275/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR (DF011555/) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, tudo nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, sessão virtual de 14 a 20.10.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11956795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830 . 494", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830 . 494", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830 . 494", "Recurso Extraordinário 830494 ED /", "Recurso Extraordinário 830494 ED / DF", "Pet n . 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n . 195 . 578 - ED", "ARE n . 787 . 531 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830 . 494", "Pet n . 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n . 195 . 578 - ED", "ARE n . 787 . 531 - AgR", "Recurso Extraordinário 830494 ED / DF", "ARE n . 654 . 690 - AgR", "Recurso Extraordinário 830494 ED / DF", "ARE n . 654 . 690 -", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830 . 494", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830 . 494", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 830 . 494" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 , II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 , II , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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"Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL", "SINPOL", "/", "DF", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL", "SINPOL", "/", "DF", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL", "SINPOL", "/", "DF", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO DISTRITO FEDERAL", "SINPOL", "/", "DF", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RENATO BORGES BARROS", "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "RENATO BORGES BARROS", "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "RENATO BORGES BARROS", "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RENATO BORGES BARROS", "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "RENATO BORGES BARROS", "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "RENATO BORGES BARROS", "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "RENATO BORGES BARROS", "IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "21", "/", "10", "/", "2016", "21 de outubro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "10", ".", "9", ".", "2014", "10", ".", "9", ".", "2014", "15", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "10", ".", "9", ".", "2014", "10", ".", "9", ".", "2014", "15", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "16", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "16", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "2016", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "20", ".", "10", ".", "2016", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) :GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). LEI Nº 11.314/2006. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039908. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 963869 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039908. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) :GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Assecas). A matéria debatida, em síntese, diz com a controvérsia acerca do direito à percepção da vantagem denominada “Complementação Salarial” como VPNI a partir da edição da Lei nº 11.314/2006. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 5º, caput, XXXVI, da Lei Maior. Intimado o agravado, apresentou contraminuta. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS. VANTAGEM DENOMINADA ‘COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL’. LEI Nº 11.314/06 (ART. 9º, § 2º). OPÇÃO. EFEITOS. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA, AOS PRINCÍPIOS DA IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS E DA ISONOMIA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Com a edição da Lei nº 11.314/2006 (art. 9º) foi restabelecido o pagamento da vantagem denominada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) :GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Assecas). A matéria debatida, em síntese, diz com a controvérsia acerca do direito à percepção da vantagem denominada “Complementação Salarial” como VPNI a partir da edição da Lei nº 11.314/2006. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 5º, caput, XXXVI, da Lei Maior. Intimado o agravado, apresentou contraminuta. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS. VANTAGEM DENOMINADA ‘COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL’. LEI Nº 11.314/06 (ART. 9º, § 2º). OPÇÃO. EFEITOS. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA, AOS PRINCÍPIOS DA IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS E DA ISONOMIA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Com a edição da Lei nº 11.314/2006 (art. 9º) foi restabelecido o pagamento da vantagem denominada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 963869 AGR / CE ‘complementação salarial’ como ‘VPNI’, vedando-se a implementação dessa vantagem de forma concomitante com outra parcela de idêntica origem ou natureza, facultando-se ao servidor a opção de forma irretratável, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da vigência da lei. 2. Servidores substituídos que percebiam a ‘complementação salarial’ em decorrência de decisão judicial transitada em julgado, sob a rubrica ‘decisão judicial’. Situação que se enquadrava no disposto no art. 9º, § 2º, da Lei nº 11.314/06, tendo eles optado por continuarem a perceber a referida vantagem da mesma forma em que lhes vinha sendo paga. 3. O servidor sempre faz a opção que lhe para ser a mais vantajosa; e deve arcar com as consequências decorrentes da sua escolha. Assim, aqueles que optaram por continuar a perceber a vantagem sob a rubrica de ‘decisão judicial’, não mais poderiam reivindicar a forma de cálculo disposta na Lei nº 11.314/2006, posto que, por opção, não estariam submetidos ao seu regramento. 4. Inexiste irregularidade ou ilegalidade no ato administrativo que, por ocasião da implantação dos novos padrões remuneratórios decorrentes da Lei nº 11.784/2008, determinou, para aqueles que não fizeram a opção da Lei 11.314/06, que a vantagem paga sob a rubrica ‘decisão judicial’ fosse transformada em ‘valor nominal fixo’, até porque em conformidade com decisão do TCU -Acórdão 2.161/2005. 5. Inocorrência de afronta à coisa julgada, pois, consoante entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça –STJ-, ‘a coisa julgada que assegura vantagens funcionais se perfectibiliza à vista da lei vigente à data da sentença. Alterada a lei, e fixados novos vencimentos, o funcionário só tem direito a sua irredutibilidade’ (MS 13721 – Rel. Min. Nancy Andrighi – DJ 23/10/2008), e, nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores; pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução, não houve. 6. Ausência de violação ao princípio da isonomia, posto que não se cuida de servidores em igualdade de situação, uma vez que os não- optantes não estão submetidos às regras da Lei nº 11.314/2006, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE ‘complementação salarial’ como ‘VPNI’, vedando-se a implementação dessa vantagem de forma concomitante com outra parcela de idêntica origem ou natureza, facultando-se ao servidor a opção de forma irretratável, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da vigência da lei. 2. Servidores substituídos que percebiam a ‘complementação salarial’ em decorrência de decisão judicial transitada em julgado, sob a rubrica ‘decisão judicial’. Situação que se enquadrava no disposto no art. 9º, § 2º, da Lei nº 11.314/06, tendo eles optado por continuarem a perceber a referida vantagem da mesma forma em que lhes vinha sendo paga. 3. O servidor sempre faz a opção que lhe para ser a mais vantajosa; e deve arcar com as consequências decorrentes da sua escolha. Assim, aqueles que optaram por continuar a perceber a vantagem sob a rubrica de ‘decisão judicial’, não mais poderiam reivindicar a forma de cálculo disposta na Lei nº 11.314/2006, posto que, por opção, não estariam submetidos ao seu regramento. 4. Inexiste irregularidade ou ilegalidade no ato administrativo que, por ocasião da implantação dos novos padrões remuneratórios decorrentes da Lei nº 11.784/2008, determinou, para aqueles que não fizeram a opção da Lei 11.314/06, que a vantagem paga sob a rubrica ‘decisão judicial’ fosse transformada em ‘valor nominal fixo’, até porque em conformidade com decisão do TCU -Acórdão 2.161/2005. 5. Inocorrência de afronta à coisa julgada, pois, consoante entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça –STJ-, ‘a coisa julgada que assegura vantagens funcionais se perfectibiliza à vista da lei vigente à data da sentença. Alterada a lei, e fixados novos vencimentos, o funcionário só tem direito a sua irredutibilidade’ (MS 13721 – Rel. Min. Nancy Andrighi – DJ 23/10/2008), e, nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores; pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução, não houve. 6. Ausência de violação ao princípio da isonomia, posto que não se cuida de servidores em igualdade de situação, uma vez que os não- optantes não estão submetidos às regras da Lei nº 11.314/2006, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 963869 AGR / CE exemplo daqueles que fizeram tal escolha. Sentença reformada. Segurança denegada. Apelação e Remessa Necessária providas.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE exemplo daqueles que fizeram tal escolha. Sentença reformada. Segurança denegada. Apelação e Remessa Necessária providas.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Assecas). Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, caput, XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da inexistência de direito adquirido à forma de cálculo da remuneração do servidor público, desde que a modificação legislativa superveniente preserve o montante global da remuneração. Por conseguinte, não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedente na matéria: ‘DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Assecas). Aparelhado o recurso na violação do art. 5º, caput, XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da inexistência de direito adquirido à forma de cálculo da remuneração do servidor público, desde que a modificação legislativa superveniente preserve o montante global da remuneração. Por conseguinte, não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedente na matéria: ‘DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 963869 AGR / CE REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (RE 563965, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 11/02/2009, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJE de-053 DIVULG 19-03-2009 PUBLIC 20-03-2009 EMENT VOL-02353-06 PP- 01099 RTJ VOL-00208-03 PP-01254) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. DIFERENÇA TRANSFORMADA EM VPNI E DIREITO A ANUÊNIO. COMPENSAÇÃO DE VERBAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO DESDE QUE PRESERVADO O VALOR NOMINAL. OCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO RE N. 563.965. AGRAVO REGIMENTAL QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Esta Corte, em reiteradas decisões, pacificou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (RE 563965, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 11/02/2009, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJE de-053 DIVULG 19-03-2009 PUBLIC 20-03-2009 EMENT VOL-02353-06 PP- 01099 RTJ VOL-00208-03 PP-01254) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. DIFERENÇA TRANSFORMADA EM VPNI E DIREITO A ANUÊNIO. COMPENSAÇÃO DE VERBAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO DESDE QUE PRESERVADO O VALOR NOMINAL. OCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO RE N. 563.965. AGRAVO REGIMENTAL QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Esta Corte, em reiteradas decisões, pacificou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 963869 AGR / CE superveniente preserve o montante global da remuneração e, em consequência, não provoque decesso de caráter pecuniário. (Precedentes: RE n. 597.838-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJE de de 24.2.11; RE n. 601.985-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de de 1.10.10; RE n. 375.936-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 25.8.06; RE n. 550.650-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJE de de 27.6.08, entre outros). 2. Reconhecida a repercussão geral do tema no julgamento do RE n. 563.965-RG/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmando a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à forma de cálculo de remuneração, enfatizando, ainda, a legitimidade de lei superveniente que, sem causar decesso remuneratório, desvincule o cálculo da vantagem incorporada dos vencimentos do cargo em comissão ou função de confiança outrora ocupado pelo servidor, passando a quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. 3. In casu, o Tribunal a quo assentou expressamente que houve a redução vencimental. Resta ofendido o princípio da irredutibilidade de vencimentos, que é condição imposta para aplicação da regra da inexistência do direito adquirido a regime jurídico. 4. Agravo regimental desprovido, mantendo-se a decisão monocrática que negara seguimento ao recurso extraordinário.’ (RE 656.982 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 13-03-2012) Por seu turno, registrado pela Corte de origem que, “[...] nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução não houve [...]”, aferir a ocorrência de eventual decesso remuneratório exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE superveniente preserve o montante global da remuneração e, em consequência, não provoque decesso de caráter pecuniário. (Precedentes: RE n. 597.838-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJE de de 24.2.11; RE n. 601.985-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de de 1.10.10; RE n. 375.936-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 25.8.06; RE n. 550.650-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJE de de 27.6.08, entre outros). 2. Reconhecida a repercussão geral do tema no julgamento do RE n. 563.965-RG/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmando a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à forma de cálculo de remuneração, enfatizando, ainda, a legitimidade de lei superveniente que, sem causar decesso remuneratório, desvincule o cálculo da vantagem incorporada dos vencimentos do cargo em comissão ou função de confiança outrora ocupado pelo servidor, passando a quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. 3. In casu, o Tribunal a quo assentou expressamente que houve a redução vencimental. Resta ofendido o princípio da irredutibilidade de vencimentos, que é condição imposta para aplicação da regra da inexistência do direito adquirido a regime jurídico. 4. Agravo regimental desprovido, mantendo-se a decisão monocrática que negara seguimento ao recurso extraordinário.’ (RE 656.982 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 13-03-2012) Por seu turno, registrado pela Corte de origem que, “[...] nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução não houve [...]”, aferir a ocorrência de eventual decesso remuneratório exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 963869 AGR / CE extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Anoto precedente: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJE de de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.’ (ARE 849397 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 12/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-036 DIVULG 24-02-2015 PUBLIC 25-02-2015) Verifico ainda que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Anoto precedente: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJE de de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.’ (ARE 849397 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 12/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-036 DIVULG 24-02-2015 PUBLIC 25-02-2015) Verifico ainda que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 963869 AGR / CE Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos limites da coisa julgada quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos limites da coisa julgada quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 963869 AGR / CE ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal RE 963869 AGR / CE ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1º.8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) : GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO (4019/CE, 4019-A/PB) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079727 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) : GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO (4019/CE, 4019-A/PB) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12085770
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). LEI Nº 11.314/2006. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur360818
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), RE 748371 RG. Número de páginas: 12. Análise: 13/12/2016, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
963869
[ "LEG-FED LEI-011314 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 963869 AgR
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AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) : GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) :GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VANTAGEM PESSOAL NOMINALMENTE IDENTIFICADA (VPNI). LEI n 11.314/2006. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039908. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039908. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade, em sessão virtual da Primeira Turma realizada entre 04 a 10 de novembro de 2016, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) :GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Assecas). A matéria debatida, em síntese, diz com a controvérsia acerca do direito à percepção da vantagem denominada “Complementação Salarial” como VPNI a partir da edição da Lei n 11.314/2006. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 5..., caput, XXXVI, da Lei Maior. Intimado o agravado, apresentou contraminuta. O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS. VANTAGEM DENOMINADA ‘COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL’. LEI n 11.314/06 (ART. 9..., § 2...). OPÇÃO. EFEITOS. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA, AOS PRINCÍPIOS DA IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS E DA ISONOMIA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Com a edição da Lei n 11.314/2006 (art. 9...) foi restabelecido o pagamento da vantagem denominada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) :GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Assecas). A matéria debatida, em síntese, diz com a controvérsia acerca do direito à percepção da vantagem denominada “Complementação Salarial” como VPNI a partir da edição da Lei n 11.314/2006. A agravante ataca a decisão impugnada ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reitera a afronta ao art. 5..., caput, XXXVI, da Lei Maior. Intimado o agravado, apresentou contraminuta. O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS. VANTAGEM DENOMINADA ‘COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL’. LEI n 11.314/06 (ART. 9..., § 2...). OPÇÃO. EFEITOS. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA, AOS PRINCÍPIOS DA IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS E DA ISONOMIA. SEGURANÇA DENEGADA. 1. Com a edição da Lei n 11.314/2006 (art. 9...) foi restabelecido o pagamento da vantagem denominada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE ‘complementação salarial’ como ‘VPNI’, vedando-se a implementação dessa vantagem de forma concomitante com outra parcela de idêntica origem ou natureza, facultando-se ao servidor a opção de forma irretratável, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da vigência da lei. 2. Servidores substituídos que percebiam a ‘complementação salarial’ em decorrência de decisão judicial transitada em julgado, sob a rubrica ‘decisão judicial’. Situação que se enquadrava no disposto no art. 9..., § 2..., da Lei n 11.314/06, tendo eles optado por continuarem a perceber a referida vantagem da mesma forma em que lhes vinha sendo paga. 3. O servidor sempre faz a opção que lhe para ser a mais vantajosa; e deve arcar com as consequências decorrentes da sua escolha. Assim, aqueles que optaram por continuar a perceber a vantagem sob a rubrica de ‘decisão judicial’, não mais poderiam reivindicar a forma de cálculo disposta na Lei n 11.314/2006, posto que, por opção, não estariam submetidos ao seu regramento. 4. Inexiste irregularidade ou ilegalidade no ato administrativo que, por ocasião da implantação dos novos padrões remuneratórios decorrentes da Lei n 11.784/2008, determinou, para aqueles que não fizeram a opção da Lei 11.314/06, que a vantagem paga sob a rubrica ‘decisão judicial’ fosse transformada em ‘valor nominal fixo’, até porque em conformidade com decisão do TCU -Acórdão 2.161/2005. 5. Inocorrência de afronta à coisa julgada, pois, consoante entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça –Superior Tribunal de Justiça-, ‘a coisa julgada que assegura vantagens funcionais se perfectibiliza à vista da lei vigente à data da sentença. Alterada a lei, e fixados novos vencimentos, o funcionário só tem direito a sua irredutibilidade’ (MS 13721 – Rel. Min. Nancy Andrighi – DJ 23/10/2008), e, nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores; pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução, não houve. 6. Ausência de violação ao princípio da isonomia, posto que não se cuida de servidores em igualdade de situação, uma vez que os não- optantes não estão submetidos às regras da Lei n 11.314/2006, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE ‘complementação salarial’ como ‘VPNI’, vedando-se a implementação dessa vantagem de forma concomitante com outra parcela de idêntica origem ou natureza, facultando-se ao servidor a opção de forma irretratável, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da vigência da lei. 2. Servidores substituídos que percebiam a ‘complementação salarial’ em decorrência de decisão judicial transitada em julgado, sob a rubrica ‘decisão judicial’. Situação que se enquadrava no disposto no art. 9..., § 2..., da Lei n 11.314/06, tendo eles optado por continuarem a perceber a referida vantagem da mesma forma em que lhes vinha sendo paga. 3. O servidor sempre faz a opção que lhe para ser a mais vantajosa; e deve arcar com as consequências decorrentes da sua escolha. Assim, aqueles que optaram por continuar a perceber a vantagem sob a rubrica de ‘decisão judicial’, não mais poderiam reivindicar a forma de cálculo disposta na Lei n 11.314/2006, posto que, por opção, não estariam submetidos ao seu regramento. 4. Inexiste irregularidade ou ilegalidade no ato administrativo que, por ocasião da implantação dos novos padrões remuneratórios decorrentes da Lei n 11.784/2008, determinou, para aqueles que não fizeram a opção da Lei 11.314/06, que a vantagem paga sob a rubrica ‘decisão judicial’ fosse transformada em ‘valor nominal fixo’, até porque em conformidade com decisão do TCU -Acórdão 2.161/2005. 5. Inocorrência de afronta à coisa julgada, pois, consoante entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça –Superior Tribunal de Justiça-, ‘a coisa julgada que assegura vantagens funcionais se perfectibiliza à vista da lei vigente à data da sentença. Alterada a lei, e fixados novos vencimentos, o funcionário só tem direito a sua irredutibilidade’ (MS 13721 – Rel. Min. Nancy Andrighi – DJ 23/10/2008), e, nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores; pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução, não houve. 6. Ausência de violação ao princípio da isonomia, posto que não se cuida de servidores em igualdade de situação, uma vez que os não- optantes não estão submetidos às regras da Lei n 11.314/2006, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE exemplo daqueles que fizeram tal escolha. Sentença reformada. Segurança denegada. Apelação e Remessa Necessária providas.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE exemplo daqueles que fizeram tal escolha. Sentença reformada. Segurança denegada. Apelação e Remessa Necessária providas.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Assecas). Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., caput, XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da inexistência de direito adquirido à forma de cálculo da remuneração do servidor público, desde que a modificação legislativa superveniente preserve o montante global da remuneração. Por conseguinte, não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedente na matéria: ‘DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem, maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, a Associação dos Servidores do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Assecas). Aparelhado o recurso na violação do art. 5..., caput, XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido da inexistência de direito adquirido à forma de cálculo da remuneração do servidor público, desde que a modificação legislativa superveniente preserve o montante global da remuneração. Por conseguinte, não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Colho precedente na matéria: ‘DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 563965, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 11/02/2009, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJE de-053 DIVULG 19-03-2009 PUBLIC 20-03-2009 EMENT VOL-02353-06 PP- 01099 RTJ VOL-00208-03 PP-01254) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. DIFERENÇA TRANSFORMADA EM VPNI E DIREITO A ANUÊNIO. COMPENSAÇÃO DE VERBAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO DESDE QUE PRESERVADO O VALOR NOMINAL. OCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Recurso Extraordinário N. 563.965. AGRAVO REGIMENTAL QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Esta Corte, em reiteradas decisões, pacificou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 563965, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 11/02/2009, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJE de-053 DIVULG 19-03-2009 PUBLIC 20-03-2009 EMENT VOL-02353-06 PP- 01099 RTJ VOL-00208-03 PP-01254) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REENQUADRAMENTO. DIFERENÇA TRANSFORMADA EM VPNI E DIREITO A ANUÊNIO. COMPENSAÇÃO DE VERBAS. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO DESDE QUE PRESERVADO O VALOR NOMINAL. OCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Recurso Extraordinário N. 563.965. AGRAVO REGIMENTAL QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Esta Corte, em reiteradas decisões, pacificou o entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual modificação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE superveniente preserve o montante global da remuneração e, em consequência, não provoque decesso de caráter pecuniário. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 597.838-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJE de de 24.2.11; Recurso Extraordinário n. 601.985-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de de 1.10.10; Recurso Extraordinário n. 375.936-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 25.8.06; Recurso Extraordinário n. 550.650-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJE de de 27.6.08, entre outros). 2. Reconhecida a repercussão geral do tema no julgamento do Recurso Extraordinário n. 563.965-RG/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmando a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à forma de cálculo de remuneração, enfatizando, ainda, a legitimidade de lei superveniente que, sem causar decesso remuneratório, desvincule o cálculo da vantagem incorporada dos vencimentos do cargo em comissão ou função de confiança outrora ocupado pelo servidor, passando a quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. 3. In casu, o Tribunal a quo assentou expressamente que houve a redução vencimental. Resta ofendido o princípio da irredutibilidade de vencimentos, que é condição imposta para aplicação da regra da inexistência do direito adquirido a regime jurídico. 4. Agravo regimental desprovido, mantendo-se a decisão monocrática que negara seguimento ao recurso extraordinário.’ (Recurso Extraordinário 656.982 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 13-03-2012) Por seu turno, registrado pela Corte de origem que, “[...] nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução não houve [...]”, aferir a ocorrência de eventual decesso remuneratório exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE superveniente preserve o montante global da remuneração e, em consequência, não provoque decesso de caráter pecuniário. (Precedentes: Recurso Extraordinário n. 597.838-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJE de de 24.2.11; Recurso Extraordinário n. 601.985-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJE de de 1.10.10; Recurso Extraordinário n. 375.936-AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 25.8.06; Recurso Extraordinário n. 550.650-AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJE de de 27.6.08, entre outros). 2. Reconhecida a repercussão geral do tema no julgamento do Recurso Extraordinário n. 563.965-RG/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, confirmando a jurisprudência desta Corte no sentido de que não há direito adquirido à forma de cálculo de remuneração, enfatizando, ainda, a legitimidade de lei superveniente que, sem causar decesso remuneratório, desvincule o cálculo da vantagem incorporada dos vencimentos do cargo em comissão ou função de confiança outrora ocupado pelo servidor, passando a quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo. 3. In casu, o Tribunal a quo assentou expressamente que houve a redução vencimental. Resta ofendido o princípio da irredutibilidade de vencimentos, que é condição imposta para aplicação da regra da inexistência do direito adquirido a regime jurídico. 4. Agravo regimental desprovido, mantendo-se a decisão monocrática que negara seguimento ao recurso extraordinário.’ (Recurso Extraordinário 656.982 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJE de 13-03-2012) Por seu turno, registrado pela Corte de origem que, “[...] nos autos, não ficou demonstrado qualquer decesso remuneratório dos servidores pode-se até ter evitado alguma majoração, mas prova de que tenha havido redução não houve [...]”, aferir a ocorrência de eventual decesso remuneratório exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Anoto precedente: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJE de de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.’ (ARE 849397 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 12/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-036 DIVULG 24-02-2015 PUBLIC 25-02-2015) Verifico ainda que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” Anoto precedente: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJE de de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil.’ (ARE 849397 RG, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, julgado em 12/02/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJE de-036 DIVULG 24-02-2015 PUBLIC 25-02-2015) Verifico ainda que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos limites da coisa julgada quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos limites da coisa julgada quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: ‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais apontados, consagradores dos princípios da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Se afronta à Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR- 154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 02.02.2001). Ressalto que no julgamento do Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJE de 1....8.2013, decidiu-se pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, cuja ementa transcrevo: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12039910. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) : GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO (4019/CE, 4019-A/PB) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079727 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963.869 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS - ASSECAS ADV.(A/S) : GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO (4019/CE, 4019-A/PB) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079727 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963 . 869", "Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 963 . 869", "Recurso Extraordinário 963869 AGR /", "Acórdão 2 . 161 / 2005", "MS 13721", "Acórdão 2 . 161 / 2005", "MS 13721", "Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 963869 AGR", "Recurso Extraordinário 563965", "Recurso Extraordinário N . 563 . 965", "Recurso Extraordinário 963869 AGR", "Recurso Extraordinário 563965", "Recurso Extraordinário N . 563 . 965", "Recurso Extraordinário 963869 AGR", "Recurso Extraordinário n . 597", ".", "838", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário n . 601 . 985 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 375 . 936 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 550 . 650 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 563 . 965 - RG / RN", "Recurso Extraordinário 656 . 982 AgR", "Recurso Extraordinário 963869 AGR / CE", "Recurso Extraordinário n . 597 . 838 - 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2 / 2001", "art . 9 . . . , § 2 . . . , da Lei n 11 . 314 / 06", "Lei n 11 . 314 / 2006", "Lei n 11 . 784 / 2008", "Lei 11 . 314 / 06", "Lei n 11 . 314 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "art . 5 . . . , caput , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Lei Maior", "art . 5 . . . , caput , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001", "Lei Complementar n . 203 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Servidores do Departamento Nacional de Obras contra as Secas", "Assecas", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "CE", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "CE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIACAO", "DEPARTAMENTO NACIONAL DE", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO", "Rosa Weber", "Nancy Andrighi", "Nancy Andrighi", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Carlos Britto", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "GLAYDDES MARIA SINDEAUX ESMERALDO", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 a", "10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10 de novembro de 2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) :GIOVANNI CHARLES PARAÍZO AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :VALNER WATARO DE BARROS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REGÊNCIA: DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. APLICAÇÃO DO ART. 1º DA LEI DE USURA, PELA QUAL SE LIMITA A TAXA DE 12% AO ANO AOS CONTRATOS BANCÁRIOS. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (TEMAS NS. 421 E 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045224. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) :GIOVANNI CHARLES PARAÍZO AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :VALNER WATARO DE BARROS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 25.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Douglas Victor da Silva, por ter este Supremo Tribunal assentado sem repercussão geral as questões trazidas no recurso (Agravo de Instrumento n. 844.474, Tema n. 421 e Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, Tema n. 660). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.2.2016, Douglas Victor da Silva interpõe, em 7.3.2016, tempestivamente, agravo regimental (eDoc n. 4). 3. O Agravante afirma ter a matéria repercussão geral, “visto que é pública e notória a divergência acerca da existência de abusividades em cláusulas de contratos de financiamento firmados por instituições financeiras” (fl. n. 3 do eDoc n. 4). Reitera os argumentos dos recursos anteriores e requer o provimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045225. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) :GIOVANNI CHARLES PARAÍZO AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :VALNER WATARO DE BARROS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 25.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Douglas Victor da Silva, por ter este Supremo Tribunal assentado sem repercussão geral as questões trazidas no recurso (Agravo de Instrumento n. 844.474, Tema n. 421 e Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, Tema n. 660). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.2.2016, Douglas Victor da Silva interpõe, em 7.3.2016, tempestivamente, agravo regimental (eDoc n. 4). 3. O Agravante afirma ter a matéria repercussão geral, “visto que é pública e notória a divergência acerca da existência de abusividades em cláusulas de contratos de financiamento firmados por instituições financeiras” (fl. n. 3 do eDoc n. 4). Reitera os argumentos dos recursos anteriores e requer o provimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu não terem repercussão geral as controvérsias trazidas nos autos: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Contratos bancários. Art. 1º da Lei de Usura. Aplicação. Taxa de juros. Limite de 12% ao ano. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação, aos contratos bancários, do art. 1º da Lei de Usura, que limita a taxa de juros a 12% ao ano, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 844.474-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 1º.9.2011). “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1.8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu não terem repercussão geral as controvérsias trazidas nos autos: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Contratos bancários. Art. 1º da Lei de Usura. Aplicação. Taxa de juros. Limite de 12% ao ano. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação, aos contratos bancários, do art. 1º da Lei de Usura, que limita a taxa de juros a 12% ao ano, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 844.474-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 1º.9.2011). “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1.8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 920315 AGR / MG decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Supremo Tribunal Federal ARE 920315 AGR / MG decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) : GIOVANNI CHARLES PARAÍZO (105420/MG) AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : VALNER WATARO DE BARROS (68458B/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056258 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) : GIOVANNI CHARLES PARAÍZO (105420/MG) AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : VALNER WATARO DE BARROS (68458B/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056258 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086539
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REGÊNCIA: DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. APLICAÇÃO DO ART. 1º DA LEI DE USURA, PELA QUAL SE LIMITA A TAXA DE 12% AO ANO AOS CONTRATOS BANCÁRIOS. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (TEMAS NS. 421 E 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur360862
- Acórdão(s) citado(s): (LEI DA USURA, APLICAÇÃO) AI 844474 RG-AgR (TP). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 5. Análise: 15/12/2016, AMS.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
920315
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 920315 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) : GIOVANNI CHARLES PARAÍZO AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : VALNER WATARO DE BARROS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) :GIOVANNI CHARLES PARAÍZO AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :VALNER WATARO DE BARROS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. REGÊNCIA: DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/1973. APLICAÇÃO DO ART. 1... DA LEI DE USURA, PELA QUAL SE LIMITA A TAXA DE 12% AO ANO AOS CONTRATOS BANCÁRIOS. ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. (TEMAS NS. 421 E 660). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, em conformidade com a ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro CÁRMEN LÚCIA - Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045224. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) :GIOVANNI CHARLES PARAÍZO AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :VALNER WATARO DE BARROS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 25.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Douglas Victor da Silva, por ter este Supremo Tribunal assentado sem repercussão geral as questões trazidas no recurso (Agravo de Instrumento n. 844.474, Tema n. 421 e Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, Tema n. 660). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.2.2016, Douglas Victor da Silva interpõe, em 7.3.2016, tempestivamente, agravo regimental (eDoc n. 4). 3. O Agravante afirma ter a matéria repercussão geral, “visto que é pública e notória a divergência acerca da existência de abusividades em cláusulas de contratos de financiamento firmados por instituições financeiras” (fl. n. 3 do eDoc n. 4). Reitera os argumentos dos recursos anteriores e requer o provimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045225. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) :GIOVANNI CHARLES PARAÍZO AGDO.(A/S) :BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) :VALNER WATARO DE BARROS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 25.2.2016, o Presidente do Supremo Tribunal Federal negou seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Douglas Victor da Silva, por ter este Supremo Tribunal assentado sem repercussão geral as questões trazidas no recurso (Agravo de Instrumento n. 844.474, Tema n. 421 e Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, Tema n. 660). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.2.2016, Douglas Victor da Silva interpõe, em 7.3.2016, tempestivamente, agravo regimental (eDoc n. 4). 3. O Agravante afirma ter a matéria repercussão geral, “visto que é pública e notória a divergência acerca da existência de abusividades em cláusulas de contratos de financiamento firmados por instituições financeiras” (fl. n. 3 do eDoc n. 4). Reitera os argumentos dos recursos anteriores e requer o provimento do presente recurso. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu não terem repercussão geral as controvérsias trazidas nos autos: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Contratos bancários. Art. 1... da Lei de Usura. Aplicação. Taxa de juros. Limite de 12% ao ano. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação, aos contratos bancários, do art. 1... da Lei de Usura, que limita a taxa de juros a 12% ao ano, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 844.474-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 1....9.2011). “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1.8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal decidiu não terem repercussão geral as controvérsias trazidas nos autos: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Contratos bancários. Art. 1... da Lei de Usura. Aplicação. Taxa de juros. Limite de 12% ao ano. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação, aos contratos bancários, do art. 1... da Lei de Usura, que limita a taxa de juros a 12% ao ano, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 844.474-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 1....9.2011). “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371- RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1.8.2013). 3. Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 920315 AGR / MG decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Supremo Tribunal Federal ARE 920315 AGR / MG decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12045226. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) : GIOVANNI CHARLES PARAÍZO (105420/MG) AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : VALNER WATARO DE BARROS (68458B/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056258 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.315 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : DOUGLAS VICTOR DA SILVA ADV.(A/S) : GIOVANNI CHARLES PARAÍZO (105420/MG) AGDO.(A/S) : BV FINANCEIRA S/A CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO ADV.(A/S) : VALNER WATARO DE BARROS (68458B/MG) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 10.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056258 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920 . 315", "Agravo de Instrumento n . 844 . 474", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "Agravo de Instrumento n . 844 . 474", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "AI n . 844 . 474 - RG", "ARE n . 748 . 371", "AI n . 844 . 474 - RG", "ARE n . 748 . 371 - RG", "ARE 920315 AGR /", "ARE 920315 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art", "art . 1 . . . da Lei de Usura", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "BV FINANCEIRA S / A CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "BV FINANCEIRA S / A CRÉDITO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BV FINANCEIRA S / A CRÉDITO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "BV FINANCEIRA S / A CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BV FINANCEIRA S / A CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DOUGLAS VICTOR DA SILVA", "GIOVANNI CHARLES", "VALNER WATARO DE BARROS", "CÁRMEN", "DOUGLAS VICTOR DA SILVA", "GIOVANNI CHARLES PARAÍZO", "VALNER WATARO DE BARROS", "CÁRMEN LÚCIA", "Douglas Victor da Silva", "Douglas Victor da Silva", "DOUGLAS VICTOR DA SILVA", "GIOVANNI CHARLES PARAÍZO", "VALNER WATARO DE BARROS", "CÁRMEN LÚCIA", "Douglas Victor da Silva", "Douglas Victor da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "DOUGLAS VICTOR DA SILVA", "GIOVANNI CHARLES PARAÍZO", "VALNER WATARO DE BARROS", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "DOUGLAS VICTOR DA SILVA", "GIOVANNI CHARLES PARAÍZO", "VALNER WATARO DE BARROS", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "25", ".", "2", ".", "2016", "29", ".", "2", ".", "2016", "7", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "25", ".", "2", ".", "2016", "29", ".", "2", ".", "2016", "7", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2011", "1", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", ".", "9", ".", "2011", "1", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "04", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "10", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa (ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, realizada no período de 4 a 10.11.2016, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049523. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ACO 1845 AGR / BA Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049523. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou parcialmente procedente o pedido, sob os seguintes fundamentos: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado da Bahia contra a União, para que seja cancelada sua inscrição no Cadastro Único de Convênios – CAUC e, assim, afastar as restrições quanto à concessão de garantia em operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O autor alega, em suma, que sua inscrição é indevida, tendo em vista que não lhe foi garantido o exercício do contraditório e da ampla defesa previamente à inscrição. Assevera que da inscrição indevida decorrem diversos prejuízos ao Estado, que impedem “a realização de projetos e obras públicas de interesse geral e social”. A presente ação foi precedida da Ação Cautelar 2.959/BA, na qual foi deferido o pedido liminar, nos seguintes termos: “Ante o exposto, presentes os requisitos legais, defiro parcialmente a liminar requerida, nos termos do inciso V do art. 21 do RI/STF. O que faço, tão somente, para que a União se abstenha de considerar as pendências cadastrais mencionadas nos II a V do 2º parágrafo desta decisão na análise dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID (cujos recursos, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou parcialmente procedente o pedido, sob os seguintes fundamentos: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado da Bahia contra a União, para que seja cancelada sua inscrição no Cadastro Único de Convênios – CAUC e, assim, afastar as restrições quanto à concessão de garantia em operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O autor alega, em suma, que sua inscrição é indevida, tendo em vista que não lhe foi garantido o exercício do contraditório e da ampla defesa previamente à inscrição. Assevera que da inscrição indevida decorrem diversos prejuízos ao Estado, que impedem “a realização de projetos e obras públicas de interesse geral e social”. A presente ação foi precedida da Ação Cautelar 2.959/BA, na qual foi deferido o pedido liminar, nos seguintes termos: “Ante o exposto, presentes os requisitos legais, defiro parcialmente a liminar requerida, nos termos do inciso V do art. 21 do RI/STF. O que faço, tão somente, para que a União se abstenha de considerar as pendências cadastrais mencionadas nos II a V do 2º parágrafo desta decisão na análise dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID (cujos recursos, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA nos termos da petição inicial, serão destinados ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia). “ Contra essa decisão foi interposto agravo interno. A União apresentou contestação, na qual alega, em síntese, que (a) o registro no CAUC tem caráter meramente consolidador de dados constantes em outros cadastros de inadimplência, sem natureza sancionatória, sendo desnecessária a observância do contraditório e da ampla defesa; e (b) não há risco de prejuízo na prestação de serviços essenciais à população baiana, uma vez que se trata de transferências voluntárias, diversas das obrigatórias relativas à saúde, educação e assistência social. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido, em razão da inobservância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. 2. A jurisprudência do STF tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. A propósito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 20/2/2015, proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa, conforme se verifica do inteiro teor do voto do relator, seguido pela unanimidade dos Ministros, cujo excerto é a seguir reproduzido: Com efeito, tenho para mim que a inscrição, no SIAFI/CADIN/CAUC, do Estado do Maranhão, com todas as graves restrições jurídicas que daí derivam, sem que se tenha precedido à prévia instauração de processo de “tomada de contas especial”, ocasiona, em tese, violação ao postulado constitucional do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA nos termos da petição inicial, serão destinados ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia). “ Contra essa decisão foi interposto agravo interno. A União apresentou contestação, na qual alega, em síntese, que (a) o registro no CAUC tem caráter meramente consolidador de dados constantes em outros cadastros de inadimplência, sem natureza sancionatória, sendo desnecessária a observância do contraditório e da ampla defesa; e (b) não há risco de prejuízo na prestação de serviços essenciais à população baiana, uma vez que se trata de transferências voluntárias, diversas das obrigatórias relativas à saúde, educação e assistência social. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido, em razão da inobservância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. 2. A jurisprudência do STF tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. A propósito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 20/2/2015, proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa, conforme se verifica do inteiro teor do voto do relator, seguido pela unanimidade dos Ministros, cujo excerto é a seguir reproduzido: Com efeito, tenho para mim que a inscrição, no SIAFI/CADIN/CAUC, do Estado do Maranhão, com todas as graves restrições jurídicas que daí derivam, sem que se tenha precedido à prévia instauração de processo de “tomada de contas especial”, ocasiona, em tese, violação ao postulado constitucional do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA (também aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. O acórdão foi assim ementado: AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA (...) CAUC/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DE ESTADO-MEMBRO (POR EFEITO DE AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A CONVÊNIO CELEBRADO COM A UNIÃO FEDERAL) SEM QUE SE TENHA PROCEDIDO À PRÉVIA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS ESPECIAL” – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) (...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica pelo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA (também aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. O acórdão foi assim ementado: AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA (...) CAUC/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DE ESTADO-MEMBRO (POR EFEITO DE AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A CONVÊNIO CELEBRADO COM A UNIÃO FEDERAL) SEM QUE SE TENHA PROCEDIDO À PRÉVIA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS ESPECIAL” – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) (...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica pelo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. (...) (ACO 2.131-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, Dje de 20/2/2015). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. (...) (ACO 2.131-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, Dje de 20/2/2015). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA No caso particular dos autos, o Estado da Bahia noticia a existência de registros restritivos nas seguintes rubricas: (a) FGTS, em relação à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – SEAP, por se tratar de órgão novo, cujos documentos estão sob análise; (b) CONVÊNIOS, com pendências nas Secretarias de Educação – SEC e Secretaria de Segurança Pública – SSP, pela não apresentação de documentação complementar; (c) OUTROS TRIBUTOS, pela ausência de cumprimento de obrigação acessória consistente na entrega da Declaração de Créditos e Tributos Federais – DCTF por parte da Secretaria de Saúde – SESAB, Defensoria Pública – DPE e pelo Tribunal de Contas Estadual – TCE; e (d) CADIN, com o registro da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação motivada por débitos junto ao IBAMA, questionados judicialmente. Instada a se manifestar, a União não comprovou a instauração de procedimento prévio aos registros cadastrais mencionados na exordial, de modo a garantir o estabelecimento do contraditório e da plena defesa. Nesse cenário, configura-se desarrazoado atribuir ao ente estatal todas as consequências advindas da inscrição em cadastro de restrições quando não lhe é permitido fazer uso de um expediente que lhe garanta o direito de defesa. Com efeito, esta Corte tem acolhido pedidos semelhantes para excluir e/ou impedir a inscrição de Estados-membros em cadastros de inadimplentes (CAUC, SIAFI, CADIN) nas hipóteses em que não precedida da respectiva tomada de contas especial. No mesmo sentido: AÇÃO CAUTELAR. INSCRIÇÃO DE ESTADO- MEMBRO NO SIAFI. ÓBICE À CELEBRAÇÃO DE NOVOS ACORDOS, CONVÊNIOS E OPERAÇÕES DE CRÉDITO. INADIMPLÊNCIA IMPUTADA A EX- GESTORES. APARENTE DEMORA NA INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. SUSPENSÃO DO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA No caso particular dos autos, o Estado da Bahia noticia a existência de registros restritivos nas seguintes rubricas: (a) FGTS, em relação à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – SEAP, por se tratar de órgão novo, cujos documentos estão sob análise; (b) CONVÊNIOS, com pendências nas Secretarias de Educação – SEC e Secretaria de Segurança Pública – SSP, pela não apresentação de documentação complementar; (c) OUTROS TRIBUTOS, pela ausência de cumprimento de obrigação acessória consistente na entrega da Declaração de Créditos e Tributos Federais – DCTF por parte da Secretaria de Saúde – SESAB, Defensoria Pública – DPE e pelo Tribunal de Contas Estadual – TCE; e (d) CADIN, com o registro da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação motivada por débitos junto ao IBAMA, questionados judicialmente. Instada a se manifestar, a União não comprovou a instauração de procedimento prévio aos registros cadastrais mencionados na exordial, de modo a garantir o estabelecimento do contraditório e da plena defesa. Nesse cenário, configura-se desarrazoado atribuir ao ente estatal todas as consequências advindas da inscrição em cadastro de restrições quando não lhe é permitido fazer uso de um expediente que lhe garanta o direito de defesa. Com efeito, esta Corte tem acolhido pedidos semelhantes para excluir e/ou impedir a inscrição de Estados-membros em cadastros de inadimplentes (CAUC, SIAFI, CADIN) nas hipóteses em que não precedida da respectiva tomada de contas especial. No mesmo sentido: AÇÃO CAUTELAR. INSCRIÇÃO DE ESTADO- MEMBRO NO SIAFI. ÓBICE À CELEBRAÇÃO DE NOVOS ACORDOS, CONVÊNIOS E OPERAÇÕES DE CRÉDITO. INADIMPLÊNCIA IMPUTADA A EX- GESTORES. APARENTE DEMORA NA INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. SUSPENSÃO DO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA REGISTRO DE INADIMPLÊNCIA. LIMINAR DEFERIDA. REFERENDO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a ocorrência de conflito federativo em situações nas quais a União, valendo-se de registros de supostas inadimplências dos Estados no Sistema Integrado da Administração Financeira – SIAFI e no CAUC – Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias, impossibilita sejam firmados acordos de cooperação, convênios e operações de crédito entre eles e entidades federais. 2. A aparente demora na instauração de Tomada de Contas Especial, atribuída ao Convenente responsável pela apuração de eventuais irregularidades praticadas por ex-gestores de convênios, não deve inviabilizar a celebração de novos ajustes. 3. Medida liminar referendada. (AC 1.896-MC/SE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 1º/8/2008) AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. ATOS DECORRENTES DE GESTÕES ANTERIORES. (…) 3. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (grifou-se) (AC 3.031 AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 17/8/2015) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA REGISTRO DE INADIMPLÊNCIA. LIMINAR DEFERIDA. REFERENDO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a ocorrência de conflito federativo em situações nas quais a União, valendo-se de registros de supostas inadimplências dos Estados no Sistema Integrado da Administração Financeira – SIAFI e no CAUC – Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias, impossibilita sejam firmados acordos de cooperação, convênios e operações de crédito entre eles e entidades federais. 2. A aparente demora na instauração de Tomada de Contas Especial, atribuída ao Convenente responsável pela apuração de eventuais irregularidades praticadas por ex-gestores de convênios, não deve inviabilizar a celebração de novos ajustes. 3. Medida liminar referendada. (AC 1.896-MC/SE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 1º/8/2008) AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. ATOS DECORRENTES DE GESTÕES ANTERIORES. (…) 3. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (grifou-se) (AC 3.031 AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 17/8/2015) 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA Ainda: ACO 2.067 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 10/8/2015; ACO 1.393 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 30/6/2015; e ACO 1.848 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 6/2/2015. Por fim, cumpre ressaltar que algumas das inscrições ora impugnadas encontram objeção na jurisprudência desta Corte, também em relação à aplicação do princípio da intranscendência subjetiva das sanções e à vedação a inscrição em cadastro de inadimplentes quando em litígio judicial a certeza da obrigação, conforme sinalizam os seguintes precedentes: AC 225-MC, Rel. Min. SEPULVEDA PERTENCE e AC 1033 AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO. 3. Ante o exposto, ratifico a medida liminar deferida e julgo parcialmente procedente o pedido inicial, para determinar que a União se abstenha de adotar medidas restritivas ao Estado da Bahia, com fundamento nas pendências mencionadas no item 2 desta decisão, no exame dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID, destinada ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia. Condeno a União ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), nos termos do art. 85, § 8º, do CPC. Prejudicado o agravo regimental interposto na Ação Cautelar 2.959/BA. A União sustenta, em síntese, (a) a legitimidade das inscrições efetuadas nos cadastros de inadimplemento por ela administrados; (b) a desnecessidade da instauração prévia de tomada de contas especial para inscrição do ente inadimplente no CAUC; (c) a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções aos atos praticados pelo próprio Poder Executivo; (d) a inexistência de litígio judicial quanto à certeza da obrigação que gerou o registro no CAUC, uma vez que consta decisão com trânsito em julgado em sentido favorável à União; e 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA Ainda: ACO 2.067 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 10/8/2015; ACO 1.393 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 30/6/2015; e ACO 1.848 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 6/2/2015. Por fim, cumpre ressaltar que algumas das inscrições ora impugnadas encontram objeção na jurisprudência desta Corte, também em relação à aplicação do princípio da intranscendência subjetiva das sanções e à vedação a inscrição em cadastro de inadimplentes quando em litígio judicial a certeza da obrigação, conforme sinalizam os seguintes precedentes: AC 225-MC, Rel. Min. SEPULVEDA PERTENCE e AC 1033 AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO. 3. Ante o exposto, ratifico a medida liminar deferida e julgo parcialmente procedente o pedido inicial, para determinar que a União se abstenha de adotar medidas restritivas ao Estado da Bahia, com fundamento nas pendências mencionadas no item 2 desta decisão, no exame dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID, destinada ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia. Condeno a União ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), nos termos do art. 85, § 8º, do CPC. Prejudicado o agravo regimental interposto na Ação Cautelar 2.959/BA. A União sustenta, em síntese, (a) a legitimidade das inscrições efetuadas nos cadastros de inadimplemento por ela administrados; (b) a desnecessidade da instauração prévia de tomada de contas especial para inscrição do ente inadimplente no CAUC; (c) a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções aos atos praticados pelo próprio Poder Executivo; (d) a inexistência de litígio judicial quanto à certeza da obrigação que gerou o registro no CAUC, uma vez que consta decisão com trânsito em julgado em sentido favorável à União; e 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA por fim, (e) a necessidade de sobrestamento dos autos decorrente do reconhecimento de repercussão geral no RE 607.420/PI. Em contrarrazões, o Estado da Bahia repisa os argumentos expendidos na inicial no sentido da necessidade de prévia observância dos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa nos casos de registro no CAUC. No mais, assevera a inaptidão das alegações de inaplicabilidade da teoria da intranscendência subjetiva das sanções e da existência de litígio judicial, porquanto não serviram de base para o acolhimento do pedido inicial. Por fim, rechaça a solicitação de sobrestamento do processo com base na sistemática da repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA por fim, (e) a necessidade de sobrestamento dos autos decorrente do reconhecimento de repercussão geral no RE 607.420/PI. Em contrarrazões, o Estado da Bahia repisa os argumentos expendidos na inicial no sentido da necessidade de prévia observância dos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa nos casos de registro no CAUC. No mais, assevera a inaptidão das alegações de inaplicabilidade da teoria da intranscendência subjetiva das sanções e da existência de litígio judicial, porquanto não serviram de base para o acolhimento do pedido inicial. Por fim, rechaça a solicitação de sobrestamento do processo com base na sistemática da repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Com efeito, a jurisprudência desta Corte tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CITAÇÃO REALIZADA. MANDADO CUMPRIDO PESSOALMENTE JUNTO À SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO DA ADVOCAÇÃO-GERAL DA UNIÃO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DESTE TRIBUNAL. ART. 21, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 2. É que, em casos como o presente, o propósito é de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Com efeito, a jurisprudência desta Corte tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CITAÇÃO REALIZADA. MANDADO CUMPRIDO PESSOALMENTE JUNTO À SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO DA ADVOCAÇÃO-GERAL DA UNIÃO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DESTE TRIBUNAL. ART. 21, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 2. É que, em casos como o presente, o propósito é de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ACO 1845 AGR / BA neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ACO 2067-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje 10/8/2015) 2. No tocante à alegação de inexistência de litígio judicial da inscrição no CADIN, a informação de ocorrência do trânsito em julgado da ação n° 0001408-69.2011.4.01.3300, em 7/8/2013, não infirma o argumento suscitado na inicial de que ao tempo do ajuizamento deste processo (20/9/2011), a questão encontrava-se sub judice, fato que impediria o respectivo registro. 3. Por fim, a alegada necessidade de se aguardar o julgamento do RE 607.420 (submetido à repercussão geral) é questão que já foi rejeitada pelo Plenário no julgamento dos Embargos de Declaração no Agravo Regimental na Ação Cível Originária 2.128 AgR ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 2/3/2016, também opostos pela União. Na ocasião, assentou-se que as disposições contidas no art. 543-B do CPC não se destinam ao processamento e julgamento das ações originárias propostas perante o Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ACO 2067-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje 10/8/2015) 2. No tocante à alegação de inexistência de litígio judicial da inscrição no CADIN, a informação de ocorrência do trânsito em julgado da ação n° 0001408-69.2011.4.01.3300, em 7/8/2013, não infirma o argumento suscitado na inicial de que ao tempo do ajuizamento deste processo (20/9/2011), a questão encontrava-se sub judice, fato que impediria o respectivo registro. 3. Por fim, a alegada necessidade de se aguardar o julgamento do RE 607.420 (submetido à repercussão geral) é questão que já foi rejeitada pelo Plenário no julgamento dos Embargos de Declaração no Agravo Regimental na Ação Cível Originária 2.128 AgR ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 2/3/2016, também opostos pela União. Na ocasião, assentou-se que as disposições contidas no art. 543-B do CPC não se destinam ao processamento e julgamento das ações originárias propostas perante o Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056253 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086784
2016-11-11T00:00:00
2016-11-25T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa (ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur360934
- Acórdão(s) citado(s): (DEVIDO PROCESSO LEGAL, TOMADA DE CONTAS ESPECIAL, CADASTRO DE INADIMPLENTES) ACO 2131 AgR (TP), ACO 2067 AgR (1ªT). (SOBRESTAMENTO, AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA, FUNDAMENTO, REPERCUSSÃO GERAL) ACO 2128 AgR-ED (TP), RE 607420 RG. Número de páginas: 13. Análise: 02/12/2016, JSF. Revisão: 07/12/2016, KBP.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
1845
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 1845 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). OFENSA AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. NECESSIDADE. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa (ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20/2/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, realizada no período de 4 a 10.11.2016, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 11 de novembro de 2016. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049523. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ACO 1845 AGR / BA Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049523. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou parcialmente procedente o pedido, sob os seguintes fundamentos: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado da Bahia contra a União, para que seja cancelada sua inscrição no Cadastro Único de Convênios – CAUC e, assim, afastar as restrições quanto à concessão de garantia em operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O autor alega, em suma, que sua inscrição é indevida, tendo em vista que não lhe foi garantido o exercício do contraditório e da ampla defesa previamente à inscrição. Assevera que da inscrição indevida decorrem diversos prejuízos ao Estado, que impedem “a realização de projetos e obras públicas de interesse geral e social”. A presente ação foi precedida da Ação Cautelar 2.959/BA, na qual foi deferido o pedido liminar, nos seguintes termos: “Ante o exposto, presentes os requisitos legais, defiro parcialmente a liminar requerida, nos termos do inciso V do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal. O que faço, tão somente, para que a União se abstenha de considerar as pendências cadastrais mencionadas nos II a V do 2... parágrafo desta decisão na análise dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID (cujos recursos, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática que julgou parcialmente procedente o pedido, sob os seguintes fundamentos: 1. Trata-se de ação cível originária proposta pelo Estado da Bahia contra a União, para que seja cancelada sua inscrição no Cadastro Único de Convênios – CAUC e, assim, afastar as restrições quanto à concessão de garantia em operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O autor alega, em suma, que sua inscrição é indevida, tendo em vista que não lhe foi garantido o exercício do contraditório e da ampla defesa previamente à inscrição. Assevera que da inscrição indevida decorrem diversos prejuízos ao Estado, que impedem “a realização de projetos e obras públicas de interesse geral e social”. A presente ação foi precedida da Ação Cautelar 2.959/BA, na qual foi deferido o pedido liminar, nos seguintes termos: “Ante o exposto, presentes os requisitos legais, defiro parcialmente a liminar requerida, nos termos do inciso V do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal. O que faço, tão somente, para que a União se abstenha de considerar as pendências cadastrais mencionadas nos II a V do 2... parágrafo desta decisão na análise dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID (cujos recursos, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA nos termos da petição inicial, serão destinados ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia). “ Contra essa decisão foi interposto agravo interno. A União apresentou contestação, na qual alega, em síntese, que (a) o registro no CAUC tem caráter meramente consolidador de dados constantes em outros cadastros de inadimplência, sem natureza sancionatória, sendo desnecessária a observância do contraditório e da ampla defesa; e (b) não há risco de prejuízo na prestação de serviços essenciais à população baiana, uma vez que se trata de transferências voluntárias, diversas das obrigatórias relativas à saúde, educação e assistência social. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido, em razão da inobservância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. A propósito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 20/2/2015, proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa, conforme se verifica do inteiro teor do voto do relator, seguido pela unanimidade dos Ministros, cujo excerto é a seguir reproduzido: Com efeito, tenho para mim que a inscrição, no SIAFI/CADIN/CAUC, do Estado do Maranhão, com todas as graves restrições jurídicas que daí derivam, sem que se tenha precedido à prévia instauração de processo de “tomada de contas especial”, ocasiona, em tese, violação ao postulado constitucional do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA nos termos da petição inicial, serão destinados ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia). “ Contra essa decisão foi interposto agravo interno. A União apresentou contestação, na qual alega, em síntese, que (a) o registro no CAUC tem caráter meramente consolidador de dados constantes em outros cadastros de inadimplência, sem natureza sancionatória, sendo desnecessária a observância do contraditório e da ampla defesa; e (b) não há risco de prejuízo na prestação de serviços essenciais à população baiana, uma vez que se trata de transferências voluntárias, diversas das obrigatórias relativas à saúde, educação e assistência social. A Procuradoria-Geral da República opinou pela procedência do pedido, em razão da inobservância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. A propósito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ACO 2.131/MT-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 20/2/2015, proferiu entendimento no sentido de que viola o postulado constitucional do devido processo legal a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa, conforme se verifica do inteiro teor do voto do relator, seguido pela unanimidade dos Ministros, cujo excerto é a seguir reproduzido: Com efeito, tenho para mim que a inscrição, no SIAFI/CADIN/CAUC, do Estado do Maranhão, com todas as graves restrições jurídicas que daí derivam, sem que se tenha precedido à prévia instauração de processo de “tomada de contas especial”, ocasiona, em tese, violação ao postulado constitucional do devido processo legal 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA (também aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. O acórdão foi assim ementado: AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA (...) CAUC/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DE ESTADO-MEMBRO (POR EFEITO DE AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A CONVÊNIO CELEBRADO COM A UNIÃO FEDERAL) SEM QUE SE TENHA PROCEDIDO À PRÉVIA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS ESPECIAL” – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) (...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica pelo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA (também aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. O acórdão foi assim ementado: AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA (...) CAUC/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DE ESTADO-MEMBRO (POR EFEITO DE AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A CONVÊNIO CELEBRADO COM A UNIÃO FEDERAL) SEM QUE SE TENHA PROCEDIDO À PRÉVIA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS ESPECIAL” – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) (...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica pelo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. (...) (ACO 2.131-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, Dje de 20/2/2015). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. (...) (ACO 2.131-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, Dje de 20/2/2015). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA No caso particular dos autos, o Estado da Bahia noticia a existência de registros restritivos nas seguintes rubricas: (a) FGTS, em relação à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – SEAP, por se tratar de órgão novo, cujos documentos estão sob análise; (b) CONVÊNIOS, com pendências nas Secretarias de Educação – SEC e Secretaria de Segurança Pública – SSP, pela não apresentação de documentação complementar; (c) OUTROS TRIBUTOS, pela ausência de cumprimento de obrigação acessória consistente na entrega da Declaração de Créditos e Tributos Federais – DCTF por parte da Secretaria de Saúde – SESAB, Defensoria Pública – DPE e pelo Tribunal de Contas Estadual – TCE; e (d) CADIN, com o registro da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação motivada por débitos junto ao IBAMA, questionados judicialmente. Instada a se manifestar, a União não comprovou a instauração de procedimento prévio aos registros cadastrais mencionados na exordial, de modo a garantir o estabelecimento do contraditório e da plena defesa. Nesse cenário, configura-se desarrazoado atribuir ao ente estatal todas as consequências advindas da inscrição em cadastro de restrições quando não lhe é permitido fazer uso de um expediente que lhe garanta o direito de defesa. Com efeito, esta Corte tem acolhido pedidos semelhantes para excluir e/ou impedir a inscrição de Estados-membros em cadastros de inadimplentes (CAUC, SIAFI, CADIN) nas hipóteses em que não precedida da respectiva tomada de contas especial. No mesmo sentido: AÇÃO CAUTELAR. INSCRIÇÃO DE ESTADO- MEMBRO NO SIAFI. ÓBICE À CELEBRAÇÃO DE NOVOS ACORDOS, CONVÊNIOS E OPERAÇÕES DE CRÉDITO. INADIMPLÊNCIA IMPUTADA A EX- GESTORES. APARENTE DEMORA NA INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. SUSPENSÃO DO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA No caso particular dos autos, o Estado da Bahia noticia a existência de registros restritivos nas seguintes rubricas: (a) FGTS, em relação à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – SEAP, por se tratar de órgão novo, cujos documentos estão sob análise; (b) CONVÊNIOS, com pendências nas Secretarias de Educação – SEC e Secretaria de Segurança Pública – SSP, pela não apresentação de documentação complementar; (c) OUTROS TRIBUTOS, pela ausência de cumprimento de obrigação acessória consistente na entrega da Declaração de Créditos e Tributos Federais – DCTF por parte da Secretaria de Saúde – SESAB, Defensoria Pública – DPE e pelo Tribunal de Contas Estadual – TCE; e (d) CADIN, com o registro da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação motivada por débitos junto ao IBAMA, questionados judicialmente. Instada a se manifestar, a União não comprovou a instauração de procedimento prévio aos registros cadastrais mencionados na exordial, de modo a garantir o estabelecimento do contraditório e da plena defesa. Nesse cenário, configura-se desarrazoado atribuir ao ente estatal todas as consequências advindas da inscrição em cadastro de restrições quando não lhe é permitido fazer uso de um expediente que lhe garanta o direito de defesa. Com efeito, esta Corte tem acolhido pedidos semelhantes para excluir e/ou impedir a inscrição de Estados-membros em cadastros de inadimplentes (CAUC, SIAFI, CADIN) nas hipóteses em que não precedida da respectiva tomada de contas especial. No mesmo sentido: AÇÃO CAUTELAR. INSCRIÇÃO DE ESTADO- MEMBRO NO SIAFI. ÓBICE À CELEBRAÇÃO DE NOVOS ACORDOS, CONVÊNIOS E OPERAÇÕES DE CRÉDITO. INADIMPLÊNCIA IMPUTADA A EX- GESTORES. APARENTE DEMORA NA INSTAURAÇÃO DE TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. SUSPENSÃO DO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA REGISTRO DE INADIMPLÊNCIA. LIMINAR DEFERIDA. REFERENDO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a ocorrência de conflito federativo em situações nas quais a União, valendo-se de registros de supostas inadimplências dos Estados no Sistema Integrado da Administração Financeira – SIAFI e no CAUC – Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias, impossibilita sejam firmados acordos de cooperação, convênios e operações de crédito entre eles e entidades federais. 2. A aparente demora na instauração de Tomada de Contas Especial, atribuída ao Convenente responsável pela apuração de eventuais irregularidades praticadas por ex-gestores de convênios, não deve inviabilizar a celebração de novos ajustes. 3. Medida liminar referendada. (AC 1.896-MC/SE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 1.../8/2008) AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. ATOS DECORRENTES DE GESTÕES ANTERIORES. (…) 3. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (grifou-se) (AC 3.031 AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 17/8/2015) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA REGISTRO DE INADIMPLÊNCIA. LIMINAR DEFERIDA. REFERENDO. 1. O Supremo Tribunal Federal tem reconhecido a ocorrência de conflito federativo em situações nas quais a União, valendo-se de registros de supostas inadimplências dos Estados no Sistema Integrado da Administração Financeira – SIAFI e no CAUC – Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias, impossibilita sejam firmados acordos de cooperação, convênios e operações de crédito entre eles e entidades federais. 2. A aparente demora na instauração de Tomada de Contas Especial, atribuída ao Convenente responsável pela apuração de eventuais irregularidades praticadas por ex-gestores de convênios, não deve inviabilizar a celebração de novos ajustes. 3. Medida liminar referendada. (AC 1.896-MC/SE, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 1.../8/2008) AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. LEGITIMIDADE PASSIVA DA UNIÃO. TOMADA DE CONTAS ESPECIAL. ATOS DECORRENTES DE GESTÕES ANTERIORES. (…) 3. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (grifou-se) (AC 3.031 AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 17/8/2015) 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA Ainda: ACO 2.067 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 10/8/2015; ACO 1.393 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 30/6/2015; e ACO 1.848 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 6/2/2015. Por fim, cumpre ressaltar que algumas das inscrições ora impugnadas encontram objeção na jurisprudência desta Corte, também em relação à aplicação do princípio da intranscendência subjetiva das sanções e à vedação a inscrição em cadastro de inadimplentes quando em litígio judicial a certeza da obrigação, conforme sinalizam os seguintes precedentes: AC 225-MC, Rel. Min. SEPULVEDA PERTENCE e AC 1033 AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO. 3. Ante o exposto, ratifico a medida liminar deferida e julgo parcialmente procedente o pedido inicial, para determinar que a União se abstenha de adotar medidas restritivas ao Estado da Bahia, com fundamento nas pendências mencionadas no item 2 desta decisão, no exame dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID, destinada ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia. Condeno a União ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), nos termos do art. 85, § 8..., do Código de Processo Civil. Prejudicado o agravo regimental interposto na Ação Cautelar 2.959/BA. A União sustenta, em síntese, (a) a legitimidade das inscrições efetuadas nos cadastros de inadimplemento por ela administrados; (b) a desnecessidade da instauração prévia de tomada de contas especial para inscrição do ente inadimplente no CAUC; (c) a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções aos atos praticados pelo próprio Poder Executivo; (d) a inexistência de litígio judicial quanto à certeza da obrigação que gerou o registro no CAUC, uma vez que consta decisão com trânsito em julgado em sentido favorável à União; e 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA Ainda: ACO 2.067 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 10/8/2015; ACO 1.393 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 30/6/2015; e ACO 1.848 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 6/2/2015. Por fim, cumpre ressaltar que algumas das inscrições ora impugnadas encontram objeção na jurisprudência desta Corte, também em relação à aplicação do princípio da intranscendência subjetiva das sanções e à vedação a inscrição em cadastro de inadimplentes quando em litígio judicial a certeza da obrigação, conforme sinalizam os seguintes precedentes: AC 225-MC, Rel. Min. SEPULVEDA PERTENCE e AC 1033 AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO. 3. Ante o exposto, ratifico a medida liminar deferida e julgo parcialmente procedente o pedido inicial, para determinar que a União se abstenha de adotar medidas restritivas ao Estado da Bahia, com fundamento nas pendências mencionadas no item 2 desta decisão, no exame dos requisitos para a concessão de garantia na operação de crédito a ser celebrada entre o Estado da Bahia e o BID, destinada ao financiamento do Programa de Desenvolvimento Ambiental da Bahia. Condeno a União ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em R$ 5.000,00 (cinco mil reais), nos termos do art. 85, § 8..., do Código de Processo Civil. Prejudicado o agravo regimental interposto na Ação Cautelar 2.959/BA. A União sustenta, em síntese, (a) a legitimidade das inscrições efetuadas nos cadastros de inadimplemento por ela administrados; (b) a desnecessidade da instauração prévia de tomada de contas especial para inscrição do ente inadimplente no CAUC; (c) a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções aos atos praticados pelo próprio Poder Executivo; (d) a inexistência de litígio judicial quanto à certeza da obrigação que gerou o registro no CAUC, uma vez que consta decisão com trânsito em julgado em sentido favorável à União; e 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Relatório ACO 1845 AGR / BA por fim, (e) a necessidade de sobrestamento dos autos decorrente do reconhecimento de repercussão geral no Recurso Extraordinário 607.420/PI. Em contrarrazões, o Estado da Bahia repisa os argumentos expendidos na inicial no sentido da necessidade de prévia observância dos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa nos casos de registro no CAUC. No mais, assevera a inaptidão das alegações de inaplicabilidade da teoria da intranscendência subjetiva das sanções e da existência de litígio judicial, porquanto não serviram de base para o acolhimento do pedido inicial. Por fim, rechaça a solicitação de sobrestamento do processo com base na sistemática da repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA por fim, (e) a necessidade de sobrestamento dos autos decorrente do reconhecimento de repercussão geral no Recurso Extraordinário 607.420/PI. Em contrarrazões, o Estado da Bahia repisa os argumentos expendidos na inicial no sentido da necessidade de prévia observância dos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa nos casos de registro no CAUC. No mais, assevera a inaptidão das alegações de inaplicabilidade da teoria da intranscendência subjetiva das sanções e da existência de litígio judicial, porquanto não serviram de base para o acolhimento do pedido inicial. Por fim, rechaça a solicitação de sobrestamento do processo com base na sistemática da repercussão geral. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049524. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Com efeito, a jurisprudência desta Corte tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CITAÇÃO REALIZADA. MANDADO CUMPRIDO PESSOALMENTE JUNTO À SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO DA ADVOCAÇÃO-GERAL DA UNIÃO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DESTE TRIBUNAL. ART. 21, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 2. É que, em casos como o presente, o propósito é de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Com efeito, a jurisprudência desta Corte tem reconhecido a necessidade de instauração de prévio processo de tomada de contas especial como requisito para inclusão em cadastro de inadimplência. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CITAÇÃO REALIZADA. MANDADO CUMPRIDO PESSOALMENTE JUNTO À SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO DA ADVOCAÇÃO-GERAL DA UNIÃO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DESTE TRIBUNAL. ART. 21, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009. 2. É que, em casos como o presente, o propósito é de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ACO 1845 AGR / BA neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ACO 2067-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje 10/8/2015) 2. No tocante à alegação de inexistência de litígio judicial da inscrição no CADIN, a informação de ocorrência do trânsito em julgado da ação n 0001408-69.2011.4.01.3300, em 7/8/2013, não infirma o argumento suscitado na inicial de que ao tempo do ajuizamento deste processo (20/9/2011), a questão encontrava-se sub judice, fato que impediria o respectivo registro. 3. Por fim, a alegada necessidade de se aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 607.420 (submetido à repercussão geral) é questão que já foi rejeitada pelo Plenário no julgamento dos Embargos de Declaração no Agravo Regimental na Ação Cível Originária 2.128 AgR ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 2/3/2016, também opostos pela União. Na ocasião, assentou-se que as disposições contidas no art. 543-B do Código de Processo Civil não se destinam ao processamento e julgamento das ações originárias propostas perante o Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Supremo Tribunal Federal ACO 1845 AGR / BA neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (ACO 2067-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje 10/8/2015) 2. No tocante à alegação de inexistência de litígio judicial da inscrição no CADIN, a informação de ocorrência do trânsito em julgado da ação n 0001408-69.2011.4.01.3300, em 7/8/2013, não infirma o argumento suscitado na inicial de que ao tempo do ajuizamento deste processo (20/9/2011), a questão encontrava-se sub judice, fato que impediria o respectivo registro. 3. Por fim, a alegada necessidade de se aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 607.420 (submetido à repercussão geral) é questão que já foi rejeitada pelo Plenário no julgamento dos Embargos de Declaração no Agravo Regimental na Ação Cível Originária 2.128 AgR ED, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 2/3/2016, também opostos pela União. Na ocasião, assentou-se que as disposições contidas no art. 543-B do Código de Processo Civil não se destinam ao processamento e julgamento das ações originárias propostas perante o Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12049525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 11/11/2016 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056253 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.845 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Plenário, sessão virtual de 04 a 11.11.2016. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki, Roberto Barroso e Edson Fachin. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12056253 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 845", "ACO 2 . 131 / MT -", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 845", "Ação Cautelar 2 . 959 / BA", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 845", "Ação Cautelar 2 . 959 / BA", "ACO 2 . 131 / MT - AgR", "ACO 1845 AGR / BA", "ACO 2 . 131 / MT - AgR", "ACO 2 . 131 - AgR", "ACO 2 . 131 - AgR", "ACO 1845 AGR / BA", "AC 1 . 896 - MC / SE", "ACO 1 . 848 - AgR", "AC 2 . 032", "AC 3 . 031 AgR / PE", "AC 1 . 896 - MC / SE", "ACO 1 . 848 - AgR", "AC 2 . 032", "AC 3 . 031 AgR / PE", "ACO 1845", "ACO 2 . 067 AgR", "ACO 1 . 393 AgR", "ACO 1 . 848 AgR", "AC 225 - MC", "AC 1033 AgR - QO / DF", "Ação Cautelar 2", "ACO 2 . 067 AgR", "AgR", "ACO 1 . 848 AgR", "AC 225 - MC", "AC 1033 AgR - QO / DF", "Ação Cautelar 2 . 959 / BA", "ACO 1845 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 607 . 420 / PI", "ACO 1845", "Recurso Extraordinário 607 . 420 / PI", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 845", "ACO 1 . 848 - AgR", "AC 2 . 032", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 845", "ACO 1 . 848 - AgR", "AC 2 . 032", "ACO 2067 - 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GERAL DA UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Plenário", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso Mello", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso Mello", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "LUIZ", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "SEPULVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "SEPULVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Celso Mello", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "Celso Mello", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "TEORI", "ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos", "TEORI ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "20", "/", "2", "/", "2015", "4", "10", ".", "11", ".", "2016", "11 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2008", "6", "/", "11", "/", "2014", "20", "/", "03", "/", "2009", "17", "/", "8", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2008", "6", "/", "11", "/", "2014", "20", "/", "03", "/", "2009", "17", "/", "8", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2015", "30", "/", "6", "/", "2015", "6", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2015", "30", "/", "6", "/", "2015", "6", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "6", "/", "11", "/", "2014", "20", "/", "03", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "6", "/", "11", "/", "2014", "20", "/", "03", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2015", "7", "/", "8", "/", "2013", "20", "/", "9", "/", "2011", "2", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "8", "/", "2015", "7", "/", "8", "/", "2013", "20", "/", "9", "/", "2011", "2", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "04", "11", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "11", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. DESPESAS DEDUTÍVEIS PARA APURAÇÃO DO LUCRO REAL. DEDUÇÃO DE TRIBUTO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. LEIS NºS 8.541/1992 E 8.981/1995. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno e majorar o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 988822 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. 1. O art. 8° da Lei 8.541/1992 estabelece que indevida a dedução referente a importâncias contabilizadas como custo ou despesa, relativas a tributos ou contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa nos termos do art. 151 do CTN, haja ou não depósito judicial em garantia. 2. Conforme entendimento pacificado neste Tribunal e no STJ, inclusive na sistemática dos recursos repetitivos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. 1. O art. 8° da Lei 8.541/1992 estabelece que indevida a dedução referente a importâncias contabilizadas como custo ou despesa, relativas a tributos ou contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa nos termos do art. 151 do CTN, haja ou não depósito judicial em garantia. 2. Conforme entendimento pacificado neste Tribunal e no STJ, inclusive na sistemática dos recursos repetitivos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 988822 AGR / MG (Resp 1168038/SP), os depósitos judiciais permanecem sob disponibilidade jurídica da empresa, não sendo possível deduzi-los da base de cálculo para apuração do lucro real. 3. Com o advento da Lei 9.703/1998, ficou determinado que o dinheiro depositado para fim de suspensão de exigibilidade de crédito tributário será repassado à Conta Única do Tesouro Nacional (art. 1°, §2°). 4. Uma vez que os valores depositados em juízo são imediata e efetivamente repassados à pessoa jurídica de direito público competente para a instituição e arrecadação do tributo, caracterizada a lesão ao direito do contribuinte de excluir esses valores da base de cálculo do lucro tributável. 5. Apelação a que se dá provimento’. Opostos embargos de declaração, restaram assim ementados: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. EXCLUSÃO. OUTRAS HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. ART. 151, III E IV, DO CTN. DEDUÇÃO INDEVIDA. 1. Os embargos de declaração afiguram-se instrumento processual adequado para sanar as contradições. Obscuridades ou omissões, bem como corrigir eventuais erros materiais. 2. Suspensa a exigibilidade de tributo nos termos do art. 151, III e IV, do CN, não há de se falar em exclusão da base de cálculo do imposto de renda daqueles valores cuja exigibilidade esteja suspensa com base nestes incisos. Inexistente depósito judicial, não há repasse à conta única do Tesouro Nacional, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG (Resp 1168038/SP), os depósitos judiciais permanecem sob disponibilidade jurídica da empresa, não sendo possível deduzi-los da base de cálculo para apuração do lucro real. 3. Com o advento da Lei 9.703/1998, ficou determinado que o dinheiro depositado para fim de suspensão de exigibilidade de crédito tributário será repassado à Conta Única do Tesouro Nacional (art. 1°, §2°). 4. Uma vez que os valores depositados em juízo são imediata e efetivamente repassados à pessoa jurídica de direito público competente para a instituição e arrecadação do tributo, caracterizada a lesão ao direito do contribuinte de excluir esses valores da base de cálculo do lucro tributável. 5. Apelação a que se dá provimento’. Opostos embargos de declaração, restaram assim ementados: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. EXCLUSÃO. OUTRAS HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. ART. 151, III E IV, DO CTN. DEDUÇÃO INDEVIDA. 1. Os embargos de declaração afiguram-se instrumento processual adequado para sanar as contradições. Obscuridades ou omissões, bem como corrigir eventuais erros materiais. 2. Suspensa a exigibilidade de tributo nos termos do art. 151, III e IV, do CN, não há de se falar em exclusão da base de cálculo do imposto de renda daqueles valores cuja exigibilidade esteja suspensa com base nestes incisos. Inexistente depósito judicial, não há repasse à conta única do Tesouro Nacional, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 988822 AGR / MG que afasta a incidência da Lei 9.703/1998 e determina a incidência plena do art. 41, §1°, da Lei 8.981/1995. 3. Embargos de declaração acolhidos para sanar a omissão apontada. Recurso de apelação a que se dá provimento.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5°, caput e XXXV; 145, §1°; 150, II e 153, III, todos da Carta. Sustenta que os valores que estão com a exigibilidade suspensa são passíveis de dedução do imposto de renda, pois possuem a natureza de despesas e representam diminuição patrimonial atual. A pretensão recursal não merece prosperar. O acórdão impugnado, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei 8.541/92 e 8.981/95), circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Nos termos da jurisprudência da Corte, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. Nesse sentido, confira-se o precedente a seguir: ‘Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG que afasta a incidência da Lei 9.703/1998 e determina a incidência plena do art. 41, §1°, da Lei 8.981/1995. 3. Embargos de declaração acolhidos para sanar a omissão apontada. Recurso de apelação a que se dá provimento.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5°, caput e XXXV; 145, §1°; 150, II e 153, III, todos da Carta. Sustenta que os valores que estão com a exigibilidade suspensa são passíveis de dedução do imposto de renda, pois possuem a natureza de despesas e representam diminuição patrimonial atual. A pretensão recursal não merece prosperar. O acórdão impugnado, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei 8.541/92 e 8.981/95), circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Nos termos da jurisprudência da Corte, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. Nesse sentido, confira-se o precedente a seguir: ‘Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 988822 AGR / MG modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido’. (RE 505.508- segundo-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “ao permitir para apuração da base de cálculo do imposto de renda, que as despesas com obrigações tributárias, inclusive os tributos que estão com exigibilidade suspensa, sejam deduzidas por regime (de caixa) distinto do aplicado paru a contabilização das receitas correlatas (regime de competência), o v. Aresto possibilita que a tributação ficta da renda, em clara vulneração à materialidade da indigitada exação, prevista no indigitado dispositivo constitucional”; (ii) não se trata de matéria infraconstitucional porquanto cabe ao STF definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do Imposto de Renda; (iii) no julgamento dos REs 208.526 e 256.304, restou decidido que o legislador ordinário não pode criar parâmetros para a tributação pelo Imposto de Renda que ferem a materialidade do referido imposto. 3. A parte agravante requer, por fim, a remessa do recurso ao Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.033 do CPC/2015. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido’. (RE 505.508- segundo-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “ao permitir para apuração da base de cálculo do imposto de renda, que as despesas com obrigações tributárias, inclusive os tributos que estão com exigibilidade suspensa, sejam deduzidas por regime (de caixa) distinto do aplicado paru a contabilização das receitas correlatas (regime de competência), o v. Aresto possibilita que a tributação ficta da renda, em clara vulneração à materialidade da indigitada exação, prevista no indigitado dispositivo constitucional”; (ii) não se trata de matéria infraconstitucional porquanto cabe ao STF definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do Imposto de Renda; (iii) no julgamento dos REs 208.526 e 256.304, restou decidido que o legislador ordinário não pode criar parâmetros para a tributação pelo Imposto de Renda que ferem a materialidade do referido imposto. 3. A parte agravante requer, por fim, a remessa do recurso ao Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.033 do CPC/2015. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a questão central no caso não cuida, como pretende fazer crer a agravante, de “definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do imposto de renda”. A sua verdadeira pretensão é aferir a legalidade da apuração de lucro real e da forma de dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/1992 e 8.981/1995. Tal controvérsia, contudo, insere-se no campo infraconstitucional. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS COM A EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ARTS. 7º E 8º DA LEI 8.541/1992. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido” (RE 568572 AgR / PR, Rel. Min. Ayres Britto) 3. O acórdão de origem entendeu que somente o tributo realmente pago poderia ser considerado despesa dedutível para fins de apuração do lucro real levado à tributação pelo Imposto de Renda. A pretensão da recorrente é, em síntese, afastar a incidência do § 1º do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a questão central no caso não cuida, como pretende fazer crer a agravante, de “definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do imposto de renda”. A sua verdadeira pretensão é aferir a legalidade da apuração de lucro real e da forma de dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis nºs 8.541/1992 e 8.981/1995. Tal controvérsia, contudo, insere-se no campo infraconstitucional. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS COM A EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ARTS. 7º E 8º DA LEI 8.541/1992. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido” (RE 568572 AgR / PR, Rel. Min. Ayres Britto) 3. O acórdão de origem entendeu que somente o tributo realmente pago poderia ser considerado despesa dedutível para fins de apuração do lucro real levado à tributação pelo Imposto de Renda. A pretensão da recorrente é, em síntese, afastar a incidência do § 1º do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 988822 AGR / MG 41 da Lei nº 8.981/1995 em razão de sua suposta incompatibilidade com o caput do referido artigo e com o o art. 43 do CTN. Tal controvérsia consubstancia-se em ofensa meramente reflexa. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático e probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Inaplicável ao caso a conversão em recurso especial nos termos do art. 1.033 do CPC/2015, uma vez que o recurso extraordinário foi interposto na vigência do CPC/1973, sendo firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal, à luz da norma processual anterior, de que, se tratando de matéria infraconstitucional, o recurso extraordinário deve ter seu seguimento negado. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG 41 da Lei nº 8.981/1995 em razão de sua suposta incompatibilidade com o caput do referido artigo e com o o art. 43 do CTN. Tal controvérsia consubstancia-se em ofensa meramente reflexa. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático e probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Inaplicável ao caso a conversão em recurso especial nos termos do art. 1.033 do CPC/2015, uma vez que o recurso extraordinário foi interposto na vigência do CPC/1973, sendo firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal, à luz da norma processual anterior, de que, se tratando de matéria infraconstitucional, o recurso extraordinário deve ter seu seguimento negado. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observo merecer pronunciamento do Pleno do Supremo a discussão atinente ao regime de apuração de despesas com obrigações tributárias para fins de dedução para tributação da renda, considerando o conceito enunciado pelo artigo 153, inciso III da Constituição Federal. A adoção de regime de caixa para apuração de tais despesas, em contraposição à adoção de regime de competência para apuração das receitas correlatas acaba por possibilitar a tributação ficta da renda, atraindo a competência desta Corte para apreciar possível inconstitucionalidade do artigo 41, § 1º da Lei nº 8.212/91. Divirjo do relator para prover o agravo e determinar seguinte do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022476. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observo merecer pronunciamento do Pleno do Supremo a discussão atinente ao regime de apuração de despesas com obrigações tributárias para fins de dedução para tributação da renda, considerando o conceito enunciado pelo artigo 153, inciso III da Constituição Federal. A adoção de regime de caixa para apuração de tais despesas, em contraposição à adoção de regime de competência para apuração das receitas correlatas acaba por possibilitar a tributação ficta da renda, atraindo a competência desta Corte para apreciar possível inconstitucionalidade do artigo 41, § 1º da Lei nº 8.212/91. Divirjo do relator para prover o agravo e determinar seguinte do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO (01660/A/DF, 26802/GO, 1542A/MG, 124071-A/PB, 25682/PR, 2206-A/RJ, 56144A/RS, 19561/SC, 124071/SP) ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (110862/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079759 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO (01660/A/DF, 26802/GO, 1542A/MG, 124071-A/PB, 25682/PR, 2206-A/RJ, 56144A/RS, 19561/SC, 124071/SP) ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (110862/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12096212
2016-11-11T00:00:00
2016-11-25T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. DESPESAS DEDUTÍVEIS PARA APURAÇÃO DO LUCRO REAL. DEDUÇÃO DE TRIBUTO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. LEIS NºS 8.541/1992 E 8.981/1995. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur360907
- Acórdão(s) citado(s): (IMPOSTO DE RENDA, DEDUÇÃO DE TRIBUTO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA) RE 568572 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 13/12/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
988822
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n ART-00043\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n ART-00041 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008541 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008981 ANO-1995\n ART-00041 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 988822 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. DESPESAS DEDUTÍVEIS PARA APURAÇÃO DO LUCRO REAL. DEDUÇÃO DE TRIBUTO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. LEIS nS 8.541/1992 E 8.981/1995. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno e majorar o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 988822 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. 1. O art. 8... da Lei 8.541/1992 estabelece que indevida a dedução referente a importâncias contabilizadas como custo ou despesa, relativas a tributos ou contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa nos termos do art. 151 do CTN, haja ou não depósito judicial em garantia. 2. Conforme entendimento pacificado neste Tribunal e no Superior Tribunal de Justiça, inclusive na sistemática dos recursos repetitivos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. 1. O art. 8... da Lei 8.541/1992 estabelece que indevida a dedução referente a importâncias contabilizadas como custo ou despesa, relativas a tributos ou contribuições cuja exigibilidade esteja suspensa nos termos do art. 151 do CTN, haja ou não depósito judicial em garantia. 2. Conforme entendimento pacificado neste Tribunal e no Superior Tribunal de Justiça, inclusive na sistemática dos recursos repetitivos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 988822 AGR / MG (Resp 1168038/SP), os depósitos judiciais permanecem sob disponibilidade jurídica da empresa, não sendo possível deduzi-los da base de cálculo para apuração do lucro real. 3. Com o advento da Lei 9.703/1998, ficou determinado que o dinheiro depositado para fim de suspensão de exigibilidade de crédito tributário será repassado à Conta Única do Tesouro Nacional (art. 1..., §2...). 4. Uma vez que os valores depositados em juízo são imediata e efetivamente repassados à pessoa jurídica de direito público competente para a instituição e arrecadação do tributo, caracterizada a lesão ao direito do contribuinte de excluir esses valores da base de cálculo do lucro tributável. 5. Apelação a que se dá provimento’. Opostos embargos de declaração, restaram assim ementados: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. EXCLUSÃO. OUTRAS HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. ART. 151, III E IV, DO CTN. DEDUÇÃO INDEVIDA. 1. Os embargos de declaração afiguram-se instrumento processual adequado para sanar as contradições. Obscuridades ou omissões, bem como corrigir eventuais erros materiais. 2. Suspensa a exigibilidade de tributo nos termos do art. 151, III e IV, do CN, não há de se falar em exclusão da base de cálculo do imposto de renda daqueles valores cuja exigibilidade esteja suspensa com base nestes incisos. Inexistente depósito judicial, não há repasse à conta única do Tesouro Nacional, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG (Resp 1168038/SP), os depósitos judiciais permanecem sob disponibilidade jurídica da empresa, não sendo possível deduzi-los da base de cálculo para apuração do lucro real. 3. Com o advento da Lei 9.703/1998, ficou determinado que o dinheiro depositado para fim de suspensão de exigibilidade de crédito tributário será repassado à Conta Única do Tesouro Nacional (art. 1..., §2...). 4. Uma vez que os valores depositados em juízo são imediata e efetivamente repassados à pessoa jurídica de direito público competente para a instituição e arrecadação do tributo, caracterizada a lesão ao direito do contribuinte de excluir esses valores da base de cálculo do lucro tributável. 5. Apelação a que se dá provimento’. Opostos embargos de declaração, restaram assim ementados: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. DEPÓSITO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LUCRO REAL. APURAÇÃO. DEDUÇÃO. BASE DE CÁLCULO. LEI 9.703/1998. REPASSE PARA CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL. EXCLUSÃO. OUTRAS HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. ART. 151, III E IV, DO CTN. DEDUÇÃO INDEVIDA. 1. Os embargos de declaração afiguram-se instrumento processual adequado para sanar as contradições. Obscuridades ou omissões, bem como corrigir eventuais erros materiais. 2. Suspensa a exigibilidade de tributo nos termos do art. 151, III e IV, do CN, não há de se falar em exclusão da base de cálculo do imposto de renda daqueles valores cuja exigibilidade esteja suspensa com base nestes incisos. Inexistente depósito judicial, não há repasse à conta única do Tesouro Nacional, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 988822 AGR / MG que afasta a incidência da Lei 9.703/1998 e determina a incidência plena do art. 41, §1..., da Lei 8.981/1995. 3. Embargos de declaração acolhidos para sanar a omissão apontada. Recurso de apelação a que se dá provimento.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput e XXXV; 145, §1...; 150, II e 153, III, todos da Carta. Sustenta que os valores que estão com a exigibilidade suspensa são passíveis de dedução do imposto de renda, pois possuem a natureza de despesas e representam diminuição patrimonial atual. A pretensão recursal não merece prosperar. O acórdão impugnado, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei 8.541/92 e 8.981/95), circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Nos termos da jurisprudência da Corte, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. Nesse sentido, confira-se o precedente a seguir: ‘Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis ns 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis ns 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG que afasta a incidência da Lei 9.703/1998 e determina a incidência plena do art. 41, §1..., da Lei 8.981/1995. 3. Embargos de declaração acolhidos para sanar a omissão apontada. Recurso de apelação a que se dá provimento.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput e XXXV; 145, §1...; 150, II e 153, III, todos da Carta. Sustenta que os valores que estão com a exigibilidade suspensa são passíveis de dedução do imposto de renda, pois possuem a natureza de despesas e representam diminuição patrimonial atual. A pretensão recursal não merece prosperar. O acórdão impugnado, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei 8.541/92 e 8.981/95), circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo. Nos termos da jurisprudência da Corte, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional correlata. Nesse sentido, confira-se o precedente a seguir: ‘Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Imposto de renda. Apuração de lucro real e dedução de créditos com exigibilidade suspensa. Leis ns 8.541/92 e 8.981/95. Questão infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 1. Ambas as Turmas desta Corte têm se posicionado no sentido de que a controvérsia envolvendo a apuração de lucro real e a dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis ns 8.541/92 e 8.981/95, se insere no campo infraconstitucional. Assim sendo, eventual incompatibilidade com a Constituição Federal, caso ocorresse, dar-se-ia de forma meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 2. Os fundamentos da agravante, insuficientes para 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 988822 AGR / MG modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido’. (Recurso Extraordinário 505.508- segundo-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “ao permitir para apuração da base de cálculo do imposto de renda, que as despesas com obrigações tributárias, inclusive os tributos que estão com exigibilidade suspensa, sejam deduzidas por regime (de caixa) distinto do aplicado paru a contabilização das receitas correlatas (regime de competência), o v. Aresto possibilita que a tributação ficta da renda, em clara vulneração à materialidade da indigitada exação, prevista no indigitado dispositivo constitucional”; (ii) não se trata de matéria infraconstitucional porquanto cabe ao Supremo Tribunal Federal definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do Imposto de Renda; (iii) no julgamento dos REs 208.526 e 256.304, restou decidido que o legislador ordinário não pode criar parâmetros para a tributação pelo Imposto de Renda que ferem a materialidade do referido imposto. 3. A parte agravante requer, por fim, a remessa do recurso ao Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.033 do Código de Processo Civil/2015. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG modificar a decisão ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido’. (Recurso Extraordinário 505.508- segundo-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) “ao permitir para apuração da base de cálculo do imposto de renda, que as despesas com obrigações tributárias, inclusive os tributos que estão com exigibilidade suspensa, sejam deduzidas por regime (de caixa) distinto do aplicado paru a contabilização das receitas correlatas (regime de competência), o v. Aresto possibilita que a tributação ficta da renda, em clara vulneração à materialidade da indigitada exação, prevista no indigitado dispositivo constitucional”; (ii) não se trata de matéria infraconstitucional porquanto cabe ao Supremo Tribunal Federal definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do Imposto de Renda; (iii) no julgamento dos REs 208.526 e 256.304, restou decidido que o legislador ordinário não pode criar parâmetros para a tributação pelo Imposto de Renda que ferem a materialidade do referido imposto. 3. A parte agravante requer, por fim, a remessa do recurso ao Superior Tribunal de Justiça, nos termos do art. 1.033 do Código de Processo Civil/2015. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038694. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a questão central no caso não cuida, como pretende fazer crer a agravante, de “definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do imposto de renda”. A sua verdadeira pretensão é aferir a legalidade da apuração de lucro real e da forma de dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis ns 8.541/1992 e 8.981/1995. Tal controvérsia, contudo, insere-se no campo infraconstitucional. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS COM A EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ARTS. 7... E 8... DA LEI 8.541/1992. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 568572 AgR / PR, Rel. Min. Ayres Britto) 3. O acórdão de origem entendeu que somente o tributo realmente pago poderia ser considerado despesa dedutível para fins de apuração do lucro real levado à tributação pelo Imposto de Renda. A pretensão da recorrente é, em síntese, afastar a incidência do § 1... do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a questão central no caso não cuida, como pretende fazer crer a agravante, de “definir o conceito de renda e proventos, isto é, definir a materialidade para fins de incidência do imposto de renda”. A sua verdadeira pretensão é aferir a legalidade da apuração de lucro real e da forma de dedução de créditos com exigibilidade suspensa, nos moldes das Leis ns 8.541/1992 e 8.981/1995. Tal controvérsia, contudo, insere-se no campo infraconstitucional. Confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS COM A EXIGIBILIDADE SUSPENSA. DEDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ARTS. 7... E 8... DA LEI 8.541/1992. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 568572 AgR / PR, Rel. Min. Ayres Britto) 3. O acórdão de origem entendeu que somente o tributo realmente pago poderia ser considerado despesa dedutível para fins de apuração do lucro real levado à tributação pelo Imposto de Renda. A pretensão da recorrente é, em síntese, afastar a incidência do § 1... do art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 988822 AGR / MG 41 da Lei n 8.981/1995 em razão de sua suposta incompatibilidade com o caput do referido artigo e com o o art. 43 do CTN. Tal controvérsia consubstancia-se em ofensa meramente reflexa. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático e probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Inaplicável ao caso a conversão em recurso especial nos termos do art. 1.033 do Código de Processo Civil/2015, uma vez que o recurso extraordinário foi interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973, sendo firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal, à luz da norma processual anterior, de que, se tratando de matéria infraconstitucional, o recurso extraordinário deve ter seu seguimento negado. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Supremo Tribunal Federal ARE 988822 AGR / MG 41 da Lei n 8.981/1995 em razão de sua suposta incompatibilidade com o caput do referido artigo e com o o art. 43 do CTN. Tal controvérsia consubstancia-se em ofensa meramente reflexa. 4. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional e depende da análise do conjunto fático e probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Inaplicável ao caso a conversão em recurso especial nos termos do art. 1.033 do Código de Processo Civil/2015, uma vez que o recurso extraordinário foi interposto na vigência do Código de Processo Civil/1973, sendo firme o entendimento do Supremo Tribunal Federal, à luz da norma processual anterior, de que, se tratando de matéria infraconstitucional, o recurso extraordinário deve ter seu seguimento negado. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observo merecer pronunciamento do Pleno do Supremo a discussão atinente ao regime de apuração de despesas com obrigações tributárias para fins de dedução para tributação da renda, considerando o conceito enunciado pelo artigo 153, inciso III da Constituição Federal. A adoção de regime de caixa para apuração de tais despesas, em contraposição à adoção de regime de competência para apuração das receitas correlatas acaba por possibilitar a tributação ficta da renda, atraindo a competência desta Corte para apreciar possível inconstitucionalidade do artigo 41, § 1... da Lei n 8.212/91. Divirjo do relator para prover o agravo e determinar seguinte do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022476. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observo merecer pronunciamento do Pleno do Supremo a discussão atinente ao regime de apuração de despesas com obrigações tributárias para fins de dedução para tributação da renda, considerando o conceito enunciado pelo artigo 153, inciso III da Constituição Federal. A adoção de regime de caixa para apuração de tais despesas, em contraposição à adoção de regime de competência para apuração das receitas correlatas acaba por possibilitar a tributação ficta da renda, atraindo a competência desta Corte para apreciar possível inconstitucionalidade do artigo 41, § 1... da Lei n 8.212/91. Divirjo do relator para prover o agravo e determinar seguinte do extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12022476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO (01660/A/DF, 26802/GO, 1542A/MG, 124071-A/PB, 25682/PR, 2206-A/RJ, 56144A/RS, 19561/SC, 124071/SP) ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (110862/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079759 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 988.822 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO (01660/A/DF, 26802/GO, 1542A/MG, 124071-A/PB, 25682/PR, 2206-A/RJ, 56144A/RS, 19561/SC, 124071/SP) ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ NOVAKOSKI FERNANDES VELLOZA (110862/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE A GUARDA DE FILHO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). 2. Constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes). 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038756. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 134934 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038756. Supremo Tribunal Federal HC 134934 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Marco Buzzi, que não conheceu do HC 341.174-AgR. 2. A parte impetrante afirma que, embora concedida a guarda de seu filho pelo Juízo da 5ª Vara de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ, a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local “dominado por bandidos com constante troca de tiros de fuzis e pistolas e em meio a marginais, prostitutas e uma cultura de não aceitação da lei brasileira”. 3. Com essa argumentação, pleiteia a concessão da ordem a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. Decido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). De modo que o processo deve ser extinto, sem resolução do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Marco Buzzi, que não conheceu do HC 341.174-AgR. 2. A parte impetrante afirma que, embora concedida a guarda de seu filho pelo Juízo da 5ª Vara de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ, a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local “dominado por bandidos com constante troca de tiros de fuzis e pistolas e em meio a marginais, prostitutas e uma cultura de não aceitação da lei brasileira”. 3. Com essa argumentação, pleiteia a concessão da ordem a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. Decido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). De modo que o processo deve ser extinto, sem resolução do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 134934 AGR / RJ mérito, por inadequação da via eleita. 5. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Red. para o Acórdão, o Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Neste agravo regimental, a defesa reitera a alegação de que a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local dominado pela violência e pela insalubridade. Requer, ao final, o provimento do agravo a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. 3. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, em parecer da lavra do Dra. Cláudia Sampaio Marques. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Supremo Tribunal Federal HC 134934 AGR / RJ mérito, por inadequação da via eleita. 5. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Red. para o Acórdão, o Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Neste agravo regimental, a defesa reitera a alegação de que a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local dominado pela violência e pela insalubridade. Requer, ao final, o provimento do agravo a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. 3. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, em parecer da lavra do Dra. Cláudia Sampaio Marques. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Preliminarmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). 2. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato originalmente apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Não bastasse isso, conforme assentado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Redator p/o acórdão o Ministro Gilmar Mendes). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038758. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Preliminarmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). 2. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato originalmente apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Não bastasse isso, conforme assentado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Redator p/o acórdão o Ministro Gilmar Mendes). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998945. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : M A DA H DO N ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO (108934/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079688 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : M A DA H DO N ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO (108934/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079688 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12095604
2016-11-11T00:00:00
2016-11-25T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE A GUARDA DE FILHO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). 2. Constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes). 4. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur360899
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO) HC 104045 (1ªT), HC 109956 (1ªT). (HC, INSTRUÇÃO) HC 94219 (1ªT), HC 95434 (1ªT), HC 100994 (2ªT), HC 116523 (1ªT). (HC, GUARDA DE FILHO) HC 99945 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 13/12/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
134934
null
HC-AgR
acordaos
HC 134934 AgR
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AGTE.(S) : M A DA H DO N ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE A GUARDA DE FILHO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel. Min. Rosa Weber). 2. Constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Gilmar Mendes). 4. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038756. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão HC 134934 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038756. Supremo Tribunal Federal HC 134934 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Marco Buzzi, que não conheceu do HC 341.174-AgR. 2. A parte impetrante afirma que, embora concedida a guarda de seu filho pelo Juízo da 5... Vara de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ, a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local “dominado por bandidos com constante troca de tiros de fuzis e pistolas e em meio a marginais, prostitutas e uma cultura de não aceitação da lei brasileira”. 3. Com essa argumentação, pleiteia a concessão da ordem a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. Decido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). De modo que o processo deve ser extinto, sem resolução do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática de minha lavra que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Marco Buzzi, que não conheceu do HC 341.174-AgR. 2. A parte impetrante afirma que, embora concedida a guarda de seu filho pelo Juízo da 5... Vara de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ, a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local “dominado por bandidos com constante troca de tiros de fuzis e pistolas e em meio a marginais, prostitutas e uma cultura de não aceitação da lei brasileira”. 3. Com essa argumentação, pleiteia a concessão da ordem a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. Decido. 4. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio). De modo que o processo deve ser extinto, sem resolução do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 134934 AGR / RJ mérito, por inadequação da via eleita. 5. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Red. para o Acórdão, o Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Neste agravo regimental, a defesa reitera a alegação de que a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local dominado pela violência e pela insalubridade. Requer, ao final, o provimento do agravo a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. 3. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, em parecer da lavra do Dra. Cláudia Sampaio Marques. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Supremo Tribunal Federal HC 134934 AGR / RJ mérito, por inadequação da via eleita. 5. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Red. para o Acórdão, o Min. Gilmar Mendes). 7. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. Neste agravo regimental, a defesa reitera a alegação de que a genitora do menor teria levado a criança para morar com ela no Morro da Rocinha, local dominado pela violência e pela insalubridade. Requer, ao final, o provimento do agravo a fim de que seja expedido mandado de busca e apreensão do menor. 3. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, em parecer da lavra do Dra. Cláudia Sampaio Marques. 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Preliminarmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel. Min. Rosa Weber). 2. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato originalmente apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Não bastasse isso, conforme assentado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Redator p/o acórdão o Ministro Gilmar Mendes). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038758. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Preliminarmente, verifico que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (v.g HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel. Min. Rosa Weber). 2. Ademais, a petição inicial não foi instruída com cópia do ato originalmente apontado como coator, o que atrai a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir a petição do habeas corpus com as peças necessárias ao exame da pretensão nela deduzida (HC 95.434, Relator o Min. Ricardo Lewandowski; HC 116.523, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 100.994, Rel. Min. Ellen Gracie; HC 94.219, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. Não bastasse isso, conforme assentado na decisão agravada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível, não sendo, por esse meio, de pretender-se a solução de questão relativa à guarda de filhos” (HC 99.945-AgR, Redator p/o acórdão o Ministro Gilmar Mendes). 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Tipo Texto 524 AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998945. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :M A DA H DO N ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : M A DA H DO N ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO (108934/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079688 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.934 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : M A DA H DO N ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DO NASCIMENTO (108934/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 134 . 934", "HC 109 . 956", "HC 104 . 045", "HC 95 . 434", "HC 116 . 523", "HC 100 . 994", "HC 94 . 219", "HC 99 . 945 - AgR", "HC 134934 AGR / RJ", "HC 134934 AGR /", "HABEAS CORPUS 134 . 934", "HC 341 . 174 - AgR", "HC 109 . 956", "HABEAS CORPUS 134 . 934", "HC 341 . 174 - AgR", "HC 109 . 956", "HC 134934 AGR / RJ", "HC 95 . 434", "HC 116 . 523", "HC 100 . 994", "HC 94 . 219", "HC 99 . 945 - AgR", "HC 134934 AGR / RJ", "HC 95 . 434", "HC 116 . 523", "HC 100 . 994", "HC 94 . 219", "HC 99 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 134 . 934", "HC 109 . 956", "HC 104 . 045", "HC 95 . 434", "HC 116 . 523", "HC 100 . 994", "HC 94 . 219", "HC 99 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 134 . 934", "HC 109 . 956", "HC 104 . 045", "HC 95 . 434", "HC 116 . 523", "HC 100 . 994", "HC 94 . 219", "HC 99 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 134 . 934", "HABEAS CORPUS 134 . 934", "HABEAS CORPUS 134" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida 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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ANÁLISE DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO INTERPOSTO PERANTE TRIBUNAL SUPERIOR. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. Não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, Redator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038752. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão da Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autosdo AResp 749.675-AgR. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime integralmente fechado, pelo crime previsto no artigo 121, § 2º, I e IV, c/c o artigo 29, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu parcial provimento ao recurso da defesa a fim de reduzir a pena para 13 (treze) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 749.675, Ministro Ericson Maranho, Desembargador Convocado do TJ/SP, deu parcial provimento ao agravo a fim de reduzir a pena para 12 (doze) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão da Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autosdo AResp 749.675-AgR. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime integralmente fechado, pelo crime previsto no artigo 121, § 2º, I e IV, c/c o artigo 29, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu parcial provimento ao recurso da defesa a fim de reduzir a pena para 13 (treze) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 749.675, Ministro Ericson Maranho, Desembargador Convocado do TJ/SP, deu parcial provimento ao agravo a fim de reduzir a pena para 12 (doze) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA 6. Na sequência, foi interposto recurso extraordinário. A Ministra Laurita Vaz, no exercício da Vice- Presidência do Superior Tribunal de Justiça, inadmitiu o recurso. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, inobstante o paciente e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Ressalta que, submetidos a novo julgamento pelo Júri, um dos corréus foi absolvido e o outro teve a pena reduzida. Daí o pedido de concessão da ordem a fim de determinar a imediata expedição de salvo-conduto, bem como a fim de anular a condenação do paciente, determinando que ele seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA 6. Na sequência, foi interposto recurso extraordinário. A Ministra Laurita Vaz, no exercício da Vice- Presidência do Superior Tribunal de Justiça, inadmitiu o recurso. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, inobstante o paciente e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Ressalta que, submetidos a novo julgamento pelo Júri, um dos corréus foi absolvido e o outro teve a pena reduzida. Daí o pedido de concessão da ordem a fim de determinar a imediata expedição de salvo-conduto, bem como a fim de anular a condenação do paciente, determinando que ele seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. De início, observo que a petição inicial não foi instruída com cópia do acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a decisão que deu parcial provimento ao AResp 749.675. 11. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão, Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 17.06.13). 12. Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5.º, incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. De início, observo que a petição inicial não foi instruída com cópia do acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a decisão que deu parcial provimento ao AResp 749.675. 11. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão, Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 17.06.13). 12. Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5.º, incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n.º 181/STF)’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que, inobstante o agravante e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Sustenta que: (i) “não é pelo fato de o agravo ser intempestivo e inexistir o pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, que deixará de existir uma latente injustiça perpetrada, qual seja a violação ao principio da ampla defesa e do tratamento Isonômico, O TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA SÃO QUESTÕES DE ORDEM CONSTITUCIONAL!!!!!! Sendo esta Suprema Corte competente para apreciar tais questões constitucionais”; (ii) “com a devida vênia, há percussão geral sim, pois tal VIOLAÇÃO AO TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA ULTRAPASSA OS LIMITES SUBJETIVOS DA PRESENTE QUESTÃO”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que seja concedida a ordem de habeas corpus para revogar a prisão do agravante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n.º 181/STF)’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que, inobstante o agravante e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Sustenta que: (i) “não é pelo fato de o agravo ser intempestivo e inexistir o pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, que deixará de existir uma latente injustiça perpetrada, qual seja a violação ao principio da ampla defesa e do tratamento Isonômico, O TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA SÃO QUESTÕES DE ORDEM CONSTITUCIONAL!!!!!! Sendo esta Suprema Corte competente para apreciar tais questões constitucionais”; (ii) “com a devida vênia, há percussão geral sim, pois tal VIOLAÇÃO AO TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA ULTRAPASSA OS LIMITES SUBJETIVOS DA PRESENTE QUESTÃO”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que seja concedida a ordem de habeas corpus para revogar a prisão do agravante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA 4. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA 4. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Também não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Relator para o acórdão; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelos pacientes não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5.º, incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Também não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Relator para o acórdão; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelos pacientes não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5.º, incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 134760 AGR / BA da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n.º 181/STF)’. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n.º 181/STF)’. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998944. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) : TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA (21108/BA) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079687 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) : TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA (21108/BA) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079687 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086643
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ANÁLISE DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO INTERPOSTO PERANTE TRIBUNAL SUPERIOR. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. Não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, Redator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur360843
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT), HC 122166 AgR (2ªT). (HC, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) HC 109156 (1ªT), HC 111324 (1ªT), HC 115357 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 11/12/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
134760
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B PAR-00003\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 134760 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) : TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ANÁLISE DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO INTERPOSTO PERANTE TRIBUNAL SUPERIOR. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. Não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, Redator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 3. Declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038752. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão da Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autosdo AResp 749.675-AgR. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime integralmente fechado, pelo crime previsto no artigo 121, § 2..., I e IV, c/c o artigo 29, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu parcial provimento ao recurso da defesa a fim de reduzir a pena para 13 (treze) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 749.675, Ministro Ericson Maranho, Desembargador Convocado do TJ/SP, deu parcial provimento ao agravo a fim de reduzir a pena para 12 (doze) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão da Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu recurso extraordinário interposto nos autosdo AResp 749.675-AgR. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 19 (dezenove) anos de reclusão, em regime integralmente fechado, pelo crime previsto no artigo 121, § 2..., I e IV, c/c o artigo 29, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu parcial provimento ao recurso da defesa a fim de reduzir a pena para 13 (treze) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. 4. Em seguida, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 749.675, Ministro Ericson Maranho, Desembargador Convocado do TJ/SP, deu parcial provimento ao agravo a fim de reduzir a pena para 12 (doze) anos de reclusão, mantido o regime inicial fechado. 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA 6. Na sequência, foi interposto recurso extraordinário. A Ministra Laurita Vaz, no exercício da Vice- Presidência do Superior Tribunal de Justiça, inadmitiu o recurso. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, inobstante o paciente e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Ressalta que, submetidos a novo julgamento pelo Júri, um dos corréus foi absolvido e o outro teve a pena reduzida. Daí o pedido de concessão da ordem a fim de determinar a imediata expedição de salvo-conduto, bem como a fim de anular a condenação do paciente, determinando que ele seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA 6. Na sequência, foi interposto recurso extraordinário. A Ministra Laurita Vaz, no exercício da Vice- Presidência do Superior Tribunal de Justiça, inadmitiu o recurso. 7. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta que, inobstante o paciente e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Ressalta que, submetidos a novo julgamento pelo Júri, um dos corréus foi absolvido e o outro teve a pena reduzida. Daí o pedido de concessão da ordem a fim de determinar a imediata expedição de salvo-conduto, bem como a fim de anular a condenação do paciente, determinando que ele seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Com efeito, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. De início, observo que a petição inicial não foi instruída com cópia do acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a decisão que deu parcial provimento ao AResp 749.675. 11. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão, Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 17.06.13). 12. Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5., incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. De início, observo que a petição inicial não foi instruída com cópia do acórdão do Superior Tribunal de Justiça que negou provimento ao agravo regimental interposto contra a decisão que deu parcial provimento ao AResp 749.675. 11. Ademais, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Redator para o acórdão, Dje de 13.11.14; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 15.04.13; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje de 17.06.13). 12. Não bastasse, lembro que, uma vez declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelo ora paciente não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5., incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n. 181/Supremo Tribunal Federal)’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que, inobstante o agravante e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Sustenta que: (i) “não é pelo fato de o agravo ser intempestivo e inexistir o pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, que deixará de existir uma latente injustiça perpetrada, qual seja a violação ao principio da ampla defesa e do tratamento Isonômico, O TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA SÃO QUESTÕES DE ORDEM CONSTITUCIONAL!!!!!! Sendo esta Suprema Corte competente para apreciar tais questões constitucionais”; (ii) “com a devida vênia, há percussão geral sim, pois tal VIOLAÇÃO AO TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA ULTRAPASSA OS LIMITES SUBJETIVOS DA PRESENTE QUESTÃO”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que seja concedida a ordem de habeas corpus para revogar a prisão do agravante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n. 181/Supremo Tribunal Federal)’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que, inobstante o agravante e os dois corréus terem pleiteado a anulação da condenação pelo Tribunal do Júri, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia deu provimento apenas à apelação dos corréus, o que teria violado o princípio constitucional da isonomia. Sustenta que: (i) “não é pelo fato de o agravo ser intempestivo e inexistir o pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, que deixará de existir uma latente injustiça perpetrada, qual seja a violação ao principio da ampla defesa e do tratamento Isonômico, O TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA SÃO QUESTÕES DE ORDEM CONSTITUCIONAL!!!!!! Sendo esta Suprema Corte competente para apreciar tais questões constitucionais”; (ii) “com a devida vênia, há percussão geral sim, pois tal VIOLAÇÃO AO TRATAMENTO ISONÔMICO E A AMPLA DEFESA ULTRAPASSA OS LIMITES SUBJETIVOS DA PRESENTE QUESTÃO”. 3. Com essa argumentação, a defesa requer o provimento do agravo a fim de que seja concedida a ordem de habeas corpus para revogar a prisão do agravante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório HC 134760 AGR / BA 4. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA 4. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Também não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Relator para o acórdão; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelos pacientes não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5., incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Min. Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. Também não é o caso de concessão da ordem de ofício. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não cabe habeas corpus para reexaminar os pressupostos de admissibilidade de recurso interposto perante Tribunal Superior (vg. HC 111.324, de que fui Relator para o acórdão; HC 109.156, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 115.357-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Declarada a ausência de repercussão geral da matéria pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, os recursos que versem sobre questão constitucional idêntica devem ser inadmitidos na origem, com base no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. No caso, o recurso extraordinário interposto pelos pacientes não foi admitido, tendo em vista que, ‘No tocante à alegada violação ao art. 5., incisos LIV e LV, da Constituição da República, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371/MT-RG, Rel. Ministro GILMAR MENDES, reconheceu a inexistência de repercussão geral no tema referente à violação aos princípios do contraditório, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 134760 AGR / BA da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n. 181/Supremo Tribunal Federal)’. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Supremo Tribunal Federal HC 134760 AGR / BA da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais, como ocorre na espécie. […] Ademais, o acórdão recorrido se firmou unicamente na ausência de preenchimento dos pressupostos de admissibilidade necessários à análise do mérito recursal, tendo em vista o reconhecimento da intempestividade do agravo regimental. Nesse particular, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a matéria referente ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais não possui repercussão geral, pois está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária (Tema n. 181/Supremo Tribunal Federal)’. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Tipo Texto 524 AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998944. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) :TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento da Turma. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) : TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA (21108/BA) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079687 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.760 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN ADV.(A/S) : TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA (21108/BA) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079687 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 134 . 760", "HC 111 . 324", "HC 109 . 156", "HC 115 . 357 - AgR", "HABEAS CORPUS 134 . 760 BAHIA", "AResp 749 . 675 - AgR", "AResp 749 . 675", "HABEAS CORPUS 134 . 760 BAHIA", "AResp 749 . 675", "AResp 749 . 675", "HC 134760 AGR / BA", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 134760 AGR / BA", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 134760 AGR /", "AResp 749 . 675 .", "HC 111 . 324", "HC 109 . 156", "HC 115 . 357 - AgR", "HC 134760 AGR / BA", "HC 111", "HC 109 . 156", "HC 115 . 357 - AgR", "HC 134760 AGR / BA 748 . 371 / MT - RG", "Tema n . 181 / Supremo Tribunal Federal", "HC 134760 AGR / BA 748", ".", "371", "/", "Tema n . 181", "HC 134760 AGR / BA", "HC 134760 AGR / BA", "HABEAS CORPUS 134 . 760", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 111 . 324", "HC 109 . 156", "HC 115 . 357 - AgR", "ARE 748 . 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"ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vice", "-", "Presidência do", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça", "do Estado da Bahia", "TJ", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça da Bahia", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça da Bahia", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "BA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior 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ROBERTO BARROSO", "Ericson Maranho", "ROBERTO BARROSO", "ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN", "TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ericson Maranho", "Laurita Vaz", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Laurita Vaz", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN", "TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN", "TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN", "TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ÂNGELO DOS SANTOS ESTEVAN", "TIAGO BRAZAO DOS SANTOS PESSOA", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "04 a 10 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "14", "15", ".", "04", ".", "13", "17", ".", "06", ".", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "11", ".", "14", "15", ".", "04", ".", "13", "17", ".", "06", ".", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) :EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTEMPESTIVOS. INTERRUPÇÃO DO PRAZO. NÃO OCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECLUSÃO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO. Os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição do recurso extraordinário ocorreu fora do prazo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, ainda que se trate de matéria de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas do Ministro Marco Aurélio. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926961. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 822344 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926961. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) :EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado: ‘IMUNIDADE TRIBUTÁRIA Exigência de ICMS sobre importação de equipamento efetuada por entidade assistencial sem fins lucrativos Pretensão ao reconhecimento da imunidade concedida no artigo 150, VI, alínea c e § 4º, da Constituição Federal Admissibilidade Precedentes jurisprudenciais Reconhecimento do benefício fiscal constitucionalmente outorgado à entidade importadora Recurso provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, porquanto intempestivos. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 155, I, b, e 155, § 2º, IX, a, da Carta. Sustenta, em síntese, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) :EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado: ‘IMUNIDADE TRIBUTÁRIA Exigência de ICMS sobre importação de equipamento efetuada por entidade assistencial sem fins lucrativos Pretensão ao reconhecimento da imunidade concedida no artigo 150, VI, alínea c e § 4º, da Constituição Federal Admissibilidade Precedentes jurisprudenciais Reconhecimento do benefício fiscal constitucionalmente outorgado à entidade importadora Recurso provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, porquanto intempestivos. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 155, I, b, e 155, § 2º, IX, a, da Carta. Sustenta, em síntese, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 822344 AGR / SP que a entrada de mercadoria estrangeira estará sempre sujeita à incidência do ICMS, independentemente da destinação conferida pelo importador. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob os seguintes fundamentos: (i) os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar as conclusões do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada. (ii) o fundamento utilizado para interposição somente poderia ter sua procedência verificada mediante o reexame das provas colhidas no correr do feito. Incidente a Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal. O recurso extraordinário não pode ser conhecido em virtude de sua interposição intempestiva. O Tribunal de origem negou provimento à apelação e à remessa necessária, tendo o acórdão sido publicado em 24.05.2011. Verifico que os embargos de declaração foram opostos tão somente em 03.06.2011, após o transcurso do prazo para sua regular oposição. Concluído o julgamento dos aclaratórios, em 09.11.2011, a parte interpôs o presente recurso extraordinário. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição se deu fora do prazo legal. Neste sentido, confira-se a ementa do AI 624.757-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS MANIFESTAMENTE INCABÍVEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTEMPESTIDADE. PORTE DE REMESSA E RETORNO DOS AUTOS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP que a entrada de mercadoria estrangeira estará sempre sujeita à incidência do ICMS, independentemente da destinação conferida pelo importador. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob os seguintes fundamentos: (i) os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar as conclusões do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada. (ii) o fundamento utilizado para interposição somente poderia ter sua procedência verificada mediante o reexame das provas colhidas no correr do feito. Incidente a Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal. O recurso extraordinário não pode ser conhecido em virtude de sua interposição intempestiva. O Tribunal de origem negou provimento à apelação e à remessa necessária, tendo o acórdão sido publicado em 24.05.2011. Verifico que os embargos de declaração foram opostos tão somente em 03.06.2011, após o transcurso do prazo para sua regular oposição. Concluído o julgamento dos aclaratórios, em 09.11.2011, a parte interpôs o presente recurso extraordinário. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição se deu fora do prazo legal. Neste sentido, confira-se a ementa do AI 624.757-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS MANIFESTAMENTE INCABÍVEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTEMPESTIDADE. PORTE DE REMESSA E RETORNO DOS AUTOS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 822344 AGR / SP AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. RESOLUÇÃO 303 DO STF. DESERÇÃO. I Recurso manifestamente incabível não possui o efeito de suspender o prazo de interposição de novos recursos. II - Intimada a regularizar o preparo, a agravante não o fez no prazo fixado, o que resultou na deserção do recurso. A parte agravante não conseguiu demonstrar tenha a decisão agravada incorrido em erro. III - Agravo regimental improvido.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que, se a publicação do acórdão da apelação ocorreu dia 24/5/2011 e o prazo teve início em 25/5/2011, a apresentação dos embargos de declaração em 3/6/2011 era tempestiva, segundo a regra do prazo em dobro (dez dias) constante do art. 188 do CPC . 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. RESOLUÇÃO 303 DO STF. DESERÇÃO. I Recurso manifestamente incabível não possui o efeito de suspender o prazo de interposição de novos recursos. II - Intimada a regularizar o preparo, a agravante não o fez no prazo fixado, o que resultou na deserção do recurso. A parte agravante não conseguiu demonstrar tenha a decisão agravada incorrido em erro. III - Agravo regimental improvido.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que, se a publicação do acórdão da apelação ocorreu dia 24/5/2011 e o prazo teve início em 25/5/2011, a apresentação dos embargos de declaração em 3/6/2011 era tempestiva, segundo a regra do prazo em dobro (dez dias) constante do art. 188 do CPC . 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição ocorreu fora do prazo legal. 2. A regularidade dos embargos de declaração opostos no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não foi suscitada no momento oportuno, motivo pelo qual deve ser reconhecida a preclusão da matéria. De fato, a parte agravante em momento algum pugnou pela reconsideração da decisão proferida pelo Tribunal de origem, tendo, na realidade, interposto recurso extraordinário com o objetivo de atacar o próprio mérito da questão controversa, sem combater a questão preliminar da tempestividade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal declarar a tempestividade de recurso cuja competência decisória era da instância ordinária, especialmente nas hipóteses em que a questão não fora primeiramente invocada perante o órgão apto a dirimir a controvérsia. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário não atende ao requisito do prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 4. Por fim, saliente-se que é firme a postura desta Corte em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais, ainda que se trate de matéria de ordem pública, tal como a tempestividade. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição ocorreu fora do prazo legal. 2. A regularidade dos embargos de declaração opostos no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não foi suscitada no momento oportuno, motivo pelo qual deve ser reconhecida a preclusão da matéria. De fato, a parte agravante em momento algum pugnou pela reconsideração da decisão proferida pelo Tribunal de origem, tendo, na realidade, interposto recurso extraordinário com o objetivo de atacar o próprio mérito da questão controversa, sem combater a questão preliminar da tempestividade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal declarar a tempestividade de recurso cuja competência decisória era da instância ordinária, especialmente nas hipóteses em que a questão não fora primeiramente invocada perante o órgão apto a dirimir a controvérsia. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário não atende ao requisito do prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 4. Por fim, saliente-se que é firme a postura desta Corte em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais, ainda que se trate de matéria de ordem pública, tal como a tempestividade. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822344 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Prequestionamento. Ausência. Matéria de ordem pública. Necessidade. Processual Civil. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, é necessário seu exame nas instâncias de origem para que se viabilize o recurso extraordinário 3. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 4. É pacífica a orientação da Corte de que não se presta o recurso extraordinário para a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental não provido.” (RE 808.546-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/STF. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, ainda que se trate de matéria de ordem pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.186-AgR, da minha relatoria) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Prequestionamento. Ausência. Matéria de ordem pública. Necessidade. Processual Civil. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, é necessário seu exame nas instâncias de origem para que se viabilize o recurso extraordinário 3. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 4. É pacífica a orientação da Corte de que não se presta o recurso extraordinário para a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental não provido.” (RE 808.546-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/STF. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, ainda que se trate de matéria de ordem pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.186-AgR, da minha relatoria) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822344 AGR / SP 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, faço uma ressalva em relação ao nº 23 da lista. Quanto ao primeiro fundamento, segundo o qual os embargos declaratórios intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para interposição do recurso extraordinário, se poderia cogitar desse enfoque, caso os embargos declaratórios fossem, quanto ao efeito, unilaterais, mas são bilaterais. Não posso compelir a parte contrária a prejulgá-los, para saber se suspenso, ou não, o prazo em curso relativo a outro recurso. Por isso, faço a observação. Há um outro fundamento – não houve prequestionamento. Portanto, é apenas ressalva, para posteriormente não se invocar um precedente unânime da Turma e ser cobrado quanto à coerência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884270. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, faço uma ressalva em relação ao nº 23 da lista. Quanto ao primeiro fundamento, segundo o qual os embargos declaratórios intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para interposição do recurso extraordinário, se poderia cogitar desse enfoque, caso os embargos declaratórios fossem, quanto ao efeito, unilaterais, mas são bilaterais. Não posso compelir a parte contrária a prejulgá-los, para saber se suspenso, ou não, o prazo em curso relativo a outro recurso. Por isso, faço a observação. Há um outro fundamento – não houve prequestionamento. Portanto, é apenas ressalva, para posteriormente não se invocar um precedente unânime da Turma e ser cobrado quanto à coerência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884270. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) : EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas do Senhor Ministro Marco Aurélio. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894627 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) : EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas do Senhor Ministro Marco Aurélio. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894627 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7958281
2015-02-10T00:00:00
2015-03-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas do Senhor Ministro Marco Aurélio. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTEMPESTIVOS. INTERRUPÇÃO DO PRAZO. NÃO OCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECLUSÃO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO. Os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição do recurso extraordinário ocorreu fora do prazo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, ainda que se trate de matéria de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294930
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO, MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA) ARE 647186 AgR (1ªT), RE 808546 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 19/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
822344
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 822344 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) : EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) :EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTEMPESTIVOS. INTERRUPÇÃO DO PRAZO. NÃO OCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECLUSÃO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO. Os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição do recurso extraordinário ocorreu fora do prazo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, ainda que se trate de matéria de ordem pública. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas do Ministro Marco Aurélio. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926961. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 822344 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926961. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) :EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da 5... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado: ‘IMUNIDADE TRIBUTÁRIA Exigência de ICMS sobre importação de equipamento efetuada por entidade assistencial sem fins lucrativos Pretensão ao reconhecimento da imunidade concedida no artigo 150, VI, alínea c e § 4..., da Constituição Federal Admissibilidade Precedentes jurisprudenciais Reconhecimento do benefício fiscal constitucionalmente outorgado à entidade importadora Recurso provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, porquanto intempestivos. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 155, I, b, e 155, § 2..., IX, a, da Carta. Sustenta, em síntese, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) :EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática de minha relatoria, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão da 5... Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado: ‘IMUNIDADE TRIBUTÁRIA Exigência de ICMS sobre importação de equipamento efetuada por entidade assistencial sem fins lucrativos Pretensão ao reconhecimento da imunidade concedida no artigo 150, VI, alínea c e § 4..., da Constituição Federal Admissibilidade Precedentes jurisprudenciais Reconhecimento do benefício fiscal constitucionalmente outorgado à entidade importadora Recurso provido.’ Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, porquanto intempestivos. O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 155, I, b, e 155, § 2..., IX, a, da Carta. Sustenta, em síntese, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 822344 AGR / SP que a entrada de mercadoria estrangeira estará sempre sujeita à incidência do ICMS, independentemente da destinação conferida pelo importador. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob os seguintes fundamentos: (i) os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar as conclusões do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada. (ii) o fundamento utilizado para interposição somente poderia ter sua procedência verificada mediante o reexame das provas colhidas no correr do feito. Incidente a Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal. O recurso extraordinário não pode ser conhecido em virtude de sua interposição intempestiva. O Tribunal de origem negou provimento à apelação e à remessa necessária, tendo o acórdão sido publicado em 24.05.2011. Verifico que os embargos de declaração foram opostos tão somente em 03.06.2011, após o transcurso do prazo para sua regular oposição. Concluído o julgamento dos aclaratórios, em 09.11.2011, a parte interpôs o presente recurso extraordinário. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição se deu fora do prazo legal. Neste sentido, confira-se a ementa do AI 624.757-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS MANIFESTAMENTE INCABÍVEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTEMPESTIDADE. PORTE DE REMESSA E RETORNO DOS AUTOS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP que a entrada de mercadoria estrangeira estará sempre sujeita à incidência do ICMS, independentemente da destinação conferida pelo importador. A decisão agravada negou seguimento ao recurso, sob os seguintes fundamentos: (i) os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar as conclusões do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o suposto maltrato à norma constitucional enunciada. (ii) o fundamento utilizado para interposição somente poderia ter sua procedência verificada mediante o reexame das provas colhidas no correr do feito. Incidente a Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal. O recurso extraordinário não pode ser conhecido em virtude de sua interposição intempestiva. O Tribunal de origem negou provimento à apelação e à remessa necessária, tendo o acórdão sido publicado em 24.05.2011. Verifico que os embargos de declaração foram opostos tão somente em 03.06.2011, após o transcurso do prazo para sua regular oposição. Concluído o julgamento dos aclaratórios, em 09.11.2011, a parte interpôs o presente recurso extraordinário. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição se deu fora do prazo legal. Neste sentido, confira-se a ementa do AI 624.757-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS MANIFESTAMENTE INCABÍVEIS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTEMPESTIDADE. PORTE DE REMESSA E RETORNO DOS AUTOS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 822344 AGR / SP AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. RESOLUÇÃO 303 DO Supremo Tribunal Federal. DESERÇÃO. I Recurso manifestamente incabível não possui o efeito de suspender o prazo de interposição de novos recursos. II - Intimada a regularizar o preparo, a agravante não o fez no prazo fixado, o que resultou na deserção do recurso. A parte agravante não conseguiu demonstrar tenha a decisão agravada incorrido em erro. III - Agravo regimental improvido.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que, se a publicação do acórdão da apelação ocorreu dia 24/5/2011 e o prazo teve início em 25/5/2011, a apresentação dos embargos de declaração em 3/6/2011 era tempestiva, segundo a regra do prazo em dobro (dez dias) constante do art. 188 do Código de Processo Civil . 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP AUSÊNCIA DE PAGAMENTO. RESOLUÇÃO 303 DO Supremo Tribunal Federal. DESERÇÃO. I Recurso manifestamente incabível não possui o efeito de suspender o prazo de interposição de novos recursos. II - Intimada a regularizar o preparo, a agravante não o fez no prazo fixado, o que resultou na deserção do recurso. A parte agravante não conseguiu demonstrar tenha a decisão agravada incorrido em erro. III - Agravo regimental improvido.’ Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” 2. A parte agravante alega que, se a publicação do acórdão da apelação ocorreu dia 24/5/2011 e o prazo teve início em 25/5/2011, a apresentação dos embargos de declaração em 3/6/2011 era tempestiva, segundo a regra do prazo em dobro (dez dias) constante do art. 188 do Código de Processo Civil . 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição ocorreu fora do prazo legal. 2. A regularidade dos embargos de declaração opostos no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não foi suscitada no momento oportuno, motivo pelo qual deve ser reconhecida a preclusão da matéria. De fato, a parte agravante em momento algum pugnou pela reconsideração da decisão proferida pelo Tribunal de origem, tendo, na realidade, interposto recurso extraordinário com o objetivo de atacar o próprio mérito da questão controversa, sem combater a questão preliminar da tempestividade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal declarar a tempestividade de recurso cuja competência decisória era da instância ordinária, especialmente nas hipóteses em que a questão não fora primeiramente invocada perante o órgão apto a dirimir a controvérsia. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário não atende ao requisito do prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 4. Por fim, saliente-se que é firme a postura desta Corte em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais, ainda que se trate de matéria de ordem pública, tal como a tempestividade. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido. Tal como constatou a decisão agravada, os embargos de declaração intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do recurso extraordinário. Diante de tal circunstância, cumpre reconhecer que a interposição ocorreu fora do prazo legal. 2. A regularidade dos embargos de declaração opostos no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não foi suscitada no momento oportuno, motivo pelo qual deve ser reconhecida a preclusão da matéria. De fato, a parte agravante em momento algum pugnou pela reconsideração da decisão proferida pelo Tribunal de origem, tendo, na realidade, interposto recurso extraordinário com o objetivo de atacar o próprio mérito da questão controversa, sem combater a questão preliminar da tempestividade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal declarar a tempestividade de recurso cuja competência decisória era da instância ordinária, especialmente nas hipóteses em que a questão não fora primeiramente invocada perante o órgão apto a dirimir a controvérsia. Nesse ponto, portanto, o recurso extraordinário não atende ao requisito do prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 4. Por fim, saliente-se que é firme a postura desta Corte em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais, ainda que se trate de matéria de ordem pública, tal como a tempestividade. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822344 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Prequestionamento. Ausência. Matéria de ordem pública. Necessidade. Processual Civil. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, é necessário seu exame nas instâncias de origem para que se viabilize o recurso extraordinário 3. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 4. É pacífica a orientação da Corte de que não se presta o recurso extraordinário para a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 808.546-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, ainda que se trate de matéria de ordem pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.186-AgR, da minha relatoria) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP “Agravo regimental no recurso extraordinário. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Prequestionamento. Ausência. Matéria de ordem pública. Necessidade. Processual Civil. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que, mesmo que se trate de matéria de ordem pública, é necessário seu exame nas instâncias de origem para que se viabilize o recurso extraordinário 3. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 4. É pacífica a orientação da Corte de que não se presta o recurso extraordinário para a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 5. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 808.546-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme em exigir o regular prequestionamento das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, ainda que se trate de matéria de ordem pública. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 647.186-AgR, da minha relatoria) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 822344 AGR / SP 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Supremo Tribunal Federal ARE 822344 AGR / SP 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7926963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, faço uma ressalva em relação ao n 23 da lista. Quanto ao primeiro fundamento, segundo o qual os embargos declaratórios intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para interposição do recurso extraordinário, se poderia cogitar desse enfoque, caso os embargos declaratórios fossem, quanto ao efeito, unilaterais, mas são bilaterais. Não posso compelir a parte contrária a prejulgá-los, para saber se suspenso, ou não, o prazo em curso relativo a outro recurso. Por isso, faço a observação. Há um outro fundamento – não houve prequestionamento. Portanto, é apenas ressalva, para posteriormente não se invocar um precedente unânime da Turma e ser cobrado quanto à coerência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884270. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, faço uma ressalva em relação ao n 23 da lista. Quanto ao primeiro fundamento, segundo o qual os embargos declaratórios intempestivos não suspendem nem interrompem o prazo para interposição do recurso extraordinário, se poderia cogitar desse enfoque, caso os embargos declaratórios fossem, quanto ao efeito, unilaterais, mas são bilaterais. Não posso compelir a parte contrária a prejulgá-los, para saber se suspenso, ou não, o prazo em curso relativo a outro recurso. Por isso, faço a observação. Há um outro fundamento – não houve prequestionamento. Portanto, é apenas ressalva, para posteriormente não se invocar um precedente unânime da Turma e ser cobrado quanto à coerência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7884270. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) : EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas do Senhor Ministro Marco Aurélio. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894627 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.344 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II ADV.(A/S) : EDUARDO GUERSONI BEHAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO E OUTRO(S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com as ressalvas do Senhor Ministro Marco Aurélio. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894627 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822 . 344", "ARE 822344 AGR / SP", "ARE 822344 AGR / SP", "ARE 822344 AGR / SP", "Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal", "AI 624 . 757 - AgR", "ARE 822344 AGR / SP", "Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal", "AI 624 . 757 - AgR", "ARE 822344 AGR / SP", "RESOLUÇÃO 303 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 822344 AGR / SP", "RESOLUÇÃO 303 DO Supremo Tribunal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 822344 AGR / SP", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário 808 . 546 - AgR", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 647 . 186 - AgR", "ARE 822344 AGR / SP", "Súmulas ns 282", "Recurso Extraordinário 808 . 546 - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 647 . 186 - AgR", "ARE 822344", "ARE 822344 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , VI , alínea c e § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , VI , alínea c e § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 155 , I , b , e 155 , § 2 . . . , IX , a , da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 188 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 188 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II", "Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO", "JOÃO PAULO II", "5", ".", ".", ". 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Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO GUERSONI BEHAR", "LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO GUERSONI BEHAR", "LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO GUERSONI BEHAR", "LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO GUERSONI BEHAR", "LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "EDUARDO GUERSONI BEHAR", "LIETE BADARÓ ACCIOLI PICCAZIO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "05", ".", "2011", "03", ".", "06", ".", "2011", "09", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "05", ".", "2011", "03", ".", "06", ".", "2011", "09", ".", "11", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "5", "/", "2011", "25", "/", "5", "/", "2011", "3", "/", "6", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "5", "/", "2011", "25", "/", "5", "/", "2011", "3", "/", "6", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A petição de agravo interno não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038701. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 21.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, do qual se extrai da ementa o seguinte trecho: PENAL E PROCESSO PENAL APELAÇÃO CRIMINAL ROUBO AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS PALAVRA DA VÍTIMA CREDIBILIDADE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE ROUBO PARA FURTO DECRETO CONDENATÓRIO MANUTENÇÃO RECURSO DESPROVIDO. [...] O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente aponta violação ao art. 5º, XLVI e LV, da Constituição. Sustenta a inconstitucionalidade da condenação por roubo quando o valor do objeto do crime for Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 21.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, do qual se extrai da ementa o seguinte trecho: PENAL E PROCESSO PENAL APELAÇÃO CRIMINAL ROUBO AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS PALAVRA DA VÍTIMA CREDIBILIDADE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE ROUBO PARA FURTO DECRETO CONDENATÓRIO MANUTENÇÃO RECURSO DESPROVIDO. [...] O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente aponta violação ao art. 5º, XLVI e LV, da Constituição. Sustenta a inconstitucionalidade da condenação por roubo quando o valor do objeto do crime for Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 989762 AGR / AP insignificante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido, vejam- se o AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; o AI 796.208-AgR, Rel Min. Dias Toffoli; e o RE 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que, “laborou em equívoco o eminente prolator da decisão agravada, vez que basta uma singela leitura das razões do recurso extraordinário obstado para se verificar que em nenhum momento se refere ao acervo fático probatório, não se busca qualquer reexame de provas ou de juízo valorativo”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Supremo Tribunal Federal ARE 989762 AGR / AP insignificante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido, vejam- se o AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; o AI 796.208-AgR, Rel Min. Dias Toffoli; e o RE 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que, “laborou em equívoco o eminente prolator da decisão agravada, vez que basta uma singela leitura das razões do recurso extraordinário obstado para se verificar que em nenhum momento se refere ao acervo fático probatório, não se busca qualquer reexame de provas ou de juízo valorativo”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente nas razões do recurso não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir os seguintes fundamentos da decisão ora agravada: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional; (iii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. 3. No caso, é inadmissível o agravo interno, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente nas razões do recurso não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir os seguintes fundamentos da decisão ora agravada: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional; (iii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. 3. No caso, é inadmissível o agravo interno, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 989762 AGR / AP 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Supremo Tribunal Federal ARE 989762 AGR / AP 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 ARE 989762 AGR / AP ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Supremo Tribunal Federal ARE 989762 AGR / AP ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MAURICIO SILVA PEREIRA (979/AP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079762 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MAURICIO SILVA PEREIRA (979/AP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079762 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086552
2016-11-11T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A petição de agravo interno não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur360847
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 737174 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/12/2016, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
989762
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 989762 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A petição de agravo interno não atacou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 04 a 10 de novembro de 2016. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038701. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 21.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, do qual se extrai da ementa o seguinte trecho: PENAL E PROCESSO PENAL APELAÇÃO CRIMINAL ROUBO AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS PALAVRA DA VÍTIMA CREDIBILIDADE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE ROUBO PARA FURTO DECRETO CONDENATÓRIO MANUTENÇÃO RECURSO DESPROVIDO. [...] O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente aponta violação ao art. 5..., XLVI e LV, da Constituição. Sustenta a inconstitucionalidade da condenação por roubo quando o valor do objeto do crime for Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 21.09.2016, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso ao extraordinário pelos seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, do qual se extrai da ementa o seguinte trecho: PENAL E PROCESSO PENAL APELAÇÃO CRIMINAL ROUBO AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS PALAVRA DA VÍTIMA CREDIBILIDADE DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE ROUBO PARA FURTO DECRETO CONDENATÓRIO MANUTENÇÃO RECURSO DESPROVIDO. [...] O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente aponta violação ao art. 5..., XLVI e LV, da Constituição. Sustenta a inconstitucionalidade da condenação por roubo quando o valor do objeto do crime for Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 989762 AGR / AP insignificante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido, vejam- se o AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; o AI 796.208-AgR, Rel Min. Dias Toffoli; e o Recurso Extraordinário 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que, “laborou em equívoco o eminente prolator da decisão agravada, vez que basta uma singela leitura das razões do recurso extraordinário obstado para se verificar que em nenhum momento se refere ao acervo fático probatório, não se busca qualquer reexame de provas ou de juízo valorativo”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Supremo Tribunal Federal ARE 989762 AGR / AP insignificante. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido, vejam- se o AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; o AI 796.208-AgR, Rel Min. Dias Toffoli; e o Recurso Extraordinário 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. A parte agravante alega que, “laborou em equívoco o eminente prolator da decisão agravada, vez que basta uma singela leitura das razões do recurso extraordinário obstado para se verificar que em nenhum momento se refere ao acervo fático probatório, não se busca qualquer reexame de provas ou de juízo valorativo”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038702. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente nas razões do recurso não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir os seguintes fundamentos da decisão ora agravada: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional; (iii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. 3. No caso, é inadmissível o agravo interno, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Supremo Tribunal Federal 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte agravante não atacou todos os fundamentos da decisão ora agravada. 2. A parte recorrente nas razões do recurso não se desincumbiu do seu dever processual de desconstituir os seguintes fundamentos da decisão ora agravada: (i) por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes); (ii) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional; (iii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. 3. No caso, é inadmissível o agravo interno, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a ementa do ARE 737.174- AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I - É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 989762 AGR / AP 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Supremo Tribunal Federal ARE 989762 AGR / AP 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12038703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) :MAURICIO SILVA PEREIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Suscitei no Plenário a inconstitucionalidade do parágrafo único do artigo 932 do Código de Processo Civil presente a regra do inciso III dele constante. A matéria não foi alvo de deliberação. Então, tenho como hígido o preceito. Eis a cabeça do artigo e o referido inciso: “Art. 932. Incumbe ao relator: ... III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; ...” Já o parágrafo único condiciona a atuação do relator: “Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível”. O preceito não distingue, alcançando o vício retratado no inciso III acima transcrito, ou seja, a situação jurídica em que a minuta ou a contrarrazão mostre-se incompleta. Atuando em órgão fracionário, atuando individualmente não posso deixar de observar o Direito posto, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 ARE 989762 AGR / AP ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Supremo Tribunal Federal ARE 989762 AGR / AP ou seja, a previsão legal. Daí divergir para prover o agravo a fim de que seja aberto ao recorrente a oportunidade de complementar a peça apresentada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11998928. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 11/11/2016 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MAURICIO SILVA PEREIRA (979/AP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079762 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989.762 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA ADV.(A/S) : MAURICIO SILVA PEREIRA (979/AP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAPÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, Sessão Virtual de 4 a 10.11.2016. Composição: Ministros Luís Roberto Barroso (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Edson Fachin. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 12079762 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 989 . 762", "AGRAVO 989 . 762", "ARE 989762 AGR /", "Tema 660 - ARE 748 . 371 - RG", "AI 797 . 666 - AgR", "AI 796 . 208 - AgR", "Recurso Extraordinário 505 . 815 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 989762", "Tema 660 -", "ARE 748 . 371 - RG", "AI 797 . 666 - AgR", "AI 796 . 208 - AgR", "Recurso Extraordinário 505 . 815 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Tema 660 - ARE 748 . 371 - RG", "ARE 737 . 174 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 989762 AGR / AP", "ARE 989762 AGR / AP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XLVI e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XLVI e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "parágrafo único do", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "Brasília", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ" ], "ORGANIZACAO": [ 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"Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA", "MAURICIO SILVA PEREIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA", "MAURICIO SILVA PEREIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA", "MAURICIO SILVA PEREIRA", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "PEDRO HENRICK NASCIMENTO DE SOUZA", "MAURICIO SILVA PEREIRA", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "11", "/", "11", "/", "2016", "04 a", "10 de novembro de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "21", ".", "09", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "2016", "21", ".", "09", ".", "2016", "24", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CORREA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO. OCORRÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO. SÚMULA 279/STF. BASE DE CÁLCULO. CONSTITUCIONALIDADE. Não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública no exercício do poder de polícia. De fato, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria tão somente o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual (Súmulas 279 e 280/STF). Nos termos da jurisprudência desta Corte, não se vislumbra inconstitucionalidade na instituição de taxa de fiscalização cuja base de cálculo utilize como parâmetro a área de referência objeto da fiscalização. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904957. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 748490 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904957. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CORREA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 472-475): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, o qual restou assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO – TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE COBRANÇA – TAXA DE VERIFICAÇÃO DE FUNCIONAMENTO REGULAR DE ESTABELECIMENTO – COBRANÇA REGULAR – EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA – CRITÉRIO QUANTITATIVO – BASE DE CÁLCULO ESTABELECIDA EM LEI E RELACIONADA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. Demonstrado o efetivo exercício do poder de polícia do Município na fiscalização de funcionamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CORREA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 472-475): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, o qual restou assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO – TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE COBRANÇA – TAXA DE VERIFICAÇÃO DE FUNCIONAMENTO REGULAR DE ESTABELECIMENTO – COBRANÇA REGULAR – EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA – CRITÉRIO QUANTITATIVO – BASE DE CÁLCULO ESTABELECIDA EM LEI E RELACIONADA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. Demonstrado o efetivo exercício do poder de polícia do Município na fiscalização de funcionamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR estabelecimento comercial, regular é a cobrança da respectiva taxa que, para o caso, se apresenta com legal base de cálculo. Recurso não provido.” Sustenta-se, em síntese, a violação dos arts. 5º, XXXV, e 145, II, e § 2º, da Constituição federal. Inexiste a alegada afronta ao art. 5º, XXXV, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Passando à questão de fundo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o entendimento de que é constitucional instituição de taxas similares pelos municípios. No que tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no município de Cubatão, segundo o acórdão recorrido. Nesse sentido: “TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ESCRITÓRIO DE ADVOGADO. CONSTITUCIONALIDADE. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência, anualmente renovável, pelas Municipalidades, da taxa em referência, pelo exercício do poder de polícia, não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida, não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (RE 198.904, rel. min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 27.09.1996) “EMENTA: TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA. ART. 145, II, DA CONSTITUIÇÃO. - Ausência de prequestionamento - fundamento suficiente, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR estabelecimento comercial, regular é a cobrança da respectiva taxa que, para o caso, se apresenta com legal base de cálculo. Recurso não provido.” Sustenta-se, em síntese, a violação dos arts. 5º, XXXV, e 145, II, e § 2º, da Constituição federal. Inexiste a alegada afronta ao art. 5º, XXXV, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Passando à questão de fundo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o entendimento de que é constitucional instituição de taxas similares pelos municípios. No que tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no município de Cubatão, segundo o acórdão recorrido. Nesse sentido: “TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ESCRITÓRIO DE ADVOGADO. CONSTITUCIONALIDADE. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência, anualmente renovável, pelas Municipalidades, da taxa em referência, pelo exercício do poder de polícia, não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida, não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (RE 198.904, rel. min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 27.09.1996) “EMENTA: TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA. ART. 145, II, DA CONSTITUIÇÃO. - Ausência de prequestionamento - fundamento suficiente, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR não restou impugnado pela agravante. - A cobrança da taxa de localização e funcionamento, pelo Município de São Paulo, prescinde da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora, diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade. Precedentes. - Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 222.252-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 18.05.2001) Outrossim, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública municipal no exercício do poder de polícia, porquanto inviável o reexame de provas e fatos da causa (Súmula 279). Por fim, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da instituição de taxa de localização e funcionamento, tendo como base de cálculo a área do imóvel. Confira-se: “EMENTA: MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 145, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Exação fiscal cobrada como contrapartida ao exercício do poder de polícia, sendo calculada em razão da área fiscalizada, dado adequadamente utilizado como critério de aferição da intensidade e da extensão do serviço prestado, não podendo ser confundido com qualquer dos fatores que entram na composição da base de cálculo do IPTU, razão pela qual não se pode ter por ofensivo ao dispositivo constitucional em referência, que veda a bitributação. Serviço que, no caso, justamente em razão do mencionado critério pode ser referido a cada contribuinte em particular, e de modo divisível, porque em ordem a permitir uma medida tanto quanto possível justa, em termos de contraprestação. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR não restou impugnado pela agravante. - A cobrança da taxa de localização e funcionamento, pelo Município de São Paulo, prescinde da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora, diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade. Precedentes. - Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 222.252-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 18.05.2001) Outrossim, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública municipal no exercício do poder de polícia, porquanto inviável o reexame de provas e fatos da causa (Súmula 279). Por fim, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da instituição de taxa de localização e funcionamento, tendo como base de cálculo a área do imóvel. Confira-se: “EMENTA: MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 145, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Exação fiscal cobrada como contrapartida ao exercício do poder de polícia, sendo calculada em razão da área fiscalizada, dado adequadamente utilizado como critério de aferição da intensidade e da extensão do serviço prestado, não podendo ser confundido com qualquer dos fatores que entram na composição da base de cálculo do IPTU, razão pela qual não se pode ter por ofensivo ao dispositivo constitucional em referência, que veda a bitributação. Serviço que, no caso, justamente em razão do mencionado critério pode ser referido a cada contribuinte em particular, e de modo divisível, porque em ordem a permitir uma medida tanto quanto possível justa, em termos de contraprestação. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR Recurso não conhecido.” (RTJ 182/733) No mesmo sentido tem-se manifestado a Segunda Turma desta Corte: “EMENTA: Tributário. Taxa de fiscalização, localização e funcionamento. Município de BH. Constitucionalidade do tributo. Precedente. Regimental não provido.” (RE 198.675-AgR, rel. min. Nelson Jobim, DJ 27.10.2000) “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI Nº 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” (RE 213.552, rel. min. Marco Aurélio, DJ 18.08.2000) DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 557, CAPUT, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.” 2. A parte agravante sustenta que a taxa cobrada em razão do exercício do poder de polícia demanda atuação concreta e regular do aparato estatal que pode ser inferida pela existência de um órgão incumbido do dever de fiscalização. Nesse particular, sustenta que o município agravado não dispõe de nenhuma estrutura governamental para o desempenho da atividade de polícia controvertida. Por fim, articula com a violação ao art. 145, § 2º, da Constituição Federal, na medida em que a base de cálculo se vale de critérios desvinculados do custo da atividade estatal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR Recurso não conhecido.” (RTJ 182/733) No mesmo sentido tem-se manifestado a Segunda Turma desta Corte: “EMENTA: Tributário. Taxa de fiscalização, localização e funcionamento. Município de BH. Constitucionalidade do tributo. Precedente. Regimental não provido.” (RE 198.675-AgR, rel. min. Nelson Jobim, DJ 27.10.2000) “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI Nº 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” (RE 213.552, rel. min. Marco Aurélio, DJ 18.08.2000) DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 557, CAPUT, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.” 2. A parte agravante sustenta que a taxa cobrada em razão do exercício do poder de polícia demanda atuação concreta e regular do aparato estatal que pode ser inferida pela existência de um órgão incumbido do dever de fiscalização. Nesse particular, sustenta que o município agravado não dispõe de nenhuma estrutura governamental para o desempenho da atividade de polícia controvertida. Por fim, articula com a violação ao art. 145, § 2º, da Constituição Federal, na medida em que a base de cálculo se vale de critérios desvinculados do custo da atividade estatal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações anteriormente deduzidas no recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública no exercício do poder de polícia. No caso dos autos, note-se que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “O primeiro aspecto abordado no recurso, para sustentar a inconstitucionalidade desse tributo, diz respeito à suposta ausência do efetivo exercício do poder de polícia. A insurgência não prospera, pois o Município juntou, às fls. 149/151, laudos de vistoria que atestam a ocorrência da fiscalização. Tais laudos, enquanto atos da Administração Pública, gozam de presunção juris tantum de veracidade, não afastada pelo conjunto probatório dos autos. […] A aplicação de determinada alíquota sobre uma unidade de referência para a aferição do quantum debeatur, equivale, em última análise, ao estabelecimento de uma quantia fixa. A sistemática adotada pelo legislador municipal se difere da fixação de um valor apenas por ter o efeito de possibilitar a periódica atualização monetária pela alteração, através de decreto, da unidade de referência prevista na lei. E há, para isso, o permissivo legal do §2º do art. 97 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações anteriormente deduzidas no recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública no exercício do poder de polícia. No caso dos autos, note-se que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “O primeiro aspecto abordado no recurso, para sustentar a inconstitucionalidade desse tributo, diz respeito à suposta ausência do efetivo exercício do poder de polícia. A insurgência não prospera, pois o Município juntou, às fls. 149/151, laudos de vistoria que atestam a ocorrência da fiscalização. Tais laudos, enquanto atos da Administração Pública, gozam de presunção juris tantum de veracidade, não afastada pelo conjunto probatório dos autos. […] A aplicação de determinada alíquota sobre uma unidade de referência para a aferição do quantum debeatur, equivale, em última análise, ao estabelecimento de uma quantia fixa. A sistemática adotada pelo legislador municipal se difere da fixação de um valor apenas por ter o efeito de possibilitar a periódica atualização monetária pela alteração, através de decreto, da unidade de referência prevista na lei. E há, para isso, o permissivo legal do §2º do art. 97 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 748490 AGR / PR CTN.” 3. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual (Súmulas 279 e 280/STF). No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Configurada a alegada omissão do acórdão quanto à composição da base de cálculo da taxa de anúncio. Artigo 145, inciso II, da Constituição Federal. Omissão sanada. Embargos acolhidos, sem efeitos infringentes. 1. Dadas as balizas traçadas no julgado de origem, não há como dele dissentir quanto à natureza contraprestacional da taxa sem analisar os fatos e as provas dos autos, ou adentrar na análise de normas infraconstitucionais e infralegais locais, o que não é possível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280 da Corte. 2. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos infringentes.” (AI 814.461-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Efetiva fiscalização e período de exercício de atividades no local: impossibilidade do reexame de provas. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.” (AI 727.307- AgR. Relª Minª Cármen Lúcia, Primeira Turma) 4. Por fim, ressalte-se que, nos termos da jurisprudência desta Corte, não se vislumbra inconstitucionalidade na instituição de taxa de fiscalização cuja base de cálculo utilize como parâmetro a área de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR CTN.” 3. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual (Súmulas 279 e 280/STF). No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Configurada a alegada omissão do acórdão quanto à composição da base de cálculo da taxa de anúncio. Artigo 145, inciso II, da Constituição Federal. Omissão sanada. Embargos acolhidos, sem efeitos infringentes. 1. Dadas as balizas traçadas no julgado de origem, não há como dele dissentir quanto à natureza contraprestacional da taxa sem analisar os fatos e as provas dos autos, ou adentrar na análise de normas infraconstitucionais e infralegais locais, o que não é possível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280 da Corte. 2. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos infringentes.” (AI 814.461-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Efetiva fiscalização e período de exercício de atividades no local: impossibilidade do reexame de provas. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.” (AI 727.307- AgR. Relª Minª Cármen Lúcia, Primeira Turma) 4. Por fim, ressalte-se que, nos termos da jurisprudência desta Corte, não se vislumbra inconstitucionalidade na instituição de taxa de fiscalização cuja base de cálculo utilize como parâmetro a área de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 748490 AGR / PR referência fiscalizada. No mesmo sentido, veja-se ementa do RE 213.552, julgado sob relatoria do Ministro Marco Aurélio: “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI Nº 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR referência fiscalizada. No mesmo sentido, veja-se ementa do RE 213.552, julgado sob relatoria do Ministro Marco Aurélio: “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI Nº 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CORREA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894587 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CORREA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894587 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7937385
2015-02-10T00:00:00
2015-03-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO. OCORRÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO. SÚMULA 279/STF. BASE DE CÁLCULO. CONSTITUCIONALIDADE. Não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública no exercício do poder de polícia. De fato, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria tão somente o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual (Súmulas 279 e 280/STF). Nos termos da jurisprudência desta Corte, não se vislumbra inconstitucionalidade na instituição de taxa de fiscalização cuja base de cálculo utilize como parâmetro a área de referência objeto da fiscalização. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294824
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 280) AI 727307 AgR (1ªT), AI 814461 AgR-ED (1ªT). (TAXA DE FISCALIZAÇÃO, BASE DE CÁLCULO) RE 213552 (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 19/03/2015, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
748490
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 748490 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CORREA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CORREA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO. OCORRÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. BASE DE CÁLCULO. CONSTITUCIONALIDADE. Não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública no exercício do poder de polícia. De fato, dissentir das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem demandaria tão somente o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). Nos termos da jurisprudência desta Corte, não se vislumbra inconstitucionalidade na instituição de taxa de fiscalização cuja base de cálculo utilize como parâmetro a área de referência objeto da fiscalização. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904957. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão AI 748490 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904957. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904957. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CORREA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 472-475): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, o qual restou assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO – TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE COBRANÇA – TAXA DE VERIFICAÇÃO DE FUNCIONAMENTO REGULAR DE ESTABELECIMENTO – COBRANÇA REGULAR – EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA – CRITÉRIO QUANTITATIVO – BASE DE CÁLCULO ESTABELECIDA EM LEI E RELACIONADA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. Demonstrado o efetivo exercício do poder de polícia do Município na fiscalização de funcionamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO CORREA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls. 472-475): “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) interposto de acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, o qual restou assim ementado: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO – TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE COBRANÇA – TAXA DE VERIFICAÇÃO DE FUNCIONAMENTO REGULAR DE ESTABELECIMENTO – COBRANÇA REGULAR – EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA – CRITÉRIO QUANTITATIVO – BASE DE CÁLCULO ESTABELECIDA EM LEI E RELACIONADA COM O CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL. Demonstrado o efetivo exercício do poder de polícia do Município na fiscalização de funcionamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR estabelecimento comercial, regular é a cobrança da respectiva taxa que, para o caso, se apresenta com legal base de cálculo. Recurso não provido.” Sustenta-se, em síntese, a violação dos arts. 5..., XXXV, e 145, II, e § 2..., da Constituição federal. Inexiste a alegada afronta ao art. 5..., XXXV, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Passando à questão de fundo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o entendimento de que é constitucional instituição de taxas similares pelos municípios. No que tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no município de Cubatão, segundo o acórdão recorrido. Nesse sentido: “TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ESCRITÓRIO DE ADVOGADO. CONSTITUCIONALIDADE. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência, anualmente renovável, pelas Municipalidades, da taxa em referência, pelo exercício do poder de polícia, não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida, não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 198.904, rel. min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 27.09.1996) “EMENTA: TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA. ART. 145, II, DA CONSTITUIÇÃO. - Ausência de prequestionamento - fundamento suficiente, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR estabelecimento comercial, regular é a cobrança da respectiva taxa que, para o caso, se apresenta com legal base de cálculo. Recurso não provido.” Sustenta-se, em síntese, a violação dos arts. 5..., XXXV, e 145, II, e § 2..., da Constituição federal. Inexiste a alegada afronta ao art. 5..., XXXV, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Passando à questão de fundo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o entendimento de que é constitucional instituição de taxas similares pelos municípios. No que tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no município de Cubatão, segundo o acórdão recorrido. Nesse sentido: “TRIBUTÁRIO. MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ESCRITÓRIO DE ADVOGADO. CONSTITUCIONALIDADE. O Supremo Tribunal Federal tem sistematicamente reconhecido a legitimidade da exigência, anualmente renovável, pelas Municipalidades, da taxa em referência, pelo exercício do poder de polícia, não podendo o contribuinte furtar-se à sua incidência sob alegação de que o ente público não exerce a fiscalização devida, não dispondo sequer de órgão incumbido desse mister. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 198.904, rel. min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 27.09.1996) “EMENTA: TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA. ART. 145, II, DA CONSTITUIÇÃO. - Ausência de prequestionamento - fundamento suficiente, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR não restou impugnado pela agravante. - A cobrança da taxa de localização e funcionamento, pelo Município de São Paulo, prescinde da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora, diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade. Precedentes. - Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 222.252-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 18.05.2001) Outrossim, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública municipal no exercício do poder de polícia, porquanto inviável o reexame de provas e fatos da causa (Súmula 279). Por fim, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da instituição de taxa de localização e funcionamento, tendo como base de cálculo a área do imóvel. Confira-se: “EMENTA: MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 145, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Exação fiscal cobrada como contrapartida ao exercício do poder de polícia, sendo calculada em razão da área fiscalizada, dado adequadamente utilizado como critério de aferição da intensidade e da extensão do serviço prestado, não podendo ser confundido com qualquer dos fatores que entram na composição da base de cálculo do IPTU, razão pela qual não se pode ter por ofensivo ao dispositivo constitucional em referência, que veda a bitributação. Serviço que, no caso, justamente em razão do mencionado critério pode ser referido a cada contribuinte em particular, e de modo divisível, porque em ordem a permitir uma medida tanto quanto possível justa, em termos de contraprestação. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR não restou impugnado pela agravante. - A cobrança da taxa de localização e funcionamento, pelo Município de São Paulo, prescinde da efetiva comprovação da atividade fiscalizadora, diante da notoriedade do exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo dessa municipalidade. Precedentes. - Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 222.252-AgR, rel. min. Ellen Gracie, Primeira Turma, DJ 18.05.2001) Outrossim, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública municipal no exercício do poder de polícia, porquanto inviável o reexame de provas e fatos da causa (Súmula 279). Por fim, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da instituição de taxa de localização e funcionamento, tendo como base de cálculo a área do imóvel. Confira-se: “EMENTA: MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. TAXA DE FISCALIZAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 145, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Exação fiscal cobrada como contrapartida ao exercício do poder de polícia, sendo calculada em razão da área fiscalizada, dado adequadamente utilizado como critério de aferição da intensidade e da extensão do serviço prestado, não podendo ser confundido com qualquer dos fatores que entram na composição da base de cálculo do IPTU, razão pela qual não se pode ter por ofensivo ao dispositivo constitucional em referência, que veda a bitributação. Serviço que, no caso, justamente em razão do mencionado critério pode ser referido a cada contribuinte em particular, e de modo divisível, porque em ordem a permitir uma medida tanto quanto possível justa, em termos de contraprestação. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR Recurso não conhecido.” (RTJ 182/733) No mesmo sentido tem-se manifestado a Segunda Turma desta Corte: “EMENTA: Tributário. Taxa de fiscalização, localização e funcionamento. Município de BH. Constitucionalidade do tributo. Precedente. Regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 198.675-AgR, rel. min. Nelson Jobim, DJ 27.10.2000) “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI n 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” (Recurso Extraordinário 213.552, rel. min. Marco Aurélio, DJ 18.08.2000) DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 557, CAPUT, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.” 2. A parte agravante sustenta que a taxa cobrada em razão do exercício do poder de polícia demanda atuação concreta e regular do aparato estatal que pode ser inferida pela existência de um órgão incumbido do dever de fiscalização. Nesse particular, sustenta que o município agravado não dispõe de nenhuma estrutura governamental para o desempenho da atividade de polícia controvertida. Por fim, articula com a violação ao art. 145, § 2..., da Constituição Federal, na medida em que a base de cálculo se vale de critérios desvinculados do custo da atividade estatal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR Recurso não conhecido.” (RTJ 182/733) No mesmo sentido tem-se manifestado a Segunda Turma desta Corte: “EMENTA: Tributário. Taxa de fiscalização, localização e funcionamento. Município de BH. Constitucionalidade do tributo. Precedente. Regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 198.675-AgR, rel. min. Nelson Jobim, DJ 27.10.2000) “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI n 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” (Recurso Extraordinário 213.552, rel. min. Marco Aurélio, DJ 18.08.2000) DO EXPOSTO, COM BASE NO ART. 557, CAPUT, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.” 2. A parte agravante sustenta que a taxa cobrada em razão do exercício do poder de polícia demanda atuação concreta e regular do aparato estatal que pode ser inferida pela existência de um órgão incumbido do dever de fiscalização. Nesse particular, sustenta que o município agravado não dispõe de nenhuma estrutura governamental para o desempenho da atividade de polícia controvertida. Por fim, articula com a violação ao art. 145, § 2..., da Constituição Federal, na medida em que a base de cálculo se vale de critérios desvinculados do custo da atividade estatal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório AI 748490 AGR / PR 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904958. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações anteriormente deduzidas no recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública no exercício do poder de polícia. No caso dos autos, note-se que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “O primeiro aspecto abordado no recurso, para sustentar a inconstitucionalidade desse tributo, diz respeito à suposta ausência do efetivo exercício do poder de polícia. A insurgência não prospera, pois o Município juntou, às fls. 149/151, laudos de vistoria que atestam a ocorrência da fiscalização. Tais laudos, enquanto atos da Administração Pública, gozam de presunção juris tantum de veracidade, não afastada pelo conjunto probatório dos autos. […] A aplicação de determinada alíquota sobre uma unidade de referência para a aferição do quantum debeatur, equivale, em última análise, ao estabelecimento de uma quantia fixa. A sistemática adotada pelo legislador municipal se difere da fixação de um valor apenas por ter o efeito de possibilitar a periódica atualização monetária pela alteração, através de decreto, da unidade de referência prevista na lei. E há, para isso, o permissivo legal do §2... do art. 97 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente limita-se a repetir as alegações anteriormente deduzidas no recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão agravada. 2. Tal como constatou a decisão agravada, não cabe discutir em recurso extraordinário se houve a efetiva atuação do órgão da administração pública no exercício do poder de polícia. No caso dos autos, note-se que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “O primeiro aspecto abordado no recurso, para sustentar a inconstitucionalidade desse tributo, diz respeito à suposta ausência do efetivo exercício do poder de polícia. A insurgência não prospera, pois o Município juntou, às fls. 149/151, laudos de vistoria que atestam a ocorrência da fiscalização. Tais laudos, enquanto atos da Administração Pública, gozam de presunção juris tantum de veracidade, não afastada pelo conjunto probatório dos autos. […] A aplicação de determinada alíquota sobre uma unidade de referência para a aferição do quantum debeatur, equivale, em última análise, ao estabelecimento de uma quantia fixa. A sistemática adotada pelo legislador municipal se difere da fixação de um valor apenas por ter o efeito de possibilitar a periódica atualização monetária pela alteração, através de decreto, da unidade de referência prevista na lei. E há, para isso, o permissivo legal do §2... do art. 97 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 748490 AGR / PR CTN.” 3. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Configurada a alegada omissão do acórdão quanto à composição da base de cálculo da taxa de anúncio. Artigo 145, inciso II, da Constituição Federal. Omissão sanada. Embargos acolhidos, sem efeitos infringentes. 1. Dadas as balizas traçadas no julgado de origem, não há como dele dissentir quanto à natureza contraprestacional da taxa sem analisar os fatos e as provas dos autos, ou adentrar na análise de normas infraconstitucionais e infralegais locais, o que não é possível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280 da Corte. 2. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos infringentes.” (AI 814.461-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Efetiva fiscalização e período de exercício de atividades no local: impossibilidade do reexame de provas. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.” (AI 727.307- AgR. Rel Min Cármen Lúcia, Primeira Turma) 4. Por fim, ressalte-se que, nos termos da jurisprudência desta Corte, não se vislumbra inconstitucionalidade na instituição de taxa de fiscalização cuja base de cálculo utilize como parâmetro a área de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR CTN.” 3. Com efeito, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual (Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). No mesmo sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Configurada a alegada omissão do acórdão quanto à composição da base de cálculo da taxa de anúncio. Artigo 145, inciso II, da Constituição Federal. Omissão sanada. Embargos acolhidos, sem efeitos infringentes. 1. Dadas as balizas traçadas no julgado de origem, não há como dele dissentir quanto à natureza contraprestacional da taxa sem analisar os fatos e as provas dos autos, ou adentrar na análise de normas infraconstitucionais e infralegais locais, o que não é possível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280 da Corte. 2. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos infringentes.” (AI 814.461-AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Efetiva fiscalização e período de exercício de atividades no local: impossibilidade do reexame de provas. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.” (AI 727.307- AgR. Rel Min Cármen Lúcia, Primeira Turma) 4. Por fim, ressalte-se que, nos termos da jurisprudência desta Corte, não se vislumbra inconstitucionalidade na instituição de taxa de fiscalização cuja base de cálculo utilize como parâmetro a área de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 748490 AGR / PR referência fiscalizada. No mesmo sentido, veja-se ementa do Recurso Extraordinário 213.552, julgado sob relatoria do Ministro Marco Aurélio: “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI n 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Supremo Tribunal Federal AI 748490 AGR / PR referência fiscalizada. No mesmo sentido, veja-se ementa do Recurso Extraordinário 213.552, julgado sob relatoria do Ministro Marco Aurélio: “TAXA DE FISCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO - LEI n 5.641/89 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE - ELEMENTO DE CÁLCULO - METRAGEM QUADRADA - PRECEDENTE. Na dicção da ilustrada maioria - entendimento em relação ao qual, e em harmonia com a jurisprudência, guardo reservas - o fato de, na fixação da taxa de fiscalização e funcionamento, levar-se em conta elemento próprio ao cálculo de imposto - a metragem do imóvel -, não a revela conflitante com a Constituição Federal.” 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7904959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CORREA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894587 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 748.490 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CÉU AZUL ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO CORREA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894587 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 490", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 748490 AGR /", "AI 748490", "AI 748490 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 220 . 316", "Recurso Extraordinário 198 . 904", "AI 748490 AGR", "Recurso Extraordinário 220 . 316", "Recurso Extraordinário 198 . 904", "AI 748490 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 222 . 252 - AgR", "AI 748490 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 222 . 252 - AgR", "AI 748490 AGR / PR", "RTJ 182 / 733", "Recurso Extraordinário 198 . 675 - AgR", "Recurso Extraordinário 213 . 552", "AI 748490 AGR / PR", "RTJ 182 / 733", "Recurso Extraordinário 198 . 675 - AgR", "Recurso Extraordinário 213 . 552", "AI 748490 AGR / PR", "AI 748490 AGR / PR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 490", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 748 . 490", "AI 748490 AGR / PR", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas", "AI 814 . 461 - AgR - ED", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 727 . 307 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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Extensão, por via judicial, aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro do reajuste concedido pela Lei estadual 1.206/87. 3. Repercussão geral reconhecida (Tema 915). 4. Agravo regimental provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por maioria, conhecer e dar provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, nos termos do voto do ministro Gilmar Mendes, vencidos Celso de Mello (relator) e Ricardo Lewandowski. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Redator do acórdão Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080029. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. A decisão agravada, apoiando-se na jurisprudência desta Corte, reconheceu a ausência do indispensável prequestionamento explícito da matéria constitucional (Súmulas 282/STF e 356/STF). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890244. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. A decisão agravada, apoiando-se na jurisprudência desta Corte, reconheceu a ausência do indispensável prequestionamento explícito da matéria constitucional (Súmulas 282/STF e 356/STF). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 2º, 37, X, 61, § 1º, 167, I e II e 169, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 2º, 37, X, 61, § 1º, 167, I e II e 169, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 981876 AGR / RJ prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, mediante embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Supremo Tribunal Federal RE 981876 AGR / RJ prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, mediante embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 981876 AGR / RJ Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) Cabe assinalar, não obstante essa diretriz jurisprudencial, que a parte recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC/15, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Supremo Tribunal Federal RE 981876 AGR / RJ Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) Cabe assinalar, não obstante essa diretriz jurisprudencial, que a parte recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC/15, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Compulsando os autos, verifica-se que a matéria de fundo do caso em exame foi decidida por esta Corte, em sede de repercussão geral, no julgamento do ARE 909.437, de relatoria do Min. Roberto Barroso, DJE 02.09.2016. No caso, restou decidido que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro importaria em aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37. Destaco da manifestação do relator, Ministro Roberto Barroso, nos seguintes termos: “MANIFESTAÇÃO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAJUSTE DE 24% PARA OS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI Nº 1.206/1987. ISONOMIA. REPERCUSSÃO GERAL. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Compulsando os autos, verifica-se que a matéria de fundo do caso em exame foi decidida por esta Corte, em sede de repercussão geral, no julgamento do ARE 909.437, de relatoria do Min. Roberto Barroso, DJE 02.09.2016. No caso, restou decidido que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro importaria em aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37. Destaco da manifestação do relator, Ministro Roberto Barroso, nos seguintes termos: “MANIFESTAÇÃO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAJUSTE DE 24% PARA OS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI Nº 1.206/1987. ISONOMIA. REPERCUSSÃO GERAL. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 RE 981876 AGR / RJ legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/STF e Súmula Vinculante 37. 2. Reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação da jurisprudência da Corte, para assentar a seguinte tese: Não é devida a extensão, por via judicial, do reajuste concedido pela Lei nº 1.206/1987 aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, dispensando-se a devolução das verbas recebidas até 01º.09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 3. Recurso conhecido e provido. [...] 19. Assim, proponho o reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação de jurisprudência, assentando a seguinte tese: Não é devida aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a extensão do reajuste concedido pela Lei nº 1.206/1987, dispensando-se a devolução das verbas eventualmente recebidas até 01º.09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 20. Diante do exposto, conheço e dou provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, condenando os ora recorridos a arcar com as custas e honorários advocatícios arbitrados em 10% (dez por cento) do valor atualizado da causa.” Diante desses fundamentos, peço vênia para divergir do voto do Ministro relator. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Supremo Tribunal Federal RE 981876 AGR / RJ legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/STF e Súmula Vinculante 37. 2. Reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação da jurisprudência da Corte, para assentar a seguinte tese: Não é devida a extensão, por via judicial, do reajuste concedido pela Lei nº 1.206/1987 aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, dispensando-se a devolução das verbas recebidas até 01º.09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 3. Recurso conhecido e provido. [...] 19. Assim, proponho o reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação de jurisprudência, assentando a seguinte tese: Não é devida aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a extensão do reajuste concedido pela Lei nº 1.206/1987, dispensando-se a devolução das verbas eventualmente recebidas até 01º.09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 20. Diante do exposto, conheço e dou provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, condenando os ora recorridos a arcar com as custas e honorários advocatícios arbitrados em 10% (dez por cento) do valor atualizado da causa.” Diante desses fundamentos, peço vênia para divergir do voto do Ministro relator. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO SERGIO FARIAS (162910/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu e deu provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, nos termos do voto do Ministro Gilmar Mendes, vencidos os Ministros Celso de Mello (Relator) e Ricardo Lewandowski. Redator para o acórdão o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11787319 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO SERGIO FARIAS (162910/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu e deu provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, nos termos do voto do Ministro Gilmar Mendes, vencidos os Ministros Celso de Mello (Relator) e Ricardo Lewandowski. Redator para o acórdão o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11787319 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12086730
2016-09-30T00:00:00
2016-11-24T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu e deu provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, nos termos do voto do Ministro Gilmar Mendes, vencidos os Ministros Celso de Mello (Relator) e Ricardo Lewandowski. Redator para o acórdão o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Extensão, por via judicial, aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro do reajuste concedido pela Lei estadual 1.206/87. 3. Repercussão geral reconhecida (Tema 915). 4. Agravo regimental provido.
sjur360788
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO, MATÉRIA CONSTITUCIONAL) RTJ 125/1368 (AI 121969 AGR), RTJ 131/1391 (AI 133442 AGR), RTJ 144/300 (RE 104899), RTJ 153/989 (AI 145680 AGR), RTJ 98/754 (RE 87879 ED), RTJ 116/451 (AR 1126), RTJ 159/977 (AI 145985 AGR). (EXTENSÃO, REAJUSTE, PRINCÍPIO DA ISONOMIA) RE 909437 RG. (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, FINALIDADE, PREQUESTIONAMENTO) RTJ 123/383 (AI 120682 AGR), AI 124036 AGR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 14/12/2016, JSF. Revisão: 15/12/2016, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
981876
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00037 INC-00010 ART-00061 \n PAR-00001 ART-00167 INC-00001 INC-00002 \n ART-00169\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00098 PAR-00002 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000037 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000339 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-001206 ANO-1987\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
RE-AgR
acordaos
RE 981876 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO SERGIO FARIAS
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Extensão, por via judicial, aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro do reajuste concedido pela Lei estadual 1.206/87. 3. Repercussão geral reconhecida (Tema 915). 4. Agravo regimental provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por maioria, conhecer e dar provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, nos termos do voto do ministro Gilmar Mendes, vencidos Celso de Mello (relator) e Ricardo Lewandowski. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Redator do acórdão Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12080029. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. A decisão agravada, apoiando-se na jurisprudência desta Corte, reconheceu a ausência do indispensável prequestionamento explícito da matéria constitucional (Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e 356/Supremo Tribunal Federal). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890244. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. A decisão agravada, apoiando-se na jurisprudência desta Corte, reconheceu a ausência do indispensável prequestionamento explícito da matéria constitucional (Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e 356/Supremo Tribunal Federal). Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890244. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 2..., 37, X, 61, § 1..., 167, I e II e 169, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, tal como ressaltado na decisão ora recorrida, a parte agravante, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 2..., 37, X, 61, § 1..., 167, I e II e 169, da Constituição da República. O exame da presente causa, no entanto, evidencia que o apelo extremo não se revela viável. É que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, mediante embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, mediante embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) Cabe assinalar, não obstante essa diretriz jurisprudencial, que a parte recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil/15, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) Cabe assinalar, não obstante essa diretriz jurisprudencial, que a parte recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada e majorando, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 de referido estatuto processual civil. Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil/15, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11890245. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Tipo Texto 524 AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Compulsando os autos, verifica-se que a matéria de fundo do caso em exame foi decidida por esta Corte, em sede de repercussão geral, no julgamento do ARE 909.437, de relatoria do Min. Roberto Barroso, DJE 02.09.2016. No caso, restou decidido que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro importaria em aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37. Destaco da manifestação do relator, Ministro Roberto Barroso, nos seguintes termos: “MANIFESTAÇÃO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAJUSTE DE 24% PARA OS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI n 1.206/1987. ISONOMIA. REPERCUSSÃO GERAL. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO SERGIO FARIAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Compulsando os autos, verifica-se que a matéria de fundo do caso em exame foi decidida por esta Corte, em sede de repercussão geral, no julgamento do ARE 909.437, de relatoria do Min. Roberto Barroso, DJE 02.09.2016. No caso, restou decidido que a extensão do reajuste da Lei 1.206/87 aos serventuários do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro importaria em aumento de vencimentos com base no princípio da isonomia, em clara afronta ao disposto na Súmula 339 e na Súmula Vinculante 37. Destaco da manifestação do relator, Ministro Roberto Barroso, nos seguintes termos: “MANIFESTAÇÃO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAJUSTE DE 24% PARA OS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. LEI n 1.206/1987. ISONOMIA. REPERCUSSÃO GERAL. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. 1. Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Tipo Texto 524 Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/Supremo Tribunal Federal e Súmula Vinculante 37. 2. Reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação da jurisprudência da Corte, para assentar a seguinte tese: Não é devida a extensão, por via judicial, do reajuste concedido pela Lei n 1.206/1987 aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, dispensando-se a devolução das verbas recebidas até 01....09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 3. Recurso conhecido e provido. [...] 19. Assim, proponho o reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação de jurisprudência, assentando a seguinte tese: Não é devida aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a extensão do reajuste concedido pela Lei n 1.206/1987, dispensando-se a devolução das verbas eventualmente recebidas até 01....09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 20. Diante do exposto, conheço e dou provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, condenando os ora recorridos a arcar com as custas e honorários advocatícios arbitrados em 10% (dez por cento) do valor atualizado da causa.” Diante desses fundamentos, peço vênia para divergir do voto do Ministro relator. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/Supremo Tribunal Federal e Súmula Vinculante 37. 2. Reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação da jurisprudência da Corte, para assentar a seguinte tese: Não é devida a extensão, por via judicial, do reajuste concedido pela Lei n 1.206/1987 aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, dispensando-se a devolução das verbas recebidas até 01....09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 3. Recurso conhecido e provido. [...] 19. Assim, proponho o reconhecimento da repercussão geral da questão constitucional, com reafirmação de jurisprudência, assentando a seguinte tese: Não é devida aos servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a extensão do reajuste concedido pela Lei n 1.206/1987, dispensando-se a devolução das verbas eventualmente recebidas até 01....09.2016 (data da conclusão deste julgamento). 20. Diante do exposto, conheço e dou provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, condenando os ora recorridos a arcar com as custas e honorários advocatícios arbitrados em 10% (dez por cento) do valor atualizado da causa.” Diante desses fundamentos, peço vênia para divergir do voto do Ministro relator. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11829238. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO SERGIO FARIAS (162910/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu e deu provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, nos termos do voto do Ministro Gilmar Mendes, vencidos os Ministros Celso de Mello (Relator) e Ricardo Lewandowski. Redator para o acórdão o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11787319 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981.876 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : DEUZIANA SAMPAIO RIBEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO SERGIO FARIAS (162910/RJ) Decisão: A Turma, por maioria, conheceu e deu provimento ao recurso para julgar improcedente o pedido inicial, nos termos do voto do Ministro Gilmar Mendes, vencidos os Ministros Celso de Mello (Relator) e Ricardo Lewandowski. Redator para o acórdão o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11787319 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981 . 876", "Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981 . 876", "RTJ 125 / 1368", "RTJ 131 / 1391", "RTJ", "RTJ 153 / 989", "RTJ 125 / 1368", "RTJ", "RTJ", "RTJ 153 / 989", "Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ", "RTJ 98 / 754", "RTJ 116 / 451", "RTJ 159 / 977", "RTJ 123 / 383", "Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ", "RTJ 98 / 754", "RTJ 116 / 451", "RTJ 159 / 977", "RTJ 123 / 383", "Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ", "AI 124 . 036 - AgR / RS", "Recurso", "AI 124 . 036 - AgR / RS", "ARE 909 . 437", "Súmula 339", "Súmula Vinculante 37", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981 . 876", "ARE 909 . 437", "Súmula 339", "Súmula Vinculante 37", "Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 37", "Recurso Extraordinário 981876 AGR / RJ", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 37", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 981 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) :RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Complemento de remuneração mínima por nível e regime. Base de cálculo. Necessidade de reexame do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 3. Interpretação de cláusulas fixadas em acordo coletivo de trabalho. Súmula 454. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825887. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) :RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 454 da Súmula do STF. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 5º, caput; e 7º, XXVI, da Constituição Federal. Aponta-se, em síntese, que “não se trata de mera interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho, mas de discussão sob o prisma constitucional”. (eDOC 41, p. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825888. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) :RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 454 da Súmula do STF. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 5º, caput; e 7º, XXVI, da Constituição Federal. Aponta-se, em síntese, que “não se trata de mera interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho, mas de discussão sob o prisma constitucional”. (eDOC 41, p. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Verifico que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Sobre a matéria, a C. SBDI-1, em recentes julgamentos, firmou entendimento de que a interpretação conferida à Cláusula 35ª da referida norma coletiva, em atenção ao princípio da isonomia, deve ser a de que os adicionais previstos em lei, tais como adicional de periculosidade, adicional noturno e AHRA, não devem integrar a base de cálculo da RMNR. Isso porque, a inclusão dos adicionais referidos no cálculo do complemento RMNR resultará em montante menor para os que trabalham em circunstâncias especiais, importando, em última análise, em um padrão remuneratório igual entre os que desenvolvem suas atividades em condições normais e os que laboram em condições mais gravosas. Ou seja, a forma de cálculo propugnada pela Reclamada, na prática, iguala os desiguais, na medida em que nivela o padrão remuneratório dos empregados, em evidente prejuízo aos que trabalham situação de perigo, risco ou desgaste (…)”. (eDOC 13, p. 9). Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a interpretação de cláusulas fixadas em acordo coletivo de trabalho, bem como o reexame do conjunto fático-probatório, o que faz incidir os enunciados 454 e 279 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Verifico que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Sobre a matéria, a C. SBDI-1, em recentes julgamentos, firmou entendimento de que a interpretação conferida à Cláusula 35ª da referida norma coletiva, em atenção ao princípio da isonomia, deve ser a de que os adicionais previstos em lei, tais como adicional de periculosidade, adicional noturno e AHRA, não devem integrar a base de cálculo da RMNR. Isso porque, a inclusão dos adicionais referidos no cálculo do complemento RMNR resultará em montante menor para os que trabalham em circunstâncias especiais, importando, em última análise, em um padrão remuneratório igual entre os que desenvolvem suas atividades em condições normais e os que laboram em condições mais gravosas. Ou seja, a forma de cálculo propugnada pela Reclamada, na prática, iguala os desiguais, na medida em que nivela o padrão remuneratório dos empregados, em evidente prejuízo aos que trabalham situação de perigo, risco ou desgaste (…)”. (eDOC 13, p. 9). Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a interpretação de cláusulas fixadas em acordo coletivo de trabalho, bem como o reexame do conjunto fático-probatório, o que faz incidir os enunciados 454 e 279 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 857748 AGR / DF da Súmula do STF. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o AI 790.262/MG, rel. min. Dias Toffoli, DJe 25.9.2012; e o ARE 853.464/AM, DJe 12.12.2014, rel. min. Cármen Lúcia. Este último, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CÁLCULO DO COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME. ACORDO COLETIVO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DO ACORDO COLETIVO: SÚMULAS NS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Supremo Tribunal Federal ARE 857748 AGR / DF da Súmula do STF. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o AI 790.262/MG, rel. min. Dias Toffoli, DJe 25.9.2012; e o ARE 853.464/AM, DJe 12.12.2014, rel. min. Cármen Lúcia. Este último, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CÁLCULO DO COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME. ACORDO COLETIVO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DO ACORDO COLETIVO: SÚMULAS NS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) : RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885715 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) : RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885715 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7893661
2015-02-10T00:00:00
2015-03-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Complemento de remuneração mínima por nível e regime. Base de cálculo. Necessidade de reexame do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 3. Interpretação de cláusulas fixadas em acordo coletivo de trabalho. Súmula 454. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur293731
- Decisões monocráticas citadas: (COMPLEMENTO DE REMUNERAÇÃO MÍNIMA) AI 790262, ARE 853464. Número de páginas: 5. Análise: 11/03/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
857748
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 857748 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) : RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) :RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. Complemento de remuneração mínima por nível e regime. Base de cálculo. Necessidade de reexame do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Interpretação de cláusulas fixadas em acordo coletivo de trabalho. Súmula 454. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825887. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) :RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 5..., caput; e 7..., XXVI, da Constituição Federal. Aponta-se, em síntese, que “não se trata de mera interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho, mas de discussão sob o prisma constitucional”. (eDOC 41, p. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825888. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) :RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se violação direta aos artigos 5..., caput; e 7..., XXVI, da Constituição Federal. Aponta-se, em síntese, que “não se trata de mera interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho, mas de discussão sob o prisma constitucional”. (eDOC 41, p. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Verifico que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Sobre a matéria, a C. SBDI-1, em recentes julgamentos, firmou entendimento de que a interpretação conferida à Cláusula 35... da referida norma coletiva, em atenção ao princípio da isonomia, deve ser a de que os adicionais previstos em lei, tais como adicional de periculosidade, adicional noturno e AHRA, não devem integrar a base de cálculo da RMNR. Isso porque, a inclusão dos adicionais referidos no cálculo do complemento RMNR resultará em montante menor para os que trabalham em circunstâncias especiais, importando, em última análise, em um padrão remuneratório igual entre os que desenvolvem suas atividades em condições normais e os que laboram em condições mais gravosas. Ou seja, a forma de cálculo propugnada pela Reclamada, na prática, iguala os desiguais, na medida em que nivela o padrão remuneratório dos empregados, em evidente prejuízo aos que trabalham situação de perigo, risco ou desgaste (…)”. (eDOC 13, p. 9). Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a interpretação de cláusulas fixadas em acordo coletivo de trabalho, bem como o reexame do conjunto fático-probatório, o que faz incidir os enunciados 454 e 279 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Verifico que o Tribunal de origem consignou o seguinte: “Sobre a matéria, a C. SBDI-1, em recentes julgamentos, firmou entendimento de que a interpretação conferida à Cláusula 35... da referida norma coletiva, em atenção ao princípio da isonomia, deve ser a de que os adicionais previstos em lei, tais como adicional de periculosidade, adicional noturno e AHRA, não devem integrar a base de cálculo da RMNR. Isso porque, a inclusão dos adicionais referidos no cálculo do complemento RMNR resultará em montante menor para os que trabalham em circunstâncias especiais, importando, em última análise, em um padrão remuneratório igual entre os que desenvolvem suas atividades em condições normais e os que laboram em condições mais gravosas. Ou seja, a forma de cálculo propugnada pela Reclamada, na prática, iguala os desiguais, na medida em que nivela o padrão remuneratório dos empregados, em evidente prejuízo aos que trabalham situação de perigo, risco ou desgaste (…)”. (eDOC 13, p. 9). Consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a interpretação de cláusulas fixadas em acordo coletivo de trabalho, bem como o reexame do conjunto fático-probatório, o que faz incidir os enunciados 454 e 279 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 857748 AGR / DF da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o AI 790.262/MG, rel. min. Dias Toffoli, DJe 25.9.2012; e o ARE 853.464/AM, DJe 12.12.2014, rel. min. Cármen Lúcia. Este último, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CÁLCULO DO COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME. ACORDO COLETIVO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DO ACORDO COLETIVO: SÚMULAS NS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Supremo Tribunal Federal ARE 857748 AGR / DF da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o AI 790.262/MG, rel. min. Dias Toffoli, DJe 25.9.2012; e o ARE 853.464/AM, DJe 12.12.2014, rel. min. Cármen Lúcia. Este último, assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. CÁLCULO DO COMPLEMENTO DA REMUNERAÇÃO MÍNIMA POR NÍVEL E REGIME. ACORDO COLETIVO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DO ACORDO COLETIVO: SÚMULAS NS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL FEDERAL. AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825889. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) : RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885715 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.748 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA ADV.(A/S) : RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885715 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857 . 748", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 857748 AGR / DF", "AI 790 . 262 / MG", "ARE 853 . 464 / AM", "SÚMULAS NS 279", "ARE 857748 AGR / DF", "AI 790 . 262 / MG", "ARE 853 . 464 / AM", "SÚMULAS NS 279", "AGRAVO 857 . 748" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória", "artigos 5 . . . , caput ; e 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , caput ; e 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "C", ".", "SBDI", "-", "1", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "C", ".", "SBDI", "-", "1", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Súmula", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA", "RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA", "RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA", "RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA", "RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "WELLINGTON FRANCISCO DA SILVA", "RAIMUNDO CEZAR BRITTO ARAGÃO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "12", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "12", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. INQUÉRITO. INVESTIGAÇÃO DE SUPOSTA VENDA DE DECISÕES JUDICIAIS. LIBERAÇÃO DE PRECATÓRIOS ORIUNDOS DE AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA (AÇÃO 627/98). 1. O afastamento do cargo não pode ser questionado na via do habeas corpus por não afetar nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção. Precedentes (HC 84.326-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie). 2. O habeas corpus não é via adequada para interpretação e valoração de provas. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimenta interposto contra decisão que conheceu e concedeu a ordem parcialmente do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor da Desembargadora WILLAMARA LEILA DE ALMEIDA, contra o Relator do Inquérito 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça. Apura-se, nos autos de origem, a suposta venda de decisões judiciais de liberação de precatórios oriundos de Ação de Desapropriação por utilidade pública (Ação n° 627/98), com a cobrança, por desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, de cerca de 30% dos respectivos valores. A paciente, à época, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, é investigada por suposta participação no referido esquema. Os indícios contra a paciente surgiram depois de denúncias feitas por um dos desapropriados, Sr. Altamiro Junqueira Rocha, titular do precatório 1753, e por sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimenta interposto contra decisão que conheceu e concedeu a ordem parcialmente do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor da Desembargadora WILLAMARA LEILA DE ALMEIDA, contra o Relator do Inquérito 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça. Apura-se, nos autos de origem, a suposta venda de decisões judiciais de liberação de precatórios oriundos de Ação de Desapropriação por utilidade pública (Ação n° 627/98), com a cobrança, por desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, de cerca de 30% dos respectivos valores. A paciente, à época, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, é investigada por suposta participação no referido esquema. Os indícios contra a paciente surgiram depois de denúncias feitas por um dos desapropriados, Sr. Altamiro Junqueira Rocha, titular do precatório 1753, e por sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO advogada, Viviane Raquel da Silva, que atuou na ação de origem até ser substituída por um dos advogados supostamente envolvidos no alegado esquema, Sr. João Batista Marques Barcelos. De acordo com depoimento prestado pelo Sr. Altamiro Junqueira Rocha, o advogado pagaria 40% do valor do precatório ‘ao pessoal do Tribunal’, referindo-se, segundo dados constantes dos autos, à paciente e ao então Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Carlos Souza. O depoimento prestado pela advogada Viviane da Silva corroboraria os indícios contra a paciente. O Relator do Inq. 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça, Ministro João Otávio de Noronha, à luz do amplo material probatório colhido nos autos, determinou, dentre outras medidas, o afastamento cautelar da Desembargadora-Paciente de suas funções e sua condução coercitiva para fins de oitiva pelo Juiz Federal titular da 1ª ou da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Tocantins. O impetrante alega que as investigações que deram origem ao Inquérito 569 se iniciaram em 2007, mas o nome da paciente só foi mencionado em novembro de 2010. Segundo alega, os mesmos fatos investigados no inquérito, relativamente à paciente, são objeto da Sindicância 252, instaurada contra ela em agosto de 2010. Assim, haveria duplicidade de investigações, razão pela qual requer a extinção do Inq. 569, com o prosseguimento, apenas, da Sindicância 252. O impetrante sustenta, ainda, a existência de violação ao art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Afirma que, ao permitir que as investigações sejam conduzidas pela Polícia Federal, a autoridade apontada como coatora teria violado a regra procedimental em questão, impondo constrangimento ilegal à paciente. Quanto ao afastamento cautelar da função, argumenta ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO advogada, Viviane Raquel da Silva, que atuou na ação de origem até ser substituída por um dos advogados supostamente envolvidos no alegado esquema, Sr. João Batista Marques Barcelos. De acordo com depoimento prestado pelo Sr. Altamiro Junqueira Rocha, o advogado pagaria 40% do valor do precatório ‘ao pessoal do Tribunal’, referindo-se, segundo dados constantes dos autos, à paciente e ao então Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Carlos Souza. O depoimento prestado pela advogada Viviane da Silva corroboraria os indícios contra a paciente. O Relator do Inq. 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça, Ministro João Otávio de Noronha, à luz do amplo material probatório colhido nos autos, determinou, dentre outras medidas, o afastamento cautelar da Desembargadora-Paciente de suas funções e sua condução coercitiva para fins de oitiva pelo Juiz Federal titular da 1ª ou da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Tocantins. O impetrante alega que as investigações que deram origem ao Inquérito 569 se iniciaram em 2007, mas o nome da paciente só foi mencionado em novembro de 2010. Segundo alega, os mesmos fatos investigados no inquérito, relativamente à paciente, são objeto da Sindicância 252, instaurada contra ela em agosto de 2010. Assim, haveria duplicidade de investigações, razão pela qual requer a extinção do Inq. 569, com o prosseguimento, apenas, da Sindicância 252. O impetrante sustenta, ainda, a existência de violação ao art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Afirma que, ao permitir que as investigações sejam conduzidas pela Polícia Federal, a autoridade apontada como coatora teria violado a regra procedimental em questão, impondo constrangimento ilegal à paciente. Quanto ao afastamento cautelar da função, argumenta ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO havido violação ao art. 29 da LOMAN, pois, ainda que a medida pudesse ser adotada durante as investigações, deveria estar vinculada à existência dos requisitos para o recebimento da denúncia (prova da existência do crime e indícios de autoria), que não estaria configurada. Relativamente à proibição de ingresso em qualquer prédio do Poder Judiciário, sustenta que a determinação teria violado o princípio da razoabilidade. Afirma, ainda, haver excesso de prazo nas investigações, incompatível com a manutenção do afastamento cautelar da magistrada. Destaca que o depoimento do denunciante Sr. Altamiro Rocha Junqueira não poderia ser usado contra a depoente, já que, segundo ele mesmo, o Advogado João Barcelos disse ‘que o processo só poderia tramitar na gestão do vice-presidente desembargador Carlos Souza, pelo fato da presidente Wilamara ser uma pessoa cheia de picuinhas’. O impetrante sustenta que tal afirmação seria favorável à paciente. Alega, ainda, violação do sigilo das investigações, determinada pelo próprio Superior Tribunal de Justiça, já que a imprensa acompanhou a diligência de busca e apreensão e condução coercitiva da paciente e, além disso, o Superior Tribunal de Justiça publicou o acórdão que determinou o afastamento cautelar da paciente do exercício das suas funções. Por fim, alega que a autoridade apontada coatora indeferiu o acesso às provas já produzidas no inquérito, que permanece na Polícia Federal, condicionando esse direito ao retorno dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, o que configuraria constrangimento ilegal, já que a paciente está afastada de suas funções. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO havido violação ao art. 29 da LOMAN, pois, ainda que a medida pudesse ser adotada durante as investigações, deveria estar vinculada à existência dos requisitos para o recebimento da denúncia (prova da existência do crime e indícios de autoria), que não estaria configurada. Relativamente à proibição de ingresso em qualquer prédio do Poder Judiciário, sustenta que a determinação teria violado o princípio da razoabilidade. Afirma, ainda, haver excesso de prazo nas investigações, incompatível com a manutenção do afastamento cautelar da magistrada. Destaca que o depoimento do denunciante Sr. Altamiro Rocha Junqueira não poderia ser usado contra a depoente, já que, segundo ele mesmo, o Advogado João Barcelos disse ‘que o processo só poderia tramitar na gestão do vice-presidente desembargador Carlos Souza, pelo fato da presidente Wilamara ser uma pessoa cheia de picuinhas’. O impetrante sustenta que tal afirmação seria favorável à paciente. Alega, ainda, violação do sigilo das investigações, determinada pelo próprio Superior Tribunal de Justiça, já que a imprensa acompanhou a diligência de busca e apreensão e condução coercitiva da paciente e, além disso, o Superior Tribunal de Justiça publicou o acórdão que determinou o afastamento cautelar da paciente do exercício das suas funções. Por fim, alega que a autoridade apontada coatora indeferiu o acesso às provas já produzidas no inquérito, que permanece na Polícia Federal, condicionando esse direito ao retorno dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, o que configuraria constrangimento ilegal, já que a paciente está afastada de suas funções. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO Assim, pleiteia: 1) o trancamento do Inquérito 569/TO em relação à paciente, pois os mesmos fatos estão em apuração na Sindicância 252, que tramita no Superior Tribunal de Justiça desde agosto de 2010; 2) que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, determinando-se seu retorno à função; 3) que seja reconhecida a ausência de indícios para manter a paciente afastada de seu cargo, já que a principal testemunha teria declarado ‘justamente o oposto daquilo que afirma a autoridade policial na representação’; 4) que seja declarada inválida toda e qualquer providência investigatória realizada sem observância do disposto no art. 33, parágrafo único, da Lei Complementar 35/1979 – LOMAN; 5) seja concedida a ordem para determinar que a autoridade policial imediatamente franqueie à defesa da paciente inteiro acesso aos elementos de prova colhidos após o dia 15 de dezembro de 2010, nos termos da Súmula Vinculante 14. É o relatório do Min. Joaquim Barbosa ao deferir parcialmente a liminar ‘para determinar que a Autoridade Policial permita aos advogados constituídos pela paciente o acesso às provas e diligências já concluídas e documentadas, nos autos, nos termos da Súmula Vinculante 14 deste Supremo Tribunal Federal.’ Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou “pelo conhecimento parcial da ordem e deferimento também parcial, nos termos do r. despacho liminar.” Passo a decidir. Inicialmente, observo que o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO Assim, pleiteia: 1) o trancamento do Inquérito 569/TO em relação à paciente, pois os mesmos fatos estão em apuração na Sindicância 252, que tramita no Superior Tribunal de Justiça desde agosto de 2010; 2) que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, determinando-se seu retorno à função; 3) que seja reconhecida a ausência de indícios para manter a paciente afastada de seu cargo, já que a principal testemunha teria declarado ‘justamente o oposto daquilo que afirma a autoridade policial na representação’; 4) que seja declarada inválida toda e qualquer providência investigatória realizada sem observância do disposto no art. 33, parágrafo único, da Lei Complementar 35/1979 – LOMAN; 5) seja concedida a ordem para determinar que a autoridade policial imediatamente franqueie à defesa da paciente inteiro acesso aos elementos de prova colhidos após o dia 15 de dezembro de 2010, nos termos da Súmula Vinculante 14. É o relatório do Min. Joaquim Barbosa ao deferir parcialmente a liminar ‘para determinar que a Autoridade Policial permita aos advogados constituídos pela paciente o acesso às provas e diligências já concluídas e documentadas, nos autos, nos termos da Súmula Vinculante 14 deste Supremo Tribunal Federal.’ Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou “pelo conhecimento parcial da ordem e deferimento também parcial, nos termos do r. despacho liminar.” Passo a decidir. Inicialmente, observo que o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO ‘não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado.’ (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC nº 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: ‘o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes’ (HC-AgR 84.326, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie). Confira-se, ainda, o seguinte precedente: EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DIREITO DO PACIENTE, ADVOGADO, SUSTENTAR A PRÓPRIA DEFESA NA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O habeas corpus não é o instrumento adequado para o reclame de direitos que não têm correlação com a privação à liberdade de locomoção. Precedentes. 2. Habeas corpus não conhecido. (HC 122.382, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) Relativamente ao pedido de trancamento do inquérito, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo.” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki) Ademais, conforme assentado pelo Min. Joaquim Barbosa, na decisão liminar, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO ‘não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado.’ (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC nº 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: ‘o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes’ (HC-AgR 84.326, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie). Confira-se, ainda, o seguinte precedente: EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DIREITO DO PACIENTE, ADVOGADO, SUSTENTAR A PRÓPRIA DEFESA NA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O habeas corpus não é o instrumento adequado para o reclame de direitos que não têm correlação com a privação à liberdade de locomoção. Precedentes. 2. Habeas corpus não conhecido. (HC 122.382, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) Relativamente ao pedido de trancamento do inquérito, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo.” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki) Ademais, conforme assentado pelo Min. Joaquim Barbosa, na decisão liminar, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: E M E N T A: ‘HABEAS CORPUS’ – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) O art. 33, parágrafo único da LOMAN está assim disposto: Art. 33 - São prerrogativas do magistrado: (...) Parágrafo único - Quando, no curso de investigação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: E M E N T A: ‘HABEAS CORPUS’ – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) O art. 33, parágrafo único da LOMAN está assim disposto: Art. 33 - São prerrogativas do magistrado: (...) Parágrafo único - Quando, no curso de investigação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação. No caso, não houve desobediência ao referido artigo, já que por ordem do Relator do inquérito, a paciente foi ouvida por juízo federal e determinou a realização de diligências à polícia judiciária as quais o Poder Judiciário não está apto a desenvolver. Nessa linha é a jurisprudência desta Corte: EMENTA Habeas corpus. Inquérito judicial. Superior Tribunal de Justiça. Investigado com prerrogativa de foro naquela Corte. Interpretação do art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Trancamento. Ausência de constrangimento ilegal. Precedentes. 1. A remessa dos autos do inquérito ao Superior Tribunal de Justiça deu-se por estrito cumprimento à regra de competência originária, prevista na Constituição Federal (art. 105, inc. I, alínea "a"), em virtude da suposta participação do paciente, Juiz Federal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, nos fatos investigados, não sendo necessária a deliberação prévia da Corte Especial daquele Superior Tribunal, cabendo ao Relator dirigir o inquérito. 2. Não há intromissão indevida do Ministério Público Federal, porque como titular da ação penal (art. 129, incisos I e VIII, da Constituição Federal) a investigação dos fatos tidos como delituosos a ele é destinada, cabendo-lhe participar das investigações. Com base nos indícios de autoria, e se comprovada a materialidade dos crimes, cabe ao Ministério Público oferecer a denúncia ao órgão julgador. Por essa razão, também não há falar em sigilo das investigações relativamente ao autor de eventual ação penal. 3. Não se sustentam os argumentos da impetração, ao afirmar que o inquérito transformou-se em procedimento da Polícia 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação. No caso, não houve desobediência ao referido artigo, já que por ordem do Relator do inquérito, a paciente foi ouvida por juízo federal e determinou a realização de diligências à polícia judiciária as quais o Poder Judiciário não está apto a desenvolver. Nessa linha é a jurisprudência desta Corte: EMENTA Habeas corpus. Inquérito judicial. Superior Tribunal de Justiça. Investigado com prerrogativa de foro naquela Corte. Interpretação do art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Trancamento. Ausência de constrangimento ilegal. Precedentes. 1. A remessa dos autos do inquérito ao Superior Tribunal de Justiça deu-se por estrito cumprimento à regra de competência originária, prevista na Constituição Federal (art. 105, inc. I, alínea "a"), em virtude da suposta participação do paciente, Juiz Federal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, nos fatos investigados, não sendo necessária a deliberação prévia da Corte Especial daquele Superior Tribunal, cabendo ao Relator dirigir o inquérito. 2. Não há intromissão indevida do Ministério Público Federal, porque como titular da ação penal (art. 129, incisos I e VIII, da Constituição Federal) a investigação dos fatos tidos como delituosos a ele é destinada, cabendo-lhe participar das investigações. Com base nos indícios de autoria, e se comprovada a materialidade dos crimes, cabe ao Ministério Público oferecer a denúncia ao órgão julgador. Por essa razão, também não há falar em sigilo das investigações relativamente ao autor de eventual ação penal. 3. Não se sustentam os argumentos da impetração, ao afirmar que o inquérito transformou-se em procedimento da Polícia 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO Federal, porquanto esta apenas exerce a função de Polícia Judiciária, por delegação e sob as ordens do Poder Judiciário. Os autos demonstram tratar-se de inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça, sob o comando de Ministro daquela Corte Superior de Justiça, ao qual caberá dirigir o processo sob a sua relatoria, devendo tomar todas as decisões necessárias ao bom andamento das investigações. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94.278, Rel. Min. Menezes Direito) Nesse contexto, é observação proferida pelo Min. Marco Aurélio, no HC 88.280, de sua relatoria: A Lei Complementar nº 35/79, Lei Orgânica da Magistratura Nacional, versa o surgimento, no curso de investigação, de prática de crime por parte de magistrado. O que disposto no parágrafo único do artigo 33 do referido diploma pressupõe a tramitação de inquérito. Então, os autos respectivos são remetidos ao tribunal ou ao órgão especial para o julgamento, prosseguindo a investigação. Por fim, deve prosperar somente o pedido de acesso às provas e diligências já documentadas, conforme disposto na súmula vinculante nº. 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Diante do exposto, com fundamento do art. 192 do RI/STF, conheço parcialmente writ e concedo parcialmente a ordem, confirmando a liminar anteriormente deferida. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO Federal, porquanto esta apenas exerce a função de Polícia Judiciária, por delegação e sob as ordens do Poder Judiciário. Os autos demonstram tratar-se de inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça, sob o comando de Ministro daquela Corte Superior de Justiça, ao qual caberá dirigir o processo sob a sua relatoria, devendo tomar todas as decisões necessárias ao bom andamento das investigações. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94.278, Rel. Min. Menezes Direito) Nesse contexto, é observação proferida pelo Min. Marco Aurélio, no HC 88.280, de sua relatoria: A Lei Complementar nº 35/79, Lei Orgânica da Magistratura Nacional, versa o surgimento, no curso de investigação, de prática de crime por parte de magistrado. O que disposto no parágrafo único do artigo 33 do referido diploma pressupõe a tramitação de inquérito. Então, os autos respectivos são remetidos ao tribunal ou ao órgão especial para o julgamento, prosseguindo a investigação. Por fim, deve prosperar somente o pedido de acesso às provas e diligências já documentadas, conforme disposto na súmula vinculante nº. 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Diante do exposto, com fundamento do art. 192 do RI/STF, conheço parcialmente writ e concedo parcialmente a ordem, confirmando a liminar anteriormente deferida. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO 2. A parte agravante, sem síntese, alega “que nada de concreto restou comprovado ou mesmo apurado nos autos do Inquérito e, mesmo assim, a agravante continua condenada ao limbo: não é magistrada e também não pode ser advogada, persistindo a vedação de ingresso em unidades do Poder Judiciário”. Acrescenta que “tem a sua vida em estado de suspensão, afastada do cargo, execrada publicamente e proibida de frequentar qualquer unidade do Poder Judiciário”. Requer, assim, a concessão integral da ordem. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO 2. A parte agravante, sem síntese, alega “que nada de concreto restou comprovado ou mesmo apurado nos autos do Inquérito e, mesmo assim, a agravante continua condenada ao limbo: não é magistrada e também não pode ser advogada, persistindo a vedação de ingresso em unidades do Poder Judiciário”. Acrescenta que “tem a sua vida em estado de suspensão, afastada do cargo, execrada publicamente e proibida de frequentar qualquer unidade do Poder Judiciário”. Requer, assim, a concessão integral da ordem. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não merece provimento. 2. Conforme assentado na decisão agravada, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, o Conselho Nacional de Justiça, no Processo Administrativo 0005107-69.2011.2.00.0000, aposentou compulsoriamente a desembargadora Willamara Leila de Almeida e a proibição de entrada no Tribunal de Justiça decorre do afastamento imposto nos autos em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. 4. De todo modo, o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que “não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: "o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não merece provimento. 2. Conforme assentado na decisão agravada, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, o Conselho Nacional de Justiça, no Processo Administrativo 0005107-69.2011.2.00.0000, aposentou compulsoriamente a desembargadora Willamara Leila de Almeida e a proibição de entrada no Tribunal de Justiça decorre do afastamento imposto nos autos em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. 4. De todo modo, o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que “não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: "o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107423 AGR / TO Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes." (HC-AgR 84.326, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie). 5. Por fim, o Ministro Joaquim Barbosa afirmou que, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes." (HC-AgR 84.326, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie). 5. Por fim, o Ministro Joaquim Barbosa afirmou que, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107423 AGR / TO 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866536. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894497 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7958403
2015-02-10T00:00:00
2015-03-09T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: Agravo regimental. Habeas corpus. Inquérito. Investigação de suposta venda de decisões judiciais. liberação de precatórios oriundos de Ação de Desapropriação por utilidade pública (Ação 627/98). 1. O afastamento do cargo não pode ser questionado na via do habeas corpus por não afetar nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção. Precedentes (HC 84.326-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie). 2. O habeas corpus não é via adequada para interpretação e valoração de provas. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur294919
- Acórdão(s) citado(s): (HC, LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO) HC 84326 AgR (2ªT). (DESCABIMENTO, HABEAS CORPUS, AFASTAMENTO, CARGO PÚBLICO) HC 84420 (2ªT), HC 95496 (2ªT). - Decisão monocrática citada: (DESCABIMENTO, HABEAS CORPUS, AFASTAMENTO, CARGO PÚBLICO) HC 101450. Número de páginas: 15. Análise: 10/03/2015, JRS. Revisão: 30/06/2015, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
107423
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 107423 AgR
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AGTE.(S) : WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. INQUÉRITO. INVESTIGAÇÃO DE SUPOSTA VENDA DE DECISÕES JUDICIAIS. LIBERAÇÃO DE PRECATÓRIOS ORIUNDOS DE AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA (AÇÃO 627/98). 1. O afastamento do cargo não pode ser questionado na via do habeas corpus por não afetar nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção. Precedentes (HC 84.326-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie). 2. O habeas corpus não é via adequada para interpretação e valoração de provas. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimenta interposto contra decisão que conheceu e concedeu a ordem parcialmente do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor da Desembargadora WILLAMARA LEILA DE ALMEIDA, contra o Relator do Inquérito 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça. Apura-se, nos autos de origem, a suposta venda de decisões judiciais de liberação de precatórios oriundos de Ação de Desapropriação por utilidade pública (Ação n 627/98), com a cobrança, por desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, de cerca de 30% dos respectivos valores. A paciente, à época, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, é investigada por suposta participação no referido esquema. Os indícios contra a paciente surgiram depois de denúncias feitas por um dos desapropriados, Sr. Altamiro Junqueira Rocha, titular do precatório 1753, e por sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimenta interposto contra decisão que conheceu e concedeu a ordem parcialmente do habeas corpus, nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor da Desembargadora WILLAMARA LEILA DE ALMEIDA, contra o Relator do Inquérito 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça. Apura-se, nos autos de origem, a suposta venda de decisões judiciais de liberação de precatórios oriundos de Ação de Desapropriação por utilidade pública (Ação n 627/98), com a cobrança, por desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, de cerca de 30% dos respectivos valores. A paciente, à época, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, é investigada por suposta participação no referido esquema. Os indícios contra a paciente surgiram depois de denúncias feitas por um dos desapropriados, Sr. Altamiro Junqueira Rocha, titular do precatório 1753, e por sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO advogada, Viviane Raquel da Silva, que atuou na ação de origem até ser substituída por um dos advogados supostamente envolvidos no alegado esquema, Sr. João Batista Marques Barcelos. De acordo com depoimento prestado pelo Sr. Altamiro Junqueira Rocha, o advogado pagaria 40% do valor do precatório ‘ao pessoal do Tribunal’, referindo-se, segundo dados constantes dos autos, à paciente e ao então Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Carlos Souza. O depoimento prestado pela advogada Viviane da Silva corroboraria os indícios contra a paciente. O Relator do Inq. 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça, Ministro João Otávio de Noronha, à luz do amplo material probatório colhido nos autos, determinou, dentre outras medidas, o afastamento cautelar da Desembargadora-Paciente de suas funções e sua condução coercitiva para fins de oitiva pelo Juiz Federal titular da 1... ou da 2... Vara Federal da Seção Judiciária do Tocantins. O impetrante alega que as investigações que deram origem ao Inquérito 569 se iniciaram em 2007, mas o nome da paciente só foi mencionado em novembro de 2010. Segundo alega, os mesmos fatos investigados no inquérito, relativamente à paciente, são objeto da Sindicância 252, instaurada contra ela em agosto de 2010. Assim, haveria duplicidade de investigações, razão pela qual requer a extinção do Inq. 569, com o prosseguimento, apenas, da Sindicância 252. O impetrante sustenta, ainda, a existência de violação ao art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Afirma que, ao permitir que as investigações sejam conduzidas pela Polícia Federal, a autoridade apontada como coatora teria violado a regra procedimental em questão, impondo constrangimento ilegal à paciente. Quanto ao afastamento cautelar da função, argumenta ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO advogada, Viviane Raquel da Silva, que atuou na ação de origem até ser substituída por um dos advogados supostamente envolvidos no alegado esquema, Sr. João Batista Marques Barcelos. De acordo com depoimento prestado pelo Sr. Altamiro Junqueira Rocha, o advogado pagaria 40% do valor do precatório ‘ao pessoal do Tribunal’, referindo-se, segundo dados constantes dos autos, à paciente e ao então Vice-Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Carlos Souza. O depoimento prestado pela advogada Viviane da Silva corroboraria os indícios contra a paciente. O Relator do Inq. 569/TO, do Superior Tribunal de Justiça, Ministro João Otávio de Noronha, à luz do amplo material probatório colhido nos autos, determinou, dentre outras medidas, o afastamento cautelar da Desembargadora-Paciente de suas funções e sua condução coercitiva para fins de oitiva pelo Juiz Federal titular da 1... ou da 2... Vara Federal da Seção Judiciária do Tocantins. O impetrante alega que as investigações que deram origem ao Inquérito 569 se iniciaram em 2007, mas o nome da paciente só foi mencionado em novembro de 2010. Segundo alega, os mesmos fatos investigados no inquérito, relativamente à paciente, são objeto da Sindicância 252, instaurada contra ela em agosto de 2010. Assim, haveria duplicidade de investigações, razão pela qual requer a extinção do Inq. 569, com o prosseguimento, apenas, da Sindicância 252. O impetrante sustenta, ainda, a existência de violação ao art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Afirma que, ao permitir que as investigações sejam conduzidas pela Polícia Federal, a autoridade apontada como coatora teria violado a regra procedimental em questão, impondo constrangimento ilegal à paciente. Quanto ao afastamento cautelar da função, argumenta ter 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO havido violação ao art. 29 da LOMAN, pois, ainda que a medida pudesse ser adotada durante as investigações, deveria estar vinculada à existência dos requisitos para o recebimento da denúncia (prova da existência do crime e indícios de autoria), que não estaria configurada. Relativamente à proibição de ingresso em qualquer prédio do Poder Judiciário, sustenta que a determinação teria violado o princípio da razoabilidade. Afirma, ainda, haver excesso de prazo nas investigações, incompatível com a manutenção do afastamento cautelar da magistrada. Destaca que o depoimento do denunciante Sr. Altamiro Rocha Junqueira não poderia ser usado contra a depoente, já que, segundo ele mesmo, o Advogado João Barcelos disse ‘que o processo só poderia tramitar na gestão do vice-presidente desembargador Carlos Souza, pelo fato da presidente Wilamara ser uma pessoa cheia de picuinhas’. O impetrante sustenta que tal afirmação seria favorável à paciente. Alega, ainda, violação do sigilo das investigações, determinada pelo próprio Superior Tribunal de Justiça, já que a imprensa acompanhou a diligência de busca e apreensão e condução coercitiva da paciente e, além disso, o Superior Tribunal de Justiça publicou o acórdão que determinou o afastamento cautelar da paciente do exercício das suas funções. Por fim, alega que a autoridade apontada coatora indeferiu o acesso às provas já produzidas no inquérito, que permanece na Polícia Federal, condicionando esse direito ao retorno dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, o que configuraria constrangimento ilegal, já que a paciente está afastada de suas funções. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO havido violação ao art. 29 da LOMAN, pois, ainda que a medida pudesse ser adotada durante as investigações, deveria estar vinculada à existência dos requisitos para o recebimento da denúncia (prova da existência do crime e indícios de autoria), que não estaria configurada. Relativamente à proibição de ingresso em qualquer prédio do Poder Judiciário, sustenta que a determinação teria violado o princípio da razoabilidade. Afirma, ainda, haver excesso de prazo nas investigações, incompatível com a manutenção do afastamento cautelar da magistrada. Destaca que o depoimento do denunciante Sr. Altamiro Rocha Junqueira não poderia ser usado contra a depoente, já que, segundo ele mesmo, o Advogado João Barcelos disse ‘que o processo só poderia tramitar na gestão do vice-presidente desembargador Carlos Souza, pelo fato da presidente Wilamara ser uma pessoa cheia de picuinhas’. O impetrante sustenta que tal afirmação seria favorável à paciente. Alega, ainda, violação do sigilo das investigações, determinada pelo próprio Superior Tribunal de Justiça, já que a imprensa acompanhou a diligência de busca e apreensão e condução coercitiva da paciente e, além disso, o Superior Tribunal de Justiça publicou o acórdão que determinou o afastamento cautelar da paciente do exercício das suas funções. Por fim, alega que a autoridade apontada coatora indeferiu o acesso às provas já produzidas no inquérito, que permanece na Polícia Federal, condicionando esse direito ao retorno dos autos ao Superior Tribunal de Justiça, o que configuraria constrangimento ilegal, já que a paciente está afastada de suas funções. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO Assim, pleiteia: 1) o trancamento do Inquérito 569/TO em relação à paciente, pois os mesmos fatos estão em apuração na Sindicância 252, que tramita no Superior Tribunal de Justiça desde agosto de 2010; 2) que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, determinando-se seu retorno à função; 3) que seja reconhecida a ausência de indícios para manter a paciente afastada de seu cargo, já que a principal testemunha teria declarado ‘justamente o oposto daquilo que afirma a autoridade policial na representação’; 4) que seja declarada inválida toda e qualquer providência investigatória realizada sem observância do disposto no art. 33, parágrafo único, da Lei Complementar 35/1979 – LOMAN; 5) seja concedida a ordem para determinar que a autoridade policial imediatamente franqueie à defesa da paciente inteiro acesso aos elementos de prova colhidos após o dia 15 de dezembro de 2010, nos termos da Súmula Vinculante 14. É o relatório do Min. Joaquim Barbosa ao deferir parcialmente a liminar ‘para determinar que a Autoridade Policial permita aos advogados constituídos pela paciente o acesso às provas e diligências já concluídas e documentadas, nos autos, nos termos da Súmula Vinculante 14 deste Supremo Tribunal Federal.’ Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou “pelo conhecimento parcial da ordem e deferimento também parcial, nos termos do r. despacho liminar.” Passo a decidir. Inicialmente, observo que o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO Assim, pleiteia: 1) o trancamento do Inquérito 569/TO em relação à paciente, pois os mesmos fatos estão em apuração na Sindicância 252, que tramita no Superior Tribunal de Justiça desde agosto de 2010; 2) que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, determinando-se seu retorno à função; 3) que seja reconhecida a ausência de indícios para manter a paciente afastada de seu cargo, já que a principal testemunha teria declarado ‘justamente o oposto daquilo que afirma a autoridade policial na representação’; 4) que seja declarada inválida toda e qualquer providência investigatória realizada sem observância do disposto no art. 33, parágrafo único, da Lei Complementar 35/1979 – LOMAN; 5) seja concedida a ordem para determinar que a autoridade policial imediatamente franqueie à defesa da paciente inteiro acesso aos elementos de prova colhidos após o dia 15 de dezembro de 2010, nos termos da Súmula Vinculante 14. É o relatório do Min. Joaquim Barbosa ao deferir parcialmente a liminar ‘para determinar que a Autoridade Policial permita aos advogados constituídos pela paciente o acesso às provas e diligências já concluídas e documentadas, nos autos, nos termos da Súmula Vinculante 14 deste Supremo Tribunal Federal.’ Prestadas as informações, a Procuradoria-Geral da República opinou “pelo conhecimento parcial da ordem e deferimento também parcial, nos termos do r. despacho liminar.” Passo a decidir. Inicialmente, observo que o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO ‘não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado.’ (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC n 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: ‘o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes’ (HC-AgR 84.326, Rel. Min. Ellen Gracie). Confira-se, ainda, o seguinte precedente: EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DIREITO DO PACIENTE, ADVOGADO, SUSTENTAR A PRÓPRIA DEFESA NA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O habeas corpus não é o instrumento adequado para o reclame de direitos que não têm correlação com a privação à liberdade de locomoção. Precedentes. 2. Habeas corpus não conhecido. (HC 122.382, Rel. Min. Cármen Lúcia) Relativamente ao pedido de trancamento do inquérito, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo.” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki) Ademais, conforme assentado pelo Min. Joaquim Barbosa, na decisão liminar, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO ‘não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado.’ (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC n 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: ‘o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes’ (HC-AgR 84.326, Rel. Min. Ellen Gracie). Confira-se, ainda, o seguinte precedente: EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DIREITO DO PACIENTE, ADVOGADO, SUSTENTAR A PRÓPRIA DEFESA NA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O habeas corpus não é o instrumento adequado para o reclame de direitos que não têm correlação com a privação à liberdade de locomoção. Precedentes. 2. Habeas corpus não conhecido. (HC 122.382, Rel. Min. Cármen Lúcia) Relativamente ao pedido de trancamento do inquérito, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo.” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki) Ademais, conforme assentado pelo Min. Joaquim Barbosa, na decisão liminar, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: E M E N T A: ‘HABEAS CORPUS’ – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) O art. 33, parágrafo único da LOMAN está assim disposto: Art. 33 - São prerrogativas do magistrado: (...) Parágrafo único - Quando, no curso de investigação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: E M E N T A: ‘HABEAS CORPUS’ – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) O art. 33, parágrafo único da LOMAN está assim disposto: Art. 33 - São prerrogativas do magistrado: (...) Parágrafo único - Quando, no curso de investigação, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação. No caso, não houve desobediência ao referido artigo, já que por ordem do Relator do inquérito, a paciente foi ouvida por juízo federal e determinou a realização de diligências à polícia judiciária as quais o Poder Judiciário não está apto a desenvolver. Nessa linha é a jurisprudência desta Corte: EMENTA Habeas corpus. Inquérito judicial. Superior Tribunal de Justiça. Investigado com prerrogativa de foro naquela Corte. Interpretação do art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Trancamento. Ausência de constrangimento ilegal. Precedentes. 1. A remessa dos autos do inquérito ao Superior Tribunal de Justiça deu-se por estrito cumprimento à regra de competência originária, prevista na Constituição Federal (art. 105, inc. I, alínea "a"), em virtude da suposta participação do paciente, Juiz Federal do Tribunal Regional Federal da 3... Região, nos fatos investigados, não sendo necessária a deliberação prévia da Corte Especial daquele Superior Tribunal, cabendo ao Relator dirigir o inquérito. 2. Não há intromissão indevida do Ministério Público Federal, porque como titular da ação penal (art. 129, incisos I e VIII, da Constituição Federal) a investigação dos fatos tidos como delituosos a ele é destinada, cabendo-lhe participar das investigações. Com base nos indícios de autoria, e se comprovada a materialidade dos crimes, cabe ao Ministério Público oferecer a denúncia ao órgão julgador. Por essa razão, também não há falar em sigilo das investigações relativamente ao autor de eventual ação penal. 3. Não se sustentam os argumentos da impetração, ao afirmar que o inquérito transformou-se em procedimento da Polícia 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação. No caso, não houve desobediência ao referido artigo, já que por ordem do Relator do inquérito, a paciente foi ouvida por juízo federal e determinou a realização de diligências à polícia judiciária as quais o Poder Judiciário não está apto a desenvolver. Nessa linha é a jurisprudência desta Corte: EMENTA Habeas corpus. Inquérito judicial. Superior Tribunal de Justiça. Investigado com prerrogativa de foro naquela Corte. Interpretação do art. 33, parágrafo único, da LOMAN. Trancamento. Ausência de constrangimento ilegal. Precedentes. 1. A remessa dos autos do inquérito ao Superior Tribunal de Justiça deu-se por estrito cumprimento à regra de competência originária, prevista na Constituição Federal (art. 105, inc. I, alínea "a"), em virtude da suposta participação do paciente, Juiz Federal do Tribunal Regional Federal da 3... Região, nos fatos investigados, não sendo necessária a deliberação prévia da Corte Especial daquele Superior Tribunal, cabendo ao Relator dirigir o inquérito. 2. Não há intromissão indevida do Ministério Público Federal, porque como titular da ação penal (art. 129, incisos I e VIII, da Constituição Federal) a investigação dos fatos tidos como delituosos a ele é destinada, cabendo-lhe participar das investigações. Com base nos indícios de autoria, e se comprovada a materialidade dos crimes, cabe ao Ministério Público oferecer a denúncia ao órgão julgador. Por essa razão, também não há falar em sigilo das investigações relativamente ao autor de eventual ação penal. 3. Não se sustentam os argumentos da impetração, ao afirmar que o inquérito transformou-se em procedimento da Polícia 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO Federal, porquanto esta apenas exerce a função de Polícia Judiciária, por delegação e sob as ordens do Poder Judiciário. Os autos demonstram tratar-se de inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça, sob o comando de Ministro daquela Corte Superior de Justiça, ao qual caberá dirigir o processo sob a sua relatoria, devendo tomar todas as decisões necessárias ao bom andamento das investigações. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94.278, Rel. Min. Menezes Direito) Nesse contexto, é observação proferida pelo Min. Marco Aurélio, no HC 88.280, de sua relatoria: A Lei Complementar n 35/79, Lei Orgânica da Magistratura Nacional, versa o surgimento, no curso de investigação, de prática de crime por parte de magistrado. O que disposto no parágrafo único do artigo 33 do referido diploma pressupõe a tramitação de inquérito. Então, os autos respectivos são remetidos ao tribunal ou ao órgão especial para o julgamento, prosseguindo a investigação. Por fim, deve prosperar somente o pedido de acesso às provas e diligências já documentadas, conforme disposto na súmula vinculante n. 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Diante do exposto, com fundamento do art. 192 do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço parcialmente writ e concedo parcialmente a ordem, confirmando a liminar anteriormente deferida. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO Federal, porquanto esta apenas exerce a função de Polícia Judiciária, por delegação e sob as ordens do Poder Judiciário. Os autos demonstram tratar-se de inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça, sob o comando de Ministro daquela Corte Superior de Justiça, ao qual caberá dirigir o processo sob a sua relatoria, devendo tomar todas as decisões necessárias ao bom andamento das investigações. 4. Habeas corpus denegado. (HC 94.278, Rel. Min. Menezes Direito) Nesse contexto, é observação proferida pelo Min. Marco Aurélio, no HC 88.280, de sua relatoria: A Lei Complementar n 35/79, Lei Orgânica da Magistratura Nacional, versa o surgimento, no curso de investigação, de prática de crime por parte de magistrado. O que disposto no parágrafo único do artigo 33 do referido diploma pressupõe a tramitação de inquérito. Então, os autos respectivos são remetidos ao tribunal ou ao órgão especial para o julgamento, prosseguindo a investigação. Por fim, deve prosperar somente o pedido de acesso às provas e diligências já documentadas, conforme disposto na súmula vinculante n. 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Diante do exposto, com fundamento do art. 192 do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço parcialmente writ e concedo parcialmente a ordem, confirmando a liminar anteriormente deferida. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório HC 107423 AGR / TO 2. A parte agravante, sem síntese, alega “que nada de concreto restou comprovado ou mesmo apurado nos autos do Inquérito e, mesmo assim, a agravante continua condenada ao limbo: não é magistrada e também não pode ser advogada, persistindo a vedação de ingresso em unidades do Poder Judiciário”. Acrescenta que “tem a sua vida em estado de suspensão, afastada do cargo, execrada publicamente e proibida de frequentar qualquer unidade do Poder Judiciário”. Requer, assim, a concessão integral da ordem. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO 2. A parte agravante, sem síntese, alega “que nada de concreto restou comprovado ou mesmo apurado nos autos do Inquérito e, mesmo assim, a agravante continua condenada ao limbo: não é magistrada e também não pode ser advogada, persistindo a vedação de ingresso em unidades do Poder Judiciário”. Acrescenta que “tem a sua vida em estado de suspensão, afastada do cargo, execrada publicamente e proibida de frequentar qualquer unidade do Poder Judiciário”. Requer, assim, a concessão integral da ordem. 3. É o relatório. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não merece provimento. 2. Conforme assentado na decisão agravada, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, o Conselho Nacional de Justiça, no Processo Administrativo 0005107-69.2011.2.00.0000, aposentou compulsoriamente a desembargadora Willamara Leila de Almeida e a proibição de entrada no Tribunal de Justiça decorre do afastamento imposto nos autos em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. 4. De todo modo, o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que “não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: "o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo por tempestivo. No mérito, não merece provimento. 2. Conforme assentado na decisão agravada, “a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a extinção de inquéritos e ações penais de forma prematura, via habeas corpus, somente se dá em hipóteses excepcionais, quando patentemente demonstrada (a) a atipicidade da conduta; (b) a ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas; ou (c) a presença de causa extintiva da punibilidade. Precedentes. No caso, não se constata nenhuma da hipóteses que justificariam o trancamento excepcional do procedimento investigativo” (HC 119.712, Rel. Min. Teori Zavascki). 3. Ademais, o Conselho Nacional de Justiça, no Processo Administrativo 0005107-69.2011.2.00.0000, aposentou compulsoriamente a desembargadora Willamara Leila de Almeida e a proibição de entrada no Tribunal de Justiça decorre do afastamento imposto nos autos em trâmite no Superior Tribunal de Justiça. 4. De todo modo, o pedido de que seja determinada a suspensão da decisão que afastou a paciente do cargo, tendo em vista o excesso de prazo na tramitação do inquérito, não cabe ser analisado nesta via eleita, uma vez que não envolve liberdade de locomoção. Nessa linha, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que prevê que “não cabe pedido de habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso; HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso). No mesmo sentido: "o afastamento do cargo, decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107423 AGR / TO Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes." (HC-AgR 84.326, Rel. Min. Ellen Gracie). 5. Por fim, o Ministro Joaquim Barbosa afirmou que, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO Justiça, quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas corpus. Precedentes." (HC-AgR 84.326, Rel. Min. Ellen Gracie). 5. Por fim, o Ministro Joaquim Barbosa afirmou que, relativamente “à ausência de indícios contra a paciente e à análise do depoimento de uma das testemunhas, o habeas corpus não é a via adequada para a interpretação e valoração desses dados.” Nessa linha, é a jurisprudência desta Corte: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA – CONTROVÉRSIA QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVAS – INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de “habeas corpus” constitui remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. (HC 101.450, Rel. Min. Celso de Mello) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 107423 AGR / TO 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Supremo Tribunal Federal HC 107423 AGR / TO 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7927018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866536. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 TOCANTINS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Nos demais, Presidente, consigno que não aplico ao habeas corpus o artigo 557 do Código de Processo Civil, nem o artigo 21 do Regimento Interno. O processo, devidamente aparelhado, deve vir à Turma para julgamento do habeas. Provejo os agravos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7866536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894497 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 107.423 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : WILAMARA LEILA DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JEFERSON ROBERTO D. DE SÁ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO MUNDIM AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
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DE SÁ", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "MARCO ANTONIO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "WILAMARA LEILA DE ALMEIDA", "JEFERSON ROBERTO D . DE SÁ", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "MARCO ANTONIO", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "02", "/", "2015", "10 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "novembro de 2010", "agosto de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2007", "novembro de 2010", "agosto de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2010", "15 de dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2010", "15 de dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "02", "/", "2015", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCUS ULHOA CHAVES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental na ação cível originária. 2. Ação anulatória. Ato administrativo do Conselho Nacional de Justiça que estabeleceu teto remuneratório para interinos de serventias extrajudiciais. 3. Incompetência do STF. Interpretação restritiva do art. 102, I, ”r”, da Constituição Federal. 4. Precedentes da Corte. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795734. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCUS ULHOA CHAVES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada por IRACEMA RODRIGUES GOUVÊA em face da União (Conselho Nacional de Justiça – CNJ), com o objetivo de anular decisão administrativa que estabeleceu teto remuneratório para interinos das serventias extrajudiciais declaradas vagas. (eDOC 2) Em decisão monocrática (eDOC 22), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 25), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do STF sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCUS ULHOA CHAVES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada por IRACEMA RODRIGUES GOUVÊA em face da União (Conselho Nacional de Justiça – CNJ), com o objetivo de anular decisão administrativa que estabeleceu teto remuneratório para interinos das serventias extrajudiciais declaradas vagas. (eDOC 2) Em decisão monocrática (eDOC 22), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 25), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do STF sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ACO 2406 AGR / DF AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, ”r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, ”r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à irrestrita competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário do STF, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar- se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à irrestrita competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário do STF, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar- se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do STF, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (CF, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de “habeas data”, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de “habeas data”, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4ª ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25ª ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ‘Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, ‘Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, j. 18.12.2013, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do STF para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ‘Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5ª ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, ‘Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54ª ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13ª ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, j. 18.12.2013, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do STF para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do CPC/1973 e 1.022 do CPC/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, r, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, j. 9.8.2016, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, “r”, da CF de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do CPC/1973 e 1.022 do CPC/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, r, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, j. 9.8.2016, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, “r”, da CF de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma j. 15.12.2015, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma j. 15.12.2015, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCUS ULHOA CHAVES (0019731/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855705 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCUS ULHOA CHAVES (0019731/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855705 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=11878706
2016-09-30T00:00:00
2016-10-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Agravo regimental na ação cível originária. 2. Ação anulatória. Ato administrativo do Conselho Nacional de Justiça que estabeleceu teto remuneratório para interinos de serventias extrajudiciais. 3. Incompetência do STF. Interpretação restritiva do art. 102, I, ”r”, da Constituição Federal. 4. Precedentes da Corte. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur358273
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, STF, JULGAMENTO, ATO, CNJ) AO 1706 AgR (TP), AO 1814 QO (TP), ACO 2379 AgR (2ªT), ACO 1801 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 27/10/2016, JSF. Revisão: 28/11/2016, KBP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
2406
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-Q \n LET-R\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 2406 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCUS ULHOA CHAVES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCUS ULHOA CHAVES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental na ação cível originária. 2. Ação anulatória. Ato administrativo do Conselho Nacional de Justiça que estabeleceu teto remuneratório para interinos de serventias extrajudiciais. 3. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Interpretação restritiva do art. 102, I, ”r”, da Constituição Federal. 4. Precedentes da Corte. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 23 a 29 de setembro de 2016. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795734. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCUS ULHOA CHAVES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada por IRACEMA RODRIGUES GOUVÊA em face da União (Conselho Nacional de Justiça – CNJ), com o objetivo de anular decisão administrativa que estabeleceu teto remuneratório para interinos das serventias extrajudiciais declaradas vagas. (eDOC 2) Em decisão monocrática (eDOC 22), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 25), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCUS ULHOA CHAVES E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de ação cível originária ajuizada por IRACEMA RODRIGUES GOUVÊA em face da União (Conselho Nacional de Justiça – CNJ), com o objetivo de anular decisão administrativa que estabeleceu teto remuneratório para interinos das serventias extrajudiciais declaradas vagas. (eDOC 2) Em decisão monocrática (eDOC 22), ora atacada pelo presente agravo regimental, declarei a incompetência desta Corte para julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, em consonância com o entendimento firmado na AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014. O referido precedente consignou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar-se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Nas razões recursais (eDOC 25), a União sustenta, em síntese, a inexistência de jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, em virtude da falta de pronunciamento da Corte na Questão de Ordem suscitada na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ACO 2406 AGR / DF AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, ”r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, bem como a competência do Supremo para julgar todas as ações movidas contra o CNJ, conforme redação do art. 102, I, ”r”, da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à irrestrita competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar- se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal 30/09/2016 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto do mérito da decisão agravada. As alegações da agravante quanto à irrestrita competência do Supremo para julgar qualquer ação proposta contra Conselho Nacional de Justiça – CNJ, independentemente de sua natureza, não encontram amparo na jurisprudência desta Corte. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da AO 1706 AgR, rel. Min. Celso de Mello, DJe 18.2.2014, assentou que a competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações do CNJ, há de ser reconhecida, nos termos do art. 102, I, “r”, da Constituição Federal, apenas nos casos de mandado de segurança, habeas data, habeas corpus ou mandado de injunção, tendo em vista qualificar- se o CNJ, nessas hipóteses, como órgão coator com legitimação passiva. No caso, porém, de demanda diversa, deliberou o Plenário que não se configura a competência originária do Supremo Tribunal Federal, por tratar-se de hipótese não compreendida no art. 102, I, alíneas “d” e “q”, da Constituição Federal. Cite-se a ementa do referido julgado: “CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – CAUSAS DE NATUREZA CIVIL CONTRA ELE INSTAURADAS – A QUESTÃO DAS ATRIBUIÇÕES JURISDICIONAIS ORIGINÁRIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ‘r’) – CARÁTER ESTRITO E TAXATIVO DO ROL FUNDADO NO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – REGRA DE COMPETÊNCIA QUE NÃO COMPREENDE QUAISQUER Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de “habeas data”, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF LITÍGIOS QUE ENVOLVAM IMPUGNAÇÃO A DELIBERAÇÕES DO CNJ – RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APENAS QUANDO SE CUIDAR DE IMPETRAÇÃO de mandado de segurança, de “habeas data”, de ‘habeas corpus’ (se for o caso) ou de mandado de injunção NAS SITUAÇÕES EM QUE O CNJ (órgão não personificado definido como simples ‘parte formal’, investido de mera ‘personalidade judiciária’ ou de capacidade de ser parte) FOR APONTADO como órgão coator – LEGITIMAÇÃO PASSIVA ‘AD CAUSAM’ DA UNIÃO FEDERAL NAS DEMAIS HIPÓTESES, PELO FATO DE AS DELIBERAÇÕES DO CNJ SEREM JURIDICAMENTE IMPUTÁVEIS À PRÓPRIA UNIÃO FEDERAL, QUE É O ENTE DE DIREITO PÚBLICO EM CUJA ESTRUTURA INSTITUCIONAL SE ACHA INTEGRADO MENCIONADO CONSELHO – COMPREENSÃO E INTELIGÊNCIA DA REGRA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA INSCRITA NO ART. 102, I, ‘r’, DA CONSTITUIÇÃO – DOUTRINA – PRECEDENTES – AÇÃO ORIGINÁRIA NÃO CONHECIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, cuidando-se de impugnação a deliberações emanadas do Conselho Nacional de Justiça, tem sido reconhecida apenas na hipótese de impetração, contra referido órgão do Poder Judiciário (CNJ), de mandado de segurança, de ‘habeas data’, de ‘habeas corpus’ (quando for o caso) ou de mandado de injunção, pois, em tal situação, o CNJ qualificar- se-á como órgão coator impregnado de legitimação passiva ‘ad causam’ para figurar na relação processual instaurada com a impetração originária, perante a Suprema Corte, daqueles ‘writs’ constitucionais. Em referido contexto, o Conselho Nacional de Justiça, por ser órgão não personificado, define-se como simples ‘parte formal’ (Pontes de Miranda, ‘Comentários ao Código de Processo Civil’, tomo I/222-223, item n. 5, 4... ed., 1995, Forense; José dos Santos Carvalho Filho, ‘Manual de Direito Administrativo’, p. 15/17, item n. 5, 25... ed., 2012, Atlas, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ‘Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, ‘Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, j. 18.12.2013, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF v.g.), revestido de mera ‘personalidade judiciária’ (Victor Nunes Leal, ‘Problemas de Direito Público’, p. 424/439, 1960, Forense), achando-se investido, por efeito de tal condição, da capacidade de ser parte (Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero, ‘Código de Processo Civil’, p. 101, 5... ed., 2013, RT; Humberto Theodoro Júnior, ‘Curso de Direito Processual Civil’, vol. I/101, item n. 70, 54... ed., 2013, Forense; Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery, ‘Código de Processo Civil Comentado’, p. 233, item n. 5, 13... ed., 2013, RT, v.g.), circunstância essa que plenamente legitima a sua participação em mencionadas causas mandamentais. Precedentes. - Tratando-se, porém, de demanda diversa (uma ação ordinária, p. ex.), não se configura a competência originária da Suprema Corte, considerado o entendimento prevalecente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, manifestado, inclusive, em julgamentos colegiados, eis que, nas hipóteses não compreendidas no art. 102, I, alíneas ‘d’ e ‘q’, da Constituição, a legitimação passiva ‘ad causam’ referir-se-á, exclusivamente, à União Federal, pelo fato de as deliberações do Conselho Nacional de Justiça serem juridicamente imputáveis à própria União Federal, que é o ente de direito público em cuja estrutura institucional se acha integrado o CNJ. Doutrina. Precedentes”. (AO 1706 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, j. 18.12.2013, DJe 18.2.2014) – grifei. Ademais, ressalte-se que o Plenário desta Corte reafirmou a jurisprudência no sentido de afastar a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar causa diversa em que o CNJ figure no polo passivo na Questão de Ordem suscitada na AO 1814, de relatoria do Min. Marco Aurélio, DJe 2.12.2014, cuja ementa se transcreve abaixo: “COMPETÊNCIA –AÇÃO – RITO ORDINÁRIO –UNIÃO –MÓVEL – ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação ajuizada contra a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do Código de Processo Civil/1973 e 1.022 do Código de Processo Civil/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, r, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, j. 9.8.2016, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, “r”, da Constituição Federal de 1988 de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF União presente ato do Conselho Nacional de Justiça. A alínea ‘r’ do inciso I do artigo 102 da Carta da República, interpretada de forma sistemática, revela a competência do Supremo apenas para os mandados de segurança”. (AO 1814 QO, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, j 24.9.2014, Tribunal Pleno, DJe 3.12.2014) No mesmo sentido, confiram-se os julgados de ambas as turmas: “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CIVIL ORIGINÁRIA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta os pressupostos de embargabilidade (art. 535 do Código de Processo Civil/1973 e 1.022 do Código de Processo Civil/2015). 2. A via recursal adotada não é adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a competência prevista no art. 102, I, r, da Constituição deve ser interpretada de forma estrita, alcançando apenas os casos em que o CNJ tenha personalidade judiciária para figurar no feito (i.e., em mandados de segurança, de injunção, habeas corpus e habeas data). Precedentes. 4. Embargos de declaração desprovidos”. (ACO 1801 AgR-ED, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, j. 9.8.2016, DJe 29.8.2016) – grifei; “Agravo regimental em Ação Cível Originária. 2. Ação de rito comum ordinário visando à anulação de ato do Conselho Nacional de Justiça, que incluiu a serventia extrajudicial ocupada pela parte demandante no rol das serventias extrajudiciais declaradas vagas. 3. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. Interpretação restritiva atribuída ao art. 102, I, “r”, da Constituição Federal de 1988 de 1988. 5. Precedentes da Corte. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ACO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ACO 2406 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma j. 15.12.2015, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Supremo Tribunal Federal ACO 2406 AGR / DF 2379 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma j. 15.12.2015, DJe 10.2.2016) – grifei. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 11795736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 30/09/2016 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCUS ULHOA CHAVES (0019731/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855705 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.406 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : IRACEMA RODRIGUES GOUVEA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCUS ULHOA CHAVES (0019731/DF) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, Sessão Virtual de 23 a 29.9.2016. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 11855705 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 104178 E DO HC Nº 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA PROCESSAR HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS APÓS TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. QUESTÕES OBJETO DA IMPETRAÇÃO NESTE SUPREMO TRIBUNAL NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESCABIMENTO DE IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796305. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 104178 E DO HC Nº 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.12.2014, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por LUCIENE TELLES, advogada, em benefício de ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 12.12.2014 e o presente agravo regimental em benefício do Paciente ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, interposto, tempestivamente, em 17.12.2014. 3. O Agravante alega: “Este caso em particular é por demais emblemático posto que contém duas situações que contrariam as Súmulas 691 e 695 deste mesmo C.STF. A pena do paciente já foi extinta (fls.06 da decisão monocrática) e as decisões do Ministro Relator do STJ nos HCs 104.178 e 136.749 foram no sentido de negar seguimento a ambos de forma monocrática. Em relação à Súmula 695 deste C.STF, o Ministro Dias Toffoli, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 104178 E DO HC Nº 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.12.2014, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por LUCIENE TELLES, advogada, em benefício de ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 12.12.2014 e o presente agravo regimental em benefício do Paciente ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, interposto, tempestivamente, em 17.12.2014. 3. O Agravante alega: “Este caso em particular é por demais emblemático posto que contém duas situações que contrariam as Súmulas 691 e 695 deste mesmo C.STF. A pena do paciente já foi extinta (fls.06 da decisão monocrática) e as decisões do Ministro Relator do STJ nos HCs 104.178 e 136.749 foram no sentido de negar seguimento a ambos de forma monocrática. Em relação à Súmula 695 deste C.STF, o Ministro Dias Toffoli, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório HC 125612 AGR / SP julgando recentemente o Habeas Corpus 121.907 determinou a superação da extinção da pena do paciente, CONHECEU da impetração e DETERMINOU a nulidade do julgamento da ação, cassando o V. acórdão e determinando novo julgamento para o caso em apreço. Já em relação á superação das razões que orientam a Súmula 691 estão no fato de que, se o STF examinar a controvérsia apresentada no novo HC, sem o julgamento definitivo do writ impetrado no STJ pelo colegiado, haverá supressão de instância e, por consequência, ofensa aos princípios da hierarquia dos graus de jurisdição e da competência jurisdicional. Entretanto, também é entendimento deste STF a possibilidade de atenuar o seu alcance. Em outras palavras, será admitido o HC contra indeferimento de liminar (em outro HC) nos casos em que houver flagrante ilegalidade. Como exemplo de superação do enunciado da Súmula 691 temos o emblemático HC 86.864/SP impetrado em favor de Flávio Maluf. Com o devido respeito, o presente caso comporta flagrante ilegalidade que fulminam os obstáculos impostos pelas Súmulas 691 e 695 deste STF explico; O paciente (e outros) foi julgado e condenado em processo totalmente NULO, ao arredio de TODAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS em claro e evidente afronta ao Art. 5º, LIII, da Carta Magna, c.c. artigo 78, ‘d’, § 2º do CPPM relativo ao princípio do Promotor natural, ou ainda o Artigo 5º, LV da Carta Magna c.c. a Súmula 523 do Supremo Tribunal Federal devido a defesa absolutamente deficiente que neste caso equipara-se a defesa inexistente, nulidade absoluta ou ainda ofensa devido a FALTA DE ATO ESSENCIAL AO DEVIDO PROCESSO LEGAL MATERIALIZADO NA AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS ESCRITAS - ARTIGO 428 DO CPPM”. Sustenta que: “Um Juiz Presidente do tribunal de Justiça Militar ORIENTOU uma ‘testemunha’ a procurar uma ‘vítima’ do processo a que respondia o paciente para que esta ‘vítima’ prejudicasse o ora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP julgando recentemente o Habeas Corpus 121.907 determinou a superação da extinção da pena do paciente, CONHECEU da impetração e DETERMINOU a nulidade do julgamento da ação, cassando o V. acórdão e determinando novo julgamento para o caso em apreço. Já em relação á superação das razões que orientam a Súmula 691 estão no fato de que, se o STF examinar a controvérsia apresentada no novo HC, sem o julgamento definitivo do writ impetrado no STJ pelo colegiado, haverá supressão de instância e, por consequência, ofensa aos princípios da hierarquia dos graus de jurisdição e da competência jurisdicional. Entretanto, também é entendimento deste STF a possibilidade de atenuar o seu alcance. Em outras palavras, será admitido o HC contra indeferimento de liminar (em outro HC) nos casos em que houver flagrante ilegalidade. Como exemplo de superação do enunciado da Súmula 691 temos o emblemático HC 86.864/SP impetrado em favor de Flávio Maluf. Com o devido respeito, o presente caso comporta flagrante ilegalidade que fulminam os obstáculos impostos pelas Súmulas 691 e 695 deste STF explico; O paciente (e outros) foi julgado e condenado em processo totalmente NULO, ao arredio de TODAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS em claro e evidente afronta ao Art. 5º, LIII, da Carta Magna, c.c. artigo 78, ‘d’, § 2º do CPPM relativo ao princípio do Promotor natural, ou ainda o Artigo 5º, LV da Carta Magna c.c. a Súmula 523 do Supremo Tribunal Federal devido a defesa absolutamente deficiente que neste caso equipara-se a defesa inexistente, nulidade absoluta ou ainda ofensa devido a FALTA DE ATO ESSENCIAL AO DEVIDO PROCESSO LEGAL MATERIALIZADO NA AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS ESCRITAS - ARTIGO 428 DO CPPM”. Sustenta que: “Um Juiz Presidente do tribunal de Justiça Militar ORIENTOU uma ‘testemunha’ a procurar uma ‘vítima’ do processo a que respondia o paciente para que esta ‘vítima’ prejudicasse o ora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 125612 AGR / SP paciente e demais acusados. Isto foi dito EM JUIZO pela ‘testemunha’ que procurou a ‘vitima’ e consta nos presentes autos e este mesmo juiz Presidente foi o relator da apelação criminal que confirmou a condenação do ora paciente. Já o juiz Corregedor Geral do Tribunal de Justiça Militar ‘enviou’ um ‘ofício’ ao juiz titular da 1º Auditoria Militar para as ‘providências necessárias’ após ‘conversar com a testemunha’ e então o juiz titular da 1º Auditoria Militar decretou a prisão preventiva do ora paciente. Este ofício foi de fato uma verdadeira ‘ORDEM DE PRISÃO’, uma verdadeira PRESSÃO para prender o ora paciente. Outro fato que não pode passar em brancas nuvens é o fato de que o então defensor do ora paciente NADA FEZ em prol da defesa do ora paciente e demais acusados, nada, absolutamente nada fez e resta plenamente comprovado. O fato mais tenebroso é que promotores de Justiça ESTRANHOS á Justiça militar RETIRARAM o processo do Promotor natural da Causa e SEM QUALQUER CIÊNCIA do mesmo ofereceram denúncia e atuaram no feito sem qualquer concordância do mesmo. Qual motivo teria levado Promotores estranhos á Justiça Militar a atuarem no feito sem designação do Procurador de Justiça ou anuência do Promotor Natural? O fato é de que um dos condenados na ação da Justiça Militar TEM UMA FILHA COM A MULHER DE UM DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA que ofereceram a denuncia! Isto mesmo, pura VINGANÇA do Promotor que nutre verdadeiro ÓDIO MORTAL contra um dos condenados na ação penal e isto é o motivo que Promotores estranhos ao caso RETIRARAM o processo do Promotor natural e conseguiram a condenação do ora paciente e demais acusados”. Este o teor dos pedidos: “vem o agravante requerer de Vossa Excelência que se digne reconsiderar o seu respeitável despacho que negou seguimento ao Habeas Corpus proposto, caso Vossa Excelência mantenha a decisão consubstanciada no respeitável despacho objurgado, que seja remetido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP paciente e demais acusados. Isto foi dito EM JUIZO pela ‘testemunha’ que procurou a ‘vitima’ e consta nos presentes autos e este mesmo juiz Presidente foi o relator da apelação criminal que confirmou a condenação do ora paciente. Já o juiz Corregedor Geral do Tribunal de Justiça Militar ‘enviou’ um ‘ofício’ ao juiz titular da 1º Auditoria Militar para as ‘providências necessárias’ após ‘conversar com a testemunha’ e então o juiz titular da 1º Auditoria Militar decretou a prisão preventiva do ora paciente. Este ofício foi de fato uma verdadeira ‘ORDEM DE PRISÃO’, uma verdadeira PRESSÃO para prender o ora paciente. Outro fato que não pode passar em brancas nuvens é o fato de que o então defensor do ora paciente NADA FEZ em prol da defesa do ora paciente e demais acusados, nada, absolutamente nada fez e resta plenamente comprovado. O fato mais tenebroso é que promotores de Justiça ESTRANHOS á Justiça militar RETIRARAM o processo do Promotor natural da Causa e SEM QUALQUER CIÊNCIA do mesmo ofereceram denúncia e atuaram no feito sem qualquer concordância do mesmo. Qual motivo teria levado Promotores estranhos á Justiça Militar a atuarem no feito sem designação do Procurador de Justiça ou anuência do Promotor Natural? O fato é de que um dos condenados na ação da Justiça Militar TEM UMA FILHA COM A MULHER DE UM DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA que ofereceram a denuncia! Isto mesmo, pura VINGANÇA do Promotor que nutre verdadeiro ÓDIO MORTAL contra um dos condenados na ação penal e isto é o motivo que Promotores estranhos ao caso RETIRARAM o processo do Promotor natural e conseguiram a condenação do ora paciente e demais acusados”. Este o teor dos pedidos: “vem o agravante requerer de Vossa Excelência que se digne reconsiderar o seu respeitável despacho que negou seguimento ao Habeas Corpus proposto, caso Vossa Excelência mantenha a decisão consubstanciada no respeitável despacho objurgado, que seja remetido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 125612 AGR / SP o presente Agravo em Mesa ou Regimental a turma dessa Colenda Corte Suprema, nos moldes previstos no Regimento Interno do Tribunal, a fim de que seja processado e julgado o presente recurso, esperando o seu provimento no sentido de tornar sem efeito o despacho de fls. e, como consequência, determinar seja colocado o Habeas Corpus nº 125.612 em julgamento pela turma por entender ser esse um ato de altaneira JUSTIÇA”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP o presente Agravo em Mesa ou Regimental a turma dessa Colenda Corte Suprema, nos moldes previstos no Regimento Interno do Tribunal, a fim de que seja processado e julgado o presente recurso, esperando o seu provimento no sentido de tornar sem efeito o despacho de fls. e, como consequência, determinar seja colocado o Habeas Corpus nº 125.612 em julgamento pela turma por entender ser esse um ato de altaneira JUSTIÇA”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A defesa impetrou habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 3. Quanto ao alegado constrangimento ilegal provocado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, assentei, na decisão agravada, não comportar a espécie vertente ato processual válido a ser adotado por este Supremo Tribunal. Essa autoridade não se insere no rol daqueles cujos atos são suscetíveis de processamento e julgamento originários pelo Supremo Tribunal Federal, nos termos das normas constitucionais vigentes. 4. A competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente, em função do Paciente ou da autoridade coatora (art. 102, inc. I, al. i, da Constituição da República). No rol constitucionalmente afirmado, não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar, originariamente, ação de habeas corpus na qual figure como autoridade coatora Tribunal de Justiça Militar estadual. A matéria não comporta discussão mínima por se cuidar de regra de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A defesa impetrou habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 3. Quanto ao alegado constrangimento ilegal provocado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, assentei, na decisão agravada, não comportar a espécie vertente ato processual válido a ser adotado por este Supremo Tribunal. Essa autoridade não se insere no rol daqueles cujos atos são suscetíveis de processamento e julgamento originários pelo Supremo Tribunal Federal, nos termos das normas constitucionais vigentes. 4. A competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente, em função do Paciente ou da autoridade coatora (art. 102, inc. I, al. i, da Constituição da República). No rol constitucionalmente afirmado, não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar, originariamente, ação de habeas corpus na qual figure como autoridade coatora Tribunal de Justiça Militar estadual. A matéria não comporta discussão mínima por se cuidar de regra de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP competência constitucional expressa, a impossibilitar interpretação extensiva. 5. Quanto à coação atribuída ao Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, consta do sítio desse Superior Tribunal ter sido negado seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, em 20.3.2012, tendo essas decisões monocráticas transitado em julgado, respectivamente, em 12.4.2012 e 26.4.2012. A impetração no Supremo Tribunal Federal foi protocolizada em 29.11.2014, após, portanto, mais de dois anos do trânsito em julgado dos atos apontados como coatores. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se tem na espécie. 6. Ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, o Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, utilizou a mesma fundamentação: “Consta das informações cuja cópia determino sejam juntadas aos presentes autos, as quais foram prestadas pelo Tribunal de origem a esta Corte no Habeas Corpus n. 104.178⁄MG, também ajuizado pelo impetrante: [...] a) o impetrante e paciente, então Soldado PM Adilson Pinheiro dos Santos, foi correu no Processo nº 34.726⁄03, tramitado na 1ª Auditoria Militar do Estado de São Paulo, tendo sido denunciado, em 31⁄05⁄04, por infração aos artigos 243, § 1º, 315, caput, c.c. artigos 53 e 79, todos do Código Penal Militar (CPM); [...] j) em julgamento realizado aos 24.06.05, o E. Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria Militar Estadual, em decisão unânime, julgou improcedente a denúncia quanto ao artigo 315, caput, do CPM, absolvendo o paciente e os demais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP competência constitucional expressa, a impossibilitar interpretação extensiva. 5. Quanto à coação atribuída ao Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, consta do sítio desse Superior Tribunal ter sido negado seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, em 20.3.2012, tendo essas decisões monocráticas transitado em julgado, respectivamente, em 12.4.2012 e 26.4.2012. A impetração no Supremo Tribunal Federal foi protocolizada em 29.11.2014, após, portanto, mais de dois anos do trânsito em julgado dos atos apontados como coatores. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se tem na espécie. 6. Ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, o Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, utilizou a mesma fundamentação: “Consta das informações cuja cópia determino sejam juntadas aos presentes autos, as quais foram prestadas pelo Tribunal de origem a esta Corte no Habeas Corpus n. 104.178⁄MG, também ajuizado pelo impetrante: [...] a) o impetrante e paciente, então Soldado PM Adilson Pinheiro dos Santos, foi correu no Processo nº 34.726⁄03, tramitado na 1ª Auditoria Militar do Estado de São Paulo, tendo sido denunciado, em 31⁄05⁄04, por infração aos artigos 243, § 1º, 315, caput, c.c. artigos 53 e 79, todos do Código Penal Militar (CPM); [...] j) em julgamento realizado aos 24.06.05, o E. Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria Militar Estadual, em decisão unânime, julgou improcedente a denúncia quanto ao artigo 315, caput, do CPM, absolvendo o paciente e os demais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP corréus, tendo o MM. Juiz de Direito da 1ª Auditoria Militar, em decisão monocrática, julgado procedente a denúncia em relação ao delito de extorsão, condenando o paciente à pena de 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, como incurso nas sanções do artigo 243, § 1º, do CPM, a ser cumprida no regime semiaberto, sem reconhecimento do direito de apelar em liberdade, diante da regra do artigo 527 do CPPM; l) realizada a leitura e publicação da Sentença aos 05.07.05, seguiram-se os autos ao Ministério Público que interpôs recurso de apelação; m) o paciente e os demais corréus ao interporem recurso de apelação sustentaram que a r. sentença fez-se definitiva em relação ao Ministério Público, levando em consideração a sua publicização em audiência pública, requerendo, assim, fosse certificado o trânsito em julgado; n) aos 22. 07.05 decidiu o MM. Juiz de Direito receber as interposições, entendendo que o cômputo do prazo do Ministério Público ocorreu da efetiva ciência dos autos, quando estes seguiram com vistas ao Parquet; [...] r) distribuído o feito (Apelação Criminal n. 5.475⁄05) e após manifestação da d. Procuradoria de Justiça pela integral mantença da r. decisão de Primeira Instância, em julgamento realizado aos 24.01.06, a Primeira Câmara deste Tribunal de Justiça Militar, à unanimidade de votos, rejeitou a preliminar defensiva de nulidade do julgamento realizado em Primeira Instância e acolheu a preliminar igualmente apresentada pela defesa, quanto ao trânsito em julgado da decisão ali proferida em relação ao Ministério Público e, no tocante ao mérito, também à unanimidade, negou provimento ao apelo defensivo para mantença da sentença de primeiro grau, por seus próprios e jurídicos fundamentos; [...] v) consoante o contido no Ofício nº 1.858⁄07-CECRIM, datado de 15.10.07, por decisão do Juízo das Execuções Criminais desta Justiça Castrense proferida em 29.08.07, foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP corréus, tendo o MM. Juiz de Direito da 1ª Auditoria Militar, em decisão monocrática, julgado procedente a denúncia em relação ao delito de extorsão, condenando o paciente à pena de 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, como incurso nas sanções do artigo 243, § 1º, do CPM, a ser cumprida no regime semiaberto, sem reconhecimento do direito de apelar em liberdade, diante da regra do artigo 527 do CPPM; l) realizada a leitura e publicação da Sentença aos 05.07.05, seguiram-se os autos ao Ministério Público que interpôs recurso de apelação; m) o paciente e os demais corréus ao interporem recurso de apelação sustentaram que a r. sentença fez-se definitiva em relação ao Ministério Público, levando em consideração a sua publicização em audiência pública, requerendo, assim, fosse certificado o trânsito em julgado; n) aos 22. 07.05 decidiu o MM. Juiz de Direito receber as interposições, entendendo que o cômputo do prazo do Ministério Público ocorreu da efetiva ciência dos autos, quando estes seguiram com vistas ao Parquet; [...] r) distribuído o feito (Apelação Criminal n. 5.475⁄05) e após manifestação da d. Procuradoria de Justiça pela integral mantença da r. decisão de Primeira Instância, em julgamento realizado aos 24.01.06, a Primeira Câmara deste Tribunal de Justiça Militar, à unanimidade de votos, rejeitou a preliminar defensiva de nulidade do julgamento realizado em Primeira Instância e acolheu a preliminar igualmente apresentada pela defesa, quanto ao trânsito em julgado da decisão ali proferida em relação ao Ministério Público e, no tocante ao mérito, também à unanimidade, negou provimento ao apelo defensivo para mantença da sentença de primeiro grau, por seus próprios e jurídicos fundamentos; [...] v) consoante o contido no Ofício nº 1.858⁄07-CECRIM, datado de 15.10.07, por decisão do Juízo das Execuções Criminais desta Justiça Castrense proferida em 29.08.07, foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP concedido ao paciente indulto natalino pleno, com fulcro no Decreto nº 5.993⁄06, e declarada extinta a pena privativa de liberdade, no tocante ao Processo nº 34.726⁄03, tendo a referida decisão transitada em julgado para as partes em 11.10.07. […] Como se verifica, em 29⁄8⁄2007 o paciente teve extinta sua pena privativa de liberdade, em razão da concessão de indulto natalino pleno, com base no Decreto n. 5.993⁄2206. Sendo assim, embora a condenação possa produzir efeitos reflexos no âmbito penal e extrapenal, não tem ela mais o condão de gerar ameaça ao direito de locomoção do paciente, razão pela qual não é mais passível de ser questionada em habeas corpus . Essa é a dicção da Súmula 695⁄STF: Não cabe 'habeas corpus' quando já extinta a pena privativa de liberdade. (…) Ante o exposto, nego seguimento ao habeas corpus” (grifos nossos). 7. A autoridade apontada como coatora não apreciou as questões da defesa, restringindo-se a aplicar a Súmula n. 695 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a extinção da pena privativa de liberdade pela concessão de indulto natalino. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO E FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO QUE A DECRETA. SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE. QUADRILHA OU BANDO. ART. 288, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PREJUDICIALIDADE. I - Não pode o Supremo Tribunal Federal apreciar situação processual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP concedido ao paciente indulto natalino pleno, com fulcro no Decreto nº 5.993⁄06, e declarada extinta a pena privativa de liberdade, no tocante ao Processo nº 34.726⁄03, tendo a referida decisão transitada em julgado para as partes em 11.10.07. […] Como se verifica, em 29⁄8⁄2007 o paciente teve extinta sua pena privativa de liberdade, em razão da concessão de indulto natalino pleno, com base no Decreto n. 5.993⁄2206. Sendo assim, embora a condenação possa produzir efeitos reflexos no âmbito penal e extrapenal, não tem ela mais o condão de gerar ameaça ao direito de locomoção do paciente, razão pela qual não é mais passível de ser questionada em habeas corpus . Essa é a dicção da Súmula 695⁄STF: Não cabe 'habeas corpus' quando já extinta a pena privativa de liberdade. (…) Ante o exposto, nego seguimento ao habeas corpus” (grifos nossos). 7. A autoridade apontada como coatora não apreciou as questões da defesa, restringindo-se a aplicar a Súmula n. 695 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a extinção da pena privativa de liberdade pela concessão de indulto natalino. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO E FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO QUE A DECRETA. SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE. QUADRILHA OU BANDO. ART. 288, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PREJUDICIALIDADE. I - Não pode o Supremo Tribunal Federal apreciar situação processual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP nova diversa da apresentada à autoridade tida por coatora, sob pena de supressão de instância. II - A sentença condenatória superveniente, ainda que, alegadamente e em tese, mantenha a inconsistência de fundamento do decreto de prisão preventiva, é novo título justificador da prisão. III - Habeas corpus prejudicado” (HC 87.775, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DE DECISÃO FAVORÁVEL A CORRÉU. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A EXAME DO STJ. PROGRESSÃO DE REGIME. HC DEFERIDO PELO STJ PARA AFASTAR O ÓBICE PREVISTO NO § 1º DO ARTIGO 2º DA LEI N. 8.072/90. Pretensão de reduzir a pena, por extensão de decisão favorável a co- réu. Não tendo a matéria sido submetida a exame do Superior Tribunal de Justiça, o seu conhecimento, nesta Corte, implicaria supressão de instância. Progressão de regime. Afastamento, pelo STJ, da norma que a proibia. Habeas Corpus não conhecido” (HC 90.315, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 27.4.2007, grifos nossos). 8. O objeto da impetração neste Supremo Tribunal é o decidido, monocraticamente, pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a “não interposição de agravo regimental no STJ – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP nova diversa da apresentada à autoridade tida por coatora, sob pena de supressão de instância. II - A sentença condenatória superveniente, ainda que, alegadamente e em tese, mantenha a inconsistência de fundamento do decreto de prisão preventiva, é novo título justificador da prisão. III - Habeas corpus prejudicado” (HC 87.775, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DE DECISÃO FAVORÁVEL A CORRÉU. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A EXAME DO STJ. PROGRESSÃO DE REGIME. HC DEFERIDO PELO STJ PARA AFASTAR O ÓBICE PREVISTO NO § 1º DO ARTIGO 2º DA LEI N. 8.072/90. Pretensão de reduzir a pena, por extensão de decisão favorável a co- réu. Não tendo a matéria sido submetida a exame do Superior Tribunal de Justiça, o seu conhecimento, nesta Corte, implicaria supressão de instância. Progressão de regime. Afastamento, pelo STJ, da norma que a proibia. Habeas Corpus não conhecido” (HC 90.315, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 27.4.2007, grifos nossos). 8. O objeto da impetração neste Supremo Tribunal é o decidido, monocraticamente, pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a “não interposição de agravo regimental no STJ – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no STJ e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 9. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no STJ e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 9. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 104178 E DO HC Nº 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7760186 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 104178 E DO HC Nº 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7760186 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7865889
2015-02-10T00:00:00
2015-02-26T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA PROCESSAR HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS APÓS TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. QUESTÕES OBJETO DA IMPETRAÇÃO NESTE SUPREMO TRIBUNAL NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESCABIMENTO DE IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur293501
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUCEDÂNEO, REVISÃO CRIMINAL) HC 86367 (2ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 87775 (1ªT), HC 90315 (2ªT). (HC, DECISÃO MONOCRÁTICA) HC 116551 (1ªT), HC 119115 (2ªT), HC 120259 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 10/03/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
125612
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000695 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 125612 AgR
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AGTE.(S) : ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 104178 E DO HC Nº 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 104178 E DO HC n 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA PROCESSAR HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS APÓS TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. QUESTÕES OBJETO DA IMPETRAÇÃO NESTE SUPREMO TRIBUNAL NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESCABIMENTO DE IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796305. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 104178 E DO HC n 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.12.2014, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por LUCIENE TELLES, advogada, em benefício de ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 12.12.2014 e o presente agravo regimental em benefício do Paciente ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, interposto, tempestivamente, em 17.12.2014. 3. O Agravante alega: “Este caso em particular é por demais emblemático posto que contém duas situações que contrariam as Súmulas 691 e 695 deste mesmo C.Supremo Tribunal Federal. A pena do paciente já foi extinta (fls.06 da decisão monocrática) e as decisões do Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça nos HCs 104.178 e 136.749 foram no sentido de negar seguimento a ambos de forma monocrática. Em relação à Súmula 695 deste C.Supremo Tribunal Federal, o Ministro Dias Toffoli, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) :LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 104178 E DO HC n 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.12.2014, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por LUCIENE TELLES, advogada, em benefício de ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 12.12.2014 e o presente agravo regimental em benefício do Paciente ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS, interposto, tempestivamente, em 17.12.2014. 3. O Agravante alega: “Este caso em particular é por demais emblemático posto que contém duas situações que contrariam as Súmulas 691 e 695 deste mesmo C.Supremo Tribunal Federal. A pena do paciente já foi extinta (fls.06 da decisão monocrática) e as decisões do Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça nos HCs 104.178 e 136.749 foram no sentido de negar seguimento a ambos de forma monocrática. Em relação à Súmula 695 deste C.Supremo Tribunal Federal, o Ministro Dias Toffoli, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório HC 125612 AGR / SP julgando recentemente o Habeas Corpus 121.907 determinou a superação da extinção da pena do paciente, CONHECEU da impetração e DETERMINOU a nulidade do julgamento da ação, cassando o V. acórdão e determinando novo julgamento para o caso em apreço. Já em relação á superação das razões que orientam a Súmula 691 estão no fato de que, se o Supremo Tribunal Federal examinar a controvérsia apresentada no novo HC, sem o julgamento definitivo do writ impetrado no Superior Tribunal de Justiça pelo colegiado, haverá supressão de instância e, por consequência, ofensa aos princípios da hierarquia dos graus de jurisdição e da competência jurisdicional. Entretanto, também é entendimento deste Supremo Tribunal Federal a possibilidade de atenuar o seu alcance. Em outras palavras, será admitido o HC contra indeferimento de liminar (em outro HC) nos casos em que houver flagrante ilegalidade. Como exemplo de superação do enunciado da Súmula 691 temos o emblemático HC 86.864/SP impetrado em favor de Flávio Maluf. Com o devido respeito, o presente caso comporta flagrante ilegalidade que fulminam os obstáculos impostos pelas Súmulas 691 e 695 deste Supremo Tribunal Federal explico; O paciente (e outros) foi julgado e condenado em processo totalmente NULO, ao arredio de TODAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS em claro e evidente afronta ao Art. 5..., LIII, da Carta Magna, c.c. artigo 78, ‘d’, § 2... do CPPM relativo ao princípio do Promotor natural, ou ainda o Artigo 5..., LV da Carta Magna c.c. a Súmula 523 do Supremo Tribunal Federal devido a defesa absolutamente deficiente que neste caso equipara-se a defesa inexistente, nulidade absoluta ou ainda ofensa devido a FALTA DE ATO ESSENCIAL AO DEVIDO PROCESSO LEGAL MATERIALIZADO NA AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS ESCRITAS - ARTIGO 428 DO CPPM”. Sustenta que: “Um Juiz Presidente do tribunal de Justiça Militar ORIENTOU uma ‘testemunha’ a procurar uma ‘vítima’ do processo a que respondia o paciente para que esta ‘vítima’ prejudicasse o ora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP julgando recentemente o Habeas Corpus 121.907 determinou a superação da extinção da pena do paciente, CONHECEU da impetração e DETERMINOU a nulidade do julgamento da ação, cassando o V. acórdão e determinando novo julgamento para o caso em apreço. Já em relação á superação das razões que orientam a Súmula 691 estão no fato de que, se o Supremo Tribunal Federal examinar a controvérsia apresentada no novo HC, sem o julgamento definitivo do writ impetrado no Superior Tribunal de Justiça pelo colegiado, haverá supressão de instância e, por consequência, ofensa aos princípios da hierarquia dos graus de jurisdição e da competência jurisdicional. Entretanto, também é entendimento deste Supremo Tribunal Federal a possibilidade de atenuar o seu alcance. Em outras palavras, será admitido o HC contra indeferimento de liminar (em outro HC) nos casos em que houver flagrante ilegalidade. Como exemplo de superação do enunciado da Súmula 691 temos o emblemático HC 86.864/SP impetrado em favor de Flávio Maluf. Com o devido respeito, o presente caso comporta flagrante ilegalidade que fulminam os obstáculos impostos pelas Súmulas 691 e 695 deste Supremo Tribunal Federal explico; O paciente (e outros) foi julgado e condenado em processo totalmente NULO, ao arredio de TODAS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS em claro e evidente afronta ao Art. 5..., LIII, da Carta Magna, c.c. artigo 78, ‘d’, § 2... do CPPM relativo ao princípio do Promotor natural, ou ainda o Artigo 5..., LV da Carta Magna c.c. a Súmula 523 do Supremo Tribunal Federal devido a defesa absolutamente deficiente que neste caso equipara-se a defesa inexistente, nulidade absoluta ou ainda ofensa devido a FALTA DE ATO ESSENCIAL AO DEVIDO PROCESSO LEGAL MATERIALIZADO NA AUSÊNCIA DE ALEGAÇÕES FINAIS ESCRITAS - ARTIGO 428 DO CPPM”. Sustenta que: “Um Juiz Presidente do tribunal de Justiça Militar ORIENTOU uma ‘testemunha’ a procurar uma ‘vítima’ do processo a que respondia o paciente para que esta ‘vítima’ prejudicasse o ora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 125612 AGR / SP paciente e demais acusados. Isto foi dito EM JUIZO pela ‘testemunha’ que procurou a ‘vitima’ e consta nos presentes autos e este mesmo juiz Presidente foi o relator da apelação criminal que confirmou a condenação do ora paciente. Já o juiz Corregedor Geral do Tribunal de Justiça Militar ‘enviou’ um ‘ofício’ ao juiz titular da 1... Auditoria Militar para as ‘providências necessárias’ após ‘conversar com a testemunha’ e então o juiz titular da 1... Auditoria Militar decretou a prisão preventiva do ora paciente. Este ofício foi de fato uma verdadeira ‘ORDEM DE PRISÃO’, uma verdadeira PRESSÃO para prender o ora paciente. Outro fato que não pode passar em brancas nuvens é o fato de que o então defensor do ora paciente NADA FEZ em prol da defesa do ora paciente e demais acusados, nada, absolutamente nada fez e resta plenamente comprovado. O fato mais tenebroso é que promotores de Justiça ESTRANHOS á Justiça militar RETIRARAM o processo do Promotor natural da Causa e SEM QUALQUER CIÊNCIA do mesmo ofereceram denúncia e atuaram no feito sem qualquer concordância do mesmo. Qual motivo teria levado Promotores estranhos á Justiça Militar a atuarem no feito sem designação do Procurador de Justiça ou anuência do Promotor Natural? O fato é de que um dos condenados na ação da Justiça Militar TEM UMA FILHA COM A MULHER DE UM DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA que ofereceram a denuncia! Isto mesmo, pura VINGANÇA do Promotor que nutre verdadeiro ÓDIO MORTAL contra um dos condenados na ação penal e isto é o motivo que Promotores estranhos ao caso RETIRARAM o processo do Promotor natural e conseguiram a condenação do ora paciente e demais acusados”. Este o teor dos pedidos: “vem o agravante requerer de Vossa Excelência que se digne reconsiderar o seu respeitável despacho que negou seguimento ao Habeas Corpus proposto, caso Vossa Excelência mantenha a decisão consubstanciada no respeitável despacho objurgado, que seja remetido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP paciente e demais acusados. Isto foi dito EM JUIZO pela ‘testemunha’ que procurou a ‘vitima’ e consta nos presentes autos e este mesmo juiz Presidente foi o relator da apelação criminal que confirmou a condenação do ora paciente. Já o juiz Corregedor Geral do Tribunal de Justiça Militar ‘enviou’ um ‘ofício’ ao juiz titular da 1... Auditoria Militar para as ‘providências necessárias’ após ‘conversar com a testemunha’ e então o juiz titular da 1... Auditoria Militar decretou a prisão preventiva do ora paciente. Este ofício foi de fato uma verdadeira ‘ORDEM DE PRISÃO’, uma verdadeira PRESSÃO para prender o ora paciente. Outro fato que não pode passar em brancas nuvens é o fato de que o então defensor do ora paciente NADA FEZ em prol da defesa do ora paciente e demais acusados, nada, absolutamente nada fez e resta plenamente comprovado. O fato mais tenebroso é que promotores de Justiça ESTRANHOS á Justiça militar RETIRARAM o processo do Promotor natural da Causa e SEM QUALQUER CIÊNCIA do mesmo ofereceram denúncia e atuaram no feito sem qualquer concordância do mesmo. Qual motivo teria levado Promotores estranhos á Justiça Militar a atuarem no feito sem designação do Procurador de Justiça ou anuência do Promotor Natural? O fato é de que um dos condenados na ação da Justiça Militar TEM UMA FILHA COM A MULHER DE UM DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA que ofereceram a denuncia! Isto mesmo, pura VINGANÇA do Promotor que nutre verdadeiro ÓDIO MORTAL contra um dos condenados na ação penal e isto é o motivo que Promotores estranhos ao caso RETIRARAM o processo do Promotor natural e conseguiram a condenação do ora paciente e demais acusados”. Este o teor dos pedidos: “vem o agravante requerer de Vossa Excelência que se digne reconsiderar o seu respeitável despacho que negou seguimento ao Habeas Corpus proposto, caso Vossa Excelência mantenha a decisão consubstanciada no respeitável despacho objurgado, que seja remetido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 125612 AGR / SP o presente Agravo em Mesa ou Regimental a turma dessa Colenda Corte Suprema, nos moldes previstos no Regimento Interno do Tribunal, a fim de que seja processado e julgado o presente recurso, esperando o seu provimento no sentido de tornar sem efeito o despacho de fls. e, como consequência, determinar seja colocado o Habeas Corpus n 125.612 em julgamento pela turma por entender ser esse um ato de altaneira JUSTIÇA”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP o presente Agravo em Mesa ou Regimental a turma dessa Colenda Corte Suprema, nos moldes previstos no Regimento Interno do Tribunal, a fim de que seja processado e julgado o presente recurso, esperando o seu provimento no sentido de tornar sem efeito o despacho de fls. e, como consequência, determinar seja colocado o Habeas Corpus n 125.612 em julgamento pela turma por entender ser esse um ato de altaneira JUSTIÇA”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A defesa impetrou habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 3. Quanto ao alegado constrangimento ilegal provocado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, assentei, na decisão agravada, não comportar a espécie vertente ato processual válido a ser adotado por este Supremo Tribunal. Essa autoridade não se insere no rol daqueles cujos atos são suscetíveis de processamento e julgamento originários pelo Supremo Tribunal Federal, nos termos das normas constitucionais vigentes. 4. A competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente, em função do Paciente ou da autoridade coatora (art. 102, inc. I, al. i, da Constituição da República). No rol constitucionalmente afirmado, não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar, originariamente, ação de habeas corpus na qual figure como autoridade coatora Tribunal de Justiça Militar estadual. A matéria não comporta discussão mínima por se cuidar de regra de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A defesa impetrou habeas corpus neste Supremo Tribunal contra ato do Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, e do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. 3. Quanto ao alegado constrangimento ilegal provocado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, assentei, na decisão agravada, não comportar a espécie vertente ato processual válido a ser adotado por este Supremo Tribunal. Essa autoridade não se insere no rol daqueles cujos atos são suscetíveis de processamento e julgamento originários pelo Supremo Tribunal Federal, nos termos das normas constitucionais vigentes. 4. A competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus é determinada constitucionalmente, em função do Paciente ou da autoridade coatora (art. 102, inc. I, al. i, da Constituição da República). No rol constitucionalmente afirmado, não se inclui a atribuição deste Supremo Tribunal para processar e julgar, originariamente, ação de habeas corpus na qual figure como autoridade coatora Tribunal de Justiça Militar estadual. A matéria não comporta discussão mínima por se cuidar de regra de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP competência constitucional expressa, a impossibilitar interpretação extensiva. 5. Quanto à coação atribuída ao Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, consta do sítio desse Superior Tribunal ter sido negado seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, em 20.3.2012, tendo essas decisões monocráticas transitado em julgado, respectivamente, em 12.4.2012 e 26.4.2012. A impetração no Supremo Tribunal Federal foi protocolizada em 29.11.2014, após, portanto, mais de dois anos do trânsito em julgado dos atos apontados como coatores. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se tem na espécie. 6. Ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, o Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, utilizou a mesma fundamentação: “Consta das informações cuja cópia determino sejam juntadas aos presentes autos, as quais foram prestadas pelo Tribunal de origem a esta Corte no Habeas Corpus n. 104.178⁄MG, também ajuizado pelo impetrante: [...] a) o impetrante e paciente, então Soldado PM Adilson Pinheiro dos Santos, foi correu no Processo n 34.726⁄03, tramitado na 1... Auditoria Militar do Estado de São Paulo, tendo sido denunciado, em 31⁄05⁄04, por infração aos artigos 243, § 1..., 315, caput, c.c. artigos 53 e 79, todos do Código Penal Militar (CPM); [...] j) em julgamento realizado aos 24.06.05, o E. Conselho Permanente de Justiça da 1... Auditoria Militar Estadual, em decisão unânime, julgou improcedente a denúncia quanto ao artigo 315, caput, do CPM, absolvendo o paciente e os demais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP competência constitucional expressa, a impossibilitar interpretação extensiva. 5. Quanto à coação atribuída ao Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, consta do sítio desse Superior Tribunal ter sido negado seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, em 20.3.2012, tendo essas decisões monocráticas transitado em julgado, respectivamente, em 12.4.2012 e 26.4.2012. A impetração no Supremo Tribunal Federal foi protocolizada em 29.11.2014, após, portanto, mais de dois anos do trânsito em julgado dos atos apontados como coatores. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus não pode ser utilizado, em regra, como sucedâneo de revisão criminal, a menos que haja manifesta ilegalidade ou abuso no ato praticado pelo tribunal superior” (HC 86.367, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 23.10.2008), o que não se tem na espécie. 6. Ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749, o Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, utilizou a mesma fundamentação: “Consta das informações cuja cópia determino sejam juntadas aos presentes autos, as quais foram prestadas pelo Tribunal de origem a esta Corte no Habeas Corpus n. 104.178⁄MG, também ajuizado pelo impetrante: [...] a) o impetrante e paciente, então Soldado PM Adilson Pinheiro dos Santos, foi correu no Processo n 34.726⁄03, tramitado na 1... Auditoria Militar do Estado de São Paulo, tendo sido denunciado, em 31⁄05⁄04, por infração aos artigos 243, § 1..., 315, caput, c.c. artigos 53 e 79, todos do Código Penal Militar (CPM); [...] j) em julgamento realizado aos 24.06.05, o E. Conselho Permanente de Justiça da 1... Auditoria Militar Estadual, em decisão unânime, julgou improcedente a denúncia quanto ao artigo 315, caput, do CPM, absolvendo o paciente e os demais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP corréus, tendo o MM. Juiz de Direito da 1... Auditoria Militar, em decisão monocrática, julgado procedente a denúncia em relação ao delito de extorsão, condenando o paciente à pena de 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, como incurso nas sanções do artigo 243, § 1..., do CPM, a ser cumprida no regime semiaberto, sem reconhecimento do direito de apelar em liberdade, diante da regra do artigo 527 do CPPM; l) realizada a leitura e publicação da Sentença aos 05.07.05, seguiram-se os autos ao Ministério Público que interpôs recurso de apelação; m) o paciente e os demais corréus ao interporem recurso de apelação sustentaram que a r. sentença fez-se definitiva em relação ao Ministério Público, levando em consideração a sua publicização em audiência pública, requerendo, assim, fosse certificado o trânsito em julgado; n) aos 22. 07.05 decidiu o MM. Juiz de Direito receber as interposições, entendendo que o cômputo do prazo do Ministério Público ocorreu da efetiva ciência dos autos, quando estes seguiram com vistas ao Parquet; [...] r) distribuído o feito (Apelação Criminal n. 5.475⁄05) e após manifestação da d. Procuradoria de Justiça pela integral mantença da r. decisão de Primeira Instância, em julgamento realizado aos 24.01.06, a Primeira Câmara deste Tribunal de Justiça Militar, à unanimidade de votos, rejeitou a preliminar defensiva de nulidade do julgamento realizado em Primeira Instância e acolheu a preliminar igualmente apresentada pela defesa, quanto ao trânsito em julgado da decisão ali proferida em relação ao Ministério Público e, no tocante ao mérito, também à unanimidade, negou provimento ao apelo defensivo para mantença da sentença de primeiro grau, por seus próprios e jurídicos fundamentos; [...] v) consoante o contido no Ofício n 1.858⁄07-CECRIM, datado de 15.10.07, por decisão do Juízo das Execuções Criminais desta Justiça Castrense proferida em 29.08.07, foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP corréus, tendo o MM. Juiz de Direito da 1... Auditoria Militar, em decisão monocrática, julgado procedente a denúncia em relação ao delito de extorsão, condenando o paciente à pena de 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, como incurso nas sanções do artigo 243, § 1..., do CPM, a ser cumprida no regime semiaberto, sem reconhecimento do direito de apelar em liberdade, diante da regra do artigo 527 do CPPM; l) realizada a leitura e publicação da Sentença aos 05.07.05, seguiram-se os autos ao Ministério Público que interpôs recurso de apelação; m) o paciente e os demais corréus ao interporem recurso de apelação sustentaram que a r. sentença fez-se definitiva em relação ao Ministério Público, levando em consideração a sua publicização em audiência pública, requerendo, assim, fosse certificado o trânsito em julgado; n) aos 22. 07.05 decidiu o MM. Juiz de Direito receber as interposições, entendendo que o cômputo do prazo do Ministério Público ocorreu da efetiva ciência dos autos, quando estes seguiram com vistas ao Parquet; [...] r) distribuído o feito (Apelação Criminal n. 5.475⁄05) e após manifestação da d. Procuradoria de Justiça pela integral mantença da r. decisão de Primeira Instância, em julgamento realizado aos 24.01.06, a Primeira Câmara deste Tribunal de Justiça Militar, à unanimidade de votos, rejeitou a preliminar defensiva de nulidade do julgamento realizado em Primeira Instância e acolheu a preliminar igualmente apresentada pela defesa, quanto ao trânsito em julgado da decisão ali proferida em relação ao Ministério Público e, no tocante ao mérito, também à unanimidade, negou provimento ao apelo defensivo para mantença da sentença de primeiro grau, por seus próprios e jurídicos fundamentos; [...] v) consoante o contido no Ofício n 1.858⁄07-CECRIM, datado de 15.10.07, por decisão do Juízo das Execuções Criminais desta Justiça Castrense proferida em 29.08.07, foi 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP concedido ao paciente indulto natalino pleno, com fulcro no Decreto n 5.993⁄06, e declarada extinta a pena privativa de liberdade, no tocante ao Processo n 34.726⁄03, tendo a referida decisão transitada em julgado para as partes em 11.10.07. […] Como se verifica, em 29⁄8⁄2007 o paciente teve extinta sua pena privativa de liberdade, em razão da concessão de indulto natalino pleno, com base no Decreto n. 5.993⁄2206. Sendo assim, embora a condenação possa produzir efeitos reflexos no âmbito penal e extrapenal, não tem ela mais o condão de gerar ameaça ao direito de locomoção do paciente, razão pela qual não é mais passível de ser questionada em habeas corpus . Essa é a dicção da Súmula 695⁄Supremo Tribunal Federal: Não cabe 'habeas corpus' quando já extinta a pena privativa de liberdade. (…) Ante o exposto, nego seguimento ao habeas corpus” (grifos nossos). 7. A autoridade apontada como coatora não apreciou as questões da defesa, restringindo-se a aplicar a Súmula n. 695 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a extinção da pena privativa de liberdade pela concessão de indulto natalino. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO E FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO QUE A DECRETA. SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE. QUADRILHA OU BANDO. ART. 288, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PREJUDICIALIDADE. I - Não pode o Supremo Tribunal Federal apreciar situação processual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP concedido ao paciente indulto natalino pleno, com fulcro no Decreto n 5.993⁄06, e declarada extinta a pena privativa de liberdade, no tocante ao Processo n 34.726⁄03, tendo a referida decisão transitada em julgado para as partes em 11.10.07. […] Como se verifica, em 29⁄8⁄2007 o paciente teve extinta sua pena privativa de liberdade, em razão da concessão de indulto natalino pleno, com base no Decreto n. 5.993⁄2206. Sendo assim, embora a condenação possa produzir efeitos reflexos no âmbito penal e extrapenal, não tem ela mais o condão de gerar ameaça ao direito de locomoção do paciente, razão pela qual não é mais passível de ser questionada em habeas corpus . Essa é a dicção da Súmula 695⁄Supremo Tribunal Federal: Não cabe 'habeas corpus' quando já extinta a pena privativa de liberdade. (…) Ante o exposto, nego seguimento ao habeas corpus” (grifos nossos). 7. A autoridade apontada como coatora não apreciou as questões da defesa, restringindo-se a aplicar a Súmula n. 695 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a extinção da pena privativa de liberdade pela concessão de indulto natalino. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido da impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada no habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO E FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO QUE A DECRETA. SENTENÇA CONDENATÓRIA SUPERVENIENTE. QUADRILHA OU BANDO. ART. 288, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PREJUDICIALIDADE. I - Não pode o Supremo Tribunal Federal apreciar situação processual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP nova diversa da apresentada à autoridade tida por coatora, sob pena de supressão de instância. II - A sentença condenatória superveniente, ainda que, alegadamente e em tese, mantenha a inconsistência de fundamento do decreto de prisão preventiva, é novo título justificador da prisão. III - Habeas corpus prejudicado” (HC 87.775, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DE DECISÃO FAVORÁVEL A CORRÉU. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A EXAME DO Superior Tribunal de Justiça. PROGRESSÃO DE REGIME. HC DEFERIDO PELO Superior Tribunal de Justiça PARA AFASTAR O ÓBICE PREVISTO NO § 1... DO ARTIGO 2... DA LEI N. 8.072/90. Pretensão de reduzir a pena, por extensão de decisão favorável a co- réu. Não tendo a matéria sido submetida a exame do Superior Tribunal de Justiça, o seu conhecimento, nesta Corte, implicaria supressão de instância. Progressão de regime. Afastamento, pelo Superior Tribunal de Justiça, da norma que a proibia. Habeas Corpus não conhecido” (HC 90.315, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 27.4.2007, grifos nossos). 8. O objeto da impetração neste Supremo Tribunal é o decidido, monocraticamente, pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a “não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP nova diversa da apresentada à autoridade tida por coatora, sob pena de supressão de instância. II - A sentença condenatória superveniente, ainda que, alegadamente e em tese, mantenha a inconsistência de fundamento do decreto de prisão preventiva, é novo título justificador da prisão. III - Habeas corpus prejudicado” (HC 87.775, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 13.4.2007, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTENSÃO DE DECISÃO FAVORÁVEL A CORRÉU. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA A EXAME DO Superior Tribunal de Justiça. PROGRESSÃO DE REGIME. HC DEFERIDO PELO Superior Tribunal de Justiça PARA AFASTAR O ÓBICE PREVISTO NO § 1... DO ARTIGO 2... DA LEI N. 8.072/90. Pretensão de reduzir a pena, por extensão de decisão favorável a co- réu. Não tendo a matéria sido submetida a exame do Superior Tribunal de Justiça, o seu conhecimento, nesta Corte, implicaria supressão de instância. Progressão de regime. Afastamento, pelo Superior Tribunal de Justiça, da norma que a proibia. Habeas Corpus não conhecido” (HC 90.315, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 27.4.2007, grifos nossos). 8. O objeto da impetração neste Supremo Tribunal é o decidido, monocraticamente, pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, ao negar seguimento aos Habeas Corpus ns. 104.178 e 136.749. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a “não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Na mesma linha: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 125612 AGR / SP impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 9. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Supremo Tribunal Federal HC 125612 AGR / SP impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ , sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014, grifos nossos). 9. Pelo exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7796307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 104178 E DO HC n 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7760186 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.612 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ADILSON PINHEIRO DOS SANTOS ADV.(A/S) : LUCIENE TELLES AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 104178 E DO HC n 136749 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7760186 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 612", "HC n 104178", "HC n 136749 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 125 . 612", "HC n 104178", "HC n 136749", "Súmulas 691", "HCs 104 . 178", "136", "Súmula 695 deste C . Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 125 . 612", "HC n 104178", "HC n 136749", "Habeas Corpus ns . 104 . 178", "Súmulas 691", "HCs 104 . 178", "Súmula 695 deste C . 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I , al . i , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inc . I , al . i , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 243 , § 1 . . . , 315 , caput , c . c . artigos 53 e 79 , todos do Código Penal Militar", "CPM", "artigo 315 , caput , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPM", "artigo 315 , caput , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 243 , § 1 . . . , do CPM", "artigo 527 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 243 , § 1 . . . , do CPM", "artigo 527 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 5 . 993⁄06", "Decreto n . 5 . 993⁄2206", "ART . 288 , § 1 . . . , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 5 . 993⁄06", "Decreto n . 5 . 993⁄2206", "ART . 288 , § 1 . . . , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . DO ARTIGO 2 . . . 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO. SERVIDORES PÚBLICOS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.6.2010. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697281. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 855928 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697281. Supremo Tribunal Federal ARE 855928 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – Funape e o Estado de Pernambuco. Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reiteram a afronta ao art. 40, § 7º e § 8º, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 22.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697282. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – Funape e o Estado de Pernambuco. Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reiteram a afronta ao art. 40, § 7º e § 8º, da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 22.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697282. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 40, § 7º e § 8º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: RE 607.442-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 22.6.2011 e AI 740.587-AgR, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 23.4.2013, com a seguinte ementa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 40, § 7º e § 8º, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: RE 607.442-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 22.6.2011 e AI 740.587-AgR, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 23.4.2013, com a seguinte ementa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855928 AGR / PE “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PENSIONISTA. RESPONSABILIDADE DE PAGAMENTO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO. LEI 9.717/1998. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL TRAVADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.9.2007. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Na esteira da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Supremo Tribunal Federal ARE 855928 AGR / PE “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PENSIONISTA. RESPONSABILIDADE DE PAGAMENTO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO. LEI 9.717/1998. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL TRAVADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.9.2007. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Na esteira da Súmula 636/STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855928 AGR / PE decisão recorrida”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Supremo Tribunal Federal ARE 855928 AGR / PE decisão recorrida”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778023 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7797208
2015-02-03T00:00:00
2015-02-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO. SERVIDORES PÚBLICOS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.6.2010. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur292465
Número de páginas: 7. Análise: 27/02/2015, MJC
ROSA WEBER
Primeira Turma
855928
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 855928 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO. SERVIDORES PÚBLICOS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.6.2010. A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar, nesse compasso, em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto compreender de modo diverso exigiria análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão prolatada pela Corte de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697281. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 855928 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697281. Supremo Tribunal Federal ARE 855928 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – Funape e o Estado de Pernambuco. Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reiteram a afronta ao art. 40, § 7... e § 8..., da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 22.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697282. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco – Funape e o Estado de Pernambuco. Insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Reiteram a afronta ao art. 40, § 7... e § 8..., da Constituição Federal. Acórdão recorrido publicado em 22.6.2010. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697282. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 40, § 7... e § 8..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 607.442-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 22.6.2011 e AI 740.587-AgR, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 23.4.2013, com a seguinte ementa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 40, § 7... e § 8..., da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 607.442-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 22.6.2011 e AI 740.587-AgR, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 23.4.2013, com a seguinte ementa: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855928 AGR / PE “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PENSIONISTA. RESPONSABILIDADE DE PAGAMENTO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO. LEI 9.717/1998. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL TRAVADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.9.2007. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Na esteira da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Supremo Tribunal Federal ARE 855928 AGR / PE “DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PENSIONISTA. RESPONSABILIDADE DE PAGAMENTO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO. LEI 9.717/1998. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL TRAVADO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.9.2007. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Na esteira da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 855928 AGR / PE decisão recorrida”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Supremo Tribunal Federal ARE 855928 AGR / PE decisão recorrida”. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7697283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778023 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.928 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7778023 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 928", "ARE 855928 AGR / PE", "ARE 855928 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 928", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855 . 928", "Recurso Extraordinário 607 . 442 - AgR", "AI 740 . 587 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 442 - AgR", "AI 740 . 587 - AgR", "ARE 855928 AGR / PE", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 855928 AGR / PE", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 855928 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 40 , § 7 . . . e § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 40 , § 7 . . . e § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 7 . . . e § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 7 . . . e § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 717 / 1998", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 717 / 1998", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "FUNAPE", "ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "FUNAPE", "Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco", "Funape", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "FUNAPE", "ESTADO", "Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco", "Funape", "Estado de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "FUNAPE", "ESTADO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "FUNAPE", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA", "JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA", "JOSÉ OMAR DE MELO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA", "JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "AUDICEIA MARIA OLIVEIRA DA SILVA", "JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "22", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "22", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "22", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "22", ".", "6", ".", "2011", "23", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "22", ".", "6", ".", "2011", "23", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "3", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) :AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) :CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) :ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) :STEPHEN WILSON EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Advogada. Auxílio maternidade. Princípio da isonomia. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761043. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) :AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) :CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) :ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) :STEPHEN WILSON RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Airton Keiji Ueda interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 276 a 286) contra decisão (fls. 266 a 271) em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Airton Keiji Ueda interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘LICENÇA MATERNIDADE. CAIXA DE ASSISTENCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ. AUTONOMIA. PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA. NÃO VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. A Caixa de Assistência dos Advogados, tem personalidade jurídica própria, devendo elaborar seus próprios estatutos. A previsão de auxílio maternidade à advogada mãe não viola o princípio da igualdade, uma vez se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia’ (fl. 138). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) :AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) :CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) :ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) :STEPHEN WILSON RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Airton Keiji Ueda interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 276 a 286) contra decisão (fls. 266 a 271) em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Airton Keiji Ueda interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado: ‘LICENÇA MATERNIDADE. CAIXA DE ASSISTENCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ. AUTONOMIA. PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA. NÃO VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. A Caixa de Assistência dos Advogados, tem personalidade jurídica própria, devendo elaborar seus próprios estatutos. A previsão de auxílio maternidade à advogada mãe não viola o princípio da igualdade, uma vez se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia’ (fl. 138). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RE 684396 AGR / PR Alega o recorrente violação dos artigos 5º, inciso I, e 7º, inciso XXX, da Constituição Federal. Apresentadas contrarrazões (fls. 224 a 232), o recurso extraordinário (fls. 149 a 157) foi admitido (fl. 235). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal tem firme o entendimento no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da igualdade, da isonomia, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Nulidade de doação. Princípios da legalidade e da isonomia. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional. 2. As alegações de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR Alega o recorrente violação dos artigos 5º, inciso I, e 7º, inciso XXX, da Constituição Federal. Apresentadas contrarrazões (fls. 224 a 232), o recurso extraordinário (fls. 149 a 157) foi admitido (fl. 235). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal tem firme o entendimento no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da igualdade, da isonomia, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Nulidade de doação. Princípios da legalidade e da isonomia. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional. 2. As alegações de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 684396 AGR / PR afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 513.502/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/11). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Servidor ativo. Enquadramento. Princípio da isonomia. Impossibilidade. Precedente. 4. Princípio da legalidade. Súmula 636 do STF. Princípio da moralidade administrativa. Não ofensa. 5. Violação aos princípios da ampla defesa, do devido processo legal e do contraditório. Ofensa reflexa. Precedente. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 635.74/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/4/08). ‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para debater matérias processuais, de índole ordinária, relativas ao reexame dos julgamentos proferidos em grau de embargos de declaração, para fins de nulidade, por negativa de prestação jurisdicional, e à aplicação da multa prevista no parágrafo único do art. 538 do CPC. 2. No mérito, a ofensa alegada ao princípio da isonomia, acaso existente, seria reflexa, hipótese insuscetível de exame em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 452.204/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/2/06). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 513.502/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/11). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Servidor ativo. Enquadramento. Princípio da isonomia. Impossibilidade. Precedente. 4. Princípio da legalidade. Súmula 636 do STF. Princípio da moralidade administrativa. Não ofensa. 5. Violação aos princípios da ampla defesa, do devido processo legal e do contraditório. Ofensa reflexa. Precedente. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 635.74/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/4/08). ‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para debater matérias processuais, de índole ordinária, relativas ao reexame dos julgamentos proferidos em grau de embargos de declaração, para fins de nulidade, por negativa de prestação jurisdicional, e à aplicação da multa prevista no parágrafo único do art. 538 do CPC. 2. No mérito, a ofensa alegada ao princípio da isonomia, acaso existente, seria reflexa, hipótese insuscetível de exame em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 452.204/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/2/06). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 684396 AGR / PR assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 8.906/94 e Estatuto da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO DE ADVOGADO DE EMPRESA PÚBLICA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA LEI N. 8.906/1994. ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 681.419/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DE LICENÇA-PRÊMIO E FÉRIAS NÃO GOZADAS NA ATIVIDADE. MEMBRO APOSENTADO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DE MATÉRIA FÁTICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 8.906/94 e Estatuto da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO DE ADVOGADO DE EMPRESA PÚBLICA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA LEI N. 8.906/1994. ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 681.419/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DE LICENÇA-PRÊMIO E FÉRIAS NÃO GOZADAS NA ATIVIDADE. MEMBRO APOSENTADO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DE MATÉRIA FÁTICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 684396 AGR / PR SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem dirimiu a matéria dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei complementar 75/1993, Lei 8.625/1993, Leis complementares estaduais 17/1982 e 197/2000 e Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina). Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - O Plenário desta Corte, ao apreciar a ADI 2.887/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, assegurou a conversão da licença-prêmio em pecúnia a servidores que já haviam atendido ao fator temporal na forma da legislação anterior, em atenção ao direito adquirido. IV - Agravo regimental improvido’ (RE nº 600.096/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/10/11). ‘CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITO JUDICIAL. RETENÇÂO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LEI 8.906/94. ESTATUTO DA ADVOCACIA. AMPLA DEFESA. ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental improvido’ (AI nº 657.929/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL. GRATIFICAÇÕES PREVISTAS NO ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AGREGAÇÃO. POLICIAIS MILITARES REGIDOS PELA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem dirimiu a matéria dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei complementar 75/1993, Lei 8.625/1993, Leis complementares estaduais 17/1982 e 197/2000 e Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina). Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - O Plenário desta Corte, ao apreciar a ADI 2.887/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, assegurou a conversão da licença-prêmio em pecúnia a servidores que já haviam atendido ao fator temporal na forma da legislação anterior, em atenção ao direito adquirido. IV - Agravo regimental improvido’ (RE nº 600.096/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/10/11). ‘CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITO JUDICIAL. RETENÇÂO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LEI 8.906/94. ESTATUTO DA ADVOCACIA. AMPLA DEFESA. ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental improvido’ (AI nº 657.929/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL. GRATIFICAÇÕES PREVISTAS NO ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AGREGAÇÃO. POLICIAIS MILITARES REGIDOS PELA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 684396 AGR / PR LEI ESTADUAL 6.218/1983. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. O acórdão recorrido examinou a controvérsia à luz da legislação local (Lei 6.745/1985 e Lei 6.218/1983), de modo que eventual ofensa aos dispositivos constitucionais invocados, se existente, seria reflexa ou indireta, já que dependeria de reexame prévio da norma infraconstitucional. Por essa razão, é incabível o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 203.875/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/08). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” A agravante insiste na violação dos dispositivos constitucionais invocados no recurso extraordinário. Sustenta ter havido a violação direta do texto constitucional, aduzindo, para tanto, o seguinte: “(...) no caso em concreto, discute-se a legalidade do ESTATUTO DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO ESTADO DO PARANÁ, que faz distinção entre advogado e advogada, ou seja, pelo sexo para receber o auxílio-natalidade, modificando a nomenclatura para auxílio-natalidade, apenas para favorecer as advogadAs, excluindo os advogadOs. Assim, é inconstitucional o artigo da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná, porque viola o princípio da isonomia, ao beneficiar apenas a advogada com o benefício do auxílio-maternidade, que nada mais é do que o auxílio- natalidade, benefício de ajuda de custeio para contribuir com as despesas de parto dos filhos dos advogados/advogadas, em razão do baixo valor” (fl. 280). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR LEI ESTADUAL 6.218/1983. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. O acórdão recorrido examinou a controvérsia à luz da legislação local (Lei 6.745/1985 e Lei 6.218/1983), de modo que eventual ofensa aos dispositivos constitucionais invocados, se existente, seria reflexa ou indireta, já que dependeria de reexame prévio da norma infraconstitucional. Por essa razão, é incabível o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 203.875/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/08). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” A agravante insiste na violação dos dispositivos constitucionais invocados no recurso extraordinário. Sustenta ter havido a violação direta do texto constitucional, aduzindo, para tanto, o seguinte: “(...) no caso em concreto, discute-se a legalidade do ESTATUTO DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO ESTADO DO PARANÁ, que faz distinção entre advogado e advogada, ou seja, pelo sexo para receber o auxílio-natalidade, modificando a nomenclatura para auxílio-natalidade, apenas para favorecer as advogadAs, excluindo os advogadOs. Assim, é inconstitucional o artigo da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná, porque viola o princípio da isonomia, ao beneficiar apenas a advogada com o benefício do auxílio-maternidade, que nada mais é do que o auxílio- natalidade, benefício de ajuda de custeio para contribuir com as despesas de parto dos filhos dos advogados/advogadas, em razão do baixo valor” (fl. 280). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RE 684396 AGR / PR É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, concedo o pedido de justiça gratuita formulado nas petições do recurso extraordinário e do regimental, nas quais afirma o recorrente não possuir condições de efetuar o preparo, sem efeito retroativo aos recursos interpostos anteriormente, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “JUSTIÇA GRATUITA – REQUERIMENTO – AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO – CONSEQUÊNCIAS. Uma vez pleiteado o reconhecimento do direito à justiça gratuita, afirmando a parte interessada não ter condições de fazer frente a preparo, cumpre afastar a deserção” (AI nº 652.139/MG-AgR, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe de 23/8/12). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. DESERÇÃO. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. SÚMULA 287. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA. BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. BENEFÍCIO FUTURO. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não atacou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 287 do STF. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que incumbe ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso, o pagamento do respectivo preparo.Precedentes. III - É que a apreciação do tema constitucional, no caso, demanda o prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. IV - O deferimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, concedo o pedido de justiça gratuita formulado nas petições do recurso extraordinário e do regimental, nas quais afirma o recorrente não possuir condições de efetuar o preparo, sem efeito retroativo aos recursos interpostos anteriormente, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “JUSTIÇA GRATUITA – REQUERIMENTO – AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO – CONSEQUÊNCIAS. Uma vez pleiteado o reconhecimento do direito à justiça gratuita, afirmando a parte interessada não ter condições de fazer frente a preparo, cumpre afastar a deserção” (AI nº 652.139/MG-AgR, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe de 23/8/12). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. DESERÇÃO. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. SÚMULA 287. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA. BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. BENEFÍCIO FUTURO. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não atacou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 287 do STF. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que incumbe ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso, o pagamento do respectivo preparo.Precedentes. III - É que a apreciação do tema constitucional, no caso, demanda o prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. IV - O deferimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 684396 AGR / PR benefício da gratuidade da justiça, só produz efeitos futuros, assim, julgado deserto o recurso, de nada adiantaria a concessão posterior do benefício. Precedentes. V - Recurso protelatório. Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido” (AI nº 744.487/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09 – grifei). No mais, o inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Está claro que a pretensão do apelante, advogado pai, não se enquadra na hipótese de recebimento do auxílio- maternidade, previsto no artigo 38 do Estatuto da CAA/PR, pois tal benefício, obviamente, como foi bem esclarecido pela CASA/PR na contestação de fls. 48/55, tem em mira o fato de que a advogada mãe, em decorrência do parto, da necessidade dos [s]eu restabelecimento físico e dos cuidados com o neonato, não pode, ato contínuo, retomar suas atividades profissionais e conduzi-las como antes (fl. 50). O benefício não se confunde com a licença maternidade, de índole previdenciária, e tampouco se presta a arcar com as despesas do parto. (…) De outra banda, não há que se falar em violação do Estatuto da CAA/PR ao princípio da igualdade, ao passo que estabelece um tratamento desigual a homens e mulheres. Como é bem sabido, doutrina e jurisprudência entendem a noção do princípio constitucional da igualdade conforme a máxima de Aristóteles, disseminada por Ruy Barbosa, segundo a qual ‘a igualdade consiste em aquinhoar os iguais igualmente e os desiguais na medida de sua desigualdade’. Esclareça-se que o fato do constituinte ter expressamente previsto a igualdade de gênero no artigo 5º, inciso I, não impede que a legislação infraconstitucional elabore comandos normativos que visem atenuar a diferença de tratamento em razão do sexo. Foi exatamente o que pretendeu a CAA/PR ao criar o auxílio- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR benefício da gratuidade da justiça, só produz efeitos futuros, assim, julgado deserto o recurso, de nada adiantaria a concessão posterior do benefício. Precedentes. V - Recurso protelatório. Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido” (AI nº 744.487/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09 – grifei). No mais, o inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Está claro que a pretensão do apelante, advogado pai, não se enquadra na hipótese de recebimento do auxílio- maternidade, previsto no artigo 38 do Estatuto da CAA/PR, pois tal benefício, obviamente, como foi bem esclarecido pela CASA/PR na contestação de fls. 48/55, tem em mira o fato de que a advogada mãe, em decorrência do parto, da necessidade dos [s]eu restabelecimento físico e dos cuidados com o neonato, não pode, ato contínuo, retomar suas atividades profissionais e conduzi-las como antes (fl. 50). O benefício não se confunde com a licença maternidade, de índole previdenciária, e tampouco se presta a arcar com as despesas do parto. (…) De outra banda, não há que se falar em violação do Estatuto da CAA/PR ao princípio da igualdade, ao passo que estabelece um tratamento desigual a homens e mulheres. Como é bem sabido, doutrina e jurisprudência entendem a noção do princípio constitucional da igualdade conforme a máxima de Aristóteles, disseminada por Ruy Barbosa, segundo a qual ‘a igualdade consiste em aquinhoar os iguais igualmente e os desiguais na medida de sua desigualdade’. Esclareça-se que o fato do constituinte ter expressamente previsto a igualdade de gênero no artigo 5º, inciso I, não impede que a legislação infraconstitucional elabore comandos normativos que visem atenuar a diferença de tratamento em razão do sexo. Foi exatamente o que pretendeu a CAA/PR ao criar o auxílio- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 684396 AGR / PR maternidade às advogadas, que se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia. Não há como estender o benefício ao advogado pai, que não passou pela gestação e nem pelo parto, não precisando interromper o seu ofício em virtude de gravidez” (fl. 135v). Com efeito, resta claro que a Corte de origem concluiu, com base na Lei nº 8.906/1994 e no Estatuto da CAA/PR, que o advogado não faz jus ao recebimento do auxílio-maternidade, o qual não se confunde com auxílio-natalidade, porquanto aquele benefício é destinado apenas às advogadas mães, logo após o parto. Assim, conforme expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento adotado na origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Supremo Tribunal Federal RE 684396 AGR / PR maternidade às advogadas, que se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia. Não há como estender o benefício ao advogado pai, que não passou pela gestação e nem pelo parto, não precisando interromper o seu ofício em virtude de gravidez” (fl. 135v). Com efeito, resta claro que a Corte de origem concluiu, com base na Lei nº 8.906/1994 e no Estatuto da CAA/PR, que o advogado não faz jus ao recebimento do auxílio-maternidade, o qual não se confunde com auxílio-natalidade, porquanto aquele benefício é destinado apenas às advogadas mães, logo após o parto. Assim, conforme expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento adotado na origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) : AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) : CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) : ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) : STEPHEN WILSON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777929 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) : AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) : CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) : ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) : STEPHEN WILSON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777929 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7798141
2015-02-03T00:00:00
2015-02-19T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Advogada. Auxílio maternidade. Princípio da isonomia. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido.
sjur292492
- Acórdão(s) citado(s): (JUSTIÇA GRATUITA) AI 652139 AgR (1ªT), AI 744487 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 27/02/2015, BMP
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
684396
[ "LEG-FED LEI-008906 ANO-1994\n EOAB-1994 ESTATUTO DA ADVOCACIA E ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 684396 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) : AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) : CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) : ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) : STEPHEN WILSON
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) :AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) :CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) :ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) :STEPHEN WILSON EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Advogada. Auxílio maternidade. Princípio da isonomia. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Impossibilidade. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761043. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) :AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) :CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) :ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) :STEPHEN WILSON RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Airton Keiji Ueda interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 276 a 286) contra decisão (fls. 266 a 271) em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Airton Keiji Ueda interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘LICENÇA MATERNIDADE. CAIXA DE ASSISTENCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ. AUTONOMIA. PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA. NÃO VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. A Caixa de Assistência dos Advogados, tem personalidade jurídica própria, devendo elaborar seus próprios estatutos. A previsão de auxílio maternidade à advogada mãe não viola o princípio da igualdade, uma vez se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia’ (fl. 138). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) :AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) :CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) :ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) :STEPHEN WILSON RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Airton Keiji Ueda interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 276 a 286) contra decisão (fls. 266 a 271) em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Airton Keiji Ueda interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, contra acórdão proferido pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado: ‘LICENÇA MATERNIDADE. CAIXA DE ASSISTENCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ. AUTONOMIA. PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA. NÃO VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IGUALDADE. A Caixa de Assistência dos Advogados, tem personalidade jurídica própria, devendo elaborar seus próprios estatutos. A previsão de auxílio maternidade à advogada mãe não viola o princípio da igualdade, uma vez se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia’ (fl. 138). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR Alega o recorrente violação dos artigos 5..., inciso I, e 7..., inciso XXX, da Constituição Federal. Apresentadas contrarrazões (fls. 224 a 232), o recurso extraordinário (fls. 149 a 157) foi admitido (fl. 235). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal tem firme o entendimento no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da igualdade, da isonomia, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Nulidade de doação. Princípios da legalidade e da isonomia. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional. 2. As alegações de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR Alega o recorrente violação dos artigos 5..., inciso I, e 7..., inciso XXX, da Constituição Federal. Apresentadas contrarrazões (fls. 224 a 232), o recurso extraordinário (fls. 149 a 157) foi admitido (fl. 235). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. O Supremo Tribunal Federal tem firme o entendimento no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da igualdade, da isonomia, da ampla defesa e do contraditório, da motivação dos atos decisórios, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Nulidade de doação. Princípios da legalidade e da isonomia. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional. 2. As alegações de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 513.502/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/11). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Servidor ativo. Enquadramento. Princípio da isonomia. Impossibilidade. Precedente. 4. Princípio da legalidade. Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Princípio da moralidade administrativa. Não ofensa. 5. Violação aos princípios da ampla defesa, do devido processo legal e do contraditório. Ofensa reflexa. Precedente. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 635.74/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/4/08). ‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para debater matérias processuais, de índole ordinária, relativas ao reexame dos julgamentos proferidos em grau de embargos de declaração, para fins de nulidade, por negativa de prestação jurisdicional, e à aplicação da multa prevista no parágrafo único do art. 538 do Código de Processo Civil. 2. No mérito, a ofensa alegada ao princípio da isonomia, acaso existente, seria reflexa, hipótese insuscetível de exame em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental improvido’ (AI n 452.204/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/2/06). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 513.502/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 29/3/11). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Servidor ativo. Enquadramento. Princípio da isonomia. Impossibilidade. Precedente. 4. Princípio da legalidade. Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Princípio da moralidade administrativa. Não ofensa. 5. Violação aos princípios da ampla defesa, do devido processo legal e do contraditório. Ofensa reflexa. Precedente. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 635.74/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/4/08). ‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para debater matérias processuais, de índole ordinária, relativas ao reexame dos julgamentos proferidos em grau de embargos de declaração, para fins de nulidade, por negativa de prestação jurisdicional, e à aplicação da multa prevista no parágrafo único do art. 538 do Código de Processo Civil. 2. No mérito, a ofensa alegada ao princípio da isonomia, acaso existente, seria reflexa, hipótese insuscetível de exame em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental improvido’ (AI n 452.204/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 3/2/06). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 8.906/94 e Estatuto da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO DE ADVOGADO DE EMPRESA PÚBLICA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA LEI N. 8.906/1994. ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 681.419/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DE LICENÇA-PRÊMIO E FÉRIAS NÃO GOZADAS NA ATIVIDADE. MEMBRO APOSENTADO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DE MATÉRIA FÁTICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, ressalte-se que o Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 8.906/94 e Estatuto da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO DE ADVOGADO DE EMPRESA PÚBLICA. CONTROVÉRSIA SOBRE A APLICAÇÃO DA LEI N. 8.906/1994. ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 681.419/ES-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DE LICENÇA-PRÊMIO E FÉRIAS NÃO GOZADAS NA ATIVIDADE. MEMBRO APOSENTADO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DE MATÉRIA FÁTICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem dirimiu a matéria dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei complementar 75/1993, Lei 8.625/1993, Leis complementares estaduais 17/1982 e 197/2000 e Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina). Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - O Plenário desta Corte, ao apreciar a ADI 2.887/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, assegurou a conversão da licença-prêmio em pecúnia a servidores que já haviam atendido ao fator temporal na forma da legislação anterior, em atenção ao direito adquirido. IV - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 600.096/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/10/11). ‘CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITO JUDICIAL. RETENÇÂO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LEI 8.906/94. ESTATUTO DA ADVOCACIA. AMPLA DEFESA. ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental improvido’ (AI n 657.929/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL. GRATIFICAÇÕES PREVISTAS NO ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AGREGAÇÃO. POLICIAIS MILITARES REGIDOS PELA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Tribunal de origem dirimiu a matéria dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei complementar 75/1993, Lei 8.625/1993, Leis complementares estaduais 17/1982 e 197/2000 e Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina). Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte. II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada no acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - O Plenário desta Corte, ao apreciar a ADI 2.887/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, assegurou a conversão da licença-prêmio em pecúnia a servidores que já haviam atendido ao fator temporal na forma da legislação anterior, em atenção ao direito adquirido. IV - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 600.096/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/10/11). ‘CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. LEVANTAMENTO DE DEPÓSITO JUDICIAL. RETENÇÂO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LEI 8.906/94. ESTATUTO DA ADVOCACIA. AMPLA DEFESA. ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário no qual se pretende a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Agravo regimental improvido’ (AI n 657.929/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/9/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL. GRATIFICAÇÕES PREVISTAS NO ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AGREGAÇÃO. POLICIAIS MILITARES REGIDOS PELA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR LEI ESTADUAL 6.218/1983. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido examinou a controvérsia à luz da legislação local (Lei 6.745/1985 e Lei 6.218/1983), de modo que eventual ofensa aos dispositivos constitucionais invocados, se existente, seria reflexa ou indireta, já que dependeria de reexame prévio da norma infraconstitucional. Por essa razão, é incabível o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 203.875/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/08). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” A agravante insiste na violação dos dispositivos constitucionais invocados no recurso extraordinário. Sustenta ter havido a violação direta do texto constitucional, aduzindo, para tanto, o seguinte: “(...) no caso em concreto, discute-se a legalidade do ESTATUTO DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO ESTADO DO PARANÁ, que faz distinção entre advogado e advogada, ou seja, pelo sexo para receber o auxílio-natalidade, modificando a nomenclatura para auxílio-natalidade, apenas para favorecer as advogadAs, excluindo os advogadOs. Assim, é inconstitucional o artigo da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná, porque viola o princípio da isonomia, ao beneficiar apenas a advogada com o benefício do auxílio-maternidade, que nada mais é do que o auxílio- natalidade, benefício de ajuda de custeio para contribuir com as despesas de parto dos filhos dos advogados/advogadas, em razão do baixo valor” (fl. 280). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR LEI ESTADUAL 6.218/1983. INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido examinou a controvérsia à luz da legislação local (Lei 6.745/1985 e Lei 6.218/1983), de modo que eventual ofensa aos dispositivos constitucionais invocados, se existente, seria reflexa ou indireta, já que dependeria de reexame prévio da norma infraconstitucional. Por essa razão, é incabível o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280 deste Tribunal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 203.875/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/12/08). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” A agravante insiste na violação dos dispositivos constitucionais invocados no recurso extraordinário. Sustenta ter havido a violação direta do texto constitucional, aduzindo, para tanto, o seguinte: “(...) no caso em concreto, discute-se a legalidade do ESTATUTO DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO ESTADO DO PARANÁ, que faz distinção entre advogado e advogada, ou seja, pelo sexo para receber o auxílio-natalidade, modificando a nomenclatura para auxílio-natalidade, apenas para favorecer as advogadAs, excluindo os advogadOs. Assim, é inconstitucional o artigo da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Paraná, porque viola o princípio da isonomia, ao beneficiar apenas a advogada com o benefício do auxílio-maternidade, que nada mais é do que o auxílio- natalidade, benefício de ajuda de custeio para contribuir com as despesas de parto dos filhos dos advogados/advogadas, em razão do baixo valor” (fl. 280). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7761041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, concedo o pedido de justiça gratuita formulado nas petições do recurso extraordinário e do regimental, nas quais afirma o recorrente não possuir condições de efetuar o preparo, sem efeito retroativo aos recursos interpostos anteriormente, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “JUSTIÇA GRATUITA – REQUERIMENTO – AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO – CONSEQUÊNCIAS. Uma vez pleiteado o reconhecimento do direito à justiça gratuita, afirmando a parte interessada não ter condições de fazer frente a preparo, cumpre afastar a deserção” (AI n 652.139/MG-AgR, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe de 23/8/12). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. DESERÇÃO. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. SÚMULA 287. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA. BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. BENEFÍCIO FUTURO. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não atacou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que incumbe ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso, o pagamento do respectivo preparo.Precedentes. III - É que a apreciação do tema constitucional, no caso, demanda o prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. IV - O deferimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Inicialmente, concedo o pedido de justiça gratuita formulado nas petições do recurso extraordinário e do regimental, nas quais afirma o recorrente não possuir condições de efetuar o preparo, sem efeito retroativo aos recursos interpostos anteriormente, conforme a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “JUSTIÇA GRATUITA – REQUERIMENTO – AUSÊNCIA DE APRECIAÇÃO – CONSEQUÊNCIAS. Uma vez pleiteado o reconhecimento do direito à justiça gratuita, afirmando a parte interessada não ter condições de fazer frente a preparo, cumpre afastar a deserção” (AI n 652.139/MG-AgR, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Marco Aurélio, DJe de 23/8/12). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREPARO. DESERÇÃO. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. SÚMULA 287. NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA INDIRETA. BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA. BENEFÍCIO FUTURO. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O agravante não atacou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que atrai a incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. II - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que incumbe ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso, o pagamento do respectivo preparo.Precedentes. III - É que a apreciação do tema constitucional, no caso, demanda o prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. IV - O deferimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR benefício da gratuidade da justiça, só produz efeitos futuros, assim, julgado deserto o recurso, de nada adiantaria a concessão posterior do benefício. Precedentes. V - Recurso protelatório. Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido” (AI n 744.487/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09 – grifei). No mais, o inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Está claro que a pretensão do apelante, advogado pai, não se enquadra na hipótese de recebimento do auxílio- maternidade, previsto no artigo 38 do Estatuto da CAA/PR, pois tal benefício, obviamente, como foi bem esclarecido pela CASA/PR na contestação de fls. 48/55, tem em mira o fato de que a advogada mãe, em decorrência do parto, da necessidade dos [s]eu restabelecimento físico e dos cuidados com o neonato, não pode, ato contínuo, retomar suas atividades profissionais e conduzi-las como antes (fl. 50). O benefício não se confunde com a licença maternidade, de índole previdenciária, e tampouco se presta a arcar com as despesas do parto. (…) De outra banda, não há que se falar em violação do Estatuto da CAA/PR ao princípio da igualdade, ao passo que estabelece um tratamento desigual a homens e mulheres. Como é bem sabido, doutrina e jurisprudência entendem a noção do princípio constitucional da igualdade conforme a máxima de Aristóteles, disseminada por Ruy Barbosa, segundo a qual ‘a igualdade consiste em aquinhoar os iguais igualmente e os desiguais na medida de sua desigualdade’. Esclareça-se que o fato do constituinte ter expressamente previsto a igualdade de gênero no artigo 5..., inciso I, não impede que a legislação infraconstitucional elabore comandos normativos que visem atenuar a diferença de tratamento em razão do sexo. Foi exatamente o que pretendeu a CAA/PR ao criar o auxílio- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR benefício da gratuidade da justiça, só produz efeitos futuros, assim, julgado deserto o recurso, de nada adiantaria a concessão posterior do benefício. Precedentes. V - Recurso protelatório. Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido” (AI n 744.487/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09 – grifei). No mais, o inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Está claro que a pretensão do apelante, advogado pai, não se enquadra na hipótese de recebimento do auxílio- maternidade, previsto no artigo 38 do Estatuto da CAA/PR, pois tal benefício, obviamente, como foi bem esclarecido pela CASA/PR na contestação de fls. 48/55, tem em mira o fato de que a advogada mãe, em decorrência do parto, da necessidade dos [s]eu restabelecimento físico e dos cuidados com o neonato, não pode, ato contínuo, retomar suas atividades profissionais e conduzi-las como antes (fl. 50). O benefício não se confunde com a licença maternidade, de índole previdenciária, e tampouco se presta a arcar com as despesas do parto. (…) De outra banda, não há que se falar em violação do Estatuto da CAA/PR ao princípio da igualdade, ao passo que estabelece um tratamento desigual a homens e mulheres. Como é bem sabido, doutrina e jurisprudência entendem a noção do princípio constitucional da igualdade conforme a máxima de Aristóteles, disseminada por Ruy Barbosa, segundo a qual ‘a igualdade consiste em aquinhoar os iguais igualmente e os desiguais na medida de sua desigualdade’. Esclareça-se que o fato do constituinte ter expressamente previsto a igualdade de gênero no artigo 5..., inciso I, não impede que a legislação infraconstitucional elabore comandos normativos que visem atenuar a diferença de tratamento em razão do sexo. Foi exatamente o que pretendeu a CAA/PR ao criar o auxílio- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR maternidade às advogadas, que se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia. Não há como estender o benefício ao advogado pai, que não passou pela gestação e nem pelo parto, não precisando interromper o seu ofício em virtude de gravidez” (fl. 135v). Com efeito, resta claro que a Corte de origem concluiu, com base na Lei n 8.906/1994 e no Estatuto da CAA/PR, que o advogado não faz jus ao recebimento do auxílio-maternidade, o qual não se confunde com auxílio-natalidade, porquanto aquele benefício é destinado apenas às advogadas mães, logo após o parto. Assim, conforme expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento adotado na origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR maternidade às advogadas, que se presta a conceder uma espécie de remuneração à profissional, que logo após o parto encontra dificuldades naturais na prestação do exercício da advocacia. Não há como estender o benefício ao advogado pai, que não passou pela gestação e nem pelo parto, não precisando interromper o seu ofício em virtude de gravidez” (fl. 135v). Com efeito, resta claro que a Corte de origem concluiu, com base na Lei n 8.906/1994 e no Estatuto da CAA/PR, que o advogado não faz jus ao recebimento do auxílio-maternidade, o qual não se confunde com auxílio-natalidade, porquanto aquele benefício é destinado apenas às advogadas mães, logo após o parto. Assim, conforme expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento adotado na origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é inviável em recurso extraordinário. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7778828. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 03/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) : AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) : CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) : ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) : STEPHEN WILSON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777929 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684.396 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : AIRTON KEIJI UEDA ADV.(A/S) : AIRTON KEIJI UEDA AGDO.(A/S) : CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ - CAA ADV.(A/S) : ODAIR VICENTE MORESCHI ADV.(A/S) : STEPHEN WILSON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio e Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7777929 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 396", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 684 . 396", "Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR", "AI n 513 . 502 / SP - AgR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 635 . 74 / DF - AgR", "AI n 452 . 204 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR", "AI n 513 . 502 / SP - AgR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 635 . 74 / DF - AgR", "AI n 452 . 204 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 280 desta Corte", "ARE n 681 . 419 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 280 desta Corte", "ARE n 681 . 419 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário 684396 AGR / PR SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 desta Corte", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 2 . 887 / SP", "Recurso Extraordinário n 600 . 096 / SC - 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Região", "CAIXA DE ASSISTENCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ", "Caixa de Assistência dos Advogados", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO PARANÁ -", "CAA", "Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . 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TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "AIRTON KEIJI UEDA", "AIRTON KEIJI UEDA", "ODAIR VICENTE MORESCHI", "STEPHEN WILSON", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "AIRTON KEIJI UEDA", "AIRTON KEIJI UEDA", "ODAIR VICENTE MORESCHI", "STEPHEN WILSON", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "03", "/", "02", "/", "2015", "3 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "3", "/", "11", "25", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) :RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO E RECEBIMENTO DE DENÚNCIA PELO MESMO ORGÃO COLEGIADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. IMPEDIMENTO DOS DESEMBARGADORES PARTICIPANTES DE AMBAS AS SESSÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 252, III, DO CPP. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. ROL TAXATIVO. 1. Por expressa previsão constitucional (arts. 93, VIII, e 96, III, da CF), tanto o procedimento administrativo disciplinar quanto a ação penal nos quais envolvido magistrado de primeiro grau serão processados e julgados pelo respectivo Tribunal, não havendo falar em “outra instância” para fins de impedimento previsto no art. 252, III, do Código de Processo Penal. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779846. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 112121 / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779846. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) :RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 131.792/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente, Juíza de Direito, foi denunciada pela suposta prática dos crimes de prevaricação (art. 319 do CP), de falsidade ideológica (art. 299, parágrafo único, do CP), de interceptação telefônica com objetivos não autorizados em lei (art. 10 da Lei 9.296/1996) e de denunciação caluniosa (art. 339 do CP); (b) o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo recebeu a denúncia somente quanto aos crimes de interceptação telefônica e denunciação caluniosa; (c) alegando o impedimento de oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RÉU MAGISTRADO. JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL PELO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ÓRGÃO COMPOSTO POR ALGUNS MEMBROS DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA. ALEGADO IMPEDIMENTO. ART. 252, III, DO CPP. ROL TAXATIVO. JURISDIÇÃO. CONCEITO QUE NÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) :RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 131.792/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente, Juíza de Direito, foi denunciada pela suposta prática dos crimes de prevaricação (art. 319 do CP), de falsidade ideológica (art. 299, parágrafo único, do CP), de interceptação telefônica com objetivos não autorizados em lei (art. 10 da Lei 9.296/1996) e de denunciação caluniosa (art. 339 do CP); (b) o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo recebeu a denúncia somente quanto aos crimes de interceptação telefônica e denunciação caluniosa; (c) alegando o impedimento de oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RÉU MAGISTRADO. JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL PELO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ÓRGÃO COMPOSTO POR ALGUNS MEMBROS DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA. ALEGADO IMPEDIMENTO. ART. 252, III, DO CPP. ROL TAXATIVO. JURISDIÇÃO. CONCEITO QUE NÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 112121 / SP ABRANGE A ESFERA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. Relacionados ao princípio do devido processo legal, os princípios do duplo grau de jurisdição e da imparcialidade encontram no art. 252 do CPP vedações à atuação jurisdicional do magistrado que concretizam e permitem a devida tutela jurisdicional, elemento constante do art. 5º, XXXV, da CF, de natureza de direito fundamental. 2. Denota-se do conteúdo do art. 252, III, do CPP, a impossibilidade de atuação do juiz, sobre os mesmos fatos, em diferentes graus de jurisdição; não se cuida, portanto, de atuação em esferas de naturezas distintas, a saber no caso concreto: a administrativa e a penal. 3. In casu, tratando-se de processos de origem administrativa e judicial, julgados pela Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo e pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, respectivamente, não há ofensa ao disposto no art. 252, III, do CPP o julgamento por magistrados que componham e tenham atuado em ambos os feitos, dada a essência diversa das esferas. 4. ‘Neste diapasão, buscando as esferas administrativa e criminal objetivos totalmente distintos, pois, em cada uma, a matéria é posta em análise sob diferentes enfoques, nada impede que o juiz da seara administrativa também o seja na criminal, nada obstando, inclusive, o seu sorteio como relator em qualquer delas’ (HC 42.249/RJ). 5. Constitui rol taxativo as hipóteses de impedimento do art. 252 do CPP, de forma que não se estende o conceito de ‘jurisdição’. 6. Ordem denegada”. Neste habeas corpus, os impetrantes sustentam, em suma, que o recebimento da denúncia está eivado de nulidade absoluta, pois oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento estavam impedidos (art. 252, III, do CPP), uma vez que participaram do julgamento de processo administrativo em que foi imposta à paciente a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP ABRANGE A ESFERA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. Relacionados ao princípio do devido processo legal, os princípios do duplo grau de jurisdição e da imparcialidade encontram no art. 252 do CPP vedações à atuação jurisdicional do magistrado que concretizam e permitem a devida tutela jurisdicional, elemento constante do art. 5º, XXXV, da CF, de natureza de direito fundamental. 2. Denota-se do conteúdo do art. 252, III, do CPP, a impossibilidade de atuação do juiz, sobre os mesmos fatos, em diferentes graus de jurisdição; não se cuida, portanto, de atuação em esferas de naturezas distintas, a saber no caso concreto: a administrativa e a penal. 3. In casu, tratando-se de processos de origem administrativa e judicial, julgados pela Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo e pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, respectivamente, não há ofensa ao disposto no art. 252, III, do CPP o julgamento por magistrados que componham e tenham atuado em ambos os feitos, dada a essência diversa das esferas. 4. ‘Neste diapasão, buscando as esferas administrativa e criminal objetivos totalmente distintos, pois, em cada uma, a matéria é posta em análise sob diferentes enfoques, nada impede que o juiz da seara administrativa também o seja na criminal, nada obstando, inclusive, o seu sorteio como relator em qualquer delas’ (HC 42.249/RJ). 5. Constitui rol taxativo as hipóteses de impedimento do art. 252 do CPP, de forma que não se estende o conceito de ‘jurisdição’. 6. Ordem denegada”. Neste habeas corpus, os impetrantes sustentam, em suma, que o recebimento da denúncia está eivado de nulidade absoluta, pois oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento estavam impedidos (art. 252, III, do CPP), uma vez que participaram do julgamento de processo administrativo em que foi imposta à paciente a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 112121 / SP pena de remoção compulsória “pelos mesmos fatos tratados nesta ação penal”. Requerem, liminarmente, a suspensão da ação penal e, no mérito, a anulação do recebimento da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo prestou informações (peça 17). Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP pena de remoção compulsória “pelos mesmos fatos tratados nesta ação penal”. Requerem, liminarmente, a suspensão da ação penal e, no mérito, a anulação do recebimento da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo prestou informações (peça 17). Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o art. 252 do Código de Processo Penal possui rol taxativo de hipóteses de impedimento do julgador, o qual não comporta interpretação extensiva para equiparar, como na espécie, o pronunciamento na esfera administrativa com o judicial. Ilustrativo, a propósito, o seguinte julgado: “(…) CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (…) 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que arguida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5º da CF) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5º da CF). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o art. 252 do Código de Processo Penal possui rol taxativo de hipóteses de impedimento do julgador, o qual não comporta interpretação extensiva para equiparar, como na espécie, o pronunciamento na esfera administrativa com o judicial. Ilustrativo, a propósito, o seguinte julgado: “(…) CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (…) 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que arguida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5º da CF) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5º da CF). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 112121 / SP AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Plenário, DJe de 29/6/2012). Não se desconhece o precedente da Segunda Turma (HC 86.963, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 17/08/2007), no qual foi reconhecida a impossibilidade do mesmo julgador analisar o mérito de processo administrativo e de ação penal fundadas nos mesmos fatos. Porém, esse entendimento foi superado pela Turma, em situação assemelhada, no exame do HC 97.544 (Rel. Min. EROS GRAU, Red. p/ acórdão Min. GILMAR MENDES, DJe de 03/12/2010), e, recentemente, em caso idêntico, a Primeira Turma também adotou essa linha de compreensão, em acórdão assim ementado: “Habeas corpus. Processual Penal. Impedimento de desembargadores integrantes de órgão especial que tenham julgado procedimento administrativo disciplinar contra juíza federal e emitido pronunciamento pela imposição de disponibilidade à magistrada. Inexistência. Ordem denegada. (…) 2. O disposto no inciso III do art. 252 do Código de Processo Penal merece interpretação restritiva, circunscrevendo-se o impedimento do juiz às causas em que tenha atuado em graus de jurisdição distintos, não comportando a norma ampliação da hipótese taxativamente estabelecida. 3. Ordem denegada” (HC 120.017/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/08/2014). 2. Em rigor, a norma em análise “encontra-se mais diretamente ligada à necessidade de se realizar efetivamente o duplo grau de jurisdição que propriamente com a eventual parcialidade do juiz” (OLIVEIRA, Eugênio Pacelli. Curso de processo penal. Lumen Juris. 10 ed., 2008. p. 376), até porque, por expressa previsão constitucional (arts. 93, VIII, e 96, III, da CF/88), ambos os procedimentos - administrativo e penal -, fundados no mesmo fato, contra Juiz de Direito, serão julgados e processados no respectivo Tribunal ao qual o magistrado seja integrante, não havendo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Plenário, DJe de 29/6/2012). Não se desconhece o precedente da Segunda Turma (HC 86.963, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 17/08/2007), no qual foi reconhecida a impossibilidade do mesmo julgador analisar o mérito de processo administrativo e de ação penal fundadas nos mesmos fatos. Porém, esse entendimento foi superado pela Turma, em situação assemelhada, no exame do HC 97.544 (Rel. Min. EROS GRAU, Red. p/ acórdão Min. GILMAR MENDES, DJe de 03/12/2010), e, recentemente, em caso idêntico, a Primeira Turma também adotou essa linha de compreensão, em acórdão assim ementado: “Habeas corpus. Processual Penal. Impedimento de desembargadores integrantes de órgão especial que tenham julgado procedimento administrativo disciplinar contra juíza federal e emitido pronunciamento pela imposição de disponibilidade à magistrada. Inexistência. Ordem denegada. (…) 2. O disposto no inciso III do art. 252 do Código de Processo Penal merece interpretação restritiva, circunscrevendo-se o impedimento do juiz às causas em que tenha atuado em graus de jurisdição distintos, não comportando a norma ampliação da hipótese taxativamente estabelecida. 3. Ordem denegada” (HC 120.017/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/08/2014). 2. Em rigor, a norma em análise “encontra-se mais diretamente ligada à necessidade de se realizar efetivamente o duplo grau de jurisdição que propriamente com a eventual parcialidade do juiz” (OLIVEIRA, Eugênio Pacelli. Curso de processo penal. Lumen Juris. 10 ed., 2008. p. 376), até porque, por expressa previsão constitucional (arts. 93, VIII, e 96, III, da CF/88), ambos os procedimentos - administrativo e penal -, fundados no mesmo fato, contra Juiz de Direito, serão julgados e processados no respectivo Tribunal ao qual o magistrado seja integrante, não havendo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 112121 / SP falar, portanto, em “outra instância” para fins de reconhecimento do impedimento dos desembargadores. Veja-se, nesse sentido: “(…) 2. O art. 252, inc. III, do Código de Processo Penal não preceitua qualquer ilegalidade em razão dos julgadores terem exercido a jurisdição na mesma instância, notadamente quando os recursos de apelação foram interpostos pela defesa contra sentenças penais proferidas em processos-crime distintos. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes. (…) 6. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (RHC 105.791/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 01/02/2013). 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP falar, portanto, em “outra instância” para fins de reconhecimento do impedimento dos desembargadores. Veja-se, nesse sentido: “(…) 2. O art. 252, inc. III, do Código de Processo Penal não preceitua qualquer ilegalidade em razão dos julgadores terem exercido a jurisdição na mesma instância, notadamente quando os recursos de apelação foram interpostos pela defesa contra sentenças penais proferidas em processos-crime distintos. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes. (…) 6. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (RHC 105.791/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 01/02/2013). 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.121 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) : RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885673 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.121 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) : RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885673 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7894159
2015-02-10T00:00:00
2015-03-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.02.2015.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO E RECEBIMENTO DE DENÚNCIA PELO MESMO ORGÃO COLEGIADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. IMPEDIMENTO DOS DESEMBARGADORES PARTICIPANTES DE AMBAS AS SESSÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 252, III, DO CPP. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. ROL TAXATIVO. 1. Por expressa previsão constitucional (arts. 93, VIII, e 96, III, da CF), tanto o procedimento administrativo disciplinar quanto a ação penal nos quais envolvido magistrado de primeiro grau serão processados e julgados pelo respectivo Tribunal, não havendo falar em “outra instância” para fins de impedimento previsto no art. 252, III, do Código de Processo Penal. Precedentes. 2. Ordem denegada.
sjur293749
- Acórdão(s) citado(s): (IMPEDIMENTO, MAGISTRADO, PARTICIPAÇÃO, PAD) HC 86963 (2ªT), HC 97544 (2ªT), RHC 105791 (2ªT), AImp 4 AgR (TP), HC 120017 (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 12/03/2015, AMS.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
112121
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00008 ART-00096 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00252 INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 112121
[ "" ]
PACTE.(S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) : RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) :RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO E RECEBIMENTO DE DENÚNCIA PELO MESMO ORGÃO COLEGIADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. IMPEDIMENTO DOS DESEMBARGADORES PARTICIPANTES DE AMBAS AS SESSÕES DO ÓRGÃO ESPECIAL. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 252, III, DO CPP. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. ROL TAXATIVO. 1. Por expressa previsão constitucional (arts. 93, VIII, e 96, III, da Constituição Federal de 1988), tanto o procedimento administrativo disciplinar quanto a ação penal nos quais envolvido magistrado de primeiro grau serão processados e julgados pelo respectivo Tribunal, não havendo falar em “outra instância” para fins de impedimento previsto no art. 252, III, do Código de Processo Penal. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779846. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 112121 / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779846. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) :RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 131.792/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente, Juíza de Direito, foi denunciada pela suposta prática dos crimes de prevaricação (art. 319 do Código Penal Brasileiro), de falsidade ideológica (art. 299, parágrafo único, do Código Penal Brasileiro), de interceptação telefônica com objetivos não autorizados em lei (art. 10 da Lei 9.296/1996) e de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal Brasileiro); (b) o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo recebeu a denúncia somente quanto aos crimes de interceptação telefônica e denunciação caluniosa; (c) alegando o impedimento de oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RÉU MAGISTRADO. JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL PELO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ÓRGÃO COMPOSTO POR ALGUNS MEMBROS DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA. ALEGADO IMPEDIMENTO. ART. 252, III, DO CPP. ROL TAXATIVO. JURISDIÇÃO. CONCEITO QUE NÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) :RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do HC 131.792/SP, Rel. Min. Jorge Mussi. Consta dos autos, em síntese, que (a) a paciente, Juíza de Direito, foi denunciada pela suposta prática dos crimes de prevaricação (art. 319 do Código Penal Brasileiro), de falsidade ideológica (art. 299, parágrafo único, do Código Penal Brasileiro), de interceptação telefônica com objetivos não autorizados em lei (art. 10 da Lei 9.296/1996) e de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal Brasileiro); (b) o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo recebeu a denúncia somente quanto aos crimes de interceptação telefônica e denunciação caluniosa; (c) alegando o impedimento de oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RÉU MAGISTRADO. JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL PELO ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ÓRGÃO COMPOSTO POR ALGUNS MEMBROS DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIÇA. ALEGADO IMPEDIMENTO. ART. 252, III, DO CPP. ROL TAXATIVO. JURISDIÇÃO. CONCEITO QUE NÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 112121 / SP ABRANGE A ESFERA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. Relacionados ao princípio do devido processo legal, os princípios do duplo grau de jurisdição e da imparcialidade encontram no art. 252 do CPP vedações à atuação jurisdicional do magistrado que concretizam e permitem a devida tutela jurisdicional, elemento constante do art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988, de natureza de direito fundamental. 2. Denota-se do conteúdo do art. 252, III, do CPP, a impossibilidade de atuação do juiz, sobre os mesmos fatos, em diferentes graus de jurisdição; não se cuida, portanto, de atuação em esferas de naturezas distintas, a saber no caso concreto: a administrativa e a penal. 3. In casu, tratando-se de processos de origem administrativa e judicial, julgados pela Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo e pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, respectivamente, não há ofensa ao disposto no art. 252, III, do CPP o julgamento por magistrados que componham e tenham atuado em ambos os feitos, dada a essência diversa das esferas. 4. ‘Neste diapasão, buscando as esferas administrativa e criminal objetivos totalmente distintos, pois, em cada uma, a matéria é posta em análise sob diferentes enfoques, nada impede que o juiz da seara administrativa também o seja na criminal, nada obstando, inclusive, o seu sorteio como relator em qualquer delas’ (HC 42.249/RJ). 5. Constitui rol taxativo as hipóteses de impedimento do art. 252 do CPP, de forma que não se estende o conceito de ‘jurisdição’. 6. Ordem denegada”. Neste habeas corpus, os impetrantes sustentam, em suma, que o recebimento da denúncia está eivado de nulidade absoluta, pois oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento estavam impedidos (art. 252, III, do CPP), uma vez que participaram do julgamento de processo administrativo em que foi imposta à paciente a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP ABRANGE A ESFERA ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM DENEGADA. 1. Relacionados ao princípio do devido processo legal, os princípios do duplo grau de jurisdição e da imparcialidade encontram no art. 252 do CPP vedações à atuação jurisdicional do magistrado que concretizam e permitem a devida tutela jurisdicional, elemento constante do art. 5..., XXXV, da Constituição Federal de 1988, de natureza de direito fundamental. 2. Denota-se do conteúdo do art. 252, III, do CPP, a impossibilidade de atuação do juiz, sobre os mesmos fatos, em diferentes graus de jurisdição; não se cuida, portanto, de atuação em esferas de naturezas distintas, a saber no caso concreto: a administrativa e a penal. 3. In casu, tratando-se de processos de origem administrativa e judicial, julgados pela Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo e pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, respectivamente, não há ofensa ao disposto no art. 252, III, do CPP o julgamento por magistrados que componham e tenham atuado em ambos os feitos, dada a essência diversa das esferas. 4. ‘Neste diapasão, buscando as esferas administrativa e criminal objetivos totalmente distintos, pois, em cada uma, a matéria é posta em análise sob diferentes enfoques, nada impede que o juiz da seara administrativa também o seja na criminal, nada obstando, inclusive, o seu sorteio como relator em qualquer delas’ (HC 42.249/RJ). 5. Constitui rol taxativo as hipóteses de impedimento do art. 252 do CPP, de forma que não se estende o conceito de ‘jurisdição’. 6. Ordem denegada”. Neste habeas corpus, os impetrantes sustentam, em suma, que o recebimento da denúncia está eivado de nulidade absoluta, pois oito dos Desembargadores que participaram da sessão de julgamento estavam impedidos (art. 252, III, do CPP), uma vez que participaram do julgamento de processo administrativo em que foi imposta à paciente a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 112121 / SP pena de remoção compulsória “pelos mesmos fatos tratados nesta ação penal”. Requerem, liminarmente, a suspensão da ação penal e, no mérito, a anulação do recebimento da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo prestou informações (peça 17). Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP pena de remoção compulsória “pelos mesmos fatos tratados nesta ação penal”. Requerem, liminarmente, a suspensão da ação penal e, no mérito, a anulação do recebimento da denúncia. O pedido de liminar foi indeferido. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo prestou informações (peça 17). Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o art. 252 do Código de Processo Penal possui rol taxativo de hipóteses de impedimento do julgador, o qual não comporta interpretação extensiva para equiparar, como na espécie, o pronunciamento na esfera administrativa com o judicial. Ilustrativo, a propósito, o seguinte julgado: “(…) CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (…) 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que arguida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5... da Constituição Federal de 1988). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 112.121 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o entendimento de que o art. 252 do Código de Processo Penal possui rol taxativo de hipóteses de impedimento do julgador, o qual não comporta interpretação extensiva para equiparar, como na espécie, o pronunciamento na esfera administrativa com o judicial. Ilustrativo, a propósito, o seguinte julgado: “(…) CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (…) 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que arguida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5... da Constituição Federal de 1988) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5... da Constituição Federal de 1988). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AImp 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 112121 / SP AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Plenário, DJe de 29/6/2012). Não se desconhece o precedente da Segunda Turma (HC 86.963, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 17/08/2007), no qual foi reconhecida a impossibilidade do mesmo julgador analisar o mérito de processo administrativo e de ação penal fundadas nos mesmos fatos. Porém, esse entendimento foi superado pela Turma, em situação assemelhada, no exame do HC 97.544 (Rel. Min. EROS GRAU, Red. p/ acórdão Min. GILMAR MENDES, DJe de 03/12/2010), e, recentemente, em caso idêntico, a Primeira Turma também adotou essa linha de compreensão, em acórdão assim ementado: “Habeas corpus. Processual Penal. Impedimento de desembargadores integrantes de órgão especial que tenham julgado procedimento administrativo disciplinar contra juíza federal e emitido pronunciamento pela imposição de disponibilidade à magistrada. Inexistência. Ordem denegada. (…) 2. O disposto no inciso III do art. 252 do Código de Processo Penal merece interpretação restritiva, circunscrevendo-se o impedimento do juiz às causas em que tenha atuado em graus de jurisdição distintos, não comportando a norma ampliação da hipótese taxativamente estabelecida. 3. Ordem denegada” (HC 120.017/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/08/2014). 2. Em rigor, a norma em análise “encontra-se mais diretamente ligada à necessidade de se realizar efetivamente o duplo grau de jurisdição que propriamente com a eventual parcialidade do juiz” (OLIVEIRA, Eugênio Pacelli. Curso de processo penal. Lumen Juris. 10 ed., 2008. p. 376), até porque, por expressa previsão constitucional (arts. 93, VIII, e 96, III, da Constituição Federal de 1988/88), ambos os procedimentos - administrativo e penal -, fundados no mesmo fato, contra Juiz de Direito, serão julgados e processados no respectivo Tribunal ao qual o magistrado seja integrante, não havendo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Plenário, DJe de 29/6/2012). Não se desconhece o precedente da Segunda Turma (HC 86.963, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 17/08/2007), no qual foi reconhecida a impossibilidade do mesmo julgador analisar o mérito de processo administrativo e de ação penal fundadas nos mesmos fatos. Porém, esse entendimento foi superado pela Turma, em situação assemelhada, no exame do HC 97.544 (Rel. Min. EROS GRAU, Red. p/ acórdão Min. GILMAR MENDES, DJe de 03/12/2010), e, recentemente, em caso idêntico, a Primeira Turma também adotou essa linha de compreensão, em acórdão assim ementado: “Habeas corpus. Processual Penal. Impedimento de desembargadores integrantes de órgão especial que tenham julgado procedimento administrativo disciplinar contra juíza federal e emitido pronunciamento pela imposição de disponibilidade à magistrada. Inexistência. Ordem denegada. (…) 2. O disposto no inciso III do art. 252 do Código de Processo Penal merece interpretação restritiva, circunscrevendo-se o impedimento do juiz às causas em que tenha atuado em graus de jurisdição distintos, não comportando a norma ampliação da hipótese taxativamente estabelecida. 3. Ordem denegada” (HC 120.017/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/08/2014). 2. Em rigor, a norma em análise “encontra-se mais diretamente ligada à necessidade de se realizar efetivamente o duplo grau de jurisdição que propriamente com a eventual parcialidade do juiz” (OLIVEIRA, Eugênio Pacelli. Curso de processo penal. Lumen Juris. 10 ed., 2008. p. 376), até porque, por expressa previsão constitucional (arts. 93, VIII, e 96, III, da Constituição Federal de 1988/88), ambos os procedimentos - administrativo e penal -, fundados no mesmo fato, contra Juiz de Direito, serão julgados e processados no respectivo Tribunal ao qual o magistrado seja integrante, não havendo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 112121 / SP falar, portanto, em “outra instância” para fins de reconhecimento do impedimento dos desembargadores. Veja-se, nesse sentido: “(…) 2. O art. 252, inc. III, do Código de Processo Penal não preceitua qualquer ilegalidade em razão dos julgadores terem exercido a jurisdição na mesma instância, notadamente quando os recursos de apelação foram interpostos pela defesa contra sentenças penais proferidas em processos-crime distintos. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes. (…) 6. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (RHC 105.791/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 01/02/2013). 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Supremo Tribunal Federal HC 112121 / SP falar, portanto, em “outra instância” para fins de reconhecimento do impedimento dos desembargadores. Veja-se, nesse sentido: “(…) 2. O art. 252, inc. III, do Código de Processo Penal não preceitua qualquer ilegalidade em razão dos julgadores terem exercido a jurisdição na mesma instância, notadamente quando os recursos de apelação foram interpostos pela defesa contra sentenças penais proferidas em processos-crime distintos. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes. (…) 6. Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado” (RHC 105.791/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 01/02/2013). 3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7779850. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.121 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) : RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885673 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.121 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : CARMEN SILVIA DE PAULA CAMARGO IMPTE.(S) : RODRIGO OTAVIO BRETAS MARZAGAO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 10.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7885673 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 112 . 121", "HC 112121 / SP", "HC 112121 / SP", "HABEAS CORPUS 112 . 121 SÃO", "HC 131 . 792 / SP", "HABEAS CORPUS 112 . 121", "HC 131 . 792 / SP", "HC 112121 / SP", "HC 42 . 249 / RJ", "HC 112121 / SP", "HC 42 . 249 / RJ", "HC 112121 / SP", "HC 112121 / SP", "HABEAS CORPUS 112 . 121", "Ação Penal 470", "Inquérito 2 . 280 .", "HABEAS CORPUS 112 . 121", "Ação Penal 470", "Inquérito 2 . 280 .", "HC 112121 / SP AgR", "HC 86 . 963", "HC 97 . 544", "HC 120 . 017 / SP", "HC 112121 / SP AgR", "HC 86 . 963", "HC 97 . 544", "HC 120 . 017 / SP", "HC 112121 / SP", "RHC 105 . 791 / SP", "HC 112121 / SP", "RHC 105 . 791 / SP", "HABEAS CORPUS 112 . 121", "HABEAS CORPUS 112 . 121" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 252 , III , DO CPP", "arts . 93 , VIII , e 96 , III , da Constituição Federal de 1988", "art . 252 , III , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código Penal Brasileiro", "art . 299 , parágrafo único , do Código Penal Brasileiro", "art . 10 da Lei 9 . 296 / 1996", "art . 339 do Código Penal Brasileiro", "ART . 252 , III , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código Penal Brasileiro", "art . 299 , parágrafo único , do Código Penal Brasileiro", "art . 10 da Lei 9 . 296 / 1996", "art . 339 do Código Penal Brasileiro", "ART . 252 , III , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 252 do CPP", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 252 , III , do CPP", "art . 252 , III , do CPP", "art . 252 do CPP", "art . 252 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 252 do CPP", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988", "art . 252 , III , do CPP", "art . 252 , III , do CPP", "art . 252 do CPP", "art . 252 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 252 do Código de Processo Penal", "ART . 252 DO CPP", "art . 252 do CPP", "inciso LIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "inciso LIV do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 252 do Diploma Processual Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 252 do Código de Processo Penal", "ART . 252 DO CPP", "art . 252 do CPP", "inciso LIII do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "inciso LIV do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988", "art . 252 do Diploma Processual Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do art . 252 do Código de Processo Penal", "arts . 93 , VIII , e 96 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do art . 252 do Código de Processo Penal", "arts . 93 , VIII , e 96 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 252 , inc . 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. Nulidade de CDA. 3. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Necessidade de exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa. 5. Multa confiscatória. Prequestionamento. Precedentes 6. Taxa Selic. Débitos tributários. Legitimidade. Precedentes 7. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695735. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo interposto de decisão de minha lavra que entendeu tratar-se de matéria infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se, nas razões recursais, violação direta ao texto constitucional, tendo em vista: a ilegalidade da certidão de dívida ativa, a ilegitimidade da aplicação da taxa Selic, a nulidade da notificação, o caráter confiscatório da multa aplicada e a prescrição da pretensão punitiva. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695736. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo interposto de decisão de minha lavra que entendeu tratar-se de matéria infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se, nas razões recursais, violação direta ao texto constitucional, tendo em vista: a ilegalidade da certidão de dívida ativa, a ilegitimidade da aplicação da taxa Selic, a nulidade da notificação, o caráter confiscatório da multa aplicada e a prescrição da pretensão punitiva. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a jurisprudência desta Corte firmou-se em que o assunto, tal como posto nos autos, demanda reexame da legislação infraconstitucional. Conforme destacado na decisão recorrida, vale ressaltar que o Pleno do Supremo Tribunal Federal já se manifestou na AOE 17, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.5.2001, que a demora na citação não prejudica a interrupção da prescrição. Em relação ao artigo 5º, LIV e LV, verifico tratar-se de assunto referente ao Tema 660 cujo paradigma é o ARE 748.371 RG, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013, no qual esta Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral do tema, o que impede o exame da matéria no âmbito do recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, a discussão pelo Tribunal de origem atinente à nulidade da CDA demanda o revolvimento do panorama fático-probatório. Com efeito, o Tribunal a quo consignou: “Na espécie, tenho que a CDA embasadora da execução fiscal em apreço (fl. 82) atende aos requisitos previstos tanto no CTN quanto na Lei Federal nº 6.830/1980, porquanto suficientemente indicados os dispositivos legais justificadores da pretensão executiva estadual, inexistindo qualquer prejuízo à defesa da parte executada, inclusive em relação à origem e natureza do tributo cobrado, bem assim à forma de calcular os juros de mora, sendo certo, quanto a este último aspecto, que ‘em execução fiscal é desnecessária a apresentação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a jurisprudência desta Corte firmou-se em que o assunto, tal como posto nos autos, demanda reexame da legislação infraconstitucional. Conforme destacado na decisão recorrida, vale ressaltar que o Pleno do Supremo Tribunal Federal já se manifestou na AOE 17, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.5.2001, que a demora na citação não prejudica a interrupção da prescrição. Em relação ao artigo 5º, LIV e LV, verifico tratar-se de assunto referente ao Tema 660 cujo paradigma é o ARE 748.371 RG, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013, no qual esta Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral do tema, o que impede o exame da matéria no âmbito do recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, a discussão pelo Tribunal de origem atinente à nulidade da CDA demanda o revolvimento do panorama fático-probatório. Com efeito, o Tribunal a quo consignou: “Na espécie, tenho que a CDA embasadora da execução fiscal em apreço (fl. 82) atende aos requisitos previstos tanto no CTN quanto na Lei Federal nº 6.830/1980, porquanto suficientemente indicados os dispositivos legais justificadores da pretensão executiva estadual, inexistindo qualquer prejuízo à defesa da parte executada, inclusive em relação à origem e natureza do tributo cobrado, bem assim à forma de calcular os juros de mora, sendo certo, quanto a este último aspecto, que ‘em execução fiscal é desnecessária a apresentação de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE demonstrativo de débito, nos termos do art. 614 do CPC’ (STJ – REsp 722.942/SC, DJ de 17/05/2006)” (fl. 196). Concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto fático- probatório, bem como a análise da legislação infraconstitucional (CTN e Lei 6.830/80), o que não justifica o conhecimento do extraordinário. Incidem, na espécie, os enunciados 279 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Cito o AI-AgR 752.442, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013; e o RE-AgR 749.119, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.10.2013. No mesmo sentido, destaco, além dos julgados constantes na decisão agravada, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NULIDADE DE CDA. LANÇAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO COM BASE EM LEI POSTERIOR À OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DO TRIBUTO. LEI QUE REPETE O CONTEÚDO DE LEI ANTERIOR, VIGENTE A ÉPOCA DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DE LEI A FATOS GERADORES ANTERIORES À SUA VIGÊNCIA. VERIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO DOS REQUISITOS DE VALIDADE DA CDA E DA EXISTÊNCIA DE PREJUÍZO PARA O EXECUTADO. NECESSIDADE DO EXAME DE PROVAS E LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 E OFENSA INDIRETA À CF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inconstitucional permitir que lei que institua tributo seja aplicada a fatos geradores anteriores à sua vigência, em razão do princípio da irretroatividade (art. 150, III, a, da CF). II – Lei nova que repete o conteúdo de lei anterior, quanto à previsão de tributo, dispensa a obediência às regras da anterioridade tributária, mas os fatos geradores são regidos dentro do período de vigência da cada norma. III – A 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE demonstrativo de débito, nos termos do art. 614 do CPC’ (STJ – REsp 722.942/SC, DJ de 17/05/2006)” (fl. 196). Concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto fático- probatório, bem como a análise da legislação infraconstitucional (CTN e Lei 6.830/80), o que não justifica o conhecimento do extraordinário. Incidem, na espécie, os enunciados 279 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Cito o AI-AgR 752.442, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013; e o RE-AgR 749.119, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.10.2013. No mesmo sentido, destaco, além dos julgados constantes na decisão agravada, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NULIDADE DE CDA. LANÇAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO COM BASE EM LEI POSTERIOR À OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DO TRIBUTO. LEI QUE REPETE O CONTEÚDO DE LEI ANTERIOR, VIGENTE A ÉPOCA DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DE LEI A FATOS GERADORES ANTERIORES À SUA VIGÊNCIA. VERIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO DOS REQUISITOS DE VALIDADE DA CDA E DA EXISTÊNCIA DE PREJUÍZO PARA O EXECUTADO. NECESSIDADE DO EXAME DE PROVAS E LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 E OFENSA INDIRETA À CF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inconstitucional permitir que lei que institua tributo seja aplicada a fatos geradores anteriores à sua vigência, em razão do princípio da irretroatividade (art. 150, III, a, da CF). II – Lei nova que repete o conteúdo de lei anterior, quanto à previsão de tributo, dispensa a obediência às regras da anterioridade tributária, mas os fatos geradores são regidos dentro do período de vigência da cada norma. III – A 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE verificação do atendimento aos requisitos de validade da CDA e da existência de prejuízo para o executado no caso concreto depende da reanálise dada ao conjunto fático-probatório dos autos e do exame de normas infraconstitucionais. Inviabilidade do extraordinário. Súmula 279 do STF e ofensa indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 776.156 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. NULIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A nulidade da certidão da dívida ativa, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de normas infraconstitucionais e do conjunto fatico- probatório dos autos. Precedentes: ARE 816.159-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21/3/2013 e ARE 738.162-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30/8/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE verificação do atendimento aos requisitos de validade da CDA e da existência de prejuízo para o executado no caso concreto depende da reanálise dada ao conjunto fático-probatório dos autos e do exame de normas infraconstitucionais. Inviabilidade do extraordinário. Súmula 279 do STF e ofensa indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 776.156 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. NULIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A nulidade da certidão da dívida ativa, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de normas infraconstitucionais e do conjunto fatico- probatório dos autos. Precedentes: ARE 816.159-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21/3/2013 e ARE 738.162-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30/8/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu , o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL Multa por distribuição de panfletos em via pública Município de São Paulo certidão da dívida ativa formalmente em ordem Ausência de especificação do fato constitutivo Exigência não prevista em lei Respeito ao artigo 2°, § 5°, da Lei n° 6.830/80 _ inexistência de nulidades Sentença mantida Apelo do contribuinte improvido. 6. Agravo regimental DESPROVIDO”. (ARE-AgR 741.496, Primeira Turma, DJe 18.11.2013); “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Nulidade de CDA. 3. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Necessidade de exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 778.746 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 3.2.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. CDA. Multa. Requisitos. Nulidade. Súmula nº 279 desta Corte. Contraditório e ampla defesa. Legalidade. Ofensa reflexa. 1. O exame da controvérsia relativa à nulidade da certidão de dívida ativa que fundamenta a execução fiscal pressupõe a análise da legislação infraconstitucional aplicável, bem como das provas e dos documentos constantes nos autos, o que impede o conhecimento do recurso extraordinário. 2. A afronta aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da legalidade, configuram, no caso, mera ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, inviabilizadora do prosseguimento do recurso extraordinário. 3. A caracterização do efeito confiscatório da exação enseja reexame do suporte fático do caso concreto, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. 4. Agravo regimental não provido” (AI 765.222 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 5.9.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu , o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL Multa por distribuição de panfletos em via pública Município de São Paulo certidão da dívida ativa formalmente em ordem Ausência de especificação do fato constitutivo Exigência não prevista em lei Respeito ao artigo 2°, § 5°, da Lei n° 6.830/80 _ inexistência de nulidades Sentença mantida Apelo do contribuinte improvido. 6. Agravo regimental DESPROVIDO”. (ARE-AgR 741.496, Primeira Turma, DJe 18.11.2013); “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Nulidade de CDA. 3. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Necessidade de exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 778.746 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 3.2.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. CDA. Multa. Requisitos. Nulidade. Súmula nº 279 desta Corte. Contraditório e ampla defesa. Legalidade. Ofensa reflexa. 1. O exame da controvérsia relativa à nulidade da certidão de dívida ativa que fundamenta a execução fiscal pressupõe a análise da legislação infraconstitucional aplicável, bem como das provas e dos documentos constantes nos autos, o que impede o conhecimento do recurso extraordinário. 2. A afronta aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da legalidade, configuram, no caso, mera ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, inviabilizadora do prosseguimento do recurso extraordinário. 3. A caracterização do efeito confiscatório da exação enseja reexame do suporte fático do caso concreto, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. 4. Agravo regimental não provido” (AI 765.222 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 5.9.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE Verifico, ainda, que a alegação relativa à multa confiscatória, suscitada pela recorrente em recurso não foi objeto de apreciação no Tribunal de origem, uma vez que este consignou que o pretenso excesso à execução é matéria a ser enfrentada na via dos embargos (fl. 198). Incidem, portanto, os enunciados 279, 282 e 356 da Súmula do STF. Nesse sentido, colaciono os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Empregado público. Prêmio incentivo. Integração à remuneração. Ausência de prequestionamento. Concessão. Lei nº 8.975/94 do Estado de São Paulo. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando a matéria constitucional nele veiculada não houver sido debatida pelas instâncias de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A questão relativa à possibilidade ou não de integração ao salário da parcela denominada prêmio incentivo demandaria análise da Lei nº 8.975/94 do Estado de São Paulo, operação inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE- AgR 695.709/SP, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2.10.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DANO NÃO DEMONSTRADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 538.670, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.4.2014). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE Verifico, ainda, que a alegação relativa à multa confiscatória, suscitada pela recorrente em recurso não foi objeto de apreciação no Tribunal de origem, uma vez que este consignou que o pretenso excesso à execução é matéria a ser enfrentada na via dos embargos (fl. 198). Incidem, portanto, os enunciados 279, 282 e 356 da Súmula do STF. Nesse sentido, colaciono os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Empregado público. Prêmio incentivo. Integração à remuneração. Ausência de prequestionamento. Concessão. Lei nº 8.975/94 do Estado de São Paulo. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando a matéria constitucional nele veiculada não houver sido debatida pelas instâncias de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A questão relativa à possibilidade ou não de integração ao salário da parcela denominada prêmio incentivo demandaria análise da Lei nº 8.975/94 do Estado de São Paulo, operação inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE- AgR 695.709/SP, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2.10.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DANO NÃO DEMONSTRADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 538.670, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.4.2014). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE Entretanto, ainda que assim não fosse, o entendimento firmado no acórdão impugnado não diverge da jurisprudência desta Corte, como se verifica dos seguintes julgados: RE-AgR 799.547, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 6.5.2014; RE-AgR 760.783, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; RE 657.372, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 10.6.2013; RE 600.442, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 26.10.2012; RE-AgR 565.341, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.11.2013; e, AI-AgR 838.302, rel. min. Roberto Barroso, DJe 31.3.2014. Conforme consta da decisão recorrida, no que concerne à aplicação da taxa Selic nos débitos tributários, verifico que esta Corte tem jurisprudência pacífica de sua legitimidade, conforme entendimento firmado no RE-RG 582.461, DJe 18.8.2011, de minha relatoria, assim ementado: • Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. 3. ICMS. Inclusão do montante do tributo em sua própria base de cálculo. Constitucionalidade. Precedentes. A base de cálculo do ICMS, definida como o valor da operação da circulação de mercadorias (art. 155, II, da CF/1988, c/c arts. 2º, I, e 8º, I, da LC 87/1996), inclui o próprio montante do ICMS incidente, pois ele faz parte da importância paga pelo comprador e recebida pelo vendedor na operação. A Emenda Constitucional nº 33, de 2001, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE Entretanto, ainda que assim não fosse, o entendimento firmado no acórdão impugnado não diverge da jurisprudência desta Corte, como se verifica dos seguintes julgados: RE-AgR 799.547, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 6.5.2014; RE-AgR 760.783, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; RE 657.372, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 10.6.2013; RE 600.442, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 26.10.2012; RE-AgR 565.341, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.11.2013; e, AI-AgR 838.302, rel. min. Roberto Barroso, DJe 31.3.2014. Conforme consta da decisão recorrida, no que concerne à aplicação da taxa Selic nos débitos tributários, verifico que esta Corte tem jurisprudência pacífica de sua legitimidade, conforme entendimento firmado no RE-RG 582.461, DJe 18.8.2011, de minha relatoria, assim ementado: • Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. 3. ICMS. Inclusão do montante do tributo em sua própria base de cálculo. Constitucionalidade. Precedentes. A base de cálculo do ICMS, definida como o valor da operação da circulação de mercadorias (art. 155, II, da CF/1988, c/c arts. 2º, I, e 8º, I, da LC 87/1996), inclui o próprio montante do ICMS incidente, pois ele faz parte da importância paga pelo comprador e recebida pelo vendedor na operação. A Emenda Constitucional nº 33, de 2001, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE inseriu a alínea i no inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição Federal, para fazer constar que cabe à lei complementar fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço. Ora, se o texto dispõe que o ICMS deve ser calculado com o montante do imposto inserido em sua própria base de cálculo também na importação de bens, naturalmente a interpretação que há de ser feita é que o imposto já era calculado dessa forma em relação às operações internas. Com a alteração constitucional a Lei Complementar ficou autorizada a dar tratamento isonômico na determinação da base de cálculo entre as operações ou prestações internas com as importações do exterior, de modo que o ICMS será calculado "por dentro" em ambos os casos. 4. Multa moratória. Patamar de 20%. Razoabilidade. Inexistência de efeito confiscatório. Precedentes. A aplicação da multa moratória tem o objetivo de sancionar o contribuinte que não cumpre suas obrigações tributárias, prestigiando a conduta daqueles que pagam em dia seus tributos aos cofres públicos. Assim, para que a multa moratória cumpra sua função de desencorajar a elisão fiscal, de um lado não pode ser pífia, mas, de outro, não pode ter um importe que lhe confira característica confiscatória, inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos. O acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual não é confiscatória a multa moratória no importe de 20% (vinte por cento). 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. No mesmo sentido, colaciono julgado das duas turmas do STF: 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE inseriu a alínea i no inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição Federal, para fazer constar que cabe à lei complementar fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço. Ora, se o texto dispõe que o ICMS deve ser calculado com o montante do imposto inserido em sua própria base de cálculo também na importação de bens, naturalmente a interpretação que há de ser feita é que o imposto já era calculado dessa forma em relação às operações internas. Com a alteração constitucional a Lei Complementar ficou autorizada a dar tratamento isonômico na determinação da base de cálculo entre as operações ou prestações internas com as importações do exterior, de modo que o ICMS será calculado "por dentro" em ambos os casos. 4. Multa moratória. Patamar de 20%. Razoabilidade. Inexistência de efeito confiscatório. Precedentes. A aplicação da multa moratória tem o objetivo de sancionar o contribuinte que não cumpre suas obrigações tributárias, prestigiando a conduta daqueles que pagam em dia seus tributos aos cofres públicos. Assim, para que a multa moratória cumpra sua função de desencorajar a elisão fiscal, de um lado não pode ser pífia, mas, de outro, não pode ter um importe que lhe confira característica confiscatória, inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos. O acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual não é confiscatória a multa moratória no importe de 20% (vinte por cento). 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. No mesmo sentido, colaciono julgado das duas turmas do STF: 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DADA A NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO STF. ABRANGÊNCIA DA INCIDÊNCIA DE JUROS DEFINIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA (CTN E LEI 9.430/1996). QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO QUE VEDA O CONFISCO. APLICAÇÃO SOBRE MULTA DECORRENTE DO INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO EM RELAÇÃO AOS JUROS. VALOR RELATIVO À MULTA. SÚMULA 279 DO STF. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC COMO ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS PAGOS EM ATRASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível a interposição de recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, para reapreciar a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula 636 do STF. II – O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros sobre a multa moratória, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III – Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante de inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do STF. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DADA A NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO STF. ABRANGÊNCIA DA INCIDÊNCIA DE JUROS DEFINIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA (CTN E LEI 9.430/1996). QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO QUE VEDA O CONFISCO. APLICAÇÃO SOBRE MULTA DECORRENTE DO INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO EM RELAÇÃO AOS JUROS. VALOR RELATIVO À MULTA. SÚMULA 279 DO STF. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC COMO ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS PAGOS EM ATRASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível a interposição de recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, para reapreciar a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula 636 do STF. II – O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros sobre a multa moratória, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III – Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante de inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do STF. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 733.656 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Requisitos formais e materiais da certidão de dívida ativa. Legitimidade para promover o executivo fiscal no âmbito estadual e a atualização do crédito pela taxa selic. Alegação de negativa de jurisdição, por ausência de fundamentação, e de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa Reflexa. SELIC. Constitucionalidade. 1. O acórdão recorrido está fundamentado, ainda que com o resultado não concorde a parte. A rejeição do pedido não se confunde com a ausência de fundamentação. 2. A eventual violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal seria indireta, haja vista que as questões atinentes à Certidão de Dívida Ativa e à legitimidade da procuradoria fiscal encontram fundamento na Lei nº 6.830/80 e na Constituição do Estado de Minas Gerais, respectivamente. 3. A taxa selic é utilizada para fins de correção de débitos tributários desde a edição da Lei nº 9065/95 e o Estado de Minas Gerais possui legislação estadual acolhendo a legislação federal para tal fim, consoante afirmou o acórdão regional. Precedente: RE nº 582.461/SP. 4. Agravo regimental não provido”. (AI 744.676 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). Além disso, este Tribunal entende não ser cabível interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade (art. 5º, II, da CF), quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 de Súmula/STF). Sobre o tema, confiram-se o AI-AgR 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 733.656 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Requisitos formais e materiais da certidão de dívida ativa. Legitimidade para promover o executivo fiscal no âmbito estadual e a atualização do crédito pela taxa selic. Alegação de negativa de jurisdição, por ausência de fundamentação, e de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa Reflexa. SELIC. Constitucionalidade. 1. O acórdão recorrido está fundamentado, ainda que com o resultado não concorde a parte. A rejeição do pedido não se confunde com a ausência de fundamentação. 2. A eventual violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal seria indireta, haja vista que as questões atinentes à Certidão de Dívida Ativa e à legitimidade da procuradoria fiscal encontram fundamento na Lei nº 6.830/80 e na Constituição do Estado de Minas Gerais, respectivamente. 3. A taxa selic é utilizada para fins de correção de débitos tributários desde a edição da Lei nº 9065/95 e o Estado de Minas Gerais possui legislação estadual acolhendo a legislação federal para tal fim, consoante afirmou o acórdão regional. Precedente: RE nº 582.461/SP. 4. Agravo regimental não provido”. (AI 744.676 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). Além disso, este Tribunal entende não ser cabível interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade (art. 5º, II, da CF), quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 de Súmula/STF). Sobre o tema, confiram-se o AI-AgR 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE 825.423, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.6.2011; e o AI-AgR 745.965, de minha relatoria, DJe 29.6.2011, este último assim ementado: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Portaria e poder regulamentar. Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Acrescento, ainda, que, no âmbito da execução fiscal, a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que a demora na citação imputável ao Poder Judiciário é matéria de índole infraconstitucional, não desafiando, assim, a via do recurso extraordinário. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados de ambas as turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento”. (RE 710647 ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.10.2013); “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE 825.423, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.6.2011; e o AI-AgR 745.965, de minha relatoria, DJe 29.6.2011, este último assim ementado: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Portaria e poder regulamentar. Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Acrescento, ainda, que, no âmbito da execução fiscal, a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que a demora na citação imputável ao Poder Judiciário é matéria de índole infraconstitucional, não desafiando, assim, a via do recurso extraordinário. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados de ambas as turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento”. (RE 710647 ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.10.2013); “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 751864 AgR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1.8.2013). Reitero que a parte recorrente não demonstrou de que forma o acórdão recorrido teria afrontado o dispositivo apontado. Aplicável, portanto, o Enunciado 284 da Súmula do STF. Cito, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. 1. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 652.247, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 10.10.2011); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284 DO STF. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I O recorrente não impugnou especificadamente os fundamentos do acórdão recorrido. Inviável, portanto, o recurso extraordinário, a teor da Súmula 284 do STF. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 751864 AgR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1.8.2013). Reitero que a parte recorrente não demonstrou de que forma o acórdão recorrido teria afrontado o dispositivo apontado. Aplicável, portanto, o Enunciado 284 da Súmula do STF. Cito, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. 1. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 652.247, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 10.10.2011); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284 DO STF. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I O recorrente não impugnou especificadamente os fundamentos do acórdão recorrido. Inviável, portanto, o recurso extraordinário, a teor da Súmula 284 do STF. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE STF, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. - Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE- AgR 718.234/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 9.12.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE STF, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. - Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE- AgR 718.234/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 9.12.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759760 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759760 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7777260
2015-02-03T00:00:00
2015-02-18T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. Nulidade de CDA. 3. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Necessidade de exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa. 5. Multa confiscatória. Prequestionamento. Precedentes 6. Taxa Selic. Débitos tributários. Legitimidade. Precedentes 7. Agravo regimental a que se nega provimento
sjur292309
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 748371 RG. (NULIDADE DE CDA) AI 765222 AgR (1ªT), AI 778746 AgR (2ªT), AI 752442 AgR (1ªT), RE 749119 AgR (2ªT), ARE 741496 AgR (1ªT), RE 776156 AgR (2ªT). (PREQUESTIONAMENTO) AI 538670 AgR (2ªT), ARE 695709 AgR (1ªT). (DÉBITO TRIBUTÁRIO, TAXA SELIC) AI 744676 AgR (1ªT), RE 582461 RG, RE 733656 AgR (2ªT). (MULTA, CARÁTER CONFISCATÓRIO) RE 565341 AgR (2ªT), RE 600442 AgR (2ªT), AI 838302 AgR (1ªT), RE 657372 AgR (2ªT), RE 760783 AgR (1ªT), RE 799547 AgR (2ªT). (PRINCÍPIO DA LEGALIDADE) AI 825423 AgR (1ªT), AI 745965 AgR (2ªT). (EXECUÇÃO FISCAL, DEMORA NA CITAÇÃO) ARE 751864 AgR (2ªT), RE 710647 ED (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) ARE 652247 AgR (1ªT), RE 718234 AgR (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 03/03/2015, MJC
GILMAR MENDES
Segunda Turma
839366
[ "LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 839366 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. Nulidade de CDA. 3. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Necessidade de exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa. 5. Multa confiscatória. Prequestionamento. Precedentes 6. Taxa Selic. Débitos tributários. Legitimidade. Precedentes 7. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695735. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo interposto de decisão de minha lavra que entendeu tratar-se de matéria infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se, nas razões recursais, violação direta ao texto constitucional, tendo em vista: a ilegalidade da certidão de dívida ativa, a ilegitimidade da aplicação da taxa Selic, a nulidade da notificação, o caráter confiscatório da multa aplicada e a prescrição da pretensão punitiva. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695736. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo interposto de decisão de minha lavra que entendeu tratar-se de matéria infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se, nas razões recursais, violação direta ao texto constitucional, tendo em vista: a ilegalidade da certidão de dívida ativa, a ilegitimidade da aplicação da taxa Selic, a nulidade da notificação, o caráter confiscatório da multa aplicada e a prescrição da pretensão punitiva. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a jurisprudência desta Corte firmou-se em que o assunto, tal como posto nos autos, demanda reexame da legislação infraconstitucional. Conforme destacado na decisão recorrida, vale ressaltar que o Pleno do Supremo Tribunal Federal já se manifestou na AOE 17, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.5.2001, que a demora na citação não prejudica a interrupção da prescrição. Em relação ao artigo 5..., LIV e LV, verifico tratar-se de assunto referente ao Tema 660 cujo paradigma é o ARE 748.371 RG, de minha relatoria, DJe 1....8.2013, no qual esta Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral do tema, o que impede o exame da matéria no âmbito do recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, a discussão pelo Tribunal de origem atinente à nulidade da CDA demanda o revolvimento do panorama fático-probatório. Com efeito, o Tribunal a quo consignou: “Na espécie, tenho que a CDA embasadora da execução fiscal em apreço (fl. 82) atende aos requisitos previstos tanto no CTN quanto na Lei Federal n 6.830/1980, porquanto suficientemente indicados os dispositivos legais justificadores da pretensão executiva estadual, inexistindo qualquer prejuízo à defesa da parte executada, inclusive em relação à origem e natureza do tributo cobrado, bem assim à forma de calcular os juros de mora, sendo certo, quanto a este último aspecto, que ‘em execução fiscal é desnecessária a apresentação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Verifico que a decisão impugnada não merece reforma, visto que a agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, como consignado na decisão atacada, a jurisprudência desta Corte firmou-se em que o assunto, tal como posto nos autos, demanda reexame da legislação infraconstitucional. Conforme destacado na decisão recorrida, vale ressaltar que o Pleno do Supremo Tribunal Federal já se manifestou na AOE 17, rel. min. Marco Aurélio, DJ 25.5.2001, que a demora na citação não prejudica a interrupção da prescrição. Em relação ao artigo 5..., LIV e LV, verifico tratar-se de assunto referente ao Tema 660 cujo paradigma é o ARE 748.371 RG, de minha relatoria, DJe 1....8.2013, no qual esta Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral do tema, o que impede o exame da matéria no âmbito do recurso extraordinário. Ainda que assim não fosse, a discussão pelo Tribunal de origem atinente à nulidade da CDA demanda o revolvimento do panorama fático-probatório. Com efeito, o Tribunal a quo consignou: “Na espécie, tenho que a CDA embasadora da execução fiscal em apreço (fl. 82) atende aos requisitos previstos tanto no CTN quanto na Lei Federal n 6.830/1980, porquanto suficientemente indicados os dispositivos legais justificadores da pretensão executiva estadual, inexistindo qualquer prejuízo à defesa da parte executada, inclusive em relação à origem e natureza do tributo cobrado, bem assim à forma de calcular os juros de mora, sendo certo, quanto a este último aspecto, que ‘em execução fiscal é desnecessária a apresentação de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE demonstrativo de débito, nos termos do art. 614 do Código de Processo Civil’ (Superior Tribunal de Justiça – REsp 722.942/SC, DJ de 17/05/2006)” (fl. 196). Concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto fático- probatório, bem como a análise da legislação infraconstitucional (CTN e Lei 6.830/80), o que não justifica o conhecimento do extraordinário. Incidem, na espécie, os enunciados 279 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Cito o AI-AgR 752.442, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013; e o Recurso Extraordinário-AgR 749.119, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.10.2013. No mesmo sentido, destaco, além dos julgados constantes na decisão agravada, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NULIDADE DE CDA. LANÇAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO COM BASE EM LEI POSTERIOR À OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DO TRIBUTO. LEI QUE REPETE O CONTEÚDO DE LEI ANTERIOR, VIGENTE A ÉPOCA DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DE LEI A FATOS GERADORES ANTERIORES À SUA VIGÊNCIA. VERIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO DOS REQUISITOS DE VALIDADE DA CDA E DA EXISTÊNCIA DE PREJUÍZO PARA O EXECUTADO. NECESSIDADE DO EXAME DE PROVAS E LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 E OFENSA INDIRETA À Constituição Federal de 1988. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inconstitucional permitir que lei que institua tributo seja aplicada a fatos geradores anteriores à sua vigência, em razão do princípio da irretroatividade (art. 150, III, a, da Constituição Federal de 1988). II – Lei nova que repete o conteúdo de lei anterior, quanto à previsão de tributo, dispensa a obediência às regras da anterioridade tributária, mas os fatos geradores são regidos dentro do período de vigência da cada norma. III – A 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE demonstrativo de débito, nos termos do art. 614 do Código de Processo Civil’ (Superior Tribunal de Justiça – REsp 722.942/SC, DJ de 17/05/2006)” (fl. 196). Concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto fático- probatório, bem como a análise da legislação infraconstitucional (CTN e Lei 6.830/80), o que não justifica o conhecimento do extraordinário. Incidem, na espécie, os enunciados 279 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Cito o AI-AgR 752.442, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.8.2013; e o Recurso Extraordinário-AgR 749.119, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.10.2013. No mesmo sentido, destaco, além dos julgados constantes na decisão agravada, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NULIDADE DE CDA. LANÇAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO COM BASE EM LEI POSTERIOR À OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DO TRIBUTO. LEI QUE REPETE O CONTEÚDO DE LEI ANTERIOR, VIGENTE A ÉPOCA DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DE LEI A FATOS GERADORES ANTERIORES À SUA VIGÊNCIA. VERIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO DOS REQUISITOS DE VALIDADE DA CDA E DA EXISTÊNCIA DE PREJUÍZO PARA O EXECUTADO. NECESSIDADE DO EXAME DE PROVAS E LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 E OFENSA INDIRETA À Constituição Federal de 1988. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inconstitucional permitir que lei que institua tributo seja aplicada a fatos geradores anteriores à sua vigência, em razão do princípio da irretroatividade (art. 150, III, a, da Constituição Federal de 1988). II – Lei nova que repete o conteúdo de lei anterior, quanto à previsão de tributo, dispensa a obediência às regras da anterioridade tributária, mas os fatos geradores são regidos dentro do período de vigência da cada norma. III – A 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE verificação do atendimento aos requisitos de validade da CDA e da existência de prejuízo para o executado no caso concreto depende da reanálise dada ao conjunto fático-probatório dos autos e do exame de normas infraconstitucionais. Inviabilidade do extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ofensa indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 776.156 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. NULIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A nulidade da certidão da dívida ativa, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de normas infraconstitucionais e do conjunto fatico- probatório dos autos. Precedentes: ARE 816.159-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21/3/2013 e ARE 738.162-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30/8/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE verificação do atendimento aos requisitos de validade da CDA e da existência de prejuízo para o executado no caso concreto depende da reanálise dada ao conjunto fático-probatório dos autos e do exame de normas infraconstitucionais. Inviabilidade do extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ofensa indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 776.156 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. NULIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A nulidade da certidão da dívida ativa, quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de normas infraconstitucionais e do conjunto fatico- probatório dos autos. Precedentes: ARE 816.159-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 21/3/2013 e ARE 738.162-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 30/8/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu , o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL Multa por distribuição de panfletos em via pública Município de São Paulo certidão da dívida ativa formalmente em ordem Ausência de especificação do fato constitutivo Exigência não prevista em lei Respeito ao artigo 2..., § 5..., da Lei n 6.830/80 _ inexistência de nulidades Sentença mantida Apelo do contribuinte improvido. 6. Agravo regimental DESPROVIDO”. (ARE-AgR 741.496, Primeira Turma, DJe 18.11.2013); “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Nulidade de CDA. 3. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Necessidade de exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 778.746 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 3.2.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. CDA. Multa. Requisitos. Nulidade. Súmula n 279 desta Corte. Contraditório e ampla defesa. Legalidade. Ofensa reflexa. 1. O exame da controvérsia relativa à nulidade da certidão de dívida ativa que fundamenta a execução fiscal pressupõe a análise da legislação infraconstitucional aplicável, bem como das provas e dos documentos constantes nos autos, o que impede o conhecimento do recurso extraordinário. 2. A afronta aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da legalidade, configuram, no caso, mera ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, inviabilizadora do prosseguimento do recurso extraordinário. 3. A caracterização do efeito confiscatório da exação enseja reexame do suporte fático do caso concreto, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. 4. Agravo regimental não provido” (AI 765.222 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 5.9.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 5. In casu , o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL Multa por distribuição de panfletos em via pública Município de São Paulo certidão da dívida ativa formalmente em ordem Ausência de especificação do fato constitutivo Exigência não prevista em lei Respeito ao artigo 2..., § 5..., da Lei n 6.830/80 _ inexistência de nulidades Sentença mantida Apelo do contribuinte improvido. 6. Agravo regimental DESPROVIDO”. (ARE-AgR 741.496, Primeira Turma, DJe 18.11.2013); “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Tributário. Nulidade de CDA. 3. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Necessidade de exame prévio de normas infraconstitucionais. Ofensa reflexa. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 778.746 AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 3.2.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. CDA. Multa. Requisitos. Nulidade. Súmula n 279 desta Corte. Contraditório e ampla defesa. Legalidade. Ofensa reflexa. 1. O exame da controvérsia relativa à nulidade da certidão de dívida ativa que fundamenta a execução fiscal pressupõe a análise da legislação infraconstitucional aplicável, bem como das provas e dos documentos constantes nos autos, o que impede o conhecimento do recurso extraordinário. 2. A afronta aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da legalidade, configuram, no caso, mera ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, inviabilizadora do prosseguimento do recurso extraordinário. 3. A caracterização do efeito confiscatório da exação enseja reexame do suporte fático do caso concreto, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. 4. Agravo regimental não provido” (AI 765.222 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 5.9.2012). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE Verifico, ainda, que a alegação relativa à multa confiscatória, suscitada pela recorrente em recurso não foi objeto de apreciação no Tribunal de origem, uma vez que este consignou que o pretenso excesso à execução é matéria a ser enfrentada na via dos embargos (fl. 198). Incidem, portanto, os enunciados 279, 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, colaciono os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Empregado público. Prêmio incentivo. Integração à remuneração. Ausência de prequestionamento. Concessão. Lei n 8.975/94 do Estado de São Paulo. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando a matéria constitucional nele veiculada não houver sido debatida pelas instâncias de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A questão relativa à possibilidade ou não de integração ao salário da parcela denominada prêmio incentivo demandaria análise da Lei n 8.975/94 do Estado de São Paulo, operação inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE- AgR 695.709/SP, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2.10.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DANO NÃO DEMONSTRADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 538.670, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.4.2014). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE Verifico, ainda, que a alegação relativa à multa confiscatória, suscitada pela recorrente em recurso não foi objeto de apreciação no Tribunal de origem, uma vez que este consignou que o pretenso excesso à execução é matéria a ser enfrentada na via dos embargos (fl. 198). Incidem, portanto, os enunciados 279, 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, colaciono os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Empregado público. Prêmio incentivo. Integração à remuneração. Ausência de prequestionamento. Concessão. Lei n 8.975/94 do Estado de São Paulo. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando a matéria constitucional nele veiculada não houver sido debatida pelas instâncias de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A questão relativa à possibilidade ou não de integração ao salário da parcela denominada prêmio incentivo demandaria análise da Lei n 8.975/94 do Estado de São Paulo, operação inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”. (ARE- AgR 695.709/SP, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 2.10.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO TARDIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DANO NÃO DEMONSTRADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (AI-AgR 538.670, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.4.2014). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE Entretanto, ainda que assim não fosse, o entendimento firmado no acórdão impugnado não diverge da jurisprudência desta Corte, como se verifica dos seguintes julgados: Recurso Extraordinário-AgR 799.547, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 6.5.2014; Recurso Extraordinário-AgR 760.783, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; Recurso Extraordinário 657.372, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 10.6.2013; Recurso Extraordinário 600.442, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 26.10.2012; Recurso Extraordinário-AgR 565.341, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.11.2013; e, AI-AgR 838.302, rel. min. Roberto Barroso, DJe 31.3.2014. Conforme consta da decisão recorrida, no que concerne à aplicação da taxa Selic nos débitos tributários, verifico que esta Corte tem jurisprudência pacífica de sua legitimidade, conforme entendimento firmado no Recurso Extraordinário-RG 582.461, DJe 18.8.2011, de minha relatoria, assim ementado: • Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. 3. ICMS. Inclusão do montante do tributo em sua própria base de cálculo. Constitucionalidade. Precedentes. A base de cálculo do ICMS, definida como o valor da operação da circulação de mercadorias (art. 155, II, da Constituição Federal de 1988/1988, c/c arts. 2..., I, e 8..., I, da Lei Complementar 87/1996), inclui o próprio montante do ICMS incidente, pois ele faz parte da importância paga pelo comprador e recebida pelo vendedor na operação. A Emenda Constitucional n 33, de 2001, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE Entretanto, ainda que assim não fosse, o entendimento firmado no acórdão impugnado não diverge da jurisprudência desta Corte, como se verifica dos seguintes julgados: Recurso Extraordinário-AgR 799.547, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 6.5.2014; Recurso Extraordinário-AgR 760.783, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2014; Recurso Extraordinário 657.372, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 10.6.2013; Recurso Extraordinário 600.442, rel. min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 26.10.2012; Recurso Extraordinário-AgR 565.341, rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 28.11.2013; e, AI-AgR 838.302, rel. min. Roberto Barroso, DJe 31.3.2014. Conforme consta da decisão recorrida, no que concerne à aplicação da taxa Selic nos débitos tributários, verifico que esta Corte tem jurisprudência pacífica de sua legitimidade, conforme entendimento firmado no Recurso Extraordinário-RG 582.461, DJe 18.8.2011, de minha relatoria, assim ementado: • Recurso extraordinário. Repercussão geral. 2. Taxa Selic. Incidência para atualização de débitos tributários. Legitimidade. Inexistência de violação aos princípios da legalidade e da anterioridade. Necessidade de adoção de critério isonômico. No julgamento da ADI 2.214, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 19.4.2002, ao apreciar o tema, esta Corte assentou que a medida traduz rigorosa igualdade de tratamento entre contribuinte e fisco e que não se trata de imposição tributária. 3. ICMS. Inclusão do montante do tributo em sua própria base de cálculo. Constitucionalidade. Precedentes. A base de cálculo do ICMS, definida como o valor da operação da circulação de mercadorias (art. 155, II, da Constituição Federal de 1988/1988, c/c arts. 2..., I, e 8..., I, da Lei Complementar 87/1996), inclui o próprio montante do ICMS incidente, pois ele faz parte da importância paga pelo comprador e recebida pelo vendedor na operação. A Emenda Constitucional n 33, de 2001, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE inseriu a alínea i no inciso XII do § 2... do art. 155 da Constituição Federal, para fazer constar que cabe à lei complementar fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço. Ora, se o texto dispõe que o ICMS deve ser calculado com o montante do imposto inserido em sua própria base de cálculo também na importação de bens, naturalmente a interpretação que há de ser feita é que o imposto já era calculado dessa forma em relação às operações internas. Com a alteração constitucional a Lei Complementar ficou autorizada a dar tratamento isonômico na determinação da base de cálculo entre as operações ou prestações internas com as importações do exterior, de modo que o ICMS será calculado "por dentro" em ambos os casos. 4. Multa moratória. Patamar de 20%. Razoabilidade. Inexistência de efeito confiscatório. Precedentes. A aplicação da multa moratória tem o objetivo de sancionar o contribuinte que não cumpre suas obrigações tributárias, prestigiando a conduta daqueles que pagam em dia seus tributos aos cofres públicos. Assim, para que a multa moratória cumpra sua função de desencorajar a elisão fiscal, de um lado não pode ser pífia, mas, de outro, não pode ter um importe que lhe confira característica confiscatória, inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos. O acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual não é confiscatória a multa moratória no importe de 20% (vinte por cento). 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. No mesmo sentido, colaciono julgado das duas turmas do Supremo Tribunal Federal: 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE inseriu a alínea i no inciso XII do § 2... do art. 155 da Constituição Federal, para fazer constar que cabe à lei complementar fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço. Ora, se o texto dispõe que o ICMS deve ser calculado com o montante do imposto inserido em sua própria base de cálculo também na importação de bens, naturalmente a interpretação que há de ser feita é que o imposto já era calculado dessa forma em relação às operações internas. Com a alteração constitucional a Lei Complementar ficou autorizada a dar tratamento isonômico na determinação da base de cálculo entre as operações ou prestações internas com as importações do exterior, de modo que o ICMS será calculado "por dentro" em ambos os casos. 4. Multa moratória. Patamar de 20%. Razoabilidade. Inexistência de efeito confiscatório. Precedentes. A aplicação da multa moratória tem o objetivo de sancionar o contribuinte que não cumpre suas obrigações tributárias, prestigiando a conduta daqueles que pagam em dia seus tributos aos cofres públicos. Assim, para que a multa moratória cumpra sua função de desencorajar a elisão fiscal, de um lado não pode ser pífia, mas, de outro, não pode ter um importe que lhe confira característica confiscatória, inviabilizando inclusive o recolhimento de futuros tributos. O acórdão recorrido encontra amparo na jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual não é confiscatória a multa moratória no importe de 20% (vinte por cento). 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. No mesmo sentido, colaciono julgado das duas turmas do Supremo Tribunal Federal: 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DADA A NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ABRANGÊNCIA DA INCIDÊNCIA DE JUROS DEFINIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA (CTN E LEI 9.430/1996). QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO QUE VEDA O CONFISCO. APLICAÇÃO SOBRE MULTA DECORRENTE DO INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO EM RELAÇÃO AOS JUROS. VALOR RELATIVO À MULTA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC COMO ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS PAGOS EM ATRASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível a interposição de recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, para reapreciar a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. II – O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros sobre a multa moratória, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III – Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante de inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DADA A NORMA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ABRANGÊNCIA DA INCIDÊNCIA DE JUROS DEFINIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA (CTN E LEI 9.430/1996). QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. PRINCÍPIO QUE VEDA O CONFISCO. APLICAÇÃO SOBRE MULTA DECORRENTE DO INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO EM RELAÇÃO AOS JUROS. VALOR RELATIVO À MULTA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC COMO ÍNDICE DE ATUALIZAÇÃO DOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS PAGOS EM ATRASO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É inadmissível a interposição de recurso extraordinário por ofensa ao princípio da legalidade, para reapreciar a interpretação dada a normas infraconstitucionais. Incidência da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. II – O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência da incidência dos juros sobre a multa moratória, decidiu a questão com base na legislação ordinária (CTN e Lei 9.430/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III – Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que lhe é possível examinar se determinado tributo ofende, ou não, a proibição constitucional do confisco em matéria tributária e que esse princípio deve ser observado ainda que se trate de multa fiscal resultante de inadimplemento, pelo contribuinte, de suas obrigações tributárias. Inexistência de previsão em relação aos juros. IV – Hipótese dos autos em que o valor relativo especificamente à multa (77% do valor do tributo) não evidencia de forma clara e objetiva ofensa ao postulado do não confisco. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. V – Configurada a impossibilidade, por meio do recurso extraordinário, de rever a 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 733.656 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Requisitos formais e materiais da certidão de dívida ativa. Legitimidade para promover o executivo fiscal no âmbito estadual e a atualização do crédito pela taxa selic. Alegação de negativa de jurisdição, por ausência de fundamentação, e de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa Reflexa. SELIC. Constitucionalidade. 1. O acórdão recorrido está fundamentado, ainda que com o resultado não concorde a parte. A rejeição do pedido não se confunde com a ausência de fundamentação. 2. A eventual violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal seria indireta, haja vista que as questões atinentes à Certidão de Dívida Ativa e à legitimidade da procuradoria fiscal encontram fundamento na Lei n 6.830/80 e na Constituição do Estado de Minas Gerais, respectivamente. 3. A taxa selic é utilizada para fins de correção de débitos tributários desde a edição da Lei n 9065/95 e o Estado de Minas Gerais possui legislação estadual acolhendo a legislação federal para tal fim, consoante afirmou o acórdão regional. Precedente: Recurso Extraordinário n 582.461/SP. 4. Agravo regimental não provido”. (AI 744.676 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). Além disso, este Tribunal entende não ser cabível interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade (art. 5..., II, da Constituição Federal de 1988), quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 de Súmula/Supremo Tribunal Federal). Sobre o tema, confiram-se o AI-AgR 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE decisão na parte em que aplicou juros sobre multa moratória, verifica-se que é constitucional a incidência de Taxa Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. VI – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 733.656 AgR, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 15.8.2014); “Agravo regimental no agravo de instrumento. Requisitos formais e materiais da certidão de dívida ativa. Legitimidade para promover o executivo fiscal no âmbito estadual e a atualização do crédito pela taxa selic. Alegação de negativa de jurisdição, por ausência de fundamentação, e de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa Reflexa. SELIC. Constitucionalidade. 1. O acórdão recorrido está fundamentado, ainda que com o resultado não concorde a parte. A rejeição do pedido não se confunde com a ausência de fundamentação. 2. A eventual violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal seria indireta, haja vista que as questões atinentes à Certidão de Dívida Ativa e à legitimidade da procuradoria fiscal encontram fundamento na Lei n 6.830/80 e na Constituição do Estado de Minas Gerais, respectivamente. 3. A taxa selic é utilizada para fins de correção de débitos tributários desde a edição da Lei n 9065/95 e o Estado de Minas Gerais possui legislação estadual acolhendo a legislação federal para tal fim, consoante afirmou o acórdão regional. Precedente: Recurso Extraordinário n 582.461/SP. 4. Agravo regimental não provido”. (AI 744.676 AgR, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 26.4.2013). Além disso, este Tribunal entende não ser cabível interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade (art. 5..., II, da Constituição Federal de 1988), quando a verificação da ofensa envolver reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Enunciado 636 de Súmula/Supremo Tribunal Federal). Sobre o tema, confiram-se o AI-AgR 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE 825.423, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.6.2011; e o AI-AgR 745.965, de minha relatoria, DJe 29.6.2011, este último assim ementado: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Portaria e poder regulamentar. Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Acrescento, ainda, que, no âmbito da execução fiscal, a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que a demora na citação imputável ao Poder Judiciário é matéria de índole infraconstitucional, não desafiando, assim, a via do recurso extraordinário. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados de ambas as turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 710647 ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.10.2013); “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE 825.423, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe 27.6.2011; e o AI-AgR 745.965, de minha relatoria, DJe 29.6.2011, este último assim ementado: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Portaria e poder regulamentar. Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. Acrescento, ainda, que, no âmbito da execução fiscal, a jurisprudência desta Corte tem se firmado no sentido de que a demora na citação imputável ao Poder Judiciário é matéria de índole infraconstitucional, não desafiando, assim, a via do recurso extraordinário. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados de ambas as turmas desta Corte: “DIREITO TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS. RECEBIMENTO DOS DECLARATÓRIOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 02.6.2011. A discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 710647 ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 24.10.2013); “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 751864 AgR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1.8.2013). Reitero que a parte recorrente não demonstrou de que forma o acórdão recorrido teria afrontado o dispositivo apontado. Aplicável, portanto, o Enunciado 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Cito, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. 1. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 652.247, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 10.10.2011); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I O recorrente não impugnou especificadamente os fundamentos do acórdão recorrido. Inviável, portanto, o recurso extraordinário, a teor da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO intercorrente. DEMORA NA CITAÇÃO IMPUTÁVEL AO PODER JUDICIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 751864 AgR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1.8.2013). Reitero que a parte recorrente não demonstrou de que forma o acórdão recorrido teria afrontado o dispositivo apontado. Aplicável, portanto, o Enunciado 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Cito, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. 1. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE-AgR 652.247, rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 10.10.2011); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I O recorrente não impugnou especificadamente os fundamentos do acórdão recorrido. Inviável, portanto, o recurso extraordinário, a teor da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão impugnado, seria necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 839366 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. - Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário- AgR 718.234/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 9.12.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Supremo Tribunal Federal ARE 839366 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, bem como a análise de normas infraconstitucionais, sendo certo que a ofensa à Lei Maior, se ocorrente, seria apenas indireta. - Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário- AgR 718.234/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 9.12.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7695737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759760 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.366 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA STAFF COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759760 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839 . 366", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839 . 366", "AOE 17", "ARE 748 . 371 RG", "AOE 17", "ARE 748 . 371 RG", "ARE 839366 AGR / PE", "REsp 722 . 942 / SC", "enunciados 279 e 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 752 . 442", "Recurso Extraordinário - AgR 749 . 119", "ARE 839366 AGR / PE", "REsp 722 . 942 / SC", "enunciados 279", "AI", "-", "AgR 752 . 442", "Recurso Extraordinário - AgR 749 . 119", "ARE 839366", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 776 . 156 AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 748 . 371", "ARE 816 . 159 - AgR", "ARE 738 . 162 - AgR", "ARE 839366 AGR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 776 . 156 AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 748 . 371", "ARE 816 . 159 - AgR", "ARE 738 . 162 - AgR", "ARE n 748 . 371", "ARE", "-", "AgR 741 . 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Extraordinário 600 . 442", "Recurso Extraordinário - AgR 565 . 341", "AI", "-", "AgR 838 . 302", "Recurso Extraordinário - RG 582 . 461", "ADI 2 . 214", "Recurso Extraordinário - AgR 799 . 547", "Recurso Extraordinário - AgR 760 . 783", "Recurso Extraordinário 657 . 372", "Recurso Extraordinário 600 . 442", "Recurso Extraordinário - AgR 565 . 341", "AI", "-", "AgR 838 . 302", "Recurso Extraordinário - RG 582 . 461", "ADI 2 . 214", "ARE 839366 AGR / PE", "ARE 839366", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 839366 AGR / PE", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 839366 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 733 . 656 AgR", "Recurso Extraordinário n 582 . 461 / SP", "AI 744 . 676 AgR", "Enunciado 636 de Súmula / Supremo Tribunal 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2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , § 5 . . . , da Lei n 6 . 830 / 80", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , § 5 . . . , da Lei n 6 . 830 / 80", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 975 / 94 do Estado de São Paulo", "Lei n 8 . 975 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 975 / 94", "Lei n 8 . 975 / 94 do Estado de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , II , da Constituição Federal de 1988 / 1988", ". . . , I , e 8 . . . , I , da Lei Complementar 87 / 1996", "Emenda Constitucional n 33", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , II , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "arts . 2 . . . , I , e 8 . . . , I , da Lei Complementar 87 / 1996", "Emenda Constitucional n 33", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 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Fux", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "GILMAR", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Maurício Corrêa", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Maurício Corrêa", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", 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Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) :ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA Nº 454 DO STF. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2013 e ARE 734.806- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, nos termos da Súmula nº 279 do STF. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do enunciado da Súmula nº 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE. AÇÃO DECLARATÓRIA C.C. OBRIGAÇÃO DE FAZER. Procedência. Negativa de cobertura. Colocação de marca-passo. Existência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825230. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 848626 AGR / SP cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza. Recusa da seguradora ré injustificada. Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida. Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo). Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC. Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC. Sentença mantida. Recurso improvido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825230. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza. Recusa da seguradora ré injustificada. Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida. Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo). Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC. Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC. Sentença mantida. Recurso improvido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825230. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) :ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454/STF. ALEGADA OFENSA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário, a teor dos Enunciados das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Precedentes: AI 822.898-AgR, Rel. Min. Carmem Lúcia, Primeira Turma, DJe 21/2/2011 e RE 607.218-AgR, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) :ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454/STF. ALEGADA OFENSA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário, a teor dos Enunciados das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Precedentes: AI 822.898-AgR, Rel. Min. Carmem Lúcia, Primeira Turma, DJe 21/2/2011 e RE 607.218-AgR, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 848626 AGR / SP Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/4/2012. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PLANO DE SAÚDE AÇÃO DECLARATÓRIA C.C. OBRIGAÇÃO DE FAZER Procedência Negativa de cobertura Colocação de marca-passo Existência de cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza Recusa da seguradora ré injustificada Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo) Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC Sentença mantida Recurso improvido.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Ao contrário do que se entendeu monocraticamente, o recurso extraordinário interposto demonstrou o exato, único, direto e essencial ponto em que houvera afronta direta a Constituição Federal, qual seja, ofensa direta ao ato jurídico perfeito, previsto no artigo 5º, inciso XXXVI da Carta Magna. Desde a fase contestatória se alega a impossibilidade de aplicação retroativa da lei 9656/98 (artigo 6º - LICC) aos contratos anteriores a ela firmados e deliberadamente não adaptados, nos termos da legislação infraconstitucional e normativa que regem a matéria, justamente tendo em vista a consolidação do ato jurídico perfeito! 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/4/2012. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PLANO DE SAÚDE AÇÃO DECLARATÓRIA C.C. OBRIGAÇÃO DE FAZER Procedência Negativa de cobertura Colocação de marca-passo Existência de cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza Recusa da seguradora ré injustificada Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo) Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC Sentença mantida Recurso improvido.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Ao contrário do que se entendeu monocraticamente, o recurso extraordinário interposto demonstrou o exato, único, direto e essencial ponto em que houvera afronta direta a Constituição Federal, qual seja, ofensa direta ao ato jurídico perfeito, previsto no artigo 5º, inciso XXXVI da Carta Magna. Desde a fase contestatória se alega a impossibilidade de aplicação retroativa da lei 9656/98 (artigo 6º - LICC) aos contratos anteriores a ela firmados e deliberadamente não adaptados, nos termos da legislação infraconstitucional e normativa que regem a matéria, justamente tendo em vista a consolidação do ato jurídico perfeito! 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 848626 AGR / SP Segundo preceituam os artigos 35 da Lei 9.656/98, 3º da Lei 10.850/04 e 20 da Resolução Normativa nº. 254 da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, a adaptação dos contratos anteriores à lei 9656/98, é FACULTADA ao contratante, já que lhe trará reajuste de contraprestação. Vê-se que os dispositivos legais e normativos aqui citados decorrem única e exclusivamente do ato jurídico perfeito e do direito adquirido previstos em nossa Carta Magna. Ou seja: não adaptado o contrato por deliberação da contratante do plano, consolida-se o ato jurídico perfeito, com proibição constitucional e legal de retroatividade da lei, nos termos do artigo 5º, inciso XXXVI da CF/88 e do artigo 6º, caput e parágrafo único da LICC. Assim, não havendo lei à época que obrigasse à cobertura de prótese, e sendo impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, flagrante e DIRETA A OFENSA ao artigo 5º, XXXVI da CF/88” (fl. 4-5 do documento eletrônico 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP Segundo preceituam os artigos 35 da Lei 9.656/98, 3º da Lei 10.850/04 e 20 da Resolução Normativa nº. 254 da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, a adaptação dos contratos anteriores à lei 9656/98, é FACULTADA ao contratante, já que lhe trará reajuste de contraprestação. Vê-se que os dispositivos legais e normativos aqui citados decorrem única e exclusivamente do ato jurídico perfeito e do direito adquirido previstos em nossa Carta Magna. Ou seja: não adaptado o contrato por deliberação da contratante do plano, consolida-se o ato jurídico perfeito, com proibição constitucional e legal de retroatividade da lei, nos termos do artigo 5º, inciso XXXVI da CF/88 e do artigo 6º, caput e parágrafo único da LICC. Assim, não havendo lei à época que obrigasse à cobertura de prótese, e sendo impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, flagrante e DIRETA A OFENSA ao artigo 5º, XXXVI da CF/88” (fl. 4-5 do documento eletrônico 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que o Tribunal a quo não aplicou a Lei nº 9.656/1998 a contrato firmado anteriormente a sua vigência, como defende a parte recorrente. O acórdão recorrido se baseou exclusivamente no Código de Defesa do Consumidor, de forma que a controvérsia não se assemelha ao precedente com repercussão geral reconhecida por esta Corte no RE 578.801-RG. Consoante asseverado, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa ao fornecimento de tratamento médico com fundamento nas normas infraconstitucionais de regência, no contrato firmado pelas partes e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Apela a seguradora ré, sustentando a legalidade da recusa, diante de expressa previsão contratual. No entanto, sem razão a apelante. Incontroverso que apelada, acometida de bloqueio átrio ventricular total, foi internada junto à Unidade de Terapia Intensiva do Hospital IGESP, com indicação expressa para cirurgia visando a implantação de marca passo definitivo, conforme relatório médico de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que o Tribunal a quo não aplicou a Lei nº 9.656/1998 a contrato firmado anteriormente a sua vigência, como defende a parte recorrente. O acórdão recorrido se baseou exclusivamente no Código de Defesa do Consumidor, de forma que a controvérsia não se assemelha ao precedente com repercussão geral reconhecida por esta Corte no RE 578.801-RG. Consoante asseverado, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa ao fornecimento de tratamento médico com fundamento nas normas infraconstitucionais de regência, no contrato firmado pelas partes e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Apela a seguradora ré, sustentando a legalidade da recusa, diante de expressa previsão contratual. No entanto, sem razão a apelante. Incontroverso que apelada, acometida de bloqueio átrio ventricular total, foi internada junto à Unidade de Terapia Intensiva do Hospital IGESP, com indicação expressa para cirurgia visando a implantação de marca passo definitivo, conforme relatório médico de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 848626 AGR / SP fls. 2 que, inclusive, alertou para o risco de morte, caso não realizado tal procedimento (o que implicou no deferimento da tutela antecipada pela r. decisão de fls. 39/40 que, frise-se, restou irecorrida). Era, assim, evidente, a necessidade de tratamento médico de urgência para a autora. A r. sentença reconheceu a abusividade da aludida recusa, entendimento que merece prevalecer. Não se trata aqui propriamente de se considerar a necessidade de tratamento para colocação do marca-passo como um ato distinto do ato cirúrgico, mas ao contrário, algo que se liga a ele de maneira direta e absoluta, sem o qual, a cirurgia realizada de nada valeria e resultado nenhum produziria. E mais, a própria apelante admitiu a cobertura da cirurgia e, portanto, do tratamento em si, apenas fazendo ressalva quanto à colocação do marca-passo. No entanto, a colocação do marca- passo foi um desdobramento do ato cirúrgico e, por esta razão, deve ser por ele abrangido, sem o qual o procedimento não teria sentido. O limite de exclusão imposto pelo contrato deve assim ser avaliado com ressalvas, observado de maneira concreta que a natureza da relação ajustada entre as partes e os fins do contrato celebrado, não podem ameaçar o objeto da avença bastando para tanto que se confira a previsão do artigo 51, IV e § 1º, I, todos do CDC. [...] Observe-se ainda que, na hipótese, descabe aqui qualquer consideração a respeito do alcance da Lei 9.656/98 à relação contratual em exame, já que, à luz do Código de Defesa do Consumidor, a negativa da ré e aqui recorrente mostra-se abusiva.” (fls. 15-19 do volume 3). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula nº 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP fls. 2 que, inclusive, alertou para o risco de morte, caso não realizado tal procedimento (o que implicou no deferimento da tutela antecipada pela r. decisão de fls. 39/40 que, frise-se, restou irecorrida). Era, assim, evidente, a necessidade de tratamento médico de urgência para a autora. A r. sentença reconheceu a abusividade da aludida recusa, entendimento que merece prevalecer. Não se trata aqui propriamente de se considerar a necessidade de tratamento para colocação do marca-passo como um ato distinto do ato cirúrgico, mas ao contrário, algo que se liga a ele de maneira direta e absoluta, sem o qual, a cirurgia realizada de nada valeria e resultado nenhum produziria. E mais, a própria apelante admitiu a cobertura da cirurgia e, portanto, do tratamento em si, apenas fazendo ressalva quanto à colocação do marca-passo. No entanto, a colocação do marca- passo foi um desdobramento do ato cirúrgico e, por esta razão, deve ser por ele abrangido, sem o qual o procedimento não teria sentido. O limite de exclusão imposto pelo contrato deve assim ser avaliado com ressalvas, observado de maneira concreta que a natureza da relação ajustada entre as partes e os fins do contrato celebrado, não podem ameaçar o objeto da avença bastando para tanto que se confira a previsão do artigo 51, IV e § 1º, I, todos do CDC. [...] Observe-se ainda que, na hipótese, descabe aqui qualquer consideração a respeito do alcance da Lei 9.656/98 à relação contratual em exame, já que, à luz do Código de Defesa do Consumidor, a negativa da ré e aqui recorrente mostra-se abusiva.” (fls. 15-19 do volume 3). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula nº 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 848626 AGR / SP Outrossim, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil e do Consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP Outrossim, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil e do Consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) : ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) : ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7923740
2015-02-10T00:00:00
2015-03-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 10.2.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA Nº 454 DO STF. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2013 e ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, nos termos da Súmula nº 279 do STF. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do enunciado da Súmula nº 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE. AÇÃO DECLARATÓRIA C.C. OBRIGAÇÃO DE FAZER. Procedência. Negativa de cobertura. Colocação de marca-passo. Existência de cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza. Recusa da seguradora ré injustificada. Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida. Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo). Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC. Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC. Sentença mantida. Recurso improvido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.
sjur294514
- Acórdão(s) citado(s): (PLANO DE SAÚDE, COBERTURA) ARE 734806 AgR (2ªT), ARE 725747 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 13/03/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
848626
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 848626 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) : ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) :ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2013 e ARE 734.806- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, nos termos da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do enunciado da Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE. AÇÃO DECLARATÓRIA C.C. OBRIGAÇÃO DE FAZER. Procedência. Negativa de cobertura. Colocação de marca-passo. Existência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825230. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 848626 AGR / SP cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza. Recusa da seguradora ré injustificada. Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida. Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo). Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC. Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC. Sentença mantida. Recurso improvido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825230. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza. Recusa da seguradora ré injustificada. Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida. Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo). Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC. Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC. Sentença mantida. Recurso improvido.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Brasília, 10 de fevereiro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825230. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) :ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário, a teor dos Enunciados das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Precedentes: AI 822.898-AgR, Rel. Min. Carmem Lúcia, Primeira Turma, DJe 21/2/2011 e Recurso Extraordinário 607.218-AgR, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) :ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. EXCLUSÃO DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. Os planos de saúde, quando sub judice a controvérsia sobre as coberturas contratuais, implicam a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a interpretação de cláusulas contratuais e do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inviável o recurso extraordinário, a teor dos Enunciados das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’ e ‘Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. Precedentes: AI 822.898-AgR, Rel. Min. Carmem Lúcia, Primeira Turma, DJe 21/2/2011 e Recurso Extraordinário 607.218-AgR, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 848626 AGR / SP Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/4/2012. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PLANO DE SAÚDE AÇÃO DECLARATÓRIA C.C. OBRIGAÇÃO DE FAZER Procedência Negativa de cobertura Colocação de marca-passo Existência de cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza Recusa da seguradora ré injustificada Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo) Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC Sentença mantida Recurso improvido.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Ao contrário do que se entendeu monocraticamente, o recurso extraordinário interposto demonstrou o exato, único, direto e essencial ponto em que houvera afronta direta a Constituição Federal, qual seja, ofensa direta ao ato jurídico perfeito, previsto no artigo 5..., inciso XXXVI da Carta Magna. Desde a fase contestatória se alega a impossibilidade de aplicação retroativa da lei 9656/98 (artigo 6... - LICC) aos contratos anteriores a ela firmados e deliberadamente não adaptados, nos termos da legislação infraconstitucional e normativa que regem a matéria, justamente tendo em vista a consolidação do ato jurídico perfeito! 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/4/2012. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PLANO DE SAÚDE AÇÃO DECLARATÓRIA C.C. OBRIGAÇÃO DE FAZER Procedência Negativa de cobertura Colocação de marca-passo Existência de cláusula contratual que exclui a cobertura para próteses, marca-passo, ou órteses de qualquer natureza Recusa da seguradora ré injustificada Colocação do marca-passo na autora que se classificava como providência necessária e desdobramento do ato cirúrgico a que foi submetida Estado de saúde emergencial (diagnosticada com bloqueio átrio-ventricular total definitivo) Exclusão invocada pela seguradora que contraria a finalidade do contrato e representa abusividade que afronta o CDC Despicienda a alegação de que a relação contratual não é abrangida pela Lei 9.656/98, já que a abusividade pode ser reconhecida à luz do CDC Sentença mantida Recurso improvido.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “Ao contrário do que se entendeu monocraticamente, o recurso extraordinário interposto demonstrou o exato, único, direto e essencial ponto em que houvera afronta direta a Constituição Federal, qual seja, ofensa direta ao ato jurídico perfeito, previsto no artigo 5..., inciso XXXVI da Carta Magna. Desde a fase contestatória se alega a impossibilidade de aplicação retroativa da lei 9656/98 (artigo 6... - LICC) aos contratos anteriores a ela firmados e deliberadamente não adaptados, nos termos da legislação infraconstitucional e normativa que regem a matéria, justamente tendo em vista a consolidação do ato jurídico perfeito! 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 848626 AGR / SP Segundo preceituam os artigos 35 da Lei 9.656/98, 3... da Lei 10.850/04 e 20 da Resolução Normativa n. 254 da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, a adaptação dos contratos anteriores à lei 9656/98, é FACULTADA ao contratante, já que lhe trará reajuste de contraprestação. Vê-se que os dispositivos legais e normativos aqui citados decorrem única e exclusivamente do ato jurídico perfeito e do direito adquirido previstos em nossa Carta Magna. Ou seja: não adaptado o contrato por deliberação da contratante do plano, consolida-se o ato jurídico perfeito, com proibição constitucional e legal de retroatividade da lei, nos termos do artigo 5..., inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988/88 e do artigo 6..., caput e parágrafo único da LICC. Assim, não havendo lei à época que obrigasse à cobertura de prótese, e sendo impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, flagrante e DIRETA A OFENSA ao artigo 5..., XXXVI da Constituição Federal de 1988/88” (fl. 4-5 do documento eletrônico 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP Segundo preceituam os artigos 35 da Lei 9.656/98, 3... da Lei 10.850/04 e 20 da Resolução Normativa n. 254 da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, a adaptação dos contratos anteriores à lei 9656/98, é FACULTADA ao contratante, já que lhe trará reajuste de contraprestação. Vê-se que os dispositivos legais e normativos aqui citados decorrem única e exclusivamente do ato jurídico perfeito e do direito adquirido previstos em nossa Carta Magna. Ou seja: não adaptado o contrato por deliberação da contratante do plano, consolida-se o ato jurídico perfeito, com proibição constitucional e legal de retroatividade da lei, nos termos do artigo 5..., inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988/88 e do artigo 6..., caput e parágrafo único da LICC. Assim, não havendo lei à época que obrigasse à cobertura de prótese, e sendo impossível a interferência estatal nas relações de cunho associativo, bem como a majoração da cobertura sem contraprestação proporcional, flagrante e DIRETA A OFENSA ao artigo 5..., XXXVI da Constituição Federal de 1988/88” (fl. 4-5 do documento eletrônico 7). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825231. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que o Tribunal a quo não aplicou a Lei n 9.656/1998 a contrato firmado anteriormente a sua vigência, como defende a parte recorrente. O acórdão recorrido se baseou exclusivamente no Código de Defesa do Consumidor, de forma que a controvérsia não se assemelha ao precedente com repercussão geral reconhecida por esta Corte no Recurso Extraordinário 578.801-RG. Consoante asseverado, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa ao fornecimento de tratamento médico com fundamento nas normas infraconstitucionais de regência, no contrato firmado pelas partes e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Apela a seguradora ré, sustentando a legalidade da recusa, diante de expressa previsão contratual. No entanto, sem razão a apelante. Incontroverso que apelada, acometida de bloqueio átrio ventricular total, foi internada junto à Unidade de Terapia Intensiva do Hospital IGESP, com indicação expressa para cirurgia visando a implantação de marca passo definitivo, conforme relatório médico de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Supremo Tribunal Federal 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que o Tribunal a quo não aplicou a Lei n 9.656/1998 a contrato firmado anteriormente a sua vigência, como defende a parte recorrente. O acórdão recorrido se baseou exclusivamente no Código de Defesa do Consumidor, de forma que a controvérsia não se assemelha ao precedente com repercussão geral reconhecida por esta Corte no Recurso Extraordinário 578.801-RG. Consoante asseverado, o Tribunal de origem resolveu a controvérsia relativa ao fornecimento de tratamento médico com fundamento nas normas infraconstitucionais de regência, no contrato firmado pelas partes e no conjunto fático-probatório constante dos autos. Destaco passagem ilustrativa do acórdão: “Apela a seguradora ré, sustentando a legalidade da recusa, diante de expressa previsão contratual. No entanto, sem razão a apelante. Incontroverso que apelada, acometida de bloqueio átrio ventricular total, foi internada junto à Unidade de Terapia Intensiva do Hospital IGESP, com indicação expressa para cirurgia visando a implantação de marca passo definitivo, conforme relatório médico de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 848626 AGR / SP fls. 2 que, inclusive, alertou para o risco de morte, caso não realizado tal procedimento (o que implicou no deferimento da tutela antecipada pela r. decisão de fls. 39/40 que, frise-se, restou irecorrida). Era, assim, evidente, a necessidade de tratamento médico de urgência para a autora. A r. sentença reconheceu a abusividade da aludida recusa, entendimento que merece prevalecer. Não se trata aqui propriamente de se considerar a necessidade de tratamento para colocação do marca-passo como um ato distinto do ato cirúrgico, mas ao contrário, algo que se liga a ele de maneira direta e absoluta, sem o qual, a cirurgia realizada de nada valeria e resultado nenhum produziria. E mais, a própria apelante admitiu a cobertura da cirurgia e, portanto, do tratamento em si, apenas fazendo ressalva quanto à colocação do marca-passo. No entanto, a colocação do marca- passo foi um desdobramento do ato cirúrgico e, por esta razão, deve ser por ele abrangido, sem o qual o procedimento não teria sentido. O limite de exclusão imposto pelo contrato deve assim ser avaliado com ressalvas, observado de maneira concreta que a natureza da relação ajustada entre as partes e os fins do contrato celebrado, não podem ameaçar o objeto da avença bastando para tanto que se confira a previsão do artigo 51, IV e § 1..., I, todos do CDC. [...] Observe-se ainda que, na hipótese, descabe aqui qualquer consideração a respeito do alcance da Lei 9.656/98 à relação contratual em exame, já que, à luz do Código de Defesa do Consumidor, a negativa da ré e aqui recorrente mostra-se abusiva.” (fls. 15-19 do volume 3). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP fls. 2 que, inclusive, alertou para o risco de morte, caso não realizado tal procedimento (o que implicou no deferimento da tutela antecipada pela r. decisão de fls. 39/40 que, frise-se, restou irecorrida). Era, assim, evidente, a necessidade de tratamento médico de urgência para a autora. A r. sentença reconheceu a abusividade da aludida recusa, entendimento que merece prevalecer. Não se trata aqui propriamente de se considerar a necessidade de tratamento para colocação do marca-passo como um ato distinto do ato cirúrgico, mas ao contrário, algo que se liga a ele de maneira direta e absoluta, sem o qual, a cirurgia realizada de nada valeria e resultado nenhum produziria. E mais, a própria apelante admitiu a cobertura da cirurgia e, portanto, do tratamento em si, apenas fazendo ressalva quanto à colocação do marca-passo. No entanto, a colocação do marca- passo foi um desdobramento do ato cirúrgico e, por esta razão, deve ser por ele abrangido, sem o qual o procedimento não teria sentido. O limite de exclusão imposto pelo contrato deve assim ser avaliado com ressalvas, observado de maneira concreta que a natureza da relação ajustada entre as partes e os fins do contrato celebrado, não podem ameaçar o objeto da avença bastando para tanto que se confira a previsão do artigo 51, IV e § 1..., I, todos do CDC. [...] Observe-se ainda que, na hipótese, descabe aqui qualquer consideração a respeito do alcance da Lei 9.656/98 à relação contratual em exame, já que, à luz do Código de Defesa do Consumidor, a negativa da ré e aqui recorrente mostra-se abusiva.” (fls. 15-19 do volume 3). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessária a análise de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 848626 AGR / SP Outrossim, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil e do Consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Supremo Tribunal Federal ARE 848626 AGR / SP Outrossim, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil e do Consumidor. Contrato de plano de saúde. Cobertura. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas e cláusulas contratuais. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais e dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 725.747-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. COBERTURA CONTRATUAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 734.806-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 26/6/2013). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7825232. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/02/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) : ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894729 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.626 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SILVIO PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONINA DA SILVA GIORDANO ADV.(A/S) : ROMULO GUSMÃO DE MESQUITA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 10.2.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e Roberto Barroso. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7894729 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA n 279 DO Supremo", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 725 . 747 - AgR", "ARE 734 . 806 - AgR", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 848626 AGR / SP", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "AI 822 . 898 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 218 - AgR", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 822 . 898 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 218 - AgR", "ARE 848626 AGR / SP", "ARE 848626 AGR / SP", "ARE 848626 AGR / SP", "ARE 848626 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 578 . 801 - RG", "Recurso Extraordinário 578 . 801 - RG", "ARE 848626 AGR / SP", "Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 848626 AGR / SP", "Súmula n 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 848626 AGR / SP", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 725 . 747 - AgR", "SÚMULAS NS . 279", 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656 / 98", "3", ".", ". . da Lei 10 . 850 / 04", "20 da Resolução Normativa n . 254 da Agência Nacional de Saúde Suplementar", "lei 9656 / 98", "Carta Magna", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 6 . . . , caput e parágrafo único da LICC", "artigo 5 . . . , XXXVI da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 35 da Lei 9 . 656 /", "98", "3", ". . . da Lei 10 . 850 / 04", "20 da Resolução Normativa n . 254 da Agência Nacional de Saúde Suplementar", "lei 9656 / 98", "Carta Magna", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 6 . . . , caput e parágrafo único da LICC", "artigo 5 . . . , XXXVI da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 656 / 1998", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 656", "Código de Defesa do Consumidor", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 51 , 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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) :YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado tentado. 3. Réu não localizado nos endereços constantes dos autos para ser citado. Suspensão do processo e do curso do prazo prescricional. Prisão cautelar decretada em sede de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. 4. Acusado foragido desde 2009. Nítida intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. 5. A jurisprudência do STF consolidou-se no sentido de que a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão (HC 106.816/PE, rel. min. Ellen Gracie, DJe 20.6.2011). 6. A gravidade in concreto do delito acrescida da fuga justificam a manutenção da custódia cautelar. 7. Primariedade, bons antecedentes do réu, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva. Precedentes. 8. Ausência de constrangimento ilegal. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721668. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 124486 / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721668. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) :YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por Yuri César Cherman e outro, em favor de Francisco Fernando Domingos, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a ordem no HC 286.800/DF. Segundo os autos, o recorrente foi denunciado pela suposta prática de homicídio duplamente qualificado tentado (artigo 121, § 2º, incisos II e IV, c/c o art. 14, inciso II, todos do CP), pois, no dia 5 de julho de 2009, por volta de 1 hora, na QR 310, próximo ao Conjunto 15, na via pública, em Samambaia/DF, de forma livre e consciente, fazendo uso de uma faca, desferiu golpe nas costas da vítima Humberto Cardoso de Moura. A denúncia foi recebida, oportunidade em que foi determinada a citação do denunciado. No entanto, Francisco Fernando não foi localizado para ser citado – conforme certidão de fls. 42 e 44 –, havendo notícias nos autos de que se mudou para o Estado da Paraíba no mês de janeiro de 2012, consoante informações de sua ex-companheira (fls. 12/13), estando, assim, em local incerto e não sabido. Desse modo, inviabilizada a citação pessoal do denunciado, este foi citado por edital (fls. 52-55). Contudo, ele não ofereceu resposta. Diante de tais circunstâncias, o Ministério Público requereu, além da suspensão do processo e do curso do prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, a decretação da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) :YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por Yuri César Cherman e outro, em favor de Francisco Fernando Domingos, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a ordem no HC 286.800/DF. Segundo os autos, o recorrente foi denunciado pela suposta prática de homicídio duplamente qualificado tentado (artigo 121, § 2º, incisos II e IV, c/c o art. 14, inciso II, todos do CP), pois, no dia 5 de julho de 2009, por volta de 1 hora, na QR 310, próximo ao Conjunto 15, na via pública, em Samambaia/DF, de forma livre e consciente, fazendo uso de uma faca, desferiu golpe nas costas da vítima Humberto Cardoso de Moura. A denúncia foi recebida, oportunidade em que foi determinada a citação do denunciado. No entanto, Francisco Fernando não foi localizado para ser citado – conforme certidão de fls. 42 e 44 –, havendo notícias nos autos de que se mudou para o Estado da Paraíba no mês de janeiro de 2012, consoante informações de sua ex-companheira (fls. 12/13), estando, assim, em local incerto e não sabido. Desse modo, inviabilizada a citação pessoal do denunciado, este foi citado por edital (fls. 52-55). Contudo, ele não ofereceu resposta. Diante de tais circunstâncias, o Ministério Público requereu, além da suspensão do processo e do curso do prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, a decretação da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 124486 / DF No tocante à prisão preventiva, o pedido foi indeferido pelo Juiz do Tribunal do Júri da Circunscrição Judiciária de Samambaia/DF. Contra essa decisão, o Parquet distrital interpôs recurso em sentido estrito no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A 3ª Turma Criminal do TJDFT deu provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2013.09.1.000581-3 para decretar a prisão cautelar de Francisco Fernando Domingos. Eis a ementa desse julgado: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. REVELIA. SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO CURSO PRESCRICIONAL. MUDANÇA DE ENDEREÇO. PARADEIRO INCERTO E NÃO SABIDO. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS. PROVIMENTO. I – Justifica-se a segregação cautelar nos termos dos arts. 312 e 313 do Código de Processo Penal quando o réu muda de endereço sem comunicar o fato à Justiça e permanece em local incerto e não sabido, a fim de furtar-se à aplicação da lei penal. II – Recurso provido”. A defesa, então, impetrou habeas corpus no STJ, que denegou a ordem pretendida nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA EM RECURSO EM SENTIDO ESTRITO INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. PACIENTE FORAGIDO HÁ ANOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONDIÇÃO PESSOAIS FAVORÁVEIS. ORDEM DENEGADA. – A jurisprudência desta Corte tem proclamado que a prisão cautelar é medida de caráter excepcional, devendo ser imposta, ou mantida, apenas quando atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art. 93, IX, da Constituição Federal), as exigências do art. 312 do Código de Processo Penal. – A segregação cautelar do recorrente encontra-se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF No tocante à prisão preventiva, o pedido foi indeferido pelo Juiz do Tribunal do Júri da Circunscrição Judiciária de Samambaia/DF. Contra essa decisão, o Parquet distrital interpôs recurso em sentido estrito no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A 3ª Turma Criminal do TJDFT deu provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2013.09.1.000581-3 para decretar a prisão cautelar de Francisco Fernando Domingos. Eis a ementa desse julgado: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. REVELIA. SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO CURSO PRESCRICIONAL. MUDANÇA DE ENDEREÇO. PARADEIRO INCERTO E NÃO SABIDO. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS. PROVIMENTO. I – Justifica-se a segregação cautelar nos termos dos arts. 312 e 313 do Código de Processo Penal quando o réu muda de endereço sem comunicar o fato à Justiça e permanece em local incerto e não sabido, a fim de furtar-se à aplicação da lei penal. II – Recurso provido”. A defesa, então, impetrou habeas corpus no STJ, que denegou a ordem pretendida nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA EM RECURSO EM SENTIDO ESTRITO INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. PACIENTE FORAGIDO HÁ ANOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONDIÇÃO PESSOAIS FAVORÁVEIS. ORDEM DENEGADA. – A jurisprudência desta Corte tem proclamado que a prisão cautelar é medida de caráter excepcional, devendo ser imposta, ou mantida, apenas quando atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art. 93, IX, da Constituição Federal), as exigências do art. 312 do Código de Processo Penal. – A segregação cautelar do recorrente encontra-se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 124486 / DF devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente ter se evadido do distrito da culpa após a prática do crime, estando pendente de cumprimento o mandado de prisão até a presente data, circunstância evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. – A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva. Habeas corpus denegado”. Daí, a interposição do presente recurso ordinário em habeas corpus. Agora, a defesa afirma que a prisão cautelar somente pode ser decretada se demonstrada, mediante motivação elaborada com elementos do caso concreto, a presença de algum dos requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP. Assevera também que a necessidade de segregação cautelar para aplicação da lei penal, por si só, não é suficiente à decretação da preventiva. Ao final, pede provimento do recurso ordinário para assegurar ao acusado o direito de aguardar o julgamento da ação penal em liberdade. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente ter se evadido do distrito da culpa após a prática do crime, estando pendente de cumprimento o mandado de prisão até a presente data, circunstância evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. – A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva. Habeas corpus denegado”. Daí, a interposição do presente recurso ordinário em habeas corpus. Agora, a defesa afirma que a prisão cautelar somente pode ser decretada se demonstrada, mediante motivação elaborada com elementos do caso concreto, a presença de algum dos requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP. Assevera também que a necessidade de segregação cautelar para aplicação da lei penal, por si só, não é suficiente à decretação da preventiva. Ao final, pede provimento do recurso ordinário para assegurar ao acusado o direito de aguardar o julgamento da ação penal em liberdade. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa busca, em síntese, a revogação da prisão preventiva por ausência de fundamentação. Segundo nosso ordenamento jurídico, exige-se para decretação da prisão preventiva: prova da existência do crime (materialidade) , indícios suficientes de autoria e uma das situações descritas no art. 312 do CPP, a saber: a) garantia da ordem pública; b) garantia da ordem econômica; c) conveniência da instrução criminal; e d) garantia da aplicação da lei penal. Destaco que, com a entrada em vigor da Lei 12.403/2011, nos termos da nova redação do art. 319 do CPP, o juiz passa a dispor de outras medidas cautelares de natureza pessoal diversas da prisão. A constrição cautelar deve ser tratada como medida excepcional, considerados especialmente os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Ocorre que, no caso dos autos, reputo atendidos os pressupostos e os requisitos para decretação da prisão cautelar. A materialidade delitiva restou devidamente demonstrada pelo laudo de exame de corpo de delito. De igual modo, a autoria é incontroversa. Em especial, pelo que se infere dos depoimentos das testemunhas Marisa Teixeira Silva, Mironeide Gomes de Brito, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura (fls. 17, 18, 19 e 20). Atendidos, portanto, os pressupostos legais que autorizam a prisão preventiva: prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. No que tange aos requisitos, verifico que a custódia preventiva do recorrente é absolutamente necessária para garantir a aplicação da lei penal. Do relatório de fls. 9-13, depreende-se que o réu evadiu-se do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa busca, em síntese, a revogação da prisão preventiva por ausência de fundamentação. Segundo nosso ordenamento jurídico, exige-se para decretação da prisão preventiva: prova da existência do crime (materialidade) , indícios suficientes de autoria e uma das situações descritas no art. 312 do CPP, a saber: a) garantia da ordem pública; b) garantia da ordem econômica; c) conveniência da instrução criminal; e d) garantia da aplicação da lei penal. Destaco que, com a entrada em vigor da Lei 12.403/2011, nos termos da nova redação do art. 319 do CPP, o juiz passa a dispor de outras medidas cautelares de natureza pessoal diversas da prisão. A constrição cautelar deve ser tratada como medida excepcional, considerados especialmente os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Ocorre que, no caso dos autos, reputo atendidos os pressupostos e os requisitos para decretação da prisão cautelar. A materialidade delitiva restou devidamente demonstrada pelo laudo de exame de corpo de delito. De igual modo, a autoria é incontroversa. Em especial, pelo que se infere dos depoimentos das testemunhas Marisa Teixeira Silva, Mironeide Gomes de Brito, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura (fls. 17, 18, 19 e 20). Atendidos, portanto, os pressupostos legais que autorizam a prisão preventiva: prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. No que tange aos requisitos, verifico que a custódia preventiva do recorrente é absolutamente necessária para garantir a aplicação da lei penal. Do relatório de fls. 9-13, depreende-se que o réu evadiu-se do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF distrito da culpa desde o ano de 2012, não tendo sido encontrado para prestar declarações em Delegacia: “Mironeide informou que a convivência entre ela e Francisco Fernando durou 12 anos, todavia, não sabia informar os dados pessoais dele completo. Por fim, assevera que em janeiro de 2012, Francisco Fernando mudou-se de Brasília/DF para o estado da Paraíba, não sabendo informar seu endereço nem mantém com ele nenhum contato”. No mesmo sentido, os relatos de Marisa Teixeira Silva, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura: “Que não tem notícias de Fernando, não sabendo como localizá-lo”. (fl. 17); “Que não sabe informar o paradeiro de Fernando, acreditando que ele possa estar no estado da Paraíba”; “Que de igual modo não sabe informar onde reside ou pode ser encontrado Fernando”. Colhe-se dos autos que, após o cometimento do crime, o recorrente evadiu-se do Distrito Federal, estando em local incerto e não sabido, nitidamente visando a furtar-se do cumprimento de eventual punição. Francisco Fernando não foi localizado nos endereços constantes dos cadernos processuais para ser citado (conforme certidão de fls. 42 e 44) e, segundo informações de sua ex-companheira, mudou-se para o Estado da Paraíba, no mês de janeiro de 2012. Conclui-se, portanto, a partir das informações prestadas pela ex- companheira do denunciado e das consignadas no relatório da Autoridade Policial, que o réu oculta-se de forma intencional, demonstrando, assim, sua intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Como bem destacou o Ministério Público Federal, em parecer apresentado ao STJ: “(…) a custódia do Sr. Francisco Fernando Domingos encontra- se amparada em elementos de ordem concreta que a apontam como 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF distrito da culpa desde o ano de 2012, não tendo sido encontrado para prestar declarações em Delegacia: “Mironeide informou que a convivência entre ela e Francisco Fernando durou 12 anos, todavia, não sabia informar os dados pessoais dele completo. Por fim, assevera que em janeiro de 2012, Francisco Fernando mudou-se de Brasília/DF para o estado da Paraíba, não sabendo informar seu endereço nem mantém com ele nenhum contato”. No mesmo sentido, os relatos de Marisa Teixeira Silva, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura: “Que não tem notícias de Fernando, não sabendo como localizá-lo”. (fl. 17); “Que não sabe informar o paradeiro de Fernando, acreditando que ele possa estar no estado da Paraíba”; “Que de igual modo não sabe informar onde reside ou pode ser encontrado Fernando”. Colhe-se dos autos que, após o cometimento do crime, o recorrente evadiu-se do Distrito Federal, estando em local incerto e não sabido, nitidamente visando a furtar-se do cumprimento de eventual punição. Francisco Fernando não foi localizado nos endereços constantes dos cadernos processuais para ser citado (conforme certidão de fls. 42 e 44) e, segundo informações de sua ex-companheira, mudou-se para o Estado da Paraíba, no mês de janeiro de 2012. Conclui-se, portanto, a partir das informações prestadas pela ex- companheira do denunciado e das consignadas no relatório da Autoridade Policial, que o réu oculta-se de forma intencional, demonstrando, assim, sua intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Como bem destacou o Ministério Público Federal, em parecer apresentado ao STJ: “(…) a custódia do Sr. Francisco Fernando Domingos encontra- se amparada em elementos de ordem concreta que a apontam como 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF medida imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Além de pesar em seu desfavor a grave acusação de haver cometido o crime de homicídio qualificado tentado, encontra-se o mesmo foragido desde longa data, o que bem demonstra sua intenção de furtar-se à persecução criminal.” Ainda, consta do voto do STJ: “a segregação cautelar do recorrente encontra-se devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente, após o cometimento do delito, ter se evadido do distrito da culpa, estando pendente de cumprimento até a presente data o mandado de prisão, circunstância que evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. (…) Por fim, a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para garantir a segregação preventiva”. De acordo com precedentes do STF, a simples fuga do distrito da culpa, logo após a prática do delito, configura hipótese em que há risco à instrução criminal e à aplicação da lei penal, ensejando a decretação da prisão preventiva. A jurisprudência consolidou-se no sentido de que é válido o decreto cautelar fundamentado na fuga do distrito da culpa, notadamente quando demonstrado que se pretende furtar-se à aplicação da lei penal, sob pena de o deslinde do crime em questão ficar à mercê de seu suposto autor. Nesse sentido: AgR no HC 118.292, rel. min. Luiz Fux, Primeira 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF medida imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Além de pesar em seu desfavor a grave acusação de haver cometido o crime de homicídio qualificado tentado, encontra-se o mesmo foragido desde longa data, o que bem demonstra sua intenção de furtar-se à persecução criminal.” Ainda, consta do voto do STJ: “a segregação cautelar do recorrente encontra-se devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente, após o cometimento do delito, ter se evadido do distrito da culpa, estando pendente de cumprimento até a presente data o mandado de prisão, circunstância que evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. (…) Por fim, a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para garantir a segregação preventiva”. De acordo com precedentes do STF, a simples fuga do distrito da culpa, logo após a prática do delito, configura hipótese em que há risco à instrução criminal e à aplicação da lei penal, ensejando a decretação da prisão preventiva. A jurisprudência consolidou-se no sentido de que é válido o decreto cautelar fundamentado na fuga do distrito da culpa, notadamente quando demonstrado que se pretende furtar-se à aplicação da lei penal, sob pena de o deslinde do crime em questão ficar à mercê de seu suposto autor. Nesse sentido: AgR no HC 118.292, rel. min. Luiz Fux, Primeira 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF Turma, DJe 25.10.2013; HC 123.467/PR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 2.10.2014; HC 120.176/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.3.2014; HC 119.676/PE, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014; e HC 106.438/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.3.2011, cuja ementa deste último segue transcrita: “CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO PACIENTE DO DISTRITO DA CULPA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. OBSERVÂNCIA AOS ART. 98, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, 312 E 315 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRECEDENTES. 1. É válido o decreto de prisão preventiva baseado na constatação concreta de que a fuga do réu, apontado como coautor de crime de receptação qualificada, coloca em risco a aplicação da lei penal e compromete a instrução criminal. 2. A decisão judicial que demonstra ser a segregação cautelar necessária a uma das finalidades do art. 312 do Código de Processo Penal observa a garantia de fundamentação prevista no art. 98, IX, da Constituição da República. 3. A prisão preventiva, em razão de sua natureza, pode ser decretada a qualquer momento, não representando o seu decreto violação aos incisos LIV, LVII e LXVI do art. 5º da Constituição da República. 4. Denegar a ordem”. (Grifei). É da jurisprudência desta Corte que “a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão” (HC 106.816/PE, rel. min. Ellen Gracie, DJe 20.6.2011). No caso em apreço, inexiste qualquer elemento de convicção a indicar que a fuga ocorreu porque o réu acreditava ser sua custódia ilegal, especialmente se considerado que ele evadiu-se antes mesmo da decretação da preventiva que, nesse contexto, resta justificada. Por oportuno, destaco precedentes da Corte, no sentido de ser 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF Turma, DJe 25.10.2013; HC 123.467/PR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 2.10.2014; HC 120.176/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.3.2014; HC 119.676/PE, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014; e HC 106.438/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.3.2011, cuja ementa deste último segue transcrita: “CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO PACIENTE DO DISTRITO DA CULPA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. OBSERVÂNCIA AOS ART. 98, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, 312 E 315 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRECEDENTES. 1. É válido o decreto de prisão preventiva baseado na constatação concreta de que a fuga do réu, apontado como coautor de crime de receptação qualificada, coloca em risco a aplicação da lei penal e compromete a instrução criminal. 2. A decisão judicial que demonstra ser a segregação cautelar necessária a uma das finalidades do art. 312 do Código de Processo Penal observa a garantia de fundamentação prevista no art. 98, IX, da Constituição da República. 3. A prisão preventiva, em razão de sua natureza, pode ser decretada a qualquer momento, não representando o seu decreto violação aos incisos LIV, LVII e LXVI do art. 5º da Constituição da República. 4. Denegar a ordem”. (Grifei). É da jurisprudência desta Corte que “a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão” (HC 106.816/PE, rel. min. Ellen Gracie, DJe 20.6.2011). No caso em apreço, inexiste qualquer elemento de convicção a indicar que a fuga ocorreu porque o réu acreditava ser sua custódia ilegal, especialmente se considerado que ele evadiu-se antes mesmo da decretação da preventiva que, nesse contexto, resta justificada. Por oportuno, destaco precedentes da Corte, no sentido de ser 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo Juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa: HC 97.462/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 23.4.2010; HC 98.331/SP, rel. min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJe 11.12.2009 e HC 97.688/MG, rel. min. Ayres Britto, 1ª Turma, maioria, DJe 27.11.2009. A gravidade in concreto do delito acrescida da fuga do recorrente justificam a manutenção da custódia cautelar. Desse modo, há necessidade da prisão para garantir a ordem pública e também para assegurar a aplicação da lei penal. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (Cf.: HC 98.113/RJ, rel. min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 12.3.2010 e HC 96.235/SP, rel. min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 5.3.2010). Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo Juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa: HC 97.462/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 23.4.2010; HC 98.331/SP, rel. min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJe 11.12.2009 e HC 97.688/MG, rel. min. Ayres Britto, 1ª Turma, maioria, DJe 27.11.2009. A gravidade in concreto do delito acrescida da fuga do recorrente justificam a manutenção da custódia cautelar. Desse modo, há necessidade da prisão para garantir a ordem pública e também para assegurar a aplicação da lei penal. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (Cf.: HC 98.113/RJ, rel. min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 12.3.2010 e HC 96.235/SP, rel. min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 5.3.2010). Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) : YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759732 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) : YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759732 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7797555
2015-02-03T00:00:00
2015-02-19T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 03.02.2015.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado tentado. 3. Réu não localizado nos endereços constantes dos autos para ser citado. Suspensão do processo e do curso do prazo prescricional. Prisão cautelar decretada em sede de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. 4. Acusado foragido desde 2009. Nítida intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. 5. A jurisprudência do STF consolidou-se no sentido de que a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão (HC 106.816/PE, rel. min. Ellen Gracie, DJe 20.6.2011). 6. A gravidade in concreto do delito acrescida da fuga justificam a manutenção da custódia cautelar. 7. Primariedade, bons antecedentes do réu, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva. Precedentes. 8. Ausência de constrangimento ilegal. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento.
sjur292550
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, FUGA DO DISTRITO DA CULPA) HC 106438 (1ªT), HC 106816 (2ªT), HC 118292 AgR (1ªT), HC 119676 (2ªT), HC 120176 (2ªT), HC 123467 (2ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, PRESSUPOSTOS) HC 96235 (2ªT), HC 97462 (1ªT), HC 97688 (1ªT), HC 98113 (2ªT), HC 98331 (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 03/03/2015, MJC
GILMAR MENDES
Segunda Turma
124486
[ "LEG-FED LEI-012403 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 \n ART-00319 REDAÇÃO DADA PELA LEI-12403/2011\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 124486
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RECTE.(S) : FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) : YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) :YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado tentado. 3. Réu não localizado nos endereços constantes dos autos para ser citado. Suspensão do processo e do curso do prazo prescricional. Prisão cautelar decretada em sede de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. 4. Acusado foragido desde 2009. Nítida intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de que a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão (HC 106.816/PE, rel. min. Ellen Gracie, DJe 20.6.2011). 6. A gravidade in concreto do delito acrescida da fuga justificam a manutenção da custódia cautelar. 7. Primariedade, bons antecedentes do réu, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva. Precedentes. 8. Ausência de constrangimento ilegal. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 3 de fevereiro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721668. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 124486 / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721668. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) :YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por Yuri César Cherman e outro, em favor de Francisco Fernando Domingos, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a ordem no HC 286.800/DF. Segundo os autos, o recorrente foi denunciado pela suposta prática de homicídio duplamente qualificado tentado (artigo 121, § 2..., incisos II e IV, c/c o art. 14, inciso II, todos do Código Penal Brasileiro), pois, no dia 5 de julho de 2009, por volta de 1 hora, na QR 310, próximo ao Conjunto 15, na via pública, em Samambaia/DF, de forma livre e consciente, fazendo uso de uma faca, desferiu golpe nas costas da vítima Humberto Cardoso de Moura. A denúncia foi recebida, oportunidade em que foi determinada a citação do denunciado. No entanto, Francisco Fernando não foi localizado para ser citado – conforme certidão de fls. 42 e 44 –, havendo notícias nos autos de que se mudou para o Estado da Paraíba no mês de janeiro de 2012, consoante informações de sua ex-companheira (fls. 12/13), estando, assim, em local incerto e não sabido. Desse modo, inviabilizada a citação pessoal do denunciado, este foi citado por edital (fls. 52-55). Contudo, ele não ofereceu resposta. Diante de tais circunstâncias, o Ministério Público requereu, além da suspensão do processo e do curso do prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, a decretação da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) :YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por Yuri César Cherman e outro, em favor de Francisco Fernando Domingos, contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a ordem no HC 286.800/DF. Segundo os autos, o recorrente foi denunciado pela suposta prática de homicídio duplamente qualificado tentado (artigo 121, § 2..., incisos II e IV, c/c o art. 14, inciso II, todos do Código Penal Brasileiro), pois, no dia 5 de julho de 2009, por volta de 1 hora, na QR 310, próximo ao Conjunto 15, na via pública, em Samambaia/DF, de forma livre e consciente, fazendo uso de uma faca, desferiu golpe nas costas da vítima Humberto Cardoso de Moura. A denúncia foi recebida, oportunidade em que foi determinada a citação do denunciado. No entanto, Francisco Fernando não foi localizado para ser citado – conforme certidão de fls. 42 e 44 –, havendo notícias nos autos de que se mudou para o Estado da Paraíba no mês de janeiro de 2012, consoante informações de sua ex-companheira (fls. 12/13), estando, assim, em local incerto e não sabido. Desse modo, inviabilizada a citação pessoal do denunciado, este foi citado por edital (fls. 52-55). Contudo, ele não ofereceu resposta. Diante de tais circunstâncias, o Ministério Público requereu, além da suspensão do processo e do curso do prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, a decretação da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 124486 / DF No tocante à prisão preventiva, o pedido foi indeferido pelo Juiz do Tribunal do Júri da Circunscrição Judiciária de Samambaia/DF. Contra essa decisão, o Parquet distrital interpôs recurso em sentido estrito no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A 3... Turma Criminal do TJDFT deu provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2013.09.1.000581-3 para decretar a prisão cautelar de Francisco Fernando Domingos. Eis a ementa desse julgado: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. REVELIA. SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO CURSO PRESCRICIONAL. MUDANÇA DE ENDEREÇO. PARADEIRO INCERTO E NÃO SABIDO. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS. PROVIMENTO. I – Justifica-se a segregação cautelar nos termos dos arts. 312 e 313 do Código de Processo Penal quando o réu muda de endereço sem comunicar o fato à Justiça e permanece em local incerto e não sabido, a fim de furtar-se à aplicação da lei penal. II – Recurso provido”. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pretendida nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA EM RECURSO EM SENTIDO ESTRITO INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. PACIENTE FORAGIDO HÁ ANOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONDIÇÃO PESSOAIS FAVORÁVEIS. ORDEM DENEGADA. – A jurisprudência desta Corte tem proclamado que a prisão cautelar é medida de caráter excepcional, devendo ser imposta, ou mantida, apenas quando atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art. 93, IX, da Constituição Federal), as exigências do art. 312 do Código de Processo Penal. – A segregação cautelar do recorrente encontra-se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF No tocante à prisão preventiva, o pedido foi indeferido pelo Juiz do Tribunal do Júri da Circunscrição Judiciária de Samambaia/DF. Contra essa decisão, o Parquet distrital interpôs recurso em sentido estrito no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A 3... Turma Criminal do TJDFT deu provimento ao Recurso em Sentido Estrito n. 2013.09.1.000581-3 para decretar a prisão cautelar de Francisco Fernando Domingos. Eis a ementa desse julgado: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. REVELIA. SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO CURSO PRESCRICIONAL. MUDANÇA DE ENDEREÇO. PARADEIRO INCERTO E NÃO SABIDO. PRISÃO PREVENTIVA. PRESSUPOSTOS. PROVIMENTO. I – Justifica-se a segregação cautelar nos termos dos arts. 312 e 313 do Código de Processo Penal quando o réu muda de endereço sem comunicar o fato à Justiça e permanece em local incerto e não sabido, a fim de furtar-se à aplicação da lei penal. II – Recurso provido”. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pretendida nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA EM RECURSO EM SENTIDO ESTRITO INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. PACIENTE FORAGIDO HÁ ANOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CONDIÇÃO PESSOAIS FAVORÁVEIS. ORDEM DENEGADA. – A jurisprudência desta Corte tem proclamado que a prisão cautelar é medida de caráter excepcional, devendo ser imposta, ou mantida, apenas quando atendidas, mediante decisão judicial fundamentada (art. 93, IX, da Constituição Federal), as exigências do art. 312 do Código de Processo Penal. – A segregação cautelar do recorrente encontra-se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 124486 / DF devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente ter se evadido do distrito da culpa após a prática do crime, estando pendente de cumprimento o mandado de prisão até a presente data, circunstância evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. – A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva. Habeas corpus denegado”. Daí, a interposição do presente recurso ordinário em habeas corpus. Agora, a defesa afirma que a prisão cautelar somente pode ser decretada se demonstrada, mediante motivação elaborada com elementos do caso concreto, a presença de algum dos requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP. Assevera também que a necessidade de segregação cautelar para aplicação da lei penal, por si só, não é suficiente à decretação da preventiva. Ao final, pede provimento do recurso ordinário para assegurar ao acusado o direito de aguardar o julgamento da ação penal em liberdade. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente ter se evadido do distrito da culpa após a prática do crime, estando pendente de cumprimento o mandado de prisão até a presente data, circunstância evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. – A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva. Habeas corpus denegado”. Daí, a interposição do presente recurso ordinário em habeas corpus. Agora, a defesa afirma que a prisão cautelar somente pode ser decretada se demonstrada, mediante motivação elaborada com elementos do caso concreto, a presença de algum dos requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP. Assevera também que a necessidade de segregação cautelar para aplicação da lei penal, por si só, não é suficiente à decretação da preventiva. Ao final, pede provimento do recurso ordinário para assegurar ao acusado o direito de aguardar o julgamento da ação penal em liberdade. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa busca, em síntese, a revogação da prisão preventiva por ausência de fundamentação. Segundo nosso ordenamento jurídico, exige-se para decretação da prisão preventiva: prova da existência do crime (materialidade) , indícios suficientes de autoria e uma das situações descritas no art. 312 do CPP, a saber: a) garantia da ordem pública; b) garantia da ordem econômica; c) conveniência da instrução criminal; e d) garantia da aplicação da lei penal. Destaco que, com a entrada em vigor da Lei 12.403/2011, nos termos da nova redação do art. 319 do CPP, o juiz passa a dispor de outras medidas cautelares de natureza pessoal diversas da prisão. A constrição cautelar deve ser tratada como medida excepcional, considerados especialmente os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Ocorre que, no caso dos autos, reputo atendidos os pressupostos e os requisitos para decretação da prisão cautelar. A materialidade delitiva restou devidamente demonstrada pelo laudo de exame de corpo de delito. De igual modo, a autoria é incontroversa. Em especial, pelo que se infere dos depoimentos das testemunhas Marisa Teixeira Silva, Mironeide Gomes de Brito, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura (fls. 17, 18, 19 e 20). Atendidos, portanto, os pressupostos legais que autorizam a prisão preventiva: prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. No que tange aos requisitos, verifico que a custódia preventiva do recorrente é absolutamente necessária para garantir a aplicação da lei penal. Do relatório de fls. 9-13, depreende-se que o réu evadiu-se do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal 03/02/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa busca, em síntese, a revogação da prisão preventiva por ausência de fundamentação. Segundo nosso ordenamento jurídico, exige-se para decretação da prisão preventiva: prova da existência do crime (materialidade) , indícios suficientes de autoria e uma das situações descritas no art. 312 do CPP, a saber: a) garantia da ordem pública; b) garantia da ordem econômica; c) conveniência da instrução criminal; e d) garantia da aplicação da lei penal. Destaco que, com a entrada em vigor da Lei 12.403/2011, nos termos da nova redação do art. 319 do CPP, o juiz passa a dispor de outras medidas cautelares de natureza pessoal diversas da prisão. A constrição cautelar deve ser tratada como medida excepcional, considerados especialmente os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Ocorre que, no caso dos autos, reputo atendidos os pressupostos e os requisitos para decretação da prisão cautelar. A materialidade delitiva restou devidamente demonstrada pelo laudo de exame de corpo de delito. De igual modo, a autoria é incontroversa. Em especial, pelo que se infere dos depoimentos das testemunhas Marisa Teixeira Silva, Mironeide Gomes de Brito, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura (fls. 17, 18, 19 e 20). Atendidos, portanto, os pressupostos legais que autorizam a prisão preventiva: prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. No que tange aos requisitos, verifico que a custódia preventiva do recorrente é absolutamente necessária para garantir a aplicação da lei penal. Do relatório de fls. 9-13, depreende-se que o réu evadiu-se do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF distrito da culpa desde o ano de 2012, não tendo sido encontrado para prestar declarações em Delegacia: “Mironeide informou que a convivência entre ela e Francisco Fernando durou 12 anos, todavia, não sabia informar os dados pessoais dele completo. Por fim, assevera que em janeiro de 2012, Francisco Fernando mudou-se de Brasília/DF para o estado da Paraíba, não sabendo informar seu endereço nem mantém com ele nenhum contato”. No mesmo sentido, os relatos de Marisa Teixeira Silva, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura: “Que não tem notícias de Fernando, não sabendo como localizá-lo”. (fl. 17); “Que não sabe informar o paradeiro de Fernando, acreditando que ele possa estar no estado da Paraíba”; “Que de igual modo não sabe informar onde reside ou pode ser encontrado Fernando”. Colhe-se dos autos que, após o cometimento do crime, o recorrente evadiu-se do Distrito Federal, estando em local incerto e não sabido, nitidamente visando a furtar-se do cumprimento de eventual punição. Francisco Fernando não foi localizado nos endereços constantes dos cadernos processuais para ser citado (conforme certidão de fls. 42 e 44) e, segundo informações de sua ex-companheira, mudou-se para o Estado da Paraíba, no mês de janeiro de 2012. Conclui-se, portanto, a partir das informações prestadas pela ex- companheira do denunciado e das consignadas no relatório da Autoridade Policial, que o réu oculta-se de forma intencional, demonstrando, assim, sua intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Como bem destacou o Ministério Público Federal, em parecer apresentado ao Superior Tribunal de Justiça: “(…) a custódia do Sr. Francisco Fernando Domingos encontra- se amparada em elementos de ordem concreta que a apontam como 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF distrito da culpa desde o ano de 2012, não tendo sido encontrado para prestar declarações em Delegacia: “Mironeide informou que a convivência entre ela e Francisco Fernando durou 12 anos, todavia, não sabia informar os dados pessoais dele completo. Por fim, assevera que em janeiro de 2012, Francisco Fernando mudou-se de Brasília/DF para o estado da Paraíba, não sabendo informar seu endereço nem mantém com ele nenhum contato”. No mesmo sentido, os relatos de Marisa Teixeira Silva, Silvana Lima de Moura e Humberto Cardoso de Moura: “Que não tem notícias de Fernando, não sabendo como localizá-lo”. (fl. 17); “Que não sabe informar o paradeiro de Fernando, acreditando que ele possa estar no estado da Paraíba”; “Que de igual modo não sabe informar onde reside ou pode ser encontrado Fernando”. Colhe-se dos autos que, após o cometimento do crime, o recorrente evadiu-se do Distrito Federal, estando em local incerto e não sabido, nitidamente visando a furtar-se do cumprimento de eventual punição. Francisco Fernando não foi localizado nos endereços constantes dos cadernos processuais para ser citado (conforme certidão de fls. 42 e 44) e, segundo informações de sua ex-companheira, mudou-se para o Estado da Paraíba, no mês de janeiro de 2012. Conclui-se, portanto, a partir das informações prestadas pela ex- companheira do denunciado e das consignadas no relatório da Autoridade Policial, que o réu oculta-se de forma intencional, demonstrando, assim, sua intenção de furtar-se à aplicação da lei penal. Como bem destacou o Ministério Público Federal, em parecer apresentado ao Superior Tribunal de Justiça: “(…) a custódia do Sr. Francisco Fernando Domingos encontra- se amparada em elementos de ordem concreta que a apontam como 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF medida imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Além de pesar em seu desfavor a grave acusação de haver cometido o crime de homicídio qualificado tentado, encontra-se o mesmo foragido desde longa data, o que bem demonstra sua intenção de furtar-se à persecução criminal.” Ainda, consta do voto do Superior Tribunal de Justiça: “a segregação cautelar do recorrente encontra-se devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente, após o cometimento do delito, ter se evadido do distrito da culpa, estando pendente de cumprimento até a presente data o mandado de prisão, circunstância que evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. (…) Por fim, a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para garantir a segregação preventiva”. De acordo com precedentes do Supremo Tribunal Federal, a simples fuga do distrito da culpa, logo após a prática do delito, configura hipótese em que há risco à instrução criminal e à aplicação da lei penal, ensejando a decretação da prisão preventiva. A jurisprudência consolidou-se no sentido de que é válido o decreto cautelar fundamentado na fuga do distrito da culpa, notadamente quando demonstrado que se pretende furtar-se à aplicação da lei penal, sob pena de o deslinde do crime em questão ficar à mercê de seu suposto autor. Nesse sentido: AgR no HC 118.292, rel. min. Luiz Fux, Primeira 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF medida imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Além de pesar em seu desfavor a grave acusação de haver cometido o crime de homicídio qualificado tentado, encontra-se o mesmo foragido desde longa data, o que bem demonstra sua intenção de furtar-se à persecução criminal.” Ainda, consta do voto do Superior Tribunal de Justiça: “a segregação cautelar do recorrente encontra-se devidamente fundamentada pela instância ordinária, não se podendo falar em ausência de requisitos autorizadores da custódia antecipada, com especial destaque para o fato de o paciente, após o cometimento do delito, ter se evadido do distrito da culpa, estando pendente de cumprimento até a presente data o mandado de prisão, circunstância que evidencia sua intenção de não se submeter às decisões do Poder Judiciário e autoriza a imposição da medida excepcional para assegurar a aplicação da lei penal. (…) Por fim, a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que as condições pessoais favoráveis do recorrente, como primariedade e emprego lícito, não garantem, por si só, a revogação de sua prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para garantir a segregação preventiva”. De acordo com precedentes do Supremo Tribunal Federal, a simples fuga do distrito da culpa, logo após a prática do delito, configura hipótese em que há risco à instrução criminal e à aplicação da lei penal, ensejando a decretação da prisão preventiva. A jurisprudência consolidou-se no sentido de que é válido o decreto cautelar fundamentado na fuga do distrito da culpa, notadamente quando demonstrado que se pretende furtar-se à aplicação da lei penal, sob pena de o deslinde do crime em questão ficar à mercê de seu suposto autor. Nesse sentido: AgR no HC 118.292, rel. min. Luiz Fux, Primeira 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF Turma, DJe 25.10.2013; HC 123.467/PR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 2.10.2014; HC 120.176/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.3.2014; HC 119.676/PE, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014; e HC 106.438/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.3.2011, cuja ementa deste último segue transcrita: “CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO PACIENTE DO DISTRITO DA CULPA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. OBSERVÂNCIA AOS ART. 98, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, 312 E 315 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRECEDENTES. 1. É válido o decreto de prisão preventiva baseado na constatação concreta de que a fuga do réu, apontado como coautor de crime de receptação qualificada, coloca em risco a aplicação da lei penal e compromete a instrução criminal. 2. A decisão judicial que demonstra ser a segregação cautelar necessária a uma das finalidades do art. 312 do Código de Processo Penal observa a garantia de fundamentação prevista no art. 98, IX, da Constituição da República. 3. A prisão preventiva, em razão de sua natureza, pode ser decretada a qualquer momento, não representando o seu decreto violação aos incisos LIV, LVII e LXVI do art. 5... da Constituição da República. 4. Denegar a ordem”. (Grifei). É da jurisprudência desta Corte que “a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão” (HC 106.816/PE, rel. min. Ellen Gracie, DJe 20.6.2011). No caso em apreço, inexiste qualquer elemento de convicção a indicar que a fuga ocorreu porque o réu acreditava ser sua custódia ilegal, especialmente se considerado que ele evadiu-se antes mesmo da decretação da preventiva que, nesse contexto, resta justificada. Por oportuno, destaco precedentes da Corte, no sentido de ser 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF Turma, DJe 25.10.2013; HC 123.467/PR, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 2.10.2014; HC 120.176/RS, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 26.3.2014; HC 119.676/PE, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014; e HC 106.438/MG, rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 25.3.2011, cuja ementa deste último segue transcrita: “CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA DO PACIENTE DO DISTRITO DA CULPA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. OBSERVÂNCIA AOS ART. 98, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, 312 E 315 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRECEDENTES. 1. É válido o decreto de prisão preventiva baseado na constatação concreta de que a fuga do réu, apontado como coautor de crime de receptação qualificada, coloca em risco a aplicação da lei penal e compromete a instrução criminal. 2. A decisão judicial que demonstra ser a segregação cautelar necessária a uma das finalidades do art. 312 do Código de Processo Penal observa a garantia de fundamentação prevista no art. 98, IX, da Constituição da República. 3. A prisão preventiva, em razão de sua natureza, pode ser decretada a qualquer momento, não representando o seu decreto violação aos incisos LIV, LVII e LXVI do art. 5... da Constituição da República. 4. Denegar a ordem”. (Grifei). É da jurisprudência desta Corte que “a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão” (HC 106.816/PE, rel. min. Ellen Gracie, DJe 20.6.2011). No caso em apreço, inexiste qualquer elemento de convicção a indicar que a fuga ocorreu porque o réu acreditava ser sua custódia ilegal, especialmente se considerado que ele evadiu-se antes mesmo da decretação da preventiva que, nesse contexto, resta justificada. Por oportuno, destaco precedentes da Corte, no sentido de ser 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 124486 / DF idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo Juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa: HC 97.462/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 23.4.2010; HC 98.331/SP, rel. min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJe 11.12.2009 e HC 97.688/MG, rel. min. Ayres Britto, 1... Turma, maioria, DJe 27.11.2009. A gravidade in concreto do delito acrescida da fuga do recorrente justificam a manutenção da custódia cautelar. Desse modo, há necessidade da prisão para garantir a ordem pública e também para assegurar a aplicação da lei penal. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (Cf.: HC 98.113/RJ, rel. min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 12.3.2010 e HC 96.235/SP, rel. min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 5.3.2010). Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Supremo Tribunal Federal RHC 124486 / DF idônea a prisão decretada com base em fatos concretos observados pelo Juiz na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime, mas também pelo modus operandi da conduta delituosa: HC 97.462/RS, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 23.4.2010; HC 98.331/SP, rel. min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJe 11.12.2009 e HC 97.688/MG, rel. min. Ayres Britto, 1... Turma, maioria, DJe 27.11.2009. A gravidade in concreto do delito acrescida da fuga do recorrente justificam a manutenção da custódia cautelar. Desse modo, há necessidade da prisão para garantir a ordem pública e também para assegurar a aplicação da lei penal. Por fim, destaco que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em que primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não afastam a possibilidade da prisão preventiva (Cf.: HC 98.113/RJ, rel. min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 12.3.2010 e HC 96.235/SP, rel. min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 5.3.2010). Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7721670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 03/02/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) : YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759732 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124.486 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : FRANCISCO FERNANDO DOMINGOS ADV.(A/S) : YURI CÉSAR CHERMAN E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 03.02.2015. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7759732 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 486", "HC 106 . 816 / PE", "RHC 124486 / DF", "RHC 124486 / DF", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 486", "HC 286 . 800 / DF", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 486", "HC 286 . 800 / DF", "RHC 124486 / DF", "Recurso em Sentido Estrito n . 2013 . 09 . 1 . 000581 - 3", "RHC 124486 / DF", "Recurso em Sentido Estrito n . 2013 . 09 . 1 . 000581 - 3", "RHC 124486 / DF", "RHC 124486 / DF", "RECURSO", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 486", "RHC 124486 / DF", "RHC 124486 / DF", "RHC 124486 / DF", "AgR no HC 118 . 292", "RHC 124486 / DF", "AgR no HC 118 . 292", "RHC 124486 / DF", "HC 123 . 467 / PR", "HC 120 . 176 / RS", "HC 119 . 676 / PE", "HC 106 . 438 / MG", "HC 106 . 816 / PE", "HC 123 . 467 / PR", "HC 120 . 176 / RS", "HC 119 . 676 / PE", "HC 106 . 438 / MG", "HC 106 . 816 / PE", "HC 97 . 462 / RS", "HC 98 . 331 / SP", "HC 97 . 688 / MG", "HC 98 . 113 / RJ", "HC 96 . 235 / SP", "RHC 124486 / DF", "HC 97 . 462 / RS", "HC 98 . 331 / SP", "HC 97 . 688 / MG", "HC 98 . 113 / RJ", "HC 96 . 235 / SP", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 124 . 486" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II e IV , c / c o art . 14 , inciso II , todos do Código Penal Brasileiro", "art . 366 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II e IV , c / c o art . 14 , inciso II , todos do Código Penal Brasileiro", "art . 366 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 312 e 313 do Código de Processo Penal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 312 e 313 do Código de Processo Penal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 312 e 313 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 312 e 313 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Lei 12 . 403 / 2011", "art . 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Lei 12 . 403 / 2011", "art . 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 98 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "312 E 315 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 312 do Código de Processo Penal", "art . 98 , IX , da Constituição da República", "incisos LIV , LVII e LXVI do art . 5 . . . da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 98 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA ,", "312 E 315 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 312 do Código de Processo Penal", "art . 98 , IX , da Constituição da República", "incisos LIV , LVII e LXVI do art . 5 . . . da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "QR 310", "Conjunto 15", "Samambaia", "/", "DF", "Estado da Paraíba", "DISTRITO FEDERAL", "QR 310", "Conjunto 15", "Samambaia", "/", "DF", "Estado da Paraíba", "Circunscrição Judiciária de Samambaia / DF", "Circunscrição Judiciária de", "Samambaia /", "DF", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "/", "DF", "estado da Paraíba", "estado da Paraíba", "Distrito Federal", "Estado da Paraíba", "Brasília", "/", "DF", "estado da Paraíba", "estado da Paraíba", "Distrito Federal", "Estado da Paraíba", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Sexta Turma do", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "TJDFT", "3", ".", ".", ". 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